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CÁLCULO VETORIAL
Unidade 1
Sistemas de coordenadas
Diretor Executivo
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial
ALESSANDRA FERREIRA
Projeto Gráfico
TIAGO DA ROCHA
Autoria
ALINE NASCIMENTO LINS
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A
U
TO
RI
A Aline Nascimento Lins
Olá. Sou bacharela em Física pela Universidade Federal
de Campina Grande (UFCG, 2015), concluí o mestrado na
mesma instituição no ano de 2017, na área de Cosmologia. Em
2021, concluí o doutorado em Física na área de Astrofísica e
Cosmologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(UFRN). Atuei como pesquisadora bolsista desde a graduação,
tenho experiência na área de Cosmologia e Astrofísica, com
ênfase em ondas gravitacionais, relatividade geral e estudos
em teorias modificadas para a relatividade geral. Atualmente,
atuo como professora substituta do Departamento de Ciências
Exatas e Tecnologia da Informação da Universidade Federal
Rural do Semi-Árido (UFERSA). Sou apaixonada pelo que faço e
adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão
iniciando em suas profissões. Por isso, fui convidada pela Editora
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes.
Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito
estudo e trabalho. Conte comigo!
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ÍC
O
N
ESEsses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que:
OBJETIVO
Para o início do
desenvolvimento
de uma nova
competência. DEFINIÇÃO
Houver necessidade
de apresentar um
novo conceito.
NOTA
Quando necessárias
observações ou
complementações
para o seu
conhecimento.
IMPORTANTE
As observações
escritas tiveram que
ser priorizadas para
você.
EXPLICANDO
MELHOR
Algo precisa ser
melhor explicado ou
detalhado.
VOCÊ SABIA?
Curiosidades e
indagações lúdicas
sobre o tema em
estudo, se forem
necessárias.
SAIBA MAIS
Textos, referências
bibliográficas
e links para
aprofundamento do
seu conhecimento.
ACESSE
Se for preciso acessar
um ou mais sites
para fazer download,
assistir vídeos, ler
textos, ouvir podcast.
REFLITA
Se houver a
necessidade de
chamar a atenção
sobre algo a
ser refletido ou
discutido.
RESUMINDO
Quando for preciso
fazer um resumo
acumulativo das
últimas abordagens.
ATIVIDADES
Quando alguma
atividade de
autoaprendizagem
for aplicada. TESTANDO
Quando uma
competência for
concluída e questões
forem explicadas.
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Sistemas de coordenadas polares, cilíndricas e esféricas .... 9
Coordenadas cartesianas ................................................................................... 9
Coordenadas polares ........................................................................................11
Coordenadas cilíndricas ...................................................................................14
Coordenadas esféricas .....................................................................................17
Relação entre as coordenadas polares, cilíndricas e
esféricas .................................................................................. 19
Trigonometria .....................................................................................................19
Funções trigonométricas ...................................................................20
Relação entre coordenadas cartesianas e coordenadas polares............. 21
Relação entre coordenadas cartesianas e coordenadas cilíndricas ........ 24
Relação entre coordenadas cartesianas e coordenadas esféricas .......... 28
Integrais duplas ....................................................................... 31
Integral .................................................................................................................31
Integrais duplas em regiões retangulares..................................................... 32
Integrais duplas em regiões não retangulares .............................................36
Integrais duplas em coordenadas polares ..................................... 38
Integrais triplas ....................................................................... 43
Introdução ...........................................................................................................43
Extensão da integral tripla ...............................................................................46
Integrais triplas em coordenadas cilíndricas ................................................ 48
Integrais triplas em coordenadas esféricas ..................................................51
Mudança de variável .........................................................................................53
SU
M
Á
RI
O
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A
PR
ES
EN
TA
ÇÃ
OVocê sabia que os sistemas de coordenadas podem
facilitar ou dificultar a solução de um problema? Um sistema
de coordenadas adequado faz toda a diferença quando
precisamos calcular integrais duplas e triplas. Além do sistema
de coordenadas cartesianos, temos os sistemas de coordenadas
polares (para problemas em duas dimensões), cilíndricas e
esféricas (para problemas em três dimensões).
Saber resolver integrais duplas e triplas será essencial
em sua profissão, com as integrais duplas podemos calcular
o volume de um sólido, além disso, é possível calcular a área
realizando a integração de um elemento de área. As integrais
triplas podem nos fornecer a massa de um sólido, bastando, para
isso, integrar a função densidade em um elemento de volume.
Também é possível calcular o volume de um sólido, realizando
a integração de um elemento de volume. Por isso a importância
desse conteúdo para o pleno desenvolvimento da sua profissão!
As competências que iremos desenvolver aqui serão de
extrema importância na sua formação. Entendeu? Ao longo desta
unidade letiva, você vai mergulhar neste universo!
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O
BJ
ET
IV
O
S Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1 – Sistemas de
coordenadas. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento
das seguintes competências profissionais até o término desta
etapa de estudos:
1. Identificar os tipos de sistemas de coordenadas
vetoriais.
2. Discernir sobre as diferenças entre coordenadas
polares, cilíndricas e esféricas, além de representar
equações nos sistemas de coordenadas.
3. Definir e solucionar problemas envolvendo integrais
duplas com as coordenadas.
4. Definir e solucionar problemas envolvendo integrais
triplas com as coordenadas.
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Sistemas de coordenadas
polares, cilíndricas e esféricas
OBJETIVO
Neste capítulo, vamos conhecer as coordenadas
polares, cilíndricas e esféricas. Esse conhecimento
é fundamental para o desenvolvimento da sua
profissão, em muitas situações será mais adequado
o uso de um desses sistemas de coordenadas, a
depender da geometria do problema. E então?
Motivado para desenvolver essa competência?
Então, vamos lá. Avante!
Coordenadas cartesianas
As coordenadas cartesianas, ou coordenadas retangulares,
são utilizadas para determinar a posição de pontos em um
sistema cartesiano (REIS; SILVA, 1996). Considere o plano
definido pelo par de retas perpendiculares x e y, como mostra a
Figura 1. Passando pelo ponto P podemos traçar uma única reta
paralela a x, x’, e uma única reta paralela a y, y’, nos pontos Px e
Py, respectivamente.
Figura 1 – Coordenadas cartesianas
𝑃𝑃
𝑥𝑥
𝑦𝑦
𝑥𝑥′
𝑦𝑦′
𝑃𝑃!
𝑃𝑃"
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
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A interseção entre as retas y’ e y determina o ponto P. Os
números x e y são, respectivamente, a abscissa e a ordenada
do ponto P, que é denotado por P(x,y). É comum omitir algumas
informações da Figura 1, de modo que esses conceitos fiquem
subentendidos, como se mostra na Figura 2, a seguir.
Figura 2 – Coordenada cartesiana simplificada
𝑃𝑃(𝑥𝑥, 𝑦𝑦)
𝑥𝑥
𝑦𝑦
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Agora, considere os dois pontosP(x1 ,y1) e Q(x2 ,y2), como
mostrado na Figura 3, a distância entre os pontos é dada por
(REIS; SILVA, 1996): 𝑑𝑑 𝑃𝑃, 𝑄𝑄 = 𝑥𝑥! − 𝑥𝑥" ! + 𝑦𝑦! − 𝑦𝑦" !. 1
Figura 3 – Distância entre dois pontos no plano cartesiano
𝑃𝑃(𝑥𝑥!, 𝑦𝑦!)
𝑥𝑥
𝑦𝑦
𝑄𝑄(𝑥𝑥", 𝑦𝑦")
𝑥𝑥! 𝑥𝑥"
𝑦𝑦!
𝑦𝑦"
𝑥𝑥" − 𝑥𝑥!
𝑦𝑦" − 𝑦𝑦!
𝑑𝑑
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
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Coordenadas polares
Nessa seção, estudaremos como determinar um ponto em
coordenadas polares, que são de grande utilidade quando se é
necessário calcular integrais múltiplas. O sistema de coordenadas
polares foi introduzido por Newton e, conforme veremos no
decorrer dessa unidade, este é um sistema de coordenadas que
em muitos problemas será mais conveniente do que o sistema
de coordenadas cartesianas (REIS; SILVA, 1996).
Considere o par de coordenadas retangulares (x, y) da
Figura 4, com origem em 0, chamada de polo, e a partir da
qual o raio r vai da origem 0 ao ponto P, e θ é o ângulo entre o
eixo x e o raio r. O eixo x, chamado de eixo polar, é geralmente
desenhado horizontalmente para a direita e coincide com o eixo
das abscissas das coordenadas cartesianas.
Figura 4 – Coordenadas polares no plano cartesiano
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝑃𝑃(𝑥𝑥!, 𝑦𝑦!)
𝑥𝑥!
𝑦𝑦!
𝑟𝑟
𝜃𝜃
𝑂𝑂
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
O ponto P pode ser expresso em coordenadas cartesianas
como P(x0 , y0) e em coordenadas polares, P(r, θ). O ângulo θ é
positivo quando medido no sentido anti-horário e negativo
quando medido no sentido horário (THOMAS, 2012).
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IMPORTANTE
Diferente do que ocorre em coordenadas
retangulares em que cada ponto é representado
por um único par de coordenadas, em coordenadas
polares, o mesmo ponto pode ser representado por
pares de coordenadas diferentes (STEWART, 2010).
Veja na Figura 5 um exemplo em que o mesmo ponto,
localizado em um raio r = 2 a contar da origem e ângulo 𝜃𝜃 =
𝜋𝜋
6
, pode ser representado tanto pelo par 2 𝜋𝜋6 quanto pelo par
2,−
11𝜋𝜋
6
.
Figura 5 – As coordenadas polares de um único ponto não são únicas
𝑥𝑥
𝑦𝑦
𝜃𝜃 = !
"
𝑂𝑂
𝜃𝜃 = − ##!
"
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Em algumas situações é possível que r seja negativo, por
esse motivo se utiliza a distância orientada na definição de P(r, θ).
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EXEMPLO: Marque os pontos cujas coordenadas polares
são dadas.
a) 1,
5𝜋𝜋
4
b) 2,3𝜋𝜋
c) 2,−
2𝜋𝜋
3
d) −3,−
3𝜋𝜋
4
Solução: Veja, na Figura 6, as soluções. Observe que o
ângulo positivo é sempre no sentido anti-horário e vai do eixo
polar x até a reta r, e o ângulo negativo é no sentido horário, do
eixo polar x até a reta r.
Figura 6 – Solução do exemplo anterior
𝑥𝑥 𝑥𝑥
𝑥𝑥 𝑥𝑥
!"
# 3𝜋𝜋
− $"
%
− %"
#
𝑂𝑂
𝑂𝑂
𝑂𝑂
𝑃𝑃(2,− $"
%
) 𝑃𝑃(−3,− %"
#
)
𝑃𝑃(1, !"
#
)
𝑃𝑃(2,3𝜋𝜋)
(a) (b)
(c) (d)
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Um fato importante é que cada ponto é representado
de uma única forma em coordenadas cartesianas, mas em
coordenadas polares o mesmo ponto pode ser representado
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de muitas maneiras (LEITHOLD, 1994), como será mostrado no
exemplo a seguir.
EXEMPLO:
Para determinar todas as coordenadas polares do ponto
𝑃𝑃 2,
𝜋𝜋
6 devemos esboçar o raio inicial do sistema de coordenadas
formando um ângulo de
𝜋𝜋
6 com o eixo x, e marcamos o ponto
𝑃𝑃 2,
𝜋𝜋
6 , feito isso, pode-se determinar os ângulos para os demais
pares de coordenadas do ponto P, com r = 2 e r = -2. Para r = 2,
temos os ângulos:
𝜋𝜋
6
,
𝜋𝜋
6
± 2𝜋𝜋,
𝜋𝜋
6
± 4𝜋𝜋,
𝜋𝜋
6
± 6𝜋𝜋,…
Para r = -2, temos os ângulos:
−
5𝜋𝜋
6 ,−
5𝜋𝜋
6 ± 2𝜋𝜋,−
5 𝜋𝜋
6 ± 4𝜋𝜋,−
5𝜋𝜋
6 ± 6𝜋𝜋,…
E temos os seguintes pares de coordenadas para o ponto P:
2 ,
𝜋𝜋
6
± 2𝑛𝑛𝜋𝜋
−2 , −
5𝜋𝜋
6
± 2𝑛𝑛𝜋𝜋
em que n = 0, ±1, ±2, ±3, ....
Coordenadas cilíndricas
Muitas vezes, para resolver problemas de engenharia,
física e geometria, nos deparamos com situações que envolvem
simetria cilíndrica ou esférica. Nesses casos, é conveniente
utilizar um sistema de coordenadas cilíndricas ou esféricas
(quando temos uma esfera) (STEWART, 2010). O cálculo com
coordenadas cilíndricas é semelhante ao caso de coordenadas
polares, mas agora trataremos de problemas envolvendo três
dimensões.
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DEFINIÇÃO
Um ponto P é determinado em um sistema de
coordenadas cilíndricas por três ordenadas, (r,
θ, z), a partir das coordenadas polares r e θ que
representam a projeção vertical de P no plano xy, e
z é a coordenada vertical retangular.
Veja, na Figura 7, a seguir, um ponto P em coordenadas
cilíndricas.
Figura 7 – Coordenadas cilíndricas
𝑥𝑥
𝑦𝑦
𝑧𝑧
𝜃𝜃
0
𝑃𝑃(𝑟𝑟, 𝜃𝜃, 𝑧𝑧)
𝑟𝑟
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
As coordenadas cilíndricas e cartesianas são relacionadas
pelas equações a seguir:
𝑦𝑦 = 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝜃𝜃, 𝑥𝑥 = 𝑟𝑟 cos 𝜃𝜃 , 𝑧𝑧 = 𝑧𝑧 𝑟𝑟 𝑡𝑡𝑡𝑡𝜃𝜃 =
𝑦𝑦
𝑥𝑥
. 4
Em coordenadas cilíndricas, a equação r = a, em que x é um
número, não descreve apenas uma circunferência no plano xy
como em coordenadas polares, mas descreve um cilindro de raio r
ao longo do eixo x.
As coordenadas cilíndricas são bastante utilizadas em
problemas em que temos um cilindro cujos eixos coincidem com
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o eixo z, bem como plano que contém ou são perpendiculares ao
eixo z (THOMAS, 2012.
Veja, na Figura 8, a seguir, um cilindro de raio α ao longo
do eixo z.
Figura 8 – Cilindro no plano
𝑥𝑥
𝑦𝑦
𝑧𝑧
𝑟𝑟 = 𝑎𝑎
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Em coordenadas cilíndricas, a equação θ = θ0 descreve um
plano que contém o eixo z e forma um ângulo θ0 com o eixo x
positivo. E a equação representa um plano perpendicular ao
eixo z.
EXEMPLO:
A equação r = 4 descreve um cilindro de raio 4 cujo eixo
coincide com o eixo z. A equação 𝜃𝜃 =
𝜋𝜋
3 descreve um plano
que contém o eixo z. E a equação z = 2 descreve um plano
perpendicular ao eixo z.
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Coordenadas esféricas
As coordenadas esféricas são bastante úteis quando
precisamos resolver problemas cuja simetria envolve superfícies,
como cones, esferas, ou quando o integrando é uma função que
depende apenas da distância até a origem (THOMAS, 2012). As
coordenadas esféricas são denotadas por três variáveis, (r, θ, φ),
em que a variável r é a distância entre um ponto e a origem, θ é
um ângulo medido a partir do semiplano y = 0 e x ≥ 0, e o ângulo
φ é medido a partir do semieixo 0z positivo. Podemos relacionar
as coordenadas esféricas e cartesianas da seguinte forma:
x = r cos θ sen φ (5)
y = r sen θ sen φ
z = r cos φ
Na Figura 9, a seguir, temos a representação de um ponto
em coordenadas esféricas.
Figura 9 – Coordenadas esféricas
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝑧𝑧
𝑃𝑃
𝜃𝜃
𝜙𝜙
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos.
Você deve ter aprendido que além do sistema
de coordenadas cartesianas temos também os
sistemas de coordenadas polares, cilíndricas e
esféricas, que são bastante úteis para realizar
o cálculo de integrais duplas e triplas. Espera-
se que você seja capaz de identificar se uma
equação está escrita em coordenadas cartesianas,
polares, cilíndricas ou esféricas, bem como
realizar a transformação entre as coordenadas. As
coordenadas cartesianas são escritas em termos
de (x, y, z), as coordenadas polares relacionam
as coordenadas (x, y) do plano cartesiano com as
coordenadas (r, θ) do plano polar. Ao contrário do
que ocorre com as coordenadas cartesianas, em que
um ponto é representado de uma única forma pelas
coordenadas,no sistema de coordenadas polares,
um mesmo ponto pode ter várias representações.
As coordenadas cilíndricas são bem parecidas com
as coordenadas polares, mas quando tratamos de
coordenadas cilíndricas estamos considerando
problemas com três dimensões, logo, precisamos
de mais uma coordenada, que é a coordenada z. Em
coordenadas esféricas, a definição e as relações são
um pouco diferentes, um ponto é representado em
coordenadas esféricas por (r, θ, φ).
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Relação entre as coordenadas
polares, cilíndricas e esféricas
OBJETIVO
Neste capítulo, vamos compreender como se
realiza a mudança de sistema de coordenadas.
Esse conhecimento será de grande importância
para resolver integrais duplas e triplas. E isso será
fundamental para o exercício de sua profissão.
E então? Motivado para desenvolver essa
competência? Então, vamos lá. Avante!
Trigonometria
Nesta seção, traremos uma importante revisão de
trigonometria. A trigonometria será utilizada para relacionarmos
as coordenadas cartesianas, polares, cilíndricas e esféricas,
sendo, então, um conhecimento necessário para esta unidade.
Os ângulos podem ser medidos tanto em graus (°) quanto
em radianos (rad), o ângulo dado por uma revolução completa,
ou seja, quando fechamos um círculo, é 2πrad ou 360°, então
temos uma importante relação entre graus e radianos,
1πrad = 180°. (5)
Desse modo, podemos construir uma tabela relacionando
os ângulos em graus e em radianos, utilizando a relação anterior:
Tabela 1 – Relação entre ângulos em graus e em radianos
Fonte: Elaborada pelo autor, com base em Stewart (2010).
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Na Figura 10, a seguir, temos um círculo, com um setor
demarcado em azul, que possui ângulo θ e raio r, compreendendo
um comprimento de arco a. Com isso, pode-se realizar a seguinte
relação de proporção:
𝜃𝜃
2𝜋𝜋
=
𝑎𝑎
2𝜋𝜋𝜋𝜋
, 6
de em que podemos, isolando a na Equação 6, obter o
comprimento do arco em termos do ângulo θ e o raio r,
a = rθ. (7)
Assim, se fizermos o caso especial em que a = r, o ângulo θ
deve ser igual a 1 rad.
Figura 10 – Setor de um círculo de raio r
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Funções trigonométricas
As funções trigonométricas (seno, cosseno, tangente,
cotangente, secante e cossecante) são definidas a partir da razão
entre os lados de um triângulo retângulo (LEITHOLD, 1994). Veja,
na Figura 11, um triângulo retângulo e a indicação de seus lados.
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Figura 11 – Triângulo retângulo
𝜃𝜃
Cateto oposto
Cateto adjacente
Hipotenusa
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
E escrevemos as funções trigonométricas utilizando as
relações a seguir:
𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠 𝜃𝜃 = !"#.%&.
'(&.
, cos 𝜃𝜃 = !"#.")*.
'(&.
, tg 𝜃𝜃 = !"#.%&.
!"#.")*.
,
𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 𝜃𝜃 =
ℎ𝑖𝑖𝑖𝑖.
𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐. 𝑐𝑐𝑖𝑖.
, sec 𝜃𝜃 =
ℎ𝑖𝑖𝑖𝑖.
𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐. 𝑐𝑐𝑎𝑎𝑎𝑎.
, 𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 𝜃𝜃 =
𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐. 𝑐𝑐𝑎𝑎𝑎𝑎.
𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐. 𝑐𝑐𝑖𝑖.
. 8
em que na Equação (8) abreviamos a notação utilizada na Figura 11.
Relação entre coordenadas
cartesianas e coordenadas
polares
É possível relacionar o sistema de coordenadas
cartesianas com o sistema de coordenadas polares a partir dos
conhecimentos básicos de trigonometria. Considere a Figura
12, em que tomamos uma origem comum nos dois sistemas de
coordenadas, 0, e um raio r positivo.
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Figura 12 – Relação entre coordenadas polares e coordenadas cartesianas
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝜃𝜃
𝑂𝑂
𝑟𝑟
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Lembrando que:
𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠 𝜃𝜃 =
𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑠𝑠𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑐𝑐𝑜𝑜𝑐𝑐𝑠𝑠𝑐𝑐𝑐𝑐
ℎ𝑖𝑖𝑜𝑜𝑐𝑐𝑐𝑐𝑠𝑠𝑠𝑠𝑖𝑖𝑠𝑠𝑐𝑐
, cos 𝜃𝜃 =
𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑠𝑠𝑐𝑐𝑐𝑐 𝑐𝑐𝑎𝑎𝑎𝑎𝑐𝑐𝑐𝑐𝑠𝑠𝑠𝑠𝑐𝑐𝑠𝑠
ℎ𝑖𝑖𝑜𝑜𝑐𝑐𝑐𝑐𝑠𝑠𝑠𝑠𝑖𝑖𝑠𝑠𝑐𝑐
𝑠𝑠 𝑐𝑐𝑡𝑡𝜃𝜃 =
𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝜃𝜃
cos 𝜃𝜃
. 9
Temos, então:
𝑦𝑦 = 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝜃𝜃, 𝑥𝑥 = 𝑟𝑟 cos 𝜃𝜃 𝑟𝑟 𝑡𝑡𝑡𝑡𝜃𝜃 =
𝑦𝑦
𝑥𝑥
. 10
Além disso, da identidade trigonométrica, sen2θ + cos2θ = 1,
temos:
x2 + y2 = r2. (11)
EXEMPLO:
O ponto (1, -1) está expresso em coordenadas cartesianas,
expresse-o em coordenadas polares.
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Solução: x = 1 = rcosθ e y = -1 = rsenθ, podemos encontrar x
utilizando a Equação (11),
x2 + y2 = r2 → r2 = (1)2 + (-1)2 = 1 + 1 = 2 → r = √2
O ângulo θ pode ser obtido por meio da terceira equação
em (10),
𝑡𝑡𝑡𝑡 𝜃𝜃 =
𝑦𝑦
𝑥𝑥
= −1 → 𝜃𝜃 = 𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑡𝑡𝑡𝑡 −1 = −45° = −
𝜋𝜋
4
,
e podemos representar o ponto como sendo 2,−
𝜋𝜋
4 em coordenadas
polares.
EXEMPLO:
a. Qual curva é representada pela equação polar r = 2?
b. Qual curva é representada pela equação polar θ = 1?
Solução:
a. Essa curva consiste de todos os pontos em coordenadas
polares que possuem r = 2, ou seja, (2, θ), como θ
vai de 0 a 2π, o conjunto de todos esses pontos é a
circunferência de raio 2 centrada na origem.
b. Essa curva consiste de todos os pontos em coordenadas
polares que possuem θ = 1, ou seja, (r, 1), e r pode ser
qualquer valor, mas o ângulo é fixo, portanto, essa
equação representa uma reta que forma um ângulo de
1 rad com o eixo x.
EXEMPLO:
Vejamos alguns exemplos de equações expressas em
coordenadas polares e em coordenadas cartesianas:
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r2senθcosθ = 25 → xy = 25
rcosθ = 3 → x = 3
r2sen2θ - r2cos2θ = 1 → x2 + y2 = 1.
Relação entre coordenadas
cartesianas e coordenadas
cilíndricas
As coordenadas cilíndricas são definidas de forma bem
parecida com as coordenadas polares, mas aqui temos uma
variável a mais. Nas coordenadas cilíndricas, temos as variáveis
r,θ que são como nas coordenadas polares e a variável z.
Para realizar a conversão de um sistema de coordenadas
cilíndricas para coordenadas cartesianas, utilizamos
x = rcosθ, y = rsenθ, z = z. (12)
E para converter coordenadas cartesianas em coordenadas
cilíndricas, utilizamos
𝑟𝑟! = 𝑥𝑥! + 𝑦𝑦!, 𝑡𝑡𝑡𝑡 𝜃𝜃 =
𝑦𝑦
𝑥𝑥
, 𝑧𝑧 = 𝑧𝑧. 13
EXEMPLO:
a. O ponto 2,
2𝜋𝜋
3
, 1 está indicado na Figura 13 em
coordenadas cilíndricas, represente esse ponto em
coordenadas cartesianas.
b. (b) Represente o ponto (3, -3, -7) em coordenadas
cilíndricas.
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Solução:
a. Para converter um ponto de coordenadas cilíndricas para
coordenadas cartesianas utilizamos as Equações (12),
𝑥𝑥 = 𝑟𝑟 cos 𝜃𝜃 = 2 cos
2𝜋𝜋
3
= 2 ⋅ −
1
2
= −1
𝑦𝑦 = 𝑟𝑟 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠 𝜃𝜃 = 2 𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠𝑠
2𝜋𝜋
3
= 2 ⋅
3
2
= 3
𝑧𝑧 = 𝑧𝑧 = 1.
Portanto, o ponto 2,
2𝜋𝜋
3
, 1 pode ser representado por
−1, 3 , 1 em coordenadas cartesianas.
b. Para converter um ponto em coordenadas retangulares
para coordenadas cilíndricas, utilizamos as Equações (13),
𝑟𝑟! = 𝑥𝑥! + 𝑦𝑦! = 3 ! + −3 ! = 9 + 9 = 18 → 𝑟𝑟 = 18 = 3 2
𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 =
𝑦𝑦
𝑥𝑥
= −
3
3
= −1 → 𝑡𝑡 = 𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑡𝑡𝑡𝑡 −1 = −
𝜋𝜋
4
z = z = -7
Então, o ponto (3, -3, -7) em coordenadas cartesianas pode
ser representado por 3 2,−
𝜋𝜋
4
, −7 em coordenadas cilíndricas.
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Figura 13 – Exemplo (a) representando um ponto em coordenadas cilíndricas
𝑥𝑥
𝑦𝑦
𝑧𝑧
𝜃𝜃 = !"
#
𝑟𝑟 = 2
𝑧𝑧 = 1
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
IMPORTANTE
O sistema de coordenadas cilíndricas é bastante útil
para tratar problemas que possuem simetria em
torno de um eixo, pois fazendo o eixo z coincidir
com o eixo de simetria do objeto ficamos com um
problema bem simples de se resolver (STEWART,
2010). Por exemplo, o eixo de simetria de um cilindro
de base circular x2 + y2 = c2 é o eixo z, que nos fornece
a altura do cilindro, e em coordenadas cilíndricas, aequação do cilindro é bem simples, r = c.
Na Figura 14, temos um cilindro reto de base circular de
raio c, cuja equação em coordenadas cartesianas é x2 + y2 = c2, e
em coordenadas cilíndricas essa equação se reduz a apenas r = c.
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Figura 14 – Cilindro
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
EXEMPLO:
Qual é a superfície cuja equação em coordenadas cilíndricas
é z = r?
Solução: A equação do sólido geométrico nos diz que a
altura z é sempre igual ao raio r, e como não temos nenhuma
informação de θ, ele pode variar livremente. Vamos converter
essa equação para coordenadas retangulares,
z2 = r2 = x2 + y2
E sabe-se que a equação z2 = x2 + y2 é a equação de um cone
de eixo z. Como era de se esperar, veja, na Figura 15, que ao
cortarmos o cone em z = k (k > 0) temos um círculo de raio k.
28 CÁLCULO VETORIAL
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1
Figura 15 – Cone
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Relação entre coordenadas
cartesianas e coordenadas
esféricas
A Figura 16 mostra as coordenadas esféricas de um ponto
P = (r, θ, φ), em que r e θ são definidos da mesma forma que em
coordenadas cilíndricas, e φ é o ângulo formado entre o eixo z
positivo e o seguimento de reta OP que liga o ponto a origem.
Figura 16 – Coordenadas esféricas
𝑥𝑥
𝑧𝑧
𝑦𝑦
𝜙𝜙
𝜃𝜃
𝑃𝑃(𝑟𝑟, 𝜃𝜃, 𝜙𝜙)
𝑟𝑟
𝑂𝑂
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
29CÁLCULO VETORIAL
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Note que r ≥ 0 e 0 ≤ θ ≤ π.
Utilizamos coordenadas esféricas sempre que o problema
envolver simetria em torno de um ponto, neste ponto colocamos
a origem. Exemplos de problemas envolvendo simetria esférica
são: a esfera, que possui uma equação bem simples r = c ; o
semiplano vertical, cuja equação é dada por θ = c ; o semicone,
cuja equação é dada por φ = c.
As equações que relacionam coordenadas cartesianas com
coordenadas esféricas são:
x = rsenφcosθ, y = rsenφsenθ, z = rcosφ (14)
E para converter coordenadas cartesianas em esféricas,
utilizamos:
r2 = x2 + y2 +z2 (15)
EXEMPLO:
Expresse a função 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 = 𝑒𝑒 !!"#!"$!
%
& em coordenadas
esféricas.
Solução:
A partir da Equação (15), vemos que
r2 = x2 + y2 +z2 → f(r, θ, φ) = er
que é uma função bem mais simples de se trabalhar.
30 CÁLCULO VETORIAL
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1
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos.
Você deve ter aprendido a transformar pontos
e equações de coordenadas cartesianas para
coordenadas polares, cilíndricas e esféricas. Você
também deve ter aprendido o caminho inverso,
dado um ponto ou equação em coordenadas
polares, cilíndricas ou esféricas, obter sua
representação em coordenadas cartesianas.
Você deve ter aprendido que as coordenadas
cilíndricas são de grande importância para a
solução de problemas que envolvam a simetria em
um determinado eixo, esse eixo deve ser posto a
coincidir com o eixo z. Exemplos de problemas que
podem ser tratados com coordenadas cilíndricas
são o cilindro e o cone. Você também deve ter
aprendido que o sistema de coordenadas esféricas
é bastante útil quando precisamos solucionar
problemas que possuem simetria em um ponto,
e que neste ponto é em que colocamos a origem
do nosso sistema de coordenadas. Exemplos
de problemas que podem ser tratados com
coordenadas esféricas são a esfera e o semicone.
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1
Integrais duplas
OBJETIVO
Neste capítulo, vamos entender como se realiza
o cálculo de integrais duplas. As integrais duplas
são muito úteis para solucionar problemas em
que é necessário saber o volume de um sólido.
Isso será fundamental para o exercício de sua
profissão. E então? Motivado para desenvolver
essa competência? Então, vamos lá. Avante!
Integral
Nesta seção relembraremos brevemente o conceito de
integral de funções de uma única variável.
Veja a Figura 17 a seguir, a área sob a curva da função y =
ƒ(x) de a até b pode ser encontrada quando subdividimos essa
área em pequenos retângulos e somamos suas respectivas
áreas, então
𝐴𝐴 ~$ 𝑓𝑓 𝑥𝑥 Δ𝑥𝑥!
"
!#$
, 16
em que N é o número de divisões, ou seja, o número de
retângulos que dividimos a área sob a curva, e n = 1, 2, ..., N.
Note que essa área da Equação (16) é aproximada, isso se deve
ao fato de que ao subdividir a região sob a curva, podemos ver
na Figura 17 que sobra uma pequena área. Para solucionar
esse problema, podemos tomar divisões em retângulos com Δx
cada vez menores e, com isso, aumentamos a quantidade N de
retângulos, e obtemos a área fazendo o limite da soma de todos
os retângulos, quando o número de retângulos tende a infinito:
𝐴𝐴 = lim
!→#
'𝑓𝑓 𝑥𝑥 Δ𝑥𝑥
!
$%&
= + 𝑓𝑓 𝑥𝑥 𝑑𝑑𝑥𝑥
'
(
. 17
32 CÁLCULO VETORIAL
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1
Podemos, então, relacionar a integral de uma função
limitada entre as retas x = a e x = b com a área sob a curva da
função ƒ(x) entre a e b.
Aqui deixamos um questionamento, sendo a integral de
uma função ƒ(x) relacionado com a área, com o que podemos
relacionar uma integral dupla de uma função ƒ(x, y)? Preparado
para descobrir a resposta desse questionamento? Então, vamos
para a próxima seção!
Figura 17 – Área sob uma curva
𝑦𝑦
𝑥𝑥Δ𝑥𝑥𝑎𝑎 𝑏𝑏
𝑦𝑦 = 𝑓𝑓(𝑥𝑥)
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Integrais duplas em regiões
retangulares
Nesta seção, estudaremos as integrais duplas, que podem
ser ditas como sendo o volume de uma região limitada. A região
mais simples que podemos estudar uma integral dupla é um
retângulo.
Considere uma função ƒ(x, y) definida em uma região
retangular R,
33CÁLCULO VETORIAL
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R: a ≤ x ≤ b, c ≤ y ≤ d. (18)
Podemos subdividir essa região retangular em retângulos
menores, cortando essa região por retas paralelas aos eixos x e
y. Na Figura 18, temos um esboço dessa região.
Figura 18 – Região retangular dividida em N retângulos
Δ𝑥𝑥
Δ𝑦𝑦
𝑅𝑅
𝑥𝑥
y
𝑎𝑎 𝑏𝑏
𝑑𝑑
𝑐𝑐
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Cada pedacinho retangular tem área ΔA = Δx ⋅ Δy. Se
atribuirmos um número a cada um desses pequenos retângulos
dentro de R, temos ΔA1, ΔA2, ..., ΔAN. Então,
𝑉𝑉 = lim
!→#
'𝑓𝑓 𝑥𝑥$ , 𝑦𝑦$ Δ𝐴𝐴$
!
$%&
=.𝑓𝑓 𝑥𝑥 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝐴𝐴 . 19
Essa integral é o volume de um retângulo R no plano xy,
como mostrado na Figura 19 a seguir.
34 CÁLCULO VETORIAL
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Figura 19 – Volume de um retângulo no plano xy
𝑥𝑥
𝑦𝑦
𝑧𝑧
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
EXEMPLO:
Calcule a integral
! ! 4 − 𝑥𝑥 − 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑥𝑥𝑑𝑑𝑦𝑦
!
"
#
"
.
Solução:
Primeiro, note que os limites de integração de x são diferentes
dos limites de integração de y, para resolver uma integral dupla,
devemos calcular a integral de dentro, que neste caso é uma
integral em x e depois fazemos a integral de fora, em y,
! ! 4 − 𝑥𝑥 − 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑥𝑥𝑑𝑑𝑦𝑦
!
"
#
"
= ! ! 4 − 𝑥𝑥 − 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑥𝑥
!
"
𝑑𝑑𝑦𝑦
#
"
= ! 4𝑥𝑥 −
𝑥𝑥!
2
− 𝑥𝑥𝑦𝑦
"
!
𝑑𝑑𝑦𝑦
#
"
= ! 4 ⋅ 2 −
2!
2
− 2 ⋅ 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑦𝑦
#
"
= ! 6 − 2 ⋅ 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑦𝑦
#
"
= 6𝑦𝑦 − 𝑦𝑦! "# = 6 − 1 = 5𝑢𝑢. 𝑣𝑣.
35CÁLCULO VETORIAL
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em que 𝑢𝑢. 𝑣𝑣. significa unidade de volume.
Você deve estar se perguntando se seria possível inverter
a ordem de integração. Se no exemplo anterior poderíamos
calcular primeiro a integral em y e depois a integral em x. Graças
ao Teorema de Fubini, para casos como o do Exemplo anterior,
podemos inverter a ordem de integração.
Teorema de Fubini: Seja ƒ(x, y) uma função contínua em
uma região retangular R: a ≤ x ≤ b, c ≤ y ≤ d, então:
"∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑 = " " 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑥𝑥𝑑𝑑𝑦𝑦
!
"
#
$
= " " 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑦𝑦𝑑𝑑𝑥𝑥
#
$
!
"20
EXEMPLO:
Calcule !∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑 para ƒ(x, y) = 100 - 6x2y e R: 0 ≤ x ≤ 2,
-1 ≤ y ≤ 1.
Solução:
!∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑 = ! ! 100 − 6𝑥𝑥!𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑥𝑥𝑑𝑑𝑦𝑦
!
"
#
$#
= ! 100𝑥𝑥 −
6𝑥𝑥%𝑦𝑦
3
"
!
𝑑𝑑𝑦𝑦
#
$#
= ! 100 ⋅ 2 − 16𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑦𝑦
#
$#
= 200𝑦𝑦 −
8𝑦𝑦!
2
$#
#
= 200 ⋅ 1 −
8 ⋅ 1 !
2 − 200 ⋅ −1 − 8 ⋅
−1 !
2 = 200 − 4 + 200 + 4 = 400𝑢𝑢. 𝑣𝑣.
Se invertermos a ordem de integração, temos:
!∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑 = ! ! 100 − 6𝑥𝑥!𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑦𝑦𝑑𝑑𝑥𝑥
"
#"
!
$
= ! 100𝑦𝑦 −
6𝑥𝑥!𝑦𝑦!
2
#"
"
𝑑𝑑𝑥𝑥
!
$
= ! 100 ⋅ 1 − 3𝑥𝑥! ⋅ 1 − 100 ⋅ −1 − 3𝑥𝑥! ⋅ −1 𝑑𝑑𝑥𝑥
!
$
= ! 100 − 3𝑥𝑥! − −100 + 3𝑥𝑥! 𝑑𝑑𝑥𝑥
!
$
= ! 200𝑑𝑑𝑥𝑥
!
$
= 200𝑥𝑥 2
$
!
= 200 ⋅ 2 − 200 ⋅ 0 = 400𝑢𝑢. 𝑣𝑣.
36 CÁLCULO VETORIAL
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Integrais duplas em regiões não
retangulares
Vimos como calcular integrais em regiões retangulares, que
são as regiões mais simples, pois são regiões em que a função
ƒ(x, y) é limitada por retas paralelas aos eixos x e y. Mas, existem
diversos casos em que a função é limitada por uma curva.
Considere que 𝑓𝑓: 𝐷𝐷! ∈ ℝ" → ℝ , em que 𝑓𝑓: 𝐷𝐷! ∈ ℝ" → ℝ é uma região
limitada qualquer. Queremos calcular a integral dupla de 𝑓𝑓: 𝐷𝐷! ∈ ℝ" → ℝ sobre
𝑓𝑓: 𝐷𝐷! ∈ ℝ" → ℝ. Como 𝑓𝑓: 𝐷𝐷! ∈ ℝ" → ℝ é uma região limitada, podemos tomar um retângulo
R, tal que, 𝑓𝑓: 𝐷𝐷! ∈ ℝ" → ℝ, como mostrado na Figura 20 a seguir.
Figura 20 – Região R limitando uma região Df
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝐷𝐷!
𝑅𝑅
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Podemos definir uma função 𝐹𝐹:ℝ! → ℝ da forma:
𝐹𝐹 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 = '
𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 , 𝑠𝑠𝑠𝑠 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 ∈ 𝐷𝐷!
0, 𝑠𝑠𝑠𝑠 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 ∈ 𝑅𝑅 − 𝐷𝐷!
21
37CÁLCULO VETORIAL
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Então, a integral de F na região retangular R será igual a
integral de F na região Df mais a integral de F na região R - Df:
"∫ 𝐹𝐹 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= "∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑
"!
+ "∫ 0𝑑𝑑𝑑𝑑
!#"!
"∫ 𝐹𝐹 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= "∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑
"!
22
Desse modo, podemos calcular o volume de sólidos que
são delimitados por funções, e temos dois casos a estudar.
• Regio tipo I – Se ƒ é contínua em uma região Ω, tal que:
Ω = 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝜖𝜖ℝ! 𝑎𝑎 ≤ 𝑥𝑥 ≤ 𝑏𝑏, 𝑔𝑔 𝑥𝑥 ≤ 𝑦𝑦 ≤ ℎ 𝑥𝑥 } 23
Essa região está esboçada na Figura 21, e nessa região
temos:
"∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= " " 𝑓𝑓 𝑥𝑥 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑦𝑦𝑑𝑑𝑥𝑥
" #
$ #
%
&
24
Figura 21 – Região limitada por retas verticais no eixo x e por funções no eixo y
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝑔𝑔(𝑥𝑥)
ℎ(𝑥𝑥)
𝑎𝑎 𝑏𝑏
Ω
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
38 CÁLCULO VETORIAL
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IMPORTANTE
Quando temos um caso como a região tipo I, a
integral da Equação (19) deve ser resolvida na ordem
em que aparece, primeiro realiza-se a integral em
dy, substitui os limites de integração g(x) e h(x) e só
então, pode-se realizar a integração em x.
• Região tipo II – Se ƒ é contínua em uma região Ω da forma
Ω = 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝜖𝜖ℝ! 𝑔𝑔 𝑦𝑦 ≤ 𝑥𝑥 ≤ ℎ 𝑦𝑦 , 𝑐𝑐 ≤ 𝑦𝑦 ≤ 𝑑𝑑} 25
Essa região está esboçada na Figura 22, e para essa região
temos:
"∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= " " 𝑓𝑓 𝑥𝑥 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑥𝑥𝑑𝑑𝑦𝑦
" #
$ #
%
&
26
Figura 22 – Região limitada por retas verticais no eixo y e por funções no eixo x
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝑔𝑔(𝑥𝑥)
ℎ(𝑥𝑥)
𝑎𝑎
𝑏𝑏
Ω
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Integrais duplas em coordenadas
polares
Suponha que queiramos calcular a integral dupla de uma
função ƒ(x, y) em uma região R dada por um círculo ou por um
anel, como mostrado na Figura 23.
39CÁLCULO VETORIAL
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Figura 23 – Regiões em que podemos utilizar coordenadas polares para integral dupla
𝑦𝑦 𝑦𝑦
𝑥𝑥 𝑥𝑥
𝑅𝑅 𝑅𝑅
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Em ambos esses casos, é complicado descrever a região em
coordenadas cartesianas, sendo, então, mais conveniente tratar
essas integrais utilizando coordenadas polares.
EXEMPLO:
Represente a região do plano R, dada pelo primeiro
quadrante da circunferência de raio 2 em coordenadas polares.
Solução:
A região em questão é:
R = {(r, θ) | 0 ≤ r ≤ 2, 0 ≤ θ ≤ π/2}
E em coordenadas cartesianas, essa mesma região seria
dada por R = {(x, y) | x2 + y2 ≤ 4, x ≥ 0 e y ≥ 0}. Na Figura 24 (a)
temos uma representação gráfica dessa região.
EXEMPLO:
Represente a região do semiplano superior limitado pelos
círculos x2 + y2 = 1 e x2 + y2 = 4, em coordenadas polares.
40 CÁLCULO VETORIAL
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Solução:
Veja, na Figura 24 (b), a representação gráfica dessa região.
Sabemos que x2 + y2 = r2, então, a nossa região está limitada em
1 ≤ r ≤ 2, e como queremos apenas o semiplano superior 0 ≤ θ ≤ π,
então, em coordenadas polares a nossa região é:
R = {(r, θ) | 1 ≤ r ≤ 2, 0 ≤ θ ≤ π}.
Figura 24 – Regiões polares dos exemplos anteriores
𝑦𝑦 𝑦𝑦
𝑥𝑥 𝑥𝑥
𝑅𝑅𝑅𝑅
(a) (b)
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Agora que já sabemos representar uma região em
coordenadas cartesianas e polares, vamos introduzir um teorema
muito importante que nos permite calcular integrais duplas em
coordenadas polares.
Teorema de Fubini para regiões polares: Se ƒ é contínua na
região polar R = {(r, θ) | a ≤ r ≤ b, α ≤ θ ≤ β}, então:
"∫ 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= " " 𝑓𝑓 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟, 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝑟𝑟𝑑𝑑𝑟𝑟𝑑𝑑𝑟𝑟
"
#
$
%
27
EXEMPLO:
Calcule !∫ 3𝑥𝑥 + 4𝑦𝑦! 𝑑𝑑𝑑𝑑
"
, em que R é a região do semiplano
superior limitado pelos círculos x2 + y2 = 1 e x2 + y2 = 4.
41CÁLCULO VETORIAL
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Solução:
Essa é a região da Figura 24 (b), já vimos que essa região
tem representação R = {(r, θ) | 1 ≤ r ≤ 2, 0 ≤ θ ≤ π}.
Assim, como a função é contínua, podemos fazer:
!∫ 3𝑥𝑥 + 4𝑦𝑦! 𝑑𝑑𝑑𝑑
"
= ! ! 3𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 + 4 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 ! 𝑟𝑟𝑑𝑑𝑟𝑟𝑑𝑑𝑟𝑟
!
#
$
%
= ! ! 3𝑟𝑟!𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 + 4𝑟𝑟&𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟!𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑟𝑟𝑑𝑑𝑟𝑟
!
#
$
%
= ! 𝑟𝑟&𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 + 𝑟𝑟'𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟!𝑟𝑟 #!𝑑𝑑𝑟𝑟
$
%
= ! 7𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 + 15𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟!𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑟𝑟
$
%
= ! 7𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 +
15
2 1 − cos 2𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑟𝑟
$
%
= 7𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 +
15𝑟𝑟
2 −
15𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 2𝑟𝑟
4
%
$
=
15𝜋𝜋
2 .
EXEMPLO:
Calcule o volume do sólido delimitado pela função ƒ(x,y) = x2y
e sobre a região dada pelo primeiro quadrante da circunferência
x2 + y2 = 4.
Solução:
Vimos no exemplo que corresponde à região da Figura 24
(a) que:
R = {(r, θ) | 0 ≤ r ≤ 2, 0 ≤ θ ≤ π/2}
Logo, o volume será dado por:
!∫ 𝑥𝑥!𝑦𝑦𝑦𝑦𝑦𝑦
"
= ! ! 𝑟𝑟! cos! 𝜃𝜃 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝜃𝜃 𝑟𝑟 𝑦𝑦𝑟𝑟 𝑦𝑦𝜃𝜃
!
#
$
!
#
= ! ! 𝑟𝑟% cos! 𝜃𝜃 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝜃𝜃 𝑦𝑦𝑟𝑟 𝑦𝑦𝜃𝜃
!
#
$
!
#
= !
𝑟𝑟&
5 #
!
cos! 𝜃𝜃 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝜃𝜃
$
!
#
𝑦𝑦𝜃𝜃 =
32
5
! cos! 𝜃𝜃 𝑦𝑦 −𝑐𝑐𝑐𝑐𝑟𝑟𝜃𝜃
$
!
#
= −
32
5
cos' 𝜃𝜃
3
#
$
!
= −
32
5
0 −
1
3
=
32
15
.
42 CÁLCULO VETORIAL
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RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos.
Você deve ter aprendido que as integrais simples
nos fornecem a área sob uma curva, as integrais
duplas nos fornecem o volume de um sólido.
Você também deve ter aprendido que também
é possível determinar a área calculando uma
integral dupla, basta integrar o elemento de área.
Você deve ter aprendido como se calcula integrais
duplas em regiões retangulares e em regiões
não retangulares, e que temos duas possíveis
regiões não retangulares possíveis para o cálculo
de integrais duplas. Além disso, você deve ter
aprendido que algumas funções são complicadas
demais para realizar o cálculo da integral dupla
em coordenadas cartesianas e que, nesses casos,
é possível utilizarum sistema de coordenadas
polares e simplificar o problema.
43CÁLCULO VETORIAL
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Integrais triplas
OBJETIVO
Neste capítulo, vamos realizar o cálculo de
integrais triplas. As integrais triplas são de grande
valia quando precisamos determinar a massa de
um determinado sólido, desde que conheçamos
a função de densidade, além disso, é possível
determinar o volume, realizando a integração de
um elemento de volume. E então? Motivado para
desenvolver essa competência? Então, vamos lá.
Avante!
Introdução
A extensão da integral dupla para a tripla é tão natural
quanto a extensão da integral simples para a integral dupla. O tipo
mais simples de domínio de integração aqui é o paralelepípedo
retangular limitado pelos planos x = a, x = b, y = c, y = d, z = e e z = f.
Seja ƒ uma função real de três variáveis contínua no
paralelepípedo retangular S. Uma partição de S é formada ao
dividirmos esse sólido em caixas retangulares, por meio de planos
paralelos aos planos coordenados, como mostra a Figura 25.
Figura 25 – Paralelepípedo retangular dividido em pequenas caixas retangulares
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
44 CÁLCULO VETORIAL
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Vamos considerar que a partição da superfície S gere N
caixas, e que ΔVn seja o volume na n-ésima caixa. Tomando um
ponto arbitrário (Xn, Yn, Zn) nessa caixa, temos:
" 𝑓𝑓 𝑥𝑥! , 𝑦𝑦! , 𝑧𝑧! Δ𝑉𝑉!
"
!#$
28
é uma soma de Riemann de ƒ associada a uma partição de S.
Se D = |ΔVn| denota o volume da maior das caixas de S,
definimos
"∫ "𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑 = lim
!→ $
/ 𝑓𝑓 𝑥𝑥% , 𝑦𝑦% , 𝑧𝑧%
&
%'(
Δ𝑑𝑑% 29
desde que o limite exista, como sendo a integral tripla de ƒ
sobre o paralelepípedo S.
IMPORTANTE
O significado físico de uma integral tripla é o de
massa, quando a função ƒ(x, y , z) representa uma
densidade sobre a superfície S. Nesse caso,
𝑚𝑚 = #∫ #𝑓𝑓 𝑥𝑥 𝑦𝑦 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
é a massa total do sólido S.
Seguindo os passos da integral dupla, a forma prática
de calcular integrais triplas é utilizando integrais iteradas em
conformidade com a extensão natural do Teorema de Fubini.
Teorema de Fubini para integrais triplas sobre
paralelepípedos: Se 𝑓𝑓: 𝑉𝑉𝑉𝑉ℝ! → ℝ é uma função contínua definida
em um conjunto aberto que contém um bloco retangular S =
[a,b] x [c,d] x [e,f], então (STEWART, 2010):
"∫ "𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= " " " 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑥𝑥 𝑑𝑑𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑧𝑧
"
#
$
%
&
'
30
45CÁLCULO VETORIAL
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IMPORTANTE
Assim como integrais duplas em regiões
retangulares, aqui também podemos calcular a
integral utilizando qualquer uma das permutações
de elemento de volume, desde que sejam tomados
os devidos cuidados com os limites de integração,
ou seja,
! ! ! 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑥𝑥𝑑𝑑𝑦𝑦𝑑𝑑𝑧𝑧
!
"
#
$
%
&
= ! ! ! 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑦𝑦𝑑𝑑𝑥𝑥𝑑𝑑𝑧𝑧
#
$
!
"
%
&
= ! ! ! 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑧𝑧𝑑𝑑𝑦𝑦𝑑𝑑𝑥𝑥
%
&
#
$
!
"
= ⋯
EXEMPLO:
Calcule !∫ !𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
em que S = [0,1] x [0,1] x [0,1] e
ƒ(x, y, z) = xyz .
Solução:
!∫ !𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= ! ! ! 𝑥𝑥𝑦𝑦𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑥𝑥 𝑑𝑑𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑧𝑧
"
#
"
#
"
#
= ! !
𝑥𝑥$
2
#
"
𝑦𝑦𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑧𝑧
"
#
"
#
= ! !
𝑦𝑦𝑧𝑧
2
𝑑𝑑𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑧𝑧
"
#
"
#
= !
1
2
𝑦𝑦$
2
#
"
𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑧𝑧
"
#
= !
1
4
𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑧𝑧
"
#
=
𝑧𝑧$
8
#
"
=
1
8
.
EXEMPLO:
Calcule !∫ !𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
se S = [0,1] x [-1,1] x [1,2] e ƒ(x, y, z)
= xexy - zx2.
Solução:
46 CÁLCULO VETORIAL
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Note que a integral em x é mais complicada, aqui é
conveniente realizar primeiro a integração em y e em z e só
depois em x,
!∫ !𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= ! ! ! 𝑥𝑥𝑒𝑒"# − 𝑧𝑧𝑥𝑥$ 𝑑𝑑𝑦𝑦 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑥𝑥
%
&%
$
%
%
'
= ! ! 𝑒𝑒"# − 𝑧𝑧𝑥𝑥$𝑦𝑦 &%% 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑥𝑥
$
%
%
'
= ! ! 𝑒𝑒" − 𝑧𝑧𝑥𝑥$ − 𝑒𝑒&" + 𝑧𝑧𝑥𝑥$ 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑥𝑥
$
%
%
'
= ! ! 𝑒𝑒" − 𝑒𝑒&" − 2𝑧𝑧𝑥𝑥$ 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑥𝑥
$
%
%
'
= ! 𝑧𝑧𝑒𝑒" − 𝑧𝑧𝑒𝑒&" − 𝑧𝑧$𝑥𝑥$ %$ 𝑑𝑑𝑥𝑥
%
'
= ! 2𝑒𝑒" − 2𝑒𝑒&" − 4𝑥𝑥$ − 𝑒𝑒" − 𝑒𝑒&" − 𝑥𝑥$ 𝑑𝑑𝑥𝑥
%
'
= ! 𝑒𝑒" − 𝑒𝑒&" − 3𝑥𝑥$ 𝑑𝑑𝑥𝑥
%
'
= 𝑒𝑒" + 𝑒𝑒&" − 𝑥𝑥( '%
= 𝑒𝑒 + 𝑒𝑒&% − 1 − 1 + 1 − 0 = 𝑒𝑒 + 𝑒𝑒&% − 3.
Extensão da integral tripla
Seja W uma região de ℝ! , tal que, W ∈ S, em que S é um
paralelepípedo. Se 𝑓𝑓:𝑊𝑊 → ℝ é uma função contínua, definimos
𝐹𝐹: 𝑆𝑆 → ℝ por (STEWART, 2010):
𝐹𝐹 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 = (
𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 , 𝑠𝑠𝑠𝑠 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝜖𝜖 𝑊𝑊
0, 𝑠𝑠𝑠𝑠 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝜖𝜖 𝑆𝑆 −𝑊𝑊 . 31
Assim, se F é integrável sobre S, definimos a integral tripla
de ƒ sobre W como sendo:
"∫ "𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= "∫ "𝐹𝐹 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
"
32
Nesse caso, dizemos que ƒ é integrável sobre W.
47CÁLCULO VETORIAL
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1
IMPORTANTE
A integral não depende da escolha do
paralelepípedo S.
EXEMPLO:
Calcule a massa do sólido 𝑊𝑊 = 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝜖𝜖 ℝ! 0 ≤ 𝑥𝑥 ≤
𝑦𝑦
3 , 0 ≤ 𝑦𝑦 ≤ 9, 0 ≤ 𝑧𝑧 ≤ 𝑦𝑦
" − 9𝑥𝑥"/
𝑊𝑊 = 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝜖𝜖 ℝ! 0 ≤ 𝑥𝑥 ≤
𝑦𝑦
3 , 0 ≤ 𝑦𝑦 ≤ 9, 0 ≤ 𝑧𝑧 ≤ 𝑦𝑦
" − 9𝑥𝑥"/, cuja densidade é dada pela função .
Solução:
𝑚𝑚 = # # # 𝑘𝑘𝑘𝑘
!!"#$!
%
𝑑𝑑𝑘𝑘 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
&
%
#
%
= 𝑘𝑘# #
𝑘𝑘'
2 %
!!"#$!
𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
&
%
#
%
= 𝑘𝑘# #
𝑑𝑑' − 9𝑑𝑑'
2
!
&
%
#
%
𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑘𝑘#
𝑑𝑑'𝑑𝑑
2
−
3𝑑𝑑&
2 %
!
&#
%
𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝑘𝑘#
𝑑𝑑&
6
−
𝑑𝑑&
18
𝑑𝑑𝑑𝑑
#
%
= 𝑘𝑘#
1
9
𝑑𝑑&𝑑𝑑𝑑𝑑
#
%
=
𝑘𝑘𝑑𝑑(
36 %
#
=
𝑘𝑘6561
36
= 𝑘𝑘
729
4
.
Podemos, ainda, calcular o volume de um sólido, quando
fazemos o caso especial, em que ƒ(x,y,z) = 1, então:
𝑉𝑉 = $∫ $𝑑𝑑 𝑉𝑉 33
EXEMPLO:
Calcule o volume do sólido 𝑊𝑊 = 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝜖𝜖 ℝ! − 5 ≤ 𝑥𝑥 ≤ 5,− 25 − 𝑥𝑥" ≤ 𝑦𝑦 ≤ 25 − 𝑥𝑥", 0 ≤ 𝑧𝑧 ≤ 8 − 𝑥𝑥 − 𝑦𝑦0
𝑊𝑊 = 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝜖𝜖 ℝ! − 5 ≤ 𝑥𝑥 ≤ 5,− 25 − 𝑥𝑥" ≤ 𝑦𝑦 ≤ 25 − 𝑥𝑥", 0 ≤ 𝑧𝑧 ≤ 8 − 𝑥𝑥 − 𝑦𝑦0𝑊𝑊 = 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝜖𝜖 ℝ! − 5 ≤ 𝑥𝑥 ≤ 5,− 25 − 𝑥𝑥" ≤ 𝑦𝑦 ≤ 25 − 𝑥𝑥", 0 ≤ 𝑧𝑧 ≤ 8 − 𝑥𝑥 − 𝑦𝑦0 .
Solução:
O volume do sólido é a integral tripla de dV,
48 CÁLCULO VETORIAL
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𝑉𝑉 = # # # 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑
!"#"$
%
&'"#!
" &'"#!
'
"'
= # # 8 − 𝑑𝑑 − 𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑
&'"#!
" &'"#!
'
"'
= # 8𝑑𝑑 − 𝑑𝑑𝑑𝑑 −
𝑑𝑑&
2 " &'"#!
&'"#!
𝑑𝑑𝑑𝑑
'
"'
= # 8 25 − 𝑑𝑑& − 𝑑𝑑 25 − 𝑑𝑑& −
25 − 𝑑𝑑&
2
− −8 25 − 𝑑𝑑& + 𝑑𝑑 25 − 𝑑𝑑& −
25 − 𝑑𝑑&
2
'
"'
𝑑𝑑𝑑𝑑
= # 16 25 − 𝑑𝑑& − 2𝑑𝑑 25 − 𝑑𝑑& 𝑑𝑑𝑑𝑑
'
"'
= 2# 8 − 𝑑𝑑 25 − 𝑑𝑑&
'
"'
𝑑𝑑𝑑𝑑 = 200𝜋𝜋.
Integrais triplas em coordenadas
cilíndricas
As coordenadas cilíndricas (r, θ, z), do ponto 𝑃𝑃 = 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝜖𝜖 ℝ!,
são definidas pelas relações:
x = rcosθ, y = rsenθ, z = z, (33)
em que r é a distância de 0 à projeção do ponto P no plano
XOY, e θ é o ângulo entre r e o eixo x, e temos as seguintes
relações:
𝑟𝑟 = 𝑥𝑥! + 𝑦𝑦!, 𝜃𝜃 = 𝑎𝑎𝑟𝑟𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎𝑎
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝑒𝑒 𝑧𝑧 = 𝑧𝑧 34
que definem a representação do ponto P = (x, y, z) em
coordenadas cilíndricas (GUIDORIZZI, 2002).
As coordenadas cilíndricas são utilizadas no contexto de
integrais triplas quando se quer integrais sobre regiões do tipo:
E = {(x,y,z)|(x,y) ∈ D, u1(x,y) ≤ z ≤ u2(x,y)}, (35)
em que D tem representação conveniente em coordenadas
polares:
D = {(r,θ)|α ≤ θ ≤ β, h1(θ) ≤ r ≤ h2(θ)} (36)
49CÁLCULO VETORIAL
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Veja, na Figura 26, a representação dessa região no espaço.
Figura 26 – Superfície delimitada pelas regiões das Equações (35) e (36)
𝑥𝑥
𝑦𝑦𝑧𝑧
𝑧𝑧 = 𝑢𝑢!(𝑥𝑥, 𝑦𝑦)
𝑧𝑧 = 𝑢𝑢"(𝑥𝑥, 𝑦𝑦)
D
ℎ!(𝜃𝜃)
ℎ!(𝜃𝜃)
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Assim, temos:
"∫ "𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= " " " 𝑓𝑓 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝜃𝜃, 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝜃𝜃, 𝑧𝑧 𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑟𝑟 𝑑𝑑𝜃𝜃
"! #$%& (
"" #&)* (
+! (
+" (
,
-
37
EXEMPLO:
Um sólido E está contido no cilindro x2 + y2 = 1, abaixo do
plano z = 4 e acima do paraboloide z = 1 - x2 - y2. Determine a massa
de E, sabendo que a densidade é dada por 𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 = 𝑘𝑘 𝑥𝑥! + 𝑦𝑦! ,
em que é uma constante de proporção.
Solução: O sólido geométrico em questão está esboçado na
Figura 27 e possui um formato que lembra uma lata de cerveja.
50 CÁLCULO VETORIAL
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Aqui queremos calcular a massa, para isso vamos utilizar
o sistema de coordenadas cilíndricas, em que a região D é a
circunferência unitária, logo:
D = {(r,θ)|0 ≤ r ≤ 1, 0 ≤ θ ≤ 2π}
Além disso, passando de coordenadas cartesianas para
coordenadas cilíndricas os limites de integração de z, temos,
1 - x2 - y2 ≤ z ≤ 4 → 1 - r2 ≤ z ≤ 4 e a função também deve ser
reescrita em coordenadas cilíndricas:
ƒ (rcosθ, rsenθ, z) = kr
Então, temos que resolver a seguinte integral:
!∫ !𝑘𝑘 𝑥𝑥! + 𝑦𝑦!𝑑𝑑𝑑𝑑
"
= ! ! ! 𝑘𝑘𝑘𝑘 ⋅ 𝑘𝑘𝑑𝑑𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑘𝑘 𝑑𝑑𝑑𝑑
#
$%&!
$
'
!(
'
= 𝑘𝑘! ! ! 𝑘𝑘! 𝑑𝑑𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑘𝑘 𝑑𝑑𝑑𝑑
#
$%&!
$
'
!(
'
= 𝑘𝑘! ! 𝑘𝑘! 𝑟𝑟 $%&!
#
$
'
!(
'
𝑑𝑑𝑘𝑘 𝑑𝑑𝑑𝑑
= 𝑘𝑘! ! 𝑘𝑘! 3 + 𝑘𝑘! 𝑑𝑑𝑘𝑘 𝑑𝑑𝑑𝑑
$
'
!(
'
= 𝑘𝑘! ! 3𝑘𝑘! + 𝑘𝑘# 𝑑𝑑𝑘𝑘 𝑑𝑑𝑑𝑑
$
'
!(
'
= 𝑘𝑘! 𝑘𝑘) +
𝑘𝑘*
5
'
$
𝑑𝑑𝑑𝑑
!(
'
= 𝑘𝑘! 1 +
1
5 𝑑𝑑𝑑𝑑
!(
'
=
𝑘𝑘6
5 𝑑𝑑 '
!( =
12𝑘𝑘𝑘𝑘
5 .
Figura 27 – Lata de cerveja
𝑦𝑦
𝑥𝑥
𝑧𝑧
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
51CÁLCULO VETORIAL
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1
Integrais triplas em coordenadas
esféricas
As coordenadas esféricas (r,θ, Φ) de um ponto P = (x,y,z) no
espaço são indicadas pelas equações:
x = rsenΦ cosθ, y = rsenΦ senΦ, z = rcosΦ, (38)
em que r é a distância entre a origem e o ponto P, θ é
definido do mesmo modo que em coordenadas cilíndricas, e
Φ é o ângulo entre o eixo z positivo e o seguimento de reta r
(STEWART, 2010).
No sistema de coordenadas esféricas, o correspondente à
caixa retangular é uma cunha esférica:
E = {(r,θ,Φ)| a ≤ r ≤ b, α ≤ θ ≤ β, c ≤ Φ ≤ d}. (39)
Figura 28 – Esfera
Fonte: Elaborada pelo autor (2022).
Em termos de integrais triplas, utilizamos:
!∫ !𝑓𝑓 𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧 𝑑𝑑𝑑𝑑
!
= ! ! ! 𝑓𝑓 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟, 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟, 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝑟𝑟"𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑟𝑟
#
$
.
%
&
'
(
40
52 CÁLCULO VETORIAL
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Podemos estender a Equação (40) para regiões mais gerais
com:
𝐸𝐸 = 𝑟𝑟, 𝜃𝜃, 𝜙𝜙 𝛼𝛼 ≤ 𝜃𝜃 ≤ 𝛽𝛽, 𝑐𝑐 ≤ 𝜙𝜙 ≤ 𝑑𝑑, 𝑔𝑔! 𝜃𝜃, 𝜙𝜙 ≤ 𝑟𝑟 ≤ 𝑔𝑔" 𝜃𝜃 𝜙𝜙 } 41
IMPORTANTE
Normalmente, as coordenadas esféricas são
utilizadas nas integrais triplas quando superfícies
como cones e esferas formam a fronteira da região
de integração.
EXEMPLO:
Calcule !∫ #𝑒𝑒 !!"#!"$!
"
! 𝑑𝑑𝑑𝑑 , em que é uma bola unitária E =
{(x,y,z)|x2 + y2 + z2 ≤ 1}
Solução – sendo a fronteira de E uma esfera, utilizaremos
coordenadas esféricas:
E = {(r,θ,Φ)| 0 ≤ r ≤ 1, 0 ≤ θ ≤ 2π, 0 ≤ Φ ≤ π}.
Além disso, como x2 + y2 + z2 = r2, temos uma forma simples
para 𝑒𝑒 !!"#!"$!
"
! = 𝑒𝑒%" , daí:
!∫ #𝑒𝑒 !!"#!"$!
"
! 𝑑𝑑𝑑𝑑 = ! ! ! 𝑒𝑒%#
&
'
()
'
)
'
⋅ 𝑟𝑟(𝑠𝑠𝑒𝑒𝑠𝑠𝑠𝑠 𝑑𝑑𝑟𝑟 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑠𝑠
= ! ! !
𝑒𝑒%
"
𝑑𝑑 𝑟𝑟*
3
&
'
𝑠𝑠𝑒𝑒𝑠𝑠𝑠𝑠𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑠𝑠
()
'
)
'
= ! !
𝑒𝑒%
"
3
'
&
𝑠𝑠𝑒𝑒𝑠𝑠𝑠𝑠 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑠𝑠
()
'
)
'
= ! !
𝑒𝑒 − 1
3
𝑠𝑠𝑒𝑒𝑠𝑠𝑠𝑠 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑠𝑠
()
'
)
'
= !
𝑒𝑒 − 1
3
𝑠𝑠𝑒𝑒𝑠𝑠𝑠𝑠 ⋅ 2𝜋𝜋 𝑑𝑑𝑠𝑠
)
'
=
2𝜋𝜋 𝑒𝑒 − 1
3
𝑐𝑐𝑐𝑐𝑠𝑠𝑠𝑠 '
) =
2𝜋𝜋 𝑒𝑒 − 1
3
cos 𝜋𝜋 − cos 0 =
4𝜋𝜋 𝑒𝑒 − 1
3
.
53CÁLCULO VETORIAL
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Mudança de variável
Queremos generalizar mudança de variável (método da
substituição) de funções de uma variável
" 𝑓𝑓 𝑥𝑥 𝑑𝑑𝑥𝑥
! "
! #
= " 𝑓𝑓 𝑔𝑔 𝑡𝑡 ⋅ 𝑔𝑔′ 𝑡𝑡 𝑑𝑑𝑡𝑡
"
#
, 42
para funções de várias variáveis.
Essa generalização é dada por um importante teorema,
conhecido como Teorema de Mudança de Variável. Antes de
enunciar tal resultado, precisamos de algumas definições.
DEFINIÇÃO
Dada a transformação u = u(x,y) e υ = υ (x,y) em
que u e υ bem como suas derivadas parciais são
contínuas em x e y, a expressão:
𝐽𝐽
𝑢𝑢, 𝑣𝑣
𝑥𝑥, 𝑦𝑦 =
𝜕𝜕𝑢𝑢
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝑢𝑢
𝜕𝜕𝑦𝑦
𝜕𝜕𝑣𝑣
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝑣𝑣
𝜕𝜕𝑦𝑦
=
𝜕𝜕𝑢𝑢
𝜕𝜕𝑥𝑥 ⋅
𝜕𝜕𝑣𝑣
𝜕𝜕𝑦𝑦 −
𝜕𝜕𝑢𝑢
𝜕𝜕𝑦𝑦 ⋅
𝜕𝜕𝑣𝑣
𝜕𝜕𝑥𝑥 43
é chamado de Jacobiano de u e υ em relação a x e
y (STEWART, 2010).
EXEMPLO:
Se x = rcosθ e y = rsenθ, calcule 𝐽𝐽
𝑥𝑥, 𝑦𝑦
𝑟𝑟, 𝜃𝜃 .
54 CÁLCULO VETORIAL
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Solução:
𝐽𝐽
𝑥𝑥, 𝑦𝑦
𝑟𝑟, 𝜃𝜃
=
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝑟𝑟
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝜃𝜃
𝜕𝜕𝑦𝑦
𝜕𝜕𝑟𝑟
𝜕𝜕𝑦𝑦
𝜕𝜕𝜃𝜃
=
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝑟𝑟
⋅
𝜕𝜕𝑦𝑦
𝜕𝜕𝜃𝜃
−
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝜃𝜃
⋅
𝜕𝜕𝑦𝑦
𝜕𝜕𝑟𝑟
=
𝜕𝜕 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝜃𝜃
𝜕𝜕𝑟𝑟
⋅
𝜕𝜕 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝜃𝜃
𝜕𝜕𝜃𝜃
−
𝜕𝜕 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝜃𝜃
𝜕𝜕𝜃𝜃
⋅
𝜕𝜕 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝜃𝜃
𝜕𝜕𝑟𝑟
= 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝜃𝜃 ⋅ 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝜃𝜃 + 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝜃𝜃 ⋅ 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝜃𝜃 = 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟!𝜃𝜃 + 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟!𝜃𝜃
= 𝑟𝑟 cos! 𝜃𝜃 + 𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟!𝜃𝜃 = 𝑟𝑟.
A definição é análoga se u = u(x,y,z), υ = υ(x,y,z) e w = w(x,y,z)
é uma transformação do espaço. Nesse caso,
𝐽𝐽
𝑢𝑢, 𝑣𝑣, 𝑤𝑤
𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧
=
𝜕𝜕𝑢𝑢
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝑢𝑢
𝜕𝜕𝑦𝑦
𝜕𝜕𝑢𝑢
𝜕𝜕𝑧𝑧
𝜕𝜕𝑣𝑣
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝑣𝑣
𝜕𝜕𝑦𝑦
𝜕𝜕𝑣𝑣
𝜕𝜕𝑧𝑧
𝜕𝜕𝑤𝑤
𝜕𝜕𝑥𝑥
𝜕𝜕𝑤𝑤
𝜕𝜕𝑦𝑦
𝜕𝜕𝑤𝑤
𝜕𝜕𝑧𝑧
. 44
O jacobiano tem uma aplicação muito importante no
problema de mudança de variáveis em integrais múltiplas, no
que diz respeito a mudança dos elementos de área e volume dA
e dV (GUIDORIZZI, 2002).
Teorema: dada a transformação x = x(u,υ,w) e y = y(u,υ) no
plano, tal que 𝐽𝐽
𝑥𝑥 + 𝑦𝑦
𝑢𝑢 + 𝑣𝑣
≠ 0, então:
𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝐽𝐽
𝑥𝑥, 𝑦𝑦
𝑢𝑢, 𝑣𝑣 𝑑𝑑𝑢𝑢 𝑑𝑑𝑣𝑣. 45
Se tivermos a transformação x = x(u,υ,w), y = y(u,υ,w) e z = z
(u,υ,w) no espaço, tal que, 𝐽𝐽
𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧
𝑢𝑢, 𝑣𝑣, 𝑤𝑤 ≠ 0
, então
55CÁLCULO VETORIAL
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𝑑𝑑𝑑𝑑 = 𝐽𝐽
𝑥𝑥, 𝑦𝑦, 𝑧𝑧
𝑢𝑢, 𝑣𝑣, 𝑤𝑤 𝑑𝑑𝑢𝑢 𝑑𝑑𝑣𝑣 𝑑𝑑𝑤𝑤. 46
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo
deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos.
Você deve ter aprendido que as integrais triplas
são de grande importância para calcular a massa
de um sólido, desde que se conheça a função
de densidade, além disso, as integrais triplas
podem ser utilizadas para determinar um volume,
bastando, para isso, integrar o elemento de volume.
Você deve ter aprendido que a integral tripla mais
simples é calculada quando a função está limitada
por uma caixa retangular, mas também é possível
calcular integrais triplas de funções limitadas por
outras funções. Você deve ter aprendido que
em algumas situações a integral tripla pode ser
complicada demais de resolver em coordenadas
cartesianas e que, dependendo da simetria do
problema, podemos realizar uma mudança de
coordenada para coordenadas cilíndricas ou
esféricas, o que torna nosso problema bem mais
fácil de ser resolvido.
56 CÁLCULO VETORIAL
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ni
da
de
1
RE
FE
RÊ
N
CI
A
S GUIDORIZZI, H. L. Um curso de cálculo. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC,
2002.
LEITHOLD, Louis. O Cálculo com geometria analítica. 3. ed. São
Paulo: Harbra, 1994.
REIS, G. L. dos; SILVA, V. V. da. Geometria analítica. 2. ed. Rio de
Janeiro: LTC,1996.
STEWART, J. Cálculo. 6. ed. Boston: Cengage Learning,
2010.
THOMAS, G. B. Cálculo. 12. ed. São Paulo: Pearson
Education do Brasil, 2012.
Sistemas de coordenadas polares, cilíndricas e esféricas
Coordenadas cartesianas
Coordenadas polares
Coordenadas cilíndricas
Coordenadas esféricas
Relação entre as coordenadas polares, cilíndricas e esféricas
Trigonometria
Funções trigonométricas
Relação entre coordenadas cartesianas e coordenadas polares
Relação entre coordenadas cartesianas e coordenadas cilíndricas
Relação entre coordenadas cartesianas e coordenadas esféricas
Integrais duplas
Integral
Integrais duplas em regiões retangulares
Integrais duplas em regiões não retangulares
Integrais duplas em coordenadas polares
Integrais triplas
Introdução
Extensão da integral tripla
Integrais triplas em coordenadas cilíndricas
Integrais triplas em coordenadas esféricas
Mudança de variável