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Asma
● Definição de Asma segundo Gina 2021:
○ Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, na qual muitas
células e elementos celulares têm participação. A inflamação crônica esta
associada a hiperresponsividade das vias aéreas, que leva a episódios
recorrentes de sibilos, dispneia, opressão torácica e tosse, particularmente à
noite ou no início da manhã esses episódios são uma consequência da
obstrução ao fluxo aéreo intrapulmonar generalizada e variável, reversível
espontaneamente ou com tratamento.
● Epidemiologia da asma:
● Fisiopatologia:
○ múltiplas células inflamatórias
○ padrões diversos, bem como a clínica
○ inflamação crônica → persiste mesmo quando sintomas são episódios
○ Parênquima pulmonar não afetado = doença de via aérea.
● CAI NA PROVA:
○ Diagnóstico:
■ clínico e funcional → espirometria pode ser normal no paciente
asmático.
● Quadro clínico:
○ DISPNEIA + TOSSE + SIBILÂNCIA
○ podem melhorar espontaneamente
○ melhora total / parcial espontaneamente
○ opressão / desconforto torácico
○ piora com exposição a alérgenos
○ sintomas: noturnos / primeiras horas do dia
○ período intercrise:
■ assintomático / oligossintomático
● Diagnóstico:
○ Antecedentes:
■ início de sintomas respiratórios na infância
■ rinite = 80% dos asmáticos tem RA
■ história familiar de asma ou alergias
● Espirometria:
○ Diagnóstico:
■ demonstrar limitação ao fluxo de ar (obstrução da via aérea) e ou
resposta ao BD (broncodilatador)
○ Avalia gravidade da obstrução: pior VEF1 > exacerbação
○ Acompanhamento e resposta ao tratamento (3/6 meses após início do
tratamento)
○ Pode ser normal - remissão
● Curva fluxo-volume:
○ Achados na asma:
■ Sinais de obstrução: VEF1 / CVF e VEF1
■ Resposta positiva após broncodilatador: aumento - 7% e 200 ml no
VEF1 e/ou CVF; GINA utiliza 12%.
● Teste de Broncoprovocação:
○ Inserimos uma substância que vai causar uma irritação/provocação nos
brônquios, causando uma queda do VEF1 e ser for uma queda < 20% é dito
como POSITIVO e confirma a ASMA.
○ A queda do valor do VEF1 (volume expiratório forçado no 1º minuto da
espirometria) > ou = 20% em qualquer etapa infere teste de
broncoprovocação positivo e define a interrupção do exame.
● Pico do Fluxo Expiratório (PFE):
○ Mede, de forma longitudinal, o grau diurno de obstrução da vias aéreas e sua
instabilidade
○ Em fase estável, não há variação
○ Flutuação indica asma não controlada.
○ PFE seriado em 10 - 14 dias
■ se PFE maior-menor / média: > ou = 20% para adultos; > ou = 30%
para crianças.
● Radiografia de tórax:
○ NÃO SERVE PARA FAZER DIAGNÓSTICO DE ASMA
○ Normal
○ Hiperinsuflação:
■ retificação de costelas
■ aumento dos espaços intercostais
■ retificação do diafragma
○ espessamento de paredes brônquicas
○ pequenas áreas de atelectasias (diferenciando da pneumonia)
○ raio x tórax inespecífico: excluir outros diagnósticos
● Exame físico do paciente asmático:
○ FTV: normal ou diminuído
○ Percussão: normal ou hipersonoridade
○ MV: diminuído, roncos e sibilos expiratórios.
○ Na ausência de sibilos não exclui o DX, mesmo na exacerbação.
● Diagnóstico diferencial:
○ DPOC versus ASMA BRÔNQUICA:
● Fluxograma:
● UP DATE:
○ Adultos e adolescentes (> 12 anos):
● Dose baixa, média e alta de corticosteróides inalados:
● Remédios para asma:
LABA: Broncodilatador de longa duração.
● Avaliando o nível de controle: Sintomas
○ Memorize: “De Li Si A”
■ De: despertar noturno
■ Li: limitação de atividades físicas
■ Si: sintomas
■ A: utilização de medicação para alívio
● Reavaliar tratamento a cada 3 meses:
○ Escalonar, se necessário:
■ sintomas não controlados ou exacerbações
■ rever técnica e adesão antes
○ Descalonar, se possível:
■ sintomas controlados por 3 meses
■ baixo risco de exacerbações
■ não suspender ICS
● IMPORTANTE:
○ Gravidade da asma: avaliada pela medicação usada → leve, moderada e
grave.
○ Controle da asma: avaliado de acordo com sintomas nas últimas 4 semanas
(GINA) → controlada, parcialmente controlada e não controlada.
● Crise de Asma:
○ Definição: episódio agudo ou subagudo de piora progressiva da falta de ar,
chiado, tosse e aperto no peito.
○ Causas:
■ tratamento irregular
■ infecção viral
■ exposição a alérgenos / irritantes
■ comorbidades: apneia do sono, DPOC, etc.
○ Clínica:
■ agitação
■ fala entrecortada
■ taquipneia
■ tempo expiratório prolongado
■ inclinação para a frente com ombros elevados
■ uso da musculatura acessória
■ sibilos - principalmente expiratórios
■ roncos - muco
■ MV diminuídos ou ausentes
○ Exacerbações:
■ avaliação clínica rápida
■ adultos (espirometria, pico de fluxo expiratório)
■ oximetria de pulso
■ exames com elementares: normalmente são dispensáveis
○ Gravidade da crise de asma:
○ Fluxograma para a Crise de asma:
○ Outros medicamentos usadas nas crises de asma:
■ oxigênio: manter SpO2 entre 93 - 95%
■ beta-2-agonista EV ou SC (terbutalina ou salbutamol): sem evidências
para uso (A). Muita taquicardia e tremores.
■ Adrenalina: IM crise de asma com anafilaxia. Não deve ser usado
rotineiramente
■ Corticoide oral é tão efetivo quanto EV: mais barato, mais rápido e
menos invasivo. Preferencialmente usado na primeira hora.
■ Ipratrópio (Atrovent): crise moderada ou grave, sem resposta
adequada às condutas inicias (antimuscarínicos)
■ Aminofilina e teofilina: não devem ser usadas pelo alto risco de efeitos
colaterais, além de não apresentarem benefício em comparação ao
SABA sozinho.
■ Sulfato de magnésio: usado para pacientes graves e crises graves
recorrentes. Paciente com PFE ou VEF1 < 30%, 2g EV em 20
minutos.
■ antileucotrienos: EV ou VO, pode melhorar a função pulmonar, mas
ainda necessário mais estudos.
■ Antibióticos: não é para ser usado de rotina; usar se PNM, sinusite,
etc.
● Ventilação não invasiva:
○ CPAP ou BiPAP:
■ Sem boas evidências para uso atualmente

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