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IV. TRILHA MINHA FAMÍLIA 
01. Apresentar uma palestra ou trabalho de 3 (três) páginas sobre um dos temas 
abaixo: 
 
Disciplina para crianças de 6 a 9 anos 
 
Quando se trata de educar os filhos, uma palavra que pode 
evocar emoções e controvérsias é a “disciplina”. Quer sejamos pais ou 
professores, agradecemos aqueles que têm a capacidade de administrar 
a disciplina com sabedoria e eficiência. A maioria das fortes opiniões 
pessoais que muitos de nós têm sobre o assunto da disciplina 
fundamenta-se em nossas próprias experiências em casa, na escola, com 
os vizinhos e com os outros. Algumas dessas experiências provavelmente 
tenham sido louváveis. Outras podem ter sido abomináveis. A partir 
dessas experiências, muitas vezes surgem convicções fortes e admiráveis, 
extremamente valiosas na interação com as crianças. No entanto, muitas 
vezes não as achamos totalmente adequadas para orientar uma criança 
de forma eficaz. Precisamos de mais ajuda. 
No capítulo intitulado “Disciplina” do livro Educação, Ellen 
G. White discute a atmosfera em que a disciplina deve ser administrada 
e métodos eficazes de praticá-la. “O objetivo da disciplina é ensinar à 
criança o governo de si mesma. Devem ser ensinadas a ela a confiança e 
direção próprias. Portanto, logo que ela seja capaz de entendimento, deve 
alistar-se a sua razão ao lado da obediência. Que todo o trato com ela 
seja de tal maneira que mostre ser justa e razoável a obediência” 
(Educação, p. 287). 
O objetivo da disciplina é treinar a criança para governar 
a si mesma, desenvolvendo o autocontrole e a autoconfiança. Queremos 
que nossos filhos ou alunos façam o que sabem ser certo e sábio quando 
não estamos lá para orientá-los. Para que isso aconteça, nós, pais e 
professores, devemos seguir algumas diretrizes. Ellen G. White sugere 
dez princípios que podem nos ajudar nessa nobre, mas difícil tarefa: 
http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/36/287/300/disciplina
1. Incentive a confiança e fortaleça o senso de honra da 
criança. “Crianças e jovens são beneficiados se é depositada neles 
confiança. […] A suspeita desmoraliza, produzindo os mesmos males que 
se procura evitar. […] Leve os jovens a sentir que eles merecem confiança, 
e poucos haverá que não procurarão mostrar-se dignos dessa confiança” 
(p. 289 e 290). 
2. Peça em vez de ordenar. “Aquele a quem assim nos 
dirigimos tem oportunidade de se mostrar leal aos princípios retos. Sua 
obediência é o resultado da escolha em vez de ser o da coação” (p. 290). 
3. Estabeleça poucas regras, mas bem pensadas, e 
aplique-as. “Tudo que é impossível de ser mudado, a mente aprende a 
reconhecer e a isso adaptar-se; mas a possibilidade de condescendência 
suscita o desejo, a esperança e a incerteza, e os resultados são a 
irritabilidade, inquietação e insubordinação” (p. 290). 
4. Não se comprometa com o mal. “A desobediência não 
deve ser tolerada nem no lar nem na escola. Não é o amor mas o 
sentimentalismo o que usa de rodeios com as más ações, procura pela 
lisonja ou suborno conseguir a submissão e finalmente aceita algum 
substituto da coisa exigida” (p. 290). 
5. Não trate o pecado com leviandade. “Terrível é o poder 
do pecado sobre o malfeitor. O maior mal que se possa fazer a uma 
criança ou jovem é consentir que se fixe na escravidão dos maus hábitos” 
(p. 291). 
6. Evite a censura contínua. “A contínua censura 
confunde mas não reforma. Para muitos e frequentemente os mais 
delicados, uma atmosfera de crítica destituída de simpatia é fatal aos 
seus esforços” (p. 291). 
7. Saiba que a censura frequente resulta em 
desânimo. “Uma criança frequentemente censurada por alguma falta 
especial vem a considerar aquela falta como uma peculiaridade sua, ou 
alguma coisa contra a qual seria inútil esforçar-se. Assim se cria o 
desânimo e a falta de esperança, muitas vezes ocultos sob a aparência de 
indiferença ou arrogância” (p. 291). 
8. Lembre-se da regra do Salvador de fazer aos outros o 
que você gostaria que fizessem a você (Lc 6:31). Essa “deve ser a regra de 
todos os que empreendem a educação das crianças e jovens. Estes são 
os membros mais novos da família do Senhor; herdeiros conosco da graça 
da vida. A regra de Cristo deve ser religiosamente observada em relação 
aos menos inteligentes, aos de menor idade, aos mais desatinados, e 
mesmo aos desencaminhados e rebeldes” (p. 292 e 293). 
9. Não torne públicas as falhas e erros da criança. O 
professor ou pai deve “evitar quanto possível tornar públicas as faltas ou 
erros do discípulo” (p. 293). 
10. Aprenda o autocontrole antes de tentar ensiná-lo aos 
outros. “Tratar apaixonadamente com uma criança ou jovem, somente 
despertará seu ressentimento. Quando um pai ou professor se torna 
impaciente e está em perigo de falar imprudentemente, fique em silêncio. 
Há um maravilhoso poder no silêncio” (p. 292). 
 
“O objetivo da disciplina é treinar a criança para governar 
a si mesma, desenvolvendo autoconfiança e autocontrole” 
 
Nesses dez princípios, encontramos a estrutura para o 
desenvolvimento do autocontrole e a construção do caráter das crianças 
e jovens. Muitos métodos de disciplina, como ameaças e subornos, não 
desenvolvem o autocontrole. Então, qual abordagem devemos adotar? No 
mesmo livro, Ellen G. White afirma que o verdadeiro objetivo da 
repreensão é obtido quando: (1) a pessoa repreendida reconhece a falha; 
(2) se empenha em corrigir-se; (2) é levada a Jesus, a fonte de perdão e 
poder; (4) preserva o respeito próprio da pessoa e (5) inspira nela ânimo 
e esperança (p. 291 e 292). 
Quando esse método é usado, o reconhecimento da 
irregularidade e de que não funcionou é da criança, assim como o plano 
para melhorar também vem dela. Essa combinação geralmente resulta 
em sucesso. 
Esperança e coragem vêm de nós adultos. Perdão e força 
vêm de Jesus.

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