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Prévia do material em texto

ACESSE AQUI ESTE 
MATERIAL DIGITAL!
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
CONTABILIDADE 
GERAL
Coordenador(a) de Conteúdo 
Luciano Santana Pereira
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Matheus Silva de Souza
Fotos
Shutterstock
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. FRAGALLI, Adriana Casavechia.
Contabilidade Geral / Adriana Casavechia Fragalli. - Indaial, SC: Arqué, 
2023.
200 p.
ISBN papel
ISBN digital
“Graduação - EaD”. 
1. Contabilidade. 2. Geral. 3. EaD. I. Título. 
CDD - 657 
EXPEDIENTE
Centro Universitário Leonardo da Vinci.C397
FICHA CATALOGRÁFICA
RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou 
conceitos avançados, levando ao 
aprofundamento do que está sen-
do trabalhado naquele momento 
do texto. 
APROFUNDANDO
Professores especialistas e 
convidados, ampliando as 
discussões sobre os temas 
por meio de fantásticos 
podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
Utilizado para agregar um 
conteúdo externo. Utilizando 
o QR-code você poderá 
acessar links de vídeos, 
artigos, sites, etc. Acres-
centando muito aprendizado 
em toda a sua trajetória.
EU INDICO
Este item corresponde a uma 
proposta de reflexão que pode 
ser apresentada por meio de uma 
frase, um trecho breve ou uma 
pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão 
sobre o tema. Após o texto trazer 
a explicação, essa interlocução 
pode trazer pontos adicionais que 
contribuam para que o estudante 
não fique com dúvidas sobre o 
tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Uma dose extra de conheci-
mento é sempre bem-vinda. 
Aqui você terá indicações de 
filmes que se conectam com 
o tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de conheci-
mento é sempre bem-vinda. 
Aqui você terá indicações de 
livros que agregarão muito 
na sua vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
3
119U N I D A D E 3 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO II 120
CONTABILIDADE POR BALANÇOS SUCESSIVOS I 140
CONTABILIDADE POR BALANÇOS SUCESSIVOS II 166
5U N I D A D E 1 
ESTRUTURA BÁSICA DA CONTABILIDADE I 6
ESTRUTURA BÁSICA DA CONTABILIDADE II 24
SISTEMATIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO 34
59U N I D A D E 2 
BALANÇO PATRIMONIAL I 60
BALANÇO PATRIMONIAL II 80
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO I 100
4
SUMÁRIO
MINHAS METAS
ESTRUTURA BÁSICA DA 
CONTABILIDADE I
 ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Compreender a história da Contabilidade
Objetivos da Contabilidade
Usuários da informação contábil
Campos de atuação
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
6
INICIE SUA JORNADA
Olá, prezado(a) estudante! Seja bem-vindo(a) ao nosso estudo sobre Con-
tabilidade Geral. Neste tema de aprendizagem você terá a oportunidade de 
conhecer um pouco sobre a história da Contabilidade, compreendendo como 
ela surgiu e se desenvolveu. Você aprenderá, também, quais são o objeto, o 
objetivo e os usuários da informação contábil. E, por fim, ao contrário do 
que muitos pensam, você perceberá que a Contabilidade não serve apenas 
para atender às exigências legais, na verdade, ela possui diferentes campos de 
atuação, os quais você conhecerá. Bons estudos!
Para abrir a empresa, João e seus colegas procuraram um escritório de Con-
tabilidade que foi muito bem recomendado. O contador explicou sobre os di-
ferentes tipos de regime tributário e orientou a adoção do mais adequado para 
a loja de João. Esclareceu, também, sobre a necessidade de documentação fiscal 
de todos os fatos que ocorrerem na empresa. Após a abertura da empresa, que 
recebeu o nome de Estilo, o contador acompanhou de perto as transações da 
empresa, sempre orientando João no que ele precisava.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
João não entende nada de Contabilidade, não faz a menor ideia de como ela pode 
lhe auxiliar como empresário. Então, minha tarefa é demonstrar para ele e para 
você, também, como a Contabilidade pode ser uma grande parceira dos negócios. 
Contudo, para entendê-la, é preciso começar pelo início, descobrindo como ela 
surgiu e se desenvolveu. Você sabia que a Contabilidade é tão antiga quanto o 
homem? Sabia que ela tem um objeto de estudo próprio? Você sabe quem são 
os usuários da informação contábil e quais são os seus campos de atuação? Pois 
nós descobriremos! Quando João e seus colegas decidiram abrir a empresa, eles 
sabiam que seria necessário contratar os serviços de um contador. Entretanto, 
logo no primeiro mês, quando receberam as demonstrações contábeis, percebe-
ram que não tinham o conhecimento necessário para compreendê-las. E isso é 
um problema. Segundo o Sebrae, cerca de 24% das micro e pequenas empresas 
fecham suas portas em até dois anos (SERASA EXPERIANO, 2020). Entre os 
diversos motivos, está a falta de acompanhamento das finanças:
UNIASSELVI
7
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
 “ Muitas empresas demoram a perceber a importância de realizar uma gestão financeira eficiente dos seus negócios para que eles consigam seguir em frente. Muitas vezes, em especial nos primeiros anos de vida 
do empreendimento, acabam misturando as finanças pessoais com 
as da empresa. Outro erro é não elaborar um fluxo de caixa e desco-
nhecer seus números reais de lucratividade, rentabilidade e liquidez. 
Dessa forma, o empresário torna-se incapaz de tomar decisões emba-
sadas e estratégicas para o negócio. Ir à falência torna-se um processo 
natural para as empresas que deixam de dar a atenção adequada às 
suas finanças.” SERASA EXPERIAN, 2020, on-line.
Aluno(a), acesse o site e saiba mais informações sobre o 
Serasa Experian.
EU INDICO
Convenhamos: não é uma tarefa fácil registrar, realmente, TODAS as movimen-
tações financeiras que realizamos, não é mesmo? Sempre esquecemos de uma 
comprinha aqui, uma ida ao mercado ali, que são valores menos expressivos, 
realmente, mas que podem ter um impacto importante no final do mês: sabe 
aquela sensação de “cadê o meu dinheiro?!”.
Pois então, na empresa, não pode haver esse “cadê o meu dinheiro?!”, e é por 
isso que a Contabilidade pode ser uma grande aliada. Esse controle é muito im-
portante para que você 
consiga tomar decisões 
seguras sobre comprar um 
carro, financiar uma casa, 
entre outras, afinal, se você 
conhecer sua movimenta-
ção financeira, terá mais 
segurança para decidir se 
pode e o quanto pode se 
endividar.
8
https://www.serasaexperian.com.br/
HISTÓRIA DA CONTABILIDADE
Para entender a Contabilidade, o seu papel, as suas responsabilidades, a sua li-
gação com o mundo dos negócios, devemos começar pelo início: conhecendo 
um pouco sobre a história da contabilidade. Não se sabe ao certo quando 
a Contabilidade surgiu, mas podemos afirmar que ela é tão antiga quanto a 
origem do homem: “alguns pesquisadores revelam que os primeiros sinais 
objetivos da existência da Contabilidade datam de mais ou menos 4.000 anos 
a.C.” (FAVERO et al, 2011, p. 9), contudo “alguns historiadores fazem remontar 
os primeiros sinais objetivos da existência de contas a aproximadamente 2.000 
anos a.C.” (IUDÍCIBUS, 2015, p. 16).
Talvez, você esteja se perguntando:“como assim a Contabilidade é tão antiga? 
Nem os números são tão antigos!”. Apesar de serem muito utilizados pela Con-
tabilidade, os números não são a sua razão de ser. Na verdade, a Contabilidade 
cuida do patrimônio das entidades, assim, quandoo homem passou a possuir 
bens, como instrumentos de caça e de pesca, animais, ânforas de bebidas, entre 
outros, ele precisou buscar mecanismos para controlar esses bens.
Para controlar os animais, por exemplo, o dono do rebanho separava uma pe-
dra para cada animal, ou fazia riscos em um pedaço de madeira ou osso, assim 
ele acompanhava se havia a mesma quantidade de pedras, ou de riscos, em 
comparação aos animais. É claro que esta era uma forma muito rudimentar de 
contabilidade, mas já representava um acompanhamento do patrimônio 
(FRAGALLI; SILVA, 2021, p. 14–15).
Até o surgimento da moeda, a Contabilidade 
teve uma evolução relativamente lenta, isso 
porque, na época do escambo, os negocian-
tes anotavam suas obrigações, direitos e bens 
perante terceiros sem avaliação monetária, ou 
seja, tratava-se de um inventário físico (IUDÍ-
CIBUS, 2015). Contudo, a preocupação do ho-
mem com o seu patrimônio e a sua riqueza fez 
com que a Contabilidade aperfeiçoasse a sua 
forma de avaliação da situação patrimonial à 
UNIASSELVI
9
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
medida em que as atividades foram se desenvolvendo em dimensão e complexidade 
(IUDÍCIBUS, 2015).Não é à toa que a Contabilidade enquanto disciplina adulta e 
completa a Contabilidade enquanto ciência — surgiu a partir do século XIII nas 
cidades italianas de Veneza, Gênova, Florença, Pisa e outras, afinal essas cidades re-
presentavam o que havia de mais avançado na época em termos de empreendimentos 
comerciais e industriais incipientes (IUDÍCIBUS, 2015). 
Entre os progressos tecnológicos e as mudanças socioeconômicas que im-
pulsionaram o desenvolvimento da Contabilidade, Hendriksen e Breda (2012) 
destacam a invenção da vela triangular utilizada nas embarcações — Figura 1. 
Antes de sua invenção, o comércio se limitava à navegação em uma direção em 
uma época do ano e na direção oposta em outra época. A vela triangular, conhe-
cida como vela latina, permite viajar em qualquer época do ano. Contudo, a ne-
cessidade desse meio de transporte provocou uma guerra que conhecemos como 
Primeira Cruzada. Entre o final do século XI e o final do século XIII, cruzadas 
sucessivas impulsionaram o desenvolvimento do comércio, principalmente, entre 
as cidades italianas e o Oriente.
Figura 1 - Caravela Vera Cruz / Fonte: Caravelas ([2022], on-line).
Descrição da Imagem: a figura apresenta a imagem de uma caravela navegando no mar. A estrutura é de ma-
deira e tem alguns tripulantes. Há dois mastros com velas triangulares, cada uma com o desenho de uma cruz.
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De acordo com Hendriksen e Breda (2012), à medida que o comércio se expandia 
e a riqueza era acumulada, os negócios deixaram de ser realizados individualmente 
e foram substituídos por sociedades. O uso de sociedades permitia que os riscos da 
navegação marítima fossem compartilhados. Assim, o conceito de sociedade foi im-
portante para o desenvolvimento da Contabilidade, pois levou ao reconhecimento 
da empresa como entidade separada e distinta dos seus proprietários. Todos esses 
fatos deixam claro porque o Método das Partidas Dobradas e, consequentemente, a 
Ciência Contábil surgiram justamente na Itália: o alto nível de atividade comercial 
e industrial e o surgimento das sociedades criaram a necessidade de mecanismos 
capazes de organizar economicamente as riquezas geradas. Nessa evolução, deu-se o 
desenvolvimento do Método das Partidas Dobradas, utilizado até hoje. Segundo Hen-
driksen e Breda (2012), sistemas de escrituração por partidas dobradas começaram a 
surgir, gradativamente, entre os séculos XIII e XIV, mas foi apenas no século XV que 
o método foi publicado pela primeira vez. O frei franciscano Luca Pacioli, que, por 
sinal, era professor de Matemática, escreveu um livro denominado Summa de Arith-
metica, Geometrica, Proportioni et Proportionalitá. Nesse livro, Pacioli escreveu um 
capítulo que, segundo Hendriksen e Breda (2012, p. 39), “descreve o sistema de partidas 
dobradas e apresentava o raciocínio em que se baseiam os lançamentos contábeis”.
O conceito do Método das Partidas Dobradas é que: I - para cada causa, existe 
um efeito; II - para cada origem, existe uma aplicação; III - para cada crédito, existe 
um débito. Assim, o registro contábil sempre envolverá, no mínimo, duas contas — 
uma de débito e outra de crédito. Contudo, fique tranquilo(a)! O Mecanismo das 
Partidas Dobradas será estudado adiante em nosso material. E por que será que esse 
mecanismo é utilizado sempre com uma conta de débito e uma conta de crédito? 
Por que não uma conta positiva e outra conta negativa? Se quiser compreender esses 
conceitos, leia o texto a seguir do “Explorando Ideias”.
UNIASSELVI
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Após o surgimento do Método das Partidas Dobradas, a escola italiana de Con-
tabilidade ganhou grande impulso e se espalhou por toda a Europa (FAVERO et 
al., 2011). Assim, entre o século XIII e o início do século XX, a Europa se destacou 
no desenvolvimento das teorias contábeis. Apesar das importantes contribuições 
da escola italiana/europeia de Contabilidade, seus estudos se preocupavam em 
demonstrar a Contabilidade quanto à Ciência, dando pouca atenção à verdadei-
ra necessidade informacional dos usuários, assim a escola norte-americana de 
Contabilidade passou a se destacar.
No início do século XX, o surgimento das grandes corporações, em conjunto com 
o desenvolvimento do mercado de capitais e do extraordinário ritmo de desenvol-
vimento dos Estados Unidos da América (EUA), constituiu um campo fértil para o 
avanço das teorias e práticas contábeis. Além disso, os norte-americanos herdaram 
da Inglaterra uma excelente tradição no campo da Auditoria (IUDÍCIBUS, 2015).
 “ É de nosso conhecimento que a Contabilidade acompanha a evolu-ção das sociedades, cidades e nações e, no início deste século, como o cenário de maior desenvolvimento industrial e comercial passou 
a ser a América do Norte, mais particularmente os Estados Unidos, 
o eixo de evolução da Contabilidade deslocou-se em função desse 
cenário (FAVERO et al., 2011, p. 21).
Por que, especificamente, a escrituração por partidas dobradas? O conceito de 
dualidade frequentemente utilizado para justificar as partidas dobradas apenas 
exige que sejam reconhecidos dois lados de cada transação. Isso poderia ser, com 
igual facilidade, feito em uma única coluna, usando sinais positivos e negativos, 
ou em duas colunas com débitos e créditos. Por exemplo, ao se usar caixa para 
adquirir estoque, por que não simplesmente colocar um número positivo na 
coluna de estoque e um número negativo na coluna de caixa em uma planilha? 
Por que falar de debitar uma conta e creditar outra? Por que toda essa maquinaria 
complexa? O fato curioso é que, embora os investidores da Contabilidade dispu-
sessem de conceitos tais como moeda, capital próprio e despesa, eles não dis-
punham de números negativos! Havia a noção de números negativos, mas, ainda 
em 1544, matemáticos como o alemão Michael Stifel os consideravam absurdos e 
fictícios. Na verdade, não foram utilizados em Matemática antes do século XVII.
Fonte: Hendriksen e Breda (2012, p. 45).
APROFUNDANDO
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1
Esses dois eixos de estudos e desenvolvimento de teorias contábeis — es-
cola italiana/europeia e escola norte-americana — não são opostos, na ver-
dade, em cada época e atendendo a cada realidade, as teorias se desenvolve-
ram de forma a atender às novas necessidades dos usuários. No Quadro 1, 
encontram-se alguns pontos relevantes sobre tais escolas de Contabilidade.
ESCOLA ITALIANA/EUROPEIA DE 
CONTABILIDADE
ESCOLA NORTE-AMERICANA DE 
CONTABILIDADE
Desenvolvimento de teorias 
contábeis importantes até hoje, 
como o Patrimonialismo, que 
define o patrimônio como objeto da 
Contabilidade.
Direciona o estudo da Contabilidade para 
dois focos: informação para usuários 
externos (Contabilidade Financeira) 
e informação para usuários internos 
(Contabilidade Gerencial).
Preocupação demasiada em 
demonstrar a Contabilidade como 
Ciência, não se preocupandocom 
as necessidades informativas dos 
usuários.
Preocupação com o aspecto 
informacional da Contabilidade.
Foco na Contabilidade Financeira.
Desenvolvimento da Contabilidade de 
Custos.
Baixo desenvolvimento na área de 
Auditoria.
Criação dos Princípios de Contabilidade.
Ênfase ao desenvolvimento teórico 
das contas.
Ênfase ao desenvolvimento na área de 
Auditoria.
Quadro 1 - Aspectos relevantes sobre as escolas de Contabilidade / Fonte: adaptado de Favero et al. (2011).
É justamente por acompanhar o desenvolvimento econômico e social que, há 
alguns anos, passamos por uma revolução na área: a Contabilidade Interna-
cional. Com o mundo globalizado, em que se tornou comum empresas reali-
zarem transações comerciais com diferentes países, tornou-se necessário falar 
uma mesma língua, pelo menos, no que se refere às informações contábeis.
UNIASSELVI
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3
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Por ser uma ciência social, a Contabilidade é fortemente influenciada pelo 
ambiente em que atua. Assim, as diferenças históricas, os valores culturais e 
as estruturas políticas, legais e econômicas de cada país acabam refletindo nas 
práticas contábeis em vigor. Normalmente, os princípios e as práticas adotados 
na Contabilidade podem ser diferentes de um país para outro. Em alguns países, 
como é o caso do Brasil, a Contabilidade é influenciada pela exigência legal; em 
outros, pelo consenso de órgãos profissionais de classe, como é o caso dos Estados 
Unidos (NIYAMA; SILVA, 2013, p. 31–32).
É por isso que, de acordo com Niyama e Silva (2013), o crescimento do comér-
cio globalizado provocou a necessidade de padrões internacionais de Contabilidade. 
Assim, o International Accounting Standards Board (Iasb), que é um órgão priva-
do formado por um Conselho de Membros constituído por representantes de mais 
de 140 entidades de classe de todo o mundo, inclusive, o Brasil — representado pelo 
Ibracon e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) —, edita os chamados IFRS 
(International Financial Reporting Standards), conhecidos, aqui, como Normas Inter-
nacionais de Contabilidade.As Normas Internacionais de Contabilidade têm como 
objetivo reduzir as diferenças entre os procedimentos e as normas contábeis adotadas 
nos diferentes países e começaram a ser publicadas em 1975. O Brasil passou a adotar as 
Normas Internacionais em 2007, com a promulgação da Lei nº 11.638 (BRASIL, 2007).
Acredito que você e o João já tenham percebido que o desenvolvimento da 
Contabilidade está intimamente ligado com o desenvolvimento econômico, 
social e cultural. De acordo com Hendriksen e Breda (2012), o mundo, como o 
conhecemos hoje, é decorrente da criação da Contabilidade por Partidas Do-
bradas, pois ela criou a base para o desenvolvimento do capitalismo privado.
PENSANDO JUNTOS
“Na verdade, o desenvolvimento inicial do método contábil esteve intimamente 
associado ao surgimento do Capitalismo, como forma quantitativa de mensurar 
os acréscimos ou decréscimos dos investimentos iniciais alocados a alguma ex-
ploração comercial ou industrial. Não é menos verdade, todavia, que a economia 
de mercado e seu florescer foram, por sua vez, fortemente amparados pelo sur-
gimento e aperfeiçoamento das partidas dobradas, o que equivale a dizer que se 
verificou uma interação entre os dois fenômenos.” (IUDÍCIBUS et al., 2019, p. 1).
1
4
Isso nos permite dizer que as empresas são tão importantes para a Contabilida-
de quanto a Contabilidade é importante para as empresas. As empresas represen-
tam o maior consumidor de serviços contábeis, seja para fins legais, tributários ou 
gerenciais. Por outro lado, se não fosse a Contabilidade, as empresas não teriam uma 
base informacional confiável para auxiliar a sua gestão (FRAGALLI; SILVA, 2021).
De qualquer forma, os registros contábeis, muito mais do que medir e 
controlar riqueza, são uma importante base de dados. Sobre isso, Hendriksen 
e Breda relatam que:
 “ “A história da contabilidade é a história da nossa era; de muitas formas, a própria contabilidade conta essa história, pois os regis-tros contábeis fazem parte da matéria-prima dos historiadores. 
Aprendemos muito a respeito de homens como Isaac Newton e 
John Wesley graças aos livros contábeis que mantiveram. Como 
disse a novelista Josephine Tey, ‘a verdade não está nas histórias, mas 
nos livros de contabilidade.” (HENDRIKSEN; BREDA, 2012, p. 39).
Isso demonstra que os registros e as demonstrações contábeis não são ape- nas para 
atender às exigências legais, mas, também,“representam um retrato da realidade 
patrimonial de empresas e/ou pessoas fornecendo informações importantes tanto 
para gestores e governo, quanto para a sociedade” (FRAGALLI; SILVA, 2021, p. 16).
UNIASSELVI
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Aluno(a), conheça, nessa linha do tempo de 4.000 a.C. até 2007 d.C., a evolução 
da Contabilidade.
ENTRE 4.000 E 2.000 ANOS A.C.
Contabilidade rudimentar ao inventariar instrumentos de caça, de pesca etc. 
SÉC. XIII E XIV
Surgimento gradativo da escrituração por partidas dobradas em cidades italianas 
que representavam o que havia de mais avançado na época em termos de em-
preendimentos comerciais e industriais incipientes. 
SÉC. XV
Publicação do método das partidas dobradas pelo Frei Luca Pacioli. Mesmo não 
tendo criado o método, Pacioli ficou conhecido como o pai da contabilidade. 
ENTRE O SÉC. XIII E INÍCIO DO SÉC. XX 
Destaque da escola italiana/européia de contabilidade. 
Teoria da Contabilidade
Editora: Atlas
Autor: Eldon S. Hendriksen e Michael F. Van Breda
Sinopse: neste livro, emprega-se um referencial genérico 
para avaliar áreas da teoria e da prática da Contabilidade 
Financeira em três níveis básicos: o nível estrutural, o de in-
terpretação semântica e o pragmático. Nessas avaliações, 
deu-se ênfase aos enfoques indutivo-dedutivo e à Teoria de 
Mercado de Capitais.
Em alguns casos, os autores expõem suas opiniões e apre-
sentam evidências baseadas na lógica e em resultados 
empíricos, quando disponíveis.
INDICAÇÃO DE LIVRO
1
6
A PARTIR DO SÉC. XX
Destaque da escola norte-americana de contabilidade. 
A PARTIR DE 1975
Publicação das Normas internacionais de contabilidade visando uma mesma 
linguagem contábil entre diferentes países. 
2007
O Brasil adota as normas internacionais de contabilidade com a promulgação da 
Lei nº 11.638/07.
Os mecanismos contábeis de registro, controle e evidenciação da situação finan-
ceira, patrimonial e econômica da entidade são desenvolvidos por meio de estudos 
científicos. Assim, podemos afirmar que Contabilidade é uma Ciência. De acordo 
com Franco (1989), a Ciência Contábil ou a Contabilidade é uma Ciência Social 
que estuda os fenômenos no patrimônio das entidades, mediante registro, clas-
sificação, demonstração, análise e interpretação dos fatos contábeis, objetivando 
oferecer informações e orientações para o auxílio na tomada de decisões. Embora 
a Contabilidade utilize números, ela não é considerada uma Ciência Exata, como 
a Matemática ou a Estatística. Como foi dito por Franco (1989), ela é uma Ciência 
Social, pois estuda aspectos importantes relacionados a uma sociedade, na verdade, 
ela busca mecanismos para avaliar e evidenciar as ações de uma entidade da melhor 
forma possível,buscando fazer com que os relatórios sejam fiéis à realidade.
A Contabilidade, na qualidade de Ciência Social Aplicada, com metodologia 
especialmente concebida para captar, registrar, acumular, resumir e interpretar 
os fenômenos que afetam as situações patrimoniais, financeiras e econômicas 
de qualquer ente, seja este pessoa física, entidade de finalidade não lucrativas, 
empresa, seja mesmo pessoa de Direito Público, tais como Estado, Município, 
União, Autarquia etc., tem um campo de atuação muito amplo. 
Fonte: Iudícibus et al. (2019, p. 1).
ZOOM NO CONHECIMENTO
UNIASSELVI
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7
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Para entender o papel 
da Contabilidade, pre-
cisamos conhecer seu 
OBJETO, seu OBJETI-
VO e os USUÁRIOS DA 
INFORMAÇÃO CON-
TÁBIL. Toda Ciência 
possuium objeto de 
estudo; no caso da Con-
tabilidade, esse objeto é 
o patrimônio das entidades contábeis. Nesse material, você descobrirá o que 
compõe o patrimônio e como a Contabilidade organiza os elementos patri-
moniais. Antes, porém, precisamos entender o que é uma entidade contábil, a 
qual possui um patrimônio. Segundo Fragalli e Silva (2021, p. 22), “a entidade 
contábil pode ser definida como um patrimônio sob a ação administrativa 
do homem, que age sobre ele praticando atos de natureza econômica”. Então, 
eu lhe pergunto: você, enquanto pessoa física, administra o seu patrimônio? 
Você realiza atos de natureza econômica? Óbvio que sim! E é por isso que o 
seu patrimônio também representa uma entidade contábil. Isso significa que 
o mecanismo contábil de controle patrimonial pode ser utilizado tanto por 
pessoas jurídicas quanto por pessoas físicas. Normalmente, relacionamos a 
Contabilidade às empresas, pois estas são obrigadas a manter uma escritu-
ração contábil — exceto empresas da categoria MEI (Microempreendedor 
Individual) —, no entanto, as pessoas físicas podem utilizar a Contabilidade 
para controlar o seu patrimônio.
A diferença é que a grande maioria da população possui um conjunto pe-
queno de elementos patrimoniais, não sendo necessário os serviços contábeis 
para tal controle. As teorias contábeis são desenvolvidas visando à melhor 
maneira de registrar, avaliar e controlar o patrimônio, seja em seu aspecto 
estático, que evidencia o conjunto de elementos patrimoniais em um deter-
minado momento, seja em suas variações. O estudo sobre o patrimônio tem 
como finalidade fornecer aos seus usuários informações econômicas, finan-
ceiras e patrimoniais que auxiliem no processo de tomada de decisão. Assim, 
segundo Fávero et al. (2011, p. 1), a Contabilidade tem como objetivo “gerar 
informação para o controle e tomada de decisão”. Contribuindo com Fávero 
1
8
et al. (2011), Szuster et al. (2013) afirmam que a Contabilidade é um sistema 
de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstra-
ções e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade 
no que tange à entidade objeto da contabilização. Assim, podemos afirmar 
que os objetivos da Contabilidade são:
Proceder ao registro da estrutura societária da organização, bem como 
alterações futuras.
Registrar, analisar e controlar o patrimônio das 
entidades. Gerar informações para tomada de de-
cisão da administração. Gerar informações para 
terceiros com vínculo de interesse para com o em-
preendimento (acionistas, investidores, fornecedo-
res, governo etc. (FRAGALLI; SILVA, 2021, p. 38).
Isso demonstra o importante papel da Contabilidade para o sucesso de 
um negócio. Muito mais do que atender às exigências legais, a Contabilidade 
é responsável por fornecer informações que são essenciais para a gestão.
 A função fundamental da Contabilidade tem permanecido inalterada des-
de seus primórdios. Sua finalidade é prover os usuários dos demonstrativos 
financeiros com informações que os ajudarão a tomar decisões. Sem dúvida, 
tem havido mudanças substanciais nos tipos de usuários e nas formas de 
informações que têm procurado. Todavia, esta função dos demonstrativos 
financeiros é fundamental e profunda. O objetivo básico dos demonstra-
tivos financeiros é prover informação útil para a tomada de decisões 
econômicas (AICPA, 1973 apud IUDÍCIBUS, 2015, p. 4).
Entretanto, quem são os usuários da informação contábil? Podemos dizer 
que são todas as pessoas que utilizam as informações contábeis para ava-
liar, verificar ou tomar decisões relacionadas à entidade. Tais usuários são 
classificados em internos e externos. Os usuários internos são aqueles que 
trabalham na empresa e ocupam cargos que requerem a tomada de decisões 
e, por isso, necessitam de informações direcionadas. Já os usuários externos 
não possuem relação de trabalho com a empresa, mas, também, necessitam de 
informações para a tomada de decisões. Para estes usuários, as informações 
são, normalmente, padronizadas (FAVERO et. al., 2011).
Registrar, analisar 
e controlar o 
patrimônio das 
entidades.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Podemos dizer, porém, que não é uma tarefa fácil atender a todos os usuá-
rios da Contabilidade, isso porque a necessidade de informação é diferente 
entre eles. Os gestores, enquanto usuários internos, necessitam de informações 
financeiras e operacionais específicas dependendo do seu cargo ou função, 
normalmente, precisam saber sobre o fluxo de caixa, itens em estoque, valores 
a receber e pagar, custo de produção, pedidos de clientes a serem atendidos, 
entre outras. Já os usuários externos, como fornecedores e instituições finan-
ceiras, normalmente, estão preocupados com a situação financeira da entidade, 
visando analisar sua capacidade de pagamento. Já o Governo e as entidades 
reguladoras procuram informações que possibilitem verificar se o regime tri-
butário e os respectivos recolhimentos estão corretos.
Favero et al. (2011) apresentam alguns exemplos de usuários e a sua res-
pec- tiva necessidade informacional:
USUÁRIOS INTERNOS INFORMAÇÕES REQUERIDAS
Empregados
Fluxo de caixa capaz de assegurar condições de 
boa remuneração.
Diretores Desempenho e rentabilidade.
Encarregados de produção
Produtividade e análise das variações de 
desempenho.
Encarregados de vendas
Desempenho por região, linhas de produtos, 
vendedores etc.
USUÁRIOS EXTERNOS INFORMAÇÕES REQUERIDAS
Instituições financeiras
Capacidade de pagamento da empresa. Ao 
emprestar o dinheiro, a sua preocupação é que 
a empresa tenha uma geração de caixa futuro 
suficiente para pagar, com segurança, o capital 
emprestado, atualizado com os juros.
Entidades governamentais Lucro tributável, produtividade e valor adicionado.
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Acionistas ou quotistas 
minoritários — não 
participantes da 
administração das entidades
Retorno sobre o capital investido. Normalmente, 
esperam que a empresa tenha condições de 
manter um fluxo regular de distribuição de lucros.
Sindicatos Fluxo de caixa futuro e rentabilidade.
Quadro 2 - Tipos de usuários / Fonte: Fávero et al. (2011, p. 3).
Que legal! João acaba de descobrir que ele é um usuário das informações 
contábeis. Como sócio/gerente, ele precisa saber sobre o resultado da empre-
sa, se é positivo ou negativo, os recursos financeiros que a empresa possui, o 
montante de dívidas que vencem no curto e no longo prazo, enfim uma série 
de informações que estão contidas nas demonstrações contábeis. A questão, 
agora, é saber identificar tais informações.
Aluno(a), conheça, aqui, as diferenças entre objeto, objetivo e usuários da 
informação contábil na Contabilidade.
OBJETO
A contabilidade tem como objeto o patrimônio da entidade contábil. 
OBJETIVO 
A contabilidade tem como objetivo gerar informação para os usuários. 
USUÁRIOS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL 
Os usuários são todas as pessoas que utilizam as informações contábeis. São 
classificados em internos e externos.
É importante esclarecer que “a Contabilidade é muito mais do que mero registro; é um 
instrumento básico de gestão, e, na verdade, um dos principais” (IUDÍCIBUS, 2015, p. 
19). Contudo, para que esse instrumento seja realmente útil, é preciso que os usuários 
compreendam as informações geradas. Por mais que a Contabilidade busque ser clara 
em suas demonstrações, subentende-se que os usuários possuem conhecimento mí-
nimo necessário para compreender a metodologia contábil de geração de informação.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
De certa forma, o “homem contador” põe ordem, classifica, agrega e inventaria 
o que o “homem produtor”, em seu anseio de produzir, vai, às vezes, desor-
denadamente, amealhando, dando condições a este último para aprimorar 
cada vez mais a quantidade e a qualidade dos bens produzidos, por meio da 
obtenção de maiores informações sobre o que conseguiu até o momento.
Fonte: Iudícibus (2015, p. 17).
PENSANDO JUNTOS
Como dito anteriormente, os usuários possuemnecessidades diferentes de 
informação, e a Contabilidade deve buscar atender a todos. Contudo, no nosso 
país, a legislação fiscal e tributária é muito complexa, e, por isso, na maioria 
das vezes, as empresas buscam os serviços contábeis apenas para atender à 
legislação. Esse problema, na verdade, possui duas vertentes: por um lado 
existem contadores que deixam de expor aos seus clientes o importante papel 
da Contabilidade no fornecimento de informações que são úteis ao processo 
decisório, por outro, as empresas não querem gastar dinheiro com os serviços 
contábeis e contratam apenas os serviços exigidos por lei.
Por esse motivo, existem diferentes campos de atuação da ciência con-
tábil: a Contabilidade Fiscal, a Contabilidade Financeira e a Contabilidade 
Gerencial, e cada uma é voltada para finalidades específicas dos usuários. De 
acordo com Szuster et al. (2013, p. 28),“a atuação segmentada da Contabilida-
de Gerencial, da Contabilidade Financeira e da Contabilidade Fiscal retrata 
este processo que fornece, no conjunto, as informações mais utilizadas no 
mundo dos negócios”.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema, você aprendeu sobre a história da contabilidade, compreendendo 
como ela surgiu e se desenvolveu. Vimos, também, quais são o objeto, o objetivo 
e os usuários da informação contábil. 
Percebemos, assim, que a Contabilidade não serve apenas para atender às 
exigências legais; na verdade, ela possui diferentes campos de atuação. 
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VAMOS PRATICAR
1. De acordo com Iudícibus (2015, p. 17), “o grau de desenvolvimento das teorias contá-
beis e de suas práticas está diretamente associado, na maioria das vezes, ao grau de 
desenvolvimento comercial, social e institucional das sociedades, cidades ou nações”. 
Isso explica o fato de a Contabilidade, enquanto Ciência, ter surgido nas cidades italia-
nas de Veneza, Gênova, Florença, Pisa, entre outras. Explique por que a Contabilidade, 
enquanto disciplina, surgiu justamente nessas cidades italianas. 
IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da Contabilidade. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
2. Segundo Silva (2018, p. 17), a Ciência Exata é “qualquer campo da ciência capaz de ex-
pressar quantidades, predições precisas e métodos rigorosos de testar hipóteses”; já 
a Ciência Social é um “ramo da ciência que estuda os aspectos sociais do ser humano, 
propondo conhecer o ser humano enquanto elemento integrante de grupo organizado”. 
SILVA, J. M. Contabilidade Empresarial. Maringá: UniCesumar, 2018. 
O principal relatório da Contabilidade, o balanço patrimonial, utiliza números e che ga a um 
valor exato entre ativo e passivo mais patrimônio líquido. Mesmo assim, a Contabilidade não 
é tida como uma Ciência Exata. Observando essas descrições, explique por que a Contabili-
dade é classificada como uma Ciência Social, já que ela utiliza números — valores e quanti-
dades — em seus relatórios para expressar a situação econômica e financeira da empresa. 
3. Para Hendriksen (apud PADOVEZE, 2000, p. 49), “a Contabilidade é um processo de 
comunicação de informação econômica para propósitos de tomada de decisão tanto 
pela administração como por aqueles que necessitam fiar-se nos relatórios externos”. 
PADOVEZE, C. L. Manual de Contabilidade Básica. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2000. 
Isto significa que, como mecanismo de informação, a Contabilidade busca auxiliar a toma-
da de decisão tanto dos usuários internos, como a administração da entidade, quanto dos 
usuários externos, que utilizam relatórios externos. Nesse sentido, ex plique a diferença 
entre usuários internos e externos da Contabilidade.
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MINHAS METAS
ESTRUTURA BÁSICA DA 
CONTABILIDADE II
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Campos de atuação
Alcance das demonstrações contábeis
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2
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INICIE SUA JORNADA
Para abrir a empresa, João e seus colegas procuraram um escritório de Contabi-
lidade que foi muito bem recomendado. O contador explicou sobre os diferentes 
tipos de regime tributário e orientou a adoção do mais adequado para a loja de 
João. Esclareceu, também, sobre a necessidade de documentação fiscal de todos 
os fatos que ocorrerem na empresa. Após a abertura da empresa, que recebeu 
o nome de Estilo, o contador acompanhou de perto as transações da empresa, 
sempre orientando João no que ele precisava.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
A Contabilidade Fiscal é regida pelo Governo e obrigatória para todas as em-
presas, exceto as que estão enquadradas como Microempreendedor Individual 
(MEI), e está voltada para atender à legislação fiscal. Nesse campo de atuação, o 
contador precisa estar atento às regulamentações específicas de cada empresa, 
que depende do seu porte, seu ramo de atuação, seu regime tributário, seu en-
quadramento fiscal, entre outras questões. De acordo com as particularidades de 
cada empresa, o contador calcula e emite as guias de recolhimento de impostos, 
gera relatórios fiscais, emite notas fiscais, entre outras ações.
A Contabilidade Financeira, ou Contabilidade Societária, é regulamentada 
pelas normas contábeis. Ela define os processos de contabilização dos fatos ocor-
ridos na empresa de forma que as informações geradas representam fielmente a 
situação econômica, financeira e patrimonial da entidade. A Contabilidade Fi-
nanceira também é responsável por definir a estrutura e as informações a serem 
apresentadas nas demonstrações contábeis.
Por fim, a Contabilidade Gerencial tem a finalidade exclusiva de auxiliar na 
gestão da empresa, por isso, ela não segue regras ou normas, a própria empresa 
é quem define os dados, os modelos de relatórios, a periodicidade em que as 
informações devem ser divulgadas etc. Na Contabilidade Gerencial, o contador 
pode utilizar desde uma simples planilha de Excel ou um caderno de anotações 
até sistemas sofisticados de análises quantitativas; o objetivo é que a informação 
atenda às necessidades dos gestores internos, os quais precisam tomar decisões 
diárias de forma segura e assertiva.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Podemos observar as características de cada campo de atuação no Quadro 1.
CARACTERÍSTICAS
CONTABILIDADE 
FISCAL
CONTABILIDADE 
FINANCEIRA
CONTABILIDADE 
GERENCIAL
Adoção e elaboração Obrigatória Obrigatória Facultativa
Utilizada para...
Relações 
tributárias
Relações 
externas
Relações 
internas
Vínculo à legislação
Condicionada 
às disposições 
legais e 
tributárias
Condicionada 
às disposições 
legais
Não está 
condicionada 
às disposições 
legais
Produto principal
Relatórios 
específicos 
exigidos por lei
Conjunto 
completo de 
demonstrações 
contábeis
Relatórios para 
planejamento e 
controle
Visão da empresa
Empresa como 
um todo
Empresa como 
um todo
Interesse das 
partes
A informação é... Precisa (objetiva)
Relevante e 
confiável
Rápida
A informação 
busca...
Objetividade e 
legalidade
Essência 
econômica das 
transações
Utilidade
Quadro 1 - Características dos campos de atuação da contabilidade / Fonte: adaptado de Szuster et al. (2013).
João não entendeu muito bem a diferença entre Conta-
bilidade Fiscal, Contabilidade Financeira e Contabilidade 
Gerencial e, por isso, foi pedir explicação ao seu contador. 
Acompanhe e descubra o que o contador disse ao João. 
Ouça o podcast no seu ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/19867
Como dito anteriormente, os empresários, normalmente, contratam os ser-
viços da Contabilidade Fiscal e Financeira, realizando a gestão com dados 
não contábeis e se baseando em experiências passadas. No entanto, ao ser 
responsável por registrar TODAS as movimentações financeiras e patrimo-
niais ocorridas na empresa, a Contabilidade tem acesso a informações que, 
às vezes, os próprios empresários desconhecem, por isso, vale a pena olhar 
para os serviços contábeis não somente como uma obrigatoriedade, mas, sim, 
como um aliado para o sucesso dos negócios.Entre esses três campos de atuação, neste material, basear-nos-emos na Con-
tabilidade Financeira, pois é a Contabilidade propriamente dita, aquela desen-
volvida para registrar e controlar o patrimônio da entidade, buscando evidenciar, 
da forma mais transparente possível, a sua realidade. Uma das tarefas da Con-
tabilidade Financeira é definir como devem ser evidenciadas as informações 
da entidade nas demonstrações contábeis. Lembre-se: é fundamental ter esse 
conhecimento para, no caso dos contadores, saber como apresentar os dados 
corretamente e, no caso dos gestores, saber compreender as informações, tor-
nando-as úteis no processo de tomada de decisão.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
OBJETIVO E ALCANCE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Por esse motivo, estudaremos, agora, sobre o objetivo e alcance das demonstra-
ções contábeis. É importante que você saiba que relatórios contábeis e demonstra-
ções contábeis são considerados sinônimos. Sobre esse assunto, Iudícibus e Marion 
(2019, p. 229) afirmam que o relatório contábil é a exposição resumida e ordenada 
dos principais fatos registrados pela contabilidade em determinado período”. O 
processo de geração de informações contábeis pode ser observado na Figura 1.
Um Sonho de Liberdade
Ano: 1994
Sinopse: Andy Dufresne é condenado a duas prisões perpétu-
as consecutivas pelas mortes de sua esposa e de seu amante, 
porém só Andy sabe que ele não cometeu os crimes. No presídio, 
durante dezenove anos, ele faz amizade com Red, sofre as bru-
talidades da vida na cadeia, adapta-se, ajuda os carcereiros etc.
Comentário: Nesse filme, Andy Dufresne, que era banqueiro, 
utiliza seus conhecimentos na área de Contabilidade para 
buscar a sua tão sonhada liberdade.
INDICAÇÃO DE FILME
Figura 1 - Geração de informações contábeis / Fonte: Marion (2009, p. 46).
Descrição da Imagem: a figura demonstra um processo que segue da esquerda para a direita. Na primeira parte, 
está escrito “Coleta de dados”; abaixo, aparece a figura de um funil que tem a sua saída voltada para figura da 
direita, na parte superior do funil, existem vários cifrões sendo coletados. Em seguida, está escrito “Contabilidade”; 
abaixo, aparece a figura de um homem de terno e gravata ao lado de uma calculadora. Na sequência, está escrito 
“Relatórios contábeis”; abaixo, aparece a figura de um papel com texto ilegível. Por fim, está escrito “Usuários 
da contabilidade”; abaixo, aparecem as seguintes citações: Administração, Bancos, Governo e Fornecedores.
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A Figura 1 demonstra a obtenção de dados que é feita por meio de documentos: é 
por isso que a Contabilidade solicita notas fiscais, recibos, contratos, entre outros 
documentos que comprovem a transação realizada. Com os documentos em mãos, a 
Contabilidade efetua os registros das transações e, ao final do período — que pode ser 
mensal, anual ou outro —, tais registros dão origem às demonstrações contábeis que 
são utilizadas pelos usuários para obtenção de informações a respeito da entidade.
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio da Norma Brasileira de 
Contabilidade — NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019, fornece 
alguns apontamentos acerca dos objetivos das demonstrações contábeis:
 “ O objetivo das demonstrações contábeis é fornecer informações financeiras sobre os ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas da entidade que reporta que sejam úteis aos usuários das 
demonstrações contábeis na avaliação das perspectivas para futuros 
fluxos de entrada de caixa líquidos para a entidade que reporta e na 
avaliação da gestão de recursos da administração sobre os recursos 
econômicos da entidade.” CFC, 2019, [s.p.]
Apesar de as demonstrações contábeis possuírem estruturas específicas, o nível 
de detalhamento e complexidade deve ser ajustado de acordo com cada realidade. 
Para entender essa ideia, basta comparar uma grande indústria têxtil, com dezenas 
de funcionários e na qual o proprietário pode nem atuar dentro da empresa, com 
um pequeno ateliê de costura, em que a(o) costureira(o) é proprietária(o) do negó-
cio e, também, é quem atende o cliente, fabrica, vende, recebe, controla o estoque, 
o caixa, enfim atua em todas as ações do negócio.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
As diferentes características das empresas nos permitem afirmar que os relatórios 
contábeis serão influenciados pelos seguintes aspectos:
 ■ Complexidade do negócio
É evidente que os relatórios de uma pequena empresa, com poucos tipos de transa-
ções — basicamente, compra, vende, recebe e paga — conterá bem menos informa-
ções que os relatórios de uma grande corporação que realiza uma extensa variedade 
de transações, nacionais e internacionais, que apresenta uma enorme carga tribu-
tária e realiza operações em diversas instituições financeiras. Dessa forma, quanto 
maior o nível de complexidade das atividades desempenhadas pela entidade, maior 
também será a complexidade e o detalhamento das informações contábeis.
 ■ Distância entre os sócios/acionistas da gestão da empresa
Nas empresas em que os sócios conseguem acompanhar de perto as atividades 
realizadas, não existe a necessidade de relatórios contábeis mais detalhados. Nes-
ses casos, a informação é obtida na própria empresa, sendo os relatórios menos 
utilizados para tomada de decisão. Por outro lado, em grandes empresas, em 
que os sócios/acionistas não participam dos negócios, os relatórios se tornam o 
principal meio de prestação de contas sobre as ações dos gestores.
Nas entidades por ações, também conhecidas como Sociedades Anônimas 
(S.A.), por exemplo, os acionistas minoritários compõem o quadro societário da 
empresa, mas são considerados usuários externos, pois não têm fácil acesso às infor-
mações, por isso, a Lei nº 6.404/76 (BRASIL, 1976) e alterações (Lei das S.A.) deter-
minam uma série de informações a serem divulgadas nas demonstrações contábeis, 
de forma a amparar os acionistas com dados que assegurem seu investimento.
 ■ Conjunto de demonstrações contábeis
De acordo com a NBC TG 26 (R5) — Apresentação das Demonstrações Contá-
beis (CFC, 2017), o conjunto completo de demonstrações inclui:
» Balanço patrimonial.
» Demonstração do resultado.
» Demonstração do resultado abrangente.
» Demonstração das mutações do patrimônio líquido.
» Demonstração dos fluxos de caixa.
» Demonstração do valor adicionado.
» Notas explicativas.
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A obrigatoriedade de elaboração e divulgação de tais demonstrações depende de 
legislações específicas conforme o porte e a formalização legal da entidade. No 
entanto, o balanço patrimonial e a demonstração do resultado, que você conhe-
cerá neste material, devem ser elaborados por todas as empresas, mesmo que não 
venham a ser divulgados publicamente.
Muitos empresários de pequenos negócios nunca viram o balanço patrimo-
nial ou a demonstração de resultado da sua empresa. Será que o contador 
não fornece as demonstrações ou o empresário não tem interesse, pois não 
entende as informações?
PENSANDO JUNTOS
Mesmo que não sejam poucas as demonstrações, muitas empresas também apre-
sentam o relatório da administração, que descreve e explica as características 
principais do desempenho e da posição financeira e patrimonial da entidade, 
assim como as incertezas às quais está sujeita. Muitas empresas também apre-
sentam relatórios ambientais e sociais, sobretudo as de setores em que os fatores 
ambientais e sociais são significativos (CFC, 2017).
As demonstrações contábeis são voltadas para usuários externos de forma geral:
 “ As demonstrações contábeis fornecem informações sobre transa-ções e outros eventos observados do ponto de vista da entidade que reporta como um todo e, não, do ponto de vista de qualquer grupo 
específico de investidores, credores por empréstimos e outros cre-
dores, existentes ou potenciais, da entidade. CFC, 2019, [s.p.]
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Contudo, os usuários internos necessitam de informações mais específicas e 
atuais. Porexemplo, ao invés de utilizar o balanço patrimonial, que contém 
todo o conjunto de bens, direitos e obrigações da entidade, o gerente finan-
ceiro pode requerer relatórios específicos apenas com os dados relativos a va-
lores a receber e/ou a pagar, contendo o valor de cada título e vencimento. Da 
mesma forma, o gerente de produção pode solicitar informações específicas a 
respeito de itens em estoque, produtividade, pedidos a serem entregues, custos 
de produção, entre outras informações.Além de informações específicas, os 
usuários internos necessitam receber os relatórios de forma mais contínua. As 
demonstrações contábeis são elaboradas ao final de cada período, que pode 
ser mensal, semestral, anual ou outro definido pela entidade. 
No entanto, os relatórios gerados para os usuários internos devem ser ge-
rados conforme a necessidade, que pode ser, até mesmo, diária. Os relatórios 
internos são gerados pela Contabilidade quando a empresa possui um depar-
tamento contábil próprio. Quando a Contabilidade é terceirizada, as infor-
mações para a gestão são elaboradas por algum departamento administrativo 
que a empresa possua. Contudo, nada impede que o contador contratado pela 
empresa lhe envie relatórios com informações específicas, mas isso dependerá 
de como os serviços contábeis são contratados. 
NOVOS DESAFIOS
E aí, gostou do papel da Contabilidade? Acredito que, agora, a atividade contá-
bil faz muito mais sentido para você, pois sabe que muito mais do que atender 
às determinações legais, a Contabilidade é um importante instrumento de 
controle patrimonial, sendo que este controle resulta em informações que 
contribuem para o processo de tomada de decisão dos usuários. Contudo, 
para que essas informações sejam úteis, é necessário compreendê-las, e é isso 
que trabalharemos a partir de outro tema de aprendizagem. Até logo!
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VAMOS PRATICAR
1. Todas as pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas que necessitarem de infor-
mações contábeis para tomar decisões são consideradas usuários das informações 
contábeis. Estes, por sua vez, são separados em internos e externos. Os usuários in-
ternos fazem parte da empresa e atuam diretamente em suas rotinas operacionais. 
Já os usuários externos podem ou não ter relações diretas com a empresa, mas não 
atuam dentro dela. Considerando essas informações e tomando como base uma empresa 
industrial, assinale a alternativa que apresenta um usuário da informação contábil com 
sua correta classificação. 
a) Governo, usuário interno. 
b) Diretoria, usuário externo. 
c) Gerente de produção, usuário externo. 
d) Instituições financeiras, usuário interno. 
e) Conselho Regional de Contabilidade, usuário externo. 
2. As demonstrações contábeis fornecem informações sobre a situação econômica, fi-
nanceira e patrimonial da entidade. Apesar de serem elaboradas de acordo com as 
estruturas definidas pelas normas contábeis, o nível de detalhamento e comple xidade 
é influenciado por alguns fatores. No que se refere a esses fatores, analise as afirma-
tivas a seguir.
I - A complexidade do negócio interfere nas informações contábeis, isso porque as de-
monstrações de pequenos empreendimentos apresentam uma quantidade maior de 
informações, já que, normalmente, nessas situações, a Contabilidade é terceirizada. 
Já os grandes empreendimentos não necessitam de demonstração com muitas infor-
mações, já que possuem profissionais qualificados para realizar a gestão do negócio. 
II - A distância entre o sócio/acionista das informações da empresa interfere nas infor-
mações contábeis, isso porque quanto mais próximo o proprietário estiver da rotina 
da empresa, menos detalhes serão necessários nas demonstrações. 
III - Apesar das normas contábeis apresentarem um conjunto de sete demonstra ções, 
cada empresa deve analisar sua própria obrigatoriedade de elaboração e divulgação, 
por isso, varia a depender do porte e ramo de atividade. 
É correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
b) II, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, II e III. 
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MINHAS METAS
SISTEMATIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Elementos patrimoniais
Origens e aplicações de recursos
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
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INICIE SUA JORNADA
Caro(a) estudante, neste tema de aprendizagem você terá a oportunidade de co-
nhecer o que compõe esse patrimônio: os chamados elementos patrimoniais. 
Você descobrirá, também, como a Contabilidade classifica e organiza esses ele-
mentos. Essa forma particular de organizar os elementos patrimoniais gera uma 
série de informações importantes sobre a entidade, como, por exemplo, identificar 
as origens e as aplicações de recursos financeiros. Então, não perca tempo, vamos 
descobrir a linguagem contábil!
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
O João, que, assim como você, deseja conhecer mais sobre Contabilidade, abriu 
uma loja de roupas chamada Estilo. Para tanto, ele e mais dois amigos investiram 
o montante de R$200.000,00 cada, totalizando um capital de R$600.000,00. Com 
esse valor, eles compraram o ponto comercial e montaram a loja com balcões, 
expositores, prateleiras, provadores, mesas, itens de decoração e mercadorias 
para venda. Então, ela ficou assim: do valor investido, sobraram R$180.000,00, 
que foram depositados em uma conta corrente aberta no nome da empre-
sa. A abertura da empresa 
também gerou dívidas com 
aluguel e com fornecedo-
res, já que parte das mer-
cadorias foram adquiridas 
a prazo. Com essas infor-
mações eu lhe pergunto: o 
que compõe o patrimônio 
da empresa Estilo? Quais 
são as origens de recursos 
financeiros e como eles fo-
ram aplicados na empresa? 
A empresa Estilo apresenta 
uma situação patrimonial 
positiva ou negativa?
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Quando pensamos em patrimônio, naturalmente, nos lembramos dos bens 
que possuímos: uma casa, um carro, um terreno etc. O Dicionário Aurélio define 
patrimônio como herança paterna. Bens de família. Complexo de bens, materiais 
ou não, direito, ações, posse e tudo o mais que pertença a uma pessoa ou empresa 
e seja suscetível de apreciação econômica” (FERREIRA, 2009, p. 488).
Os dados da empresa Estilo, apresentados anteriormente, estão detalha-
dos na Tabela 1. Considerando os dados apresentados, identifique o patri-
mônio da empresa Estilo.
Ponto comercial R$ 75.000,00
Balcões R$ 60.000,00
Expositores R$ 40.000,00
Prateleiras R$ 50.000,00
Provadores R$ 35.000,00
Mesas R$ 15.000,00
Itens de decoração R$ 5.000,00
Mercadorias R$ 265.000,00
Depósito na conta corrente R$ 180.000,00
Dívida com fornecedores R$ 120.000,00
Dívida com aluguel R$ 5.000,00
Capital investido pelos sócios R$ 600.000,00
Tabela 1 - Dados da empresa Estilo / Fonte: a autora.
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Você, provavelmente, deve ter considerado todos os bens, como os móveis e as mer-
cadorias, como o patrimônio da empresa Estilo. Contudo, eu lhe convido a fazer a se-
guinte reflexão: caso os sócios da empresa Estilo solicitassem um empréstimo a uma 
instituição financeira e, para assegurar o empréstimo, a instituição exigisse a relação 
de todo o patrimônio no nome da empresa, e, então, os sócios apresentassem todos os 
bens e seus respectivos valores, mas não mencionasse a dívida de R$120.000,00 com 
fornecedores, eles estariam sendo verdadeiros sobre a situação da empresa? Afinal, se 
a empresa já possui uma dívida, de certa forma, seus bens já estão comprometidos.
Como você aprendeu na unidade anterior, o objeto de estudo da Contabili-
dade é o patrimônio da entidade contábil, e é por isso que é importante conhecer 
os ELEMENTOS PATRIMONIAIS.
Quando falamos em patrimônio, normalmente, lembramo-nos dos bens, da-
quilo que possuímos e que tem valor, como uma casa ou um carro. Além do bem 
que já possuímos, nosso patrimônio também é composto pelos direitos que nos 
pertencem, como o direito de receber algum valor ou de usufruir de algo, afinal 
tudo quenos pertence e que tem valor econômico faz parte do nosso patrimônio. 
Entretanto, se dizemos que o que nos pertence e tem valor econômico faz parte 
do nosso patrimônio, então as nossas obrigações também são nosso patrimônio, 
afinal as nossas obrigações são nossas: ninguém sai por aí distribuindo boletos 
para outros pagarem, não é mesmo?!
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Assim, podemos dizer que o patrimônio de uma entidade contábil é formado 
por bens, direitos e obrigações pertencentes a ela e que possuam valor econô-
mico, ou seja, que possam ser mensurados em dinheiro. Os bens podem estar 
vinculados à entidade pela aquisição, recebimento, doação ou outro título. 
Os direitos de recebimento e as obrigações de pagamento são decorrentes de 
transações econômicas. Conheçamos melhor cada um desses elementos. Os 
bens representam tudo aquilo que é útil para satisfazer as necessidades das 
pessoas, assim são suscetíveis a avaliação econômica. No caso de João, em 
sua loja Estilo, é possível observar os seguintes bens: gôndolas, balcões, ex-
positores, prateleiras, aparadores, mesas, ar-condicionado, dinheiro no caixa, 
computador, telefone,máquina de cartão, roupas para venda, o próprio prédio 
no qual a loja está instalada, entre outros. Todos esses elementos são bens e, 
dependendo da sua finalidade, são registrados em grupos específicos. Os bens 
para uso na própria loja, como as prateleiras e os provadores, são registrados 
no imobilizado, já os bens para venda, como as roupas, são registrados no 
estoque. Normalmente, o estoque e o imobilizado são os grupos de bens mais 
significativos nas entidades, mas você conhecerá outros.
Existem várias maneiras de classificar os bens, dependendo do enfoque 
dado pela ciência. Para a Ciência Contábil, a principal classificação é quanto 
à materialidade: bens materiais e bens imateriais.
 ■ Bens materiais
Figura 1 - Elementos que compõem o patrimônio / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta os elementos patrimoniais. À esquerda, está a palavra “Patri- mônio”; 
do seu lado direito, há três quadros com desenhos e, entre eles, o sinal de mais (+). No primeiro quadro, há uma 
mão segurando uma sacola de presente e escrito “Bens”; no segundo, há uma mão em concha e, em cima da mão, 
há um cifrão com uma seta demonstrando retorno, abaixo, está escrito “Direitos”; no último quadro, há uma mão 
segurando um celular que apresenta a palavra PAY (pagamento), abaixo, está escrito “Obrigações”.
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Os bens materiais são aqueles que possuem corpo, matéria. Esses bens, quando des-
truídos por força física, deixam de ser bens. Os bens materiais, também denominados 
bens tangíveis, são divididos em:
 ■ Bens móveis: segundo o artigo 82 do Código Civil (BRASIL, 2002), são os 
bens suscetíveis de movimento próprio ou de remoção por força alheia, 
sem alteração da substância ou destinação econômico--Social. Exemplos: 
máquinas, veículos, mercadorias.
 ■ Bens imóveis: o artigo 79 do Código Civil (BRASIL, 2002) salienta que é o 
solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Exemplos: 
terrenos, edificações.
 ■ Bens imateriais
Os bens imateriais, também denominados bens intangíveis, não possuem corpo, não 
podem ser tocados, assim não podem ser destruídos por uma ação física. Contudo, 
a difamação, a má qualidade, preços incompatíveis, desrespeito ao consumidor po-
dem desvalorizar ou, até mesmo, acabar com o bem (FRAGALLI; SILVA, 2021). Para 
Marion (2015), o bem intangível, incorpóreo ou invisível são bens que não se pode 
tocar ou pegar. São aqueles que passaram a ter grande relevância a partir das ondas 
de fusões e incorporações na Europa e nos EUA. Os bens intangíveis podem ser ob-
jeto de cessão, ou seja, ação de ceder ou transferir a outrem a posse ou propriedade 
de alguma coisa. Os exemplos de bens intangíveis são: fundo de comércio, software, 
marcas e patentes, direitos autorais e direitos de exploração. Esses dois últimos, apesar 
de mencionarem “direitos”, na Contabilidade, ficam registrados como intangíveis.
Fome de Poder
Ano: 2016
Sinopse: A história da ascensão de uma das maiores redes de fast 
food do mundo. Após receber uma demanda sem precedentes 
e notar uma movimentação de consumidores fora do normal, o 
vendedor de Illinois Ray Kroc adquire uma participação nos negóci-
os da lanchonete dos irmãos Richard e Maurice Mac McDonald no 
sul da Califórnia e, pouco a pouco, elimina os dois da rede, transformando a marca 
em um gigantesco império alimentício.
Comentário: o filme mostra a negociação de um bem intangível, no caso, a marca 
de uma das maiores redes de fast food do mundo.
INDICAÇÃO DE FILME
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Enquanto os bens, tangíveis e intangíveis, são elementos que a entidade pos-
sui, os direitos são os valores que a entidade tem a receber, sejam eles de 
pessoas físicas ou jurídicas. Esses direitos decorrem do poder jurídico que 
uma entidade tem de exigir valores de outra entidade, seja de pessoa física, 
empresa ou até mesmo de órgãos públicos. Os direitos ocorrem por diversos 
atos empresariais, entre eles, podemos citar os seguintes:
Figura 2 - Classificação dos direitos / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem contempla três colunas enumeradas de um a três com as classificações dos 
direitos. Da esquerda para a direita, temos os valores a receber de clientes, que são decorrentes de vendas reali-
zadas a prazo; como os clientes levaram os produtos ou mercadorias e não pagaram no ato da compra, a empresa 
fica com o direito de receber no prazo combinado. Em seguida, no número dois, temos os valores a receber do 
poder público, que são decorrentes de créditos por impostos não cumulativos que legalmente serão utilizados para 
reduzir o valor dos impostos a pagar nos períodos seguintes, mas isso dependerá do regime tributário adotado 
pela empresa. Na coluna de número três, estão os valores a receber de funcionários ou sócios: são decorrentes 
de adiantamentos de salários ou empréstimos feitos a funcionários ou sócios; enquanto esses valores não forem 
descontados dos pagamentos ou recebidos em dinheiro, a empresa fica com o direito de recebê-los.
Assim como a entidade tem direitos a receber, ela também tem obrigações a 
pagar. As obrigações são todos os compromissos, deveres ou ações passivas que 
envolvam valor econômico. Dessa forma, podemos dizer que as obrigações são 
valores que a entidade tem a pagar, seja a outras empresas, instituições financeiras, 
poder público, funcionários, sócios etc. As obrigações são dívidas contraídas por 
diversos motivos, como: compras a prazo, obtenção de empréstimos ou financia-
mentos, determinação legal, contratação de funcionários, entre outras. Podemos 
classificar as obrigações, para fins didáticos, da seguinte forma:
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É importante esclarecer que a liquidação de uma obrigação não é feita, ex-
clusivamente, por meio de pagamento com recursos financeiros. Ela pode 
ser liquidada por meio de transferência de outros ativos ou, até mesmo, da 
prestação de serviços, o que depende da negociação. A Contabilidade divide 
as obrigações em exigíveis e não exigíveis. As obrigações exigíveis são aquelas 
contraídas com terceiros, como os fornecedores, o Governo e os funcionários. 
Essas obrigações têm um prazo determinado para pagamento. Já as obrigações 
não exigíveis são aquelas contraídas com os sócios. Quando a empresa é cons-
tituída, os sócios investem um capital; na Contabilidade, esse investimento 
recebe o nome de Capital Social. Esse investimento dos sócios gera uma obri-
gação para a empresa, contudo essa obrigação não tem um prazo determinado 
para pagamento, por isso, é considerada uma obrigação não exigível.
Figura 3 - Classificação das obrigações/ Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem contempla quatro linhas numeradas de um a quatro com as classificações 
das obrigações. De cima para baixo, temos as obrigações por funcionamento, que são as dívidas decorrentes 
de operaçõesnormais da entidade, como compras a prazo de materiais para consumo ou de mercadorias para 
venda. Em seguida, no número dois, temos as obrigações por financiamento, que são as dívidas decorrentes de 
financiamento de bens ou de obtenção de recursos em instituições financeiras. Na linha de número três, estão as 
obrigações sociais e trabalhistas, essas são decorrentes da contratação de funcionários e de leis trabalhistas. E, 
por último, na quarta linha, as obrigações fiscais, que são as dívidas com o órgão fiscal, seja ele federal, estadual 
ou municipal, como os impostos e contribuições sociais. O ramo de atividade e o regime tributário interferem 
diretamente nessas obrigações.
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Resumindo: o patrimônio de uma entidade contábil, seja pessoa física ou 
jurídica, é composto pelo conjunto de bens, direitos e obrigações. Uma ques-
tão importante sobre os elementos que compõem o patrimônio é que, ne-
cessariamente, eles precisam ter valor monetário. Isso significa que, se não 
for possível avaliar monetariamente um bem, um direito ou uma obrigação, 
não será possível registrá-lo no patrimônio. É por isso que a Contabilidade 
registra e controla o patrimônio observando dois aspectos: o qualitativo e o 
quantitativo. O aspecto qualitativo do patrimônio corresponde ao nome dado 
a cada elemento patrimonial. Isso porque, quando falamos que os bens, os 
direitos e as obrigações representam os elementos patrimoniais, na verdade, 
precisamos lembrar que esses são os conjuntos de elementos, já que existem 
vários bens, vários direitos e várias obrigações em cada entidade contábil. 
Para registrar e controlar cada elemento patrimonial, a Contabilidade utili-
za um plano de contas, assim cada conta contábil representa um elemento 
patrimonial, que, no caso, corresponde ao aspecto qualitativo do elemento. 
É importante esclarecer que o nome da conta contábil deve estar sempre 
relacionado ao elemento.Por exemplo, a conta “Caixa” representa o dinheiro 
da empresa, já a conta “Mercadorias” representa o estoque de mercadorias 
disponível para venda. 
Por mais que pareça fácil identificar o elemento patrimonial pela sua conta 
contábil, é importante conhecer o plano de contas de cada entidade e verificar 
o que é registrado em cada uma delas, isso porque o plano de contas pode ser 
ajustado à realidade de cada entidade. Por exemplo, a entidade pode optar por 
separar o dinheiro em papel moeda do dinheiro da conta corrente, nesse caso, 
no plano, haverá a conta “Caixa” e a conta “Banco conta movimento”. Por outro 
Uma das premissas básicas para a atividade contábil é reconhecer que a 
empresa é uma entidade separada dos seus sócios. Isso significa que o 
patrimônio da empresa não pode ser misturado com o patrimônio de seus 
sócios. Não é à toa que chamamos a empresa de pessoa jurídica: é como se 
fosse, realmente, uma outra pessoa, com seus bens, direitos e obrigações 
próprias. Assim, quando os sócios investem na empresa, esta passa a ter 
uma obrigação financeira com aqueles.
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lado, a entidade pode optar por registrar toda a sua movimentação financeira 
em uma única conta, então, no plano, haverá a conta “Caixa e equivalentes 
de caixa”. Enquanto o aspecto qualitativo de cada elemento é evidenciado 
por meio da conta contábil, o aspecto quantitativo é evidenciado por meio 
de valores. Isso significa que cada elemento patrimonial deve ser registrado 
em uma conta contábil com seu respectivo valor. O simples levantamento 
dos elementos patrimoniais de uma entidade, em seus aspectos qualitativo e 
quantitativo, representa um inventário, é o que chamamos de patrimônio não 
sistematizado, conforme demonstrado na Tabela 2.
ASPECTO QUALITATIVO ASPECTO QUANTITATIVO
Caixa R$ 15.000,00
Duplicatas a receber R$ 11.000,00
Mercadorias R$ 38.000,00
Móveis R$ 23.000,00
Fornecedores R$ 19.000,00
Salários a pagar R$ 5.000,00
Capital social R$ 63.000,00
Tabela 2 - Patrimônio não sistematizado / Fonte: a autora.
A Contabilidade, em sua função de gerar informação, não se limita a registrar 
os elementos patrimoniais em seus aspectos qualitativo e quantitativo, ela 
também os organiza; é o que chamamos de SISTEMATIZAÇÃO DO PA-
TRIMÔNIO. Para tanto, a Contabilidade separa os bens e os direitos das 
obrigações. Os bens e direitos ficam registrados em um grupo chamado ativo, 
enquanto as obrigações ficam em um grupo chamado passivo. Como existem 
obrigações exigíveis e não exigíveis, no grupo do passivo, existe um subgrupo 
chamado patrimônio líquido.
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Figura 4 - Sistematização do patrimônio / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem demonstra a sistematização do patrimônio através de um organograma que 
inicia com o “Patrimônio”. Este é dividido em “Bens e direitos” de um lado e “Obrigações” do outro. Entre “Bens e 
direitos” e “Obrigações”, aparece o sinal de igual (=). Os “Bens e direitos” são alocados no “Ativo”, já as “Obrigações” 
são divididas em “Obrigações exigíveis” de um lado e “Obrigações não exigíveis” de outro. As Obrigações exigíveis 
são alocadas no “Passivo”, enquanto as “Obrigações não exigíveis” são alocadas no “Patrimônio líquido”. Entre 
“Obrigações exigíveis” e “Obrigações não exigíveis”, aparece o sinal de mais (+). Entre “Passivo” e “Patrimônio 
líquido”, aparece o sinal de mais (+). Entre “Ativo” e “Passivo”, + “Patrimônio líquido” aparece o sinal de igual (=).
Essa separação, muito mais do que uma simples organização, permite 
identificar uma série de informações sobre a entidade, como nível de endi-
vidamento, origem e aplicação de recursos financeiros, situação patrimonial 
(positiva ou negativa). Conforme nos aprofundamos no detalhamento dessa 
sistematização, mais informações descobriremos.
APROFUNDANDO
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Conceitos relacionados ao patrimônio:
ELEMENTOS PATRIMONIAIS
Bens, direitos e obrigações; ativo, passivo e patrimônio líquido.
ASPECTO QUALITATIVO
Refere-se ao nome dado ao elemento.
ASPECTO QUANTITATIVO
Refere-se ao valor monetário do elemento.
Perceba, na Figura 4, que existe um sinal de igualdade entre “Bens e direitos” 
e “Obrigações”, assim como entre “Ativo” e “Passivo + Patrimônio líquido”, isso 
porque a sistematização do patrimônio gera um equilíbrio financeiro entre esses 
grupos de elementos patrimoniais. Essa igualdade do patrimônio sistematizado 
gera as seguintes equações:
 ■ Bens e direitos = Obrigações.
 ■ Ativo = Passivo + Patrimônio líquido.
 ■ Patrimônio líquido = Ativo – Passivo.
Para ilustrar o equilíbrio gerado pela sistematização do patrimônio, retomaremos 
os dados apresentados na Tabela 2. Primeiramente, classificaremos os elementos.
ASPECTO QUALITATIVO ASPECTO QUANTITATIVO CLASSIFICAÇÃO
Caixa R$ 15.000,00 Bem / Ativo
Duplicatas a receber R$ 11.000,00 Direito / Ativo
Mercadorias R$ 38.000,00 Bem / Ativo
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
ASPECTO QUALITATIVO ASPECTO QUANTITATIVO CLASSIFICAÇÃO
Móveis R$ 23.000,00 Bem / Ativo
Fornecedores R$ 19.000,00
Obrigação exigível / 
Passivo
Salários a pagar R$ 5.000,00
Obrigação exigível / 
Passivo
Capital Social R$ 63.000,00
Obrigação não exigível / 
Patrimônio líquido
Tabela 3 - Classificação dos elementos / Fonte: a autora.
Agora sim, com essas informações, podemos sistematizar o patrimônio:
ATIVO PASSIVO
Caixa R$ 15.000,00 Fornecedores R$ 19.000,00
Duplicatas a 
receber
R$ 11.000,00 Salários a pagar R$ 5.000,00
Mercadorias R$ 38.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis R$ 23.000,00 Capital Social R$ 63.000,00
Total do ativo R$ 87 000,00 Total do passivo + PL R$ 87 000,00
Quadro 1 - Patrimônio sistematizado / Fonte: a autora.
Como você pôde observar no Quadro 1, ao sistematizar o patrimônio, o valor total 
do ativo fica igual ao valor total do passivo + patrimônio líquido, no caso, ambos 
ficaram com R$87.000,00. É importante esclarecer que o valor total depende do 
conjunto de elementos que a entidade possui, mas, sempre, isso mesmo, sempre o 
valor total do ativoserá igual ao valor total do passivo mais o patrimônio líquido.
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Para saber se a situação patrimonial da entidade é positiva ou negativa, é neces-
sário observar a sua situação líquida, que, no caso, é obtida por meio do saldo do 
patrimônio líquido. Para enxergar o patrimônio líquido como a situação líquida 
da entidade, é preciso ter o seguinte raciocínio: se, por um lado, o patrimônio 
líquido representa a obrigação da empresa com seus sócios/acionistas, por outro 
lado, ele apresenta o saldo de recursos que sobra para a empresa após cobrir todas 
as suas obrigações exigíveis. Basta relembrarmos a equação:
Pense comigo: no ativo, estão todos os bens e direitos da entidade, enquanto, 
no passivo, estão todas as obrigações exigíveis; então, se utilizarmos todos os bens 
e direitos para pagar todas as obrigações, o que sobra é a situação líquida. Assim, 
se o ativo for maior que o passivo, a situação é positiva, mas, se o ativo for menor 
que o passivo, a situação é negativa. Para facilitar a compreensão, exemplificaremos.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Com isso, chegamos à seguinte questão: se o patrimônio sistematizado sem-
pre apresenta um equilíbrio entre o ativo e o passivo mais o patrimônio líquido, 
como identificar se a situação da entidade é positiva ou negativa?
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
 ■ Situação líquida positiva
Quando o valor do ativo é maior que o valor do passivo, significa que a entidade 
consegue cobrir todas as suas dívidas e, ainda, gera uma sobra. Imagine que uma 
empresa possua R$300.000,00 de ativo e R$200.000,00 de passivo (obrigação 
exigível). Aplicando a fórmula, teríamos o seguinte valor de patrimônio líquido:
 ■ Patrimônio líquido = Ativo - Passivo (exigível)
 ■ Patrimônio líquido = R$ 300.000,00 - R$ 200.000,00
 ■ Patrimônio líquido = R$ 100.000,00
Figura 5 - Situação líquida positiva / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta um quadro maior com a descrição “Ativo: R$ 300.000,00”; ao lado, há 
um quadro menor com a descrição “Passivo: R$ 200.000,00”; abaixo, há um quadro menor ainda com a descrição 
“Patrimônio líquido: R$ 100.000,00”. A diferença entre o quadro do “Ativo” (maior) e o quadro do “Passivo” (médio) 
é evidenciada com uma linha tracejada que indica “Sobra de recursos”. Abaixo do quadro do Ativo, está evidencia-
do o total de R$300.000,00; assim como, abaixo dos quadros do Passivo e do Patrimônio líquido, também está 
evidenciado o total de R$300.000,00.
Como você pôde observar na Figura 5, a empresa consegue pagar todas as suas 
dívidas e ainda sobram R$100.000,00.
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 ■ Situação líquida negativa
Quando o valor do ativo é menor que o valor do passivo, significa que a entidade 
não possui recursos suficientes para pagar as suas dívidas, assim se encontra em 
uma situação negativa. Imagine que uma empresa possua R$200.000,00 de ativo 
e R$280.000,00 de passivo (obrigação exigível). Aplicando a fórmula, teríamos o 
seguinte valor de patrimônio líquido:
 ■ Patrimônio líquido = Ativo - Passivo (exigível)
 ■ Patrimônio líquido = R$ 200.000,00 - R$ 280.000,00
 ■ Patrimônio líquido = (R$ 80.000,00)
Figura 6 - Situação líquida negativa / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta um quadro menor com a descrição “Ativo: R$ 200.000,00”; ao lado, há 
um quadro maior com a descrição “Passivo: R$ 280.000,00”; abaixo, há um quadro menor com a descrição “Patri-
mônio líquido: R$ (80.000,00)”. A diferença entre o quadro do “Ativo” (menor) e o quadro do “Passivo” (maior) é 
evidenciada com uma linha tracejada que indica “Falta de recursos”. Abaixo do quadro do Ativo, está evidenciado 
o total de R$200.000,00; assim como, abaixo dos quadros do Passivo e do Patrimônio líquido, também está 
evidenciado o total de R$200.000,00.
É importante ressaltar que, sempre que encontrarmos valores entre parênteses, 
eles se referirem a valores negativos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Como você pôde observar na Figura 6, se a empresa utilizar todos os seus bens 
e direitos, ainda assim não consegue pagar todas as suas dívidas, pois faltam 
R$80.000,00. Segundo Fragalli e Silva (2021, p. 72),“a compreensão da situação 
patrimonial de uma entidade é fundamental para os usuários das informa-
ções contábeis, pois permite avaliar o desempenho da gestão empresarial, 
definir estratégias, entre outras questões relevantes no processo decisório”. No 
entanto, é importante esclarecer que a situação negativa não significa, neces-
sariamente, que a empresa deve encerrar suas atividades. Quando se fala de 
negócios, existe uma série de questões a serem observadas, como expectativas 
de mercado, possibilidades de negociação, mudanças de estratégias etc.
A sistematização do patrimônio facilita a identificação dos bens e direitos 
da entidade, assim como suas obrigações, e possibilita a verificação da situação 
patrimonial, se é positiva ou negativa. Além dessas informações, a sistematiza-
ção também permite enxergar as ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS.
Toda entidade depende de recursos financeiros, os quais são utilizados 
para manter suas atividades. A primeira fonte de recursos de uma empresa 
é justamente o investimento dos sócios/acionistas, que pode ser feito em di-
nheiro ou algum outro bem, como mercadorias, móveis etc. Assim, a conta 
Capital Social representa uma fonte de recursos, e a forma como esse capital 
é integralizado representa as aplicações. Após iniciar suas atividades, diver-
sas outras fontes de recursos surgirão, e a empresa, então, administra esses 
recursos de forma a alcançar seus objetivos. No patrimônio sistematizado, 
as diversas fontes de recursos de uma entidade são observadas no grupo do 
passivo, sendo que o passivo exigível corresponde a recursos provenientes 
de terceiros, ou seja, de pessoas (físicas ou jurídicas) de fora da empresa, e o 
patrimônio líquido corresponde a recursos provenientes dos sócios. Os re-
cursos de terceiros são denominados Capital de Terceiros, e os recursos dos 
sócios/acionistas são denominados Capital Próprio.
 “ “[...] do lado do Passivo, tanto Capital de Terceiros (Passivo Exi-gível) como Capital Próprio (Patrimônio Líquido), representa toda a fonte de recursos, toda a origem de capital. Nenhum re-
curso entra na empresa se não for via Passivo ou Patrimônio 
Líquido” (IUDÍCIBUS; MARION, 2018, p. 33)
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Assim, podemos afirmar que o lado do passivo e patrimônio líquido repre-
senta toda a fonte de recursos de uma entidade. Entretanto, talvez, você se 
pergunte: “como assim todas as obrigações representam fontes de recursos?”. 
Acredito que, quando falamos em um empréstimo, faz sentido dizer que é 
uma fonte de recurso, pois a empresa capta dinheiro de uma instituição fi-
nanceira, mas isso gera uma obrigação. Contudo, não é somente esse tipo de 
obrigação que representa fonte de recursos, na verdade, por mais estranho 
que pareça, sim, todas as obrigações representam fontes de recursos. Imagine 
que uma empresa tenha comprado R$10.000,00 de mercadorias para pagar 
em trinta dias. Essa transação gerou uma obrigação, mas também corres-
ponde a uma fonte de recurso: isso porque a empresa obteve as mercadorias, 
que correspondem a mais recursos para suas atividades, e, enquanto ela não 
pagar o fornecedor, de certa forma, este estará financiando a sua atividade. 
É como se o fornecedor tivesse emprestado R$10.000,00 para empresa, na 
forma de mercadorias, pelo período de 30 dias. Quando a empresa efetuar o 
pagamento, a obrigação será rescindida e sairá do grupo passivo; ao sair do 
passivo, não representa mais uma fonte de recurso.
 Acho que, agora, você concorda que a obrigação com fornecedores re-
presenta uma fonte de recurso. Entretanto, e quanto aos salários a pagar e 
os impostos a recolher? Afinal, eles também são obrigações registradas no 
passivo: por que eles são considerados fontes de recursos? Para entender 
essa situação, acompanhamos um pouco da rotina do nosso personagem 
João. No último dia de cada mês, o contador da loja de Joãoapura a folha 
de pagamento dos dois funcionários da loja. Esse cálculo é feito no final do 
mês, tendo em vista que, se o funcionário trabalhou durante o mês, a empresa 
já tem a obrigação de pagá-lo. Então, João recebe o holerite com o valor do 
salário a ser pago ainda no último dia do mês ou, às vezes, no primeiro dia do 
próximo mês. Contudo, pela legislação brasileira, João tem até o quinto dia 
útil do próximo mês para efetuar o pagamento dos salários. Isso significa que, 
no período entre o cálculo da folha e o pagamento do salário, a empresa fica 
com o dinheiro para ela, ou seja, se o salário é de R$ 3.000,00, nesses cinco 
dias entre a apuração da folha e o pagamento, esses R$ 3.000,00 permanecem 
com a empresa para outras atividades.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Figura 7 - Salários a pagar / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: na figura, há quatro cenas: na primeira, o cenário é de uma loja em que um homem, repre-
sentando um funcionário, segura uma capa de roupas; ao lado, há uma mulher em frente ao caixa com uma sacola 
na mão, e um funcionário atrás do balcão do caixa. Na segunda cena, aparece o personagem João com um papel 
na mão e a expressão de preocupado. Na terceira cena, aparece João com um projeto em mãos com expressão de 
entusiasmo. Na última cena, aparece João digitando em um tablet com expressão contente.
Da mesma forma, os impostos: entre o momento em que a obrigação de 
recolher o imposto é gerada e o seu efetivo recolhimento, a entidade fica 
com o dinheiro para ela, podendo utilizá-lo para outras questões. Com isso, 
podemos afirmar que, sim, todas as obrigações registradas no passivo rep-
resentam fontes de recursos para a entidade. Assim como todas as contas 
do passivo representam recursos de terceiros, todas as contas do patrimô-
nio líquido representam recursos próprios: isso porque, além da conta Capi-
tal Social, que representa o investimento dos sócios, existem outras contas 
nesse grupo, como a conta “Lucros acumulados”.
APROFUNDANDO
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 “ Os resultados positivos (lucro) apurados nas atividades empresariais também representam recursos próprios, uma vez que não correspon-dem às obrigações. Portanto, são recursos próprios os decorrentes de 
receitas, lucros e ganhos obtidos pela sociedade em transações com 
terceiros, tais como os rendimentos auferidos com aplicações finan-
ceiras, aluguéis de imóveis próprios, lucros na venda de mercadorias, 
produtos e serviços. - FRAGALLI; SILVA, 2021, p. 74
Enquanto o passivo e patrimônio líquido representam a fonte de recursos de uma 
entidade, o ativo representa a aplicação desses recursos (IUDÍCIBUS; MARION, 
2018). É justamente essa relação entre origem e aplicação de recursos que explica 
o fato do equilíbrio entre os elementos patrimoniais, ou seja, o fato de que o valor 
total do ativo é sempre igual ao valor total do passivo mais patrimônio líquido. A 
ideia é que todo recurso que uma entidade possui tem uma origem.
Figura 8 - Origens e aplicações de recursos / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta um quadro representando o patrimônio sistematizado, em que, de um 
lado, está o ativo, representando a aplicação de recursos, composto por bens e direitos; do outro lado, está o 
passivo + PL, representando a origem de recursos, composto pelas obrigações exigíveis (capital de terceiros) e 
obrigações não exigíveis (capital próprio). Ao lado desse quadro, tem a imagem de um funil em que está escrito 
“Origens de recursos” com vários cifrões. Desse funil, sai uma seta em direção ao grupo do passivo + PL. Do grupo 
do passivo + PL, sai uma seta com cifrões em direção ao grupo do ativo.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
É importante esclarecer que essa relação entre origem e aplicação de recursos 
não significa que, toda vez que a entidade compra ou adquire um recurso, 
ela também gera uma obrigação. Por exemplo, na compra de mercadorias à 
vista, não há a geração de obrigação, uma vez que valor é pago ao fornecedor 
no ato da compra. Nessa situação, o que existe é a troca de um recurso por 
outro, ou seja, a empresa entrega ao fornecedor o dinheiro, que é um recurso 
aplicado no ativo, e o fornecedor concede a mercadoria, que passa a ser um 
novo recurso para a entidade. Resumindo: no caso da compra de mercado-
rias à vista, a empresa troca o dinheiro pelas mercadorias, sendo que ambas 
representam recursos da entidade.
VOCÊ SABE RESPONDER?
Será que captar recursos de terceiros é prejudicial para os negócios? Afinal, 
quanto mais recursos de terceiros, mais dívidas a empresa possui.
Quando a empresa troca um recurso por outro, o valor total do seu patrimônio 
não é afetado. Por exemplo, imagine que uma empresa tenha seu patrimônio 
composto da seguinte forma:
ATIVO PASSIVO
Caixa R$ 5.000,00 Fornecedores R$ 15.000,00
Duplicatas a 
receber
R$ 8.000,00 Contas a pagar R$ 5.000,00
Mercadorias R$ 20.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas R$ 37.000,00 Capital Social R$ 50.000,00
Total do ativo R$ 70.000,00 Total do passivo + PL R$ 70.000,00
Quadro 2 - Patrimônio inicial /Fonte: a autora.
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4
Se a empresa comprar R$2.000,00 de mercadorias à vista, sairá R$2.000,00 do caixa. 
Assim, o caixa ficará com R$ 3.000,00, mas o estoque de mercadorias aumentará em 
R$ 2.000,00, ficando com o total de R$ 22.000,00, o que mantém o patrimônio no 
mesmo valor, ou seja, o total do ativo e o total do passivo mais patrimônio líquido 
continuará sendo de R$ 70.000,00, conforme demonstrado no Quadro 3:
ATIVO PASSIVO
Caixa R$ 3.000,00 Fornecedores R$ 15.000,00
Duplicatas a 
receber
R$ 8.000,00 Contas a pagar R$ 5.000,00
Mercadorias R$ 22.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas R$ 37.000,00 Capital Social R$ 50.000,00
Total do ativo R$ 70.000,00 Total do passivo + PL R$ 70.000,00
Quadro 3 - Patrimônio após a compra à vista / Fonte: a autora.
Contabilidade Básica 
Editora: Atlas
Autor: José Carlos Marion 
Sinopse: para além do ensino inicial da Contabili-
dade, José Carlos Marion, referência na área, traz 
uma visão conjunta dos relatórios contábeis. Com 
metodologia moderna e dinâmica, ele apresenta 
o conteúdo de modo gradativo para despertar o 
interesse do estudante. O autor propõe, ao final de 
cada capítulo, tarefas práticas que ajudam e es-
timulam o desenvolvimento fora da sala de aula. 
Assim, é possível estudar de maneira mais assertiva, sempre treinando e resol-
vendo cálculos necessários para um aprendizado efetivo.
Comentário: o Capítulo 2 deste livro, intitulado “Patrimônio”, traz o conteúdo es-
tudado nesta unidade com exemplos e ilustrações que auxiliam a compreensão.
INDICAÇÃO DE LIVRO
UNIASSELVI
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
Essa situação comprova que nenhum novo recurso entra na empresa se não 
for por meio do passivo ou do patrimônio líquido. Quando falo em “novo 
recurso”, eu me refiro ao aumento do patrimônio da entidade, pois, na situação 
apresentada, houve simplesmente a troca de um recurso por outro. Para faci-
litar sua compreensão, considere a situação inicial da entidade, apresentada 
no Quadro 2, mas imagine que a empresa tenha feito uma compra de merca-
dorias a prazo, no mesmo valor de R$2.000,00. Nesse caso, após a compra, a 
situação patrimonial da entidade seria esta:
ATIVO PASSIVO
Caixa R$ 5.000,00 Fornecedores R$ 17.000,00
Duplicatas a 
receber
R$ 8.000,00 Contas a pagar R$ 5.000,00
Mercadorias R$ 22.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas R$ 37.000,00 Capital Social R$ 50.000,00
Total do ativo R$ 72.000,00 Total do passivo + PL R$ 72.000,00
Quadro 4 - Patrimônio após a compra a prazo / Fonte: a autora.
Como você pôde perceber, a compra de mercadorias a prazo provocou o au-
mento do patrimônio de R$70.000,00 para R$72.000,00, pois houve a capta-
ção de novos recursos, nesse caso, recursos de terceiros, já que a conta Forne-
cedores representa obrigações exigíveis. Esses exemplos reforçam o conteúdo 
estudado na Unidade 1 de que, muito mais do que registrar os elementos 
patrimoniais, a Contabilidade conta a história da entidadecontábil.
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A sistematização do patrimônio, estuda-
da nesta unidade, dá origem ao balanço 
patrimonial, um dos relatórios mais im-
portantes gerados pela Contabilidade. 
Além de separar os bens e direitos das 
obrigações ou, como você aprendeu, o 
ativo do passivo e patrimônio líquido, 
ele organiza, de forma detalhada, os 
elementos patrimoniais, o que permite 
identificar uma série de outras informa-
ções sobre a entidade. 
NOVOS DESAFIOS
Neste tema, você aprendeu sobre elementos patrimoniais e origens e aplicações 
de recursos. Vimos, também, como a Contabilidade classifica e organiza esses 
elementos. Essa forma particular de organizar os elementos patrimoniais gera 
uma série de informações importantes sobre a entidade, como, por exemplo, 
identificar as origens e as aplicações de recursos financeiros.
Quando pensamos em captação de recursos para a empresa, logo pensamos 
em empréstimos e financiamentos com instituições financeiras. Contudo, a 
abertura de capital na bolsa de valores pode ser uma excelente estratégia. 
Afinal, essa forma de captação não provoca aumento no endividamento da 
empresa, tendo em vista que representa capital próprio.
Fonte: Fragalli e Silva (2021, p. 75).
ZOOM NO CONHECIMENTO
UNIASSELVI
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VAMOS PRATICAR
1. A sistematização do patrimônio permite definir algumas equações patrimoniais. As sim, 
imagine que a empresa Alfa, que atua na comercialização de móveis para escri tório, 
possuía, no final do mês de outubro, R$ 385.000,00 de ativo e R$ 268.000,00 de pas-
sivo (obrigações exigíveis). Com essas informações, calcule o valor patrimônio líquido 
da empresa Alfa no final do mês de outubro. 
2. No final do mês de novembro, o contador da empresa Beta fez o levantamento dos 
elementos patrimoniais da empresa e apresentou a sistematização do patrimônio con-
forme demonstrado a seguir: 
Observe o patrimônio sistematizado da empresa Beta e verifique se a situação patrimonial 
da empresa é positiva ou negativa. Justifique a sua resposta.
1
8
UNIDADE 2
MINHAS METAS
BALANÇO PATRIMONIAL I
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Balanço Patrimonial
Sistematização do patrimônio
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4
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1
INICIE SUA JORNADA
Prezado(a) estudante, agora você terá a oportunidade de conhecer um dos prin-
cipais relatórios contábeis: o balanço patrimonial. A sistematização do patrimô-
nio, que estudamos na unidade anterior, dá origem a este relatório, mas, além 
da separação de bens e direitos (ativo) das obrigações (passivo e patrimônio 
líquido), o balanço é estruturado de forma a trazer uma série de informações 
sobre a entidade, as quais você conhecerá ao longo deste tema de aprendizagem.
Para abrir a empresa, João e seus colegas procuraram um escritório de Con-
tabilidade que foi muito bem recomendado. O contador explicou sobre os di-
ferentes tipos de regime tributário e orientou a adoção do mais adequado para 
a loja de João. Esclareceu, também, sobre a necessidade de documentação fiscal 
de todos os fatos que ocorrerem na empresa. Após a abertura da empresa, que 
recebeu o nome de Estilo, o contador acompanhou de perto as transações da 
empresa, sempre orientando João no que ele precisava.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Com isso, João recebeu as primeiras demonstrações contábeis, entre elas, é claro, 
o balanço patrimonial.
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
ATIVO Em R$ PASSIVO Em R$
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Disponível Fornecedores 
Caixa 15.000,00 Fornecedor X 75.000,00
Banco A 203.000,00 Salários e encargos sociais
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
Créditos Salários a pagar 15.000,00
Duplicatas a 
receber
62.000,00 Férias a pagar 3.000,00
Estoque 
Obrigações
fiscais
 
Mercadorias 388.000,00
Impostos a 
recolher
16.000,00
Materiais de 
consumo
8.000,00
Obrigações
financeiras
 
ATIVO NÃO CIRCULANTE
Empréstimos
e finan.
35.000,00
Imobilizado PASSIVO NÃO CIRCULANTE
Máquinas e equi-
pamentos
15.000,00
Obrigações
financeiras
 
Móveis e uten-
sílios
205.000,00
Empréstimos
e finan.
17.000,00
(-)
Depreciação 
acumulada
(20.000,00) PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Intangível Capital Social 
Ponto comercial 75.000,00 Capital subscrito 600.000,00
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BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
Lucros ou prejuízos acumulados
 
Lucro do 
exercício
190.000,00
TOTAL DO ATIVO 951.000,00
TOTAL DO 
PASSIVO + PL
951.000,00
Quadro 1 - Balanço patrimonial da empresa Estilo / Fonte: a autora.
VOCÊ SABE RESPONDER?
João aprendeu que o ativo é composto pelos bens e direitos; o passivo, pelas 
obrigações exigíveis; e o patrimônio líquido, pelas obrigações não exigíveis. 
Contudo, agora, ele está confuso: o que significa ativo circulante e ativo não 
circulante? Passivo circulante e passivo não circulante? Por que o patrimônio 
líquido não se apresenta em circulante e não circulante? O que significa essa 
estrutura com vários nomes?
Se pararmos para analisar os elementos patrimoniais de uma entidade, como a 
loja Estilo do João, perceberemos o quanto é grande o conjunto de elementos pa-
trimoniais: os bens vão desde canetas até a estrutura física, os direitos de receber 
por cada venda a prazo, as obrigações que podem estar relacionadas a questões 
trabalhistas, fiscais, com fornecedores, aluguel, telefone, enfim o conjunto de ele-
mentos patrimoniais é abundante. Imagine, então, em uma grande corporação, 
com várias unidades: é enorme a quantidade de elementos. É por esse motivo 
que se torna necessário organizar, agrupar os elementos patrimoniais, de forma a 
reduzir o número de itens apresentados na sistematização do patrimônio, e tudo 
isso, no entanto, sem perder a qualidade da informação.
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3
TEMA DE APRENDIZAGEM 4
BALANÇO PATRIMONIAL
O patrimônio da entidade contábil é composto por bens, direitos e obriga-
ções. Esses elementos são sistematizados da seguinte forma: os bens e direi-
tos são classificados como ativo, as obrigações exigíveis como passivo e as 
obrigações não exigíveis como patrimônio líquido, sendo que o valor total 
do ativo é sempre igual ao valor total do passivo mais o patrimônio líquido. 
Isso porque o grupo do passivo e do patrimônio líquido representam as 
fontes de recursos, enquanto o ativo representa as aplicações. Por sua vez, o 
balanço patrimonial corresponde à apresentação do conjunto ordenado de 
bens, direitos e obrigações da entidade e seus respectivos saldos em deter-
minada data, por isso, dizemos que o balanço funciona como uma “foto” da 
empresa (FRAGALLI; SILVA, 2021). Foto porque ele demonstra a situação 
patrimonial da entidade em uma data específica. 
Como você organizaria? Você, na sua vida pessoal, também possui um pat-
rimônio: você, com certeza, possui bens, direitos e obrigações. Convido-lhe 
a agrupar esses elementos. Por exemplo, pense nos seus bens, como você 
os agruparia de forma a facilitar o controle? Faça o mesmo para os direitos 
e as obrigações. Não precisa se preocupar com os valores, a ideia é pensar 
na melhor maneira de organizar os elementos de forma a minimizar a lista de 
itens sem perder a capacidade de reconhecer o seu patrimônio.
PENSANDO JUNTOS
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4
Se pensarmos no caixa da empresa, por exemplo, normalmente, ele é movimen-
tado diariamente, por isso, o saldo desse elemento é alterado todos os dias. Assim, o 
saldo do caixa e de todos os outros elementos patrimoniais que aparecem no balanço 
correspondem a um determinado momento, no caso, normalmente, o último dia do 
ano. Assim, o fechamento contábil, como é chamado, pode ocorrer ao final de cada 
mês, bimestre, semestre ou ao final de cada ano. Após o fechamento, são elabora-
das as demonstrações contábeis, entre elas, o balanço patrimonial. Por isso, o saldo 
apresentado no balanço corresponde à situação patrimonial da entidade no dia do 
fechamento.De acordo com Fragalli e Silva:
 “ “O Balanço Patrimonial é uma demonstração estática que evidencia, resumidamente, a situação patrimonial e financeira da empresa.”- FRA-GALLI; SILVA, 2021, p. 95
O balanço é estático, pois evidencia a situação da entidade em um dado momento, 
sendo que essa evidenciação ocorre de forma resumida em função da quantidade de 
elementos que podem existir em cada entidade. Para evidenciar a situação financeira 
e patrimonial da entidade, a Contabilidade registra os elementos patrimoniais em 
grupos e subgrupos, que são organizados de maneira específica. Os grupos principais 
você já conhece: ativo, passivo e patrimônio líquido.No grupo do ativo, são registrados 
todos os bens e todos os direitos que a entidade possui. No entanto, ele não funciona 
como uma lista de itens. Imagine uma grande empresa: se, no grupo do ativo, fosse 
descrito, separadamente, cada um dos bens e cada um dos direitos, à lista facilmente 
passaria de cem páginas, isso só de ativos; se listarmos as obrigações, então, a lista 
seria ainda maior, o que dificultaria, por parte dos usuários da informação contábil, a 
análise da situação financeira e patrimonial da entidade. Podemos dizer que um rela-
tório assim não seria útil, e a utilidade é uma premissa básica da informação contábil.
Segundo a NBC TG Estrutura Conceitual (CFC, 2019, [s.p.]), “se informações 
financeiras devem ser úteis, elas devem ser relevantes e representar fidedignamente 
aquilo que pretendem representar. A utilidade das informações financeiras é aumen-
tada se forem comparáveis, verificáveis, tempestivas e compreensíveis”. Assim, para 
que a informação seja útil, a norma determina a observação das características 
qualitativas fundamentais: relevância e representação fidedigna; e das caracte-
rísticas qualitativas de melhoria: comparabilidade, capacidade de verificação, 
tempestividade e compreensibilidade. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
ESTRATÉGIA
Características qualitativas de informações financeiras úteis.
RELEVÂNCIA 
Informação capaz de fazer a diferença nas decisões tomadas pelos usuários. 
REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA 
Não basta apresentar uma informação relevante, é necessário que ela represente 
fidedignamente o que se pretende informar. Para isso a informação precisa ser 
completa, neutra e isenta de erros.
COMPARABILIDADE 
A informação é mais útil se puder ser comparada com informações similares de 
outras entidades ou com informações similares da mesma entidade em outros 
períodos ou datas.
COMPREENSIBILIDADE 
A informação é mais útil se for classificada, caracterizada e apresentada de forma 
clara e concisa.
TEMPESTIVIDADE 
A informação é mais útil quando gerada a tempo de influenciar as decisões dos 
usuários.
CAPACIDADE DE VERIFICAÇÃO 
A informação é mais útil quando diferentes observadores conseguem verificá-la 
de forma direta (Ex: contagem física) ou indireta (Ex: recalcular o custo de pro-
dução) e reconhecê-la como uma representação fidedigna.
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Para resolver a questão de um número excessivo de páginas, a Contabilidade 
agrupa os elementos patrimoniais que apresentam a mesma funcionalidade para 
a entidade e, assim, surgem os subgrupos. Além disso, ela organiza esses subgru-
pos de forma a facilitar o entendimento sobre a situação da entidade, o que atende 
à determinação do art. 178 da Lei 6.404/76 (BRASIL, 1976):
Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do 
patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a 
análise da situação financeira da companhia.
§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liqui-
dez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I – ativo circulante; e
II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimen-
tos, imobilizado e intangível.
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos: I – passivo 
circulante;
II – passivo não circulante; e
III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes 
de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos 
acumulados.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Assim, o balanço patrimonial é organizado conforme se apresenta no Quadro 2.
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE 
ATIVO NÃO CIRCULANTE PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
 Realizável a longo prazo PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
 Investimentos Capital Social
 Imobilizado 
Reserva de capital
 
 Intangível 
Ajuste de avaliação 
patrimonial
 Reservas de lucros
 Ações em tesouraria
 Prejuízos acumulados
Quadro 2 - Balanço patrimonial / Fonte: adaptado de Gelbcke et al. (2021).
Iniciando pelo ATIVO, conheceremos melhor os grupos de elementos patrimo-
niais evidenciados no balanço. A NBC TG Estrutura Conceitual (CFC, 2019) 
apresenta o seguinte conceito para ativo:
Recurso econômico presente controlado pela entidade como resultado de 
eventos passados.
Recurso econômico é um direito que tem o potencial de produzir benefícios 
econômicos.
Para facilitar a compreensão desse conceito, nós o observamos por partes:
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RECURSO ECONÔMICO PRESENTE
Você aprendeu que o passivo representa as fontes de recursos, e o ativo, as 
suas aplicações. Assim, tudo que está no ativo corresponde aos recursos que 
a entidade possui no momento presente. O fato de ser econômico significa 
que, para registrar um recurso no ativo, ele, necessariamente, precisa ser 
mensurado em dinheiro.
CONTROLADO PELA ENTIDADE
Só serão registrados no ativo os recursos que forem efetivamente controlados 
pela entidade. Por exemplo, se a entidade aluga um veículo ela não tem controle 
sobre o bem, assim não o registra no ativo. Contudo, se ela obtém um veículo por 
meio de arrendamento mercantil financeiro, que, na essência, refere-se à compra 
do bem e não a locação, mesmo que o bem não esteja no nome da entidade, ela 
deve reconhecê-lo como ativo, pois tem controle sobre ele.
RESULTADO DE EVENTOS PASSADOS
Quando uma empresa decide comprar um imóvel, por exemplo, o período de 
negociação pode levar algum tempo. Enquanto a aquisição não for finalizada, o 
imóvel não pode ser registrado pela empresa. Assim, os itens registrados no ativo 
sempre representam recursos que a empresa já possui, ou seja, que já foram 
adquiridos e que já são controlados pela entidade.
POTENCIAL DE PRODUZIR BENEFÍCIOS ECONÔMICOS
A ideia é que o ativo tem que ter potencial para trazer retorno financeiro para a 
entidade, ele precisa ser útil economicamente. Por exemplo, se uma empresa 
comprar uma máquina e, com o passar do tempo, ela se tornar obsoleta e parar 
de trabalhar, o correto é que essa máquina seja baixada do grupo do ativo. É 
importante entender que o retorno financeiro não acontece, necessariamente, de 
forma direta, como no caso da venda de mercadorias. Os móveis e a estrutura de 
uma loja, por exemplo, não trazem dinheiro para a entidade, mas são necessários 
para o funcionamento do negócio, assim, indiretamente, contribuem para a ger-
ação de benefícios econômicos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
De acordo com Nascimento (2019, p. 128), os ativos são “registrados, normalmen-
te, por seu preço de aquisição ou fabricação, ou seja, pelo custo histórico ou valor 
original”. O preço de aquisição ou custo de aquisição — termos sinônimos — cor-
responde ao valor para adquirir e colocar o recurso à disposição para utilização 
pela entidade. Para facilitar a compreensão sobre custo de aquisição, imagine 
que João, sócio/gerente da nossa empresa modelo Estilo, tenha comprado um 
ar-condicionado para a loja no valor de R$3.500,00. Como ele comprou de uma 
empresa de outra cidade, teve que pagar R$300,00 de transporte. 
Quando o equipamento chegou, João ainda pagou R$800,00 para instala-
ção. No momento da instalação, os técnicos perceberam um pequeno defeito no 
design do ar-condicionado — um amassado —, nada que comprometesse o seufuncionamento, contudo João entrou em contato com a empresa vendedora que, 
para não ter que trocar o equipamento, concedeu um desconto de R$ 200,00. 
Agora, eu lhe pergunto: qual foi o custo de aquisição do ar-condicionado? A 
resposta está na Tabela 1:
CUSTO DE AQUISIÇÃO DO AR-CONDICIONADO
Compra R$ 3.500,00
Transporte (+) R$ 300,00
Instalação (+) R$ 800,00
Desconto (-) R$ 200,00
Custo de aquisição R$ 4.400,00
Tabela 1 - Custo de aquisição do ar-condicionado / Fonte: a autora.
Arrendamento mercantil financeiro: nesse tipo de contrato, o arrendatário 
tem a intenção de ficar com o bem após o término do contrato, exercendo a 
opção de compra pelo valor contratual estabelecido e se responsabilizando 
por qualquer tipo de dano que o bem sofra.
APROFUNDANDO
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1
Como demonstrado na Tabela 1, para calcular o custo de aquisição, basta somar 
ou diminuir do valor da compra todos os valores envolvidos, desde a aquisição 
até o bem-estar disponível/pronto para utilização. Assim, o custo de aquisição do 
ar-condicionado foi de R$4.400,00, isso significa que, quando a Contabilidade 
for registrá-lo no ativo, seu valor final será de R$4.400,00, e não de R$3.500,00.
O custo de aquisição está relacionado aos bens adquiridos já prontos, como 
acontece nas empresas comerciais. Nas indústrias, os produtos fabricados são 
mensurados e registrados no ativo pelo custo de fabricação. Isso significa que 
todos os valores envolvidos no processo de fabricação, como matéria-prima, ma-
teriais, mão de obra, entre outros, devem compor o custo de um produto.
Agora que você aprendeu o conceito de ativo e o valor pelo qual os recursos 
são inicialmente registrados nesse grupo, conheçamos melhor a sua classificação. 
Segundo a norma contábil NBC TG Estrutura Conceitual:
 “ Classificação é a organização de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas ou despesas com base em características com-partilhadas para fins de divulgação e apresentação. Essas carac-
terísticas incluem, entre outras, a natureza do item, seu papel 
(ou função) dentro das atividades de negócio conduzidas pela 
entidade e como é mensurado.” - CFC, 2019, [s.p.]
Contudo, a norma contábil não determina como deve ser feita essa classifi-
cação, ela simplesmente sugere que, se melhorar a utilidade das informações, 
“pode ser apropriado separar ativo ou passivo em componentes circulantes e 
não circulantes e classificar esses componentes separadamente” (CFC, 2019, 
[s.p.]). É importante lembrar, nesse momento, os campos de atuação da Con-
tabilidade vistos na Unidade 1 deste material. As normas contábeis estão rela-
cionadas à atuação da Contabilidade Financeira, assim é necessário observar, 
também, a legislação, ou seja, a Contabilidade Fiscal.
 A Lei nº 6.404/76 (BRASIL, 1976) determina que as contas do ativo sejam dis-
postas em ordem decrescente de grau de liquidez nos grupos do ativo circulante e 
ativo não circulante. Assim, enquanto a norma contábil sugere a divisão de circulan-
te e não circulante, a legislação determina a segregação de ativos nesses dois grupos.
Entretanto, o que é liquidez? Na Contabilidade, a liquidez está relacionada ao 
dinheiro, assim quanto mais rápido um bem se transformar em dinheiro, mais 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
líquido ele é. O caixa e o banco (conta corrente) são os ativos mais líquidos da 
entidade, pois já são dinheiro. Por outro lado, o direito de receber de clientes, as 
mercadorias, os equipamentos etc. ainda se transformarão em dinheiro e, depen-
dendo do tempo estimado para essa transformação, eles são ordenados em ativo 
circulante e ativo não circulante.
No ativo circulante, são registrados os recursos que serão realizados no curto 
prazo. Por “realizados”, entende-se:
TRANSFORMADOS EM DINHEIRO
Como no caso de recebimento de duplicatas.
VENDIDOS
Como as mercadorias em estoque.
CONSUMIDOS
Como produtos de limpeza e outros materiais
Por mais que liquidez esteja relacionada à transformação em dinheiro, nem to-
dos os bens se transformam literalmente em dinheiro. Podemos dizer que as 
mercadorias que são vendidas se transformam em dinheiro, mas os materiais 
de limpeza e higiene, o seguro de um veículo, entre outros são ativos que não 
se transformam diretamente em dinheiro. Assim, podemos dizer que os ativos 
que serão transformados em dinheiro, vendidos ou consumidos no curto pra-
zo, devem ser registrados no grupo do ativo circulante. E o que é curto prazo? 
O curto prazo corresponde ao ciclo operacional da entidade, que, por sua vez, 
corresponde ao tempo entre a compra de mercadorias ou matéria-prima até o 
recebimento por sua venda. Podemos dizer que é o tempo que a empresa leva para 
realizar sua atividade operacional, seja ela de comércio, indústria ou prestação de 
serviços. Contudo, em muitos casos, é difícil identificar, com segurança, o ciclo 
operacional. Nesses casos, deve-se considerar como curto prazo o período de 12 
meses da data do balanço. 
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Isso significa que, quando ocorrer o fechamento contábil e, com isso, a elabora-
ção do balanço patrimonial, todos os ativos que se espera que sejam transformados 
em dinheiro, vendidos ou consumidos em até 12 meses serão ativos de curto prazo. 
Para exemplificar, imagine que uma concessionária tenha vendido um veículo pelo 
valor de R$45.000,00 em novembro de 2011. Esse valor foi parcelado para o cliente 
em 36 vezes de R$1.250,00. O fechamento contábil é feito ao final de cada ano. 
Assim, as duas parcelas que serão recebidas em 20X1 e as 12 parcelas que serão 
recebidas em 20X2 representam ativos de curto prazo, pois, conforme descrito, o 
curto prazo corresponde a 12 meses da data do balanço, e o próximo balanço após 
a venda será gerado em 31 de dezembro de 20X1. As demais parcelas, que vencerão 
a partir de janeiro de 2013, serão registradas como ativo não circulante. 
Figura 1 - Representação de curto e longo prazo / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta, da esquerda para a direita, a sequência de meses: Novembro/ X1, 
Dezembro/X1, Janeiro/X2, Fevereiro/X2, Março/X2, Abril/X2, Maio/X2, Junho/X2, Julho/X2, Agosto/X2, Setembro/
X2, Outubro/X2, Novembro/X2, Dezembro/X2, Janeiro/X3, Demais parcelas. Abaixo do mês de Janeiro/X1, aparece 
a descrição: Mês da venda. Abaixo do mês de Dezembro/X1, aparece a descrição: Fechamento do balanço. Do mês 
de Novembro/X1 ao mês de Dezembro/X2, há uma referência indicando curto prazo. Do mês de Janeiro/X3 até às 
demais parcelas, há uma referência indicando longo prazo.
Assim, R$17.500,00 (14 parcelas R$1.250,00) devem ser registrados como dupli-
catas a receber no ativo circulante, e R$27.500,00 (22 parcelas R$1.250,00), como 
duplicatas a receber no ativo não circulante. Conforme os anos forem passando, 
a Contabilidade transfere parte do valor do longo prazo para o curto prazo — 
sempre 12 meses da data do balanço.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Além da separação entre ativo circulante e ativo não circulante, os elemen-
tos do ativo são classificados em subgrupos de forma a simplificar a apresenta-
ção do balanço. Segundo Iudícibus e Marion (2019), os principais subgrupos 
do ativo circulante são:
DISPONÍVEL:
 caixa e equivalentes de caixa (caixa, bancos, contas correntes e aplicações 
financeiras de liquidez imediata).
CRÉDITOS:
 São valores ainda não recebidos, decorrentes de vendas de mercadorias ou 
prestação de serviços a prazo, além de outros valores que a empresa tenha o 
direito de receber ou recuperar.
ESTOQUES: 
são mercadorias a serem revendidas. No caso de indústria, são os produtos aca-
bados, bem como matéria-prima e outros materiais secundários que compõem 
o produto em fabricação. São, também, materiais utilizados na manutenção das 
atividades da empresa, como materiais de higiene e limpeza.
INVESTIMENTO TEMPORÁRIO:
 São aplicações realizadas, normalmente, no mercado financeiro com excedente 
do caixa, os quais serão resgatados no curto prazo.
De acordo com Fragalli e Silva (2021, p. 99), “a corretaclassificação facilita a 
compreensão do usuário da informação, por isso esses grupos principais são 
subdivididos até chegar à conta contábil”, que, no caso, é utilizada para os registros 
de movimentação dos elementos. A quantidade de subgrupos e níveis de elemen-
tos deve ser determinada conforme a necessidade de cada entidade. O grupo do 
estoque é, normalmente, dividido nos seguintes subgrupos:
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4
Por exemplo, na loja do João, são vendidas, entre outras mercadorias, calças 
e camisas. Se for necessário detalhar o ativo até esse elemento, a classificação 
ficaria desta forma:
ATIVO
ATIVO CIRCULANTE
Estoques
Estoque de mercadorias
Calças
Camisas
Quadro 3 - Classificação de calças e camisas no ativo / Fonte: a autora.
Normalmente, para registrar os fatos contábeis, a Contabilidade utiliza um plano 
de contas — vide Unidade 5 — bastante detalhado, mas, na hora de divulgar o 
balanço, são evidenciados apenas os grupos principais.
Figura 2 - Grupo de estoque 
Fonte: Fragalli e Silva (2021, p. 99).
Descrição da Imagem: a ima-
gem mostra cinco tipos de es-
toque. De cima para baixo: o 
estoque de mercadorias, logo 
em seguida, o estoque de 
produtos acabados; em ter-
ceiro, o estoque de produtos 
em elaboração; em quarto, o 
estoque de matérias-primas; 
e, por último, o estoque de 
materiais diversos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Enquanto, no ativo circulante, são registrados os recursos que serão reali-
zados no curto prazo, no ativo não circulante, são registrados os recursos que 
serão realizados no longo prazo, ou seja, após o ciclo operacional da empresa ou 
após 12 meses da data do balanço. Na verdade, diversos ativos registrados no não 
circulante não possuem um prazo definido para realização. Por exemplo, quando 
uma empresa compra um equipamento ou adquire ações de outra empresa, não 
existe um prazo definido para ela se desfazer desses recursos.
Por sua vez, o ativo não circulante, por determinação legal, é dividido nos 
seguintes subgrupos:
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 
Neste subgrupo, são classificados os direitos realizáveis após 12 meses da data 
do balanço, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos. 
Nesse grupo, também ficam registrados os valores a receber de partes relaciona-
das, como diretores, acionistas, empresas coligadas ou controladas.
INVESTIMENTOS
Refere-se às participações em outras sociedades, como investimentos em 
coligadas ou controladas, assim como outras aplicações de característica perma-
nente que não estejam relacionadas à atividade operacional da empresa, como 
imóveis alugados a terceiros, obras de arte etc.
IMOBILIZADO
Neste subgrupo, são classificados os ativos que compõem a estrutura necessária 
para que a empresa possa realizar suas atividades, por esse motivo, dificilmente, 
esses itens serão vendidos, exceto quando substituídos por novos ou mais mod-
ernos. Outra característica do imobilizado é a sua vida útil, que, necessariamente, 
precisa ser superior a um exercício contábil.
INTANGÍVEL
Neste subgrupo, são classificados os direitos que tenham por objeto bens 
incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa 
finalidade, inclusive, o fundo de comércio adquirido. São exemplos de ativos in-
tangíveis: marcas e patentes, software etc. (IUDÍCIBUS; MARION, 2019).
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A Figura 3 apresenta alguns exemplos de ativos imobilizados:
Figura 3 - Exemplos de ativo imobilizado / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta seis imagens representando elementos do ativo imobilizado. A imagem 
de um caminhão representa os veículos. A imagem de um homem operando um equipamento industrial representa 
os “Equipamentos”. A imagem de uma sala de reunião com mesa e cadeiras representa os “Móveis e utensílios”. A 
imagem de uma plantação de trigo representa “Terrenos”. A imagem de uma furadeira representa “Ferramentas”. 
A imagem de um prédio representa “Edifícios”.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema, você aprendeu sobre balanço patrimonial e sistematização do pa-
trimônio. A sistematização do patrimônio dá origem a este relatório, mas, além 
da separação de bens e direitos (ativo) das obrigações (passivo e patrimônio 
líquido), o balanço é estruturado de forma a trazer uma série de informações 
sobre a entidade.
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VAMOS PRATICAR
1. Conhecer os elementos patrimoniais e a sua correta classificação é fundamental para 
a correta evidenciação da situação financeira e patrimonial de uma entidade. Dessa 
forma, imagine que um estagiário que está sob sua supervisão tenha apresentado a 
seguinte classificação de contas contábeis: 
Após analisar o quadro, você percebeu que três contas foram classificadas incor-
retamente. Como responsável pelo estagiário, você precisa corrigi-lo e orientá-lo. Assim, 
descreva quais contas foram classificadas de forma incorreta e apresente como devem 
ser classificadas.
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
BALANÇO PATRIMONIAL II
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Ativos e Passivos
Estrutura do Balanço Patrimonial
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5
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1
INICIE SUA JORNADA
Para abrir a empresa, João e seus colegas procuraram um escritório de Contabi-
lidade que foi muito bem recomendado. O contador explicou sobre os diferentes 
tipos de regime tributário e orientou a adoção do mais adequado para a loja de 
João. Esclareceu, também, sobre a necessidade de documentação fiscal de todos 
os fatos que ocorrerem na empresa. Após a abertura da empresa, que recebeu 
o nome de Estilo, o contador acompanhou de perto as transações da empresa, 
sempre orientando João no que ele precisava.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Para classificar os elementos patrimoniais, é necessário conhecer sua função para 
a entidade, pois um mesmo tipo de elemento pode ser classificado de formas di-
ferentes por empresas distintas. Por exemplo, em uma concessionária, os veículos 
para venda devem ser registrados no estoque, pois representam bens a serem 
comercializados. Já em outras empresas, os veículos utilizados para locomoção 
devem ser registrados como imobilizado.
A classificação dos ativos diz muito sobre como a empresa aplica seus recur-
sos. Sobre isso, Fragalli e Silva (2021, p. 101) afirmam que: 
 “ Empresas comerciais normalmente vão aplicar mais recursos no seu ativo circulante, mais precisamente no grupo do estoque, pois sua atividade operacional se refere à compra e venda de mercadorias. Por 
outro lado, empresas industriais aplicam mais recursos no ativo não 
circulante, isso porque a transformação de matéria-prima em produto 
final requer a utilização de máquinas e equipamentos, sendo estes 
pertencentes ao ativo imobilizado. Fragalli e Silva, 2021, p. 101
Assim como o ativo, o PASSIVO também possui uma estrutura que possibilita 
identificar informações sobre a entidade. Contudo, antes de nos aprofundarmos 
nesse grupo de elementos patrimoniais, gostaria de lembrar que o passivo repre-
senta as obrigações da entidade, sendo dividido da seguinte maneira:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Dessa forma, abordaremos, separadamente, o passivo e o patrimônio líquido. O 
passivo, que se refere às obrigações exigíveis, à primeira vista, pode parecer algo 
negativo para a entidade, afinal quem quer estar endividado, não é mesmo? No 
entanto, é preciso olhar para o passivo como uma fonte de recursos. Lembra-se 
que o passivo e o patrimônio líquido representam as fontes de recursos, enquanto 
o ativo representa as aplicações? É esse olhar contábil que precisamos ter. É claro 
que as dívidas não são algo essencialmente positivo, mas elas surgem por neces-
sidade, opção ou, até mesmo, pela rotina normal do negócio. Quando os recursos 
financeiros que a entidade possui não são suficientes para manter a atividade ou 
para realizar um projeto, surge a necessidade de captar recursos de terceiros por 
meio de empréstimos 
ou financiamentos.
No entanto, exis-tem situações em que 
a entidade possui re-
cursos financeiros e, 
mesmo assim, opta 
por captar recursos 
de terceiros. Por exemplo, imagine que uma transportadora decide comprar 
um novo caminhão para aumentar os seus serviços. Segundo o gerente finan-
ceiro, a transportadora possui recursos suficientes para comprar o caminhão 
à vista, no entanto, a empresa decide comprá-lo através de um financiamento. 
Essa estratégia permite que a empresa utilize seus recursos financeiros para 
outras atividades, e os serviços realizados pelo novo caminhão, por si só, pa-
garão as parcelas do financiamento. É claro que essa decisão encarece o custo 
do veículo por causa dos juros do financiamento, mas é uma estratégia de 
Figura 1 - Divisão das obrigações / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta dois retângulos. No primeiro, em destaque, está escrito “Passivo” e, 
logo abaixo, “Obrigações exigíveis”. No segundo, em destaque, está escrito “Patrimônio líquido” e, logo abaixo, 
“Obrigações não exigíveis”.
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negócio. Por fim, a própria rotina empresarial gera obrigações, como: salários 
a pagar, fornecedores, impostos, aluguel, energia elétrica, internet etc. Assim, 
podemos concluir que o endividamento, registrado no grupo do passivo, não 
é, em si, algo negativo, desde que a entidade administra seus recursos de forma 
a conseguir pagar suas dívidas. “Seja por uma questão de necessidade, opção 
ou pela rotina da empresa, os passivos devem ser muito bem administrados, 
afinal de contas, uma empresa endividada e sem capacidade de pagamento 
pode ir à falência” (FRAGALLI; SILVA, 2021, p. 114). Agora que observamos 
o passivo com um olhar mais gerencial, vamos conhe-cê-lo de forma mais 
técnica. De acordo com a NBC TG Estrutura Conceitual (CFC, 2019, [s.p.]), 
a definição de passivo é:
Obrigação presente da entidade de transferir um recurso econômico como re-
sultado de eventos passados. 
Para compreendê-la melhor, também analisaremos essa definição por partes.
OBRIGAÇÃO PRESENTE DA ENTIDADE 
Significa que, para registrar no passivo, a obrigação de pagamento já existe e 
está em nome da entidade. Por exemplo, imagine que uma empresa tenha assi-
nado um contrato com um fornecedor, comprometendo-se a comprar um valor X 
de mercadorias por mês, isso não gera uma obrigação, mas um compromisso. A 
obrigação somente será registrada no passivo quando o fornecedor emitir a nota 
fiscal de venda de mercadorias para a empresa — considerando que a empresa 
comprará a prazo.
TRANSFERIR UM RECURSO ECONÔMICO
Conforme estudado anteriormente, os recursos econômicos são os ativos. Assim, 
é esperado que a liquidação das obrigações resulte na saída de ativos. Vale lem-
brar que a saída de ativos não se refere apenas aos recursos disponíveis no caixa, 
ou seja, a liquidação de uma obrigação não precisa ser, necessariamente, feita 
por meio de pagamento em dinheiro, a empresa pode liquidar uma obrigação por 
meio da saída de mercadorias, por exemplo.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
COMO RESULTADO DE EVENTOS PASSADOS
Assim como não se pode registrar um imóvel durante o processo de compra 
(conferência de documentos), também não se deve registrar a obrigação até que 
a compra seja finalizada ou enquanto houver alguma incerteza quanto à geração 
da obrigação.
De acordo com Nascimento (2019, p. 128), o passivo “é registrado por seu valor 
original e deve ser apresentado no balanço por seu valor corrigido”. Isso significa 
que, quando a Contabilidade registra uma obrigação no passivo, utiliza-se o valor 
original da dívida, contudo o valor da obrigação pode ser alterado em função 
de juros ou variações monetárias — como, por exemplo, variação cambial —, 
assim, quando elaborado o balanço, o valor das obrigações devem ser corrigidos 
de forma a evidenciar o valor atual. No que se refere à classificação, como dito 
anteriormente, as normas contábeis, especificamente, a NBC TG Estrutura Con-
ceitual (2019, [s.p.]), afirmam que“pode ser apropriado separar ativo ou passivo 
em componentes circulantes e não circulantes e classificar esses componentes 
separadamente”. Lembre-se de que essa norma está voltada para a Contabilida-
de Financeira. Contudo, para a Contabilidade Fiscal, o art. 178, § 2º, da Lei nº 
6.404/76 (BRASIL, 1976) determina que as contas do passivo sejam classificadas 
em passivo circulante e passivo não circulante.
O passivo circulante é composto pelas obrigações exigíveis que vencem no 
curto prazo. Lembra-se de qual é o curto prazo? O curto prazo corresponde ao 
ciclo operacional da empresa ou 12 meses da data do balanço. O passivo circu-
lante, normalmente, apresenta os seguintes subgrupos:
 ■ Fornecedores: obrigações decorrentes de compras a prazo de mercado-
rias ou matérias-primas.
 ■ Salários e encargos sociais: obrigações trabalhistas e sociais com fun-
cionários, como salários, férias, 13º salário, INSS, FGTS etc.
 ■ Obrigações fiscais: obrigações tributárias, como impostos sobre vendas 
(ICMS, PIS, COFINS, ISS), Imposto de Renda, Contribuição Social Sobre 
o Lucro Líquido etc.
 ■ Obrigações financeiras: obrigações com instituições financeiras decor-
rentes de empréstimos e financiamentos.
 ■ Contas a pagar: obrigações de rotina da entidade que não se encaixam 
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nos subgrupos anteriores, como aluguel, água, luz, telefone, internet etc.
 ■ Outras obrigações: obrigações que não se enquadram nos demais sub-
grupos, como adiantamento de clientes.
Lembre-se de que, o nível de detalhamento dos elementos patrimoniais deve ser 
definido conforme a necessidade da empresa. Por exemplo, para melhor eviden-
ciar as obrigações tributárias, a classificação poderia ser feita da seguinte forma:
PASSIVO
PASSIVO CIRCULANTE
Obrigações fiscais
Tributos sobre vendas
ICMS a recolher
PIS a recolher
COFINS a recolher
Tributos sobre o lucro
Imposto de Renda Pessoa Jurídica a recolher
Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido a recolher
Quadro 1 - Classificação de tributos / Fonte: a autora.
Enquanto, no passivo circulante, são registradas as obrigações exigíveis que vencem 
no curto prazo; no passivo não circulante, são registradas as obrigações exigíveis que 
vencem no longo prazo, ou seja, que vencem após o ciclo operacional da entidade ou 
após 12 meses da data do balanço.Quanto à classificação, o passivo não circulante é 
composto pelos mesmos subgrupos apresentados no passivo circulante, a diferença 
está simplesmente no prazo para pagamento. Por exemplo, se a entidade contratar 
um empréstimo para ser pago em 30 parcelas, o valor das parcelas que vencerão no 
curto prazo serão registradas no passivo circulante, enquanto o valor das parcelas 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
que vencerão no longo prazo será registrado no passivo não circulante. A divisão do 
passivo em circulante e não circulante facilita a análise do usuário da informação 
contábil. Assim, de forma rápida, ele já identifica quais são as dívidas que vencem no 
curto prazo, para as quais deverá se preparar mais rapidamente para o pagamento, 
e as que vencem no longo prazo, para as quais terá mais tempo para se organizar 
financeiramente.
Agora que você já conheceu melhor o ativo e o passivo, vamos ao último grupo 
de elementos patrimoniais, o PATRIMÔNIO LÍQUIDO. Sobre o patrimônio líquido, 
Fragalli e Silva descrevem:
 “ Existem teorias contábeis que enxergam o patrimônio líquido como uma obrigação não exigível. Já outras teorias dizem que ele represen-ta uma sobra — em situação positiva. Ambas estão corretas: é uma 
obrigação, porque, quando o sócio investe na empresa, esta assume 
um compromisso para com o sócio, e, também, é uma sobra, pois re-
presenta a situação líquida da empresa, ou seja, se utilizar todo o ativo 
— bens e direitos — para cobrir o passivo — obrigações exigíveis — e, 
ainda sobrarem recursos, estes serão dos sócios.” - FRAGALLI; SILVA, 
2021, p. 117
Para entender o patrimônio líquido como uma obrigação da empresa com os sócios, 
é preciso lembrar de uma premissabásica da Contabilidade: o princípio da entidade. 
Segundo ele, o patrimônio de cada entidade contábil deve ser controlado/contabiliza-
do separadamente. Por exemplo, o patrimônio da empresa (pessoa jurídica) não pode 
ser confundido ou misturado com o patrimônio de seus sócios/acionistas (pessoa 
física). Assim, quando o sócio (pessoa física) investe na empresa (pessoa jurídica), 
essa passa a ter uma obrigação com o sócio.
Já para reconhecer o patrimônio líquido como uma sombra ou, em termos con-
tábeis, como a situação líquida da entidade, basta lembrar da seguinte equação:
 Patrimônio líquido = Ativo – Passivo
Afinal, o patrimônio líquido corresponde à diferença entre o ativo e o passivo. Para 
lhe ajudar a compreender, imaginemos o patrimônio de uma pessoa — você pode 
fazer uma analogia com seu próprio patrimônio —, lembrando-se de que uma pes-
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soa física também é considerada uma entidade contábil. No caso das pessoas físicas, 
não existe a figura do sócio, então como podemos identificar o valor do patrimônio 
líquido? Suponha que uma pessoa possua os seguintes elementos patrimoniais:
ELEMENTO PATRIMONIAL VALOR
 Dinheiro e conta corrente R$ 8.000,00
 Roupas R$ 2.500,00
 Produtos de beleza R$ 800,00
 Calçados R$ 1.300,00
 Eletrodomésticos R$ 18.000,00
 Móveis R$ 23.000,00
 Veículo R$ 30.000,00
 Imóvel R$ 250.000,00
 Cartão de crédito a pagar R$ 2.000,00
 Plano de saúde a pagar R$ 500,00
 Energia elétrica a pagar R$ 300,00
 Telefone e internet a pagar R$ 200,00
 Financiamento a pagar R$ 75.000,00
Tabela 1 - Elementos patrimoniais / Fonte: a autora.
Para encontrar o valor do patrimônio líquido, basta identificar os ativos e os 
passivos para, então, aplicar a equação:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
ELEMENTO 
PATRIMONIAL
VALOR CLASSIFICAÇÃO
Dinheiro e conta 
corrente
R$ 8.000,00 Ativo
TOTAL DO ATIVO: 
R$333.600,00
Roupas R$ 2.500,00 Ativo
Produtos de 
beleza
R$ 800,00 Ativo
Calçados R$ 1.300,00 Ativo
Eletrodomésticos R$ 18.000,00 Ativo
Móveis R$ 23.000,00 Ativo
Veículo R$ 30.000,00 Ativo
Imóvel R$ 250.000,00 Ativo
Cartão de crédito 
a pagar
R$ 3.000,00 Passivo
TOTAL DO 
PASSIVO: 
R$129.800,00
Plano de saúde a 
pagar
R$1.200,00 Passivo
Energia elétrica a 
pagar
R$ 400,00 Passivo
Telefone e 
internet a pagar
R$ 200,00 Passivo
Financiamento a 
pagar
R$ 125.000,00 Passivo
Tabela 2 - Elementos patrimoniais classificados / Fonte: a autora.
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 Assim, temos:
Patrimônio líquido = Ativo - Passivo
 Patrimônio líquido = R$ 333.600,00 - R$ 129.800,00
Patrimônio líquido = R$ 203.800,00
Esse exemplo deixa claro o papel do patrimônio líquido como uma sobra, pois, se 
a pessoa utilizar todos os seus bens para pagar todas as suas dívidas, ainda assim 
sobraria para ela o valor de R $203.800,00.
Partindo, agora, para uma visão mais técnica, de acordo com a NBC TG Es-
trutura Conceitual (CFC, 2019, [s.p.]), a definição de patrimônio líquido é:
Participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os 
seus passivos.
Curso de Contabilidade para Não Contadores 
Editora: Atlas
Autor: Sérgio de Iudícibus e José Carlos Marion
Sinopse: Esse é o primeiro livro voltado especificamente 
para disciplinas de Contabilidade dos cursos de Graduação 
que não visam formar contadores, mas, sim, profissionais 
que sejam usuários da Contabilidade. Sua linguagem evita 
termos excessivamente técnicos, simplifica conceitos con-
siderados complexos e desmistifica algumas ideias tidas 
como inacessíveis ao não contador.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Acredito que, com o exemplo apresentado anteriormente, você não terá di-
ficuldades para compreender esse conceito, não é mesmo? A participação 
residual significa, justamente, a sobra dos ativos após deduzir todos os passi-
vos. Só esclarecendo: o termo “participação residual” é mais adequado do que 
o termo “sobras”, pois nem sempre o patrimônio líquido é positivo. Quando 
falamos em sobras, imaginamos valores positivos, ou seja, utilizamos os ativos 
para pagar os passivos e, ainda, sobram recursos. Entretanto, nem sempre é 
assim. Quando o passivo é maior que o ativo, o patrimônio líquido fica com 
valor negativo, afinal significa que, ainda que se utilize todos os bens e direitos 
para pagar todas as obrigações, ainda não será suficiente.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Nesse caso, a participação residual traz justamente a ideia de responsabi-
lidade dos sócios sobre as dívidas da entidade. Vale lembrar que essa respon-
sabilidade depende de como a empresa foi constituída. Por exemplo, existem 
categorias em que, se a empresa vier a falir, o sócio não precisa utilizar recur-
sos próprios (enquanto pessoa física) para pagar dívidas da empresa; já em 
outras categorias, os bens dos sócios podem ser bloqueados até que se efetuem 
os pagamentos de obrigações em nome da empresa. Em conformidade com 
a classificação proposta pela Lei nº 6.404/76 (com redação modificada pela 
Lei nº 11.941/09), Gelbcke et al. (2021, p. 379) apresentam a seguinte divisão 
do patrimônio líquido:
 ■ Capital Social: representa valores recebidos dos sócios e também 
aqueles gerados pela empresa que foram formalmente (juridicamen-
te) incorporados ao Capital (lucros a que os sócios renunciaram e 
incorporaram como capital);
 ■ Reservas de Capital: representam valores recebidos que não transi-
taram e não transitaram pelo resultado como receitas, pois derivam 
de transações de capital com os sócios;
 ■ Ajustes de Avaliação Patrimonial: representam as contrapartidas 
de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo 
e do passivo, em decorrência de sua avaliação a valor justo, enquanto 
não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime 
de competência; algumas poderão não transitar pelo resultado, sendo 
transferidas diretamente para lucros ou prejuízos acumulados.
 ■ Reservas de Lucros: representam lucros obtidos e reconhecidos pela 
empresa, retidos com finalidade específica;
 ■ Ações em Tesouraria: representam as ações da companhia que são 
adquiridas pela própria sociedade (podem ser quotas, no caso das 
sociedades limitadas);
 ■ Prejuízos Acumulados: representam resultados negativos gerados 
pela empresa à espera de absorção futura; no caso de sociedades que 
não por ações, podem ser Lucros ou Prejuízos Acumulados, pois pode 
também abranger lucros à espera de destinação futura.
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1
Até aqui, aprofundarmo-nos nos três grupos de elementos patrimoniais sepa-
radamente, mas o balanço patrimonial é justamente a evidenciação conjunta 
de todos os elementos patrimoniais. Assim, para que você possa compreender 
melhor a ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL, o Quadro 5 traz 
como exemplo o balanço da empresa fictícia F&F S.A.:
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA F & F S.A.
 ENCERRADO EM 31/12/20X1
 Em R$
ATIVO 
 ATIVO CIRCULANTE 
 Disponível 
 Caixa 15.000,00
 Banco A 107.000,00
 Aplicações finan. de liq. imediata 24.000,00
 Créditos 
 Duplicatas a receber 62.000,00
O subgrupo do patrimônio líquido denominado reserva de lucros é utilizado 
por sociedades anônimas conforme determina a Lei nº 11.638/07 (BRASIL, 
2007), a qual altera a Lei nº 6.404/76. Outras formas de sociedade, como as 
Ltdas, registram seus resultados no subgrupo lucros ou prejuízos acumula-
dos, também no patrimônio líquido.
APROFUNDANDO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA F & F S.A.
 ENCERRADO EM 31/12/20X1
 Impostos a recuperar 32.000,00
 Estoque 
 Mercadorias 146.000,00
 Materiais de consumo 19.000,00
 ATIVO NÃO CIRCULANTE 
 Realizável a longo prazo 
 Duplicatas a receber 26.000,00
 Investimentos 
 Investimento na coligada X 45.000,00
 Imobilizado 
 Imóveis 310.000,00
 Máquinas e equipamentos 130.000,00
 Veículos 87.000,00
 (-) Depreciação acumulada (50.000,00)
 Intangível 
 Marcas e patentes 47.000,00
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BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA F & F S.A.
 ENCERRADO EM 31/12/20X1
TOTAL DO ATIVO: 1 000 000,00PASSIVO
 PASSIVO CIRCULANTE
 
Fornecedores
 
 Fornecedor Y 73.000,00
 Salários e encargos sociais 
 Salários a pagar 33.000,00
 Férias a pagar 11.000,00
 Obrigações fiscais 
 Impostos a recolher 62.000,00
 Obrigações financeiras 
 Empréstimos e financiamentos 80.000,00
 
PASSIVO NÃO CIRCULANTE
 
 Obrigações financeiras 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA F & F S.A.
 ENCERRADO EM 31/12/20X1
 Empréstimos e financiamentos 111.000,00
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
 Capital Social 
 Capital social 
 Capital subscrito 430.000,00
 Capital a integralizar (50.000,00)
 Reserva de lucros 
 Reserva de lucros para expansão 250.000,00
TOTAL DO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1 000 000,00
Quadro 2 - Balanço patrimonial da F & F S.A. / Fonte: a autora
Com o que estudamos neste tema de aprendizagem é pos-
sível obter uma série de informações sobre a empresa fictí-
cia F & F S.A. por meio do balanço patrimonial apresentado 
no Quadro 2.
Então, que tal analisarmos juntos? Ouça o podcast no seu 
ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
Agora que você já está um pouco mais familiarizado(a) com a linguagem con-
tábil, que tal ler o balanço patrimonial da empresa Estilo? Busque identificar 
informações como:
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https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/19868
 ■ Entre os bens e direitos que a empresa possui, quais são de curto prazo e 
quais são de longo prazo?
 ■ Entre os recursos aplicados no ativo, a maioria é de curto prazo — o que 
é mais comum em empresas comerciais — ou é de longo prazo — o que 
é mais comum em empresas industriais?
 ■ Entre as obrigações exigíveis, qual montante vence no curto prazo, exi-
gindo da empresa um bom controle financeiro para conseguir pagá-las, 
tendo em vista que vencerão dentro de um ano?
 ■ Considerando o passivo e o patrimônio líquido, as fontes de recursos 
da empresa, a empresa Estilo utiliza mais capital próprio ou capital de 
terceiros?
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
ATIVO Em R$
 ATIVO CIRCULANTE
 Disponível
 Caixa 15.000,00
 Banco A 203.000,00
 Créditos
 Duplicatas a receber 62.000,00
 Estoque
 Mercadorias 388.000,00
 Materiais de consumo 8.000,00
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
 ATIVO NÃO CIRCULANTE
 
Imobilizado
 
 Máquinas e equipamentos 15.000,00
 Móveis e utensílios 205.000,00
 (-) Depreciação acumulada (20.000,00)
 Intangível
 Ponto comercial 75.000,00
TOTAL DO ATIVO 951 000,00
Quadro 3 - Balanço patrimonial da empresa Estilo / Fonte: a autora.
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
PASSIVO Em R$
 PASSIVO CIRCULANTE
 Fornecedores
 Fornecedor X 75.000,00
 Salários e encargos sociais
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BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
 Salários a pagar 15.000,00
 Férias a pagar 3.000,00
 Obrigações fiscais
 Impostos a recolher 16.000,00
 Obrigações financeiras
 Empréstimos e finanças. 35.000,00
 PASSIVO NÃO CIRCULANTE
 
Obrigações financeiras
 
 Empréstimos e finanças. 17.000,00
 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
 Capital Social
 Capital subscrito 600.000,00
 Lucros ou prejuízos acumulados
 Lucro do exercício 190.000,00
 TOTAL DO PASSIVO + PL 951 000,00
Quadro 4 - Balanço patrimonial da empresa Estilo / Fonte: a autora.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
NOVOS DESAFIOS
Neste tema, você aprendeu sobre ativos e passivos, estrutura do balanço 
patrimonial. Aproveite que você treinou com a empresa Estilo e realize 
a leitura de outros balanços. Na internet, você encontra facilmente as 
demonstrações de empresas de capital aberto. Essa competência será 
um grande diferencial na sua carreira.
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VAMOS PRATICAR
1. O balanço patrimonial evidencia os bens, os direitos e as obrigações da entidade em deter-
minado momento de forma ordenada, possibilitando reconhecer a sua situação financeira, 
econômica e patrimonial. Assim, considere que, ao final de um exercício, a empresa X 
tenha apresentado os seguintes elementos patrimoniais.
Utilize esses dados para elaborar o balanço patrimonial da empresa X. Para isso, utilize 
a coluna da direita para classificar as contas em: ativo circulante, ativo não cir culante, 
passivo circulante, passivo não circulante e patrimônio líquido. Em seguida, apresente o 
balanço estruturado.
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MINHAS METAS
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO I
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Demonstração de Resultado
Regime de Caixa
Regime de Competência
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6
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INICIE SUA JORNADA
Olá, prezado(a) estudante! Seja bem-vindo(a) a mais um tema de aprendizagem. 
Agora, você terá a oportunidade de conhecer mais uma demonstração contábil, 
a Demonstração de Resultado, que, junto com o balanço patrimonial, forma os 
relatórios mais significativos do mundo dos negócios. Não que as demais de-
monstrações contábeis não sejam importantes, mas elas abordam dados mais 
específicos. Assim, o balanço patrimonial e a Demonstração do Resultado con-
seguem evidenciar, de forma geral, a situação patrimonial, econômica e finan-
ceira da entidade. Então, não perca tempo, descubramos juntos as informações 
apresentadas por esse demonstrativo tão relevante.
Para abrir a empresa, João e seus colegas procuraram um escritório de Con-
tabilidade que foi muito bem recomendado. O contador explicou sobre os di-
ferentes tipos de regime tributário e orientou a adoção do mais adequado para 
a loja de João. Esclareceu, também, sobre a necessidade de documentação fiscal 
de todos os fatos que ocorrerem na empresa. Após a abertura da empresa, que 
recebeu o nome de Estilo, o contador acompanhou de perto as transações da 
empresa, sempre orientando João no que ele precisava.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Assim como, inicialmente, o sr. João não entendeu o balanço patrimonial, ele 
também ficou perdido ao tentar interpretar os dados da DRE. Quando viu o 
termo “resultado”, ele logo imaginou:”Deve ser o resultado que obtive com as 
vendas de roupas!”, o que está correto. O que ele não consegue compreender é: 
por que, na DRE, aparece um resultado de R$190.000,00, sendo que, ao somar 
o saldo de caixa e banco — apresentados no balanço patrimonial —, o total é de 
R$218.000,00? Será que o contador calculou direito? E o que significa essa es-
trutura com vários sinais de igual, mais e menos? Para calcular o resultado, não 
bastava somar o quanto se ganhou e diminuir tudo o que se gastou? Pois é, a DRE 
trouxe muitas dúvidas para o Sr. João. Por isso, convido-lhe para aprendermos 
sobre esse relatório e, assim, sanar todas as dúvidas. Vamos lá!!!
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DA EMPRESA ESTILO LTDA.
PERÍODO DE 01/01/20X1 A 31/12/20X1
 Em R$
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
Venda de mercadorias 980.000,00
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
 Devolução de vendas (10.000,00)
 Abatimentos sobre vendas (30.000,00)
 Tributos sobre vendas (125.000,00)
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 815.000,00
(-) CUSTO DAS VENDAS
 Custos das mercadorias vendidas (486.000,00)
(=) LUCRO BRUTO 329.000,00
(-) DESPESAS OPERACIONAIS 
 Despesas com vendas (50.000,00)
 Despesas gerais e administrativas (70.000,00)
(=) LUCRO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 209.000,00 
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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DA EMPRESA ESTILO LTDA.
PERÍODO DE 01/01/20X1 A 31/12/20X1
(-) DESPESAS FINANCEIRAS
 Juros sobre empréstimos bancários (1.000,00)
(+) RECEITAS FINANCEIRAS
 Descontos financeiros obtidos 2.000,00
(=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO 210.000,00 
(-) TRIBUTOS SOBRE O LUCRO
 Imposto de renda (IR) (10.000,00)
 Contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) (8.000,00)
(=) RESULTADO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS 192.000,00
(-) DESPESAS NÃO OPERACIONAIS 
 Perdana venda de imobilizado (3.000,00)
(+) RECEITAS NÃO OPERACIONAIS 
 Ganho na venda de imobilizado 1.000,00
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 190.000,00
Quadro 1 - Demonstração do Resultado do Exercício da empresa Estilo Ltda. / Fonte: a autora.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Quando se fala em resultado, pelo menos no que diz respeito às questões financeiras, 
é muito comum pensarmos no dinheiro. Por exemplo, nas nossas finanças pessoais, 
normalmente, analisamos o quanto sobrou — se sobrou, rs — do nosso salário no 
final do mês, nós temos esse valor como resultado. Essa ideia de resultado baseado no 
dinheiro é mais natural, até porque é mais fácil de compreender, afinal o dinheiro, seja 
em papel moeda ou aquele que está depositado no banco, é um valor real, no sentido 
de que conseguimos enxergar esse valor. Já o resultado contábil podemos dizer que 
é abstrato, ou seja, ele é encontrado por meio de cálculos, e não conseguimos vê-lo 
de forma concreta.
Contudo, para a Contabilidade, o resultado apresentado na DRE não correspon-
de ao dinheiro que a entidade possui. Para a Contabilidade, o resultado representa o 
“desempenho” da entidade no que se refere ao alcance dos seus objetivos. É claro que 
uma empresa com finalidade lucrativa tem como objetivo ganhar dinheiro, mas ela 
pode, por exemplo, vender mercadorias — que seria sua forma de ganhar dinheiro 
—, mas não receber à vista. O que isso significa? Que ela teve um bom desempenho, 
pois realizou vendas, mas esse bom desempenho ainda não refletiu no caixa, porque 
a empresa ainda não recebeu. Imagine que, por causa de dificuldades financeiras, a 
empresa em que você trabalhava reduziu o número de funcionários e, por isso, você 
perdeu o emprego. No entanto, foi uma oportunidade de se arriscar no mundo do 
Empreendedorismo ao fazer uma atividade que você adora: bonecos de argila per-
sonalizados. Você divulgou seu trabalho nas redes sociais e tem recebido diversas 
encomendas. Após três meses de trabalho, você resolveu apurar o resultado do seu 
negócio. Em suas anotações, você apurou os seguintes dados:
 ■ Venda de 50 bonecos por R$30,00, cada. Desses 50, 30 foram a prazo, ou seja, 
até o momento, você recebeu o valor de R$600,00.
 ■ Para fazer os bonecos, você comprou, à vista, materiais no valor de R$800,00, 
mas ainda há, em estoque, materiais suficientes para fazer mais cinco bonecos.
Compreendemos, agora, que a DRE não é uma simples apresentação de um resultado 
decorrente da comparação de ganhos e gastos. Na verdade, é uma demonstração que 
conta toda uma história de como a entidade alcançou lucro ou prejuízo ao longo de 
um período, sendo eles decorrentes de seu desempenho.
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Você se lembra da estrutura do balanço patrimonial? Caso não se lembre, dê uma 
olhada novamente. Pois bem, lá no grupo do patrimônio líquido, no subgrupo 
lucros/prejuízos acumulados, já é evidenciado o resultado da entidade. No entan-
to, o resultado, enquanto medida de desempenho, é um dado tão importante que 
merece um relatório exclusivo para a sua apresentação, no caso, a Demonstração 
do Resultado do Exercício (DRE).
No balanço, apresenta-se apenas o saldo final do resultado de cada exercício 
contábil, que se acumula ao longo do tempo. Já na DRE, são evidenciadas todas 
as receitas e todas as despesas que provocaram o resultado apresentado. Dessa 
forma, o raciocínio da apuração do resultado é simples, basta subtrair o valor das 
despesas do valor das receitas:
 Resultado = Receitas - Despesas
Assim, se o valor das receitas for maior que o valor das despesas, tem-se um 
lucro. Por outro lado, se o valor das receitas for menor que o valor das despesas, 
tem-se um prejuízo.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Contudo, muito mais do que apresentar o resultado, a DRE conta toda uma his-
tória de como a entidade chegou até ele. É por isso que dizemos que a DRE é uma 
demonstração dinâmica.
O resultado apresentado na DRE pode receber nomenclaturas diferentes 
dependendo do tipo de empresa:
• Entidades com finalidade lucrativa: lucro ou prejuízo.
• Entidade sem finalidade lucrativa: sobras ou perdas.
• Entidades públicas: superávit ou déficit.
APROFUNDANDO
O balanço patrimonial é um exemplo de demonstração estática: ele funciona 
como se fosse uma foto da empresa. Nessa foto, apresenta-se o conjunto de ele-
mentos patrimoniais — bens, direitos e obrigações — em seu aspecto qualitativo 
— conta contábil — e quantitativo — valor — em um determinado momento, 
sendo este, normalmente, o último dia do ano (31 de dezembro). Por outro lado, 
a DRE, enquanto relatório dinâmico, funciona como se fosse um filme que conta 
como a empresa alcançou determinado resultado.
Figura 1 - Demonstração do Resultado do Exercício: Cia. Sucesso X Cia. / Fonte: Marion (2018, p. 72).
Descrição da Imagem: a figura apresenta um sinal de adição (+), e, ao lado dele, há uma tabela representando 
uma DRE da Cia. Sucesso. Os dados da Cia. Sucesso são: receita de $ 90 milhões, despesa de $48 milhões, e 
lucro de $42 milhões. Ao lado da DRE, tem-se a imagem de um empresário de terno apontando um símbolo de 
exclamação; abaixo dele, há um gráfico que apresenta crescimento. A figura, também, apresenta um sinal negativo 
(-), e, ao lado dele, há uma tabela representando uma DRE da Cia. Fracasso. Os dados da Cia. Fracasso são: receita 
de $60 milhões, despesa de $72 milhões, e prejuízo de $12 milhões. Ao lado dessa DRE, tem-se a imagem de 
um empresário de terno com três sinais de interrogação; abaixo dele, há um gráfico que apresenta diminuição. 
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Figura 2 - Relatório estático e dinâmico / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem ilustra dois quadros, o primeiro, localizado acima, apresenta um exemplo de um 
balanço patrimonial. Abaixo do relatório, há a figura de uma câmera fotográfica e a descrição: balanço patrimonial 
— relatório estático (foto). Na imagem do balanço, existe um contorno na conta contábil lucros acumulados, que 
se encontra no grupo do patrimônio líquido. Desse contorno, sai uma linha, que se divide em duas e se conecta 
ao quadro abaixo. Nesse quadro, encontra-se um exemplo de Demonstração do Resultado do Exercício. Abaixo 
deste relatório, há a figura de uma câmera filmadora com a descrição: DE — relatório dinâmico (vídeo). 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Essa “história” contada pela DRE é baseada na confrontação de receitas e despesas 
— que correspondem aos elementos de resultado da DRE —, ou seja, ao longo da 
sua estrutura, a DRE apresenta alguns subtotais que são calculados ao se deduzir 
os valores de despesas dos valores de receitas; esses subtotais, por sua vez, permi-
tem avaliar pontos importantes do desempenho da entidade. Dessa forma, para 
que consigamos compreender a DRE, primeiramente, precisamos conhecer o que 
são receitas e o que são despesas. Comecemos, então, pela RECEITA.
É comum associarmos a receita às entradas de dinheiro, no entanto, nem 
toda receita provoca aumento no saldo de caixa. A NBC TG Estrutura Concei-
tual apresenta a seguinte definição para receita:
Aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em aumento 
no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de deten-
tores de direitos sobre o patrimônio (CFC, 2019, [s.p.]).
Achou complicado? Vamos aos exemplos para facilitar. De forma geral, a 
receita provoca aumento no patrimônio da entidade. O melhor exemplo de 
receita é a venda: quando a empresa vende uma mercadoria, um produto ou 
presta um serviço, o seu patrimônio aumenta. Imagine a loja do sr. João: ele 
compra uma calça por R$ 50,00 do fornecedor e a revende por R$ 80,00, ou seja, 
ele pega um bem que estava registrado no estoque — no balanço patrimonial 
— entrega para o cliente e recebe R$ 80,00, assim o seu patrimônio aumenta em 
R$ 30,00. Contudo, é muito importante que você compreenda que os R$30,00 
que sobraram são o resultado; a receita, nesse caso, é de R$80,00.
 Isso ficará mais claro quando começarmosa confrontar receitas e despe-
sas. De qualquer forma, espero que você tenha compreendido que a receita 
provoca aumento no patrimônio. Além das vendas, os juros sobre aplicação 
financeira e os descontos financeiros obtidos são outros exemplos de receita. 
Agora, compreenderemos esses exemplos segundo o conceito apresentado na 
norma contábil e entenderemos que nem sempre a receita provoca aumento 
no caixa ou no banco.
 ■ Aumentos nos ativos: quando a empresa vende mercadorias, essa venda 
provoca aumento no caixa ou no banco, se for uma venda à vista, ou em 
duplicatas a receber, se for uma venda a prazo. Os juros sobre aplicação 
financeira também aumentam o valor do investimento, sendo que esses 
investimentos, o caixa, o banco e as duplicatas a receber são contas do 
grupo do ativo.
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 ■ Redução nos passivos: quando a empresa obtém um desconto, isso tam-
bém resulta em um patrimônio maior. Por exemplo, imagine que a enti-
dade tenha uma dívida no valor de R$ 500,00 com o fornecedor; ao pagar, 
ele concede um desconto de R$ 50,00; assim, com R$ 450,00, ela paga uma 
dívida de R$ 500,00, ou seja, a diminuição no passivo é maior que a saída 
de dinheiro do caixa.
 ■ Resultam em aumento no patrimônio líquido: esses valores positivos das 
vendas, dos juros sobre aplicação ou dos descontos provocam aumento 
no resultado da entidade, esse resultado, por sua vez, é evidenciado no 
patrimônio líquido.
 ■ Exceto aqueles referentes à contribuição de detentores de direitos 
sobre o patrimônio: os detentores de direitos sobre o patrimônio são 
os sócios ou acionistas da empresa. Quando eles investem na empre-
sa, ou seja, quando eles aplicam recursos no negócio, isso também 
provoca aumento no patrimônio líquido, mas esses investimentos 
NÃO são considerados receita.
Apenas as vendas de mercadorias podem gerar receita? Por exemplo, em 
uma loja de calçados, apenas a venda dos calçados gera receita? Ou será 
que outras vendas, como a venda de imobilizado, também podem gerar 
receita para a empresa?
PENSANDO JUNTOS
Espero que tenha ficado claro que a receita é algo positivo para a entidade. Na 
verdade, a obtenção de receita é uma questão de sobrevivência. No entanto, não 
podemos enxergá-la como o recebimento de dinheiro. Mais cedo ou mais tarde, 
as receitas são transformadas em dinheiro: vendas a prazo são recebidas, juros 
sobre aplicação são resgatados etc., mas é importante saber que a Contabilidade 
não registra a receita quando ela é recebida, mas, sim, quando ela é gerada.
Da mesma forma que descobrimos que a receita não corresponde, necessa-
riamente, ao recebimento de dinheiro, compreendemos que a DESPESA tam-
bém não é, necessariamente, saída de dinheiro. A NBC TG Estrutura Conceitual 
apresenta a seguinte definição para despesa:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
 “ Reduções nos ativos, ou aumento nos passivos, que resultam em re-duções no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a distribui-ções aos detentores de direitos sobre o patrimônio. CFC, 2019, [s.p.]
Como você pôde perceber, a definição de despesa é, basicamente, o contrário da 
definição de receita. Assim, enquanto a receita aumenta o patrimônio, a despesa 
diminui. De qualquer forma, para lhe ajudar a compreender, vamos aos exemplos: 
salário, aluguel, energia elétrica, internet, comissões, juros sobre empréstimos, 
descontos concedidos e depreciação são algumas das diversas possibilidades de 
despesas. Perceba que, entre os exemplos, não se mencionaram os fornecedores. 
Como você aprendeu, a conta contábil dos fornecedores corresponde à dívida 
da empresa pela compra de mercadorias a prazo. Entretanto, por que ela não 
representa uma despesa? Quando a empresa compra mercadorias, seja à vista ou 
a prazo, ela recebe, em troca, a própria mercadoria, que, no caso, corresponde a 
um bem registrado no ativo. Isso mantém o patrimônio em equilíbrio. Imagine 
que a empresa tenha comprado R$5.000,00 de mercadorias.
O que isso provocou no patrimônio da entidade? No caso de compra à vista, 
saíram R$5.000,00 do caixa; no caso de compra a prazo, gerou-se uma dívida de 
R$5.000,00. De qualquer forma, em contrapartida, ela recebeu R$5.000,00 em 
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mercadorias. A partir desse exemplo, acredito que fica mais fácil compreender a 
despesa. No caso do salário de uma recepcionista, por exemplo, a empresa paga 
pelos serviços, mas não recebe em troca algo que dê para ser registrado no ativo. 
Por mais que o trabalho de uma recepcionista seja essencial para o andamento 
do negócio, não é possível registrá-lo como elemento patrimonial.
Assim, o pagamento do salário é algo que provoca a saída de dinheiro do caixa, 
mas não tem um retorno direto — pelo menos, não de outro elemento patrimo-
nial. No caso dos juros sobre empréstimo, apenas o valor dos juros é considerado 
despesa. Imagine a contratação de um empréstimo no valor de R$10.000,00, mas 
que será pago o montante de R$15.000,00 em função dos juros. Nessa situação, 
a empresa recebe da instituição financeira o valor de R$10.000,00, que, no caso, 
é registrado no ativo. Assim, apenas o valor excedente do que foi recebido deve 
ser considerado como despesa, no caso, os R$5.000,00. Então, eu lhe pergunto: 
as despesas correspondem às saídas de dinheiro que não possuem uma con-
trapartida direta? Não exatamente! Nem todas as despesas provocam saída de 
dinheiro. A depreciação é um tipo de despesa que não interfere no saldo de caixa. 
Ela corresponde à perda da capacidade dos bens do ativo imobilizado. Conforme 
a entidade utiliza um equipamento, o seu valor de aquisição é apropriado como 
despesa ao longo de sua vida útil, assim, quando chegar ao fim de sua vida útil, o 
valor contábil do bem será zero. O mesmo acontece com a amortização e exaus-
tão. A apropriação do valor do bem como despesa ao longo da vida útil recebe 
nomes diferentes, conforme descrito a seguir.
DEPRECIAÇÃO
Bens tangíveis.
AMORTIZAÇÃO
Bens intangíveis.
EXAUSTÃO
Recursos naturais.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Uma outra despesa que não provoca a saída de dinheiro é a correspondente a 
descontos concedidos. Por exemplo, em uma venda de R$600,00, se a entida-
de conceder um desconto de 10%, ela deixará de receber R$60,00, esse valor, 
então, é computado como despesa.Por fim, um último exemplo de despesa é a 
saída de mercadorias do estoque. Talvez, você esteja se perguntando: como a 
dívida com fornecedores não é despesa, mas as mercadorias são? Para ajudar 
a compreender essa questão, podemos utilizar o conceito de despesa dado por 
Marion (2018, p. 73), que diz que “a despesa é todo sacrifício, todo esforço da 
empresa para obter receita”, ou seja, quando a empresa entrega uma mercado-
ria para o cliente, ela faz o sacrifício de se desfazer de um bem — e, como tal, 
encontra-se registrado no ativo, no grupo do estoque — para transformá-lo em 
receita. Resumindo: enquanto a mercadoria está no estoque, ela é um bem para 
a entidade; quando ela é vendida, passa a corresponder a um sacrifício para 
gerar receita, então se torna uma despesa, que, no caso, denominamos “custo 
das mercadorias vendidas”. Assim acontece com todos os materiais consumidos 
pela entidade, como os materiais de limpeza e higiene: quando são comprados, 
são registrados no estoque, pois representam bens; quando são consumidos — 
utilizados ou vendidos —, transformam-se em despesa.
Após analisar alguns exemplos, buscaremos compreender a despesa segun-
do o conceito apresentado pelas normas contábeis.
Na nossa empresa modelo, o sr. João pagou R$75.000,00 pelo ponto com-
ercial em que instalou a loja Estilo. Considere que esse valor corresponde ao 
direito de utilizar o ponto por cinco anos. Assim, a amortização é calculada 
da seguinte forma:
Amortização anual: R$ 75.000,00 / 5 anos = R$ 15.000,00 Amortização 
mensal: R$ 15.000,00 / 12 meses = R$ 1.250,00
Isso significa que a empresa deverá apropriar uma amortização no valor de 
R$15.000,00 por ano, ou R$1.250,00 por mês, que, no caso, será registradacomo despesa.
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 ■ Reduções nos ativos: despesa com pagamento de aluguel provoca saída 
de dinheiro do caixa, que é um ativo; saída de itens do estoque, seja para 
venda ou consumo, provoca diminuição no grupo do estoque, que é do 
ativo; depreciação, amortização e exaustão provocam diminuição no valor 
de bens do ativo imobilizado ou intangível.
 ■ Aumentos nos passivos: juros sobre empréstimos a pagar aumentam o 
valor da dívida.
 ■ Resultam em reduções no patrimônio líquido: as despesas provocam di-
minuição no resultado da entidade; esse resultado, por sua vez, é eviden-
ciado no patrimônio líquido.
 ■ Exceto aqueles referentes a distribuições aos detentores de direitos sobre 
o patrimônio: a distribuição de lucros para os sócios ou acionistas, assim 
como o desligamento destes, provoca a diminuição do patrimônio líqui-
do, mas NÃO são consideradas como despesas.
É importante ressaltar que, por mais que algumas despesas provoquem a saída 
de dinheiro do caixa, o reconhecimento da despesa não está associado a essa 
saída, mas, sim, com o fato que gera a despesa. Por exemplo, por mais que o sa-
lário dos funcionários provoque a saída de dinheiro da empresa, a despesa não é 
reconhecida ou, melhor dizendo, não é contabilizada na data de pagamento do 
salário, que, no caso, é até o quinto dia útil de cada mês. Na verdade, a despesa 
com salário é reconhecida no momento em que a empresa calcula a folha de 
pagamento, que, normalmente, é no último dia de cada mês. Parece um simples 
detalhe, afinal, são só alguns dias, mas, para uma empresa, isso faz toda a diferen-
ça, o reconhecimento de uma despesa em uma data errada interfere diretamente 
na apuração do resultado.
No início deste tema de aprendizagem, comentamos que é muito comum 
tomarmos como base as entradas e saídas de dinheiro para apuração do resultado, 
mas, como vimos, para a Contabilidade, as receitas e despesas não correspon-
dem, essencialmente, a esses fluxos. De qualquer forma, o acompanhamento das 
movimentações do caixa também é muito importante. O que precisamos é com-
preender a diferença entre o resultado apurado pelo regime de caixa e o resultado 
apurado pela Contabilidade por meio do regime de competência.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
A diferença entre o REGIME DE CAIXA e o REGIME DE COMPETÊN-
CIA é o momento do reconhecimento das receitas e das despesas. Talvez, 
você esteja se perguntando:“como assim existem momentos diferentes para 
reconhecer receitas e despesas? Nós não acabamos de estudar sobre esses 
elementos? Eles podem ser diferentes do que aprendemos?”.
O que acabamos de estudar sobre receitas e despesas está correto. Contudo, 
no regime de caixa, esses elementos passam a representar o dinheiro da entida-
de. Lembra que comentamos que é comum associarmos a ideia de resultado ao 
dinheiro?! Pois então, é justamente esse o raciocínio do regime de caixa.
No regime de caixa, a receita é contabilizada no momento do seu recebi-
mento, ou seja, quando entra dinheiro no caixa — ou equivalentes de caixa 
—, assim como a despesa é contabilizada no momento do pagamento, ou seja, 
quando sai dinheiro do caixa — ou equivalentes de caixa (MARION, 2018).
Assim, o resultado apurado pelo regime de caixa será correspondente ao saldo 
da conta caixa no final do período contábil. Podemos, então, associar o regime 
de caixa a um controle de entradas e saídas do caixa, o que, definitivamente, 
também é muito importante para qualquer entidade contábil, inclusive para 
nós enquanto pessoas físicas.
A palavra “caixa”, utilizada diversas vezes neste tema de aprendizagem, 
corresponde ao dinheiro à disposição da entidade, assim ela engloba o valor 
que a entidade possui em papel moeda, na conta corrente bancária e em 
aplicações de liquidez imediata.
APROFUNDANDO
Por outro lado, o regime de competência, que é utilizado para apurar o resul-
tado contábil, segue os conceitos de receita e despesa apresentados anterior-
mente. Nele, as receitas e despesas são fatores independentes das entradas e 
saídas do caixa.
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No regime de competência, a receita é contabilizada no período em que for 
gerada, independente do seu recebimento, assim como a despesa é contabili-
zada no período em que for consumida, incorrida ou utilizada, independente 
do pagamento (MARION, 2018).
Assim, o resultado apurado pelo regime de competência é independente do 
saldo em caixa ao final do período, contudo ele evidencia o desempenho da 
entidade de forma mais justa e coerente. Para compreender melhor a apuração 
do resultado pelos dois regimes, acompanhe o exemplo a seguir.
No mês de janeiro, quando João iniciou as atividades da loja Estilo, ele fez uma 
compra de mercadorias (peças de roupas) à vista no montante de R$10.000,00. 
Como estratégia inicial para atrair os clientes, essas mercadorias foram vendidas 
a prazo, em duas parcelas, sem juros, com o primeiro pagamento somente para 
o mês de fevereiro. Com isso, ainda no mês de janeiro, João conseguiu vender 
60% do seu estoque pelo valor de R$15.000,00, sendo que R$7.500,00 foram 
recebidos em fevereiro, e os outros R$7.500,00, no mês de março.
Nessa situação, se utilizarmos o regime de caixa para apurar o resultado 
da empresa Estilo, considerando, exclusivamente, os dados apresentados, te-
ríamos os seguintes valores nos três primeiros meses de atividade da empresa:
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO
(+) Receita R$ 0,00 R$ 7.500,00 R$ 7.500,00
(-) Despesa (R$ 10.000,00) R$ 0,00 R$ 0,00
(=) Resultado (R$ 10 000,00) R$ 7 500,00 R$ 7 500,00
Quadro 2 - Resultado pelo regime de caixa / Fonte: a autora.
Como você pôde observar, pelo regime de caixa, a empresa Estilo apresentou 
um prejuízo no mês de janeiro, mesmo tendo vendido 60% do seu estoque. É 
claro que não consideramos o saldo inicial de caixa, afinal, se João comprou 
mercadorias à vista, havia dinheiro para realizar essa compra. O que espero 
demonstrar com esse exemplo é que, pelo regime de caixa, o resultado é cal-
culado em função das entradas e saídas de dinheiro.Assim, no mês de janeiro, 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
houve a saída de R$ 10.000,00 em função da compra de mercadorias, e, como 
não houve entrada de dinheiro, a empresa ficou com prejuízo. Já nos meses de 
fevereiro e março, mesmo considerando que não houve a realização de novas 
vendas, como a empresa recebeu as parcelas das vendas de janeiro, houve o 
reconhecimento de R$ 7.500,00 de receita em fevereiro e de R$ 7.500,00 em 
março, e, como nesses meses não houve desembolso, a empresa apurou lucro 
nos dois períodos. Por mais que a movimentação do caixa (dinheiro disponí-
vel) seja algo extremamente importante para os negócios, ela não evidencia o 
verdadeiro desempenho da entidade. É por isso que o regime de competência é 
tido como mais justo para a apuração do resultado. Para que você compreenda, 
considere os mesmos dados apresentados anteriormente, mas, agora, utilizados 
para apuração do resultado pelo regime de competência:
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO
(+) Receita R$ 15.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00
(-) Despesa (R$ 6.000,00) R$ 0,00 R$ 0,00
(=) Resultado R$ 9.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00
Quadro 3 - Resultado pelo regime de competência / Fonte: a autora.
Como apresentado no Quadro 3, pelo regime de competência, a empresa Estilo ob-
teve um lucro de R$9.000,00 no mês de janeiro, decorrente do seu bom desempenho 
nas vendas de mercadorias. Como o total de vendas foi de R$ 15.000,00, mesmo que 
tenham sido a prazo, esse foi o valor da receita do período, afinal o fato gerador da 
receita, nesse caso, são as vendas, assim se deve registrá-las no período em que ocor-
reram, mesmo que não as tenha recebido. Quanto à despesa, o valor de R$6.000,00 
corresponde às mercadorias que saíram do estoque em função das vendas, ou seja, 
60% dos R$10.000,00 de mercadorias adquiridas. Assim, o restante das mercadorias 
— R$4.000,00 — fica registrado no estoque como um bem para a empresa e só será 
registrado como despesa quando ocorrerem novasvendas. Perceba que, pelo regime 
de competência, nos meses de fevereiro e março, não foram reconhecidas receitas e 
nem despesas, pois não consideramos a realização de vendas nesses períodos.
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NOVOS DESAFIOS
Por mais que o regime de caixa seja mais objetivo, afinal é possível 
observar de forma mais clara a movimentação de dinheiro, ele não 
consegue refletir corretamente o desempenho da entidade, por isso, 
a Contabilidade, em seu papel de gerar informação útil para os usuá-
rios, utiliza o regime de competência para o reconhecimento de re-
ceitas e despesas. Então, significa que a Contabilidade NÃO registra 
as entradas e saídas de caixa? É claro que SIM, afinal o caixa é um 
elemento patrimonial, e, como tal, suas movimentações são contabi-
lizadas. A diferença está no reconhecimento das receitas e despesas 
que são apresentadas na Demonstração do Resultado Exercício.
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1. Os regimes de caixa e de competência adotam momentos distintos para o reconhe-
cimento das receitas e das despesas, interferindo na apuração do resultado de cada 
período. Nesse sentido, considere que a empresa Rende Mais Ltda. apresentou os se-
guintes dados para apuração do resultado do mês de setembro. 
A partir desses dados, calcule o resultado da empresa Rende Mais Ltda. pelo regime de 
caixa e pelo regime de competência.
MINHAS ANOTAÇÕES
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uni a
UNIDADE 3
MINHAS METAS
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO II
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Estrutura da Demonstração
Resultado do Exercício
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7
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INICIE SUA JORNADA
Para abrir a empresa, João e seus colegas procuraram um escritório de Contabi-
lidade que foi muito bem recomendado. O contador explicou sobre os diferentes 
tipos de regime tributário e orientou a adoção do mais adequado para a loja de 
João. Esclareceu, também, sobre a necessidade de documentação fiscal de todos 
os fatos que ocorrerem na empresa. Após a abertura da empresa, que recebeu 
o nome de Estilo, o contador acompanhou de perto as transações da empresa, 
sempre orientando João no que ele precisava.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
É importante que você entenda que o regime de caixa e o regime de competência 
não correspondem a fatos distintos. Por exemplo, já me perguntaram se, quando 
se vende à vista, utiliza-se o regime de caixa e, quando se vende a prazo, utiliza-se 
o regime de competência. Não funciona assim. Você utiliza o regime de caixa e, 
assim, reconhece as receitas e as despesas conforme a entrada e saída de dinheiro, 
OU você utiliza o regime de competência e reconhece as receitas e as despesas no 
período em que foram geradas. Só lembrando que a Contabilidade, como regra 
geral, utiliza o regime de competência para apuração do resultado.
Imagine que uma empresa tenha realizado algumas transações no mês de 
novembro. Assim, se ela utilizar o regime de caixa, chegará a um valor e, se utilizar 
o regime de competência, chegará a outro, conforme demonstrado no Quadro 1.
FATOS DO MÊS DE 
NOVEMBRO
VALOR (R$)
REGIME DE 
CAIXA (R$)
REGIME DE 
COMPETÊNCIA (R$)
Compra de 
mercadorias à vista
11.000,00 (11.000,00) 
Compra de 
mercadorias a prazo
30.000,00 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
FATOS DO MÊS DE 
NOVEMBRO
VALOR (R$)
REGIME DE 
CAIXA (R$)
REGIME DE 
COMPETÊNCIA (R$)
Venda de mercadorias 
à vista
15.000,00 15.000,00 15.000,00
Venda de mercadorias 
a prazo
22.000,00 22.000,00
Saída de mercadorias 
do estoque em função 
das vendas
18.000,00 (18.000,00)
Pagamento de salário 
referente ao mês de 
outubro
3.500,00 (3.500,00) 
Pagamento de aluguel 
referente ao mês de 
novembro
2.200,00 (2.200,00) (2.200,00)
Recebimento de 
mercadorias vendidas 
em outubro
4.500,00 4.500,00 
Resultado 2.800,00 16.800,00
Quadro 1- Comparação de regime de caixa e regime de competência / Fonte: a autora.
O que você deve prestar atenção é que os fatos são os mesmos, é só você imaginar 
a rotina de uma empresa: a diferença está em reconhecer ou não a receita ou a 
despesa no mês de novembro, que é o período observado no quadro.
Dessa forma, pelo regime de caixa, os fatos que provocaram saída de dinheiro 
no mês de novembro — compra de mercadorias à vista, pagamento de salário e 
pagamento de aluguel — foram reconhecidos como despesa do período, assim 
como os fatos que provocaram entrada de dinheiro no mês de novembro — 
vendas à vista e recebimento de vendas — foram reconhecidos como receita do 
período, gerando um resultado de R$ 2.800,00.
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Por outro lado, pelo regime de competência, os fatos que geraram receita 
no mês de novembro — vendas à vista e vendas a prazo — foram reconhe-
cidos como receita do período, assim como os fatos que geraram despesa 
no mês de novembro — saída de mercadorias do estoque e aluguel do mês 
de novembro — foram registrados como despesa do período, gerando um 
resultado de R$ 16.800,00.
E a compra de mercadorias a prazo? Por que não foi registrada em ne-
nhum regime? Como foi a prazo, não é uma despesa no regime de caixa e, 
como foi uma compra de mercadoria e não a saída (sacrifício), não representa 
uma despesa para o regime de competência.
Quer compreender melhor o reconhecimento dos fatos 
pelo regime de caixa e pelo regime de competência? Então, 
acompanhe o podcast que traz maiores detalhes sobre o ex-
emplo apresentado no Quadro 1, além de outros exemplos. 
Ouça o podcast no seu ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
Além de apresentar o desempenho da entidade de forma mais coerente, o regime de 
competência também permite maior uniformidade na apura-
ção do resultado, principalmente, em situações de despesas 
antecipadas. Como exemplo, podemos observar os seguros: 
é comum a empresa pagar pelo seguro antecipadamente e 
usufruir dos seus benefícios em períodos 
futuros. Imagine que uma empresa tenha 
contratado um seguro para o seu prédio 
industrial no mês de janeiro. Para tanto, 
ela pagou, à vista, o valor de R $12.000,00. 
Esse seguro, por sua vez, terá vigência 
de seis meses. Dessa forma, o registro 
da despesa com seguro será efetuado 
da seguinte forma em cada regime:
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https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/19870
TEMA DE APRENDIZAGEM 7
REGIMES JAN. MAR. ABR. MAIO JUN. JUL.
Caixa 12.000,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Compe-
tência
2.000,00 2.000,00 2.000,00 2.000,00 2.000,00 2.000,00
Quadro 2 - Reconhecimento da despesa com seguro pelo regime de caixa e pelo regime de competência 
Fonte: a autora.
Perceba que, no regime de 
caixa, toda a despesa com 
seguro foi reconhecida no 
mês de janeiro, o que im-
pacta de forma significativa 
na apuração do resultado 
nesse mês. Por outro lado, 
pelo regime de competên-
cia, a despesa com seguros 
é apropriada ao longo do 
seu período de vigência, 
uma vez que o fato gerador 
da despesa é a sua utiliza-
ção.
Agora que você sabe o que é receita e despesa e compreende a diferença entre 
regime de caixa e regime de competência, conheceremos a ESTRUTURA DA 
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO. Além de utilizar 
o regime de competência para evidenciar o desempenho da entidade, a DRE se-
gue toda uma organização que permite ao usuário identificar uma série de in-
formações sobre como a entidade alcançou determinado resultado no período. 
Da mesma maneira que, no balanço patrimonial, os elementos são agrupados de 
forma específica, na DRE, as receitas e despesas também o são, assim temos uma 
estrutura a ser seguida. De qualquer forma, caso a entidade necessite, o nível de 
detalhamento das contas contábeis pode ser ampliado.A seguir, estão as descrições 
dos principais grupos de receitas e despesas que compõem a estrutura da DRE.
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Receita operacional bruta: corresponde às receitas geradas pela ativi-
dade principal da entidade em seu valor bruto. São divididas em: vendas de 
produtos, vendas de mercadorias e prestação de serviços.
Deduções da receita bruta: correspondeàs despesas que estão intima-
mente ligadas às receitas brutas. Dizemos que são despesas que só são geradas 
se houver receita. Existem três tipos de deduções:
 ■ Devoluções de vendas: são mercadorias ou produtos devolvidos pe-
los clientes.
 ■ Abatimentos: são descontos concedidos no ato da venda, como o 
desconto por pagamento à vista.
 ■ Impostos sobre vendas: são os impostos gerados no momento da 
venda ou prestação de serviços; variam, proporcionalmente, à venda. 
Exemplos: Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto 
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre 
Serviços (ISS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição 
para Financiamento da Seguridade Social (COFINS).
Custo das vendas: corresponde ao custo necessário para vender o produto, 
a mercadoria ou para realizar o serviço. Dependendo do ramo de atividade, 
existe a nomenclatura específica:
 ■ Custo dos produtos vendidos (CPV): utilizado por empresas indus-
triais, compõe todos os gastos da fabricação (produção) do produto, 
como matéria-prima, mão de obra, energia elétrica, manutenção, em-
balagem etc.
 ■ Custo das mercadorias vendidas (CMV): utilizado por empresas 
comerciais, corresponde ao valor das mercadorias que saem do esto-
que em função da venda.
 ■ Custo dos serviços prestados (CSP): utilizado por empresas presta-
doras de serviços, compõe todos os custos incorridos para a realização 
dos serviços, como mão de obra e materiais.
Despesas operacionais: são despesas geradas pela operacionalização da 
empresa, mas que não se enquadram como custo das vendas. Os principais 
grupos de despesas operacionais são:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
 ■ Despesas com vendas: são despesas geradas pelo processo de vendas, 
como salário dos vendedores, comissões sobre vendas, gastos com publi-
cidade e propaganda, provisão para devedores duvidosos etc.
 ■ Despesas gerais e administrativas: são despesas geradas pela necessida-
de de administrar (dirigir) a empresa. Exemplo: salários e encargos sociais 
do pessoal administrativo, aluguel de escritório, materiais de escritório, 
seguro da área administrativa, depreciação de móveis e utensílios etc.
Despesas financeiras: são despesas decorrentes da remuneração de capitais de 
terceiros, como juros pagos ou incorridos, despesas bancárias, correção monetá-
ria de empréstimos, descontos concedidos, juros de mora pagos etc.
Receitas financeiras: são receitas decorrentes do fornecimento de capital 
a terceiros, como juros de aplicações financeiras, juros de mora recebidos, des-
contos obtidos etc.
Tributos sobre o lucro: corresponde aos valores de Imposto de Renda e 
Contribuição Social calculados sobre o lucro líquido do período de acordo com 
as regras fiscais.
Despesas não operacionais: são as despesas provenientes de transações 
alheias à atividade operacional da empresa, como a perda ocorrida na venda de 
um ativo imobilizado.
Receitas não operacionais: são as receitas provenientes de transações 
alheias à atividade operacional da empresa, como o ganho decorrente da venda 
de um ativo imobilizado.
Em seu artigo 176, a Lei 6.404/76, Lei das Sociedades Anônimas (BRASIL, 1976), 
obriga a elaboração e publicação da Demonstração do Resultado do Exercício 
ao final de cada exercício social, devendo apresentar os valores correspondentes 
ao período anterior para fins de comparação. Em seu artigo 177, a lei também 
determina a adesão aos princípios de Contabilidade, mencionando a necessidade 
de registro segundo o regime de competência. Mesmo sem a obrigatoriedade 
de publicação, todas as empresas devem elaborar, anualmente, a sua DRE, mas, 
por uma questão de auxílio à gestão, é comum as empresas elaborarem a DRE 
mensalmente. A NBC TG 26 (R5) — Apresentação das Demonstrações Contá-
beis (CFC, 2017) define duas formas de apresentação das receitas e despesas pela 
DRE: uma baseada na natureza da despesa e outra baseada na função da despesa.
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Independente do modelo utilizado ou do nível de detalhamento das 
contas, a DRE sempre se inicia com a receita operacional bruta, que evi-
dencia a receita que a empresa obteve em sua atividade principal, e, desta 
receita, deduzem-se as despesas incorridas no período. De qualquer forma, 
a estrutura da DRE deve possibilitar ao usuário da informação obter dados 
que retratam o desempenho da entidade. Assim, o modelo apresentado no 
Quadro 6 é um bom exemplo de como a DRE pode ser estruturada.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
PERÍODO DE …/…/…. A …/…/….
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
 Venda de produtos
 Venda de mercadorias
 Prestação de serviços
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
 Devoluções de vendas
 Abatimentos
 Impostos e contribuições incidentes sobre vendas
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA
(-) CUSTO DAS VENDAS
 Custo dos produtos vendidos
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
 Custo das mercadorias vendidas
 Custo dos serviços prestados
(=) LUCRO BRUTO
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
 Despesas com vendas
 Despesas gerais e administrativas
(=) LUCRO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO
(-) DESPESAS FINANCEIRAS
(+) RECEITAS FINANCEIRAS
(=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO
(-) TRIBUTOS SOBRE O LUCRO
 Imposto de renda
 Contribuição social sobre o lucro líquido
(=) RESULTADO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS
(-) DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
(+) RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
Quadro 3 - Modelo de Demonstração do Resultado do Exercício / Fonte: adaptado de Gelbcke et al. (2021).
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Os sinais que aparecem na DRE representam: despesas (sinal de menos), recei-
tas (sinal de mais) e subtotais (sinal de igual). Esses subtotais são calculados da 
seguinte maneira:
 ■ Receita operacional líquida: corresponde ao valor da receita operacio-
nal bruta menos as deduções da receita bruta. Muitas empresas publicam 
sua DRE a partir da receita operacional líquida.
 ■ Lucro bruto — também denominado resultado bruto ou margem 
bruta: corresponde ao valor da receita operacional líquida menos o custo 
das vendas.
 ■ Lucro antes do resultado financeiro: corresponde ao valor do lucro 
bruto menos as despesas operacionais.
 ■ Resultado antes dos tributos sobre o lucro: corresponde ao valor do 
lucro antes do resultado financeiro menos as despesas financeiras e mais 
as receitas financeiras.
 ■ Resultado das operações continuadas: corresponde ao valor do lucro 
antes dos tributos sobre o lucro menos os tributos incidentes sobre o lucro.
 ■ Resultado líquido do exercício: corresponde ao valor do resultado das 
operações continuadas menos as despesas não operacionais e mais as 
receitas não operacionais.
Esses subtotais são calculados de forma a permitir que os usuários da informação 
contábil identifiquem pontos importantes sobre como a entidade alcançou o 
resultado apresentado. De acordo com Nascimento (2019), esses subtotais evi- 
denciam quatro aspectos importantes:
 ■ Negócio principal da empresa: o desempenho da atividade principal da 
empresa pode ser visto no lucro bruto, afinal ele se refere à receita bruta da 
entidade menos todos os gastos relacionados a essa receita — impostos, 
abatimento, devoluções e custo das vendas ou prestação de serviços. O 
ideal é que a atividade principal da empresa gere resultado suficiente para 
cobrir os demais gastos necessários para a sua operação.
 ■ Estrutura que dá suporte à empresa: toda empresa, não importa o 
ramo de atividade, necessita de uma estrutura que dê suporte para realizar 
suas atividades. A estrutura de vendas é importante para que a empresa 
consiga comercializar seus produtos e serviços. A estrutura administra-
tiva é importante para sua organização e gestão. Assim, o lucro antes do 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
resultado financeiro demonstra se a empresa é eficiente em sua operacio-
nalização como um todo, e não apenas na sua atividade principal.
 ■ Política da empresa em sua gestão financeira: é comum as empresas 
pagarem juros pela utilização de capital de terceiros(ex.: empréstimo), 
assim como receberem juros por terceiros utilizarem seu capital (ex.: apli-
cação financeira). Dessa forma, o lucro antes dos tributos sobre o lucro 
evidencia o impacto que a política da empresa quanto à utilização ou ao 
fornecimento de capital financeiro causa no resultado.
 ■ Operações de descontinuidade que afetam o resultado da empresa: 
as receitas e despesas não operacionais representam transações incomuns 
à rotina da empresa. Assim, o registro delas separadamente permite ao 
usuário da informação contábil identificar o resultado das operações con-
tinuadas, o qual serve de base para projeções futuras, e o resultado líquido 
do exercício, do qual não se pode esperar que as operações descontinua-
das voltem a se repetir facilmente.
Agora que você conhece a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício 
e sabe que é possível extrair informações dela, praticaremos esse conhecimento 
e analisaremos um exemplo.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DA EMPRESA M & F LTDA.
PERÍODO DE 01/05/20XX A 31/05/20XX
 Em R$
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
 Venda de mercadorias 350.000,00
 Prestação de serviços 720.000,00
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DA EMPRESA M & F LTDA.
PERÍODO DE 01/05/20XX A 31/05/20XX
 Abatimentos (70.000,00)
 Tributos sobre vendas (250.000,00)
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 750.000,00
(-) CUSTO DAS VENDAS
 Custo das mercadorias vendidas (120.000,00)
Custo dos serviços prestados (240.000,00)
(=) LUCRO BRUTO 390.000,00
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
 Despesas com vendas (25.000,00)
 Despesas gerais e administrativas (70.000,00)
(=) LUCRO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 295.000,00
(-) DESPESAS FINANCEIRAS
 Descontos concedidos (4.000,00)
 Juros de mora pago (18.000,00)
(+) RECEITAS FINANCEIRAS
 Juros sobre aplicação financeira 2.000,00
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DA EMPRESA M & F LTDA.
PERÍODO DE 01/05/20XX A 31/05/20XX
(=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO 275.000,00
(-) TRIBUTOS SOBRE O LUCRO
 Imposto de Renda (IR) (35.000,00)
 Contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) (18.000,00)
(=) RESULTADO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS 222.000,00
(-) DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
 Perda na venda de imobilizado (90.000,00)
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 132.000,00
Quadro 4 - Demonstração do Resultado do Exercício da Empresa M & F Ltda. / Fonte: a autora.
Vamos lá! Primeiramente, repare que a DRE se refere à apuração de resultado de 
um único mês: maio de 20XX — representa um ano qualquer. O acompanhamen-
to mensal possibilita uma gestão mais ativa, não sendo necessário esperar fina-
lizar o ano para identificar pontos positivos e pontos que precisam de melhoria.
O exemplo apresentado no Quadro 4 se refere a uma empresa que vende 
mercadorias, mas que também presta serviços, na verdade, sua maior fonte de 
receita é a prestação de serviços. No período analisado, não houve devolução de 
mercadorias, o que é algo muito positivo para uma empresa, significa que seus 
produtos agradam os clientes. Como é uma empresa que atua em dois ramos 
de atividade, o custo das vendas se divide em custo das mercadorias vendidas 
e custo dos serviços prestados. Com isso, o negócio principal da empresa M&F 
gerou um lucro bruto de R$ 390.000,00, o que é positivo, mas, para se dizer que 
é um bom resultado, seria necessário analisar outras empresas do mesmo ramo 
e do mesmo porte, afinal R$ 390.000,00 pode ser um resultado excelente, assim 
como também pode representar um péssimo resultado.
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No período apurado, a estrutura que dá suporte à empresa gerou uma despesa 
de R $95.000,00 (R $25.000,00 + R $70.000,00), que foi facilmente coberta pelo 
lucro bruto. Isso significa que o negócio principal da empresa consegue manter 
sua estrutura administrativa e ainda gerar um lucro antes do resultado financeiro 
de R $295.000,00. Além dos abatimentos (deduções da receita), a empresa con-
cede desconto no valor de R $4.000,00. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
Contudo, qual é a diferença entre esse desconto e os abatimentos? 
Os abatimentos são descontos concedidos para incentivar a venda, como 
o desconto pelo pagamento à vista; já os descontos concedidos são feitos após a 
venda, podem ocorrer, por exemplo, quando o cliente paga a empresa antes do 
prazo estabelecido.
Além dos descontos concedidos, a empresa teve uma despesa financeira com 
juros de mora no valor de R $18.000,00. Por algum descuido ou por falta de dinheiro, 
a empresa acabou atrasando o pagamento de alguma dívida, o que teve um impacto 
significativo no resultado, e isso é um ponto negativo para a empresa. Em sua política 
de gestão financeira, vemos que a empresa teve muito mais despesas com a utilização 
de capital de terceiros do que ganho com o fornecimento de capital, o que gerou um 
resultado antes dos tributos sobre o lucro de R$ 275.000,00, R$ 20.000,00 a menos 
do que o resultado anterior — resultado antes do resultado financeiro.
Após os tributos sobre o lucro, a empresa apurou um resultado das operações 
continuadas no valor de R $222.000,00. O valor dos tributos é determinado pela 
legislação fiscal, mas os gestores devem estar atentos às possibilidades, pois é 
possível pagar menos tributos de forma lícita, mas, para isso, a empresa precisa 
ter uma boa gestão tributária.
Por fim, a empresa teve uma despesa bastante significativa. Ao vender um 
imobilizado, que pode ser um equipamento, um imóvel, um veículo, ela teve uma 
perda de R $90.000,00, o que reduziu significativamente seu resultado líquido. 
Contudo, como essa despesa é esporádica, provavelmente, nos próximos perío-
dos, o resultado será maior.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Ufa! Quantas informações conse-
guimos obter por meio da DRE, não 
é mesmo?! Garanto que é possível 
esmiuçar ainda mais essa demons-
tração: calcular o quanto cada con-
ta corresponde ao valor da receita, 
identificar a despesa mais significa-
tiva, fazer projeções para o próximo 
período — desconsiderando recei-
tas/despesas não operacionais —, 
entre outros dados.
A Demonstração do Resultado do Exercício em conjunto com o balanço pa-
trimonial permitem obter uma visão geral sobre a situação econômica, financeira 
e patrimonial da entidade, por isso, são consideradas como as demonstrações 
mais importantes para o mundo dos negócios.
Manual de Contabilidade Básica: Contabilidade intro-
dutória e intermediária
Editora: Atlas
Autor: Clóvis Luís Padoveze
Sinopse: O livro está dividido em três partes. A Parte I apre-
senta os conceitos básicos, a estrutura e a metodologia op-
eracional da Contabilidade. A Parte II apresenta exame de 
todos os grupos do balanço patrimonial, incluindo estudos 
específicos das principais contas das Demonstrações Fi-
nanceiras. A Parte III está reservada para a apresentação das 
Demonstrações Financeiras Básicas e das Demonstrações 
Financeiras Complementares.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Agora é a sua vez de“ler” a Demonstração do Resultado do Exercício. Assim 
como fizemos com a DRE da empresa M & F Ltda., apresentada no Quadro 
4, convido-lhe a auxiliar o João a analisar a DRE da empresa Estilo Ltda. re-
ferente ao ano de 2011.
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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DA EMPRESA ESTILO LTDA.
PERÍODO DE 01/01/20X1 A 31/12/20X1
 Em R$
RECEITA OPERACIONAL BRUTA
 Venda de mercadorias 980.000,00
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
 Devolução de vendas (10.000,00)
 Abatimentos sobre vendas (30.000,00)
 Tributos sobre vendas (125.000,00)
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 815.000,00
(-) CUSTO DAS VENDAS
 Custos das mercadorias vendidas (486.000,00)
(=) LUCRO BRUTO 329.000,00
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas com vendas (50.000,00)
 Despesas gerais e administrativas (70.000,00)
(=) LUCRO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 209.000,00
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DA EMPRESA ESTILO LTDA.
PERÍODO DE 01/01/20X1 A 31/12/20X1
(-) DESPESAS FINANCEIRASJuros sobre empréstimos bancários (1.000,00)
(+) RECEITAS FINANCEIRAS
 Descontos financeiros obtidos 2.000,00
(=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO 210.000,00
(-) TRIBUTOS SOBRE O LUCRO
 Imposto de Renda (IR) (10.000,00)
 Contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) (8.000,00)
(=) RESULTADO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS 192.000,00
(-) DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
 Perda na venda de imobilizado (3.000,00)
(+) RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
 Ganho na venda de imobilizado 1.000,00
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 190.000,00
Quadro 5 - Demonstração do Resultado do Exercício da empresa Estilo Ltda. / Fonte: a autora.
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Com base na demonstração apresentada, analise os seguintes pontos sobre o 
desempenho da empresa Estilo Ltda:
 ■ Negócio principal da empresa.
 ■ Estrutura que dá suporte à empresa.
 ■ Política da empresa em sua gestão financeira.
 ■ Operações de descontinuidade que afetam o resultado da empresa
NOVOS DESAFIOS
Mas não se acanhe, é possível ir além desses pontos e descobrir outros aspectos 
relevantes sobre o desempenho da nossa empresa modelo.
Neste tema, você aprendeu sobre estrutura da demonstração e resultado 
do exercício. 
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VAMOS PRATICAR
1. A empresa Vende Bem S.A. atua na venda de tubulações industriais a mais de 30 anos. 
Nesse período, ela conseguiu se consolidar no mercado e, hoje, possui 10 filiais es-
palhadas por todo o Brasil. Ao longo dos anos, os resultados positivos (lucros) fo ram 
utilizados para ampliação do negócio e, também, para investimentos financeiros, tendo 
em vista que a diversidade de investimentos possibilita a sustentabilidade da empresa. 
Dessa forma, no ano de 20X1, a empresa gerou receita da seguinte forma: 
Venda de produtos: R$ 1.680.500,00. 
Juros sobre aplicações financeiras: R$ 390.400,00.
Considerando a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício, a venda de pro-
dutos e os juros sobre aplicações financeiras devem ser reconhecidos, respec tivamente, 
como: 
f) Receita operacional bruta e receitas financeiras. 
g) Receita operacional bruta e dedução da receita bruta. 
h) Receita não operacional e receitas financeiras. 
i) Receita não operacional e dedução da receita bruta. 
j) Receitas financeiras e dedução da receita bruta. 
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MINHAS ANOTAÇÕES
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MINHAS METAS
CONTABILIDADE POR BALANÇOS 
SUCESSIVOS I
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Patrimônio da Entidade
Partidas Dobradas
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8
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INICIE SUA JORNADA
Olá, caro(a) estudante! Neste tema de aprendizagem você terá a oportunidade 
de compreender como os fatos contábeis impactam o patrimônio da entidade. 
Lembra que a sistematização do patrimônio gera um equilíbrio entre ativo e 
passivo mais o patrimônio líquido? Então, não importa qual fato a Contabi-
lidade registra, esse equilíbrio é sempre mantido em função do Método das 
Partidas Dobradas. Aqui nós conheceremos a funcionalidade desse método 
por meio dos balanços sucessivos, que são uma forma didática que auxilia a 
compreender como os registros contábeis conseguem manter o equilíbrio 
patrimonial. Bons estudos!
Para abrir a empresa, João e seus colegas procuraram um escritório de 
Contabilidade que foi muito bem recomendado. O contador explicou sobre 
os diferentes tipos de regime tributário e orientou a adoção do mais adequado 
para a loja de João. Esclareceu, também, sobre a necessidade de documenta-
ção fiscal de todos os fatos que ocorrerem na empresa. Após a abertura da 
empresa, que recebeu o nome de Estilo, o contador acompanhou de perto as 
transações da empresa, sempre orientando João no que ele precisava.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
João está muito contente por ter aprendido a “ler” o balanço patrimonial e a 
Demonstração do Resultado. Agora, antes de tomar as suas decisões, ele ana-
lisa a situação econômica, financeira e patrimonial da empresa por meio das 
demonstrações contábeis, o que traz maior segurança e melhora seu desem-
penho na gestão da empresa Estilo. Contudo, João recebe as demonstrações 
mensalmente, e nós sabemos que, em uma loja de roupas, assim como a Estilo, 
são realizadas diversas transações diariamente: compra, venda, pagamento, 
recebimento etc. Por esse motivo, João deseja aprofundar seus conhecimentos 
sobre a Contabilidade e compreender algumas questões. Convido-lhe a des-
cobrir as respostas para essas perguntas, assim você e João estarão preparados 
para utilizar a Contabilidade a seu favor.“Bora lá?!
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
A importância de conhecer como a Contabilidade acompanha e registra todos os 
fatos contábeis se dá pelo caráter informativo das demonstrações. Como disse a 
novelista Josephine Tey,“a verdade não está nas histórias, mas nos livros de Con-
tabilidade” (HENDRIKSEN; BREDA, 2012, p. 39). Isso significa que os registros 
contábeis são muito mais do que o preenchimento de dados em um programa: 
eles representam os acontecimentos ocorridos no dia a dia da entidade, ou seja, eles 
contam a história da entidade. Contudo, para que se possa enxergar essa história, 
assim como para que se saiba contar essa história por meio das demonstrações, é 
preciso compreender como o patrimônio é impactado pelos fatos contábeis.
Lembra-se do balanço patrimonial que João recebeu do contador após o 
encerramento do primeiro período contábil? Então, foi este aqui:
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
ATIVO Em R$ PASSIVO Em R$
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Disponível Fornecedores
Caixa 15.000,00 Fornecedor X 75.000,00
Banco A 203.000,00 Salários e encargos sociais
VOCÊ SABE RESPONDER?
• Todas as decisões que eu tomo impactam no patrimônio da minha em-
presa? E como impactam?
• Por que, mesmo após realizar centenas de transações em um mês, o 
balanço permanece em equilíbrio?
• Os fatos que impactam o patrimônio também impactam o resultado da 
minha empresa?
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Créditos Salários a pagar 15.000,00
Duplicatas a receber 62.000,00 Férias a pagar 3.000,00
Estoque Obrigações fiscais
Mercadorias 388.000,00
Impostos a 
recolher
16.000,00
Materiais de consumo 8.000,00 Obrigações financeiras
ATIVO NÃO CIRCULANTE
Empréstimos e 
finanças.
35.000,00
Imobilizado PASSIVO NÃO CIRCULANTE
Máquinas e equipamentos 15.000,00 Obrigações financeiras
Móveis e utensílios 205.000,00
Empréstimos e 
finanças.
17.000,00
(-) Depreciação acumulada (20.000,00) PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Intangível Capital Social
Ponto comercial 75.000,00
Capital 
subscrito
600.000,00
Lucros ou prejuízos acumulados
Lucro do 
exercício
190.000,00
TOTAL DO ATIVO 951 000,00
TOTAL DO 
PASSIVO + PL
951 000,00
Quadro 1 - Balanço patrimonial da empresa Estilo / Fonte: a autora.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Como você pôde observar, o balanço apresenta os dados da empresa Estilo no 
dia 31 de dezembro de 2011, ou seja, nesta data, eram esses os elementos patri-
moniais que a empresa possuía. Entretanto, logo na primeira semana de 20X2, 
ocorreram os seguintes fatos:
 ■ Pagamento da dívida com salários por meio de transferência bancária.
 ■ Recebimento de clientes no valor de R $15.000,00 em dinheiro.
Não sei se você reparou, 
mas, inicialmente, estu-
damos as demonstrações 
contábeis — balanço 
patrimonial e DRE — e, 
somente agora, conhece-
remos como são feitos os 
registros contábeis que 
dão origem a tais de-
monstrações. Parece que 
começamos de trás para 
frente, não é mesmo? Na 
verdade, seguimos a metodologia proposta pela escola americana — também 
conhecida como norte-americana — para o ensino da Contabilidade.
Na verdade, conforme a opinião de alguns autores de livros sobre Contabili-
dade, há duas escolas distintas no ensino da matéria:
 “ Escola italiana: parte dos lançamentos contábeis (escrituração) para, no final, chegar às demonstrações financeiras. Escola ameri-cana: parte de uma visão conjunta das demonstrações financeiras, 
principalmenteo Balanço Patrimonial, para, em seguida, estudar 
os lançamentos contábeis (escrituração) que deram origem a essas 
demonstrações - MARION, 2018, p. 126
A justificativa é que o(a) estudante tem maior facilidade para compreender o 
lançamento contábil quando consegue enxergar o que o fato provoca de alteração 
nos elementos patrimoniais e no resultado. Para isso, é necessário, primeiramente, 
estudar tais elementos, assim como fizemos.
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Tudo aquilo que observamos na estrutura do balanço patrimonial e da Demons-
tração do Resultado da empresa de João, a loja Estilo, na verdade, é decorrente do 
registro de todas as transações que aconteceram na entidade até aquele momento; 
ou seja, desde a constituição, todos os fatos contábeis são registrados e, após um 
período — que pode ser mensal, semestral, anual etc. —, o(a) contador(a) faz o 
levantamento das demonstrações.
Figura 1 - Escrituração contábil segundo a escola americana / Fonte: Marion (2018, p. 126).
Descrição da Imagem: a figura apresenta dois passos da escrituração contábil. Inicia-se do lado esquerdo: o 
título do primeiro passo é “1. Relatórios contábeis”; abaixo, há duas tabelas em branco: uma com o título BP, de 
balanço patrimonial, outra com DRE, de Demonstração do Resultado do Exercício. Ao lado do primeiro passo e das 
tabelas, há duas setas apontadas para a direita, onde está o segundo passo, que tem como título “2. Escrituração 
contábil”, abaixo, há dois desenhos representando livros de registros contábeis.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Para efetuar os registros contábeis, é indispensável a utilização do PLANO DE 
CONTAS, que, por sua vez, corresponde ao agrupamento ordenado de todas 
as contas contábeis utilizadas por uma entidade (MARION, 2018). O plano de 
contas traz uniformidade aos registros, uma vez que a movimentação de um 
determinado elemento deve ser sempre registrada na mesma conta contábil. 
Por exemplo, imagine que uma empresa tenha adquirido materiais de escri-
tório, como canetas e papéis, e registrado essa compra na conta “materiais de 
expediente”. No mês seguinte, a empresa comprou novamente canetas e papéis, 
essa nova compra deve ser registrada na mesma conta contábil, já que se refere 
ao mesmo tipo de elemento; não se deve, por exemplo, registrar a nova compra 
na conta “materiais de uso e consumo” ou“materiais de escritório”. 
Se, a cada transação que envolva um mesmo tipo de elemento, a Contabi-
lidade registrar em contas distintas, quando o usuário for analisar a demons-
tração, ele não conseguirá identificar corretamente a situação patrimonial da 
entidade. É importante esclarecer que cada empresa deve ter seu próprio plano 
de contas, o qual atende às suas particularidades: não faz sentido uma em-
presa comercial ter, em seu plano de contas, a conta contábil “matéria-prima”, 
afinal esse tipo de empresa compra a mercadoria já pronta e a revende. Por 
outro lado, essa conta contábil atende perfeitamente a realidade de empresas 
industriais, as quais transformam matéria-prima em produto acabado. Assim, 
antes mesmo de iniciar as operações, o(a) contador(a) deve definir o plano de 
contas ideal para a empresa. Uma vez definido, deve segui-lo de forma a dar 
uniformidade aos registros contábeis.
Uma vez estruturado o plano de contas a ser utilizado pela empresa, é 
possível alterar alguma conta contábil — incluir, excluir, renomear etc. — ou a 
lista deve permanecer inalterada para sempre?
PENSANDO JUNTOS
Estudar o plano de contas também é tarefa indispensável para quem quer 
compreender o processo de registro contábil, afinal o registro nada mais é 
do que a evidenciação das alterações que os fatos contábeis provocam nos 
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elementos patrimoniais. Assim, não é possível efetuar o registro sem conhe-
cer as contas contábeis que representam tais elementos. Por esse motivo, 
no final deste livro, encontra-se, como ANEXO A, um modelo de plano de 
contas que utilizaremos para efetuar os registros contábeis neste material. 
Ele pode ser utilizado por qualquer tipo de empresa: comercial, industrial 
ou prestadora de serviços, desde que contemple os elementos existentes na 
entidade, contudo ter um plano de contas exclusivo para cada empresa é, 
sem dúvida, o ideal. Observe o plano de contas em anexo e, então, você po-
derá perceber que cada conta contábil possui um código — normalmente, 
utilizado para parametrizar os softwares — e uma descrição. Esses códigos 
são divididos em três grupos: 1 para ativo, 2 para passivo e 3 para contas de 
resultado (receitas e despesas). Perceba que não há um código exclusivo para 
as contas do patrimônio líquido, porque este é considerado um subgrupo do 
passivo. Esses grupos, por sua vez, são detalhados até chegar a conta contábil 
analítica, a qual, efetivamente, recebe o lançamento:
CÓDIGO CONTA CONTÁBIL CLASSIFICAÇÃO
1 ATIVO Conta sintética
1.01 ATIVO CIRCULANTE Conta sintética
1.01.01 CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA Conta sintética
1.01.01.01 CAIXA E FUNDO FIXO Conta sintética
1.01.01.01.001 CAIXA Conta analítica
1.01.01.01.002 FUNDO FIXO Conta analítica
Quadro 2 - Exemplo de contas analíticas e contas sintéticas / Fonte: a autora.
Dessa forma, as contas sintéticas evidenciam a soma das contas analíticas. Com 
base no Quadro 2, a conta sintética “caixa e fundo fixo” evidenciará a somatória 
das contas analíticas “caixa” e “fundo fixo”.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
As contas dos grupos 1 e 2 são denominadas contas patrimoniais, assim são 
utilizadas para a elaboração do balanço patrimonial. Já as contas do grupo 3 são 
denominadas contas de resultado e, por isso, são utilizadas para a elaboração da 
Demonstração do Resultado. Uma vez conhecidas as contas contábeis, o processo 
de registro pode ser ordenado em quatro passos. 
Para efetuar o registro contábil de um fato, é necessário passar por um proces-
so que envolve, basicamente, quatro passos ordenados, conforme vemos a seguir:
1º PASSO
Identificar o fato: se é uma compra, uma venda, um pagamento etc, e suas par-
ticularidades, ou seja, se foi à vista ou a prazo, entre outros detalhes. 
2º PASSO 
Interpretar o que o fato provocou nos elementos patrimoniais ou de resultado: se 
provocou aumento ou diminuição. 
3º PASSO 
Encontrar as contas contábeis que representam os elementos afetados. 
4º PASSO 
Registrar nas referidas contas as variações em valor monetário provocadas pelo 
fato ocorrido.
As demonstrações divulgadas pelas empresas, como as de capital aberto, 
que são obrigadas a tornarem públicas suas demonstrações, normalmente, 
não evidenciam os dados a nível de contas analíticas.
ZOOM NO CONHECIMENTO
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Como já abordado neste material, a base dos registros contábeis é o Método das 
Partidas Dobradas. Não é à toa que o frei Luca Pacioli, que foi o primeiro a publicar 
o método, ficou conhecido como o “pai da Contabilidade”. O Método das Partidas 
Dobradas estabelece que:
Para cada causa, existe um efeito.
Para cada origem, existe uma aplicação.
Para cada débito, existe um crédito.
É justamente por essa relação de causa e efeito, origem e aplicação, débito e crédito 
que o balanço sempre se mantém em equilíbrio. A ideia é que o registro contábil não 
deve evidenciar somente o recurso financeiro, mas, sim, contar como tal recurso foi 
adquirido. É por isso que todo registro contábil envolve, no mínimo, duas contas 
contábeis. Tudo isso ficará mais claro com os exemplos apresentados mais adiante.
Você deve ter ouvido dizer que o débito e o crédito da Contabilidade são o con-
trário do débito e crédito do extrato bancário. Na verdade, não se trata de uma ques-
tão de oposição: na Contabilidade, a palavra débito também se refere àquilo que se 
deve, assim como a palavra crédito se refere àquilo que se tem a haver, a diferença está 
na interpretação de quem deve e de quem tem a haver. O mecanismo de débito e cré-
dito é aplicado pela Contabilidade segundo a teoria personalista das contas. Segundo 
ela, cada conta contábil possui personalidadeprópria, e a interação entre a conta e a 
empresa, que também possui personalidade própria, dá origem aos débitos e créditos.
É em função dessa teoria que as contas do ativo têm natureza devedora e as con-
tas do passivo e patrimônio líquido têm natureza credora, assim como as contas de 
receita têm natureza credora e as de despesa têm natureza devedora.
GRUPO DE CONTAS NATUREZA
Ativo Devedora
Passivo e PL Credora
Receita Credora
Despesa Devedora
Quadro 3 - Natureza dos grupos de contas contábeis / Fonte: a autora.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Para entender melhor a natureza das contas, observe a Figura 2:
Figura 2 - Natureza das contas contábeis / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a figura apresenta um processo. No centro, há uma tabela representando o balanço patri-
monial: do lado direito, no ativo, está a conta caixa e, do lado esquerdo, no passivo + PL, estão as contas Capital 
Social e Resultado. Do lado da coluna do passivo + PL, há a figura de uma mulher vestindo roupa social. Acima 
da coluna do passivo + PL, há uma seta para cima apontando a figura de uma empresa; ao lado dessa seta, está 
a letra C, representando crédito. Abaixo da imagem da empresa, existe uma outra seta que sai da empresa em 
direção à coluna do ativo; ao lado desta seta, está a letra D, representando débito. Ao lado da coluna do ativo, 
há uma imagem de dinheiro. Do lado esquerdo da coluna do passivo + PL, há a imagem de um cifrão ($); abaixo, 
estão as palavras “Receita (C)” e “Despesa (D)”; destas palavras, sai uma seta apontando para a conta resultado.
Para entender a figura e compreender a natureza das contas, imagine a cons-
tituição de uma empresa: para dar início às atividades operacionais, os sócios 
investem dinheiro na empresa, o qual é representado pela conta contábil Capital 
Social. Agora, use a sua imaginação e se coloque no lugar dessa conta, afinal, se-
gundo a teoria personalista, cada conta possui sua própria personalidade. Assim, 
você, enquanto conta contábil, fornece dinheiro para a empresa, por isso, você, 
enquanto conta contábil, fica com crédito com a empresa. Assim, como as contas 
do passivo e patrimônio líquido representam fontes de recursos, elas sempre 
ficam com créditos na empresa, daí, então, a sua natureza credora.
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Agora, ainda utilizando a sua imaginação, coloque-se no lugar da conta caixa. 
A empresa recebeu dinheiro dos sócios e aplicou esse recurso em você, enquanto 
conta contábil, assim você fica com um compromisso com a empresa, ou seja, torna-
-se devedor(a). Quando a empresa precisar do dinheiro, você devolverá o recurso a 
ela. Assim, como as contas do ativo representam aplicação de recursos, elas sempre 
ficam devedoras para a empresa, daí, então, a sua natureza devedora. As contas de 
resultado, por sua vez, impactam no patrimônio líquido. Dessa forma, como as 
receitas provocam aumento no patrimônio líquido, elas possuem natureza credora; 
por outro lado, como as despesas diminuem o patrimônio líquido, elas têm natureza 
devedora. Uma vez compreendida a natureza da conta, basta identificar o que o 
fato provocou: aumento ou diminuição, para, então, realizar o lançamento contábil.
ALTERAÇÃO ATIVO (DEVEDORA) PASSIVO + PL (CREDORA)
Aumento Debita Credita
Diminuição Credita Debita
Quadro 4 - Movimentação das contas patrimoniais / Fonte: a autora.
Para entender essa aplicação, utilizaremos o exemplo de uma compra de merca-
dorias a prazo no valor de R $2.000,00. Primeiramente, precisamos entender o 
fato: ao comprar mercadorias, o estoque da empresa aumentou, por outro lado, 
a compra a prazo gerou uma obrigação. Agora, identificamos as contas: merca-
dorias para revenda e fornecedores. Por fim, conciliamos a conta contábil à sua 
movimentação: houve aumento na conta mercadorias e aumento na conta for-
necedores, por isso, a conta contábil mercadorias deverá receber um lançamento 
a débito, e a conta fornecedores, um lançamento a crédito.
ALTERAÇÃO ATIVO (DEVEDORA) PASSIVO + PL (CREDORA)
Aumento Debita Credita
Diminuição Credita Debita
Quadro 5 - Identificação das movimentações das contas contábeis /Fonte: a autora.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Assim, a contabilização desse fato por meio do mecanismo de débito e crédito 
ficaria desta forma:
 ■ Débito: Mercadorias R$ 2.000,00
 ■ Crédito: Fornecedores R$ 2.000,00
Perceba que o valor lançado a débito é igual ao valor lançado a crédito, atendendo à 
determinação do Método das Partidas Dobradas. No exemplo apresentado, houve 
aumento nas duas contas, mas existem fatos que provocam aumento em uma conta 
e diminuição em outra ou, até mesmo, diminuição em duas. De qualquer forma, não 
importa o fato a ser contabilizado, uma vez identificadas as alterações nas contas 
contábeis, basta observar o esquema do Quadro 4 para realizar a contabilização.
Que tal conversarmos um pouco mais sobre o Método das 
Partidas Dobradas? Então, acompanhe-me neste podcast 
e nos aprofundaremos no mundo da Contabilidade. Ouça o 
podcast no seu ambiente virtual de aprendizagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
Na prática, os contadores registram os fatos contábeis por meio do mecanismo 
de débito e crédito, conforme o exemplo apresentado anteriormente. Contudo, 
neste material, utilizaremos o MÉTODO DOS BALANÇOS SUCESSIVOS 
como base para o registro contábil. De acordo com Marion (2018, p. 134),“a 
Contabilidade por balanços sucessivos é bastante simples: a cada operação 
realizada pela empresa faz-se a alteração em um novo balanço”.
Por mais que seja muito didático, essa metodologia é inviável na prática. 
Imagine a loja do João: diariamente, ele faz diversas vendas, paga contas, com-
pra mercadorias, recebe de clientes etc., você já pensou em elaborar um balanço 
após cada um desses fatos? Três contadores não dariam conta, não é verdade?!
Além disso, hoje em dia, a tecnologia está muito acessível, possibilitando 
efetuar os registros de forma síncrona entre os programas. Por exemplo, ao 
emitir o cupom de venda, o sistema automaticamente dá baixa no estoque e 
gera um valor a receber — no caso de venda a prazo. Em muitos casos, o siste-
ma da empresa já está parametrizado com o sistema utilizado pelo contador, 
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https://apigame.unicesumar.edu.br/qrcode/19871
assim este nem precisa lançar todas as notas, simplesmente faz upload dos da-
dos e dá continuidade aos serviços contábeis. Por mais que a tecnologia traga 
agilidade aos registros contábeis, não podemos deixar essa tarefa à sua mercê, 
afinal somente a pessoa pensante é capaz de interpretar com destreza o que o 
fato provocou no patrimônio da entidade: os sistemas simplesmente fazem o 
que são parametrizados para fazer. Dessa forma, é extremamente importante 
conhecer como os fatos contábeis impactam o patrimônio e como a Contabili-
dade faz seus registros, do contrário, se o sistema fizer alguma contabilidade. Se 
você errar, você não conseguirá identificar, e isso pode atrapalhar seu trabalho.
Antes de abordarmos a aplicação do Método das Partidas Dobradas, es-
clarecermos quais são os fatos que devem ser registrados pela Contabilidade. 
Nem tudo o que acontece na empresa, nem todas as decisões tomadas preci-
sam ser registradas. Por isso, existe o conceito de ATOS ADMINISTRATI-
VOS E FATOS ADMINISTRATIVOS.
Os atos administrativos são decisões tomadas pelos gestores da entidade, 
os quais não impactam, a priori, os elementos patrimoniais ou de resultado. 
Quando se decide contratar um funcionário, adquirir um imóvel, firmar uma 
parceria etc., esses fatos, inicialmente, não impactam os elementos: somente 
quando o funcionário for contratado e trabalhar durante um mês é que sur-
girá a obrigação (passivo) de pagar o seu salário; somente quando a docu-
mentação do imóvel estiver pronta, ele representará um bem (ativo) para a 
entidade; e assim por diante. Por outro lado, os fatos administrativos, também 
denominados fatos contábeis, são aqueles que provocam alterações nos ele-
mentos, patrimoniais ou de resultado, comoos pagamentos, recebimentos, 
compras, vendas, entre outros.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Imagine que uma empresa tenha assinado um contrato se comprometendo a 
comprar mercadorias de um fornecedor específico. Esse contrato representa 
apenas um compromisso que em nada interfere nos elementos patrimoniais, 
assim ele é considerado um ato administrativo. Contudo, quando o forne-
cedor emitir a nota fiscal de venda e a empresa receber a mercadoria, nesse 
momento, os elementos patrimoniais são impactados: gera-se um aumento 
no estoque e um aumento nas obrigações — considerando uma compra a 
prazo —, dessa forma, a emissão da nota fiscal serve de documentação para 
o registro contábil. Agora que você já entendeu a necessidade de se utilizar 
o plano de contas, já compreendeu como funciona, basicamente, o processo 
de registro e já sabe quais fatos devem ser contabilizados, utilizaremos uma 
outra empresa modelo, a empresa Fato a Fato Ltda., para, então, realizarmos 
um EXEMPLO PRÁTICO.
DADOS DA EMPRESA:
Razão social: Fato a Fato Ltda.
Ramo de atividade: comércio de calçados.
Sociedade: quatro sócios com participação de 25% cada.
A empresa Fato a Fato Ltda. foi constituída no dia 01 de setembro de 2011. Nesse 
primeiro mês, ocorreram os seguintes fatos:
Fato 01:
01/09/2011: subscrição do Capital Social no valor de R $800.000,00.
Fato 02:
02/09/2011: integralização de 60% do capital subscrito da seguinte maneira: R 
$30.000,00 em dinheiro, R $260.000,00 em depósito bancário na conta corrente 
da empresa e R $190.000,00 em mesas, cadeiras, armários e outros móveis.
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Fato 03:
02/09/2011: compra de computadores, câmeras de segurança e aparelhos de 
ar-condicionado à vista no valor de R $80.000,00. O pagamento foi feito por 
meio de transferência bancária.
Fato 04:
05/09/2011: compra de calçados a prazo no valor de R $200.000,00, a vencer em 
30 dias.
Fato 05:
06/09/2011: compra de calçados à vista no valor de R $50.000,00. O pagamento 
foi feito por meio de transferência bancária.
Fato 06:
10/09/2011: compra de um veículo no valor de R $32.400,00 por meio de um 
financiamento que será pago em 36 parcelas mensais de R $900,00, sendo que 
16 parcelas vencem no curto prazo e 20 no longo prazo.
Fato 07:
10/09/2011: pagamento de aluguel referente ao mês de setembro no valor de R 
$5.000,00. O pagamento foi efetuado em dinheiro.
Fato 08:
12/09/2011: venda de calçados à vista no valor de R $150.000,00, recebidos em 
dinheiro. O custo dos calçados que saíram do estoque foi de R $70.000,00.
Fato 09:
12/09/2011: depósito de dinheiro na conta corrente bancária no valor de R 
$125.000,00.
Fato 10:
15/09/2011: venda de calçados a prazo no valor de R $200.000,00. O custo dos 
calçados que saíram do estoque foi de R $95.000,00.
Fato 11:
16/09/2011: integralização de 25% do capital subscrito por meio da aquisição de 
calçados.
Fato 12:
20/09/2011: pagamento da primeira parcela do financiamento em dinheiro.
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Fato 13:
21/09/2011: pagamento da dívida com fornecedores por meio de transferência 
bancária. Como o pagamento foi realizado antes do vencimento, o fornecedor 
concede 10% de desconto.
Fato 14:
25/09/2011: recebimento de clientes no valor de R $90.000,00, sendo R 
$18.000,00 em dinheiro e o restante por meio de transferência bancária. 
Fato 15:
28/09/2011: compra de calçados no montante de R $120.000,00, sendo que R 
$40.000,00 foram pagos à vista por meio de transferência bancária e o restante 
ficou para pagamento em 30 dias.
Fato 16:
30/09/2011: reconhecimento da despesa com salário do mês de setembro no 
valor de R $15.000,00, o qual será pago no mês de outubro.
Fato 17:
30/09/2011: reconhecimento da despesa com depreciação dos ativos imobiliza-
dos no montante de R $4.000,00.
Agora que conhecemos os fatos ocorridos no mês de setembro, que representa o 
primeiro passo do processo de contabilização, efetuaremos os outros três passos 
separadamente para cada fato.
Fato 01: 01/09/20X1
Identificação: subscrição do Capital Social no valor de R $800.000,00.
Interpretação: a subscrição corresponde ao compromisso assumido pelos só-
cios ao assinar o contrato social para investir na empresa. Como foi mencionado, 
a subscrição, apenas, significa que o contrato foi assinado, mas os sócios ainda 
não entregaram recursos financeiros para a empresa.
Contas contábeis: a conta que representa os investimentos dos sócios é a de 
Capital Social. A conta que representa o que a empresa tem a receber dos sócios 
referente ao compromisso definido pelo contrato é a capital a integralizar, que é 
uma conta redutora (negativa).
Registro:
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BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
 Passivo não circulante
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
 Capital subscrito 800.000,00
 (-) Capital a integralizar (800.000,00)
TOTAL: 0,00 TOTAL: 0,00
Quadro 6 - Balanço decorrente do Fato 01 / Fonte: a autora.
Perceba que, nesse primeiro balanço, o saldo do patrimônio está zerado. Na verda-
de, nesse momento, a empresa só existe no papel, ainda não movimentou nenhum 
recurso financeiro.
Fato 02: 02/09/20X1
Identificação: integralização de 60% do capital subscrito da seguinte maneira: 
R $30.000,00 em dinheiro, R $260.000,00 em depósito bancário na conta corrente 
da empresa e R $190.000,00 em mesas, cadeiras, armários, estantes e outros móveis.
Interpretação: a integralização corresponde ao fornecimento de recursos fi-
nanceiros dos sócios decorrente do compromisso assumido pelo contrato social. É 
importante entender que o cumprimento desse compromisso em nada interfere no 
Capital Social da empresa, apenas a dívida que os sócios possuíam foi parcialmente 
paga. Com a integralização, a empresa passa a ter saldo de dinheiro em seu caixa, 
saldo em sua conta bancária e mesas, cadeiras, armários, estantes, entre outros.
Contas contábeis: o aumento/surgimento de dinheiro é registrado na conta 
caixa; o aumento/surgimento de saldo na conta corrente é registrado na con-
ta banco A; o aumento/surgimento de mesas, cadeiras, armários, estantes etc. é 
registrado na conta móveis e utensílios; e a diminuição da dívida dos sócios é 
registrado na conta capital a integralizar.
Registro:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 30.000,00 
Banco A 260.000,00 Passivo não circulante
Ativo não circu-
lante
 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e utensílios 190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
 (-) Capital a integralizar (320.000,00)
TOTAL: 480 000,00 TOTAL: 480 000,00
Quadro 7 - Balanço decorrente do Fato 02 / Fonte: a autora.
Com a integralização do capital, a empresa recebe recursos de seus sócios e 
passa a ter um patrimônio positivo. A conta Capital Social permanece inalte-
rada até que haja alterações no contrato social, como as decorrentes de saída 
ou entrada de novo sócio.
Fato 03: 02/09/20X1
Identificação: compra de computadores, câmeras de segurança e aparelhos 
de ar-condicionado à vista no valor de R $80.000,00. O pagamento foi feito por 
meio de transferência bancária.
Interpretação: com a compra de computadores, câmeras de segurança e apa-
relhos de ar-condicionado, a empresa passa a ter novos bens em seu ativo. Como 
foi uma compra à vista, por meio de transferência bancária, houve a diminuição 
no saldo da conta corrente da empresa.
Contas contábeis: o aumento/surgimento dos computadores, câmeras de segu-
rança e aparelhos de ar-condicionado é registrado na conta de máquinas e equipa-
mentos e a diminuição do saldo da conta corrente é registrada na conta banco A.
Registro:
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BALANÇO PATRI MONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 30.000,00 
Banco A 180.000,00 Passivo não circulante
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e utensílios 190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00
(-) Capital a 
integralizar(320.000,00)
TOTAL: 480 000,00 TOTAL: 480 000,00
Quadro 8 - Balanço decorrente do Fato 03 / Fonte: a autora.
Nesse fato, não houve uma nova fonte de recurso, por isso, o balanço se manteve 
com o valor de R $480.000,00. O que aconteceu foi a transformação de um re-
curso do ativo em outro, no caso, a transformação de dinheiro da conta corrente 
bancária em equipamentos.
Fato 04: 05/09/20X1
Identificação: compra de calçados a prazo no valor de R $200.000,00 a vencer 
em 30 dias.
Interpretação: A compra de calçados, que corresponde à mercadoria vendida 
pela empresa, provocou aumento no estoque da empresa. Como foi uma compra 
a prazo, também gerou uma dívida.
Contas contábeis: o aumento/surgimento dos calçados no estoque da empresa 
é registrado na conta mercadorias, e a dívida gerada por essa compra é registrada 
em fornecedores. A conta fornecedores é exclusiva para dívidas decorrentes da 
atividade principal da empresa, como a compra de matéria-prima em indústrias 
ou de mercadorias em comércios.
Registro:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 30.000,00 Fornecedores 200.000,00
Banco A 180.000,00 Passivo não circulante
Mercadorias 200.000,00
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e 
utensílios
190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00 (-) Capital a integralizar (320.000,00)
TOTAL: 680 000,00 TOTAL: 680 000,00
Quadro 9 - Balanço decorrente do Fato 04 / Fonte: a autora.
Com a nova captação de recursos, agora, por meio de fornecedores, o valor total 
do ativo, assim como do passivo e PL aumentou, totalizando R $680.000,00.
Fato 05: 06/09/20X1
Identificação: compra de calçados à vista no valor de R $50.000,00. O paga-
mento foi feito por meio de transferência bancária.
Interpretação: A compra de calçados provocou aumento no estoque da em-
presa. Em contrapartida, como foi à vista, por meio de transferência bancária, o 
saldo da conta corrente diminuiu.
Contas contábeis: o aumento no estoque de calçados é registrado na conta mer-
cadorias, e a diminuição do saldo da conta corrente é registrada na conta banco A.
Registro:
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BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 30.000,00 Fornecedores 200.000,00
Banco A 130.000,00 Passivo não circulante
Mercadorias 250.000,00 
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e utensílios 190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00
(-) Capital a 
integralizar
(320.000,00)
TOTAL: 680 000,00 TOTAL: 680 000,00
Quadro 10 - Balanço decorrente do Fato 05 / Fonte: a autora.
Nesse fato, o valor do balanço se manteve em R $680.000,00, porque, novamente, 
não houve aumento de fonte de recurso, simplesmente a transformação de um 
recurso (banco A) por outro (mercadorias).
Fato 06: 10/09/20X1
Identificação: compra de um veículo no valor de R $32.400,00 por meio de 
um financiamento que será pago em 36 parcelas mensais de R $900,00, sendo 
que 16 parcelas vencem no curto prazo e 20 no longo prazo.
Interpretação: com a compra do veículo, a empresa passou a ter um novo bem. 
Por outro lado, como a compra foi feita por meio de um financiamento, gerou-se 
uma dívida que vencerá parte no curto prazo e parte no longo prazo.
Contas contábeis: o bem deve ser registrado na conta veículos no ativo não cir-
culante, pois se trata de um elemento que não tem prazo para a empresa se desfazer. 
O valor corresponde às parcelas do financiamento que vencem no curto prazo e 
devem ser registradas na conta de financiamentos a pagar do passivo circulante, e 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
o valor corresponde às parcelas de longo prazo na conta financiamentos a pagar do 
passivo não circulante.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 30.000,00 Fornecedores 200.000,00
Banco A 130.000,00
Financiamentos 
a pagar
14.400,00
Mercadorias 250.000,00 Passivo não circulante
Ativo não circulante
Financiamentos 
a pagar
18.000,00
Móveis e 
utensílios
190.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Veículo 32.400,00
(-) Capital a 
integralizar
(320.000,00)
TOTAL: 712 400,00 TOTAL: 712 400,00
Quadro 11 - Balanço decorrente do Fato 06 / Fonte: a autora.
O financiamento corresponde a uma fonte de recurso decorrente de capital de 
terceiros, provocando aumento no saldo do balanço.
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Fato 07: 10/09/20X1
Identificação: pagamento de aluguel referente ao mês de setembro no valor 
de R $5.000,00. O pagamento foi efetuado em dinheiro.
Interpretação: o aluguel do imóvel no qual a empresa está instalada represen-
ta uma despesa para a empresa. Como foi pago em dinheiro, significa que saiu 
dinheiro do caixa.
Contas contábeis: a despesa com aluguel é uma conta de resultado e, como 
tal, é evidenciada na DRE. Contudo, como estudado na Unidade 4, o resultado da 
DRE é evidenciado no patrimônio líquido. Assim, apresentaremos as contas de 
resultado em quadros acessórios e daremos continuidade ao método de balanços 
sucessivos ajustando o valor do resultado no PL.
ELEMENTO CONTA CONTÁBIL VALOR (EM R$)
Despesa Aluguel de imóveis (5.000,00)
Resultado Lucros/prejuízos acumulados (5.000,00)
Quadro 12 - Quadro auxiliar do Fato 07 / Fonte: a autora.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema, você aprendeu sobre o patrimônio da entidade e as partidas dobradas. 
Vimos também a funcionalidade desse método por meio dos balanços sucessi-
vos, que são uma forma didática que auxilia a compreender como os registros 
contábeis conseguem manter o equilíbrio patrimonial.
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VAMOS PRATICAR
1. A Contabilidade por balanços sucessivos é bastante simples: a cada operação reali zada 
pela empresa se faz a alteração em um novo balanço (MARION, 2015). 
MARION, J. C. Contabilidade Básica. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2015. 
Considerando a metodologia dos balanços sucessivos, considere que uma empresa apre-
sentou o seguinte balanço após a sua constituição:
Como você pôde perceber, a empresa foi constituída com um Capital Social — in vestimento 
dos sócios — no montante de R$ 300.000,00, sendo integralizados R$ 20.000,00 em di-
nheiro, R$ 80.000,00 em depósito bancário e R$ 200.000,00 em máquinas e equipamen-
tos. Após a contabilização de um novo fato, o balanço da empresa ficou da seguinte forma:
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VAMOS PRATICAR
Analisando as alterações provocadas no balanço após a contabilização, assinale a alter-
nativa que descreve corretamente o fato contábil registrado. 
k) Compra de máquinas e equipamentos a prazo. 
l) Compra de móveis e utensílios à vista. 
m) Venda de mercadorias a prazo. 
n) Compra de mercadorias, sendo parte à vista e parte a prazo. 
o) Integralização de capital em mercadorias. 
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MINHAS METAS
CONTABILIDADE POR BALANÇOS 
SUCESSIVOS II
ME. ADRIANA CASAVECHIA FRAGALLI
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará neste tema de 
aprendizagem:
Balanço Patrimonial
Regime de Caixa
Regime de Competência
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 9
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INICIE SUA JORNADA
Olá, caro(a) estudante! Neste tema de aprendizagem você terá a oportunidade de 
compreender como os fatos contábeis impactam o patrimônio da entidade. Lem-
bra que a sistematização do patrimônio gera um equilíbrio entre ativo e passivo 
mais o patrimônio líquido? Então, não importa qual fato a Contabilidade registra, 
esse equilíbrio é sempre mantido em função do Método das Partidas Dobradas. 
Aqui veremos a funcionalidade desse método por meio dos balanços sucessivos, 
que são uma forma didática que auxilia a compreender como os registros contá-
beis conseguem manter o equilíbrio patrimonial. 
Para abrir a empresa, João e seus colegas procuraram um escritório de Con-
tabilidade que foi muito bem recomendado. O contador explicou sobre os di-
ferentes tipos de regime tributário e orientou a adoção do mais adequado para 
a loja de João. Esclareceu,também, sobre a necessidade de documentação fiscal 
de todos os fatos que ocorrerem na empresa. Após a abertura da empresa, que 
recebeu o nome de Estilo, o contador acompanhou de perto as transações da 
empresa, sempre orientando João no que ele precisava.
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Como ainda estamos registrando os fatos contábeis, ou seja, ainda não fechamos 
um período, não sabemos se o resultado será de lucro ou prejuízo, por isso, uti-
lizaremos a conta lucro/prejuízos acumulados.
A empresa Fato a Fato Ltda. foi constituída no dia 01 de setembro de 2011. 
Nesse primeiro mês, ocorreram os seguintes fatos:
 Fato 01:
01/09/2011: subscrição do Capital Social no valor de R $800.000,00.
Fato 02:
02/09/2011: integralização de 60% do capital subscrito da seguinte maneira: R 
$30.000,00 em dinheiro, R $260.000,00 em depósito bancário na conta corrente 
da empresa e R $190.000,00 em mesas, cadeiras, armários e outros móveis.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Fato 03:
02/09/2011: compra de computadores, câmeras de segurança e aparelhos de 
ar-condicionado à vista no valor de R $80.000,00. O pagamento foi feito por 
meio de transferência bancária.
Fato 04:
05/09/2011: compra de calçados a prazo no valor de R $200.000,00, a vencer em 
30 dias.
Fato 05:
06/09/2011: compra de calçados à vista no valor de R $50.000,00. O pagamento 
foi feito por meio de transferência bancária.
Fato 06:
10/09/2011: compra de um veículo no valor de R $32.400,00 por meio de um 
financiamento que será pago em 36 parcelas mensais de R $900,00, sendo que 
16 parcelas vencem no curto prazo e 20 no longo prazo.
Fato 07:
10/09/2011: pagamento de aluguel referente ao mês de setembro no valor de R 
$5.000,00. O pagamento foi efetuado em dinheiro.
Fato 08:
12/09/2011: venda de calçados à vista no valor de R $150.000,00, recebidos em 
dinheiro. O custo dos calçados que saíram do estoque foi de R $70.000,00.
Fato 09:
12/09/2011: depósito de dinheiro na conta corrente bancária no valor de R 
$125.000,00.
Fato 10:
15/09/2011: venda de calçados a prazo no valor de R $200.000,00. O custo dos 
calçados que saíram do estoque foi de R $95.000,00.
Fato 11:
16/09/2011: integralização de 25% do capital subscrito por meio da aquisição de 
calçados.
Fato 12:
20/09/2011: pagamento da primeira parcela do financiamento em dinheiro.
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Fato 13:
21/09/2011: pagamento da dívida com fornecedores por meio de transferência 
bancária. Como o pagamento foi realizado antes do vencimento, o fornecedor 
concede 10% de desconto.
Fato 14:
25/09/2011: recebimento de clientes no valor de R $90.000,00, sendo R 
$18.000,00 em dinheiro e o restante por meio de transferência bancária. 
Fato 15:
28/09/2011: compra de calçados no montante de R $120.000,00, sendo que R 
$40.000,00 foram pagos à vista por meio de transferência bancária e o restante 
ficou para pagamento em 30 dias.
Fato 16:
30/09/2011: reconhecimento da despesa com salário do mês de setembro no 
valor de R $15.000,00, o qual será pago no mês de outubro.
Fato 17:
30/09/2011: reconhecimento da despesa com depreciação dos ativos imobiliza-
dos no montante de R $4.000,00.
A saída de dinheiro decorrente do pagamento do aluguel deve ser registrada na 
conta caixa.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 25.000,00 Fornecedores 200.000,00
Banco A 130.000,00
Financiamentos a 
pagar
14.400,00
Mercadorias 250.000,00 Passivo não circulante
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Ativo não circulante
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
Móveis e utensílios 190.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Veículo 2.400,00
(-) Capital a 
integralizar
(320.000,00)
 
Lucros/prejuízos 
acumulados
(5.000,00)
TOTAL: 707 400,00 TOTAL: 707 400,00
Quadro 1 - Balanço decorrente do Fato 07 / Fonte: a autora.
A despesa diminui o saldo de recursos decorrentes do capital próprio (PL), fa-
zendo com que o saldo do balanço diminua para R $707.400,00.
Fato 08: 12/09/20X1
Identificação: venda de calçados à vista no valor de R $150.000,00, recebidos 
em dinheiro. O custo dos calçados que saíram do estoque foi de R $70.000,00.
Interpretação: a venda, na verdade, envolve dois registros: um referente à ven-
da em si e outro referente à baixa do estoque. Isso porque essas duas operações 
possuem valores distintos. Imagine que você é um(a) revendedor(a) de roupas: se 
você comprar uma calça por R $70,00 e vendê-la por R $70,00, você não ganhará 
nada, não é mesmo?! É por isso que o valor da venda é um e o valor da mercadoria 
que sai do estoque é outro. Assim, no primeiro registro, como foi uma venda à 
vista recebida em dinheiro, haverá aumento do caixa, esse aumento corresponde 
à receita de venda. No segundo registro, deve-se reconhecer a diminuição do 
estoque, que, no caso, corresponde a uma despesa.
Contas contábeis: o aumento de dinheiro deve ser registrado na conta caixa 
e a geração de receita decorrente da venda deve ser registrada na conta receita de 
vendas (resultado). A saída de calçados do estoque deve ser registrada na conta 
mercadorias, e a geração de despesa decorrente desse sacrifício deve ser registrada 
na conta custo das mercadorias vendidas (resultado).
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ELEMENTO CONTA CONTÁBIL VALOR (EM R$)
Receita Receita de vendas 150.000,00
Despesa
Custo das mercadorias 
vendidas
(70.000,00)
Despesa Aluguel de imóveis (5.000,00)
Resultado
Lucros/prejuízos acu-
mulados
75 000,00
Quadro 2- Quadro auxiliar do Fato 08 / Fonte: a autora.
Após a venda, o novo resultado deve ser registrado na conta lucros/prejuízos 
acumulados.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 175.000,00 Fornecedores 200.000,00
Banco A 130.000,00
Financiamentos a 
pagar
14.400,00
Mercadorias 180.000,00 Passivo não circulante
Ativo não circulante
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
Móveis e utensílios 190.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00 Capital subscrito 800.000,00
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Veículo 32.400,00 (-) Capital a integralizar (320.000,00)
 
Lucros/prejuízos 
acumulados
75.000,00
TOTAL: 787 400,00 TOTAL: 787 400,00
Quadro 3- Balanço decorrente do Fato 08 / Fonte: a autora.
Mesmo após deduzir as despesas — aluguel e custo das mercadorias vendidas 
—, a receita de vendas gerou aumento de recursos decorrentes do capital próprio 
(PL), aumentando o saldo do balanço para R $787.400,00.
Fato 09: 12/09/20X1
Identificação: depósito de dinheiro na conta corrente bancária no valor de 
R $125.000,00.
Interpretação: o depósito provoca a saída de dinheiro da empresa e o aumento 
do saldo da conta corrente bancária da empresa.
Contas contábeis: a diminuição de dinheiro deve ser registrada na conta caixa 
e o aumento na conta corrente deve ser registrado na conta banco A. Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 50.000,00 Fornecedores 200.000,00
Banco A 255.000,00
Financiamentos a 
pagar
14.400,00
Mercadorias 180.000,00
Passivo não 
circulante
Ativo não circulante
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
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1
Móveis e utensílios 190.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Veículo 32.400,00
(-) Capital a 
integralizar
(320.000,00)
 
Lucros/prejuízos 
acumulados
75.000,00
TOTAL: 787 400,00 TOTAL: 787 400,00
Quadro 4- Balanço decorrente do Fato 09 / Fonte: a autora.
O saldo do balanço se manteve inalterado, pois não houve aumento nem dimi-
nuição nas fontes de recursos, tanto nas decorrentes de capital próprio como de 
capital de terceiros.
Fato 10: 15/09/20X1
Identificação: venda de calçados a prazo no valor de R $200.000,00. O custo 
dos calçados que saíram do estoque foi de R $95.000,00.
Interpretação: conforme dito anteriormente, a venda gera dois registros. No 
registro da venda, como foi a prazo, surgirá o direito de receber do cliente,esse 
direito corresponde à receita de venda. No registro da baixa do estoque, deve-se 
reconhecer a saída de mercadorias, que, no caso, corresponde a uma despesa.
Contas contábeis: o aumento/surgi-
mento do direito de receber do cliente 
deve ser registrado na conta duplicatas a 
receber, e a geração de receita decorren-
te da venda deve ser registrada na conta 
receita de vendas (resultado). A saída de 
calçados do estoque deve ser registrada 
na conta mercadorias, e a geração de des-
pesa decorrente desse sacrifício deve ser 
registrada na conta custo das mercado-
rias vendidas (resultado).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
ELEMENTO CONTA CONTÁBIL VALOR (EM R$)
Receita Receita de vendas 350.000,00
Despesa
Custo das mercadorias 
vendidas
(165.000,00)
Despesa Aluguel de imóveis (5.000,00)
Resultado
Lucros/prejuízos 
acumulados
180 000,00
Quadro 5- Quadro auxiliar do Fato 10 / Fonte: a autora.
Após a venda, o novo resultado deve ser registrado na conta lucros/prejuízos 
acumulados.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 50.000,00 Fornecedores 200.000,00
Banco A 55.000,00
Financiamentos a 
pagar
14.400,00
Duplicatas a 
receber
200.000,00 Passivo não circulante
Mercadorias 85.000,00
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis E utensílios 90.000,00 Capital subscrito 800.000,00
1
7
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Máquinas e 
equipamentos
80.000,00 (-) Capital a integralizar (320.000,00)
Veículo 32.400,00
Lucros/prejuízos 
acumulados
180.000,00
TOTAL: 892 400,00 TOTAL: 892 400,00
Quadro 6- Balanço decorrente do Fato 10 / Fonte: a autora.
Após essa venda, novamente, houve aumento na fonte de recursos próprios (PL), 
aumentando o saldo do balanço para R $892.400,00.
Fato 11: 16/09/20X1
Identificação: integralização de 25% do capital subscrito por meio da aqui-
sição de calçados.
Interpretação: a nova integralização provocou aumento no estoque de calça-
dos e a diminuição da dívida dos sócios com a empresa. 25% do capital subscrito 
corresponde a R $200.000,00.
Contas contábeis: o aumento do estoque deve ser registrado na conta mercadorias 
e diminuição da dívida dos sócios deve ser registrada na conta capital a integralizar.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 50.000,00 Fornecedores 200.000,00
Banco A 255.000,00
Financiamentos 
a pagar
14.400,00
Duplicatas a receber 200.000,00 Passivo não circulante
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Mercadorias 285.000,00
Financiamentos 
a pagar
18.000,00
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e utensílios 190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00 
(-) Capital a 
integralizar
(120.000,00)
 Veículo 32.400,00
Lucros/Prejuízos 
acumulados
180.000,00
TOTAL: 1 092 400,00 TOTAL: 1 092 400,00
Quadro 7- Balanço decorrente do Fato 11 / Fonte: a autora.
O capital investido pelos sócios é uma fonte de recurso próprio, por isso, o saldo 
do balanço aumentou para R $1.092.400,00.
Fato 12: 20/09/20X1
Identificação: pagamento da primeira parcela do financiamento em dinheiro. 
Interpretação: o pagamento provocou a saída de dinheiro da empresa, mas, Em 
contrapartida, houve a diminuição do saldo da dívida do financiamento.
Contas contábeis: a diminuição de dinheiro deve ser registrada na conta caixa 
e a diminuição da dívida deve ser registrada na conta de financiamentos a pagar 
do passivo circulante.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 49.100,00 Fornecedores 200.000,00
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Banco A 255.000,00
Financiamentos a 
pagar
13.500,00
Duplicatas a receber 200.000,00 Passivo não circulante
Mercadorias 285.000,00
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e utensílios 190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00
(-) Capital a 
integralizar
(120.000,00)
Veículo 32.400,00
Lucros/prejuízos 
acumulados
180.000,00
TOTAL: 1 091 500,00 TOTAL: 1 091 500,00
Quadro 8- Balanço decorrente do Fato 12 / Fonte: a autora.
Ao pagar a parcela do financiamento, a empresa está devolvendo o recurso obtido 
por meio de terceiros, o que provocou a diminuição do saldo do balanço.
Fato 13: 21/09/20X1
Identificação: pagamento da dívida com fornecedores por meio de transferên-
cia bancária. Como o pagamento foi realizado antes do vencimento, o fornecedor 
concedeu 10% de desconto.
Interpretação: o pagamento provoca a diminuição da dívida com fornecedo-
res, que, no caso, é de R $200.000,00, e a diminuição do saldo da conta corrente 
em R $180.000,00. A diferença de R $20.000,00 se refere ao desconto concedido 
pelo fornecedor, o qual representa uma receita para a empresa.
Contas contábeis: a diminuição da conta corrente deve ser registrada na conta 
banco A, a diminuição da dívida deve ser registrada na conta fornecedores e a 
receita gerada pelo desconto deve ser registrada na conta descontos financeiros 
obtidos (resultado).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
ELEMENTO CONTA CONTÁBIL VALOR (EM R$)
Receita Receita de vendas 350.000,00
Despesa
Custo das mercadorias 
vendidas
(165.000,00)
Despesa Aluguel de imóveis (5.000,00)
Receita
Descontos financeiros 
obtidos
20.000,00
Resultado
Lucros/prejuízos 
acumulados
200 000,00
Quadro 9 - Quadro auxiliar do Fato 13 / Fonte: a autora.
Após a quitação da dívida com fornecedores e obtenção do desconto, o novo 
resultado deve ser registrado na conta lucros/prejuízos acumulados.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 49.100,00
Financiamentos a 
pagar
13.500,00
Banco A 75.000,00 Passivo não circulante
Duplicatas a receber 200.000,00
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
Mercadorias 285.000,00 
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Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e utensílios 190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Máquinas e 
equipamentos
 80.000,00
(-) Capital a 
integralizar
(120.000,00)
Veículo 32.400,00
Lucros/prejuízos 
acumulados
200.000,00
TOTAL: 911 500,00 TOTAL: 911 500,00
Quadro 10- Balanço decorrente do Fato 13 / Fonte: a autora.
Mesmo com o desconto, o pagamento de fornecedores representou a devolução 
de recursos decorrentes de capital de terceiros, assim o saldo do balanço diminuiu 
para R $911.500,00.
Fato 14: 25/09/20X1
Identificação: Recebimento de clientes no valor de R $90.000,00, sendo R 
$18.000,00 em dinheiro e o restante por meio de transferência bancária.
Interpretação: o recebimento provocou aumento de R $18.000,00 em dinhei-
ro e R $72.000,00 na conta corrente. Em contrapartida, houve a diminuição do 
direito de receber do cliente.
Contas contábeis: o aumento de dinheiro deve ser registrado na conta caixa, o 
aumento da conta corrente deve ser registrado na conta banco A e a diminuição 
do direito deve ser registrada na conta duplicatas a receber.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 67.100,00
Financiamentos a 
pagar
13.500,00
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
Banco A 147.000,00
Passivo não 
circulante
Duplicatas a receber 110.000,00
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
Mercadorias 285.000,00 
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e utensílios 190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00
 (-) Capital a 
integralizar
(120.000,00)
Veículo 32.400,00
Lucros/prejuízos 
acumulados
200.000,00
TOTAL: 911 500,00 TOTAL: 11 500,00
Quadro 11- Balanço decorrente do Fato 14 / Fonte: a autora.
Após o registro desse fato, o balanço permaneceu inalterado, pois houve apenas 
a transformação de um recurso — o direito de receber — em outro — dinheiro 
no caixa e na conta corrente.
Fato 15: 28/09/20X1
Identificação: compra de calçados no montante de R $120.000,00, sendo que 
R $40.000,00 foram pagos à vista por meio de transferência bancária e o restante 
ficou para pagamentoem 30 dias.
Interpretação: a compra de calçados aumentou os bens da empresa. Por outro 
lado, essa compra provocou mais duas movimentações, diminuição no saldo da 
conta corrente e aumento da dívida com fornecedores.
Contas contábeis: o aumento do estoque é registrado na conta mercadorias, 
a diminuição da conta corrente é registrada na conta banco A e a dívida gerada 
é registrada na conta fornecedores.
Registro:
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BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 67.100,00 Fornecedores 80.000,00
Banco A 107.000,00
Financiamentos a 
pagar
13.500,00
Duplicatas a receber 110.000,00 Passivo não circulante
Mercadorias 405.000,00
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
Ativo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Móveis e utensílios 190.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00
(-) Capital a 
integralizar
(120.000,00)
Veículo 32.400,00
Lucros/Prejuízos 
acumulados
200.000,00
TOTAL: 991 500,00 TOTAL: 991 500,00
Quadro 12- Balanço decorrente do Fato 15 / Fonte: a autora.
O saldo do balanço aumentou, pois parte da compra foi a prazo, o que provocou 
a captação de recursos de terceiros.
Fato 16: 30/09/20X1
Identificação: reconhecimento da despesa com salário do mês de setembro 
no valor de R $15.000,00, o qual será pago no mês de outubro.
Interpretação: o salário dos funcionários é uma despesa para a empresa e, 
como tal, deve ser registrada no período em que foi gerada. Assim, por mais que 
o pagamento ocorra em outubro, a despesa com salário deve ser reconhecida 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
no mês de setembro. Em contrapartida ao reconhecimento da despesa, surge a 
obrigação de pagar o salário.
Contas contábeis: a despesa deve ser registrada na conta salários e ordenados 
(resultado) e a obrigação na conta salários a pagar.
ELEMENTO CONTA CONTÁBIL VALOR (EM R$)
Receita Receita de vendas 350.000,00
Despesa
Custo das mercadorias 
vendidas
(165.000,00)
Despesa Salários e ordenados (15.000,00)
Despesa Aluguel de imóveis (5.000,00)
Receita
Descontos financeiros 
obtidos
20.000,00
Resultado
Lucros/prejuízos 
acumulados
185 000,00
Quadro 13 - Quadro auxiliar do Fato 16 / Fonte: a autora.
Após o reconhecimento da despesa com salário, o novo resultado deve ser regis-
trado na conta lucros/prejuízos acumulados.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 67.100,00 Fornecedores 80.000,00
Banco A 107.000,00 Salários a pagar 15.000,00
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Duplicatas a receber 110.000,00
Financiamentos 
a pagar
13.500,00
Mercadorias 405.000,00 Passivo não circulante
Ativo não circulante
Financiamentos 
a pagar
18.000,00
Móveis e utensílios 190.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas e equipamentos 80.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Veículo 32.400,00
(-) Capital a inte-
gralizar
(120.000,00)
 
Lucros/Prejuízos 
acumulados
185.000,00
TOTAL: 991 500,00 TOTAL: 991 500,00
Quadro 14 - Balanço decorrente do Fato 16 / Fonte: a autora.
Como a despesa com salário ainda não foi paga, o saldo do balanço não foi alterado.
Fato 17: 30/09/20X1
Identificação: reconhecimento da despesa com depreciação dos ativos imo-
bilizados no montante de R $4.000,00.
Interpretação: a depreciação corresponde ao desgaste do bem imobilizado em 
função do uso, o que provoca a diminuição de seu valor, contudo essa diminuição 
não é registrada diretamente na conta contábil, que representa o imobilizado 
para que o usuário consiga identificar o valor do bem e quanto já foi depreciado. 
Como o bem perde valor, gera-se uma despesa para a empresa.
Contas contábeis: para evidenciar a diminuição do valor do bem, utiliza-se a 
conta depreciação acumulada, que é uma conta redutora (negativa) do ativo; ao 
confrontar o valor dos imobilizados com a depreciação acumulada, encontra-se 
o valor contábil do bem. O correto é registrar separadamente o valor da deprecia-
ção de cada bem, mas, nesse exemplo, registramos o valor total. A despesa gerada 
deve ser registrada na conta depreciação e amortização (resultado).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
ELEMENTO CONTA CONTÁBIL VALOR (EM R$)
Receita Receita de vendas 350.000,00
Despesa
Custo das mercadorias 
vendidas
(165.000,00)
Despesa ordenados (15.000,00)
Despesa Aluguel de imóveis (5.000,00)
Despesa
Depreciação e 
amortização
(4.000,00)
Receita
Descontos financeiros 
obtidos
20.000,00
Resultado
Lucros/prejuízos 
acumulados
181 000,00
Quadro 15 - Quadro auxiliar do Fato 17 / Fonte: a autora.
Após o reconhecimento da despesa com depreciação, o novo resultado deve ser 
registrado na conta lucros/prejuízos acumulados.
Registro:
BALANÇO PATRIMONIAL (EM R$)
ATIVO PASSIVO
Ativo circulante Passivo circulante
Caixa 67.100,00 Fornecedores 80.000,00
Banco A 107.000,00 Salários a pagar 15.000,00
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Duplicatas a receber 110.000,00
Financiamentos a 
pagar
13.500,00
Mercadorias 405.000,00 Passivo não circulante
Ativo não circulante
Financiamentos a 
pagar
18.000,00
Móveis e utensílios 190.000,00 PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Máquinas e 
equipamentos
80.000,00 Capital subscrito 800.000,00
Veículo 32.400,00
(-) Capital a 
integralizar
(120.000,00)
(-) Depreciação 
acumulada
(4.000,00)
Lucros/Prejuízos 
acumulados
181.000,00 
TOTAL: 987 500,00 TOTAL: 987 500,00
Quadro 16 - Balanço decorrente do Fato 17 / Fonte: a autora.
A despesa com depreciação diminuiu o valor do patrimônio líquido, que repre-
senta a fonte de recursos decorrentes de capital próprio. Com isso, o saldo do 
balanço diminuiu, totalizando R $987.500,00.
Pela metodologia dos balanços sucessivos, elaboramos um balanço após 
cada fato contábil, atualizando as alterações provocadas. No entanto, na prática, 
a Contabilidade registra os fatos por meio dos lançamentos em débito e crédito 
e, ao final do período, apura o saldo das contas e elabora o balanço patrimonial 
e a DRE. O balanço patrimonial do final do mês de setembro da empresa Fato 
a Fato Ltda. seria exatamente esse apresentado após o registro do Fato 17, já a 
DRE precisa ser estruturada considerando as contas de resultado apresentadas 
nos quadros auxiliares, conforme apresentado a seguir:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA EMPRESA FATO A FATO LTDA.
PERÍODO DE 01/09/20X1 A 30/09/20X1
 Em R$
RECEITA OPERACIONAL BRUTA 
 Receita de vendas 350.000,00
(-) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA 0,00
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 350 000,00
(-) CUSTO DAS VENDAS
 Custos das mercadorias vendidas (165.000,00)
(=) LUCRO BRUTO 185 000,00
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
 Despesas gerais e administrativas 
 Salários e ordenados (15.000,00)
 Aluguel de imóveis (5.000,00)
 Depreciação e amortização (4.000,00)
(=) LUCRO ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO 161 000,00
(+) RECEITAS FINANCEIRAS
Descontos financeiros obtidos 20.000,00
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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA EMPRESA FATO A FATO LTDA.
PERÍODO DE 01/09/20X1 A 30/09/20X1
(=) RESULTADO ANTES DOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO 181 000,00
(-) TRIBUTOS SOBRE O LUCRO 0,00
(=) RESULTADO DAS OPERAÇÕES CONTINUADAS 181 000,00
(-) DESPESAS NÃO OPERACIONAIS 0,00
(+) RECEITAS NÃO OPERACIONAIS 0,00
(=) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 181 000,00
Quadro 17 - Demonstração do Resultado da empresa Fato a Fato Ltda. / Fonte: a autora.
Agora, sim, finalizado o processo contábil. Espero que você tenha compreendido 
como as demonstrações contábeis são resultado dos fatos ocorridos na entidade 
durante um período: os registros, ou lançamentos, contam a história dos acon-
tecimentos da entidade e, ao final de um período, o resultado dessa história é 
apresentado por meio das demonstrações.
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1
ATIVO Em R$ PASSIVO Em R$
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Disponível Fornecedores
Caixa 15.000,00 Fornecedor X 75.000,00
Banco A 203.000,00 Salários e encargos sociais
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
BALANÇO PATRIMONIAL DA EMPRESA ESTILO LTDA.
ENCERRADO EM 31/12/20X1Créditos Salários a pagar 15.000,00
Duplicatas a receber 62.000,00 Férias a pagar 3.000,00
Estoque Obrigações fiscais
Mercadorias 388.000,00 Impostos a recolher 16.000,00
Materiais de consumo 8.000,00 Obrigações financeiras
ATIVO NÃO CIRCULANTE Empréstimos e finanças. 35.000,00
Imobilizado PASSIVO NÃO CIRCULANTE
Máquinas e equipa-
mentos
15.000,00 Obrigações financeiras
Móveis e utensílios 205.000,00 Empréstimos e finanças. 17.000,00
(-) Depreciação acu-
mulada
(20.000,00) PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Intangível Capital Social
Ponto comercial 75.000,00 Capital subscrito 600.000,00
Lucros ou prejuízos acumulados
 Lucro do exercício 190.000,00
TOTAL DO ATIVO 951.000,00 TOTAL DO PASSIVO + PL 951.000,00
Quadro 18- Balanço patrimonial da empresa Estilo / Fonte: a autora.
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NOVOS DESAFIOS
Com certeza, não é possível saber exatamente todos os fatos que ocorreram na 
empresa até o momento do levantamento do balanço, contudo é possível iden-
tificar alguns acontecimentos, como: a empresa comprou mercadorias a prazo, 
pois existe dívida com fornecedores, mas também comprou mercadoria à vista, 
afinal o saldo da conta mercadoria é maior do que a dívida com fornecedores; a 
empresa vendeu mercadorias a prazo, pois há valor a receber de cliente (duplica-
tas a receber); todo o valor do capital social já foi integralizado, pois não há saldo 
na conta capital a integralizar; a empresa contratou um empréstimo a ser pago 
em várias parcelas — há valor no passivo circulante e no não circulante. Espero 
que você consiga identificar outros fatos também.
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VAMOS PRATICAR
UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESOLVER AS QUESTÕES 1 E 2. 
João e Maria acabam de constituir uma empresa comercial. Os fatos ocorridos no primeiro 
mês de operação foram: 
 - 01/03: subscrição de Capital Social no valor de R$ 420.000,00. 
 - 03/03: integralização de 80% do capital subscrito, sendo R$ 216.000,00 em de pósito 
bancário e R$ 120.000,00 em instalações. 
 - 05/03: compra a prazo de móveis e utensílios no valor de R$ 150.000,00. O pagamento 
será realizado em seis parcelas de R$ 25.000,00. 
 - 09/03: compra à vista de equipamentos de informática no valor de R$ 40.000,00. 
 - 12/03: compra de mercadorias no valor de R$ 180.000,00, sendo R$ 50.000,00 à vista 
e o restante a prazo. 
 - 18/03: transferência bancária no valor de R$ 70.000,00 para conta de aplicação finan-
ceira de liquidez imediata. 
 - 28/03: pagamento da primeira parcela referente à compra de móveis e utensílios rea-
lizada no dia 05/03 por meio de transferência bancária. 
1. Descreva o que cada fato provocou no patrimônio da empresa, identificando, no míni-
mo, duas movimentações, de forma que o balanço permaneça sempre em equilíbrio. 
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1
REFERÊNCIAS
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
1976. 
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei no 
6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende 
às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demons-
trações financeiras. 2007. 
CARAVELAS: Bartolomeu Dias, Boa Esperança e Vera Cruz. Samuel & Filhos, LDA., [2022]. 
CFC. NBC TG 26 (R5), de 24 de novembro de 2017. Altera a NBC TG 26 (R4) que dispõe 
sobre apresentação das demonstrações contábeis. 2017. 
CFC. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019. Dá nova redação à 
NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, que dispõe sobre a estrutura conceitual para relatório 
financeiro. 2019. 
FAVERO, H. L. et al. Contabilidade: teoria e prática. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
FRAGALLI, A. C.; SILVA, J. M. da. Contabilidade Empresarial. Maringá: UniCesumar, 2021. 
FRANCO, H. Estrutura, Análise e Interpretação de Balanços. 15. ed. São Paulo: Atlas, 
1989.
HENDRIKSEN, E. S.; BREDA, M. F. van. Teoria da Contabilidade. Tradução de Antonio Zorat-
to Sanvicente. 1. ed. 10. reimpr. São Paulo: Atlas, 2012.
IUDÍCIBUS, S. de et al. Contabilidade Introdutória. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da Contabilidade. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
IUDÍCIBUS, S. de; MARION, J. C. Contabilidade Comercial. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
MARION, J. C. Contabilidade Básica. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
NIYAMA, J. K.; SILVA, C. A. T. Teoria da Contabilidade. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
SERASA EXPERIAN. Ir à Falência: veja os principais motivos e como evitá-los. Blog Empre-
sas,12 jun. 2020. 
SZUSTER, N. et al. Contabilidade Geral: introdução à Contabilidade Societária. São Paulo: 
Atlas, 2013.
1
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1
REFERÊNCIAS
TEMA DE APRENDIZAGEM 2
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
1976. 
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei no 
6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende 
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sobre apresentação das demonstrações contábeis. 2017. 
CFC. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019. Dá nova redação à 
NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, que dispõe sobre a estrutura conceitual para relatório 
financeiro. 2019. 
FAVERO, H. L. et al. Contabilidade: teoria e prática. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
FRAGALLI, A. C.; SILVA, J. M. da. Contabilidade Empresarial. Maringá: UniCesumar, 2021. 
FRANCO, H. Estrutura, Análise e Interpretação de Balanços. 15. ed. São Paulo: Atlas, 
1989.
HENDRIKSEN, E. S.; BREDA, M. F. van. Teoria da Contabilidade. Tradução de Antonio Zorat-
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IUDÍCIBUS, S. de et al. Contabilidade Introdutória. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
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MARION, J. C. Contabilidade Básica. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
NIYAMA, J. K.; SILVA, C. A. T. Teoria da Contabilidade. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2013.
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sas,12 jun. 2020. 
SZUSTER, N. et al. Contabilidade Geral: introdução à Contabilidade Societária. São Paulo: 
Atlas, 2013.
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REFERÊNCIAS
TEMA DE APRENDIZAGEM 3
BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de dezembro de 2002. Institui o Código Civil. 2002. 
FERREIRA, A. B. de H. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 4. ed. Curitiba: 
Positivo- Livros, 2009.
FRAGALLI, A. C.; SILVA, J. M. da. Contabilidade Empresarial. Maringá: UniCesumar, 2021.
IUDÍCIBUS, S. de; MARION, J. C. Contabilidade para Não Contadores. 8. ed. São Paulo: 
Atlas, 2018.
MARION, J. C. Contabilidade Básica. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
TEMA DE APRENDIZAGEM 4
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
1976. 
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei no 
6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende 
às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demons-
trações financeiras. 2007. 
CFC. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019. Dá nova redação à 
NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, que dispõe sobre a estrutura conceitual para relatório 
financeiro. 2019. 
FRAGALLI, A. C.; SILVA, J. M. da. Contabilidade Empresarial. Maringá: UniCesumar, 2021.
GELBCKE, E. R. et al. Manual de Contabilidade Societária: aplicável a todas as sociedades 
de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2021.
IUDÍCIBUS, S. de; MARION, J. C. Curso de Contabilidade para Não Contadores: para as 
áreas de Administração, Economia, Direito e Engenharia. 8. ed.São Paulo: Atlas, 2019.
NASCIMENTO, C. de L. Contabilidade Intermediária. Maringá: UniCesumar, 2019.
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REFERÊNCIAS
TEMA DE APRENDIZAGEM 5
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
1976. 
BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos da Lei no 
6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende 
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trações financeiras. 2007. 
CFC. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019. Dá nova redação à 
NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, que dispõe sobre a estrutura conceitual para relatório 
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FRAGALLI, A. C.; SILVA, J. M. da. Contabilidade Empresarial. Maringá: UniCesumar, 2021.
GELBCKE, E. R. et al. Manual de Contabilidade Societária: aplicável a todas as sociedades 
de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2021.
IUDÍCIBUS, S. de; MARION, J. C. Curso de Contabilidade para Não Contadores: para as 
áreas de Administração, Economia, Direito e Engenharia. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
NASCIMENTO, C. de L. Contabilidade Intermediária. Maringá: UniCesumar, 2019.
TEMA DE APRENDIZAGEM 6
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
1976.
CFC. NBC TG 26 (R5), de 24 de novembro de 2017. Altera a NBC TG 26 (R4) que dispõe 
sobre apresentação das demonstrações contábeis. 2017. 
CFC. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019. Dá nova redação à 
NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, que dispõe sobre a estrutura conceitual para relatório 
financeiro. 2019. 
GELBCKE, E. R. et al. Manual de Contabilidade Societária: aplicável a todas as sociedades 
de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2021. 
MARION, J. C. Contabilidade Básica. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
NASCIMENTO, C. de L. Contabilidade Intermediária. Maringá: UniCesumar, 2019.
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REFERÊNCIAS
TEMA DE APRENDIZAGEM 7
BRASIL. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
1976.
CFC. NBC TG 26 (R5), de 24 de novembro de 2017. Altera a NBC TG 26 (R4) que dispõe 
sobre apresentação das demonstrações contábeis. 2017. 
CFC. NBC TG Estrutura Conceitual, de 21 de novembro de 2019. Dá nova redação à 
NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL, que dispõe sobre a estrutura conceitual para relatório 
financeiro. 2019. 
GELBCKE, E. R. et al. Manual de Contabilidade Societária: aplicável a todas as sociedades 
de acordo com as normas internacionais e do CPC. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2021.
MARION, J. C. Contabilidade Básica. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
NASCIMENTO, C. de L. Contabilidade Intermediária. Maringá: UniCesumar, 2019.
TEMA DE APRENDIZAGEM 8
HENDRIKSEN, E. S.; BREDA, M. F. van. Teoria da Contabilidade. Tradução de Antonio Zorat-
to Sanvicente. 1. ed. 10. reimpr. São Paulo: Atlas, 2012.
MARION, J. C. Contabilidade Básica. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
TEMA DE APRENDIZAGEM 9
HENDRIKSEN, E. S.; BREDA, M. F. van. Teoria da Contabilidade. Tradução de Antonio Zorat-
to Sanvicente. 1. ed. 10. reimpr. São Paulo: Atlas, 2012.
MARION, J. C. Contabilidade Básica. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
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TEMA 01:
1. O surgimento das partidas dobradas justamente na Itália não foi por acaso. As cidades 
italianas de Veneza, Gênova, Florença, Pisa e outras representavam o que de mais avan-
çado poderia existir, na época, em termos de empreendimentos comerciais e industriais 
(IUDÍCIBUS, 2015). Nesse sentido, nada mais natural do que justamente os italianos de-
senvolverem um mecanismo de controle patrimonial que auxiliasse os negócios. 
IUDÍCIBUS, S. de. Teoria da Contabilidade. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
2. A Contabilidade utiliza números, mas estes não são sua razão de ser. A Contabilidade 
não tem como objetivo alcançar um número exato e nem obter uma fórmula definitiva 
para alcançar um resultado. Ela tem como objetivo gerar informação sobre o patrimônio; 
este, por sua vez, representa o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma ou mais 
pessoas. Ao acompanhar esse patrimônio, a Contabilidade busca analisar o aspecto social 
da entidade, seja ela uma pessoa física ou jurídica, verificando como o seu patrimônio foi 
afetado pelas decisões tomadas. 
3. Os usuários internos são aqueles que trabalham na empresa e ocupam cargos que re-
querem a tomada de decisões e, por isso, necessitam de informações direcionadas. Já 
os usuários externos não possuem relação de trabalho com a empresa, mas, também, 
necessitam de informações para a tomada de decisões. Para esses usuários, as informa-
ções são, normalmente, padronizadas (FAVERO et al., 2011). 
FAVERO, H. L. et al. Contabilidade: teoria e prática. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
TEMA 02:
1. E. Considerando uma indústria como geradora das informações contábeis, o Governo 
representa um usuário externo; a diretoria, um usuário interno; o gerente de produção, 
um usuário interno; e instituições financeiras, um usuário externo. 
2. D. A afirmativa I está incorreta, pois quanto maior o nível de complexidade das atividades 
desempenhadas pela entidade, maior também será a complexidade e o detalhamento 
das informações contábeis. 
GABARITO
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6
TEMA 03:
1. 
Patrimônio líquido = Ativo – Passivo. 
Patrimônio líquido = R$ 385.000,00 - R$ 268.000,00. 
Patrimônio líquido = 117.000,00.
2. 
TEMA 04:
1. As contas classificadas incorretamente são mercadorias, financiamentos a pagar (LP) e 
reserva de lucros. A conta mercadorias deve ser classificada como ativo circulante, pois 
representa um bem para a entidade e é movimentada no curto prazo. A conta financia-
mentos a pagar (LP) deve ser classificada como passivo não circulante, pois representa 
uma obrigação que vencerá no longo prazo. A conta reserva de lucros deve ser classificada 
como patrimônio líquido, pois representa um capital próprio da entidade. 
GABARITO
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TEMA 05:
1. As contas classificadas incorretamente são mercadorias, financiamentos a pagar (LP) e 
reserva de lucros. A conta mercadorias deve ser classificada como ativo circulante, pois 
representa um bem para a entidade e é movimentada no curto prazo. A conta financia-
mentos a pagar (LP) deve ser classificada como passivo não circulante, pois representa 
uma obrigação que vencerá no longo prazo. A conta reserva de lucros deve ser classificada 
como patrimônio líquido, pois representa um capital próprio da entidade. 
TEMA 06:
2. Para apurar o resultado pelo regime de caixa, é necessário observar os fatos que provo-
caram entrada ou saída de dinheiro no mês de setembro. Já para apurar o resultado pelo 
regime de competência, é necessário observar os fatos que geraram receita ou despesa 
no mês de setembro: 
GABARITO
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8
TEMA 07:
1. A. A venda de produtos corresponde à atividade principal da empresa, por isso, é uma 
receita operacional bruta. Os juros sobre aplicação financeira estão relacionados à re-
muneração pelo fornecimento de capital a terceiros, por isso, é uma receita financeira. 
TEMA 08:
1. D. No segundo balanço, surgiu a conta mercadorias no valor de R$ 50.000,00, o que repre-
senta a compra de mercadorias. Houve, também, o surgimento da conta fornecedores no 
valor de R$ 30.000,00, o que significa que a compra gerou uma dívida, mas não no mesmo 
valor da compra. A diferença está na diminuição de R$ 20.000,00 na conta banco A. 
TEMA 09:
1. 
01/03: a subscrição do capital representa que a empresa recém-constituída passa a possuir 
um Capital Social, registrado no patrimônio líquido. Em contrapartida, como os sócios ainda 
não integralizaram o capital, o valor a ser recebido dos sócios fica registrado na conta capital 
a integralizar. 
03/03: a integralização do capital na forma de depósito bancário provoca o aumento na 
conta banco A e a integralização em instalações provoca aumento da conta instalações. Em 
contrapartida, houve uma diminuição na conta capital a integralizarem função da diminuição 
do saldo a ser recebido dos sócios. 
05/03: compra provocou aumento na conta móveis e utensílios. Em contrapartida, por ter 
sido a prazo, provocou o aumento de uma dívida registrada na conta dividendos a pagar. 
09/03: a compra provocou aumento na conta computadores e periféricos. Em contrapartida, 
por ter sido à vista, diminuiu o saldo da conta banco A. 
12/03: a compra provocou aumento na conta mercadorias. Em contrapartida, o valor pago à 
vista provocou diminuição da conta banco A, já o valor a ser pago a prazo provocou o aumento 
de uma dívida registrada na conta fornecedores. 
18/03: a transferência provocou aumento na conta aplicações financeiras de liquidez imediata. 
Em contrapartida, provocou a diminuição da conta banco A. 
28/03: o pagamento provocou a diminuição da conta banco A. Em contrapartida, 
também, houve a diminuição da dívida correspondente, que havia sido registrada na 
conta dividendos a pagar.
Elabore um balanço patrimonial para cada fato utilizando o método dos balanços sucessivos.
GABARITO
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9
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2. 
GABARITO
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1
	unidade 1
	Estrutura Básica da Contabilidade I
	Estrutura Básica da Contabilidade II
	Sistematização do Patrimônio
	unidade 2
	Balanço Patrimonial I
	Balanço Patrimonial II
	Demonstração do Resultado I
	unidade 3
	Demonstração do Resultado II
	Contabilidade por Balanços Sucessivos I
	Contabilidade por Balanços Sucessivos II
	Button 28: 
	Botão 40:

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