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Material sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA): introdução à detecção precoce e reavaliação, níveis I–III, sintomas comportamentais, diferenças neurológicas, história de Asperger e mudança no DSM‑5, e papel do apoio familiar.

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TEA - DA DESCOBERTA A ADAPTAÇÃO
aluno
1. INTRODUÇÃO 
Crianças até cinco anos de idade que apresentam características fortemente relacionadas a diagnóstico de TEA devem ser re-avaliadas freqüentemente pelo neurologista, pois um diagnóstico nessa idade define-se precocemente. Algumas características com relação aos demais que a rodeiam, percebem uma falta de interação efetiva, que é o principal comportamento que chama a atenção dos pais e familiares, condutas atípicas em que os demais sempre mencionam em conversas e que inquietam pais e familiares.
TEA é um espectro, amplo demais, e resumidamente falando abrange várias situações e características combinadas que resultam emocionalmente falando para família, confusão e sofrimento. Na primeira infância já existem testes como o PKU que auxiliam no diagnóstico precoce, levando a médicos a dar o sinal vermelho para muitas doenças e uma delas é o Painel para o Autismo. O preparo dos pais nesse momento é fundamental para o amparo da criança nos anos seguintes, aceitar e se preparar. Nesse contexto, o próximo passo é avaliar o nível em que a criança se enquadra Nível I, II ou III, respaldando a intervenção cotidiana que necessitará.
Os sintomas do Nível I, além da diminuição da interação social, percebem-se uma forma estranha com que faz amigos e como planeja o dia a dia, o que, no Nível II se soma a uma dificuldade de aceitar mudança e concentrar o foco, no Nível III apresenta graves prejuízos no funcionamento de atividades cotidianas e muita aflição em mudar o foco ou uma ação. O cérebro do autista mostra algumas diferenças em relação aos demais, como a quantidade de células no córtex além do volume, porém não significa que seja eficiente; além de outros fatores que interferem no desenvolvimento de movimentos físicos e notável desequilíbrio entre aprendizagem emocional, memória e habilidades motoras.
2. DESENVOLVIMENTO 
Em 1944 um médico austríaco Hans Asperger, descreveu o Transtorno do Espectro Autista - TEA, observando crianças com falta de empatia, alguns movimentos descoordenados e interesses por temas específicos, com maior numero no sexo masculino. No DSM-4, 1994, a Síndrome de Asperger foi descrita e denominada como um perfil TEA, e substituído no DSM- 5 como Autismo nível I, que se entende como uma forma mais branda do TEA, senso assim mais difícil de ser diagnosticado. O quadro de sintomas abrange, vocabulário rebuscado ou atraso na fala, dificuldade em novas rotinas, abstração, dentre outros, porém cada indivíduo é único e o conjunto de sintomas varia grandemente.
O termo Asperger vem tendo muitas contradições ao uso, historicamente, segundo Edith Sheffer, autora do livro “Crianças de Asperger: As Origens do Autismo na Viena Nazista”, o partido nazista em sua luta por uma raça pura, crianças com deficiencia foram eliminadas e Hans Asperger era um dos médicos envolvido em projetos que encaminharam dezenas de crianças deficiente para uma clínica chamada “Am Spiegelgrund” em Viena a fim de realizar experimentos levando-as à morte. A autora buscou vários arquivos e a participação acabou deixando sua contribuição para a história do Autismo dividida, porém o termo é usado e aceito ainda por muitos profissionais. 
“Segundo DSM-5: Fusão de transtorno autista, transtorno de Asperger e transtorno global do desenvolvimento no transtorno do espectro autista. Os sintomas desses transtornos representam um continuum único de prejuízos com intensidades que vão de leve à grave nos domínios de comunicação social e de comportamentos restritivos e repetitivos em vez de constituir transtornos distintos. Essa mudança foi implementada para melhorar a sensibilidade e a especificidade dos critérios para o diagnóstico de transtorno do espectro autista e para identificar alvos mais focados de tratamento para os prejuízos específicos observados”.
“Nível 1 – (Requerendo suporte). Sem suportes, os déficits na comunicação social causam deficiências visíveis. Dificuldade em iniciar interações sociais e exemplos claros de resposta atípica ou malsucedida a aberturas sociais de outros. Pode parecer ter diminuído o interesse em interações sociais. Por exemplo, uma pessoa que é capaz de falar em frases completas e se engajar em comunicação. Mas cuja conversa para frente e para trás com os outros falham, e cujas tentativas de fazer amigos são estranhas e normalmente malsucedidas. A inflexibilidade do comportamento causa interferência significativa no funcionamento em um ou mais contextos. Dificuldade de alternar entre atividades. Problemas de organização e planejamento dificultam a independência”. 
Os pais e envolvidos recebem o acolhimento dos profissionais, juntamente com as diretrizes dos procedimentos relacionados à criança, seguindo à risca todas as recomendações. As metodologias aplicadas, tanto em casa como na escola, são diversas, métodos diferenciados como o TEACCH, método americano que obteve muito sucesso com diferentes níveis de autismo, reduzindo dificuldades na comunicação, organização de tempo, compreensão de orientações, melhora e aumento na autonomia das crianças. Existe também o Método PECS que consiste em familiares e professores utilizarem de imagens para se comunicar e persistir até a criança ter autonomia.
2.1 Sigla:
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Treatmentand of Autisticand Related Communication Handicapped Children (TEACCH): Picture Exchange Communication System (PECS)
Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI): Atendimento Educacional Especializado (AEE)
3. CONCLUSÃO 
No presente trabalho o tema Autismo foi abordado de forma sucinta para descrever na vida da família e da criança as principais dificuldades quando do diagnóstico. Alguns desajustes e adversidades que deixam pais e professores em alerta representa mais além de um laudo na vida de todos os envolvidos, pois isso interfere em mudanças na vida diária, tendo a necessidade de introduzir diferentes hábitos, seguindo métodos e adaptações necessárias nas rotinas.
O desenvolvimento infantil de um indivíduo com espectro autista sem a família envolvida provavelmente não terá sucesso. É persistente, inquietante e muitas vezes cansativo para a família introduzi-los, mas como resultado é prazeroso, significativo e gratificante aos que acompanham o dia a dia presenciando cada conquista, por menor que seja, que a criança alcança, o amor que contagia de uma forma misteriosa, porém fortemente percebida.
Wallon defende a ideia que não existe aprendizado sem amor, carinho e emoções, e quando de uma forma peculiar isso se comprova na Educação Especial, essa ideia fica bem clara para pedagogos e demais, não existe maneira diferente do que envolver emoções positivas no processo de ensino-aprendizagem, e quando se trata da Educação Especial, um diagnóstico só mostra alguns dos caminhos a serem seguidos, pois o convívio, a sensibilidade, o comprometimento é que direciona as maneiras de percorrer esse caminho. Todas as crianças são únicas e somente um olhar perspicaz do professor pode colocar a mediação do conhecimento e superar dificuldades.
Além disso, a busca por profissionais da área, como por exemplo, psicólogos e fonoaudiólogos trazem um grande resultado de desenvolvimento para o aluno e também para o professor conseguir a comunicação com esta criança. Por isso a importância dessa busca ser precocemente, os pais aceitarem e a procura de profissionais ser feita, pois quanto antes diagnosticado, mais rápido o auxílio vem, facilitando o aprendizado da criança.
Foi observado que a falta de conhecimento sobre o tema TEA ainda é bem presente e precisa ser mais aprofundado por profissionais da área. A falta de conhecimento afeta a criança que precisa ser ajudada, podendo então prejudicar ainda mais o seu pleno desenvolvimento. 
Por fim, esse trabalho torna-se relevante, já que promove reflexão sobre a vivência do transtorno do espectro autista e a contribuição para o desenvolvimento integral da criança autista, o que compreende tanto os aspectos cognitivos, físicos,emocionais, culturais e sociais.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABA Inteligência Afetiva, endereço eletrônico:
https://abamais.com/por-que-nao-deveriamos-usar-o-termo-asperger-para-referir-se-a-um-dos-niveis-do.
Brasil Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei brasileira de inclusão da pessoa com deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm
Costa, F. A. S. C., Zanata, E. M., & Capellini, V. L. M. F. (2018). A educação infantil com foco na inclusão de alunos com TEA. Revista Eletrônica Pesquiseduca, 10(21), 294-313, 2018.
Marco, R. L., Daniel, M. B. N., Calvo, E. N., & Araldi, B. L. (2021). TEA e neuroplasticidade: identificação e intervenção precoce. Brazilian Journal of Development, 7(11), 104534– 104552. Recuperado de
https://brazilianjournals.com/ojs/index.php/BRJD/article/ view/39415 
Mas, A. A. (2018). Transtorno do Espectro Autista: história da construção de um diagnóstico. (Tese de doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-26102018- 191739/publico/mas_me.pdf
Virttude Blog- https://www.vittude.com/blog/sindrome-de-asperger/

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