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6ªAula Procedimento para Seleção: Entrevista, Teste de reconhecimento de odores,... Prof.ª Drª Clélia de Moura Fé Campos ASSESSORES/AVALIADORES ▪ Três tipos de Avaliadores são definidos de acordo com a ISO 6658:2005 e a ISO 8586:2012: ➢ Avaliadores sensoriais. ➢ Avaliadores selecionados. ➢ Avaliadores experts. (DUTCOSKY,2019) ASSESSORES/AVALIADORES ▪ Assessores - são definidos como quaisquer pessoas que participem de um teste sensorial. ▪ Assessores selecionados – são escolhidos por sua habilidade e desempenho em testes sensoriais. ▪ Assessores experts – são selecionados por sua habilidade e desempenho em testes sensoriais com sensibilidade demonstrada e considerável em testes sensoriais, os quais demonstram julgamento consistente e repetibilidade na análise de determinado produto. (DUTCOSKY,2019) PRÉ - SELEÇÃO DOS ASSESSORES Essa é a primeira fase na formação das equipes sensoriais. É nela que acontece a convocação das pessoas (recrutamento) que poderão fazer parte do “futuro” painel sensorial. Poderá ser feita através de seminários, questionários ou contato pessoal. (BENTO et al,2013) PRÉ - SELEÇÃO DOS ASSESSORES Principal finalidade, explicar aos candidatos de forma clara os objetivos da análise sensorial, os procedimentos que serão aplicados e o tempo comprometido, duração dos testes, vantagens do treinamento, enfatizando-se a importância do teste de seleção. (BENTO et al,2013) CARACTERISTÍCAS DOS ASSESSORES 1.Senso Crítico: facilidade em discutir os resultados. 2.Concentração: não se dispersar com facilidade. 3.Habilidades de descrever suas percepções sensoriais: utilizar terminologia adequada. 4.Memória sensorial: ter boa memorização daquilo que sente e prova. (BENTO et al,2013) • Procedimento para Seleção: O processo de seleção dos assessores é imprescindível para a confiabilidade dos resultado. SELEÇÃO DOS ASSESSORES ASSESSORES Os assessores são treinados com técnicas elaboradas para familiarizar o indivíduo com o procedimento do teste, aperfeiçoar as habilidades sensoriais, bem como melhorar a sua sensibilidade e a memória. (BENTO et al,2013) Etapas para a Seleção de Assessores: • Entrevista; • Teste de reconhecimento de odores; • Teste de gosto-intensidade; • Testes de diferença aplicados ao produto. SELEÇÃO DOS ASSESSORES (DUTCOSKY, 2013) ENTREVISTA Principais características que devem ser avaliadas: 1. Boa saúde e apetite – verificar possíveis alergias ou intolerâncias. Condições dentárias e capacidade de percepção visual devem ser consideradas. 2. Gostar dos produtos que serão analisados. 3. Apresentar curiosidade intelectual. 4. Deve ter principalmente boa vontade. 5. Seriedade. ▪ Teste de reconhecimento de odores: ➢ São selecionados de 16 a 20 aromas comuns, pedindo-se que sejam identificados nominalmente em uma ficha. ➢ A graduação utilizada é de um ponto inteiro para identificação (ex.:orégano) ou associação (manjerona ou pizza) e de meio ponto para caracterização (condimento salgado). SELEÇÃO DOS ASSESSORES (DUTCOSKY, 2013) ➢ O grau de dificuldade é observado pela porcentagem de acertos totais para cada aroma específico. ➢ O objetivo é que o assessor identifique no mínimo 70% dos aromas considerados com grau de dificuldade normal, isto é, que tenha sido identificado por, no mínimo, 50% da equipe. ➢ É um teste classificatório, não eliminatório. SELEÇÃO DOS ASSESSORES (DUTCOSKY, 2013) (DUTCOSKY, 2013) ▪ Preparo do teste de reconhecimento de odores: Os aromas de uso mais comum, tais como, café,queijo,chocolate,leite,fermento,vinagre,limão,cebola,extrato de tomate, especiarias, frutas e bebidas em geral, devem ser preparados em copinhos de porcelana, embebidos com algodão e água morna, quando for o caso, e cobertos com uma folha de alumínio. Deixar sempre um espaço vazio entre o algodão e a tampa, para permitir a concentração do odor. No momento das provas são feitos furos pequeníssimos na folha de alumínio para aspiração da amostra. Essa prova deve ser realizada em cabines fechadas ou lugares que não possuem ventilação adequada. SELEÇÃO DOS ASSESSORES Ficha do teste de reconhecimento de odores (DUTCOSKY, 2013) (DUTCOSKY, 2013) ▪ Teste de gosto intensidade: ➢ Uma série de soluções identificadas, correspondentes aos 4 gostos básicos e gosto umami, são apresentadas aos candidatos com no mínimo 2 repetições. ➢ Solicita-se que o candidato identifique qual o gosto e a diferença de intensidade entre as amostras. ➢ É um teste eliminatório, deve atingir 100% de acertos. SELEÇÃO DOS ASSESSORES SELEÇÃO DOS ASSESSORES (DUTCOSKY, 2013) ▪ Concentrações das soluções: ➢ Para o gosto doce: soluções de 2,0% e de 4,0% de açúcar refinado ➢ Para o gosto salgado: soluções de 0,2% e de 04,% de sal de cozinha. ➢ Para o gosto ácido: soluções de 0,02% e de 0,06% de ácido cítrico. ➢ Para o gosto amargo: soluções de 0,012% e de 0,06% de sulfato de quinino ou soluções de 0,07% e de 0,14% de cafeína. ➢ Para o gosto “umami”: soluções de 0,2% e de 0,4% de glutamato monossódico. (DUTCOSKY, 2013) SELEÇÃO DOS ASSESSORES ▪ Preparo do teste gosto intensidade: ➢ O preparo das soluções deve ser realizado de preferência com agua destilada, ou deionizada. ➢ Codificar todas as amostras com 3 dígitos em copinhos de 50 mL e apresentar em ordem aleatória. ➢ O teste é eliminatório, deve ter 100% de acertos. (DUTCOSKY, 2013) Ficha do teste de gosto intensidade (DUTCOSKY, 2013) SELEÇÃO DOS ASSESSORES ▪ Teste de diferença aplicada ao produto: ➢ É um teste classificatório, focado no tipo de alimento, porque os assessores apresentam habilidades e percepções diferenciadas de acordo com o produto em questão. ➢ Por ex: Um bom julgador de vinho não, necessariamente, é um bom julgador de chocolate. ➢ O teste de diferença mais utilizado para a seleção de assessores é o “triangular”. (DUTCOSKY, 2013) SELEÇÃO DOS ASSESSORES ▪ Teste triangular: ➢ Cada candidato recebe 3 amostras codificadas, nas quais 2 são iguais e 1 diferente. ➢ Os candidatos devem receber 6 combinações de amostras e são solicitados a selecionar a amostra diferente, baseado na diferença geral ou em algum critério especifico como sabor, aroma, etc. SELEÇÃO DOS ASSESSORES ▪ Teste triangular: ➢ Quando não há fadiga sensorial, cada candidato poderá receber 2 jogos de teste por vez. ➢ A seleção dos candidatos deve ser baseada no resultado de 12 testes, ou seja, 4 pares de amostras com graus crescentes de dificuldade com 3 repetições cada. ➢ São selecionados os candidatos com 60% de acertos. (DUTCOSKY, 2013) Ficha do teste triangular TREINAMENTO E MOTIVAÇÃO (DUTCOSKY, 2013) ➢Os voluntários são informados sobre como ocorrem as percepções de gostos e odores. ➢São geralmente treinados para um tipo de produto, observando-se as características de texturas especificas. ➢Discussão em mesa-redonda ajuda a esclarecer os termos e a criar um espirito de grupo. (DUTCOSKY, 2013) TREINAMENTO E MOTIVAÇÃO ➢O tempo de treinamento está relacionado à complexidade do produto e variedades existentes. ➢Para o treinamento e motivação dos membros da equipe, os resultados parciais, após cada sessão, e os resultados gerais, depois de terminado o estudo, são fornecidos como informação. (DUTCOSKY, 2013) TREINAMENTO E MOTIVAÇÃO ▪ Objetivos principais do treinamento: ➢ Familiarizar o julgador com os procedimentos dos testes; ➢ Aperfeiçoar suas habilidade em reconhecer e identificar atributos sensoriais nos alimentos; ➢ Melhorar sua capacidade sensitiva e de memória; ➢ Obter julgamentos precisos e consistentes por meio de uma “padronização” das medidas sensoriais, a fim de que os resultados possam ser reproduzidos. (DUTCOSKY, 2013) TREINAMENTO E MOTIVAÇÃO ▪ Função do orientador do painel: ➢ Fazer com que os candidatos entendam a importância dos testes; ➢ Informar aos candidatos que eles devem evitar mascar chicletes, tomar café, fumar, usar purificadores bucais, comer doces, usar cosméticos e loções perfumadas até 30 minutos antes de uma avaliação.(DUTCOSKY, 2013) TREINAMENTO E MOTIVAÇÃO ▪ Função do orientador do painel: ➢ Solicitar a remoção do batom antes dos testes. Para os painéis de odores, os candidatos devem lavar as mãos com sabonete neutro e inodoro antes da sessão de avaliação. ➢ Dispensar os candidatos quando suas condições físicas não forem satisfatórias, tais como: indisposição, congestão nasal, alergia, dor de cabeça, mau humor ou uso de medicamentos. (DUTCOSKY, 2013) TÉCNICAS ESPECIAIS PARA TREINAMENTO ▪ Técnicas de aspiração: ➢ Os candidatos devem fazer aspirações curtas e evitar inalações profundas e longas. ➢ O tempo não deve ser longo, pois isto pode torná-los dessensibilizados. ➢ Os candidatos devem manter a boca fechada durante o processo de aspiração. ➢ Recomenda-se que o assessor cheire seu braço ou mão como uma prova em branco entre as amostras. ➢ O tempo total de análise de uma série de 15 a 20 amostras deve ser no máximo 15 minutos. (DUTCOSKY, 2013) TÉCNICAS ESPECIAIS PARA TREINAMENTO ▪ Técnicas de sabor: ➢ A quantidade de amostra que um candidato vai avaliar deve ser padronizada (15mL de líquido, 10-15g de cereal cozido, 20g de fruta ou hortaliças cozidas, 30g de fruta in natura, 15-20g de carne)e adequada para cada avaliação. ➢ Para amostras com baixo desenvolvimento de sabor, é importante que permaneçam na boca por um certo tempo antes de degluti- las ou engoli-las(o tempo de permanência destas na boca deve ser padronizado 20 a 30 segundos) (DUTCOSKY, 2013) TÉCNICAS ESPECIAIS PARA TREINAMENTO ▪ Técnicas de sabor: ➢ A decisão de deglutir ou não a amostra é decidida pelo orientador do painel. ➢ Enxaguar a boca entre uma amostra e outra é opção do candidato. (DUTCOSKY, 2013) TÉCNICAS ESPECIAIS PARA TREINAMENTO ▪ Técnicas de avaliação de textura: ➢ A avaliação das propriedades de textura de um alimento pode ser global ou por um parâmetro especifico solicitado, por exemplo, o grau de fragilidade de um biscoito. ➢ Requer a padronização de termos, procedimentos e amostras. A terminologia a ser usada deve estar baseada na classificação das características mecânicas e geométricas de cada produto. (DUTCOSKY, 2013) SELEÇÃO FINAL ▪ A seleção final dos assessores só poderá ser realizada após o treinamento. • DUTCOSKY, S. D. Análise sensorial de alimentos. Curitiba: Champagnat, 2013. • DUTCOSKY, S. D. Análise sensorial de alimentos. 5 ed. Curitiba: PUCPRESS, 2019. REFERÊNCIAS