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CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL
ORTODONTIA
PROFª JULIANA PARTYKA
Moyers (1979) relata que a disposição estrutural e o crescimento progressivo dos diferentes ossos craniofaciais se adaptam a um sistema de “equivalência” de região a região. Equivalência é um princípio arquitetural baseado na natureza de duplicação de construção entre os ossos separados. Qualquer osso, ou alguma parte dele é um complemento estrutural de algum outro osso posicionado mais ou menos paralelo a ele. 
PROFª JULIANA PARTYKA
A característica de simetria bilateral de todo o corpo é um exemplo simples do princípio de equilíbrio equivalente. O lado direito da mandíbula é um complemento estrutural do esquerdo, os tamanhos de ambos estão em equilíbrio aproximado e ordinariamente permanecem assim durante o crescimento contínuo. Entretanto, a mandíbula tem outras contrapartes equivalentes no crânio. O arco maxilar ósseo por exemplo, é um equivalente horizontal da porção do corpo da mandíbula que se estende paralelamente a ele.
PROFª JULIANA PARTYKA
A face apresenta crescimento por remodelação (que produz a forma, o tamanho e o ajustamento de um osso) e crescimento por deslocamento primário ( aumento do próprio osso) e secundário (movimento de todo o osso causado pelo crescimento separado de outros ossos) Este, em conjunto, provocam o seu deslocamento numa direção parta frente e para baixo, num padrão ideal de crescimento.
PROFª JULIANA PARTYKA
Além desses conceitos não devemos nunca nos esquecer de que o padrão de crescimento do esqueleto craniofacial é determinado geneticamente
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CRESCIMENTO DA MAXILA
PROFª JULIANA PARTYKA
Os ossos que compõe a face, são unidos entre si através das suturas, que são consideradas centros ativos de crescimento. 
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O osso maxilar se compõe da maxila propriamente dita e da pré-maxila.
 Uma característica da maxila é o fato de ser um osso relativamente pequeno, porém com inúmeras uniões aos ossos adjacentes (suturas).
 Os ossos maxilares, particularmente, apresentam crescimento sutural e um processo de aposição e reabsorção (remodelação) que em conjunto provocam o seu deslocamento , apresentando um processo complexo de crescimento, em diversas direções. 
PROFª JULIANA PARTYKA
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A região que apresenta maior aumento, é a região posterior em sua parte superior. 
O aumento na região posterior se processa por aposição na parte posterior da tuberosidade, aumentando assim, as dimensões anteroposteriores da maxila.
O crescimento da maxila está relacionado ao crescimento dos ossos aos quais ele está ligado, principalmente o frontal, zigomático e o temporal.
PROFª JULIANA PARTYKA
O crescimento na região alveolar está na dependência do desenvolvimento da oclusão onde os dentes são fontes de estímulo. Quando o dente é pressionado contra o alvéolo pela força mastigatória, suas fibras periodontais tracionam as paredes alveolares, mantendo-as sempre em situação de renovação, livres de reabsorção
PROFª JULIANA PARTYKA
A localização das suturas fronto-maxilar, zigomático-maxilar, zigomático-temporal e ptérigo-palatina, foi considerada como responsável pelo movimento para baixo e para frente, pois são todas oblíquas e mais ou menos paralelas entre si.
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Por processos alternativos de aposição óssea, os assoalhos nasal e orbitário e a abóbada palatina movem-se para baixo paralelamente. 
Os segmentos bucais, movem-se para frente e para baixo, assim como a maxila. 
O crescimento em largura ocorre devido ao crescimento na sutura palatina mediana e outras áreas de junção da maxila com os processos pterigóideos, suturas etmoidal, zigomática, lacrimal e nasal.
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CRESCIMENTO DA MANDÍBULA
PROFª JULIANA PARTYKA
A mandíbula é um osso ímpar, formado inicialmente de duas partes que se unem na sínfise mentoniana e apresenta como característica principal por ser o único osso móvel na face. Nasce a partir de um osso basal delicado; o ramo é curto e projetase apenas levemente acima do corpo da mandíbula. A cartilagem ainda está presente na linha média, possibilitando um crescimento transversal rápido, até começar a se ossificar na segunda metade do primeiro ano de vida
PROFª JULIANA PARTYKA
Durante o primeiro ano de vida o crescimento aposicional é ativo no rebordo alveolar, na superfície posterior do ramo, no côndilo ao lado do bordo inferior e nas superfícies laterais
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Na região do côndilo, apófise coronóide e provavelmente também ângulo mandibular, forma-se tecido cartilaginoso, cuja ossificação exercerá papel importante no crescimento mandibular. Portanto, a proliferação do tecido cartilagíneo do côndilo mandibular, a aposição e reabsorção superficial no corpo e ramo ascendente constituem um complexo mecanismo de crescimento deste osso. 
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Nos primeiros anos origina-se “overjet” ou sobressaliência (maxila mais avançada em relação a mandíbula) decorrente do crescimento mais retardado da mandíbula em relação à maxila. Com o acelerado crescimento e desenvolvimento geral da mandíbula, ocorre a diminuição do “overjet” resultando melhor adaptação ântero-posterior deste osso em relação a maxila ao redor dos 6 anos de idade
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O mecanismo de crescimento da mandíbula, realizado através de surtos de crescimento, se processa em determinadas áreas com mais intensidade. As direções deste, são para cima e para trás deslocando todo o osso para baixo e para frente. 
A mandíbula também cresce em expansão seguindo um “V “ aberto a nível dos côndilos mandibulares. Conforme essa direção predomine para cima ou para trás, teremos os movimentos de rotação da mandíbula que determinam os diferentes padrões faciais. 
PROFª JULIANA PARTYKA
A harmonia entre o crescimento mandibular e o crescimento maxilar, dependerá do bom desenvolvimento da oclusão dentária. Com isso a mandíbula passa a desempenhar um papel importante na morfologia de toda a face.
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TIPOLOGIA FACIAL
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A variação da forma do esqueleto craniofacial, dentro da normalidade, origina os diversos tipos faciais - longo, médio e curto - cujas características musculares e funcionais são peculiares.
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1. MESOFACIAL É caracterizado por um padrão facial médio, os terços da face estão equilibrados, e normalmente o arco dentário é oval e mediano. 
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2. BRAQUIFACIAL OU FACE CURTA
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 Este tipo de face é caracterizado por um padrão de crescimento facial horizontal, altura facial inferior diminuída ( mordida profunda), ângulo mandibular ( goníaco ) diminuído, base posterior do crânio mais longa e arco dentário alargado com possíveis diastemas. 
O nariz é mais curto e com a ponta arredondada (arrebitado)e muitas vezes votado para cima com as narinas aparecendo. 
O palato duro é mais raso, mais curto e mais largo horizontalmente ( arco maxilar também ). A língua é mais larga. 
Neste tipo de face, a musculatura é forte, especialmente os músculos masséteres que são encurtados e hipertônicos. 
O lábio superior pode estar afinado e apoiado em lábio inferior devido à pouca altura facial inferio
PROFª JULIANA PARTYKA
Neste tipo de face, a musculatura é forte, especialmente os músculos masséteres que são encurtados e hipertônicos. 
O lábio superior pode estar afinado e apoiado em lábio inferior devido à pouca altura facial inferior.
 A deglutição é facilitada pelo espaço intra-oral diminuído verticalmente. As câmaras nasais e nasofaringe proporcionalmente mais largas no tipo braquifacial, tendem a ser verticalmente mais curtas. 
Isso determina o aspecto médio-facial largo, o que, por sua vez estabelece um número de outras características faciais que o distingue da face mais longa e mais estreita do tipo dolicofacial.
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3. DOLICOFACIAL OU FACE LONG
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Este tipo de face é caracterizado por um padrão de crescimento vertical,altura facial inferior aumentada com provável mordida aberta esquelética, com o terço inferior mais longo o que dificulta muito a oclusão labial e mesmo o posicionamento da língua que fica muito distante do palato duro. 
O ângulo mandibular (goníaco) apresenta-se aberto, a base posterior do crânio mais curta e arco dentário longo e estreito. 
Nariz verticalmente mais longo com ponte nasal e raiz tendendo a ser muito mais alto.
Arco maxilar e palato duro mais longo, mais estreito e profundo são características marcantes.
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A musculatura em geral é débil e estirada, observa-se um déficit de vedamento labial, com significativa distância interlabial e excessiva exposição dos incisivos superiores. 
Muitas vezes o lábio superior está em hipofunção e há utilização excessiva do músculo mentoniano acompanhado de eversão de lábio inferior. 
Na tentativa de obter selamento labial, há casos onde nota-se hiperfunção dos lábios superiores e inferiores. 
Alguns casos mostram uma depressão na ponta do nariz ou movimento excessivo desta concomitante ao movimento do lábio superior especialmente na fala, pela ação do músculo depressor do septo nasal e fibras oblíquas do músculo orbicular dos lábios.
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A mastigação nesses indivíduos é ineficiente caracterizado principalmente pela falta de vedamento labial, com pouca ação dos músculos bucinadores e da comissura labial, assim como menor tonicidade da musculatura elevadora da mandíbula. 
Há menor movimento de lateralização da língua. Este mecanismo que controla a posição e posteriorização do alimento encontra-se prejudicado.
Este modo de mastigar interfere na deglutição que comumente apresenta movimento póstero-anterior de língua, com interposição dental especialmente quando existe mordida aberta anterior. 
PROFª JULIANA PARTYKA
· MOYERS, R.E. - Ortodontia, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan,1979
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