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ESTUDOS DE RÍTMICA E DANÇA APRESENTAÇÃO Professor Especialista Diego Fernando Rodrigues ● Licenciado em Educação Física (UNESPAR); ● Bacharel em Educação Física (UNIASSELVI); ● Especialista em Docência no Ensino Superior (UNIASSELVI); ● Especialista em Educação 5.0 (UniFatecie); ● Docente do curso de Educação Física (UniFatecie); ● Professor Tutor de Cursos EAD (UniFatecie); ● Supervisor de Tutores EAD (UniFatecie); ● Coordenador do curso de Gerontologia EAD na UniFatecie; ● Coordenador do curso de Biblioteconomia EAD na UniFatecie; ● Coordenador do curso de Terapia Ocupacional EAD na UniFatecie; ● Coordenador do curso de Psicopedagogia EAD na UniFatecie. Com grande conhecimento na área da Dança em academias, atuando a mais de 20 anos como professor e coreógrafo, legalmente registrado no Conselho Regional de Educação Física do Estado do Paraná, atuo como Docente no Ensino Superior do Colegiado de Educação Física da UniFatecie, e também coordenando alguns cursos ligados à área da saúde. CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/2839377452460491 APRESENTAÇÃO DA APOSTILA Olá, caro(a) acadêmico(a)! Seja muito bem-vindo(a)! Espero auxiliar com esta disciplina na amplitude de seu conhecimento e adquirindo novas experiências nesta modalidade. Estaremos juntos trilhando esse caminho a partir de agora, conhecendo um pouco mais sobre as modalidades de Rítmica e Dança pelo Brasil e pelo mundo. Na Unidade I vamos conhecer um pouco sobre a introdução da Dança suas relações com a expressão corporal e aspectos históricos Com a Unidade II faremos uma abordagem dos elementos, instrumentos, improvisação e a ludicidade da aplicabilidade da dança. A classificação da dança, seus estilos e características, estarão presentes na terceira unidade. E para finalizar, na Unidade IV, aprenderemos sobre a composição coreográfica, seu papel na escola, como ensinar, a dança no espaço informal e as práticas profissionais. Agora sim, esteja preparado(a) para conhecer essa modalidade fascinante e apaixonante! Muito obrigado e bons estudos! UNIDADE I INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DE RÍTMICA E DANÇA Professor Especialista Diego Fernando Rodrigues Plano de Estudo: ● Rítmica e Dança: relações entre elas e a expressão corporal; ● Conceitos de Rítmica, Dança e Expressão corporal; ● Panorama da Dança na contemporaneidade; ● Aspectos históricos- sociais da Dança e sua relação com a Educação Física; ● Dança e a formação do sujeito. Objetivos de Aprendizagem: ● Conceituar e contextualizar os estudos de rítmica e dança; ● Compreender os tipos de atividades pedagógicas para inserir a dança nos estudos; ● Estabelecer a importância da atividade rítmica no contexto de aprendizagem. INTRODUÇÃO Caro(a) aluno(a), durante este estudo vamos conhecer a história da Dança e observar qual a importância dela no desenvolvimento do cidadão. Ao longo desta primeira unidade iremos identificar os momentos históricos que nos levaram à prática da atividade física, que permanece cada vez mais presente no nosso cotidiano. Também observamos o porquê de, durante a evolução das civilizações, práticas da Dança foram se alterando e se adequando aos tempos, culturas e momentos que estávamos vivendo. Com seus estudos vamos nos aprofundar nos meios que nos levaram a estar cada vez mais ativos e perpetuarmos a atividade física cada vez mais no nosso dia a dia, oferecendo qualidade de vida, saúde e bem-estar a todos que praticam. Agora bons estudos! 1 RÍTMICA E DANÇA: RELAÇÕES ENTRE ELAS E A EXPRESSÃO CORPORAL Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/leg-swings-during-fitness-training-close-1109565113 Durante a história da educação, foi possível perceber que a dança impõe alguns desafios para o profissional de Educação Física, concordando que de um lado existia uma visão da dança como arte e, de outro, às abordagens teóricas que perduram durante toda sua história a área da educação física, como a higienista, e militarista e a esportivista, ressaltando o corpo fisicamente treinável. Assim distorcendo a teoria para a real intenção de um exercício como conteúdo, não para a manutenção da saúde mas sim para o aumento da força e resistência de seus praticantes. O tecnicismo se faz presente quando tratamos a Educação Física numa formação profissional, assim não causando uma reflexão do fazer corporal em sua totalidade, isto é, que considere os aspectos motores, cognitivos, sociais, políticos, emocionais e culturais, distanciando a dança da área da educação física como uma linguagem corporal. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/leg-swings-during-fitness-training-close-1109565113 Assim estudamos os aspectos da dança de uma forma a sistematizar a pedagogia dentro das escolas, potencializando a sua importância e querendo observar como ela deve se desenvolver. De acordo com Ribeiro (2019): No brasil, este fato também é percebido nos principais documentos, diretrizes e orientações da dança como área do conhecimento vinculada à educação física, que revelam a falta de uma fundamentação teórica e prática consistente para um trabalho crítico e consciente, com orientações metodológicas e didático- pedagógicas para o entendimento do conteúdo e a efetiva atuação do professor. (RIBEIRO, 2019, p. 25). Considerando a exploração da dança como conteúdo nas aulas de educação física, percebe-se uma grande fragilidade, restringindo-se somente ao conhecimento à vivência do profissional, a coreografia reproduzida nas mídias e a produção de festividades como: festas juninas ou empórios culturais das quais os conhecimentos a outras culturas, incluindo a dança se faz presente. Esclarecendo, a sistematização do conhecimento sobre a dança no processo de linguagem corporal, é um potente conteúdo de comunicação corporal do aluno em seu ambiente sociocultural. Figura 1 - Dança na escola Fonte: SHUTTERSTOCK. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-little-boys- girls-dancing-while-1730713660. Acesso em: 30 ago. 2021. Mergulhando no universo da dança, o professor permite identificar sua contribuição e suas reais possibilidades de trabalho com esse tema na escola, a democratização do conteúdo quanto a linguagem do corpo são vias de construção de um cidadão crítico e atuante na sociedade. Caminhando com a dança no universo da Educação Física, nos faz acreditar na necessidade de um campo teórico de habilidades e fundamentos comuns aos mais variados estilos e manifestações da dança, no sentido de permitir ao profissional da área democratizar a modalidade. Intencionalmente a aproximação do profissional de educação física oferece subsídio teórico-prático para o desenvolvimento do trabalho com tal tema, capítulos organizados possibilitam a apropriação do conteúdo, socializando ferramentas que construímos ao longo de nossa trajetória, podendo contribuir para um processo reflexivo e dialógico dos docentes na construção de suas práticas pedagógicas. Para o professor, dar aulas de dança pode ser desafiador, ainda mais se tratando daqueles que não tem afinidade com a modalidade, pois se trata de uma área do conhecimento, que muitas vezes, não é reconhecida. Por outro lado, percebemos a necessidade de apresentar o conteúdo e a falta de organização sistemática dos alfabetos da dança e dos objetivos pretendidos, bem como dos procedimentos pedagógicos a serem aplicados para cada faixa etária, assim devemos pensar que: Pensar a dança na disciplina de Educação Física é, inicialmente, aproximar-se desse universo, reconhecendo-o como objeto de estudo, em virtude da familiarização do professor em relação ao campo esportivo e ao condicionamentofísico, ginástico ou recreativo. (RIBEIRO, 2019, p. 34 ). O termo "expressão corporal" foi cunhado pela dançarina e mais tarde psicocinesióloga Patricia Stokoe na década de 1950 para explicar a nova linguagem corporal que estava sendo criada e desenvolvida. Stokoe (1987), escolheu o nome Body Expression para seu novo conceito de dança, que permite aos homens transmitirem seus pensamentos, pensamentos e emoções através do corpo. A expressão corporal é uma atividade artística, baseada principalmente no movimento corporal, postura ou quietude. Nasceu de sentimentos, sensações, imagens e ideias e, com base na percepção dos sentidos e do movimento, integra o movimento humano e os reinos psicológicos. Este artigo mostra o momento histórico do surgimento da expressão física, seus objetivos, técnicas e métodos, principalmente sua natureza psicomotora. O nascimento da expressão corporal está intimamente relacionado à evolução da dança ocidental. De acordo com Garaudy (1980), a origem da dança é antes de tudo uma relação positiva entre o homem e a natureza, um movimento sincronizado com o universo. No Egito, há 6.000 anos, quando o amanhecer e a "dança das estrelas" acabaram, as pessoas se angustiam por não prestarem atenção ao movimento das estrelas no céu, imitando-o com balé simbólico, ensinando a lei a seus filhos e governando o dias e estações, e permitir que o rio Nilo transborde. Este é o nascimento da astronomia. Reconhecer o poder da natureza e imitá-lo através da dança são as necessidades originais da humanidade. Nas línguas europeias, a palavra dança (danza, dance, tanz) vem da raiz, que significa tensão em sânscrito. A dança será para viver e expressar fortemente qualquer relação entre o homem e o mundo, a natureza e os deuses. No entanto, com o passar do tempo, a dança sofreu uma transformação e foi gradualmente reduzida pela sociedade a uma forma de expressão organizada e disciplinada. Embora muitos historiadores apontem que a dança é a arte mais antiga, é paradoxalmente - em sua forma mais cultural - o aparecimento mais recente na história da humanidade. O esforço para superar a resistência da gravidade, o esforço de qualquer dançarino para dançar, também tem duas perspectivas completamente diferentes. No balé clássico, não há absolutamente nenhuma resistência. O dançarino é como uma existência etérea, não afetada pelas leis da física, e movimentos complexos parecem fáceis. O esforço intenso feito pelos dançarinos é disfarçado, e sempre visa a gravidade, não o espaço ou o solo. Por outro lado, na dança moderna, o ar pode obter diferentes densidades de acordo com a relação subjetiva entre o dançarino e a vida espacial. De acordo com a intensidade, velocidade e direção do exercício, diferentes "qualidades esportivas" são produzidas no espaço. Os esforços feitos pelos dançarinos modernos para a dança são visíveis, e isso acontece em várias direções - enfrentar o solo, o ar, o outro - assim se torna o elemento expressivo da dança. O equilíbrio é um aspecto muito importante da dança clássica, mas geralmente é ignorado na dança moderna, porque para este conceito de dança, o movimento nasce da quebra do equilíbrio corporal. A relação entre dançarinos e espaço é outra diferença significativa entre essas duas formas de arte. Na dança clássica, essa relação nunca foi considerada um meio de expressão, às vezes um grupo com design de espaço decorativo é formado no palco, mas o espaço nunca é o parceiro do dançarino. O mundo ao seu redor não influencia seu humor. Na dança moderna, os dançarinos projetam suas emoções no espaço e recebem estímulos e reações do espaço o tempo todo. O espaço é o companheiro do dançarino, expressando emoções para o público em um diálogo constante. Na década de 1950, quando Stokoe (1987) começou a pensar na expressão física, a dança moderna foi criada por pioneiros: Isadora Duncan e Ruth Saint Denis, e também por outros importantes criadores como Ted Shawn, Martha Graham, Mary Wigman e Doris Humphrey. Existem outros criadores importantes, como Ted Sean, Martha Graham, Mary Wigman e Doris Humphrey. A partir da influência da dança moderna e de seus criadores, Stokoe (1987) relatou que seu comportamento como dançarina passou por uma mudança fundamental: descobrir novas formas de expressar o corpo, administrar o corpo de forma expressiva e usar o esforço e qualidades de movimento, que são ainda desconhecidos na visão de Toledo (2010): A expressão corporal está integrada ao conceito de dança, a dança é a expressão corporal da poesia latente em todo ser humano. Cada movimento é único, e diz respeito à vida e à história de quem o realiza. Stokoe faz parte desse novo paradigma, que resgata o elo entre a dança e a vida, a emoção, a expressão. Esse é um dos grandes diferenciais da autora na sua maneira particular de compreender o movimento humano. Ela amplia e radicaliza brilhantemente o conceito de dança. (TOLEDO, 2010, p. 28 ). Figura 2 - A dança como expressão corporal Fonte: SHUTTERSTOCK. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/three-fit-girls- four-guys-black-16671463. Acesso em: 30 ago. 2021. 2 CONCEITOS DE RÍTMICA, DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/two-modern-ballet-dancers-724395940 Isadora Duncan, nomeada “mãe” da dança Moderna enfatiza as primeiras idéias de Expressão Corporal na dança, passando a interpretar o movimento, imitando a natureza e saindo do tão somente Balé Clássico, libertando o corpo e a mente para uma nova dança. A Dança Moderna trouxe uma nova forma para aquelas sociedades industrializadas, Isadora Duncan era contra os movimentos repetidos e que marcavam aquele momento industrializado do balé romântico encenando espetáculos com os pés descalços, livrando as bailarinas da tortura das sapatilhas, usando roupas da mais leves e com uma movimentação mais “livre”. Assim, ela não abandonou a harmonia preconizada pelo balé clássico, mas sim desenvolveu uma nova técnica conquistando seu espaço no campo cênico, mostrando que essa nova dança tinha o mesmo valor das danças feitas nas pontas dos pés. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/two-modern-ballet-dancers-724395940 Observando um corpo dançante, traçando movimentos livres ou não, em ritmo acelerado ou lento, percebe-se a dança. O corpo é um veículo representativo, que está ligado à cultura, sociedade, história, técnica, ritmos entre outros. Não podemos deixar de lado várias definições a respeito da dança. Ellmerich (1964), traz um conceito diferente onde o ritmo aparece mudo e a música visível. Portinari (1985) destacou a dança como uma comunicação que dispensava as palavras, se referindo ao movimento expressivo que permite ser traduzido pelo corpo. A linguagem não verbal e a expressão corporal, tem um sentido mais amplo sobre o entendimento do corpo, porém a idéia que a expressão corporal amplia todos os sentidos do movimento humano, o tornando evidenciado na dança moderna chegando até a contemporânea. Segundo Stokoe (1987), a linguagem que o ser humano traz através das sensações, sentimentos e pensamentos é por sua Expressão Corporal. Desempenhando todas as possibilidades do ser humano, construindo assim o movimento corporal, (BRIKMAN, 1989). Individualizado este movimento corporal, e com a capacidade de se manifestar, se apresenta através da vivência corporal, em situações do seu cotidiano e da sua arte. Lola Brikman (1989) apontava que nos anos 70 e 80, as inúmeras coincidências entre os brasileiros e o trabalho de Angel Vianna, Klaus Vianna e Dulce Aquino juntamente com os argentinos Patrícia Stokoe, Violeta de Gainza, Guilherni Graeter, Marina Hanke e Elisa Alcolumbres. O movimento que chega aos indícios da dança moderna vem da ideia de consciência em diferentes técnicas. Podemos ter como focode consciência o corpo descrito por Isadora, Delsarte, Dalcroze à Laban, Martha Graham e suas tendências. Portanto, a dança no final do século XIX, passou a ser uma concisa expressão da vida, da cultura, dos anseios e desejos, deixando de lado os irreal, o imensurável e o imaginável. Abandonando algumas hierarquias, a Dança Contemporânea, deixou que houvesse um bailarino melhor que o outro, surgindo uma dança praticada em prédios, praças, galerias de arte, não impondo modelos repetitivos de corpos dançantes. Estimulando a pesquisa e a criação de novas potencialidades de movimento. De difícil entendimento sobre a técnica praticada e a expressão corporal, Klaus Vianna (1990) enfatizava em suas aulas , tornando um resultado inconsciente que o bailarino não discutia e não questionava a sua falta de liberdade, apenas executando o correto. Porém o que é correto? Se envolver de corpo e mente, não somente sair dançando, mas sim relacionando com todo seu entorno, para Vianna (1990), os bailarinos devem ser capazes de interpretar e representar, com uma linguagem própria e com seu próprio sentimento. Sugere-se não aceitar as técnicas prontas, mas buscar no seu interior espaços de um movimento único, próprio, contribuindo individualmente para as mudanças do tempo. Caminada (1999), diz que a dança considera-se a arte mais antiga, que dispensa ferramentas e materiais. Dependendo da vitalidade humana para cumprir sua função, um instrumento que afirma os sentimentos e subjetiva as experiências do homem. Como todas as manifestações artísticas, ela é fruto da expressão, dando conjunto as necessidades de expressão concretas e subjetivas. Não buscando modificar seus conhecimentos em aprender novas metodologias, alguns professores de academias, não abrem oportunidade aos seus bailarinos de entenderem seus movimentos como próprios, ficando somente presos às técnicas milenares e ao limite de seus anseios. Com certeza a maior contribuição das ideias de expressão corporal é justamente as influências diretas dos trabalhos realizados pelos bailarinos, marcando assim a transformação de suas descobertas e conflitos. (...) no corpo, há o estigma de acontecimentos passados, desejos, fraquezas e erros nascem dele; Nele se entrelaçam e se expressam repentinamente, mas também nele se desatam, lutam, se apagam e continuam seu conflito inesgotável. (FOUCAULT, 1991, p. 52 ) São diferentes modos de se apreender no corpo, não instrumental e que reflita outros paradigmas, onde o sentido da racionalidade traz também as sensibilidades. 3 PANORAMA DA DANÇA NA CONTEMPORANEIDADE Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballerina-dancing-silk-fabric-modern-ballet- 1816471253 De um modo geral, a dança é considerada uma atividade de relaxamento ou entretenimento, e possui um modelo estético ideal. No entanto, em geral, também é uma atividade recreativa que promove relaxamento e, consequentemente, melhora o desempenho escolar. Além disso, a dança geralmente não é considerada parte do currículo escolar! Nossa proposição é que nosso ponto de partida para a dança é outro: a dança é um campo do conhecimento, com sua particularidade, ou seja, possui características próprias. Mas mesmo com seu próprio campo de ação, a dança é uma combinação de conhecimentos. Envolve aspectos históricos, tradições, questões contemporâneas, poéticas e políticas. A dança pode trazer questões sobre o meio ambiente ou a cidade, roupas, tecnologia, etc. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballerina-dancing-silk-fabric-modern-ballet-1816471253 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballerina-dancing-silk-fabric-modern-ballet-1816471253 Nestes tempos que, eticamente, se coloca a importância de paradigmas, isto é, atitudes que pautem comportamentos morais ilibados, propomos a Dança como uma área de conhecimento que sensibiliza e estimula a inteligência criativa do(a) cidadão(ã) para aspectos éticos e estéticos. Aspectos estes, fundamentais para a formação de pessoas e que se voltem mais para o compartilhamento das diversidades ao invés de se apegarem à competição gerada pela insegurança, pela ganância, pela individualidade excessiva. Estética e ética não se separam. A apreciação estética – da natureza, de um bebê, de um idoso, das artes em geral, da beleza, da tristeza e repleta de parâmetros éticos. A Arte trata do belo, do sublime, do grotesco da pobreza, da denúncia. Essas noções são atadas a conceitos éticos que são parte da própria pessoa. Esses conceitos vão sendo absorvidos no seu desenvolvimento, na sua relação com o meio: a família, os processos escolares, educacionais, a mídia, o mundo, enfim. Estudante, a disciplina Dança, Corpo e Contemporaneidade tem também como objetivo colaborar com a sua formação e a sua emancipação em uma proposta que o compreende na sociedade como parte e produtor de arte e cultura. Você é um(a) cidadão(ã) pensante e atuante, politicamente, afetivamente, intelectualmente, socialmente! Figura 3 - Dança arte Fonte: SHUTTERSTOCK. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-cool-man- break-dancing-club-768363574. Acesso em: 30 ago. 2021. A Dança não trata apenas de um modo específico de se fazer dança. Trata-se de uma ideia, de um conceito, de uma atitude. Vale ressaltar, que quando é usado o termo ideia, aborda-se a implementação da ideia na atitude comportamental das pessoas. Ideias, conceitos, propostas não são abstrações, são ações. Deste modo, preceitos artístico-educacionais, em seus acertos e tentativas, elaboram o próprio sentido da vida, por meio da Dança. Você, com plena consciência do papel da Dança na sociedade é alguém que contribui para o desenvolvimento da nossa arte, cultura e educação. Assim, a Dança e as danças são produção de conhecimento. O que isto quer dizer: “produção de conhecimento”? Bom, a dança não é só um produto artístico, o processo da dança ou das danças é fundamental. Veja bem! Não há problema algum em a dança ser um produto artístico: um espetáculo, uma apresentação. Entretanto, o processo da criação do produto de dança é muito importante, pois nele temos a produção de conhecimento. Ou seja, criamos questionamentos, os solucionamos, discutimos o que estamos fazendo, narramos, descrevemos, analisamos. Escolhemos o tema que pode ser o uso do espaço, ou a violência contra a mulher, por exemplo. Estamos, então, produzindo conhecimento! Propomos um modo de questionar o mundo, de refletir, de criticar, de concordar, de inventar um mundo. Tudo isso com a dança. Se você faz uma quadrilha e coloca as cores da sua cidade, ou faz pares de homens com homens, aí está: você está propondo um modo de ver o mundo, você está produzindo conhecimento. Quando você escolhe um gesto, um movimento, ali você sintetiza ou conjuga seus desejos, crenças, em relação ao que você pensa, sente, intui. Não necessariamente tudo o que você coloca na dança ou nos movimentos da sua aula é de modo consciente, mas conscientemente ou não, está expondo suas atitudes, tanto físicas quanto simbólicas diante da vida, da arte. Ao longo da história da dança variados modos foram propostos acerca do uso da música, do uso do espaço, de temáticas místicas, etéreas ou étnicas. Cada criador(a) ou professor(a) tem seu próprio modo de criar ou dar aulas, entretanto, de modo geral, há características de uma época. Houve períodos em que a dança era concebida como combinação de passos já existentes, sendo buscada a repetição, a mais fiel possível, deles. O público era entendido como um receptor passivo de uma dança que era para entretenimento, para distrair, ou seja, uma dança para não se refletir ou pensar... como se possível não pensar. Houve também momentos na história em que se buscou o não formalismo, o não entretenimento e a não padronização de um modelo ideal de corpo que dança.Houve ainda a adoção da improvisação, fosse na sala de ensaio e/ou aula para se criar coreografia ou na própria cena do palco e o público chamado a ser mais participativo. Portanto, caro(a) estudante, a dança tem muitas e muitas faces, há muitos e muitos modos de se dançar. Possível, então, se perceber que não há uma única definição para dança. Possível, também, compreender que propor a especificidade da dança está longe de isolá-la de seu aspecto relacional, ou seja, ela existe no mundo, junto com muitos outros saberes com os quais se relaciona. Como já dissemos: com a história, a tecnologia, a poesia, a política, entre tantas outras existências no mundo. A dança, qualquer dança, por mais que não se dê conta, tem uma multidisciplinaridade e diversidade de componentes além do corpo e do movimento. Ela pode ter textos verbais (poesias, recortes de jornal, ditados populares, frases que criamos), objetos, paisagens, diferentes figurinos ou o corpo nu. 4 ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS DA DANÇA E SUA RELAÇÃO COM A EDUCAÇÃO FÍSICA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-dancers-boy-girl-dancing-ballroom- 1934923871 Portinari (1989) disse: A imagem dançante mais antiga data do período Mesolítico (aproximadamente 8300 aC). Foi encontrada na caverna Cogul na província de Lleida, Espanha. Ela mostra nove pessoas ao redor de um homem nu. Uma mulher mostra rituais de parto. Acredita-se que a dança do ventre nasceu desses rituais de fertilidade e hoje se tornou uma forma de dança novamente, especialmente no Ocidente. E Mendes (1987, p. 58) propôs outra versão do primeiro registro porque: “o registro mais antigo de atividades de dança pode ser rastreado até o final do período Paleolítico; quando as pessoas viviam em pequenas tribos e cultivavam o individualismo primitivo, preocupando- se apenas em colher alimentos.” O que justifica a presença da dança impregnada a muito tempo na sociedade e no homem. Há várias razões que levaram o homem primitivo a dançar, para a comunicação, celebração a natureza, as lutas, cultivando o físico, ligando-se a um tipo de ritual religioso, https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-dancers-boy-girl-dancing-ballroom-1934923871 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-dancers-boy-girl-dancing-ballroom-1934923871 com cerimônias sagradas, onde pediam chuva, fogo, fecundidade, vida, morte, colheita, felicidade, saúde… Os primitivos vivem das funções de ataque e defesa, implicando caça. Segundo Bourcier (1987), esta dança é destinada a animais. “Na caverna de Gabilou (Dordonha), é registrada a performance dos ancestrais da dançarina. Em 12.000 aC, uma espécie de salto”. Isso nos fez entender que esse homem usava salto alto para caçar e dançar. Atualmente, alguns pesquisadores israelenses estão tentando desvendar o passado, acreditando que uma dança deu início à prática de atividades esportivas. Segundo Lifar, citado por Masson (1988, p. 32) “a arte primitiva é composta principalmente de choro rouco e dança rítmica, acompanhada de palmas, pés, tambores, castanholas e acompanhamento”. Acredita-se que nessas danças os homens dançam pelados e observam combinações de diferentes movimentos, e vão perceber a ligação entre a dança e a necessidade de expressão de movimentos corporais e sons. A mais antiga representação de grupo data do Período Mesolítico (8.000 a.c), na gruta de Addaura, onde um grupo de sete homens nus dançam ao redor de outros dois (BOURCIER, 1987). Há relatos que no antigo Egito essa dança tem um caráter sagrado, Portinari (1989) comentou que sua invenção foi atribuída a Bes, um homem baixo e gordo que gostava do parto rápido e da deusa mãe Harthor representada por vacas, que dançavam com Ossíres, que acreditavam ter ensinado sobre a agricultura humana. Os hieróglifos deixados para trás indicam que as danças egípcias eram severas, com acrobacias e saltos, embora relacionadas a cultos, são muito interessantes para os nobres. E Bourcier (1987) dá-nos alguns exemplos, como a dança de Deus Luqsor, onde os bailarinos o recebem quase nu, a dança anual da primavera, etc. As mãos e os pés estão apoiados no chão e o tronco e os membros inferiores formam um movimento de apoio para as costas em forma de arco. A dança egípcia tem muitos movimentos usados nos esportes hoje, como a ginástica olímpica. Em relação aos hebreus, sabe-se que dançam, mas estão proibidos de se manifestar em suas obras de seres vivos. Sendo eles o único povo antigo a não transformar a dança em arte, os principais registros são vistos na Bíblia. Para Bourcier (1987) Moisés descendo o monte Sinai encontrou o povo dançando ao redor do Bezerro de Ouro, girando e saltando significando a dança como movimentos religiosos e de fé. Sabemos que os gregos dançavam para homenagear inúmeros deuses, e essa civilização deixou a maior parte das referências para pesquisas. Os gregos tornaram a dança acessível a todos os cidadãos por meio de cerimônias religiosas, educação, entretenimento ou vida diária. Para Bourcier (1987, p. 75) “dança grega originada em Creta”, “murais coloridos mostram dançarinos se virando, às vezes dobrando os joelhos, às vezes pulando”, usando muita ginástica. “Dançar para os gregos é a essência da religião e da imortalidade. Presente e meios para se comunicar com eles.” vimos nos textos sobre os gregos que os filósofos e pensadores da época tinham opiniões sobre a dança. Para Sócrates, a dança constituía um cidadão completo e era uma fonte de saúde; por outro lado, para Platão, deveria existir na educação, e existe. Portinari (1989) disse que a dança grega “é atribuída a titã Réia, a esposa de Cromos, a devoradora de prole” por sua invenção Réia mãe de Zeus sapateou para esconder o choro do filho, o salvando do canibalismo paterno. As pessoas perceberam a importância dos deuses na vida dos gregos e até dançaram diante de suas estátuas. Azevedo (1962, p. 12) comentou que "eles dançam em toda a Grécia, e há todos os tipos de dança". Talvez a dança mais distinta seja a dança de Baco. E Dantas (1994, p. 54) afirmou que: "Dionísio é o deus da fertilidade e da fertilidade, mas também é o deus do álcool, da embriaguez, do êxtase e do impulso inconsciente". Esta dança significa alegria e diversão e é realizada principalmente por mulheres. Segundo o mesmo autor, "a dança de Baco parece ser bastante livre e improvisada". Seu apogeu está em meio a mudanças sociais, de uma sociedade patriarcal a mais Algo complicado, talvez seja uma forma de reconhecer e parecer um deus. São movimentos de salto, joelhos dobrados, braços estendidos ... Bourcier (1987) conta-nos que os espartanos de outra civilização antiga possuem características militaristas em suas danças, principalmente pela formação religiosa. O que é interessante é que quando leio livros de história do esporte raramente menciono a dança, principalmente a dança dos povos antigos. Apenas vejo o aspecto esportivo da atividade física, embora a dança tenha permeado o cotidiano, a sociedade, a educação na vida dessas pessoas. Segundo Mendes (1987) foi apenas com o declínio da cultura grega que a dança começou a perder sua dignidade e se tornou residência pura, e finalmente foi executada apenas pelos escravos orientais. Por outro lado, a dança romana foi claramente influenciada pelos orientais, etruscos e gregos. Às dança dionisíacas se tornaram bacanais, em homenagem a Baco (Dionísio romano). Foi em Roma que a dança atingiu o maior declínio no prestígio popular. De acordo com Portinari (1989) sua primeira instituição de dança, montada Numa Pompílio (715-673a.c) durante o reinado de os romanos pareciam preferir assistir batalhas violentas em vez de dançar. Era importante apenas para os patrícios que mandavam seus filhos e filhas às escolas, devido a influência grega. No períododos reis (séc.VIII à VI a.c), nos colégios, dançava-se nos altares e cantavam-se hinos salianos, era o início do academicismo, mas esquece-se o sentido religioso no período da República, vindo daí o surgimento dos bacanais, pura recreação. Já no período do Império, as classes altas se divertiam com a pantomima, uma mistura de teatro e dança, era o início da profissionalização dos dançarinos. Outro local onde a dança possuía prestígio na sociedade eram as cortes imperiais da China antiga. Confucio fazia com que todos cumprissem antigos ritos dos quais a dança fazia parte (PORTINARI, 1989). Dançava-se nas colheitas, casamentos e aos deuses chineses. Portinari (1989) nos dá um exemplo com dança que era em homenagem à Tsao-Chen, deus da comida, e era executada por mulheres carregando tigelas de arroz. No Japão, de acordo com os ensinamentos xintoístas, a dança do grande Deus do sol Amaterasu Omikani, assim Portinari (1989), explica que após uma briga com seu irmão, ela se escondeu em uma caverna. Os outros deuses foram deixados no escuro e no frio para atrair a atenção da deusa, começou a dançar em frente da caverna, ela ficou curiosa, saiu do esconderijo, riu, e o sol voltou. Esses fatos, lendas e crenças ilustram o surgimento da dança nesta civilização de uma forma especial. Nas antigas danças japonesas, podemos destacar três tipos, a Odori (popular), a Nô e a Kabuki. Portinari (1989) descreve esses três tipos da seguinte forma: O estilo Odori faz parte da festa, como plantar arroz, evocar o espírito da chuva, flores de cerejeira ...” São danças mistas populares nas quais homens e mulheres participam, explicando essa pessoa e suas crenças, normas, lendas. “Nô é uma dança expressiva executada por mascarados que também são responsáveis pela interpretação de personagens femininos. É importante destacar que desde a antiguidade os homens fazem parte do movimento da dança e em algumas civilizações são mais importantes que as mulheres, não existem estereótipos e preconceitos que incomodem o homem em dançar ou se dedicar à arte. “O gênero Kabuki apareceu no século 17 como um entretenimento para ricos empresários e seu poder é comparável ao da nobreza.” Este é o reino dos homens e até hoje, esse gênero só é explicado pelos homens. (PORTINARI, 1989, p. 32) Sem dúvida, para muitos escritores, o período mais desfavorável para a evolução da dança foi a Idade Média. O cristianismo criou a visão do corpo no início do século III, “ir para o Céu”, porque nos conceitos religiosos, o corpo é o gerador do pecado e dos pensamentos impuros, que impedem a perfeição humana. Com as guerras e as mudanças econômicas na vida, a dança é considerada obscena. Durante o período de perseguição e morte, as únicas danças permitidas são aquelas que falam e louvam o Senhor. No entanto, algumas pessoas se reúnem ilegalmente em reuniões que ameaçam a vida e gostam de dançar. Outro fato comentado pelo autor mostra que mesmo sob as proibições, com o declínio da qualidade de vida e o surgimento de muitas doenças e pragas de insetos, a dança ainda existia no modo de vida dessas pessoas nos séculos XI e XII, ocorrendo a “dançamania”. Epidemias como a Peste Negra fazem as pessoas dançarem para expressar seu medo da morte. Na Itália, isso é chamado de Tarantismo porque se acredita que as pessoas foram mordidas por tarântulas. Quando 16 pessoas suaram junto com a dança. O risco de morte por envenenamento pode ser eliminado. Mais uma vez enfatizou a relação homem/dança na história humana. Ao analisar esse período, afirmou: Azevedo (1962) diz que a vida religiosa e mística, estão suspeitas aos cuidados com o corpo. Portanto, a dança, as atividades desportivas e os jogos entraram em declínio, o que é muito significativo para o posterior desenvolvimento do desporto. Esta instituição se opõe totalmente ao ensino religioso e à sociedade estratificada, onde nobres e o clero (igrejas) dominam a burguesia, camponeses e servos. Para Zotovici (1995, p. 108) “sobreviveram apenas as danças macabras, danças de morte e contra a morte e as danças camponesas”. Isso se deve à proibição e ao medo da época. A explicação de que a dança camponesa sobreviveu pode ser explicada por Ossona (1988, p. 96), que afirmou que “é proibido dançar em palácios, templos e praças públicas, e buscar abrigo na aldeia”. Neste momento, os trabalhadores e camponeses têm suas ações imitadas. Segundo Mendes (1987) a dança é ainda uma ação de entretenimento não profissional entre a nobreza, a corte e as massas. Isso só aconteceu no final da Idade Média, quando a tolerância da igreja aumentou. Começou um processo de mudança, o dualismo cristão começará a mudar, a dança começará a sair das favelas e se transferir para uma sociedade mais conservadora. Foi um renascimento cultural, antes disso a dança e o esporte eram condenados como imorais, a purificação da alma. Agora, está mais exibido, exposto e ao alcance de todos. 5 DANÇA E A FORMAÇÃO DO SUJEITO Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-children-dancing-choreography-class- 625917542 A dança está cada vez mais incluída nos currículos escolares e fora do campus, pois o uso da dança como prática pedagógica pode trazer muitas contribuições para o processo de ensino. Segundo Verderi (2009, p. 30), “a dança escolar deve ter um papel fundamental como atividade docente ... e valorizar a autoestima, a autoimagem, a autoconfiança e o autoconceito por meio dessas atividades”. Essa frase nos faz compreender que a função educativa da dança visa o desenvolvimento físico, emocional e social dos alunos. Amplie seus horizontes sociais. A dança como recurso didático é fundamental porque ajuda a construir uma pessoa mais confiante entre os alunos, aumenta sua autoestima e faz com que se sintam úteis e capazes. Por fim, a dança ajuda a desenvolver a autonomia do aluno. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-children-dancing-choreography-class-625917542 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-children-dancing-choreography-class-625917542 De acordo com Piconez (2003) "Os alunos aprendem fazendo." Portanto, o ensino de atividades de dança não pode isolar os alunos dentro de quatro paredes, mas estimular as crianças a descobrirem sua expressividade e potencial criativo. Consequentemente, é óbvio que a dança como processo de aprendizagem permite que os alunos aprendam por meio da própria experiência física, compreendam a perspectiva dos outros, desenvolvam habilidades e expressem sua criatividade. Ela sempre inspira os alunos, em vez do antigo conceito de muitos educadores, apenas alunos calados e silenciosos podem estabelecer o aprendizado. Para Bertoni (1992), a dança como fator educacional contribui para o desenvolvimento da psicologia, da sociedade, da anatomia, da inteligência, da criatividade e da família. Nessa perspectiva, a dança contribui para a educação esportiva consciente e integral, proporcionando múltiplos benefícios nos aspectos físicos, sociais e intelectuais. Trabalhar com a dança também pode descobrir o seu próprio corpo e perceber que cada um tem formas diferentes de se movimentar.A fala de Bertoni reforçou ainda mais a ideia de que a dança contribui para o desenvolvimento geral dos alunos. Segundo Nanni (1995), a dança contribui para o desenvolvimento das funções intelectuais, tais como: atenção, memória, raciocínio, curiosidade, observação, criatividade, exploração, compreensão qualitativa da situação e capacidade crítica. A educação pode dar uma grande contribuição para o desenvolvimento da aprendizagem. Por fim, a dança é propícia para uma boa aprendizagem, sem abandonar o plano de estudos, deve centrar-se no desenvolvimento dos elementos mais importantes do processo de ensino como a autoestima, a autoconfiança e a motivação.Portanto, Fux (1983) defende que a dança é atraente como recurso didático contribuinte, pois auxilia em diversas áreas que são essenciais para a construção do conhecimento dos alunos, estimula a espontaneidade e a criatividade. Nesse sentido, é importante destacar que a dança, como prática docente, é propícia ao desenvolvimento do aluno, tornando-o um sujeito capaz de pensar de forma criativa, se expressar espontaneamente e se comunicar com o mundo ao seu redor. Isso também nos permite ver a dança como um meio natural de comunicação expressa por meio do corpo. Isso também nos faz refletir que trabalhar a dança em sala de aula deve sempre ter como foco o aprendizado, não uma forma de entretenimento. Porém, a liberdade do aluno é sempre incentivada, caso contrário ele será reprimido e não conseguirá atingir o objetivo da aula. Segundo Nanni (1995), os exercícios físicos são vitais para o desenvolvimento das crianças, pois ampliam seus conhecimentos por meio de suas habilidades motoras. Isso nos faz perceber que a partir do momento em que os alunos percebem a si mesmos e suas habilidades, ela pode se desenvolver e crescer, interagir com seu habitat, vivenciando experiências através do próprio corpo. Essa visão nos faz pensar que o corpo está internamente conectado, então o pensamento está relacionado ao exercício. Portanto, o exercício estimulante levará à excitação da mente, o que beneficiará automaticamente o processo de aprendizagem. De acordo com Freinet (1991, p. 45): A educação infeliz visa, por meio de explicações teóricas, convencer os indivíduos de que podem adquirir conhecimento pelo conhecimento e não pela experiência. Física e mentalmente, falsos intelectuais desadaptativos, pessoas incompletas e incompetentes. Com base nesse pensamento, o professor de Dança deve ser utilizado como um recurso interessante, que pode enriquecer a aprendizagem de várias disciplinas e estimular a aprendizagem de forma livre e agradável. Em relação ao corpo e incentivar a aprendizagem de forma livre e agradável significa estimular de forma a despertar o interesse dos alunos para que ele possa participar ativamente das atividades, ao invés de uma forma autoritária e repressiva. De acordo ainda com Ossona (1988) deve encarar o ensino de dança como uma espécie de atividade educativa, recreativa e criativa. E ainda, é necessário um plano de ensino e um plano de realização. Portanto, observamos que para a contribuição da dança no processo de ensino, é importante que primeiramente a entendamos como uma atividade educativa que pode ajudar os alunos a se desenvolverem de forma integral. Precisamos usar a dança nas atividades de ensino para permitir que os alunos experimentem o corpo o máximo possível para promover o seu desenvolvimento. Para tanto, enfatizamos também a necessidade de estar preparado. O professor precisa receber formação continuada e sempre preparar os cursos com antecedência, enfim, fazer o seu plano de ensino, mesmo que pareça não estar de acordo com o plano quando for executado. Essa atitude também auxilia no processo de ensino. Ossona (1988, p. 35) também enfatizou: “Nossos filhos são dotados de um grande potencial psicofísico e temos a responsabilidade de aumentar esse potencial”. No dizer de que: Nessa perspectiva, para que isso ocorra, é fundamental que nossas atividades geram sempre liberdade de expressão e beneficiem o desenvolvimento motor do aluno. Devemos explorá-lo ao máximo, tendo sempre o cuidado para não limitarmos e nem reprimirmos o seu desenvolvimento. (OSSONA, 1988, p. 48 ) Na verdade, nossos alunos são dotados de diversas habilidades e conhecimentos. Como professores, temos a responsabilidade de aprimorá-los, deixá-los se desenvolver e buscar mais conhecimentos. É importante ressaltar também que a dança, como processo de aprendizagem, contribui para a formação de um corpo vivo, pois além de ocupar espaço, tem forma, expressão, desejo e pode interagir com as coisas da natureza. Isso nos permite entender que a dança ajuda a cultivar homens e mulheres que entendem melhor suas vidas, e é propício ao aprendizado dessa consciência e de outros processos mais educacionais. Nessa perspectiva, a dança vem formando o sujeito como cidadão crítico, reflexivo e participativo. Pode-se dizer assim, que a dança como processo educativo não é apenas um processo de cooperação com o ensino de habilidades, mas também um processo que contribui para o desenvolvimento do potencial humano e sua relação com o mundo, por isso também é a favor do processo de construção de conhecimento. SAIBA MAIS A dança é uma atividade tipicamente humana. As pessoas quando ouvem música, naturalmente movem os pés e batem palmas. É curioso como todo o corpo acompanha a música. Pesquisadores encontraram pinturas pré-históricas em cavernas que comprovam movimentos de pessoas como se dançassem. Fonte: VIEIRA, E. Curiosidades sobre a dança e suas utilidades. Blastingnews, Suíça. Disponível em: https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-danca-e-suas-utilidades- 002391215.html. Acesso em: 21 ago. 2021. #SAIBA MAIS# https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-danca-e-suas-utilidades-002391215.html https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-danca-e-suas-utilidades-002391215.html REFLITA A Dança é considerada a mais completa das artes, pois envolve elementos artísticos como a música, o teatro, a pintura e a escultura, sendo capaz de exprimir tanto as mais simples quanto as mais fortes emoções. Fonte: O que é dança? Brainly. Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/26938560. Acesso em: 21 ago. 2021. #REFLITA# https://brainly.com.br/tarefa/26938560 CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante essa leitura conhecemos a história da Dança e suas contribuições para as mais diversas fases da evolução humana e suas civilizações. Percebemos que, ao longo da vida, praticamos a Dança para nos mantermos saudáveis e muito mais para nos trazer felicidade e bem estar. A prática deve ser realizada de acordo com a realidade dos estudantes e da escola, como fonte inovadora e diversificada. A dança propiciará socialização entre os alunos e desenvolvimento de diferentes aspectos para sua formação. Para o bom desenvolvimento da dança na escola é importante a metodologia do professor, aplicando a temática da aula e do seu domínio do conteúdo. Assim a dança trará benefícios e é uma excelente forma de desenvolver seu aluno para esta prática em outros âmbitos de sua vida. Assim, espero ter contribuído para o conhecimento e amplitude de seus pensamentos junto à Dança. Até breve! LIVRO • Título: Atividades Rítmicas e Expressivas • Autor: Silvia Regina Ribeiro. • Editora: InterSaberes. • Sinopse: Esta obra fala sobre o papel da dança na formação integral dos indivíduos. Para isso, apresenta um breve histórico dessa atividade física e discute o que são atividades rítmicas e expressivas, investigando os desafios que costumam ser encontrados pelos professores de educação física ao inserir a dança em suas práticas pedagógicas, buscando assim perceber a dança como uma forma de linguagem corporal. Link de acesso: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/169552/pdf/0?code=8fDqtbnOhGsL SxU1XQKbMglAI9cldFiKHfR4XvYG68Q5Oip3Z5IbidkzCEZVnLMf0UEGbS5Mk+j8rB5+ mHg0/Q== FILME https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/169552/pdf/0?code=8fDqtbnOhGsLSxU1XQKbMglAI9cldFiKHfR4XvYG68Q5Oip3Z5IbidkzCEZVnLMf0UEGbS5Mk+j8rB5+mHg0/Q== https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/169552/pdf/0?code=8fDqtbnOhGsLSxU1XQKbMglAI9cldFiKHfR4XvYG68Q5Oip3Z5IbidkzCEZVnLMf0UEGbS5Mk+j8rB5+mHg0/Q==https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/169552/pdf/0?code=8fDqtbnOhGsLSxU1XQKbMglAI9cldFiKHfR4XvYG68Q5Oip3Z5IbidkzCEZVnLMf0UEGbS5Mk+j8rB5+mHg0/Q== • Título: Us Again • Ano: 2021. • Sinopse: Enquanto as pessoas de Nova York dançam ao ritmo da música, o idoso Art permanece em seu apartamento e assiste TV mal-humorado. Sua esposa, Dot, entra e tenta fazer com que ele saia e aproveite o dia. Ele se recusa, deixando seu coração partido. Art logo se arrepende dessa decisão e vê uma foto sua e de Dot quando eram jovens e cheios de vida. Ele sai pela escada de incêndio de sua casa quando de repente começa a chover. A chuva o torna mais jovem e o rejuvenesce, levando-o a sair para a cidade à procura de Dot. Art e Dot encontram-se, sendo esta última também jovem por causa da chuva, junto a um bebedouro e começam a dançar de forma vibrante pelas ruas. Quando as nuvens de chuva começam a se mover, a secura as reverte à velhice. Art começa a arrastar Dot pela cidade na tentativa de permanecer jovem com ela. Eles fogem para Paradise Pier com Dot ficando para trás de boa vontade, enquanto Art continua a perseguir as nuvens de chuva. Eventualmente, as nuvens saem completamente e Art volta a ser um homem velho junto com Dot. Art volta e vê Dot sentada sozinha em um banco e se junta a ela. Os dois se olham nos olhos e, sem palavras, reconhecem seu amor um pelo outro. Art e Dot continuam a dançar juntos, embora não tão vibrantes quanto antes, enquanto um casal mais jovem os observa admiravelmente de longe. A poça de chuva abaixo deles reflete o seu eu mais jovem. REFERÊNCIAS https://en.wikipedia.org/wiki/New_York_City AZEVEDO, F. de. A cidade e o campo na civilização industrial. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1962. BERTONI, Í. G. A dança e a evolução: O ballet e seu contexto histórico. Programação didática. São Paulo: Tanz do Brasil, 1992. BOURCIER, P. História da Dança no Ocidente. Trad. Marina Appenzeller. São Paulo: Martins Fontes Ltda, 1987. BRIKMAN, L. A linguagem do movimento corporal. São Paulo: Summus, 1989. CAMINADA, E. História da Dança: evolução cultural. Rio de Janeiro: Sprint, 1999. DANTAS, M. F. Toda mudança desse dia...uma dança. Uma abordagem histórica da dança artística. Anais do II Encontro Nacional de História do Esporte, Lazer e Educação Física, p 105-115, 1994. ELLMERICH, L. História da dança. São Paulo: Ricordi, 1964. 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Nesta unidade veremos as diferentes formas de se expressar com movimentos e técnicas de improvisação, para o aperfeiçoamento da consciência corporal. Também vamos entender os elementos que compõem a dança, como a música e seus instrumentos que são a alma da dança. O ato de improvisar também fará parte desta unidade, pois a dança não pode ser simplesmente técnica e rigorosa, mas sim um momento de distração e lazer para seus praticantes. E as brincadeiras dançantes tem alto poder de socialização, trazendo todos os indivíduos a praticarem de forma prazerosa, e evitando a exclusão daqueles que não tem muita aptidão com a dança. Então, bons estudos e muita dança a todos nós! 1 EXPRESSÃO CORPORAL E O MOVIMENTO Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-dance-school-ballet-hiphop-street-570822709 A definição de ser expressivo, quer dizer que transmitimos nossos sentimentos para os outros. Ao utilizar os movimentos para essa expressão transformamos nossos pensamentos em gestos, assim nos comunicando com todos os indivíduos através da expressão corporal. Segundo Silva e Schwartz (1999), o movimento corporal é uma linguagem que cada pessoa possui para manifestar-se e, a expressão corporal é o resgate dessa linguagem individual. E o nosso “ (...) corpo tem a capacidade de se manifestar, o que, na expressão corporal, se apresenta através do vivido corporal. Este viver corporal equivale à maneira pela qual o corpo apresenta-se disponível.” (SILVA e SCHWARTZ, 1999, p. 169). https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-dance-school-ballet-hiphop-street-570822709 Nesse sentido, podemos apoiar a expressão do movimento através da experiência do corpo em termos de experiência física, podemos enriquecer os gestos expressivos e torná-los mais criativos e espontâneos. Ambos revelam seus pensamentos e transmitem informações: As atividades expressivas objetivam, através de vivências corporais, da dança e de outras manifestações, levar o homem, a mulher, a sentir o corpo-próprio, ampliar sua sensibilidade, eliminar os limites, as influências e preconceitos determinados pelo ambiente cultural. (SILVA, 1995, p. 93). A respeito dessas considerações, Silva (1995) apontou portanto, que a expressão corporal, ao trabalhar de forma planejada, espontânea e criativa, não precisa colocar o corpo sob técnicas padronizadas, e os movimentos repetitivos podem trazer inúmeros benefícios. Segundo Brikman (1989), a expressão corporal salva e desenvolve todas as possibilidades humanas (corpo e mente), disseminadaspor meio do movimento corporal. A expressão corporal carrega a possibilidade do desenvolvimento global do corpo e dá ao corpo oportunidades de expor suas emoções, muitas vezes reprimidas e ignoradas, portanto, a expressão corporal e todos os seus benefícios podem ser comprovados no processo de desenvolvimento e educação humana. Expressão corporal e Educação Física Durante muito tempo a escola transmitia conhecimento ao aluno através da leitura, da escrita e dos cálculos, nunca em movimento. Tinha-se como verdade que o aluno só aprenderia se estivesse parado. A herança dessa educação tradicional e rígida está presente até os dias de hoje. É comum vermos orientações em escolas para que os alunos não corram, não pulem, não se movimentam, além disso, muitas vezes o movimento está associado à indisciplina. Apesar destas atitudes ainda estarem presentes na escola, muitos estudos têm nos mostrado o contrário. Dessa forma, devemos buscar um diálogo entre o movimento corporal e o produzir conhecimento que supere essa concepção. Para Rego (2011), é necessária a busca de uma prática docente que possibilite aos alunos um pensamento crítico, a partir da valorização da criatividade, da reflexão e da participação, condições indispensáveis para a inserção social e construção da cidadania, assim Scarpato (2001) afirma que: O movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de expressar-se em variadas linguagens, desenvolvendo a auto expressão e aprendendo a pensar em termos de movimento. (SCARPATO, 2001, p. 59). Ainda para Scarpato (2001), o trabalho com o corpo gera a consciência corporal,o aluno começa a expressar seus desejos de modo mais espontâneo, o que pode criar dificuldades numa pedagogia autoritária, que ainda acredita que ele só aprende sentado na carteira. Sendo o movimento indispensável para o processo educacional e o corpo objeto de estudo da Educação Física, este tem papel fundamental na escolarização e deve ter uma formação mais humana, que valorize a cultura corporal e tudo que a ela esteja relacionado. Podemos destacar também a importância da educação física como disciplina, que tem como objetivo: Desenvolver uma reflexão pedagógica sobre o acervo de formas de representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história, exteriorizadas pela expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios ginásticos, esporte, malabarismo, contorcionismo, mímica e outros, que podem ser identificados como formas de representação simbólica de realidades vividas pelo homem, historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p. 38). Diante disso, a Educação Física enfrenta o desafio de tornar a expressão corporal um conhecimento importante no processo de formação humana e dar a ela uma relevante importância no trabalho pedagógico na escola. 2 MÚSICA E SEUS ELEMENTOS Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/attractive-dancing-blonde-club-neon-light- 1174974151 Durante esta unidade vamos observar alguns elementos básicos que compõem uma frase musical e a formação de uma música, dando sentido ao movimento e a ligação que a dança tem junto a música, tornando uma fusão importantíssima para a aquisição da produção coreográfica. 2. 1 Componentes Básicos Quando se cria uma peça musical, o compositor combina diversos elementos que são importantes para a música, esses elementos chamamos de elementos musicais, assim destacando o ritmo, a melodia, a harmonia, o timbre, a textura e a forma. Figura 1 - Música https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/attractive-dancing-blonde-club-neon-light-1174974151 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/attractive-dancing-blonde-club-neon-light-1174974151 Fonte: SHUTTERSTOCK. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hipster-igen- teen-pretty-fashion-girl-1564166668. Acesso em: 30 ago. 2021. 2. 2 Ritmo O ritmo é utilizado para descrever diversos modelos de sons musicais que agrupados formam a música, assim a sua duração e os acentos formam as frases. Ao fundo de cada música há uma batida, considerada como o coração, ali nos referimos para medir o ritmo de cada canção. 2. 3 Melodia Uma grande maioria de pessoas, tem a melodia como componente mais importante de uma peça musical. Sabemos que naturalmente a melodia, é uma palavra muito comum, que tem um significado ainda sem muita precisão, definindo que a sequência de notas, de diferentes sons, organizadas numa dada forma de modo a fazer sentido musical para quem escuta. Assim, ao reagirmos com a melodia criamos uma interpretação única. Faz sentido naquilo que para um pode ser inaceitável, e para outro, pode se tornar a canção mais interessante já ouvida. 2. 4 Harmonia Quando mais de uma nota é ouvida ao mesmo tempo, chamamos de melodia, que produz o acorde. Os acordes podem ser de dois tipos: consoantes, quando as notas estão de acordo com as demais, e dissonantes, quando as notas não fazem sentido com as demais, assim tornando as frases musicais mais tensionadas. A harmonia pode ser usada de duas formas: para a referência à seleção de notas de determinam algum acorde e, também para descrevermos a progressão e o desenrolar de uma composição. 2. 5 Timbre O instrumento é único, assim cada um produz um som diferente, isto sendo do mesmo modelo, essa sonoridade pode variar de instrumento por instrumento, nos fazendo distinguir a diferença de um som de um trompete e de um violino, por exemplo. Assim, com essa particularidade definimos o timbre de cada instrumento. 2. 6 Textura As peças musicais podem apresentar sonoridades de diferentes tipos, como as de com sons rarefeitos e esparsos, já outras ricas e fluídas com mais facilidade. Quando descrevemos os aspectos musicais, a textura é uma palavra muito utilizada, pois compara a trama de um tecido, para com os sons que compõem a música. As três formas básicas de compor uma música pode ser: - Monofônica: constituída por uma única linha melódica, destituída de qualquer espécie de harmonia; - Polifônica: duas ou mais linhas melódicas entretecidas ao mesmo tempo; - Homofônica: uma única linha melódica é ouvida contra um acompanhamento de acordes. “melodia + acompanhamento”. 2. 7 Forma A forma musical descreve qual será o projeto ou configuração de um compositor para construção de uma obra musical. Inúmeros são as suas configurações, assim obtidas através de diferentes períodos da história incluindo os métodos utilizados em cada época. 3 INSTRUMENTOS MUSICAIS: VIVÊNCIAS COM A PERCUSSÃo Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/overhead-view-several-hand-drums-other- 1819837409 A importância de salvar a música no ambiente escolar, como recurso no processo de ensino, pode favorecer o conhecimento interdisciplinar dos alunos e o desenvolvimento da cultura, da moral, do movimento psicológico e da sociedade. A arte e a música devem ocupar uma posição mais importante do que dão, por meio de um ensino mais prático do que a cultura. Com o objetivo de fazer da educação musical uma espécie de portador de conhecimento e contribuir para visões interculturais e alternativas frente à atual vida real global e tecnológica. A música é uma das formas mais antigas e valiosas de expressão humana e sempre existe na vida das pessoas. A música acompanha a humanidade desde os tempos pré-históricos e tornou-se um elemento característico da humanidade. Sem música, é impossível pensar no mundo de hoje. A música desempenha um papel muito importante ao contar a história de um lugar e integrar as crenças étnicas e religiosas de diferentes culturas na sociedade.É necessário capacitar o público-alvo a usar a música https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/overhead-view-several-hand-drums-other-1819837409 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/overhead-view-several-hand-drums-other-1819837409 como linguagem de expressão e identidade na sociedade. O desenvolvimento de uma boa aula requer preparação e disciplina, planejando refletir sobre as condições existentes e implementar formas alternativas de ação, sabendo que o comportamento das crianças em comunidades pobres muitas vezes está sujeito a uma disciplina irregular. O comprometimento dos educadores é muito importante, é preciso buscar a aproximação, incentivar os alunos a participarem da sala de aula, opinar, levar temas da realidade e conteúdos diversificados para os alunos que ainda não se tornaram robôs. Usando a teoria psicogenética e técnicas construtivistas que podem ser usadas, como linguagem descritiva, canções locais, jogos, danças, expressões físicas em sua área, aprendizagem e comunicação próxima que inclui os alunos e a participação efetiva de todos os alunos. O Brasil é um país multicultural, nossa música goza de privilégios e é influenciada por múltiplas culturas, vários instrumentos musicais logo apareceram e seus sons e ritmos aqui existentes. Agora podemos entender alguns instrumentos de introdução e suas origens e sua forma de execução. Organologia é o estudo da composição e classificação dos instrumentos musicais, levando em consideração os materiais utilizados, a forma, a qualidade do som produzido, o timbre, a forma de execução e a história de cada instrumento. A classificação dos instrumentos musicais mais comumente usados hoje foi criada por Curt Sachs e Eric Von Hornbostel e foi publicada pela primeira vez na Alemanha em 1914. Não há dúvida de que o ensino da percussão é uma importante prática musical que pode ser desenvolvida nas escolas. A prática de jogar juntos envolve muitas habilidades e trabalho em equipe, e é uma forma muito produtiva de aprender na escola. Com base na organização e nos princípios do ensino coletivo de instrumentos musicais, na organização e preparação de apresentações musicais, este tipo de prática coletiva de instrumentos musicais possibilita a interação social e desempenha um papel muito importante no processo de aprendizagem musical. Envolve "aprendizagem colaborativa" entre os elementos de um grupo, motivação mútua, orientação, verificação e avaliação (MORAES, 1997, p. 71). O currículo começa com a música como princípio da prática social / através da relação que as crianças estabelecem na música junto ao seu grupo social. (SOUZA, 2004). De certa forma, acreditamos que a música "é uma comunicação simbólica e emocional e, portanto, social." De um modo geral, "libera a crença de que nossos alunos podem mostrar e formular hipóteses sobre sua experiência musical. E podemos conversar com eles. (SOUZA, 2004, p. 09) diz que “A teoria da vida diária fornece um complemento para a compreensão das relações sociais musicais estabelecidas nas atividades diárias de ensino de música”. Acredita-se que, na relação com o mundo ao seu redor, as crianças adquirem conhecimentos sobre música. Conhecimentos musicais que aparecem nas atividades musicais rítmicas, como: percussão ou movimento corporal; bela melodia ao cantar suas faixas favoritas; além das habilidades envolvidas no aprendizado de instrumentos em diversos locais e por meio de diversas mídias. Diante de várias formas de contato e experiência musical na vida cotidiana, as crianças desenvolveram seus conhecimentos e habilidades musicais. Quando pensamos na vida diária, pensamos na "educação musical diária". A educação se estabelece no "universo íntimo" de cada um, na relação micro-social da família, dos colegas, da mídia (livros, TV, internet), dos jogos, etc. Segundo Souza (2000), cotidiano. é visto como um lugar social de processos de crenças, de achar sentido comunicativo e interativo, nos quais os participantes da sociedade constroem suas identidades sociais e em cujas molduras se estabelece um entendimento sobre as normas sociais, realizam-se as interações sociais e se reconhecem processos intersubjetivos como sua parte essencial. (SOUZA, 2000, p. 28). Nesse sentido, segundo Souza (2000, p. 27) afirma que a vida cotidiana inclui "uma espécie de orientação pedagógica para professores" , que para nós, professores de música, fazemos com que a direção musical faça uma viagem ao universo e que os alunos estarão conhecendo, tornando assim uma orientação da prática pedagógico- musical. 4 IMPROVISAÇÃO Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/black-dressed-people-forming-improvisation-word- 193431818 Para definir os métodos de improvisação precisamos discutir de forma polêmica e por muitas vezes recorrente. “A improvisação” não pode ser considerada um único modo, monolítico, de organização. Segundo Nelson (2006), a improvisação é uma palavra escorregadia, genericamente aplicada, e que exige uma abordagem detalhada. Algumas classificações observadas auxiliam na análise e no entendimento, que recorrem a algum tipo de uso, que delimita as restrições que são aplicadas nas propostas e desenvolvimentos. As maiores tendências são aquelas que predominam com a relação artista/contexto, que durante a improvisação elaboram alguns acordos prévios. Indicando assim aspectos compartilhados, delimitando alguns grupos que se assemelham, assim denominando formas de improvisação, restringindo alguns acordos já implicados nos objetivos de uso. Formas de improvisação Vamos, agora, te apresentar formas de improvisação que podemos executar, apresentando dois modelos de uso geral: ● Improvisação sem acordos prévios: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/black-dressed-people-forming-improvisation-word-193431818 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/black-dressed-people-forming-improvisation-word-193431818 Essas improvisações são elaboradas a partir do contexto único de apresentação, apresentando relações somente dos hábitos da dança. A sua inspiração ocorre durante a apresentação, não havendo ensaios nem relações com elementos pré elaborados. Assim podendo ser criadas versões únicas do tempo em que estão sendo realizadas. Carter (1999) alerta que pode estar havendo características de movimentos repetidos e que fazem parte do repertório do bailarino que a apresenta, alerta também a falta de anseio para uma coreografia mais simples e sem a perspectiva de espetáculo. Zambrano et al. (2000, p. 76), diz que: É possível ter expectativas sobre o que vai acontecer numa improvisação, quando as pessoas que estão improvisando se conhecem e treinam juntas, e isso ocorre por reconhecimento das informações de técnicas de dança inscritas nos corpos, que carregam possibilidades de decisões legíveis. Assim, Dunn, Paxton, Nelson, Hagendoorn, Zambrano, entre outros, criaram alguns tipos de treinos para as improvisações. Esses criadores contestam a importância da criação com um conceito que de coerência a apresentação, buscando novas metodologias de improvisação. Vejamos alguns grupos de improvisação que propõem essa forma em cena, como é o caso da Cia. Nova Dança 42 e Magpie Music Dance Company. Esses grupos treinam juntos há vários anos, assim eles propõem parâmetros de apresentação, mas sem uma proposta concreta. Alguns encontros de improvisação são chamados Jam Session considerados sem acordos prévios. Tratando de encontros abertos a todos os interessados para prática de improvisação, sejam eles artistas ou não artistas. Também existem os encontros de Jam em grupos restritos, que fazem o treino junto porém não se apresentam no mesmo grupo, somente pela experiência da vivência em uma outra configuração de dança. ● Improvisação com acordos prévios:Desta forma, cobrimos improvisações que são previamente acordadas durante o processo de preparação, tanto no seu processo como na sua apresentação. As recomendações são divididas em duas categorias: - Criação de improviso durante o processo criativo - por exemplo, um experimento antes de uma exibição pública; - Improvisação de roteiros - possui regras prévias relacionadas às condições e possibilidades de improvisação. Improvisação no processo criativo: Esses processos criativos contam com a improvisação para encorajar sua investigação. Esses processos ocorreram no período anterior à apresentação da dança, eram experiências realizadas entre artistas durante os ensaios e posteriormente formalizadas em suas obras. Hoje em dia, muitos artistas realizam seu processo criativo por meio da improvisação. Recomenda-se a realização de experimentos, como pesquisar e desenvolver questões relacionadas ao trabalho em andamento. A opção de trabalhar neste formato tem a ver com sua imprevisibilidade. Assim, vamos apresentar duas propostas para seu processo da elaboração de acordos: - Criação de improviso durante o processo criativo - por exemplo, um experimento antes de uma exibição pública; - Improvisação com roteiros - possui regras prévias quanto às condições e possibilidades de improvisação. Processo de improvisação: esses processos criativos contam com a improvisação para estimular sua investigação. Esses processos acontecem no palco que antecede a apresentação da dança, são experiências entre artistas em ensaios e posteriormente formalizados em suas obras. Hoje em dia, muitos artistas realizam o processo criativo por meio da improvisação. Recomenda-se a realização de experimentos, como pesquisar e desenvolver questões relacionadas ao trabalho em andamento. A escolha de trabalhar dessa forma está relacionada à imprevisibilidade de seus experimentos, podendo produzir soluções inusitadas e diversas, pois os artistas envolvidos têm autonomia sobre o processo. Usamos os procedimentos de improvisação para desenvolver sua pesquisa. Esta sala tem como foco a preparação para a síntese de exercícios, para isso começa com problemas específicos e os discute no corpo, estudando a qualidade do exercício muito precisa. Seu experimento prevê a repetição e persistência do problema de motivação, inspirando o desenvolvimento de uma composição futura. Improvisação e scripting: O termo scripting aqui é usado como regra anterior, relacionado às condições e possibilidades da improvisação. O roteiro é usado como parâmetro para definir: o desenvolvimento da improvisação; e / ou o tipo de ação; e / ou a relação entre a dança e outras linguagens; e / ou a relação entre os artistas; e / ou a relação com o público ; e assim por diante. São restrições predeterminadas, dispostas durante a mostra para manter a autonomia do artista na composição. Experimentando algumas estruturas desse tipo que aconteciam durante a prática no palco, onde dançarinos colaboraram para desenvolver materiais esportivos, inventaram métodos de distribuição de regras em tempo real, reagruparam pessoas e criaram no palco de acordo com essas restrições. Por exemplo, operando entre essas regras gerais: (1) entrada e saída; (2) como viver em um espaço, que ocorre várias vezes ao mesmo tempo; (3) combinar estrutura coreográfica com a liberdade de transição improvisada. A “pontuação ajustada” (tuning score) criada por Nelson (2006) pode ser considerada uma possibilidade organizacional, que ocorre sob regras previamente definidas. Os participantes improvisados têm comandos verbais e lidam com as restrições do jogo, usando chamadas como "repetir", "desfazer", "adicionar" e "encerrar". Para estar na estrutura, é preciso se tornar dançarino e observador, e passar de uma função para outra é lidar com essas regras. 5 JOGOS E BRINCADEIRAS COMO MEIO DE EXPRESSÃO CORPORAL Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/family-friends-dancing-together-garden-party- 1295518507 A expressão corporal é um comportamento espontâneo. É uma linguagem usada pelos humanos para expressar sentimentos, emoções e pensamentos com o corpo. Combinada com outras linguagens de expressão, como falar, pintar e escrever, ajuda a desenvolver a expressão geral na primeira infância Educação. Qualquer ação que uma criança realiza em uma atividade pode se tornar uma ação de expressão física que precisa ser explorada. Segundo Andrade (2006), o uso da consciência corporal pela criança de uma maneira lúdica e expressiva trará, em primeiro lugar, a satisfação da descoberta e o alívio da tensão e da ansiedade e, em segundo lugar, sua percepção das possibilidades e limitações do corpo é benéfica. Com isso, as crianças encontrarão maneiras de usar os gestos de forma criativa e espacial. Quando falamos sobre a expressão por meio do corpo, aplicamos o aprendizado ao conteúdo que orienta a criatividade pessoal, a comunicação e a integração. Stokoe e Harf (1987) dizem que, o indivíduo que enfatiza o uso do corpo para se expressar deve compreender que vive em sociedade com outras pessoas que também usam o corpo para se expressar. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/family-friends-dancing-together-garden-party-1295518507 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/family-friends-dancing-together-garden-party-1295518507 Andrade (2006), enfatiza que a expressão física é a herança da humanidade. É citado que os povos primitivos podem buscar recursos de sobrevivência por meio de seus corpos. Nesse momento, habilidades excelentes, especialmente capacidade de percepção, são necessárias para observar e avaliar o mundo ao seu redor. É por meio dos gestos, sonoros ou não, que os humanos utilizam essa matéria-prima para construir a linguagem. O educador desempenha um papel importante na aplicação das atividades expressivas, deve perceber que a participação das crianças no mundo da fantasia é propícia à formação de pessoas sensíveis à mudança. Em um ambiente de jogo, as crianças podem expressar fantasias. O dever de nossos educadores é envolver a imaginação das crianças para transformar este rico material em projetos realizáveis, que podem assumir a forma desenho, de poesia, de música, de uma dança, de um simples objeto feito de caixas, ou de uma história representada ou apenas para o grupo (ANDRADE, 2006). Segundo Brasil (1998), a expressão corporal está contida no bloco de atividade de expressão, que inclui a manifestação da cultura corporal. A característica comum é a clara intenção de se expressar e comunicar por meio de gestos na presença de ritmo, som e música na construção da expressão corporal, o uso da sinergia enriquece o processo de informação e treinamento como um indivíduo, melhora a interação do grupo e muitas vezes salva a cultura pop da região. Stokoe e Harf (1987) incluem a expressão corporal como um conceito aliado à dança, que pode ser entendida como a resposta do corpo a determinados motivos. Não devemos esquecer que se trata de dança no contexto da expressão física, onde os movimentos são obtidos de forma espontânea mas organizada através da criatividade de cada indivíduo, é diferente do ambiente de dança coreografado onde o professor impõe os movimentos a ser realizada, e o objetivo não é o treinamento mas que trabalhe na expressão e na criatividade. Enfatizando um trecho de Bertazzo et al. (2004, p. 5 - 6) que infere: Na diversidade do corpo, nas expressões específicas de várias posturas, há uma variedade de pensamentos, imagens, sonhos e desejos, cada um dos quais respeitar sua integridade. Sexo, particularidade e autonomia. O movimento de harmonia é estabelecido combinando as diferenças em comum e as semelhanças nas diferenças por meio da prática. Podemos definir dança como diferentes maneiras pelas quais as criançasexperimentam a expressão, ao invés da linguagem. Ao falar com o corpo, abre a possibilidade de se conhecer de outra forma e melhorar a autoestima. A introdução da expressão física na educação infantil pode alterar significativamente as atitudes das crianças na escola, pois a expressão física no ambiente escolar busca desenvolver não só as habilidades motoras, mas também a imaginação e a criatividade. No conteúdo da expressão física, estarão envolvidos jogos de canto, linguagem de expressão e jogos de canto de ação na educação infantil. Adultos em diferentes períodos históricos usaram o brincar, o canto e a dança como forma de celebração ou como meio de transmissão cultural. Fazendo rodas e cantando cara a cara, as crianças estabeleceram uma parceria. Essa parceria se repetirá em outros espaços. O ritmo individual dá lugar ao ritmo coletivo, que surge como recurso e elemento-chave para o alcance de objetivos educacionais e de promoção desenvolvimento por meio da colocação intencional.Os objetos simbólicos permitem que a imaginação das crianças seja refletida e a função de ensino apóia o desenvolvimento geral das crianças. (KISHIMOTO, 1998, p. 22). Brincar permite que as crianças desenvolvam autonomia, criatividade e cooperação por meio de desempenho e experimentação, e entrem no mundo do trabalho, da cultura e das emoções. É também um tipo de atividade social que se baseia nas regras de convivência e imaginação estabelecidas pelos participantes. Quanto maior e mais diversificada a experiência da criança, maior a capacidade de encontrar soluções para as novas situações vividas. O termo jogo de canto materializa-se em atividades rítmicas, expressivas e musicais, tendo como conteúdo os jogos tradicionais, nomeadamente canções de roda e jogos ficcionais, para complementar o processo de criatividade e imaginação. Os jogos tradicionais são jogos que estão ligados ao folclore, ou seja, integrados à cultura popular e têm como características o anonimato, a tradição, a comunicação oral, a preservação, a mudança e a universalidade. Trata-se de um jogo fictício em que as crianças começam a mudar o significado dos objetos, a expressar sonhos e fantasias e a assumir diferentes papéis de acordo com sua formação social. (KISHIMOTO, 1998). As canções circulares permitem que a escola amplie o repertório das crianças e estimule sua sensibilidade às coisas. O conteúdo das letras, onde abordam diferentes aspectos da vida. O ritmo é uma tendência inata na vida da criança, participa do ritmo natural do coração da criança desde a mais tenra idade e está sempre disponível para ela. Segundo Paiva (2000), os pré-escolares têm um pouco de dificuldade com ritmos mais complexos, mas devemos encorajá-los a se expressarem dentro de seus limites. Paiva (2000) diz ainda que, para facilitar a sua aprendizagem: explique a letra e as suas intenções, se estiver relacionada com outras áreas de aprendizagem; ensine a letra primeiro, exigindo pequenas repetições; ensine a melodia; permita que as crianças se expressem livremente enquanto ensina a melodia; combine a letra com a melodia Conecte-se com gestos; cante a música inteira; leve em consideração a criatividade e a liberdade de expressão da criança; deve considerar a maturidade musical da criança. Para crianças pequenas, a música deve ser curta e fácil de cantar. SAIBA MAIS Mas afinal, o que é mesmo a expressão corporal? Podemos defini-la como um modo involuntário que nosso corpo tem de se manifestar. Em suma, trata-se de uma interlocução do tipo não verbal, amparada em movimentos da face, posturas e gestos. Fonte: RODRIGUES, P. F. Expressões corporais e seus significados. Revista SIDLOC-MG. Disponível em: https://www.sindlocmg.com.br/artigos/expressoes-corporais-e-seus-significados/. Acesso em: 23 ago. 2021. #SAIBA MAIS# REFLITA https://www.sindlocmg.com.br/artigos/expressoes-corporais-e-seus-significados/ “Quando eu danço, minha mente percebe, o meu coração sente e o meu corpo exprime. Não somente o que a alma quer externar, mas o que o espírito quer expressar. A dança é a expressão que integra, é um movimento de entrega.” Thalita Epitácio. Fonte: EPITÁCIO, T. Pensador. Disponível em: https://www.pensador.com/expressao_corporal/#:~:text=QUANDO%20EU%20DAN%C3%87O%2C%20M INHA%20MENTE,%C3%89%20UM%20MOVIMENTO%20DE%20ENTREGA.&text=V%C3%AA%2Dla%2 0%C3%A9%20como%20ver,olhar%20a%20beleza%20da%20cria%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 23 ago. 2021. #REFLITA# CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante esta unidade observamos a importância da Dança e suas manifestações, como a expressão corporal que está totalmente ligada ao desenvolvimento do entendimento do corpo e suas possibilidades. Ela deve estar presente desde os primeiros anos de vida, e ser desenvolvida por toda sua história, pois a dança é uma excelente atividade para se manter ativo e saudável por toda a vida. A dança é o ato de mover-se demonstrando sentimentos e emoções. É um estado de espírito, onde conseguimos uma conexão mais íntima e profunda com nós mesmos. É uma detalhada fonte de movimentos rítmicos que são ao mesmo tempo expressivos e desafiadores. Nos encontramos na próxima unidade. Até lá! LIVRO • Título: Dinâmicas de Grupo e Jogos • Autor: Vilmabel Soares. • Editora: Vozes. • Sinopse: Dinâmicas de grupo e jogos: psicodrama, expressão corporal, criatividade, meditação e artes são práticas pedagógicas e arteterapêuticas, que facilitam o desenvolvimento humano nos seus diversos aspectos: físico, social, psíquico, emocional, intelectual e afetivo. Essas dinâmicas de grupo poderão ser utilizadas como ferramenta de trabalho para coordenadores de quaisquer grupos: instituição educacional, religiosa, empresarial e 3º setor. Por todos aqueles que se interessam pela educação, pelo desenvolvimento humano, pelas artes, pela criatividade, pela arteterapia e terapia de grupo. Link de acesso: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53760/pdf/0?code=mxxxu4rZUY8rN N7Q60hAvxka9Iyqclwaf9EgAwWQ/M3Raxy6+7y+IY6/DFDKgEmjP+jLg+g56ZtBi1ZjS9A 8Pg== FILME https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53760/pdf/0?code=mxxxu4rZUY8rNN7Q60hAvxka9Iyqclwaf9EgAwWQ/M3Raxy6+7y+IY6/DFDKgEmjP+jLg+g56ZtBi1ZjS9A8Pg== https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53760/pdf/0?code=mxxxu4rZUY8rNN7Q60hAvxka9Iyqclwaf9EgAwWQ/M3Raxy6+7y+IY6/DFDKgEmjP+jLg+g56ZtBi1ZjS9A8Pg== https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53760/pdf/0?code=mxxxu4rZUY8rNN7Q60hAvxka9Iyqclwaf9EgAwWQ/M3Raxy6+7y+IY6/DFDKgEmjP+jLg+g56ZtBi1ZjS9A8Pg== • Título: Let´s Dance • Ano: 2019. • Sinopse: Joseph, apaixonado dançarino de hip-hop, se recusa a entrar na companhia de seu pai para tentar a sorte em Paris. Com sua namorada Emma e seu melhor amigo Karim ele se junta a equipe do famoso Yuri, para tentar ganhar uma competição internacional de hip-hop. Mas no dia nada acontece como esperado, Joseph é traído por Emma e Yuri. Recolhido por Rémi, ex-estrela dançarina que se tornou professora, Joseph descobriu o mundo da dança clássica e conheceu a brilhante Chloe, no meio da competição de ballet de Nova York. Através deste encontro, orquestrando a inesperada aliança entre o hip-hop e a dança clássica, Joseph aprenderá a se sentir legítimo como dançarino e líder, e se tornará um artista Link de acesso: https://filmow.com/let-s-dance-t269737/ REFERÊNCIAS ANDRADE, E. T. Corpo e Fantasia no Processo do Conhecimento. p. 110-121. 2006. BÉLEC, D. Improvisation & choreography – the teachings of Robert Ellis Dunn. . Contact Quarterly, Verão. v. 22, n.1, p. 42-51, 1997. BERTAZZO, N; Espaço e Corpo: Guia de Reeducaçãodo Movimento. p. 5 e 6. São Paulo: SESC, 2004. BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Ensino Fundamental. Referencial Curricular Nacional para Educação Física. Brasília. 8. v. 1998. BRASIL. 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Vamos conhecer cada um deles e um pouco de sua história. Assim criando estratégias para a inserção da dança no contexto habitual e trazendo a harmonia do corpo junto aos ritmos e embalos, cada ritmo tem uma característica própria podendo dar para cada indivíduo um olhar e um gosto pelo ato da dança de diversas formas. Bons estudos! 1 CLASSIFICAÇÃO DA DANÇA: TIPOS, CARACTERÍSTICA E EXEMPLOS Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-modern-ballet-dancers-like-tree-1544296805 A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma música que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independente do som que se ouve, e até mesmo sem ele. A história da dança retrata que seu surgimento se deu ainda na pré história, quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas. O surgimento das danças em grupo aconteceu através dos rituais religiosos, onde as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol e a chuva. Os primeiros registros dessas danças mostram que as mesmas surgiram no Egito, há dois mil anos antes de Cristo. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-modern-ballet-dancers-like-tree-1544296805 Mais tarde, já perdendo o costume religioso, as danças apareceram na Grécia, em virtude das comemorações aos jogos olímpicos. O Japão preservou o caráter religioso das danças, onde as mesmas são feitas até hoje, nas cerimônias dos tempos primitivos. Em Roma, as danças se voltaram para as formas sensuais, em homenagem ao deus Baco (deus do vinho), onde dançava-se em festas. Nas cortes do período renascentista, as danças voltaram a ter caráter teatral, que estava se perdendo no tempo, pois ninguém a praticava com esse propósito. Praticamente daí foi que surgiram o sapateado e o balé, apresentados como espetáculos teatrais, onde passos, música, vestuário, iluminação e cenário compõem sua estrutura. No século XVI surgiram os primeiros registros das danças, onde cada localidade apresentava características próprias. No século XIX surgiram as danças feitas em pares, como a valsa, a polca, o tango, dentre outras. Estas, a princípio, não foram aceitas pelos mais conservadores, até que no século XX surgiu o rock’n roll, que revolucionou o estilo musical e, consequentemente, os ritmos das danças. Assim como a mistura dos povos foi acontecendo, os aspectos culturais foram se difundindo. O maracatu, o samba e a rumba são prova disso, pois através das danças vindas dos negros, dos índios e dos europeus esses ritmos se originaram. Estilos de dança: TiposQuem nunca se movimentou com o toque de uma música ou de um som? Difícil alguém não ter dado uma reboladinha se quer, não é? Pois é, então você deve ter dançado algum tipo de dança. As danças têm os seus mais variados estilos, são tantos pelo fato de terem surgido cada uma em um local ou cultura diferente. São ritmos lentos, agitados, contemporâneos, dançados individualmente, com parceiro, em grupo, casal, etc. os tipos de dança se dividem categorias como: de salão, populares, contemporânea e de apresentação. Alguns ritmos são originários do Brasil, como por exemplo, o xaxado, muito conhecido no nordeste do país. Também o frevo e o axé, característicos no carnaval brasileiro, a maior festa popular, danças que envolvem bastante coreografia individual, passos rápidos. Também é um ritmo conhecido principalmente no norte do país. Já o sertanejo e pagode são ritmos bastante presentes no centro oeste e sudeste, que atualmente vem recebendo um grande destaque, principalmente o sertanejo universitário, que é um sucesso em todo o país. A dança é realmente contagiosa, dependendo do ritmo você nem precisa ficar horas na academia, é uma boa dica para entrar em forma, sem aquela monotonia, o corpo com certeza vai ficar bem definido, além de outros benefícios, como até mesmo o ganho da flexibilidade. Abaixo você confere os ritmos de dança mais característico dos brasileiros. Vale a pena conhecer um pouquinho mais de cada um. Com certeza você vai encontrar a sua dança preferida. Divididas ainda mais em estilos como: • Tango; • Lambada; • Frevo; • Cancan; • Ballet; • Hula; • Dança do ventre; • Sapateado; • Break; • Dança de rua; • Forró; • Flamenco; • Vanerão; • Quadrilha; • Country; • Bolero; • Rock; • Pagode; • Funk; • Hip Hop; • Valsa; • Jongo. Ritmos Ritmo vem do grego Rhytmos e designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa vida. Nas artes, como na vida, o ritmo está presente. Vemos isso na música e no poema. Temos a nos reger vários ritmos biológicos que estão sujeitos a evoluções rítmicas como o dos batimentos cardíacos, da respiração, do sono e vigília etc. Até no andar temos um ritmo próprio. Conceito Ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenômeno repetitivo, mas a palavra é normalmente usada para falar do ritmo quando associado à música, à dança, ou a parte da poesia, onde designa a variação (explícita ou implícita) da duração de sons com o tempo. Quando se rege por regras, chama-se métrica. O estudo do ritmo, entoação e intensidade do discurso chama-se prosódia e é um tópico pertencente à linguística. Na música, todos os instrumentistas lidam com o ritmo, mas é frequentemente encarado como o domínio principal dos bateristas e percussionistas. Segundo alguns autores, os conceitos de ritmo podem variar: ● O ritmo é uma lei universal a que tudo se submete. ● Caracteriza-se como princípio vital e movimento. ● Sistematiza o ritmo, colocando-o como definição de movimento ordenado. ● Ritmo pode ser individual (ritmo próprio), grupal (caracterizado muito bem pela dança, o nado sincronizado e por uma série de atividades por equipe), mecânico (uniforme, que não varia), disciplinado (condicionamento de um ritmo predeterminado), natural (ritmo biológico), espontâneo (realizado livremente) e refletido (reflexão sobre a temática realizada), todas estas variações de ritmo podem ser trabalhadas na escola com diferentes atividades. ● O ritmo é a pulsação da música. Sem ritmo não há música. Agora vamos entender alguns principais estilos de dança, e cada modalidade em que ela se apresenta. 2 DANÇA CRIATIVA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/happy-office-workers-jumping-dancing-casual- 1461890021 Em nossas palavras, criatividade é a expressão de um potencial humano de realização, que se manifesta através das atividades humanas e gera produtos na ocorrência de seu processo. Devemos acrescentar que através da atividade criativa, os seres humanos alcançam uma consciência sobre suas potencialidades, desvendam a condição genuína de sua liberdade pessoal e edificam sua autonomia, uma vez que através da criatividade, o homem existe e evolui, se expressa e, modela parcelas de realidade do universo das infinitas possibilidades humanas. Miel (1972) acredita que a criatividade é qualidade que todo ser humano pode demonstrar em sua maneira de viver, e que é possível aumentar a criatividade na maioria dos indivíduos, aumentando assim na sociedade em geral, se for posto em prática na educação o que sabemos a respeito de condições que incentivam a criatividade, sendo uma desta, a arte. A arte e a capacidade criadora sempre estiveram intimamente ligadas. Durante anos, o programa artístico, nas escolas públicas, tem sido o baluarte da criatividade e, com frequência, as experiências de arte e a atividade criativa significam a mesma coisa. Entretanto, com o interesse crescente na criatividade e o grande número de pesquisas, nessa área, tornou-se muito claro que é possível ter um programa artístico nas escolas, o qual não seja, automaticamente, de natureza criadora. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/happy-office-workers-jumping-dancing-casual-1461890021 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/happy-office-workers-jumping-dancing-casual-1461890021 Baseando-se em Lowenfeld e Brittain (1970), acredita-se que o potencial criativo humano tenha início na infância. Quando as crianças têm suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a ser adultos ousados, propensos a agir de forma inovadora. O inverso também parece ser verdadeiro. Segundo Ostrower (1995), o potencial criador não é outra coisa senão uma disponibilidade interior, a plena entrega de si e a presença total naquilo que se faz. A criatividade e sua realização correspondem a um caminho de desenvolvimento da personalidade. A pessoa poderá crescer ao longo de sua vida, crescer para níveis sempre mais elevados e complexos, assim como já foi visto com os autores pesquisados. Ao entendermos a arte como uma necessidade existencial das pessoas e não como um luxo qualquer dispensável, implica também a noção de qualidade, a capacidade de discernir e avaliar. No fundo, somente a partir da realização das próprias potencialidades criativas, é que alguém há de adquirir o respeito e a necessária objetividade perante o trabalho de outros artistas, perante a autonomia e validez de suas formas expressivas. Poderá avaliar melhor o trabalho dos outros e o seu próprio. De acordo com Lowenfeld e Brittain (1970), para a criança, o valor de uma experiência artística está no processo. Um exame do produto artístico deve estar, primordialmente, mais interessado na experiência que o motivou do que no próprio trabalho realizado. Potencial Criativo Uma obra de arte não é a representação de um objeto em si, é, também, a representação da experiência que temos desse objeto. Uma simples imitação fotográfica do seu meio não expressa as relações individuais da criança com o que ela percebe. Para a criança, a arte é algo muito diferente e constitui, primordialmente, um meio de expressão. [...] A criança é um ser dinâmico; para ela, a arte é uma comunicação do pensamento. (LOWENFELD e BRITTAIN, 1970, p.19) E para trabalhar com crianças na área da arte, é necessário compreender as várias fases da evolução e possuir um completo conhecimento das possibilidades de crescimento. Tal consciência é necessária para que o professor determine até que ponto a criança pode compreender e utilizar a experiência artística. Na arte, não existe um tema externo que precise ser apresentado em pequenas doses. Na atividadecriadora, o tema possui um significado distinto do dos demais campos de ensino. Tomemos como exemplo os desenhos das crianças, as árvores, as flores, e os bonecos que permeiam suas folhas de desenho. O tema não é realmente importante nos desenhos das crianças, que desenha de acordo com sua percepção e com seu conhecimento e entendimento, mas sim, o modo como esse tema é retratado. É indispensável expressar ainda, quando se trata do estudo da atividade criadora, que este tema nos coloca em contato com interessantes compreensões sobre a natureza humana, uma vez que, através da criatividade, o ser humano realiza a construção de seu destino e do próprio mundo. Piaget: Operatório Concreto De acordo com Piaget (1970), o desenvolvimento cognitivo é um processo de sucessivas mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas, derivando cada estrutura de estruturas precedentes. Ou seja, o indivíduo constrói e reconstrói continuamente as estruturas que o tornam cada vez mais apto ao equilíbrio. Essas construções seguem um padrão denominado por Piaget de estágios , que seguem idades mais ou menos determinadas. Todavia, o importante é a ordem dos estágios e não a idade de aparição destes. Aproximadamente a partir dos sete anos de idade, observa-se uma mudança significativa no desenvolvimento mental da criança e aparecem as formas mais organizadas dos aspectos que vinham sendo anunciados em estágios anteriores. O início deste estágio coincide também com o ingresso da criança no processo de escolarização propriamente dito, facilitando o desenvolvimento da sua vida psíquica, envolvendo a inteligência, a afetividade, as relações sociais e a individualidade, o que faz com que apresentem um salto qualitativo e quantitativo surpreendente. Cada estágio é caracterizado pela aparição de estruturas originais, cuja construção o distingue dos estágios anteriores. O essencial dessas construções sucessivas permanece no decorrer dos estágios ulteriores, como subestruturas, sobre as quais se edificam as novas características. (PIAGET apud DELGADO, 2003, p. 29) No estágio Operatório-Concreto (7 a 12 anos), a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, já sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração. Desenvolve a capacidade de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação observada (reversibilidade). Nesse estágio as crianças são capazes de trabalhar em grupo e em harmonia com a divergência de pontos de vista, havendo a capacidade da troca solidária de experiências. Assim, as crianças perdem o alto grau de egocentrismo não se confundindo mais com o ponto de vista do outro, conseguindo coordenar suas ações com a dos outros. Quanto às regras, nesse estágio, as crianças cuidam por se policiar no cumprimento rigoroso dessas regras, não permitindo que elas sejam desrespeitadas, por ter um cunho divino, garantindo a igualdade diante de uma mesma lei. Ganhar assume um sentido coletivo e significa ser bem sucedido. As regras não podem ser violadas nem modificadas. Surge a reversibilidade do pensamento, o que permite à criança entender uma ação do seu início ao final, sem exatamente estar agindo. A criança pensa antes de agir. A honestidade, o sentido de justiça, a reciprocidade constituem sistema racional de valores pessoais, fazendo emergir o respeito mútuo, em contraposição ao respeito unilateral. Compreender como as crianças constroem as noções de espaço, tempo, velocidade e casualidade é de grande importância (assim como entender as diversas manifestações da criança) para aqueles professores que estão preocupados com a aprendizagem eficaz de seus alunos. Dança Criativa A inclusão da dança, como modalidade artística a ser trabalhada dentro do currículo escolar, representa uma valiosa conquista. A estruturação de uma proposta para o ensino de dança representa o reconhecimento de sua importância como linguagem culturalmente construída e como atividade essencial no desenvolvimento integral do ser humano, ratificando, desta forma, as relações entre dança e educação. O papel da arte no contexto educacional assegura a todas as crianças, jovens e adultos, em processo de formação, um acesso ao meio de construção de formas de expressão e comunicação, através de manifestações estéticas e artísticas, a Arte para a formação global do indivíduo. Na Arte, devemos lembrar que o corpo nos permite mil e uma possibilidades de entendimentos e interpretações, abrindo um leque de oportunidades para quem se utiliza dela. Não é apenas arte pela arte, e sim a decodificação de informação mais íntima, por nós mesmos. A percepção do seu corpo, sua capacidade de comunicação e expressão de emoções e sentimentos é descoberta pela criança através de seus movimentos. O movimento constitui uma atividade essencial e dinâmica na vida da criança. A dança na vida das crianças é fundamental, tanto para sua formação artística quanto para sua integração social. Valoriza-se o aprendizado da dança, o dançar como experiência de vida e a própria vivência da dança na relação da criança e adolescente, consigo mesmo, com o outro e com seu meio. A dança deverá aparecer como elemento contribuinte para um desenvolvimento saudável, biopsicossocial da criança. Apesar das especificidades de cada técnica de dança é necessário lembrar que existem elementos e princípios comuns, além de estratégias de ensino, que podem ser usados independentemente da estética enfocada (Clássico, moderno, entre outras). O conceito de Dança Criativa chega para apresentar uma nova didática e metodologia no ensino da dança para crianças. Percebe-se que a criatividade na arte da dança tem sido normalmente abordada apenas no processo de criação do produto artístico. Assim, deixa-se de lado a compreensão que a criatividade pode, e deve, ser utilizada em outras esferas da dança, principalmente em seu ensino. O que a Dança Criativa pretende mostrar é que sua prática fornece os subsídios necessários para o desenvolvimento espontâneo e criativo da linguagem do movimento; tem o objetivo de desenvolver uma ação pedagógica coerente, estimulando a criatividade, baseando- se em análises de técnicas da dança adequada às séries, com enfoque na educação psicomotora. Cunha apud Rangel (2002, p. 64) divulga que a Dança Criativa deveria estar presente nos currículos escolares, da pré-escola até a universidade, pois seus conteúdos podem ser adaptados e aplicáveis a qualquer nível de ensino. Apresenta os aspectos gerais da dança criativa como a identificação da estrutura corporal, através dos mecanismos senso-psicomotrizes, utilização de formas e conteúdos que se relacionem com as qualidades de movimento (grande-pequeno, forte-fraco, entre outros); ampliação do vocabulário expressivo através de várias explorações senso motrizes; entre outros. A fundamentação visa adequar a aplicação da dança de acordo com o estágio de desenvolvimento psicomotor do indivíduo. A dança criativa funciona como agente de aprimoramento da coordenação motora, do equilíbrio dinâmico, da flexibilidade e amplitude articulares, da resistência localizada, da agilidade e da elasticidade musculares. Se seus valores se assentam em bases que permitem desenvolver o potencial criativo, através da descoberta e exploração de novas formas de movimentação corporal; possibilita- se a educação rítmica pela diversificação na dinâmica das ações psicomotoras; condiciona-se para uma presteza para o movimento porque favorece os aspectos relativos à concentração; canaliza-se a expressividade porque reflete, sentimentos, pensamentos e emoções; possui-se valor cumulativo porque amplia o vocabulário senso-perceptivoe se é fundamentalmente socializante e recreativa porque unifica o trabalho grupal, (...) (CUNHA apud RANGEL, 2002, p.65) É um método de trabalho que foge de determinadas regras estereotipadas e que valoriza o processo criativo, estimulando o aluno a novas explorações e o professor a renovar sempre. 3 DANÇA DE SALÃO Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/dancing-swing-music-party-1014083506 A dança é uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade. Teve origem nos gestos e movimentos naturais do corpo humano para expressar emoções e sentimentos, a partir da necessidade de comunicação entre os homens. Inicialmente, a dança integrava rituais dedicados aos deuses, objetivando pedir auxílio para a realização de boas caçadas e pescarias, para que as colheitas fossem abundantes, para que fizesse sol ou chovesse. A dança fazia parte, também, de manifestações de júbilo e congraçamento pela vitória sobre inimigos e por outros eventos felizes. Com o passar do tempo, cada povo desenvolveu suas próprias formas e estilos de dançar, caracterizando suas diferentes culturas, da mesma forma que a música, o vestuário, a alimentação, etc, marcam o jeito de ser próprio de cada sociedade. Dependendo de seus objetivos, surgiram diversos tipos de dança: a guerreira, a teatral, a ritual ou religiosa, a popular ou folclórica (geralmente dançada em festas populares, em grupos e ao ar livre), o balé clássico e a dança moderna (artísticos e mais voltados para espetáculos), a dança social ou de salão, a dança esportiva, o balé no gelo ou patinação artística e outros tipos. A dança esportiva e a patinação artística são modalidades de caráter competitivo e estão em processo de inclusão entre os esportes olímpicos. A dança social ou dança de salão é praticada por casais, em reuniões sociais e surgiu na Europa, na época do Renascimento. Pelo menos desde os séculos XV e XVI, https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/dancing-swing-music-party-1014083506 tornou-se uma forma de lazer muito apreciada, tanto nos salões dos palácios da nobreza, como entre o povo em geral. É chamada de social por ser praticada por pessoas comuns, em festas de confraternização, propiciando o estreitamento de relações sociais de amizade, de romance, de parentesco e outras. De salão, porque requer salas amplas para os dançarinos fazerem livremente suas evoluções e porque foi através da sua prática nos salões das cortes reais européias que este tipo de dança foi valorizado e levado para as colônias da América, Ásia e África, sendo divulgado pelo mundo todo e transformando-se num divertimento muito popular entre diversos povos. A dança de salão chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores portugueses, ainda no século XVI, e mais tarde, pelos imigrantes de outros países da Europa que vieram para cá. Num país como o Brasil, com tão fortes e diferentes influências culturais, não tardaram a se mesclar contribuições dos povos indígenas e africanos, num processo de inovação e modificação de algumas das danças européias importadas, bem como de surgimento de novas danças, bem brasileiras. O Rio de Janeiro, na medida em que foi capital do Brasil desde o período colonial até 1960, sempre foi o pólo irradiador de cultura, modismos e inovações em geral para o resto do país. Em 1808, a corte portuguesa transferiu-se para cá e trouxe consigo muitos dos gostos e hábitos sociais europeus daquela época, inclusive as danças que estavam na moda e o costume dos bailes frequentes. Durante todo o século passado, qualquer evento era motivo para um baile: aniversários, noivados, casamentos, formaturas, datas cívicas, visitas de parentes e amigos, etc.. Professores de dança europeus, especialmente os franceses, eram contratados para manter os membros da nobreza brasileira em dia com as danças que estavam na moda nas mais importantes capitais europeias. Após a proclamação da república, o gosto pelos bailes continuou forte, entre os cariocas, tornando se cada vez mais populares e freqüentes, a ponto do consagrado poeta Olavo Bilac (1906, p. 11) comentou em um artigo de 1906, para a revista Kosmos: “(...) no Rio de Janeiro, a dança é mais do que um costume e um divertimento; é uma paixão, uma mania, uma febre. Nós somos um povo que vive dançando". Na passagem do século XIX para o XX, as danças da moda eram a valsa, a polca, a contradança, a mazurca, o xote e a quadrilha. Sim, a quadrilha que, naquela época, era uma dança refinada, apropriada aos salões aristocráticos. O próprio Imperador D. Pedro II foi um grande apreciador das quadrilhas, dançando todas que eram tocadas nos bailes a que comparecia. Só mais tarde, muito modificada, esta dança virou a quadrilha caipira das festas juninas, como a conhecemos hoje. Até a década de 1960, os bailes eram um dos eventos sociais mais importantes e populares para os cariocas de todas as idades e camadas sociais. Nos bailes, as pessoas se divertiam, faziam negócios e novos amigos, muitos namoros começavam, enquanto outros casais faziam as pazes, depois de brigas e desentendimentos. Muitas vezes, até problemas de ordem política e econômica, que afetavam o país, eram discutidos em bailes diplomáticos e outros, aos quais compareciam dirigentes da nação. O aparecimento e o período áureo das discotecas - em que os casais passaram a dançar sem se tocar, de uma forma mais livre e solta e até sem necessidade de parceiro(a) - levaram a dança de salão a cair num semi-esquecimento, pelo menos nas grandes cidades, por um período de vinte anos, mais ou menos. Foi a vez das luzes e ritmos das discotecas assumirem um papel de destaque na vida social, substituindo os bailes tradicionais, onde os casais dançavam juntinhos. A dança de salão não desapareceu, mas passou a ser vista como uma manifestação fora de moda, praticada por pessoas mais velhas e conservadoras ou por membros de camadas sociais menos favorecidas, no interior do país e nas periferias das grandes metrópoles. Desde meados dos anos '80, porém, a dança de pares enlaçados vem retornando com toda a força, retomando o lugar de destaque que sempre ocupou na vida social urbana. Multiplicam-se seus adeptos e os lugares para dançar a dois, num movimento forte e abrangente, que parece ter vindo para ficar. Os professores de dança de hoje se organizam em academias e escolas, onde também são realizados bailes para seus alunos poderem praticar. Essas academias estão formando um número cada vez maior de dançarinos. Há concursos e espetáculos, que incentivam os dançarinos a se aprimorarem e que estimulam a profissionalização de muitos deles. Desta maneira, estão surgindo cada vez mais profissionais da dança de salão, vários deles formando companhias de dança para mostrar sua beleza e divulgá-la através de espetáculos cada vez mais sofisticados tecnicamente. O sucesso internacional da lambada, nos anos 80, facilitou o caminho de redescoberta da dança a dois pelos mais jovens, nascidos e criados ao som dos ritmos de discoteca. E voltando a cair no gosto do público jovem, a dança de salão vem passando pelo processo de renovação e expansão a que todos nós estamos testemunhando, no momento. Os ritmos dançados nos bailes cariocas, atualmente, são: o samba e o chorinho, bem cariocas; o bolero (e outros ritmos relativamente lentos, que podem ser dançados como o bolero); ritmos mais rápidos, como o rock e outros, que são dançados de uma forma genericamente chamada de "soltinho"; a salsa e o merengue; assim como, em bailes especiais, para seus apreciadores, a lambada e o zouk, bem como o tango, a milonga e a valsa (dançada à maneira dos argentinos). A dança de salão é uma das mais tradicionais e fortes características culturais brasileiras. É uma expressão alegre e espontânea de seu povo, com seus ritmos e formas de dançar próprias, que despertam aatenção e a admiração dos turistas estrangeiros. Seu potencial cultural, educativo e turístico é enorme e, mais uma vez demonstrando sua vocação de metrópole formadora de opinião para o resto do país, o atual jeito carioca de dançar vem sendo rapidamente divulgado entre os outros estados brasileiros, o que não quer dizer que os outros estados não tenham, também, seus ritmos preferidos e suas formas próprias de dançar. A riqueza e a diversidade da dança de salão em território brasileiro é grande e é isto que a torna tão atraente para nós mesmos e para os estrangeiros: o brasileiro é um dançarino nato, extremamente criativo e musical. No entanto, a história e as muitas facetas e características deste lazer popular ainda são pouco estudadas e conhecidas, entre nós. Assim sendo, o intuito deste artigo é contribuir para o conhecimento e a divulgação deste patrimônio cultural do povo brasileiro, especialmente entre aqueles mais interessados no assunto, isto é, os próprios dançarinos e profissionais da dança de salão. 4 DANÇA DA CULTURA POPULAR Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/salvador-bahia-brazil-january-24-2016-1578291586 As danças populares são pertencentes às culturas populares e carregam uma carga histórica e reflexos dos seus integrantes e ambientes nas danças. Como no mundo existe grande diversidade de povos e culturas, as danças populares se diversificam muito e caracterizam fortemente a cultura em que estão inseridas. Assim, cada cultura tem características próprias que se desenvolvem para a formação da dança e ao longo do tempo podem ir se modificando, pois o ambiente e os indivíduos pertencentes podem mudar e refletir na dança. Consequentemente, cada dança é a representação da vida dos seus integrantes, apontando assim seus anseios, medos, necessidades, ideais, religiosidades e perspectivas. Na arte popular as diferentes maneiras de expressões encontram-se amalgamadas. Movimento, voz, músicas, instrumentos de percussão e objetos simbólicos ou alegóricos fazem parte de uma mesma expressão. Desta forma, tanto a https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/salvador-bahia-brazil-january-24-2016-1578291586 observação quanto a prática desta arte devem considerar essa multiplicidade de linguagens desde o princípio, porque a simultaneidade de ações exige prática constante. Esta premissa é básica para a apreensão da arte popular, bem como para constituir uma identidade que permita acrescentar ao repertório tradicional as variações pessoais. Na cultura popular, as variações são uma forma de ampliar o repertório e exercitar a criatividade. 5 DANÇA URBANA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-modern-dancing-group-practice-front- 431726581 A dança de rua, ou Street Dance é um conjunto de estilos de danças que possuem movimentos detalhados (acompanhados de expressão facial), dançadas nos guetos, festas e bailes dos grandes centros urbanos, envolvendo elementos de música, dança e arte. As músicas, independente do estilo de Street Dance, têm a batida forte como principal característica. A dança de rua originou-se nos Estados Unidos, em 1929, época da quebra da bolsa de Nova York e da grande crise econômica. Músicos e dançarinos dos cabarés americanos urbanos, desempregados como consequência da crise, passaram a realizar suas performances nas ruas. No fim dos anos 60, o cantor americano James Brown criou um novo ritmo que influenciou muito a dança de rua: o Soul (ritmo de origem afro-americana). Mais tarde, o funk (também de James Brown), a música Disco e o Rap também influenciaram a dança de rua. O Breaking surgiu na década de 80 como uma vertente da dança de rua, e foi https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-modern-dancing-group-practice-front-431726581 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-modern-dancing-group-practice-front-431726581 disseminado pelo mundo rapidamente, tendo como principal precursor o americano Michael Jackson. Na década de 70, o movimento que teve início com a dança se estendeu para outras manifestações culturais e artísticas, como a pintura, a poesia, o grafite e o visual (modo de se vestir, de andar, etc.). A esse novo estilo nascido nos guetos nova iorquinos deu-se o nome de Hip – Hop. Conheça um pouco mais da Cultura Hip Hop Sabia que, para os seus praticantes, não se trata de um simples estilo de dança urbana. É um meio de vida, que possui como principais elementos: O GRAFITE, O RAP, O DJ, O MC, O B-boy e B-girl e a dança em si. O hip hop também se apresenta como meio de resistência. As letras de suas músicas denunciam o racismo e as desigualdades sociais. 6 DANÇA CIRCULAR Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-diverse-kids-standing-their-parents- 1247716711 Na década de 60, Bernhard Wosien, bailarino e pedagogo da dança, iniciou um movimento de coleta e divulgação de danças folclóricas, populares e sagradas de diferentes povos e culturas, denominado dança circular. Praticada por grupos e geralmente de mãos dadas na roda, a dança circular tem o potencial de trabalhar tanto o aspecto físico, quanto o emocional do ser humano. Por conseguinte, desenvolve a coordenação motora, a expressão corporal, a referência espacial, a memória, a concentração, o equilíbrio, além de promover a autoestima, a paciência, a cooperação e a inclusão. Não menos importante, no contato com a dança circular também são vivenciados os costumes, crenças, tradições, enfim, a cultura de diferentes povos. Por conta de seus benefícios, a dança circular tornou-se presente em empresas, hospitais, centros terapêuticos e escolas (RAMOS, 2002). https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-diverse-kids-standing-their-parents-1247716711 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-diverse-kids-standing-their-parents-1247716711 Visando incentivar qualidades fundamentais para a formação integral dos estudantes, tais como a cooperação, a confiança no outro, a integração socioafetiva e o respeito perante a diversidade cultural. 7 DANÇA CLÁSSICA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballet-classical-performed-by-couple-dancers- 1412897492 A dança clássica, também conhecida como ballet, é um tipo de dança que reúne uma série de técnicas e movimentos específicos. Por outro lado, o ballet é o nome que permite fazer referência à peça musical composta para ser interpretada através da dança. A dança clássica é composta de cinco posições, as quais foram registradas pelo dançarino, compositor e coreógrafo na corte, o francês Pierre Beauchamp, as quais são conhecidas como: primeira posição, segunda posição, terceira posição, quarta posição e quinta posição. Esta dança surgiu durante o Renascimento, na altura em que os casamentos e os eventos aristocráticos eram celebrados com bailarinos da corte, os quais mostravam as suas destrezas. Com o passar do tempo, os movimentos e os passos foram-se aperfeiçoando. Quando, no século XVIII, houve maior atenção para a dança e a música, as bailarinas sentiram a necessidade de roupas que não limitasse seus movimentos, tendo https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballet-classical-performed-by-couple-dancers-1412897492 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballet-classical-performed-by-couple-dancers-1412897492 https://conceito.de/lado https://conceito.de/ser https://conceito.de/tempo em vista que, nessa época, saltos e giros no ar estavam entre as principais atrações e as mulheres não podiam fazer isso devido a sua vestimenta. Foi aí que Marie Ann Cupis de Camargo, uma bailarina belga e uma das mais importantes da históriada dança clássica, tratou de alterar suas vestimentas. Ela reduziu a altura dos saltos e encurtou as suas saias a fim de ter uma roupa que não limitasse seus movimentos ao realizar a dança clássica. Marie Ann Cupis de Camargo foi a responsável por incrementar muitas das técnicas da dança clássica. O ballet pode constituir uma peça autónoma ou ser intercalado dentro de uma ópera ou de uma obra de teatro. Dos vários estilos de dança clássica, mencionaremos o ballet cortesão, o ballet romântico e o ballet de ação. A dança clássica exige uma grande concentração por parte do bailarino, o qual deve executar movimentos corporais com muita precisão, coordenação e graciosidade. O treino é imprescindível, já que muitas das formas do ballet requerem elasticidade e flexibilidade. A dança clássica é composta de cinco posições, as quais foram registradas pelo dançarino, compositor e coreógrafo na corte, o francês Pierre Beauchamp, as quais são conhecidas como: primeira posição, segunda posição, terceira posição, quarta posição e quinta posição. O vestuário ocupa um papel fundamental na dança clássica. Os bailarinos usam roupa aderente ao corpo de modo a que os seus movimentos possam ser apreciados com maior facilidade. As bailarinas usam uma saia conhecida como “tutu”, já os homens utilizam um collant. Calçam sapatilhas de dança com sola flexível e pontas dotadas de protecções, permitindo que a bailarina possa sustentar todo o peso do corpo com a ponta dos pés. No entanto, esta prática é arriscada, pois é necessário uma grande força nas pernas e pode causar lesões ou fraturas, para além das dores causadas nos dedos dos pés. A dança clássica é tão importante para a história da dança em geral que ela serviu como base para muitos outros estilos de dança como: o jazz, o hip hop, a dança moderna e contemporânea e até mesmo para o sapateado e a dança oriental também. https://conceito.de/ar https://conceito.de/peso https://conceito.de/jazz A palavra em francês “ballet” (balé), que também é usada para se referir a dança clássica, teve origem no termo em latim “balletto” que é um diminutivo para “balleto” (dança). 8 DANÇA MODERNA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/support-group-modern-ballet-dancers- contemporary-1539169613 A dança passou a ser reconhecida como forma de arte apenas recentemente, e ainda resta uma confusão considerável a esse respeito, tanto na mente do público, como na classe dos bailarinos. Não há qualquer literatura em inglês sobre dança, a não ser sobre aquela que trata das formas antigas já abandonadas pelos artistas de vanguarda; assim, os espetáculos propriamente ditos, são a única fonte de luz sobre o assunto, e em última análise, esta é, certamente, a única fonte confiável, pois toda teoria, para ser mais que uma hipótese, deverá partir da prática dos melhores artistas. Entretanto, mesmo o espectador mais receptivo encontrará dificuldades para determinar as bases da dança moderna, dada a impossibilidade de definir precisamente qualquer ponto de semelhança entre os espetáculos de dois artistas. A confusão deste espectador será, com certeza, agravada pela negligência, ignorância e mesmo pela hostilidade da maioria dos críticos de música que, sem preparação alguma e com menos dedicação ainda, propõe-se a escrever criticamente sobre dança nos jornais. Em um passado relativamente recente, entendia-se por dança o balé, e por balé, o ballet d’action. Este era constituído de um arremedo de enredo entremeado por https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/support-group-modern-ballet-dancers-contemporary-1539169613 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/support-group-modern-ballet-dancers-contemporary-1539169613 números coreográficos, da mesma forma que a comédia musical é entremeada por canções. Essa classe de representação inseria-se na categoria das produções teatrais e era julgada pelos críticos de teatro. Quando Isadora Duncan e o movimento romântico surgiram, dando ênfase bem maior à música que ao drama, a dança como acompanhamento coreográfico tornou-se assunto dos críticos de música. Com o desenvolvimento da dança moderna, em que a dança é o principal, e música e enredo são por vezes secundários, a confusão impera. Desfazer tão efetivamente quanto possível essa confusão é o objetivo destas páginas. Apesar de existirem tantos métodos e sistemas de dança moderna quanto bailarinos, há alguns princípios e propósitos comuns, subjacentes a todos. Iremos aqui isolá-los e examiná-los cuidadosamente. É preciso notar, uma vez mais, que essas deduções teóricas são baseadas não apenas em alguma ideia preconcebida a ser comprovada, mas também sobre a prática dos principais artistas da atualidade, tanto americanos quanto europeus. Consideremos, em primeiro lugar, as características distintas da dança moderna – em que consiste e como se diferencia dos outros tipos de dança; daí, seremos levados a uma consideração sobre sua forma, a relação existente entre esta e as outras artes. A dança moderna surgiu, na verdade, como realização dos ideais do movimento romântico. Indispôs-se de modo positivo contra a artificialidade do balé clássico, estabelecendo como seu objetivo principal a expressão de um impulso interior, mas também reconheceu a necessidade de formas vitais desta expressão, e apreendeu o valor estético da forma, em si e por si mesma, como seu complemento. Ao levar adiante este propósito, desvencilhou-se de tudo quanto existia até então e recomeçou do início. Este início foi a descoberta da verdadeira essência da dança, a saber, o movimento. Este é um dos quatro grandes pontos básicos da dança moderna. Com esta descoberta, a dança tornou-se pela primeira vez uma arte independente, uma arte absoluta, como se costuma dizer na Alemanha, circunscrita completamente em si mesma, relacionada diretamente com a vida, sujeita à variedade infinita. Antes, o movimento era apenas incidental. Na dança clássica, o que importava eram as poses, atitudes e a combinação predeterminada destes elementos. O movimento que os unia era irrelevante. Tentava-se de tudo, na realidade, para esconder a ação muscular e criar a impressão de que o corpo agia movido por alguma energia externa que eliminava todo o esforço. Nas elaborações românticas, o centro de interesse era a ideia emocional. Esta era comunicada em grande parte pela música e, em parte, até mesmo por uma concentração mental exagerada. É claro que isto resultava em movimento, mas este não era visto como a matéria da qual a dança era feita. Todavia, parece difícil discordar de que o germe da nova idéia estivesse intrínseco aí, e se não fosse o domínio excessivo da música, este se teria revelado. Na dança clássica, um certo sentido surge devido à combinação de movimentos, como um significado surge da combinação de palavras; mas as palavras são, em essência, entidades isoladas. Na música, por outro lado, o resultado é obtido não ao juntar-se uma sucessão de notas, mas ao criar-se no meio sonoro uma substância, que apesar da variação de altura e intensidade, permanece uma entidade unificada. Da mesma forma, o movimento é visto pelo bailarino moderno como uma entidade unificada, uma substância. Pode variar nas dimensões do espaço, intervalos de tempo, qualidade e intensidade, e ainda permanecer um elemento constante. 9 DANÇA CONTEMPORÂNEA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/couple-ballet-dancers-dancing-under-water- 1107322430 De acordo com o autor Fahlbusch (1990, p.69) “Contemporâneo significa o que é do mesmo tempo, no caso presente, o que é da nossa época”. A dança contemporânea consiste em um estilo que utiliza várias técnicas para desenvolver e aprimorar o uso do corpo. Este estilo de dança revolucionou o “conservador” ballet clássico.Os bailarinos contemporâneos utilizam movimentos livres, naturais e expressivos. As diversas possibilidades expressivas de movimento são aspectos que possibilitaram o aparecimento do que chamamos de Dança Contemporânea. Cada vez mais coreógrafos e pesquisadores do movimento tentam buscar recursos para exprimir de forma inovadora seus sentimentos e questões do cotidiano. Na opinião de Fahlbusch (1990, p. 95) “A ação na dança, é a arte de fazer passar as emoções e as ações da alma do espectador para a verdadeira experiência de nossos movimentos, nossos gestos, nossos corpos”. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/couple-ballet-dancers-dancing-under-water-1107322430 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/couple-ballet-dancers-dancing-under-water-1107322430 O aprendizado técnico da dança contemporânea abrange os conhecimentos dos métodos de Marta Graham, Doris Humphrey e Laban, como base para a preparação corporal. Este tipo de técnica também busca sempre levar a conscientização do bailarino para a importância do aprendizado da dança, conhecimento e sua evolução histórica. A dança contemporânea enfatiza sempre a criatividade, a expressão e o desenvolvimento do pensamento coreográfico em toda sua amplitude, despertando no bailarino o sentido e o gosto pela arte contemporânea, levando-o a entender o grande universo em que vivemos no cotidiano da arte de dançar. Caracterizando como: “O domínio do corpo consiste em dar conhecimento aos dançarinos, de seus próprios corpos, em levá-los a criar seus próprios gestos segundo o estilo que convém a suas personalidades, e em função de seus gestos”. (FAHLBUSCH, 1990, p. 95). Na Dança Contemporânea os movimentos não precisam ser necessariamente leves e para o alto, ou extremamente difíceis como no ballet clássico; eles podem ser fortes, soltos ou desarticulados, até sem forma, mas que expresse o que se deseja revelar ao público. Assim, este tipo de dança não se resume a uma técnica, ela não é uma cópia de exercícios, mas uma arte que permite ao bailarino ou ao coreógrafo se exprimir em movimento. Assim conclui-se que “A necessidade de se expressar é um patrimônio do ser vivo”. (FAHLBUSCH, 1990, p. 97). A dança contemporânea no Brasil O Brasil, que tem o carnaval como sua festa dançante, aderiu ao ballet na década de 20, quando Maria Oleneva chegou ao país com a Companhia de Anna Pavlova, uma bailarina russa que marcou a história da dança. O profissionalismo desenvolveu-se a partir da escola que Maria Oleneva criou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que se tornou a segunda mais antiga companhia da América Latina. Novos grupos surgiram, abrangendo todas as tendências. De maneira geral, a dança contemporânea no Brasil teve uma má fase na década de 50, não por falta de valores, mas pela preferência do público pelo ballet clássico. Nos anos 60 foi vista uma pequena evolução, mas ainda assim muitos críticos insistiam em afirmar que a dança contemporânea era o “reduto dos fracassados do ballet clássico”. Já nos 70, preconceitos foram dissipados, o que fez surgir vários grupos. Segundo Portinari (1989, p. 167) “O resultado mais sólido deve-se ao Ballet Stagium, que a partir de uma base clássica, fez uma ponte com o estilo moderno, empenhando-se principalmente na criação de um repertório de raízes brasileiras”. Atualmente, a tendência em qualquer país é a integração do ballet com a dança contemporânea, essa integração existe nas companhias e às vezes até numa mesma coreografia. No entanto, por dispensar as sapatilhas de ponta, as posições e os passos rígidos, a dança contemporânea é mais abrangente do que o ballet e se ajusta melhor ao nosso tempo. 10 DANÇA E A PLURALIDADE CULTURAL Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/mexican-traditional-costume-girl-1171118119 A dança entra no processo de escolarização brasileira, à medida que vai se associando a inserção dos exercícios e das ginásticas, mas é com a implementação da tríade educação moral, intelectual e física que ela passa a constituir o seleto grupo dos conhecimentos necessários à formação das crianças e jovens (BRASILEIRO, 2008). Essa entrada não gerou impactos significativos no espaço escolar, mas a partir do momento que a dança passa a ser abordada mesmo que de modo discreto, pode-se considerar que no mínimo lhe foi atribuída alguma importância no processo educacional. Chaves (2002) acrescenta ainda que a colocação da dança dentro dos conteúdos dos exercícios físicos na escola foi dada pela compreensão de que se constituía como uma prática corporal que visava um corpo eficiente e forte, diante de um processo de modernização social. Assim, fica claro que um dos principais objetivos com seu emprego, estava pautado em interesses político-econômicos aplicados a uma sociedade cercada de novos princípios e iniciando processos de industrialização. Mesmo dentro destas condições restritas, uma espécie de “cultura da dança” começa a se estabelecer no meio escolar, com um início sutil e extremamente carente de evolução no decorrer do desenvolvimento do processo educacional. Este desenvolvimento tende a ocorrer à medida que a importância do trabalho com a expressividade vai ganhando credibilidade e espaço na formação das crianças, um https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/mexican-traditional-costume-girl-1171118119 processo lento, mas que gradativamente vai construindo fundamentação teórica para sustentar sua relevância como conteúdo pertinente na escola. Atualmente existem alguns trabalhos com atividades expressivas dentro das escolas, mas percebe-se que isto ainda não tem representado grandes saltos para que ocorra valorização na utilização da dança como um componente válido das aulas de Educação Física. É necessário investigar como a dança tem chegado às escolas, uma vez que estas instituições não devem priorizar a execução de movimentos corretos e/ou perfeitos, o que pode gerar dificuldades e falta de interesse dos alunos por tal temática. Ossona (1998) expressa esta ideia ao afirmar que no ensino da dança, os professores não podem se deixar levar por duas tentações básicas: a primeira seria buscar a perfeição nos movimentos de seus alunos; e a segunda seria exigir uma repetição exaustiva de um determinado gesto, ao invés de incentivar o movimento como um todo (OSSONA, 1998). Deste modo, a escola deve presumir que o movimento é uma forma livre e única de cada indivíduo expressar seus sentimentos, constituindo-se, portanto, em uma forma explícita de comunicação, que ajuda o aluno a aprender sobre o mundo e sobre si mesmo. Principalmente devido às diversas barreiras que a dança enfrenta ao adentrar na escola é interessante pensar estratégias para inseri-la, e desta forma, o Tema Transversal Pluralidade Cultural poderia significar uma abordagem interessante na medida em que explora questões relacionadas à diversidade cultural que caracteriza a dança e seus elementos. Tratando-se especificamente da Pluralidade Cultural pode-se dizer que o termo se caracteriza pela existência de várias culturas. Pode ser pelo pluralismo de religiões, de nacionalidades, ou até mesmo de características físicas. Nesse sentido, este tema transversal trata da diversidade que torna as pessoas diferentes e únicas. Para Sacristán (1997) o conceito de Pluralidade Cultural ou Multiculturalismo vai além disso, de acordo com o autor o termo implica em diversos objetivos ideológicos para a educação, cujas fronteiras nem sempre são claras e evidentes. Segundo ele, a educação multicultural pode ser utilizada para reduzir prejuízos de uma sociedade em relação às minorias étnicas, bem como empregar programas diferenciados, para que vários setores culturais de uma sociedade encontrem ambientes educativos apropriados, e por fim,cabe compreendê-la como uma visão não etnocêntrica da cultura que acolha o pluralismo cultural em qualquer faceta. Forquin (1993) acredita que o termo Multiculturalismo possui ao mesmo tempo dois sentidos, um descritivo e outro normativo. Um significa a situação objetiva de um país no qual coexistem grupos de origem étnica ou geográfica diversa, falando línguas diferentes, podendo não compartilhar as mesmas adesões ideológicas nem os mesmos valores ou modos de vida. E o outro, o autor considera que aplicado ao ensino, assume um significado diferente. Assim, o ensino pode se dirigir a um público culturalmente diverso, sem ser ele mesmo um ensino multicultural. Esta última consideração afirma que o ensino deve se dirigir a todos e não só aos alunos que pertencem às minorias étnicas ou aos habitantes de bairros de população heterogênea. De acordo com Sacristán (1997), os modos de funcionamento da escolarização atual tendem à homogeneização e à normalização, já que a escola não consegue acolher e dar expressão às “singularidades”, e, que, deste modo, a população não consegue se acomodar aos modos em que o conhecimento é transmitido, bem como se adaptar às condutas que deles se espera. Sendo assim, o propósito da relação dança e a Pluralidade Cultural deste estudo é de contribuir com o desenvolvimento do respeito e da valorização dos diferentes tipos de dança e atingir todos os alunos de diversas formas, ou seja, cada aluno entenderá a diversidade cultural de uma maneira e essas diferenças individuais também serão levadas em consideração. A dança abordada em uma perspectiva baseada na Pluralidade Cultural pode apresentar múltiplos benefícios, iniciando pela abertura de discussões acerca da riqueza cultural com os alunos, pois a dança expressa esta diversidade seja socialmente (integração e respeito entre os alunos), politicamente (entendimento sobre as diferentes culturas) e culturalmente (aumento do conhecimento sobre os diversos estilos de músicas e ritmos). Além disso, Miranda (1979) entende que a dança oferece absoluta integração com os processos de ensino aprendizagem, possibilitando oportunidades para que a criança possa se expressar, se mover de modo criativo e conviver consigo mesma e com os outros colegas. Neste sentido, um trabalho com dança poderia significar maior integração com seus pares e uma constante descoberta por meio do conhecimento do próprio corpo e do corpo do outro. É importante ressaltar ainda que considerar uma perspectiva plural para desenvolver um projeto com a dança não se trata de saturar as aulas de diversos estilos musicais, gerando confusão e excesso de informações que perderão o significado, mas sim que o professor possa proporcionar aos alunos vivências com fundamentação teórico-prática, capaz de explorar múltiplas possibilidades de aprendizagem. Assim, observando todos os aspectos apresentados sobre a Educação Física escolar, entende-se que é possível que a mesma trabalhe com a pluralidade, respeitando e valorizando as diferenças de cada aluno multiplicando as possibilidades no trato da dança no meio escolar. SAIBA MAIS O termo academia (do italiano Accademia: concerto) é utilizado na Europa durante o século XVI na fundação de academias de música e arte. Como derivação, o termo refere-se ao local institucionalizado de dança e sua prática de ensino; escola de dança. Luís XIV (1638-1715), rei da França entre 1643 e 1715, fundou a primeira academia de dança do mundo, em 1661. Fonte: Academia de dança. Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo14332/academia-de-danca. Acesso em 23 ago. 2021. #SAIBA MAIS# REFLITA Ao dançar nós expressamos com o corpo tudo aquilo que a alma sempre quis dizer ao mundo. Ao se expressar podemos viver, a arte nos faz viver! https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo14332/academia-de-danca Fonte: Mensagens com amor. Disponível em: https://www.mensagenscomamor.com/frases-sobre-danca. Acesso em: 23 ago. 2021. #REFLITA# https://www.mensagenscomamor.com/frases-sobre-danca CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta unidade observamos quais são as diferentes formas de dançar e de entender a cultura da dança em diversos momentos, e como que em cada momento essa arte reflete em nossas vidas. A dança pode estar presente de diversas maneiras na vida das pessoas, porém cada uma delas tem uma característica e uma visão própria do seu estilo que a torna prazerosa e de completa paixão pelo ato de dançar. Também conhecemos as mais diferentes técnicas e estilos de dança presentes no Brasil e no mundo. Espero você agora na nossa próxima unidade. Abraços! LIVRO • Título: Corpo, dança, educação • Autor: Carlos Alberto Pereirta dos Santos. • Editora: Educs. • Sinopse: O corpo humano também fala, ele nunca mente, é absolutamente sincero. Às vezes, é mais importante observar a expressão do corpo do que só prestar atenção nas palavras. A dança acrescenta à fala do corpo um modo de dizer as coisas e o mundo. A dança é o corpo falando. A música parece vir antes da dança, mas, ao contrário, a música nasce da dança. A dança fala mais do que imaginamos ou podemos perceber. Em geral, não fomos educados para ouvir, escutar, observar o corpo. Mas, isto são apenas algumas palavras para apresentar o trabalho de Carlos Alberto Pereira dos Santos, autor do estudo Corpo, dança, educação: Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul. O título do trabalho diz tudo. Trata-se de uma reflexão sobre as relações entre corpo, dança e educação e, igualmente, trata-se de uma demonstração histórica da Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul. É uma análise teórica e prática. Igualmente reflete sobre a importância da dança na educação e também mostra como isso de fato aconteceu. FILME/VÍDEO • Título: O Grande Passo • Ano: 2020. • Sinopse: Descobertos por um excêntrico professor de balé, dois jovens pobres de Mumbai encaram a intolerância e o julgamento da sociedade ao perseguirem seus sonhos. REFERÊNCIAS BILAC, O. Revista Kosmos, Rio de Janeiro, p. 11, 1906. BRASILEIRO, L. T. O ensino da dança na Educação Física: formação e intervenção pedagógica em discussão. Motriz, Rio Claro, v. 14, n. 4, p. 519-528, out./dez. 2008. CHAVES, E. A escolarização da dança em Minas Gerais (1925 – 1937). 160 f. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. 2002. DELGADO, E. I. Pilares do Intervencionismo: Piaget, Vygotsky, Wallon e Ferreiro. São Paulo: Érica, 2003. FAHLBUSCH, H. Dança moderna e contemporânea. Rio de Janeiro: Sprint, 1990. FORQUIN, J. Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. LOWENFELD, V; BRITTAIN. W. L, Desenvolvimento da Capacidade Criadora. Traduzido por Álvaro Cabral. São Paulo: Mestre Jou, 1970. MIRANDA, R. O Movimento Expressivo. Rio de Janeiro: Funarte, 1979. MIEL, A. Criatividade no Ensino. São Paulo:Ibrasa, 1972. OSSONA, P. A educação pela dança. São Paulo: Summus, 1998. OSTROWER, F. Acasos e criação Artística. 5.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1995. PIAGET, J. A construção do real na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 360p. PORTINARI, M. História da dança. 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Objetivos de Aprendizagem: ● Conceituar as características das danças e em seus mais variados campos de atuação; ● Compreender sua aplicabilidade pedagógica; ● Estabelecer a importância da dança no campo profissional. INTRODUÇÃO Olá caro(a) acadêmico(a) Nesta unidade, temos um novo encontro, agora para entender como e onde podemos ensinar a dança, descobrir as vertentes da educação e seus princípios coreográficos. Veremos que a dança pode ser incluída dentro do ambiente escolar e se tornar uma forma divertida e descontraída de aprendizagem, além de descobrir talentos e fazer com que as mesmas se sintam estimuladas as vivências que a dança pode proporcionar. Também observaremos as danças nos espaços formais e não formais e como elas podem ser praticadas e quais os caminhos para profissionalização. Assim teremos um novo olhar sobre a dança, tanto na escola, como em outros ambientes, pois para a aplicabilidade da dança, basta um pouco de criatividade, e a arte da dança estará inserida em vários contextos. Bons estudos! 1 COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA: SEU PAPEL E SUA ELABORAÇÃO Link da imagem: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-people-preparing-concert-on-blach-1059841490 Conforme Orlandi (2002), a coreografia utiliza diferentes mecanismos de produção para produzir sentidos por meio de movimentos importantes. Dantas (1999, p. 82) complementou a ideia desse processo, construindo o “devir” do sentido da dança, pensando que “a construção do sentido segue a lógica inerente à própria dança que se cria: pode ser inspirada por uma história, um "Texto" dramático, a mesma obra de arte tem diferentes possibilidades de leitura. Tendo em vista a introdução inicial ao conceito de composição e coreografia, aponta-se que a trajetória conceitual dessa ação educativa precisa ser ampliada, ou seja, a composição da coreografia, que envolve diferentes conceitos de fenômenos, pessoas, mundo , e a sociedade. Medeiros (2005) questiona se a escola se baseia no princípio da educação, orientação ou treinamento. Ao defender sua pergunta, ele lembrou que a tendência da sociedade ocidental é valorizar a ciência precisa, ressalta-se que até o início do século https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-people-preparing-concert-on-blach-1059841490 XX, as pessoas preferiam usar a palavra "orientação" para introduzir o conceito de construção e construção. Pombo (1995) a necessidade de manter distância da percepção também nos parece familiar no conhecimento científico. Segundo Porpino (2009) historicamente, a dança tem sido rejeitada nas escolas como uma experiência sensível, o que prejudica o ensino a partir de uma perspectiva de ensino que se limita à prática de instrumentos musicais, o que é propício à análise, linearidade e falta de sentido. O ideal de focar na praticidade, produção ou melhor expertise inviabiliza a experiência, desencadeando o questionamento da própria existência, sensibilidade, criatividade e ação crítica. Para Pombo (1995) o comportamento educacional é de natureza humana e, mais importante, considera as possibilidades criativas desses sujeitos. O autor acredita que as pessoas são o fundamento número do ensino da reflexão, à prática educativa é uma reflexão filosófica, pois na educação estética, a disciplina é uma unidade refletida no pensamento e na emoção. O comportamento educacional é essencialmente um comportamento criativo, porque é a essência da consciência criativa. Para Saraiva (2003, p. 173), “fenômeno educacional significa buscar o sentido da experiência educacional, e o método fenomenológico busca a essência desse fenômeno na intencionalidade da consciência”. Read citado por Pombo (1995), em sua tese, a arte é tida como base da educação e apontou que o fenômeno da arte é a dimensão básica da educação voltada para a maximização do desenvolvimento dos indivíduos, nesse sentido, podemos observar que a educação estética pode e deve transcender a experiência artística e considerar a formação do ser humano. A educação estética é uma liberação do potencial humano, que não afeta apenas o indivíduo, mas também afeta a ordem coletiva e a intersubjetividade. O termo estética tem sua origem grega “aisthesis” denominada como domínio fundamental quando refere- se ao ser humano em toda sua abrangência e complexidade (Pombo,1995, p. 377). Portanto, é importante reconhecer os aspectos de ensino e cultura que devem legitimar a importância da estética como expressão da vida humana, também no processo de formação educacional do sujeito. Conforme Pombo (1995) considera-se que é possível ampliar o alcance e as consequências da capacidade de ocultação das pessoas, pois falar de educação estética é falar da ocupação do mundo e da banalidade dos métodos possíveis para romper com essa ocupação do saber, a disponibilidade de pontos de transição. Então, é urgente nos perguntarmos, quando e onde nos tornamos sensíveis? O que nos tocou? O que torna as pessoas sensíveis hoje? O que nos dá um êxtase físico forte e sensível? O que desperta nosso sentido para as coisas do mundo que nos fascinam? Para Porpino (2009), os problemas apresentam algumas reflexões no campo da arte, no caso a dança. Porque a experiência estética em dança deve ser capaz de fazer novas interpretações a partir do significado criado e expresso no comportamento de dança. O pensamento estético de Schiller é baseado em um argumento estrutural de que a educação estética é definida como uma compreensão plena da própria educação humana, filosofia e pedagogia na educação, Pombo (1995) diz que não importa o nível individual ou no nível inter sujeito. Saraiva (2003, p. 123) seduzindo o universo do futuro pontua que, "A experiência estética não é para nos tornar melhores ou piores, mas para nos tornar mais íntimos, não certos. A capacidade do futuro. Uma pessoa é sensível ao mundo e aos seus próprios problemas”. Esses problemas são decisivos, pois ele sugeriu trabalhar na perspectiva da educação estética, neste caso específico, com o objeto de pesquisa é a dança, ou seja, a coreografia. A sensibilidade em todo o processo de composição pode e deve ser praticada na ação contra as cenas, o diálogo, e através da sensibilidade do cotidiano, uma espécie de caminho de pedra que deve ser acomodado ao longo do caminho. Quando assistimos à era da fragmentação e alienação de indivíduos e coletivos, visualiza-se a urgência da educação estética. O processo da coreografia é educativo. A partir do momento permite ir além do afinar da sensibilidade pela forma, mas quando assume um modelo moral, ser crítico, criativo, expressivo e capacidade de comunicação. Nessa perspectiva, o valor da educação aponta para uma educação crítica, reflexiva e transformadora. O risco do processo educativo no fenômeno da coreografia está na disposição do sujeito em explorar a subjetividade desconhecida por meio da intencionalidade, afundando o que é eminente e significativo para os sujeitos. 2 DANÇA NA ESCOLA: O QUE E COMO ENSINAR? Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-dance-school-ballet-hiphop-street-1367374793Nas últimas décadas, diversos pesquisadores vêm discutindo e analisando quais conteúdos de dança deveriam ser inseridos nas escolas. Nessa perspectiva, citaremos alguns estudos para que possamos ter uma visão do que eles produzem e recomendam. Vale destacar que, antes de mais nada, para a seleção desses conteúdos, precisamos refletir sobre algumas questões, tais como: por que dançar, o que dançar para dançar, como dançar. (ANDRADE, et al., 1994; BARRETO, 1998; OSSONA, 1988; PACHECO, 1999; ZOTOVICI, 1999). E sem esse tipo de reflexão, a dança no ensino torna-se irracional. (PEREIRA, 2007). Pereira (2007) explica que a ação, uma forma de educação sem sentido e sem objetivo, explica que para incorporar a dança ao ambiente da graduação e da educação esportiva, é preciso entender o seu papel na educação, principalmente no esporte. Dessa maneira, Ossona (1988) diz que o conteúdo da dança também deve ser contextual além de ser baseado em seus conhecimentos, experiências e possibilidades. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-dance-school-ballet-hiphop-street-1367374793 Andrade, et al. (1994) enfatiza o conteúdo da dança escolar, incluindo o uso da consciência corporal, o uso do ritmo (duração, intensidade, sequência), a relação com o espaço e os produtos coreográficos. Kunz (1994) diz que a improvisação e a expressão corporal como conteúdo e método de ensino da dança no ambiente escolar são propostas. E Marques (1997; 2003) reconhece que o conteúdo da dança pode ser dividido em três temas: subtexto da dança, contexto da dança e texto da dança, com base nas pesquisas de Rudolph Laban e Preston Dunlop. Para Strazzacappa (2001), podemos usar elementos que a escola considera importantes para o desenvolvimento geral do indivíduo. As danças folclóricas ancestrais, tradicionais ou populares devem fazer parte do currículo escolar. Sborquia e Gallardo (2002) propuseram uma lista de danças adequadas para a educação escolar, como danças representativas e danças sensoriais. Gallardo (2003) diz que também é recomendado incluir danças folclóricas ancestrais, tradicionais ou populares no currículo escolar. Recentemente, Sborquia e Gallardo (2006) recomendam que no trabalho de dança e na educação infantil, esteja mais próximo do grupo familiar, seja ele étnico, folclórico ou popular, étnico ou de entretenimento. No ensino fundamental, existem vários estilos de dança, definidos como raça, etnia e entretenimento, que são classificados de acordo com o espaço geográfico e divididos por série. (1.ª série = locais, 2.ª série = regionais, 3.ª série = estaduais, 4.ª série = nacionais, 5.ª série = estrangeiras e 6.ª série = internacionais). Para 7.ª e 8.ª séries, Você pode ver danças expressivas e apresentações espetaculares. Para o autor, as danças estrangeiras são danças realizadas em outros países, permitindo-lhes vivenciar e expressar outras culturas nacionais. A dança internacional é uma dança que viaja por diferentes países, independentemente de sua origem. Vale ressaltar que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) é um documento que também fornece subsídios para o trabalho de conteúdos de dança escolar. Neste documento, o esporte não exclui o conteúdo de dança de seu campo de ação. Em vez disso, é exatamente isso que ela vem tentando incluir em seu treinamento e currículo escolar. Ressaltaram que o ensino da dança na escola deve ser responsabilidade do professor de educação física. (BRASIL, 1997). De acordo com os PCNs de Educação Física, a Dança é o conteúdo inserido pela escola por meio de atividades rítmicas e expressivas e faz parte do sistema de conhecimento, porém os professores de educação física poderão encontrar mais subsídios para desenvolver trabalhos de dança com uma linguagem de arte do PCN discutindo o conteúdo e pontuando que a dança também pode ser executada pelo professor de arte da escola (BRASIL, 1997). Papel do professor de Educação Física e da Escola em relação à Dança Verderi (2000) ressalta que o papel dos professores nas aulas de dança nas escolas, mais especificamente os professores de Educação Física, é atingir os objetivos propostos da Educação Física, além de interferir e apoiar o desenvolvimento de fatos, conceitos, procedimentos, valores e atitudes, dessa forma promovendo pessoas sensíveis e capazes. As pessoas são formadas para se adaptarem às inúmeras situações que se apresentam na vida. Sendo assim, o professor será a pessoa que cria o contexto para o processamento da atividade, e o aluno será a pessoa que busca condições para o seu pleno desenvolvimento neste contexto (VERDERI, 2000). No bojo desse processo, Marques (1997) ressalta que as sugestões de ensino para o ensino de dança nas escolas devem ter como objetivo explorar os aspectos de cultivo de expressão, criatividade e habilidades de comunicação dos alunos. Além disso, eles também devem fornecer treinamento para os alunos entenderem melhor, escolherem e transformarem o mundo em que vivem. Enfatizar que a escola pode dar parâmetros para sistematização e apropriação crítica, consciente e transformadora dos conteúdos específicos da Dança. O papel da escola é construir o conhecimento através do bem social, assim podendo planejar suas aulas de Dança estabelecendo objetivos. Libâneo (2004) esclarece que: O planejamento escolar consiste numa atividade de previsão da ação a ser realizada, implicando definição de necessidades a atender, objetivos a atingir dentro das possibilidades, procedimentos e recursos a serem empregados, tempo de execução e formas de avaliação. [...] Em relação ao projeto pedagógico-curricular, o autor afirma que o projeto é um documento que propõe uma direção política e pedagógica para o trabalho escolar, formula metas, prevê as ações, institui procedimentos e instrumentos de ação. [...] Já a proposta curricular diz respeito à projeção dos objetivos, orientações e diretrizes operacionais previstas no projeto pedagógico. (LIBÂNEO, 2004, p. 149-150). Gaspari (2005), transfere que o mestre é o elemento principal, aquele incentiva e se torna referência para o aluno, sendo imparcial na sua abordagem pedagógica sobre os conteúdos da Educação Física. 3 DANÇA EM PRÁTICA: PLANOS DE AULA PARA DANÇA NA ESCOLA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/keep-dancing-group-happy-little-boys-1667806240 Desde o nascimento da humanidade, a dança coexiste com a humanidade. Os povos antigos dançaram pelos mais diversos motivos e apareceram nas principais atividades da sociedade antiga. Para Oliveira (1983, p.14): Uma das atividades físicas mais significativas para o homem antigo foi a dança. Utilizada como forma de exibir suas qualidades físicas e de expressar os seus sentimentos, era praticada por todos os povos [...] A dança primitiva podia ter características eminentemente lúdicas como também um caráter ritualístico, onde havia demonstrações de alegria pela caça e pesca feliz ou a dramatização de qualquer evento que merecesse destaque como os nascimentos e funerais. Nanni (2003, p. 08) relata que “a dança é uma forma de expressão da atividade humana desde a antiguidade e, antes de mais nada, é também uma comunicação misteriosa entre o homem, a natureza e os deuses”. E Verderi (1998, p. 35) diz ainda que “a dança primitiva tem inúmeros significados: caça, colheita, alegria, tristeza, exorcismo, casamento, homenagem aos deuses, homenagem à natureza, etc.”. E já Oliveira (1983, https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/keep-dancing-group-happy-little-boys-1667806240 p.15) acrescenta que “a dança teve um papel importante no processo educacional porque eles apareceram em todos os rituais para preparar os jovens para a vida social”. Ainda, Nanni (2003) frisa que a dança é considerada uma espéciede arte conceitual, mas é uma forma de comunicação e expressão. É uma das manifestações inerentes à natureza humana e existe nos acontecimentos de sua vida, que estabelece uma relação íntima com emoções e sentimentos humanos, como meio de comunicação, antecede a própria língua falada, característica que falta aos contemporâneos. Diante disso, Verderi (1998) também faz anotações sobre as danças utilizadas para expressar a carne dos estudantes e dos homens neste mundo. Hoje, devido à sua evolução ao longo do tempo, podemos desfrutar de seu movimento, sua magia, sua expressão e plasticidade para melhorar o movimento, magia, expressão e criatividade dos alunos. Nesse sentido, “a realização do autoconhecimento, a compreensão do outro, a expressão individual e coletiva e a comunicação entre as pessoas por meio do diálogo corporal e de linguagem é uma possibilidade de expressão e também de comunicação humana”. (BARRETO, 2005, p.101) Nanni (2003, p. 182) pontua que, “a dança utiliza o desporto como elemento fundamental para transmitir e reflectir os valores sociais do meio em que se insere. Por isso, pode promover o processo de renovação e transformação humana.” contribuir para o processo de renovação e transformação do ser humano. Na sociedade contemporânea inserida na escola, deve-se buscar considerar o movimento, os gestos, os sons, a luz, as sensações, os movimentos, as emoções, enfim, todas as formas de educação vividas em casa, e na rua. Em outros espaços, ao ensinar a dança, os alunos podem ser incentivados a fazer isso, parece tão simples e óbvio para nós, mas ainda é esquecido na maioria das sugestões para o ensino de dança. (BARRETO, 2005) Portanto, é muito importante proporcionar aos alunos oportunidades de desenvolverem seus próprios esportes e se tornarem agentes do conhecimento na escola. A dança pode cultivar iniciativa e autonomia, qualidades destinadas a viver e viver livremente. Os seres humanos estão sendo padronizados, principalmente sob a influência da mídia, agora a globalização penetrou e isso coloca um rótulo na forma como as pessoas se comportam e as tornam iguais na dança, na roupa, na sessão, etc. Considerando esses fatores, vale ressaltar que a dança na aula de Educação Física não deve priorizar a realização de movimentos corretos e perfeitos dentro dos padrões técnicos impostos, gerando competitividade entre os alunos. Deve-se assumir que o esporte é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de se expressar em diversas linguagens, desenvolver a auto expressão e aprender a pensar na perspectiva do esporte a ser humano e nascido. Barreto (2005, p. 78) nos diz que "Para observar o universo e imaginar que tudo nele tem movimento, ritmo, forma e harmonia, em suma, tudo se expressa, mesmo dançando inconscientemente." Por esse ângulo, Laban (1978, p. 20) aponta que: O movimento, portanto, revela evidentemente muitas coisas diferentes. É o resultado, ou da busca de um objeto dotado de valor, ou de uma condição mental. Suas formas e ritmos mostram a atitude da pessoa que se move numa determinada situação. Pode tanto caracterizar um estado de espírito e uma reação, como atributos mais constantes da personalidade. O movimento pode ser influenciado pelo meio ambiente do ser que se move. No contexto desse conhecimento, devemos apontar que no início ao criar um novo conteúdo, deve-se considerar as características do grupo, o ambiente social e cultural, principalmente o desenvolvimento e o interesse dos alunos, para que eles possam responder seja o melhor, superando assim as dificuldades associadas ao ensino e inserção da dança no ambiente escolar. Nanni (2003) reflete sobre a inclusão de elementos culturais regionais ou locais no plano de educação em dança, e implementar fatos históricos que excluem a cultura hegemônica dominante, permitindo que os alunos participem das aulas de dança de forma mais ativa e vigorosa. Descobre possibilidades, formas e movimentos através da percepção dos seus componentes sociais e culturais corporais. As características individuais e coletivas desses componentes são evidentes, promovendo o compromisso social como resultado da ação e liberação da dança contextual. Através dos tempos, com as mudanças culturais sofridas pelas comunidades, a dança vai também acompanhando o processo evolutivo, adaptando-se, às vezes, espontaneamente como uma aquisição do próprio homem, outras vozes quase que impostas por culturas dominadoras. Assim, a dança se modifica muitas vezes, tornando-se algo totalmente importado, desvinculado das raízes do homem que está praticando (NANNI, 2003, p.75). Para isso, é importante que nas aulas de dança os alunos possam desempenhar papéis sociais e promover a reflexão, analisar a cultura dominante imposta pela mídia e conectá-los com a cultura local e / ou regional em que vivem integrado na sociedade, não importa o que seja. Diante dessas considerações, cabe destacar que, no processo de ensino, o professor de educação física deve propor mecanismos que desenvolvam ações, criem situações de aprendizagem satisfatórias e enriqueçam o conteúdo da sala de aula. As atividades devem incluir habilidades de conscientização, expressão física, vídeo-apreciação de espetáculos de dança, textos informativos de diferentes tipos de dança e atividades rítmicas, de forma a estimular a criatividade e criticidade dos alunos e atraí-los para a realização das atividades. Barreto (2005) ressalta que, ao dançar, construímos uma “realidade” diferente da qual vivemos todos os dias, o que ajuda a cultivar indivíduos mais sensíveis, críticos, criativos e transformadores. Uma forma de desenvolver e melhorar o ser humano de todas as classes sociais, não é mais um privilégio de uma única classe. Percebe-se que a dança tem contribuído fortemente para a concretização dos objetivos traçados no seu documento orientador pela Educação Física, e pode contribuir também para o esporte por meio de diferentes objetivos. A dança pode contribuir para a EF através de diferentes objetivos, porém para Marques (2001), o principal objetivo do curso para conteúdos de dança é transformar os alunos em melhores pensadores da arte, melhores consumidores e públicos. Acredita que a dança é uma fonte de autoconhecimento, não uma técnica completa. Em termos de metodologia de ensino de dança escolar, pode-se enfatizar que os professores visam a autonomia, liberdade e potencial criativo dos alunos, e utilizam de forma abrangente métodos de ensino de dança que promovam a experiência e a vida do aluno. Sua própria realidade lhes permite transcender a realidade, recriar e transformar a realidade. 4 DANÇA EM ESPAÇO INFORMAL: ONDE, QUEM E COMO? Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/florence-italy-2020-september-26-unidentified- 1826849345 O espaço da educação não formal recentemente recebeu muitas reflexões dos círculos educacionais. Silva e Perrude (2013) consideram que o século XXI pode ser considerado um período de reforma na política educacional. A responsabilidade de propor ações nessa área não é mais do estado, isso, por sua vez, descentralizou seus serviços. Nesse sentido, o desenvolvimento de ações fora do âmbito nacional caracteriza-se como terceiro setor, e a solução dos problemas sociais sempre esteve a cargo de organizações não governamentais, entidades essas que têm recebido atenção pública. A educação não formal visa fornecer serviços para a situação financeira desfavorecida e para os pobres da sociedade. Os espaços informais proporcionam atividades educativas no período oposto à aprendizagem das crianças ou jovens, que é uma experiência pedagógica, organizada e sistemática fora do ambiente formal da escola. Para Gohn (2006, p. 02): https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/florence-italy-2020-september-26-unidentified-1826849345https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/florence-italy-2020-september-26-unidentified-1826849345 A educação não-formal designa um processo com várias dimensões tais como: a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos; a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades; a aprendizagem e exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários, voltadas para a solução de problemas coletivos cotidianos; a aprendizagem de conteúdos que possibilitem aos indivíduos fazerem uma leitura do mundo do ponto de vista de compreensão do que se passa ao seu redor; a educação desenvolvida na mídia e pela mídia, em especial a eletrônica etc.. Estudos têm demonstrado que espaços fora do ambiente escolar podem fornecer recursos didáticos complementares. Essas diferentes formas de ensino têm métodos de ensino diferentes das escolas normais, produzindo artes, experiências, fruição de diferentes projetos e atividades esportivas. É um espaço para crianças e jovens aprenderem e expressarem os novos conhecimentos adquiridos por meio da nova linguagem. Assim, Barros e Santos (2010, p. 06) afirmam que Além disso, a educação não-formal socializa os indivíduos, desenvolve hábitos, atitudes, comportamentos, modos de pensar e de se expressar no uso da linguagem, segundo valores e crenças da comunidade. Sua finalidade é abrir janelas de conhecimento sobre o mundo que circunda os indivíduos e suas relações sociais. Um dos maiores desafios da educação não formal é defini-la e descrever sua natureza. Na verdade, é porque se trata de um campo social pouco conhecido. É interessante ressaltar que a educação não formal ocorre em quaisquer atividades fora do ambiente escolar e está associada a museus, meios de comunicação e organizações que organizam atividades em diferentes níveis, portanto, a aprendizagem é estruturada de acordo com os desejos pessoais. Para Nuñez (1990) ao definir as ações de educação não formal e mesmo de educação social, é necessário pensar a partir de dois aspectos: um é compreender seus limites e abrangência por meio de suas ações sociais educativas, e o outro é o espaço para tais ações educativas. Entende-se que a educação não formal inclui uma série de áreas de ação educativa, e sua possibilidade torna-se efetivamente um princípio de que a educação é uma atividade que continua depois da escola, e também afeta todos os não participantes da mesma forma. As cadeiras têm diferentes formas e seu conteúdo funcional é ajustado de acordo com o ambiente específico, como vimos, é um processo educacional de aplicação flexível, e seletiva. Souza (2008, p. 02) menciona que: A educação não-formal visa contribuir para o desenvolvimento de crianças e adolescentes, e ainda tem como um de seus objetivos erradicar o trabalho infantil. Esse modelo de educação é recente na história do Brasil e vem se construindo. É um serviço que se entende por ser auxiliar no direito à educação e que contribui para inclusão do sujeito no âmbito educacional. Destacamos que na educação não formal as atividades ocorrem em ambientes construídos coletivamente e em situações interativas, que é uma educação complementar que tem intenções de ação no comportamento de participar, aprender e disseminar ou trocar conhecimentos. Tem sido considerado um complemento à educação formal, mas de forma diferente, nada tem a ver com a escolaridade obrigatória. Vale destacar que a educação não formal é desenvolvida por entidades vinculadas à assistência social, organizações não governamentais, organizações sem fins lucrativos, entidades com fins públicos e autônomos e entidades que buscam promover a redução das desigualdades sociais e sociais, uma transformação voltada para a formação de pessoas. Souza (2008) ressalta que a organização da educação não formal e a relação entre os problemas de aprendizagem são diferentes das escolas, pois a forma de avaliar a relevância das relações pessoais e do conhecimento pela prática é diferente daquela dos ambientes formais e escolares. Portanto, a educação não formal busca capacitar os cidadãos para a promoção de projetos de desenvolvimento pessoal e social que possam ser realizados em diferentes espaços como comunidades, empresas, presídios e organizações não governamentais. 5 DANÇA EM PRÁTICA: AULAS DE DANÇA NO ESPAÇO INFORMAL DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL EM EDUCAÇÃO FÍSICA Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/bangkok-jan-4-unidentified-bboy-breakdances- 251624635 A necessidade de formação profissional nas mais diversas áreas de atuação pode ser justificada pela visível diferenciação entre a atuação de uma pessoa leiga e um profissional habilitado. De acordo com Nascimento (1998), esta diferenciação baseia-se principalmente em habilidades, conhecimentos e atitudes desenvolvidas no processo de formação profissional. As habilidades, conhecimentos e atitudes, necessárias à intervenção profissional dos professores de dança, podem ser adquiridas através da educação formal, não-formal ou mista (formal e não-formal) com a influência dos mecanismos de socialização. O processo de educação formal em dança no Brasil iniciou com a abertura da Faculdade de Dança na Universidade Federal da Bahia, na década de cinqüenta. A partir deste marco inicial, surgiram de forma gradativa, cursos caracterizados como responsáveis pela preparação profissional de professores de dança em Instituições de Ensino Superior Brasileiras. https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/bangkok-jan-4-unidentified-bboy-breakdances-251624635 https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/bangkok-jan-4-unidentified-bboy-breakdances-251624635 Nos cursos universitários, observa-se a implementação de diferentes métodos, orientações conceituais, demonstrando a complexidade da formação de professores de dança no ensino superior. A diversificação dos cursos acontece em relação às disciplinas ministradas, cargas horárias e aos propósitos. Existem cursos para a formação de professores de dança, cursos para a formação de bailarinos, cursos para a formação de profissionais da dança que incluem coreógrafos, bailarinos, professores e críticos de dança. As estruturas curriculares dos cursos de licenciatura em dança, em nível superior no país, oferecem como estilos, geralmente, o Ballet Clássico e Dança Moderna. Entretanto, há uma verdadeira diversidade de estilos empregados no mercado de trabalho. Estilos que emergiram muito rapidamente, durante um breve intervalo de tempo, criados num contexto histórico-cultural e que, muitas vezes, não possuem estrutura pedagógica sistematizada, dificultando o seu aprendizado e desenvolvimento. O não atendimento dos cursos de formação universitária às demandas do mercado de trabalho, tanto em diversificação de estilos quanto em número de vagas e locais de oferta, tem contribuído (em parte) para a perpetuação do processo de educação não-formal de professores de dança. O processo de educação não-formal de professores de dança pode ser operacionalizado através de vivências práticas com profissionais que possuem grande experiência no ramo, principalmente em academias não credenciadas. Conforme diz Brasil (1978): Este tipo de formação encontra amparo legal no decreto n. 82.385 de 05 de outubro de 1978, anexo à lei dos artistas (nº. 6.533, de 24 de maio de 1978), o qual descreve que o detentor de registro profissional de bailarino ou dançarino pode ministrar aulas de dança em academias ou escolas de dança, reconhecidas pelo Conselho Federal de Educação, obedecidas às condições para registro de professor. (BRASIL, 1978, online) O registro profissional de bailarino é expedido pelo Ministério da Educação, através da comprovação dos anos de prática em dança via"curriculum vitae”. Se for comprovada a atuação e participação em aulas de dança, o bailarino está apto a se tornar professor. A formação mista envolve a combinação da experiência prática como bailarino e a formação universitária, não necessariamente em cursos de graduação em Dança. Freire (2001) expõe que a formação dos Professores de dança no Brasil acontece, principalmente, nos cursos de graduação e pós-graduação em Dança, Educação Física e Artes. Assim, a formação profissional dos professores de dança no Brasil pode ser obtida a partir do ensino superior universitário; por academias credenciadas pelo Ministério da Educação para expedição de diplomas; ou ainda de forma prática, através de aulas em academias que oferecem os diversos estilos que compõem a dança. Apesar de não haver um modelo único para reger a formação profissional dos professores de dança, há uma preocupação social em melhor qualificar os profissionais para atuarem no mercado de trabalho. Além disso, pode-se constatar que a formação profissional dos professores de dança possui diversas possibilidades, podendo ser encontrado no mercado de trabalho os mais variados tipos de profissionais, desde os simples reprodutores da prática até aqueles que demonstram ser conhecedores profundos da área. Neste sentido, acredita-se que a formação profissional de professores de dança não deve estancar após o “rito de passagem” onde o bailarino torna-se professor. O professor necessita de atualização durante todo o desenvolvimento profissional. Assim, a oferta de cursos para formação continuada, visando o aperfeiçoamento das qualificações de profissionais em exercício ativo, surge como um complemento às formações práticas de professores de dança. A oferta destes cursos tem aumentado a cada ano, devido à procura pelos profissionais da dança. Os cursos de atualização e aperfeiçoamento, de caráter temporário ou permanente, proporcionados por órgãos públicos ou privados, tornaram-se um verdadeiro nicho de mercado, sendo na sua maioria de caráter prático, sem embasamento teórico. Para os professores registrados e para os professores graduados, há ainda cursos de formação complementar em nível de pós-graduação nas universidades, os quais procuram aliar teoria e prática. A necessidade de atualização constante advém da prática profissional dos professores e das pressões exercidas pelos mecanismos de socialização presentes, tanto na formação quanto no desenvolvimento profissional. Os mecanismos de socialização norteiam as escolhas, estratégias e atitudes do profissional na aquisição de conhecimentos indispensáveis à intervenção profissional na área. Durante o processo de formação profissional, de acordo com Carvalho (1996), a socialização representa os aprendizados invisíveis, intuitivos, e imitativos de modelos de ensino, que reúne o conjunto de crenças, conhecimentos e habilidades adquiridas durante a longa experiência pelos futuros professores enquanto alunos. Já no desenvolvimento profissional, o processo de socialização pode ser compreendido através de seus principais agentes e fatores de socialização que repercutem na atividade profissional dos professores (COSTA, 1996). Os principais agentes de socialização, de acordo com Pacheco & Flores (1999), são as relações existentes entre professor-aluno, professor-grupo ocupacional, professor-família e professor-instituição. Estas relações afetam, de forma decisiva, o caminhar na carreira profissional do professor. O desenvolvimento profissional é afetado por agentes de socialização e por fatores de ordem econômica, políticos, materiais, pessoais e familiares. A preocupação em desvendar o tipo de formação, os mecanismos de socialização e de desenvolvimento profissional dos professores de dança, podem auxiliar na compreensão do panorama da dança instalado e enraizado até então, permitindo vislumbrar as carências e contribuir na evolução desta área. O quadro da formação e desenvolvimento profissional dos professores de dança, encontra-se em situação precária. Observa-se a inexistência de cursos de graduação para a formação inicial universitária em dança e o fechamento gradativo de academias de dança e escolas credenciadas, fortalecendo o processo de educação não-formal na área. Apesar da falta de escolas e faculdades para proporcionar a formação universitária aos professores de dança, é alarmante o aumento da oferta de aulas de dança em academias de ginástica, creches e colégios. Este fato implica na necessidade de um maior número de professores habilitados para atender a esta demanda crescente. SAIBA MAIS O profissional da área de Dança conhece técnicas de movimentação corporal como ritmo, equilíbrio, alinhamento e controle respiratório. Ele utiliza essas técnicas para criar e executar coreografias em espetáculos de dança, teatro, shows, etc. Fonte: Saiba mais sobre a carreira em dança e onde estudar. Guia da Carreira. Disponível em: https://www.guiadacarreira.com.br/guia-das-profissoes/danca/. Acesso em: 23 ago. 2021. #SAIBA MAIS# REFLITA https://www.guiadacarreira.com.br/guia-das-profissoes/danca/ “Engana-se quem pensa que são seus músculos que se movem durante uma dança. É a mente. Ela produz seu próprio ritmo e o corpo, por pura indução, põe-se a dançar.” Mensagem com amor. Fonte: Frase sobre dança. Mensagem com amor. Disponível em: https://www.mensagenscomamor.com/frases-sobre-danca. Acesso em: 23 ago. 2021. #REFLITA# https://www.mensagenscomamor.com/frases-sobre-danca CONSIDERAÇÕES FINAIS Nesta última unidade observamos a importância do conhecimento profissional do professor de dança, sua colaboração na construção cultural do cidadão e suas vertentes sociais. Vimos que, os profissionais da dança necessitam de capacitação e envolvimento com a arte para atribuir aos seus alunos uma vivência prazerosa e que os trata a viver no mundo lúdico e espetacular que a dança pode proporcionar. Assim espero ter contribuído para seu conhecimento junto a dança e que seus estudos não parem por aqui, pois quem não estuda se torna incapaz de criar novas oportunidades de ensino Até um próximo encontro e sucesso! LIVRO • Título: Que Dança é essa? • Autora: Fernanda de Souza Almeida • Editora: Summus Editorial • Sinopse: Nesta obra, Fernanda de Souza Almeida apresenta uma possibilidade de aproximação da dança com as crianças da educação infantil, de modo que essa linguagem artística dialoga com as características e necessidades dos pequenos. De seu trabalho pioneiro resultaram: pressupostos da dança (linguagem artística, sujeito "sócio histórico cultural", noção do corpo, estruturação espacial e diferenciação eu-outro) estratégias (interação social, jogo, improvisação e apreciação estética) e os quatro elementos da dança (corpo, movimento expressivo, espaço e ritmo), todos acompanhados de dicas, sugestões de vivência e sequências didáticas que podem ser experimentadas na prática educativa. FILME • Título: Street Dancer • Ano: 2020 • Sinopse: Baseada em Londres , uma equipe de dança indiana e sua rival, uma equipe de dança do Paquistão. Eles tentam se mostrar melhores até participarem do Ground Zero, uma das maiores competições de dança para diferentes vontades. Sob várias circunstâncias e duras memórias eles se reúnem para vencer a competição. REFERÊNCIAS https://en.wikipedia.org/wiki/London ANDRADE, et al. Proposta Dança/Educação: por que, como e para quê? Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 28-30, 1994. BARRETO, D. Dança... ensino, sentidos e possibilidades na escola. 217 f. Dissertação (Mestrado em Educação Motora) – Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1998. BARRETO, Débora. Dança: ensino, sentidos e possibilidades na escola. 2. ed. Campinas – SP: Autores Associados, 2005. BARROS, V. C.; SANTOS, I. M. Além dos muros da escola: a educação não formal como espaço de atuação da prática do pedagogo. [S.l.: s.n.], 2010. BRASIL. Decreto Nº 82.385 de 05 de outubro de 1978. 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Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!