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ESTUDOS DE RÍTMICA E DANÇA 
APRESENTAÇÃO 
Professor Especialista Diego Fernando Rodrigues 
 
● Licenciado em Educação Física (UNESPAR); 
● Bacharel em Educação Física (UNIASSELVI); 
● Especialista em Docência no Ensino Superior (UNIASSELVI); 
● Especialista em Educação 5.0 (UniFatecie); 
● Docente do curso de Educação Física (UniFatecie); 
● Professor Tutor de Cursos EAD (UniFatecie); 
● Supervisor de Tutores EAD (UniFatecie); 
● Coordenador do curso de Gerontologia EAD na UniFatecie; 
● Coordenador do curso de Biblioteconomia EAD na UniFatecie; 
● Coordenador do curso de Terapia Ocupacional EAD na UniFatecie; 
● Coordenador do curso de Psicopedagogia EAD na UniFatecie. 
 
Com grande conhecimento na área da Dança em academias, atuando a mais de 
20 anos como professor e coreógrafo, legalmente registrado no Conselho Regional de 
Educação Física do Estado do Paraná, atuo como Docente no Ensino Superior do 
Colegiado de Educação Física da UniFatecie, e também coordenando alguns cursos 
ligados à área da saúde. 
 
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/2839377452460491 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO DA APOSTILA 
 
 Olá, caro(a) acadêmico(a)! Seja muito bem-vindo(a)! 
 
Espero auxiliar com esta disciplina na amplitude de seu conhecimento e adquirindo 
novas experiências nesta modalidade. 
Estaremos juntos trilhando esse caminho a partir de agora, conhecendo um pouco 
mais sobre as modalidades de Rítmica e Dança pelo Brasil e pelo mundo. 
Na Unidade I vamos conhecer um pouco sobre a introdução da Dança suas 
relações com a expressão corporal e aspectos históricos 
Com a Unidade II faremos uma abordagem dos elementos, instrumentos, 
improvisação e a ludicidade da aplicabilidade da dança. A classificação da dança, seus 
estilos e características, estarão presentes na terceira unidade. 
E para finalizar, na Unidade IV, aprenderemos sobre a composição coreográfica, 
seu papel na escola, como ensinar, a dança no espaço informal e as práticas 
profissionais. 
Agora sim, esteja preparado(a) para conhecer essa modalidade fascinante e 
apaixonante! 
 
 
Muito obrigado e bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE I 
INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DE RÍTMICA E DANÇA 
Professor Especialista Diego Fernando Rodrigues 
 
 
Plano de Estudo: 
● Rítmica e Dança: relações entre elas e a expressão corporal; 
● Conceitos de Rítmica, Dança e Expressão corporal; 
● Panorama da Dança na contemporaneidade; 
● Aspectos históricos- sociais da Dança e sua relação com a Educação Física; 
● Dança e a formação do sujeito. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Conceituar e contextualizar os estudos de rítmica e dança; 
● Compreender os tipos de atividades pedagógicas para inserir a dança nos 
estudos; 
● Estabelecer a importância da atividade rítmica no contexto de aprendizagem. 
 
INTRODUÇÃO 
 
Caro(a) aluno(a), durante este estudo vamos conhecer a história da Dança e 
observar qual a importância dela no desenvolvimento do cidadão. 
Ao longo desta primeira unidade iremos identificar os momentos históricos que nos 
levaram à prática da atividade física, que permanece cada vez mais presente no nosso 
cotidiano. 
Também observamos o porquê de, durante a evolução das civilizações, práticas 
da Dança foram se alterando e se adequando aos tempos, culturas e momentos que 
estávamos vivendo. 
Com seus estudos vamos nos aprofundar nos meios que nos levaram a estar cada 
vez mais ativos e perpetuarmos a atividade física cada vez mais no nosso dia a dia, 
oferecendo qualidade de vida, saúde e bem-estar a todos que praticam. 
 
Agora bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 RÍTMICA E DANÇA: RELAÇÕES ENTRE ELAS E A EXPRESSÃO CORPORAL 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/leg-swings-during-fitness-training-close-1109565113 
 
 Durante a história da educação, foi possível perceber que a dança impõe alguns 
desafios para o profissional de Educação Física, concordando que de um lado existia 
uma visão da dança como arte e, de outro, às abordagens teóricas que perduram durante 
toda sua história a área da educação física, como a higienista, e militarista e a 
esportivista, ressaltando o corpo fisicamente treinável. Assim distorcendo a teoria para a 
real intenção de um exercício como conteúdo, não para a manutenção da saúde mas sim 
para o aumento da força e resistência de seus praticantes. 
 O tecnicismo se faz presente quando tratamos a Educação Física numa formação 
profissional, assim não causando uma reflexão do fazer corporal em sua totalidade, isto 
é, que considere os aspectos motores, cognitivos, sociais, políticos, emocionais e 
culturais, distanciando a dança da área da educação física como uma linguagem corporal. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/leg-swings-during-fitness-training-close-1109565113
 Assim estudamos os aspectos da dança de uma forma a sistematizar a pedagogia 
dentro das escolas, potencializando a sua importância e querendo observar como ela 
deve se desenvolver. De acordo com Ribeiro (2019): 
 
No brasil, este fato também é percebido nos principais documentos, diretrizes e 
orientações da dança como área do conhecimento vinculada à educação física, 
que revelam a falta de uma fundamentação teórica e prática consistente para um 
trabalho crítico e consciente, com orientações metodológicas e didático-
pedagógicas para o entendimento do conteúdo e a efetiva atuação do professor. 
(RIBEIRO, 2019, p. 25). 
 
 
 
 Considerando a exploração da dança como conteúdo nas aulas de educação 
física, percebe-se uma grande fragilidade, restringindo-se somente ao conhecimento à 
vivência do profissional, a coreografia reproduzida nas mídias e a produção de 
festividades como: festas juninas ou empórios culturais das quais os conhecimentos a 
outras culturas, incluindo a dança se faz presente. Esclarecendo, a sistematização do 
conhecimento sobre a dança no processo de linguagem corporal, é um potente conteúdo 
de comunicação corporal do aluno em seu ambiente sociocultural. 
 
 Figura 1 - Dança na escola
 
Fonte: SHUTTERSTOCK. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-little-boys-
girls-dancing-while-1730713660. Acesso em: 30 ago. 2021. 
 
 
Mergulhando no universo da dança, o professor permite identificar sua 
contribuição e suas reais possibilidades de trabalho com esse tema na escola, a 
democratização do conteúdo quanto a linguagem do corpo são vias de construção de um 
cidadão crítico e atuante na sociedade. 
 Caminhando com a dança no universo da Educação Física, nos faz acreditar na 
necessidade de um campo teórico de habilidades e fundamentos comuns aos mais 
variados estilos e manifestações da dança, no sentido de permitir ao profissional da área 
democratizar a modalidade. 
 Intencionalmente a aproximação do profissional de educação física oferece 
subsídio teórico-prático para o desenvolvimento do trabalho com tal tema, capítulos 
organizados possibilitam a apropriação do conteúdo, socializando ferramentas que 
construímos ao longo de nossa trajetória, podendo contribuir para um processo reflexivo 
e dialógico dos docentes na construção de suas práticas pedagógicas. 
 Para o professor, dar aulas de dança pode ser desafiador, ainda mais se tratando 
daqueles que não tem afinidade com a modalidade, pois se trata de uma área do 
conhecimento, que muitas vezes, não é reconhecida. Por outro lado, percebemos a 
necessidade de apresentar o conteúdo e a falta de organização sistemática dos alfabetos 
da dança e dos objetivos pretendidos, bem como dos procedimentos pedagógicos a 
serem aplicados para cada faixa etária, assim devemos pensar que: 
 
Pensar a dança na disciplina de Educação Física é, inicialmente, aproximar-se 
desse universo, reconhecendo-o como objeto de estudo, em virtude da 
familiarização do professor em relação ao campo esportivo e ao condicionamentofísico, ginástico ou recreativo. (RIBEIRO, 2019, p. 34 ). 
 
O termo "expressão corporal" foi cunhado pela dançarina e mais tarde 
psicocinesióloga Patricia Stokoe na década de 1950 para explicar a nova linguagem 
corporal que estava sendo criada e desenvolvida. Stokoe (1987), escolheu o nome Body 
Expression para seu novo conceito de dança, que permite aos homens transmitirem seus 
pensamentos, pensamentos e emoções através do corpo. A expressão corporal é uma 
atividade artística, baseada principalmente no movimento corporal, postura ou quietude. 
Nasceu de sentimentos, sensações, imagens e ideias e, com base na percepção 
dos sentidos e do movimento, integra o movimento humano e os reinos psicológicos. Este 
artigo mostra o momento histórico do surgimento da expressão física, seus objetivos, 
técnicas e métodos, principalmente sua natureza psicomotora. O nascimento da 
expressão corporal está intimamente relacionado à evolução da dança ocidental. De 
acordo com Garaudy (1980), a origem da dança é antes de tudo uma relação positiva 
entre o homem e a natureza, um movimento sincronizado com o universo. No Egito, há 
6.000 anos, quando o amanhecer e a "dança das estrelas" acabaram, as pessoas se 
angustiam por não prestarem atenção ao movimento das estrelas no céu, imitando-o com 
balé simbólico, ensinando a lei a seus filhos e governando o dias e estações, e permitir 
que o rio Nilo transborde. Este é o nascimento da astronomia. Reconhecer o poder da 
natureza e imitá-lo através da dança são as necessidades originais da humanidade. 
Nas línguas europeias, a palavra dança (danza, dance, tanz) vem da raiz, que 
significa tensão em sânscrito. A dança será para viver e expressar fortemente qualquer 
relação entre o homem e o mundo, a natureza e os deuses. No entanto, com o passar do 
tempo, a dança sofreu uma transformação e foi gradualmente reduzida pela sociedade a 
uma forma de expressão organizada e disciplinada. 
Embora muitos historiadores apontem que a dança é a arte mais antiga, é 
paradoxalmente - em sua forma mais cultural - o aparecimento mais recente na história 
da humanidade. 
O esforço para superar a resistência da gravidade, o esforço de qualquer 
dançarino para dançar, também tem duas perspectivas completamente diferentes. No 
balé clássico, não há absolutamente nenhuma resistência. O dançarino é como uma 
existência etérea, não afetada pelas leis da física, e movimentos complexos parecem 
fáceis. O esforço intenso feito pelos dançarinos é disfarçado, e sempre visa a gravidade, 
não o espaço ou o solo. 
Por outro lado, na dança moderna, o ar pode obter diferentes densidades de 
acordo com a relação subjetiva entre o dançarino e a vida espacial. De acordo com a 
intensidade, velocidade e direção do exercício, diferentes "qualidades esportivas" são 
produzidas no espaço. Os esforços feitos pelos dançarinos modernos para a dança são 
visíveis, e isso acontece em várias direções - enfrentar o solo, o ar, o outro - assim se 
torna o elemento expressivo da dança. O equilíbrio é um aspecto muito importante da 
dança clássica, mas geralmente é ignorado na dança moderna, porque para este conceito 
de dança, o movimento nasce da quebra do equilíbrio corporal. 
A relação entre dançarinos e espaço é outra diferença significativa entre essas 
duas formas de arte. Na dança clássica, essa relação nunca foi considerada um meio de 
expressão, às vezes um grupo com design de espaço decorativo é formado no palco, 
mas o espaço nunca é o parceiro do dançarino. O mundo ao seu redor não influencia seu 
humor. Na dança moderna, os dançarinos projetam suas emoções no espaço e recebem 
estímulos e reações do espaço o tempo todo. O espaço é o companheiro do dançarino, 
expressando emoções para o público em um diálogo constante. 
Na década de 1950, quando Stokoe (1987) começou a pensar na expressão física, 
a dança moderna foi criada por pioneiros: Isadora Duncan e Ruth Saint Denis, e também 
por outros importantes criadores como Ted Shawn, Martha Graham, Mary Wigman e 
Doris Humphrey. Existem outros criadores importantes, como Ted Sean, Martha Graham, 
Mary Wigman e Doris Humphrey. A partir da influência da dança moderna e de seus 
criadores, Stokoe (1987) relatou que seu comportamento como dançarina passou por 
uma mudança fundamental: descobrir novas formas de expressar o corpo, administrar o 
corpo de forma expressiva e usar o esforço e qualidades de movimento, que são ainda 
desconhecidos na visão de Toledo (2010): 
 
A expressão corporal está integrada ao conceito de dança, a dança é a expressão 
corporal da poesia latente em todo ser humano. Cada movimento é único, e diz 
respeito à vida e à história de quem o realiza. Stokoe faz parte desse novo 
paradigma, que resgata o elo entre a dança e a vida, a emoção, a expressão. 
Esse é um dos grandes diferenciais da autora na sua maneira particular de 
compreender o movimento humano. Ela amplia e radicaliza brilhantemente o 
conceito de dança. (TOLEDO, 2010, p. 28 ). 
 
 
 
 
 
Figura 2 - A dança como expressão corporal 
 
Fonte: SHUTTERSTOCK. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/three-fit-girls-
four-guys-black-16671463. Acesso em: 30 ago. 2021.
2 CONCEITOS DE RÍTMICA, DANÇA E EXPRESSÃO CORPORAL 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/two-modern-ballet-dancers-724395940 
 
 
Isadora Duncan, nomeada “mãe” da dança Moderna enfatiza as primeiras idéias 
de Expressão Corporal na dança, passando a interpretar o movimento, imitando a 
natureza e saindo do tão somente Balé Clássico, libertando o corpo e a mente para uma 
nova dança. 
A Dança Moderna trouxe uma nova forma para aquelas sociedades 
industrializadas, Isadora Duncan era contra os movimentos repetidos e que marcavam 
aquele momento industrializado do balé romântico encenando espetáculos com os pés 
descalços, livrando as bailarinas da tortura das sapatilhas, usando roupas da mais leves 
e com uma movimentação mais “livre”. 
Assim, ela não abandonou a harmonia preconizada pelo balé clássico, mas sim 
desenvolveu uma nova técnica conquistando seu espaço no campo cênico, mostrando 
que essa nova dança tinha o mesmo valor das danças feitas nas pontas dos pés. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/two-modern-ballet-dancers-724395940
Observando um corpo dançante, traçando movimentos livres ou não, em ritmo 
acelerado ou lento, percebe-se a dança. O corpo é um veículo representativo, que está 
ligado à cultura, sociedade, história, técnica, ritmos entre outros. 
Não podemos deixar de lado várias definições a respeito da dança. Ellmerich 
(1964), traz um conceito diferente onde o ritmo aparece mudo e a música visível. 
Portinari (1985) destacou a dança como uma comunicação que dispensava as 
palavras, se referindo ao movimento expressivo que permite ser traduzido pelo corpo. 
A linguagem não verbal e a expressão corporal, tem um sentido mais amplo sobre 
o entendimento do corpo, porém a idéia que a expressão corporal amplia todos os 
sentidos do movimento humano, o tornando evidenciado na dança moderna chegando 
até a contemporânea. 
Segundo Stokoe (1987), a linguagem que o ser humano traz através das 
sensações, sentimentos e pensamentos é por sua Expressão Corporal. Desempenhando 
todas as possibilidades do ser humano, construindo assim o movimento corporal, 
(BRIKMAN, 1989). Individualizado este movimento corporal, e com a capacidade de se 
manifestar, se apresenta através da vivência corporal, em situações do seu cotidiano e 
da sua arte. 
Lola Brikman (1989) apontava que nos anos 70 e 80, as inúmeras coincidências 
entre os brasileiros e o trabalho de Angel Vianna, Klaus Vianna e Dulce Aquino 
juntamente com os argentinos Patrícia Stokoe, Violeta de Gainza, Guilherni Graeter, 
Marina Hanke e Elisa Alcolumbres. 
O movimento que chega aos indícios da dança moderna vem da ideia de 
consciência em diferentes técnicas. Podemos ter como focode consciência o corpo 
descrito por Isadora, Delsarte, Dalcroze à Laban, Martha Graham e suas tendências. 
Portanto, a dança no final do século XIX, passou a ser uma concisa expressão da 
vida, da cultura, dos anseios e desejos, deixando de lado os irreal, o imensurável e o 
imaginável. 
Abandonando algumas hierarquias, a Dança Contemporânea, deixou que 
houvesse um bailarino melhor que o outro, surgindo uma dança praticada em prédios, 
praças, galerias de arte, não impondo modelos repetitivos de corpos dançantes. 
Estimulando a pesquisa e a criação de novas potencialidades de movimento. 
De difícil entendimento sobre a técnica praticada e a expressão corporal, Klaus 
Vianna (1990) enfatizava em suas aulas , tornando um resultado inconsciente que o 
bailarino não discutia e não questionava a sua falta de liberdade, apenas executando o 
correto. Porém o que é correto? Se envolver de corpo e mente, não somente sair 
dançando, mas sim relacionando com todo seu entorno, para Vianna (1990), os bailarinos 
devem ser capazes de interpretar e representar, com uma linguagem própria e com seu 
próprio sentimento. 
Sugere-se não aceitar as técnicas prontas, mas buscar no seu interior espaços de 
um movimento único, próprio, contribuindo individualmente para as mudanças do tempo. 
Caminada (1999), diz que a dança considera-se a arte mais antiga, que dispensa 
ferramentas e materiais. Dependendo da vitalidade humana para cumprir sua função, um 
instrumento que afirma os sentimentos e subjetiva as experiências do homem. Como 
todas as manifestações artísticas, ela é fruto da expressão, dando conjunto as 
necessidades de expressão concretas e subjetivas. 
Não buscando modificar seus conhecimentos em aprender novas metodologias, 
alguns professores de academias, não abrem oportunidade aos seus bailarinos de 
entenderem seus movimentos como próprios, ficando somente presos às técnicas 
milenares e ao limite de seus anseios. 
Com certeza a maior contribuição das ideias de expressão corporal é justamente 
as influências diretas dos trabalhos realizados pelos bailarinos, marcando assim a 
transformação de suas descobertas e conflitos. 
 
(...) no corpo, há o estigma de acontecimentos passados, desejos, fraquezas e 
erros nascem dele; Nele se entrelaçam e se expressam repentinamente, mas 
também nele se desatam, lutam, se apagam e continuam seu conflito inesgotável. 
(FOUCAULT, 1991, p. 52 ) 
 
São diferentes modos de se apreender no corpo, não instrumental e que reflita 
outros paradigmas, onde o sentido da racionalidade traz também as sensibilidades. 
 
3 PANORAMA DA DANÇA NA CONTEMPORANEIDADE 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballerina-dancing-silk-fabric-modern-ballet-
1816471253 
 
De um modo geral, a dança é considerada uma atividade de relaxamento ou 
entretenimento, e possui um modelo estético ideal. No entanto, em geral, também é 
uma atividade recreativa que promove relaxamento e, consequentemente, melhora o 
desempenho escolar. Além disso, a dança geralmente não é considerada parte do 
currículo escolar! 
Nossa proposição é que nosso ponto de partida para a dança é outro: a dança é 
um campo do conhecimento, com sua particularidade, ou seja, possui características 
próprias. Mas mesmo com seu próprio campo de ação, a dança é uma combinação de 
conhecimentos. Envolve aspectos históricos, tradições, questões contemporâneas, 
poéticas e políticas. A dança pode trazer questões sobre o meio ambiente ou a cidade, 
roupas, tecnologia, etc. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballerina-dancing-silk-fabric-modern-ballet-1816471253
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballerina-dancing-silk-fabric-modern-ballet-1816471253
Nestes tempos que, eticamente, se coloca a importância de paradigmas, isto é, 
atitudes que pautem comportamentos morais ilibados, propomos a Dança como uma 
área de conhecimento que sensibiliza e estimula a inteligência criativa do(a) cidadão(ã) 
para aspectos éticos e estéticos. Aspectos estes, fundamentais para a formação de 
pessoas e que se voltem mais para o compartilhamento das diversidades ao invés de se 
apegarem à competição gerada pela insegurança, pela ganância, pela individualidade 
excessiva. 
Estética e ética não se separam. A apreciação estética – da natureza, de um bebê, 
de um idoso, das artes em geral, da beleza, da tristeza e repleta de parâmetros éticos. A 
Arte trata do belo, do sublime, do grotesco da pobreza, da denúncia. Essas noções são 
atadas a conceitos éticos que são parte da própria pessoa. Esses conceitos vão sendo 
absorvidos no seu desenvolvimento, na sua relação com o meio: a família, os processos 
escolares, educacionais, a mídia, o mundo, enfim. 
Estudante, a disciplina Dança, Corpo e Contemporaneidade tem também como 
objetivo colaborar com a sua formação e a sua emancipação em uma proposta que o 
compreende na sociedade como parte e produtor de arte e cultura. Você é um(a) 
cidadão(ã) pensante e atuante, politicamente, afetivamente, intelectualmente, 
socialmente! 
 
Figura 3 - Dança arte 
 
Fonte: SHUTTERSTOCK. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-cool-man-
break-dancing-club-768363574. Acesso em: 30 ago. 2021. 
 
A Dança não trata apenas de um modo específico de se fazer dança. Trata-se de 
uma ideia, de um conceito, de uma atitude. Vale ressaltar, que quando é usado o termo 
ideia, aborda-se a implementação da ideia na atitude comportamental das pessoas. 
Ideias, conceitos, propostas não são abstrações, são ações. Deste modo, preceitos 
artístico-educacionais, em seus acertos e tentativas, elaboram o próprio sentido da vida, 
por meio da Dança. Você, com plena consciência do papel da Dança na sociedade é 
alguém que contribui para o desenvolvimento da nossa arte, cultura e educação. 
Assim, a Dança e as danças são produção de conhecimento. O que isto quer dizer: 
“produção de conhecimento”? Bom, a dança não é só um produto artístico, o processo 
da dança ou das danças é fundamental. Veja bem! Não há problema algum em a dança 
ser um produto artístico: um espetáculo, uma apresentação. Entretanto, o processo da 
criação do produto de dança é muito importante, pois nele temos a produção de 
conhecimento. Ou seja, criamos questionamentos, os solucionamos, discutimos o que 
estamos fazendo, narramos, descrevemos, analisamos. Escolhemos o tema que pode 
ser o uso do espaço, ou a violência contra a mulher, por exemplo. 
Estamos, então, produzindo conhecimento! Propomos um modo de questionar o 
mundo, de refletir, de criticar, de concordar, de inventar um mundo. Tudo isso com a 
dança. Se você faz uma quadrilha e coloca as cores da sua cidade, ou faz pares de 
homens com homens, aí está: você está propondo um modo de ver o mundo, você está 
produzindo conhecimento. Quando você escolhe um gesto, um movimento, ali você 
sintetiza ou conjuga seus desejos, crenças, em relação ao que você pensa, sente, intui. 
Não necessariamente tudo o que você coloca na dança ou nos movimentos da sua aula 
é de modo consciente, mas conscientemente ou não, está expondo suas atitudes, tanto 
físicas quanto simbólicas diante da vida, da arte. 
Ao longo da história da dança variados modos foram propostos acerca do uso da 
música, do uso do espaço, de temáticas místicas, etéreas ou étnicas. Cada criador(a) ou 
professor(a) tem seu próprio modo de criar ou dar aulas, entretanto, de modo geral, há 
características de uma época. Houve períodos em que a dança era concebida como 
combinação de passos já existentes, sendo buscada a repetição, a mais fiel possível, 
deles. O público era entendido como um receptor passivo de uma dança que era para 
entretenimento, para distrair, ou seja, uma dança para não se refletir ou pensar... como 
se possível não pensar. Houve também momentos na história em que se buscou o não 
formalismo, o não entretenimento e a não padronização de um modelo ideal de corpo 
que dança.Houve ainda a adoção da improvisação, fosse na sala de ensaio e/ou aula 
para se criar coreografia ou na própria cena do palco e o público chamado a ser mais 
participativo. 
 Portanto, caro(a) estudante, a dança tem muitas e muitas faces, há muitos e 
muitos modos de se dançar. Possível, então, se perceber que não há uma única definição 
para dança. Possível, também, compreender que propor a especificidade da dança está 
longe de isolá-la de seu aspecto relacional, ou seja, ela existe no mundo, junto com 
muitos outros saberes com os quais se relaciona. Como já dissemos: com a história, a 
tecnologia, a poesia, a política, entre tantas outras existências no mundo. A dança, 
qualquer dança, por mais que não se dê conta, tem uma multidisciplinaridade e 
diversidade de componentes além do corpo e do movimento. Ela pode ter textos verbais 
(poesias, recortes de jornal, ditados populares, frases que criamos), objetos, paisagens, 
diferentes figurinos ou o corpo nu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS DA DANÇA E SUA RELAÇÃO COM A 
EDUCAÇÃO FÍSICA 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-dancers-boy-girl-dancing-ballroom-
1934923871 
 
 
Portinari (1989) disse: A imagem dançante mais antiga data do período Mesolítico 
(aproximadamente 8300 aC). Foi encontrada na caverna Cogul na província de Lleida, 
Espanha. Ela mostra nove pessoas ao redor de um homem nu. Uma mulher mostra rituais 
de parto. Acredita-se que a dança do ventre nasceu desses rituais de fertilidade e hoje 
se tornou uma forma de dança novamente, especialmente no Ocidente. E Mendes (1987, 
p. 58) propôs outra versão do primeiro registro porque: “o registro mais antigo de 
atividades de dança pode ser rastreado até o final do período Paleolítico; quando as 
pessoas viviam em pequenas tribos e cultivavam o individualismo primitivo, preocupando-
se apenas em colher alimentos.” O que justifica a presença da dança impregnada a muito 
tempo na sociedade e no homem. 
 Há várias razões que levaram o homem primitivo a dançar, para a comunicação, 
celebração a natureza, as lutas, cultivando o físico, ligando-se a um tipo de ritual religioso, 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-dancers-boy-girl-dancing-ballroom-1934923871
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-dancers-boy-girl-dancing-ballroom-1934923871
com cerimônias sagradas, onde pediam chuva, fogo, fecundidade, vida, morte, colheita, 
felicidade, saúde… 
 Os primitivos vivem das funções de ataque e defesa, implicando caça. Segundo 
Bourcier (1987), esta dança é destinada a animais. “Na caverna de Gabilou (Dordonha), 
é registrada a performance dos ancestrais da dançarina. Em 12.000 aC, uma espécie de 
salto”. Isso nos fez entender que esse homem usava salto alto para caçar e dançar. 
Atualmente, alguns pesquisadores israelenses estão tentando desvendar o passado, 
acreditando que uma dança deu início à prática de atividades esportivas. 
Segundo Lifar, citado por Masson (1988, p. 32) “a arte primitiva é composta 
principalmente de choro rouco e dança rítmica, acompanhada de palmas, pés, tambores, 
castanholas e acompanhamento”. Acredita-se que nessas danças os homens dançam 
pelados e observam combinações de diferentes movimentos, e vão perceber a ligação 
entre a dança e a necessidade de expressão de movimentos corporais e sons. A mais 
antiga representação de grupo data do Período Mesolítico (8.000 a.c), na gruta de 
Addaura, onde um grupo de sete homens nus dançam ao redor de outros dois 
(BOURCIER, 1987). 
 Há relatos que no antigo Egito essa dança tem um caráter sagrado, Portinari 
(1989) comentou que sua invenção foi atribuída a Bes, um homem baixo e gordo que 
gostava do parto rápido e da deusa mãe Harthor representada por vacas, que dançavam 
com Ossíres, que acreditavam ter ensinado sobre a agricultura humana. Os hieróglifos 
deixados para trás indicam que as danças egípcias eram severas, com acrobacias e 
saltos, embora relacionadas a cultos, são muito interessantes para os nobres. 
E Bourcier (1987) dá-nos alguns exemplos, como a dança de Deus Luqsor, onde 
os bailarinos o recebem quase nu, a dança anual da primavera, etc. As mãos e os pés 
estão apoiados no chão e o tronco e os membros inferiores formam um movimento de 
apoio para as costas em forma de arco. A dança egípcia tem muitos movimentos usados 
nos esportes hoje, como a ginástica olímpica. Em relação aos hebreus, sabe-se que 
dançam, mas estão proibidos de se manifestar em suas obras de seres vivos. Sendo eles 
o único povo antigo a não transformar a dança em arte, os principais registros são vistos 
na Bíblia. Para Bourcier (1987) Moisés descendo o monte Sinai encontrou o povo 
dançando ao redor do Bezerro de Ouro, girando e saltando significando a dança como 
movimentos religiosos e de fé. 
 Sabemos que os gregos dançavam para homenagear inúmeros deuses, e essa 
civilização deixou a maior parte das referências para pesquisas. Os gregos tornaram a 
dança acessível a todos os cidadãos por meio de cerimônias religiosas, educação, 
entretenimento ou vida diária. Para Bourcier (1987, p. 75) “dança grega originada em 
Creta”, “murais coloridos mostram dançarinos se virando, às vezes dobrando os joelhos, 
às vezes pulando”, usando muita ginástica. “Dançar para os gregos é a essência da 
religião e da imortalidade. Presente e meios para se comunicar com eles.” vimos nos 
textos sobre os gregos que os filósofos e pensadores da época tinham opiniões sobre a 
dança. 
Para Sócrates, a dança constituía um cidadão completo e era uma fonte de saúde; 
por outro lado, para Platão, deveria existir na educação, e existe. Portinari (1989) disse 
que a dança grega “é atribuída a titã Réia, a esposa de Cromos, a devoradora de prole” 
por sua invenção Réia mãe de Zeus sapateou para esconder o choro do filho, o salvando 
do canibalismo paterno. As pessoas perceberam a importância dos deuses na vida dos 
gregos e até dançaram diante de suas estátuas. Azevedo (1962, p. 12) comentou que 
"eles dançam em toda a Grécia, e há todos os tipos de dança". Talvez a dança mais 
distinta seja a dança de Baco. 
E Dantas (1994, p. 54) afirmou que: "Dionísio é o deus da fertilidade e da 
fertilidade, mas também é o deus do álcool, da embriaguez, do êxtase e do impulso 
inconsciente". Esta dança significa alegria e diversão e é realizada principalmente por 
mulheres. Segundo o mesmo autor, "a dança de Baco parece ser bastante livre e 
improvisada". Seu apogeu está em meio a mudanças sociais, de uma sociedade 
patriarcal a mais Algo complicado, talvez seja uma forma de reconhecer e parecer um 
deus. São movimentos de salto, joelhos dobrados, braços estendidos ... 
 Bourcier (1987) conta-nos que os espartanos de outra civilização antiga possuem 
características militaristas em suas danças, principalmente pela formação religiosa. O 
que é interessante é que quando leio livros de história do esporte raramente menciono a 
dança, principalmente a dança dos povos antigos. Apenas vejo o aspecto esportivo da 
atividade física, embora a dança tenha permeado o cotidiano, a sociedade, a educação 
na vida dessas pessoas. Segundo Mendes (1987) foi apenas com o declínio da cultura 
grega que a dança começou a perder sua dignidade e se tornou residência pura, e 
finalmente foi executada apenas pelos escravos orientais. 
Por outro lado, a dança romana foi claramente influenciada pelos orientais, 
etruscos e gregos. Às dança dionisíacas se tornaram bacanais, em homenagem a Baco 
(Dionísio romano). Foi em Roma que a dança atingiu o maior declínio no prestígio 
popular. De acordo com Portinari (1989) sua primeira instituição de dança, montada 
Numa Pompílio (715-673a.c) durante o reinado de os romanos pareciam preferir assistir 
batalhas violentas em vez de dançar. Era importante apenas para os patrícios que 
mandavam seus filhos e filhas às escolas, devido a influência grega. No períododos reis 
(séc.VIII à VI a.c), nos colégios, dançava-se nos altares e cantavam-se hinos salianos, 
era o início do academicismo, mas esquece-se o sentido religioso no período da 
República, vindo daí o surgimento dos bacanais, pura recreação. Já no período do 
Império, as classes altas se divertiam com a pantomima, uma mistura de teatro e dança, 
era o início da profissionalização dos dançarinos. 
Outro local onde a dança possuía prestígio na sociedade eram as cortes imperiais 
da China antiga. Confucio fazia com que todos cumprissem antigos ritos dos quais a 
dança fazia parte (PORTINARI, 1989). Dançava-se nas colheitas, casamentos e aos 
deuses chineses. Portinari (1989) nos dá um exemplo com dança que era em 
homenagem à Tsao-Chen, deus da comida, e era executada por mulheres carregando 
tigelas de arroz. 
No Japão, de acordo com os ensinamentos xintoístas, a dança do grande Deus 
do sol Amaterasu Omikani, assim Portinari (1989), explica que após uma briga com seu 
irmão, ela se escondeu em uma caverna. Os outros deuses foram deixados no escuro e 
no frio para atrair a atenção da deusa, começou a dançar em frente da caverna, ela ficou 
curiosa, saiu do esconderijo, riu, e o sol voltou. Esses fatos, lendas e crenças ilustram o 
surgimento da dança nesta civilização de uma forma especial. Nas antigas danças 
japonesas, podemos destacar três tipos, a Odori (popular), a Nô e a Kabuki. Portinari 
(1989) descreve esses três tipos da seguinte forma: 
 
O estilo Odori faz parte da festa, como plantar arroz, evocar o espírito da chuva, 
flores de cerejeira ...” São danças mistas populares nas quais homens e mulheres 
participam, explicando essa pessoa e suas crenças, normas, lendas. “Nô é uma 
dança expressiva executada por mascarados que também são responsáveis pela 
interpretação de personagens femininos. É importante destacar que desde a 
antiguidade os homens fazem parte do movimento da dança e em algumas 
civilizações são mais importantes que as mulheres, não existem estereótipos e 
preconceitos que incomodem o homem em dançar ou se dedicar à arte. “O 
gênero Kabuki apareceu no século 17 como um entretenimento para ricos 
empresários e seu poder é comparável ao da nobreza.” Este é o reino dos 
homens e até hoje, esse gênero só é explicado pelos homens. (PORTINARI, 
1989, p. 32) 
 
Sem dúvida, para muitos escritores, o período mais desfavorável para a evolução 
da dança foi a Idade Média. O cristianismo criou a visão do corpo no início do século III, 
“ir para o Céu”, porque nos conceitos religiosos, o corpo é o gerador do pecado e dos 
pensamentos impuros, que impedem a perfeição humana. Com as guerras e as 
mudanças econômicas na vida, a dança é considerada obscena. Durante o período de 
perseguição e morte, as únicas danças permitidas são aquelas que falam e louvam o 
Senhor. No entanto, algumas pessoas se reúnem ilegalmente em reuniões que ameaçam 
a vida e gostam de dançar. 
Outro fato comentado pelo autor mostra que mesmo sob as proibições, com o 
declínio da qualidade de vida e o surgimento de muitas doenças e pragas de insetos, a 
dança ainda existia no modo de vida dessas pessoas nos séculos XI e XII, ocorrendo a 
“dançamania”. Epidemias como a Peste Negra fazem as pessoas dançarem para 
expressar seu medo da morte. Na Itália, isso é chamado de Tarantismo porque se 
acredita que as pessoas foram mordidas por tarântulas. Quando 16 pessoas suaram junto 
com a dança. O risco de morte por envenenamento pode ser eliminado. Mais uma vez 
enfatizou a relação homem/dança na história humana. Ao analisar esse período, afirmou: 
Azevedo (1962) diz que a vida religiosa e mística, estão suspeitas aos cuidados com o 
corpo. Portanto, a dança, as atividades desportivas e os jogos entraram em declínio, o 
que é muito significativo para o posterior desenvolvimento do desporto. Esta instituição 
se opõe totalmente ao ensino religioso e à sociedade estratificada, onde nobres e o clero 
(igrejas) dominam a burguesia, camponeses e servos. 
Para Zotovici (1995, p. 108) “sobreviveram apenas as danças macabras, danças 
de morte e contra a morte e as danças camponesas”. Isso se deve à proibição e ao medo 
da época. A explicação de que a dança camponesa sobreviveu pode ser explicada por 
Ossona (1988, p. 96), que afirmou que “é proibido dançar em palácios, templos e praças 
públicas, e buscar abrigo na aldeia”. Neste momento, os trabalhadores e camponeses 
têm suas ações imitadas. 
Segundo Mendes (1987) a dança é ainda uma ação de entretenimento não 
profissional entre a nobreza, a corte e as massas. Isso só aconteceu no final da Idade 
Média, quando a tolerância da igreja aumentou. 
Começou um processo de mudança, o dualismo cristão começará a mudar, a 
dança começará a sair das favelas e se transferir para uma sociedade mais 
conservadora. Foi um renascimento cultural, antes disso a dança e o esporte eram 
condenados como imorais, a purificação da alma. Agora, está mais exibido, exposto e ao 
alcance de todos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 DANÇA E A FORMAÇÃO DO SUJEITO 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-children-dancing-choreography-class-
625917542 
 
A dança está cada vez mais incluída nos currículos escolares e fora do campus, 
pois o uso da dança como prática pedagógica pode trazer muitas contribuições para o 
processo de ensino. 
Segundo Verderi (2009, p. 30), “a dança escolar deve ter um papel fundamental 
como atividade docente ... e valorizar a autoestima, a autoimagem, a autoconfiança e o 
autoconceito por meio dessas atividades”. Essa frase nos faz compreender que a função 
educativa da dança visa o desenvolvimento físico, emocional e social dos alunos. Amplie 
seus horizontes sociais. 
 A dança como recurso didático é fundamental porque ajuda a construir uma 
pessoa mais confiante entre os alunos, aumenta sua autoestima e faz com que se sintam 
úteis e capazes. Por fim, a dança ajuda a desenvolver a autonomia do aluno. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-children-dancing-choreography-class-625917542
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-children-dancing-choreography-class-625917542
De acordo com Piconez (2003) "Os alunos aprendem fazendo." Portanto, o ensino 
de atividades de dança não pode isolar os alunos dentro de quatro paredes, mas 
estimular as crianças a descobrirem sua expressividade e potencial criativo. 
Consequentemente, é óbvio que a dança como processo de aprendizagem 
permite que os alunos aprendam por meio da própria experiência física, compreendam a 
perspectiva dos outros, desenvolvam habilidades e expressem sua criatividade. Ela 
sempre inspira os alunos, em vez do antigo conceito de muitos educadores, apenas 
alunos calados e silenciosos podem estabelecer o aprendizado. 
Para Bertoni (1992), a dança como fator educacional contribui para o 
desenvolvimento da psicologia, da sociedade, da anatomia, da inteligência, da 
criatividade e da família. Nessa perspectiva, a dança contribui para a educação esportiva 
consciente e integral, proporcionando múltiplos benefícios nos aspectos físicos, sociais e 
intelectuais. 
Trabalhar com a dança também pode descobrir o seu próprio corpo e perceber 
que cada um tem formas diferentes de se movimentar.A fala de Bertoni reforçou ainda 
mais a ideia de que a dança contribui para o desenvolvimento geral dos alunos. 
Segundo Nanni (1995), a dança contribui para o desenvolvimento das funções 
intelectuais, tais como: atenção, memória, raciocínio, curiosidade, observação, 
criatividade, exploração, compreensão qualitativa da situação e capacidade crítica. 
A educação pode dar uma grande contribuição para o desenvolvimento da 
aprendizagem. Por fim, a dança é propícia para uma boa aprendizagem, sem abandonar 
o plano de estudos, deve centrar-se no desenvolvimento dos elementos mais importantes 
do processo de ensino como a autoestima, a autoconfiança e a motivação.Portanto, Fux (1983) defende que a dança é atraente como recurso didático 
contribuinte, pois auxilia em diversas áreas que são essenciais para a construção do 
conhecimento dos alunos, estimula a espontaneidade e a criatividade. 
Nesse sentido, é importante destacar que a dança, como prática docente, é 
propícia ao desenvolvimento do aluno, tornando-o um sujeito capaz de pensar de forma 
criativa, se expressar espontaneamente e se comunicar com o mundo ao seu redor. Isso 
também nos permite ver a dança como um meio natural de comunicação expressa por 
meio do corpo. 
Isso também nos faz refletir que trabalhar a dança em sala de aula deve sempre 
ter como foco o aprendizado, não uma forma de entretenimento. Porém, a liberdade do 
aluno é sempre incentivada, caso contrário ele será reprimido e não conseguirá atingir o 
objetivo da aula. 
Segundo Nanni (1995), os exercícios físicos são vitais para o desenvolvimento das 
crianças, pois ampliam seus conhecimentos por meio de suas habilidades motoras. 
Isso nos faz perceber que a partir do momento em que os alunos percebem a si 
mesmos e suas habilidades, ela pode se desenvolver e crescer, interagir com seu habitat, 
vivenciando experiências através do próprio corpo. 
Essa visão nos faz pensar que o corpo está internamente conectado, então o 
pensamento está relacionado ao exercício. Portanto, o exercício estimulante levará à 
excitação da mente, o que beneficiará automaticamente o processo de aprendizagem. 
De acordo com Freinet (1991, p. 45): 
A educação infeliz visa, por meio de explicações teóricas, convencer os 
indivíduos de que podem adquirir conhecimento pelo conhecimento e não pela 
experiência. Física e mentalmente, falsos intelectuais desadaptativos, pessoas 
incompletas e incompetentes. 
 
Com base nesse pensamento, o professor de Dança deve ser utilizado como um 
recurso interessante, que pode enriquecer a aprendizagem de várias disciplinas e 
estimular a aprendizagem de forma livre e agradável. 
Em relação ao corpo e incentivar a aprendizagem de forma livre e agradável 
significa estimular de forma a despertar o interesse dos alunos para que ele possa 
participar ativamente das atividades, ao invés de uma forma autoritária e repressiva. 
De acordo ainda com Ossona (1988) deve encarar o ensino de dança como uma 
espécie de atividade educativa, recreativa e criativa. E ainda, é necessário um plano de 
ensino e um plano de realização. 
Portanto, observamos que para a contribuição da dança no processo de ensino, é 
importante que primeiramente a entendamos como uma atividade educativa que pode 
ajudar os alunos a se desenvolverem de forma integral. Precisamos usar a dança nas 
atividades de ensino para permitir que os alunos experimentem o corpo o máximo 
possível para promover o seu desenvolvimento. 
Para tanto, enfatizamos também a necessidade de estar preparado. O professor 
precisa receber formação continuada e sempre preparar os cursos com antecedência, 
enfim, fazer o seu plano de ensino, mesmo que pareça não estar de acordo com o plano 
quando for executado. Essa atitude também auxilia no processo de ensino. 
Ossona (1988, p. 35) também enfatizou: “Nossos filhos são dotados de um grande 
potencial psicofísico e temos a responsabilidade de aumentar esse potencial”. No dizer 
de que: 
 
Nessa perspectiva, para que isso ocorra, é fundamental que nossas atividades 
geram sempre liberdade de expressão e beneficiem o desenvolvimento motor do 
aluno. Devemos explorá-lo ao máximo, tendo sempre o cuidado para não 
limitarmos e nem reprimirmos o seu desenvolvimento. (OSSONA, 1988, p. 48 ) 
Na verdade, nossos alunos são dotados de diversas habilidades e conhecimentos. 
Como professores, temos a responsabilidade de aprimorá-los, deixá-los se desenvolver 
e buscar mais conhecimentos. 
É importante ressaltar também que a dança, como processo de aprendizagem, 
contribui para a formação de um corpo vivo, pois além de ocupar espaço, tem forma, 
expressão, desejo e pode interagir com as coisas da natureza. 
Isso nos permite entender que a dança ajuda a cultivar homens e mulheres que 
entendem melhor suas vidas, e é propício ao aprendizado dessa consciência e de outros 
processos mais educacionais. 
Nessa perspectiva, a dança vem formando o sujeito como cidadão crítico, reflexivo 
e participativo. Pode-se dizer assim, que a dança como processo educativo não é apenas 
um processo de cooperação com o ensino de habilidades, mas também um processo que 
contribui para o desenvolvimento do potencial humano e sua relação com o mundo, por 
isso também é a favor do processo de construção de conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS 
 
A dança é uma atividade tipicamente humana. As pessoas quando ouvem música, 
naturalmente movem os pés e batem palmas. É curioso como todo o corpo acompanha 
a música. Pesquisadores encontraram pinturas pré-históricas em cavernas que 
comprovam movimentos de pessoas como se dançassem. 
 
Fonte: VIEIRA, E. Curiosidades sobre a dança e suas utilidades. Blastingnews, Suíça. Disponível em: 
https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-danca-e-suas-utilidades-
002391215.html. Acesso em: 21 ago. 2021. 
 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-danca-e-suas-utilidades-002391215.html
https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-danca-e-suas-utilidades-002391215.html
REFLITA 
 
A Dança é considerada a mais completa das artes, pois envolve elementos 
artísticos como a música, o teatro, a pintura e a escultura, sendo capaz de exprimir 
tanto as mais simples quanto as mais fortes emoções. 
 
Fonte: O que é dança? Brainly. Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/26938560. Acesso em: 21 
ago. 2021. 
 
 
#REFLITA# 
 
 
https://brainly.com.br/tarefa/26938560
 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Durante essa leitura conhecemos a história da Dança e suas contribuições para 
as mais diversas fases da evolução humana e suas civilizações. 
 Percebemos que, ao longo da vida, praticamos a Dança para nos mantermos 
saudáveis e muito mais para nos trazer felicidade e bem estar. 
A prática deve ser realizada de acordo com a realidade dos estudantes e da 
escola, como fonte inovadora e diversificada. A dança propiciará socialização entre os 
alunos e desenvolvimento de diferentes aspectos para sua formação. Para o bom 
desenvolvimento da dança na escola é importante a metodologia do professor, aplicando 
a temática da aula e do seu domínio do conteúdo. Assim a dança trará benefícios e é 
uma excelente forma de desenvolver seu aluno para esta prática em outros âmbitos de 
sua vida. 
Assim, espero ter contribuído para o conhecimento e amplitude de seus 
pensamentos junto à Dança. 
 
Até breve! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LIVRO 
 
• Título: Atividades Rítmicas e Expressivas 
• Autor: Silvia Regina Ribeiro. 
• Editora: InterSaberes. 
• Sinopse: Esta obra fala sobre o papel da dança na formação integral dos indivíduos. 
Para isso, apresenta um breve histórico dessa atividade física e discute o que são 
atividades rítmicas e expressivas, investigando os desafios que costumam ser 
encontrados pelos professores de educação física ao inserir a dança em suas práticas 
pedagógicas, buscando assim perceber a dança como uma forma de linguagem corporal. 
Link de acesso: 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/169552/pdf/0?code=8fDqtbnOhGsL
SxU1XQKbMglAI9cldFiKHfR4XvYG68Q5Oip3Z5IbidkzCEZVnLMf0UEGbS5Mk+j8rB5+
mHg0/Q== 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILME 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/169552/pdf/0?code=8fDqtbnOhGsLSxU1XQKbMglAI9cldFiKHfR4XvYG68Q5Oip3Z5IbidkzCEZVnLMf0UEGbS5Mk+j8rB5+mHg0/Q==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/169552/pdf/0?code=8fDqtbnOhGsLSxU1XQKbMglAI9cldFiKHfR4XvYG68Q5Oip3Z5IbidkzCEZVnLMf0UEGbS5Mk+j8rB5+mHg0/Q==https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/169552/pdf/0?code=8fDqtbnOhGsLSxU1XQKbMglAI9cldFiKHfR4XvYG68Q5Oip3Z5IbidkzCEZVnLMf0UEGbS5Mk+j8rB5+mHg0/Q==
 
• Título: Us Again 
• Ano: 2021. 
• Sinopse: Enquanto as pessoas de Nova York dançam ao ritmo da música, o idoso Art 
permanece em seu apartamento e assiste TV mal-humorado. Sua esposa, Dot, entra e 
tenta fazer com que ele saia e aproveite o dia. Ele se recusa, deixando seu coração 
partido. Art logo se arrepende dessa decisão e vê uma foto sua e de Dot quando eram 
jovens e cheios de vida. Ele sai pela escada de incêndio de sua casa quando de repente 
começa a chover. A chuva o torna mais jovem e o rejuvenesce, levando-o a sair para a 
cidade à procura de Dot. Art e Dot encontram-se, sendo esta última também jovem por 
causa da chuva, junto a um bebedouro e começam a dançar de forma vibrante pelas 
ruas. Quando as nuvens de chuva começam a se mover, a secura as reverte à velhice. 
Art começa a arrastar Dot pela cidade na tentativa de permanecer jovem com ela. Eles 
fogem para Paradise Pier com Dot ficando para trás de boa vontade, enquanto Art 
continua a perseguir as nuvens de chuva. Eventualmente, as nuvens saem 
completamente e Art volta a ser um homem velho junto com Dot. Art volta e vê Dot 
sentada sozinha em um banco e se junta a ela. Os dois se olham nos olhos e, sem 
palavras, reconhecem seu amor um pelo outro. Art e Dot continuam a dançar juntos, 
embora não tão vibrantes quanto antes, enquanto um casal mais jovem os observa 
admiravelmente de longe. A poça de chuva abaixo deles reflete o seu eu mais jovem. 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
https://en.wikipedia.org/wiki/New_York_City
AZEVEDO, F. de. A cidade e o campo na civilização industrial. São Paulo: Edições 
Melhoramentos, 1962. 
 
BERTONI, Í. G. A dança e a evolução: O ballet e seu contexto histórico. Programação 
didática. São Paulo: Tanz do Brasil, 1992. 
 
BOURCIER, P. História da Dança no Ocidente. Trad. Marina Appenzeller. São Paulo: 
Martins Fontes Ltda, 1987. 
 
BRIKMAN, L. A linguagem do movimento corporal. São Paulo: Summus, 1989. 
 
CAMINADA, E. História da Dança: evolução cultural. Rio de Janeiro: Sprint, 1999. 
 
DANTAS, M. F. Toda mudança desse dia...uma dança. Uma abordagem histórica da 
dança artística. Anais do II Encontro Nacional de História do Esporte, Lazer e 
Educação Física, p 105-115, 1994. 
 
ELLMERICH, L. História da dança. São Paulo: Ricordi, 1964. 
 
FOUCAULT, M. Vigilar y castigar. Ed. Siglo XXI, 1991. 
 
FREINET, C. Pedagogia do bom senso. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991. 
 
 
 
FUX, M. Dança, experiência de vida. 3. ed. São Paulo, Summus,1983. 
 
GARAUDY, R. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. 
 
MASSON, S. Psicomotricidade. Reeducação e Terapia Dinâmica. Trad. Erandy Lopes. 
São Paulo: Manole Ltda, 1988. 
 
MENDES, M. G. A Dança. 2. ed. São Paulo: Ática, p. 58, 1987. 
 
NANNI, D. Dança Educação – Pré –Escola à Universidade. Rio de Janeiro: Editora 
Sprint, 1995. 
 
OSSONA, P. A Educação pela Dança. São Paulo: Summus Editorial, 1988. 
 
PICONEZ, S. C. B. A aprendizagem do jovem e adulto e seus desafios fundamentais. 
Documento produzido para o Curso de Especialização de Educação Escolar de Jovens 
e Adultos - USP, São Paulo. 9 f., 2003. 
 
PORTINARI, M. História da Dança. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. 
 
PORTINARI, M. Nos passos da dança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. 
 
RIBEIRO, S. B. Atividades rítmicas e expressivas: a dança na educação física. 
Curitiba: InterSaberes, 2019. 
 
SILVA, E. R. Dança e Pós Modernidade. Salvador: EDUFBA, Editora da UFBA, 2005. 
 
STOKOE, P. Expressão Corporal na pré-escola. Patrícia Stokoe, Rut Harf; Tradução 
de Beatriz A. Cannabrava. SP: Summus, 1987. 
 
TOLEDO, S. Psicomotricidade na Saúde. Rio de Janeiro: Editora WAK, 2010. 
 
VERDERI, E. B. Dança na escola: uma abordagem pedagógica. São Paulo: Phorte, 
2009. 
 
VIANNA, K. A Dança. 2. ed. São Paulo: Siciliano, 1990. 
 
VIEIRA, E. Curiosidades sobre a dança e suas utilidades. Blastingnews, Suíça. 
Disponível em: https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-
danca-e-suas-utilidades-002391215.html. Acesso em: 21 ago. 2021. 
 
ZOTOVICI, S. A. Elementos sobre história da dança: em torno de Roger Garaudy. Anais 
do III Encontro Nacional de História do Esporte, Lazer e Educação Física. p. 337-344, 
1995. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-danca-e-suas-utilidades-002391215.html
https://br.blastingnews.com/curiosidades/2018/02/curiosidades-sobre-a-danca-e-suas-utilidades-002391215.html
 
UNIDADE II 
FOCO NA RÍTMICA E EXPRESSÃO CORPORAL 
Professor Especialista Diego Fernando Rodrigues 
 
 
Plano de Estudo: 
● Expressão corporal e o movimento; 
● Música e seus elementos; 
● Instrumentos musicais: vivências com a percussão; 
● Improvisação; 
● Jogos e brincadeiras como meio de expressão corporal. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Conceituar os modos de expressão corporal; 
● Compreender os tipos de músicas e elementos que compõem a dança; 
● Estabelecer a importância da ludicidade na interpretação associada aos 
movimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 Olá, que bom nos encontrar novamente! 
 Nesta unidade veremos as diferentes formas de se expressar com movimentos e 
técnicas de improvisação, para o aperfeiçoamento da consciência corporal. Também 
vamos entender os elementos que compõem a dança, como a música e seus 
instrumentos que são a alma da dança. 
 O ato de improvisar também fará parte desta unidade, pois a dança não pode ser 
simplesmente técnica e rigorosa, mas sim um momento de distração e lazer para seus 
praticantes. 
E as brincadeiras dançantes tem alto poder de socialização, trazendo todos os 
indivíduos a praticarem de forma prazerosa, e evitando a exclusão daqueles que não tem 
muita aptidão com a dança. 
 
 Então, bons estudos e muita dança a todos nós! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 EXPRESSÃO CORPORAL E O MOVIMENTO 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-dance-school-ballet-hiphop-street-570822709 
 
 A definição de ser expressivo, quer dizer que transmitimos nossos sentimentos 
para os outros. Ao utilizar os movimentos para essa expressão transformamos nossos 
pensamentos em gestos, assim nos comunicando com todos os indivíduos através da 
expressão corporal. 
Segundo Silva e Schwartz (1999), o movimento corporal é uma linguagem que 
cada pessoa possui para manifestar-se e, a expressão corporal é o resgate dessa 
linguagem individual. E o nosso “ (...) corpo tem a capacidade de se manifestar, o que, 
na expressão corporal, se apresenta através do vivido corporal. Este viver corporal 
equivale à maneira pela qual o corpo apresenta-se disponível.” (SILVA e SCHWARTZ, 
1999, p. 169). 
 
 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-dance-school-ballet-hiphop-street-570822709
 
Nesse sentido, podemos apoiar a expressão do movimento através da experiência 
do corpo em termos de experiência física, podemos enriquecer os gestos expressivos e 
torná-los mais criativos e espontâneos. 
Ambos revelam seus pensamentos e transmitem informações: 
As atividades expressivas objetivam, através de vivências corporais, da dança e 
de outras manifestações, levar o homem, a mulher, a sentir o corpo-próprio, 
ampliar sua sensibilidade, eliminar os limites, as influências e preconceitos 
determinados pelo ambiente cultural. (SILVA, 1995, p. 93). 
 
A respeito dessas considerações, Silva (1995) apontou portanto, que a expressão 
corporal, ao trabalhar de forma planejada, espontânea e criativa, não precisa colocar o 
corpo sob técnicas padronizadas, e os movimentos repetitivos podem trazer inúmeros 
benefícios. 
Segundo Brikman (1989), a expressão corporal salva e desenvolve todas as 
possibilidades humanas (corpo e mente), disseminadaspor meio do movimento corporal. 
A expressão corporal carrega a possibilidade do desenvolvimento global do corpo e dá 
ao corpo oportunidades de expor suas emoções, muitas vezes reprimidas e ignoradas, 
portanto, a expressão corporal e todos os seus benefícios podem ser comprovados no 
processo de desenvolvimento e educação humana. 
 
Expressão corporal e Educação Física 
 
Durante muito tempo a escola transmitia conhecimento ao aluno através da leitura, 
da escrita e dos cálculos, nunca em movimento. Tinha-se como verdade que o aluno só 
aprenderia se estivesse parado. A herança dessa educação tradicional e rígida está 
presente até os dias de hoje. 
É comum vermos orientações em escolas para que os alunos não corram, não 
pulem, não se movimentam, além disso, muitas vezes o movimento está associado à 
indisciplina. 
Apesar destas atitudes ainda estarem presentes na escola, muitos estudos têm 
nos mostrado o contrário. Dessa forma, devemos buscar um diálogo entre o movimento 
corporal e o produzir conhecimento que supere essa concepção. 
 
Para Rego (2011), é necessária a busca de uma prática docente que possibilite 
aos alunos um pensamento crítico, a partir da valorização da criatividade, da reflexão e 
da participação, condições indispensáveis para a inserção social e construção da 
cidadania, assim Scarpato (2001) afirma que: 
O movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando 
torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de expressar-se 
em variadas linguagens, desenvolvendo a auto expressão e aprendendo a 
pensar em termos de movimento. (SCARPATO, 2001, p. 59). 
 
Ainda para Scarpato (2001), o trabalho com o corpo gera a consciência corporal,o 
aluno começa a expressar seus desejos de modo mais espontâneo, o que pode criar 
dificuldades numa pedagogia autoritária, que ainda acredita que ele só aprende sentado 
na carteira. 
Sendo o movimento indispensável para o processo educacional e o corpo objeto 
de estudo da Educação Física, este tem papel fundamental na escolarização e deve ter 
uma formação mais humana, que valorize a cultura corporal e tudo que a ela esteja 
relacionado. 
Podemos destacar também a importância da educação física como disciplina, que 
tem como objetivo: 
Desenvolver uma reflexão pedagógica sobre o acervo de formas de 
representação do mundo que o homem tem produzido no decorrer da história, 
exteriorizadas pela expressão corporal: jogos, danças, lutas, exercícios 
ginásticos, esporte, malabarismo, contorcionismo, mímica e outros, que podem 
ser identificados como formas de representação simbólica de realidades vividas 
pelo homem, historicamente criadas e culturalmente desenvolvidas (COLETIVO 
DE AUTORES, 1992, p. 38). 
 
Diante disso, a Educação Física enfrenta o desafio de tornar a expressão corporal 
um conhecimento importante no processo de formação humana e dar a ela uma relevante 
importância no trabalho pedagógico na escola. 
 
 
2 MÚSICA E SEUS ELEMENTOS 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/attractive-dancing-blonde-club-neon-light-
1174974151 
 
 
 
 Durante esta unidade vamos observar alguns elementos básicos que compõem 
uma frase musical e a formação de uma música, dando sentido ao movimento e a ligação 
que a dança tem junto a música, tornando uma fusão importantíssima para a aquisição 
da produção coreográfica. 
 
2. 1 Componentes Básicos 
 
Quando se cria uma peça musical, o compositor combina diversos elementos que 
são importantes para a música, esses elementos chamamos de elementos musicais, 
assim destacando o ritmo, a melodia, a harmonia, o timbre, a textura e a forma. 
 
Figura 1 - Música 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/attractive-dancing-blonde-club-neon-light-1174974151
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Fonte: SHUTTERSTOCK. Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hipster-igen-
teen-pretty-fashion-girl-1564166668. Acesso em: 30 ago. 2021. 
 
 
2. 2 Ritmo 
 
O ritmo é utilizado para descrever diversos modelos de sons musicais que 
agrupados formam a música, assim a sua duração e os acentos formam as frases. Ao 
fundo de cada música há uma batida, considerada como o coração, ali nos referimos para 
medir o ritmo de cada canção. 
 
 
2. 3 Melodia 
 
Uma grande maioria de pessoas, tem a melodia como componente mais 
importante de uma peça musical. Sabemos que naturalmente a melodia, é uma palavra 
muito comum, que tem um significado ainda sem muita precisão, definindo que a 
sequência de notas, de diferentes sons, organizadas numa dada forma de modo a fazer 
sentido musical para quem escuta. 
 
Assim, ao reagirmos com a melodia criamos uma interpretação única. Faz sentido 
naquilo que para um pode ser inaceitável, e para outro, pode se tornar a canção mais 
interessante já ouvida. 
 
 
2. 4 Harmonia 
 
Quando mais de uma nota é ouvida ao mesmo tempo, chamamos de melodia, que 
produz o acorde. Os acordes podem ser de dois tipos: consoantes, quando as notas estão 
de acordo com as demais, e dissonantes, quando as notas não fazem sentido com as 
demais, assim tornando as frases musicais mais tensionadas. A harmonia pode ser usada 
de duas formas: para a referência à seleção de notas de determinam algum acorde e, 
também para descrevermos a progressão e o desenrolar de uma composição. 
 
 
2. 5 Timbre 
 
O instrumento é único, assim cada um produz um som diferente, isto sendo do 
mesmo modelo, essa sonoridade pode variar de instrumento por instrumento, nos 
fazendo distinguir a diferença de um som de um trompete e de um violino, por exemplo. 
Assim, com essa particularidade definimos o timbre de cada instrumento. 
 
 
2. 6 Textura 
 
As peças musicais podem apresentar sonoridades de diferentes tipos, como as de 
com sons rarefeitos e esparsos, já outras ricas e fluídas com mais facilidade. Quando 
descrevemos os aspectos musicais, a textura é uma palavra muito utilizada, pois compara 
a trama de um tecido, para com os sons que compõem a música. 
As três formas básicas de compor uma música pode ser: 
 
- Monofônica: constituída por uma única linha melódica, destituída de 
qualquer espécie de harmonia; 
- Polifônica: duas ou mais linhas melódicas entretecidas ao mesmo tempo; 
- Homofônica: uma única linha melódica é ouvida contra um 
acompanhamento de acordes. “melodia + acompanhamento”. 
 
 
2. 7 Forma 
 
A forma musical descreve qual será o projeto ou configuração de um compositor 
para construção de uma obra musical. Inúmeros são as suas configurações, assim 
obtidas através de diferentes períodos da história incluindo os métodos utilizados em 
cada época. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 INSTRUMENTOS MUSICAIS: VIVÊNCIAS COM A PERCUSSÃo 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/overhead-view-several-hand-drums-other-
1819837409 
 
 
A importância de salvar a música no ambiente escolar, como recurso no processo 
de ensino, pode favorecer o conhecimento interdisciplinar dos alunos e o 
desenvolvimento da cultura, da moral, do movimento psicológico e da sociedade. 
A arte e a música devem ocupar uma posição mais importante do que dão, por 
meio de um ensino mais prático do que a cultura. Com o objetivo de fazer da educação 
musical uma espécie de portador de conhecimento e contribuir para visões interculturais 
e alternativas frente à atual vida real global e tecnológica. 
A música é uma das formas mais antigas e valiosas de expressão humana e 
sempre existe na vida das pessoas. A música acompanha a humanidade desde os 
tempos pré-históricos e tornou-se um elemento característico da humanidade. Sem 
música, é impossível pensar no mundo de hoje. A música desempenha um papel muito 
importante ao contar a história de um lugar e integrar as crenças étnicas e religiosas de 
diferentes culturas na sociedade.É necessário capacitar o público-alvo a usar a música 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/overhead-view-several-hand-drums-other-1819837409
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/overhead-view-several-hand-drums-other-1819837409
 
como linguagem de expressão e identidade na sociedade. O desenvolvimento de uma 
boa aula requer preparação e disciplina, planejando refletir sobre as condições existentes 
e implementar formas alternativas de ação, sabendo que o comportamento das crianças 
em comunidades pobres muitas vezes está sujeito a uma disciplina irregular. O 
comprometimento dos educadores é muito importante, é preciso buscar a aproximação, 
incentivar os alunos a participarem da sala de aula, opinar, levar temas da realidade e 
conteúdos diversificados para os alunos que ainda não se tornaram robôs. 
Usando a teoria psicogenética e técnicas construtivistas que podem ser usadas, 
como linguagem descritiva, canções locais, jogos, danças, expressões físicas em sua 
área, aprendizagem e comunicação próxima que inclui os alunos e a participação efetiva 
de todos os alunos. 
O Brasil é um país multicultural, nossa música goza de privilégios e é influenciada 
por múltiplas culturas, vários instrumentos musicais logo apareceram e seus sons e 
ritmos aqui existentes. Agora podemos entender alguns instrumentos de introdução e 
suas origens e sua forma de execução. 
 Organologia é o estudo da composição e classificação dos instrumentos musicais, 
levando em consideração os materiais utilizados, a forma, a qualidade do som produzido, 
o timbre, a forma de execução e a história de cada instrumento. A classificação dos 
instrumentos musicais mais comumente usados hoje foi criada por Curt Sachs e Eric Von 
Hornbostel e foi publicada pela primeira vez na Alemanha em 1914. 
Não há dúvida de que o ensino da percussão é uma importante prática musical 
que pode ser desenvolvida nas escolas. A prática de jogar juntos envolve muitas 
habilidades e trabalho em equipe, e é uma forma muito produtiva de aprender na escola. 
Com base na organização e nos princípios do ensino coletivo de instrumentos 
musicais, na organização e preparação de apresentações musicais, este tipo de prática 
coletiva de instrumentos musicais possibilita a interação social e desempenha um papel 
muito importante no processo de aprendizagem musical. Envolve "aprendizagem 
colaborativa" entre os elementos de um grupo, motivação mútua, orientação, verificação 
e avaliação (MORAES, 1997, p. 71). 
O currículo começa com a música como princípio da prática social / através da 
relação que as crianças estabelecem na música junto ao seu grupo social. (SOUZA, 
 
2004). De certa forma, acreditamos que a música "é uma comunicação simbólica e 
emocional e, portanto, social." De um modo geral, "libera a crença de que nossos alunos 
podem mostrar e formular hipóteses sobre sua experiência musical. E podemos 
conversar com eles. (SOUZA, 2004, p. 09) diz que “A teoria da vida diária fornece um 
complemento para a compreensão das relações sociais musicais estabelecidas nas 
atividades diárias de ensino de música”. 
Acredita-se que, na relação com o mundo ao seu redor, as crianças adquirem 
conhecimentos sobre música. Conhecimentos musicais que aparecem nas atividades 
musicais rítmicas, como: percussão ou movimento corporal; bela melodia ao cantar suas 
faixas favoritas; além das habilidades envolvidas no aprendizado de instrumentos em 
diversos locais e por meio de diversas mídias. Diante de várias formas de contato e 
experiência musical na vida cotidiana, as crianças desenvolveram seus conhecimentos e 
habilidades musicais. 
Quando pensamos na vida diária, pensamos na "educação musical diária". A 
educação se estabelece no "universo íntimo" de cada um, na relação micro-social da 
família, dos colegas, da mídia (livros, TV, internet), dos jogos, etc. Segundo Souza (2000), 
cotidiano. 
é visto como um lugar social de processos de crenças, de achar sentido 
comunicativo e interativo, nos quais os participantes da sociedade constroem 
suas identidades sociais e em cujas molduras se estabelece um entendimento 
sobre as normas sociais, realizam-se as interações sociais e se reconhecem 
processos intersubjetivos como sua parte essencial. (SOUZA, 2000, p. 28). 
 
Nesse sentido, segundo Souza (2000, p. 27) afirma que a vida cotidiana inclui 
"uma espécie de orientação pedagógica para professores" , que para nós, professores 
de música, fazemos com que a direção musical faça uma viagem ao universo e que os 
alunos estarão conhecendo, tornando assim uma orientação da prática pedagógico-
musical. 
4 IMPROVISAÇÃO 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/black-dressed-people-forming-improvisation-word-
193431818 
 
 
Para definir os métodos de improvisação precisamos discutir de forma polêmica e 
por muitas vezes recorrente. “A improvisação” não pode ser considerada um único modo, 
monolítico, de organização. Segundo Nelson (2006), a improvisação é uma palavra 
escorregadia, genericamente aplicada, e que exige uma abordagem detalhada. Algumas 
classificações observadas auxiliam na análise e no entendimento, que recorrem a algum 
tipo de uso, que delimita as restrições que são aplicadas nas propostas e 
desenvolvimentos. 
As maiores tendências são aquelas que predominam com a relação 
artista/contexto, que durante a improvisação elaboram alguns acordos prévios. Indicando 
assim aspectos compartilhados, delimitando alguns grupos que se assemelham, assim 
denominando formas de improvisação, restringindo alguns acordos já implicados nos 
objetivos de uso. 
 
Formas de improvisação 
 
Vamos, agora, te apresentar formas de improvisação que podemos executar, 
apresentando dois modelos de uso geral: 
 
 
 
 
● Improvisação sem acordos prévios: 
 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/black-dressed-people-forming-improvisation-word-193431818
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Essas improvisações são elaboradas a partir do contexto único de apresentação, 
apresentando relações somente dos hábitos da dança. A sua inspiração ocorre durante 
a apresentação, não havendo ensaios nem relações com elementos pré elaborados. 
Assim podendo ser criadas versões únicas do tempo em que estão sendo realizadas. 
Carter (1999) alerta que pode estar havendo características de movimentos repetidos e 
que fazem parte do repertório do bailarino que a apresenta, alerta também a falta de 
anseio para uma coreografia mais simples e sem a perspectiva de espetáculo. 
Zambrano et al. (2000, p. 76), diz que: 
 
É possível ter expectativas sobre o que vai acontecer numa improvisação, 
quando as pessoas que estão improvisando se conhecem e treinam juntas, e isso 
ocorre por reconhecimento das informações de técnicas de dança inscritas nos 
corpos, que carregam possibilidades de decisões legíveis. 
 
 
Assim, Dunn, Paxton, Nelson, Hagendoorn, Zambrano, entre outros, criaram 
alguns tipos de treinos para as improvisações. Esses criadores contestam a importância 
da criação com um conceito que de coerência a apresentação, buscando novas 
metodologias de improvisação. 
Vejamos alguns grupos de improvisação que propõem essa forma em cena, como 
é o caso da Cia. Nova Dança 42 e Magpie Music Dance Company. Esses grupos treinam 
juntos há vários anos, assim eles propõem parâmetros de apresentação, mas sem uma 
proposta concreta. 
Alguns encontros de improvisação são chamados Jam Session considerados sem 
acordos prévios. Tratando de encontros abertos a todos os interessados para prática de 
improvisação, sejam eles artistas ou não artistas. Também existem os encontros de Jam 
em grupos restritos, que fazem o treino junto porém não se apresentam no mesmo grupo, 
somente pela experiência da vivência em uma outra configuração de dança. 
 
 
 
● Improvisação com acordos prévios:Desta forma, cobrimos improvisações que são previamente acordadas durante o 
processo de preparação, tanto no seu processo como na sua apresentação. As 
recomendações são divididas em duas categorias: 
- Criação de improviso durante o processo criativo - por exemplo, um experimento 
antes de uma exibição pública; 
- Improvisação de roteiros - possui regras prévias relacionadas às condições e 
possibilidades de improvisação. Improvisação no processo criativo: Esses processos 
criativos contam com a improvisação para encorajar sua investigação. Esses processos 
ocorreram no período anterior à apresentação da dança, eram experiências realizadas 
entre artistas durante os ensaios e posteriormente formalizadas em suas obras. 
Hoje em dia, muitos artistas realizam seu processo criativo por meio da 
improvisação. Recomenda-se a realização de experimentos, como pesquisar e 
desenvolver questões relacionadas ao trabalho em andamento. A opção de trabalhar 
neste formato tem a ver com sua imprevisibilidade. 
Assim, vamos apresentar duas propostas para seu processo da elaboração de 
acordos: 
 - Criação de improviso durante o processo criativo - por exemplo, um experimento 
antes de uma exibição pública; 
 - Improvisação com roteiros - possui regras prévias quanto às condições e 
possibilidades de improvisação. 
Processo de improvisação: esses processos criativos contam com a improvisação 
para estimular sua investigação. Esses processos acontecem no palco que antecede a 
apresentação da dança, são experiências entre artistas em ensaios e posteriormente 
formalizados em suas obras. 
Hoje em dia, muitos artistas realizam o processo criativo por meio da improvisação. 
Recomenda-se a realização de experimentos, como pesquisar e desenvolver questões 
relacionadas ao trabalho em andamento. A escolha de trabalhar dessa forma está 
relacionada à imprevisibilidade de seus experimentos, podendo produzir soluções 
inusitadas e diversas, pois os artistas envolvidos têm autonomia sobre o processo. 
Usamos os procedimentos de improvisação para desenvolver sua pesquisa. Esta 
sala tem como foco a preparação para a síntese de exercícios, para isso começa com 
 
problemas específicos e os discute no corpo, estudando a qualidade do exercício muito 
precisa. Seu experimento prevê a repetição e persistência do problema de motivação, 
inspirando o desenvolvimento de uma composição futura. 
Improvisação e scripting: O termo scripting aqui é usado como regra anterior, 
relacionado às condições e possibilidades da improvisação. O roteiro é usado como 
parâmetro para definir: o desenvolvimento da improvisação; e / ou o tipo de ação; e / ou 
a relação entre a dança e outras linguagens; e / ou a relação entre os artistas; e / ou a 
relação com o público ; e assim por diante. São restrições predeterminadas, dispostas 
durante a mostra para manter a autonomia do artista na composição. 
Experimentando algumas estruturas desse tipo que aconteciam durante a prática 
no palco, onde dançarinos colaboraram para desenvolver materiais esportivos, 
inventaram métodos de distribuição de regras em tempo real, reagruparam pessoas e 
criaram no palco de acordo com essas restrições. Por exemplo, operando entre essas 
regras gerais: (1) entrada e saída; (2) como viver em um espaço, que ocorre várias vezes 
ao mesmo tempo; (3) combinar estrutura coreográfica com a liberdade de transição 
improvisada. 
A “pontuação ajustada” (tuning score) criada por Nelson (2006) pode ser 
considerada uma possibilidade organizacional, que ocorre sob regras previamente 
definidas. Os participantes improvisados têm comandos verbais e lidam com as restrições 
do jogo, usando chamadas como "repetir", "desfazer", "adicionar" e "encerrar". Para estar 
na estrutura, é preciso se tornar dançarino e observador, e passar de uma função para 
outra é lidar com essas regras. 
 
 
 
 
 
 
 
5 JOGOS E BRINCADEIRAS COMO MEIO DE EXPRESSÃO CORPORAL 
 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/family-friends-dancing-together-garden-party-
1295518507 
 
 
A expressão corporal é um comportamento espontâneo. É uma linguagem usada 
pelos humanos para expressar sentimentos, emoções e pensamentos com o corpo. 
Combinada com outras linguagens de expressão, como falar, pintar e escrever, ajuda a 
desenvolver a expressão geral na primeira infância Educação. 
Qualquer ação que uma criança realiza em uma atividade pode se tornar uma ação 
de expressão física que precisa ser explorada. Segundo Andrade (2006), o uso da 
consciência corporal pela criança de uma maneira lúdica e expressiva trará, em primeiro 
lugar, a satisfação da descoberta e o alívio da tensão e da ansiedade e, em segundo 
lugar, sua percepção das possibilidades e limitações do corpo é benéfica. Com isso, as 
crianças encontrarão maneiras de usar os gestos de forma criativa e espacial. 
 Quando falamos sobre a expressão por meio do corpo, aplicamos o aprendizado 
ao conteúdo que orienta a criatividade pessoal, a comunicação e a integração. Stokoe e 
Harf (1987) dizem que, o indivíduo que enfatiza o uso do corpo para se expressar deve 
compreender que vive em sociedade com outras pessoas que também usam o corpo 
para se expressar. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/family-friends-dancing-together-garden-party-1295518507
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Andrade (2006), enfatiza que a expressão física é a herança da humanidade. É 
citado que os povos primitivos podem buscar recursos de sobrevivência por meio de seus 
corpos. Nesse momento, habilidades excelentes, especialmente capacidade de 
percepção, são necessárias para observar e avaliar o mundo ao seu redor. É por meio 
dos gestos, sonoros ou não, que os humanos utilizam essa matéria-prima para construir 
a linguagem. 
 O educador desempenha um papel importante na aplicação das atividades 
expressivas, deve perceber que a participação das crianças no mundo da fantasia é 
propícia à formação de pessoas sensíveis à mudança. 
Em um ambiente de jogo, as crianças podem expressar fantasias. O dever de 
nossos educadores é envolver a imaginação das crianças para transformar este rico 
material em projetos realizáveis, que podem assumir a forma desenho, de poesia, de 
música, de uma dança, de um simples objeto feito de caixas, ou de uma história 
representada ou apenas para o grupo (ANDRADE, 2006). 
 Segundo Brasil (1998), a expressão corporal está contida no bloco de atividade 
de expressão, que inclui a manifestação da cultura corporal. A característica comum é a 
clara intenção de se expressar e comunicar por meio de gestos na presença de ritmo, 
som e música na construção da expressão corporal, o uso da sinergia enriquece o 
processo de informação e treinamento como um indivíduo, melhora a interação do grupo 
e muitas vezes salva a cultura pop da região. 
Stokoe e Harf (1987) incluem a expressão corporal como um conceito aliado à 
dança, que pode ser entendida como a resposta do corpo a determinados motivos. Não 
devemos esquecer que se trata de dança no contexto da expressão física, onde os 
movimentos são obtidos de forma espontânea mas organizada através da criatividade de 
cada indivíduo, é diferente do ambiente de dança coreografado onde o professor impõe 
os movimentos a ser realizada, e o objetivo não é o treinamento mas que trabalhe na 
expressão e na criatividade. 
Enfatizando um trecho de Bertazzo et al. (2004, p. 5 - 6) que infere: 
 
Na diversidade do corpo, nas expressões específicas de várias posturas, há uma 
variedade de pensamentos, imagens, sonhos e desejos, cada um dos quais 
respeitar sua integridade. Sexo, particularidade e autonomia. O movimento de 
 
harmonia é estabelecido combinando as diferenças em comum e as 
semelhanças nas diferenças por meio da prática. 
 
Podemos definir dança como diferentes maneiras pelas quais as criançasexperimentam a expressão, ao invés da linguagem. Ao falar com o corpo, abre a 
possibilidade de se conhecer de outra forma e melhorar a autoestima. A introdução da 
expressão física na educação infantil pode alterar significativamente as atitudes das 
crianças na escola, pois a expressão física no ambiente escolar busca desenvolver não 
só as habilidades motoras, mas também a imaginação e a criatividade. No conteúdo da 
expressão física, estarão envolvidos jogos de canto, linguagem de expressão e jogos de 
canto de ação na educação infantil. Adultos em diferentes períodos históricos usaram o 
brincar, o canto e a dança como forma de celebração ou como meio de transmissão 
cultural. 
Fazendo rodas e cantando cara a cara, as crianças estabeleceram uma parceria. 
Essa parceria se repetirá em outros espaços. O ritmo individual dá lugar ao ritmo coletivo, 
que surge como recurso e elemento-chave para o alcance de objetivos educacionais e 
de promoção desenvolvimento por meio da colocação intencional.Os objetos simbólicos 
permitem que a imaginação das crianças seja refletida e a função de ensino apóia o 
desenvolvimento geral das crianças. (KISHIMOTO, 1998, p. 22). Brincar permite que as 
crianças desenvolvam autonomia, criatividade e cooperação por meio de desempenho e 
experimentação, e entrem no mundo do trabalho, da cultura e das emoções. É também 
um tipo de atividade social que se baseia nas regras de convivência e imaginação 
estabelecidas pelos participantes. Quanto maior e mais diversificada a experiência da 
criança, maior a capacidade de encontrar soluções para as novas situações vividas. 
O termo jogo de canto materializa-se em atividades rítmicas, expressivas e 
musicais, tendo como conteúdo os jogos tradicionais, nomeadamente canções de roda e 
jogos ficcionais, para complementar o processo de criatividade e imaginação. Os jogos 
tradicionais são jogos que estão ligados ao folclore, ou seja, integrados à cultura popular 
e têm como características o anonimato, a tradição, a comunicação oral, a preservação, 
a mudança e a universalidade. Trata-se de um jogo fictício em que as crianças começam 
a mudar o significado dos objetos, a expressar sonhos e fantasias e a assumir diferentes 
papéis de acordo com sua formação social. (KISHIMOTO, 1998). As canções circulares 
 
permitem que a escola amplie o repertório das crianças e estimule sua sensibilidade às 
coisas. O conteúdo das letras, onde abordam diferentes aspectos da vida. 
O ritmo é uma tendência inata na vida da criança, participa do ritmo natural do 
coração da criança desde a mais tenra idade e está sempre disponível para ela. Segundo 
Paiva (2000), os pré-escolares têm um pouco de dificuldade com ritmos mais complexos, 
mas devemos encorajá-los a se expressarem dentro de seus limites. 
Paiva (2000) diz ainda que, para facilitar a sua aprendizagem: explique a letra e 
as suas intenções, se estiver relacionada com outras áreas de aprendizagem; ensine a 
letra primeiro, exigindo pequenas repetições; ensine a melodia; permita que as crianças 
se expressem livremente enquanto ensina a melodia; combine a letra com a melodia 
Conecte-se com gestos; cante a música inteira; leve em consideração a criatividade e a 
liberdade de expressão da criança; deve considerar a maturidade musical da criança. 
Para crianças pequenas, a música deve ser curta e fácil de cantar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS 
 
 
Mas afinal, o que é mesmo a expressão corporal? Podemos defini-la como um 
modo involuntário que nosso corpo tem de se manifestar. Em suma, trata-se de uma 
interlocução do tipo não verbal, amparada em movimentos da face, posturas e gestos. 
 
Fonte: RODRIGUES, P. F. Expressões corporais e seus significados. Revista SIDLOC-MG. Disponível 
em: https://www.sindlocmg.com.br/artigos/expressoes-corporais-e-seus-significados/. Acesso em: 23 ago. 
2021. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 REFLITA 
https://www.sindlocmg.com.br/artigos/expressoes-corporais-e-seus-significados/
 
 
“Quando eu danço, minha mente percebe, o meu coração sente e o meu corpo 
exprime. Não somente o que a alma quer externar, mas o que o espírito quer expressar. 
A dança é a expressão que integra, é um movimento de entrega.” 
Thalita Epitácio. 
 
Fonte: EPITÁCIO, T. Pensador. Disponível em: 
https://www.pensador.com/expressao_corporal/#:~:text=QUANDO%20EU%20DAN%C3%87O%2C%20M
INHA%20MENTE,%C3%89%20UM%20MOVIMENTO%20DE%20ENTREGA.&text=V%C3%AA%2Dla%2
0%C3%A9%20como%20ver,olhar%20a%20beleza%20da%20cria%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 23 
ago. 2021. 
 
 
#REFLITA# 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Durante esta unidade observamos a importância da Dança e suas manifestações, 
como a expressão corporal que está totalmente ligada ao desenvolvimento do 
entendimento do corpo e suas possibilidades. 
 Ela deve estar presente desde os primeiros anos de vida, e ser desenvolvida por 
toda sua história, pois a dança é uma excelente atividade para se manter ativo e saudável 
por toda a vida. 
 A dança é o ato de mover-se demonstrando sentimentos e emoções. É um estado 
de espírito, onde conseguimos uma conexão mais íntima e profunda com nós mesmos. 
É uma detalhada fonte de movimentos rítmicos que são ao mesmo tempo expressivos e 
desafiadores. 
 
 Nos encontramos na próxima unidade. Até lá! 
 
 
 
 
LIVRO 
 
• Título: Dinâmicas de Grupo e Jogos 
• Autor: Vilmabel Soares. 
• Editora: Vozes. 
• Sinopse: Dinâmicas de grupo e jogos: psicodrama, expressão corporal, criatividade, 
meditação e artes são práticas pedagógicas e arteterapêuticas, que facilitam o 
desenvolvimento humano nos seus diversos aspectos: físico, social, psíquico, emocional, 
intelectual e afetivo. Essas dinâmicas de grupo poderão ser utilizadas como ferramenta 
de trabalho para coordenadores de quaisquer grupos: instituição educacional, religiosa, 
empresarial e 3º setor. Por todos aqueles que se interessam pela educação, pelo 
desenvolvimento humano, pelas artes, pela criatividade, pela arteterapia e terapia de 
grupo. 
Link de acesso: 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53760/pdf/0?code=mxxxu4rZUY8rN
N7Q60hAvxka9Iyqclwaf9EgAwWQ/M3Raxy6+7y+IY6/DFDKgEmjP+jLg+g56ZtBi1ZjS9A
8Pg== 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILME 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53760/pdf/0?code=mxxxu4rZUY8rNN7Q60hAvxka9Iyqclwaf9EgAwWQ/M3Raxy6+7y+IY6/DFDKgEmjP+jLg+g56ZtBi1ZjS9A8Pg==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53760/pdf/0?code=mxxxu4rZUY8rNN7Q60hAvxka9Iyqclwaf9EgAwWQ/M3Raxy6+7y+IY6/DFDKgEmjP+jLg+g56ZtBi1ZjS9A8Pg==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53760/pdf/0?code=mxxxu4rZUY8rNN7Q60hAvxka9Iyqclwaf9EgAwWQ/M3Raxy6+7y+IY6/DFDKgEmjP+jLg+g56ZtBi1ZjS9A8Pg==
 
 
• Título: Let´s Dance 
• Ano: 2019. 
• Sinopse: Joseph, apaixonado dançarino de hip-hop, se recusa a entrar na companhia 
de seu pai para tentar a sorte em Paris. Com sua namorada Emma e seu melhor amigo 
Karim ele se junta a equipe do famoso Yuri, para tentar ganhar uma competição 
internacional de hip-hop. Mas no dia nada acontece como esperado, Joseph é traído por 
Emma e Yuri. Recolhido por Rémi, ex-estrela dançarina que se tornou professora, Joseph 
descobriu o mundo da dança clássica e conheceu a brilhante Chloe, no meio da 
competição de ballet de Nova York. Através deste encontro, orquestrando a inesperada 
aliança entre o hip-hop e a dança clássica, Joseph aprenderá a se sentir legítimo como 
dançarino e líder, e se tornará um artista 
Link de acesso: https://filmow.com/let-s-dance-t269737/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
 
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Quarterly, Verão. v. 22, n.1, p. 42-51, 1997. 
 
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Paulo: SESC, 2004. 
 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Ensino Fundamental. 
Referencial Curricular Nacional para Educação Física. Brasília. 8. v. 1998. 
 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Ensino Fundamental. Lei 
Federal no 9394/96. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Brasília, 
1996. 
 
BRIKMAN, L. A Linguagem do movimento corporal. São Paulo: Summus, 1989. 
 
CARTER, C. Improvisation in dance. The Journal of Aesthetics and Art Criticism, 
Primavera. p. 58-62, 1999. 
 
COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do Ensino da Educação Física. São Paulo: 
Cortez, 1992. 
 
EPITÁCIO, T. Pensador. Disponível em: 
https://www.pensador.com/expressao_corporal/#:~:text=QUANDO%20EU%20DAN%C3
%87O%2C%20MINHA%20MENTE,%C3%89%20UM%20MOVIMENTO%20DE%20EN
TREGA.&text=V%C3%AA%2Dla%20%C3%A9%20como%20ver,olhar%20a%20beleza
%20da%20cria%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 23 ago. 2021. 
 
FREIRE, J. Educação de Corpo Inteiro. 4.ed. São Paulo: Scipione, 1997. 
 
KATZ, H. Um, Dois, Três – a dança é o pensamento do corpo. FID – Fórum Nacional de 
Dança Editorial, 2005. 
 
KISHIMOTO, T..M. (org); O Brincar e suas Teorias. São Paulo: Pioneira, 1998. 
 
MORAES, A. Ensino instrumental em grupo. Uma introdução. Revista Música Hoje, Belo 
Horizonte, v. 4, p. 70-78, 1997. 
 
NELSON, L. Composing, Communication, and the sense of imagination. Lisa Nelson on 
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PAIVA, I. M. R. Brinquedos Cantados. 2.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2000. 
 
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https://www.pensador.com/expressao_corporal/#:~:text=QUANDO%20EU%20DAN%C3%87O%2C%20MINHA%20MENTE,%C3%89%20UM%20MOVIMENTO%20DE%20ENTREGA.&text=V%C3%AA%2Dla%20%C3%A9%20como%20ver,olhar%20a%20beleza%20da%20cria%C3%A7%C3%A3o
https://www.pensador.com/expressao_corporal/#:~:text=QUANDO%20EU%20DAN%C3%87O%2C%20MINHA%20MENTE,%C3%89%20UM%20MOVIMENTO%20DE%20ENTREGA.&text=V%C3%AA%2Dla%20%C3%A9%20como%20ver,olhar%20a%20beleza%20da%20cria%C3%A7%C3%A3o
https://www.pensador.com/expressao_corporal/#:~:text=QUANDO%20EU%20DAN%C3%87O%2C%20MINHA%20MENTE,%C3%89%20UM%20MOVIMENTO%20DE%20ENTREGA.&text=V%C3%AA%2Dla%20%C3%A9%20como%20ver,olhar%20a%20beleza%20da%20cria%C3%A7%C3%A3o
 
PAIVA. Paxton e Lisa fazem do improviso uma aula de precisão. 
O Estado de São Paulo, São Paulo. Caderno 2, p. 26.04, fevereiro, 2000. 
 
PETRILLI, D. H. Brincadeiras Cantadas na Educação Infantil. Trabalho de Conclusão 
de Curso. São Carlos: UFSCar/Departamento de Educação Física e Motricidade 
Humana, 2005. 
 
PICOLLO, V. L. N. et al. Atividades de Ginástica Geral na Escola Educação Infantil à 
4asérie do Ensino Fundamental. Anais do Fórum Internacional de Ginástica Geral, 
Campinas, p. 141-143, 2001. 
 
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Coloquial Internacional, São Cristóvão – SE. 2011. 
 
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Disponível em: https://www.sindlocmg.com.br/artigos/expressoes-corporais-e-seus-
significados/. Acesso em: 23 ago. 2021. 
 
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Caderno Cedes, ano XXI, v. 53, abril/2001. 
 
SOUZA, J. Música, cotidiano e educação. Porto Alegre: Programa de Pós-Graduação 
em Música, 2000. 
 
SOUZA, J. Educação musical e práticas sociais. Revista da Abem, n. 10, p. 7-11, 2004. 
 
SILVA, J. B. Educação Física, esporte, lazer: aprender a aprender fazendo. Londrina: 
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Motriz. v. 5, n. 2, Dezembro/1999. 
 
STOKOE, P.; HARF, R. Expressão Corporal na Pré Escola. 3. ed. São Paulo: Summus, 
1987. 
 
ZAMBRANO, D, et al. Need to know – a conversation about improvisational performance. 
Contact Quarterly, Inverno. v. 25, n.1, p. 29-41. 2000. 
https://www.sindlocmg.com.br/artigos/expressoes-corporais-e-seus-significados/
https://www.sindlocmg.com.br/artigos/expressoes-corporais-e-seus-significados/
 
UNIDADE III 
EXPERIÊNCIA CORPORAL DE DANÇA 
Professor Especialista Diego Fernando Rodrigues 
 
 
Plano de Estudo: 
 
● Classificação da Dança: tipos, característica e exemplos; 
● Dança criativa; 
● Dança de salão; 
● Dança da cultura popular; 
● Dança urbana; 
● Dança circular; 
● Dança clássica; 
● Dança moderna; 
● Dança contemporânea; 
● Dança e a pluralidade cultural. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
 
• Contextualizar todas as formas e estilos de dança; 
• Compreender os estilos junto a uma noção de cada modalidade de dança; 
• Estabelecer a importância da individualidade de cada estilo e considerar as diferenças 
culturais entre elas. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 Olá estamos aqui novamente para conhecermos um pouco mais sobre a 
diversidade da dança e seus principais estilos. Vamos conhecer cada um deles e um 
pouco de sua história. 
 Assim criando estratégias para a inserção da dança no contexto habitual e 
trazendo a harmonia do corpo junto aos ritmos e embalos, cada ritmo tem uma 
característica própria podendo dar para cada indivíduo um olhar e um gosto pelo ato da 
dança de diversas formas. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 CLASSIFICAÇÃO DA DANÇA: TIPOS, CARACTERÍSTICA E EXEMPLOS 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-modern-ballet-dancers-like-tree-1544296805 
 
 
A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e 
ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma música 
que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independente do som que se 
ouve, e até mesmo sem ele. 
A história da dança retrata que seu surgimento se deu ainda na pré história, 
quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos, foram dando mais intensidade 
aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as 
mãos, através das palmas. 
O surgimento das danças em grupo aconteceu através dos rituais religiosos, onde 
as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol e a chuva. Os primeiros 
registros dessas danças mostram que as mesmas surgiram no Egito, há dois mil anos 
antes de Cristo. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/group-modern-ballet-dancers-like-tree-1544296805
 
Mais tarde, já perdendo o costume religioso, as danças apareceram na Grécia, em 
virtude das comemorações aos jogos olímpicos. O Japão preservou o caráter religioso 
das danças, onde as mesmas são feitas até hoje, nas cerimônias dos tempos primitivos. 
Em Roma, as danças se voltaram para as formas sensuais, em homenagem ao deus 
Baco (deus do vinho), onde dançava-se em festas. 
Nas cortes do período renascentista, as danças voltaram a ter caráter teatral, que 
estava se perdendo no tempo, pois ninguém a praticava com esse propósito. 
Praticamente daí foi que surgiram o sapateado e o balé, apresentados como espetáculos 
teatrais, onde passos, música, vestuário, iluminação e cenário compõem sua estrutura. 
No século XVI surgiram os primeiros registros das danças, onde cada localidade 
apresentava características próprias. No século XIX surgiram as danças feitas em pares, 
como a valsa, a polca, o tango, dentre outras. Estas, a princípio, não foram aceitas pelos 
mais conservadores, até que no século XX surgiu o rock’n roll, que revolucionou o estilo 
musical e, consequentemente, os ritmos das danças. 
Assim como a mistura dos povos foi acontecendo, os aspectos culturais foram se 
difundindo. O maracatu, o samba e a rumba são prova disso, pois através das danças 
vindas dos negros, dos índios e dos europeus esses ritmos se originaram. 
 
Estilos de dança: TiposQuem nunca se movimentou com o toque de uma música ou de um som? Difícil 
alguém não ter dado uma reboladinha se quer, não é? Pois é, então você deve ter 
dançado algum tipo de dança. As danças têm os seus mais variados estilos, são tantos 
pelo fato de terem surgido cada uma em um local ou cultura diferente. 
São ritmos lentos, agitados, contemporâneos, dançados individualmente, com 
parceiro, em grupo, casal, etc. os tipos de dança se dividem categorias como: de salão, 
populares, contemporânea e de apresentação. 
Alguns ritmos são originários do Brasil, como por exemplo, o xaxado, muito 
conhecido no nordeste do país. Também o frevo e o axé, característicos no carnaval 
brasileiro, a maior festa popular, danças que envolvem bastante coreografia individual, 
passos rápidos. Também é um ritmo conhecido principalmente no norte do país. 
 
Já o sertanejo e pagode são ritmos bastante presentes no centro oeste e sudeste, 
que atualmente vem recebendo um grande destaque, principalmente o sertanejo 
universitário, que é um sucesso em todo o país. A dança é realmente contagiosa, 
dependendo do ritmo você nem precisa ficar horas na academia, é uma boa dica para 
entrar em forma, sem aquela monotonia, o corpo com certeza vai ficar bem definido, além 
de outros benefícios, como até mesmo o ganho da flexibilidade. 
Abaixo você confere os ritmos de dança mais característico dos brasileiros. Vale 
a pena conhecer um pouquinho mais de cada um. 
Com certeza você vai encontrar a sua dança preferida. Divididas ainda mais em 
estilos como: 
• Tango; 
• Lambada; 
• Frevo; 
• Cancan; 
• Ballet; 
• Hula; 
• Dança do ventre; 
• Sapateado; 
• Break; 
• Dança de rua; 
• Forró; 
• Flamenco; 
• Vanerão; 
• Quadrilha; 
• Country; 
• Bolero; 
• Rock; 
• Pagode; 
• Funk; 
• Hip Hop; 
• Valsa; 
 
• Jongo. 
 
Ritmos 
 
Ritmo vem do grego Rhytmos e designa aquilo que flui, que se move, movimento 
regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa vida. 
Nas artes, como na vida, o ritmo está presente. Vemos isso na música e no poema. 
Temos a nos reger vários ritmos biológicos que estão sujeitos a evoluções rítmicas como 
o dos batimentos cardíacos, da respiração, do sono e vigília etc. Até no andar temos um 
ritmo próprio. 
 
Conceito 
 
Ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenômeno repetitivo, mas a 
palavra é normalmente usada para falar do ritmo quando associado à música, à dança, 
ou a parte da poesia, onde designa a variação (explícita ou implícita) da duração de sons 
com o tempo. Quando se rege por regras, chama-se métrica. O estudo do ritmo, entoação 
e intensidade do discurso chama-se prosódia e é um tópico pertencente à linguística. Na 
música, todos os instrumentistas lidam com o ritmo, mas é frequentemente encarado 
como o domínio principal dos bateristas e percussionistas. 
Segundo alguns autores, os conceitos de ritmo podem variar: 
● O ritmo é uma lei universal a que tudo se submete. 
● Caracteriza-se como princípio vital e movimento. 
● Sistematiza o ritmo, colocando-o como definição de movimento ordenado. 
● Ritmo pode ser individual (ritmo próprio), grupal (caracterizado muito bem 
pela dança, o nado sincronizado e por uma série de atividades por equipe), 
mecânico (uniforme, que não varia), disciplinado (condicionamento de um 
ritmo predeterminado), natural (ritmo biológico), espontâneo (realizado 
livremente) e refletido (reflexão sobre a temática realizada), todas estas 
variações de ritmo podem ser trabalhadas na escola com diferentes 
atividades. 
 
● O ritmo é a pulsação da música. Sem ritmo não há música. 
Agora vamos entender alguns principais estilos de dança, e cada modalidade em 
que ela se apresenta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 DANÇA CRIATIVA 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/happy-office-workers-jumping-dancing-casual-
1461890021 
 
Em nossas palavras, criatividade é a expressão de um potencial humano de 
realização, que se manifesta através das atividades humanas e gera produtos na 
ocorrência de seu processo. Devemos acrescentar que através da atividade criativa, os 
seres humanos alcançam uma consciência sobre suas potencialidades, desvendam a 
condição genuína de sua liberdade pessoal e edificam sua autonomia, uma vez que 
através da criatividade, o homem existe e evolui, se expressa e, modela parcelas de 
realidade do universo das infinitas possibilidades humanas. 
Miel (1972) acredita que a criatividade é qualidade que todo ser humano pode 
demonstrar em sua maneira de viver, e que é possível aumentar a criatividade na maioria 
dos indivíduos, aumentando assim na sociedade em geral, se for posto em prática na 
educação o que sabemos a respeito de condições que incentivam a criatividade, sendo 
uma desta, a arte. 
A arte e a capacidade criadora sempre estiveram intimamente ligadas. Durante 
anos, o programa artístico, nas escolas públicas, tem sido o baluarte da criatividade e, 
com frequência, as experiências de arte e a atividade criativa significam a mesma coisa. 
Entretanto, com o interesse crescente na criatividade e o grande número de pesquisas, 
nessa área, tornou-se muito claro que é possível ter um programa artístico nas escolas, 
o qual não seja, automaticamente, de natureza criadora. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/happy-office-workers-jumping-dancing-casual-1461890021
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/happy-office-workers-jumping-dancing-casual-1461890021
 
Baseando-se em Lowenfeld e Brittain (1970), acredita-se que o potencial criativo 
humano tenha início na infância. Quando as crianças têm suas iniciativas criativas 
elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a ser adultos ousados, propensos a agir de 
forma inovadora. O inverso também parece ser verdadeiro. 
Segundo Ostrower (1995), o potencial criador não é outra coisa senão uma 
disponibilidade interior, a plena entrega de si e a presença total naquilo que se faz. A 
criatividade e sua realização correspondem a um caminho de desenvolvimento da 
personalidade. A pessoa poderá crescer ao longo de sua vida, crescer para níveis sempre 
mais elevados e complexos, assim como já foi visto com os autores pesquisados. 
Ao entendermos a arte como uma necessidade existencial das pessoas e não 
como um luxo qualquer dispensável, implica também a noção de qualidade, a capacidade 
de discernir e avaliar. No fundo, somente a partir da realização das próprias 
potencialidades criativas, é que alguém há de adquirir o respeito e a necessária 
objetividade perante o trabalho de outros artistas, perante a autonomia e validez de suas 
formas expressivas. Poderá avaliar melhor o trabalho dos outros e o seu próprio. 
 De acordo com Lowenfeld e Brittain (1970), para a criança, o valor de uma 
experiência artística está no processo. Um exame do produto artístico deve estar, 
primordialmente, mais interessado na experiência que o motivou do que no próprio 
trabalho realizado. 
 
Potencial Criativo 
 
Uma obra de arte não é a representação de um objeto em si, é, também, a 
representação da experiência que temos desse objeto. Uma simples imitação fotográfica 
do seu meio não expressa as relações individuais da criança com o que ela percebe. 
Para a criança, a arte é algo muito diferente e constitui, primordialmente, um meio 
de expressão. [...] A criança é um ser dinâmico; para ela, a arte é uma comunicação do 
pensamento. (LOWENFELD e BRITTAIN, 1970, p.19) 
E para trabalhar com crianças na área da arte, é necessário compreender as várias 
fases da evolução e possuir um completo conhecimento das possibilidades de 
 
crescimento. Tal consciência é necessária para que o professor determine até que ponto 
a criança pode compreender e utilizar a experiência artística. 
Na arte, não existe um tema externo que precise ser apresentado em pequenas 
doses. Na atividadecriadora, o tema possui um significado distinto do dos demais 
campos de ensino. Tomemos como exemplo os desenhos das crianças, as árvores, as 
flores, e os bonecos que permeiam suas folhas de desenho. O tema não é realmente 
importante nos desenhos das crianças, que desenha de acordo com sua percepção e 
com seu conhecimento e entendimento, mas sim, o modo como esse tema é retratado. 
É indispensável expressar ainda, quando se trata do estudo da atividade criadora, 
que este tema nos coloca em contato com interessantes compreensões sobre a natureza 
humana, uma vez que, através da criatividade, o ser humano realiza a construção de seu 
destino e do próprio mundo. 
 
 
 
Piaget: Operatório Concreto 
 
De acordo com Piaget (1970), o desenvolvimento cognitivo é um processo de 
sucessivas mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas, derivando 
cada estrutura de estruturas precedentes. Ou seja, o indivíduo constrói e reconstrói 
continuamente as estruturas que o tornam cada vez mais apto ao equilíbrio. 
Essas construções seguem um padrão denominado por Piaget de estágios , que 
seguem idades mais ou menos determinadas. Todavia, o importante é a ordem dos 
estágios e não a idade de aparição destes. 
Aproximadamente a partir dos sete anos de idade, observa-se uma mudança 
significativa no desenvolvimento mental da criança e aparecem as formas mais 
organizadas dos aspectos que vinham sendo anunciados em estágios anteriores. O início 
deste estágio coincide também com o ingresso da criança no processo de escolarização 
propriamente dito, facilitando o desenvolvimento da sua vida psíquica, envolvendo a 
inteligência, a afetividade, as relações sociais e a individualidade, o que faz com que 
apresentem um salto qualitativo e quantitativo surpreendente. 
 
 
Cada estágio é caracterizado pela aparição de estruturas originais, cuja 
construção o distingue dos estágios anteriores. O essencial dessas construções 
sucessivas permanece no decorrer dos estágios ulteriores, como subestruturas, 
sobre as quais se edificam as novas características. (PIAGET apud DELGADO, 
2003, p. 29) 
 
 No estágio Operatório-Concreto (7 a 12 anos), a criança desenvolve noções de 
tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, já sendo capaz de relacionar diferentes 
aspectos e abstrair dados da realidade. Não se limita a uma representação imediata, mas 
ainda depende do mundo concreto para chegar à abstração. Desenvolve a capacidade 
de representar uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação 
observada (reversibilidade). 
Nesse estágio as crianças são capazes de trabalhar em grupo e em harmonia com 
a divergência de pontos de vista, havendo a capacidade da troca solidária de 
experiências. Assim, as crianças perdem o alto grau de egocentrismo não se confundindo 
mais com o ponto de vista do outro, conseguindo coordenar suas ações com a dos outros. 
Quanto às regras, nesse estágio, as crianças cuidam por se policiar no cumprimento 
rigoroso dessas regras, não permitindo que elas sejam desrespeitadas, por ter um cunho 
divino, garantindo a igualdade diante de uma mesma lei. Ganhar assume um sentido 
coletivo e significa ser bem sucedido. As regras não podem ser violadas nem 
modificadas. 
Surge a reversibilidade do pensamento, o que permite à criança entender uma 
ação do seu início ao final, sem exatamente estar agindo. A criança pensa antes de agir. 
A honestidade, o sentido de justiça, a reciprocidade constituem sistema racional de 
valores pessoais, fazendo emergir o respeito mútuo, em contraposição ao respeito 
unilateral. 
Compreender como as crianças constroem as noções de espaço, tempo, 
velocidade e casualidade é de grande importância (assim como entender as diversas 
manifestações da criança) para aqueles professores que estão preocupados com a 
aprendizagem eficaz de seus alunos. 
 
Dança Criativa 
 
 
A inclusão da dança, como modalidade artística a ser trabalhada dentro do 
currículo escolar, representa uma valiosa conquista. A estruturação de uma proposta 
para o ensino de dança representa o reconhecimento de sua importância como 
linguagem culturalmente construída e como atividade essencial no desenvolvimento 
integral do ser humano, ratificando, desta forma, as relações entre dança e educação. 
O papel da arte no contexto educacional assegura a todas as crianças, jovens e 
adultos, em processo de formação, um acesso ao meio de construção de formas de 
expressão e comunicação, através de manifestações estéticas e artísticas, a Arte para a 
formação global do indivíduo. Na Arte, devemos lembrar que o corpo nos permite mil e 
uma possibilidades de entendimentos e interpretações, abrindo um leque de 
oportunidades para quem se utiliza dela. Não é apenas arte pela arte, e sim a 
decodificação de informação mais íntima, por nós mesmos. 
A percepção do seu corpo, sua capacidade de comunicação e expressão de 
emoções e sentimentos é descoberta pela criança através de seus movimentos. O 
movimento constitui uma atividade essencial e dinâmica na vida da criança. A dança na 
vida das crianças é fundamental, tanto para sua formação artística quanto para sua 
integração social. 
Valoriza-se o aprendizado da dança, o dançar como experiência de vida e a 
própria vivência da dança na relação da criança e adolescente, consigo mesmo, com o 
outro e com seu meio. A dança deverá aparecer como elemento contribuinte para um 
desenvolvimento saudável, biopsicossocial da criança. 
Apesar das especificidades de cada técnica de dança é necessário lembrar que 
existem elementos e princípios comuns, além de estratégias de ensino, que podem ser 
usados independentemente da estética enfocada (Clássico, moderno, entre outras). O 
conceito de Dança Criativa chega para apresentar uma nova didática e metodologia no 
ensino da dança para crianças. 
Percebe-se que a criatividade na arte da dança tem sido normalmente abordada 
apenas no processo de criação do produto artístico. Assim, deixa-se de lado a 
compreensão que a criatividade pode, e deve, ser utilizada em outras esferas da dança, 
principalmente em seu ensino. 
 
O que a Dança Criativa pretende mostrar é que sua prática fornece os subsídios 
necessários para o desenvolvimento espontâneo e criativo da linguagem do movimento; 
tem o objetivo de desenvolver uma ação pedagógica coerente, estimulando a 
criatividade, baseando- se em análises de técnicas da dança adequada às séries, com 
enfoque na educação psicomotora. 
Cunha apud Rangel (2002, p. 64) divulga que a Dança Criativa deveria estar 
presente nos currículos escolares, da pré-escola até a universidade, pois seus conteúdos 
podem ser adaptados e aplicáveis a qualquer nível de ensino. 
Apresenta os aspectos gerais da dança criativa como a identificação da estrutura 
corporal, através dos mecanismos senso-psicomotrizes, utilização de formas e conteúdos 
que se relacionem com as qualidades de movimento (grande-pequeno, forte-fraco, entre 
outros); ampliação do vocabulário expressivo através de várias explorações senso 
motrizes; entre outros. A fundamentação visa adequar a aplicação da dança de acordo 
com o estágio de desenvolvimento psicomotor do indivíduo. 
 
A dança criativa funciona como agente de aprimoramento da coordenação 
motora, do equilíbrio dinâmico, da flexibilidade e amplitude articulares, da 
resistência localizada, da agilidade e da elasticidade musculares. Se seus valores 
se assentam em bases que permitem desenvolver o potencial criativo, através da 
descoberta e exploração de novas formas de movimentação corporal; possibilita-
se a educação rítmica pela diversificação na dinâmica das ações psicomotoras; 
condiciona-se para uma presteza para o movimento porque favorece os aspectos 
relativos à concentração; canaliza-se a expressividade porque reflete, 
sentimentos, pensamentos e emoções; possui-se valor cumulativo porque amplia 
o vocabulário senso-perceptivoe se é fundamentalmente socializante e 
recreativa porque unifica o trabalho grupal, (...) (CUNHA apud RANGEL, 2002, 
p.65) 
 
É um método de trabalho que foge de determinadas regras estereotipadas e que 
valoriza o processo criativo, estimulando o aluno a novas explorações e o professor a 
renovar sempre. 
3 DANÇA DE SALÃO 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/dancing-swing-music-party-1014083506 
 
A dança é uma das manifestações artísticas mais antigas da humanidade. Teve 
origem nos gestos e movimentos naturais do corpo humano para expressar emoções e 
sentimentos, a partir da necessidade de comunicação entre os homens. 
Inicialmente, a dança integrava rituais dedicados aos deuses, objetivando pedir 
auxílio para a realização de boas caçadas e pescarias, para que as colheitas fossem 
abundantes, para que fizesse sol ou chovesse. A dança fazia parte, também, de 
manifestações de júbilo e congraçamento pela vitória sobre inimigos e por outros eventos 
felizes. 
Com o passar do tempo, cada povo desenvolveu suas próprias formas e estilos 
de dançar, caracterizando suas diferentes culturas, da mesma forma que a música, o 
vestuário, a alimentação, etc, marcam o jeito de ser próprio de cada sociedade. 
Dependendo de seus objetivos, surgiram diversos tipos de dança: a guerreira, a 
teatral, a ritual ou religiosa, a popular ou folclórica (geralmente dançada em festas 
populares, em grupos e ao ar livre), o balé clássico e a dança moderna (artísticos e mais 
voltados para espetáculos), a dança social ou de salão, a dança esportiva, o balé no gelo 
ou patinação artística e outros tipos. A dança esportiva e a patinação artística são 
modalidades de caráter competitivo e estão em processo de inclusão entre os esportes 
olímpicos. 
A dança social ou dança de salão é praticada por casais, em reuniões sociais e 
surgiu na Europa, na época do Renascimento. Pelo menos desde os séculos XV e XVI, 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/dancing-swing-music-party-1014083506
 
tornou-se uma forma de lazer muito apreciada, tanto nos salões dos palácios da nobreza, 
como entre o povo em geral. É chamada de social por ser praticada por pessoas comuns, 
em festas de confraternização, propiciando o estreitamento de relações sociais de 
amizade, de romance, de parentesco e outras. De salão, porque requer salas amplas 
para os dançarinos fazerem livremente suas evoluções e porque foi através da sua 
prática nos salões das cortes reais européias que este tipo de dança foi valorizado e 
levado para as colônias da América, Ásia e África, sendo divulgado pelo mundo todo e 
transformando-se num divertimento muito popular entre diversos povos. 
A dança de salão chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores portugueses, ainda 
no século XVI, e mais tarde, pelos imigrantes de outros países da Europa que vieram 
para cá. Num país como o Brasil, com tão fortes e diferentes influências culturais, não 
tardaram a se mesclar contribuições dos povos indígenas e africanos, num processo de 
inovação e modificação de algumas das danças européias importadas, bem como de 
surgimento de novas danças, bem brasileiras. 
O Rio de Janeiro, na medida em que foi capital do Brasil desde o período colonial 
até 1960, sempre foi o pólo irradiador de cultura, modismos e inovações em geral para o 
resto do país. 
Em 1808, a corte portuguesa transferiu-se para cá e trouxe consigo muitos dos 
gostos e hábitos sociais europeus daquela época, inclusive as danças que estavam na 
moda e o costume dos bailes frequentes. Durante todo o século passado, qualquer 
evento era motivo para um baile: aniversários, noivados, casamentos, formaturas, datas 
cívicas, visitas de parentes e amigos, etc.. Professores de dança europeus, 
especialmente os franceses, eram contratados para manter os membros da nobreza 
brasileira em dia com as danças que estavam na moda nas mais importantes capitais 
europeias. 
Após a proclamação da república, o gosto pelos bailes continuou forte, entre os 
cariocas, tornando se cada vez mais populares e freqüentes, a ponto do consagrado 
poeta Olavo Bilac (1906, p. 11) comentou em um artigo de 1906, para a revista Kosmos: 
“(...) no Rio de Janeiro, a dança é mais do que um costume e um divertimento; é uma 
paixão, uma mania, uma febre. Nós somos um povo que vive dançando". 
 
Na passagem do século XIX para o XX, as danças da moda eram a valsa, a polca, 
a contradança, a mazurca, o xote e a quadrilha. Sim, a quadrilha que, naquela época, era 
uma dança refinada, apropriada aos salões aristocráticos. O próprio Imperador D. Pedro 
II foi um grande apreciador das quadrilhas, dançando todas que eram tocadas nos bailes 
a que comparecia. Só mais tarde, muito modificada, esta dança virou a quadrilha caipira 
das festas juninas, como a conhecemos hoje. 
Até a década de 1960, os bailes eram um dos eventos sociais mais importantes e 
populares para os cariocas de todas as idades e camadas sociais. Nos bailes, as pessoas 
se divertiam, faziam negócios e novos amigos, muitos namoros começavam, enquanto 
outros casais faziam as pazes, depois de brigas e desentendimentos. Muitas vezes, até 
problemas de ordem política e econômica, que afetavam o país, eram discutidos em 
bailes diplomáticos e outros, aos quais compareciam dirigentes da nação. 
O aparecimento e o período áureo das discotecas - em que os casais passaram a 
dançar sem se tocar, de uma forma mais livre e solta e até sem necessidade de 
parceiro(a) - levaram a dança de salão a cair num semi-esquecimento, pelo menos nas 
grandes cidades, por um período de vinte anos, mais ou menos. Foi a vez das luzes e 
ritmos das discotecas assumirem um papel de destaque na vida social, substituindo os 
bailes tradicionais, onde os casais dançavam juntinhos. 
A dança de salão não desapareceu, mas passou a ser vista como uma 
manifestação fora de moda, praticada por pessoas mais velhas e conservadoras ou por 
membros de camadas sociais menos favorecidas, no interior do país e nas periferias das 
grandes metrópoles. Desde meados dos anos '80, porém, a dança de pares enlaçados 
vem retornando com toda a força, retomando o lugar de destaque que sempre ocupou 
na vida social urbana. Multiplicam-se seus adeptos e os lugares para dançar a dois, num 
movimento forte e abrangente, que parece ter vindo para ficar. 
Os professores de dança de hoje se organizam em academias e escolas, onde 
também são realizados bailes para seus alunos poderem praticar. Essas academias 
estão formando um número cada vez maior de dançarinos. Há concursos e espetáculos, 
que incentivam os dançarinos a se aprimorarem e que estimulam a profissionalização de 
muitos deles. Desta maneira, estão surgindo cada vez mais profissionais da dança de 
 
salão, vários deles formando companhias de dança para mostrar sua beleza e divulgá-la 
através de espetáculos cada vez mais sofisticados tecnicamente. 
O sucesso internacional da lambada, nos anos 80, facilitou o caminho de 
redescoberta da dança a dois pelos mais jovens, nascidos e criados ao som dos ritmos 
de discoteca. E voltando a cair no gosto do público jovem, a dança de salão vem 
passando pelo processo de renovação e expansão a que todos nós estamos 
testemunhando, no momento. 
Os ritmos dançados nos bailes cariocas, atualmente, são: o samba e o chorinho, 
bem cariocas; o bolero (e outros ritmos relativamente lentos, que podem ser dançados 
como o bolero); ritmos mais rápidos, como o rock e outros, que são dançados de uma 
forma genericamente chamada de "soltinho"; a salsa e o merengue; assim como, em 
bailes especiais, para seus apreciadores, a lambada e o zouk, bem como o tango, a 
milonga e a valsa (dançada à maneira dos argentinos). 
A dança de salão é uma das mais tradicionais e fortes características culturais 
brasileiras. É uma expressão alegre e espontânea de seu povo, com seus ritmos e formas 
de dançar próprias, que despertam aatenção e a admiração dos turistas estrangeiros. 
Seu potencial cultural, educativo e turístico é enorme e, mais uma vez demonstrando sua 
vocação de metrópole formadora de opinião para o resto do país, o atual jeito carioca de 
dançar vem sendo rapidamente divulgado entre os outros estados brasileiros, o que não 
quer dizer que os outros estados não tenham, também, seus ritmos preferidos e suas 
formas próprias de dançar. A riqueza e a diversidade da dança de salão em território 
brasileiro é grande e é isto que a torna tão atraente para nós mesmos e para os 
estrangeiros: o brasileiro é um dançarino nato, extremamente criativo e musical. 
No entanto, a história e as muitas facetas e características deste lazer popular 
ainda são pouco estudadas e conhecidas, entre nós. Assim sendo, o intuito deste artigo 
é contribuir para o conhecimento e a divulgação deste patrimônio cultural do povo 
brasileiro, especialmente entre aqueles mais interessados no assunto, isto é, os próprios 
dançarinos e profissionais da dança de salão. 
4 DANÇA DA CULTURA POPULAR 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/salvador-bahia-brazil-january-24-2016-1578291586 
 
As danças populares são pertencentes às culturas populares e carregam uma 
carga histórica e reflexos dos seus integrantes e ambientes nas danças. 
Como no mundo existe grande diversidade de povos e culturas, as danças 
populares se diversificam muito e caracterizam fortemente a cultura em que estão 
inseridas. 
Assim, cada cultura tem características próprias que se desenvolvem para a 
formação da dança e ao longo do tempo podem ir se modificando, pois o ambiente e os 
indivíduos pertencentes podem mudar e refletir na dança. 
Consequentemente, cada dança é a representação da vida dos seus integrantes, 
apontando assim seus anseios, medos, necessidades, ideais, religiosidades e 
perspectivas. 
Na arte popular as diferentes maneiras de expressões encontram-se 
amalgamadas. Movimento, voz, músicas, instrumentos de percussão e objetos 
simbólicos ou alegóricos fazem parte de uma mesma expressão. Desta forma, tanto a 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/salvador-bahia-brazil-january-24-2016-1578291586
 
observação quanto a prática desta arte devem considerar essa multiplicidade de 
linguagens desde o princípio, porque a simultaneidade de ações exige prática constante. 
Esta premissa é básica para a apreensão da arte popular, bem como para constituir uma 
identidade que permita acrescentar ao repertório tradicional as variações pessoais. Na 
cultura popular, as variações são uma forma de ampliar o repertório e exercitar a 
criatividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 DANÇA URBANA 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-modern-dancing-group-practice-front-
431726581 
 
 
A dança de rua, ou Street Dance é um conjunto de estilos de danças que possuem 
movimentos detalhados (acompanhados de expressão facial), dançadas nos guetos, 
festas e bailes dos grandes centros urbanos, envolvendo elementos de música, dança e 
arte. As músicas, independente do estilo de Street Dance, têm a batida forte como 
principal característica. 
A dança de rua originou-se nos Estados Unidos, em 1929, época da quebra da 
bolsa de Nova York e da grande crise econômica. Músicos e dançarinos dos cabarés 
americanos urbanos, desempregados como consequência da crise, passaram a realizar 
suas performances nas ruas. 
No fim dos anos 60, o cantor americano James Brown criou um novo ritmo que 
influenciou muito a dança de rua: o Soul (ritmo de origem afro-americana). Mais tarde, o 
funk (também de James Brown), a música Disco e o Rap também influenciaram a dança 
de rua. O Breaking surgiu na década de 80 como uma vertente da dança de rua, e foi 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-modern-dancing-group-practice-front-431726581
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-modern-dancing-group-practice-front-431726581
 
disseminado pelo mundo rapidamente, tendo como principal precursor o americano 
Michael Jackson. 
Na década de 70, o movimento que teve início com a dança se estendeu para 
outras manifestações culturais e artísticas, como a pintura, a poesia, o grafite e o visual 
(modo de se vestir, de andar, etc.). A esse novo estilo nascido nos guetos nova iorquinos 
deu-se o nome de Hip – Hop. 
 
Conheça um pouco mais da Cultura Hip Hop 
 
Sabia que, para os seus praticantes, não se trata de um simples estilo de dança 
urbana. É um meio de vida, que possui como principais elementos: O GRAFITE, O RAP, 
O DJ, O MC, O B-boy e B-girl e a dança em si. O hip hop também se apresenta como 
meio de resistência. As letras de suas músicas denunciam o racismo e as desigualdades 
sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 DANÇA CIRCULAR 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-diverse-kids-standing-their-parents-
1247716711 
 
Na década de 60, Bernhard Wosien, bailarino e pedagogo da dança, iniciou um 
movimento de coleta e divulgação de danças folclóricas, populares e sagradas de 
diferentes povos e culturas, denominado dança circular. 
Praticada por grupos e geralmente de mãos dadas na roda, a dança circular tem 
o potencial de trabalhar tanto o aspecto físico, quanto o emocional do ser humano. Por 
conseguinte, desenvolve a coordenação motora, a expressão corporal, a referência 
espacial, a memória, a concentração, o equilíbrio, além de promover a autoestima, a 
paciência, a cooperação e a inclusão. 
Não menos importante, no contato com a dança circular também são vivenciados 
os costumes, crenças, tradições, enfim, a cultura de diferentes povos. Por conta de seus 
benefícios, a dança circular tornou-se presente em empresas, hospitais, centros 
terapêuticos e escolas (RAMOS, 2002). 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-diverse-kids-standing-their-parents-1247716711
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Visando incentivar qualidades fundamentais para a formação integral dos 
estudantes, tais como a cooperação, a confiança no outro, a integração socioafetiva e o 
respeito perante a diversidade cultural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 DANÇA CLÁSSICA 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballet-classical-performed-by-couple-dancers-
1412897492 
 
A dança clássica, também conhecida como ballet, é um tipo de dança que reúne 
uma série de técnicas e movimentos específicos. Por outro lado, o ballet é o nome que 
permite fazer referência à peça musical composta para ser interpretada através da dança. 
A dança clássica é composta de cinco posições, as quais foram registradas pelo 
dançarino, compositor e coreógrafo na corte, o francês Pierre Beauchamp, as quais são 
conhecidas como: primeira posição, segunda posição, terceira posição, quarta posição e 
quinta posição. 
Esta dança surgiu durante o Renascimento, na altura em que os casamentos e os 
eventos aristocráticos eram celebrados com bailarinos da corte, os quais mostravam as 
suas destrezas. Com o passar do tempo, os movimentos e os passos foram-se 
aperfeiçoando. 
Quando, no século XVIII, houve maior atenção para a dança e a música, as 
bailarinas sentiram a necessidade de roupas que não limitasse seus movimentos, tendo 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballet-classical-performed-by-couple-dancers-1412897492
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/ballet-classical-performed-by-couple-dancers-1412897492
https://conceito.de/lado
https://conceito.de/ser
https://conceito.de/tempo
 
em vista que, nessa época, saltos e giros no ar estavam entre as principais atrações e as 
mulheres não podiam fazer isso devido a sua vestimenta. 
Foi aí que Marie Ann Cupis de Camargo, uma bailarina belga e uma das mais 
importantes da históriada dança clássica, tratou de alterar suas vestimentas. Ela reduziu 
a altura dos saltos e encurtou as suas saias a fim de ter uma roupa que não limitasse 
seus movimentos ao realizar a dança clássica. 
Marie Ann Cupis de Camargo foi a responsável por incrementar muitas das 
técnicas da dança clássica. 
O ballet pode constituir uma peça autónoma ou ser intercalado dentro de uma 
ópera ou de uma obra de teatro. Dos vários estilos de dança clássica, mencionaremos o 
ballet cortesão, o ballet romântico e o ballet de ação. 
A dança clássica exige uma grande concentração por parte do bailarino, o qual 
deve executar movimentos corporais com muita precisão, coordenação e graciosidade. 
O treino é imprescindível, já que muitas das formas do ballet requerem elasticidade e 
flexibilidade. 
A dança clássica é composta de cinco posições, as quais foram registradas pelo 
dançarino, compositor e coreógrafo na corte, o francês Pierre Beauchamp, as quais são 
conhecidas como: primeira posição, segunda posição, terceira posição, quarta posição e 
quinta posição. 
O vestuário ocupa um papel fundamental na dança clássica. Os bailarinos usam 
roupa aderente ao corpo de modo a que os seus movimentos possam ser apreciados 
com maior facilidade. As bailarinas usam uma saia conhecida como “tutu”, já os homens 
utilizam um collant. Calçam sapatilhas de dança com sola flexível e pontas dotadas de 
protecções, permitindo que a bailarina possa sustentar todo o peso do corpo com a ponta 
dos pés. 
No entanto, esta prática é arriscada, pois é necessário uma grande força nas 
pernas e pode causar lesões ou fraturas, para além das dores causadas nos dedos dos 
pés. 
A dança clássica é tão importante para a história da dança em geral que ela serviu 
como base para muitos outros estilos de dança como: o jazz, o hip hop, a dança moderna 
e contemporânea e até mesmo para o sapateado e a dança oriental também. 
https://conceito.de/ar
https://conceito.de/peso
https://conceito.de/jazz
 
A palavra em francês “ballet” (balé), que também é usada para se referir a dança 
clássica, teve origem no termo em latim “balletto” que é um diminutivo para “balleto” 
(dança). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 DANÇA MODERNA 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/support-group-modern-ballet-dancers-
contemporary-1539169613 
A dança passou a ser reconhecida como forma de arte apenas recentemente, e 
ainda resta uma confusão considerável a esse respeito, tanto na mente do público, 
como na classe dos bailarinos. Não há qualquer literatura em inglês sobre dança, a não 
ser sobre aquela que trata das formas antigas já abandonadas pelos artistas de 
vanguarda; assim, os espetáculos propriamente ditos, são a única fonte de luz sobre o 
assunto, e em última análise, esta é, certamente, a única fonte confiável, pois toda 
teoria, para ser mais que uma hipótese, deverá partir da prática dos melhores artistas. 
Entretanto, mesmo o espectador mais receptivo encontrará dificuldades para 
determinar as bases da dança moderna, dada a impossibilidade de definir precisamente 
qualquer ponto de semelhança entre os espetáculos de dois artistas. A confusão deste 
espectador será, com certeza, agravada pela negligência, ignorância e mesmo pela 
hostilidade da maioria dos críticos de música que, sem preparação alguma e com 
menos dedicação ainda, propõe-se a escrever criticamente sobre dança nos jornais. 
Em um passado relativamente recente, entendia-se por dança o balé, e por balé, 
o ballet d’action. Este era constituído de um arremedo de enredo entremeado por 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/support-group-modern-ballet-dancers-contemporary-1539169613
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/support-group-modern-ballet-dancers-contemporary-1539169613
 
números coreográficos, da mesma forma que a comédia musical é entremeada por 
canções. Essa classe de representação inseria-se na categoria das produções teatrais 
e era julgada pelos críticos de teatro. Quando Isadora Duncan e o movimento romântico 
surgiram, dando ênfase bem maior à música que ao drama, a dança como 
acompanhamento coreográfico tornou-se assunto dos críticos de música. Com o 
desenvolvimento da dança moderna, em que a dança é o principal, e música e enredo 
são por vezes secundários, a confusão impera. Desfazer tão efetivamente quanto 
possível essa confusão é o objetivo destas páginas. 
Apesar de existirem tantos métodos e sistemas de dança moderna quanto 
bailarinos, há alguns princípios e propósitos comuns, subjacentes a todos. Iremos aqui 
isolá-los e examiná-los cuidadosamente. É preciso notar, uma vez mais, que essas 
deduções teóricas são baseadas não apenas em alguma ideia preconcebida a ser 
comprovada, mas também sobre a prática dos principais artistas da atualidade, tanto 
americanos quanto europeus. 
Consideremos, em primeiro lugar, as características distintas da dança moderna 
– em que consiste e como se diferencia dos outros tipos de dança; daí, seremos levados 
a uma consideração sobre sua forma, a relação existente entre esta e as outras artes. 
A dança moderna surgiu, na verdade, como realização dos ideais do movimento 
romântico. Indispôs-se de modo positivo contra a artificialidade do balé clássico, 
estabelecendo como seu objetivo principal a expressão de um impulso interior, mas 
também reconheceu a necessidade de formas vitais desta expressão, e apreendeu o 
valor estético da forma, em si e por si mesma, como seu complemento. Ao levar adiante 
este propósito, desvencilhou-se de tudo quanto existia até então e recomeçou do início. 
Este início foi a descoberta da verdadeira essência da dança, a saber, o movimento. 
Este é um dos quatro grandes pontos básicos da dança moderna. Com esta 
descoberta, a dança tornou-se pela primeira vez uma arte independente, uma arte 
absoluta, como se costuma dizer na Alemanha, circunscrita completamente em si 
mesma, relacionada diretamente com a vida, sujeita à variedade infinita. 
Antes, o movimento era apenas incidental. Na dança clássica, o que importava 
eram as poses, atitudes e a combinação predeterminada destes elementos. O 
movimento que os unia era irrelevante. Tentava-se de tudo, na realidade, para esconder 
 
a ação muscular e criar a impressão de que o corpo agia movido por alguma energia 
externa que eliminava todo o esforço. 
Nas elaborações românticas, o centro de interesse era a ideia emocional. Esta 
era comunicada em grande parte pela música e, em parte, até mesmo por uma 
concentração mental exagerada. É claro que isto resultava em movimento, mas este 
não era visto como a matéria da qual a dança era feita. Todavia, parece difícil discordar 
de que o germe da nova idéia estivesse intrínseco aí, e se não fosse o domínio 
excessivo da música, este se teria revelado. 
Na dança clássica, um certo sentido surge devido à combinação de movimentos, 
como um significado surge da combinação de palavras; mas as palavras são, em 
essência, entidades isoladas. Na música, por outro lado, o resultado é obtido não ao 
juntar-se uma sucessão de notas, mas ao criar-se no meio sonoro uma substância, que 
apesar da variação de altura e intensidade, permanece uma entidade unificada. Da 
mesma forma, o movimento é visto pelo bailarino moderno como uma entidade 
unificada, uma substância. Pode variar nas dimensões do espaço, intervalos de tempo, 
qualidade e intensidade, e ainda permanecer um elemento constante. 
 
 
 
 
 
 
9 DANÇA CONTEMPORÂNEA 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/couple-ballet-dancers-dancing-under-water-
1107322430 
 
De acordo com o autor Fahlbusch (1990, p.69) “Contemporâneo significa o que é 
do mesmo tempo, no caso presente, o que é da nossa época”. 
A dança contemporânea consiste em um estilo que utiliza várias técnicas para 
desenvolver e aprimorar o uso do corpo. Este estilo de dança revolucionou o 
“conservador” ballet clássico.Os bailarinos contemporâneos utilizam movimentos livres, 
naturais e expressivos. 
As diversas possibilidades expressivas de movimento são aspectos que 
possibilitaram o aparecimento do que chamamos de Dança Contemporânea. Cada vez 
mais coreógrafos e pesquisadores do movimento tentam buscar recursos para exprimir 
de forma inovadora seus sentimentos e questões do cotidiano. 
Na opinião de Fahlbusch (1990, p. 95) “A ação na dança, é a arte de fazer passar 
as emoções e as ações da alma do espectador para a verdadeira experiência de nossos 
movimentos, nossos gestos, nossos corpos”. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/couple-ballet-dancers-dancing-under-water-1107322430
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O aprendizado técnico da dança contemporânea abrange os conhecimentos dos 
métodos de Marta Graham, Doris Humphrey e Laban, como base para a preparação 
corporal. Este tipo de técnica também busca sempre levar a conscientização do bailarino 
para a importância do aprendizado da dança, conhecimento e sua evolução histórica. 
A dança contemporânea enfatiza sempre a criatividade, a expressão e o 
desenvolvimento do pensamento coreográfico em toda sua amplitude, despertando no 
bailarino o sentido e o gosto pela arte contemporânea, levando-o a entender o grande 
universo em que vivemos no cotidiano da arte de dançar. 
Caracterizando como: “O domínio do corpo consiste em dar conhecimento aos 
dançarinos, de seus próprios corpos, em levá-los a criar seus próprios gestos segundo o 
estilo que convém a suas personalidades, e em função de seus gestos”. (FAHLBUSCH, 
1990, p. 95). 
Na Dança Contemporânea os movimentos não precisam ser necessariamente 
leves e para o alto, ou extremamente difíceis como no ballet clássico; eles podem ser 
fortes, soltos ou desarticulados, até sem forma, mas que expresse o que se deseja revelar 
ao público. Assim, este tipo de dança não se resume a uma técnica, ela não é uma cópia 
de exercícios, mas uma arte que permite ao bailarino ou ao coreógrafo se exprimir em 
movimento. Assim conclui-se que “A necessidade de se expressar é um patrimônio do 
ser vivo”. (FAHLBUSCH, 1990, p. 97). 
 
A dança contemporânea no Brasil 
 
O Brasil, que tem o carnaval como sua festa dançante, aderiu ao ballet na década 
de 20, quando Maria Oleneva chegou ao país com a Companhia de Anna Pavlova, uma 
bailarina russa que marcou a história da dança. O profissionalismo desenvolveu-se a 
partir da escola que Maria Oleneva criou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que se 
tornou a segunda mais antiga companhia da América Latina. Novos grupos surgiram, 
abrangendo todas as tendências. 
De maneira geral, a dança contemporânea no Brasil teve uma má fase na década 
de 50, não por falta de valores, mas pela preferência do público pelo ballet clássico. Nos 
anos 60 foi vista uma pequena evolução, mas ainda assim muitos críticos insistiam em 
 
afirmar que a dança contemporânea era o “reduto dos fracassados do ballet clássico”. Já 
nos 70, preconceitos foram dissipados, o que fez surgir vários grupos. 
Segundo Portinari (1989, p. 167) “O resultado mais sólido deve-se ao Ballet 
Stagium, que a partir de uma base clássica, fez uma ponte com o estilo moderno, 
empenhando-se principalmente na criação de um repertório de raízes brasileiras”. 
Atualmente, a tendência em qualquer país é a integração do ballet com a dança 
contemporânea, essa integração existe nas companhias e às vezes até numa mesma 
coreografia. No entanto, por dispensar as sapatilhas de ponta, as posições e os passos 
rígidos, a dança contemporânea é mais abrangente do que o ballet e se ajusta melhor ao 
nosso tempo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 DANÇA E A PLURALIDADE CULTURAL 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/mexican-traditional-costume-girl-1171118119 
 
A dança entra no processo de escolarização brasileira, à medida que vai se 
associando a inserção dos exercícios e das ginásticas, mas é com a implementação da 
tríade educação moral, intelectual e física que ela passa a constituir o seleto grupo dos 
conhecimentos necessários à formação das crianças e jovens (BRASILEIRO, 2008). 
Essa entrada não gerou impactos significativos no espaço escolar, mas a partir do 
momento que a dança passa a ser abordada mesmo que de modo discreto, pode-se 
considerar que no mínimo lhe foi atribuída alguma importância no processo educacional. 
Chaves (2002) acrescenta ainda que a colocação da dança dentro dos conteúdos 
dos exercícios físicos na escola foi dada pela compreensão de que se constituía como 
uma prática corporal que visava um corpo eficiente e forte, diante de um processo de 
modernização social. Assim, fica claro que um dos principais objetivos com seu emprego, 
estava pautado em interesses político-econômicos aplicados a uma sociedade cercada 
de novos princípios e iniciando processos de industrialização. 
Mesmo dentro destas condições restritas, uma espécie de “cultura da dança” 
começa a se estabelecer no meio escolar, com um início sutil e extremamente carente 
de evolução no decorrer do desenvolvimento do processo educacional. Este 
desenvolvimento tende a ocorrer à medida que a importância do trabalho com a 
expressividade vai ganhando credibilidade e espaço na formação das crianças, um 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/mexican-traditional-costume-girl-1171118119
 
processo lento, mas que gradativamente vai construindo fundamentação teórica para 
sustentar sua relevância como conteúdo pertinente na escola. 
Atualmente existem alguns trabalhos com atividades expressivas dentro das 
escolas, mas percebe-se que isto ainda não tem representado grandes saltos para que 
ocorra valorização na utilização da dança como um componente válido das aulas de 
Educação Física. 
É necessário investigar como a dança tem chegado às escolas, uma vez que estas 
instituições não devem priorizar a execução de movimentos corretos e/ou perfeitos, o que 
pode gerar dificuldades e falta de interesse dos alunos por tal temática. Ossona (1998) 
expressa esta ideia ao afirmar que no ensino da dança, os professores não podem se 
deixar levar por duas tentações básicas: a primeira seria buscar a perfeição nos 
movimentos de seus alunos; e a segunda seria exigir uma repetição exaustiva de um 
determinado gesto, ao invés de incentivar o movimento como um todo (OSSONA, 1998). 
Deste modo, a escola deve presumir que o movimento é uma forma livre e única 
de cada indivíduo expressar seus sentimentos, constituindo-se, portanto, em uma forma 
explícita de comunicação, que ajuda o aluno a aprender sobre o mundo e sobre si 
mesmo. 
Principalmente devido às diversas barreiras que a dança enfrenta ao adentrar na 
escola é interessante pensar estratégias para inseri-la, e desta forma, o Tema 
Transversal Pluralidade Cultural poderia significar uma abordagem interessante na 
medida em que explora questões relacionadas à diversidade cultural que caracteriza a 
dança e seus elementos. 
Tratando-se especificamente da Pluralidade Cultural pode-se dizer que o termo se 
caracteriza pela existência de várias culturas. Pode ser pelo pluralismo de religiões, de 
nacionalidades, ou até mesmo de características físicas. Nesse sentido, este tema 
transversal trata da diversidade que torna as pessoas diferentes e únicas. 
Para Sacristán (1997) o conceito de Pluralidade Cultural ou Multiculturalismo vai 
além disso, de acordo com o autor o termo implica em diversos objetivos ideológicos para 
a educação, cujas fronteiras nem sempre são claras e evidentes. Segundo ele, a 
educação multicultural pode ser utilizada para reduzir prejuízos de uma sociedade em 
relação às minorias étnicas, bem como empregar programas diferenciados, para que 
 
vários setores culturais de uma sociedade encontrem ambientes educativos apropriados, 
e por fim,cabe compreendê-la como uma visão não etnocêntrica da cultura que acolha o 
pluralismo cultural em qualquer faceta. 
Forquin (1993) acredita que o termo Multiculturalismo possui ao mesmo tempo 
dois sentidos, um descritivo e outro normativo. Um significa a situação objetiva de um 
país no qual coexistem grupos de origem étnica ou geográfica diversa, falando línguas 
diferentes, podendo não compartilhar as mesmas adesões ideológicas nem os mesmos 
valores ou modos de vida. E o outro, o autor considera que aplicado ao ensino, assume 
um significado diferente. Assim, o ensino pode se dirigir a um público culturalmente 
diverso, sem ser ele mesmo um ensino multicultural. Esta última consideração afirma que 
o ensino deve se dirigir a todos e não só aos alunos que pertencem às minorias étnicas 
ou aos habitantes de bairros de população heterogênea. 
De acordo com Sacristán (1997), os modos de funcionamento da escolarização 
atual tendem à homogeneização e à normalização, já que a escola não consegue acolher 
e dar expressão às “singularidades”, e, que, deste modo, a população não consegue se 
acomodar aos modos em que o conhecimento é transmitido, bem como se adaptar às 
condutas que deles se espera. 
Sendo assim, o propósito da relação dança e a Pluralidade Cultural deste estudo 
é de contribuir com o desenvolvimento do respeito e da valorização dos diferentes tipos 
de dança e atingir todos os alunos de diversas formas, ou seja, cada aluno entenderá a 
diversidade cultural de uma maneira e essas diferenças individuais também serão 
levadas em consideração. 
A dança abordada em uma perspectiva baseada na Pluralidade Cultural pode 
apresentar múltiplos benefícios, iniciando pela abertura de discussões acerca da riqueza 
cultural com os alunos, pois a dança expressa esta diversidade seja socialmente 
(integração e respeito entre os alunos), politicamente (entendimento sobre as diferentes 
culturas) e culturalmente (aumento do conhecimento sobre os diversos estilos de músicas 
e ritmos). 
Além disso, Miranda (1979) entende que a dança oferece absoluta integração com 
os processos de ensino aprendizagem, possibilitando oportunidades para que a criança 
possa se expressar, se mover de modo criativo e conviver consigo mesma e com os 
 
outros colegas. Neste sentido, um trabalho com dança poderia significar maior integração 
com seus pares e uma constante descoberta por meio do conhecimento do próprio corpo 
e do corpo do outro. 
É importante ressaltar ainda que considerar uma perspectiva plural para 
desenvolver um projeto com a dança não se trata de saturar as aulas de diversos estilos 
musicais, gerando confusão e excesso de informações que perderão o significado, mas 
sim que o professor possa proporcionar aos alunos vivências com fundamentação 
teórico-prática, capaz de explorar múltiplas possibilidades de aprendizagem. 
Assim, observando todos os aspectos apresentados sobre a Educação Física 
escolar, entende-se que é possível que a mesma trabalhe com a pluralidade, respeitando 
e valorizando as diferenças de cada aluno multiplicando as possibilidades no trato da 
dança no meio escolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS 
 
O termo academia (do italiano Accademia: concerto) é utilizado na Europa durante 
o século XVI na fundação de academias de música e arte. Como derivação, o termo 
refere-se ao local institucionalizado de dança e sua prática de ensino; escola de dança. 
 
Luís XIV (1638-1715), rei da França entre 1643 e 1715, fundou a primeira academia de 
dança do mundo, em 1661. 
 
Fonte: Academia de dança. Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em: 
https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo14332/academia-de-danca. Acesso em 23 ago. 2021. 
 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFLITA 
 
Ao dançar nós expressamos com o corpo tudo aquilo que a alma sempre quis dizer 
ao mundo. Ao se expressar podemos viver, a arte nos faz viver! 
 
https://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo14332/academia-de-danca
 
Fonte: Mensagens com amor. Disponível em: https://www.mensagenscomamor.com/frases-sobre-danca. 
Acesso em: 23 ago. 2021. 
 
#REFLITA# 
 
 
 
 
https://www.mensagenscomamor.com/frases-sobre-danca
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Nesta unidade observamos quais são as diferentes formas de dançar e de 
entender a cultura da dança em diversos momentos, e como que em cada momento essa 
arte reflete em nossas vidas. 
A dança pode estar presente de diversas maneiras na vida das pessoas, porém 
cada uma delas tem uma característica e uma visão própria do seu estilo que a torna 
prazerosa e de completa paixão pelo ato de dançar. 
 Também conhecemos as mais diferentes técnicas e estilos de dança presentes no 
Brasil e no mundo. Espero você agora na nossa próxima unidade. 
 
Abraços! 
 
 
LIVRO 
 
• Título: Corpo, dança, educação 
• Autor: Carlos Alberto Pereirta dos Santos. 
• Editora: Educs. 
• Sinopse: O corpo humano também fala, ele nunca mente, é absolutamente sincero. Às 
vezes, é mais importante observar a expressão do corpo do que só prestar atenção nas 
palavras. A dança acrescenta à fala do corpo um modo de dizer as coisas e o mundo. A 
dança é o corpo falando. A música parece vir antes da dança, mas, ao contrário, a música 
nasce da dança. A dança fala mais do que imaginamos ou podemos perceber. Em geral, 
não fomos educados para ouvir, escutar, observar o corpo. Mas, isto são apenas algumas 
palavras para apresentar o trabalho de Carlos Alberto Pereira dos Santos, autor do 
estudo Corpo, dança, educação: Cia. Municipal de Dança de Caxias do Sul. O título do 
trabalho diz tudo. Trata-se de uma reflexão sobre as relações entre corpo, dança e 
educação e, igualmente, trata-se de uma demonstração histórica da Cia. Municipal de 
Dança de Caxias do Sul. É uma análise teórica e prática. Igualmente reflete sobre a 
importância da dança na educação e também mostra como isso de fato aconteceu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
 
• Título: O Grande Passo 
• Ano: 2020. 
• Sinopse: Descobertos por um excêntrico professor de balé, dois jovens pobres de 
Mumbai encaram a intolerância e o julgamento da sociedade ao perseguirem seus 
sonhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
BILAC, O. Revista Kosmos, Rio de Janeiro, p. 11, 1906. 
 
BRASILEIRO, L. T. O ensino da dança na Educação Física: formação e intervenção 
pedagógica em discussão. Motriz, Rio Claro, v. 14, n. 4, p. 519-528, out./dez. 2008. 
 
CHAVES, E. A escolarização da dança em Minas Gerais (1925 – 1937). 160 f. 
Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas 
Gerais, Belo Horizonte. 2002. 
 
DELGADO, E. I. Pilares do Intervencionismo: Piaget, Vygotsky, Wallon e Ferreiro. 
São Paulo: Érica, 2003. 
 
FAHLBUSCH, H. Dança moderna e contemporânea. Rio de Janeiro: Sprint, 1990. 
 
FORQUIN, J. Escola e cultura: as bases sociais e epistemológicas do conhecimento 
escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. 
 
LOWENFELD, V; BRITTAIN. W. L, Desenvolvimento da Capacidade Criadora. 
Traduzido por Álvaro Cabral. São Paulo: Mestre Jou, 1970. 
 
MIRANDA, R. O Movimento Expressivo. Rio de Janeiro: Funarte, 1979. 
 
MIEL, A. Criatividade no Ensino. São Paulo:Ibrasa, 1972. 
 
OSSONA, P. A educação pela dança. São Paulo: Summus, 1998. 
 
OSTROWER, F. Acasos e criação Artística. 5.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1995. 
 
PIAGET, J. A construção do real na criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 360p. 
 
PORTINARI, M. História da dança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989. 
 
RAMOS, R. C. L. Danças circulares sagradas: uma proposta de educação e cura. 
São Paulo: Ed. Triom, 2002. 
 
RANGEL, N. B. C. Dança, Educação, Educação Física: Proposta de ensino da dança 
e o universo da Educação Física. Jundiaí, SP: Fontoura, 2002. 
 
SACRISTÁN, J. G. Docencia ycultura escolar: reformas y modelo educativo. Buenos 
Aires: Lugar Editorial, 1997. 
 
 
 
UNIDADE IV 
PRÁTICA PEDAGÓGICA: A DANÇA EM ESPAÇOS FORMAL E INFORMAL DE 
ATUAÇÃO PROFISSIONAL 
Professor Especialista Diego Fernando Rodrigues 
 
 
Plano de Estudo: 
 
● Composição coreográfica: seu papel e sua elaboração; 
● Dança na escola: o que e como ensinar? 
● Dança em prática: planos de aula para dança na escola; 
● Dança em espaço informal: onde, quem e como? 
● Dança em prática: aulas de dança no espaço informal de atuação 
profissional em Educação Física. 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
 
● Conceituar as características das danças e em seus mais variados campos 
de atuação; 
● Compreender sua aplicabilidade pedagógica; 
● Estabelecer a importância da dança no campo profissional. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 Olá caro(a) acadêmico(a) 
 
 Nesta unidade, temos um novo encontro, agora para entender como e onde 
podemos ensinar a dança, descobrir as vertentes da educação e seus princípios 
coreográficos. 
 Veremos que a dança pode ser incluída dentro do ambiente escolar e se tornar 
uma forma divertida e descontraída de aprendizagem, além de descobrir talentos e fazer 
com que as mesmas se sintam estimuladas as vivências que a dança pode proporcionar. 
 Também observaremos as danças nos espaços formais e não formais e como elas 
podem ser praticadas e quais os caminhos para profissionalização. 
 Assim teremos um novo olhar sobre a dança, tanto na escola, como em outros 
ambientes, pois para a aplicabilidade da dança, basta um pouco de criatividade, e a arte 
da dança estará inserida em vários contextos. 
 
 Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA: SEU PAPEL E SUA ELABORAÇÃO 
 
 
 
Link da imagem: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-people-preparing-concert-on-blach-1059841490 
 
 
Conforme Orlandi (2002), a coreografia utiliza diferentes mecanismos de produção 
para produzir sentidos por meio de movimentos importantes. Dantas (1999, p. 82) 
complementou a ideia desse processo, construindo o “devir” do sentido da dança, 
pensando que “a construção do sentido segue a lógica inerente à própria dança que se 
cria: pode ser inspirada por uma história, um "Texto" dramático, a mesma obra de arte 
tem diferentes possibilidades de leitura. 
 Tendo em vista a introdução inicial ao conceito de composição e coreografia, 
aponta-se que a trajetória conceitual dessa ação educativa precisa ser ampliada, ou seja, 
a composição da coreografia, que envolve diferentes conceitos de fenômenos, pessoas, 
mundo , e a sociedade. 
Medeiros (2005) questiona se a escola se baseia no princípio da educação, 
orientação ou treinamento. Ao defender sua pergunta, ele lembrou que a tendência da 
sociedade ocidental é valorizar a ciência precisa, ressalta-se que até o início do século 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/young-people-preparing-concert-on-blach-1059841490
 
XX, as pessoas preferiam usar a palavra "orientação" para introduzir o conceito de 
construção e construção. 
 Pombo (1995) a necessidade de manter distância da percepção também nos 
parece familiar no conhecimento científico. 
Segundo Porpino (2009) historicamente, a dança tem sido rejeitada nas escolas 
como uma experiência sensível, o que prejudica o ensino a partir de uma perspectiva de 
ensino que se limita à prática de instrumentos musicais, o que é propício à análise, 
linearidade e falta de sentido. O ideal de focar na praticidade, produção ou melhor 
expertise inviabiliza a experiência, desencadeando o questionamento da própria 
existência, sensibilidade, criatividade e ação crítica. 
Para Pombo (1995) o comportamento educacional é de natureza humana e, mais 
importante, considera as possibilidades criativas desses sujeitos. O autor acredita que as 
pessoas são o fundamento número do ensino da reflexão, à prática educativa é uma 
reflexão filosófica, pois na educação estética, a disciplina é uma unidade refletida no 
pensamento e na emoção. 
O comportamento educacional é essencialmente um comportamento criativo, 
porque é a essência da consciência criativa. Para Saraiva (2003, p. 173), “fenômeno 
educacional significa buscar o sentido da experiência educacional, e o método 
fenomenológico busca a essência desse fenômeno na intencionalidade da consciência”. 
Read citado por Pombo (1995), em sua tese, a arte é tida como base da educação 
e apontou que o fenômeno da arte é a dimensão básica da educação voltada para a 
maximização do desenvolvimento dos indivíduos, nesse sentido, podemos observar que 
a educação estética pode e deve transcender a experiência artística e considerar a 
formação do ser humano. 
A educação estética é uma liberação do potencial humano, que não afeta apenas 
o indivíduo, mas também afeta a ordem coletiva e a intersubjetividade. O termo estética 
tem sua origem grega “aisthesis” denominada como domínio fundamental quando refere-
se ao ser humano em toda sua abrangência e complexidade (Pombo,1995, p. 377). 
Portanto, é importante reconhecer os aspectos de ensino e cultura que devem legitimar 
a importância da estética como expressão da vida humana, também no processo de 
formação educacional do sujeito. 
 
Conforme Pombo (1995) considera-se que é possível ampliar o alcance e as 
consequências da capacidade de ocultação das pessoas, pois falar de educação estética 
é falar da ocupação do mundo e da banalidade dos métodos possíveis para romper com 
essa ocupação do saber, a disponibilidade de pontos de transição. 
Então, é urgente nos perguntarmos, quando e onde nos tornamos sensíveis? O 
que nos tocou? O que torna as pessoas sensíveis hoje? O que nos dá um êxtase físico 
forte e sensível? O que desperta nosso sentido para as coisas do mundo que nos 
fascinam? 
Para Porpino (2009), os problemas apresentam algumas reflexões no campo da 
arte, no caso a dança. Porque a experiência estética em dança deve ser capaz de fazer 
novas interpretações a partir do significado criado e expresso no comportamento de 
dança. 
O pensamento estético de Schiller é baseado em um argumento estrutural de que 
a educação estética é definida como uma compreensão plena da própria educação 
humana, filosofia e pedagogia na educação, Pombo (1995) diz que não importa o nível 
individual ou no nível inter sujeito. 
Saraiva (2003, p. 123) seduzindo o universo do futuro pontua que, "A experiência 
estética não é para nos tornar melhores ou piores, mas para nos tornar mais íntimos, não 
certos. A capacidade do futuro. Uma pessoa é sensível ao mundo e aos seus próprios 
problemas”. 
Esses problemas são decisivos, pois ele sugeriu trabalhar na perspectiva da 
educação estética, neste caso específico, com o objeto de pesquisa é a dança, ou seja, 
a coreografia. A sensibilidade em todo o processo de composição pode e deve ser 
praticada na ação contra as cenas, o diálogo, e através da sensibilidade do cotidiano, 
uma espécie de caminho de pedra que deve ser acomodado ao longo do caminho. 
Quando assistimos à era da fragmentação e alienação de indivíduos e coletivos, 
visualiza-se a urgência da educação estética. O processo da coreografia é educativo. A 
partir do momento permite ir além do afinar da sensibilidade pela forma, mas quando 
assume um modelo moral, ser crítico, criativo, expressivo e capacidade de comunicação. 
Nessa perspectiva, o valor da educação aponta para uma educação crítica, reflexiva e 
transformadora. 
 
O risco do processo educativo no fenômeno da coreografia está na disposição do 
sujeito em explorar a subjetividade desconhecida por meio da intencionalidade, 
afundando o que é eminente e significativo para os sujeitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 DANÇA NA ESCOLA: O QUE E COMO ENSINAR? 
 
Fonte: 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-dance-school-ballet-hiphop-street-1367374793Nas últimas décadas, diversos pesquisadores vêm discutindo e analisando quais 
conteúdos de dança deveriam ser inseridos nas escolas. Nessa perspectiva, citaremos 
alguns estudos para que possamos ter uma visão do que eles produzem e recomendam. 
Vale destacar que, antes de mais nada, para a seleção desses conteúdos, 
precisamos refletir sobre algumas questões, tais como: por que dançar, o que dançar 
para dançar, como dançar. (ANDRADE, et al., 1994; BARRETO, 1998; OSSONA, 1988; 
PACHECO, 1999; ZOTOVICI, 1999). E sem esse tipo de reflexão, a dança no ensino 
torna-se irracional. (PEREIRA, 2007). 
Pereira (2007) explica que a ação, uma forma de educação sem sentido e sem 
objetivo, explica que para incorporar a dança ao ambiente da graduação e da educação 
esportiva, é preciso entender o seu papel na educação, principalmente no esporte. 
Dessa maneira, Ossona (1988) diz que o conteúdo da dança também deve ser 
contextual além de ser baseado em seus conhecimentos, experiências e possibilidades. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kids-dance-school-ballet-hiphop-street-1367374793
 
Andrade, et al. (1994) enfatiza o conteúdo da dança escolar, incluindo o uso da 
consciência corporal, o uso do ritmo (duração, intensidade, sequência), a relação com o 
espaço e os produtos coreográficos. 
 Kunz (1994) diz que a improvisação e a expressão corporal como conteúdo e 
método de ensino da dança no ambiente escolar são propostas. E Marques (1997; 2003) 
reconhece que o conteúdo da dança pode ser dividido em três temas: subtexto da dança, 
contexto da dança e texto da dança, com base nas pesquisas de Rudolph Laban e 
Preston Dunlop. 
Para Strazzacappa (2001), podemos usar elementos que a escola considera 
importantes para o desenvolvimento geral do indivíduo. As danças folclóricas ancestrais, 
tradicionais ou populares devem fazer parte do currículo escolar. 
Sborquia e Gallardo (2002) propuseram uma lista de danças adequadas para a 
educação escolar, como danças representativas e danças sensoriais. Gallardo (2003) diz 
que também é recomendado incluir danças folclóricas ancestrais, tradicionais ou 
populares no currículo escolar. 
Recentemente, Sborquia e Gallardo (2006) recomendam que no trabalho de dança 
e na educação infantil, esteja mais próximo do grupo familiar, seja ele étnico, folclórico 
ou popular, étnico ou de entretenimento. No ensino fundamental, existem vários estilos 
de dança, definidos como raça, etnia e entretenimento, que são classificados de acordo 
com o espaço geográfico e divididos por série. (1.ª série = locais, 2.ª série = regionais, 
3.ª série = estaduais, 4.ª série = nacionais, 5.ª série = estrangeiras e 6.ª série = 
internacionais). Para 7.ª e 8.ª séries, Você pode ver danças expressivas e apresentações 
espetaculares. Para o autor, as danças estrangeiras são danças realizadas em outros 
países, permitindo-lhes vivenciar e expressar outras culturas nacionais. A dança 
internacional é uma dança que viaja por diferentes países, independentemente de sua 
origem. 
Vale ressaltar que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) é um documento 
que também fornece subsídios para o trabalho de conteúdos de dança escolar. Neste 
documento, o esporte não exclui o conteúdo de dança de seu campo de ação. Em vez 
disso, é exatamente isso que ela vem tentando incluir em seu treinamento e currículo 
 
escolar. Ressaltaram que o ensino da dança na escola deve ser responsabilidade do 
professor de educação física. (BRASIL, 1997). 
De acordo com os PCNs de Educação Física, a Dança é o conteúdo inserido pela 
escola por meio de atividades rítmicas e expressivas e faz parte do sistema de 
conhecimento, porém os professores de educação física poderão encontrar mais 
subsídios para desenvolver trabalhos de dança com uma linguagem de arte do PCN 
discutindo o conteúdo e pontuando que a dança também pode ser executada pelo 
professor de arte da escola (BRASIL, 1997). 
 
Papel do professor de Educação Física e da Escola em relação à Dança 
 
Verderi (2000) ressalta que o papel dos professores nas aulas de dança nas 
escolas, mais especificamente os professores de Educação Física, é atingir os objetivos 
propostos da Educação Física, além de interferir e apoiar o desenvolvimento de fatos, 
conceitos, procedimentos, valores e atitudes, dessa forma promovendo pessoas 
sensíveis e capazes. 
As pessoas são formadas para se adaptarem às inúmeras situações que se 
apresentam na vida. Sendo assim, o professor será a pessoa que cria o contexto para o 
processamento da atividade, e o aluno será a pessoa que busca condições para o seu 
pleno desenvolvimento neste contexto (VERDERI, 2000). 
No bojo desse processo, Marques (1997) ressalta que as sugestões de ensino 
para o ensino de dança nas escolas devem ter como objetivo explorar os aspectos de 
cultivo de expressão, criatividade e habilidades de comunicação dos alunos. Além disso, 
eles também devem fornecer treinamento para os alunos entenderem melhor, 
escolherem e transformarem o mundo em que vivem. 
Enfatizar que a escola pode dar parâmetros para sistematização e apropriação 
crítica, consciente e transformadora dos conteúdos específicos da Dança. O papel da 
escola é construir o conhecimento através do bem social, assim podendo planejar suas 
aulas de Dança estabelecendo objetivos. Libâneo (2004) esclarece que: 
 
O planejamento escolar consiste numa atividade de previsão da ação a ser 
realizada, implicando definição de necessidades a atender, objetivos a atingir 
 
dentro das possibilidades, procedimentos e recursos a serem empregados, 
tempo de execução e formas de avaliação. [...] Em relação ao projeto 
pedagógico-curricular, o autor afirma que o projeto é um documento que propõe 
uma direção política e pedagógica para o trabalho escolar, formula metas, prevê 
as ações, institui procedimentos e instrumentos de ação. [...] Já a proposta 
curricular diz respeito à projeção dos objetivos, orientações e diretrizes 
operacionais previstas no projeto pedagógico. (LIBÂNEO, 2004, p. 149-150). 
 
Gaspari (2005), transfere que o mestre é o elemento principal, aquele incentiva e 
se torna referência para o aluno, sendo imparcial na sua abordagem pedagógica sobre 
os conteúdos da Educação Física. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 DANÇA EM PRÁTICA: PLANOS DE AULA PARA DANÇA NA ESCOLA 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/keep-dancing-group-happy-little-boys-1667806240 
 
 
Desde o nascimento da humanidade, a dança coexiste com a humanidade. Os 
povos antigos dançaram pelos mais diversos motivos e apareceram nas principais 
atividades da sociedade antiga. 
Para Oliveira (1983, p.14): 
Uma das atividades físicas mais significativas para o homem antigo foi a dança. 
Utilizada como forma de exibir suas qualidades físicas e de expressar os seus 
sentimentos, era praticada por todos os povos [...] A dança primitiva podia ter 
características eminentemente lúdicas como também um caráter ritualístico, onde 
havia demonstrações de alegria pela caça e pesca feliz ou a dramatização de 
qualquer evento que merecesse destaque como os nascimentos e funerais. 
Nanni (2003, p. 08) relata que “a dança é uma forma de expressão da atividade 
humana desde a antiguidade e, antes de mais nada, é também uma comunicação 
misteriosa entre o homem, a natureza e os deuses”. E Verderi (1998, p. 35) diz ainda que 
“a dança primitiva tem inúmeros significados: caça, colheita, alegria, tristeza, exorcismo, 
casamento, homenagem aos deuses, homenagem à natureza, etc.”. E já Oliveira (1983, 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/keep-dancing-group-happy-little-boys-1667806240
 
p.15) acrescenta que “a dança teve um papel importante no processo educacional porque 
eles apareceram em todos os rituais para preparar os jovens para a vida social”. 
Ainda, Nanni (2003) frisa que a dança é considerada uma espéciede arte 
conceitual, mas é uma forma de comunicação e expressão. É uma das manifestações 
inerentes à natureza humana e existe nos acontecimentos de sua vida, que estabelece 
uma relação íntima com emoções e sentimentos humanos, como meio de comunicação, 
antecede a própria língua falada, característica que falta aos contemporâneos. 
Diante disso, Verderi (1998) também faz anotações sobre as danças utilizadas 
para expressar a carne dos estudantes e dos homens neste mundo. Hoje, devido à sua 
evolução ao longo do tempo, podemos desfrutar de seu movimento, sua magia, sua 
expressão e plasticidade para melhorar o movimento, magia, expressão e criatividade 
dos alunos. Nesse sentido, “a realização do autoconhecimento, a compreensão do outro, 
a expressão individual e coletiva e a comunicação entre as pessoas por meio do diálogo 
corporal e de linguagem é uma possibilidade de expressão e também de comunicação 
humana”. (BARRETO, 2005, p.101) 
Nanni (2003, p. 182) pontua que, “a dança utiliza o desporto como elemento 
fundamental para transmitir e reflectir os valores sociais do meio em que se insere. Por 
isso, pode promover o processo de renovação e transformação humana.” contribuir para 
o processo de renovação e transformação do ser humano. 
Na sociedade contemporânea inserida na escola, deve-se buscar considerar o 
movimento, os gestos, os sons, a luz, as sensações, os movimentos, as emoções, enfim, 
todas as formas de educação vividas em casa, e na rua. Em outros espaços, ao ensinar 
a dança, os alunos podem ser incentivados a fazer isso, parece tão simples e óbvio para 
nós, mas ainda é esquecido na maioria das sugestões para o ensino de dança. 
(BARRETO, 2005) 
Portanto, é muito importante proporcionar aos alunos oportunidades de 
desenvolverem seus próprios esportes e se tornarem agentes do conhecimento na 
escola. A dança pode cultivar iniciativa e autonomia, qualidades destinadas a viver e viver 
livremente. Os seres humanos estão sendo padronizados, principalmente sob a influência 
da mídia, agora a globalização penetrou e isso coloca um rótulo na forma como as 
pessoas se comportam e as tornam iguais na dança, na roupa, na sessão, etc. 
 
Considerando esses fatores, vale ressaltar que a dança na aula de Educação 
Física não deve priorizar a realização de movimentos corretos e perfeitos dentro dos 
padrões técnicos impostos, gerando competitividade entre os alunos. Deve-se assumir 
que o esporte é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo 
um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de se expressar em diversas 
linguagens, desenvolver a auto expressão e aprender a pensar na perspectiva do esporte 
a ser humano e nascido. 
Barreto (2005, p. 78) nos diz que "Para observar o universo e imaginar que tudo 
nele tem movimento, ritmo, forma e harmonia, em suma, tudo se expressa, mesmo 
dançando inconscientemente." 
Por esse ângulo, Laban (1978, p. 20) aponta que: 
O movimento, portanto, revela evidentemente muitas coisas diferentes. É o 
resultado, ou da busca de um objeto dotado de valor, ou de uma condição mental. 
Suas formas e ritmos mostram a atitude da pessoa que se move numa 
determinada situação. Pode tanto caracterizar um estado de espírito e uma 
reação, como atributos mais constantes da personalidade. O movimento pode ser 
influenciado pelo meio ambiente do ser que se move. 
No contexto desse conhecimento, devemos apontar que no início ao criar um novo 
conteúdo, deve-se considerar as características do grupo, o ambiente social e cultural, 
principalmente o desenvolvimento e o interesse dos alunos, para que eles possam 
responder seja o melhor, superando assim as dificuldades associadas ao ensino e 
inserção da dança no ambiente escolar. 
Nanni (2003) reflete sobre a inclusão de elementos culturais regionais ou locais no 
plano de educação em dança, e implementar fatos históricos que excluem a cultura 
hegemônica dominante, permitindo que os alunos participem das aulas de dança de 
forma mais ativa e vigorosa. Descobre possibilidades, formas e movimentos através da 
percepção dos seus componentes sociais e culturais corporais. As características 
individuais e coletivas desses componentes são evidentes, promovendo o compromisso 
social como resultado da ação e liberação da dança contextual. 
Através dos tempos, com as mudanças culturais sofridas pelas comunidades, a 
dança vai também acompanhando o processo evolutivo, adaptando-se, às vezes, 
espontaneamente como uma aquisição do próprio homem, outras vozes quase 
que impostas por culturas dominadoras. Assim, a dança se modifica muitas 
vezes, tornando-se algo totalmente importado, desvinculado das raízes do 
homem que está praticando (NANNI, 2003, p.75). 
 
 
Para isso, é importante que nas aulas de dança os alunos possam desempenhar 
papéis sociais e promover a reflexão, analisar a cultura dominante imposta pela mídia e 
conectá-los com a cultura local e / ou regional em que vivem integrado na sociedade, não 
importa o que seja. Diante dessas considerações, cabe destacar que, no processo de 
ensino, o professor de educação física deve propor mecanismos que desenvolvam 
ações, criem situações de aprendizagem satisfatórias e enriqueçam o conteúdo da sala 
de aula. As atividades devem incluir habilidades de conscientização, expressão física, 
vídeo-apreciação de espetáculos de dança, textos informativos de diferentes tipos de 
dança e atividades rítmicas, de forma a estimular a criatividade e criticidade dos alunos 
e atraí-los para a realização das atividades. 
Barreto (2005) ressalta que, ao dançar, construímos uma “realidade” diferente da 
qual vivemos todos os dias, o que ajuda a cultivar indivíduos mais sensíveis, críticos, 
criativos e transformadores. 
Uma forma de desenvolver e melhorar o ser humano de todas as classes sociais, 
não é mais um privilégio de uma única classe. Percebe-se que a dança tem contribuído 
fortemente para a concretização dos objetivos traçados no seu documento orientador 
pela Educação Física, e pode contribuir também para o esporte por meio de diferentes 
objetivos. 
A dança pode contribuir para a EF através de diferentes objetivos, porém para 
Marques (2001), o principal objetivo do curso para conteúdos de dança é transformar os 
alunos em melhores pensadores da arte, melhores consumidores e públicos. Acredita 
que a dança é uma fonte de autoconhecimento, não uma técnica completa. 
Em termos de metodologia de ensino de dança escolar, pode-se enfatizar que os 
professores visam a autonomia, liberdade e potencial criativo dos alunos, e utilizam de 
forma abrangente métodos de ensino de dança que promovam a experiência e a vida do 
aluno. Sua própria realidade lhes permite transcender a realidade, recriar e transformar 
a realidade. 
 
 
4 DANÇA EM ESPAÇO INFORMAL: ONDE, QUEM E COMO? 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/florence-italy-2020-september-26-unidentified-
1826849345 
 
O espaço da educação não formal recentemente recebeu muitas reflexões dos 
círculos educacionais. Silva e Perrude (2013) consideram que o século XXI pode ser 
considerado um período de reforma na política educacional. 
A responsabilidade de propor ações nessa área não é mais do estado, isso, por 
sua vez, descentralizou seus serviços. Nesse sentido, o desenvolvimento de ações fora 
do âmbito nacional caracteriza-se como terceiro setor, e a solução dos problemas sociais 
sempre esteve a cargo de organizações não governamentais, entidades essas que têm 
recebido atenção pública. 
A educação não formal visa fornecer serviços para a situação financeira 
desfavorecida e para os pobres da sociedade. Os espaços informais proporcionam 
atividades educativas no período oposto à aprendizagem das crianças ou jovens, que é 
uma experiência pedagógica, organizada e sistemática fora do ambiente formal da 
escola. Para Gohn (2006, p. 02): 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/florence-italy-2020-september-26-unidentified-1826849345https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/florence-italy-2020-september-26-unidentified-1826849345
 
 
A educação não-formal designa um processo com várias dimensões tais como: 
a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos; a 
capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de 
habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades; a aprendizagem e 
exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos 
comunitários, voltadas para a solução de problemas coletivos cotidianos; a 
aprendizagem de conteúdos que possibilitem aos indivíduos fazerem uma leitura 
do mundo do ponto de vista de compreensão do que se passa ao seu redor; a 
educação desenvolvida na mídia e pela mídia, em especial a eletrônica etc.. 
 
Estudos têm demonstrado que espaços fora do ambiente escolar podem fornecer 
recursos didáticos complementares. Essas diferentes formas de ensino têm métodos de 
ensino diferentes das escolas normais, produzindo artes, experiências, fruição de 
diferentes projetos e atividades esportivas. É um espaço para crianças e jovens 
aprenderem e expressarem os novos conhecimentos adquiridos por meio da nova 
linguagem. Assim, Barros e Santos (2010, p. 06) afirmam que 
 
Além disso, a educação não-formal socializa os indivíduos, desenvolve hábitos, 
atitudes, comportamentos, modos de pensar e de se expressar no uso da 
linguagem, segundo valores e crenças da comunidade. Sua finalidade é abrir 
janelas de conhecimento sobre o mundo que circunda os indivíduos e suas 
relações sociais. 
 
Um dos maiores desafios da educação não formal é defini-la e descrever sua 
natureza. Na verdade, é porque se trata de um campo social pouco conhecido. É 
interessante ressaltar que a educação não formal ocorre em quaisquer atividades fora do 
ambiente escolar e está associada a museus, meios de comunicação e organizações que 
organizam atividades em diferentes níveis, portanto, a aprendizagem é estruturada de 
acordo com os desejos pessoais. 
Para Nuñez (1990) ao definir as ações de educação não formal e mesmo de 
educação social, é necessário pensar a partir de dois aspectos: um é compreender seus 
limites e abrangência por meio de suas ações sociais educativas, e o outro é o espaço 
para tais ações educativas. 
Entende-se que a educação não formal inclui uma série de áreas de ação 
educativa, e sua possibilidade torna-se efetivamente um princípio de que a educação é 
uma atividade que continua depois da escola, e também afeta todos os não participantes 
da mesma forma. As cadeiras têm diferentes formas e seu conteúdo funcional é ajustado 
 
de acordo com o ambiente específico, como vimos, é um processo educacional de 
aplicação flexível, e seletiva. Souza (2008, p. 02) menciona que: 
 
A educação não-formal visa contribuir para o desenvolvimento de crianças e 
adolescentes, e ainda tem como um de seus objetivos erradicar o trabalho infantil. 
Esse modelo de educação é recente na história do Brasil e vem se construindo. 
É um serviço que se entende por ser auxiliar no direito à educação e que contribui 
para inclusão do sujeito no âmbito educacional. 
 
Destacamos que na educação não formal as atividades ocorrem em ambientes 
construídos coletivamente e em situações interativas, que é uma educação 
complementar que tem intenções de ação no comportamento de participar, aprender e 
disseminar ou trocar conhecimentos. Tem sido considerado um complemento à educação 
formal, mas de forma diferente, nada tem a ver com a escolaridade obrigatória. 
Vale destacar que a educação não formal é desenvolvida por entidades vinculadas 
à assistência social, organizações não governamentais, organizações sem fins lucrativos, 
entidades com fins públicos e autônomos e entidades que buscam promover a redução 
das desigualdades sociais e sociais, uma transformação voltada para a formação de 
pessoas. 
Souza (2008) ressalta que a organização da educação não formal e a relação entre 
os problemas de aprendizagem são diferentes das escolas, pois a forma de avaliar a 
relevância das relações pessoais e do conhecimento pela prática é diferente daquela dos 
ambientes formais e escolares. 
Portanto, a educação não formal busca capacitar os cidadãos para a promoção de 
projetos de desenvolvimento pessoal e social que possam ser realizados em diferentes 
espaços como comunidades, empresas, presídios e organizações não governamentais. 
 
 
 
5 DANÇA EM PRÁTICA: AULAS DE DANÇA NO ESPAÇO INFORMAL DE ATUAÇÃO 
PROFISSIONAL EM EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/bangkok-jan-4-unidentified-bboy-breakdances-
251624635 
 
 
A necessidade de formação profissional nas mais diversas áreas de atuação pode 
ser justificada pela visível diferenciação entre a atuação de uma pessoa leiga e um 
profissional habilitado. De acordo com Nascimento (1998), esta diferenciação baseia-se 
principalmente em habilidades, conhecimentos e atitudes desenvolvidas no processo de 
formação profissional. 
As habilidades, conhecimentos e atitudes, necessárias à intervenção profissional 
dos professores de dança, podem ser adquiridas através da educação formal, não-formal 
ou mista (formal e não-formal) com a influência dos mecanismos de socialização. 
O processo de educação formal em dança no Brasil iniciou com a abertura da 
Faculdade de Dança na Universidade Federal da Bahia, na década de cinqüenta. A partir 
deste marco inicial, surgiram de forma gradativa, cursos caracterizados como 
responsáveis pela preparação profissional de professores de dança em Instituições de 
Ensino Superior Brasileiras. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/bangkok-jan-4-unidentified-bboy-breakdances-251624635
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/bangkok-jan-4-unidentified-bboy-breakdances-251624635
 
Nos cursos universitários, observa-se a implementação de diferentes métodos, 
orientações conceituais, demonstrando a complexidade da formação de professores de 
dança no ensino superior. 
A diversificação dos cursos acontece em relação às disciplinas ministradas, cargas 
horárias e aos propósitos. Existem cursos para a formação de professores de dança, 
cursos para a formação de bailarinos, cursos para a formação de profissionais da dança 
que incluem coreógrafos, bailarinos, professores e críticos de dança. 
As estruturas curriculares dos cursos de licenciatura em dança, em nível superior 
no país, oferecem como estilos, geralmente, o Ballet Clássico e Dança Moderna. 
Entretanto, há uma verdadeira diversidade de estilos empregados no mercado de 
trabalho. Estilos que emergiram muito rapidamente, durante um breve intervalo de tempo, 
criados num contexto histórico-cultural e que, muitas vezes, não possuem estrutura 
pedagógica sistematizada, dificultando o seu aprendizado e desenvolvimento. 
O não atendimento dos cursos de formação universitária às demandas do 
mercado de trabalho, tanto em diversificação de estilos quanto em número de vagas e 
locais de oferta, tem contribuído (em parte) para a perpetuação do processo de educação 
não-formal de professores de dança. 
O processo de educação não-formal de professores de dança pode ser 
operacionalizado através de vivências práticas com profissionais que possuem grande 
experiência no ramo, principalmente em academias não credenciadas. Conforme diz 
Brasil (1978): 
 
Este tipo de formação encontra amparo legal no decreto n. 82.385 de 05 de 
outubro de 1978, anexo à lei dos artistas (nº. 6.533, de 24 de maio de 1978), o 
qual descreve que o detentor de registro profissional de bailarino ou dançarino 
pode ministrar aulas de dança em academias ou escolas de dança, reconhecidas 
pelo Conselho Federal de Educação, obedecidas às condições para registro de 
professor. (BRASIL, 1978, online) 
 
 
O registro profissional de bailarino é expedido pelo Ministério da Educação, 
através da comprovação dos anos de prática em dança via"curriculum vitae”. Se for 
comprovada a atuação e participação em aulas de dança, o bailarino está apto a se tornar 
professor. 
 
A formação mista envolve a combinação da experiência prática como bailarino e 
a formação universitária, não necessariamente em cursos de graduação em Dança. 
Freire (2001) expõe que a formação dos Professores de dança no Brasil acontece, 
principalmente, nos cursos de graduação e pós-graduação em Dança, Educação Física 
e Artes. 
Assim, a formação profissional dos professores de dança no Brasil pode ser obtida 
a partir do ensino superior universitário; por academias credenciadas pelo Ministério da 
Educação para expedição de diplomas; ou ainda de forma prática, através de aulas em 
academias que oferecem os diversos estilos que compõem a dança. 
Apesar de não haver um modelo único para reger a formação profissional dos 
professores de dança, há uma preocupação social em melhor qualificar os profissionais 
para atuarem no mercado de trabalho. Além disso, pode-se constatar que a formação 
profissional dos professores de dança possui diversas possibilidades, podendo ser 
encontrado no mercado de trabalho os mais variados tipos de profissionais, desde os 
simples reprodutores da prática até aqueles que demonstram ser conhecedores 
profundos da área. 
Neste sentido, acredita-se que a formação profissional de professores de dança 
não deve estancar após o “rito de passagem” onde o bailarino torna-se professor. O 
professor necessita de atualização durante todo o desenvolvimento profissional. 
Assim, a oferta de cursos para formação continuada, visando o aperfeiçoamento 
das qualificações de profissionais em exercício ativo, surge como um complemento às 
formações práticas de professores de dança. A oferta destes cursos tem aumentado a 
cada ano, devido à procura pelos profissionais da dança. 
Os cursos de atualização e aperfeiçoamento, de caráter temporário ou 
permanente, proporcionados por órgãos públicos ou privados, tornaram-se um 
verdadeiro nicho de mercado, sendo na sua maioria de caráter prático, sem 
embasamento teórico. Para os professores registrados e para os professores graduados, 
há ainda cursos de formação complementar em nível de pós-graduação nas 
universidades, os quais procuram aliar teoria e prática. 
 
A necessidade de atualização constante advém da prática profissional dos 
professores e das pressões exercidas pelos mecanismos de socialização presentes, 
tanto na formação quanto no desenvolvimento profissional. 
Os mecanismos de socialização norteiam as escolhas, estratégias e atitudes do 
profissional na aquisição de conhecimentos indispensáveis à intervenção profissional na 
área. 
Durante o processo de formação profissional, de acordo com Carvalho (1996), a 
socialização representa os aprendizados invisíveis, intuitivos, e imitativos de modelos de 
ensino, que reúne o conjunto de crenças, conhecimentos e habilidades adquiridas 
durante a longa experiência pelos futuros professores enquanto alunos. 
Já no desenvolvimento profissional, o processo de socialização pode ser 
compreendido através de seus principais agentes e fatores de socialização que 
repercutem na atividade profissional dos professores (COSTA, 1996). 
Os principais agentes de socialização, de acordo com Pacheco & Flores (1999), 
são as relações existentes entre professor-aluno, professor-grupo ocupacional, 
professor-família e professor-instituição. Estas relações afetam, de forma decisiva, o 
caminhar na carreira profissional do professor. O desenvolvimento profissional é afetado 
por agentes de socialização e por fatores de ordem econômica, políticos, materiais, 
pessoais e familiares. 
A preocupação em desvendar o tipo de formação, os mecanismos de socialização 
e de desenvolvimento profissional dos professores de dança, podem auxiliar na 
compreensão do panorama da dança instalado e enraizado até então, permitindo 
vislumbrar as carências e contribuir na evolução desta área. 
O quadro da formação e desenvolvimento profissional dos professores de dança, 
encontra-se em situação precária. Observa-se a inexistência de cursos de graduação 
para a formação inicial universitária em dança e o fechamento gradativo de academias 
de dança e escolas credenciadas, fortalecendo o processo de educação não-formal na 
área. 
Apesar da falta de escolas e faculdades para proporcionar a formação universitária 
aos professores de dança, é alarmante o aumento da oferta de aulas de dança em 
 
academias de ginástica, creches e colégios. Este fato implica na necessidade de um 
maior número de professores habilitados para atender a esta demanda crescente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS 
 
 
O profissional da área de Dança conhece técnicas de movimentação corporal 
como ritmo, equilíbrio, alinhamento e controle respiratório. Ele utiliza essas técnicas para 
criar e executar coreografias em espetáculos de dança, teatro, shows, etc. 
 
Fonte: Saiba mais sobre a carreira em dança e onde estudar. Guia da Carreira. Disponível em: 
https://www.guiadacarreira.com.br/guia-das-profissoes/danca/. Acesso em: 23 ago. 2021. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFLITA 
 
https://www.guiadacarreira.com.br/guia-das-profissoes/danca/
 
“Engana-se quem pensa que são seus músculos que se movem durante uma 
dança. É a mente. Ela produz seu próprio ritmo e o corpo, por pura indução, põe-se a 
dançar.” 
Mensagem com amor. 
 
Fonte: Frase sobre dança. Mensagem com amor. Disponível em: 
https://www.mensagenscomamor.com/frases-sobre-danca. Acesso em: 23 ago. 2021. 
 
#REFLITA# 
 
 
 
 
 
https://www.mensagenscomamor.com/frases-sobre-danca
 
 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 Nesta última unidade observamos a importância do conhecimento profissional do 
professor de dança, sua colaboração na construção cultural do cidadão e suas vertentes 
sociais. 
 Vimos que, os profissionais da dança necessitam de capacitação e envolvimento 
com a arte para atribuir aos seus alunos uma vivência prazerosa e que os trata a viver 
no mundo lúdico e espetacular que a dança pode proporcionar. 
 Assim espero ter contribuído para seu conhecimento junto a dança e que seus 
estudos não parem por aqui, pois quem não estuda se torna incapaz de criar novas 
oportunidades de ensino 
 
 Até um próximo encontro e sucesso! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LIVRO 
 
• Título: Que Dança é essa? 
• Autora: Fernanda de Souza Almeida 
• Editora: Summus Editorial 
• Sinopse: Nesta obra, Fernanda de Souza Almeida apresenta uma possibilidade de 
aproximação da dança com as crianças da educação infantil, de modo que essa 
linguagem artística dialoga com as características e necessidades dos pequenos. De seu 
trabalho pioneiro resultaram: pressupostos da dança (linguagem artística, sujeito "sócio 
histórico cultural", noção do corpo, estruturação espacial e diferenciação eu-outro) 
estratégias (interação social, jogo, improvisação e apreciação estética) e os quatro 
elementos da dança (corpo, movimento expressivo, espaço e ritmo), todos 
acompanhados de dicas, sugestões de vivência e sequências didáticas que podem ser 
experimentadas na prática educativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FILME 
 
• Título: Street Dancer 
• Ano: 2020 
• Sinopse: Baseada em Londres , uma equipe de dança indiana e sua rival, uma equipe 
de dança do Paquistão. Eles tentam se mostrar melhores até participarem do Ground 
Zero, uma das maiores competições de dança para diferentes vontades. Sob várias 
circunstâncias e duras memórias eles se reúnem para vencer a competição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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VERDERI, E. B. L. P. Dança na escola. Rio de Janeiro: Sprint, 2000. 
 
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p. 119-128, dez. 1999. 
 
CONCLUSÃO GERAL 
 
Prezado(a) aluno(a), 
 
Como parte do rol de conhecimentos que você irá adquirir durante seu curso, 
trouxemos até você uma compreensão das Atividades Rítmicas e Dança. Na esperança 
de ter somado a suas experiências profissionais e fornecido subsídios para que possa 
progredir em disciplinas correlatas. 
Fizemos também uma revisão de conceitos básicos. De posse desses 
conhecimentos, você já é capaz de integrar formas interdisciplinares, interligando 
conhecimentos e abrindo novos horizontes para o seu progresso e, da ciência. 
Esta talvez seja sua primeira obra sobre este conteúdo, no ambiente universitário. 
Lembre-se de ter um inconformismo positivo, ou seja, não se contente somente com esta 
obra, ela deve ser apenas a primeira de muitas que você terá contato durante sua vida 
profissional. 
Sucesso! 
 
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!

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