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Em relação à síndrome metabólica, responda:
a) O que é?
A síndrome metabólica é associada a uma obesidade das vísceras do corpo,
obesidade na região do abdômen, resistência a insulina, 25% da população
mundial apresenta essa síndrome. Maior depósito de tecido adiposo nas
vísceras, e o tecido adiposo vai levar a resistência da insulina, dislipidemia,
diabete no paciente e hipertensão.
A resistência à insulina ocorre quando células do corpo, principalmente,
células hepáticas, ou seja, as células do fígado e dos músculos não estão
captando o açúcar que está no sangue, ou melhor, as glicoses do sangue (
células hepáticas que não estão permitindo que a glicose que está no sangue
que entre nelas ).
Quando as células do nosso corpo, principalmente do fígado e do músculo
nas captam o açúcar, glicose que está no sangue, o corpo tem uma
resistência. A glicose fica elevada.
Por que ocorre a resistência à insulina? A insulina se liga com o seu receptor,
mas a insulina não vão ter a capacidade de sinalizar a tirosina, que é
fundamental para poder atuar e ativar sobre o glut 4, e assim, essa insulina
vai ativar outro aminoácido, por exemplo a serina, e esse aminoácido não tem
compatibilidade com o glut 4, e assim a serina não ativa o glut4, não
exterioriza. A glicose ao invés de entrar dentro da célula, pelo glut 4, ele
passa direto e fica na corrente sanguínea.
Nas duas últimas décadas, ocorreu um aumento preocupante no número de
pessoas com SM em todo o mundo, corroborando a epidemia global de
obesidade e DM2. Paralelamente, e com incidência cada vez maior, a SM é
considerada fator de risco tão importante quanto o tabagismo no
desenvolvimento de doenças cardiovasculares; SM aumenta a mortalidade
cardiovascular em seis vezes. Estatísticas brasileiras mostram que a
prevalência de SM é de 35,5% em pessoas com doenças cardiovasculares e
em 8,6% naquelas sem essas doenças.
b) Quais as possíveis causas?
As causas da síndrome metabólica são multifatoriais e incluem uma
combinação de fatores genéticos, estilo de vida e obesidade. A resistência à
insulina, que é uma condição em que as células do corpo têm dificuldade em
utilizar efetivamente a insulina, é um dos principais componentes da síndrome
metabólica. A obesidade abdominal, especialmente a acumulação de gordura
ao redor da cintura, é um fator de risco importante para o desenvolvimento da
síndrome metabólica.
Os principais fatores de risco da síndrome são sedentarismo e dieta rica em
gorduras e carboidratos, o que contribui para as duas características clínicas
principais dessa entidade: obesidade central e resistência à insulina.
Nas duas últimas décadas, ocorreu aumento preocupante no número de
pessoas
com SM em todo o mundo, corroborando a epidemia global de obesidade e
DM2.
Paralelamente, e com incidência cada vez maior, a SM é considerada fator de
risco
tão importante quanto o tabagismo no desenvolvimento de doenças
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), a SM está presente
em
indivíduos com aumento da circunferência abdominal (característica que deve
estar
presente em todos os casos) e alteração em dois ou mais dos seguintes
elementos:
pressão arterial, glicemia de jejum, colesterol HDL e triacilglicerol. Os pontos
de
corte circunferência da cintura são específicos para grupos étnicos e devem
ser
considerados na definição, assim como os dos demais componentes da SM.
Embora o peso corporal não seja sozinho um definidor diagnóstico da
síndrome, a
maioria das pessoas com SM é obesa ou tem sobrepeso. Predisposição
genética,
inatividade física, tabagismo, ganho ponderal progressivo, dieta rica em
carboidratos
refinados e gorduras saturadas e pobre em fibras alimentares contribuem
para o
desenvolvimento da SM. A prevenção primária da SM constitui um grande
desafio
contemporâneo e tem inegável repercussão na saúde das pessoas.
Baixo peso ao nascimento, adiposidade abdominal, circunferência cefálica
pequena
e histórico familial de sobrepeso ou obesidade podem ser úteis para detectar
crianças com maior risco de desenvolver SM na adolescência. Bebês grandes
para
a idade gestacional têm alto risco de SM e de alteração no perfil lipídico
(baixo
colesterol HDL e triacilgliceróis elevados). A obesidade infantil tende a
acompanhar
o indivíduo até a fase adulta; 80% das crianças obesas se tornam adultos
obesos.
IMC aumentado na infância é o melhor preditor de SM em adultos, sugerindo
que a
identificação precoce de crianças em risco pode reduzir a incidência de
aterosclerose e DM2 em adultos
c) Quais os sinais e sintomas?
Sintomas Fadiga e fraqueza: devido à dificuldade das células em utilizar
eficientemente a glicose como fonte de energia. Aumento da frequência
urinária: em casos de diabetes não controlado, os níveis elevados de glicose
no sangue podem levar a um aumento da produção de urina. Sede excessiva:
também relacionada aos níveis elevados de glicose no sangue e à produção
aumentada de urina. Aumento do apetite: em alguns casos, a resistência à
insulina pode estar associada à dificuldade de sinalização da saciedade,
levando ao aumento da sensação de fome.
Sinais:
Obesidade central: Acúmulo excessivo de gordura na região abdominal.
Resistência à insulina: Dificuldade das células em responder adequadamente
à ação da insulina, levando a níveis elevados de glicose no sangue.
Dislipidemia: Alterações nos níveis de lipídios no sangue, como aumento dos
triglicerídeos e diminuição do colesterol HDL (conhecido como colesterol
“bom").
Hipertensão arterial: Pressão arterial elevada, geralmente acima de 130/85
mmHg. Intolerância à glicose: Incapacidade do organismo de processar
adequadamente a glicose, resultando em níveis de açúcar no sangue mais
elevados do que o normal. Inflamação crônica de baixo grau:
Presença de marcadores inflamatórios no organismo, indicando uma resposta
inflamatória persistente em baixo nível. Alterações na coagulação sanguínea:
Aumento da tendência à formação de coágulos no sangue.
d) Quais as consequências?
Doenças cardiovasculares: A presença da síndrome metabólica está
associada a um maior risco de desenvolvimento de doenças do coração,
como doença arterial coronariana, angina, infarto do miocárdio e acidente
vascular cerebral (AVC). Isso ocorre devido ao acúmulo de fatores de risco,
como hipertensão arterial, dislipidemia e resistência à insulina.
Diabetes tipo 2: A resistência à insulina, um dos componentes da síndrome
metabólica, pode levar ao desenvolvimento do diabetes tipo 2. Nesse caso,
as células têm dificuldade em utilizar a insulina adequadamente, resultando
em níveis elevados de glicose no sangue.
Esteatose hepática não alcoólica: A síndrome metabólica também está
associada à esteatose hepática não alcoólica, uma condição na qual ocorre o
acúmulo excessivo de gordura no fígado. A resistência à insulina e a
obesidade central são fatores de risco importantes para o desenvolvimento
dessa condição. A esteatose hepática não alcoólica pode progredir para a
inflamação do fígado (esteato-hepatite não alcoólica) e, em casos mais
graves, para a cirrose hepática. Distúrbios do metabolismo lipídico: A
dislipidemia, caracterizada por níveis anormais de lipídios no sangue, é
comum na síndrome metabólica. Esses distúrbios lipídicos incluem níveis
elevados de triglicerídeos, diminuição do colesterol HDL (conhecido como
colesterol "bom") e aumento do colesterol LDL (conhecido como colesterol
"ruim"). Essas alterações podem aumentar o risco de doenças
cardiovasculares.
Distúrbios do metabolismo lipídico: A dislipidemia, caracterizada por níveis
anormais de lipídios no sangue, é comum na síndrome metabólica. Esses
distúrbios lipídicos incluem níveis elevados de triglicerídeos, diminuição do
colesterol HDL (conhecido como colesterol "bom") e aumento do colesterol
LDL (conhecido como colesterol "ruim"). Essas alterações podem aumentar o
risco de doenças cardiovasculares.
Distúrbios do sono: A síndromemetabólica pode contribuir para distúrbios do
sono, como a apneia do sono, que é caracterizada por pausas respiratórias
durante o sono. Isso ocorre devido à associação entre obesidade, resistência
à insulina e alterações na função respiratória.

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