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UNIDADE 2 | METODOLOGIA DO ENSINO DE ATIVIDADES AQUÁTICAS 94 o braço e penetra mais ou menos profundamente na água, conforme se trate de um nadador de velocidade (pouco profundo) ou de meio fundo (mais flexionado) (CARVALHO, 2008). Devemos tentar o “apoio” e a pressão pelo músculo flexor do carpo, sendo que o dedo mínimo estará ligeiramente voltado para fora quando iniciarmos um movimento para baixo desse dedo e uma condução da mão com a palma voltada para dentro, tentando manter a pressão na ponta dos dedos e na palma da mão até o fim da empurrada. A flexão excessiva do cotovelo faz com que a mão fique muito próxima ao corpo do nadador e, embora a tração seja mecanicamente mais fácil, ela será menos efetiva (CARVALHO, 2008). A boa dobra máxima dos cotovelos se aproxima de 90° na fase de impulso da braçada agindo “paralelamente” ao eixo do corpo, sendo mais marcada no momento da passagem da mão na vertical do ombro, apontando para a lateral da piscina, criando um potente deslizamento da mão e do antebraço, proporcionando uma aceleração progressiva durante a braçada. Os dedos são posicionados de maneira a se moverem no plano vertical e central do corpo. O movimento excessivo da mão cruzando este plano central em qualquer direção tende a introduzir uma rotação longitudinal do corpo e aumentar a superfície de atrito. A rotação interna (ou medial) dos braços, que “coloca” o cotovelo em posição alta e avançada, deve ser compensada por uma rotação externa do antebraço para que a direção da mão possa ser mantida, é item fundamental para a propulsão do nado (CARVALHO, 2008). 3.2.3.2 Posição final O braço se encontra entre o pescoço e a linha média do corpo, mais ou menos embaixo de seu ombro. O cotovelo, em máxima flexão, mira para fora e ligeiramente para cima. A mão se encontra no momento de menor profundidade e deve terminar dirigida para fora, atrás e acima com o fim de preparar a seguinte curva (CARVALHO, 2008). 3.2.4 Empurre Podemos dizer que é o movimento do braço que vai desde a máxima flexão do cotovelo, até sua extensão completa, que ocorre com o polegar passando próximo da coxa da perna em ação, com a palma voltada para dentro. É o ponto de maior velocidade na rotação dos braços (CARVALHO, 2008).