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Aula 2 - E-Business e E-Commerce

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E-BUSINESS E E-COMMERCE 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Armando Kolbe Junior e 
Prof. Daniel Weigert Cavagnari 
 
 
 
2 
Uma visão geral do e-market place 
CONVERSA INICIAL 
Figura 1 – E-market place genérico 
 
Crédito: RedlineVector/Shutterstock. 
O ambiente no qual ocorrem transações comerciais e negócios na grande 
rede recebe um nome particular: e-market place (termo que também pode ser 
grifado emarketplace, conforme é possível observar em algumas publicações). 
Aqueles que desejam ter sucesso em suas iniciativas de desenvolvimento 
devem atentar para o último tema discutido anteriormente, quando questionamos 
vantagens e desvantagens do comércio e dos negócios eletrônicos, conhecendo 
também o que a localidade representa. 
CONTEXTUALIZANDO 
Seguindo a linha de raciocínio aqui estabelecida, a conceituação de e-
market place pode ser resumida como uma localidade na qual ocorre um 
processo empresarial integrado que, com a utilização das tecnologias digitais da 
informação e comunicação (TDIC), permite que seus componentes (que serão 
analisados a seguir) desenvolvam suas atividades de comércio e negócios 
 
 
3 
eletrônicos, com propostas diferenciadas que visam apresentar sucesso na 
captação, engajamento e fidelização do consumidor (empresa ou pessoa física). 
O conhecimento detalhado sobre essa localidade é um dos principais 
fatores que influenciam para a criação de uma estrutura favorável ao 
desenvolvimento de novos negócios. Nesta aula, vamos tratar de atividades, 
componentes, formas de colocação de catálogos online e modelos de negócio, 
com o objetivo de facilitar o desenvolvimento do comércio e de negócios na 
grande rede. 
Com isso, escolha seu e-market place na internet, preste atenção às suas 
características e mentalize as principais diferenças, em comparação a um market 
place tradicional. 
TEMA 1 – VISÃO GERAL DE UM E-MARKET PLACE 
 
Crédito: Eucalyp/Shutterstock. 
 
 
4 
Um e-market place é similar aos market places tradicionais. Os processos 
desenvolvidos na grande rede são similares àqueles desenvolvidos por 
empresas tradicionais, com toda a complexidade inerente aos ambientes 
virtuais, mas com um desafio a mais a ser superado. Neste tema, vamos 
apresentar uma visão ampla, sem maiores detalhamentos operacionais da 
infraestrutura que dá suporte aos processos que possam ocorrer. 
A primeira curiosidade das pessoas que querem saber o que significa 
essa nova “tecnologia digital” colocada como chamariz para desenvolvimento de 
comércio e negócios eletrônicos na internet é saber o que isso é e onde está. De 
uma forma resumida, podemos responder a esse duplo questionamento agora 
mesmo. 
Um e-market place é um site da web, criado para facilitar o 
desenvolvimento de comércio e negócios. Costuma ser criado por um conjunto 
de programas de computador, normalmente denominados aplicativos (os 
famosos APPs de múltiplas finalidades). 
Quando uma coisa fazia praticamente tudo o que desejávamos, se dizia 
que ela “somente faltava falar”. Agora, nos dias atuais, nem isso mais falta. 
Os emarketplaces já falam, com vozes mais ou menos humanas, 
revelando um conhecimento sobre o usuário, que pode assustar, principalmente 
se quem está acessando o conhecimento já é algum velho usuário. Pessoas 
mais velhas cochicham entre si – “coisa do demônio” e se entreolham 
assustadas. As pessoas que ali trabalham, estão dispostas a facilitar os mais 
diferentes tipos de transação. Sabido o que é e quem cria, na sequência é 
importante saber como eles são, ou ver um exemplo. Os sites da Amazon e do 
eBay são os exemplos mais utilizados pelos professores. 
É possível fazer “quase tudo” por meio da navegação; empresas e 
pessoas físicas encontram o que querem, tendo inclusive acesso a informações 
governamentais. Se você estiver próximo ao seu computador, navegue um 
pouco por essa localidade. Nada se perde e tudo, ou quase tudo, se transforma 
em dinheiro para quem o utiliza do outro lado do balcão, que flui dos bolsos dos 
usuários. 
Um e-market place realmente faz de tudo e procura satisfazer a todos, em 
um ambiente de elevada competição. Os dois exemplos mencionados são e-
market places de varejistas únicos, em suas versões comerciais; há outras 
localidades, similares a essas, mais voltadas para a área de negócios. Como 
 
 
5 
exemplo, podemos apontar o site de vendas de computação em nuvem da 
Amazon. 
Com a evolução do conhecimento, tanto de quem vende, quanto de quem 
compra, é possível observar, depois de diversas atividades de navegação na 
grande rede, que os consumidores não gostam de usar APPs de varejistas 
únicos. Muitos novos sites, com maior probabilidade, vão carregar aplicativos 
que oferecem variedades de produtos mais largas do que uma loja pode 
oferecer. Isso é uma das apelações principais de um mercado. 
Entretanto, ao mesmo tempo em que é um chamariz adicional, essa 
proposta se revela perigosa, no sentido de que quem controla o e-market place 
passa a depender de velocidades de atendimento variáveis, atendimentos 
diferenciados, que não apresentam uma qualidade necessária e suficiente, para 
não comprometer quem está no controle. Se você lembrar do poder da multidão, 
vai observar que esse é um risco elevado e que pode ter consequências 
drásticas. 
Um dos e-market places mais acessados, e que pode ser considerado 
como um exemplo, é o site do Mercado Livre, que, com a variedade de comércio 
e negócios, atinge cifras que poucos imaginariam que fosse possível pouco 
tempo atrás. Já no ponto de entrada, é possível observar a grande variedade de 
negócios possíveis, escolhidos a partir de uma caixa de texto, para que o 
argumento de pesquisa seja colocado. A partir daí, é possível ir para mares 
nunca dantes navegados, sendo o céu o limite. 
A primeira página conta com inteligência artificial, pois o site que foi 
acessado anteriormente a essa pesquisa era uma busca de jogos de 
computador. Aos poucos, os agentes inteligentes aprendem cada vez mais sobre 
o cliente, podendo iniciar diálogos que fazem parecer que se está falando com 
um agente humano, quando na verdade não é o caso. 
Foram mostrados sites comerciais; há localidades mais sérias e que 
apresentam uma interface gráfica diferenciada. De uma forma genérica, os e-
market places obedecem a uma taxonomia que os divide em verticais, 
horizontais e globais. Os verticais vendem produtos de muitas fontes, mas de um 
único tipo. Um mercado horizontal vende produtos de diferentes tipos, mas 
compartilham uma característica comum. 
 Já os mercados globais vendem de tudo de todos, como os que foram 
 
 
6 
mostrados. É um bom exercício buscar, em suas pesquisas, sites que possam 
ser classificados como de outros tipos. 
Os sites eBay e Amazon, apresentados como exemplos de e-market 
place, são híbridos; vendem coisas próprias e também contam com plataformas 
para que outros possam vender produtos ou fazer diferentes negócios. É 
possível ter uma visão mais ampla consultando o site ComScore1, sugerimos 
que o leitor vá até lá para perceber com clareza o que foi exposto até aqui. 
É preciso destacar um ponto antes de encerrar este tópico. Um e-market 
place não é um site de uma loja, mas sim uma conceituação de novas formas de 
efetivar o comércio e o desenvolvimento de negócios nos ambientes online. 
Cada site apresentado representa uma instância, um exemplo, da conceituação 
maior que foi apresentada. 
TEMA 2 – IMPACTO DOS E-MARKET PLACES NAS ORGANIZAÇÕES 
 
 
Crédito: iDin_PhotoStock/Shutterstock. 
O primeiro impacto que um e-market place pode causar nas organizações 
é deixar fora do mercado aquelas empresas e pessoas que ignoram sua 
importância. Afinal, é uma realidade que, em um tempo não muito distante, todos 
o comércio e negócios desenvolvidos por pessoas físicas ou por empresas 
deverão, de alguma maneira, passar pela granderede mundial. A IoT – Internet 
of Things traz a promessa, que assusta algumas pessoas, de um elevado nível 
 
1 <https://www.comscore.com/por/>. 
file:///C:/Users/lucco/OneDrive/Documentos/Revisão%20&%20Tradução/INTERSABERES/working/%3c
 
 
7 
de integração de todos os agentes sociais, durante quase a totalidade de seu 
tempo, com os mecanismos sociais presentes em rede. 
Tudo o que puder ser feito sem a presença necessária de pessoas, poderá 
ser colocado na rede, a não ser que em algum lugar alguma distopia inorgânica 
crie uma sociedade parecida com aquela que More (2014) identificou em sua 
visão como um local denominado utopia. Quem sabe este tema devesse receber 
o nome de manual de sobrevivência de pessoas e empresas nos ambientes 
virtuais de aprendizagem. 
Já a partir da linguagem utilizada, tudo parece ocorrer de forma 
diferenciada na grande rede. Uma das coisas que não muda é a proliferação de 
atitudes politicamente incorretas: nos ambientes em rede, elas também 
acontecem, com uma denominação pomposa: cibercrime. 
Não é uma realidade tão fácil como poderiam supor os mais otimistas. A 
relação inicial (e depois o uso contínuo acaba por fazer com que todos se 
acostumem), entre pessoas físicas e empresas, se mostra inadiável, e ocorre em 
rede, mesmo que nela não aconteçam transações comerciais ou negócios. 
O estímulo econômico ocorre de uma forma como nunca ocorreu em 
nenhuma das gerações que nos antecederam, e os locais onde ele ocorre 
recebem o nome particular de e-market place, que cria vínculos entre tudo e 
todos; ou seja, qualquer tipo de contato que não seja físico é possível de 
acontecer. O teletrabalho já está em andamento, mas parece não receber muita 
propaganda, para não levar para a rede o ambiente de alta competitividade 
presente nos mercados tradicionais. 
Se o desemprego nos ambientes presenciais assusta, quando tudo estiver 
debaixo do manto não tão protetor dos ambientes em rede, o desemprego em 
massa digital deve multiplicar centenas de vezes esse nível de preocupação. 
Uma visão típica da panaceia universal está devidamente encaminhada, com o 
beneplácito de uma parafernália eletrônica nunca vista. Os sistemas 
interpessoais e interorganizacionais se multiplicam entre as luzes e cores da 
sociedade do espetáculo, imaginada por Debord e descrita em um tom 
apocalíptico por Oliveira (Oliveira, 2018). 
As organizações devem ser capazes de conceber novas formas de 
comunicação, que estejam apoiadas em um sistema de informação 
interorganizacional, voltado para as três fases de um processo de comércio ou 
negociação eletrônica: facilitar as transações online ao máximo; determinação e 
 
 
8 
empenho extremos na fase de pré-venda; e criação de um processo fidelizador 
de alta eficácia na interação pós-compra. Não é diferente do que é necessário 
ser feito em outros meios; a diferença está nas formas como essas atividades 
deverão ser efetivadas. De nada adianta carregar para os ambientes virtuais os 
mesmos procedimentos desenvolvidos em ambientes tradicionais, por mais que 
eles tenham demonstrado eficiência. No ambiente em rede, tudo deve ser 
diferente. 
Nos mercados eletrônicos, tudo pode ser vendido e comprado 
diretamente, sendo eliminados custos de intermediários, por mais que isso traga 
elevadas taxas de desemprego. Ganha destaque o que Di Masi (2001) imaginou 
como uma sociedade apoiada na economia do ócio criativo, como uma das 
novas formas de empregos existentes na sociedade atual e com maior destaque 
para a sociedade de um futuro muito próximo – que, em muitos lugares, já está 
sendo vivenciado. 
Para as empresas, resta aprimorar as respostas aos três principais 
desafios postos, que não mudaram e são válidos desde os tempos em que 
comprávamos nosso pãozinho francês na padaria do português Manuel da 
esquina, nos saudosos tempos da caderneta, que muitos tentam fazer ressurgir. 
Esses questionamentos são: que impacto relevante é possível estabelecer para 
chamar a atenção de um consumidor? Que tipo de abordagem inicial deve ser 
trabalhada com uma geração digital, totalmente diferente daquela que os 
vetustos departamentos de estratégia enxergam, e que vivem uma vida 
diferente, como posto na visão de Mattar (2012)? Que tipo de acompanhamento 
deve ser desenvolvido? 
É preciso não esquecer que tudo isso está sob a visão atenta de toda uma 
sociedade digital. Há o perigo de ter seu prestígio duramente adquirido, perdido 
em um passe de mágica (erro fatal), pela queda da espada de Dâmocles, 
suspensa sobre sua cabeça por um finíssimo fio, que pode arrebentar a qualquer 
vacilo. Toda a facilidade que os mercados virtuais dão, eles podem retirar em 
uma velocidade acelerada. 
Dessa forma, há impactos na migração de pessoas e empresas para 
desenvolver comércio e negócios em ambientes em rede. Todas as vantagens 
dos diversos processos que podem ser desenvolvidos foram transferidas para o 
lado do cliente. A personalização derruba a padronização prevista como 
 
 
9 
ferramenta para enlouquecer todos aqueles que trabalhavam na perspectiva da 
produtividade total. 
A alienação que facilitava o processo de vendas agora cai por terra, já que 
temos um registro online do que os consumidores acham sobre todos os 
aspectos de um produto. Uma câmara com alguns pixels a mais, ou que 
oferecem a possibilidade de inserir uma moldura, ou distorcer de forma caricata, 
podem carrear milhares de reais para as contas de um designer com uma visão 
mais próxima do desejo do mercado. 
Parece que o dumping incorreto de preços já não tem o mesmo efeito. 
Prevalece a máxima de que o barato pode sair caro, e nem mesmos preços mais 
arrasadores podem atrair os interessados, como está acontecendo, por exemplo, 
no mercado educacional, com oferta de cursos a valores de R$ 50,00 por mês, 
o que impossibilita qualquer desejo de qualidade que ainda possa persistir. A 
distribuição ganha destaque e as falhas na entrega de produtos podem “queimar” 
uma marca. 
Não acompanhar a tendência dos mercados pode deixar desempregados 
nos setores de marketing, como ocorreu com aqueles que deploraram a oferta 
de streaming de vídeo, que levaram à bancarrota todos os que não enxergaram 
uma nova tendência, como o fizeram os visionários da NetFlix. Os manuais com 
letras minúsculas devem ser trocados por uma profusão de metadados que 
facilitem a compreensão de para que serve cada um dos minúsculos botões de 
muitos aparelhos eletrônicos que são desenvolvidos, como se o fossem para 
uma geração de liliputianos, no meio de uma geração de gigantes, pelo menos 
em conhecimento tecnológico. 
A inteligência competitiva chegou para substituir de vez o encanto das 
aventuras de espionagem vividas pelos “James Bonds” que proliferam em uma 
sociedade não digitalizada, onde tudo o que se mostra, ainda que timidamente, 
certamente será visto por uma infinidade de pessoas. Os voyeurs digitais 
assumem o lugar dos charmosos agentes secretos; em seu lugar, 
diuturnamente, em frente aos computadores observam tendências, registrando 
resultados e tentando descobrir como implantar a estratégia do oceano azul, 
propriamente definida por Kim e Mauborgne (2018). Buscam na inovação, e não 
 
 
10 
mais na imitação aprimorada do que os outros fazem, novas formas de 
conquistar o mercado. 
Pode parecer que tudo que acontece na rede está sujeito a riscos. Muitas 
pessoas se assustam quando tal fato recebe, dos especialistas nas áreas de 
marketing, um meneio de cabeça positivo, de concordância. “Se correr o bicho 
pega, se ficar o bicho come”, deixa de ser letra de música e se torna uma 
metáfora adequada ao que está acontecendo no mercado. 
Na atualidade, um outro impacto corre por fora das raias oficiais das pistas 
de maratona em que se transformaram os mercados: as fake news. Se pagar 
pelos erros cometidos é duro, pagar por erros que não foram cometidos é muito 
pior. Boatoscolocados na rede também podem destruir as organizações. É 
preciso adotar como norma o bom costume de acreditar que os consumidores 
são inconstantes, e mais ainda os consumidores virtuais. Por mais eficientes que 
sejam as propostas de premiação da fidelização, ela pode deixar de existir ao 
menor marulho que um boato possa ocasionar. 
Como superar todos esses impactos: Dobrando o salário das pessoas que 
têm criatividade, especialmente quando apresentam facilidade para estabelecer 
um relacionamento empático, ou conseguem antever as tendências do mercado. 
Elas sempre são tempestades ou bonanças anunciadas, postas às claras pela 
visão de pessoas eficazes. Nunca foi tão necessária a criação de equipes de 
marketing arrasadoras, com profissionais que sempre foram considerados como 
malandros e enganadores, elevados à condição de heróis. 
Tema 3 – leilões, Catálogos eletrônicos e mecanismos de pesquisa 
 
Crédito: Kreus/Shutterstock. 
 
 
11 
Vamos dar continuidade a um processo de aquisição de conhecimento 
sobre o e-commerce e o e-business, que teve início quando você começou o seu 
curso, apoiados na inovação e na tecnologia, que dá sustentação às 
organizações que se veem sob a imposição de uma perspectiva de atuação de 
acordo com o proposto para a indústria 4.0. Assim, dedicaremos parte desta aula 
ao tratamento de alguns temas marginais, ainda que importantes para permitir o 
enfrentamento dos desafios colocados para organizações que adentram o átrio 
dos e-market places. 
3.1 Leilões eletrônicos 
Com relação a novos setores, é importante conhecer, de forma mais 
completa, os leilões eletrônicos, como importante ferramenta de negociações. 
Aqui ressaltamos a importância do marketing de conteúdo, que exige o 
aprimoramento de técnicas para a produção de catálogos eletrônicos. Para 
finalizar esses complementos, é importante tecer considerações sobre o 
desenvolvimento de pesquisas com foco diferenciado, que também serão 
levadas em consideração. 
Os leilões eletrônicos podem ser diretos ou reversos. 
 
Crédito: Macrovector/Shutterstock. 
Os leilões eletrônicos representam tanto comércio como negócios 
desenvolvidos nos ambientes em rede. Quando são negócios, caracterizam o 
B2B em ação. Quando envolvem consumidores e organizações, eles são 
considerados como C2C ou B2C, siglas que já discutimos neste material de 
estudo. 
 
 
12 
Mercadorias são oferecidas e os clientes efetivam as suas ofertas. O leilão 
é transparente, podendo ocorrer em iniciativas síncronas (que estamos 
referenciando mais diretamente neste momento), ou desenvolvidas de forma 
assíncrona, permanecendo ativo durante tempo necessário ou estipulado pelos 
seus administradores. Eles podem ser desenvolvidos em duas perspectivas 
diferenciadas. Nos leilões diretos, os compradores licitam mercadorias de um 
determinado vendedor ou reversos, caso em que os vendedores licitam para a 
ordem de um determinado comprador. 
Outra classificação, que é mais obscura, não sendo em geral tratada 
abertamente, são os leilões legais e ilegais, aqui assinalados apenas para efeito 
do registro de sua existência. Um dos sites que são mais citados quando se trata 
do tema leilões no ambiente virtual é o já visto anteriormente, o eBay. 
Em leilões, se vende de tudo; os sites que trabalham com leilões buscam 
preservar a legalidade e a garantia de confiança dos usuários, já que, 
principalmente, em leilões de arte, quantias elevadas podem ser trabalhadas. 
Ganha destaque a necessidade de aprimoramento das rotinas de segurança. 
Ressalta-se aqui também o surgimento de leilões populares, que são dirigidos 
pelos próprios vendedores, associados em parcerias que, aos poucos, dão maior 
grau de independência para as pessoas que querem desenvolver comércio e 
negócios na grande rede. 
3.2 Catálogos eletrônicos 
Os catálogos eletrônicos representam o estado da arte do marketing de 
conteúdo, não se resumindo apenas a banners e infográficos, mas constituindo 
portfólios que contêm elevado volume de metadados, que podem representar a 
totalidade de um site de divulgação. Para evitar a poluição eletrônica, da qual 
alguns usuários reclamam, o uso da técnica QRcode tem ganhado um destaque 
sempre maior. 
Segundo os editores da revista Dino, que publica em parceria com a 
revista Exame, os catálogos eletrônicos podem ser considerados como uma 
estratégia para a redução de custos operacionais de campanhas de divulgação 
de produtos e negócios. Além disso, possibilitam uma estabilidade maior dos 
preços praticados no mercado. 
Produtos de interesse são adicionados ao “carrinho de compras”, 
permitindo que ao final as encomendas sejam confirmadas ou recusadas, com a 
 
 
13 
finalização do comércio ou do negócio que representam. Existem softwares e 
programas que visam facilitar essa atividade. 
Os catálogos eletrônicos evoluem e, nos dias atuais, eles são 
representados por gigantescos portais, voltados para o desenvolvimento de 
atividades diversificadas daquelas que somente visam a divulgação de produtos. 
Eles são elementos importantes; quanto melhor a interface gráfica com o 
usuário, melhores os resultados que podem ser obtidos. 
Sob quaisquer dos pontos de vista por que uma atividade de pesquisa é 
vista, ela pode ser considerada como uma das mais importantes atividades que 
a serem desenvolvidas em ambientes virtuais. Profissionais que apresentam 
expertise em sua utilização largam na frente na desabalada corrida em busca da 
competitividade, em um mercado altamente competitivo, como é este que 
podemos observar na atualidade. 
3.3 Mecanismos de busca 
Quem traz facilidades para o desenvolvimento das pesquisas são os 
denominados “mecanismos de busca” ou “motores de busca”, com largo 
utilizados. Do resultado de sua publicação, podemos montar a seguinte lista, 
sugerindo ao leitor que entre em cada um deles e desenvolva uma atividade de 
workshop, utilizando o mesmo argumento de pesquisa, para tirar a sua própria 
conclusão sobre o mecanismo de busca que seja mais do seu gosto destaque 
para o Google. Em seu blog, Rafa Torres (2018) facilita a vida dos navegantes 
ao publicar uma relação dos 10 mecanismos de busca mais utilizados: 
• O <google.com> é o site mais utilizado no Brasil e no mundo, e apresenta 
novidades a cada dia, voltadas para a melhoria das atividades de busca. 
• O <bing.com> está na segunda colocação, e é o preferido de alguns 
navegadores. Ele substituiu o Yahoo e o MSN. 
• O <google.com.br> aparece com destaque como o terceiro de uma lista 
que privilegia o mercado nacional; 
• Na sequência, bem abaixo nas preferências, aparecem o <uol.com.br>, 
que foi o líder em determinada ocasião, até decidir investir mais nos 
portais. 
 
 
14 
Rafa Torres considera importante trazer um site mais voltado para 
localização de coletâneas de artigos sobre diferentes assuntos, sendo bastante 
utilizado no segmento acadêmico. 
Entre os mais destacados observamos ainda os mecanismos 
<ponteiro.com.br>; “tendência.cc>; <achei.com.br>; <sitesnobrasil.com.br>; e o 
<buskaki.com.br>. 
Mais recentemente, surgem os metabuscadores, que coletam resultados 
de diferentes sites, postos na ferramenta como valores default, ou que são 
escolhidos. O melhor exemplo é o site <copernic.com>, que vale a pena visitar. 
TEMA 4 – OS MUNDOS VIRTUAIS, FERRAMENTAS WEB E O SEU USO NO 
EC E EB 
 
 
Crédito: jamesteohart/Shutterstock. 
 “Mundos virtuais” é uma expressão genérica que abrange todos os 
segmentos colocados na grande rede, efetivando a cibercultura, considerada 
como a reunião de todas as pessoas que estão, de uma forma ou de outra, com 
uma intenção ou outra, relacionadas na grande rede. Lévy (1999) definiu o termo 
cibercultura, considerando-o como uma verdadeira antropologia dos diferentes 
mundos virtuais que podem ser encontrados na grande rede. 
A Techopedia (2019) nos apresenta uma definição completa sobre ovocábulo dos mundos virtuais, que em seu verbete considera o termo como 
sinônimo do vocábulo mundos digitais em uma visão similar àquela colocada por 
Levy (1999). Aqui os mundos virtuais são divididos em duas diferentes vertentes: 
 
 
15 
os mundos virtuais baseados no entretenimento e os mundos virtuais em 
comércio e negócios. 
Esta separação é apropriada e permite enxergar a proposta da 
interatividade em sua integralidade. Houve tempo em que se imaginou que eles 
seriam extensivamente utilizados, mas o elevado custo e deficiências 
tecnológicas que não mais existem na atualidade, permitem antever a sua 
utilização de forma extensiva, trazendo para junto desta comunidade as 
atividades educacionais, agora desenvolvidas com elevado destaque ao aspecto 
lúdico e à atratividade que ele traz para o ser humano. 
Na atualidade, podemos visualizar um recrudescimento dessa proposta, 
com esses mundos sendo populados com avatares suportados pelas atividades 
de inteligência artificial, que não são muito ao gosto de todos, conforme era a 
proposta inicial dos seus defensores. Hoje essa proposta é combatida com um 
pouco mais de consciência sobre os problemas sociológicos que poderá trazer, 
inflamando ainda mais o conflito e as lutas entre o capital e o social, mas ainda 
não o suficiente para superar o medo do estabelecimento da tecnocracia em 
nossa sociedade. Os mundos virtuais voltados para o entretenimento vivem a 
ficção científica com todo seu vigor. 
Outro tipo de mundos virtuais são os mundos baseados na interação 
social, utilizados em educação, treinamento, com navegação livre e aberta pelos 
mundos simulados. Aqui é possível perceber em toda a sua extensão a liberação 
da imaginação do ser humano, que oscila entre os limites do politicamente 
desejável e do politicamente incorreto, com predominância para esse último, 
pelo menos no contexto atual, o que se desejaria mudar. 
O comércio e os negócios desenvolvidos nos ambientes virtuais estão 
classificados na segunda vertente, pois são caracterizados por uma atividade 
interativa que pode chegar a extremos. Há pessoas que praticamente colocam 
suas vidas nesses mundos, com consequências diversas, mas de forma geral 
tidas como indesejáveis, sendo a principal delas a alienação e o afastamento do 
mundo dos vivos. Quando é possível observar a comemoração de casamentos 
e bodas, as mais diversas, de esposas e maridos virtuais, com as características 
do que cada um considera como virtudes, fica cada vez mais forte a sensação 
de que há algo de errado no reino da Dinamarca. 
O ser humano costuma classificar todas as coisas. Existem taxonomias 
apoiadas em todos os parâmetros identificadores possíveis. Não aconteceu de 
 
 
16 
forma diferente com a evolução da Internet. A ela foram associadas “gerações” 
que estão envolvidas par e passo com a evolução tecnológica. 
Assim, tivemos a web 1.0, web 2.0, web 3.0 e, na atualidade, vivenciamos 
a web 4.0, assuntos já tratados antes. Essa classificação atende a diversos e 
diferentes propósitos, relacionados com a associação da tecnologia exponencial, 
como capacidade inerente de mudanças, muitas delas muito significativas, 
pertinentes ao que acontece no tecido social. Por essa razão, muitos 
pesquisadores ainda mantêm este tipo de conceituação. 
Apesar de seguir tal orientação, neste momento vamos tratar das 
ferramentas disponíveis como elementos pertencentes, de forma genérica, à 
web, sem particularizar uma das linhas como melhor, pior, menos ou mais 
evoluída. Nesse raciocínio, consideramos que as tecnologias se somam; há 
tecnologias criadas há décadas que ainda permanecem. 
O foco será colocado, então, em quais as ferramentas que a web coloca 
para os usuários, de forma a facilitar a evolução e o desenvolvimento do 
comércio e a efetivação de negócios na grande rede. Iremos centrar as 
considerações no que é oferecido para usuários finais, sem a preocupação com 
o que acontece para os desenvolvedores de sistemas, que representam os 
aplicativos desenvolvidos. 
Podemos montar uma lista com as de maior destaque: 
• Um dos primeiros aspectos é representado por um conjunto de 
ferramentas wiki que permitem que usuários sem experiência se tornem 
prossumidores (consumidores e postadores de novos conhecimentos). 
Elas são consideradas organizadoras por excelência de tudo o que o 
usuário precisa fazer para controlar a sua caminhada na Internet e 
também para o controle de sua vida pessoal. 
• Ainda no conjunto das ferramentas wiki, é possível que essas pessoas 
obtenham um sem-número de informações e apoio sobre como elas 
 
 
17 
podem ser utilizadas (representada pelo crowdsourcing – o poder da 
multidão efetivado em diferentes ocasiões). 
• Aplicativos para as mais diversas situações (agendas, controle financeiro, 
controle de veículos, consumo de gasolina e outros). 
• Programas editores de texto, planilhas, bancos de dados e um sem-
número de aplicações drag and drop, que permitem que usuários 
desenvolvam aplicações de razoável complexidade, de forma facilitada; 
• Mecanismos de busca cada vez mais apurados. 
• Ferramentas para desenvolvimento de atividades de compra, venda e 
efetivação de negócios. 
• Locais de efetivação da educação aberta. 
• O ensino a distância como uma realidade para a formação permanente e 
continuada. 
• Bibliotecas virtuais com obras de destaque em diversas áreas do 
conhecimento humano. 
• Configurações das mais diversificadas atividades de acompanhamento; 
• Acompanhamento de saúde. 
• Uso de tecnologias vestíveis. 
• Uso de facilidades de computação em nuvem, configurando máquinas 
virtuais que a pessoa pode manipular a partir de qualquer estação plugada 
na rede, a partir de qualquer localidade. 
• Apoio da inteligência artificial em diversas atividades desenvolvidas pelo 
intelecto humano. 
• Atividades de desenvolvimento comunitário de livros, pesquisas, definição 
de novos produtos com a utilização de uma proposta de financiamento 
coletivo denominada crowdfunding, que também se apoia na força 
mostrada pelo poder da multidão. 
Cada uma dessas facilidades pode abarcar diferentes outras atividades 
mais específicas. O que está construído é um grande mosaico de aplicativos, 
desenvolvidos praticamente para monitorar tudo o que um ser humano pode 
fazer em seu processo de imersão nos mundos virtuais. O que foi vaticinado por 
Gates e por Negroponte em obras anteriormente citadas, se mostra para o bom 
observador com pujante utilização. 
 
 
18 
Há uma sinergia possível que surge com a integração de diversas 
facilidades em uma única atividade, potencializando a capacidade do ser 
humano. Ter seu trabalho desenvolvido pelas máquinas é uma proposta atingida 
com sucesso, mas ainda não se sabe realmente qual o verdadeiro impacto dessa 
avalanche de novas tecnologias na vida das pessoas. 
TEMA 5 – PRINCIPAIS MODELOS DE NEGÓCIOS DE E-TAILING 
 
 
Crédito: thodonal88/Shutterstock. 
Neste ponto, entramos em uma situação na qual o número de facilidades 
encontradas é grande, e cresce em uma perspectiva exponencial. Vamos falar 
resumidamente de cada um dos modelos existentes, com um quadro montado a 
partir de pesquisas desenvolvidas, com comentários sobre cada um dos modelos 
apresentados, deixando uma sugestão para que o leitor aprofunde as pesquisas 
sobre aqueles que forem de maior interesse. 
 
 
 
19 
Quadro 1 – Modelos de serviços e-tailing 
Modelo Descrição 
Portais 
Os portais são temáticos e podem levar os usuários ao ponto em que desejarem. 
Existem portais educacionais, para jogos, para viagens, para compra e venda de itens 
e ferramentas, que permitem que pessoas sem experiência façam sua montagem (por 
exemplo, o site wix.com permite a confecção de páginas). 
Fóruns 
Localidades nas quais é possível discutir praticamente tudo. Eles têm acesso livre ou 
controlado e podem ser públicos ou privados. Eles não sãoapenas utilizados em 
atividades educacionais, como muitos pensam. Sites esotéricos, confessionais e de 
orientação política (correta ou incorreta) também são encontrados. As comunidades de 
prática são um destaque particular dessa ferramenta, utilizada extensivamente na 
Internet. 
E-mail 
Diversas facilidades são oferecidas pelos gerenciadores de e-mail. Os mais comumente 
citados são o Outlook, o Google e, vindo na esteira destes dois mais votados, todo um 
conjunto de aplicativos que fornecem a possibilidade de comunicação dos usuários com 
outras pessoas, empresas ou organismos. 
Notícias 
O marketing de conteúdo encontra terreno ideal para se proliferar nos sites de notícias. 
A existência de localidades que distribuem as criticadas fake news acabam por dar 
notoriedade a tais localidades. Elas geralmente são apresentadas como portais e tem 
utilização extensiva. Somente para modificar os exemplos, um dos sites mais visitados 
é aquele oferecido pela empresa UOL. Eles podem ser gratuitos e contar com usuários 
denominados premium, que têm facilidades adicionais. 
Marketing 
O segmento pode ser nominado como as mil faces do marketing. O que começou como 
marketing presencial transformou-se em marketing digital e este se distribui em 
inúmeras faces diferenciadas, das quais vamos citar as seguintes: inbound marketing; 
outbound marketing; marketing de conteúdo; marketing de performance; e-mail 
marketing; marketing social, desenvolvido nas redes sociais; marketing de busca; 
marketing móvel; vídeo marketing; SMS marketing disseminado nos e-mails recebidos 
e enviados; marketing de proximidade; marketing integrado; marketing direto e indireto, 
e assim segue-se com a criação de diferentes nominações. Essa lista pode aumentar 
quando observamos, no mercado, uma classificação mista, ou seja, um tipo de 
marketing que combina dois ou mais tipos dos que foram até agora citados. O grande 
problema é a falta de parcimônia, com o exagero que traz o efeito exatamente contrário: 
o afastamento do cliente. É uma área a ser estudada com cuidado. 
Mídias 
sociais 
Elas foram as responsáveis diretas pela transformação da Internet no maior fenômeno 
de comunicação já criado pelo ser humano. Nos dias atuais, o Facebook, o Twitter, o 
LinkedIn, o Instagram dominam uma área onde diversos aplicativos são apresentados 
como panaceia universal, capazes de solucionar inúmeros problemas de isolamento 
social, ao qual as pessoas se sujeitam, em grande parte pelo medo da violência ou por 
outros fatores sociais. Há pessoas que, com problemas parciais com a rede, ficam sem 
direcionamento do que fazer. Elas parecem viver unicamente em função de seus 
contatos virtuais. Vemos aqui o aumento do teletrabalho e a autorização de atividades 
de terceirização às empresas com microempresários individuais. 
Gestão de 
acessos 
Os motores dos mecanismos de busca efetuam um gerenciamento efetivo de acessos, 
passando informações para os inferidores, que se apoiam na inteligência artificial, com 
controle quase que total de tudo o que as pessoas podem fazer na grande rede. A perda 
da privacidade é praticamente total. Tudo o que as pessoas fazem na virtualidade está 
registrado e pode ser acessado, desde que as empresas que controlam o tráfego 
estejam dispostas a oferecer informações sobre os seus usuários. 
CRM – 
Customer 
Relationship 
Management 
Anteriormente citamos o melhor marketing, como aquele desenvolvido pelo seu Manoel 
da padaria da esquina, que mandava pequenos brindes em datas festivas, tinha sua 
caderneta flexível e quase nunca retirava um sorriso afivelado em uma face alegre e 
bonachona. Reconhecer a existência desse fato não é uma depreciação ao que 
acontece na atualidade, devido ao fato de que toda tecnologia parece estar voltada para 
a recuperação desse grau de satisfação dos usuários com aqueles com os quais se 
relaciona em sua vida comercial. 
Catálogos 
eletrônicos 
Já falamos anteriormente nos catálogos eletrônicos, mas eles não podem ser 
esquecidos; aqui estão novamente citados como um dos meios mais eficazes de 
marketing. O aspecto lúdico e a alta tecnologia envolvida, que pode incluir a realidade 
3D e a realidade virtual, atuam como eficazes ferramentas de marketing. 
Eventos 
Há sites que registram praticamente todos os eventos de interesse que ocorrem na 
sociedade. O destaque, como não poderia deixar de ser, são aqueles de ressonância 
global, mas praticamente todos, com maior ou menor transparência, são registrados. 
Além do registro, eles podem estabelecer rotinas de marketing agressivo, utilizando uma 
das diversas formas (não todas) apresentadas neste documento. 
(continua) 
 
 
 
20 
(continuação do Quadro 1) 
Revistas e 
bibliotecas 
virtuais 
Associadas às bibliotecas virtuais, as revistas registram praticamente todo o 
conhecimento criado pelo intelecto humano. Fica para trás toda dificuldade encontrada 
pelos pesquisadores de décadas anteriores, que tinham na leitura de livros o único 
recurso de fichamento, de forma a obter referencial teórico consistente. Ainda há algum 
fator resistência que, aos poucos, vai sendo superado. 
Educação 
aberta 
Sites para MOOCs – Massive open online courses levam à efetivação de uma das 
propostas mais esperadas: a educação aberta. A educação se liberta das amarras de 
limitações incompreensíveis, colocadas como requisitos para que formações 
específicas fossem obtidas. Há um sentimento de libertação no ar, mas ele ainda não 
foi aceito de forma completa pelos órgãos reguladores da educação em nosso país. A 
existência de movimentos que estão voltadas à criação dos REA – Recursos 
Educacionais Abertos culmina na superação da dificuldade de obtenção de materiais 
para estudo. 
Encontros 
Aqui é possível encontrar a realização de praticamente todas as fantasias humanas, 
independentemente de sua validade social ou moral. Os sites de encontro prestam tanto 
um serviço, como um desserviço às atividades de procura do ser humano por 
companhia, capaz de afastar seus medos e atender suas necessidades. 
Leilões 
Esta facilidade já foi descrita anteriormente, mas sua menção como recurso disponível 
não pode ser esquecida. Consulte o que foi visto em tópico anterior. 
Localidades 
temáticas 
Tudo o que não foi descrito anteriormente pode ser considerado, de forma genérica, 
como uma localidade temática, normalmente atendida por portais cada com 
características particulares. 
TROCANDO IDEIAS 
Você já deve ter ouvido falar dos e-market places eBay, Mercado Livre, 
entre outros. Sabe como funcionam os leilões nesses sites? Pesquise, 
entreviste, descubra a prática dos leilões eletrônicos e apresente sua opinião e 
sua experiência. 
NA PRÁTICA 
Diferentemente dos automóveis, os conceitos de 1.0, 2.0 e etc., para os 
termos tecnológicos, não têm o sentido do número de cilindradas na câmara do 
motor, mas com versões de novos produtos, geralmente melhorados. 
Se a web tem seu progresso, embora não se trate de um ponto único e 
exclusivo, apresente quais características definem as conhecidas Web 1.0, Web 
2.0, 3.0 e 4.0. 
FINALIZANDO 
Ouvimos falar sobre comércio eletrônico, negócios na internet e diversas 
formas de reproduzir, no virtual, o que estamos acostumados ao mundo real. 
Quem diria, a internet se tornou um local em que até mesmo shoppings virtuais 
podem ser encontrados. Nesses e-market places é possível comprar, vender, 
leiloar, negociar, barganhar e até mesmo corromper. As particularidades dos 
mercados tradicionais (físicos) funcionam dentro e fora de seus espaços 
 
 
21 
(estacionamento, flanelinha, mendigo a engraxate). Na internet, não é muito 
diferente, pois muitas vezes compramos de uma loja na web pensando ser outra. 
E não, não erramos na pesquisa ou nas palavras-chave. Nem erramos – o 
produto é aquele, mais rápido ou mais barato, você escolhe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
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