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Antibioticoterapia

Resumo sobre antibióticos: espectro (Gram+/Gram−/anaeróbios), uso hospitalar vs ambulatorial, bacteriostáticos vs bactericidas, coleta de culturas e empírico, causas da multirresistência, classes com exemplos, lista de patógenos e orientações para MSSA/MRSA, ESBL, KPC e Pseudomonas.

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- O mais importante para saber sobre os antibióticos é se tal classe é para 
Gram-positivo, Gram-negativo ou anaeróbios, qual a cobertura e o espectro 
do antibiótico escolhido, qual é o foco da infecção, se o tratamento da 
infecção é hospitalar (antibiótico será por via endovenosa, pois o paciente é 
internado) ou ambulatorialmente (antibiótico será por via oral, o paciente 
toma em casa), se o antibiótico é mais usado em infecções hospitalares ou 
infecções comunitárias, se são administrados por via oral ou via endovenosa, 
etc. 
- Sabendo qual antibiótico usar, fica mais fácil pesquisar a dose 
individualizada para cada paciente nos guidelines de determinada doença. 
- As superbactérias são bactérias resistentes (multirresistentes) a 3 ou 
mais classes de antibióticos já testados (através do antibiograma), as 
chamadas MDR (Multi Droga Resistente). 
- Antes de tratar o paciente, é indicado sempre colher a cultura antes, mas 
em alguns casos já podemos começar com o tratamento empírico. 
- Sempre ter bom senso na hora de prescrever, fazer o escalonamento de 
antibióticos (do mais “fraco” para o mais “forte). 
 
- Multirresistência (o principal problema). 
- Prática da má prescrição. 
- Automedicação (hoje em dia há leis que restringem a compra de 
antibióticos nas farmácias, diminuindo a automedicação dos pacientes e, 
consequentemente, a multirresistência bacteriana). 
- Uso em animais e agricultura. 
- Programas de controle inadequados ou inexistentes (todo hospital é 
obrigado a ter uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, onde deve 
haver um infectologista que controla o uso dos antibióticos naquele hospital 
Giovanna Lopes 
– infelizmente, a maior parte dos hospitais públicos não possuem essa 
Comissão). 
- Falta de laboratórios capacitados (nem todos os laboratórios fazem 
cultura automatizadas, as quais dão o resultado em 48 a 72h). 
- Indústria farmacêutica (ultimamente, as indústrias não estão produzindo 
novas classes de antibióticos, mas estão produzindo novas drogas 
associando-as com antibióticos já existentes). 
 
- Bacteriostático: Inibem o crescimento e a reprodução bacteriana, sem 
provocar morte imediata da bactéria. 
- Bactericida: Matam, lesam e destroem a bactéria ao atuar em processos 
vitais para a célula. 
 
- β-Lactâmicos: penicilinas, cefalosporinas, carbapenêmicos, 
monobactâmicos. 
- Quinolonas: ciprofloxacina. 
- Glicopeptídeos: vancomicina. 
- Aminoglicosídeos: amicacina e gentamicina. 
- Nitroimidazólicos: metronidazol. 
- Glicilciclinas: tigeciclina. 
- Polimixinas: colistina. 
- Lipopeptídeo: daptomicina. 
 
- Oxazolidinonas: linezolida. 
- Macrolídeos: claritromicina. 
- Lincosaminas: clindamicina. 
- Cloranfenicol. 
- Sulfonamidas: SMT-TMP. 
- Tetraciclinas: doxiciclina. 
 
- Estreptococos: Streptococcus pneumoniae, Streptococcus viridans, 
Streptococcus agalactiae. 
- Estafilococos: Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, 
Staphylococcus saprophyticus, Staphylococcus haemolyticus. 
- Enterococos: Enterococcus faecalis. 
 
- Clostridium. 
- Bacteroides fragilis. 
 
- Neisseria meningitidis. 
- Haemophilus influenzae. 
- Pseudomonas aeruginosa. 
- Acinetobacter baumannii. 
- Klebsiella pneumoniae. 
- Klebsiella oxytoca. 
- Escherichia coli. 
- Enterobacter cloacae. 
- Salmonella spp. 
- Serratia marcescens. 
- Proteus mirabilis. 
 
- Gram-positivas MSSA/OSSA (Staphylococcus aureus Sensível à 
Meticilina/Oxacilina): São Gram-positivas comunitárias. Devem-se usar 
nesta classe os β-Lactâmicos (oxacilina e cefalosporinas de 1ª geração). 
- Gram-positivas MRSA/ORSA (Staphylococcus aureus Resistente à 
Meticilica/Oxacilina): Devem-se usar nesta classe a vancomicina, a 
linezolida, a teicoplanina, a ceftarolina, a tigeciclina e a daptomicina. 
- Gram-positivas CA-MRSA (Staphylococcus aureus Resistente à 
Meticilina Adquirido na Comunidade): Não é tão sensível como se fosse 
comunitário e também apresenta um certo grau de resistência à Meticilina. 
Devem-se usar nessa classe a clindamicina, a doxiciclina e a SMT-TMP. 
 
- Gram-negativas produtoras de ESBL (Beta-Lactamase de Espectro 
Estendido): Apenas se utiliza os carbapenêmicos (apenas ele será sensível), 
mas eventualmente pode se usar outras classes de antibióticos (raramente). 
- Gram-negativas KPC (Klebsiella pneumoniae produtora de 
Carbapenemases: São resistentes a todos os carbapenêmicos. Deve-se usar 
nessa classe a polimixina. 
- Gram-negativas produtoras de β-Lactamases: Utilizar os antibióticos 
β-Lactâmicos, como as penicilinas, as cefalosporinas, os carbapenêmicos e os 
monobactâmicos. 
- Gram-negativas Anti-Pseudomonas: Toda vez que suspeitar de uma 
infecção hospitalar por Gram-negativo, sempre pensar que pode ser um 
pseudomonas e começar o tratamento empírico. Utilizar nesses casos a 
ceftazidima, cefepime, piperacilina-tazobactam, meropenem, imipenem, 
polimixina, ciprofloxacina. 
 
β
- Hoje em dia, as penicilinas possuem elevada resistência na população. Não 
se trata mais pneumonia ou meningite por Pneumococo com penicilina (apenas 
na pediatria, se tratando de uma pneumonia leve), pois a penicilina pegava o 
Pneumococo. Mas ainda é bastante utilizada no tratamento da Sífilis. 
- Penicilina cristalina EV: é a única que ultrapassa a barreira hemato-
encefálica. 
- Penicilina G procaína IM 
- Penicilina G benzatina IM: é a famosa Benzetacil. É uma penicilina de 
depósito. 
- Penicilina V VO 
- Ampicilina EV: mais usada contra a Listeria monocytogenes. 
- Amoxacilina VO 
- Oxacilina EV: é a escolha para tratar de infecções de pele comunitária 
(que é necessário internar). Cobre muito bem o estafilococo, e um pouco 
menos o estreptococo (serve para Gram-positivo). É uma penicilina 
resistente às penicilinases. 
- Piperacilina EV: é uma penicilina de amplo espectro. 
 
β β
- Por muito tempo, a indústria farmacêutica parou de produzir novos 
antibióticos, então foram-se juntando as classes que haviam, 
potencializando um ao outro. 
- Amoxacilina com Clavulanato: Infecção comunitária, é um clássico das 
vias aéreas. 
- Ampicilina com Sulbactam: Infecção comunitária, possuem ação contra 
Acinetobacter baumanii. Cobre muito bem Gram-negativo comunitário e 
hospitalar. 
- Piperacilina com Tazobactam: Infecção hospitalar (principalmente por 
Gram-negativo anaeróbio), possui ação anti-pseudomonas. Pega Gram-
negativos e anaeróbios. 
 
β
- Quanto maior a geração, mais Gram-negativo ela cobrirá. Quanto menor a 
geração, mais Gram-positivo ela cobrirá. 
 
 1ª Geração: 
- Cefalotina (Gram + comunitário -> trata infec- Gram+ 
ções de pele, cobre bem o estrepto e o estáfilo- 
coco. Pode ser usada na profilaxia cirúrgica). 
- Cefazolina (pode ser usada na profilaxia cirúrgi- 
ca). 
- Cefalexina VO (infecção de pele comunitária, trata ambulatoriamente). 
- Cefadroxila 
 
 2ª Geração: Mais utilizada na Pediatria para Infecções 
Respiratórias (Gram +) 
- Cefoxitina 
- Cefuroxima 
- Cefaclor 
 
 
 3ª Geração: 
- Cefotaxima 
- Ceftriaxona EV (pega Gram + e -, mas de + só pega p- 
neumococo e estrepto, não pega estafilococo, e de – pega 
todas as enterebactérias, mas não pega pseudomonas. É de 
amplo espectro, pois cobre mais de uma classe. É comunitário, 
não pega infecção hospitalar). 
- Ceftazidima (pouco utilizada devido à alta resistência. 
Só pega Gram – e também pega pseudomonas). 
 
 4ª Geração: 
- Cefepime (é uma melhora da Ceftriaxona. É amplo espec- 
tro, pois pega Gram + e -. De +, pega estafilo e estreptococo 
comunitário e hospitalar. De -, pega todas as enterobactérias 
e as pseudomonas hospitalar). 
 
 
 5ª Geração: 
- Ceftarolina Gram - 
 
 
 
β ª 
- Cefalotina 
- Cefazolina (baixa toxicidade, espectro de ação, custo e meia-vida 
prolongada, ideal para antibioticoprofilaxia cirúrgica). 
- Cefalexina (VO e disponível no SUS). 
- Cefadroxila. 
 
- Possuem cobertura para Gram-positivos (exceto enterecocos) e poucos 
Gram-negativosda comunidade (Escherichia coli, Proteus sp. e Klebsiella 
pneumoniae). Podem ser usadas em grávidas. 
- Muito usadas em infecções de pele e partes moles, principalmente contra 
os MSSA (Staphylococcus aureus Sensível à Meticilina/Oxacilina). A 
Cefalexina serve para dar continuidade ambulatorial do tratamento 
hospitalar feito com Oxacilina. 
 
β ª 
- Cefoxitina (atividades para anaeróbios) 
- Cefuroxima (atividade para Streptococcus pneumoniae, Haemophilus 
influenzae e Moraxella catarrhalis). 
- Cefaclor 
 
- Muito utilizada em infecções respiratórias. 
- Cobertura maior contra cocos Gram-positivos, como o pneumococo, e cocos 
Gram-negativos. 
 
β ª 
- Cefotaxima 
- Ceftriaxona 
- Ceftazidima (é antipseudomonas) 
 
- É uma das classes mais utilizadas na prática. 
- Possuem maior ação para os Gram-negativos, mas não possui atividade para 
MSSA. 
 
- Penetram a barreira hemato-encefálica, por isso são utilizadas em casos 
de meningites (exceto se for por Listeria monocytogenes). 
- Não tem ação contra germes atípicos. 
- Uso parenteral. 
 
β ª 
- Cefepime (possui ação antipseudomonas, é útil em casos de MSSA e não 
tem ação contra anaeróbios). 
 
β ª 
- Ceftarolina (é semelhante ao Cefepime, melhorou em relação aos Gram-
positivos hospitalares, mas em relação aos Gram-negativos não tem 
cobertura antipseudomonas, é útil em casos de MRSA). 
 
β 
- Meropenem (possui ação antipseudomonas). 
- Imipenem (possui ação antipseudomonas). 
- Ertrapenem (é o único que não cobre Pseudomonas. Não tem atividade 
contra Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter sp.) 
 
- É uma ótima alternativa para ESBL, 1x ao dia. 
- São poupados para infecções graves ou em casos de resistência a outros 
antibióticos, geralmente são mais usados em casos de infecções 
hospitalares. 
- Apresentam amplo espectro de ação para uso em infecções sistêmicas e 
são estáveis à maioria das β-Lactamases. 
- Todos cobrem anaeróbios. 
- Em casos de uso empírico em infecções hospitalares, não usar o 
Ertrapenem de primeira, pois pode ter a possibilidade dessa infecção ser 
por Pseudomonas. 
 
 
- Vancomicina (é específica para MRSA). Não usar Vancomicina quando o 
paciente tiver Insuficiência Renal (pois é extremamente nefrotóxica), 
em casos de alergia à Vancomicina, nos extremos de idade (recém-
nascido ou idosos). Se o paciente for Insuficiente Renal e não tiver a 
Teicoplanina disponível, é possível fazer o ajuste de dose de acordo com o 
clearence renal do paciente. 
- Teicoplanina (utilizar em casos das contraindicações da Vancomicina, 
possuem o mesmo espectro de ação e é mais cara). 
 
- Utilizados em Gram-positivos hospitalares (aqueles que a Oxacilina não 
pega, nem a Cefepime). 
- Ótima alternativa para MRSA e para pacientes alérgicos aos β-Lactâmicos. 
 
 
- Linezolida (apresentação EV e VO). 
 
- É bacteriostática. 
- Possui ação contra enterococos resistentes à Vancomicina (um enterecoco 
que já era resistente à Oxalicina e se torna resistente à Vancomicina). 
Usada principalmente para enterococo, mas também pode ser para estafilo 
e estreptococo resistente à Vancomicina também. 
- VRE: Enterococo Resistente à Vancomicina. 
 
 
- Daptomicina (possui ação contra VRE. É uma alternativa em caso da 
Linezolida falhar). 
 
- Assim, para Gram-positivos, temos a Oxacilina, em caso de falha temos a 
Vancomicina, em caso de falha temos a Linezolida e em caso de falha temos 
a Daptomicina -> isso é o escalonamento! 
 
- Polimixina B 
- Colistina 
 
- É uma classe extremamente antiga. 
- É utilizada em qualquer Gram-negativo resistente aos Carbapenêmicos. 
- Possuem ação antipseudomonas e KPC. 
- A Escherichia coli resistente aos Carbapenêmicos também já está sendo 
chamada de KPC. 
- É utilizada em bactérias sensíveis à Colistina (é assim que vem no 
antibiograma). 
 
 
- Tigeciclina 
 
- Utilizado em MRSA (tem cobertura para Gram-positivo). 
- Cobertura para Gram-negativo (pega todas as enterobactérias), mas não 
tem atividade para Pseudomonas aeruginosa. 
- Possui ação contra a Acinetobacter baumannii. 
- É um antibiótico de amplo espectro, é utilizada em infecções hospitalares 
graves. 
- Fica difícil usar essa classe empiricamente se nós não sabemos se a 
infecção é por Pseudomonas ou não. 
- É muito boa para infecções abdominais, infecções de esmagamento de 
tecidos... 
 
 
- São proibidas (proscritos) na gestante e na criança (interfere na epífise 
dos ossos longos -> tanto no crescimento intraútero quanto extraútero). Em 
alguns casos, quando não há mais alternativas, pode ser usado na criança 
para salvar a vida dela. 
 
 1ª Geração: 
- Ácido Nalidíxico (Gram-negativo, não cobrem Pseudomonas). 
 2ª Geração (Fluorquinolonas): 
- Norfloxacina VO: Excelente para ITU ambulatorial. É usada muito pouco 
porque não tem no SUS. 
- Ciprofloxacina VO e EV: É a única quinolona antipseudomonas, então, 
teoricamente, este medicamento deveria ser poupado para infecções mais 
graves e hospitalares, e não usá-lo em ITU comunitária ambulatorial. É a 
única quinolona disponível no SUS, por isso se tornou uma droga com 
bastante resistência. 
- Pefloxacina 
- Ofloxacina: É utilizada no tratamento alternativo da Tuberculose para o 
hepatopata crônico, ou em algumas ISTs. 
 
 Novas Quinolonas (Respiratórias): Cobrem o pneumococo (principal 
agente etiológico da PAC) e também germes atípicos que podem causar uma 
PAC. 
- Gatifloxacina 
- Moxafloxacina VO: É mais cara, poucas pessoas a usam. 
- Levofloxacina VO e EV: Tratamento da PAC. Foi criada para internar o 
paciente com pneumonia começando o tratamento com EV e depois dar alta 
com a VO. Uso de 750mg para pneumonia, pois, por conta do seu uso 
indiscriminado, criou-se grande resistência. 
 
- Se eu interno um paciente com PAC que não pode comprar uma quinolona 
respiratória, eu posso usar uma Ceftriaxona (que cobre o pneumococo) 
associada com um macrolídeo, como a Azitromicina ou Claritromicina (que 
cobre os germes atípicos). 
- Efeitos Adversos: Gastrointestinais, neurológicos, artropatias e erosões 
da cartilagem, insuficiência hepática. 
- Indicações: Infecções do trato urinário, prostatite, infecções genitais, 
infecções do trato digestivo, infecções respiratórias, osteomielites, 
infecções cutâneas crônicas, neutropenia febril. 
 
 
- É uma fluoroquinolona sintética mais potente contra bactérias Gram-
positivas quando comparada com as fluoroquinolonas. 
- É cerca de 32 vezes mais potente que a Levofloxacina contra o 
pneumococo. 
- Está disponível apenas para uso oral com excelente absorção em todos os 
tecidos e órgãos, com destaque para a concentração pulmonar. 
- Indicada para o tratamento de PAC e exarcerbação de bronquite crônica. 
- Sua atividade contra bactérias Gram-negativas é semelhante àquela 
apresentada pelas fluoroquinolonas (não é antipseudomonas). 
 
 
- Amicacina 
- Gentamicina 
 
- Cobrem Gram-negativos aeróbios, como o Staphylococcus aureus, Listeria, 
Enterecoccus faecalis, Nocardia, Micobactéria. 
- Não é utilizada isolada por conta de uma resistência elevada. 
- Efeitos Adversos: Nefrotoxicidade (ter cuidado com o uso em idosos e 
nefropatas), ototoxicidade e paralisia muscular. 
- Indicações: Infecções graves (associações), sinergismo com β-lactâmicos, 
sepse, endocardite, meningite em recém-nascidos, osteomielite, infecções 
respiratórias, urinárias e intrabdominais. 
 
 
- Claritromicina: Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae, 
Clostridium tetani, Listeria, Neisseria, Haemophilus, Treponema pallidum, 
Mycoplasma, Legionella. 
- Azitromicina: Moraxella, Haemophilus influenzae, Micobactéria, 
Cryptosporidium, Mycoplasma, Legionella. 
 
- Possuem pouca ação quando utilizados sozinhos, por isso sempre se fazem 
associados com β-lactâmico (como a Ceftriaxona que é antipneumocócica). 
- Efeitos Adversos: Gastrointestinais, hepatotoxicidade, ototoxicidade, 
flebite, tontura, zumbido. 
- Indicações: Alergia a β-Lactâmicos,PAC por germes atípicos, ISTs, 
conjuntivites, infecções respiratórias e otorrinolaringológicas, infecções de 
partes moles. 
 
 
- Cotrimoxazol (SMX + TMP = Sulfametoxazol + Trimetoprima): 
Staphylococcus aureus, Streptococcus, Neisseria, Enterobactérias, 
Moraxella, Haemophilus, Chlamydia, Listeria, Micobactéria Não-
Tuberculosis, Isospora, Pneumocystis, Toxoplasma, Plasmodium. 
- Sulfadiazina. 
 
- Já estão praticamente proscritas da prática clínica. 
- É mais utilizado no tratamento de doenças oportunísticas no paciente com 
HIV (e também no paciente com CD4 menor que 200 para evitar doenças 
oportunísticas -> profilaxia). 
- Efeitos Adversos: Mielotoxicidade, reações cutâneas graves, cristalúria, 
teratogenia, kernicterus (encefalopatia bilirrubínica), gastrointestinais, 
hepatotoxicidade. 
- Indicações: Infecções urogenitais, infecções respiratórias, 
pneumocistose, toxoplasmose, isosporíase (infecção intestinal). 
 
 
- É um potente antianaeróbios, presente nos casos de pneumonia aspirativa, 
abscessos pulmonares, cirurgias do aparelho digestivo... 
- É um antianaeróbio utilizado do tórax para cima, como infecções 
respiratórias altas, pneumonias, abscesso amigdaliano (sinergismo com 
ceftriaxona)... Não deve ser utilizado para infecções da cintura para baixo, 
pois os Bacterioides já possuem resistência contra a Clindamicina. 
- Espectro: Anaeróbios (Clostridium difficile), Staphylococcus aureus, 
Streptococcus pyogenes, Staphylococcus pneumoniae, Haemophilus 
influenzae, Neisseria, Toxoplasma, Plasmodium. 
- Efeitos Adversos: Diarreia, Colite Pseudomembranosa, Stevens-Johnson, 
flebite. 
- Indicações: Infecções intrabdominais, infecções pélvicas, infecções 
pulmonares, infecções odontogênicas, osteomielites (associada com a 
ciprofloxacina – possui boa penetração no osso), estafilo e estreptococcias, 
sinusite e otite crônicas, acne. 
- Possui mais de 60% de resistência, mas ainda é muito utilizada para 
estafilococos. 
 
 
- É um potente antianaeróbio EV. 
- Utilizado em infecções da cintura para baixo, mas também pode ser 
utilizado para infecções do tórax pra cima, para tudo. 
- Espectro: Bacteroides, Clostridium, Helicobacter pylori, Treponema 
pallidum, Gardnerella vaginallis, Entamoeba, Giardia, Trichomonas. 
- Efeito Adverso: Cefaleia, náuseas, gosto metálico, candidíase oral, 
zumbido, vertigem, urticária, exantema. 
- Indicações: Infecções por anaeróbios, colite pseudomembranosa, 
abscesso hepático amebiano, protozoonoses. 
 
 
- Espectro: Cocos Gram-positivos, Mycoplasma, Legionella, Moraxella. 
- Uso em acesso venoso profundo. 
- Efeitos Adversos: Dor, flebite, náuseas, vômitos, artralgia, mialgia, 
diminuição da força muscular, aumento da creatinina, GGT e potássio, 
diminuição das hemácias e sódio. 
- Indicações: Infecções estafilocócicas resistentes, infecções por 
Enterecoccus faecallis (Gram-positivo que habita o intestino, mas que pode 
ganhar a corrente sanguínea e fazer sepse). 
- Raramente é usada, apenas quando já se tem a cultura na mão. 
- É extremamente cara. 
 
 
- É uma droga nova e mais barata. 
- É administrada unicamente por via intravenosa. 
- A principal indicação é o conjunto das infecções causadas por 
estafilococos resistes à Oxacilina e enterecocos. 
- Infecções complicadas de pele e partes moles causadas por isolados Gram-
positivos sensíveis (mais para estafilococos). 
- Infecções da corrente sanguínea por Staphylococcus aureus, incluindo 
aquelas associadas à endocardite infecciosa. 
- Mostra-se potente, também, contra bactérias resistes à Vancomicina e à 
Linezolida. 
- Apesar de apresentar excelente atividade in vitro contra pneumococos, a 
Daptomicina é inativada pelo surfactante pulmonar (filme na interface de 
transferência entre o alvéolo e o ar), não podendo dessa maneira ser 
utilizada no tratamento da Pneumonia. 
- Principais efeitos colaterais: Mialgia, artralgia e fraqueza muscular 
distal. 
 
 
- É necessário ter critério. 
- A prescrição de antibióticos nas unidades hospitalares deve obedecer às 
normas emanadas da CCIH (Comissão de Controle de Infecções 
Hospitalares). 
 
- O antibiograma, também conhecido por Teste de Sensibilidade a 
Antimicrobianos (TSA), é um exame que tem como objetivo determinar o 
perfil de sensibilidade e resistência de bactérias e fungos aos antibióticos. 
- CIM (MIC) – Concentração Inibitória Mínima: É a dose mínima de 
antibiótico que, adicionada ao meio de cultura (líquido ou sólido), é capaz de 
inibir totalmente o crescimento de um inócuo padrão. Diz o quanto a 
bactéria é resistente e o quanto ela é sensível a determinada droga. 
- Antigamente, era um procedimento totalmente manual que demorava de 7 
a 10 dias. 
 
 
- Avaliação qualitativa: Disco difusão em ágar. 
- Avaliação quantitativa: Diluição em caldo (macro e microdiluição). 
- Diluição em ágar. 
- E-test. 
- Métodos automatizados. 
 
 
- Qualitativo: Disco difusão em ágar (kyrby-Bauer) -> Utilização de discos 
de papel filtro impregnados com concentração padrão de antibiótico. 
Demorava de 7 a 10 dias. 
Cada pontinho desse é impregnada com um antibiótico diferente. Quanto maior o 
halo, maior a inibição de crescimento da bactéria. Halo grande = sensível; halo 
pequeno = resistente; halo médio = intermediário. 
- Quantitativo: CIM – A menor concentração que inibe o crescimento na incubação 
de 12 horas é conhecida como CIM (concentração inibitória mínima). 
Microdiluição 
Macrodiluição 
 
 
- Método de quantificação para obtenção da concentração inibitória mínima (CIM). 
- Realizado através de utilização de uma fita (5 cm) que apresenta concentrações 
diferentes do antibiótico ao longo da fita. 
- Método que combina os princípios de difusão e diluição. 
- Ficou pouco tempo no mercado. 
 
 
- Suscetível (S): A categoria S ao antimicrobiano implica que as cepas sejam 
inibidas pela concentração usualmente alcançada pelo antimicrobiano nos tecidos, 
quando as doses recomendadas do antimicrobiano são utilizadas adequadamente 
para o sítio da infecção. 
- Resistência Intermediária (RI): A categoria RI ao antimicrobiano inclui cepas 
cujas CIMs do antimicrobiano se aproximam das concentrações que a droga atinge 
no sangue e nos tecidos, e cuja taxa de resposta pode ser menor do que aquela 
encontrada para a as cepas S. 
- Resistência (R): A categoria R inclui cepas que não são inibidas pelas 
concentrações sistêmicas alcançadas pelo antimicrobiano, quando o esquema usual 
de doses do antimicrobiano é utilizado. 
 
 
- A automação microbiológica minimiza erros, melhora a qualidade do exame 
microbiológico, reduz o tempo de incubação e diminui os custos hospitalares. 
- Descrito na literatura como ágil e que apresenta boa acurácia na identificação 
microbiológica e antibiograma. 
- O teste mede a capacidade de um antibiótico inibir o crescimento bacteriano. 
Portanto, avalia a eficácia de um antibiótico sobre as bactérias. 
- Especifica a Concentração Inibitória Mínima (CIM) com a utilização de uma ampla 
variedade de antibióticos. 
- Contém cerca de 20 ou mais antibióticos por painel, dependendo do tipo de painel. 
- Agilidade nos resultados. 
 
 
- É um semi-automatizado. 
- A metodologia é baseada na detecção da fluorescência emitida por um sensor nos 
frascos com meios de cultura. O sistema é de ultra sensibilidade e monitora, em 
intervalos de 10 minutos, as amostras de hemocultura, acelerando o tempo de 
detecção e fornecendo alarmes tanto visuais quantos sonoros, no caso de amostras 
positivas. 
 
 
- Quanto mais baixo for o MIC, melhor é a sensibilidade do antibiótico para 
aquela cepa. 
- A medição dos resultados e determinação dos CIM segue as diretrizes de 
organizações tais como CLSI, BSAC ou EUCAST. 
- As tabelas de pontos de corte clínicos do BrCAST contêm pontos de cortes 
clínicos para CIM (são revisados periodicamente) e para os diâmetros de halo de 
inibição correspondentes. 
 
 
- Para realizar o antibiograma, o médico irá solicitara coleta do material biológico, 
como: sangue, urina, catarro (secreção traqueal de um paciente intubado), 
fezes, células do órgão contaminado por microrganismos, tecido ósseo, 
secreções, ponta de cateteres (CVC, marcapasso, cateter de diálise...). 
Sempre junto com uma amostra de sangue (hemocultura). 
- Não enviar para cultura: sonda vesical e tubo orotraqueal. 
 
 
- Fase Pré-Analítica: O médico tem conhecimento da doença, solicita o exame, 
faz a coleta. 
- Fase Analítica: Laboratório, procedimento, controle de qualidade. 
- Fase Pós-Analítica: Reporte do resultado, tempo/qualidade, diagnóstico e 
tratamento. 
 
 
- Klebsiella pneumoniae resistentes às Cefalosporinas. 
- Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium resistentes à Vancomicina. 
- Staphylococcus resistente a β-Lactâmicos e Vancomicina. 
- Streptococcus hemolíticos resistente à penicilina. 
- Streptococcus viridans resistente à Vancomicina. 
- Neisseria gonorrhoeae resistente à Ceftriaxona. 
- Neisseria meningitidis resistente à Penicilina. 
- Enterobactérias resistentes ao Imipenem (superbactérias). 
 
β 
- ESBL: β-lactamases de Espectro Ampliado ou Estendido. 
- São enterobactérias na maioria das vezes. 
- Quando não vem ESBL no antibiograma, basta procurar a bactéria Gram-negativa 
que só é sensível aos Carbapenêmicos. 
- Podem ser produzidas durante a terapêutica antimicrobiana. 
- Hidrolisam todos os β-Lactâmicos, à exceção dos carbapenemas e cefamicina. 
- Triagem para Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Klebsiella oxytoca e Proteus 
mirabillis. 
- Os inócuos devem ser padronizados para escala 0,5 de McFarland. 
- Discos utilizados: Cefotaxima, Ceftazidima, Ceftriaxona, etc. 
- β-lactamases são enzimas capazes de hidrolisar o anel β-lactâmico, impedindo que 
os β-lactâmicos se liguem às proteínas de ligação às penicilinas. 
- Confere resistência a quase todas as cefalosporinas, as penicilinas e aos 
monobactâmicos. 
- Enterobactérias (Gram-negativas), Klebsiella, Escherichia, Proteus, 
Enterobacter. 
 
 
 
- São resistentes aos Carbapenêmicos. 
- As enzimas KPC são inibidas por ácido clavulânico e tazobactam e, possuem a 
habilidade de hidrolisar uma grande variedade de β-lactâmicos como 
Cefalosporinas, Penicilinas, Aztreonam e, inclusive, os Carbapenêmicos. 
- Encontrada pela primeira vez em Klebsiella pneumoniae. 
- Atualmente já foram descritos casos de resistência pela presença de KPC em 
Salmonella entérica, Klebsiella oxytoca e Enterobacter sp, entre outros. 
- Apresenta alto potencial de disseminação devido à sua localização em plasmídeos. 
- Quando vem KPC, mesmo quando não vem testado para a Colistina (Polimixina B), 
ela deve ser usada. 
 
 
- Esta β-lactamase foi relatada pela primeira vez em 2009, em isolados clínicos de 
Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli oriundos de um paciente sueco 
hospitalizado na Índia. 
- Apresenta ampla resistência e tem elevado índice de disseminação. 
- Foi constatado que esta bactéria era resistente a todos os antibióticos, exceto a 
fluoroquinolona e a Colistina. 
- O surgimento da NDM-1 implica uma nova geração de bactérias multirresistentes. 
- Apesar de já ter sido detectada pela primeira vez em enterobactérias, esta 
enzima já foi encontrada também em Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter 
baumannii, representando um risco maior para pacientes hospitalizados em estado 
crítico e nas UTIs, devido à sua grande capacidade de provocar surtos. 
 
 
- Foi observado inicialmente em hospitais, mas atualmente está claro que ele pode 
ser adquirido também na comunidade. 
- Nos EUA, vários casos de MRSA na comunidade (CA-MRSA) foram relatados no 
início dos anos 80, mas muitos deles envolviam usuários de drogas, ou indivíduos 
com doenças de base ou hospitalização prévia. 
- Em anos recentes, novos relatos surgiram em pacientes (crianças e adultos 
jovens) com manifestações cutâneas e de partes moles, aparentemente sem 
contato com hospitais. 
- O MRSA é sensível à Sulfa e à Clindamicina. 
- Nos casos de CA-MRSA utiliza-se a Vancomicina do mesmo jeito, como se fosse 
um MRSA hospitalar. 
 
 
 
- O primeiro caso de VRSA (cepas que apresentam CIM maior ou igual a 32mcg/ml) 
foi reportado nos EUA, Michigan, em um paciente de 40 anos, com Diabetes e 
Insuficiência Renal Crônica, e portador de VRE (Enterococo Resistente à 
Vancomicina). 
- Este tipo de resistência deve ser monitorado principalmente em unidades de 
doentes crônicos e Unidades de Terapia Intensiva (UTI). 
 
 
- Associada a alterações na parede celular (modificação dos precursores de parede 
bacteriana impedindo a ligação da droga em seu sítio de ação), pode ser mediada 
por plasmídio ou cromossomo. 
- O VRE foi reconhecido em 1988 e é responsável por mais de 20% das infecções 
enterocócicas nos EUA. 
- No Brasil, foi descrito pela primeira vez em 1996, em Curitiba. 
- Estudos recentes já mostram mais de 15% de resistência à Vancomicina em 
alguns hospitais brasileiros. 
- A emergência dessa resistência pode estar relacionada ao aumento do uso de 
Vancomicina, nos últimos 20 anos, decorrente da terapêutica das infecções por 
MRSA. 
 
 
Cepa produtora de ESBL -> utilizar Carbapenêmicos (Meropenem é o que 
está sensível, podendo ser associado a Amicacina) 
Não é uma ESBL. Não vai direto para o Meropenem, então vamos escalonar e 
ir primeiro para o Ciprofloxacina (se o paciente não usou quinolona 
recentemente). 
Quando temos um Gram-positivo, vamos olhar direto a Oxacilina. Nesse caso 
é um MRSA, como é sensível à Sulfa e à Clindamicina, é um CA-MRSA. 
Vamos utilizar a Vancomicina, mas também podemos tentar a Clindamicina. 
 
Só responde a esses 4 antibióticos. Só tem sensibilidade aos 
Carbapenêmicos. 
É um CA-MRSA. Se o paciente está grave, vai direto para a Vancomicina. Se 
for uma infecção mais leve, pode começar com a Clindamicina. 
É um MRSA (pois também é resistente à Sulfa e à Clindamicina). Utilizar a 
Vancomicina. 
 
 
É um ESBL produzido por uma cepa de Aztreonam e Ceftazidina. Utilizamos 
os Carbapenêmicos. 
É um ESBL. 
Não é uma KPC porque é sensível ao Carbapenêmico. 
 
 
1) Tem infecção? Verificar se a febre do paciente foi aferida para 
verificar se é febre mesmo. Às vezes, uma infecção de pele pode ser uma 
alergia; uma infecção respiratória é viral, não tratando com antibiótico. 
 
2) Qual é a topografia (o foco) da infecção? Sempre pensar no agente 
etiológico mais frequente em cada topografia e tomar a decisão de tratar 
empiricamente baseado naquilo que é mais frequente. 
 
3) Qual é a origem? Comunitária ou Hospitalar? Perguntar se o paciente 
esteve internado, se fez algum tipo de procedimento, se tomou antibiótico 
nos últimos 3 meses... Se teve algo relacionado com hospital, será tratada 
como infecção hospitalar. A prescrição para tratamento ambulatorial e 
hospitalar são diferentes, por isso se deve avaliar o estado geral do 
paciente. 
 
4) Sinais de gravidade? 
 
5) Fatores de risco para resistência bacteriana? Verificar se o paciente 
utilizou antibiótico frequentemente (o ideal é que dentro dos 3 próximos 
meses o paciente não utilize a mesma classe de antibiótico, é necessário 
trocar). 
 
6) Quais os principais germes que não posso deixar de cobrir? Se a 
infecção é hospitalar, a Pseudomonas é a primeira da lista. 
 
7) Qual é o antibiótico? Consulte a dosagem correta. 
 
- Agora que já consultou algumas opções, continue: 
8) Existe alguma contraindicação? Pacientes renais, pacientes resistentes 
à Vancomicina, pacientes alérgicos... 
 
9) Dose padrão ou dose individualizada? Lembrar dos pacientes obesos, 
dos nefropatas, dos hepatopatas... 
 
10) Administração imediata ou pode esperar? Em casos de infecção, a 
administração deve ser imediata. 
 
11) Preciso coletar material para cultura? SEMPRE! Urina, punção de 
abscesso, líquido pleural, líquido ascítico, hemocultura... 
 
12) Qual tempo estimado para uso? O mínimo de 7 dias de antibiótico 
para infecções bacterianas, masa partir daí vai do estado geral do paciente. 
Quanto menos tempo, melhor. 
 
 
 
 
- O principal agente etiológico da Erisipela é o Streptococcus pyogenes, mas 
quando ela é bolhosa, geralmente ela também é infeccionada por 
estafilococos. Mas é tudo Gram-positivo. 
Erisipela Não Bolhosa (Streptococcus pyogenes) 
Erisipela Polimicrobiana (já pode até ter contaminação por Gram-negativo) 
Exantema (é uma infecção de pele, mas pode até ser viral). Não se interna 
nesses casos. 
Abscesso de pele que levou a uma pneumonia por estafilococo (lembrar que o 
estafilococo ganha a corrente sanguínea muito facilmente, produzindo uma 
estafilococcia). 
Varicela infectada levando a uma infecção secundária pelo estafilococo, 
fazendo pneumonite por varicela e até sepse. 
Dermatite peri-estomal (não é infecção, o tratamento é tópico com pomadas 
sem antibiótico, pois antibiótico na pomada não absorve) 
 
 
- Hospitalização prolongada (o quanto antes o paciente receber alta, 
melhor). 
- Clínicas de diálise, home care (só é bom para “des-hospitalizar” o paciente, 
mas deve ser feito com profissionais adequados), hospital dia. 
- Uso de antibióticos nos últimos 90 dias (Carbapenêmicos, cefalosporinas 
e quinolonas). 
- Uso de imunossupressores. 
 
 
 
 
 
1) Meu paciente melhorou? SIM! 
2) Chegaram as culturas? Verificar se foi coletado, se no hospital faz a 
coleta, se demora muito porque vai para fora... 
3) Posso descalonar? 
4) Posso trocar para VO? Pode ser via hospital dia? 
5) Posso suspender? Fazer reavaliação contínua! 
- Reavilar diariamente a necessidade de antibióticos e dos dispositivos 
invasivos (sondas nasogástricas, drenos, tubo endotraqueal, cateter 
venoso central...) -> quanto antes tirar esses dispositivos invasivos, 
melhor para o paciente. 
 
 
1) Meu paciente melhorou? NÃO! Por que será que ele não melhorou? 
2) Precisa de abordagem cirúrgica? 
3) Fiz o antibiótico certo? 
4) Precisa associar? Em casos de infecções polimicrobianas. 
5) Iniciei no tempo certo? 
6) Fiz a dose certa? 
 
 
- Risco de vida, como na sepse. 
- Infecção polimicrobiana. 
- Terapia empírica (em casos de ainda não ter achado o foco, pode se fazer 
uma associação ou uma droga de amplo espectro). 
- Sinergismo (em casos de sepse estaficócica comunitária, tem uma alta 
gravidade, mas não se pode fazer logo a Vancomicina, pois gravidade é 
diferente de resistência. Já que é comunitária, posso fazer oxacilina em 
dose máxima e posso associar com algum aminoglicosídeo, como a amicacina, 
que vai fazer sinergismo e vai potencializar a oxacilina). 
 
 
- Terapia individualizada. 
- Cada pessoa tem uma resposta diferente à infecção. Por isso, é importante 
colher a história e analisar no final a terapia apropriada para cada um. 
 
 
- Penicilinas: reações de hipersensibilidade (alergias). 
- Carbapenêmicos: podem reduzir o limiar convulsivo (principalmente o 
Imipenem – contraindicado em pacientes com problemas neurológicos, por 
isso se usam mais o Meropenem – é de 8/8h). 
- Glicopeptídeos: insuficiência renal, Síndrome do Homem Vermelho. 
- Oxazolidinonas: mielotoxicidade, neurotoxicidade. 
- Polimixinas: insuficiência renal (mas, se no antibiograma do paciente só 
der sensibilidade à polimixinas, faz a droga mesmo assim, mas com o ajuste 
de acordo com o clearence renal). 
 
- Ter ação microbiana seletiva e potente. 
- Ser bactericida e não somente bacteriostático. 
- Não deve desenvolver resistência por parte dos microrganismos. 
- Não ser destruído por enzimas teciduais e/ou bacterianas. 
- Não deve prejudicar as defesas orgânicas e nas doses utilizadas não 
danificar o hospedeiro. 
- Deve apresentar pequenos efeitos colaterais. 
- Atingir rapidamente níveis bactericidas ou bacteriostáticos no meio 
interno e mantê-los por um bom período. 
- Ser administrado por todas as vias. 
- Apresentar preços razoáveis. 
-> Até hoje não existe um antibiótico ideal, mas sim, grupos de 
medicamentos que preenchem certo número de requisitos citados 
anteriormente.

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