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1 
 
 UNIVERSIDADE PAULISTA / UNIP 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS 
CURSO DE PSICOLOGIA 
CAMPUS CIDADE UNIVERSITÁRIA – TURNO NOTURNO 
 
 
ALINE PRÓSPERO REIS – RA: N8107J0 
FERNANDA BESSA MEIRA – RA: G545249 
GABRIELA PLEWKA CORREA – RA: F344GJ0 
LAIS DUMA ZAKATEI – RA: T224900 
LEONARDO AMÉRICO DE OLIVEIRA – RA: N9053F0 
LIDIA MANIS TRASSI DE SOUZA – RA: G55AAG9 
NATAN GREGORY CAMPOS DOS SANTOS – RA: G55AAH7 
 
 
 
PESSOAS EM SITUAÇÃO DE LAZER 
Relatório parcial 1 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado à disciplina 
Psicologia do Cotidiano como parte da 
avaliação do 5º bimestre. Profª Ana Paula de 
Andrade Trubbianelli 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 
 
 
2 
 
I. O FENÔMENO OBSERVADO 
 
Este trabalho teve como objetivo observar o cotidiano das pessoas em diversos 
contextos de lazer, as observações do grupo ocorreram de maneira individual com o 
tempo de 30 minutos, estipulado pela professora, foi escolhido o tema “Pessoas em 
Situação de Lazer”, as observações do nosso grupo ocorreram em locais como: 
shoppings, parques, praça de alimentação e entre outros. Realizamos as anotações de 
duas horas cada para elaborar os cinco relatórios totalizando 10 horas. 
Após cada observação houve a supervisão em sala de aula dos relatórios pela 
professora, para discutir o que foi observado por cada um e as correções necessárias, foi 
muito produtivo para o grupo pois assim tivemos uma orientação na descrição das 
observações que contribuíram para a nossa aprendizagem, a enxergar detalhes que 
muitas vezes passam despercebidos no nosso dia a dia. 
Refletirmos sobre como essa situação como diversos ambientes, espera-se ou 
deduz-se um comportamento específico das pessoas, e quando isso não acontece, causa 
estranhamento. Conforme fomos praticamos as nossas observações nos relatórios, fomos 
adquirindo mais prática, mantendo cada vez mais um olhar imparcial e neutra para 
observar a realidade. Melhorando a escrita de uma forma mais objetiva, técnica e 
descritiva, sem colocar as nossas percepções sobre o que apresenta a nossa frente. 
Nos relatórios elaborados por cada membro do grupo, referente ao 1º e o 5º registro 
de observação, notamos que houve na supervisão erros de escrita pontuados pela 
professora e alguns tiveram que refazer os relatórios por não apresentar uma situação de 
lazer e/ou por ter observações não conforme solicitadas. 
Observamos alguns comportamentos padrão que se repetiam em diferentes 
contextos, foi observado o uso excessivo da tecnologia com uma certa dependência nos 
momentos mais ociosos em quase todos os contextos de observação, as pessoas 
totalmente concentradas no uso do celular e desligadas ao que se passa em sua volta. 
Foi observado nos relatórios do grupo também que no dia a dia, somos atingidos por 
diversas observações que ficam “cegas” por uma observação subjetiva e não real do que 
é visto. Durante o relatório, desvencilhar esta visão subjetiva e descrever o que é 
observado de fato, torna-se um desafio “doloroso”. Na situação de lazer observada pelo 
grupo, é possível analisar que muitos dos erros observados eram sob julgamentos em 
relação a parentescos e situação familiar, por exemplo: filhos, mães, pais e casados, 
porém não tínhamos a total certeza e nas correções notamos que não deveria ser 
adotado estes conceitos. 
 
 
3 
 
Ao olhar desta vitrine real, anotar os fatos, as informações que realmente são 
observadas, podemos “deletar” e fazer com que quando tiramos esses pré-conceitos que 
criamos devido a nossa experiência. Mas o grupo apresentou diferenças na observação, 
no qual as informações importantes eram diferentes para cada integrante do grupo, 
podendo trazer uma gama enorme de detalhe e garantir que o propósito do trabalho seja 
feito sob a proposta correta e mais fiel da observação nua e crua. 
Relatar as observações de pessoas em espaços de lazer foi uma experiência 
desafiadora no início para o grupo. Esta atividade representava uma novidade 
significativa, já que exigia que as observações fossem feitas sem qualquer julgamento. No 
entanto, ao longo do processo, percebemos uma mudança profunda em nossa percepção 
do mundo e de nós mesmos, tornando-nos mais atentos aos detalhes observados e 
conscientes da importância de adotar uma postura de observação não julgadora em 
relação aos outros. 
Essa prática transformou nosso modo de ver o mundo e a nós mesmos, 
aprendemos a observar o que acontece ao nosso redor com uma abordagem mais 
consciente e sensível, reconhecendo a riqueza das experiências humanas e a diversidade 
de formas de expressão. 
Além disso, a descrição detalhada do ambiente revelou-se uma tarefa complexa, 
pois exigia uma atenção minuciosa aos detalhes, uma habilidade de observação que 
melhorou com a prática de cada relatório desenvolvido e as correções realizadas. Ao nos 
dedicarmos a essa prática, percebemos que passamos a notar aspectos do ambiente que 
antes nos escapavam, mesmo em locais que já frequentávamos antes do início da 
disciplina. Isso nos mostrou a importância de estar verdadeiramente presente no 
momento e de cultivar uma consciência aguçada do nosso entorno. 
Nossas observações ocorreram em diversos locais, nos permitindo refletir sobre os 
ambientes que as pessoas procuram para se distanciar da correria e do estresse. Esses 
locais são buscados como espaços de distração, seja com a família, em casal ou mesmo 
sozinhos. Durante essa experiência, pudemos aprimorar nossa capacidade de observar o 
mundo e as pessoas ao nosso redor. Sendo assim, nos permitiu compreender melhor as 
dinâmicas sociais e as necessidades individuais das pessoas que frequentam esses 
espaços de lazer. 
Observar pessoas em situação de lazer proporcionou uma experiência rica e 
reveladora, permitindo-nos mergulhar nas nuances da vida cotidiana e nas complexidades 
das interações humanas nesse ambiente. Em nossas observações, testemunhamos uma 
variedade de comportamentos, dinâmicas sociais que nos levaram a uma compreensão 
mais profunda do que significa buscar momentos de relaxamento e diversão. 
 
 
4 
 
Nos diversos locais que visitamos, desde parques, shoppings e até praças de 
alimentação, pudemos testemunhar como as pessoas buscam escapar da agitação da 
vida diária. Vimos famílias desfrutando de momentos de união e alegria, crianças 
brincando livremente, casais compartilhando momentos de intimidade e amigos se 
reunindo para conversar e jantar juntos. Esses espaços de lazer se tornaram refúgios 
onde as pessoas podem se desconectar das preocupações do trabalho e das 
responsabilidades, e simplesmente desfrutar o presente. 
Além disso, observamos uma variedade de atividades sendo realizadas, desde 
caminhadas tranquilas, práticas esportivas e compras. Cada indivíduo parecia encontrar 
sua própria maneira única de relaxar e recarregar as suas energias, destacando a 
importância de respeitar as diferentes formas de lazer e autoexpressão. 
No entanto, também nos deparamos com momentos de solidão e introspeção, onde 
indivíduos optaram por desfrutar de seu tempo livre em completa solitude. Esses 
momentos nos lembraram da necessidade humana de desconectar-se ocasionalmente do 
mundo exterior, encontrando conforto e serenidade em sua própria companhia. Mas em 
contraponto o uso do celular teve um prejuízo neste aspecto, pois o seu uso torna as 
pessoas mais distantes das outras, se fechando no seu próprio mundo. 
Aprendemos a reconhecer a beleza na simplicidade dos momentos de lazer e a 
valorizar a importância de cultivar um equilíbrio saudável entre o trabalho e o descanso. 
No geral, a experiência de observar pessoas em situação de lazer foi enriquecedora 
e inspiradora, proporcionando-nos uma visão mais abrangente e humana da vida. Nosso 
entendimento do comportamento humano foi ampliado. 
Essa experiência nos proporcionou uma compreensão mais profunda da importância 
de um olhar “puro” e interpretar somenteo que é visto de fato, e nada que possa ser mais 
subjetivo. Além disso, a dificuldade em observar e pegar as informações que estão sendo 
observadas nas cenas, faz com que filtramos as melhores informações para gerar um 
relatório rico na análise e melhor para o exercício da escuta e olhar objetivo.

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