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1
SIMULADO ESPECIAL 07 | 1º DIA
PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO
PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
QUESTÕES 1 A 45
QUESTÕES 1 A 05 (OPÇÃO INGLÊS)
1. (ENEM) 
Definidas pelos países membros da Organização das 
Nações Unidas e por organizações internacionais, as 
metas de desenvolvimento do milênio envolvem oito 
objetivos a serem alcançados até 2015. Apesar da 
diversidade cultural, esses objetivos, mostrados na 
imagem, são comuns ao mundo todo, sendo dois deles: 
a) O combate a AIDS e a melhoria do ensino 
universitário. 
b) A redução da mortalidade adulta e a criação de 
parcerias globais. 
c) A promoção da igualdade de gêneros e a erradicação 
da pobreza. 
d) A parceria global para o desenvolvimento e a 
valorização das crianças. 
e) A garantia da sustentabilidade ambiental e o 
combate ao trabalho infantil. 
 
2. (ENEM) 
A tira, definida como um segmento de história em 
quadrinhos, pode transmitir uma mensagem com 
efeito de humor. A presença desse efeito no diálogo 
entre Jon e Garfield acontece porque 
a) Jon pensa que sua ex-namorada é maluca e que 
Garfield não sabia disso. 
b) JodelI é a única namorada maluca que Jon teve, e 
Garfield acha isso estranho. 
c) Garfield tem certeza de que a ex-namorada de Jon é 
sensata, o maluco é o amigo. 
d) Garfield conhece as ex-namoradas de Jon e 
considera mais de uma como maluca. 
e) Jon caracteriza a ex-namorada como maluca e não 
entende a cara de Garfield. 
 
3. (ENEM) 
Na tira da série For better or for worse, a comunicação 
entre as personagens fica comprometida em um 
determinado momento porque 
a) as duas amigas divergem de opinião sobre futebol. 
b) uma das amigas desconsidera as preferências da 
outra. 
c) uma das amigas ignora que o outono é temporada 
de futebol. 
d) uma das amigas desconhece a razão pela qual a 
outra a maltrata. 
e) as duas amigas atribuem sentidos diferentes a 
palavra season. 
 
4. (ENEM) 
 
2
Os cartões-postais costumam ser utilizados por 
viajantes que desejam enviar noticias dos lugares 
que visitam a parentes e amigos. Publicado no site do 
projeto ANDRILL, o texto em formato de cartão-postal 
tem o propósito de 
a) comunicar o endereço da nova sede do projeto nos 
Estados Unidos. 
b) convidar colecionadores de cartões-postais a se 
reunirem em um evento. 
c) anunciar uma nova coleção de selos para angariar 
fundos para a Antártica. 
d) divulgar as pessoas a possibilidade de receberem 
um cartão-postal da Antártica. 
e) solicitar que as pessoas visitem o site do mencionado 
projeto com maior frequência. 
 
5. (ENEM) 
 
Na fase escolar, é prática comum que os professores 
passem atividades extraclasse e marquem uma data 
para que as mesmas sejam entregues para correção. 
No caso da cena da charge, a professora ouve uma 
estudante apresentando argumentos para 
a) discutir sobre o conteúdo do seu trabalho já 
entregue. 
b) elogiar o tema proposto para o relatório solicitado. 
c) sugerir temas para novas pesquisas e relatórios. 
d) reclamar do curto prazo para entrega do trabalho. 
e) convencer de que fez o relatório solicitado. 
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
QUESTÕES 1 A 45
QUESTÕES 1 A 05 (OPÇÃO ESPANHOL)
1. (ENEM) 
 
A persongem Susanita, no último quadro, inventa 
o vocábulo mujerez, utilizando um recurso de 
formação de palavra existente na língua espanhola. 
Na concepção da personagem, o sentido do vocábulo 
mujerez remete à 
a) falta de feminilidade das mulheres que não se 
dedicam às tarefas domésticas. 
b) valorização das mulheres que realizam todas as 
tarefas domésticas. 
c) inferioridade das mulheres que praticam as tarefas 
domésticas. 
d) relevância social das mulheres que possuem 
empregados para realizar as tarefas domésticas. 
e) independência das mulheres que não se prendem 
apenas às tarefas domésticas. 
 
2. (ENEM) 
 
A charge evoca uma situação de disputa. Seu efeito 
humorístico reside no(a) 
3
a) aceitação imediata da provocação. 
b) descaracterização do convite a um desafio. 
c) sugestão de armas não convencionais para um 
duelo. 
d) deslocamento temporal do comentário lateral. 
e) posicionamento relaxado dos personagens. 
 
3. (ENEM) !BRINCANDO!
KangaROOS llega a México con diseños atléticos, pero 
muy fashion. Tienen un toque vintage con diferentes 
formas y combinaciones de colores. Lo más cool de 
estos tenis es que tienen bolsas para guardar llaves o 
dinero.
Son ideales para hacer ejercicio y con unos jeans 
obtendras un look urbano.
 
www.kangaroos.com
Revista Glamour Latinoamérica. México, mar. 2010.
O texto publicitário utiliza diversas estratégias para 
enfatizar as características do produto que pretende 
vender. Assim, no texto, o uso de vários termos de 
outras línguas, que não a espanhola, tem a intenção de 
a) atrair a atenção do público alvo dessa propaganda. 
b) popularizar a prática de exercícios esportivos. 
c) agradar aos compradores ingleses desse tênis. 
d) incentivar os espanhóis a falarem outras línguas, 
e) enfatizar o conhecimento de mundo do autor do 
texto. 
 
4. (ENEM) 
 
As marcas de primeira pessoa do plural no texto da 
campanha de amamentação têm como finalidade 
a) incluir o enunciador no discurso para expressar 
formalidade. 
b) agregar diversas vozes para impor valores às 
lactantes. 
c) forjar uma voz coletiva para garantir adesão à 
campanha. 
d) promover uma identificação entre o enunciador e o 
leitor para aproximá-los. 
e) remeter à voz institucional promotora da campanha 
para conferir-lhe credibilidade. 
 
5. (ENEM) 
 
A acessibilidade é um tema de relevância tanto na 
esfera pública quanto na esfera privada. No cartaz, a 
exploração desse tema destaca a importância de se 
a) estimular os cadeirantes na superação de barreiras. 
b) respeitar o estacionamento destinado a cadeirantes. 
c) identificar as vagas reservadas aos cadeirantes. 
d) eliminar os obstáculos para o trânsito de cadeirantes. 
e) facilitar a locomoção de cadeirantes em 
estacionamentos. 
4
QUESTÕES 06 A 45
6. (ENEM) 
 
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no 
Universo...
Por isso minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
(Alberto Caeiro)
A tira "Hagar" e o poema de Alberto Caeiro (um dos 
heterônimos de Fernando Pessoa) expressam, com 
linguagens diferentes, uma mesma ideia: a de que a 
compreensão que temos do mundo é condicionada, 
essencialmente, 
a) pelo alcance de cada cultura. 
b) pela capacidade visual do observador. 
c) pelo senso de humor de cada um. 
d) pela idade do observador. 
e) pela altura do ponto de observação. 
 
7. (ENEM) O que a internet esconde de você
Sites de busca manipulam resultados. Redes sociais 
decidem quem vai ser seu amigo — e descartam as 
pessoas sem avisar. E, para cada site que você pode 
acessar, há 400 outros invisíveis.
Prepare-se para conhecer o lado oculto da internet.
 
Analisando-se as informações verbais e a imagem 
associada a uma cabeça humana, compreende-se que 
a venda 
a) representa a amplitude de informações que 
compõem a internet, às quais temos acesso em redes 
sociais e sites de busca. 
b) faz uma denúncia quanto às informações que são 
omitidas dos usuários da rede, sendo empregada no 
sentido conotativo. 
c) diz respeito a um buraco negro digital, onde estão 
escondidas as informações buscadas pelo usuário nos 
sites que acessa. 
d) está associada a um conjunto de restrições sociais 
presentes na vida daqueles que estão sempre 
conectados à internet. 
e) remete às bases de dados da web, protegidas por 
senhas ou assinaturas e às quais o navegador não tem 
acesso. 
 
8. (ESPCEX (AMAN)) Leia os versos a seguir e 
responda.
“Catar Feijão
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavrasna folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e o oco, palha eco,”
Alguidar: recipiente de barro, metal ou material 
plástico, usado para tarefas domésticas
Em Catar feijão, João Cabral de Melo Neto revela 
a) o princípio de que a poesia é fruto de inspiração 
poética, pois resulta de um trabalho emocional. 
b) influência do Dadaísmo ao escolher palavras, ao 
acaso, que nada significam para a construção da 
poesia. 
c) preocupação com a construção de uma poesia 
racional contrária ao sentimentalismo choroso. 
d) valorização do eu lírico, ao extravasar o estado de 
alma e o sentimento poético. 
e) valorização do pormenor mediante jogos de 
palavras, sobrecarregando a poesia de figura e de 
linguagem rebuscada. 
5
9. (ENEM) Leia o texto e examine a ilustração:
ÓBITO DO AUTOR
(....) expirei às duas horas da tarde de uma sexta-
feira do mês de agosto de 1869, na minha bela 
chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro 
anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca 
de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério 
por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não 
houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia - 
peneirava - uma chuvinha miúda, triste e constante, 
tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis 
da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no 
discurso que proferiu à beira de minha cova: -"Vós, 
que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer 
comigo que a natureza parece estar chorando a perda 
irreparável de um dos mais belos caracteres que tem 
honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas 
do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul 
como um crepe funéreo, tudo isto é a dor crua e má 
que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo 
isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado." (....)
(Adaptado. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. 
Ilustrado por Cândido Portinari. Rio de Janeiro: Cem Bibliófilos do 
Brasil, 1943. p.1.)
 
Compare o texto de Machado de Assis com a ilustração 
de Portinari.
É correto afirmar que a ilustração do pintor 
a) apresenta detalhes ausentes na cena descrita no 
texto verbal. 
b) retrata fielmente a cena descrita por Machado de 
Assis. 
c) distorce a cena descrita no romance. 
d) expressa um sentimento inadequado à situação. 
e) contraria o que descreve Machado de Assis. 
 
10. (ENEM) A crônica muitas vezes constitui um 
espaço para reflexão sobre aspectos da sociedade em 
que vivemos.
"Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu 
braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo 
dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo 
dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.
Talvez não fosse um Menino De Família, mas também 
não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. 
Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da 
moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá 
outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. 
Menino De Rua é aquele que quando a gente passa 
perto segura a bolsa com força porque pensa que ele 
é pivete, trombadinha, ladrão. (...) Na verdade não 
existem meninos De rua. Existem meninos NA rua. E 
toda vez que um menino está NA rua é porque alguém 
o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. 
Assim como são postos no mundo, durante muitos 
anos também são postos onde quer que estejam. Resta 
ver quem os põe na rua. E por quê."
(COLASSANTI, Marina. In: Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: 
Rocco, 1999.)
No terceiro parágrafo em "... não existem meninos De 
rua. Existem meninos NA rua.", a troca de De pelo Na 
determina que a relação de sentido entre "menino" e 
"rua" seja 
a) de localização e não de qualidade. 
b) de origem e não de posse. 
c) de origem e não de localização. 
d) de qualidade e não de origem. 
e) de posse e não de localização. 
 
11. (ENEM) Confidência do Itabirano
Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
Noventa por cento de ferro nas calçadas.
Oitenta por cento de ferro nas almas.
E esse alheamento do que na vida é porosidade e
 [comunicação.
A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e
 [sem horizontes.
6
E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
é doce herança itabirana.
De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
este orgulho, esta cabeça baixa...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói!
ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003.
Carlos Drummond de Andrade é um dos expoentes 
do movimento modernista brasileiro. Com seus 
poemas, penetrou fundo na alma do Brasil e trabalhou 
poeticamente as inquietudes e os dilemas humanos. 
Sua poesia é feita de uma relação tensa entre o 
universal e o particular, como se percebe claramente 
na construção do poema Confidência do Itabirano. 
Tendo em vista os procedimentos de construção do 
texto literário e as concepções artísticas modernistas, 
conclui-se que o poema acima 
a) representa a fase heroica do modernismo, devido ao 
tom contestatório e à utilização de expressões e usos 
linguísticos típicos da oralidade. 
b) apresenta uma característica importante do gênero 
lírico, que é a apresentação objetiva de fatos e dados 
históricos. 
c) evidencia uma tensão histórica entre o “eu” e a 
sua comunidade, por intermédio de imagens que 
representam a forma como a sociedade e o mundo 
colaboram para a constituição do indivíduo. 
d) critica, por meio de um discurso irônico, a posição 
de inutilidade do poeta e da poesia em comparação 
com as prendas resgatadas de Itabira. 
e) apresenta influências românticas, uma vez que 
trata da individualidade, da saudade da infância e do 
amor pela terra natal, por meio de recursos retóricos 
pomposos. 
 
12. (ENEM PPL) 
 
Em sua conversa com o pai, Calvin busca persuadi-lo, 
recorrendo à estratégia argumentativa de 
a) mostrar que um bom trabalho como pai implica a 
valorização por parte do filho. 
b) apelar para a necessidade que o pai demonstra de 
ser bem-visto pela família. 
c) explorar a preocupação do pai com a própria imagem 
e popularidade. 
d) atribuir seu ponto de vista a terceiros para respaldar 
suas intenções. 
e) gerar um conflito entre a solicitação da mãe e os 
interesses do pai. 
 
13. (ENEM PPL) – Recusei a mão de minha filha, 
porque o senhor é... filho de uma escrava. 
– Eu?
– O senhor é um homem de cor!... Infelizmente esta 
é a verdade... Raimundo tornou-se lívido. Manoel 
prosseguiu, no fim de um silêncio:
– Já vê o amigo que não é por mim que lhe recusei 
Ana Rosa, mas é por tudo! A família de minha mulher 
sempre foi muito escrupulosa a esse respeito, e como 
ela é toda a sociedade do Maranhão! Concordo que 
seja uma asneira; concordo que seja um prejuízo 
tolo! O senhor porém não imagina o que é por cá a 
prevenção contra os mulatos!... Nunca me perdoariam 
um tal casamento; além do que, para realizá-lo, teria 
que quebrar a promessa que fiz a minha sogra, de 
não dar a neta senão a um branco de lei, português ou 
descendente direto de portugueses!
AZEVEDO, A. O mulato. São Paulo: Escala, 2008.
Influenciada pelo ideário cientificista do Naturalismo, 
a obra destaca o modo como o mulato era visto pela 
sociedade de fins do século XIX. Nesse trecho, Manoel 
traduz uma concepção em que a 
a) miscigenação racial desqualificava o indivíduo. 
b) condição econômica anulada os conflitos raciais. 
c) discriminação racial era condenadapela sociedade. 
d) escravidão negava o direito da negra à maternidade. 
e) união entre mestiços era um risco à hegemonia dos 
brancos. 
7
14. (ENEM PPL) O exercício da crônica
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, 
como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, 
na qual este é levado meio a tapas pelas personagens 
e situações que, azar dele, criou porque quis. Com 
um prosador cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-
se diante de sua máquina, acende um cigarro, olha 
através da janela e busca fundo em sua imaginação 
um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário 
matutino, ou da véspera, em que, com duas artimanhas 
peculiares, possa injetar um sangue novo.
MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São 
Paulo: Cia. das Letras, 1991.
Nesse trecho, Vinicius de Moraes exercita a crônica 
para pensá-la como gênero e prática. Do ponto de vista 
dele, cabe ao cronista 
a) criar fatos com a imaginação. 
b) reproduzir as notícias dos jornais. 
c) escrever em linguagem coloquial. 
d) construir personagens verossímeis. 
e) ressignificar o cotidiano pela escrita. 
 
15. (ENEM) Texto 1
Mulher, Irmã, escuta-me: não ames,
Quando a teus pés um homem terno e curvo
jurar amor, chorar pranto de sangue,
Não creias, não, mulher: ele te engana!
As lágrimas são gotas da mentira
E o juramento manto da perfídia.
(Joaquim Manoel de Macedo)
Texto 2
Teresa, se algum sujeito bancar o
sentimental em cima de você
E te jurar uma paixão do tamanho de um
bonde
Se ele chorar
Se ele ajoelhar
Se ele se rasgar todo
Não acredite não Teresa
É lágrima de cinema
É tapeação
Mentira
CAI FORA
(Manuel Bandeira)
Os autores, ao fazerem alusão às imagens da lágrima 
sugerem que: 
a) há um tratamento idealizado da relação homem/
mulher. 
b) há um tratamento realista da relação homem/
mulher. 
c) a relação familiar é idealizada. 
d) a mulher é superior ao homem. 
e) a mulher é igual ao homem. 
 
16. (G1 - IFAL) Oficina irritada
 Eu quero compor um soneto duro
 como poeta algum ousara escrever.
 Eu quero pintar um soneto escuro,
 seco, abafado, difícil de ler.
 Quero que meu soneto, no futuro,
 não desperte em ninguém nenhum
 prazer.
 E que, no seu maligno ar imaturo,
 ao mesmo tempo saiba ser, não ser.
 Esse meu verbo antipático e impuro
 há de pungir, há de fazer sofrer,
 tendão de Vênus sob o pedicuro.
 Ninguém o lembrará: tiro no muro,
 cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
 claro enigma, se deixa surpreender.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 39.ed.Rio de 
Janeiro: Record, 1998. p. 188)
Com base na leitura do poema de Carlos Drummond 
e nos seus conhecimentos acerca das funções da 
linguagem, assinale a alternativa correta. 
a) Estão presentes as funções poética e metalinguística 
da linguagem, uma vez que o texto chama a atenção 
para o arranjo singular da mensagem e discute o código. 
b) Estão presentes as funções fática e poética da 
linguagem, pois, no texto, há o teste do canal e um 
arranjo singular da mensagem. 
c) Está presente apenas a função poética, já que o 
texto, sendo um poema, não permite a presença de 
outra função da linguagem. 
8
d) Estão presentes as funções referencial e poética, 
porque, no texto, a atenção recai tanto sobre o referente 
quanto sobre a mensagem. 
e) Estão presentes as funções poética e conativa, já que 
há uma centralidade, ao mesmo tempo, na mensagem 
e no receptor. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 A ROSA DE HIROXIMA
 Pensem nas crianças
 Mudas telepáticas 
 Pensem nas meninas
 Cegas inexatas
 Pensem nas mulheres
 Rotas alteradas
 Pensem nas feridas
 Como rosas cálidas
 Mas oh não se esqueçam
 Da rosa da rosa
 Da rosa de Hiroxima
 A rosa hereditária
 A rosa radioativa
 Estúpida e inválida
 A rosa com cirrose
 A antirrosa atômica
 Sem cor sem perfume
 Sem rosa sem nada.
Vinicius de Moraes, Antologia poética. 
17. (FUVEST) Neste poema, 
a) a referência a um acontecimento histórico, ao 
privilegiar a objetividade, suprime o teor lírico do 
texto. 
b) parte da força poética do texto provém da associação 
da imagem tradicionalmente positiva da rosa a 
atributos negativos, ligados à ideia de destruição. 
c) o caráter politicamente engajado do texto é 
responsável pela sua despreocupação com a 
elaboração formal. 
d) o paralelismo da construção sintática revela que o 
texto foi escrito originalmente como letra de canção 
popular. 
e) o predomínio das metonímias sobre as metáforas 
responde, em boa medida, pelo caráter concreto do 
texto e pelo vigor de sua mensagem. 
18. (ENEM PPL) – Não, mãe. Perde a graça. Este ano, a 
senhora vai ver. Compro um barato.
– Barato? Admito que você compre uma lembrancinha 
barata, mas não diga isso a sua mãe. É fazer pouco-
caso de mim.
– Ih, mãe, a senhora está por fora mil anos. Não sabe 
que barato é o melhor que tem, é um barato!
– Deixe eu escolher, deixe...
– Mãe é ruim de escolha. Olha aquele blazer furado 
que a senhora me deu no Natal!
– Seu porcaria, tem coragem de dizer que sua mãe lhe 
deu um blazer furado?
– Viu? Não sabe nem o que é furado? Aquela cor já era, 
mãe, já era!
ANDRADE, C. D. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.
O modo como o filho qualifica os presentes é 
incompreendido pela mãe, e essas escolhas lexicais 
revelam diferenças entre os interlocutores, que estão 
relacionadas 
a) à linguagem infantilizada. 
b) ao grau de escolaridade. 
c) à dicotomia de gêneros. 
d) às especificidades de cada faixa etária. 
e) à quebra de regras da hierarquia familiar. 
 
19. (ENEM) OXÍMORO (ou PARADOXO) é uma 
construção textual que agrupa significados que 
se excluem mutuamente. Para Garfield, a frase de 
saudação de Jon (tirinha a seguir) expressa o maior de 
todos os oxímoros.
 
Nas alternativas a seguir, estão transcritos versos 
retirados do poema "O operário em construção". Pode-
se afirmar que ocorre um oxímoro em 
a) "Era ele que erguia casas
 Onde antes só havia chão." 
b) "... a casa que ele fazia
 Sendo a sua liberdade
 Era sua escravidão." 
9
c) "Naquela casa vazia
 Que ele mesmo levantara
 Um mundo novo nascia
 De que sequer suspeitava." 
d) "... o operário faz a coisa
 E a coisa faz o operário." 
e) "Ele, um humilde operário
 Um operário que sabia
 Exercer a profissão."
(MORAES, Vinícius de. Antologia Poética. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1992.) 
 
20. (FUVEST) Sim, estou me associando à campanha 
nacional contra os verbos que acabam em "ilizar". Se 
nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos 
do que os terminados simplesmente em "ar". Todos 
os dias os maus tradutores de livros de marketing e 
administração disponibilizam mais e mais termos 
infelizes, que imediatamente são operacionalizados 
pela mídia, 1reinicializando palavras que já existiam 
e eram perfeitamente claras e eufônicas.
A doença está tão disseminada que muitos verbos 
honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, 
estão a ponto decair em desgraça entre pessoas de 
ouvidos sensíveis. Depois que você fica alérgico 
a disponibilizar, como você vai admitir, digamos, 
2"viabilizar"? É triste demorar tanto tempo para a 
gente se dar conta de que 3"desincompatibilizar" 
sempre foi um palavrão.
FREIRE, Ricardo. Complicabilizando. Época, ago. 2003.
Com base no texto, é correto afirmar: 
a) A “campanha nacional” a que se refere o autor tem 
por objetivo banir da língua portuguesa os verbos 
terminados em “ilizar”. 
b) O autor considera o emprego de verbos como 
“reinicializando” (ref. 1) e “viabilizar” (ref. 2) uma 
verdadeira “doença”. 
c) A maioria dos verbos terminados em “(i)lizar”, 
presentes no texto, foi incorporada à língua por 
influência estrangeira. 
d) O autor, no final do primeiro parágrafo, acaba 
usando involuntariamente os verbos que ele condena. 
e) Os prefixos “des” e “in”, que entram na formação 
do verbo“desincompatibilizar” (ref. 3), têm sentido 
oposto, por isso o autor o considera um “palavrão”. 
 
21. (ENEM) Contranarciso
em mim
eu vejo o outro
e outro
e outro
enfim dezenas
trens passando
vagões cheios de gente
centenas
o outro
que há em mim
é você
você
e você
assim como
eu estou em você
eu estou nele
em nós
e só quando
estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós
LEMINSKI, P. Toda poesia. São Paulo: Cia. das Letras. 2013.
A busca pela identidade constitui uma faceta da tradição 
literária, redimensionada pelo olhar contemporâneo. 
No poema, essa nova dimensão revela a 
a) ausência de traços identitários. 
b) angústia com a solidão em público. 
c) valorização da descoberta do “eu” autêntico. 
d) percepção da empatia como fator de 
autoconhecimento. 
e) impossibilidade de vivenciar experiências de 
pertencimento. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
 O CANTO DO GUERREIRO
 Aqui na floresta
 Dos ventos batida,
 Façanhas de bravos
10
 Não geram escravos,
 Que estimem a vida
 Sem guerra e lidar.
 - Ouvi-me, Guerreiros,
 - Ouvi meu cantar.
 Valente na guerra,
 Quem há, como eu sou?
 Quem vibra o tacape
 Com mais valentia?
 Quem golpes daria
 Fatais, como eu dou?
 - Guerreiros, ouvi-me;
 - Quem há, como eu sou?
Gonçalves Dias.
MACUNAÍMA
(Epílogo)
 
 Acabou-se a história e morreu a vitória.
 Não havia mais ninguém lá. Dera 
tangolomângolo na tribo Tapanhumas e os filhos dela 
se acabaram de um em um. Não havia mais ninguém 
lá. Aqueles lugares, aqueles campos, furos puxadouros 
arrastadouros meios-barrancos, aqueles matos 
misteriosos, tudo era solidão do deserto... Um silêncio 
imenso dormia à beira do rio Uraricoera. Nenhum 
conhecido sobre a terra não sabia nem falar da tribo 
nem contar aqueles casos tão pançudos. Quem podia 
saber do Herói?
Mário de Andrade. 
22. (ENEM) A leitura comparativa dos dois textos 
indica que 
a) ambos têm como tema a figura do indígena brasileiro 
apresentada de forma realista e heroica, como símbolo 
máximo do nacionalismo romântico. 
b) a abordagem da temática adotada no texto escrito 
em versos é discriminatória em relação aos povos 
indígenas do Brasil. 
c) as perguntas "- Quem há, como eu sou?" (10. texto) 
e "Quem podia saber do Herói?" (20. texto) expressam 
diferentes visões da realidade indígena brasileira. 
d) o texto romântico, assim como o modernista, aborda 
o extermínio dos povos indígenas como resultado do 
processo de colonização no Brasil. 
e) os versos em primeira pessoa revelam que os 
indígenas podiam expressar-se poeticamente, mas 
foram silenciados pela colonização, como demonstra 
a presença do narrador, no segundo texto. 
 
23. (ENEM) "Narizinho correu os olhos pela assistência. 
Não podia haver nada mais curioso. Besourinhos de 
fraque e flores na lapela conversavam com baratinhas 
de mantilha e miosótis nos cabelos. Abelhas douradas, 
verdes e azuis, falavam mal das vespas de cintura 
fina - achando que era exagero usarem coletes 
tão apertados. Sardinhas aos centos criticavam os 
cuidados excessivos que as borboletas de toucados 
de gaze tinham com o pó das suas asas. Mamangavas 
de ferrões amarrados para não morderem. E canários 
cantando, e beija-flores beijando flores, e camarões 
camaronando, e caranguejos caranguejando, tudo 
que é pequenino e não morde, pequeninando e não 
mordendo."
(LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. São Paulo: Brasiliense, 
1947.)
No último período do trecho, há uma série de verbos 
no gerúndio que contribuem para caracterizar o 
ambiente fantástico descrito.
Expressões como "camaronando", "caranguejando" 
e "pequeninando e não mordendo" criam, 
principalmente, efeitos de 
a) esvaziamento de sentido. 
b) monotonia do ambiente. 
c) estaticidade dos animais. 
d) interrupção dos movimentos. 
e) dinamicidade do cenário. 
 
24. (G1 - IFBA) 
 
Da leitura do texto, é possível concluir: 
a) A evolução tecnológica permitiu uma mudança no 
papel da mulher na sociedade. 
b) O texto mostra que as mulheres agora, além de 
terem que aprender corte e costura, deverão também 
aprender a programar computadores. 
11
c) Em relação às tarefas femininas, houve apenas uma 
mudança tecnológica. 
d) Segundo o texto, falta às mulheres habilidade para 
manipular os avanços tecnológicos. 
e) A tira denuncia a exclusão digital das mulheres 
modernas. 
 
25. (ENEM) 
 
A linguagem da tirinha revela 
a) o uso de expressões linguísticas e vocabulário 
próprios de épocas antigas. 
b) o uso de expressões linguísticas inseridas no 
registro mais formal da língua. 
c) o caráter coloquial expresso pelo uso do tempo 
verbal no segundo quadrinho. 
d) o uso de um vocabulário específico para situações 
comunicativas de emergência. 
e) a intenção comunicativa dos personagens: a de 
estabelecer a hierarquia entre eles. 
 
26. (ENEM PPL) TEXTO I
Versos de amor
A um poeta erótico
Oposto ideal ao meu ideal conservas.
Diverso é, pois, o ponto outro de vista
Consoante o qual, observo o amor, do egoísta
Modo de ver, consoante o qual, o observas.
Porque o amor, tal como eu o estou amando,
É Espírito, é éter, é substância fluida,
É assim como o ar que a gente pega e cuida,
Cuida, entretanto, não o estar pegando!
É a transubstanciação de instintos rudes,
Imponderabilíssima, e impalpável,
Que anda acima da carne miserável
Como anda a garça acima dos açudes!
ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996 (fragmento).
TEXTO II
Arte de amar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua 
alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 1993.
Os Textos I e II apresentam diferentes pontos de vista 
sobre o tema amor. Apesar disso, ambos definem esse 
sentimento a partir da oposição entre 
a) satisfação e insatisfação. 
b) egoísmo e generosidade. 
c) felicidade e sofrimento. 
d) corpo e espírito. 
e) ideal e real. 
 
27. (ENEM PPL) MORUMBI PRÓXIMA AO COL. PIO 
XII 
Linda residência rodeada por maravilhoso jardim com 
piscina e amplo espaço gourmet. 
1 000 m2 construídos em 2 000 m2 de terreno, 6 
suítes. R$ 3 200 000. Rua tranquila: David Pimentel. 
Cód. 480067 Morumbi Palácio Tel.: 3740-5000 
Folha de São Paulo. Classificados, 27 fev. 2012 (adaptado).
Os gêneros textuais nascem emparelhados a 
necessidades e atividades da vida sociocultural. Por 
isso, caracterizam-se por uma função social específica, 
um contexto de uso, um objetivo comunicativo e por 
peculiaridades linguísticas e estruturais que lhes 
conferem determinado formato. Esse classificado 
procura convencer o leitor a comprar um imóvel e, 
para isso, utiliza-se 
a) da predominância das formas imperativas dos 
verbos e de abundância de substantivos. 
b) de uma riqueza de adjetivos que modificam os 
substantivos, revelando as qualidades do produto. 
c) de uma enumeração de vocábulos, que visam 
conferir ao texto um efeito de certeza. 
12
d) do emprego de numerais, quantificando as 
características e aspectos positivos do produto. 
e) da exposição de opiniões de corretores de imóveis 
no que se refere à qualidade do produto. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
V – O samba
À direita do terreiro, adumbra-se* na escuridão um 
maciço de construções, ao qual às vezes recortam 
no azul do céu os trêmulos vislumbres das labaredas 
fustigadas pelo vento.
(...)
É aí o quartel ou quadrado da fazenda, nome que tem 
um grande pátio cercado de senzalas, às vezes com 
alpendrada corrida em volta, e um ou dois portões que 
o fecham como praça d’armas.
Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo chão, 
que ela cobriu de brasido e cinzas, dançam os pretos 
o samba com um frenesi que toca o delírio. Não sedescreve, nem se imagina esse desesperado saracoteio, 
no qual todo o corpo estremece, pula, sacode, gira, 
bamboleia, como se quisesse desgrudar-se.
Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam no 
cangote das mães, ou se enrolam nas saias das 
raparigas. Os mais taludos viram cambalhotas e 
pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um 
desses corta jaca no espinhaço do pai, negro fornido, 
que não sabendo mais como desconjuntar-se, atirou 
consigo ao chão e começou de rabanar como um peixe 
em seco. (...)
José de Alencar, Til.
(*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se. 
28. (FUVEST) Considerada no contexto histórico a 
que se refere Til, a desenvoltura com que os escravos, 
no excerto, se entregam à dança é representativa do 
fato de que 
a) a escravidão, no Brasil, tal como ocorreu na América 
do Norte e no Caribe, foi branda. 
b) se permitia a eles, em ocasiões especiais e sob 
vigilância, que festejassem a seu modo. 
c) teve início nas fazendas de café o sincretismo das 
culturas negra e branca, que viria a caracterizar a 
cultura brasileira. 
d) o narrador entendia que o samba de terreiro era, em 
realidade, um ritual umbandista disfarçado. 
e) foi a generalização, entre eles, do alcoolismo, que 
tornou antieconômica a exploração da mão de obra 
escrava nos cafezais paulistas. 
 
29. (ENEM PPL) 
 
A cada verão, o Aedes aegypti, mosquito transmissor da 
dengue, traz preocupação para os brasileiros. A charge 
retrata essa situação a que o país está submetido. 
Considerando os objetivos da charge, sua posição 
crítica se dá na medida em que 
a) compara o mosquito a um esportista. 
b) enfatiza o poder de resistência do inseto. 
c) elege o mosquito como o vilão da saúde. 
d) atribui características humanas ao mosquito. 
e) ignora a gravidade da questão por meio do humor. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o seguinte trecho de uma entrevista concedida 
pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim 
Barbosa:
Entrevistador: - O protagonismo do STF dos últimos 
tempos tem usurpado as funções do Congresso?
Entrevistado: - Temos uma Constituição muito boa, 
mas excessivamente detalhista, com um número 
imenso de dispositivos e, por isso, suscetível a fomentar 
interpretações e toda sorte de litígios. Também 
temos um sistema de jurisdição constitucional, 
talvez único no mundo, com um rol enorme de 
agentes e instituições dotadas da prerrogativa ou de 
competência para trazer questões ao Supremo. É um 
leque considerável de interesses, de visões, que acaba 
causando a intervenção do STF nas mais diversas 
questões, nas mais diferentes áreas, inclusive dando 
margem a esse tipo de acusação. Nossas decisões não 
deveriam passar de duzentas, trezentas por ano. Hoje, 
13
são analisados cinquenta mil, sessenta mil processos. 
É uma insanidade.
Veja, 15/06/2011. 
30. (FUVEST) No trecho “dotadas da prerrogativa ou de 
competência”, a presença de artigo antes do primeiro 
substantivo e a sua ausência antes do segundo fazem 
que o sentido de cada um desses substantivos seja, 
respectivamente, 
a) figurado e próprio. 
b) abstrato e concreto. 
c) específico e genérico. 
d) técnico e comum. 
e) lato e estrito. 
 
31. (ENEM) 
 
Assinale o trecho do diálogo que apresenta um registro 
informal, ou coloquial, da linguagem. 
a) "Tá legal, espertinho! Onde é que você esteve?!" 
b) E lembre-se: se você disser uma mentira, os seus 
chifres cairão!" 
c) "Estou atrasado porque ajudei uma velhinha a 
atravessar a rua..." 
d) "... e ela me deu um anel mágico que me levou a um 
tesouro" 
e) "mas bandidos o roubaram e os persegui até a 
Etiópia, onde um dragão..." 
 
32. (G1 - IFSC) Texto 1
 
Texto 2
Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o 
homem pertence à Terra.
Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como 
o sangue que une uma família. Há uma ligação em 
tudo. O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos 
da terra. O homem não teceu o tecido da vida: ele é 
simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao 
tecido, fará a si mesmo.
Fragmento da Carta do Cacique americano ao Presidente dos 
Estados Unidos da América em 1855. Disponível em: <http://
comitepaz.org.br/chefe_seattle.htm>. Acesso em: 19 ago. 2016.
Considerando os textos 1 e 2 , assinale a alternativa 
CORRETA. 
a) Os dois textos falam sobre doenças sanguíneas que 
atualmente afetam as pessoas de uma mesma família. 
b) Ambos os textos têm como tema a necessidade de 
cuidarmos do nosso Planeta. 
c) Os dois textos têm como tema central as belezas 
naturais. 
d) Os dois textos destacam os cuidados que o homem 
demonstra ter com a natureza. 
e) Em ambos os textos, o Presidente dos Estados Unidos 
é criticado por suas atitudes contra a preservação do 
planeta. 
 
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: 
Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio;
O mundo todo abarco e nada aperto.
É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora certo.
Estando em terra, chego ao Céu voando;
Numa hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar uma hora.
Se me pergunta alguém por que assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.
(www.fredb.sites.uol.com.br/lusdecam.htm) 
14
33. (G1 - IFSP) Considere:
• ardor x frio
• choro x rio
• abarco x nada aperto
Esses jogos de palavras, exemplos do pré-Barroco na 
poesia de Camões, constituem 
a) eufemismos que revelam o sofrimento do eu lírico. 
b) antíteses que confirmam o desconcerto do eu lírico. 
c) sinestesias que marcam as contradições do eu lírico. 
d) hipérboles que exageram o sofrimento do eu lírico. 
e) metáforas que comparam a dor com a vida do eu 
lírico. 
 
34. (G1 - IFSP) A leitura do poema permite afirmar 
que o eu lírico se sente 
a) confuso, provavelmente pelo amor que tem por uma 
senhora. 
b) alegre, provavelmente porque seu amor é 
correspondido. 
c) triste, provavelmente porque não consegue amar 
ninguém. 
d) desconcertado, provavelmente porque a senhora o 
ama demais. 
e) perdido, provavelmente porque foi rejeitado pela 
amada. 
 
35. (ENEM) 
 
Nesse texto, a combinação de elementos verbais e não 
verbais configura-se como estratégia argumentativa 
para 
a) manifestar a preocupação do governo com a 
segurança dos pedestres. 
b) associar a utilização do celular às ocorrências de 
atropelamento de crianças. 
c) orientar pedestres e motoristas quanto à utilização 
responsável do telefone móvel. 
d) influenciar o comportamento de motoristas em 
relação ao uso de celular no trânsito. 
e) alertar a população para os riscos da falta de atenção 
no trânsito das grandes cidades. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia estes poemas.
Texto 1 - AUTO-RETRATO
Provinciano que nunca soube
Escolher bem uma gravata;
Pernambucano a quem repugna
A faca do pernambucano;
Poeta ruim que na arte da prosa
Envelheceu na infância da arte,
E até mesmo escrevendo crônicas
Ficou cronista de província;
Arquiteto falhado, músico
Falhado (engoliu um dia
Um piano, mas o teclado
Ficou de fora); sem família,
Religião ou filosofia;
Mal tendo a inquietação de espírito
Que vem do sobrenatural,
E em matéria de profissão
Um tísico* profissional.
(Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 
1983. p. 395.)
(*) tísico = tuberculoso
Texto 2 - POEMA DE SETE FACES
Quando eu nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
(....)
Meu Deus, por que me abandonaste
15
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo
mais vastoé o meu coração.
(Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. Rio de Janeiro: 
Aguilar, 1964. p. 53.) 
36. (ENEM) No verso "Meu Deus, por que me 
abandonaste" do texto 2, Drummond retoma as 
palavras de Cristo, na cruz, pouco antes de morrer. 
Esse recurso de repetir palavras de outrem equivale a 
a) emprego de termos moralizantes. 
b) uso de vício de linguagem pouco tolerado. 
c) repetição desnecessária de ideias. 
d) emprego estilístico da fala de outra pessoa. 
e) uso de uma pergunta sem resposta. 
 
37. (G1 - CPS) Analise a charge considerando que o 
personagem de terno seja o dono da empresa aérea.
 
Nessa charge, identifica-se a figura de linguagem 
a) antítese, já que os comissários de bordo apresentam 
reação idêntica ao saberem da demissão. 
b) personificação, visto que o objetivo principal da 
charge é criar uma cena divertida e plena de humor. 
c) hipérbole, pois há um exagero na solução drástica 
encontrada pelo dono da empresa para demitir os 
comissários. 
d) metonímia, porque se percebe a indiferença do dono 
da empresa perante a sensação de terror da tripulação. 
e) eufemismo, pois o dono da empresa resolve, sem 
sutileza, como cortar parte dos funcionários da 
empresa aérea. 
 
38. (ENEM) Sobre a exposição de Anita Malfatti, 
em 1917, que muito influenciaria a Semana de Arte 
Moderna, Monteiro Lobato escreveu, em artigo 
intitulado Paranoia ou Mistificação:
 Há duas espécies de artistas. Uma composta 
dos que veem as coisas e em consequência fazem 
arte pura, guardados os eternos ritmos da vida, e 
adotados, para a concretização das emoções estéticas, 
os processos clássicos dos grandes mestres. (...) A 
outra espécie é formada dos que veem anormalmente 
a natureza e a interpretam à luz das teorias efêmeras, 
sob a sugestão estrábica das escolas rebeldes, surgidas 
cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. (...). Estas 
considerações são provocadas pela exposição da sra. 
Malfatti, onde se notam acentuadíssimas tendências 
para uma atitude estética forçada no sentido das 
extravagâncias de Picasso & cia.
O Diário de São Paulo, dez./1917.
Em qual das obras a seguir identifica-se o estilo de 
Anita Malfatti criticado por Monteiro Lobato no artigo? 
a) 
b) 
c) 
16
d) 
e) 
 
39. (ENEM) 
 
Um dia, os imigrantes aglomerados na amurada da 
proa chegavam à fedentina quente de um porto, num 
silêncio de mato e de febre amarela. Santos. - É aqui! 
Buenos Aires é aqui! - Tinham trocado o rótulo das 
bagagens, desciam em fila. Faziam suas necessidades 
nos trens dos animais onde iam. Jogavam-nos num 
pavilhão comum em São Paulo. - Buenos Aires é 
aqui! - Amontoados com trouxas, sanfonas e baús, 
num carro de bois, que pretos guiavam através do 
mato por estradas esburacadas, chegavam uma tarde 
nas senzalas donde acabava de sair o braço escravo. 
Formavam militarmente nas madrugadas do terreiro 
homens e mulheres, ante feitores de espingarda ao 
ombro.
Oswald de Andrade. "Marco Zero II - Chão". Rio de Janeiro: Globo, 1991.
Levando-se em consideração o texto de Oswald de 
Andrade e a pintura de Antonio Rocco reproduzida 
acima, relativos à imigração europeia para o Brasil, é 
correto afirmar que 
a) a visão da imigração presente na pintura é trágica e, 
no texto, otimista. 
b) a pintura confirma a visão do texto quanto à 
imigração de argentinos para o Brasil. 
c) os dois autores retratam dificuldades dos imigrantes 
na chegada ao Brasil. 
d) Antonio Rocco retrata de forma otimista a imigração, 
destacando o pioneirismo do imigrante. 
e) Oswald de Andrade mostra que a condição de vida 
do imigrante era melhor que a dos ex-escravos. 
 
40. (G1 - IFSC) Leia e observe com atenção o quadrinho 
e, a seguir, assinale a alternativa CORRETA.
a) A mensagem de humor transmitida pelo quadrinho 
se dá com a concomitância da linguagem escrita e da 
linguagem visual. 
b) Só a linguagem escrita é suficiente para a composição 
e a transmissão da mensagem humorística contida no 
quadrinho. 
c) É na linguagem visual que está centrada toda a 
mensagem humorística transmitida, sendo a escrita 
dispensável. 
d) A mensagem escrita no quadrinho, representada 
pela fala da personagem, apresenta todas as 
características da linguagem culta, ou padrão. 
e) Na mensagem escrita, há ocorrência de um mesmo 
substantivo, ora no masculino, ora no feminino. 
 
41. (FGV) Examine o seguinte texto, extraído de uma 
matéria jornalística:
Segundo estudos da USP, por ano, 50 milhões de 
raios caem no país. Especialistas dizem que numa 
17
tempestade a pessoa deve evitar lugares altos e 
abertos, como campos de futebol e ficar sob árvores, 
dentro de mar ou piscina.
Folha de S. Paulo, 07/01/2012.
Tendo em vista sua finalidade comunicativa, pode-se 
apontar, nesse texto, o defeito da 
a) ambiguidade. 
b) redundância. 
c) prolixidade. 
d) inadequação léxica. 
e) mistura de variedades linguísticas. 
 
42. (ENEM PPL) Evocação do Recife
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada…
BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova 
Fronteira, 2007.
Segundo o poema de Manuel Bandeira, as variações 
linguísticas originárias das classes populares devem 
ser 
a) satirizadas, pois as várias formas de se falar o 
português no Brasil ferem a língua portuguesa 
autêntica. 
b) questionadas, pois o povo brasileiro esquece a 
sintaxe da língua portuguesa. 
c) subestimadas, pois o português “gostoso” de 
Portugal deve ser a referência de correção linguística. 
d) reconhecidas, pois a formação cultural brasileira é 
garantida por meio da fala do povo. 
e) reelaboradas, pois o povo “macaqueia” a língua 
portuguesa original. 
 
43. (G1 - IFPE) 
 
Na tirinha de Quino, a personagem Mafalda afirma, 
no último quadrinho, ter sido persuadida por Susanita 
(sua interlocutora), esta teria sido, inclusive, a razão 
para Mafalda apelar para a violência. A propósito, 
qual foi a estratégia argumentativa de que se valeu a 
personagem Susanita para convencer Mafalda? 
a) Exemplificação, pois Susanita cita um fato ocorrido 
com Mafalda que materializa a tese que defende. 
b) Utilização de dados concretos, visto que a 
personagem faz uso de elementos como: estatísticas, 
valores financeiros e pesquisas de opinião. 
c) Argumentação por causa-consequência, pois 
estabelece uma relação entre a sua tese e as 
consequências que uma opção diferente poderia gerar. 
d) Argumentação por testemunho de autoridade, uma 
vez que Susanita é uma pessoa reconhecida como 
profunda conhecedora do assunto debatido. 
e) Indução, pois Susanita elabora sua estratégia 
argumentativa de acordo com os anseios que a 
personagem Mafalda possui. 
 
44. (ITA) O poema abaixo traz a seguinte característica 
da escola literária em que se insere:
Violões que Choram...
Cruz e Sousa
Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
18
bocas murmurejantes de lamento.
Noites de além, remotas, que eu recordo,
noites de solidão, noites remotas
que nos azuis da Fantasia bordo,
vou constelando de visões ignotas.
Sutis palpitações à luz da lua,
anseio dos momentos mais saudosos,
quando lá choram na deserta rua
as cordas vivas dos violões chorosos.
[...] 
a) tendência à morbidez. 
b) lirismo sentimental e intimista. 
c) precisão vocabular e economia verbal. 
d) depuração formal e destaque para a sensualidade 
feminina. 
e) registro da realidade através da percepção sensorial 
do poeta. 
 
45. (Fuvest) Examine o anúncio.
 
No contexto do anúncio, a frase “A diferença tem que 
ser só uma letra” pressupõe a 
a) necessidade de leis de proteção para todos que 
trabalham. 
b) existência de desigualdade entre homens e mulheres 
no mercado de trabalho.c) permanência de preconceito racial na contratação 
de mulheres para determinadas profissões. 
d) importância de campanhas dirigidas para a mulher 
trabalhadora. 
e) discriminação de gênero que se manifesta na 
própria linguagem. 
ANOTAÇÕES
19
TEMA DE REDAÇÃO: O EXCESSO DE BUROCRACIA COMO OBSTÁCULO PARA O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS 
TEXTO 1
O termo Burocracia foi usado pela primeira vez em 
meados do século XVIII, pelo economista fisiocrático 
Vincent de Gournay. Ele pretendia designar o poder 
exercido pelos funcionários na administração da 
monarquia francesa.
Etimologicamente, burocracia revela uma figura de 
linguagem: soma o termo francês “bureau” – mesa, 
escrivaninha, com o derivativo “cracia” – do grego 
Kratos, poder.
A imagem sugerida pelo termo procede. O vertiginoso 
aumento de tarefas complexas atribuídas ao governo no 
Estado Moderno definiu um design tirânico de mesas 
e escrivaninhas, ocupadas por funcionários armados 
com papel, caneta e carimbos, retroalimentados pelo 
tráfego de documentos por eles próprios regulado.
Ludwig Von Mises, ao analisar os tentáculos 
burocráticos da economia moderna, ponderou 
que “Para cuidar das tarefas básicas do governo, o 
aparato burocrático é necessário”. (…) “O que muitos 
atualmente consideram perverso não é a burocracia, 
mas a expansão da esfera da vida à qual a gestão 
burocrática é aplicada.” Karl Marx – pai do socialismo 
científico, no entanto, sentenciou: “a burocracia tem o 
Estado em seu poder: ele é sua propriedade privada”.
Portanto, seja causa, seja efeito, não há burocracia 
ideal. Como expressão ideológica, a burocracia não 
representa o Estado, é mera representação social dela 
própria.
Fonte: https://www.ambientelegal.com.br/a-burocracia-esta-
matando-o-brasil/
TEXTO 2
Fonte: Politize
TEXTO 3
Tenho um amigo que abriu uma MEI e virou 
“microempreendedor individual”. O cara foi lá, abriu 
a empresa e começou a trabalhar. Prestou alguns 
serviços até que um cliente disse que só lhe pagaria 
se ele abrisse uma conta pessoa jurídica. O sujeito 
foi no banco abrir a conta e lhe pediram a carteira de 
identidade. Ele havia perdido a carteira, mas tinha 
o passaporte e a carteira de trabalho. Não deu. Foi 
ao Poupatempo fazer a identidade e lhe pediram a 
certidão de nascimento. Mostrou passaporte e outros 
papéis, mas não adiantou. Precisava da certidão. Ele 
era novo em São Paulo e pediu para um parente revirar 
suas coisas em Curitiba. O cara achou e mandou pelo 
correio. De volta ao Poupatempo lhe pediram dez 
dias para entregar a carteira. Depois voltou ao banco, 
entregou a papelada, desta vez com a carteirinha, e lhe 
prometeram que em até dez dias teria uma resposta 
da análise dos documentos. O dinheiro ainda não 
recebeu, mas, como bom brasileiro, não desiste nunca.
Fonte: https://epoca.globo.com/politica/fernando-schuler/
noticia/2017/02/logica-infernal-da-burocracia-no-brasil.html
TEXTO 4
A burocracia atrapalha tanto a rotina das empresas 
quanto a do cidadão comum. É o que constatam duas 
pesquisas divulgadas pela Federação das Indústrias 
do Estado de São Paulo (Fiesp).
Segundo a pesquisa, a maioria da população (84%) 
considera o país burocrático. E para 75%, o excesso 
de burocracia é um estímulo à corrupção. Quase 80% 
(77%) disseram também que a burocracia dificulta a 
compra de bens como veículos e imóveis. Apenas 36% 
dos entrevistados avaliam que o governo tem sido 
capaz de implementar políticas de desburocratização. 
Já entre as empresas, 90,2% disseram que o excesso de 
burocracia abre espaço para a corrupção. Para 94,7%, 
a burocracia dificulta o desenvolvimento econômico, 
e para 91,4% ela também afeta a competitividade das 
empresas.
A primeira pesquisa, feita em parceria com a IPSOS 
Public Affairs ouviu 1.200 pessoas em todo o país, 
entre os dias 1º e 11 de fevereiro de 2017. A segunda, 
feita pela própria Fiesp, entrevistou 452 indústrias do 
estado de São Paulo, entre 6 de fevereiro e 1º de março.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/burocracia-atrapalha-
desenvolvimento-e-estimula-corrupcao-diz-pesquisa.ghtml
20
CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS
QUESTÕES 46 A 90
46. (ENEM) Os produtos e seu consumo constituem 
a meta declarada do empreendimento tecnológico. 
Essa meta foi proposta pela primeira vez no início 
da Modernidade, como expectativa de que o homem 
poderia dominar a natureza. No entanto, essa 
expectativa, convertida em programa anunciado por 
pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado 
pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de poder”, 
“de um mero imperialismo humano”, mas da aspiração 
de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e 
culturalmente.
CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, 
Scientiae Studia. São Paulo, v. 2, n. 4, 2004 (adaptado).
Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes 
e Bacon, e o projeto iluminista concebem a ciência 
como uma forma de saber que almeja libertar o 
homem das intempéries da natureza. Nesse contexto, 
a investigação científica consiste em 
a) expor a essência da verdade e resolver 
definitivamente as disputas teóricas ainda existentes. 
b) oferecer a última palavra acerca das coisas que 
existem e ocupar o lugar que outrora foi da filosofia. 
c) ser a expressão da razão e servir de modelo para 
outras áreas do saber que almejam o progresso. 
d) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a 
natureza e eliminar os discursos éticos e religiosos. 
e) explicar a dinâmica presente entre os fenômenos 
naturais e impor limites aos debates acadêmicos. 
 
47. (ENEM) 
 
Com sua entrada no universo dos gibis, o Capitão 
chegaria para apaziguar a agonia, o autoritarismo 
militar e combater a tirania. Claro que, em tempos 
de guerra, um gibi de um herói com uma bandeira 
americana no peito aplicando um sopapo no Furer só 
poderia ganhar destaque, e o sucesso não demoraria 
muito a chegar.
COSTA, C. Capitão América, o primeiro vingador: crítica. Disponível 
em: www.revistastart.com.br. Acesso em: 27 jan. 2012 (adaptado).
A capa da primeira edição norte-americana da revista 
do Capitão América demonstra sua associação com a 
participação dos Estados Unidos na luta contra 
a) a Tríplice Aliança, na Primeira Guerra Mundial. 
b) os regimes totalitários, na Segunda Guerra Mundial. 
c) o poder soviético, durante a Guerra Fria. 
d) o movimento comunista, na Segunda Guerra do 
Vietnã. 
e) o terrorismo internacional, após 11 de setembro de 
2001. 
 
48. (UNESP) Artigo 5.º — O comércio de mercadorias 
inglesas é proibido, e qualquer mercadoria pertencente 
à Inglaterra, ou proveniente de suas fábricas e de suas 
colônias é declarada boa presa.
(...)
Artigo 7.º — Nenhuma embarcação vinda diretamente 
da Inglaterra ou das colônias inglesas, ou lá tendo 
estado, desde a publicação do presente decreto, será 
recebida em porto algum.
Artigo 8.º — Qualquer embarcação que, por meio de 
uma declaração, transgredir a disposição acima, será 
apresada e o navio e sua carga serão confiscados como 
se fossem propriedade inglesa.
(Excerto do Bloqueio Continental, Napoleão Bonaparte. Citado por 
Kátia M. de Queirós Mattoso. Textos e documentos para o estudo da 
história contemporânea (1789-1963), 1977.)
Esses artigos do Bloqueio Continental, decretado pelo 
Imperador da França em 1806, permitem notar a 
disposição francesa de 
a) estimular a autonomia das colônias inglesas na 
América, que passariam a depender mais de seu 
comércio interno. 
b) impedir a Inglaterra de negociar com a França uma 
nova legislação para o comércio na Europa e nas áreas 
coloniais. 
c) provocar a transferência da Corte portuguesa para 
o Brasil, por meio da ocupação militar da Península 
21
Ibérica. 
d) ampliar a ação de corsários ingleses no norte do 
Oceano Atlântico e ampliar a hegemonia francesa nos 
mares europeus. 
e) debilitar economicamente a Inglaterra, então em 
processo de industrialização, limitando seu comércio 
com o restante da Europa.49. (ENEM PPL) Mirem-se no exemplo 
Daquelas mulheres de Atenas 
Vivem pros seus maridos 
Orgulho e raça de Atenas. 
BUARQUE, C.; BOAL, A. “Mulheres de Atenas”. In: Meus caros 
amigos,1976. Disponível em: http://letras.terra.com.br. Acesso em 4 
dez. 2011 (fragmento)
Os versos da composição remetem à condição das 
mulheres na Grécia antiga, caracterizada, naquela 
época, em razão de 
a) sua função pedagógica, exercida junto às crianças 
atenienses. 
b) sua importância na consolidação da democracia, 
pelo casamento. 
c) seu rebaixamento de status social frente aos homens. 
d) seu afastamento das funções domésticas em 
períodos de guerra. 
e) sua igualdade política em relação aos homens. 
 
50. (ENEM) De ponta a ponta, é tudo praia-palma, 
muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, 
vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, 
não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos 
parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos 
saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de 
metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é 
de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela 
se pode tirar me parece que será salvar esta gente.
Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; 
FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 
2001.
A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o 
projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o 
relato enfatiza o seguinte objetivo: 
a) Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos 
nativos. 
b) Descrever a cultura local para enaltecer a 
prosperidade portuguesa. 
c) Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o 
potencial econômico existente. 
d) Realçar a pobreza dos habitantes nativos para 
demarcar a superioridade europeia. 
e) Criticar o modo de vida dos povos autóctones para 
evidenciar a ausência de trabalho. 
 
51. (ENEM) O príncipe, portanto, não deve se 
incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito 
é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos 
exemplos duros poderá ser mais clemente do que 
outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios 
que levem ao assassínio e ao roubo.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009.
No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão 
sobre a Monarquia e a função do governante.
A manutenção da ordem social, segundo esse autor, 
baseava-se na 
a) inércia do julgamento de crimes polêmicos. 
b) bondade em relação ao comportamento dos 
mercenários. 
c) compaixão quanto à condenação de transgressões 
religiosas. 
d) neutralidade diante da condenação dos servos. 
e) conveniência entre o poder tirânico e a moral do 
príncipe. 
 
52. (ENEM) A África Ocidental é conhecida 
pela dinâmica das suas mulheres comerciantes, 
caracterizadas pela perícia, autonomia e mobilidade. 
A sua presença, que fora atestada por viajantes e por 
missionários portugueses que visitaram a costa a partir 
do século XV, consta também na ampla documentação 
sobre a região. A literatura é rica em referências às 
grandes mulheres como as vendedoras ambulantes, 
cujo jeito para o negócio, bem como a autonomia e 
mobilidade, é tão típico da região.
HAVIK, P. Dinâmicas e assimetrias afro-atlânticas: a agência 
feminina e representações em mudança na Guiné (séculos XIX e XX). 
In: PANTOJA. S. (Org.). Identidades, memórias e histórias em terras 
africanas. Brasília: LGE; Luanda: Nzila, 2006.
A abordagem realizada pelo autor sobre a vida 
social da África Ocidental pode ser relacionada a 
uma característica marcante das cidades no Brasil 
escravista nos séculos XVIII e XIX, que se observa pela 
a) restrição à realização do comércio ambulante por 
africanos escravizados e seus descendentes. 
b) convivência entre homens e mulheres livres, de 
22
diversas origens, no pequeno comércio. 
c) presença de mulheres negras no comércio de rua de 
diversos produtos e alimentos. 
d) dissolução dos hábitos culturais trazidos do 
continente de origem dos escravizados. 
e) entrada de imigrantes portugueses nas atividades 
ligadas ao pequeno comércio urbano. 
 
53. (ENEM) Texto I
Documentos do século XVI algumas vezes se referem 
aos habitantes indígenas como “os brasis”, ou “gente 
brasília” e, ocasionalmente no século XVII, o termo 
“brasileiro” era a eles aplicado, mas as referências 
ao status econômico e jurídico desses eram muito 
mais populares. Assim, os termos “negro da terra” e 
“índios” eram utilizados com mais frequência do que 
qualquer outro.
SCHWARTZ, S. B. Gente da terra braziliense da nação. Pensando 
o Brasil: a construção de um povo. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem 
Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 
2000 (adaptado).
Texto II
Índio é um conceito construído no processo de 
conquista da América pelos europeus. Desinteressados 
pela diversidade cultural, imbuídos de forte 
preconceito para com o outro, o indivíduo de outras 
culturas, espanhóis, portugueses, franceses e anglo-
saxões terminaram por denominar da mesma forma 
povos tão díspares quanto os tupinambás e os astecas.
SILVA, K. V.; SILVA, M. H. Dicionário de conceitos históricos. São 
Paulo: Contexto, 2005.
Ao comparar os textos, as formas de designação dos 
grupos nativos pelos europeus, durante o período 
analisado, são reveladoras da 
a) concepção idealizada do território, entendido como 
geograficamente indiferenciado. 
b) percepção corrente de uma ancestralidade comum 
às populações ameríndias. 
c) compreensão etnocêntrica acerca das populações 
dos territórios conquistados. 
d) transposição direta das categorias originadas no 
imaginário medieval. 
e) visão utópica configurada a partir de fantasias de 
riqueza. 
 
54. (UNICAMP) A dúvida é uma atitude que contribui 
para o surgimento do pensamento filosófico moderno. 
Neste comportamento, a verdade é atingida através 
da supressão provisória de todo conhecimento, que 
passa a ser considerado como mera opinião. A dúvida 
metódica aguça o espírito crítico próprio da Filosofia.
(Adaptado de Gerd A. Bornheim, Introdução ao filosofar. Porto 
Alegre: Editora Globo, 1970, p. 11.)
A partir do texto, é correto afirmar que: 
a) A Filosofia estabelece que opinião, conhecimento e 
verdade são conceitos equivalentes. 
b) A dúvida é necessária para o pensamento filosófico, 
por ser espontânea e dispensar o rigor metodológico. 
c) O espírito crítico é uma característica da Filosofia 
e surge quando opiniões e verdades são coincidentes. 
d) A dúvida, o questionamento rigoroso e o espírito 
crítico são fundamentos do pensamento filosófico 
moderno. 
 
55. (ENEM) A natureza fez os homens tão iguais, quanto 
às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por 
vezes se encontre um homem manifestamente mais 
forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, 
mesmo assim, quando se considera tudo isto em 
conjunto, a diferença entre um e outro homem não 
é suficientemente considerável para que um deles 
possa com base nela reclamar algum benefício a que 
outro não possa igualmente aspirar.
HOBBES, T. Leviatã. São Paulo Martins Fontes, 2003
Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, 
quando dois homens desejavam o mesmo objeto, eles 
a) entravam em conflito. 
b) recorriam aos clérigos. 
c) consultavam os anciãos. 
d) apelavam aos governantes. 
e) exerciam a solidariedade. 
 
56. (ENEM) A Inglaterra pedia lucros e recebia lucros, 
Tudo se transformava em lucro. As cidades tinham sua 
sujeira lucrativa, suas favelas lucrativas, sua fumaça 
lucrativa, sua desordem lucrativa, sua ignorância 
lucrativa, seu desespero lucrativo. As novas fábricas 
e os novos altos-fornos eram como as Pirâmides, 
mostrando mais a escravização do homem que seu 
poder.
DEANE, P. A Revolução Industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 
(adaptado).
23
Qual relação é estabelecida no texto entre os avanços 
tecnológicos ocorridos no contexto da Revolução 
Industrial Inglesae as características das cidades 
industriais no início do século XIX? 
a) A facilidade em se estabelecerem relações lucrativas 
transformava as cidades em espaços privilegiados 
para a livre iniciativa, característica da nova sociedade 
capitalista. 
b) O desenvolvimento de métodos de planejamento 
urbano aumentava a eficiência do trabalho industrial. 
c) A construção de núcleos urbanos integrados por 
meios de transporte facilitava o deslocamento dos 
trabalhadores das periferias até as fábricas. 
d) A grandiosidade dos prédios onde se localizavam 
as fábricas revelava os avanços da engenharia e da 
arquitetura do período, transformando as cidades em 
locais de experimentação estética e artística. 
e) O alto nível de exploração dos trabalhadores 
industriais ocasionava o surgimento de aglomerados 
urbanos marcados por péssimas condições de 
moradia, saúde e higiene. 
 
57. (ENEM) 
 
A pintura rupestre mostrada na figura anterior, que é 
um patrimônio cultural brasileiro, expressa 
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus 
durante o processo de colonização do Brasil. 
b) a organização social e política de um povo indígena 
e a hierarquia entre seus membros. 
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram 
durante a chamada pré-história do Brasil. 
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes 
dinossauros atualmente extintos. 
e) a constante guerra entre diferentes grupos 
paleoíndios da América durante o período colonial. 
 
58. (ENEM 2ª APLICAÇÃO) 
 
A maior frequência na ocorrência do fenômeno 
atmosférico apresentado na figura relaciona-se a 
a) concentrações urbano-industriais. 
b) episódios de queimadas florestais. 
c) atividades de extrativismo vegetal. 
d) índices de pobreza elevados. 
e) climas quentes e muito úmidos. 
 
59. (ENEM) A transferência da corte trouxe para a 
América portuguesa a família real e o governo da 
Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte 
do aparato administrativo português. Personalidades 
diversas e funcionários régios continuaram 
embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus 
empregos e dos seus parentes após o ano de 1808.
NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no 
Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997.
Os fatos apresentados se relacionam ao processo de 
independência da América portuguesa por terem 
a) incentivado o clamor popular por liberdade. 
b) enfraquecido o pacto de dominação metropolitana. 
c) motivado as revoltas escravas contra a elite colonial. 
d) obtido o apoio do grupo constitucionalista 
português. 
e) provocado os movimentos separatistas das 
províncias. 
 
60. (ENEM) Em nosso país queremos substituir o 
egoísmo pela moral, a honra pela probidade, os usos 
pelos princípios, as conveniências pelos deveres, a 
tirania da moda pelo império da razão, o desprezo à 
24
desgraça pelo desprezo ao vício, a insolência pelo 
orgulho, a vaidade pela grandeza de alma, o amor ao 
dinheiro pelo amor à glória, a boa companhia pelas 
boas pessoas, a intriga pelo mérito, o espirituoso pelo 
gênio, o brilho pela verdade, o tédio da volúpia pelo 
encanto da felicidade, a mesquinharia dos grandes 
pela grandeza do homem.
HUNT, L. Revolução Francesa e Vida Privada. In: PERROT, M. (Org.) 
História da Vida Privada: da Revolução Francesa à Primeira Guerra. 
Vol. 4. São Paulo: Companhia das Letras, 1991 (adaptado).
O discurso de Robespierre, de 5 de fevereiro de 1794, 
do qual o trecho transcrito é parte, relaciona-se a qual 
dos grupos político-sociais envolvidos na Revolução 
Francesa? 
a) À alta burguesia, que desejava participar do poder 
legislativo francês como força política dominante. 
b) Ao clero francês, que desejava justiça social e era 
ligado à alta burguesia. 
c) A militares oriundos da pequena e média burguesia, 
que derrotaram as potências rivais e queriam 
reorganizar a França internamente. 
d) À nobreza esclarecida, que, em função do seu 
contato, com os intelectuais iluministas, desejava 
extinguir o absolutismo francês. 
e) Aos representantes da pequena e média burguesia e 
das camadas populares, que desejavam justiça social e 
direitos políticos. 
 
61. (ENEM) 
 
O processo registrado no gráfico gerou a seguinte 
consequência demográfica: 
a) Decréscimo da população absoluta. 
b) Redução do crescimento vegetativo. 
c) Diminuição da proporção de adultos. 
d) Expansão de políticas de controle da natalidade. 
e) Aumento da renovação da população 
economicamente ativa. 
 
62. (ENEM) As migrações transnacionais, 
intensificadas e generalizadas nas últimas décadas 
do século XX, expressam aspectos particularmente 
importantes da problemática racial, visto como dilema 
também mundial. Deslocam-se indivíduos, famílias 
e coletividades para lugares próximos e distantes, 
envolvendo mudanças mais ou menos drásticas 
nas condições de vida e trabalho, em padrões e 
valores socioculturais. Deslocam-se para sociedades 
semelhantes ou radicalmente distintas, algumas 
vezes compreendendo culturas ou mesmo civilizações 
totalmente diversas.
IANNI, O. A era do globalismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 
1996.
A mobilidade populacional da segunda metade do 
século XX teve um papel importante na formação 
social e econômica de diversos estados nacionais. 
Uma razão para os movimentos migratórios nas 
últimas décadas e uma política migratória atual dos 
países desenvolvidos são 
a) a busca de oportunidades de trabalho e o aumento 
de barreiras contra a imigração. 
b) a necessidade de qualificação profissional e a 
abertura das fronteiras para os imigrantes. 
c) o desenvolvimento de projetos de pesquisa e o 
acautelamento dos bens dos imigrantes. 
d) a expansão da fronteira agrícola e a expulsão dos 
imigrantes qualificados. 
e) a fuga decorrente de conflitos políticos e o 
fortalecimento de políticas sociais. 
 
63. (ENEM) Seguiam-se vinte criados custosamente 
vestidos e montados em soberbos cavalos; depois 
destes, marchava o Embaixador do Rei do Congo 
magnificamente ornado de seda azul para anunciar ao 
Senado que a vinda do Rei estava destinada para o dia 
dezesseis. Em resposta obteve repetidas vivas do povo 
que concorreu alegre e admirado de tanta grandeza. 
“Coroação do Rei do Congo em Santo Amaro”, Bahia apud DEL 
PRIORE, M. Festas e utopias no Brasil colonial. In: CATELLI JR., 
R. Um olhar sobre as festas populares brasileiras. São Paulo: 
Brasiliense, 1994 (adaptado).
Originária dos tempos coloniais, a festa da Coroação 
do Rei do Congo evidencia um processo de 
25
a) exclusão social. 
b) imposição religiosa. 
c) acomodação política. 
d) supressão simbólica. 
e) ressignificação cultural. 
 
64. (ENEM) Texto I
Mais de mil refugiados entraram no território húngaro 
apenas no primeiro semestre de 2015. Budapeste 
lançou os “trabalhos preparatórios” para a construção 
de um muro de quatro metros de altura e ao longo 
de sua fronteira com a Sérvia, informou o ministro 
húngaro das Relações Exteriores. “Uma resposta 
comum da União Europeia a este desafio da imigração 
é muito demorada, e a Hungria não pode esperar. 
Temos que agir”, justificou o ministro.
Disponível em: www.portugues.rfi.fr. Acesso em: 19 jun. 2015 
(adaptado).
Texto II
O Alto Comissariado das Nações Unidas para 
Refugiados (ACNUR) critica as manifestações de 
xenofobia adotadas pelo governo da Hungria. O 
país foi invadido por cartazes nos quais o chefe do 
executivo insta os imigrantes a respeitarem as leis e 
a não “roubarem” os empregos dos húngaros. Para o 
ACNUR, a medida é surpreendente, pois a xenofobia 
costuma ser instigada por pequenos grupos radicais e 
não pelo próprio governo do país.
Disponível em: http://pt.euronews.com. Acesso em: 19 jun. 2015 
(adaptado).
O posicionamento governamental citado nos textos 
é criticado pelo ACNUR por ser considerado um 
caminho para o(a) 
a) alteração do regime político. 
b) fragilização da supremacia nacional.c) expansão dos domínios geográficos. 
d) cerceamento da liberdade de expressão. 
e) fortalecimento das práticas de discriminação. 
 
65. (ENEM) O açúcar e suas técnicas de produção 
foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, 
durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir 
das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi 
aumentando. Nessa época passou a ser importado do 
Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul 
da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, 
extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de 
princesas casadoiras.
CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). 
São Paulo: Atual, 1996.
Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, 
o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar 
início à colonização brasileira, em virtude de 
a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito 
vantajoso. 
b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses. 
c) a mão de obra necessária para o cultivo ser 
insuficiente. 
d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização 
desse produto. 
e) os nativos da América dominarem uma técnica de 
cultivo semelhante. 
 
66. (ENEM) Um carro esportivo é financiado pelo 
Japão, projetado na Itália e montado em Indiana, 
México e França, usando os mais avançados 
componentes eletrônicos, que foram inventados 
em Nova Jérsei e fabricados na Coreia. A campanha 
publicitária é desenvolvida na Inglaterra, filmada no 
Canadá, a edição e as cópias, feitas em Nova Iorque 
para serem veiculadas no mundo todo. Teias globais 
disfarçam-se com o uniforme nacional que lhes for 
mais conveniente.
REICH, R. O trabalho das nações: preparando-nos para o capitalismo 
no século XXI. São Paulo: Educador, 1994 (adaptado).
A viabilidade do processo de produção ilustrado pelo 
texto pressupõe o uso de 
a) linhas de montagem e formação de estoques. 
b) empresas burocráticas e mão de obra barata. 
c) controle estatal e infraestrutura consolidada. 
d) organização em rede e tecnologia da informação. 
e) gestão centralizada e protecionismo econômico. 
 
67. (ENEM) Três décadas – de 1884 a 1914 – separam 
o século XIX – que terminou com a corrida dos 
países europeus para a África e com o surgimento 
dos movimentos de unificação nacional na Europa 
– do século XX, que começou com a Primeira Guerra 
Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude 
estagnante na Europa e dos acontecimentos 
empolgantes na Ásia e na África.
ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo Cia. das Letras, 
2012.
26
O processo histórico citado contribuiu para a eclosão 
da Primeira Grande Guerra na medida em que 
a) difundiu as teorias socialistas. 
b) acirrou as disputas territoriais. 
c) superou as crises econômicas. 
d) multiplicou os conflitos religiosos. 
e) conteve os sentimentos xenófobos. 
 
68. (ENEM) Que é ilegal a faculdade que se atribui 
à autoridade real para suspender as leis ou seu 
cumprimento.
Que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa 
sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de 
prerrogativa, ou em época e modo diferentes dos 
designados por ele próprio.
Que é indispensável convocar com frequência os 
Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como 
para corrigir, afirmar e conservar as leis.
Declaração dos Direitos. Disponível em http://disciplinas.stoa.usp.br. 
Acesso em: 20 dez. 2011 (adaptado).
No documento de 1689, identifica-se uma 
particularidade da Inglaterra diante dos demais 
Estados europeus na Época Moderna. A peculiaridade 
inglesa e o regime político que predominavam na 
Europa continental estão indicados, respectivamente, 
em: 
a) Redução da influência do papa — Teocracia. 
b) Limitação do poder do soberano — Absolutismo. 
c) Ampliação da dominação da nobreza — República. 
d) Expansão da força do presidente — Parlamentarismo. 
e) Restrição da competência do congresso — 
Presidencialismo. 
 
69. (ENEM 2ª APLICAÇÃO) Se, por um lado, o ser 
humano, como animal, é parte integrante da natureza 
e necessita dela para continuar sobrevivendo, por 
outro, como ser social, cada dia mais sofistica os 
mecanismos de extrair da natureza recursos que, ao 
serem aproveitados, podem alterar de modo profundo 
a funcionalidade harmônica dos ambientes naturais.
ROSS, J. L. S. (Org.). Geografia do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2005 
(adaptado).
A relação entre a sociedade e a natureza vem sofrendo 
profundas mudanças em razão do conhecimento 
técnico. A partir da leitura do texto, identifique a 
possível consequência do avanço da técnica sobre o 
meio natural. 
a) sociedade aumentou o uso de insumos químicos – 
agrotóxicos e fertilizantes – e, assim, os riscos 
de contaminação. 
b) O homem, a partir da evolução técnica, conseguiu 
explorar a natureza e difundir harmonia na vida 
social. 
c) As degradações produzidas pela exploração dos 
recursos naturais são reversíveis, o que, de certa 
forma, possibilita a recriação da natureza. 
d) O desenvolvimento técnico, dirigido para a 
recomposição de áreas degradadas, superou os efeitos 
negativos da degradação. 
e) As mudanças provocadas pelas ações humanas 
sobre a natureza foram mínimas, uma vez que os 
recursos utilizados são de caráter renovável. 
 
70. (ENEM) Em 4 de julho de 1776, as treze colônias 
que vieram inicialmente a constituir os Estados Unidos 
da América (EUA) declaravam sua independência e 
justificavam a ruptura do Pacto Colonial. Em palavras 
profundamente subversivas para a época, afirmavam 
a igualdade dos homens e apregoavam como seus 
direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade 
e à busca da felicidade. Afirmavam que o poder 
dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles 
direitos, derivava dos governados.
Esses conceitos revolucionários que ecoavam o 
Iluminismo foram retomados com maior vigor e 
amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França.
Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir 
Pomar. Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2003 (com 
adaptações).
Considerando o texto acima, acerca da independência 
dos EUA e da Revolução Francesa, assinale a opção 
correta. 
a) A independência dos EUA e a Revolução Francesa 
integravam o mesmo contexto histórico, mas se 
baseavam em princípios e ideais opostos. 
b) O processo revolucionário francês identificou-se 
com o movimento de independência norte-americana 
no apoio ao absolutismo esclarecido. 
c) Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas 
sustentavam a luta pelo reconhecimento dos direitos 
considerados essenciais à dignidade humana. 
27
d) Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa 
exerceu forte influência no desencadeamento da 
independência norte-americana. 
e) Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa 
abriu o caminho para as independências das colônias 
ibéricas situadas na América. 
 
71. (ENEM) SOBRADINHO
O homem chega, já desfaz a natureza
Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar
O São Francisco lá pra cima da Bahia
Diz que dia menos dia vai subir bem devagar
E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que
dizia que o Sertão ia alagar.
SÁ E GUARABYRA. Disco Pirão de peixe com pimenta. Som Livre, 
1977 (adaptado).
O trecho da música faz referência a uma importante 
obra na região do rio São Francisco. Uma consequência 
socioespacial dessa construção foi 
a) a migração forçada da população ribeirinha. 
b) o rebaixamento do nível do lençol freático local. 
c) a preservação da memória histórica da região. 
d) a ampliação das áreas de clima árido. 
e) a redução das áreas de agricultura irrigada. 
 
72. (ENEM) Sou uma pobre e velha mulher,
Muito ignorante, que nem sabe ler.
Mostraram-me na igreja da minha terra
Um Paraíso com harpas pintado
E o Inferno onde fervem almas danadas,
Um enche-me de júbilo, o outro me aterra.
VILLON. F. In: GOMBRICH, E. História da arte. Lisboa: LTC. 1999.
Os versos do poeta francês François Villon fazem 
referênciaàs imagens presentes nos templos católicos 
medievais. Nesse contexto, as imagens eram usadas 
com o objetivo de 
a) refinar o gosto dos cristãos. 
b) incorporar ideais heréticos. 
c) educar os fiéis através do olhar. 
d) divulgar a genialidade dos artistas católicos. 
e) valorizar esteticamente os templos religiosos. 
 
73. (ENEM) O fenômeno da mobilidade populacional 
vem, desde as últimas décadas do século XX, 
apresentando transformações significativas no seu 
comportamento, não só no Brasil como também em 
outras partes do mundo. Esses novos processos se 
materializam, entre outros aspectos, na dimensão 
interna, pelo redirecionamento dos fluxos migratórios 
para as cidades médias, em detrimento dos grandes 
centros urbanos; pelos deslocamentos de curta 
duração e a distâncias menores; pelos movimentos 
pendulares, que passam a assumir maior relevância 
nas estratégias de sobrevivência, não mais restritos 
aos grandes aglomerados urbanos.
OLIVEIRA, L. A. P.; OLIVEIRA, A. T. R. Reflexões sobre os 
deslocamentos populacionais no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2011 
(adaptada).
A redefinição dos fluxos migratórios internos no 
Brasil, no período apontado no texto, tem como causa 
a intensificação do processo de 
a) descapitalização do setor primário. 
b) ampliação da economia informal. 
c) tributação da área residencial citadina. 
d) desconcentração da atividade industrial. 
e) saturação da empregabilidade no setor terciário. 
 
74. (ENEM) O Centro-Oeste apresentou-se como 
extremamente receptivo aos novos fenômenos da 
urbanização, já que era praticamente virgem, não 
possuindo infraestrutura de monta, nem outros 
investimentos fixos vindos do passado. Pôde, assim, 
receber uma infraestrutura nova, totalmente a serviço 
de uma economia moderna.
SANTOS, M. A Urbanização Brasileira. São Paulo: EdUSP, 2005 
(adaptado).
O texto trata da ocupação de uma parcela do território 
brasileiro. O processo econômico diretamente 
associado a essa ocupação foi o avanço da 
a) industrialização voltada para o setor de base. 
b) economia da borracha no sul da Amazônia. 
c) fronteira agropecuária que degradou parte do 
cerrado. 
d) exploração mineral na Chapada dos Guimarães. 
e) extrativismo na região pantaneira. 
 
75. (ENEM) TEXTO I
Experimentei algumas vezes que os sentidos eram 
enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente 
28
em quem já nos enganou uma vez.
DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 
1979.
TEXTO II
Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que 
uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum 
significado, precisaremos apenas indagar: de 
que impressão deriva esta suposta ideia? E se for 
impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, 
isso servirá para confirmar nossa suspeita.
HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 
2004 (adaptado).
Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a 
natureza do conhecimento humano. A comparação 
dos excertos permite assumir que Descartes e Hume 
a) defendem os sentidos como critério originário para 
considerar um conhecimento legítimo. 
b) entendem que é desnecessário suspeitar do 
significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica. 
c) são legítimos representantes do criticismo quanto à 
gênese do conhecimento. 
d) concordam que conhecimento humano é impossível 
em relação às ideias e aos sentidos. 
e) atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos 
no processo de obtenção do conhecimento. 
 
76. (ENEM) Hoje, a indústria cultural assumiu a 
herança civilizatória da democracia de pioneiros e 
empresários, que tampouco desenvolvera uma fineza 
de sentido para os desvios espirituais. Todos são livres 
para dançar e para se divertir, do mesmo modo que, 
desde a neutralização histórica da religião, são livres 
para entrar em qualquer uma das inúmeras seitas. 
Mas a liberdade de escolha da ideologia, que reflete 
sempre a coerção econômica, revela-se em todos os 
setores como a liberdade de escolher o que é sempre 
a mesma coisa.
ADORNO, T HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento: 
fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.
A liberdade de escolha na civilização ocidental, de 
acordo com a análise do texto, é um(a) 
a) legado social. 
b) patrimônio político. 
c) produto da moralidade. 
d) conquista da humanidade. 
e) ilusão da contemporaneidade. 
77. (ENEM) 
 
A imagem retrata a araucária, árvore que faz parte de 
um importante bioma brasileiro que, no entanto, já 
foi bastante degradado pela ocupação humana. Uma 
das formas de intervenção humana relacionada à 
degradação desse bioma foi 
a) o avanço do extrativismo de minerais metálicos 
voltados para a exportação na região Sudeste. 
b) a contínua ocupação agrícola intensiva de grãos na 
região Centro-Oeste do Brasil. 
c) o processo de desmatamento motivado pela 
expansão da atividade canavieira no Nordeste 
brasileiro. 
d) o avanço da indústria de papel e celulose a partir 
da exploração da madeira, extraída principalmente no 
Sul do Brasil. 
e) o adensamento do processo de favelização sobre 
áreas da Serra do Mar na região Sudeste. 
 
78. (ENEM) Um dos principais objetivos de se dar 
continuidade às pesquisas em erosão dos solos é o 
de procurar resolver os problemas oriundos desse 
processo, que, em última análise, geram uma série de 
impactos ambientais. Além disso, para a adoção de 
técnicas de conservação dos solos, é preciso conhecer 
como a água executa seu trabalho de remoção, 
transporte e deposição de sedimentos. A erosão causa, 
quase sempre, uma série de problemas ambientais, 
em nível local ou até mesmo em grandes áreas.
GUERRA, A. J. T. Processos erosivos nas encostas. In: GUERRA, 
A. J. T.; CUNHA, S. B. Geomorfologia: uma atualização de bases e 
conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007 (adaptado).
A preservação do solo, principalmente em áreas de 
encostas, pode ser uma solução para evitar catástrofes 
em função da intensidade de fluxo hídrico. A prática 
humana que segue no caminho contrário a essa 
29
solução é 
a) a aração. 
b) o terraceamento. 
c) o pousio. 
d) a drenagem. 
e) o desmatamento. 
 
79. (ENEM) Nunca nos tornaremos matemáticos, por 
exemplo, embora nossa memória possua todas as 
demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não 
for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos 
tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de 
Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido 
sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos 
ter aprendido, não ciências, mas histórias.
DESCARTES. R. Regras para a orientação do espírito. São Paulo: 
Martins Fontes, 1999.
Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera 
o conhecimento, de modo crítico, como resultado da 
a) investigação de natureza empírica. 
b) retomada da tradição intelectual. 
c) imposição de valores ortodoxos. 
d) autonomia do sujeito pensante. 
e) liberdade do agente moral. 
 
80. (UEL) A cidade desempenha papel fundamental no 
pensamento de Émile Durkheim, tanto por exprimir o 
desenvolvimento das formas de integração quanto por 
intensificar a divisão do trabalho social a ela ligada.
Com base nos conhecimentos acerca da divisão de 
trabalho social nesse autor, assinale a alternativa 
correta. 
a) A crescente divisão do trabalho com o intercâmbio 
livre de funções no espaço urbano torna obsoleta a 
presença de instituições. 
b) A solidariedade orgânica é compatível com a 
sociedade de classes, pois a vida social necessita de 
trabalhos diferenciados. 
c) Ao criar seres indiferenciados socialmente, o 
“homem massa”, as cidades recriam a solidariedade 
mecânica em detrimento da solidariedade orgânica. 
d) O efeito principal da divisão do trabalho é o aumento 
da desintegração social em razão de trabalhos 
parcelares e independentes. 
e) O equilíbrio e a coesão social produzidos pela 
crescente divisão do trabalhodecorrem das vontades 
e das consciências individuais. 
81. (ENEM) A linhagem dos primeiros críticos 
ambientais brasileiros não praticou o elogio laudatório 
da beleza e da grandeza do meio natural brasileiro. O 
meio natural foi elogiado por sua riqueza e potencial 
econômico, sendo sua destruição interpretada como 
um signo de atraso, ignorância e falta de cuidado.
PADUA, J. A. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica 
ambiental no Brasil escravista (1786-1888). Rio de Janeiro: Zahar, 
2002 (adaptado).
Descrevendo a posição dos críticos ambientais 
brasileiros dos séculos XVIII e XIX, o autor demonstra 
que, via de regra, eles viam o meio natural como 
a) ferramenta essencial para o avanço da nação. 
b) dádiva divina para o desenvolvimento industrial. 
c) paisagem privilegiada para a valorização fundiária. 
d) limitação topográfica para a promoção da 
urbanização. 
e) obstáculo climático para o estabelecimento da 
civilização. 
 
82. (ENEM) 
 
 
30
As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, 
procuram transmitir determinadas representações 
políticas acerca dos dois monarcas e seus contextos 
de atuação. A ideia que cada imagem evoca é, 
respectivamente 
a) Habilidade militar — riqueza pessoal. 
b) Liderança popular — estabilidade política. 
c) Instabilidade econômica — herança europeia. 
d) Isolamento político — centralização do poder. 
e) Nacionalismo exacerbado — inovação administrativa. 
 
83. (UFG) Leia as informações a seguir.
De acordo com dados do IBGE, a distribuição da 
população brasileira por gênero se enquadra nos 
padrões mundiais; nascem mais homens que 
mulheres. Entretanto, as pirâmides etárias, na fase 
adulta, mostram uma parcela ligeiramente maior de 
população feminina. Segundo esse órgão, em 2010, a 
população brasileira compreendia 49,2% de homens e 
50,8% de mulheres.
Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso: em 26 nov. 2012.
O texto menciona a existência de uma diferença 
entre o número de homens e mulheres na população 
brasileira. Algumas medidas diretamente voltadas 
para redução dessa diferença, na fase adulta, incluem 
a) a geração de emprego na construção civil e a 
vacinação contra a gripe. 
b) a implementação de programa de saúde direcionado 
à população feminina e a vacinação contra a hepatite. 
c) o controle da natalidade e o uso de equipamento de 
proteção individual no trabalho. 
d) a geração de emprego direcionada à população 
masculina e a redução da mortalidade infantil. 
e) a redução da criminalidade e a implementação 
de programa de saúde direcionado à população 
masculina. 
 
84. (FUVEST) Examine estas imagens produzidas no 
antigo Egito:
 
As imagens revelam 
a) o caráter familiar do cultivo agrícola no Oriente 
Próximo, dada a escassez de mão de obra e a proibição, 
no antigo Egito, do trabalho compulsório. 
b) a inexistência de qualquer conhecimento tecnológico 
que permitisse o aprimoramento da produção de 
alimentos, o que provocava longas temporadas de 
fome. 
c) o prevalecimento da agricultura como única 
atividade econômica, dada a impossibilidade de caça 
ou pesca nas regiões ocupadas pelo antigo Egito. 
d) a dificuldade de acesso à água em todo o Egito, o 
que limitava as atividades de plantio e inviabilizava a 
criação de gado de maior porte. 
e) a importância das atividades agrícolas no antigo 
Egito, que ocupavam os trabalhadores durante 
aproximadamente metade do ano. 
 
85. (ENEM) Com a Lei de Terras de 1850, o acesso à 
terra só passou a ser possível por meio da compra 
com pagamento em dinheiro. Isso limitava, ou mesmo 
praticamente impedia, o acesso à terra para os 
trabalhadores escravos que conquistavam a liberdade.
OLIVEIRA, A. U. Agricultura brasileira: transformações recentes. In: 
ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2009.
O fato legal evidenciado no texto acentuou o processo de 
a) reforma agrária. 
b) expansão mercantil. 
c) concentração fundiária. 
d) desruralização da elite. 
e) mecanização da produção. 
 
86. (ENEM PPL) 
 
31
A figura representada por Charles Chaplin critica 
o modelo de produção do início do século XX, nos 
Estados Unidos da América, que se espalhou por 
diversos países e setores da economia e teve como 
resultado 
a) a subordinação do trabalhador à máquina, levando 
o homem a desenvolver um trabalho repetitivo. 
b) a ampliação da capacidade criativa e da polivalência 
funcional para cada homem em seu posto de trabalho. 
c) a organização do trabalho, que possibilitou ao 
trabalhador o controle sobre a mecanização do 
processo de produção. 
d) o rápido declínio do absenteísmo, o grande aumento 
da produção conjugado com a diminuição das áreas de 
estoque. 
e) as novas técnicas de produção, que provocaram 
ganhos de produtividade, repassados aos trabalhadores 
como forma de eliminar as greves. 
 
87. (UNESP) Todos os homens são criados iguais, 
dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, 
entre os quais figuram a vida, a liberdade e a busca 
da felicidade. Para assegurar esses direitos, entre os 
homens se instituem governos, que derivam seus 
justos poderes do consentimento dos governados. 
Sempre que uma forma de governo se dispõe a destruir 
essas finalidades, cabe ao povo o direito de alterá-la 
ou aboli-la, e instituir um novo governo, assentando 
seu fundamento sobre tais princípios e organizando 
seus poderes de tal forma que a ele pareça ter maior 
probabilidade de alcançar-lhe a segurança e a 
felicidade.
(Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776). In: Harold 
Syrett (org.). Documentos históricos dos Estados Unidos, 1988.)
O documento expõe o vínculo da luta pela 
independência das treze colônias com os princípios 
a) liberais, que defendem a necessidade de impor 
regras rígidas de protecionismo fiscal. 
b) mercantilistas, que determinam os interesses de 
expansão do comércio externo. 
c) iluministas, que enfatizam os direitos de cidadania 
e de rebelião contra governos tirânicos. 
d) luteranos, que obrigam as mulheres e os homens a 
lutar pela própria salvação. 
e) católicos, que justificam a ação humana apenas em 
função da vontade e do direito divinos. 
 
88. (ENEM) Nasce daqui uma questão: se vale mais ser 
amado que temido ou temido que amado. Responde-
se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque 
é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que 
amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque 
dos homens se pode dizer, duma maneira geral, que 
são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos 
de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente 
teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, 
quando, como acima disse, o perigo está longe; mas 
quando ele chega, revoltam-se.
MAQUIAVEL, N. O príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991.
A partir da análise histórica do comportamento 
humano em suas relações sociais e políticas, Maquiavel 
define o homem como um ser 
a) munido de virtude, com disposição nata a praticar o 
bem a si e aos outros. 
b) possuidor de fortuna, valendo-se de riquezas para 
alcançar êxito na política. 
c) guiado por interesses, de modo que suas ações são 
imprevisíveis e inconstantes. 
d) naturalmente racional, vivendo em um estado pré-
social e portando seus direitos naturais. 
e) sociável por natureza, mantendo relações pacíficas 
com seus pares. 
 
89. (ENEM) Fala-se muito nos dias de hoje em direitos 
do homem. Pois bem: foi no século XVIII — em 1789, 
precisamente — que uma Assembleia Constituinte 
produziu e proclamou em Paris a Declaração dos 
Direitos do Homem e do Cidadão. Essa Declaração 
se impôs como necessária para um grupo de 
revolucionários, por ter sido preparada por uma 
mudança no plano das ideias e das mentalidades: o 
iluminismo.
FORTES, L. R. S. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: 
Brasiliense, 1981 (adaptado).
Correlacionando temporalidades históricas, o texto 
apresentauma concepção de pensamento que tem 
como uma de suas bases a 
a) modernização da educação escolar. 
b) atualização da disciplina moral cristã. 
c) divulgação de costumes aristocráticos. 
d) socialização do conhecimento científico. 
e) universalização do princípio da igualdade civil. 
32
90. (ENEM) A sociologia ainda não ultrapassou a 
era das construções e das sínteses filosóficas. Em 
vez de assumir a tarefa de lançar luz sobre uma 
parcela restrita do campo social, ela prefere buscar 
as brilhantes generalidades em que todas as questões 
são levantadas sem que nenhuma seja expressamente 
tratada. Não é com exames sumários e por meio de 
intuições rápidas que se pode chegar a descobrir 
as leis de uma realidade tão complexa. Sobretudo, 
generalizações às vezes tão amplas e tão apressadas 
não são suscetíveis de nenhum tipo de prova.
DURKHEIM, E. O suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins 
Fontes, 2000.
O texto expressa o esforço de Émile Durkheim em 
construir uma sociologia com base na 
a) vinculação com a filosofia como saber unificado. 
b) reunião de percepções intuitivas para demonstração. 
c) formulação de hipóteses subjetivas sobre a vida 
social. 
d) adesão aos padrões de investigação típicos das 
ciências naturais. 
e) incorporação de um conhecimento alimentado pelo 
engajamento político.

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