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FISIOTERAPIA PEDIATRICA RESUMO PRA PROVA 1. DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR (DNPM) - Depende de fatores intrínsecos ou extrínsecos. O neonato apresenta dependência. - A aquisição das habilidades motoras e cognitivas depende tanto da maturação do sistema nervoso quanto do ambiente, sendo esse um processo gradual e complexo. - O neonato é incapaz de apresentar controle postural contra a força da gravidade, apresenta uma postura de tríplice flexão (posição fetal) com comportamentos imaturos (atividade motora reflexa – reflexos primitivos) 2. REFLEXOS PRIMITIVOS Primeiro ano de vida: Modulação das atividades reflexas primitivas de acordo com a maturação do SNC Reflexos de sobrevivência: Reação automática ou de sufocamento, reflexo de sucção, reflexo de deglutição e reflexo de procura ou dos pontos cardeias. Em casos de bebes prematuros, em casos de lesão neurológica ou na presença de alguma síndrome (ex. DOWN) estes reflexos podem estar ausentes ou diminuídos. 3. AQUISIÇÕES MOTORAS PRIMEIRO MÊS: - Predominio tônus flexor (postura fetal) - neonato não apresenta reação de proteção, equilíbrio e endireitamento. - presença da maioria dos reflexos primitivos - não apresenta controle de cabeça, não realiza trocas posturais SEGUNDO MÊS: - Ainde há predomínio do tônus muscular flexor - decúbito ventral: centura escapular permanece retraída, flexão no quadril com as pernas rodadas externamente e o bebe eleva mais a cabeça, mas não a mantem erguida. - puxado para sentar: começa a controlar a simetria da cabeça, sem controle cervical. - não apresenta reações de equilíbrio e proteção, apresenta muita atividade reflexa primitica TERCEIRO MÊS: - Decubito dorsal: alinha a cabeça na linha média, começa a levar as mãos a linha média e consegue estender melhor os quadris e joelhos. - decúbito ventral: começa a transferir o peso corporal para os antebraços (cabeça até 45 graus), esse apoio ainda não é estável. Apresenta maior extensão do quadril com flexão dos joelhos. Ao estender mais o quadril, passa a diminuir a transferência do peso corporal para cervical. - Puxado para sentar: não apresenta controle da cervical e da cabeça, já consegue acompanhar o movimento sem deixar a cabeça pendente. QUARTO MÊS: - Decubito dorsal: apresenta a posição simétrica e começa a virar para a posição de decúbito lateral, consegue trazer as mãos a linha média, segurar um objeto e leva-lo a boca. - ele mantem os membros inferiores em rotação externa, com flexão dos joelhos, mas consegue estende-los com tornozelos em dorsiflexão e dedos em flexão. - decúbito ventral: ergue a cabeça a 90 graus e se apoia nos antebraços com estabilidade, favorecendo a extensão do tronco. Ainda não assume a postura sentada, apresentando uma cifose do tronco acentuada. Ocorre um contato mair do bebe com o ambiente. QUINTO MÊS: - decúbito dorsal: rolar para o decúbito ventral. Tronco simétrico e alinhado com a cabeça, e realiza movimentos de extensão e flexão dos membros inferiores. - decúbito ventral: bom apoio nos antebraços, começa a transferir o peso de um lado para o outro (apoiar o corpo em só um dos antebraços) Roda a cabeça para os dois lados. - postura sentada: melhora a extensão do tronco por pouco tempo, com um bom controle da cabeça, mas ainda não é capaz de ficar sentado sem apoio, apenas é colocado na postura. - o tônus muscular apresenta-se normal. Maioria dos reflexos primitivos já está modulada. SEXTO MÊS: - Consegue rolar com facilidade, preferindo ficar em decúbito ventral, e é capaz de elevar bem a cabeça nessa postura. Consegue apoiar-se nos antebraços e começa a estender os cotovelos, transferindo parcialmente o peso para as mãos. - quando colocado sentado consegue manter-se por pouco tempo e, ao se deslocar para frente, consegue apoiar-se nas mãos, surgindo assim a primeira reação de proteção, chamada de REAÇÃO DE PROTEÇÃO ANTERIOR. SÉTIMO MÊS: - Decubito ventral: consegue erguer bem a cabeça e apoiar o seu peso nas mãos, o que favorece o desprendimento do tronco e do quadril do solo, trinando para adquirir a próxima troca postural, que é a postura de gato ou de quatro apoios. - postura sentada: bom controle anterior do tronco, mas ainda não apresenta controle para os lados nem total extensão do tronco na postura sentada. Ainda realiza a preensão dos objetos em garra. OITAVO MÊS: - adota a postura de gato ou de quatro apoios e engatinha sem muita estabilidade - senta com bom controle de tronco e cabeça, capaz de irar-se em tornodo seu próprio eixo. - apresenta reações posturais da cabeça sobre o corpo e do corpo no espaço. Quando na postura sentada se perder o equilíbrio para os lados responde com a segunda reação de proteção chamada de REAÇÃO DE PROTEÇÃO LATERAL NONO MÊS: - senta de forma estável e consegue apoiar para frente e para os lados com facilidade - começa a levantar-se segurando em objetos. Quando apoiada começa a dar os primeiros passos - engatinha com rapidez, quando fica em pé com apoio, flexiona e estende quadril e joelhos. - apresenta equilíbrio postural sentada. Começa a pegar objetos com preensão em pinça, realizando atividade mais finas (motricidade fina em desenvolvimento) DECIMO MÊS E DECIMO PRIMEIRO: - senta sozinha com bom equilíbrio, levanta-se para ficar em pé segurando objetos, mas já pode conseguir ficar em pé sem se apoiar. Consegue andar se segurando ao longo dos moveis e passar para a postura de gato com bom equilíbrio. - quando perde o equilíbrio para tras, responde com a terceira reação de proteção, chamada REAÇÃO DE PROTEÇÃO POSTERIOR. - começa a brincar de se esconder, ou seja, começa a brincar com os outros e não apenas sozinha. DECIMO SEGUNDO MÊS: - adota a postura ortostática sendo possível iniciar a troca de passos. Não apresenta ainda equilíbrio em pé e as que consegue andar caminham com a base de apoio mais alargada. - consegue falar poucas palavras com sentido e já percebe quando está sendo elogiada ou repreendida. - esperasse que até o decimo quinto mês essa criança seja capaz de andar de forma independente, porém sem total equilíbrio. 4. AQUISIÇÕES MOTORAS – PRINCIPIOS GERAIS Desenvolvimento motor: - cefalocaudal > controle cervical, tronco superior, tronco inferior, pelve e membros inferiores. - proximodistal: inicia controle da cintura escapular, ombros e mãos, e cintura pélvica, joelhos e pés. - reação de proteção anterior (sentar), reação de proteção lateral (engatinhar) e reação de proteção posterior (ortostase) 5. PREMATURIDADE O desenvolvimento do recém-nascido pré-termo é influenciado pela: . idade gestacional . peso ao nascer . fatores de risco associados as condições do nascimento A incidência da prematuridade varia de acordo com o pais ou a região, relacionando-se diretamente com as condições socioeconômicas da população. Fatores que contribuem para o parto prematuro: gestação gemelar, ma- formação uterina, idade materna avançada, abuso de drogas, entre outros. A assistência adequada: contar com a presença de uma equipe especializada, capaz de realizar manobras de reanimação e evitar hipotermia, quadros de hipóxia ou de anoxia Atentar-se para uma avaliação adequada ainda no período de internação hospitalar, e a longo prazo com o intuito de identificar possíveis alterações motoras e cognitivas. 6. PARALISIA CEREBRAL (PC) – Encefalopatia crônica não progressiva - Grupo de distúrbios do desenvolvimento do movimento e da postura que levam a incapacidades funcionais por causa de lesões encefálicas durante o desenvolvimento fetal ou infantil. - As alterações motoras geralmente estão associadas a distúrbios sensoriais, cognitivos, comportamentais, perceptuais, da comunicação, além de quadros convulsivos, e podem causar prejuízos muscoesqueléticos secundários. - fatores etiológico (é capaz de desencadear os sinais e os sintomas de uma patologia. Isso quer dizer que ele é o organismo causador da doença. Na AIDS, por exemplo, o agente etiológico é o vírus HIV) X fatores de risco (Fatores de risco são condições e problemas que aumentam as chances de umapessoa de desenvolver doenças). Fatores pré natais Gestação gemelar, doenças metabólicas (diabetes, desnutrição) Fatores tóxicos, exposição à radiação, infecções, abortos prévios, hipertensão arterial, alterações placentárias. Fatores perinatais Complicações obstétricas, prematuridade, baixo peso gestacional (inferior2,5kg), distúrbio metabólico, parto prolongado, apresentação fetal anômala, nota do índice de apgar. Fatores pós-natais Septicemia, desnutrição, crises convulsivas, meningoencefalites, anóxia/hipóxia, intoxicações, maus-tratos, afogamento, icterícia. 7. PARALISIA CEREBRAL- DIAGNÓSTICO - O diagnostico é baseado na anamnese coletada com os cuidadores, na avaliação clinica, nas manifestações motoras apresentadas e nos exames de imagem radiológica. - o pediatra avaliará a medida do perímetro cefálico excluindo casos, por exemplo, de microcefalia ou de macrocefalia ou de cranioestenose, que podem acarretar alterações neurológicas. - evolução e aquisição das etapas do desenvolvimento motor ou senais de lesão associada, que incluem quadros de estrabismo, irritabilidade, distúrbios do sono, pobre resposta motora, entre outros. 8. PARALISIA CEREBRAL – CLASSIFICAÇÃO - Realizada seguindo dois princípios, que são a área da lesão encefálica e a área corporal acometida (topografia) - Classificação da PC de acordo com a distribuição topográfica da lesão: pode ser tetraparético, dipárético, hemiparético e em casos menos comuns, triparetico e monoparetico. - Classificação da PC de acordo com a área de lesão encefálica: espastico ou piramidal, discinético ou extrapiramidal, ataxico, misto e, menos comum, tipo flácido ou hipotônico. 9. CLASSIFICAÇÃO TOPOGRAFICA DA PC FORMA CLINICA SINAIS CLINICOS CARACTERISTICOS Tetraparesia ou quadriparesia Acometimento simétrico e equivalente dos quatro membros Afeta o controle de cabeça e do tronco Maior acometimento motor Diparesia Acometimento maior dos membros inferiores, porém os membros superiores também são afetados Há maior funcionalidade dos membros superiores Hemiparesia Apenas um hemicorpo encontra-se afetado Há funcionalidade normal no hemicorpo oposto 10. CLASSIFICAÇÃO DA PC DE ACORDO COM A AREA DE LESÃO ENCEFALICA -PC espastica (lesão neurônio motor superior): Hipertonia elástica, associada a encurtamentos e deformidades, atraso no DNPM e persistência de reflexos primitivos -PC discinética( lesão em núcleos da base): Presença de movimentos involuntários, que podem ser do tipo coreia (proximal) atetoide (distal) ou distonico, atraso no DNPM e persistência de reflexos primitivos - PC atáxica (Lesão cerebelar): Presença de movimentos incoordenados, déficit de equilíbrio, dismetria, marcha ebriosa e fala escandida - PC mista (diferentes áreas de lesões associadas) Alterações concomitantes de dois ou mais sistemas com quadro clinico variável. 11. DISTUBIOS ASSOCIADOS A PC: - Disturbios oftalmológicos: por exemplo, lesões de córtex visual - distúrbios da deglutição e da fala: casos de gastrotomia (GTT) -Pneumonias de repetição - crises convulsivas - alterações cognitivas e intelectuais - complicações muscoesqueléticas (encurtamento e deformidades): alta incidência de luxação de quadril. 12. Manobras MANOBRA OU TESTE DE THOMAS: Verificar encurtamento de musculo psoas MANOBRA DE GALLEAZI VERIFICAR POSSIVEL PRESENÇA DE LUXAÇÃO DE QUADRIL TESTE DE ABDUÇÃO LENTA E BRUSCA: AVALIAR SIMETRIA DA ABDUÇÃO DO QUADRIL E SE HÁ HIPERTONIA ELASTICA DE MUSCULO ADUTORES DE QUADRIL TESTE DE ELY-DUNCAN: VERIFICAR ENCURTAMENTO MUSCULAR OU HIPERTONIA ELÁSTICA DO MUSCULO RETO FEMURAL. Teste do ângulo poplíteo: verificar encurtamento de músculos isquiotibiais. 13. AVALIAÇÃO MOTORA NA PC - Observar o comportamento motor da criança, o que ela realiza sozinha, se necessita de algum auxilio e qual a possibilidade de ela conseguir realiza-lo de forma independente. - se a criança é capaz de realizar trocar posturais baixas e altas, se apresenta alinhamento corporal adequado e ajustes posturais adequados para a idade. - observar a presença de movimentos atípicos, alteração de tônus muscular, presença de movimentos involuntários ou incoordenados, se os reflexos primitivos estão compatíveis com a idade da criança ou se já deveriam ter sido modulados, tornando-se patológicos. 14. TRATAMENTO CLINICO E REALIBITAÇÃO - Tratamento famacologico na PC: relaciona-se com o tratamento das complicações secundarias a lesão cerebral, tais como a espasticidade. - O tratamento da espasticidade pode incluir o uso de medicamentos orais, bloqueio nervoso periférico (uso de botulínica ou fenolização), tratamento cirúrgico, uso de órteses e tratamento conservador (reabilitação) - Os medicamentos orais podem influir no tônus muscular pela ação no SNC, sendo os mais utilizados o BACLOFENO, O TIZANIDINA, O DANTROLENE E O DIAZEPAM. 15. USAO DE BLOQUEIO NERVOSO PERIFERICO - Tratamento conservador: bloqueio nervoso periférico utilizando a toxina botulínica tipo A (tba) ou o fenol. A TBA é uma neurotoxina produzida pela bactéria anaeróbica. - O mecanismo de ação da toxina botulínica ocorre devido a uma denervação química especifica que leva ao impedimento da liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. - a TBA inativa os terminais colinérgicos dos nervos periféricos, bloqueando a liberação da acetilcolina na terminação pré-sináptica e impedindo sua liberação na fenda sináptica. Por isso não ocorre a despolarização do terminal pós-sinaptico nem a contração muscular. 16. EQUIPE DE REABILITAÇÃO Especialidades médicas (pneumo, ortopedista, oftalmo, gastro, neuro) Fisioterapeuta Terapeuta ocupacional (TO) Fonoaudiólogo Psicólogo Ortetista Nutricionista Psicopedagogo 17. FISIOTERAPIA - ESTIMULAR O DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR: Estimular as aquisições motoras especificas para a idade da criança. Considerando o DNPM normal e sabendo que este ocorre de maneira cefalocaudal e proximal, é necessário estimular o controle da região cervical (estímulos sonoros e luminosos), favorecendo o controle da extensão e flexão da cabeça, das rotações e inclinações. -TREINAR TROCAS POSTURAIS: Estimular a realização de trocas posturais. Se a criança é incapaz de adotar a postura sentada sem apoio, possivelmente não estará apta para deambular sem auxilio, se não for estimulado o ortastismo ocorrerá maior risco para alterações do quadril. - TREINAR EQUILIBRIO E CONTROLE POSTURAL: Tanto o controle postural quanto o equilíbrio postural podem sofrer interferências devido a alterações do tônus muscular ou a presença dos movimentos involuntários ou incoordenados, associados ao atraso na aquisição das trocas posturais. - EVITAR ENCURTAMENTO MUSCULARES E DEFORMIDADES OSSEAS: Alongar os grupos musculares mais afetados, usar a eletroterapia para ativar determinados grupos musculares. Orientar aos cuidadores que realizem alongamentos em domicilio. Uso de órteses auxiliando no alongamento prolongado e no posicionamento adequado do membro afetado. -TRATAR COMPLICAÇÕES RESPIRATÓRIAS: O tratamento dependerá das complicações apresentadas, incluindo manobras de hibiene brônquica, aspiração orotraqueal, manobras de reexpansçao pulmonar e posicionamento adequados. Alguns pacientes mais graves são traqqueostomizados ou dependem de ventilação mecânica. 18. DEFEITOS DO FECHAMANTO DO TUBO NEURAL DFTN – porção cranial Anencefalia Encefalocele Acrania Craniorasquiscise Holoprosencefalia DFTN – porção caudal (medular) Espinha bífida* 19. ESPINHA BIFIDA Ela pode ter varias formas e tipos Má-formação complexa do tubo neural. - Falha na fusão dos elementos posteriores da coluna vertebral. - Falta de fechamento do canal vertebral. - Displasia da medula espinhal. Dentro tem licor, tecido medular e meninges mal formadas., da lesão para baixo temos características da mielomeningocele. MIELO é medula e MENINGO meninge. Mielomeningocele de fato acarreta alterações neurológicas. - Espinha bífida oculta: pequeno defeito ósseo recoberto por pele essencialmente normal, ou podehaver algum sinal cutâneo de malformação (tufo piloso, hemangioma ou dimple). Pode ou não haver displasia medular. - Meningocele: protrusão cística com bom revestimento cutâneo podendo conter meninges anormais e líquido cefalorraquidiano. Pode ou não haver displasia medular. - Mielomeningocele: Defeito no fechamento do tubo neural, caracterizado pela falta de fusão dos arcos vertebrais, com displasia da medula e de suas meninges. 20. POSSIVEIS FATORES ETIOLÓGICOS DA MIELOMENINGOLOCELE -Baixas condições socioeconômicas -Idade materna inferior a 19 anos e superior a 40 anos -Causa genética -Exposição à hipertermia no início da gestação -Hiperglicemia ou diabetes materno -Obesidade materna -Uso de medicamentos anticonvulsivantes (ácido valproico) -Carência de ácido fólico. 21. QUADRO PATOLÓGICO MIELOMENINGOCELE - Acomete qualquer nível do eixo medular (cervical, torácico, lombar alto, lombar baixa, sacral). -Maioria são posteriores. - Afeta: pele, meninges, medula espinhal, raízes periféricas, vértebras e encéfalo (anomalias do cerebelo, hidrocefalia). Geralmente lesão na medula cervical o paciente não tem chance de sobre vida, pois não vai ter inervação na parte musculorespiratórios. Na torácica, lombar ou sacral é possível seja afetado, e assim classificamos a mielo, a maioria afeta a região posterior da medula. QUADRO CLINICO: ABAIXO DO NIVEL DA LESÃO: Anestesia - Plegia flácida - Atonia - Arreflexia - Diminuição do trofismo muscular - Presença de encurtamentos e deformidades* - Complicações urológicas (MUITO FREQUENTE, O QUE AUMENTA A POSSIBILIDADE DE INFECÇÃO, E PROBLEMAS RENAIS, O QUE PODE ACARRETAR A OBITO). 22. CLASSIFICAÇÃO DA MIELO: Níveis de lesão de acordo com a musculatura preservada Quanto mais baixa o nível da lesão, mais musculatura estará presenvada. - Torácico: membro superior e tronco total ou parcial. - Lombar alto: flexores de quadril, adutores do quadril, extensores do joelho. - Lombar baixo: flexores do joelho, dorsiflexores, abdutores do quadril. - Sacral: flexão plantar, flexão dedos dos pés, extensão do quadril. LEMBRETE: - Quanto mais baixo for o nível da lesão medular mais grupos musculares ficarão preservados e, portanto, melhor desempenho funcional o paciente apresentará. - Porém complicações secundárias podem interferir de forma negativa no prognóstico da MMC, tais como hidrocefalia, síndrome da medula presa e as alterações do sistema urinário. - Deformidades da coluna vertebral podem interferir diretamente no prognóstico funcional da criança. COMPLICAÇÕES DA MMC – HIDROCEFALIA Temos três meninges que envolvem todo o sistema nervoso central, tanto encéfalo quanto meninge. Pia-máter interna Aracnoide do meio Aqui no meio tem um liquido, sub aracnoido, esse liquido protege o nosso encéfalo quanto a um impacto. Duramater mais externa próxima do osso. Plexo coroide é o responsável pela criação do liquido. O que acontece com o individuo com hidrocefalia é que com a má formação no sistema nervoso, esse liquor é produzi com maior descontrole, e acaba fazendo uma maior pressão da região cerebral contra a calota craniana. - Aumento da PIC, compressão encefálica, risco de lesão encefálica. - Sinal do sol poente. - Aumento do perímetro cefálico. - Aumento de irritabilidade (choro excessivo). - Crises convulsivas. - Tratamento: derivação ventrículo peritoneal (DVP) image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image1.jpeg image2.png image3.png image4.png image5.png