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Introdução ao estudo das tensões UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL CENTRO DE TECNOLOGIA Prof.(a): Yngrid Rayane Freitas do Nascimento CIV0411 - Resistência dos Materiais I CIV 0411 – Resistência dos Materiais I • O sistema de forças e momentos de binário que atuam sobre um corpo pode ser reduzido a uma força resultante e um momento de binário resultante equivalentes. • Se essas resultantes de força e de momento de binário são iguais a zero, então dizemos que o corpo está em equilíbrio. 𝑭𝑹 = 𝑭 = 𝟎 𝑴𝑹𝑶 = 𝑴𝑶 = 𝟎 Condições necessárias e suficientes Equilíbrio e cargas resultantes internas Equilíbrio e cargas resultantes internas CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Corpo em equilíbrio Cargas resultantes internas CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Força normal (N): Essa força age perpendicularmente à área e se desenvolve sempre que as cargas externas tendem a “empurrar” ou “puxar” os dois segmentos do corpo. Momento de torção ou torque (T): Esse efeito é desenvolvido quando as cargas externas tendem a torcer um segmento do corpo com relação ao outro. Momento fletor (M): O momento fletor é causado pelas cargas externas que tendem a fletir o corpo em torno de um eixo que se encontra no plano da área. Força de cisalhamento (V): A força de cisalhamento encontra-se no plano da área e é desenvolvida quando as cargas externas tendem a provocar o deslizamento de um dos segmentos do corpo sobre o outro. Equilíbrio e cargas resultantes internas CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Equilíbrio e cargas resultantes internas Cargas coplanares Força Normal Força de Cisalhamento Momento fletor Método das seções ∑𝐹𝑥 = 0 ∑𝐹𝑦 = 0 ∑𝑀𝑜 = 0 CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Equilíbrio e cargas resultantes internas Exemplo 1. Determine as cargas internas resultantes que agem na seção transversal em C da viga mostrada na figura abaixo. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Equilíbrio e cargas resultantes internas Diagrama de corpo livre do segmento AC Diagrama de corpo livre do segmento CB Exemplo 1. Determine as cargas internas resultantes que agem na seção transversal em C da viga mostrada na figura abaixo. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão Material de coeso e contínuo Tensão normal: A intensidade da força, ou força por unidade de área, que age perpendicularmente à ΔA, é definida como tensão normal Tensão de cisalhamento: A intensidade da força, ou força por unidade de área, que age tangente a ΔA, é denominada tensão de cisalhamento CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão Estado geral de tensões CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial Distribuição da tensão normal média A intensidade da resultante das forças internas distribuídas é Mas as condições de equilíbrio exigem que essa intensidade seja igual à intensidade P das cargas concentradas. σ: tensão normal média em qualquer ponto na área da seção transversal P: força normal interna resultante, que é aplicada no centroide da área da seção transversal. P é determinada pelo método das seções e pelas equações de equilíbrio A: área da seção transversal da barra Tensão média: +↑ 𝐹𝑅𝑧 = ∑𝐹𝑧 → න 𝑑𝐹 = න 𝐴 𝜎𝑑𝐴 𝑃 = න 𝑑𝐹 = න 𝐴 𝜎𝑑𝐴 → 𝑃 = 𝜎 𝐴 𝜎 = P A CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial Estado uniaxial de tensões As duas componentes da tensão normal no elemento devem ter valores iguais, mas direções opostas ∑𝐹𝑧 = 0 → 𝜎 ∆𝐴 − 𝜎′ ∆𝐴 = 0 𝜎 = 𝜎′ CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial 1. A barra deve ser prismática, permanecendo reta antes e depois da aplicação da carga; 2. Para que a barra sofra deformação uniforme é necessário que P seja aplicada ao longo do eixo do centroide da seção transversal; 3. O material seja homogêneo e isotrópico. 4. Não consideraremos aqui as regiões da barra próximas às suas extremidades – ocorrem distorções localizadas. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial Distribuição de tensão nas regiões próximas à aplicação do carregamento CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial Tensão normal média máxima A tensão normal média não varia dentro da seção transversal; Mas pode variar ao longo do elemento (barra prismática), quando a força normal interna varia ao longo do eixo longitudinal; Nesse caso, é possível determinar um valor de Tensão normal média máxima; Para este fim, é comum traçar o diagrama de força normal ou axial. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial Exemplo 2. A barra na figura tem largura constante de 35 mm e espessura de 10 mm. Determine a tensão normal média máxima na barra quando ela é submetida à carga mostrada. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial Exemplo 2. A barra na figura tem largura constante de 35 mm e espessura de 10 mm. Determine a tensão normal média máxima na barra quando ela é submetida à carga mostrada. Determinação das forças resultantes internas: Trecho AB Trecho BC Trecho CD Diagrama de Força Normal Maior carga CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial Exemplo 3. A luminária de 80 kg é sustentada por duas hastes, AB e BC, como mostra a figura. Se AB tiver diâmetro de 10 mm e BC tiver diâmetro de 8 mm, determine a tensão normal média em cada haste. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão normal média em uma barra com carga axial Exemplo 3. A luminária de 80 kg é sustentada por duas hastes, AB e BC, como mostra a Figura. Se AB tiver diâmetro de 10 mm e BC tiver diâmetro de 8 mm, determine a tensão normal média em cada haste. Determinação da força axial em cada haste: Tensão normal média: CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Se considerarmos apoios rígidos e F suficientemente grande, o material da barra irá deformar-se e falhar ao longo dos planos identificados por AB e CD. A tensão de cisalhamento média distribuída sobre cada área secionada que desenvolve essa força de cisalhamento é definida por: 𝜏𝑚é𝑑 : tensão de cisalhamento média na seção, que consideramos ser a mesma em cada ponto localizado na seção V: força de cisalhamento interna resultante na seção determinada pelas equações de equilíbrio A: área na seção 𝜏𝑚é𝑑 = 𝑉 A CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento As tensões de cisalhamento são encontradas comumente em parafusos, pinos e rebites utilizados para conectar vários elementos estruturais e elementos de máquinas É importante ressaltar que esta fórmula para tensão média é uma aproximação. As normas de engenharia permitem sua utilização para o cálculo das dimensões de elementos de fixação como parafusos e para obtenção da resistência de fixação. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Cisalhamento simples Por consequência, para equilíbrio, a área da seção transversal do parafuso e a superfície de fixação entre os elementos de madeira estão sujeitas somente a uma única força de cisalhamento simples V =F. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Cisalhamento duplo ▪ Esses tipos de acoplamentos são normalmente denominados juntas de dupla superposição; ▪ Duas superfície de cisalhamento; ▪ Deve-se considerar 𝑉 = 𝐹/2 na determinação da tensão de cisalhamento média. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Considere um elemento de volume de material tomado em um ponto localizado na superfície de qualquer área secionada na qual age uma tensão de cisalhamentomédia: Propriedade complementar do cisalhamento CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Exemplo 4. A escora de madeira mostrada na figura está suspensa por uma haste de aço de 10 mm de diâmetro que está presa na parede. Considerando que a escora suporta uma carga vertical de 5 kN, calcule a tensão de cisalhamento média na haste na parede e ao longo dos dois planos sombreados da escora, um dos quais é indicado como abcd. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Exemplo 4. A escora de madeira mostrada na figura está suspensa por uma haste de aço de 10 mm de diâmetro que está presa na parede. Considerando que a escora suporta uma carga vertical de 5 kN, calcule a tensão de cisalhamento média na haste na parede e ao longo dos dois planos sombreados da escora, um dos quais é indicado como abcd. Escora: CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Exemplo 4. A escora de madeira mostrada na figura está suspensa por uma haste de aço de 10 mm de diâmetro que está presa na parede. Considerando que a escora suporta uma carga vertical de 5 kN, calcule a tensão de cisalhamento média na haste na parede e ao longo dos dois planos sombreados da escora, um dos quais é indicado como abcd. Haste: CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Exemplo 5. O elemento inclinado na figura está submetido a uma força de compressão de 3.000 N. Determine a tensão de compressão média ao longo das áreas de contato lisas definidas por AB e BC e a tensão de cisalhamento média ao longo do plano horizontal definido por EDB. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Exemplo 5. O elemento inclinado na figura está submetido a uma força de compressão de 3.000 N. Determine a tensão de compressão média ao longo das áreas de contato lisas definidas por AB e BC e a tensão de cisalhamento média ao longo do plano horizontal definido por EDB. ∑𝐹𝑥 = 0 ∑𝐹𝑦 = 0 𝐹𝐴𝐵 − 3000 3 5 = 0 𝐹𝐴𝐵 = 1800 𝑁 𝐹𝐵𝐶 − 3000 4 5 = 0 𝐹𝐵𝐶 = 2400 𝑁 CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Exemplo 5. O elemento inclinado na figura está submetido a uma força de compressão de 3.000 N. Determine a tensão de compressão média ao longo das áreas de contato lisas definidas por AB e BC e a tensão de cisalhamento média ao longo do plano horizontal definido por EDB. ∑𝐹𝑥 = 0 ∑𝐹𝑦 = 0 𝐹𝐴𝐵 − 3000 3 5 = 0 𝐹𝐴𝐵 = 1800 𝑁 𝐹𝐵𝐶 − 3000 4 5 = 0 𝐹𝐵𝐶 = 2400 𝑁 CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Tensões normais médias: Exemplo 5. O elemento inclinado na figura está submetido a uma força de compressão de 3.000 N. Determine a tensão de compressão média ao longo das áreas de contato lisas definidas por AB e BC e a tensão de cisalhamento média ao longo do plano horizontal definido por EDB. CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão média de cisalhamento Tensão de cisalhamento média: Exemplo 5. O elemento inclinado na figura está submetido a uma força de compressão de 3.000 N. Determine a tensão de compressão média ao longo das áreas de contato lisas definidas por AB e BC e a tensão de cisalhamento média ao longo do plano horizontal definido por EDB. ∑𝐹𝑥 = 0 → 𝑉 = 1800 𝑁 CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão admissível e Fator de segurança Para se garantir a segurança, é preciso escolher uma tensão admissível que restrinja a carga aplicada a um valor menor do que a carga que o elemento pode suportar totalmente. Um método para especificação da carga admissível para o projeto ou análise de um elemento é o uso de um número denominado fator de segurança (FS) 𝐹𝑟𝑢𝑝: Carga de ruptura, determinado por meio de ensaios experimentais. 𝐹𝑎𝑑𝑚: Carga admissível (Valor utilizado no projeto). 𝐹𝑆 > 1 Escrevendo em termos de tensão: 𝐹𝑆 = 𝜎𝑟𝑢𝑝 𝜎𝑎𝑑𝑚 𝐹𝑆 = 𝜏𝑟𝑢𝑝 𝜏𝑎𝑑𝑚 𝐹𝑆 = 𝐹𝑟𝑢𝑝 𝐹𝑎𝑑𝑚 CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão admissível e Fator de segurança Se um elemento estiver submetido a uma força normal em uma seção, a área de seção exigida é determinada por: 𝐴𝑚í𝑛 = 𝑃 𝜎𝑎𝑑𝑚 CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Tensão admissível e Fator de segurança Se, por outro lado, estivermos tratando de tensão de cisalhamento: 𝐴𝑚í𝑛 = 𝑉 𝜏𝑎𝑑𝑚 CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Área exigida para resistir a cisalhamento provocado por carga axial Qual comprimento deve estar “cravado” para que as tensões cisalhantes desenvolvidas sejam suficientes para resistir à carga axial? 𝐴𝑚í𝑛 = 𝑉 𝜏𝑎𝑑𝑚 𝑙𝑚í𝑛 (𝜋𝑑) = 𝑉 𝜏𝑎𝑑𝑚 𝑙𝑚í𝑛 = 𝑉 𝜏𝑎𝑑𝑚𝜋𝑑 CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Área exigida para resistir a cisalhamento provocado por carga axial Exemplo 6. Os dois elementos estão interligados por pinos em B como mostra a figura, que também apresenta vistas de cima dos acoplamentos em A e B. Se a tensão admissível de cisalhamento para os pinos for 𝜏𝑎𝑑𝑚 = 90 MPa e a tensão de tração admissível para a haste CB for 𝜎𝑡 𝑎𝑑𝑚 = 115 MPa, determine, com aproximação de 1 mm, o menor diâmetro dos pinos A e B e o diâmetro de haste CB necessários para suportar a carga. Cisalhamento duplo Cisalhamento simples CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Área exigida para resistir a cisalhamento provocado por carga axial Exemplo 6. Os dois elementos estão interligados por pinos em B como mostra a figura, que também apresenta vistas de cima dos acoplamentos em A e B. Se a tensão admissível de cisalhamento para os pinos for 𝜏𝑎𝑑𝑚 = 90 MPa e a tensão de tração admissível para a haste CB for 𝜎𝑡 𝑎𝑑𝑚 = 115 MPa, determine, com aproximação de 1 mm, o menor diâmetro dos pinos A e B e o diâmetro de haste CB necessários para suportar a carga. Pino em A: Pino em B: CIV 0411 – Resistência dos Materiais I Área exigida para resistir a cisalhamento provocado por carga axial Exemplo 6. Os dois elementos estão interligados por pinos em B como mostra a figura, que também apresenta vistas de cima dos acoplamentos em A e B. Se a tensão admissível de cisalhamento para os pinos for 𝜏𝑎𝑑𝑚 = 90 MPa e a tensão de tração admissível para a haste CB for 𝜎𝑡 𝑎𝑑𝑚 = 115 MPa, determine, com aproximação de 1 mm, o menor diâmetro dos pinos A e B e o diâmetro de haste CB necessários para suportar a carga. Diâmetro da haste: REFERÊNCIAS BEER, F. P.; JOHNSTON, E. R.; DEWOLF, J. T.; MAZUREK, D. F. Mecânica dos materiais. 5 ed. Porto Alegre: AMGH, 2011; HIBBELER, R. C. Resistência dos Materiais. 7 ed. São Paulo : Pearson Prentice Hall, 2010. HIBBELER, R. C. Estática – Mecânica para Engenharia. 14 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil. 2017; Yngrid Rayane Freitas do Nascimento yngrid.rayane.eng@gmail.com Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39