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TAISE (ESCRIVÃ) – Olá, bom dia a todos. Vou fazer a chamada dos senhores. Autora, Amanda Passos Barbosa Tecchio. AMANDA (AUTORA) – Estou aqui. TAISE (ESCRIVÃ) – Advogado da autora, Rafael Araújo Nunes RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Presente TAISE (ESCRIVÃ) – Réu, Mateus Fernandes Rodrigues MATEUS (RÉU) – Presente TAISE (ESCRIVÃ) – Advogada do réu, Charliana Pereira Coelho CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Presente TAISE (ESCRIVÃ) – Testemunha da autora, Thaynara Almeida THAYNARA (TESTEMUNHA DA AUTORA) – Presente TAISE (ESCRIVÃ) – Testemunha do Réu, Makylane Magalhães Ciríaco MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – Presente TAISE (ESCRIVÃ) – Peço que se faça presente a autora, Amanda Passos Tecchio; o réu, Mateus Fernandes Rodrigues; e os advogados Charliana Pereira Coelho e Rafael Araújo Nunes. (As pessoas chamadas entram na sala de audiência e sentam-se em seus respectivos lugares.) PABLO (JUIZ) – Bom dia. Estamos aqui reunidos para tratar de uma ação de indenização por danos morais, em razão de perturbação do sossego, processo nº 1234567-89.2024.8.01.0001. A autora alega o réu de fazer festas com barulhos excessivos durante toda a noite. Declaro aberta a sessão nesta data, 31 de maio de 2024, às 10h00. A autora, Amanda Passos Tecchio. AMANDA (AUTORA) – (Levanta a mão assinalando que está presente) PABLO (JUIZ) – O réu, Mateus Fernandes Rodrigues. MATEUS (RÉU) – (Levanta a mão assinalando que está presente) PABLO (JUIZ) – Segundo consta nos autos, a autora, Amanda Passos Tecchio, alega que o réu causou perturbações frequentes e de maneira excessiva, afetando não somente o seu bem-estar, mas também o de seu filho, portador do espectro autista, ao promover festas com barulhos excessivos durante toda a noite. A autora ainda alega que tentou dialogar com o réu para reduzir os barulhos, mas o réu recusou-se. Diante dos fatos narrados, gostaria de saber das partes se há possibilidade de conciliação. Existe alguma proposta, sendo esta uma forma eficaz e adequada de resolvermos a questão? RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Excelência, negamos quaisquer possibilidades de conciliação, pois acreditamos nos direitos da minha cliente e nos danos que lhe foram causados. CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Excelência, negamos quaisquer possibilidades de conciliação e, além disso, contestamos as inverdades alegadas pela autora. PABLO (JUIZ) – Tentando a solução processual de conflito, restou inexitoso. Declaro aberta a instrução. Consta nos autos que a defesa requisitada mentiu em uma das partes da petição inicial. Os advogados têm algum outro meio de prova a ser produzida além da prova policial? RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Sim, Excelência. Nós teremos prova testemunhal que irá comprovar a perturbação sofrida pela minha cliente. CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Sim, Excelência. Nós também temos uma testemunha. PABLO (JUIZ) – Tudo bem. Então vamos ouvir o depoimento da autora. Peço que o Sr. Mateus se retire, por favor. Qual é o seu nome completo, por favor? AMANDA (AUTORA) – Amanda Passos Barbosa Tecchio. PABLO (JUIZ) – Endereço? AMANDA (AUTORA) – Rua Barcelona, 230, Condomínio Parque Boulevard, Guanambi. PABLO (JUIZ) – Qual a sua profissão? AMANDA (AUTORA) – Empresária PABLO (JUIZ) – Estado civil? AMANDA (AUTORA) – Casada PABLO (JUIZ) – Sra. Amanda, eu gostaria de saber como se procedeu a perturbação de sossego proferida pelo Sr. Mateus? AMANDA (AUTORA) – Excelência, desde 20 de novembro de 2023, o Mateus tem realizado festas barulhentas, tocando música em alto volume e causando gritaria, especialmente à noite. Essas perturbações ocorrem quase todos os finais de semana e, às vezes, durante a semana. Isso tem me causado grande desconforto, afetando meu descanso e minha saúde. Também possuo um filho que é portador do espectro autista, e tenho muita dificuldade de seguir a rotina com ele diante desses acontecimentos, pois isso afeta muito a saúde dele e seu comportamento. Meu filho é acostumado a dormir cedo, tendo em vista que toda criança precisa de uma rotina, e ele tem acordado várias vezes durante a noite, porque o barulho o atrapalha a dormir. Já tentei conversar com o Mateus diversas vezes, mas ele não mudou seu comportamento e ignorou totalmente a minha situação. PABLO (JUIZ) – Entendo, mas qual foi o posicionamento de Sr.Mateus mediante suas queixas? AMANDA (AUTORA) – Como disse anteriormente, Vossa Excelência, ele não mudou o comportamento, me ignorou e continuou com as festas barulhentas. PABLO (JUIZ) – É só isso? Existe mais alguma coisa que queira relatar? AMANDA (AUTORA) – Não, Vossa Excelência. PABLO (JUIZ) – A defesa do réu tem alguma pergunta? CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Sim, Excelência. Senhora Amanda, a senhora pode especificar quantas vezes aproximadamente essas festas ocorreram nos últimos seis meses? AMANDA (AUTORA) – Foram cerca de três a quatro vezes por mês. CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – E a senhora registrou alguma dessas ocorrências junto às autoridades? AMANDA (AUTORA) – Sim, fiz várias reclamações à polícia e também à administração do condomínio. CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Satisfeita, Excelência. PABLO (JUIZ) – A defesa do autor tem alguma pergunta? RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Não, Excelência. PABLO (JUIZ) – Peço à escrivã, Taise, que chame o réu, Mateus Fernandes Rodrigues. (Taise levanta-se para chamar o réu.) (Após o réu sentar-se, o juiz começa a falar.) PABLO (JUIZ) – Bom dia. Estamos aqui diante de uma ação de indenização de danos morais, onde a autora acusa o senhor de perturbação de sossego. Qual é o nome completo do senhor? MATEUS (RÉU) – Mateus Fernandes Rodrigues PABLO (JUIZ) – Profissão? MATEUS (RÉU) – Empresário PABLO (JUIZ) – Endereço? MATEUS (RÉU) – Rua Barcelona, 231, Condomínio Parque Boulevard. Guanambi. PABLO (JUIZ) – Estado civil? MATEUS (RÉU) – Solteiro PABLO (JUIZ) – Sr. Mateus, este é o momento que o senhor tem para se defender e esclarecer os fatos, mas o senhor não é obrigado a responder nenhuma pergunta. Tudo bem? O senhor pode contar como ocorreu? MATEUS (RÉU) – Excelência, admito que fiz algumas festas, mas não com a frequência ou a intensidade descrita por Amanda. Sempre procurei encerrar as reuniões em um horário razoável e nunca recebi queixas diretas antes dessa ação. Acredito que houve exagero nas alegações de Amanda. PABLO (JUIZ) – A defesa do autor tem alguma pergunta? RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Sim, Excelência. Senhor Mateus, o senhor pode definir o que considera “horário razoável” para encerrar suas festas? MATEUS (RÉU) – Geralmente, terminavam por volta das 23h ou meia-noite, Doutor. RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – E o senhor acredita que esse horário é apropriado mesmo em dias de semana? MATEUS (RÉU) – Sim, Doutor, nunca achei que fosse um problema. RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Pronto, Excelência. PABLO (JUIZ) – Peço à escrivã, Taise, que chame a testemunha da autora, Thaynara Almeida. (Taise levanta-se para chamar a testemunha da autora.) (Após a testemunha sentar-se, o juiz começa a falar.) PABLO (JUIZ) – Bom dia. Estamos aqui diante de uma ação de indenização por danos morais, onde a autora alega o réu de perturbação de sossego. A senhora tem a obrigação de testemunhar a verdade sob pena de responder uma ação penal caso venha a descumprir. Certo? THAYNARA (TESTEMUNHA DA AUTORA) – Certo, Excelência. PABLO (JUIZ) – Qual é o nome completo da senhora? THAYNARA (TESTEMUNHA DA AUTORA) – Thaynara Almeida PABLO (JUIZ) – Profissão? THAYNARA (TESTEMUNHA DA AUTORA) – Arquiteta e Urbanista PABLO (JUIZ) – Endereço? THAYNARA (TESTEMUNHA DA AUTORA) – Rua Barcelona, 232, Condomínio Parque Boulevard, Guanambi. PABLO (JUIZ) – Estado civil? THAYNARA (TESTEMUNHA DA AUTORA) – Solteira. PABLO (JUIZ) – Sra. Thaynara, você pode relatar sua relação com a autora e o réu, e o que sabe sobre o acontecimento descrito? THAYNARA(TESTEMUNHA DA AUTORA) – Sim, Excelência. Sou vizinha de ambos, Amanda e Mateus. Confirmo que o barulho das festas que o senhor Mateus promove, é realmente alto e ocorre com frequência. Incomoda bastante. PABLO (JUIZ) – Certo. Vou conceder a palavra para a defesa, começando pelo advogado da autora. RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Sra. Thaynara, gostaria de saber qual é a duração dessas festas? THAYNARA (TESTEMUNHA DA AUTORA) – Muitas vezes, passam da meia-noite, até liguei para a polícia algumas vezes por causa do barulho. RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Sem mais perguntas, Vossa Excelência. PABLO (JUIZ) – A defesa do réu deseja fazer alguma pergunta? CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Sim, Excelência. Senhora Thaynara, você já reclamou diretamente ao Mateus sobre o barulho? THAYNARA (TESTEMUNHA DA AUTORA) – Diretamente não, mas já conversei com outros vizinhos e a administração do condomínio. CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Satisfeita, Excelência. PABLO (JUIZ) – Obrigado Senhora Thaynara. Está liberada. Peço à escrivã, Taise, que chame a testemunha do réu, Makylane Magalhães Ciríaco. (Taise levanta-se para chamar a testemunha do réu.) (Após a testemunha sentar-se, o juiz começa a falar.) PABLO (JUIZ) – Bom dia. Estamos aqui diante de uma ação de indenização de danos morais, onde a autora alega o réu de perturbação de sossego. A senhora tem a obrigação de testemunhar a verdade sob pena de responder uma ação penal caso venha a descumprir. Certo? MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – Certo, Excelência. PABLO (JUIZ) – Qual é o seu nome completo? MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – Makylane Magalhães Ciríaco PABLO (JUIZ) – Profissão? MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – Empresária PABLO (JUIZ) – Endereço? MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – Rua Barcelona, 234, Condomínio Parque Boulevard. Guanambi. PABLO (JUIZ) – Estado civil? MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – Solteira PABLO (JUIZ) – Certo, vamos ouvir a testemunha do réu MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – Excelência, frequento as festas de Mateus e nunca achei que o barulho fosse excessivo. Sempre terminamos cedo, por volta das 23h ou meia-noite. PABLO (JUIZ) – Certo. A defesa da autora tem alguma pergunta? RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Sim, Excelência. Senhora Makylane, você pode definir o que considera “horário apropriado” para encerrar as festas? MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – As festas geralmente terminavam por volta das 23h ou meia-noite. RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – E esse horário era mantido em todas as ocasiões que você esteve presente? MAKYLANE (TESTEMUNHA DO RÉU) – Sim, sempre que eu estive presente, sim. RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Pronto, Excelência. PABLO (JUIZ) – A defesa do réu deseja fazer alguma pergunta? CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Não, Excelência. PABLO (JUIZ) – Obrigado Senhora Makylane. Está liberada. As partes desejam apresentar mais alguma prova? RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Excelência, apresento registros de chamadas à polícia, vídeos das festas e depoimentos escritos de outros vizinhos. CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Excelência, questiono a autenticidade e a contextualização dos vídeos apresentados. Gostaria de apresentar contraprovas, incluindo declarações de outros vizinhos que nunca reclamaram do réu. PABLO (JUIZ) – Vamos ouvir os argumentos finais. Primeiro, o advogado da autora. RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Excelência, os depoimentos e provas apresentadas demonstram claramente a perturbação constante causada pelo réu. O autor sofreu danos significativos ao seu sossego e merece ser indenizado de forma justa. PABLO (JUIZ) – Agora, o advogado do réu. CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Excelência, as alegações do autor são exageradas e não refletem a realidade. As festas eram esporádicas e encerravam em horários aceitáveis. Pedimos que a indenização seja revista, levando em consideração a falta de provas contundentes e a exibição de boa-fé do réu. PABLO (JUIZ) – Diante do exposto, gostaria de saber se as partes têm interesse em optar pelo método alternativo de solução de conflitos? CHARLIANA (ADVOGADA DO RÉU) – Não, Excelência. RAFAEL (ADVOGADO AUTORA) – Não, Excelência. PABLO (JUIZ) – Agradeço a todos pelas apresentações. Vou analisar as informações apresentadas e emitirei uma decisão por escrito em breve. A audiência está encerrada.