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Epicondilite Medial Cotovelo de Golfista O que é ? A inflamação do epicôndilo medial é também conhecida como tendinite nos flexores do punho ou cotovelo de golfista. Como ocorre? Os músculos são excessivamente usados, os tendões são repetidamente puxados no seu ponto de inserção (o epicôndilo medial). Como resultado, os tendões se inflamam, e pequenas e repetidas rupturas no tecido do tendão causam dor. Isso normalmente acontece em esportes, como: golfe, esportes de arremesso, e esportes com raquete. Também pode ocorrer ao realizar atividades do dia-a-dia, como carpintaria e digitação. Etiologia A causa principal da epicondilite medial é a sobrecarga repetitiva dos músculos flexores do antebraço. Diversos esportes e atividades podem gerar essa sobrecarga, como o golfe, o tênis e a musculação. Um evento único traumático também pode gerar a epicondilite. Atividades de trabalho que necessitam de movimentação repetitiva dos flexores também estão associadas à epicondilite medial. Em algumas casos, a epicondilite medial pode estar associada à instabilidade medial do cotovelo. A instabilidade do cotovelo ocorre em praticantes de esportes de arremesso, que realizem o movimento em valgo de modo repetitivo, que pode causar lesões nos ligamentos mediais do cotovelo. Incidência A epicondilite medial ocorre em aproximadamente 0,5% da população geral em idade produtiva, e apresenta maior prevalência na faixa etária de 45 a 55 anos. A maioria dos pacientes (75%) apresentam sintomas no membro superior dominante. A epicondilite lateral ocorre cerca de 7 a 10 vezes mais que a medial. Fisiopatologia A região dos epicôndilos de onde saem os tendões acometidos é mal vascularizada, favorecendo o aparecimento da tendinose. O processo inflamatório da epicondilite seria devido a tentativa de cicatrização de micro rupturas das fibras do tendão. Sintomas Os tendões mais comumente lesados são o pronador redondo, o flexor radial do carpo e o longo palmar. Dor pontual no local da inserção do músculo podendo também sensibilizar o músculo pronador redondo em toda sua extensão muscular. Longo Palmar. Pronador redondo. Diagnóstico Anamnese . Exame físico: inspeção e palpação observar qualquer dor à palpação, inflamação e elevação de temperatura em qualquer localização. Rx: Calcificação do epicôndilo lateral. Ultras-sonografia: edema na origem dos tendões no epicôndilo. Anamnese A anamnese detalhada é a base para o correto diagnóstico da afecção. Na epicondilite medial o paciente se queixa de dor na parte medial (ou interna) do cotovelo e a dor pode irradiar para o antebraço, mas tem seu ponto mais doloroso próximo ao epicondilo medial. Ao exame físico (palpação) o paciente sente dor na nessa parte óssea medial. Teste epicondilite medial Tratamento conservador Prevenir maiores lesões ,objetivo é gerar a cicatrização completa dos tendões. Quando existe um processo inflamatório presente, medicações anti-inflamatórias podem ajudar. Algumas vezes a injeção de cortisona no local da lesão também pode ser necessária. Cuidados para evitar maiores lesões e alongamento são os principais objetivos nas primeiras fases. Após, fortalecimento gradual dos tendões ajuda a prevenir lesões futuras. Utilização de órteses especiais . O tratamento também é prolongado e muitas vezes pode levar de 4-6 meses. Cirurgia O tratamento cirúrgico é de exclusão, isto é, apenas quando todas as opções não-cirúrgicas foram esgotadas e raramente é necessário. A cirurgia tem como objetivo retirar todo o tecido degenerado da região do epicôndilo e propiciar um aumento da vascularização do tendão para aumentar a cicatrização. Exercícios de reabilitação para a epicondilite medial: A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção, ganho da amplitude de movimento de uma articulação. . Fortalecimento. Ganho de ADM. Epicondilite lateral Cotovelo de tenista O que é? O epicôndilo lateral é o mais externo e recebe os tendões de alguns músculos do antebraço, responsáveis pela extensão do punho. Epicondilite lateral ou cotovelo de tenista acontece quando o epicôndilo lateral se torna dolorido e sensível. Como ocorre? "Cotovelo de Tenista" resulta do excesso do uso dos músculos extensores do punho e da mão. Quando esses músculos são usados em excesso, os tendões são repetidamente puxados com força no ponto de inserção, o epicôndilo lateral. Como resultado, o tendão se inflama. Repetidas e minúsculas rupturas no tecido do tendão causam dor. Entre as atividades que podem causar "Cotovelo de Tenista" estão: tênis e outros esportes com raquete, carpintaria, trabalho em máquinas, digitação e tricô. Incidência Síndrome comum em mulheres de meia idade afeta a origem dos tendões do extensores de punho ou supinadores do antebraço. Tensões incomuns na articulação do cotovelo resultam em distúrbios microscópicos na origem do tendão extensor. Etiologia Atividades que exige uso excessivo dos músculos extensores do punho ou dos supinadores do antebraço Praticantes tênis são acometidas por esta inflamação, assim como jogadores de squash, basquete Pode acometer trabalhadores que realizam suas atividades de forma inadequada, como por exemplo, digitadores ou pessoas que utilizam com muita frequência o computador sem que sejam tomadas as medidas adequadas. Fisiopatologia Lesão envolve os músculos e tendões do antebraço, que se estendem desde o punho e dedos até se inserirem, através dos seus tendões, no epicôndilo umeral, na face lateral do cotovelo. O tendão mais comumente lesado é o extensor radial curto do carpo. Sintomas Dor intensa e persistente de piora noturna em região do epicôndilo lateral, que se irradia para os músculos extensores gerando limitação funcional em decorrência da dor. Diagnostico Anamnese. Exame físico: dor localizada à palpação na origem dos extensores. Teste de Cozen: reproduz a dor experimentada pelo paciente que, ao realizar a extensão do punho contra a resistência e com o cotovelo em 90° de flexão e o antebraço em pronação, refere dor no epicôndilo lateral. Testes Teste de Mill. Realizado com o paciente com a mão aberta, o punho em dorsiflexão e o cotovelo em extensão. O examinador, então, forçará o punho em flexão e o paciente é orientado para resistir ao movimento, provocando dor no epicôndilo lateral. “Teste da cadeira” Paciente é instruído a erguer uma cadeira com uma mão com o antebraço em pronação e o punho em flexão palmar. A presença de forte dor no epicôndilo lateral indicaria epicondilite. Tratamento Conservador Evitar ao máximo movimentos repetitivos Alterar a ergonomia no local de trabalho isto é , deixar o cotovelo apoiado maior parte do tempo possível Usar uma banda de contensão( no terço proximal do antebraço) para diminuir o ponto de tração muscular exercido no epicôndilo lateral. Fisioterapia: Crioterapia sobre o local quatro vezes ao dia Exercícios ativos do punho inicialmente sem peso durante 10min. quatro vezes ao dia. Medicação: Deve-se usar AINES e em casos crônicos vasodilatadores periféricos (pois o tecido angiofibroblástico formado é hipovascularizado dificultando a ação da medicação). Cirurgia Indicado quando o tratamento conservador falhou após 06 a 08 meses de evolução ou quando ocorrem várias recidivas dificultando o cotidiano do paciente. Apenas um em cada vinte pacientes são submetidos ao tratamento cirúrgico. Existem várias técnicas cirúrgicas dentre elas destacam-se: Liberação da origem dos extensores e epicondilectomia lateral. Ressecção parcial do ligamento anular (cirurgia de Bosworth) Ressecção do tecido angiofibroblástico na inserção do extensor radial curto do carpo associado á múltiplas perfurações no epicôndilo lateral ,para aumentar o aporte sanguíneos local (cirurgia deThomas Wolff) REABILITAÇÃO Analgesia- laser, US, crioterapia, termoterapia, tens, interferencial,galvânica Massagem de CYRIAX Liberação miofascial Alongamento Fortalecimento Correção da ergonomia image1.gif image2.gif image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.png image7.gif image8.gif image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpg image15.jpeg image16.png image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.gif image25.png image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg image32.jpeg image33.jpeg image34.jpeg image35.jpeg image36.jpeg