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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
INSTITUTO DE FÍSICA
DEPTO ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL
BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL
EDUARDO CASTRO PASSINI – 241007919
LUIZ HENRIQUE TOMAZ MOREIRA – 241007991
PEDRO HENRIQUE FERREIRA MENEZES – 241024105
COEFICIENTE DE RESTITUIÇÃO
RELATÓRIO DE EXPERIMENTO IV
Brasília
11 de Junho de 2024
SUMÁRIO
Objetivos ..................................................................................................................... 3
Introdução ................................................................................................................... 3
Material utilizado ......................................................................................................... 3
Procedimentos Experimentais ..................................................................................... 4
Dados Experimentais .................................................................................................. 4
Análise de dados ......................................................................................................... 7
Conclusão ................................................................................................................. 17
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OBJETIVOS
Nesse experimento, um carrinho colide com uma mola na base de um trilho de
ar inclinado. O objetivo é verificar se a posição de retorno do carrinho decai
exponencialmente com o número de colisões e determinar o coeficiente de restituição
para diferentes condições de colisão.
INTRODUÇÃO
A colisão entre corpos pode ser categorizada em dois tipos: elástica e
inelástica. Na colisão elástica, a energia cinética é conservada, enquanto na colisão
inelástica, a energia cinética não é preservada (ou seja, Ei > Ef). O coeficiente de
restituição é o parâmetro utilizado para determinar o tipo de colisão. Ele é definido
como a razão entre a velocidade de aproximação e a velocidade de afastamento. Em
colisões elásticas, o coeficiente de restituição é igual a 1, enquanto em colisões
inelásticas, ele é menor que 1 e maior que 0. No experimento em questão, um carrinho
com um tubo de ensaio contendo diferentes volumes de água é colocado em um plano
inclinado (trilho de ar, sem atrito). O carrinho colide com uma mola elástica no final do
trilho e retorna conforme ilustrado na figura. O coeficiente de restituição é calculado
usando a seguinte fórmula algébrica:
onde:
𝜀 é o coeficiente de restituição;
∆𝑋′ é o deslocamento após a colisão;
∆𝑋 é o deslocamento antes da colisão.
MATERIAL UTILIZADO
• 01 trilho de 120 𝑐𝑚 conectado a uma unidade de fluxo de ar;
4
• 01 bloco cilíndrico para inclinar o trilho;
• 01 Y de final de curso com fixador U para elástico;
• 01 carrinho para o trilho;
• 01 elástico circular;
• 01 tubo de ensaio;
• 01 suporte para acoplar o tubo de ensaio ao carrinho;
• 01 fita métrica;
• 01 Água para encher o tubo de ensaio.
PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
Coletamos apenas a posição inicial de onde o carrinho é solto e 10 posições
intermediárias do carrinho até o fim do trilho, isto para cada um dos níveis de água
dentro do tubo de ensaio acoplado ao carrinho. No total foram 5 estados, ou seja,
foram 60 posições coletadas. Todas estas medidas foram feitas com uso de uma
régua milimetrada.
Para cada nível de água dentro do tubo começamos pela posição, e teremos a
colisão na posição:
𝑋₀ = 42 𝑐𝑚, 𝑋𝑐 = 142 𝑐𝑚
DADOS EXPERIMENTAIS
Para o tubo vazio, obtemos:
X ∆X
59 ± 0,05 cm 83,0 ± 0,5 cm
72,5 ± 0,05 cm 69,5 ± 0,5 cm
83 ± 0,05 cm 59,0 ± 0,5 cm
92 ± 0,05 cm 50,0 ± 0,5 cm
99 ± 0,05 cm 43,0 ± 0,5 cm
Para o tubo cheio até um quarto da capacidade, obtemos:
X ∆X
61 ± 0,05 cm 81 ± 0,5 cm
76 ± 0,05 cm 66 ± 0,5 cm
88,5 ± 0,05 cm 53,5 ± 0,5 cm
97,5 ± 0,05 cm 44,5 ± 0,5 cm
105,5 ± 0,05 cm 36,5 ± 0,5 cm
Para o tubo completo até a metade, obtemos:
X ∆X
62,8 ± 0,05 cm 79,2 ± 0,5 cm
79 ± 0,05 cm 63 ± 0,5 cm
91 ± 0,05 cm 51 ± 0,5 cm
101,5 ± 0,05 cm 40,5 ± 0,5 cm
110 ± 0,05 cm 32 ± 0,5 cm
Para o tubo cheio até três quartos da sua capacidade, obtemos:
X ∆X
60,5 ± 0,05 cm 81,5 ± 0,05 cm
75 ± 0,05 cm 67,0 ± 0,05 cm
87 ± 0,05 cm 55 ± 0,05 cm
95 ± 0,05 cm 47 ± 0,05 cm
103 ± 0,05 cm 39 ± 0,05 cm
Para o tubo completo, obtemos:
X ∆X
59,5 ± 0,05 cm 82,5± 0,05 cm
73 ± 0,05 cm 69,0± 0,05 cm
84,5 ± 0,05 cm 57,5± 0,05 cm
94 ± 0,05 cm 48,0± 0,05 cm
101,5 ± 0,05 cm 40,5± 0,05 cm
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ANÁLISE DE DADOS
Gráficos iniciais:
Aplicando nossos dados, do tubo vazio, no software SciDavis chegamos no
seguinte gráfico:
A partir desse resultado e aplicando uma curva com decaimento decrescente
obtemos:
Notamos, portanto, que há um decaimento exponencial da posição em relação
a colisão.
Dessa forma, para vermos se este decaimento pode ser aplicado pela fórmula
“ΔX =ΔX0 e^(- α n)” , aplicamos a mesma em nosso gráfico nos aplicamos seus
resultados nos nossos, obtendo:
8
Nota-se que a equação quando aplicada coincide com os dados adquiridos pelo
grupo. Mostrando que os resultados podem ser representados pela equação referida.
Inicialmente vamos mostrar que o gráfico com e equação log10 ΔX = log10 ΔX0
– α n log10 e, não cabe perfeitamente com os nossos dados.
Gráfico 1: inserindo a equação desejada, com os logaritmos, temos:
9
Tal que: 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)(𝑛) =−0,0755n + 2
Nota-se que acaba não sendo uma reta que coincide perfeitamente com os
dados, por isso fazemos uma de forma mais precisa, traçada para as menores
distâncias entre o ponto de soltura e o ponto de colisão, para determinar os
parâmetros ΔX0 e α. gerando a equação com outros dados.
Gráfico 2: Reta que melhor representa os melhores resultados temos :
Tal que: 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)(𝑛)= -0,0737n + 1,990
Parâmetro = 0,1697
Tabela do tubo vazio:
∆𝑋 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)
100,0 ± 0,5 cm 2,00
83,0 ± 0,5 cm 1,92
69,5 ± 0,5 cm 1,84
59,0 ± 0,5 cm 1,77
50,0 ± 0,5 cm 1,70
43,0 ± 0,5 cm 1,63
Agora nos gráficos abaixo temos a de posição (ΔX) versus o número da colisão
(n) em papel monolog para cada um dos diferentes experimentos, (25% de V, 50% de
V, 75% de V e tubo cheio).
Grafico 1 (25% do Volume) :
Tal que: 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)(𝑛)= -0,0877n + 1,997
Parâmetro = 0,2019
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Tabela com 25% d’água:
∆𝑋 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)
100,0 ± 0,5 cm 2,00
81 ± 0,5 cm 1,91
66 ± 0,5 cm 1,82
53,5 ± 0,5 cm 1,73
44,5 ± 0,5 cm 1,65
36,5 ± 0,5 cm 1,56
Grafico 2 (50% do Volume):
Tal que: 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)(𝑛)= -0,0988n + 1,997
Parâmetro = 0,2274
12
Tabela com 50% d’água:
∆𝑋 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)
100,0 ± 0,5 cm 2,00
79,2 ± 0,5 cm 1,89
63 ± 0,5 cm 1,80
51 ± 0,5 cm 1,71
40,5 ± 0,5 cm 1,60
32 ± 0,5 cm 1,50
Grafico 3 (75% do Volume):
Tal que: 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)(𝑛)= -0,0797n + 1,991
Parâmetro = 0,1835
Tabela com 75% d’água:
13
∆𝑋 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)
100,0 ± 0,5 cm 2,00
81,5 ± 0,05 cm 1,90
67,0 ± 0,05 cm 1,82
55 ± 0,05 cm 1,77
47 ± 0,05 cm 1,67
39 ± 0,05 cm 1,59
Gráfico 4 (Tubo cheio d’água):
Tal que: 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)(𝑛)= -0,0777n + 1,994
Parâmetro = 0,1789
Tabela com 100% d’água:
14
∆𝑋 𝑙𝑜𝑔(∆𝑋)
100,0 ± 0,5 cm 2,00
82,5± 0,05 cm 1,91
69,0± 0,05 cm 1,84
57,5± 0,05 cm 1,76
48,0± 0,05 cm 1,68
40,5± 0,05 cm 1,61
Coeficiente de restituição:
Para relacionarmos o parâmetro da equação “ΔX=ΔX0e- n” com o coeficiente
de restituição ε, analisamos o carrinho a variação da distância do carrinho.então:
A partir dessa conclusão podemos fazer uma tabela de cada um dos volumes
e seus coeficientes de restituição:
Tubo vazio:
∆𝑋 𝜀
83,0 ± 0,5 cm 0,91
69,5 ± 0,5 cm 0,91
59,0 ± 0,5 cm 0,92
50,0 ± 0,5 cm 0,92
43,0 ± 0,5 cm 0,92
Tubo com 25%:
∆𝑋𝜀
81 ± 0,5 cm 0,90
66 ± 0,5 cm 0,90
53,5 ± 0,5 cm 0,90
44,5 ± 0,5 cm 0,91
36,5 ± 0,5 cm 0,90
Tubo com 50%:
∆𝑋 𝜀
79,2 ± 0,5 cm 0,89
63 ± 0,5 cm 0,89
51 ± 0,5 cm 0,90
40,5 ± 0,5 cm 0,89
32 ± 0,5 cm 0,88
Tubo com 75%:
∆𝑋 𝜀
81,5 ± 0,05 cm 0,90
67,0± 0,05 cm 0,90
55 ± 0,05 cm 0,90
47 ± 0,05 cm 0,92
39 ± 0,05 cm 0,91
Tubo com 100%:
∆𝑋 𝜀
82,5± 0,05 cm 0,91
69,0± 0,05 cm 0,91
57,5± 0,05 cm 0,91
48,0± 0,05 cm 0,91
40,5± 0,05 cm 0,92
CONCLUSÃO
Com base no experimento, observou-se que a distância percorrida pelo
carrinho diminuiu exponencialmente à medida que o número de colisões aumentou. A
análise gráfica confirmou que a melhor aproximação para esse comportamento é a
função f(x) = A *e^{-Bx} + C, onde (0 < B < 1). Essa função descreve bem o decaimento
observado.
Além disso também atestamos que o coeficiente de restituição diminui
conforme se aumenta o volume de água do tubo, exceto no caso do tubo cheio, e em
75%, nos quais houve aumento do coeficiente. Possíveis erros podem ter sido
observados devido a erros instrumentais.