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Gestão do Risco de Mercado, Risco de Liquidez e do Risco Operacional Gutemberg Leonel Pereira (61) 9.8446-3262 Visão Macro FONTE: IBGE; RELATÓRIO FOCUS; BCB; i9. Visão Macro Visão Macro Visão Macro Visão Macro Aspectos Conceituais de Gestão de Riscos Aspectos Conceituais Uma definição sobre a expressão RISCO: Probabilidade de insucesso de determinado empreendimento, em função de acontecimento eventual, incerto, cuja ocorrência não depende exclusivamente da vontade dos interessados. Houaiss 2009 Aspectos Conceituais http://g1.globo.com/fotos/noticia/2012/09/imagem-de-almoco-de-operarios-em-arranha-ceu-de-ny-completa-80-anos.html RCA Building no complexo do Rockefeller Center, no centro de Nova York Aplicar em bolsa? Nem Pensar! É muito arriscado! Investimentos vs. Riscos •Rentabilidade •Liquidez •Riscos Tipos de Riscos Vamos saber o que aconteceu?!?!? https://www.infomoney.com.br/mercados/signature-bank-e-fechado-por-reguladores-de-nova-york-na-esteira-da-f alencia-do-svb/ https://www.infomoney.com.br/mercados/signature-bank-e-fechado-por-reguladores-de-nova-york-na-esteira-da-falencia-do-svb/ https://www.infomoney.com.br/mercados/signature-bank-e-fechado-por-reguladores-de-nova-york-na-esteira-da-falencia-do-svb/ Riscos •Gestão de Riscos •Mercado •Operacional •Liquidez Risco Sistemático Risco Sistêmico O risco sistemático, também conhecido como risco não diversificável, refere-se ao risco que afeta toda a economia ou um setor específico do mercado financeiro. Esse tipo de risco não pode ser eliminado ou reduzido por meio da diversificação de uma carteira de investimentos. Ele está relacionado a fatores macroeconômicos, como o desempenho geral do mercado, taxas de juros, inflação, política governamental, crises financeiras e eventos globais que afetam amplamente os investimentos. Emerging Markets Bond Index Plus - EMBI+ Risco-Brasil O EMBI+ é um índice baseado nos bônus (títulos de dívida) emitidos pelos países emergentes. Mostra os retornos financeiros obtidos a cada dia por uma carteira selecionada de títulos desses países. A unidade de medida é o ponto-base. Dez pontos-base equivalem a um décimo de 1%.Os pontos mostram a diferença entre a taxa de retorno dos títulos de países emergentes e a oferecida por títulos emitidos pelo Tesouro americano. Essa diferença é o spread, ou o spread soberano. Risco Sistêmico – Risco País Credit Default Swaps (CDS) Credit Default Swaps (CDS), ou Swaps de Inadimplência de Crédito, são contratos financeiros derivativos usados para proteger ou especular sobre o risco de crédito de um ativo subjacente, como um título de dívida corporativa ou soberana. O CDS é um tipo de contrato de swap, no qual duas partes trocam pagamentos periódicos durante um determinado período de tempo. Risco Sistêmico – Risco País Credit Default Swaps 5 Anos (CDS) – “Brazil” Risco Sistêmico – Risco País Países Emergentes: Credit Default Swaps 5 Anos (CDS) Agências de Rating Empresas que realizam a coleta de informações, análises e preparação de relatórios de um determinado país ou empresa, e que são fornecidos para investidores ou credores. As principais agências internacionais são: Risco Sistêmico Agências de Rating 2 1 Risco Sistêmico Relação Risco vs. Retorno Esperado RELAÇÃO RISCO X RETORNO ESPERADO DE UM ATIVO Capital Market Line Estatística Aplicada em Gestão de Risco (Pré-requisito para Gerenciamento de Risco de Mercado) Estatísticas de Risco O risco pode ser entendido pela capacidade de se mensurar o estado de incerteza de uma decisão mediante o conhecimento das probabilidades, associadas à ocorrência de determinados resultados ou valores. A ideia de risco, de forma mais específica, está diretamente associada às probabilidades de ocorrência de determinados resultados em relação a um valor médio esperado. Estatísticas de Risco O risco é, na maioria das vezes, representado pela medida estatística do desvio-padrão, ou variância, indicando o valor médio esperado e representativo do comportamento observado. Assim, ao se tomarem decisões de investimento com base num resultado médio esperado, o desvio-padrão passa a revelar o risco da operação, ou seja, a dispersão das variáveis (resultados) em relação à média. Estatísticas de Risco Médias Existem vários tipos de média: Média aritmética simples, média aritmética ponderada, média geométrica e média harmônica. Por exemplo, se a rentabilidade do Ibovespa em 200x foi de 27,7%, em 20xy, de 32,9%, e em 200z, de 30%, a sua média simples dos últimos 3 anos foi de 30,20% Cálculo com auxílio da HP 12c Média Aritmética Ponderada HP 12c Qual a taxa média de rentabilidade do portfólio? Média Aritmética Ponderada HP 12c Média Ponderada Grava o “peso” Desvio- Padrão Estatísticas de Risco Dispersão e Risco As medidas de dispersão ou variabilidade indicam a dispersão (distribuição) dos valores do conjunto em torno de sua média. Em outras palavras, mostram o “espalhamento” dos valores ao redor de uma tendência central, no caso, a média, indicando, que, quanto maior a for sua medida menor será sua representatividade da média, pois estaria indicando um distanciamento muito grande. Variância e Desvio-Padrão O desvio-padrão e a variância são as mais importantes e utilizadas medidas de risco de um ativo. O desvio-padrão pode ser calculado sobre toda a população envolvida, sendo então denotado pela letra grega sigma (σ), ou ainda pode ser calculado segundo os dados de uma amostra (uma parte da população que bem representa a população), e é denotado por S Suas expressões de cálculo para o desvio-padrão são onde: x é a média aritmética, seja da população ou da amostra, e (xi –: x ) o desvio (variabilidade ou dispersão) de cada elemento em relação à média . Variância e Desvio-Padrão Por exemplo, supondo que as vendas mensais de uma empresa no último trimestre sejam, respectivamente, de $ 34.900, $ 36.300 e $ 39.200, o desvio-padrão é Ou seja, as vendas apresentaram um desvio-padrão (dispersão média) de $ 2.193,17, podendo ser para mais ou para menos Variância e Desvio-Padrão Continuação do Exemplo Desvio Padrão na HP-12c Link cálculo DP/Correl. Fixação(entregar) Considere que o faturamento de um associado no último trimestre foi: R$ 134.900,00 R$ 336.300,00 R$ 99.200,00 o desvio-padrão é de?? Aplicação prática: Com base nos dados históricos listados abaixo, calcule o desvio padrão dos retornos hipotéticos de determinado ativo (na HP): PERÍODO RETORNO Mês 1 0,00% Mês 2 1,88% Mês 3 1,44% Mês 4 -1,64% Mês 5 2,46 Mês 6 1,41% A medida de volatilidade estimada anteriormente é a volatilidade histórica. Essa medida de variabilidade é baseada nos retornos de um ativo simples em determinado período de tempo. Seu pressuposto é de que a informação passada é um bom estimador do futuro. G.S = 1,50% Críticas ao Modelo Simples do Desvio Padrão. Essa premissa pode não ser sempre verdadeira por diversas razões. Outro ponto importante é a escolha da janela de tempo pela qual serão calculados os retornos e consequentemente a volatilidade. Janelas maiores de tempo melhoram a significância estatística dos resultados. Porém, é preciso verificar presenças de outliers que podem piorar os resultados em função de presenças de quebra estrutural nos dados. Dados passados entram com a mesma ponderação. Estimação da volatilidade pelo modelo EWMA O modelo de decaimento exponencial, ou Exponential Weight Moving Average (EWMA), é uma forma alternativa de estimação da volatilidade na hipótese de que os dados mais recentes são mais importantes para a estimação do futuro do que demais passados. Esse modelo atribui um peso maior, ou uma importância maior, denotado à observação do retorno de i dias (n) atrás, onde o valor de é um numero entre 0 e 1. Esse parâmetro é denominado fatorde decaimento, que dá o nome ao modelo de estimação da volatilidade. Sua fórmula é: Estimação da volatilidade pelo modelo EWMA Aplicação prática >>>> Assumindo o valor = 0,94 tem-se: Por esse modelo, quanto menor o fator de decaimento, maior o peso das obser- vações mais atuais. E capta as reações da volatilidade mais rapidamente aos choques no mercado. Covariância & Coeficiente de Correlação Covariância A covariância visa identificar como determinados valores covariam ou se correlacionam entre si. Dessa forma, medem como duas variáveis, X e Y, movimentam-se ao mesmo tempo em relação a seus valores médios Se dois ativos apresentam covariâncias positivas (COV > 0), admite-se que as taxas de retorno esperadas apresentam comportamento de mesma tendência, indicando que o desempenho de um ativo acompanha o do outro. A valorização de um ativo reflete tendência de valorização em outro, e vice-versa. Expressão de cálculo da covariância: Aplicação Prática Covariância Considere o retorno, hipotético, do Ibovespa e da taxa de câmbio de cinco anos no Brasil. A relação entre os retornos dos ativos é desenvolvida a seguir: A covariância calculada entre o Ibovespa e o dólar é negativa, ou seja, COV = – 1,526% (7,63/5), indicando associação inversa entre os ativos. A tendência esperada é o retorno de um ativo valorizar-se acima do seu valor médio quando o resultado de outro ficar abaixo 1 2 3 4 5 Coeficiente de Correlação Coeficiente de Correlação A correlação visa explicar o grau de relacionamento verificado no comportamento de duas ou mais variáveis A medida do grau de relacionamento entre as variáveis dispostas por meio de valores de X e Y em torno de uma reta é feita pelo coeficiente de correlação. O coeficiente de correlação varia entre – 1 e + 1. O coeficiente de correlação amostral é dado pela letra r e sua expressão de cálculo é: Exemplo Correlação Calculando a correlação entre o Ibovespa e o dólar com os mesmos dados do exemplo anterior, tem-se Link correl: planilha cálculo dp 1 2 3 4 5 Correlação Aplicação importante da correlação: Investimentos em ativos com semelhantes coeficientes de correlação não contribuem para redução do risco total, visto que todos eles convergem para ganhos quando a situação econômica lhes for favorável e para perdas em épocas desfavoráveis. Para a redução do risco de carteiras de investimentos, é importante selecionar ativos com diferentes magnitudes de correlação. Ao diversificar a natureza das aplicações, o risco do portfólio é mitigado, sendo os prejuízos eventualmente apurados (em um determinado setor) absorvidos por somente uma parte das aplicações realizadas, e não pelo seu total. Gráficos - Correlação CORRELAÇÃO E COEFICIENTE DE DETERMINAÇÃO (R²) Quando há um relacionamento linear entre os retornos de dois ativos, podemos nos perguntar quanto da 𝜎2 de um ativo é explicada pelas variações do outro ativo. CORRELAÇÃO E COEFICIENTE DE DETERMINAÇÃO (R²) Qual o R2 do exemplo anterior (Dólar vs. Bolsa)? Risco – Risco de um único ativo Risco de um Portfólio ✔ O Ativo 2 tem maior retorno esperado e maior risco do que o Ativo 1. ✔ A média dos retornos históricos é a medida de retorno esperado. ✔ O Desvio-padrão dos retornos históricos é a medida de risco. A escolha entre os dois ativos dependeria do nível de aversão a risco do investidor. Não existe escolha ideal. Entretanto, se existisse um Ativo 3, com retorno de 10,10% e risco de 0,80%, o investidor racional preferiria o Ativo 3 ao Ativo 1, pois para o mesmo nível de retorno, o Ativo 3 tem menos risco. Se existisse um Ativo 4, com risco de 13,0% e retorno esperado de 14,70% ele seria preferível ao Ativo 2. “Princípio da dominância” Risco de um Portfólio “Princípio da dominância” • Na avaliação de dois investimentos com um mesmo patamar de riscos, escolheremos o que oferecer o maior retorno • E na escolha entre dois investimentos com o mesmo patamar de retorno, escolheremos o que promover o menor risco. Ao montarmos uma carteira com 50% de Ativo 1 e 50% de Ativo 2 temos uma surpresa: a carteira resultante tem um retorno esperado proporcional mas o risco ficou menos do que proporcional! Houve diversificação de risco! A magia se deve à correlação! O fato de a correlação entre os dois ativos ser menor do que 1,0 permitiu a diversificação. Gestão de Portfólio Carteira de Mínima Variância de Markowitz Renomado economista e ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 1990. Markowitz é conhecido por suas contribuições fundamentais para a teoria moderna de finanças e por desenvolver a teoria do portfólio A teoria do portfólio de Markowitz revolucionou o campo das finanças e estabeleceu as bases para a moderna gestão de investimentos. Seus conceitos e metodologias são amplamente utilizados por investidores, gestores de fundos e instituições financeiras em todo o mundo Carteira de Mínima Variância de Markowitz A "fronteira eficiente de Markowitz" é um conceito fundamental na teoria moderna de carteiras desenvolvido pelo economista Harry Markowitz. Essa fronteira é uma representação gráfica que ilustra a relação entre o retorno esperado e o risco de um portfólio de investimentos. De acordo com a teoria de Markowitz, os investidores buscam maximizar o retorno de seus investimentos, mas também desejam minimizar o risco associado a esses investimentos. A fronteira eficiente mostra a combinação ideal de ativos que maximiza o retorno esperado para um determinado nível de risco ou minimiza o risco para um determinado nível de retorno esperado. Carteira de Mínima Variância de Markowitz Segundo Markowitz, é possível acrescentar um pouco do Ativo 2 numa carteira formada com o Ativo 1 e produzir uma carteira com menor risco do que 2,11% e retorno maior do que 7,70%. Ao lado mostramos a carteira de mínima variância de Markowitz, com 91,10% de Ativo 1 e 8,90% de Ativo 2. Markowitz sugeriu a chamada fronteira eficiente para os dois ativos de risco. O lugar geométrico onde dado um nível de risco, encontra-se a carteira de maior retorno possível. Ou ainda, dado um retorno, encontra-se a carteira com menor nível de risco. Fronteira Eficiente de Markowitz A fronteira eficiente de Markowitz é uma semi-hipérbole, que começa na carteira de mínima variância e termina com a aplicação no ativo de maior retorno e maior risco. Fronteira eficiente de Markowitz para dois, três ou mais ativos de risco Para Markowitz o que interessava era o risco da carteira. O Risco da carteira pode ser diminuído com a inclusão de ativos com baixa correlação com os demais. Vamos ao exemplo prático na planilha Excel. Calculo de risco e retorno de duas ações - Markowitz Fronteira eficiente de Markowitz para dois, três ou mais ativos de risco Por fim, é importante ressaltar que a fronteira eficiente de Markowitz é baseada em uma série de suposições e simplificações, como a premissa de que os retornos e riscos são estatisticamente estáveis ao longo do tempo e que os investidores são totalmente racionais. Portanto, sua aplicação prática pode ter limitações e exigir ajustes para considerar condições e comportamentos do mercado real. Sharpe William Sharpe é um economista e também ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 1990. Sharpe é amplamente reconhecido por suas contribuições teóricas e práticas para a área de finanças, particularmente no campo da teoria de precificação de ativos. Uma das contribuições mais significativas de Sharpe foi o desenvolvimento do modelo de precificação de ativos conhecido como o Capital Asset Pricing Model (CAPM), ou Modelo de Precificação de Ativos de Capital. Esse modelo estabelece uma relação entre o retorno esperado de um ativo financeiro e seu risco sistemático, medido pelo beta. O CAPM tem sido amplamente utilizado para determinar o custo de capital de um investimento e avaliaro desempenho de carteiras de investimentos. Índice de Sharpe •Além do CAPM, Sharpe também desenvolveu o índice de desempenho conhecido como Índice de Sharpe. •Esse índice é usado para medir a relação entre o retorno de um investimento e sua volatilidade, proporcionando uma medida de risco ajustado ao retorno. •O Índice de Sharpe é amplamente utilizado por investidores e gestores de fundos para avaliar a eficiência e o desempenho de carteiras de investimentos. A visão de Sharpe Quando o número (n) de ativos vai crescendo vai se eliminando os riscos específicos e o risco remanescente é o chamado risco sistêmico. William Sharpe, discípulo de Markowitz, estudou esse problema de carteiras amplamente diversificadas e criou uma métrica para se medir o risco sistemático de um ativo e de uma carteira. A métrica é o chamado BETA do ativo (ou da carteira) e mede o nível de risco sistemático. Para Sharpe o risco sistemático é o único que o investidor racional correria, posto que trabalharia com carteiras amplamente diversificadas. A visão de Sharpe Sharpe apresentou o CAPM – Capital Asset Price Model, um método para precificar ativos baseado no risco. Ou seja, a partir do beta (nível de risco sistemático do ativo, ó único que um investidor racional correria, segundo Sharpe), calcula-se o retorno justo do ativo pela fórmula abaixo: Ri = Rf + (Rm – Rf) . ßi Onde Rf é a rentabilidade do ativo livre de risco, Rm a rentabilidade do ativo de mercado e ßi o nível de risco sistemático do ativo i. Ri é a rentabilidade justa do ativo i, segundo o modelo CAPM. (RM – RF) = Prêmio pelo Risco de Mercado Coeficiente Beta O coeficiente beta é uma medida utilizada na análise de risco e retorno de um investimento em relação ao mercado em geral. O beta mede a sensibilidade ou volatilidade de um ativo em relação aos movimentos do mercado como um todo. Ele é calculado por meio de regressão estatística, comparando os retornos históricos de um ativo com os retornos de um índice de referência, geralmente o índice de mercado mais amplo, como exemplo o índice IBOVESPA Coeficiente Beta O beta é um número que indica o grau de correlação entre o movimento do ativo e o movimento do mercado. Ele é usado como uma medida de risco sistemático, uma vez que captura o risco que não pode ser eliminado por meio da diversificação. O beta é frequentemente utilizado para estimar o risco de um ativo em um modelo de precificação de ativos, como o Modelo de Precificação de Ativos Financeiros (CAPM). BETA INTERPRETAÇÕES DO COEFICIENTE 𝛽 Muitas ações tem betas no intervalo de 0,5 a 1,35 BETA INTERPRETAÇÕES DO COEFICIENTE 𝛽 BETA Matematicamente, o 𝛽 pode ser determinado: Exemplo...........................>>>> BETA Planilha de Apoio – Cálculo do Beta LINHAS CARACTERÍSTICAS E BETAS Exemplo Análises Risco x Retorno Projetos Com Cenários Para a Economia Questão Risco e Retorno CALCULE O RETORNO ESPERADO DE UM ATIVO, SENDO TRABALHO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO (50% da nota de avaliação) 1. Acessar o Google e escolher duas ações (https://www.google.com/finance/); 2. Acessar a planilha do Google e, utilizando a função Google finance, busque uma série histórica de no mínimo dois anos; 3. Após a seleção, calcular as seguintes métricas de riscos: (Retorno) https://www.google.com/finance/ Gestão do Risco de Mercad o Risco de Mercado Decorre da possibilidade de perdas que podem ser ocasionadas por mudanças no comportamento das taxas de juros, do câmbio, dos preços das ações e dos preços de commodities. No caso das cooperativas de crédito, que na maioria, não investem diretamente e nem indiretamente em fundos de ações, fundos cambiais ou fundos multimercado, o risco de mercado mais comum é o risco de taxa de juros. Num banco (ou Cooperativa), os ativos de tesouraria considerados como “para negociação” ou “disponíveis para venda” são marcados a mercado. A contrapartida da desvalorização de um título marcado como sendo “para negociação” é o resultado (DRE). Se o título foi enquadrado na categoria “disponível para venda”, a contrapartida é o Patrimônio Líquido (PL). Se o título é registrado como “mantido até o vencimento” ele não sofre marcação a mercado, ficando registrado pela curva contábil ou do papel. 1 2 3 Gestão do Risco de Mercado Link Classificação TVM´s Se um banco/Cooperativa compra 100 mil LTN* com vencimento em 5 anos, à taxa pré-fixada de 14% ao ano e o registra na categoria “negociação”, o valor de custo do papel, inicialmente registrado na contabilidade é: Passados alguns minutos, notícias econômicas ruins foram divulgadas e o mercado projeta a taxa de juros para os próximos 5 anos para 15% ao ano. O novo valor do título é: Há que se registrar, portanto, uma despesa de desvalorização do título igual a R$ 2.219.192,91 EX EM PL O * Denominado agora por tesouro prefixado – “No Tesouro Direto” Gestão do Risco de Mercado 1 2 3 4 Há um componente aleatório no risco de taxa de juros, no caso, a volatilidade da taxa de juros. Mas o valor, prazo, forma de pagamento também influenciam o risco de taxa de juros e são gerenciáveis. É comum gerenciar o risco de taxa de juros de posições de tesouraria via derivativos de taxa de juros como swaps e Futuro de DI na BM&F. Há um tipo comum de risco de taxa de juros que ocorre em função dos descasamentos de prazo e de taxas/indexador es nos balanços das instituições financeiras, inclusive das cooperativas, o chamado Risco Banking. O risco banking é uma modalidade especial de risco de taxa de juros em que as perdas não se materializam num único momento, mas ao longo do tempo, pelo incremento nas despesas financeiras ou diminuição das receitas financeiras, enfim, pela diminuição do resultado da intermediação financeira. O seu gerenciamento, regra geral, é feito via casamento de taxas/indexadores, casamento de prazos, mas eventualmente pode-se lançar mão de derivativos de taxas de juros. É natural aceitar um grau de risco desta natureza. 5 6 Gestão do Risco de Mercado EXEMPL O PRÁTICO Aplicado às Cooperativas Uma cooperativa captou via RDC, prazo de 3 meses, vencimento bullet (único no final do prazo), R$ 100 milhões à taxa pré de 11% ao ano. Utilizou este valor como funding para operações de capital de giro, com vencimento único ao final de 1 ano, à taxa pré de 15% ao ano. Se a cooperativa tivesse a certeza de que conseguiria renovar o funding até um ano, a sua margem bruta financeira seria de: Gestão do Risco de Mercado Ex em pl o de R isc o Ba nk in g RISCO DE TAXA DE JUROS Continua......>>> Após um choque de taxa de juros, antes da renovação do RDC, por exemplo, vamos supor que a taxa de captação eleve-se a 13% ao ano e aí seja mantida: Continuação do exemplo... Ex em pl o de R isc o Ba nk in g RISCO DE TAXA DE JUROS Note que a margem ficou bastante reduzida em relação aos R$ 4 milhões inicialmente esperado, mas o efeito no resultado ficou diferido em doze meses. Se as posições descasadas (ativo e passivo) fossem na tesouraria de um banco, em função de títulos comprados e vendidos, o resultado teria que ser reconhecido a valor presente imediatamente após o aumento da expectativa de taxa de juros. Continuação do exemplo... Ex em pl o de R isc o Ba nk in g Note que para um choque de 2% na taxa de juros, houve uma variação de -37% no resultado esperado. O impacto total foi proveniente do choque e do descasamento em questão (o que costumamos chamar sensibilidade ao risco de taxa de juros). O choque na taxa é aleatório/probabilístico, mas a sensibilidade é passível de gerenciamento, seja via redução de prazo do ativo ou via derivativos acionados pela tesouraria. Análise do risco de uma carteira 1. O preço de um ativo muito líquido pode ser obtido em consulta diretaao mercado (ações e títulos públicos federais p.e.); 2. Título com baixa liquidez e, portanto, sem parâmetros de mercado requer um modelo financeiro para cálculo do MaM. Regra geral, utilizam-se fórmulas de fluxo de caixa descontado; 3. Nas fórmulas de fluxo de caixa descontado utilizam-se curvas que refletem as expectativas futuras para as taxas envolvidas no processo. As taxas ou preços são obtidos em fontes primárias divulgadas por instituições (B3, ANBIMA e BACEN). A IF, pode construir sua própria curva. Marcação a Mercado (MaM) Marcação a Mercado (MaM) Duration Vejamos o exemplo a seguir..................................>>> •A Duration é o prazo médio ponderado do título de renda fixa. O prazo médio calculado pela Duration de Macaulay permite supor que possua apenas um fluxo de caixa no futuro, com prazo de vencimento igual a própria Duration. •Em geral, quanto maior a Duration mais cairá o preço do título, se a taxa de juros aumentar. Exemplo cálculo - Duration Vide planilha Duration Dois Indicadores Consagrados na Relação Risco x Retorno Índice de Sharpe O índice de Sharpe é uma medida de avaliação da relação risco-retorno de utilização consagrada pelos analistas de investimentos O índice de Sharpe considera a relação de risco-retorno em seu cálculo. Onde é o retorno esperado do fundo, é o retorno de um ativo livre de risco ou de uma carteira de referência (benchmark) e é o desvio-padrão do retorno do fundo. Portanto representa o excesso de retorno do fundo em relação ao benchmark O índice é definido por Índice de Sharpe Qual o índice de Sharpe? Índice de Treynor O Índice de Treynor é uma medida de retorno de ativo em relação a um ativo livre de risco, descontando seu risco não diversificável (beta) Parecido com o Índice de Sharpe, porém, utiliza-se o Beta do ativo no denominador ao invés de sua própria volatilidade. O objetivo desse índice é demonstrar a performance do portfólio independentemente da preferência de risco do indivíduo, motivo pelo qual se usa o Beta no denominador da fórmula Derivativos e Gestão de Riscos https://guiadoestudante.abril.com.br/pos-graduacao/bmf-bovespa-recebe-inscricoes-para-cursos-de-mba-na-area-financeira/ https://guiadoestudante.abril.com.br/pos-graduacao/bmf-bovespa-recebe-inscricoes-para-cursos-de-mba-na-area-financeira/ Termo Futuro Swap Opções Gestão do Risco de Liquidez Risco de Liquidez – Aspectos Conceituais Conceitualmente temos como risco de liquidez: A ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis. Esses descasamentos entre pagamentos e recebimentos afetam a capacidade de pagamento da instituição, considerando-se as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. Todo negócio envolve riscos e para as Instituições Financeiras (IFs), os principais são: risco de mercado, risco de crédito, risco operacional e risco legal. Ressaltando que, quando esses riscos refletem também na liquidez da instituição, temos então uma situação crítica. Não importa a origem dos problemas de uma IF, a ausência de liquidez é a pior sequela e pode resultar em sua liquidação. Portanto, controlar a liquidez é uma necessidade primordial para todas as instituições. Risco de Liquidez – Aspectos Conceituais Risco de Liquidez– Aspectos Conceituais As mídias em geral, tem noticiados as oscilações nas taxas de juros. Uma hora destaca-se reduções nas taxas de juros e em outros momentos voltam a subir. As reduções nas taxas de juros reduzem também os ganhos das instituições financeiras e as oscilações agregam maiores incertezas e com isso, os riscos. O Banco Central, por sua vez, vem aperfeiçoando as exigências de controle por meio dos normativos publicados. Risco de Liquidez – Aspectos Conceituais Para minimizar o impacto nas prováveis reduções de receitas é necessário que tenhamos uma gestão da liquidez bem apurada, podendo então otimizar o direcionamento dos recursos. O fluxo de caixa, que é uma ferramenta essencial para o controle da liquidez, para seu bom funcionamento necessita refletir todas as operações da instituição que importem na saída ou recebimento de recursos. Política & Manual Gestão do Risco de Liquidez Risco Operacional O que é Risco Operacional*? Indenizações por Danos a Terceiros Eventos Externos Inadequação ou Deficiência em Contratos Sanções pelo Descumprimento de Dispositivos Legais InadequaçõesDeficiênciasFalhas Sistemas Pessoas Processos Internos Pe rd as q ue a C oo pe ra tiv a po de so fr er d ev id o a: Etapas do Processo de Gerenciamento do RO •1. Fraude Interna •EVENTO DE RISCO OPERACIONAL •2. Fraude Externa •3. Demandas Trabalhistas •4. Práticas Inadequadas (clientes, prod/serv) •5. Danos a Ativos Físicos •6. Acarretam Interrupção das Atividades •7. Falhas de Sistemas de TI •8. Falhas de Monitoramento 8. Falhas no gerenciamento das atividades’’ Identificação do Risco Operacional •Estudo de Caso •Barings Bank Obrigado! guto.Leonel@gmail.com Gutemberg Leonel Pereira (61) 9.8446-3262 mailto:guto.Leonel@gmail.com • Jorion, Philippe, Value at Risk – a nova fonte de referência para a Gestão do Risco Financeiro – 2ª edição, 2012. • Ross, Stephen A. e outros, Administração Financeira - Corporate Finance. Editora Atlas, 9ª Ed. 2013. • Castellano, Murilo, Gestão de Riscos por meio de Derivativos, Editora Atlas, 2008. • Saunders, Anthony, Administração de Instituições Financeiras, Editora Atlas, 1997. • Site do Banco Central, www.bcb.gov.br. Referências