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INGLÊS - 6º ANO 
 
 
 
1 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
LÍNGUA INGLESA ................................................................................................................. 2 
CURIOSIDADES ................................................................................................................... 3 
NA ESCRITA ......................................................................................................................... 3 
NO FUTEBOL ........................................................................................................................ 5 
NO NATAL ............................................................................................................................. 6 
NO TECLADO DO COMPUTADOR ....................................................................................... 7 
NOS NUMERAIS ................................................................................................................... 8 
NOS ALIMENTOS E BEBIDAS .............................................................................................. 9 
NOS PRODUTOS DE HIGIÊNE E LIMPEZA ....................................................................... 10 
INGLÊS NO MUNDO ........................................................................................................... 10 
Para que o inglês é usado? ................................................................................................. 11 
Alguns tipos de novos "Ingleses": ........................................................................................ 12 
LITERATURA INGLESA ...................................................................................................... 13 
MÚSICA NO REINO UNIDO ................................................................................................ 18 
CANTORES BRITÂNICOS .................................................................................................. 19 
MÚSICA NOS ESTADOS UNIDOS ..................................................................................... 20 
CINEMA BRITÂNICO .......................................................................................................... 22 
CINEMA ESTADUNIDENSE ................................................................................................ 28 
A LÍNGUA INGLESA, A ECONOMIA E O COMÉRCIO ........................................................ 30 
A língua inglesa nos países menos desenvolvidos .............................................................. 35 
REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
LÍNGUA INGLESA 
 
 
Histórico 
Idioma do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, 
África do Sul e outros países de influência britânica. O inglês pertence ao grupo 
anglo-frisão, incluído no ramo ocidental das línguas germânicas que, por sua vez, é 
uma subfamília das línguas indo-europeias. 
Com uma história de cerca de 1500 anos, a língua inglesa tem sua origem e 
evolução em três períodos distintos: 
• Old English - a primeira forma do idioma, em voga entre os séculos V e 
XI 
• Middle English - seu desenvolvimento médio, dos séculos XI ao XVI 
• Modern English - a forma moderna do idioma, do século XVI aos dias 
atuais 
O inglês surge com os idiomas falados pelos povos germanos que a partir do 
século V ocupam a atual Inglaterra, com destaque para os Anglos e os Saxões. O 
idioma que começou a nascer nas ilhas britânicas a partir de então recebe o nome 
de "Old English", "Anglo-Saxão" ou ainda "Englisc" no original, significando "língua 
dos anglos". 
O vocabulário da língua irá evoluir gradualmente, e com a introdução do 
cristianismo ocorre a primeira influência de palavras do latim e do grego. Mais 
tarde, invasores escandinavos que falavam o nórdico antigo (old norse, língua que 
provavelmente assemelhava-se ao dialeto falado pelos povos anglo-saxões) 
também irá influenciar o inglês. O Old English é uma língua preservada em 
https://www.infoescola.com/ingles
https://www.infoescola.com/historia/povos-germanicos/
3 
 
 
 
diferentes fontes, como inscrições rúnicas, traduções bíblicas complexas e 
fragmentos diversos. 
A maior diferença entre o Old e Middle English está na gramática, 
especificamente, no campo sintático e no campo analítico. Acredita-se que o 
estágio seguinte da língua, o Middle English inicia-se com a batalha de Hastings, 
em 1066, onde o rei William o conquistador derrotou o exército dos anglo-saxões e 
impôs suas leis, seu sistema de governo e sua língua, a francesa. Desse modo, 
novas palavras são incorporadas à língua falada pelas pessoas comuns, isto é, por 
servos e escravos. Mais tarde, muitos dos novos termos passaram a ser usados na 
corte e no militarismo adquirindo, portanto, um elevado status social. 
Já o inglês moderno, como conhecido pela obra de William Shakespeare, em 
geral é datado a partir de 1550, quando a Grã-Bretanha se tornou um império 
colonial, espalhando-se por todos os continentes. 
Em geral, a diferença entre o Old e o Modern English está na forma escrita, 
na pronúncia, no vocabulário e na gramática. Comparado ao inglês moderno, o Old 
English é uma língua quase irreconhecível, tanto na pronúncia, quanto no 
vocabulário e na gramática. Para um falante nativo de inglês moderno, das 54 
palavras do Pai Nosso, menos de 15% são reconhecíveis na escrita, e 
provavelmente nada seria reconhecido ao ser pronunciado. Em outro exemplo, a 
palavra "stãn" corresponde a "stone" no inglês atual. 
Tamanha diferença entre a forma inicial do inglês e a sua configuração atual 
é explicada por 1500 anos de evolução, na qual o inglês sofreu influência de outras 
línguas, entre elas o celta, o latim e o francês. Isso sem mencionar o vocabulário 
acumulado das mais diversas línguas de todo o globo, com a expansão que teve o 
Império Britânico no século XIX e a posterior expansão dos Estados Unidos. 
 
CURIOSIDADES 
 
NA ESCRITA 
 
https://www.infoescola.com/biografias/william-shakespeare/
4 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
NO FUTEBOL 
 
 
 
 
6 
 
 
 
NO NATAL 
História da saudação Merry Christmas 
 
"Merry" deriva do Inglês Antigo myrige, e originalmente significava 
"agradável" em vez de "alegre", "animado". 
Embora o Natal seja celebrado desde o século IV D.C., o primeiro uso 
conhecido de qualquer saudação natalina data de 1565, quando aparece em The 
Hereford Municipal Manuscript: "And thus I comitt you to God, who send you a 
merry Christmas". "Merry Christmas and a Happy New Year" (assim, incorporando 
duas saudações) constava em uma carta informal escrita por um almirante em 
1699. A mesma expressão aparece no cântico natalino (carol) inglês "We Wish You 
a Merry Christmas", e no primeiro cartão de natal, produzido na Inglaterra em 1843. 
Também em 1843, foi publicado "A Christmas Carol" (Um Cântico de Natal), 
de Charles Dickens, durante o ressurgimento da comemoração na Era Vitoriana. A 
palavra Merry estava nesta época começando a tomar seu significado atual de 
"jovial, animado, alegre e amigável". "Merry Christmas" neste novo contexto 
aparecia proeminentemente em "A Christmas Carol". A popularidade instantânea 
de "A Christmas Carol", as tradições natalinas da era vitoriana que o livro tipifica e o 
novo significado do termo que aparece no livro de Dickens contribuíram para 
popularizar a expressão "Merry Christmas". 
 
História da saudação Happy Christmas 
 
A saudação alternativa "Happy Christmas" começou a ser utilizada no final 
do século XIX e ainda é comum no Reino Unido e Irlanda, ao lado de "Merry 
Christmas". Uma razão para isso talvez possa ser a influência da classe média 
Vitoriana Metodista, na tentativa de separar seu constructo de celebração sadia de 
Natal daquele simbolizado pela embriaguez pública comum à classe baixae pelo 
comportamento antissociável associado a essa classe, quando merry também 
podia ser interpretado como "embriagado", "bêbado" (slightly drunk, tipsy). Dizem 
que a Rainha Elizabeth II prefere "Happy Christmas" justamente por essa razão. No 
poema americano de Clement Moore, "A Visit from St. Nicholas" (1823), o verso 
final, escrito originalmente como "Happy Christmas to all, and to all a good night" 
(Feliz natal a todos, e a todos uma boa noite), foi modificado em muitas edições 
7 
 
 
 
posteriores para "Merry Christmas to all (...)", indicando talvez a relativa 
popularidade da expressão nos Estados Unidos. 
 
NO TECLADO DO COMPUTADOR 
 
 
Confira o que significam algumas siglas e palavras em inglês que costumam 
aparecer nos teclados: 
 
alt = abreviação de alternate (substituto) 
caps lock = caps é abreviação de capital letter (letras maiúsculas) e lock significa 
trancar. Logo, caps lock significa dar o comando ao teclado para que as letras 
sejam sempre digitadas em caixa alta (maiúsculas). 
ctrl = forma curta de se referir a control (controle) 
del = abreviação de delete (apagar) 
enter = entrar, registrar 
esc = abreviação de escape (sair) 
insert = inserir 
fn = abreviação de function (função) 
num lock = forma curta de se referir a numeric lock (bloqueio numérico). Essa tecla 
habilita o teclado numérico do computador. 
shift = alterar, deslocar. É a tecla que altera, enquanto pressionada, o sentido 
original das demais teclas. Por exemplo: a tecla shift pressionada com a tecla 8 
insere o asterisco (*) na tela. 
 
Adaptado de: http://mixdereferencias.blogspot.com.br 
 
8 
 
 
 
NOS NUMERAIS 
 
A palavra teen é uma abreviação de teenager, que significa “adolescente” e 
representa uma faixa etária bem definida: jovens entre 13 e 19 anos. 
Agora observe os numerais a seguir: 
 
10 – Ten 
11 – Eleven 
12 – Twelve 
13 – Thirteen 
14 – Fourteen 
15 – Fifteen 
16 – Sixteen 
17 – Seventeen 
18 – Eighteen 
19 – Nineteen 
20 – Twenty 
 
Você já tinha reparado que as sílabas finais dos números entre 13 e 19 são as 
únicas que contêm teen? 
 
9 
 
 
 
NOS ALIMENTOS E BEBIDAS 
 
 
 
10 
 
 
 
 
NOS PRODUTOS DE HIGIÊNE E LIMPEZA 
 
 
 
 
INGLÊS NO MUNDO 
 
Alguns fatos sobre a língua 
 
 A quantidade de falantes não nativos da língua ultrapassa a de nativos numa 
proporção de 3 para 1. 
Mais de 370 milhões de pessoas ao redor do mundo tem a Língua Inglesa 
como primeira língua; e tantas pessoas a utilizam como segunda língua quanto as 
que a utilizam como primeira língua, senão mais. Uma a cada 5 populações 
mundias fala inglês com algum grau de competência. Trata-se de uma língua oficial 
11 
 
 
 
ou com status de quase oficial em mais de 70 países, desempenhando um papel 
significante em muitos outros. O Inglês não é somente língua padrão, mas pode ser 
pensado como uma "família", que inclui muitas variedades distintas. O mapa abaixo 
mostra onde o inglês e suas variedades são falados hoje em dia. 
 Estima-se que dentro de uma década, 2 bilhões de pessoas estarão 
estudando inglês e cerca da metade do mundo — por volta de 3 milhões de 
pessoas — o falarão. A quantidade de falantes não nativos da língua já ultrapassa 
a de nativos numa proporção de 3 para 1, segundo o especialista em línguas David 
Crystal. Ele reconhece que nunca antes na história existiu uma língua que seja 
falada por mais pessoas como segunda língua que como primeira. Somente na 
Ásia, o número de usuários do Inglês alcançou 350 milhões — quase o equivalente 
às populações dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá juntas. Existem 
atualmente mais crianças chinesas estudando inglês — cerca de 100 milhões — do 
que britânicas. 
 
 
Para que o inglês é usado? 
 
 Somente na Índia, a indústria do aprendizado de Inglês em massa consiste 
num negócio de cem milhões de dólares por ano. Trata-se da linha de frente de 
uma revolução global em que centenas de milhões de pessoas aprendem o inglês, 
a língua planetária para quase tudo que é tipo de transação. O inglês é a principal 
12 
 
 
 
língua do comércio, tecnologia, comunicação, ciência, conferências acadêmicas, 
negócios, entretenimento, aeroportos e controle de tráfego aéreo, diplomacia, rádio, 
jornais, livros, esportes, turismo, competições internacionais, música pop, 
propaganda, etc — e, cada vez mais, do apoderamento. 
 
 Mais de dois terços dos cientistas do mundo lê em em Inglês. Três quartos 
da correspondência mundial é escrita em inglês. Oitenta por cento das informações 
mundiais armazenadas por vias eletrônicas é em inglês. Dos aproximados quarenta 
milhões de usuários da internet, algo em torno de oitenta por cento se comunica em 
inglês, mas estima-se que esse valor diminua para quarenta por cento à medida 
que falantes de outras línguas tiverem acesso à internet. 
 
Alguns tipos de novos "Ingleses": 
 
 Os novos falantes de inglês não estão somente absorvendo de maneira 
passiva a língua. Eles estão moldando-a, dando origem a um evento interessante: a 
fusão de dois nomes de línguas em um só, o que forma um novo nome para aquela 
nova língua. Esta fusão é chamada de Palavra-valise ou portmanteau. Alguns 
exemplos de palavras-valise de nomes de línguas são: 
 
Englog (ou Enggalog) = English + Taglog (falado nas Filipinas) 
Japlish = Japanese + English 
Hinglish = Hindi + English 
Spanglish = Spanish + English 
 
E quanto ao futuro? 
13 
 
 
 
 
 Todas as línguas são obras inacabadas. A globalização do inglês, no 
entanto, algo sem precedentes na história das línguas, revolucionará a história de 
uma maneira a qual só estamos começando a imaginar. No futuro, sugere David 
Crystal, poderá existir um mundo com três línguas inglesas, onde você falaria um 
dialeto local baseado no inglês em casa, uma variedade nacional no trabalho ou na 
escola, um Inglês Padrão internacional para se comunicar com estrangeiros. Entre 
os falantes nativos, grupo de anglófonos no mundo cada vez menor, há uma 
crescente noção de que os estudantes devem parar de tentar imitar o inglês de 
Brighton ou Boston, e abraçar suas versões locais próprias. Pesquisadores 
começam a estudar os "erros" de falantes não nativos, como "She look very sad" (a 
não conjugação do verbo para "looks", de acordo com o sujeito), por exemplo, 
confome pedem as gramáticas estruturadas. Num período de uma geração, os 
professores talvez não irão mais corrigir os alunos por falarem "a book who" (um 
livro quem) ou a "person which" (which, para a gramática do inglês, é aceitável 
somente para relacionar coisas e conceitos, e não pessoas). 
 
LITERATURA INGLESA 
 
 
14 
 
 
 
A primeira guerra mundial (1914-18) é o tema deste período, seguido pela 
radical experiência artística e a quebra de fronteiras entre a arte, literatura. A 
música das primeiras décadas do século é o tema do movimento "Modernist 
Experiment." Entre os principais estéticos inovadores desta época estão o 
compositor Igor Stravinsky, o cubista Pablo Picasso, e o futurista FT Marinetti. As 
ondas de energia artística da vanguarda europeia logo atravessaram o Canal 
Inglês. Houve um grande desafio à Autoridade Europeia com manifestos, poemas, 
peças de teatro, e outros. Neste período de grande fermentação das artes e da 
literatura, aparecem as inovações modernistas de poetas e escritores da língua 
Inglesa. Outra definição das características do século XX foi o surgimento de 
novas nações coloniais europeias fora do Estado. Entre essas nações, a Irlanda era 
a mais antiga das colônias da Grã-Bretanha e nos tempos modernos a primeiro a 
lutar pela independência. O tópico "Imaginar Irlanda" explora a forma como os 
escritores irlandeses do vigésimo século criam novas ideias acerca da nação 
irlandesa. A poesia, no início do século XX foi caracterizada pelo romantismo 
convencional desses poetas como John Masefield, AlfredNoyes, e Walter de la 
Mare e pelas experiências de Hilda Doolittle (HD), Richard Aldington, Herbert 
Read,e DH Lawrence. O melhor poeta do período foi Yeats, cuja poesia fundia-se 
com uma visão romântica contemporânea e preocupações estéticas e políticas. 
Novos escritores como Henry James, HG Wells, e Joseph Conrad expressam o 
ceticismo e a alienação que são característicos do período pós- Vitoriano. 
 Igualmente importante foi o romance Ulisses, publicado em 1922, pelo irlandês 
James Joyce. Embora seus livros tenham sido controversos devido à sua liberdade 
de linguagem e conteúdo, as revoluções de Joyce, em forma narrativa, o 
tratamento do tempo, e quase todas as outras técnicas do romance fez dele um 
mestre a ser estudado, mas não copiado. Embora, na sua forma mais 
convencional, os romances de DH Lawrence foram igualmente desafiadores da 
convenção. Sensibilidade e sutileza psicológica marcam os soberbos romances de 
Virginia Woolf que, como Dorothy Richardson, experimentou novas formas de 
narração. Woolf era o centro do brilhante Bloomsbury Grupo, que incluía o novelista 
EM Forster, o biógrafo Lytton Strachey, e muitos intelectuais ingleses importantes 
do início do século XX. 
Henry James era de origem norte-americana, mas foi naturalizado britânico. 
Seu pai viajou com a família para a Europa, em 1855, quando Henry tinha 12 anos, 
15 
 
 
 
e durante três anos percorreram Inglaterra, Suíça e França, visitando museus, 
bibliotecas e teatros. Seu pai era um homem culto, filósofo, e fazia questão que os 
filhos recebessem uma ótima educação. Henry começou a carreira de direito em 
Harvard em 1862. Mais interessado na leitura de Balzac, Hawthorne e George 
Sand e nas relações com intelectuais como Charles Eliot Norton e William Dean 
Howels, abandonou o direito para se dedicar à literatura. Seus primeiros textos e 
críticas apareceram em alguns jornais. A carreira literária de Henry James teve três 
etapas. A primeira foi na década de 1870, com "Roderick Hudson" (1876), "The 
American" (1877) e "Daisy Miller" (1879) e culminou com a publicação de "Portrait 
of a Lady", em 1881, Na segunda etapa, James experimentou diversos temas e 
formas. De 1885 até 1890, escreveu três novelas de conteúdo político e social, 
"The Bostonians" (1886), "The Princess Casamassima" (1886) e "The Tragic Muse" 
(1889), histórias sobre reformadores e revolucionários que revelam a influência da 
corrente naturalista. Nos anos 1890-1895, chamados "os anos dramáticos", James 
escreveu sete obras de teatro, das quais duas foram encenadas, com pouco êxito. 
James voltou à narrativa com "A Morte do Leão" (1894), "The Coxon Fund" (1894), 
"The Next Time" (1895), "What Maisie Knew" (1897) e "A volta do Parafuso" (1898). 
As obras "The Beast in the Jungle" (1903), "The Great Good Place" (1900) e "The 
Jolly Corner" (1909), fazem parte da última etapa do trabalho de James, 
considerada por muitos críticos como a mais importante, quando o autor explora o 
complexo funcionamento da consciência humana. George Orwell, pseudônimo de 
Eric Arthur Blair, nasceu em Bengala no dia 25 de junho de 1903 e morreu em 
Londres no dia 21 de janeiro de 1950, foi um escritor britânico mais conhecido 
pelas suas duas obras maiores, Animal Farm (A Revolução dos Bichos) e 1984. 
Poucas pessoas, mesmo entre as que lhe eram próximas, conheciam o seu 
verdadeiro nome, de tal forma o pseudônimo se tornou a sua segunda natureza. Foi 
agente de polícia no oriente trabalhando em Mianmar e mais tarde juntou-se à luta 
no POUM (Partido Operário de União Marxista), uma milícia de tendência trotskista 
contra Francisco Franco e seus aliados Mussolini e Hitler, na Guerra Civil 
Espanhola. Foi ferido no peito. Uma bala danificou-lhe as cordas vocais, saindo 
pelas costas, e desde então sua voz ficou ligeiramente alterada. Mais tarde 
escreveria o livro "Lutando na Espanha", em que relata sua experiência na Guerra 
Civil Espanhola. Por toda sua vida, foi alvo de boatos e rumores sobre a vida que 
levava e que encontrava-se tão longe dos padrões da rígida sociedade vitoriana. 
16 
 
 
 
Com o tempo, seu bissexualismo condenado como crime na época não pode mais 
ser negado e numa atitude desesperada o escritor abre um processo contra o 
marquês de Queensberry. Como era de se esperar o caso volta-se contra Wilde 
que é julgado por homossexualismo e condenado a dois anos de trabalhos 
forçados prisão Wilde parte para Berneval, Bretanha e troca de nome. Três anos 
depois morre sozinho em um hotel francês, na miséria. Wilde foi um libertário e um 
digno contemporâneo de Nietzsche, apesar de nunca tê-lo conhecido. Quando 
questionado sobre seus “crimes”, retrucou com seu humor ácido e sarcástico 
dizendo que para ele um crime nunca era algo vulgar, mas que a vulgaridade seria 
sempre um crime, definindo vulgaridade como o comportamento dos outros: "A 
moralidade moderna quer que aceitemos as normas da época. Mas que um homem 
culto aceite as normas de sua época me parece a pior das imoralidades." Era dono 
de uma forte personalidade e mantinha sempre um ar de natural aristocracia onde 
quer que fosse. Era um espírito livre que questionava todos os valores vigentes e 
exaltava a vida como um fenômeno essencialmente sensual onde viver é 
eternamente auto esculpir-se e auto superar-se. Animal Farm é um romance 
alegórico, considerado um dos melhores romances da língua inglesa. Major, um 
velho porco, que está prestes a morrer, reúne os animais da fazenda para 
compartilhar de um sonho: serem governados por eles próprios, os animais, sem a 
submissão e exploração do homem. 
Para os animais menos inteligentes, os porcos resumiram os mandamentos 
apenas na máxima "Quatro pernas bom, duas pernas ruim" que passou a ser 
repetido constantemente pelas ovelhas. Após a primeira invasão dos humanos, na 
tentativa frustrada de retomar a fazenda, Bola-de-Neve luta bravamente, dedica 
todo o seu tempo ao aprimoramento da fazenda e da qualidade de vida de todos, 
mas, mesmo assim, Napoleão o expulsa do território, alegando sérias acusações 
contra o antigo companheiro. Acusações estas que se prolongam por toda história, 
mesmo após o desaparecimento de Bola-de-Neve, na tentativa de encobrir algo ou 
mesmo ter alguma explicação para os animais para catástrofes, criando-se um mito 
em torno do porco que, a partir daí, é considerado um traidor. Napoleão se apossa 
da ideia de Bola-de-Neve de construir um moinho de vento para a geração de 
energia, mesmo havendo feito duras críticas à imaginação do companheiro, e inicia 
a sua construção. Algum tempo depois, os porcos começam a negociar com os 
agricultores da região, recusando a existência de uma resolução de não contatar 
17 
 
 
 
com os humanos, apontando essa ideia como mais uma invenção de Bola-de-
Neve. Os porcos passam ainda a viver na antiga casa de Sr. Jones e começam a 
modificar os mandamentos que estavam na porta do celeiro. Joanne Kathleen 
Rowling nasceu em 1965 na Inglaterra e cresceu na cidade de Chepstow. J.K. 
Rowlings deixou sua cidade natal para estudar na Universidade de Exeter (Exeter 
University), onde graduou em Francês e Línguas Clássicas. Estudou um ano em 
Paris e depois de sua pós-graduação mudou-se novamente para a Inglaterra e 
trabalhou para a Anistia Internacional, fazendo pesquisas sobre os direitos 
humanos e abusos na África. 
Começou a escrever a série de Harry Potter durante uma viagem de trem de 
Manchester à Londres e durante os cinco anos seguintes, escreveu os enredos 
para cada livro e começou a escrever o primeiro romance. A autora então mudou-
se para o norte de Portugal, onde ensinou inglês para estrangeiros. Casou-se em 
outubro de 1992 e deu a luz a uma menina, Jessica, em 1993. Quando seu 
casamento terminou, ela retornou ao Reino Unido para morar em Edimburgo, onde 
terminou de escrever o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal e em 1996 recebeu 
uma oferta de publicaçãodo mesmo. 
 
 
 
 
18 
 
 
 
MÚSICA NO REINO UNIDO 
 
 
A música do Reino Unido é caracterizada por vários estilos musicais 
populares, desde a música tradicional da Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e 
País de Gales, ao heavy metal. Notáveis compositores da música clássica do Reino 
Unido e dos países que o precederam incluem William Byrd, Henry Purcell, Sir 
Edward Elgar, Gustav Holst, Sir Arthur Sullivan (mais famoso por trabalhar com o 
libretista Sir W. S. Gilbert), Ralph Vaughan Williams e Benjamin Britten, pioneiro da 
ópera britânica moderna. Sir Peter Maxwell Davies é um dos principais 
compositores vivos e o atual Maestro da Música da Rainha. O Reino Unido é 
também a casa de orquestras sinfônicas e coros de renome mundial, tais como a 
BBC Symphony Orchestra e o London Symphony Chorus. Maestros notáveis 
incluem Sir Simon Rattle, John Barbirolli e Sir Malcolm Sargent. Alguns dos 
notáveis compositores de trilhas sonoras para o cinema incluem John Barry, Clint 
Mansell, Mike Oldfield, John Powell, Craig Armstrong, David Arnold, John Murphy, 
Monty Norman e Harry Gregson-Williams. Georg Friedrich Händel, apesar de ter 
nascido alemão, tornou-se um cidadão britânico naturalizado[1] e algumas de suas 
melhores obras, tais como o O Messias, foram escritos no idioma inglês. Um 
compositor prolífico do teatro musical, cujas obras têm dominado West End em 
Londres por vários anos e chegaram até a Broadway, em Nova Iorque, é Andrew 
Lloyd Webber, que alcançou um enorme sucesso comercial em todo o mundo. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_tradicional
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Irlanda_do_Norte
https://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%B3cia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADs_de_Gales
https://pt.wikipedia.org/wiki/Heavy_metal
https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Byrd
https://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_Purcell
https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Elgar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gustav_Holst
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Sullivan
https://pt.wikipedia.org/wiki/Libreto
https://pt.wikipedia.org/wiki/W._S._Gilbert
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ralph_Vaughan_Williams
https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Britten
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93pera
https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Maxwell_Davies
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Maestro_da_M%C3%BAsica_da_Rainha&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=BBC_Symphony_Orchestra&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=London_Symphony_Chorus&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maestro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Simon_Rattle
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Barbirolli
https://pt.wikipedia.org/wiki/Malcolm_Sargent
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Barry
https://pt.wikipedia.org/wiki/Clint_Mansell
https://pt.wikipedia.org/wiki/Clint_Mansell
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mike_Oldfield
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Powell
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Craig_Armstrong&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Arnold
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Murphy
https://pt.wikipedia.org/wiki/Monty_Norman
https://pt.wikipedia.org/wiki/Harry_Gregson-Williams
https://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Friedrich_H%C3%A4ndel
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19 
 
 
 
CANTORES BRITÂNICOS 
 
Artistas britânicos que se destacam por terem influenciado a música popular 
nos últimos 50 anos incluem The Beatles, Queen, Dire Straits, Eric Clapton, Cliff 
Richard, Bee Gees, Elton John, Led Zeppelin, Pink Floyd, The Who, Black Sabbath, 
Rolling Stones e Iron Maiden, os quais têm recorde de vendas mundiais de mais de 
70, 100 ou 200 milhões de discos. 
Os Beatles têm recorde de vendas internacionais de mais de um bilhão. 
Segundo uma pesquisa da Guinness World Records, oito dos dez artistas com mais 
singles nas paradas do Reino Unido são ingleses: Status Quo, Queen, The Rolling 
Stones, UB40, Depeche Mode, Bee Gees, Pet Shop Boys e Manic Street 
Preachers. Artistas musicais britânicos que obtiveram sucesso internacional mais 
recentemente incluem Coldplay, McFly, One Direction, Taio Cruz, Radiohead, 
Oasis, Spice Girls, Amy Winehouse, Muse, The Wanted, Ellie Goulding, Gorillaz, 
Bullet for my Valentine, Florence and the Machine, Arctic Monkeys, Little Mix e 
Adele. 
Uma série de cidades do Reino Unido são conhecidas por suas cenas 
musicais. Artistas de Liverpool tiveram mais músicas per capita nas paradas 
britânicas (54) do que qualquer outra cidade no mundo. A contribuição de Glasgow 
para o cenário musical foi reconhecida em 2008, quando foi nomeada uma Cidade 
da Música pela UNESCO, uma das três únicas cidades do mundo a ter essa honra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_popular
https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Beatles
https://pt.wikipedia.org/wiki/Queen
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Taio_Cruz
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Amy_Winehouse
https://pt.wikipedia.org/wiki/Muse
https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Wanted
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ellie_Goulding
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gorillaz
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bullet_for_my_Valentine
https://pt.wikipedia.org/wiki/Florence_and_the_Machine
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arctic_Monkeys
https://pt.wikipedia.org/wiki/Little_Mix
https://pt.wikipedia.org/wiki/Adele
https://pt.wikipedia.org/wiki/Liverpool
https://pt.wikipedia.org/wiki/Glasgow
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20 
 
 
 
MÚSICA NOS ESTADOS UNIDOS 
 
 
A música dos Estados Unidos reflete a população multi-étnica, mas tendo 
sua base principalmente nos gêneros afro-culturais através de uma gama de estilos 
diversos. Rock and roll, blues, country, rhythm and blues, jazz, pop, 20ossuí e hip 
hop estão entre os gêneros musicais do país mais reconhecidos 
internacionalmente, algumas formas de música popular americana têm ganhado 
audiência global. 
Os povos nativos foram os primeiros habitantes dos Estados Unidos e 
tocaram sua primeira música. Começando no século XVII, imigrantes do Reino 
Unido, Irlanda, Espanha, Alemanha e França começaram a chegar em grande 
número, trazendo consigo novos estilos e instrumentos. Escravos africanos 
trouxeram tradições musicais e cada leva de imigrantes contribuiu paraa 
miscigenação. 
Muito da moderna música popular tem suas raízes ligadas à música negra 
americana (com influência do blues) e ao crescimento da música gospel nos anos 
1919 do século passado. Os Estados Unidos tiveram também influência das 
tradições musicais e da produção musical na Ucrânia, Irlanda, Escócia, Polônia, 
América latina e nas comunidades judaicas, entre outras. 
Muitas cidades americanas têm um cenário musical vibrante e, em cada 
uma, estilos regionais florescem. Juntamente com grandes centros musicais como 
Seattle, Nova Iorque, Minneapolis, Chicago, Nashville, Austin e Los Angeles, muitas 
21 
 
 
 
cidades menores têm produzido destacados estilos musicais. O “Cajun” (em inglês, 
Cajun), a música da Lousiana, a Música havaiana, o Bluegrass, a música antiga do 
Sudeste dos Estados Unidos são alguns exemplos da sua diversidade musical. 
O estudo da música nas escolas dos Estados Unidos inclui trabalhar com 
uma música relacionada com a classe social, racial, étnica e identidade religiosa, 
gênero e sexualidade, como também com estudos de história da música, 
musicologia e outros tópicos. O estudo acadêmico da música americana pode ser 
traçado de volta ao final do século XIX, quando pesquisadores como Alice Fletcher 
e Francis La Flesche estudaram a música das pessoas de Omaha, trabalhando 
para o Bureau de Etnologia Americana e o Museu Peabody de Arqueologia e 
Etnologia. Nos anos 1890s e até o início do século XX, gravações musicais foram 
feitas entre indígenas, hispânicos, afro-americanos e anglo-americanos dos 
Estados Unidos. Muitos trabalharam para a Biblioteca do Congresso, primeiro sob a 
liderança de Oscar Sonneck, chefe da Divisão de Música da Biblioteca.Estes 
pesquisadores incluíam Robert W. Gordon, fundador do Arquivo de Música Folk 
Americana, e John e Alan Lomax; Alan Lomax foi o mais proeminente de vários 
colecionadores de músicas folk que ajudou a inspirar o reavivamento raíz da cultura 
folk americana. 
O início do século XX a análise escolar da música americana tendia a 
interpretar tradições clássicas derivadas da europa como a mais valiosa a ser 
estudada, com o folk, a religiosa e a música traditional das pessoas comuns 
denegridas como classe baixa e de pouca valia artística ou social. A história da 
música americana foi comparada com a longa memória histórica das nações, e 
achou-se que queria, levar os escritores como o compositor Arthur Farwell a 
ponderar que tipos de tradições musicais poderiam nascer da cultura americana, 
em seu Music in America de 1915. Em 1930, Our American Music de John Tasker 
Howard tornou-se uma análise básica, focando largamente em música de concerto 
composta nos Estados Unidos. Desde a análise do musicologista Charles Seeger 
na metade do século XX, a história da música americana muitas vezes tem sido 
descrita como intimamente relacionada com percepções de raça e ancestrais. Sob 
essa visão, o fundo racial e étnico diverso dos Estados Unidos promoveu um senso 
de separação musical entre raças, enquanto continua promovendo uma constante 
aculturação, como elementos de músicas africanas e indígenas mudaram entre os 
campos. A America’s Music, from the Pilgrims to the Present de Gilbert Chase, foi o 
22 
 
 
 
primeiro trabalho maior que examinou a música de todo o Estados Unidos, e 
reconheceu as tradições folclóricas como mais significantes culturamente que a 
música clássica. A análise de Chase de uma identidade musical diversa americana 
tem permanecido uma visão dominante entre os estabelecimentos acadêmicos. Até 
os anos 1960s e 70s, entretanto, a maioria dos estudiosos da música nos Estados 
Unidos continuaram a estudar a música, limitando-se somente a certos campos da 
música americana, especialmente estilos clássicos e líricos derivados da Europa, e 
às vezes o jazz afro-americano. Musicologistas mais modernos tem estudado 
assuntos que vão desde a identidade musical nacional a identidade de estilos e 
técnicas individuais de comunidades específicas em um tempo particular da história 
americana. Estudos recentes da música americana incluem o Music in the New 
World de Charles Hamm em 1983, e America’s Musical Life de Richard Crawford 
em 2001. 
 
CINEMA BRITÂNICO 
 
Uma das indústrias de cinema mais importantes na Europa é a britânica. 
Com uma identidade única e sua constante competição pelo domínio contra 
Hollywood, os filmes feitos no Reino Unido (como Harry Potter ou Um Lugar 
Chamado Notting Hill) estão entre os mais assistidos em todo o mundo. Mas o que 
23 
 
 
 
aconteceu antes? Como o cinema se desenvolveu na Grã-Bretanha? Quais foram 
suas realizações esquecidas? 
Os primórdios 
 Tudo começou em Leeds, no norte da Inglaterra, quando o francês Louis Le 
Prince (anunciado como o “Pai da Cinematografia” desde 1930) gravou a primeira 
imagem em movimento do mundo em 1888. Depois dele, o fotógrafo e inventor 
William Friese-Greene desenvolveu as primeiras imagens em movimento em 
celuloide um ano depois, patenteando o processo em 1890. 
O Reino Unido manteve seu pioneirismo na indústria e, em 1899, o inventor 
e cineasta Edward Raymond Turner desenvolveu os primeiros filmes em cores, que 
patenteou um processo de imagem em movimento aditivo de 3 cores. O mais 
antigo filme em cores foi encontrado em 2012 pelo British National Media Museum 
em Bradford, e remonta a 1902. No entanto, é importante observar que se 
acreditava que outro britânico, George Albert Smith, tenha desenvolvido o primeiro 
sistema em cores, o Kinemacolor, em 1908. 
Durante a década de 1910 até meados de 1920, o cinema britânico começou 
a ficar para trás do americano, devido ao maior mercado do outro lado do Atlântico 
e da Primeira Guerra Mundial (uma época em que as finanças no país estavam 
concentradas na Guerra). Esta era viu as obras notáveis de Charlie Chaplin no 
cinema mudo, apesar d suas primeiras aparições e sucessos em filmes tenham 
ocorrido nos EUA. No auge de sua carreira, Chaplin enfrentou inúmeros 
escândalos, incluindo suas conexões com o comunismo na América na década de 
40. Por fim, ele deixou o país e se estabeleceu na Suíça em 1953, onde morreu em 
1977. Entre os mais importantes filmes de Chaplin estão Luzes da Cidade (1931), 
Tempos Modernos (1936) e O Grande Ditador (1940). 
24 
 
 
 
A década de 30 viu o surgimento do homem que viria a ser conhecido como 
“O Mestre do Suspense”. Chantagem e Confissão (1929) de Alfred Hitchcock é 
frequentemente considerado como a primeira apresentação com som britânica 
pelos historiadores. Hitchcock foi outro talento britânico que fugiu para os EUA após 
seu sucesso nacional, onde foi apelidado de “Alfred, o Grande”. Em março de 1939, 
ele se mudou para Hollywood onde filmou Rebecca (1940), que ganhou o Óscar de 
Melhor Fotografia, Interlúdio (1946), Disque M para Matar (1954), Janela Indiscreta 
(1954), Psicose (1960), entre outros. Em 1980, Hitchcock morreu aos 80 anos em 
Bel Air. 
O primeiro documentário do Reino Unido também chegou durante esta 
época, incluindo Drifters (1929) e Night Mail (1936) de John Grierson. 
Durante a década de 1930, duas outras entidades valiosas floresceram na 
indústria do país: o British Film Institute e o National Film Archives. Atualmente, 
elas mantêm e desenvolvem uma biblioteca de filmes não exclusivamente 
composta por filmes britânicos, mas também com filmes internacionais. Essas 
instituições também restauram as impressões danificadas e transferem nitrato para 
uma película de segurança. 
Segunda Guerra Mundial e Era Pós-Guerra 
Enquanto a Segunda Guerra Mundial se intensificava, o cinema britânico 
concentrou seus esforços em documentários, embora as produções tenham sido 
menos numerosas do que nos anos anteriores. Durante esses anos, Humphrey 
Jennings começou sua série distinta de documentários, incluindo London Can Take 
It! (1940), sobre a Blitz de Londres. 
Depois da guerra, uma nova abordagem do cinemasurgiu graças a jovens 
diretores como David Lean, que produziu filmes importantes a partir desta época 
25 
 
 
 
como Desencanto (1945) e suas adaptações de Dickens, Grandes Esperanças 
(1946) e Oliver Twist (1948). 
Na década de 50, as produções britânicas começaram a se concentrar nas 
comédias populares, dramas da Segunda Guerra Mundial e alguns filmes de terror, 
os quais levaram a produções de realismo social. Esta última onda, que começou 
no final da década e durou quatro anos, foi normalmente caracterizada por 
protagonistas jovens revoltados. Entre os filmes mais populares da década estavam 
Drácula (1958), com Cristopher Lee como o famoso vampiro, Um Gosto de Mel 
(1961) de Tony Richardson, e Meu Passado Me Condena (1961), uma história 
sobre a chantagem de homossexuais. 
 
Um boom nos anos 60 
Os produtores americanos se interessaram novamente pelo cinema britânico 
durante essa década, e filmes que combinavam sexo com lugares exóticos, 
violência ocasional e humor autorreferencial foram um sucesso estrondoso. Os 
filmes de James Bond, estrelados por Sean Connery, que se transformaram em 
grandes sucessos em todo o mundo, são exemplos perfeitos disso. 
A década também foi marcada pela mudança contínua de diretores 
americanos para a Grã-Bretanha, liderado por Joseph Losey e Stanley Kubrick. É 
notável que quatro dos vencedores do Oscar de Melhor Filme da década foram 
produções britânicas, incluindo seis prêmios Oscar para o musical Oliver! (1968). 
Outro filme de sucesso da década foi Lawrence da Arábia de David Lean (1962), 
estrelado por Peter O’Toole. 
 
Uma censura menos rígida 
26 
 
 
 
Depois da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico reforçou seu 
controle sobre o conteúdo dos filmes. No entanto, a partir dos anos 70, a mão de 
ferro começou a abrandar, dando espaço para novas e controversas histórias. 
Exemplos perfeitos incluem clássicos cult como o Os Demônios de Ken Russell 
(1970), Sob o Domínio do Medo de Sam Peckinpah (1971) e Laranja Mecânica de 
Stanley Kubrick (1971). 
 
Foi neste exato momento que produções de sucesso decolaram, com o 
maior exemplo sendo o sucesso de artistas como Monty Python, que tiveram um 
sucesso comercial massivo com Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado (1975) 
e Monty Python: A Vida de Brian (1979). 
 
O declínio dos anos 80 e o renascimento 
A década de 80 representou um período de recessão horrível para a 
indústria cinematográfica britânica. Em 1980, apenas 31 filmes britânicos foram 
produzidos, uma queda de 50% em relação ao ano anterior e o nível de saída mais 
baixo desde 1914. 
No entanto, isso levou diferentes canais nacionais a aumentarem seus 
esforços na produção cinematográfica, criando, assim, um enorme entusiasmo por 
uma nova geração de atores e cineastas. Esse entusiasmo pagou filmes como 
Carruagens de Fogo (1981) de Hugh Hudson, que ganhou quatro prêmios Oscar 
em 1982, incluindo Melhor Fotografia. Essa década também viu o surgimento de 
diretores como Ridley Scott e atores como Gary Oldman, Colin Firth, Tim Roth e 
Rupert Everett, que rapidamente ganharam reconhecimento internacional. 
 
27 
 
 
 
Uma nova abordagem comercial e os dias de hoje 
A década de 90 começou com dificuldades para o cinema britânico, uma vez 
que poucos filmes fizeram sucesso comercial significativo, tanto localmente como 
no estrangeiro. No entanto, uma nova tendência teve início em 1994 com Quatro 
Casamentos e um Funeral de Richard Curtis, trazendo um interesse renovado e 
investimentos no setor. 
Tal esforço se transformou em sucessos comerciais em todo o mundo como 
De Caso com o Acaso (1998), Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) e os filmes 
de Bridget Jones, todos com um padrão de comédia romântica. 
Depois disso, a nova era que começou para o cinema britânico a partir da 
década de 2000 viu ainda mais dinheiro fluindo para apoiar a indústria com grandes 
projetos, como a saga Harry Potter e outros projetos como Filhos da Esperança 
(2006), e o filme que ganhou um Oscar, O Discurso do Rei (2011) 
 
 
 
 
 
28 
 
 
 
 
CINEMA ESTADUNIDENSE 
 
 
O cinema dos Estados Unidos, além de uma forma de expressão cultural 
específica de um povo (no caso, o povo dos Estados Unidos), é, também, uma das 
mais bem-sucedidas indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de nem todos 
os filmes dos Estados Unidos serem produzidos em Hollywood, a localidade tornou-
se sinônimo desta indústria nacional. A influência do cinema americano no resto do 
mundo é avassaladora e permanece, geralmente, como uma referência para o 
público mundial, que, em termos gerais, prefere esta cinematografia aos filmes dos 
seus próprios países. 
Com o passar das décadas, Hollywood se tornou símbolo do poderoso e 
fantástico cinema estadunidense, sediando premiações e abrigando homenagens 
públicas para os mais destacados artistas de cinema e musicais do mundo. O local 
29 
 
 
 
também é famoso pelo grande letreiro chamado Sinal de Hollywood e pela enorme 
concentração de pessoas ricas e famosas que moram no distrito ou distritos 
próximos. 
Devido à sua fama e identidade cultural como o centro histórico de estúdios 
e astros de cinema, a palavra “Hollywood” é frequentemente usada como uma 
metonímia do cinema americano, e é muitas vezes usada alternadamente para se 
referir à Grande Los Angeles em geral. As alcunhas StarStruck Town e Tinseltown 
referem-se a Hollywood e sua indústria cinematográfica. Atualmente, grande parte 
da indústria do cinema se dispersou em áreas vizinhas, como a região de Westside, 
entretanto, significativas indústrias auxiliares, tais como empresas de edição, 
efeitos, adereços, pós-produção e iluminação permanecem em Hollywood, como o 
backlot da Paramount Pictures. 
Muitos teatros históricos de Hollywood são utilizados como pontos de 
encontro e palcos de concerto de principais estreias cinematográficas além de 
sediar o Oscar. É um popular destino para a vida noturna e o turismo, e abriga a 
Calçada da Fama. 
Embora não seja uma prática comum da cidade de Los Angeles estabelecer 
limites específicos para distritos ou bairros, Hollywood é uma exceção recente. Em 
16 de fevereiro de 2005, os deputados da Assembleia do Estado da Califórnia 
Jackie Goldberg e Paul Koretz apresentaram um projeto de lei para requerer que a 
Califórnia mantivesse registros específicos em Hollywood, como se fosse 
independente. Para que isso pudesse ser feito, os limites foram definidos. Este 
projeto foi apoiado unanimemente pela Câmara de Comércio de Hollywood e pelo 
Los Angeles City Council, sendo aprovado pelo então governador da Califórnia, 
Arnold Schwarzenegger, em 28 de agosto de 2006, permitindo que o distrito de 
30 
 
 
 
Hollywood possuísse fronteiras oficiais. A fronteira pode ser vagamente descrita 
como a área a leste de Beverly Hills e West Hollywood, ao sul de Mulholland Drive, 
Laurel Canyon, Cahuenga Boulevard e Barham Boulevard, e as cidades de 
Burbank e Glendale, ao norte da Avenida Melrose e a oeste do Golden State 
Freeway e da Avenida Hyperion. 
 
 
 
 
A LÍNGUA INGLESA, A ECONOMIA E O COMÉRCIO 
A maioria das economias nacionais está se tornando cada vez mais 
dependente do comércio internacional, o que representa mais de 30% do PIB 
mundial, em comparação aos 20% de duas décadas atrás. A língua comum 
necessária para essas transações globais é esmagadoramente o inglês. Existe uma 
forte correlação entre a proficiência em inglês e muitos indicadores relacionados à 
importação e à exportação, incluindo o desempenho logístico (Gráfico A), 
documentos para exportação e tempo para importação. 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Um melhor ambiente para os negócios 
32 
 
 
 
Países com altos níveis de proficiência em inglês apresentam um melhor 
desempenho em importantes métricas relacionadas à facilidade de fazer negócios. 
A correlação entre a facilidade de fazer negóciose a proficiência em inglês (Gráfico 
B) tem sido consistentemente forte em todas as edições do EF EPI. Embora os 
empresários não precisem da língua inglesa para fazer negócios em nível nacional 
ou local, uma proporção cada vez maior de empresas opera internacionalmente: 
como parte de uma cadeia de suprimentos global, como clientes de produtos finais, 
ou como concorrentes de empresas semelhantes no exterior. 
 
 
 
 
 
33 
 
 
 
 
 
 
A língua inglesa e o desenvolvimento econômico 
Para economias ao redor do mundo, uma maior proficiência em inglês 
acompanha benefícios significativos. A proficiência em inglês está correlacionada a 
uma série de indicadores econômicos, incluindo o produto interno bruto e a renda 
nacional bruta per capita (Gráfico C). Para países em desenvolvimento, a transição 
econômica da manufatura para uma economia baseada no conhecimento requer 
adultos com fortes habilidades na língua inglesa que possam colaborar 
internacionalmente. Nesse sentido, há uma forte correlação entre a proficiência em 
inglês e as exportações de serviços (Gráfico D). 
 
34 
 
 
 
 
Diversidade linguística 
Embora a Europa tenha seguido uma estratégia especial de promover o 
poliglotismo, o continente não é o único em sua diversidade linguística. Muitos 
países têm várias línguas nacionais, além de línguas tribais e regionais. Algumas 
economias em desenvolvimento têm um único parceiro comercial dominante, 
geralmente uma antiga potência colonial com quem eles se comunicam em uma 
língua diferente do inglês. Essa língua tende a ser ensinada como primeira língua 
estrangeira nas escolas e é frequentemente a língua oficial usada no ensino 
secundário ou superior. 
Embora não exista uma única abordagem universal para o desenvolvimento 
da proficiência em inglês nesses diversos cenários linguísticos, as autoridades 
35 
 
 
 
políticas devem perceber que o ensino da língua inglesa não necessariamente 
impacta negativamente no ensino de outras línguas estrangeiras. 
A língua inglesa nos países menos desenvolvidos 
A língua inglesa também é uma parte essencial do cenário econômico nos 
países menos desenvolvidos do mundo. De acordo com estimativas baseadas nos 
dados da Organização Mundial de Turismo da ONU, as chegadas de turistas 
internacionais nos países menos desenvolvidos do mundo aumentaram de quatro 
milhões em 1995 para 25 milhões em 2014. Embora os turistas internacionais 
sejam provenientes de todas as partes do mundo, eles costumam usar o inglês 
como língua universal. Uma força de trabalho local capaz de atender às demandas 
crescentes da indústria do turismo pode trazer o crescimento tão necessário para 
as regiões em desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
 
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