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INGLÊS - 6º ANO 1 SUMÁRIO LÍNGUA INGLESA ................................................................................................................. 2 CURIOSIDADES ................................................................................................................... 3 NA ESCRITA ......................................................................................................................... 3 NO FUTEBOL ........................................................................................................................ 5 NO NATAL ............................................................................................................................. 6 NO TECLADO DO COMPUTADOR ....................................................................................... 7 NOS NUMERAIS ................................................................................................................... 8 NOS ALIMENTOS E BEBIDAS .............................................................................................. 9 NOS PRODUTOS DE HIGIÊNE E LIMPEZA ....................................................................... 10 INGLÊS NO MUNDO ........................................................................................................... 10 Para que o inglês é usado? ................................................................................................. 11 Alguns tipos de novos "Ingleses": ........................................................................................ 12 LITERATURA INGLESA ...................................................................................................... 13 MÚSICA NO REINO UNIDO ................................................................................................ 18 CANTORES BRITÂNICOS .................................................................................................. 19 MÚSICA NOS ESTADOS UNIDOS ..................................................................................... 20 CINEMA BRITÂNICO .......................................................................................................... 22 CINEMA ESTADUNIDENSE ................................................................................................ 28 A LÍNGUA INGLESA, A ECONOMIA E O COMÉRCIO ........................................................ 30 A língua inglesa nos países menos desenvolvidos .............................................................. 35 REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 36 2 LÍNGUA INGLESA Histórico Idioma do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e outros países de influência britânica. O inglês pertence ao grupo anglo-frisão, incluído no ramo ocidental das línguas germânicas que, por sua vez, é uma subfamília das línguas indo-europeias. Com uma história de cerca de 1500 anos, a língua inglesa tem sua origem e evolução em três períodos distintos: • Old English - a primeira forma do idioma, em voga entre os séculos V e XI • Middle English - seu desenvolvimento médio, dos séculos XI ao XVI • Modern English - a forma moderna do idioma, do século XVI aos dias atuais O inglês surge com os idiomas falados pelos povos germanos que a partir do século V ocupam a atual Inglaterra, com destaque para os Anglos e os Saxões. O idioma que começou a nascer nas ilhas britânicas a partir de então recebe o nome de "Old English", "Anglo-Saxão" ou ainda "Englisc" no original, significando "língua dos anglos". O vocabulário da língua irá evoluir gradualmente, e com a introdução do cristianismo ocorre a primeira influência de palavras do latim e do grego. Mais tarde, invasores escandinavos que falavam o nórdico antigo (old norse, língua que provavelmente assemelhava-se ao dialeto falado pelos povos anglo-saxões) também irá influenciar o inglês. O Old English é uma língua preservada em https://www.infoescola.com/ingles https://www.infoescola.com/historia/povos-germanicos/ 3 diferentes fontes, como inscrições rúnicas, traduções bíblicas complexas e fragmentos diversos. A maior diferença entre o Old e Middle English está na gramática, especificamente, no campo sintático e no campo analítico. Acredita-se que o estágio seguinte da língua, o Middle English inicia-se com a batalha de Hastings, em 1066, onde o rei William o conquistador derrotou o exército dos anglo-saxões e impôs suas leis, seu sistema de governo e sua língua, a francesa. Desse modo, novas palavras são incorporadas à língua falada pelas pessoas comuns, isto é, por servos e escravos. Mais tarde, muitos dos novos termos passaram a ser usados na corte e no militarismo adquirindo, portanto, um elevado status social. Já o inglês moderno, como conhecido pela obra de William Shakespeare, em geral é datado a partir de 1550, quando a Grã-Bretanha se tornou um império colonial, espalhando-se por todos os continentes. Em geral, a diferença entre o Old e o Modern English está na forma escrita, na pronúncia, no vocabulário e na gramática. Comparado ao inglês moderno, o Old English é uma língua quase irreconhecível, tanto na pronúncia, quanto no vocabulário e na gramática. Para um falante nativo de inglês moderno, das 54 palavras do Pai Nosso, menos de 15% são reconhecíveis na escrita, e provavelmente nada seria reconhecido ao ser pronunciado. Em outro exemplo, a palavra "stãn" corresponde a "stone" no inglês atual. Tamanha diferença entre a forma inicial do inglês e a sua configuração atual é explicada por 1500 anos de evolução, na qual o inglês sofreu influência de outras línguas, entre elas o celta, o latim e o francês. Isso sem mencionar o vocabulário acumulado das mais diversas línguas de todo o globo, com a expansão que teve o Império Britânico no século XIX e a posterior expansão dos Estados Unidos. CURIOSIDADES NA ESCRITA https://www.infoescola.com/biografias/william-shakespeare/ 4 5 NO FUTEBOL 6 NO NATAL História da saudação Merry Christmas "Merry" deriva do Inglês Antigo myrige, e originalmente significava "agradável" em vez de "alegre", "animado". Embora o Natal seja celebrado desde o século IV D.C., o primeiro uso conhecido de qualquer saudação natalina data de 1565, quando aparece em The Hereford Municipal Manuscript: "And thus I comitt you to God, who send you a merry Christmas". "Merry Christmas and a Happy New Year" (assim, incorporando duas saudações) constava em uma carta informal escrita por um almirante em 1699. A mesma expressão aparece no cântico natalino (carol) inglês "We Wish You a Merry Christmas", e no primeiro cartão de natal, produzido na Inglaterra em 1843. Também em 1843, foi publicado "A Christmas Carol" (Um Cântico de Natal), de Charles Dickens, durante o ressurgimento da comemoração na Era Vitoriana. A palavra Merry estava nesta época começando a tomar seu significado atual de "jovial, animado, alegre e amigável". "Merry Christmas" neste novo contexto aparecia proeminentemente em "A Christmas Carol". A popularidade instantânea de "A Christmas Carol", as tradições natalinas da era vitoriana que o livro tipifica e o novo significado do termo que aparece no livro de Dickens contribuíram para popularizar a expressão "Merry Christmas". História da saudação Happy Christmas A saudação alternativa "Happy Christmas" começou a ser utilizada no final do século XIX e ainda é comum no Reino Unido e Irlanda, ao lado de "Merry Christmas". Uma razão para isso talvez possa ser a influência da classe média Vitoriana Metodista, na tentativa de separar seu constructo de celebração sadia de Natal daquele simbolizado pela embriaguez pública comum à classe baixae pelo comportamento antissociável associado a essa classe, quando merry também podia ser interpretado como "embriagado", "bêbado" (slightly drunk, tipsy). Dizem que a Rainha Elizabeth II prefere "Happy Christmas" justamente por essa razão. No poema americano de Clement Moore, "A Visit from St. Nicholas" (1823), o verso final, escrito originalmente como "Happy Christmas to all, and to all a good night" (Feliz natal a todos, e a todos uma boa noite), foi modificado em muitas edições 7 posteriores para "Merry Christmas to all (...)", indicando talvez a relativa popularidade da expressão nos Estados Unidos. NO TECLADO DO COMPUTADOR Confira o que significam algumas siglas e palavras em inglês que costumam aparecer nos teclados: alt = abreviação de alternate (substituto) caps lock = caps é abreviação de capital letter (letras maiúsculas) e lock significa trancar. Logo, caps lock significa dar o comando ao teclado para que as letras sejam sempre digitadas em caixa alta (maiúsculas). ctrl = forma curta de se referir a control (controle) del = abreviação de delete (apagar) enter = entrar, registrar esc = abreviação de escape (sair) insert = inserir fn = abreviação de function (função) num lock = forma curta de se referir a numeric lock (bloqueio numérico). Essa tecla habilita o teclado numérico do computador. shift = alterar, deslocar. É a tecla que altera, enquanto pressionada, o sentido original das demais teclas. Por exemplo: a tecla shift pressionada com a tecla 8 insere o asterisco (*) na tela. Adaptado de: http://mixdereferencias.blogspot.com.br 8 NOS NUMERAIS A palavra teen é uma abreviação de teenager, que significa “adolescente” e representa uma faixa etária bem definida: jovens entre 13 e 19 anos. Agora observe os numerais a seguir: 10 – Ten 11 – Eleven 12 – Twelve 13 – Thirteen 14 – Fourteen 15 – Fifteen 16 – Sixteen 17 – Seventeen 18 – Eighteen 19 – Nineteen 20 – Twenty Você já tinha reparado que as sílabas finais dos números entre 13 e 19 são as únicas que contêm teen? 9 NOS ALIMENTOS E BEBIDAS 10 NOS PRODUTOS DE HIGIÊNE E LIMPEZA INGLÊS NO MUNDO Alguns fatos sobre a língua A quantidade de falantes não nativos da língua ultrapassa a de nativos numa proporção de 3 para 1. Mais de 370 milhões de pessoas ao redor do mundo tem a Língua Inglesa como primeira língua; e tantas pessoas a utilizam como segunda língua quanto as que a utilizam como primeira língua, senão mais. Uma a cada 5 populações mundias fala inglês com algum grau de competência. Trata-se de uma língua oficial 11 ou com status de quase oficial em mais de 70 países, desempenhando um papel significante em muitos outros. O Inglês não é somente língua padrão, mas pode ser pensado como uma "família", que inclui muitas variedades distintas. O mapa abaixo mostra onde o inglês e suas variedades são falados hoje em dia. Estima-se que dentro de uma década, 2 bilhões de pessoas estarão estudando inglês e cerca da metade do mundo — por volta de 3 milhões de pessoas — o falarão. A quantidade de falantes não nativos da língua já ultrapassa a de nativos numa proporção de 3 para 1, segundo o especialista em línguas David Crystal. Ele reconhece que nunca antes na história existiu uma língua que seja falada por mais pessoas como segunda língua que como primeira. Somente na Ásia, o número de usuários do Inglês alcançou 350 milhões — quase o equivalente às populações dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá juntas. Existem atualmente mais crianças chinesas estudando inglês — cerca de 100 milhões — do que britânicas. Para que o inglês é usado? Somente na Índia, a indústria do aprendizado de Inglês em massa consiste num negócio de cem milhões de dólares por ano. Trata-se da linha de frente de uma revolução global em que centenas de milhões de pessoas aprendem o inglês, a língua planetária para quase tudo que é tipo de transação. O inglês é a principal 12 língua do comércio, tecnologia, comunicação, ciência, conferências acadêmicas, negócios, entretenimento, aeroportos e controle de tráfego aéreo, diplomacia, rádio, jornais, livros, esportes, turismo, competições internacionais, música pop, propaganda, etc — e, cada vez mais, do apoderamento. Mais de dois terços dos cientistas do mundo lê em em Inglês. Três quartos da correspondência mundial é escrita em inglês. Oitenta por cento das informações mundiais armazenadas por vias eletrônicas é em inglês. Dos aproximados quarenta milhões de usuários da internet, algo em torno de oitenta por cento se comunica em inglês, mas estima-se que esse valor diminua para quarenta por cento à medida que falantes de outras línguas tiverem acesso à internet. Alguns tipos de novos "Ingleses": Os novos falantes de inglês não estão somente absorvendo de maneira passiva a língua. Eles estão moldando-a, dando origem a um evento interessante: a fusão de dois nomes de línguas em um só, o que forma um novo nome para aquela nova língua. Esta fusão é chamada de Palavra-valise ou portmanteau. Alguns exemplos de palavras-valise de nomes de línguas são: Englog (ou Enggalog) = English + Taglog (falado nas Filipinas) Japlish = Japanese + English Hinglish = Hindi + English Spanglish = Spanish + English E quanto ao futuro? 13 Todas as línguas são obras inacabadas. A globalização do inglês, no entanto, algo sem precedentes na história das línguas, revolucionará a história de uma maneira a qual só estamos começando a imaginar. No futuro, sugere David Crystal, poderá existir um mundo com três línguas inglesas, onde você falaria um dialeto local baseado no inglês em casa, uma variedade nacional no trabalho ou na escola, um Inglês Padrão internacional para se comunicar com estrangeiros. Entre os falantes nativos, grupo de anglófonos no mundo cada vez menor, há uma crescente noção de que os estudantes devem parar de tentar imitar o inglês de Brighton ou Boston, e abraçar suas versões locais próprias. Pesquisadores começam a estudar os "erros" de falantes não nativos, como "She look very sad" (a não conjugação do verbo para "looks", de acordo com o sujeito), por exemplo, confome pedem as gramáticas estruturadas. Num período de uma geração, os professores talvez não irão mais corrigir os alunos por falarem "a book who" (um livro quem) ou a "person which" (which, para a gramática do inglês, é aceitável somente para relacionar coisas e conceitos, e não pessoas). LITERATURA INGLESA 14 A primeira guerra mundial (1914-18) é o tema deste período, seguido pela radical experiência artística e a quebra de fronteiras entre a arte, literatura. A música das primeiras décadas do século é o tema do movimento "Modernist Experiment." Entre os principais estéticos inovadores desta época estão o compositor Igor Stravinsky, o cubista Pablo Picasso, e o futurista FT Marinetti. As ondas de energia artística da vanguarda europeia logo atravessaram o Canal Inglês. Houve um grande desafio à Autoridade Europeia com manifestos, poemas, peças de teatro, e outros. Neste período de grande fermentação das artes e da literatura, aparecem as inovações modernistas de poetas e escritores da língua Inglesa. Outra definição das características do século XX foi o surgimento de novas nações coloniais europeias fora do Estado. Entre essas nações, a Irlanda era a mais antiga das colônias da Grã-Bretanha e nos tempos modernos a primeiro a lutar pela independência. O tópico "Imaginar Irlanda" explora a forma como os escritores irlandeses do vigésimo século criam novas ideias acerca da nação irlandesa. A poesia, no início do século XX foi caracterizada pelo romantismo convencional desses poetas como John Masefield, AlfredNoyes, e Walter de la Mare e pelas experiências de Hilda Doolittle (HD), Richard Aldington, Herbert Read,e DH Lawrence. O melhor poeta do período foi Yeats, cuja poesia fundia-se com uma visão romântica contemporânea e preocupações estéticas e políticas. Novos escritores como Henry James, HG Wells, e Joseph Conrad expressam o ceticismo e a alienação que são característicos do período pós- Vitoriano. Igualmente importante foi o romance Ulisses, publicado em 1922, pelo irlandês James Joyce. Embora seus livros tenham sido controversos devido à sua liberdade de linguagem e conteúdo, as revoluções de Joyce, em forma narrativa, o tratamento do tempo, e quase todas as outras técnicas do romance fez dele um mestre a ser estudado, mas não copiado. Embora, na sua forma mais convencional, os romances de DH Lawrence foram igualmente desafiadores da convenção. Sensibilidade e sutileza psicológica marcam os soberbos romances de Virginia Woolf que, como Dorothy Richardson, experimentou novas formas de narração. Woolf era o centro do brilhante Bloomsbury Grupo, que incluía o novelista EM Forster, o biógrafo Lytton Strachey, e muitos intelectuais ingleses importantes do início do século XX. Henry James era de origem norte-americana, mas foi naturalizado britânico. Seu pai viajou com a família para a Europa, em 1855, quando Henry tinha 12 anos, 15 e durante três anos percorreram Inglaterra, Suíça e França, visitando museus, bibliotecas e teatros. Seu pai era um homem culto, filósofo, e fazia questão que os filhos recebessem uma ótima educação. Henry começou a carreira de direito em Harvard em 1862. Mais interessado na leitura de Balzac, Hawthorne e George Sand e nas relações com intelectuais como Charles Eliot Norton e William Dean Howels, abandonou o direito para se dedicar à literatura. Seus primeiros textos e críticas apareceram em alguns jornais. A carreira literária de Henry James teve três etapas. A primeira foi na década de 1870, com "Roderick Hudson" (1876), "The American" (1877) e "Daisy Miller" (1879) e culminou com a publicação de "Portrait of a Lady", em 1881, Na segunda etapa, James experimentou diversos temas e formas. De 1885 até 1890, escreveu três novelas de conteúdo político e social, "The Bostonians" (1886), "The Princess Casamassima" (1886) e "The Tragic Muse" (1889), histórias sobre reformadores e revolucionários que revelam a influência da corrente naturalista. Nos anos 1890-1895, chamados "os anos dramáticos", James escreveu sete obras de teatro, das quais duas foram encenadas, com pouco êxito. James voltou à narrativa com "A Morte do Leão" (1894), "The Coxon Fund" (1894), "The Next Time" (1895), "What Maisie Knew" (1897) e "A volta do Parafuso" (1898). As obras "The Beast in the Jungle" (1903), "The Great Good Place" (1900) e "The Jolly Corner" (1909), fazem parte da última etapa do trabalho de James, considerada por muitos críticos como a mais importante, quando o autor explora o complexo funcionamento da consciência humana. George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em Bengala no dia 25 de junho de 1903 e morreu em Londres no dia 21 de janeiro de 1950, foi um escritor britânico mais conhecido pelas suas duas obras maiores, Animal Farm (A Revolução dos Bichos) e 1984. Poucas pessoas, mesmo entre as que lhe eram próximas, conheciam o seu verdadeiro nome, de tal forma o pseudônimo se tornou a sua segunda natureza. Foi agente de polícia no oriente trabalhando em Mianmar e mais tarde juntou-se à luta no POUM (Partido Operário de União Marxista), uma milícia de tendência trotskista contra Francisco Franco e seus aliados Mussolini e Hitler, na Guerra Civil Espanhola. Foi ferido no peito. Uma bala danificou-lhe as cordas vocais, saindo pelas costas, e desde então sua voz ficou ligeiramente alterada. Mais tarde escreveria o livro "Lutando na Espanha", em que relata sua experiência na Guerra Civil Espanhola. Por toda sua vida, foi alvo de boatos e rumores sobre a vida que levava e que encontrava-se tão longe dos padrões da rígida sociedade vitoriana. 16 Com o tempo, seu bissexualismo condenado como crime na época não pode mais ser negado e numa atitude desesperada o escritor abre um processo contra o marquês de Queensberry. Como era de se esperar o caso volta-se contra Wilde que é julgado por homossexualismo e condenado a dois anos de trabalhos forçados prisão Wilde parte para Berneval, Bretanha e troca de nome. Três anos depois morre sozinho em um hotel francês, na miséria. Wilde foi um libertário e um digno contemporâneo de Nietzsche, apesar de nunca tê-lo conhecido. Quando questionado sobre seus “crimes”, retrucou com seu humor ácido e sarcástico dizendo que para ele um crime nunca era algo vulgar, mas que a vulgaridade seria sempre um crime, definindo vulgaridade como o comportamento dos outros: "A moralidade moderna quer que aceitemos as normas da época. Mas que um homem culto aceite as normas de sua época me parece a pior das imoralidades." Era dono de uma forte personalidade e mantinha sempre um ar de natural aristocracia onde quer que fosse. Era um espírito livre que questionava todos os valores vigentes e exaltava a vida como um fenômeno essencialmente sensual onde viver é eternamente auto esculpir-se e auto superar-se. Animal Farm é um romance alegórico, considerado um dos melhores romances da língua inglesa. Major, um velho porco, que está prestes a morrer, reúne os animais da fazenda para compartilhar de um sonho: serem governados por eles próprios, os animais, sem a submissão e exploração do homem. Para os animais menos inteligentes, os porcos resumiram os mandamentos apenas na máxima "Quatro pernas bom, duas pernas ruim" que passou a ser repetido constantemente pelas ovelhas. Após a primeira invasão dos humanos, na tentativa frustrada de retomar a fazenda, Bola-de-Neve luta bravamente, dedica todo o seu tempo ao aprimoramento da fazenda e da qualidade de vida de todos, mas, mesmo assim, Napoleão o expulsa do território, alegando sérias acusações contra o antigo companheiro. Acusações estas que se prolongam por toda história, mesmo após o desaparecimento de Bola-de-Neve, na tentativa de encobrir algo ou mesmo ter alguma explicação para os animais para catástrofes, criando-se um mito em torno do porco que, a partir daí, é considerado um traidor. Napoleão se apossa da ideia de Bola-de-Neve de construir um moinho de vento para a geração de energia, mesmo havendo feito duras críticas à imaginação do companheiro, e inicia a sua construção. Algum tempo depois, os porcos começam a negociar com os agricultores da região, recusando a existência de uma resolução de não contatar 17 com os humanos, apontando essa ideia como mais uma invenção de Bola-de- Neve. Os porcos passam ainda a viver na antiga casa de Sr. Jones e começam a modificar os mandamentos que estavam na porta do celeiro. Joanne Kathleen Rowling nasceu em 1965 na Inglaterra e cresceu na cidade de Chepstow. J.K. Rowlings deixou sua cidade natal para estudar na Universidade de Exeter (Exeter University), onde graduou em Francês e Línguas Clássicas. Estudou um ano em Paris e depois de sua pós-graduação mudou-se novamente para a Inglaterra e trabalhou para a Anistia Internacional, fazendo pesquisas sobre os direitos humanos e abusos na África. Começou a escrever a série de Harry Potter durante uma viagem de trem de Manchester à Londres e durante os cinco anos seguintes, escreveu os enredos para cada livro e começou a escrever o primeiro romance. A autora então mudou- se para o norte de Portugal, onde ensinou inglês para estrangeiros. Casou-se em outubro de 1992 e deu a luz a uma menina, Jessica, em 1993. Quando seu casamento terminou, ela retornou ao Reino Unido para morar em Edimburgo, onde terminou de escrever o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal e em 1996 recebeu uma oferta de publicaçãodo mesmo. 18 MÚSICA NO REINO UNIDO A música do Reino Unido é caracterizada por vários estilos musicais populares, desde a música tradicional da Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, ao heavy metal. Notáveis compositores da música clássica do Reino Unido e dos países que o precederam incluem William Byrd, Henry Purcell, Sir Edward Elgar, Gustav Holst, Sir Arthur Sullivan (mais famoso por trabalhar com o libretista Sir W. S. Gilbert), Ralph Vaughan Williams e Benjamin Britten, pioneiro da ópera britânica moderna. Sir Peter Maxwell Davies é um dos principais compositores vivos e o atual Maestro da Música da Rainha. O Reino Unido é também a casa de orquestras sinfônicas e coros de renome mundial, tais como a BBC Symphony Orchestra e o London Symphony Chorus. Maestros notáveis incluem Sir Simon Rattle, John Barbirolli e Sir Malcolm Sargent. Alguns dos notáveis compositores de trilhas sonoras para o cinema incluem John Barry, Clint Mansell, Mike Oldfield, John Powell, Craig Armstrong, David Arnold, John Murphy, Monty Norman e Harry Gregson-Williams. Georg Friedrich Händel, apesar de ter nascido alemão, tornou-se um cidadão britânico naturalizado[1] e algumas de suas melhores obras, tais como o O Messias, foram escritos no idioma inglês. Um compositor prolífico do teatro musical, cujas obras têm dominado West End em Londres por vários anos e chegaram até a Broadway, em Nova Iorque, é Andrew Lloyd Webber, que alcançou um enorme sucesso comercial em todo o mundo. https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_tradicional https://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra https://pt.wikipedia.org/wiki/Irlanda_do_Norte https://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%B3cia https://pt.wikipedia.org/wiki/Pa%C3%ADs_de_Gales https://pt.wikipedia.org/wiki/Heavy_metal https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Byrd https://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_Purcell https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Elgar https://pt.wikipedia.org/wiki/Gustav_Holst https://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Sullivan https://pt.wikipedia.org/wiki/Libreto https://pt.wikipedia.org/wiki/W._S._Gilbert https://pt.wikipedia.org/wiki/Ralph_Vaughan_Williams https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Britten https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93pera https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Maxwell_Davies https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Maestro_da_M%C3%BAsica_da_Rainha&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=BBC_Symphony_Orchestra&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=London_Symphony_Chorus&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Maestro https://pt.wikipedia.org/wiki/Simon_Rattle https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Barbirolli https://pt.wikipedia.org/wiki/Malcolm_Sargent https://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Barry https://pt.wikipedia.org/wiki/Clint_Mansell https://pt.wikipedia.org/wiki/Clint_Mansell https://pt.wikipedia.org/wiki/Mike_Oldfield https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Powell https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Craig_Armstrong&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Arnold https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Murphy https://pt.wikipedia.org/wiki/Monty_Norman https://pt.wikipedia.org/wiki/Harry_Gregson-Williams https://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Friedrich_H%C3%A4ndel https://pt.wikipedia.org/wiki/Alem%C3%A3es https://pt.wikipedia.org/wiki/Naturaliza%C3%A7%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_do_Reino_Unido#cite_note-Handel-1 https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Messias https://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_musical https://pt.wikipedia.org/wiki/Londres https://pt.wikipedia.org/wiki/Broadway https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Iorque https://pt.wikipedia.org/wiki/Andrew_Lloyd_Webber https://pt.wikipedia.org/wiki/Andrew_Lloyd_Webber 19 CANTORES BRITÂNICOS Artistas britânicos que se destacam por terem influenciado a música popular nos últimos 50 anos incluem The Beatles, Queen, Dire Straits, Eric Clapton, Cliff Richard, Bee Gees, Elton John, Led Zeppelin, Pink Floyd, The Who, Black Sabbath, Rolling Stones e Iron Maiden, os quais têm recorde de vendas mundiais de mais de 70, 100 ou 200 milhões de discos. Os Beatles têm recorde de vendas internacionais de mais de um bilhão. Segundo uma pesquisa da Guinness World Records, oito dos dez artistas com mais singles nas paradas do Reino Unido são ingleses: Status Quo, Queen, The Rolling Stones, UB40, Depeche Mode, Bee Gees, Pet Shop Boys e Manic Street Preachers. Artistas musicais britânicos que obtiveram sucesso internacional mais recentemente incluem Coldplay, McFly, One Direction, Taio Cruz, Radiohead, Oasis, Spice Girls, Amy Winehouse, Muse, The Wanted, Ellie Goulding, Gorillaz, Bullet for my Valentine, Florence and the Machine, Arctic Monkeys, Little Mix e Adele. Uma série de cidades do Reino Unido são conhecidas por suas cenas musicais. Artistas de Liverpool tiveram mais músicas per capita nas paradas britânicas (54) do que qualquer outra cidade no mundo. A contribuição de Glasgow para o cenário musical foi reconhecida em 2008, quando foi nomeada uma Cidade da Música pela UNESCO, uma das três únicas cidades do mundo a ter essa honra. https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_popular https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Beatles https://pt.wikipedia.org/wiki/Queen https://pt.wikipedia.org/wiki/Dire_Straits https://pt.wikipedia.org/wiki/Eric_Clapton https://pt.wikipedia.org/wiki/Cliff_Richard https://pt.wikipedia.org/wiki/Cliff_Richard https://pt.wikipedia.org/wiki/Bee_Gees https://pt.wikipedia.org/wiki/Elton_John https://pt.wikipedia.org/wiki/Led_Zeppelin https://pt.wikipedia.org/wiki/Pink_Floyd https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Who https://pt.wikipedia.org/wiki/Black_Sabbath https://pt.wikipedia.org/wiki/Rolling_Stones https://pt.wikipedia.org/wiki/Iron_Maiden https://pt.wikipedia.org/wiki/Guinness_World_Records https://pt.wikipedia.org/wiki/Single https://pt.wikipedia.org/wiki/Status_Quo https://pt.wikipedia.org/wiki/UB40 https://pt.wikipedia.org/wiki/Depeche_Mode https://pt.wikipedia.org/wiki/Pet_Shop_Boys https://pt.wikipedia.org/wiki/Manic_Street_Preachers https://pt.wikipedia.org/wiki/Manic_Street_Preachers https://pt.wikipedia.org/wiki/Coldplay https://pt.wikipedia.org/wiki/McFly https://pt.wikipedia.org/wiki/One_Direction https://pt.wikipedia.org/wiki/Taio_Cruz https://pt.wikipedia.org/wiki/Radiohead https://pt.wikipedia.org/wiki/Oasis https://pt.wikipedia.org/wiki/Spice_Girls https://pt.wikipedia.org/wiki/Amy_Winehouse https://pt.wikipedia.org/wiki/Muse https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Wanted https://pt.wikipedia.org/wiki/Ellie_Goulding https://pt.wikipedia.org/wiki/Gorillaz https://pt.wikipedia.org/wiki/Bullet_for_my_Valentine https://pt.wikipedia.org/wiki/Florence_and_the_Machine https://pt.wikipedia.org/wiki/Arctic_Monkeys https://pt.wikipedia.org/wiki/Little_Mix https://pt.wikipedia.org/wiki/Adele https://pt.wikipedia.org/wiki/Liverpool https://pt.wikipedia.org/wiki/Glasgow https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas_para_a_Educa%C3%A7%C3%A3o,_a_Ci%C3%AAncia_e_a_Cultura 20 MÚSICA NOS ESTADOS UNIDOS A música dos Estados Unidos reflete a população multi-étnica, mas tendo sua base principalmente nos gêneros afro-culturais através de uma gama de estilos diversos. Rock and roll, blues, country, rhythm and blues, jazz, pop, 20ossuí e hip hop estão entre os gêneros musicais do país mais reconhecidos internacionalmente, algumas formas de música popular americana têm ganhado audiência global. Os povos nativos foram os primeiros habitantes dos Estados Unidos e tocaram sua primeira música. Começando no século XVII, imigrantes do Reino Unido, Irlanda, Espanha, Alemanha e França começaram a chegar em grande número, trazendo consigo novos estilos e instrumentos. Escravos africanos trouxeram tradições musicais e cada leva de imigrantes contribuiu paraa miscigenação. Muito da moderna música popular tem suas raízes ligadas à música negra americana (com influência do blues) e ao crescimento da música gospel nos anos 1919 do século passado. Os Estados Unidos tiveram também influência das tradições musicais e da produção musical na Ucrânia, Irlanda, Escócia, Polônia, América latina e nas comunidades judaicas, entre outras. Muitas cidades americanas têm um cenário musical vibrante e, em cada uma, estilos regionais florescem. Juntamente com grandes centros musicais como Seattle, Nova Iorque, Minneapolis, Chicago, Nashville, Austin e Los Angeles, muitas 21 cidades menores têm produzido destacados estilos musicais. O “Cajun” (em inglês, Cajun), a música da Lousiana, a Música havaiana, o Bluegrass, a música antiga do Sudeste dos Estados Unidos são alguns exemplos da sua diversidade musical. O estudo da música nas escolas dos Estados Unidos inclui trabalhar com uma música relacionada com a classe social, racial, étnica e identidade religiosa, gênero e sexualidade, como também com estudos de história da música, musicologia e outros tópicos. O estudo acadêmico da música americana pode ser traçado de volta ao final do século XIX, quando pesquisadores como Alice Fletcher e Francis La Flesche estudaram a música das pessoas de Omaha, trabalhando para o Bureau de Etnologia Americana e o Museu Peabody de Arqueologia e Etnologia. Nos anos 1890s e até o início do século XX, gravações musicais foram feitas entre indígenas, hispânicos, afro-americanos e anglo-americanos dos Estados Unidos. Muitos trabalharam para a Biblioteca do Congresso, primeiro sob a liderança de Oscar Sonneck, chefe da Divisão de Música da Biblioteca.Estes pesquisadores incluíam Robert W. Gordon, fundador do Arquivo de Música Folk Americana, e John e Alan Lomax; Alan Lomax foi o mais proeminente de vários colecionadores de músicas folk que ajudou a inspirar o reavivamento raíz da cultura folk americana. O início do século XX a análise escolar da música americana tendia a interpretar tradições clássicas derivadas da europa como a mais valiosa a ser estudada, com o folk, a religiosa e a música traditional das pessoas comuns denegridas como classe baixa e de pouca valia artística ou social. A história da música americana foi comparada com a longa memória histórica das nações, e achou-se que queria, levar os escritores como o compositor Arthur Farwell a ponderar que tipos de tradições musicais poderiam nascer da cultura americana, em seu Music in America de 1915. Em 1930, Our American Music de John Tasker Howard tornou-se uma análise básica, focando largamente em música de concerto composta nos Estados Unidos. Desde a análise do musicologista Charles Seeger na metade do século XX, a história da música americana muitas vezes tem sido descrita como intimamente relacionada com percepções de raça e ancestrais. Sob essa visão, o fundo racial e étnico diverso dos Estados Unidos promoveu um senso de separação musical entre raças, enquanto continua promovendo uma constante aculturação, como elementos de músicas africanas e indígenas mudaram entre os campos. A America’s Music, from the Pilgrims to the Present de Gilbert Chase, foi o 22 primeiro trabalho maior que examinou a música de todo o Estados Unidos, e reconheceu as tradições folclóricas como mais significantes culturamente que a música clássica. A análise de Chase de uma identidade musical diversa americana tem permanecido uma visão dominante entre os estabelecimentos acadêmicos. Até os anos 1960s e 70s, entretanto, a maioria dos estudiosos da música nos Estados Unidos continuaram a estudar a música, limitando-se somente a certos campos da música americana, especialmente estilos clássicos e líricos derivados da Europa, e às vezes o jazz afro-americano. Musicologistas mais modernos tem estudado assuntos que vão desde a identidade musical nacional a identidade de estilos e técnicas individuais de comunidades específicas em um tempo particular da história americana. Estudos recentes da música americana incluem o Music in the New World de Charles Hamm em 1983, e America’s Musical Life de Richard Crawford em 2001. CINEMA BRITÂNICO Uma das indústrias de cinema mais importantes na Europa é a britânica. Com uma identidade única e sua constante competição pelo domínio contra Hollywood, os filmes feitos no Reino Unido (como Harry Potter ou Um Lugar Chamado Notting Hill) estão entre os mais assistidos em todo o mundo. Mas o que 23 aconteceu antes? Como o cinema se desenvolveu na Grã-Bretanha? Quais foram suas realizações esquecidas? Os primórdios Tudo começou em Leeds, no norte da Inglaterra, quando o francês Louis Le Prince (anunciado como o “Pai da Cinematografia” desde 1930) gravou a primeira imagem em movimento do mundo em 1888. Depois dele, o fotógrafo e inventor William Friese-Greene desenvolveu as primeiras imagens em movimento em celuloide um ano depois, patenteando o processo em 1890. O Reino Unido manteve seu pioneirismo na indústria e, em 1899, o inventor e cineasta Edward Raymond Turner desenvolveu os primeiros filmes em cores, que patenteou um processo de imagem em movimento aditivo de 3 cores. O mais antigo filme em cores foi encontrado em 2012 pelo British National Media Museum em Bradford, e remonta a 1902. No entanto, é importante observar que se acreditava que outro britânico, George Albert Smith, tenha desenvolvido o primeiro sistema em cores, o Kinemacolor, em 1908. Durante a década de 1910 até meados de 1920, o cinema britânico começou a ficar para trás do americano, devido ao maior mercado do outro lado do Atlântico e da Primeira Guerra Mundial (uma época em que as finanças no país estavam concentradas na Guerra). Esta era viu as obras notáveis de Charlie Chaplin no cinema mudo, apesar d suas primeiras aparições e sucessos em filmes tenham ocorrido nos EUA. No auge de sua carreira, Chaplin enfrentou inúmeros escândalos, incluindo suas conexões com o comunismo na América na década de 40. Por fim, ele deixou o país e se estabeleceu na Suíça em 1953, onde morreu em 1977. Entre os mais importantes filmes de Chaplin estão Luzes da Cidade (1931), Tempos Modernos (1936) e O Grande Ditador (1940). 24 A década de 30 viu o surgimento do homem que viria a ser conhecido como “O Mestre do Suspense”. Chantagem e Confissão (1929) de Alfred Hitchcock é frequentemente considerado como a primeira apresentação com som britânica pelos historiadores. Hitchcock foi outro talento britânico que fugiu para os EUA após seu sucesso nacional, onde foi apelidado de “Alfred, o Grande”. Em março de 1939, ele se mudou para Hollywood onde filmou Rebecca (1940), que ganhou o Óscar de Melhor Fotografia, Interlúdio (1946), Disque M para Matar (1954), Janela Indiscreta (1954), Psicose (1960), entre outros. Em 1980, Hitchcock morreu aos 80 anos em Bel Air. O primeiro documentário do Reino Unido também chegou durante esta época, incluindo Drifters (1929) e Night Mail (1936) de John Grierson. Durante a década de 1930, duas outras entidades valiosas floresceram na indústria do país: o British Film Institute e o National Film Archives. Atualmente, elas mantêm e desenvolvem uma biblioteca de filmes não exclusivamente composta por filmes britânicos, mas também com filmes internacionais. Essas instituições também restauram as impressões danificadas e transferem nitrato para uma película de segurança. Segunda Guerra Mundial e Era Pós-Guerra Enquanto a Segunda Guerra Mundial se intensificava, o cinema britânico concentrou seus esforços em documentários, embora as produções tenham sido menos numerosas do que nos anos anteriores. Durante esses anos, Humphrey Jennings começou sua série distinta de documentários, incluindo London Can Take It! (1940), sobre a Blitz de Londres. Depois da guerra, uma nova abordagem do cinemasurgiu graças a jovens diretores como David Lean, que produziu filmes importantes a partir desta época 25 como Desencanto (1945) e suas adaptações de Dickens, Grandes Esperanças (1946) e Oliver Twist (1948). Na década de 50, as produções britânicas começaram a se concentrar nas comédias populares, dramas da Segunda Guerra Mundial e alguns filmes de terror, os quais levaram a produções de realismo social. Esta última onda, que começou no final da década e durou quatro anos, foi normalmente caracterizada por protagonistas jovens revoltados. Entre os filmes mais populares da década estavam Drácula (1958), com Cristopher Lee como o famoso vampiro, Um Gosto de Mel (1961) de Tony Richardson, e Meu Passado Me Condena (1961), uma história sobre a chantagem de homossexuais. Um boom nos anos 60 Os produtores americanos se interessaram novamente pelo cinema britânico durante essa década, e filmes que combinavam sexo com lugares exóticos, violência ocasional e humor autorreferencial foram um sucesso estrondoso. Os filmes de James Bond, estrelados por Sean Connery, que se transformaram em grandes sucessos em todo o mundo, são exemplos perfeitos disso. A década também foi marcada pela mudança contínua de diretores americanos para a Grã-Bretanha, liderado por Joseph Losey e Stanley Kubrick. É notável que quatro dos vencedores do Oscar de Melhor Filme da década foram produções britânicas, incluindo seis prêmios Oscar para o musical Oliver! (1968). Outro filme de sucesso da década foi Lawrence da Arábia de David Lean (1962), estrelado por Peter O’Toole. Uma censura menos rígida 26 Depois da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico reforçou seu controle sobre o conteúdo dos filmes. No entanto, a partir dos anos 70, a mão de ferro começou a abrandar, dando espaço para novas e controversas histórias. Exemplos perfeitos incluem clássicos cult como o Os Demônios de Ken Russell (1970), Sob o Domínio do Medo de Sam Peckinpah (1971) e Laranja Mecânica de Stanley Kubrick (1971). Foi neste exato momento que produções de sucesso decolaram, com o maior exemplo sendo o sucesso de artistas como Monty Python, que tiveram um sucesso comercial massivo com Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado (1975) e Monty Python: A Vida de Brian (1979). O declínio dos anos 80 e o renascimento A década de 80 representou um período de recessão horrível para a indústria cinematográfica britânica. Em 1980, apenas 31 filmes britânicos foram produzidos, uma queda de 50% em relação ao ano anterior e o nível de saída mais baixo desde 1914. No entanto, isso levou diferentes canais nacionais a aumentarem seus esforços na produção cinematográfica, criando, assim, um enorme entusiasmo por uma nova geração de atores e cineastas. Esse entusiasmo pagou filmes como Carruagens de Fogo (1981) de Hugh Hudson, que ganhou quatro prêmios Oscar em 1982, incluindo Melhor Fotografia. Essa década também viu o surgimento de diretores como Ridley Scott e atores como Gary Oldman, Colin Firth, Tim Roth e Rupert Everett, que rapidamente ganharam reconhecimento internacional. 27 Uma nova abordagem comercial e os dias de hoje A década de 90 começou com dificuldades para o cinema britânico, uma vez que poucos filmes fizeram sucesso comercial significativo, tanto localmente como no estrangeiro. No entanto, uma nova tendência teve início em 1994 com Quatro Casamentos e um Funeral de Richard Curtis, trazendo um interesse renovado e investimentos no setor. Tal esforço se transformou em sucessos comerciais em todo o mundo como De Caso com o Acaso (1998), Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) e os filmes de Bridget Jones, todos com um padrão de comédia romântica. Depois disso, a nova era que começou para o cinema britânico a partir da década de 2000 viu ainda mais dinheiro fluindo para apoiar a indústria com grandes projetos, como a saga Harry Potter e outros projetos como Filhos da Esperança (2006), e o filme que ganhou um Oscar, O Discurso do Rei (2011) 28 CINEMA ESTADUNIDENSE O cinema dos Estados Unidos, além de uma forma de expressão cultural específica de um povo (no caso, o povo dos Estados Unidos), é, também, uma das mais bem-sucedidas indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de nem todos os filmes dos Estados Unidos serem produzidos em Hollywood, a localidade tornou- se sinônimo desta indústria nacional. A influência do cinema americano no resto do mundo é avassaladora e permanece, geralmente, como uma referência para o público mundial, que, em termos gerais, prefere esta cinematografia aos filmes dos seus próprios países. Com o passar das décadas, Hollywood se tornou símbolo do poderoso e fantástico cinema estadunidense, sediando premiações e abrigando homenagens públicas para os mais destacados artistas de cinema e musicais do mundo. O local 29 também é famoso pelo grande letreiro chamado Sinal de Hollywood e pela enorme concentração de pessoas ricas e famosas que moram no distrito ou distritos próximos. Devido à sua fama e identidade cultural como o centro histórico de estúdios e astros de cinema, a palavra “Hollywood” é frequentemente usada como uma metonímia do cinema americano, e é muitas vezes usada alternadamente para se referir à Grande Los Angeles em geral. As alcunhas StarStruck Town e Tinseltown referem-se a Hollywood e sua indústria cinematográfica. Atualmente, grande parte da indústria do cinema se dispersou em áreas vizinhas, como a região de Westside, entretanto, significativas indústrias auxiliares, tais como empresas de edição, efeitos, adereços, pós-produção e iluminação permanecem em Hollywood, como o backlot da Paramount Pictures. Muitos teatros históricos de Hollywood são utilizados como pontos de encontro e palcos de concerto de principais estreias cinematográficas além de sediar o Oscar. É um popular destino para a vida noturna e o turismo, e abriga a Calçada da Fama. Embora não seja uma prática comum da cidade de Los Angeles estabelecer limites específicos para distritos ou bairros, Hollywood é uma exceção recente. Em 16 de fevereiro de 2005, os deputados da Assembleia do Estado da Califórnia Jackie Goldberg e Paul Koretz apresentaram um projeto de lei para requerer que a Califórnia mantivesse registros específicos em Hollywood, como se fosse independente. Para que isso pudesse ser feito, os limites foram definidos. Este projeto foi apoiado unanimemente pela Câmara de Comércio de Hollywood e pelo Los Angeles City Council, sendo aprovado pelo então governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, em 28 de agosto de 2006, permitindo que o distrito de 30 Hollywood possuísse fronteiras oficiais. A fronteira pode ser vagamente descrita como a área a leste de Beverly Hills e West Hollywood, ao sul de Mulholland Drive, Laurel Canyon, Cahuenga Boulevard e Barham Boulevard, e as cidades de Burbank e Glendale, ao norte da Avenida Melrose e a oeste do Golden State Freeway e da Avenida Hyperion. A LÍNGUA INGLESA, A ECONOMIA E O COMÉRCIO A maioria das economias nacionais está se tornando cada vez mais dependente do comércio internacional, o que representa mais de 30% do PIB mundial, em comparação aos 20% de duas décadas atrás. A língua comum necessária para essas transações globais é esmagadoramente o inglês. Existe uma forte correlação entre a proficiência em inglês e muitos indicadores relacionados à importação e à exportação, incluindo o desempenho logístico (Gráfico A), documentos para exportação e tempo para importação. 31 Um melhor ambiente para os negócios 32 Países com altos níveis de proficiência em inglês apresentam um melhor desempenho em importantes métricas relacionadas à facilidade de fazer negócios. A correlação entre a facilidade de fazer negóciose a proficiência em inglês (Gráfico B) tem sido consistentemente forte em todas as edições do EF EPI. Embora os empresários não precisem da língua inglesa para fazer negócios em nível nacional ou local, uma proporção cada vez maior de empresas opera internacionalmente: como parte de uma cadeia de suprimentos global, como clientes de produtos finais, ou como concorrentes de empresas semelhantes no exterior. 33 A língua inglesa e o desenvolvimento econômico Para economias ao redor do mundo, uma maior proficiência em inglês acompanha benefícios significativos. A proficiência em inglês está correlacionada a uma série de indicadores econômicos, incluindo o produto interno bruto e a renda nacional bruta per capita (Gráfico C). Para países em desenvolvimento, a transição econômica da manufatura para uma economia baseada no conhecimento requer adultos com fortes habilidades na língua inglesa que possam colaborar internacionalmente. Nesse sentido, há uma forte correlação entre a proficiência em inglês e as exportações de serviços (Gráfico D). 34 Diversidade linguística Embora a Europa tenha seguido uma estratégia especial de promover o poliglotismo, o continente não é o único em sua diversidade linguística. Muitos países têm várias línguas nacionais, além de línguas tribais e regionais. Algumas economias em desenvolvimento têm um único parceiro comercial dominante, geralmente uma antiga potência colonial com quem eles se comunicam em uma língua diferente do inglês. Essa língua tende a ser ensinada como primeira língua estrangeira nas escolas e é frequentemente a língua oficial usada no ensino secundário ou superior. Embora não exista uma única abordagem universal para o desenvolvimento da proficiência em inglês nesses diversos cenários linguísticos, as autoridades 35 políticas devem perceber que o ensino da língua inglesa não necessariamente impacta negativamente no ensino de outras línguas estrangeiras. A língua inglesa nos países menos desenvolvidos A língua inglesa também é uma parte essencial do cenário econômico nos países menos desenvolvidos do mundo. De acordo com estimativas baseadas nos dados da Organização Mundial de Turismo da ONU, as chegadas de turistas internacionais nos países menos desenvolvidos do mundo aumentaram de quatro milhões em 1995 para 25 milhões em 2014. Embora os turistas internacionais sejam provenientes de todas as partes do mundo, eles costumam usar o inglês como língua universal. Uma força de trabalho local capaz de atender às demandas crescentes da indústria do turismo pode trazer o crescimento tão necessário para as regiões em desenvolvimento. 36 REFERÊNCIAS Daiane (?). As origens da língua inglesa. Disponível em: <http://englishmaze.wordpress.com/2011/01/25/as-origens-da-lingua-inglesa/>. Acesso em: 22 mai. 2012. VENTURINI, Laercio. Origem e desenvolvimento da língua inglesa. 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