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Classificação Funcional de Vias

Trecho de manual técnico sobre classificação funcional de rodovias, com definições para vias rurais e urbanas e descrição da Via Classe 0, incluindo controle total de acesso, pista dupla, ênfase na função mobilidade, controle do uso do solo e níveis de serviço.

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Manual de Implantação Básica de Rodovia 
 
42 
MT/DNIT/IPR 
2.1.2.3 - Definição e análise das diferentes classes de rodovias 
No Glossário de Termos Técnicos do DNIT, elaborado no ano 2000, constam, relativamente à 
classificação funcional, as seguintes definições: 
a) Classificação funcional das vias 
Processo de agrupar as vias em sistemas, grupos e classes, de acordo com o tipo de serviço que as 
mesmas proporcionam. 
b) Classificação funcional das vias rurais 
Classificação baseada na posição hierárquica ocupada dentro da rede viária, decorrente da função 
exercida. A importância dessa função é considerada diretamente proporcional ao porte (demográfico, 
político e/ou econômico) das localidades servidas, aos volumes de tráfego e à distância média de 
viagem desse tráfego na rodovia. Assim sendo, as vias rurais podem fazer parte do sistema arterial, do 
sistema coletor e do sistema local. 
c) Classificação funcional das vias urbanas 
Classificação baseada na posição hierárquica ocupada dentro da rede viária, decorrente da função 
exercida. Essa classificação resulta da integração dos seguintes quatro requisitos: função da via; tipo 
de trânsito; uso do solo lindeiro e espaçamento. Consequentemente, as vias urbanas podem ser 
classificadas em: vias urbanas expressas, vias urbanas arteriais, vias urbanas coletoras e vias locais. 
d) Via Classe 0 - Rodovia do mais elevado padrão técnico, com controle total de acesso, devendo 
possuir, no mínimo, pista dupla. Esta classe é adotada: quando a função absolutamente preponderante 
da rodovia for a de atender à demanda do tráfego de passagem por uma região (função mobilidade), 
sem maiores considerações quanto ao atendimento do tráfego local e das propriedades lindeiras 
(função acessibilidade) que, por hipótese, devem ser atendidas por outras vias; quando há 
interferência recíproca entre atividades humanas nas propriedades lindeiras ou áreas vizinhas à faixa 
de domínio (pedestres, paradas de ônibus, tráfego local), e o fluxo de tráfego direto causar atritos 
indesejáveis, sob aspectos operacionais e de segurança (controle do uso do solo); quando a rodovia 
constituir trecho ou parte de um sistema viário (conjunto de estradas do mesmo padrão), cujas 
características técnicas e operacionais se desejar manter uniformes e homogêneas; quando os volumes 
de tráfego forem elevados e os custos operacionais o justificarem (geralmente não inferiores àqueles 
que requerem uma rodovia classe I-A). Os níveis de serviço desta classe são iguais aos da classe I-A.

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