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GRUPO SER EDUCACIONAL UNINASSAU DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV- PEDAGOGIA SUZANA MARIA DE FRANÇA RELATÓRIO PARCIAL RELATÓRIO PARCIAL DE ESTÁGIO IV - EM AMBIENTES NÃO ESCOLARES Tangará/RN 2024 2 SUZANA MARIA DE FRANÇA RELATÓRIO PARCIAL DE ESTÁGIO IV - EM AMBIENTES NÃO ESCOLARES Relatório Parcial apresentado ao Curso de Graduação em Pedagogia da UNINASSAU, como requisito parcial para aprovação na disciplina de Estágio Supervisionado IV. Tangará/RN 2024 3 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO................................................................................................ 3 2 OBSERVAÇÃO DA ROTINA E DOS SUJEITOS........................................... 8 3ANÁLISE DOCUMENTAL DA INSTITUIÇÃO DE ESTÁGIO..........................10 4 ENTREVISTA OU QUESTIONÁRIO............................................................. 12 5 PLANO DE AÇÃO/INTERVENÇÃO ..........................................................14 6 REFERÊNCIAS ......................................................................................15 ANEXO.............................................................................................................16 4 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho refere-se ao relatório de Estágio Supervisionado IV em espaços não escolares, realizado no Centro de Referência da Assistência Social - CRAS, José Pedro Honorato localizado à rua Aprígio Fernandes SN, Tangará - RN - cep:59240.000. Visa apresentar a importância do estágio para a formação pedagógica em espaços não escolares, tendo como objetivo promover reflexões acerca dos ambientes não escolares pois possui diversos campos em que o pedagogo pode inserir-se, como exemplo a pedagogia hospitalar, a pedagogia empresarial e a pedagogia social. Segundo Caliman (2010, p.17) a “ pedagogia social tem sido definida como uma disciplina que produz, para as instituições socioeducativas, soluções educacionais prioritariamente preventivas e curativas para situações conflituosas e problemáticas vividas por indivíduos ou grupos”. O presente estágio foi orientado pela supervisora do Programa Criança Feliz Virgiane Oliveira e Silva, autorizado pela Secretária Municipal da Assistência Social Marli Guilherme de Oliveira, o referido Centro de Referência da Assistência social foi escolhido por apresentar boa localização, e atender os critérios exigidos para o estágio supervisionado IV em espaços não escolares. 1. Histórico da instituição O Centro de Referência da Assistência Social- CRAS José Pedro Honorato cujo CNPJ:081590890001-45 é um equipamento público mantido pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento Social). Ele foi criado com o objetivo de fornecer apoio e proteção assistencial a pessoas que residem em áreas consideradas de vulnerabilidade social, garantindo proteção e apoio aos cidadãos, ou seja, as famílias e indivíduos no enfrentamento de suas dificuldades por meio de serviços, benefícios e projetos. O Centro de Referência de Assistência Social - CRAS é a porta de entrada da política de Assistência Social. As ações desenvolvidas neste espaço visam prevenir situações de risco, utilizando-se de estratégias de fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. No município de Tangará -RN por se tratar de 5 pequeno porte I, pode-se referenciar até 2.500 famílias, atualmente conta com aproximadamente 77 famílias ainda em acompanhamento. O Programa Criança Feliz surge como uma importante ferramenta para que as famílias que tenham crianças entre zero e seis anos ofereçam a seus pequenos meios para promover seu desenvolvimento integral. É um método alinhado ao Marco legal da Primeira Infância que traz as diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas para a primeira infância em atenção à particularidade e à importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento infantil e no desenvolvimento do ser humano. Foi instituído por meio do Decreto nº 8.869, de 5 de outubro de 2016, e alterado pelo Decreto nº 9.579, de 22 de novembro de 2018, de caráter intersetorial e com a finalidade de promover o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância, considerando sua família e seu contexto de vida. O programa Criança Feliz - PCF o qual acompanhamos no estágio supervisionado IV está presente no município desde 2017 por adesão do município ao governo federal acompanha 100 famílias distribuídas entre o público alvo, crianças de 0 a 3 anos, crianças de 0 a 06 anos beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada - BPC e gestantes. Todos devem estar inscritos e com cadastros atualizados no cadastro Único dos Programas Federais. Atualmente, o Programa Criança Feliz - PCF do município de Tangará- RN, atende 102 crianças de 0 a 6 anos. Os objetivos do programa são: ● Promover o desenvolvimento infantil integral; ● Apoiar a gestante e a família na preparação para o nascimento da criança; ● Cuidar da criança em situação de vulnerabilidade até os seis anos de idade; ● Fortalecer o vínculo afetivo e o papel das famílias no cuidado, proteção e na educação das crianças; ● Estimular o desenvolvimento de atividade lúdicas; ● Facilitar o acesso das famílias atendidas às políticas e serviços públicos de que necessitem. 2. Estrutura administrativa 6 O Centro de Referência da Assistência Social - CRAS José Pedro Honorato conta com uma equipe de referência composta por um coordenador, dois Assistentes Sociais, um psicólogo, um auxiliar administrativo, um coordenador de serviço de convivência, um supervisor do programa Criança Feliz, três visitadores, três monitores sociais de oficinas, uma recepcionista e um auxiliar de serviços gerais. 3. Descrição do ambiente O Centro de Referência da Assistência Social - CRAS José Pedro Honorato apresenta sua estrutura física da seguinte forma rampa com acessibilidade, uma sala de coordenação, uma sala de atendimento psicossocial, uma sala de Supervisão do programa Criança Feliz, uma sala do administrativo, uma sala de coordenação dos Serviços de convivência, uma sala de coordenação CRAS, uma cozinha com refeitório, sete banheiros, três femininos, três masculinos e um para os funcionários com acessibilidade, um almoxarifado, um depósito para alimentos, um auditório e um espaço de convivência com área coberta que atende a demanda de suas atividades satisfatoriamente. 4. Participação da comunidade na instituição O Centro de Referência da Assistência Social - CRAS José Pedro Honorato passou a atuar no município de Tangará/RN no ano de 2007, desde então a comunidade desempenha um papel fundamental para os serviços ofertados a comunidade, pois observa-se que as condições socioeconômicas e culturais da maioria das famílias de baixa renda fixa ou a garantia de direitos trabalhistas como carteira assinada. outro dado que demonstra a renda da comunidade é o número de famílias atendidas por programas sociais, como bolsa família e programa do leite os quais fazem parte da política da Assistência Social. O Centro de Referência da Assistência Social - CRAS José Pedro Honorato promove cursos de gestantes, oficinas como futebol, capoeira, e música para crianças e adolescentes de baixa renda, ainda faz um trabalho de serviço de convivência com idosos da terceira idade, promovendo encontros entres eles uma vez por semana, proporcionando a integração e a troca de experiências entre os participantes valorizando o sentido da vida coletiva, além de fortalecer as relações familiares e comunitárias, haja vista que este é o objetivo principal do serviço ofertadono mesmo. 7 5. recursos tecnológicos O Centro de Referência da Assistência Social - CRAS José Pedro Honorato salas contêm ar condicionado em suas salas de atendimento, armários, birôs, cadeiras, 2 computadores e 2 notebooks, 1 impressora, 1 datashow, 1 aparelho de DVD, 1 caixa de som e 2 microfones à disposição de suas equipes. 6. contexto geopolítico e social O Centro de Referência da Assistência Social - CRAS, José Pedro Honorato está situado no bairro da Pinha no município de Tangará/RN. A região é considerada em uma parte do bairro como extrema pobreza, com alto índice de pessoas analfabetas e crianças em situação de vulnerabilidade social, ao entorno do centro de referência situa-se a comunidade cigana existente no município, Tangará é uma cidade-polo com maior número de ciganos no Rio Grande do Norte, sendo estes protagonistas dos serviços ofertados pelo centro, a região enfrenta desafios sociais, culturais e econômicos. Um dos grandes desafios enfrentados pelo município de Tangará/RN é constatar uma grande parte da população sem direito às políticas públicas no que concerne ao esporte, cultura e lazer. Em sua maioria as crianças e adolescentes ocupam o seu tempo em situações de risco social, envolvendo-se com alcoolismo e drogas, causando conflitos e desagregação de ordem social e familiar aumentando assim a violência doméstica. A cultura da violência está cada vez mais presente nos diferentes ambientes sociais, da família e da sociedade que são fortalecidas ainda mais pela mídia através de notícias onde principalmente os adolescentes e os jovens são apontadas em sua em sua maioria, como os causadores dessa violência. Diante desse contexto social em que esta parte da cidade está inserida, o Centro de Referência da Assistência Social- CRAS José Pedro Honorato é um divisor de águas para as crianças e adolescentes pois através deste é possível tirar das ruas aquelas crianças em situação de vulnerabilidade social e mostrar a elas e suas famílias um novo a caminho a trilhar. Vale ressaltar a importância do papel da referida instituição na promoção da educação e assistência social. A pluralidade é uma 8 característica marcante da região, com uma mistura de culturas e classes sociais. 2 A OBSERVAÇÃO DA ROTINA E DOS SUJEITOS Nesta seção do relatório, serão registradas as observações feitas durante o acompanhamento das atividades da pedagoga Virgiane Oliveira e Silva, que atua no Centro Referência da Assistência Social - CRAS José Pedro Honorato. O objetivo é analisar as práticas pedagógicas realizadas na instituição, refletindo sobre sua eficácia e adequação à realidade local. A supervisora Virgiane Oliveira e Silva explicou que a cada início de mês faz um planejamento das atividades que serão ministradas pelas visitadoras em suas visitas domiciliares com as crianças e gestantes para aplicação do CDC - Cuidados para o Desenvolvimento da Criança, neste momento ela explicou o que é metodologia CDC - Cuidados para o Desenvolvimento da Criança, é uma metodologia utilizada em vários países e foi adaptada para o Programa Criança Feliz, esta metodologia prioriza o desenvolvimento infantil através de brincadeiras simples e trabalha aspectos como coordenação motora, comunicação e linguagem, cognição, interação e fortalecimento de laços parentais. Durante o planejamento do qual participei, pude observar e aprender sobre esta metodologia, ela explicou que o Programa não pode comprar os brinquedos a serem utilizados, mais a equipe pode produzir seus próprios brinquedos, durante a observação vi que a equipe estava produzindo alguns brinquedos e materiais para utilizarem em suas visitas com o tema do dia internacional da mulher e para a páscoa, a equipe trabalha produzindo brinquedos e materiais recicláveis muitas vezes até com o que as famílias têm em casa, como garrafas pet em que elas conseguiram transformar em garrafinhas sensoriais para trabalhar com as crianças, conseguem fazer chocalhos e outros brinquedos, tudo para estimular a coordenação motora dos pequenos. O chocalho, por exemplo, é indicado dos nove aos doze meses para estimular a musicalidade, linguagem, noção de causa e efeito, desenvolvimento auditivo e a firmeza das mãos da criança, assim, explicaram as visitadoras do programa. Durante as observações acompanhei a produção de um chocalho sensorial que será entregue na semana da páscoa 9 com um mimo de chocolates, o chocalho serve para a criança brincar e desenvolver suas capacidades sensoriais. A metodologia utilizada durante as visitas permite que o visitador, junto ao supervisor, tenha autonomia para observar as habilidades da criança e perceber o que pode ser trabalhado e com qual intensidade para que a criança melhore suas aprendizagens. durante a observação pude observar que ao iniciar o trabalho com a família a visitadora faz uma entrevista para identificar as questões específicas da criança e família, e as habilidades que serão trabalhadas. Ao fim de cada visita a ficha de orientação é preenchida “Plano de Visita”, a partir disso, são definidas estratégias de acordo com a faixa etária das crianças, cada criança tem uma ficha, que serve para conhecê-la melhor, ter uma ideia de quais atividades ela consegue fazer ou não, a partir daí, as visitadoras passam as atividades para os cuidadores desenvolverem com as crianças, neste caso os cuidadores desenvolvem as atividades com as crianças enviam vídeos para a equipe do Programa Criança Feliz. Os pais ou os cuidadores são estimulados a fazerem elogios direcionados à criança, a usar com frequência o sorriso e a troca de olhares, o que gera auto satisfação com as conquistas e faz com que os pequenos se sintam seguros e acolhidos, os depoimentos são muitos, o que nos leva a olhar diferente para o outro, a ter um novo olhar para a pedagogia. Durante as observações pude participar de uma ação SUAS realizada pelo Centro de Referência da Assistência Social em consonância com a Secretaria Municipal da Assistência Social em alusão ao dia Internacional da Mulher a ação contou com diversos serviços e palestras para as mulheres, dia de beleza, saúde da mulher com vários estandes e um em especial o do Programa Criança Feliz com o Tema Primeira Infância no SUAS, onde foram realizadas brincadeiras diversas com as crianças presentes, bem como orientações às mães dos pequenos. Finalizando minhas observações, ficou evidente que o papel do profissional pedagogo nesta instituição é promover um ambiente de conhecimento estimulante e significativo, dando possibilidade às pessoas de adquirirem novas habilidades que podem enriquecer seu currículo e ajudar a melhorar sua qualidade de vida. Além disso, o profissional pedagogo assume um papel de 10 mediador entre o conhecimento científico e a aplicação prática do que os discentes aprendem. O estágio em espaço não escolar me proporcionou vivenciar como é a atuação do pedagogo fora do ambiente escolar, mostrando a importância deste profissional para o desenvolvimento de outras instituições, haja vista, que o processo educacional está presente em vários ambientes sejam formais ou informais. 3 ANÁLISE DOCUMENTAL DA INSTITUIÇÃO DE ESTÁGIO No Centro de Referência da Assistência Social fui bem acolhida por todos os funcionários e equipe do Programa Criança Feliz me permitiram acesso aos documentos da instituição como o PMAS - Plano Municipal da Assistência Social que visa comprovar o empenho na implantação e implementação da Política Nacional de Assistência Social - PNAS e do Sistema Único da Assistência Social - SUAS no município de Tangará/RN, concretizando a política de Assistência social como direito do cidadão e dever do Estado, regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS - Lei nº 8.742/93, e definida no artigo 18, da Norma OperacionalBásica do SUAS_NOBSUAS 2012. Com aprovação do Sistema Único de Assistência Social -SUAS em 2004, instituído inicialmente por resoluções do Conselho Nacional de Assistência Social, e a Política Nacional de Assistência Social, em todos os Municípios automaticamente passaram a ser gestão inicial. Nesse processo os mesmos foram se organizando para as referidas mudanças de nível de gestão. No município de Tangará - RN não foi diferente, passou a fazer da gestão básica, possibilitando novos serviços sócio assistenciais para a população em situação de vulnerabilidade. O Plano Municipal da Assistência Social é um dos instrumentos de gestão da política de Assistência social e se caracteriza por ser um instrumento de planejamento que organiza, regula e norteia a execução da Política Nacional de Assistência Social, na perspectiva do Sistema Único de Assistência Social. Para a elaboração deste plano foi necessário o envolvimento dos trabalhadores da Secretaria Municipal da Assistência Social, e de seus instrumentos e da rede local de atendimento (saúde, educação e outros), também participou os usuários 11 da política e entidades, a sociedade civil por meio das conferências Municipais da Assistência Social, programas e serviços, a serem financiados à população. O plano tem duração de quatro anos para os serviços socioassistenciais e pode sofrer alterações de acordo com as necessidades do setor da referida secretaria com aprovação do Conselho Municipal de Assistência Social. Sendo assim pode-se dizer que a política pública pode e deve ser pensada, discutida e elaborada em conjunto com os diversos segmentos, para que o Plano Municipal possa ser conhecido e facilmente monitorado e avaliado por todos. O órgão gestor da Assistência Social de Tangará/RN apoia os programas sociais e executa atividades de planejamento, organização e execução de ações desenvolvidas pela gestão e pelos serviços, produzindo, sistematizando e analisando informações territoriais: ● Sobre as situações de vulnerabilidade e risco que incidem sobre famílias e indivíduos; ● Sobre os padrões de oferta dos serviços e benefícios socioassistenciais, considerando questões que prejudicam o padrão de financiamento, ao tipo, volume, localização e qualidade das ofertas e das respectivas condições de acesso. Também constam no referido Plano os programas e serviços socioassistenciais, tais como o BPC - Benefício de Prestação Continuada que constitui uma das mais importantes ferramentas de distribuição de renda no âmbito da assistência social, tendo sido instituído ainda na Constituição Federal de 1988. Além do BPC, a Assistência Social desenvolve diversos tipos de programa, ações e atendimentos, considerando seus espaços institucionais, como é o caso do Centro Referência da Assistência Social-CRAS e o Programa de Atenção Integral à Família - PAIF. O objetivo geral é garantir de maneira qualificada e eficaz a execução das ações previstas no Plano Municipal de Assistência Social 2018-2021, ainda não foi feito um novo plano para esta gestão, então a Secretaria de Assistência Social do município de Tangará/RN, continua com o mesmo Plano fazendo adequações através do Conselho Municipal da Assistência Social. Ainda constam no referido plano as diretrizes de demanda social, as diretrizes de indicadores sociais, as diretrizes em relação à rede socioassistencial, as diretrizes de capacidade de gestão, as metas, a monitoração e a avaliação. 12 O Plano Municipal de Assistência Social possibilita uma visualização ampla de como será executada a Política de Assistência Social no município, para o alcance das metas estabelecidas, de acordo com as prioridades e com disponibilidade de recursos. Desta forma, deverá ser viabilizada avaliação da eficácia e da efetividade das ações propostas, permitindo esta avaliação a médio e longo prazo. 4 ENTREVISTA OU QUESTIONÁRIO 1. Em seu cargo atual quais são as suas responsabilidades? Educador: Por ser coordenadora da Proteção social e básica e supervisora do programa Criança Feliz, minha função é planejar, monitorar, alimentar sistemas de informações do SUAS, subsidiar os processos de informações e qualificações da equipe de referência. 2. O seu trabalho pode ser feito apenas por pedagogos? Educador: Não, nas resoluções do CNAS - Conselho Nacional da Assistência Social, reconhece as categorias essenciais de gestão SUAS - Sistema Único da Assistência Social: Assistente Social, Psicólogo, antropólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, economistas e administradores. 3. Quais foram as suas maiores dificuldades encontradas na formação para a realização deste trabalho? Educador: Atuar na prevenção de situações de risco e no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, é desafiador, todo trabalho de prevenção demonstra uma complexidade, limitado as fragilidades decorrentes da pobreza. 4. Você sentia-se preparada para atuação em espaços não escolares? Educador: Não, tive que estudar muito as legislações do SUAS, para poder desempenhar a função. 5. De que forma se caracteriza a prática do pedagogo dentro desta instituição? Educador: O pedagogo social envolve criação e implementação de projetos educacionais que visam a inclusão, o empoderamento e a transformação social de grupos em situações de vulnerabilidade ou exclusão. 13 6. Quais são os principais desafios que você como pedagoga enfrenta nesta instituição? Educador: Promover o “estímulo” aos mais vulneráveis, diversas vezes em condições de trabalho deficientes e desvalorização salarial. 7. De que forma se caracterizam os resultados da atuação do pedagogo nesse espaço de trabalho? Educador: Compreende-se que a prática desenvolvida nos espaços de educação não formal, resulta na promoção de estratégias que primam viabilizar o acesso a uma prática educativa para a cidadania, proporcionando ao indivíduo uma contextualização entre a realidade vivida e suas potencialidades, caracterizando-os como sujeito de produção. 8. Quais são os saberes necessários para sua atuação como pedagogo nesta instituição? Educador: É necessário entender as Normas Operacionais Básicas do SUAS - Sistema Único da Assistência Social, Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS, e o Plano Municipal da Assistência Social - PMAS. 9. Quais são os saberes necessários para a sua atuação como pedagoga nesta instituição? Educador: para minha atuação é necessário capacitação em multiplicação do guia de visita domiciliar - GVD, capacitação em multiplicador municipal em cuidado no desenvolvimento da criança - CDC e formação em nível superior. Finalizando a entrevista com a educadora a senhora Virgiane Oliveira e Silva do Centro de Referência da Assistência Social-CRAS José Pedro Honorato possibilitou uma perspectiva aprofundada acerca do papel do profissional da pedagogia em ambientes não escolares. Ficando claro que o pedagogo diante desse contexto desempenha um papel de facilitador do aprendizado, oportunizando a reflexão crítica, a inclusão e o desenvolvimento pessoal dos integrantes. Os procedimentos pedagógicos empregados, que incluem a adaptação às demandas da comunidade, o uso consciente de recursos tecnológicos e a promoção da cidadania ativa, destacam a flexibilidade e a importância desse profissional. 14 As declarações da educadora manifestam a importância deste profissional em espaços não escolares, impactando diretamente as vidas das pessoas e contribuindo para a construção de comunidades mais informadas, envolvidas e solidárias. 5 PLANO DE INTERVENÇÃO DATA DE APLICAÇÃO: 11, 16, 17 de abril de 2024 NOME DA INSTITUIÇÃO: CRAS – José Pedro Honorato PÚBLICO ALVO: Crianças do Programa Criança Feliz - PCF DURAÇÃO: 40 minutos TEMÁTICA ABORDADA Estimulando a fala brincando HABILIDADE(S) DESENVOLVIDA(S) ● Contato visual● Sorriso social ● Imitação ● Seguir instruções JUSTIFICATIVA A escolha do tema deste trabalho justifica-se em mostrar a importância do desenvolvimento da fala, da linguagem e de habilidades cognitivas que ocorrem nos primeiros anos de vida para estimular a fala das crianças é importante oferecer a elas ambientes ricos em linguagem, com conversas, leituras, música e interação social. OBJETIVOS Elaborar uma proposta de intervenção através de visita domiciliar para mostrar aos pais como estimular a fala e a comunicação das crianças através de brincadeiras. PROCEDIMENTOS NECESSÁRIOS PARA REALIZAÇÃO DA AÇÃO ● Elaborar o plano de visita com a equipe PCF ● Visita domiciliar ● Aplicação da intervenção com as crianças 15 RESULTADOS ESPERADOS: Desenvolver a habilidade da fala das crianças através do brincar. RECURSOS MATERIAIS ● Papel A4 ● Caneta RECURSOS DIGITAIS ● Computador RECURSOS HUMANOS ● equipe PCF ● aplicador REFERÊNCIAS https://neuroconecta.com.br/quais-sao-os-pre-requisitos-para-desenvolver-a-fala/ DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS Para a aplicação do plano de ação, com o tema “estimulando a fala brincando” será necessário visita domiciliar para mostrar aos pais que a criança pode desenvolver habilidades para falar através das brincadeiras, será mostrado folder explicativo de como estimular a criança a falar, encorajando os pais a observar as crianças, ouvindo-as, conversando, usando frases elaboradas, brincando, lendo, nomeando objetos, mostrando a importância do brincar para o desenvolvimento infantil. 6 REALIZAÇÃO DA AÇÃO/INTERVENÇÃO Durante o meu estágio no Centro de Referência Social – CRAS José Pedro Honorato, no programa Criança Feliz que faz um trabalho com crianças de zero a seis anos de idade em situações de vulnerabilidade social, tive a oportunidade de visitar famílias com crianças na faixa etária de dois a seis anos de idade, acarretando em uma experiência enriquecedora, vivenciando a realidade destas famílias e suas crianças que necessitam de estimulo e apoio para se desenvolver socialmente e emocionalmente. Minha intervenção consistiu na elaboração de um plano de visita para otimizar o processo de ensino aprendizagem para mostrar aos pais a importância do desenvolvimento da fala, da linguagem e de habilidades cognitivas que ocorrem nos primeiros anos de vida para estimular a fala das crianças, mostrando a https://neuroconecta.com.br/quais-sao-os-pre-requisitos-para-desenvolver-a-fala/ 16 importância de oferecer a estas crianças ambientes ricas em linguagem, com conversas, leituras, música e interação social. Durante as visitas utilizei panfletos para explicar o “brincar, porque e para que? Explicando por que é necessário para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, também foi utilizado o panfleto como “ajudar seu filho a lidar com suas emoções?” e também utilizei um outro panfleto o “desenvolvimento motor por idade” durante as visitas além dos panfletos utilizei o chocalho sensor criado pela equipe PCF para trabalhar estimulando a fala das crianças incentivando a participação dos pais. Durante as atividades de intervenção percebi que os pais não participam muito dessas atividades com as suas crianças e parece não ter muita importância talvez por se tratar de um grupo vulnerável cheios de desafios para superar tanto emotivos quanto financeiro, sendo difícil ter esse olhar voltado para o ensino aprendizagem de suas crianças, no entanto consegui com que eles participassem das atividades mostrando o quão é importante brincar com as crianças para estimular a sua fala e as suas emoções. A equipe PCF foi ótima me dando todo o suporte necessário, ótimas profissionais engajadas em fazer o melhor pelas crianças e suas famílias participantes do programa, foi uma experiência riquíssima, durante a intervenção não foi permitido fazer fotografias, haja vista, por se tratar de bairros dominados por facções, a equipe decidiu não fotografar durantes as visitas domiciliares. Apesar dos desafios, dos impasses, o estágio supervisionado em espaços não escolares foi de suma importância e muito gratificante, ver as famílias recebendo a equipe para essa intervenção mesmo sem entender e tentar fazer mesmo um pouquinho por eles mesmos e suas crianças, é muito gratificante. Vemos a importância de trabalhar o emocional dos mais vulneráveis, de dá o apoio social e emocional a essas famílias, trabalhando suas vulnerabilidades é muito enriquecedor para o profissional da pedagogia. Em síntese, o meu estágio no Centro de Referência Social – CRAS José Pedro Honorato no Programa Criança Feliz, foi cheio de possibilidades, enriquecedor, contribuindo tanto para mim como profissional, quanto para as crianças e suas famílias, juntos aprendemos, compartilhamos lições valiosas sobre educação e sobre pessoas, uma experiencia marcante para a jornada de uma pedagoga iniciante. 17 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS Meu estágio no Centro de Referência da Assistência Social - CRAS no Programa Criança Feliz que trabalha com crianças de zero a seis anos de idade em situação de vulnerabilidade social promovendo o desenvolvimento integral destas, foi uma experiência riquíssima pois é na primeira infância que a criança está mais propicia a aprender e desenvolver o seu potencial, como educadora desenvolver esse olhar especial voltado aos mais vulneráveis fez toda a diferença. durante o estágio experimentei situações desafiadoras e também inspiradoras, vendo de perto como o Programa Criança feliz funciona, que não é a experiência da sala de aula, mais que tem todo um planejamento para alcançar os resultados esperados. Aprendi a admirar a equipe PCF por sua dedicação a primeira infância pelo cuidado com o próximo, sempre empenhadas em dá o seu melhor, a resolver os conflitos surgidos no percurso das visitas, fazendo encaminhamentos necessários a rede de proteção, estimulando não só as crianças mais as suas famílias, para que estas possam desenvolver as suas habilidades. Meus conhecimentos adquiridos ao longo do estágio foram muitos e marcaram esses dias, pois adaptar o planejamento de trabalho as diversas complexidades que surgem durante o percurso são desafiadoras, aprendi a desenvolver habilidades que não conhecia compreendendo cada situação que surgia, valorizando as necessidades de cada família e cada criança. O Centro de Referência da Assistência Social – CRAS José Pedro Honorato ofereceu contribuições especificas que ampliaram meus conhecimentos como educadora. A abordagem de aprendizados baseados em atividades lúdicas e práticas, bem como uso de materiais concretos, comprova ser altamente eficaz. Diante disso vi a extrema importância de tornar o ensino mais atrativo para as crianças, adaptando-o às suas vivencias e experiências. Também vi o quanto é importante o apoio psicológico e emocional para o êxito escolar das crianças, desta forma observando a complexidade da educação. 18 Durante o estágio não encontrei dificuldades por parte da instituição que faz parte da rede federal e também custeada pelo município, eles têm uma boa rede de apoio, de matérias pedagógico, transporte para as visitas domiciliares, facilitando o trabalho da equipe, entretanto a dificuldade é com os próprios usuários que por muitas vezes não facilitam o trabalho da equipe, mais com as habilidades corretas e com jeitinho conseguimos fazer o nosso papel. O estágio supervisionado em espaços não escolares foi de extrema importância para minha formação profissional, me fez compreender que a educação vai além dos muros da escola e que, como educadora temos a responsabilidade de criar ambientes de aprendizado que sustentem não apenas o intelecto, mas também a promoção emocional e social das crianças. Sempre tive a resiliência como ponto positivo, como estimulo parasuperar os obstáculos pelo caminho em todas as suas formas. Concluindo, meu estagio no Centro de Referência da Assistência Social – CRAS José Pedro Honorato, foi muito importante para minha formação, com possibilidades inúmeras, com ricas experiências, como educadora, como ser humano, essa experiência me trouxe reflexões profundas acerca dos desafios do mundo da educação, trazendo a compreensão que precisamos ser empáticos e centrados no desenvolvimento do aluno, da criança. 9 REFERÊNCIAS https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/crianca-feliz/copy_of_o- programa https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/crianca_feliz/Cuidados_ para_desenvolvimento_crianca.Manualpdf.pdf https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas Secretaria Municipal de Assistência Social. (2018). Plano Municipal de Assistência Social. https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/crianca-feliz/copy_of_o-programa https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/crianca-feliz/copy_of_o-programa https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/crianca_feliz/Cuidados_para_desenvolvimento_crianca.Manualpdf.pdf https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/crianca_feliz/Cuidados_para_desenvolvimento_crianca.Manualpdf.pdf https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas 19 https://neuroconecta.com.br/quais-sao-os-pre-requisitos-para- desenvolver-a-fala/ 7 ANEXO Ação SUAS em alusão ao dia internacional da MULHER Encontro para planejamento das atividades Programa Criança Feliz Ação Atividades para trabalhar a páscoa https://neuroconecta.com.br/quais-sao-os-pre-requisitos-para-desenvolver-a-fala/ https://neuroconecta.com.br/quais-sao-os-pre-requisitos-para-desenvolver-a-fala/ 20 Plano de visita Chocalho sensorial produzido pela equipe PCF Semana da páscoa Folder explicativo 21 usado na visita domiciliar Mais um folder usado na visita domiciliar Folder explicando o desenvolvimento motor por idade. 22 Planejando as ações planejando as ações. 23 Encerramento do Estágio coma Equipe PCF. Folha de frequência. 24