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HIDRATAÇÃO NO ESPORTE Hidratação no Esporte Prof. Geovana S F Leite Doutoranda - Laboratório de Nutrição e Metabolismo aplicado a atividade motora (EEFE – USP- SP) Mestre em Ciências (UNIFESP) Bacharel Educação Física Mod. Saúde (UNIFESP) Aspectos Gerais – Mecanismos da termoregulação – Regulação Sede Hidratação/ Desidratação – Esporte/ Exercício – Idoso Àgua 50-60% - Peso Corporal Total Nascimento ao Envelhecimento 80 ->50% Euhidratado - Equilíbrio Hídrico c Corporal Porque precisamos nos hidratar ??? Transporte de nutrientes, metabólitos e secreções aos tecidos Principal elemento na maioria das células (protoplasma) Controla a distribuição de vários elétrons no interior das células Termorregulação-> Suor / Perda de Calor Absorção de choques Debito Cardíaco durante o exercício Elemento lubrificante das articulações Meio excretor –> Urina/ Fezes Participa da dissociação de íons OH e H para atuar como catalizador bioquímico Fisiológicas (Água) Alimentos Bebidas Produto metabolismo Perda de água Urina Fezes Pele Respiração Desidratação Reduzido consumo de líquidos Vômitos Diarréia Grande produção de suor Hiperhidratação ** Eventos de longa duração Obeso Desidratação Água Corporal Total 33% Meio extracelular 8% Compõe Plasma 25% Interstício 67% Meio Intracelular Manter homeostase hídrica para as funções corporais Manter osmolaridade (280 a 290 mOsm/l) Exercício tem aumento da osmolaridade 2 a 3 % Sede Hipotálamo Centro Regulador Receptores localizados na porção pré-óptica anterior Respondem a variações Osmolaridade Controle sobre mecanismos de sede e diurese Volemia Temperatura Pressão ADH ou Sistema-RAA Aldosterona Hiponatremia Hipoidratação Neuronios B- adrenergicos Secreção Renal de Renina Na circulação se liga Angiotensina I Ultrapassando o epitélio pulmonar ECA Angiotensina II Aumento da absorção de sódio no intestino Retenção de sódio nos Rins Aumento da secreção de vasopressina (hormônio antidiurético) Angiotensinogênio (cortex adrenal) Hidratação no Esporte Exercício Maior produção de calor • Manter temperatura Corpórea Dissipação de calor • Evaporação • Suor (pele) • Resfriamento Perda Hídrica • Desidratação HIPOTÁLAMO Identifica Receptores térmicos na pele Modificações na temperatura do Sangue Produção de suor pelas glândulas sudoríparas Solução Salina Equilíbrio após 30 min Poucos minutos Transpiração Transpiração Ajustes Hormonais Conservação de Sódio Aumenta reabsorção de Na+ Reduz a osmolaridade do suor ↑ Permeabilidade túbulos coletores(Rins) Facilitar a retenção de líquidos Perda de água e eletrólitos ↑ Aldosterona (córtex Suprarenal) Vasopressina (neuro- hípófise/ hipotálamo) Ambiente Quente Ambiente Ùmido + Exercício Intenso e Prolongado Glicemia Calor Intenso + Perda de Líqüido Comprometimento da performance Água – Suor Respiração Intenso +Calor 3,0 l/h Exercício Moderado 0,5 a 10 l/h Água Corporal Total 33% Meio extracelular 8% Compõe Plasma 25% Interstício 67% Meio Intracelular • Inicialmente • Perda água extracelular Exercício • Osmolaridade • Na, Cl, K, Ca, Mg, Intracelular Distúrbios hidrominerais -> Hiponatremia Redução da Capacidade Física Constante hidratação durante o exercício visa manter a homeostase hídrica, evitando profundas alterações nas dos meios intra e extracelular Suor Plasma Intracelular Sódio 20 – 80 130 – 135 10 Potássio 4 – 8 3,2 – 5,5 150 Cálcio 0 – 1 2,1 2,9 0 Magnésio < 0,2 0,7 – 1,5 15 Cloro 20 – 60 96 – 110 8 Bicarbonato 0 – 35 23 – 28 10 Fosfato 0,1 – 0,2 0,7 – 1,6 65 Sulfato 0,1 – 2,0 0,3 – 0,9 10 Valores expressos em mmol/l Maughan, 1994 Uma Perda de 3% é restaurada entre 18 a 24 horas** 2% Exercício Calor Ambiente quente Queda da performance (acomodar com a temperatura) Ex:corrida menor vel. Embora grande parte dos estudos sejam em relação ao exercício prolongado Hidratação no Exercício Condições ambientais Intensidade Duração Período de repouso Vestimenta • Perda hídrica e de eletrólitos pelo suor amplamente variável – 1 a 2,5 L por hora – Maratonista : 5L *Calor/Umidade/ Grande Altitude/ ingestão de fibras/ Cafeína/ Álcool Exercício Capacidade de Absorção de Líquidos 0.8 a 1 l/hora Desidratação no exercício Maratonista Gabriela Andersen – Olimpíadas de Los Angeles (1984) Desidratação / Hiponatremia * Triatleta Paula Newby Hawai IronMan (1995) Intermação / desidratação Sinais de Desidratação • Sede • Pele avermelhada • Sensação de Fadiga • Câimbras • Apatia • Dor de cabeça • Vômito • Náusea • Sensação de Calor na cabeça e pescoço • Vertigens • Calafrios • Dispinéia • Redução da performance Como Saber? Pesagem (antes/ após exercício) – Sessão seguinte ** Urina – Coloração** – Volume Sensação de Sede – Escala 1-5 – Ocorre com 2%de desidratação – 1= Nenhuma Sede – 5= Muita, muita sede Medidas Laboratoriais • Hematócritos- Hemoconcentração – Normalidade – 42-52% Homens/ 35-47% mulheres – Desidratação = Elevação de até 10% • Sódio – Normalidade 135 a 145 mmol/l – Acima do limite superior indício de desidratação Desidratação no exercício Diminuição Volume Plasmático Fluxo Sanguíneo periférico Taxa de transpiração Desidratação Progride TERMORREGULAÇÃO PROGRESSIVAMENTE DIFICULTADA ↑ temperatura corporal Aumento da FC Diminuição débito Cardíaco Pressão Exercício Intenso com desidratação concomitante – Aumento na FC – Menor quantidade de sangue é desviada pra região periférica • Tentativa de manter o débito cardíaco – Maior dependência do metabolismo anaeróbio • Acúmulo precoce de Lactato • Maior utilização Glicogênio Muscular • Fadiga Precoce Aumento do drive simpático -> [ ] adrenalina / aumento da temperatura muscular HIPONATREMIA Elevado consumo de fluídos hipotônicos e grande perda de sódio no suor facilitam o aparecimento Na < 130 mmol/L -1 QUEDA DA CAPACIDADE AERÓBIA Fadiga Geral • Coincide com temperaturas centrais entre 38 a 40ºC – Alta temperatura Cerebral • Reduz impulso central p/ exercício – Fluxo sanguíneo cerebral alterado – Impulsos neuromusculares deprimidos – Redução fluxo sanguíneo região GI • Aumento permeabilidade/ Endotoxemia • SENSAÇÃO DE FADIGA Desidratação no exercício O quadro de desidratação no exercício pode ser agravado quando o praticante não se hidrata durante os exercícios tanto em competições como em períodos de treinamento ** - Estratégias utilizadas por Lutadores • Desidratação Hipotônica • Perda de sal e eletrólitos é menor que a de água Desidratação no exercício Aspectos Cognitivos • Esportes coletivos (Basquete, Rugbi, Futebol*, vôlei de praia)/ Lutas • Atenção, tomada de decisão, memoria, tempo de reação • Habilidades esportivas (chutes, dibres, fintas) Cognição • Futebol – Acima de 2,5 % BMI – Ambiente quente – Compromete tempo de reação • Basquete – Aumento de erros de omissão (atenção) Fatores que influenciam para ocorrência da desidratação • Taxa de sudorese • Viabilidade de fluidos (quantidade e tipo) • Oportunidade de se hidratar (estrutura do jogo) • Duração do exercício • Educação hábitos de hidratação Estratégias para evitar desidrataçãoINGESTÃO DE FLUIDOS Capacidade de ingestão de fluidos Determinada • Esvaziamento gástrico • Absorção intestinal • Palatabilidade (bebida gelada e com sabor) • Retenção do liquido Esvaziamento Gástrico Absorção intestinal • Volume • Temperatura • [ ] sódio • pH • Intensidade exercício Envaziamento Gástrico • Mais acelerado – Água – Soluções contendo diferentes tipo de de CHO (Malto+frutose) = 50 g/CHO/h – [ ] CHO ** Temperatura: 5-10oC/ 20-25oC Absorção intestinal de água - Difusão - Diferença osmótica - Hiperosmotico recebe água - Gli / Na - Aumenta ainda mais a diferença osmótica - Maior volume de agua é captado A medida que íons e nutrientes são absorvidos ocorre absorção equivalente isosmótica de água Estratégias para evitar desidratação Visa manter o volume plasmático Ingestão de líquidos durante o exercício acelera o fluxo sanguíneo para a pele • Taxa de sudorese • Aclimatação ao Calor • Nível de condicionamento do sujeito • Respostas fisiológicas ao exercício • Local da realização do exercício Hidratação deve ser individualizada Individualidade Ingerir água quando sentir sede !!! Objetivo: Iniciar a atividade em situação euhidratado – Iniciada várias horas antes – Para que o debito urinário volte as condições normais – *Hiperhidratação ** – Não elimina a necessidade de reposição durante o exercício • 500 ml a mais de água na noite anterior • 500 ml ao acordar • 400 a 600 ml de água fria 20 min antes do exercício Pré Exercício Hiperhidratação Se há a possibilidade de manter –se euhidratado durante a atividade não há necessidade de realizar **Dados controversos nos estudos • Deve ser realizada com bebidas contendo eletrólitos/ CHO para que o volume adicional de água ingerida não seja todo excretada na urina Necessidade de Hiperhidratação Maratona • Esvaziamento de líquidos pelo estômago 800 a 1000 ml/ hora • Perda ->2L/hora Durante o Exercício Água ou bebidas esportivas?? Ciclistas (n=6) 60% Vo2 max até exaustão Sem bebida Bebida 2% CHO Bebida 15% CHO Aprox. 31oC - Humidade relativa 70% Performance Temperatura Retal 0.3°C - 10 min – sem ingestão 0.2°C - 24 min - 15% CHO 0.3°C - 58 min - 2% CHO Volume Plasmático Volume Plasmático 11 Água (8 mOsmol/kg). Bebida esportiva Hipotônica (Mizone Rapid: 3.9% carbohydrate [CHO], 218 mOsmol/kg) Bebida isotônica (PowerAde: 7.6% CHO, 281 mOsmol) Bebida hipertônica (Gatorade: 6% CHO, 327 mOsmol/kg) Ciclistas (n=11) Cross Over 250 ml/15 min 2 horas - 55 % pico de potência seguido teste incremental até exaustão (inicio 180W + 1W/2segundos até exaustão) Mizone Rapid 3.9% CHO 8 mmol/L Na+, 220 mOsmol/kg), PowerAde 7.6% CHO 12 mmol/L Na+ 281 mOsmol/kg Gatorade 6% CHO 21 mmol/L Na+ 327 mOsmol/kg Placebo 10 mOsmol/kg Normal 280-290 mOsml kg Normal 135-145 mmol/L Água ou bebidas esportivas?? • Condições as quais o exercício será realizado • Acima de 90 minutos constante – Indicado consumo de bebidas esportivas • Contendo - > CHO, Eletrólitos – Até 60 minutos não seria necessário Reposição com CHO manutenção da glicemia manutenção osmótica e fonte energética para o trabalho múscular intenso 6% na performance Reposição de fluídos + 6% na performance 12% performance (Coggan & Coyle, 1991) manutenção do VS evita o aumento da FC melhor distribuição de sangue Não ultrapassar [ ] de 10% de CHO e 390 mg de sódio por litro Eletrólitos • Sódio (Na+) – Restauração do equilíbrio eletrolítico processa-se mais rápidamente – Acrescentado sódio (20 a 60 mmol/l) • Potássio(K) – Aprimora o conteúdo de água intracelular – Reestabelece excreção extra de K que acompanha a retenção de Na pelos rins • CHO – Energia – Manutenção da intensidade do exercício (>1 horas) – Facilita absorção de água Necessidade de Sódio na água • Eventos longos • Água Potável – Diminui a osmolaridade – Diminui concentrações de Na • Estimulo para produção de Urina • Diminui estímulo da sensação de Sede (dependente de Na) Exercício Prolongado (acima de 90 min) no calor endurance** pode depletar de 13 a 17 g de sódio • Maior cuidado dever ser tomado com eventos acima de 3 horas – Maior chance desajustes -> fluidos necessários x reposição – Desidratação x hiponatremia – Desregulação termorregulatória Exercício Prolongado Consumo de Líquidos no exercício O consumo de líquidos deve ser condicionado a perda hídrica aumentada pela sudorese, buscando manter a homeostase hídrica. ACSM (2007)-> Peso perdido -> Reposição 500 ml a mais Após o exercício • Objetivo: Reestabelecer o déficit • Pequenos volumes de urina com cor amarelo- escuro Mudanças no peso corporal 0,454 Kg => 450 ml de desidratação Repor: 567 – 680 ml a cada 0,454 Kg Manter a pele molhada em exercícios de longa duração -> buscando evitar a elevação da temperatura Corporal Estratégias para manter temperatura corpora / Evitar desidratação Vestimenta • Vestimenta seca por mais leve que seja retarda troca de calor muito mais que a mesma vestimenta úmida • A perda de calor por evaporação ocorre somente quando a roupa fica molhada – Roupas Escuras -> Absorvem raios luminosos e ganho de calor radiante – Roupas claras -> Refletem os raios de calor para longe do corpo • Os tecidos de fibras sintéticas (polipropileno, Cool-Max, Dry lite) realizam uma ótima transferência do calor e da humidade da pele para o meio ambiente Atenção! • Excesso de Motivação para fazer o exercício no calor • Lutas, Power liftings -> Podem iniciar o exercício desidratados • Principiantes/Competição Importante • Tempo de duração da atividade • Desconhecimento da importância do consumo de líquidos • Falha nos mecanismos nervosos que regulam o equilíbrio hídrico • Indisponibilidade de líquidos Atleta Senior ??? • Sensação de sede Função renal Termorregulação/ Sudorese Alteração • Incontinência • Disponibilidade de banheiros Medo • Hiponatremia • Hipertensão (excesso da ingestão de sódio) • Medicações utilizadas *** Risco aumentado Alterações relacionadas ao processo de envelhecimento • Aumento da osmolaridade plasmática • Demoram mais para reestabelecer a homeostase dos fluídos em resposta a desidratação ou exercício • Baixa taxa de filtração glomerular – Acúmulo de Na+ – Podem demorar mais para excretar água e eletrólitos • Sensibilidade a perda de fluidos extracelulares é diminuída nos idosos • Mecanismos de sensação de sede “desregulado” • Necessidade de hidratação constante *** – Considerar o risco de hiponatremia – Ingestão exagerada de Na ou água Idosos levam mais tempo para se reidratar após desidratação Diabéticos Atividade em ambiente quente Trabalhadores Siderúrgicas Construção Civil Agricultures – Carga térmica elevada • Cafeína Atleta ** Potente diurético • Álcool • Medicamentos • Diuréticos* Exercício Prolongado Low Carb x Desidratação Low Carb e exercício no calor / ambiente húmido ATENÇÃO Take home message -> Perda fluídos –exercício Perda de calor Evaporação ->Suor ->Clima -> Acesso a hidratação ->Intensidade e extensão da atividade ->Exercício Prolongado* -> Antes, durante, depois -> Perda de Na, Cl, K, Ca, Mg -> Perdas acima de 2% peso corporal -> Cuidados especiais GATORADE Secreções do organismos • 1500 ml saliva • 2500 ml secreçõesgástricas • 500 ml bílis • 700 ml de suco gástrico • 3000 ml de secreções Intestinais