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Edu���� Zan���� T� PROBLEMA 2 - RADICULOPATIA LOMBAR. 1. Revisar a morfofisiologia da lombar. 2. Sobre a radiculopatia lombar, compreender: etiologia, fisiopatologia manifestações clínicas (relacionar o quadro clínico com a raiz afetada); diagnóstico; farmacodinâmica dos AINES e AIES 1- Revisar a morfofisiologia da lombar. - A vértebra lombar tem um corpo vertebral muito maior do que as outras, um forame vertebral menor, e os processos mamilares, onde estão suas facetas articulares, que são relativamente inclinados, tanto no plano sagital, quanto coronal, para permitir a articulação entre os segmentos. - Com isso, a coluna lombar consegue fletir até 60 graus, estender até 35 graus, inclinar até 20 graus e rodar até 18 graus. - A coluna lombar é composta por 5 vertebras, que fazem parte da sustentação esquelética. São vertebras grandes e não possuem articulação com as costelas. - Seus processos transversos são longos e o corpo da vertebras é cilíndrico com um forame vertebral de formato triangular, sendo maior que as vertebras torácicas. Os discos intervertebrais possuem um anel fibroso, que quando degenerados podem levar a herniação do núcleo pulposo. Quando ocorre uma herniação posterior, pode ocorrer a compressão da raiz de um nervo espinhal, causando radiculopatia. Musculatura - Temos uma enorme quantidade de musculatura próxima à coluna. Ela é responsável não só pelos movimentos do dorso, como por manter a coluna estável. Fraqueza nesta musculatura leva, inevitavelmente, a dor – especialmente por sobrecarga da coluna vertebral. - Temos uma musculatura profunda, a que chamamos de eretores ou extensores da espinha. É a musculatura mais próxima, inserida nos processos espinhosos. Temos uma musculatura mais superficial, que desempenha um papel extremamente importante de estabilidade: o core abdominal. Composto pelos músculos abdominais (oblíquos, transverso e reto) e musculatura lombar (grande dorsal, serrátil posterior e os próprios eretores), este core funciona como os anéis de um barril. O seu fortalecimento é o que garante a estabilidade da coluna vertebral e melhora da dor. - Músculos que compõem a região lombar: - Músculos Eretores da Coluna: Incluem o iliocostal, longuíssimo e espinhal. Eles ajudam a manter a postura ereta e permitem a extensão e a lateralização da coluna vertebral. - Músculo Quadrado Lombar: Localizado na parte posterior do abdômen, entre a última costela e a pelve, ajuda a estabilizar a coluna lombar e a inclinar o tronco para o lado. - Músculos Multifídios: Esses músculos são profundos e situam-se ao longo da coluna vertebral. Edu���� Zan���� T� Eles desempenham um papel crucial na estabilidade da coluna lombar. - Músculo Psoas Maior: Parte do grupo dos músculos flexores do quadril, ele se origina na coluna lombar e se insere no fêmur, sendo essencial para a flexão do quadril e estabilização da coluna lombar. Medula espinhal - A parte anterior da medula espinhal é responsável pela eferência, levando os comandos motores para os seus respectivos músculos. O axônio do primeiro neurônio motor faz uma sinapse com o segundo neurônio ainda dentro da medula espinhal, e é o axônio deste segundo neurônio que vai ao músculo. - A parte posterior da medula é responsável pela aferência, levando as informações sensitivas ao encéfalo. - Isso gerará, a cada nível, músculos-chave e dermátomos sensitivos, que serão importantes na semiologia. - A medula espinhal em si termina no nível de T12-L1, ao que chamamos de cone medular. O cone medular é preso ao cóccix por uma estrutura fibrosa chamada de filo terminal. - As raízes nervosas, porém, continuam emergindo (já como segundo neurônio motor!) abaixo do cone medular, na estrutura conhecida como cauda equina - Ao nascimento, a medula espinhal termina no nível L3. O crescimento ósseo e ligamentar, porém, é mais acelerado do que o crescimento medular – e, com isso, a medula ascende, fixando-se no nível T12-L1 aos dois meses de vida. E, conforme a medula sobe, as raízes ficam – formando a cauda equina. - Na coluna lombar, possuímos 5 pares de nervos lombares, do L1 ao L5. As raízes nervosas (junção de 2 feixes de axônios) conectam a medula com as radículas. - Existem níveis neurológicos específicos, relacionados a cada raiz. Com isso, existe um mapa de dermátomos sensitivos: regiões do corpo cuja sensibilidade se relaciona a uma determinada raiz. Isso é extremamente importante para se poder definir o nível de lesão medular. - Para a avaliação ortopédica da coluna vertebral, utilizamos as orientações da ASIA (American Spinal Injury Association). Ela definiu, para cada nível, o movimento-chave e a área sensitiva relacionadas. 2- Sobre a radiculopatia lombar, compreender: etiologia, fisiopatologia manifestações clínicas (relacionar o quadro clínico com a raiz afetada); diagnóstico; farmacodinâmica dos AINES e AIES - Radiculopatia lombossacral é uma condição na qual um processo de doença prejudica a função de uma ou mais raízes nervosas lombossacrais e frequentemente leva a dor, dormência e fraqueza nas costas, virilha ou perna. As causas mais comuns de radiculopatia lombossacral são hérnia de disco intervertebral compressiva e espondilose degenerativa. - Lombalgia = dor na região lombar. Apenas sintoma, não especifica doença na coluna vertebral. - Radiculopatia lombar = sinais e sintomas (dor) indicando acometimento de raiz nervosa da lombar. Edu���� Zan���� T� - A dor lombar baixa, ou lombalgia, é a maior representante das síndromes dolorosas da coluna vertebral, seguida da cervicalgia. A lombalgia acomete entre 58 e 84% das pessoas ao longo da vida, ao passo que entre 13 e 28% relatarão esse sintoma no momento do estudo. Está sempre na lista dos principais motivos de consulta, sendo que dor lombar sem irradiação é o terceiro sintoma mais relatado pelos pacientes. - Os episódios de dor lombar na maioria dos casos são autolimitados. Raramente, a dor lombar é um prenúncio de doença médica séria. Classificação de acordo com a duração - Lombalgia aguda: dor vertebral lombar que dura até 4 semanas (1 mês). Algumas referências usam até 6 semanas. - Lombalgia subaguda: dor vertebral lombar que dura entre 4 e 12 semanas (1 mês a 3 meses). - Lombalgia crônica: dor vertebral lombar que dura, pelo menos, 12 semanas ou mias (3 meses) e dor em pelo menos metade dos dias nos últimos 6 meses. - Lombalgia recorrente (reagudizda): casos com períodos de acalmia, sem dor, mas que recidiva após um período e limita função e as atividades. Até 87% das pessoas terão novo episódio em até 1 ano (sendo que só se deve considerar um novo episódio para fins de incidência se iniciar 30 dias após o anterior ter terminado). Classificação de acordo com a especificidade - Grupo 1: lombalgia associada à radiculopatia. - Grupo 2: lombalgia associada a alguma causa específica, como cauda equina, neoplasia, infecção, fratura vertebral, artrite inflamatória. - Grupo 3: lombalgia inespecífica. Etiologia - A radiculopatia lombossacral é mais comumente causada por compressão da raiz nervosa devido à hérnia de disco intervertebral ou espondilose degenerativa. Outras etiologias incluem causas não esqueléticas de compressão da raiz nervosa e mecanismos não compressivos, incluindo infecção, trauma, inflamação, neoplasia e doença vascular - Postura defeituosa -Desvios da coluna (cifose, escoliose, cifoescoliose) - Degeneração discal - Hérnia de disco intervertebral - Artrose interapofisária - Artrite reumatoide - Espondilite anquilosante - Osteoporose - Estenose do canal medular - Tuberculose vertebral - Neoplasias da coluna vertebral - Espondilólise e/ou espondilolistese - Fibromialgia e dor miofascial - Fraturas -Dor referida (originada em estruturas intratorácicas ou abdominais) -Obesidade Causa psicogênica (tensão nervosa) Etiopatogenia - Dor irradiada de uma lesão do nervo espinhal é mediada por disfunção nos nervos espinhais proximais. A compressão de uma raiz nervosa espinhal por disco, esporão artrítico ou inflamação de outros processos leva a edemalocal e isquemia, que prejudicam a transmissão neuronal. Esses fatores contribuem para a produção de impulsos de dor através dos nervos espinhais. A dor da compressão aguda do nervo espinhal reflete uma combinação de geração de dor dentro da própria raiz nervosa, bem como a dor de tecidos vizinhos cujas fibras de dor são ativadas pelo efeito da hérnia de disco na dura, ligamentos e vasculatura circundante. - A dor lombar é produzida por processos danosos aos tecidos que ativam neurônios pseudo-bipolares, também denominados nociceptores, através da estimulação das terminações livres por glutamato, substância P e o peptídeo relacionado com o gene calcitonina (CGRP). - Esses neurônios possuem corpo presente na raiz do gânglio dorsal, fazendo sinapses com neurônios de segunda ordem do corno dorsal da medula — local em que o sinal sofre modulações inibitórias e facilitadoras —, que levam o sinal para mesencéfalo e tálamo, regiões com conexões com os córtices somatossensoriais e cingular anterior, responsáveis, respectivamente, pelas características sensório-discriminativas e afetivo- cognitivas da dor. - Um sinal doloroso demasiadamente permanente provoca sensibilização central e periférica, isto é, o aumento da sensibilidade de neurônios, convertendo uma lombalgia inicialmente aguda em uma dor crônica. - A base patológica da dor pode ser intrínseca ou extrínseca à coluna. Edu���� Zan���� T� - Entre as bases intrínsecas estão as dores espondilogênica (tem origem intrínseca à coluna espinhal e suas estruturas) e neurogênica (normalmente associada a tensão, compressão ou irritação da raiz ou das raízes dos nervos lombares); entre as bases extrínsecas, observa-se a vascular, a viscerogênica e a psicogênica. - A maior parte das lombalgias, aproximadamente 85%, não tem uma causa específica e não há uma forma única de classificar essa condição. Em geral, as classificações usam como critérios a duração, a etiologia e a semiologia. - As estruturas que constituem a lombalgia incluem músculos, fáscia, ligamentos, tendões, articulações facetárias, elementos neurovasculares, vértebras e discos intervertebrais, todos suscetíveis a estressores bioquímicos, degenerativos e traumáticos. - As causas clínicas de radiculopatia lombar sem relação com doença primária da coluna incluem infecções (p. ex., herpes-zóster e doença de Lyme), meningite carcinomatosa, diabetes e avulsão ou tração de raiz (traumatismo). - A radiculopatia lombar pode estar associada a alterações sensitivas e motoras e, em geral, tem relação com o acometimento compressivo de determinada raiz nervosa por um disco intervertebral protuso ou herniado. Fatores inflamatórios (irritação química dos mediadores inflamatórios) também costumam agravar esse sintoma pela irritação da raiz nervosa, e, em alguns casos, a dor no membro inferior pode ser superior à própria dor lombar. ● Hérnia de Disco Lombar - A hérnia discal lombar é uma manifestação comum da doença degenerativa discal e tem pico de incidência entre a terceira e a quarta década de vida. A maioria das condições de hérnia ocorre entre L4 e L5, seguida por L5-S1. - As rupturas no interior do disco ocorrem devido à presença de fissuras no ânulo fibroso, associadas à degeneração da matriz do núcleo pulposo, que, por sua vez, associa-se à falha mecânica dos platôs vertebrais. Isso acontece na ausência de modificações significativas na morfologia externa do disco e também na ausência de compressão de estruturas nervosas. - A maior parte das lombalgias tem sua origem nos discos intervertebrais devido a microrrupturas no interior do espaço discal e alterações na matriz do disco e nas placas vertebrais adjacentes, isso porque a lesão de raiz nervosa (radiculopatia) por herniação de disco costuma ser causada por inflamação, mas a herniação lateral pode produzir compressão no recesso lateral ou forame intervertebral (compressão nervosa por hérnia discal é mais rara). - Característica da dor: pode ser assintomática. Lombalgia, lombociatalgia ciática isolada (dor irradiada para uma ou ambas as nádegas e pernas através do nervo ciático) e síndrome da cauda equina pode localizar-se na região lombar ou ser referida para o membro inferior, a nádega ou o quadril. Um espirro, tosse ou algum movimento trivial podem resultar em prolapso do núcleo pulposo, empurrando o anel desgastado e enfraquecido posteriormente. - As hérnias discais podem ser classificadas em central, recesso lateral, foraminal e extraforaminal - Hérnias protusas: abaulamento no discointervertebral sem a ruptura completa do ânulo fibroso. - Hérnias extrusas: extravasamento do conteúdo discal pelo ânulo fibroso para o interior do canal vertebral, mas mantendo contato com o núcleo pulposo do espaço intervertebral. - Hérnias sequestradas: o fragmento herniário extravasa pela ruptura do ânulo fibroso formando um fragmento livre sem contato com o núcleo pulposo remanescente. Edu���� Zan���� T� ● A síndrome da cauda equina (SCE) é uma lesão de múltiplas raízes nervosas lombossacrais dentro do canal vertebral, distal ao término da medula espinal em L1-L2. Podem ocorrer lombalgia, fraqueza e arreflexia nas pernas, anestesia em sela e perda da função vesical. ● Estenose do canal vertebral lombar (ECVL) - Doença degenerativa da lombar que passa por diversas fases, sendo representada, sobretudo, pela estenose do canal vertebral, com dor ciática e lombar nos indivíduos com mais de 60 anos. Esse processo é muito bem representado pelo estreitamento do canal vertebral devido aos processos degenerativos articulares da osteoartrite (artrose), que é a degeneração das cartilagens articulares que ocorre em diversas articulações, ainda mais naquelas sujeitas à carga e ao estresse mecânico. As articulações são acometidas por processos inflamatórios repetidos, o que provoca dor, rigidez, redução da amplitude de movimento, derrame articular, deformidade e formação de osteófitos - O estreitamento do canal vertebral pode ocorrer na região central, no recesso lateral ou no forame. Os níveis lombares atingidos com mais frequência são L4-L5, e há leve predominância nas mulheres. A destruição articular causa um processo inflamatório com formação de exsudato e sinovite capsular, gerando mais instabilidade, o que cria um círculo vicioso de degeneração e hipertrofia articular. As alterações anatômicas geram a projeção do ligamento amarelo, que se hipertrofia, reduzindo ainda mais o espaço das estruturas neurais. - O estreitamento do forame neural ou estenose do recesso lateral com radiculopatia é uma consequência comum de processos de osteoartrite que causam ECVL, incluindo osteófitos, protrusões discais laterais, disco-osteófitos calcificados, hipertrofia de articulações facetárias, hipertrofia de articulação uncovertebral (na coluna cervical), pedículos com encurtamento congênito ou, muitas vezes, uma combinação desses processos. O mais comum é o estreitamento foraminal ósseo levando a isquemia de raiz nervosa e sintomas persistentes, podendo desencadear sinais ou sintomas unilaterais de raiz nervosa, devido à compressão no forame intervertebral ou no recesso lateral. - Manifestações clínicas: claudicação neurogênica consiste em dor, normalmente nas costas e nádegas ou pernas, a qual surge ao caminhar ou ficar de pé, sendo aliviada ao sentar. ● Espondilolistese: - Representada pelo deslizamento anterior do corpo vertebral, dos pedículos e das facetas articulares superiores, deixando para trás os elementos posteriores. A espondilolistese pode estar associada com espondilólise, anomalias congênitas, doença degenerativa da coluna ou outras causas de fraqueza mecânica da pars interarticularis (p. ex., infecção, osteoporose, tumor, trauma, cirurgia prévia). - O deslizamento pode ser assintomático ou pode causar lombalgia, lesão de raiz nervosa (mais frequentemente em L5), estenose espinal sintomática ou SCE em casos graves e raros. Um “degrau” ou dolorimento à palpação podem ser suscitados próximo ao segmento que “deslizou” (com maior frequência, L4 sobre L5 ou, àsvezes, L5 sobre S1). Edu���� Zan���� T� ● Espondilose: - Também chamada de doença osteoartrítica da coluna vertebral, em geral ocorre em uma época mais tardia da vida e acomete principalmente as colunas cervical e lombossacral. Osteófitos isolados ou combinados com discos, bem como espessamento de ligamento flavo podem causar estenose central do canal vertebral ou contribuir para ela, estenose do recesso lateral ou estreitamento de forame neural. - Manifestações clínicas: pacientes queixam-se de dor nas costas que aumenta com o movimento e está associada à rigidez e que melhora em repouso. ● inflamação/infecções - Em geral, a osteomielite vertebral é causada por disseminação hematogênica de estafilococos, mas outras bactérias ou a tuberculose (mal de Pott) podem estar implicadas. A fonte primária de infecção é geralmente a pele ou o trato urinário. Outras fontes comuns de bacteremia são o uso de drogas intravenosas (IV), dentição prejudicada, endocardite, abscesso pulmonar, cateteres IV ou sítios de feridas pós-operatórias. - O disco intervertebral também pode ser afetado por infecção (discite) e, quase nunca, por tumor. A extensão posterior da infecção a partir do corpo vertebral pode produzir um abscesso espinal epidural. - A aracnoidite adesiva lombar com radiculopatia resulta de fibrose pós-inflamatória dentro do espaço subaracnóideo. A fibrose resulta em aderências das raízes nervosas e apresenta-se como dor nas costas e nas pernas em associação a alterações multifocais motoras, sensitivas ou dos reflexos. As causas da aracnoidite incluem múltiplas cirurgias lombares, infecções vertebrais crônicas (em especial tuberculose no mundo em desenvolvimento), lesão da medula espinal, hemorragia intratecal, mielografia (rara), injeção intratecal (glicocorticoides, anestésicos ou outros agentes) e corpos estranhos. - Manifestações clínicas: dor nas costas em repouso, dor à palpação da vértebra acometida e elevação da VHS ou proteína C-reativa. Em uma minoria de pacientes, ocorrem febre ou leucocitose. Manifestações clínicas - A dor radicular é bem definida e irradia-se da região lombar baixa para uma perna no território de uma raiz nervosa. A tosse, um espirro ou uma contração voluntária dos músculos abdominais (levantamento de objetos pesados ou esforço à evacuação) podem provocar ou piorar a dor irradiada. A dor pode também aumentar com posturas que causam o estiramento de nervos e raízes nervosas. - As apresentações clínicas da radiculopatia lombossacral variam de acordo com a raiz ou raízes nervosas envolvidas As radiculopatias L5 e S1 são as apresentações clínicas mais frequentes. As características clínicas também podem ser caracterizadas pela gravidade e extensão da disfunção neurológica: - Leve – Dor radicular e um padrão segmentar de disfunção sensorial, mas sem outros déficits neurológicos - Moderado – Fraqueza motora segmentar leve não progressiva e/ou alteração reflexa, frequentemente acompanhada de dor radicular e disfunção sensorial - Grave – Déficits motores acentuados e/ou agravados, geralmente acompanhados de dor radicular e disfunção sensorial Edu���� Zan���� T� Diagnóstico - exame físico com testes provocativos (Lasegue, Bragard, Nachlas, Patrik Faber, Babinski, Schober). - A maioria dos pacientes portadores de lombalgia não necessita inicialmente de qualquer investigação radiológica ou laboratorial. A indicação de uma investigação é limitada aos pacientes com: - História de trauma importante; - Suspeita de doença sistêmica (febre, perda de peso); - Dor persistente ou progressiva. - Radiologia convencional: Uma radiografia de face com incidência posterior centrada sobre o disco L4-L5, face centrada em L5-S1 e uma incidência de perfil são suficientes. O RX pode ser totalmente normal em pacientes com lombalgia. - Tomografia computadorizada ( T C ) : indicadas em comprometimentos: Discais, das faces intervertebrais (platôs vertebrais), das articulações zigoapofisárias, do canal vertebral e forames intervertebrais. - Ressonância magnética (RM): é superior a tomografia computadorizada em razão da melhor visualização dos tecidos moles e por ser multiplanar com amplo plano de visão. - Usada nos casos sugestivos de: Infecção, câncer ou comprometimento neurológico persistente. - Mielografia e mielotomografia: Métodos invasivos com indicação voltada para casos de dúvidas de compressão radicular após TC e RM ou associadas a radiografias dinâmicas em casos de estenose de canal vertebral e foraminal. - Discografia: Método invasivo e de indicação restrita nos casos de hérnia de disco com reprodução da dor referida. - Cintilografia: Nos casos suspeitos de tumor, infecção e doença óssea difusa. - Exames Laboratoriais: Deverão ser solicitadas as provas de atividade inflamatória e outros exames específicos de acordo com a hipótese diagnóstica e da presença de “sinais de alerta” apresentados pelo paciente. Tratamento - medidas não farmacológicas e medidas farmacológicas - tratamento conservador: repouso; atividade fisica e fortalecimento muscular; perda de peso, tratamento farmacológico - Tratamento farmacológico: a analgesia é essencial para que o paciente consiga seguir com suas atividades e, ao mesmo tempo, fazer o fortalecimento muscular do tratamento. Entretanto, para podermos falar de analgesia, precisamos primeiro rever a escala analgésica da OMS. Edu���� Zan���� T� Farmacodinâmica dos AINES e AIES - Anti-inflamatórios não esteroidais (aines) - São classificados em AINEs não seletivos (inibem COX-1 e COX-2) e AINEs seletivos para COX-2. Desempenham diversas funções, entre elas ações antipiréticas/antitérmicas, anti-inflamatórias e analgésicas. - Mecanismo de ação: Bloqueiam a COX, inibindo assim, a conversão do ácido araquidônico em prostaglandinas, prostaciclina e tromboxano A2. Sendo assim, diminuem a sensibilidade dos vasos sanguíneos à bradicinina e à histamina, afetam a produção de linfocinas pelos linfócitos T e revertem vasodilatação da inflamação. - COX-1: é expressa na maioria das células, é a fonte dominante de prostanóides para funções de manutenção. Essa ciclo-oxigense é a isoforma dominante nas células epiteliais gástricas e considerada a fonte principal de formação de PG citoprotetora. A inibição de COX-1 é responsável pelos eventos gástricos adversos que complicam o tratamento com os AINETs. - COX-2: induzida por citocinas, estresse de cisalhamento e promotores de tumor, é a fonte mais importante de formação de prostanóides na inflamação e talvez no câncer. - Anti-inflamatórios esteroidais (AIEs) - Podem também ser chamados de glicocorticoides, os quais mimetizam a ação do cortisol no organismo. - Mecanismo de ação: Inibe a fosfolipase A2, diminuindo assim, a concentração de ácido araquidônico para ser processado pelas COXs e lipoxigenases, e assim, inibe ambas as vias. Eles inibem a fosfolipase A2, que bloqueia a liberação de ácido araquidônico (o precursor de prostaglandinas e leucotrienos) dos fosfolipídeos ligados à membrana. - Acredita-se que a diminuição da produção de prostaglandinas e leucotrienos é fundamental à ação anti- inflamatória. Finalmente, estes fármacos influenciam a resposta inflamatória estabilizando membranas de mastócitos e basófilos, o que resulta em menor liberação de histamina