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Terceirização
Prof. Fabrício Veiga Costa
Descrição
Fundamentação jurídico-legal, caracterização e efeitos jurídicos da
terceirização trabalhista.
Propósito
Compreender os fundamentos teóricos e jurídico-legais da terceirização
trabalhista, as questões atinentes à responsabilidade jurídica e seus
desdobramentos no âmbito da administração pública é de fulcral
importância para a trajetória prático-profissional do estudante desse
assunto.
Preparação
Antes de iniciar o estudo do conteúdo proposto, é importante que você
tenha em mãos a Constituição brasileira de 1988 e a CLT (Consolidação
das Lei do Trabalho).
Objetivos
16/06/24, 23:36 Terceirização
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04061/index.html?brand=estacio# 1/53
Módulo 1
Terceirização
Analisar a fundamentação jurídico-legal, a caracterização e os efeitos
jurídicos da terceirização trabalhista.
Módulo 2
Terceirização e responsabilidade
jurídica
Identificar os principais requisitos da responsabilidade jurídica
decorrente da terceirização trabalhista e seus reflexos nos direitos
fundamentais sociais do empregado.
Módulo 3
Aspectos da terceirização na
administração pública
Reconhecer os conceitos básicos do fenômeno jurídico da
terceirização no âmbito da administração pública.
Introdução
No presente estudo, num primeiro momento, o foco da análise
será no fenômeno jurídico da terceirização no ordenamento
jurídico, designadamente o debate doutrinário-jurídico urgido com
as alterações trazidas pela Lei nº 13.467/2017.

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Em seguida, delinearemos as principais características da
responsabilidade jurídica da empresa tomadora e da empresa
interveniente, a possibilidade de haver a solidariedade entre elas,
assim como apontamentos acerca dos aspectos processuais nas
ações concernentes à terceirização.
Por fim, debateremos sobre os aspectos jurídicos da
terceirização na administração pública e as principais
controvérsias jurídicas enucleadas no fenômeno da terceirização
na administração pública.
1 - Terceirização
Ao �nal deste módulo, você será capaz de analisar a fundamentação
jurídico-legal, a caracterização e os efeitos jurídicos da terceirização
trabalhista.
Ligando os pontos
A terceirização é um fenômeno jurídico que possibilita a contratação de
prestação de serviços de mão de obra trabalhadora, por intermédio de
uma terceira empresa, denominada interposta. Os fundamentos legais
da terceirização encontram-se no artigo 455 da Consolidação das Leis
do Trabalho, no artigo 25 da Lei nº 8.987/1995 (regime de concessão e
permissão no âmbito da administração pública), no artigo 94, inciso II,
da Lei nº 9.472/1997 (Lei de Telecomunicações), na Lei nº 7.102/1983
16/06/24, 23:36 Terceirização
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04061/index.html?brand=estacio# 3/53
(Lei de Vigilância Bancária), na Lei nº 6.019/1974 (Lei de Trabalho
Temporário) e, sobretudo, na Súmula 331 do Tribunal Superior do
Trabalho. Há inúmeras divergências teóricas e doutrinárias quanto ao
tema, especificamente no que atine à proteção dos direitos
fundamentais sociais dos trabalhadores.
Após o advento da Lei nº 13.467/2017, o banco Mercúrio Solar, atento
às alterações legislativas, fez uma consulta ao seu departamento
jurídico a fim de assegurar – dentro dos limites legais – uma política
organizacional de terceirização de suas atividades-fim e atividades-
meio. Em razão disso, contratou uma empresa de prestação de serviços
de mão de obra para exercer as atividades laborativas de caixas,
serviços gerais, segurança armada e atendentes.
Você, como advogado do banco Mercúrio Solar, elaboraria um parecer
em qual sentido? É possível haver a terceirização da atividade-fim do
banco Mercúrio Solar?
Após a leitura do caso, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
Os efeitos da terceirização trabalhista têm grande importância
teórica no entendimento crítico e sistemático do tema em questão.
Com relação ao que se encontra no enunciado, assinale a
alternativa correta:
A
Os efeitos jurídicos da terceirização são benéficos
para os trabalhadores terceirizados, tendo em vista
que assegura, com a maior amplitude possível, os
direitos fundamentais sociais previstos na
Constituição brasileira de 1988 e na CLT.
B
O empregado terceirizado possui vínculo formal de
emprego com a empresa tomadora, a quem se
encontra diretamente subordinado ao longo da
execução do contrato de trabalho.
C
A empresa prestadora de serviços garante isonomia
salarial e irredutibilidade de vencimentos ao
trabalhador terceirizado, de modo a tornar viável a
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Parabéns! A alternativa D está correta.
A terceirização trabalhista não traz para o empregado terceirizado
ampla proteção no que atine ao exercício de seus direitos
trabalhistas, constituindo-se ofensa ao princípio da imperatividade
das normas trabalhistas. O empregado terceirizado possui vínculo
formal de emprego com a empresa prestadora de serviços, mas se
encontra diretamente subordinado à empresa tomadora ao longo
da execução do contrato de trabalho.
A isonomia salarial e a irredutibilidade de vencimentos não são uma
garantia assegurada ao empregado terceirizado. O pagamento de
todas as verbas trabalhistas será de responsabilidade direta da
empresa prestadora de serviços, com quem o empregado possui o
vínculo formal de emprego, mas o acompanhamento direto das
atividades desenvolvidas ao longo da execução do contrato de
trabalho será de responsabilidade da empresa tomadora.
Questão 2
A compreensão acerca da distinção teórica existente entre
atividade-fim e atividade-meio é de significativa importância para o
entendimento do fenômeno jurídico da terceirização trabalhista. A
respeito da temática aqui apresentada, assinale a alternativa
correta:
proteção jurídica de todos os seus direitos
trabalhistas.
D
A execução do contrato de trabalho é monitorada
diretamente pela empresa tomadora, e a empresa
prestadora de serviços responsabiliza-se pelo
pagamento de todas as verbas trabalhistas ao
empregado terceirizado.
E
A empresa prestadora de serviços de mão de obra
responsabiliza-se pelo pagamento das verbas
trabalhistas e assume toda responsabilidade no que
atine ao controle de jornada e acompanhamento
direto das atividades desenvolvidas pelo empregado
terceirizado ao longo da execução do contrato de
trabalho.
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Parabéns! A alternativa E está correta.
O advento da Lei nº 13.467/2017 (reforma trabalhista) permitiu a
terceirização trabalhista tanto de atividade-fim quanto de atividade-
meio, constituindo-se uma forma de violação direta dos direitos
trabalhistas dos empregados terceirizados. Com isso, a Súmula 331
do Tribunal Superior do Trabalho foi revogada, haja vista que
admitia, apenas, a terceirização de atividade-meio, proibindo-se,
expressamente, a possibilidade de terceirização de atividade-fim.
A
Com o advento da Lei nº 13.467/2017 e da Súmula
331 do Tribunal Superior do Trabalho, passou a ser
possível apenas a terceirização da atividade-meio,
como forma de garantir amplamente a proteção
jurídica dos direitos trabalhistas do empregado
terceirizado.
B
Numa instituição de ensino superior privada, os
serviços de limpeza, conservação e vigilância
integram o conceito de atividade-fim, haja vista que
possuem direta relação com o objeto da
organização empresarial.
C
Entende-se por atividade-fim aquela que, mesmo
não tendo relação direta com o objeto da empresa, é
diretamente por ela executada.
D
A partir do advento da reforma trabalhista, passou a
ser possível a terceirização trabalhista tanto de
atividade-fim quantode atividade-meio,
constituindo-se uma forma de garantir amplamente
a proteção dos direitos trabalhistas dos
empregados terceirizados.
E
Antes do advento da reforma trabalhista, era
admissível apenas a terceirização da atividade-meio
e, em razão disso, havia um impacto menor no que
atine à proteção dos direitos trabalhistas de todos
os empregados vinculados à empresa tomadora.
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Os serviços de limpeza, conservação e vigilância, quando prestados
a uma instituição de ensino superior privada, integram o rol de
atividade-meio. Entende-se por atividade-fim aquela que possui
relação direta com o objeto da organização.
Questão 3
Explique e justifique juridicamente se a postura adotada pelo banco
Mercúrio Solar, quanto à terceirização trabalhista, encontra-se
compatível com o ordenamento jurídico brasileiro vigente. Justifique sua
resposta.
Digite sua resposta
Chave de resposta
A política institucional implantada pelo banco Mercúrio Solar, no
que atine à terceirização trabalhista, é compatível com o
ordenamento jurídico brasileiro vigente. Tal afirmação se justifica
porque, após o advento da reforma trabalhista, por meio da
entrada em vigor da Lei nº 13.467/2017, passou a ser admitida a
terceirização tanto de atividade-fim quanto de atividade-meio.
Antes do advento da legislação supramencionada, a terceirização
de atividade-fim constituía conduta ilícita vedada pelo
ordenamento jurídico brasileiro.
Fenômeno da terceirização
no ordenamento jurídico
brasileiro

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O que é a terceirização?
Vamos iniciar nossos estudos compreendendo em que consiste a
terceirização no Direito do Trabalho.
A terceirização é um fenômeno jurídico recente na história do direito
brasileiro vigente, consiste na possibilidade de contratação de prestação
de serviços de mão de obra trabalhadora, por intermédio de uma terceira
empresa, denominada interposta.
A formalização da relação de emprego ocorrerá
diretamente junto à empresa que oferece serviços de
mão de obra, embora o empregado fique subordinado à
empresa tomadora ao longo da execução do contrato
de trabalho.
Trata-se de instituto regulado inicialmente pela Lei nº 6.019/1974,
recentemente alterada pela Lei nº 13.467/2017, que trouxe a última
reforma trabalhista.
Conceitualmente, a terceirização deve ser compreendida como a
transferência da execução da mão de obra trabalhadora de uma
empresa para outra.
No caso em questão, temos a empresa contratante/tomadora e a
empresa contratada/prestadora.
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Com o advento da Lei nº 13.467/2017, houve significativo aumento das
possibilidades de terceirização trabalhista; antes só era admitida a
terceirização de atividade-meio. Com o advento da referida lei, passou-
se a admitir a terceirização de atividade-fim, fato que desencadeou
inúmeras críticas, especialmente no que diz respeito aos defensores dos
direitos fundamentais sociais.
Há entendimentos no sentido de que a ampliação do espectro da
terceirização trabalhista teve como consequência a precarização da
mão de obra trabalhadora, especialmente porque a empresa
responsável pelo fornecimento dos trabalhadores que exercerão
atividades profissionais para a empresa tomadora quase sempre paga a
eles o piso de sua categoria profissional como forma de, nessa cadeia
produtiva, auferir lucro em detrimento dos direitos trabalhistas dos
trabalhadores terceirizados.
Os fundamentos legais da terceirização encontram-se nos seguintes
locais:

Artigo 455 da Consolidação das Leis do Trabalho.

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Artigo 25 da Lei nº 8.987/1995 (regime de concessão e permissão no
âmbito da administração pública).

Artigo 94, inciso II, da Lei nº 9.472/1997 (Lei de Telecomunicações).

Lei nº 7.102/1983 (Lei de Vigilância Bancária).

Lei nº 6.019/1974 (Lei de Trabalho Temporário).

Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho.
A Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho é clara ao estabelecer
que a terceirização lícita é aquela que tem como objeto a atividade-meio
da tomadora, como é o caso das atividades de vigilância, limpeza e
conservação, embora tenha sido revogada com o advento da Lei nº
13.467/2017, que passou a permitir, também, a terceirização de
atividades-fim.
A regulamentação normativa da terceirização
no mercado privado ocorreu, inicialmente, por
meio de dois modelos restritos de
contratação: o trabalho temporário (Lei nº
6.019/1974) e o trabalho de vigilância
bancária (Lei nº 7.102/1983)” (DELGADO,
2022, p. 412). Diante desse contexto
propositivo, é relevante afirmar que “o modelo
terceirizante da Lei nº 6.019/1974 produziu,
indubitavelmente, uma inflexão no sistema
trabalhista do país, já que contrapunha à
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clássica relação bilateral (própria da CLT)
uma nova relação trilateral de prestação
colaborativa, dissociando o fato do trabalho
do vínculo jurídico que lhe seria inerente.
Contudo, ainda assim, tal inflexão foi limitada,
uma vez que a fórmula do trabalho
temporário não autorizava a terceirização
permanente, produzindo efeitos transitórios
no tempo.
(DELGADO, 2022, p. 412).
A recente alteração legislativa
Principais alterações trazidas pela Lei nº
13.467/2017
A reforma trabalhista, ocorrida mediante a aprovação da Lei nº
13.467/1917, ampliou de forma significativa o espectro da terceirização
trabalhista no Brasil. Em seu artigo 4-A, passou a admitir que, por meio
da terceirização, a empresa tomadora pudesse transferir para terceiros a
execução de quaisquer de suas atividades, inclusive a atividade
principal. Dessa forma, fica evidente que, no atual sistema jurídico,
admite-se, inclusive, a possibilidade de terceirização de atividade-fim,
algo até então vedado pela Súmula 331 do TST.
A partir dessa reforma legislativa, todas as empresas passaram a ter o
direito de terceirizar tanto atividades-meio quanto atividades-fim,
transferindo para a prestadora de serviços a responsabilidade pela
seleção e contratação dos trabalhadores que exercerão suas atividades
laborativas diretamente em favor da tomadora.
A precarização da mão de obra e uma possível mercantilização dos
direitos trabalhistas são questões sempre postas em debate quando se
discute criticamente o tema terceirização trabalhista.
Os defensores da terceirização sustentam que “a transferência de
determinadas atividades secundárias de uma empresa permite que ela
concentre maiores esforços para aprimorar os seus serviços principais”
(CARVALHO, 2021).
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A lógica da terceirização trabalhista segundo Carvalho (2021, p. 85) é a
seguinte:
O estudo dos efeitos jurídicos decorrentes da terceirização trabalhista
engrandece a análise crítica da temática aqui apresentada e podem ser
 A empresa tomadora “opta por transferir serviços a
terceiros, buscando reduzir seus custos de
produção.
 Em vez de contratar empregados, a empresa
tomadora opta por uma empresa para executar
seus serviços.
 A empresa contratada fica responsável por fornecer
a mão de obra, dirigir e arcar com os custos de seu
pessoal.
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demonstrados das seguintes maneiras:
Primeiro efeito jurídico
O empregado possui vínculo formal de emprego com a empresa
prestadora do serviço de mão de obra, embora esteja diretamente
subordinado ao poderdiretivo e disciplinador da empresa tomadora, que
é a beneficiária direta do exercício regular e não eventual das atividades
laborativas.
Segundo efeito jurídico
“A terceirização – mesmo lícita – provoca, naturalmente, debate acerca
do tratamento isonômico aplicável ao obreiro terceirizado em face dos
trabalhadores diretamente admitidos pela empresa tomadora dos
serviços terceirizados” (DELGADO, 2022, p. 420).
O debate que gira em torno da igualdade salarial evidencia uma das
maiores e mais importantes críticas existentes ao instituto da
terceirização trabalhista. Para que a empresa prestadora de serviços de
mão de obra trabalhadora consiga auferir lucros em suas atividades
empresariais, precisa pagar baixos salários aos seus empregados e,
assim, precarizar as relações de emprego.
A consequência imediata de todo esse contexto fático-jurídico são os
benefícios trazidos para a empresa tomadora, que além de não ser a
responsável direta pelo vínculo de emprego do trabalhador terceirizado,
endossa a prática de pagamento de baixos salários a esses
trabalhadores. Em razão disso, há entendimento de que eles passam a
vivenciar um processo de coisificação no âmbito das relações de
emprego, algo que ofenderia diretamente o princípio da dignidade da
pessoa humana.
A relação entre trabalho
temporário e a terceirização
Efeitos jurídicos da terceirização e suas principais
críticas
O trabalho temporário é considerado a situação-tipo para o advento do
instituto da terceirização trabalhista. O artigo 2 da Lei nº 6.019/1974
regulamenta o trabalho temporário e o define da seguinte forma:
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Trabalho temporário é aquele
prestado por pessoa física a uma
empresa, para atender à
necessidade transitória de
substituição de seu pessoal regular
e permanente ou a acréscimo
extraordinário de serviços.
(MACHADO JÚNIOR, 1999, p. 141)
Nesse sentido, torna-se relevante afirmar:
A Lei nº 6.019/1974, ao gerar a
figura do trabalho temporário,
pareceu querer firmar tipicidade
específica, inteiramente afastada da
clássica relação de emprego. Não
apenas sufragava a terceirização,
mas também fixava rol modesto de
direitos para a respectiva categoria,
além de regras menos favoráveis do
que aquelas aplicáveis a
empregados clássicos também
submetidos a contratos a termo (art.
443 e seguintes da CLT).
(DELGADO, 2022, p. 425)
O empregado terceirizado firmou contrato de trabalho, a fim de
formalizar sua relação de emprego, com a empresa prestadora de
serviços, ou seja, “todas as situações envolvendo terceirização
(conservação e limpeza, atividade-meio, vigilância, trabalho temporário),
caso tenham no polo de prestador de serviços uma pessoa natural que
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labore com pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e
subordinação, são situações regidas pelo Direito do Trabalho, com
contratos de emprego entre o obreiro terceirizado e a empresa
terceirizante” (DELGADO, 2022, p. 426).
Antes da reforma trabalhista, somente era admissível a terceirização
trabalhista de atividades-meio.
Saiba mais
Entende-se por atividade-meio toda aquela atividade que não esteja
diretamente relacionada nem vinculada com a atividade-fim da empresa,
ou seja, com o seu objeto.
Para melhor exemplificar, imagine a seguinte situação:
Há uma instituição de ensino superior cujo objeto é a prestação de
serviços educacionais; considera-se atividade-fim aquela exercida pelo
professor no que atine ao desenvolvimento de atividades laborativas de
ensino, pesquisa e extensão, haja vista que tais atividades integram o
eixo central e o objeto da instituição de ensino.
Além dessa atividade principal, tem-se, ainda, outras atividades
consideradas necessárias ao desenvolvimento das instituições de
ensino, mas que não estão diretamente vinculadas ao seu objeto
central. Os serviços de limpeza, conservação e vigilância são atividades
que, embora não integrem o eixo central da instituição de ensino, são
consideradas necessárias e, por isso, são denominadas de atividades-
meio.
Com o advento de Lei nº 13.429/2017, passou a ser possível a
terceirização trabalhista tanto de atividade-meio quanto de atividade-
fim. O legislador infraconstitucional autorizou as empresas a contratar
prestadores de serviços de mão de obra relacionada à sua atividade-fim.
Qual o re�exo dessa mudança legislativa no
contexto dos direitos trabalhistas?
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Entende-se que a possibilidade de terceirização trabalhista de forma
ampla terá, como algumas de suas consequências, a precarização das
relações de emprego, a redutibilidade de salários e a exploração da mão
de obra, questões que vão de encontro com os princípios da proteção,
intangibilidade de salários, imperatividade das normas trabalhistas, haja
vista que, diante desse contexto, torna-se viável que as empresas
prestadoras de serviços paguem o piso salarial para seus empregados,
sem oferecer a eles outros benefícios e direitos trabalhistas que teriam
se fossem diretamente contratados pela empresa tomadora.
Há intenso debate na doutrina brasileira no que tange à
constitucionalidade da reforma trabalhista, especificamente no ponto
que diz respeito à terceirização.
Trabalhadores terceirizados, que
têm contratos de trabalho
sucessivamente extintos antes de
completar um ano, não chegam a
adquirir direito a férias anuais
remuneradas, o qual se encontra
assegurado em tratados
internacionais ratificados pelo
Brasil. Aqueles que têm contrato
extinto no segundo ano de trabalho
provavelmente não usufruem as
férias, por não permanecerem no
emprego nos doze meses
consecutivos que compreendem o
período concessivo.
(PORTO, 2017, p. 155)
Tal prática “esvazia sobremaneira a eficácia do direito fundamental
voltado à regeneração física e mental e ao convívio social e familiar do
trabalhador” (PORTO, 2017, p. 156).
Outro ponto nevrálgico envolvendo a questão da constitucionalidade do
fenômeno da terceirização trazida pela reforma trabalhista diz respeito à
redutibilidade dos salários.
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A análise comparativa da
remuneração também demonstra
que os terceirizados recebem
salários menores do que os
empregados dos tomadores de
serviços que exercem a mesma
função. De 2007 a 2014, essa
diferença se manteve, em média,
entre 23% e 27%.
(PORTO, 2017, p. 156)
Assim, “resta claro que aos trabalhadores terceirizados é dispensado
tratamento muito inferior àquele assegurado aos empregados diretos do
tomador de serviços. Com efeito, os trabalhadores terceirizados, embora
trabalhem mais, recebem salários e benefícios menores. Ressalta-se
que deve ser adotado o conceito amplo de remuneração previsto na
Convenção nº 100 da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
aprovado pelo Decreto Legislativo nº 24, de 1956, e promulgado pelo
Decreto nº 41.721, 1957” (PORTO, 2017, p. 158).
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A terceirização é um fenômeno jurídico criado com o objetivo de
propor novas formas legalmente viáveis de constituição de vínculos
de emprego. A respeito do tema aqui apresentado, assinale a
alternativa correta:
A
O empregado terceirizado possui vínculo formal de
emprego com a empresa tomadora, a quem se
encontra diretamente subordinado.
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Parabéns! A alternativa C está correta.
O empregado terceirizado possui vínculo formal de empregocom a
empresa interveniente (prestadora de serviços), a responsável
direta pelo pagamento de todas as verbas trabalhistas. Já a
empresa tomadora é quem se beneficia diretamente da mão de
obra do empregado terceirizado e, por isso, ele se encontra
subordinado a ela.
Questão 2
Mesmo com o advento da reforma trabalhista, perduram muitas
divergências sobre a legalidade e a constitucionalidade do
fenômeno jurídico da terceirização, especialmente quando se
analisa a questão em tela sob a perspectiva dos direitos
trabalhistas dos empregados terceirizados. A respeito do tema ora
exposto, assinale a alternativa correta:
B
O vínculo formal de emprego do empregado
terceirizado é com a empresa tomadora, mas se
encontra diretamente subordinado à empresa
interveniente (prestadora de serviços).
C
A empresa interveniente (prestadora de serviços)
possui vínculo formal de emprego com o
empregado terceirizado, ressaltando-se que sua
subordinação é com a empresa tomadora.
D
O empregado terceirizado possui vínculo formal de
emprego com a empresa interveniente (prestadora
de serviços), a quem está subordinado.
E
A subordinação do empregado é tanto à empresa
tomadora quanto à empresa interveniente
(prestadora de serviços), haja vista que é com
ambas que possui vínculo formal de emprego.
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Parabéns! A alternativa B está correta.
O Judiciário brasileiro não reconhece a terceirização como um
instituto ilegal e inconstitucional, mesmo havendo muitas críticas
no sentido de que esse instituto atenta contra os direitos
fundamentais sociais e trabalhistas dos empregados terceirizados.
Há posicionamentos doutrinários bastante solidificados que
sinalizam no sentido de reconhecer que a terceirização é uma
forma de ofensa aos direitos trabalhistas dos empregados, tendo
em conta que essa seria considerada uma estratégia do sistema
capitalista utilizada para a precarização da mão de obra.
A
A terceirização é um instituto reconhecido pelo STF
como inconstitucional, levando em conta que atenta
diretamente contra os direitos trabalhistas dos
empregados terceirizados.
B
Embora haja muitas críticas quanto à legalidade e à
constitucionalidade do instituto da terceirização,
sabe-se que ele é reconhecido pelo Judiciário
brasileiro.
C
Considerando-se que a terceirização atenta contra
os direitos trabalhistas dos empregados, ela não é
reconhecida pelo Judiciário brasileiro.
D
A terceirização é considerada ilegal, mas não
inconstitucional, pelo poder Judiciário brasileiro
atual.
E
A terceirização não atenta em nada contra os
direitos dos empregados e, por isso, é considerada
constitucional e legal pelo Judiciário brasileiro.
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2 - Terceirização e responsabilidade jurídica
Ao �nal deste módulo, você será capaz de identi�car os principais
requisitos da responsabilidade jurídica decorrente da terceirização
trabalhista e seus re�exos nos direitos fundamentais sociais do
empregado.
Ligando os pontos
A responsabilidade jurídica da empresa tomadora e da empresa
interveniente (prestadora de serviços), no contexto da terceirização
trabalhista, é um tema que gera inúmeras divergências teóricas e,
muitas vezes, jurisprudenciais (junto aos tribunais brasileiros). Os
reflexos dessa temática são diretos quando se fala em proteção dos
direitos trabalhistas dos empregados terceirizados, especialmente no
que atine ao fato de o vínculo empregatício ser constituído diretamente
com a empresa interveniente e a subordinação do empregado estar
vinculada à empresa tomadora. Além das questões aqui expostas,
temos, ainda, os reflexos da terceirização trabalhista no campo do
processo trabalhista, seja no que atine à competência do juízo ou à
possibilidade de formação de litisconsórcio passivo facultativo.
A Faculdade Tabajaras do Sul, localizada na cidade de Cacacá, interior
do estado de São José, resolveu terceirizar os serviços de limpeza,
conservação e vigilância no ano de 2019. Já no ano de 2020, a referida
instituição de ensino superior resolveu terceirizar, também, a mão de
obra de professores, objetivando economizar com sua folha de
pagamento. Iniciado o ano de 2022, a Faculdade Tabajaras do Sul
encerra suas atividades e a empresa interveniente também age no
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mesmo sentido (encerra suas atividades), alegando crise financeira
decorrente da pandemia da covid-19.
Você, advogado em Cacacá, fora procurado por um ex-trabalhador da
Faculdade Tabajaras do Sul que, não só gostaria de saber se poderia
reivindicar seus direitos na Justiça – porque a faculdade encerrou as
atividades por causa da situação pandêmica vivida por todos –, como
também queria saber sobre qual empresa recairia uma eventual
responsabilização pelos pagamentos das verbas trabalhistas.
Diante desse caso, vamos responder a algumas questões sobre
responsabilidade jurídica pelo pagamento das verbas trabalhistas e
previdenciárias no caso de terceirização de mão de obra?
Questão 1
A responsabilidade jurídica pelo pagamento das verbas trabalhistas
e previdenciárias, no caso de terceirização de mão de obra
envolvendo relação de emprego, é tema de significativa importância
no ordenamento jurídico brasileiro. A respeito dessa temática,
assinale a alternativa correta:
A
O texto original da Lei nº 6.019/1974 (art. 16) prevê
a responsabilidade solidária da empresa tomadora
dos serviços (empresa-cliente) pelas verbas de
contribuições previdenciárias, remuneração e
indenização referente à terceirização trabalhista.
B
Conforme estabelece a Súmula 371 do TST e a Lei
nº 13.429/2017, a responsabilidade da empresa
tomadora de serviços é solidária com a empresa
interveniente nos casos envolvendo terceirização
trabalhista.
C
Segundo estabelece a Lei nº 6.019/1974, nos casos
de terceirização trabalhista, a responsabilidade da
empresa tomadora é subsidiária, tendo em vista que
a empresa interveniente é quem assume
diretamente a responsabilidade pelos créditos dos
trabalhadores terceirizados.
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Parabéns! A alternativa A está correta.
A Lei nº 6.019/1974 instituiu como regra geral a responsabilidade
solidária da empresa tomadora e da empresa interveniente nos
casos envolvendo terceirização trabalhista. Com o advento da
Súmula 371 do TST e da Lei nº 13.429/2017 (reforma trabalhista), a
responsabilidade da empresa tomadora passou a ser subsidiária
nos casos de terceirização trabalhista, haja vista que o vínculo
direto do empregado terceirizado é com a empresa interveniente.
Com relação ao litisconsórcio, pode-se afirmar que não é possível
formar o litisconsórcio passivo facultativo, na ação trabalhista
envolvendo mão de obra de empregado terceirizado, porque a
empresa tomadora responde subsidiariamente.
Questão 2
O estudo do tema terceirização trabalhista, na perspectiva do
processo do trabalho, é de significativa importância para o
entendimento das questões a ela inerentes. A respeito da
competência e da formação de litisconsórcio em ações trabalhistas
propostas por empregados terceirizados, assinale a alternativa
correta:
D
É juridicamente possível a constituição do
litisconsórcio passivo facultativo em ações
trabalhistas propostas por empregado terceirizado,
levando em conta que a responsabilidade de
empresa tomadora e interveniente é solidária.
E
Não é juridicamente possível a constituição do
litisconsórcio passivo facultativo em razão da
responsabilidade da empresa tomadora e
interveniente ser solidária, tal como estabelece a
Súmula 371 do TST e a Lei nº 13.429/2017.
A
Mesmo antes do advento da EmendaConstitucional
nº 45, a Justiça do Trabalho era competente para
processar e julgar demandas envolvendo relações
de emprego e relações de trabalho, inclusive as
reclamatórias trabalhistas com objeto na
terceirização trabalhista.
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Parabéns! A alternativa C está correta.
Antes do advento da Emenda Constitucional nº 45, a competência
da Justiça do Trabalho era restrita para o processamento e
julgamento de relações de emprego, não se admitindo o debate de
relações de trabalho no âmbito das ações trabalhistas propostas.
Após o advento da respectiva emenda constitucional, ampliou-se a
competência da Justiça do Trabalho, passando-se a incluir relações
de emprego e de trabalho como objeto possível das reclamatórias
trabalhistas. Considerando-se que a empresa tomadora é
subsidiariamente responsável nos casos de terceirização
trabalhistas, pode-se afirmar que não é processualmente possível a
B
É juridicamente possível a formação de
litisconsórcio passivo facultativo da empresa
tomadora com a empresa interveniente nos casos
de ações trabalhistas propostas por empregados
terceirizados.
C
A Justiça do Trabalho tem competência absoluta
em razão da matéria para o processamento e
julgamento de demandas judiciais envolvendo
relações de emprego e trabalho, incluindo-se, nesse
rol, as reclamatórias trabalhistas ajuizadas por
empregados terceirizados.
D
É possível a constituição do litisconsórcio ativo
facultativo de empregados terceirizados, assim
como é admissível o litisconsórcio passivo
facultativo da empresa tomadora e interveniente,
quando ajuizada reclamatória trabalhista cujo objeto
é o reconhecimento de direitos fundamentais
sociais no contexto da terceirização.
E
O fenômeno jurídico da terceirização faculta aos
empregados terceirizados ajuizarem suas
respectivas reclamatórias trabalhistas na Justiça do
Trabalho ou, facultativamente, na Justiça Federal, de
modo a assegurar o direito fundamental de acesso à
Justiça.
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formação de litisconsórcio passivo facultativo entre empresa
tomadora e empresa interveniente, nos casos envolvendo
reclamatória trabalhista ajuizada por empregado terceirizado. A
competência para julgar ações trabalhistas envolvendo direitos de
empregados terceirizados é absoluta e exclusiva da Justiça do
Trabalho.
Questão 3
Explique e justifique juridicamente quem deverá responder pelo
pagamento das verbas trabalhistas dos empregados terceirizados. Em
seguida, analise se os autores das reclamatórias trabalhistas poderão
constituir litisconsórcio passivo necessário, como meio de garantir a
proteção dos seus direitos trabalhistas.
Digite sua resposta
Chave de resposta
As reclamatórias trabalhistas ajuizadas pelos empregados
terceirizados deverão ser propostas em face da empresa
interveniente, haja vista a responsabilidade subsidiária da empresa
tomadora, tal como se encontra previsto na Súmula 331 do TST e
na Lei nº 13.429/2017 (reforma trabalhista). Em razão disso, os
reclamantes precisam demandar, primeiro, a empresa
interveniente e apenas se provarem sua impossibilidade de quitar
os débitos trabalhistas e previdenciários é que poderão acionar a
empresa tomadora, comprometendo-se, assim, a formação do
litisconsórcio passivo facultativo.
A responsabilidade jurídica
na terceirização
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Responsabilidade jurídica da empresa tomadora e
da empresa interveniente
Responsabilidade e
terceirização
Neste vídeo, conheceremos as responsabilidades de tomador e
interveniente nos casos de terceirização.
A terceirização trabalhista é um fenômeno por meio do qual a gestão do
vínculo empregatício fica a cargo de uma empresa interveniente, que
oferece à empresa tomadora a mão de obra trabalhadora para, assim,
viabilizar o exercício das atividades laborativas diretamente
subordinadas à empresa que se beneficia da referida mão de obra.
A temática da responsabilidade em
situações de terceirização foi
tratada expressamente pela Lei do
Trabalho Temporário. Estabelece o
texto original da Lei nº 6.019/1974
(art. 16) a responsabilidade solidária
da empresa tomadora dos serviços
(empresa-cliente) pelas verbas de
contribuições previdenciárias,
remuneração e indenização.
(DELGADO, 2022, p. 432)

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É relevante observar que a empresa tomadora (empresa-cliente) no
âmbito da terceirização trabalhista respondia solidariamente pelas
verbas trabalhistas e previdenciárias com a empresa interveniente
(prestadora de serviços).
Não obstante solidária, a
responsabilidade criada pela Lei nº
6.019/1974, sua hipótese de
incidência era sumamente restrita:
incidiria apenas havendo falência da
empresa fornecedora da força de
trabalho. Além disso, a
responsabilidade solidária não
abrangeria todas as verbas do
contrato envolvido, somente aquelas
poucas especificadas na Lei nº
6.019/1974.
(DELGADO, 2022, p. 432)
Tal regra foi alterada em momento posterior, especialmente com o
advento da Súmula 331 do TST, cuja interpretação sistemática direciona
para a responsabilidade subsidiária da empresa tomadora, já que o
entendimento prevalente é aquele no qual a empresa interveniente é
quem responde diretamente pelo pagamento de todas as verbas
trabalhistas e previdenciárias referentes ao empregado-terceirizado,
tendo em consideração que é com ela que o empregado formaliza seu
vínculo de emprego.
A súmula 371 do TST, tratando
dessa reinterpretação da ordem
justrabalhista no que tange à
temática da responsabilidade em
contextos de terceirização, fixou que
o inadimplemento das obrigações
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trabalhistas, por parte do
empregador, implica na
responsabilidade subsidiária do
tomador dos serviços quanto
àquelas obrigações, desde que
tenha participado da relação
processual e conste também no
título executivo judicial”.
(DELGADO, 2022, p. 432-433)
Mesmo com o advento da reforma trabalhista (Lei nº 13.429/2017), a
regra que continua vigorando, a respeito da responsabilidade decorrente
da terceirização, é a seguinte:
A empresa tomadora tem responsabilidade subsidiária, ou seja,
considerando-se que o vínculo empregatício na terceirização é
constituído diretamente como a empresa interveniente, sabe-se que ela
é quem responderá de forma direta por todos os encargos trabalhistas.
Subsidiariamente, se a empresa interveniente não puder cumprir com o
pagamento de todos os encargos trabalhistas, estende-se essa
responsabilidade para a empresa tomadora, haja vista que é quem se
beneficiou diretamente dos préstimos da mão de obra trabalhadora.
Uma indagação se torna relevante no presente contexto:
A responsabilidade subsidiária, preconizada no inciso
VI da Súmula 331 TST e na Lei nº 13.429/2017, aplica-
se a créditos trabalhistas resultantes de contratos de
terceirização pactuados com entes estatais?
Em homenagem aos princípios da proteção e da isonomia, pode-se
afirmar que o Estado deve responder subsidiariamente pelo pagamento
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das verbas trabalhistas não quitadas pela empresa interveniente, tendo
em conta que os direitos fundamentais sociais são de natureza
indisponível e irrenunciável.
Reconhecer, no presente caso, a irresponsabilidade absoluta do ente
estatal seria uma forma de legitimar a violação de direitos trabalhistas
pelo próprio Estado. “Assim, quer em face da responsabilidade objetiva
do Estado, quer em face de sua responsabilidadesubjetiva, inerente a
qualquer pessoa jurídica, as entidades estatais respondem, sim, pelos
valores resultantes dos direitos trabalhistas devidos pelos
empregadores envolvidos com contratos terceirizantes com tais
entidades” (DELGADO, 2022, p. 434).
Terceirização e direitos
fundamentais sociais dos
trabalhadores
Solidariedade entre empresa interveniente e
tomadora
Outra indagação é considerada fundamental no presente momento da
reflexão científica proposta:
Quais seriam os desdobramentos jurídico-legais, para
empregador e empregado, caso prevaleça a regra da
responsabilidade trabalhista solidária, entre empresa
interveniente e tomadora, no que atine aos direitos
fundamentais sociais, previdenciários e trabalhistas
dos empregados terceirizados?
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A primeira importante vantagem seria para o empregado-terceirizado,
que não teria como obrigação esgotar as tentativas de satisfação de
seu crédito trabalhista e previdenciário em face da empresa
interveniente para, somente depois disso, acionar a empresa tomadora.
Nesse caso o empregado-terceirizado poderia acionar judicialmente
ambas as empresas, por meio da constituição de um litisconsórcio
passivo facultativo, tanto na fase do processo de conhecimento quanto
na fase do processo de execução.
Uma desvantagem que pode ser levantada no presente contexto diz
respeito aos interesses da empresa tomadora, ou seja:
Se ela responder solidariamente pelos créditos
trabalhistas e previdenciários, juntamente com a
prestadora de serviços (empresa interveniente), qual
seria a vantagem de contratar uma empresa
interveniente para fornecer mão de obra terceirizada?
Uma das principais vantagens para a empresa tomadora, ao optar pela
terceirização trabalhista, é a responsabilidade subsidiária por ela
assumida frente à empresa interveniente.
Além disso, ressalta-se o dever de a empresa interveniente assumir a
responsabilidade direta pelo pagamento de todas as verbas trabalhistas
devidas ao longo do contrato de trabalho, cabendo à empresa tomadora
apenas a responsabilidade de gerir a prestação de serviços enquanto o
contrato de trabalho estiver em vigor. A adoção da regra da
responsabilidade solidária poderá ocasionar impacto econômico na
atividade desenvolvida por empresas intervenientes, pelos motivos aqui
expostos.
Outra questão a ser aventada nesse momento diz respeito à vantagem e
privilégio conferido à empresa interveniente, caso prevaleça a tese de
responsabilidade solidária no caso de terceirização trabalhista. Se a
empresa tomadora for solidariamente responsável, isso poderia
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desencadear um certo conforto para a empresa interveniente, além da
possibilidade de estimular possíveis fraudes de empresas prestadoras
de serviços de mão de obra.
Se uma empresa interveniente se lança no mercado,
sabendo que a responsabilidade trabalhista decorrente
da terceirização é solidária, qual garantia a empresa
tomadora terá que todos os encargos trabalhistas
serão regularmente quitados pela empresa
interveniente ao longo da execução do contrato de
trabalho?
Reconhecer a responsabilidade solidária, no presente contexto, poderá
trazer conforto à empresa interveniente e insegurança à empresa
tomadora, fatores esses que poderão influenciar diretamente no êxito da
terceirização como instituto do Direito do Trabalho.
Aspectos processuais na
terceirização
Competência e litisconsórcio
Competência é a atribuição legal para o exercício da função
jurisdicional, previamente definida em lei que estabelecerá critérios de
como a jurisdição será exercida, delimitando a matéria e sua extensão
territorial. A Justiça do Trabalho é regida pela regra de competência
absoluta em razão da matéria, fundada em norma jurídica cogente que
autoriza o magistrado a reconhecer de ofício vício de competência
absoluta, ou seja, se o magistrado verificar que é absolutamente
incompetente para uma demanda, poderá reconhecer sua
incompetência mediante provocação da parte interessada ou, ainda, ex
officio.
Com o advento da Emenda Constitucional nº 45/2004, verifica-se a
ampliação das atribuições conferidas à Justiça do Trabalho, ou seja,
antes da respectiva emenda, a competência da Justiça do Trabalho era
mais restrita às questões diretamente relacionadas com os direitos
trabalhistas (relações de emprego). O advento da Emenda
Constitucional nº 45, ao ampliar a competência da Justiça do Trabalho,
permitiu que demandas que abordam direta ou indiretamente questões
trabalhistas fossem objeto de análise da Justiça do Trabalho, incluindo-
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se, por exemplo, a competência para o processamento e julgamento de
ações de indenização por danos morais e materiais decorrentes de
acidente de trabalho, além da apreciação de algumas demandas
envolvendo relações de trabalho.
Com a EC nº 45, de 2004, confirmou-
se a já sedimentada competência
judicial trabalhista para conhecer e
julgar lides inerentes à terceirização:
é que a competência constitucional
abrange não só as relações de
emprego, como, ainda, qualquer
relação de trabalho conexa à
terceirização.
(DELGADO, 2022, p. 436)
A grande modificação trazida pela Emenda Constitucional nº 45 é que,
antes dela, a Justiça do Trabalho era competente para o processamento
e julgamento de demanda envolvendo, apenas, as relações de emprego,
mas, após seu advento, a competência se estendeu para as relações de
trabalho. As razões que levaram o legislador constitucional a fazer essa
opção têm relação direta com a especialidade da Justiça do Trabalho,
tecnicamente preparada para processar e julgar demandas envolvendo
tanto as relações de emprego quanto as relações de trabalho.
Outra relevante questão processual a ser debatida no presente contexto
é a formação de litisconsórcio nas ações trabalhistas cuja pretensão
deduzida é a terceirização. Conforme exposto, a responsabilidade da
empresa tomadora é subsidiária e, em razão disso, o reclamante
precisa, primeiro, demandar a empresa interveniente (prestadora de
serviços) e só após reconhecer sua insuficiência em arcar com o
pagamento das verbas trabalhistas e previdenciárias é que poderá
demandar a empresa tomadora, que responderá de forma subsidiária.
Em razão disso, afirma-se que não será possível a
constituição de litisconsórcio passivo facultativo
quando a responsabilidade civil da empresa tomadora
for subsidiária.
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Somente será juridicamente possível a constituição do litisconsórcio
passivo facultativo, na ação trabalhista cuja pretensão é a terceirização,
quando restar reconhecida a responsabilidade civil solidária entre
empresa interveniente e empresa tomadora.
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O instituto da terceirização trabalhista, embora seja regulamentado
pelo direito material, tem importantes discussões no contexto
processual. A respeito desse tema, assinale a alternativa correta:
Parabéns! A alternativa B está correta.
Não se admite a formação do litisconsórcio ativo necessário no
caso de ações trabalhistas envolvendo discussões referentes à
A
Nas ações trabalhistas, cujo objeto é a terceirização,
é juridicamente admissível a formação do
litisconsórcio ativo necessário.
B
Não é juridicamente possível a constituição do
litisconsórcio passivo facultativo nas ações
trabalhistas que discutem a terceirização, haja vista
que a responsabilidade jurídica da empresa
tomadora é subsidiária.
CÉ juridicamente possível a formação do
litisconsórcio ativo e passivo no âmbito das ações
trabalhistas que discutem a terceirização.
D
A competência para o processamento e julgamento
das ações trabalhistas envolvendo terceirização é
relativa e pertence à Justiça do Trabalho.
E
Excepcionalmente a competência para o julgamento
das ações envolvendo a terceirização poderá ser da
Justiça Estadual Comum ou Justiça Federal.
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terceirização, tendo em vista que dessa forma poderá ocorrer a
limitação do direito fundamental de acesso à justiça. Considerando-
se que a responsabilidade jurídica da empresa tomadora é
subsidiária, não é admissível a formação de litisconsórcio passivo
nas ações trabalhistas envolvendo discussão da terceirização. A
competência para o processamento e julgamento das ações
trabalhistas envolvendo terceirização é da Justiça do Trabalho e é
absoluta.
Questão 2
A responsabilidade jurídica, no que atine à terceirização trabalhista,
é um tema de importante relevância para o entendimento dos
direitos trabalhistas dos empregados terceirizados. A partir da
temática aqui apresentada, assinale a alternativa correta:
A
A empresa tomadora é diretamente responsável
pelo pagamento dos créditos trabalhistas dos
empregados terceirizados, tendo em vista que ele é
diretamente subordinado a essa empresa.
B
O pagamento dos créditos trabalhistas é de
responsabilidade direta da empresa interveniente,
levando em consideração que a empresa tomadora
responde subsidiariamente pelo referido
pagamento.
C
O empregado terceirizado é diretamente
subordinado à empresa interveniente (prestadora de
serviços), ressaltando-se que é essa empresa a
responsável pelo pagamento dos créditos
trabalhistas.
D
Embora o empregado terceirizado não esteja
subordinado à empresa tomadora, sabe-se que é ela
quem tem responsabilidade subsidiária pelo
pagamento dos créditos trabalhistas.
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Parabéns! A alternativa B está correta.
A empresa tomadora é subsidiariamente responsável pelo
pagamento dos créditos trabalhistas. O empregado terceirizado
encontra-se diretamente subordinado à empresa tomadora. O
pagamento dos créditos trabalhistas do empregado terceirizado é
de responsabilidade direta da empresa interveniente, considerando-
se que a empresa tomadora é subsidiariamente responsável. Não
há qualquer subordinação do empregado terceirizado à empresa
interveniente (prestadora de serviços).
3 - Aspectos da terceirização na administração
pública
Ao �nal deste módulo, você será capaz de reconhecer os conceitos básicos
do fenômeno jurídico da terceirização no âmbito da administração
pública.
Ligando os pontos
E
O empregado terceirizado não está subordinado à
empresa interveniente (prestadora de serviços)
levando em conta que essa empresa não tem
qualquer responsabilidade quanto ao pagamento
dos créditos trabalhistas.
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O fenômeno jurídico da terceirização trabalhista no âmbito da
administração pública é tema controverso que gera inúmeras
discussões e questionamentos na comunidade jurídica. A primeira
questão a ser analisada no contexto temático em tela é a
obrigatoriedade de realização de concurso público como condição para
a contratação de pessoas que trabalharão na administração pública. A
partir dessa máxima, é possível indagar se é juridicamente possível a
terceirização no âmbito da administração pública direta e indireta e, em
sendo admissível tal possibilidade, deve-se analisar se tal fenômeno
englobaria apenas as atividades-meio ou, também, as atividades-fim.
O município de Alegria do Viver resolveu terceirizar o serviço de limpeza
e vigilância. Em razão disso, contratou a empresa interveniente
(prestadora de serviços) denominada Sonhos Impossíveis, a qual tinha
como atividade-fim o serviço de limpeza e vigilância. O contrato firmado
entre as partes iniciou em agosto de 2019 e perdurou até dezembro de
2021. Desde o mês de agosto de 2021, a empresa Sonhos Impossíveis
deixou de pagar salário, depositar o FGTS e recolher contribuição
previdenciária de seus empregados terceirizados.
Ante esse caso, pergunta-se: é possível que a administração pública
terceirize serviços? Ter-se-ia uma degenerescência da Constituição
Federal? Ou, em outras palavras: a terceirização na administração
pública não infringe o regramento constitucional da aprovação prévia
em concurso público de provas e de provas e títulos como requisitos
para a investidura em cargo ou emprego público?
Após a leitura do caso, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
O texto da Constituição brasileira de 1988 é categórico ao
estabelecer que a forma clássica de contratação de pessoal para
exercer atividades laborativas junto à administração pública é o
concurso público. Em contrapartida, verifica-se, ainda, que a
terceirização é outra forma admissível de contratação de pessoas
para exercerem suas atividades laborativas junto à administração
pública. A respeito do tema apresentado, assinale a alternativa
correta:
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Parabéns! A alternativa B está correta.
O administrador público não poderá escolher livremente sua forma
de contratação de pessoas, tendo em vista a obrigatoriedade de
respeitar os princípios constitucionais da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Excepcionalmente, admite-se a contratação de pessoas via
terceirização, desde que sejam observados os limites jurídicos
previamente estabelecidos em lei. A terceirização não se constitui
em ato administrativo discricionário. A terceirização gera
responsabilidade subsidiária do Estado, caso a empresa
interveniente (prestadora de serviços) esteja inadimplente quanto
ao pagamento dos créditos trabalhistas.
Questão 2
A
O administrador público poderá escolher livremente
sua forma de contratação de pessoas, seja via
concurso público ou terceirização.
B
A forma clássica de contratação de pessoas é o
concurso público, admitindo-se, de forma
excepcional e nos limites legais, a terceirização.
C
Qualquer atividade da administração pública poderá
ser terceirizada, haja vista tratar-se de ato
discricionário do agente público.
D
A terceirização não gera qualquer responsabilidade
para a administração pública no que tange ao
pagamento dos créditos dos empregados
terceirizados.
E
É absolutamente inadmissível a contratação de
pessoal na administração pública via terceirização.
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O fenômeno jurídico da terceirização deve ser compreendido sob o
viés do direito público quando se fala na aplicabilidade e utilização
da terceirização trabalhista pela administração pública. A respeito
desse tema, assinale a alternativa correta:
Parabéns! A alternativa A está correta.
A
A administração pública é juridicamente
considerada empresa tomadora e, por isso,
responde subsidiariamente pelos créditos
trabalhistas dos empregados terceirizados, no caso
de inadimplemento da empresa interveniente
(prestadora de serviços).
B
O empregado terceirizado é subordinado de forma
direta à empresa interveniente (prestadora de
serviço), que é a pessoa diretamente responsável
pelo pagamento dos débitos trabalhistas referente
aos empregados terceirizados.
C
A administração pública não tem qualquer
responsabilidade jurídica quanto ao pagamento dos
créditos trabalhistas dos empregados terceirizados,
tendo em consideração que essa é uma
responsabilidade exclusiva da empresa
interveniente(prestadora de serviços).
D
Em razão das disponibilidades dos direitos
trabalhistas dos empregados terceirizados, a
administração pública não terá qualquer
responsabilidade jurídica quanto ao pagamento dos
respectivos créditos trabalhistas.
E
A responsabilidade jurídica pelo pagamento dos
créditos trabalhistas de empregados terceirizados é
solidária entre a empresa interveniente (prestadora
de serviços) e a administração pública.
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A responsabilidade jurídica da administração pública, nos casos de
terceirização trabalhista, é subsidiária, considerando-se que os
direitos trabalhistas dos empregados terceirizados são de natureza
indisponível e inalienável. O empregado terceirizado é diretamente
subordinado à administração pública.
A empresa interveniente (prestadora de serviço) é a responsável
direta pelo pagamento das verbas trabalhistas, ressaltando-se que a
administração pública será subsidiariamente responsável pelo
pagamento dos respectivos créditos trabalhistas. Os créditos
trabalhistas dos empregados terceirizados são de natureza
indisponível e irrenunciável. Não existe responsabilidade solidária
entre administração pública e empresa interveniente (prestadora de
serviços) quanto ao pagamento de créditos trabalhistas de
empregados terceirizados perante à administração pública.
Questão 3
A partir do estudo de caso aqui apresentado, responda: o município
Alegria do Viver tem responsabilidade jurídica quanto ao pagamento dos
créditos trabalhistas dos empregados terceirizados? Justifique
juridicamente sua resposta:
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Digite sua resposta
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Os direitos dos empregados terceirizados são irrenunciáveis e
indisponíveis, levando em conta que visam garantir o seu sustento
e a dignidade da pessoa humana. No caso em análise, verifica-se
que o município de Alegria do Viver responderá subsidiariamente
pelo pagamento dos créditos trabalhistas dos empregados
terceirizados. Se a empresa interveniente Sonhos Impossíveis não
conseguiu arcar com o pagamento das verbas trabalhistas,
conclui-se que essa responsabilidade recairá subsidiariamente
sobre o município Alegria do Viver, que foi quem se beneficiou
diretamente da mão de obra dos trabalhadores.
Terceirização e administração
pública
A terceirização na
administração pública
Neste vídeo, o professor nos explica sobre os diferentes aspectos e
impactos da terceirização na administração pública.

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Primeiros aspectos
O advento da Constituição brasileira de 1988 trouxe significativas
modificações no que atine à administração pública, ou seja:
A Carta Magna colocou a aprovação
prévia em concurso público de
provas e de provas e títulos como
requisito insuplantável para a
investidura em cargo ou emprego
público, considerando nulo o ato de
admissão efetuado sem a
observância de tal requisito.
(DELGADO, 2022, p. 422)
No momento em que a legislação constituinte adotou a respectiva regra,
passamos a ter significativo obstáculo no que tange ao fenômeno da
terceirização trabalhista no setor público, já que o concurso público
passou a ser a essência do ato de admissão de trabalhadores pelo
Estado.
O objetivo do legislador constituinte foi estabelecer
critérios mais objetivos (menos subjetivos) de
contratação de pessoas para o exercício de atividades
laborativas no âmbito da administração pública,
privilegiando a aplicabilidade dos princípios da
legalidade, impessoalidade e eficiência.
Entendeu-se, a partir de então, que o concurso público é instrumento
efetivo que viabiliza a contratação de pessoas com base em critérios
fundados nas habilidades e competências profissionais de cada
candidato, afastando-se da sistemática clientelista.
A terceirização de mão de obra no âmbito da administração pública é
tema não pacificado na doutrina e na jurisprudência brasileira e, por
isso, torna-se relevante apresentar os três posicionamentos teóricos
existentes:
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Primeira corrente
A primeira corrente afirma que a terceirização de atividades
pelo Estado é conduta ilícita, não gera vínculo empregatício em
razão da vedação constitucional e, por isso, não teria a aptidão
de produzir efeitos no que atine à responsabilidade do Estado
quanto ao pagamento de verbas trabalhistas e previdenciárias
aos empregados terceirizados.
Segunda corrente
A segunda corrente se posiciona no sentido de conferir
validade ao vínculo jurídico com o ente estatal tomador dos
serviços, que assume, “em consequência, a posição de
empregador desde o início da relação socioeconômica
verificada” (DELGADO, 2022, p. 423).
Terceira corrente
A terceira corrente afirma que não se pode negar validade e
eficácia ao texto constitucional, “como se o Direito do Trabalho
fosse um superdireito, imune a qualquer influência ou comando
retificador de sua rota, mesmo quando oriundo do documento
político e jurídico maior de uma nação” (DELGADO, 2022, p.
424).
“Para a corrente intermediária, permaneceria o dilema de compatibilizar-
se, harmonizar-se a vedação constitucional ao reconhecimento de
vínculo empregatício com entidades estatais sem concurso público com
inúmeros outros princípios e regras constitucionais tão relevantes
quanto a regra vedatória obedecida” (DELGADO, 2022, p. 424). Mesmo
que a terceirização trabalhista realizada pelo Estado seja considerada
atividade ilícita, para a terceira corrente o reconhecimento dessa
ilicitude não seria suficiente para justificar a violação dos direitos
trabalhistas dos empregados terceirizados.
Controvérsias jurídicas
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Se a administração pública se beneficia diretamente da mão de obra dos
trabalhadores terceirizados (e direta ou indiretamente a coletividade
também se beneficia do exercício dessas atividades laborativas), e
mesmo que tal prática seja considerada ilícita a partir da leitura do texto
da Constituição brasileira de 1988, isso, por si só, não poderá afastar a
responsabilidade subsidiária do ente público em arcar com o
pagamento das verbas trabalhistas devidas. Reconhecer a absoluta
irresponsabilidade do Estado, quanto ao pagamento subsidiário das
verbas trabalhistas e previdenciárias em favor dos empregados
terceirizados, constitui uma forma de enriquecimento ilícito do Estado.
A terceirização representa uma das
formas de descentralização das
atividades estatais amplamente
difundida desde o advento de
Ementa Constitucional nº 19, que
incluiu o princípio da eficiência entre
os princípios constitucionais
contidos no caput do art. 37 da
Constituição Federal, visando à
modernização e à otimização do
Estado.
(SANTO, 2004, p. 157)
Embora o texto constitucional estabeleça a obrigatoriedade de concurso
público para seleção de pessoas para trabalharem para o Estado, não
podemos afastar a terceirização como atividade excepcional e
necessária à garantia da continuidade na prestação do serviço público.
Propõe-se, aqui, uma reflexão mais sistemática, menos legalista e literal
sobre o tema em questão.
Re�exão
Se interpretarmos a literalidade do texto constitucional vigente, a
conclusão imediata será a vedação da prática da terceirização em razão
da obrigatoriedade de contratação de pessoas via concurso público.
Porém, caso o texto constitucional seja interpretado de forma
sistemático-integrativa, pode-se reconhecer que a terceirização é uma
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medida excepcionalque poderá ser adotada pelo Estado como meio de
garantir a regularidade na prestação dos serviços públicos, de modo a
atender aos interesses da coletividade.
Caráter excepcional da
terceirização na
administração pública
Especi�cidades da terceirização na
administração pública
“Por terceirização entende-se a contratação de empresas
especializadas, terceiros, para a realização de atividades-meio e fim de
determinada organização” (SANTO, 2004, p. 157). A partir da recente
reforma trabalhista, ocorrida no ano de 2017 no Brasil, passou-se a
admitir a terceirização de atividade-fim e meio.
No âmbito da administração pública:
Para que ela se realize da forma como
permitida pela legislação vigente, o plano de
cargos e carreiras da União, estado ou
município deverá ser omisso no tocante ao
cargo que se pretenda terceirizar. Ou seja,
havendo regulamentação pelo plano de
cargos e carreira de um município, por
exemplo, acerca do cargo, o qual pretende ser
eventualmente terceirizado, ocorrerá mera
substituição de mão de obra, já que referido
cargo integra a estrutura organizacional
dessa municipalidade, e as despesas
inerentes a este serão contabilizadas como
outras despesas com pessoal, computadas
no cálculo do limite constitucionalmente
imposto pelo art. 169 da CF.
(SANTO, 2004, p. 157)
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Pelo que foi aqui exposto, é importante esclarecer o seguinte:
A regra adotada no serviço público é que a contratação de pessoas
ocorrerá via concurso público, de provas ou de provas e títulos.
Excepcionalmente o Estado poderá se utilizar de outras formas de
contratação, desde que as justifique a partir da necessidade excepcional
de interesse público.
Significa dizer que o Estado precisa manter a regularidade na prestação
dos serviços públicos, de modo a atender aos interesses da
coletividade.
Em razão disso, se eventualmente não for possível a contratação de
pessoas via concurso público, poderá o agente público se utilizar de
outros meios considerados excepcionais. A terceirização é um meio
excepcional de contratação de pessoas pelo Estado e poderá ser
utilizada com o condão de garantir a regular prestação dos serviços
públicos.
De fato, o uso da terceirização deve
visar ao atendimento das
necessidades dos administrados,
fornecendo-lhes serviços de boa
qualidade, com redução nos custos
e com a consequente
implementação de incentivos à
iniciativa privada.
(SANTO, 2004, p. 158)
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Maria Sylvia Zanella Di Pietro (1999, p. 99), ao estudar sobre a
terceirização no âmbito da administração pública, afirma: “suas
principais vantagens seriam a especialização da empresa contratada, a
possibilidade de a empresa tomadora do serviço concentrar-se na
execução de suas atividades-fim, a diminuição de encargos trabalhistas
e previdenciários, com a consequente redução do preço do produto ou
serviço, a simplificação da estrutura empresarial”.
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O Direito Constitucional e Direito Administrativo brasileiro vigente
institui como regra geral a contratação de servidores públicos via
concurso público, de modo a viabilizar a aplicabilidade dos
princípios da legalidade, impessoalidade e isonomia de acesso aos
cargos públicos. Mesmo assim, verifica-se, no âmbito da
administração pública, a discussão jurídica acerca da terceirização
trabalhista. A respeito dos temas aqui apresentados, assinale a
alternativa correta:
A
Não é juridicamente admissível a contratação de
servidores públicos via terceirização trabalhista,
haja vista que essa é uma prática considerada ilícita
no âmbito da administração pública.
B
O concurso público é a única forma admitida
constitucionalmente para a contratação isonômica
de servidores públicos.
C
A administração pública poderá terceirizar serviços
de limpeza e segurança, ressaltando-se que sua
responsabilidade jurídica é subsidiária quanto ao
pagamento dos créditos trabalhistas dos
empregados terceirizados.
D
A administração pública poderá terceirizar qualquer
serviço, tendo em vista que possui responsabilidade
solidária com a empresa interveniente no que tange
ao pagamento dos créditos trabalhistas.
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Parabéns! A alternativa C está correta.
A terceirização trabalhista não é considerada prática ilícita no
âmbito da administração pública. O concurso público não é a única
forma de contratação de servidores públicos, apenas uma daquelas
admitidas jurídico-constitucionalmente. É juridicamente possível a
terceirização de serviços de limpeza e segurança e a
responsabilidade da administração pública é subsidiária. A
terceirização trabalhista é ato administrativo vinculado que
somente poderá ocorrer nos limites previamente previstos em lei.
Questão 2
O fenômeno jurídico da terceirização na administração pública,
após o advento da reforma trabalhista, tem gerado inúmeras
divergências e discussões no âmbito da ciência do Direito. A
respeito do tema apresentado, assinale a alternativa correta:
E
A terceirização trabalhista é um ato administrativo
discricionário do agente público, que poderá
escolher qualquer serviço para ser terceirizado.
A
Com o advento da reforma trabalhista, passou a ser
possível apenas a terceirização de atividade-fim no
âmbito da administração pública.
B
A aprovação da reforma trabalhista teve como
consequência jurídica direta a proibição da
terceirização no contexto da administração pública.
C
A reforma trabalhista instituiu como regra que o
concurso público é a única forma legal de
contratação de servidores públicos.
D
O advento da reforma trabalhista permitiu a
terceirização de atividade-meio na administração
pública, ressaltando-se que o Estado é
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Parabéns! A alternativa D está correta.
O advento da reforma trabalhista causou reflexos no que tange à
terceirização no âmbito da administração pública, que deverá
ocorrer nos limites legais e em respeito aos princípios
constitucionais vigentes. A aprovação da reforma trabalhista não
teve como consequência direta a proibição da terceirização
trabalhista na administração pública. O advento da reforma
trabalhista não teve como consequência a instituição da regra geral
de que o concurso público é a única forma de contratação de
servidores públicos. A reforma trabalhista foi clara ao prever a
possibilidade de terceirização trabalhista no âmbito da
administração pública, destacando-se que a responsabilidade
jurídica do Estado é subsidiária.
Considerações �nais
Viu-se que a reforma trabalhista, com a aprovação da Lei nº
13.467/2017, ampliou significativamente o escopo da terceirização de
mão de obra no Brasil. Em seu artigo 4º-A, passou a reconhecer que, por
meio da terceirização, a empresa tomadora poderia transferir a
execução de qualquer uma de suas atividades, inclusive das atividades
principais, para terceiro. Assim, no ordenamento jurídico atual, é
reconhecida até mesmo a possibilidade de terceirização de atividades-
fim, o que até então foi vedado pelo TST no Processo 331. Nessa
reforma legislativa, todas as empresas têm o direito de terceirizar as
atividades de apoio e atividades-fim, transferindo para os prestadores de
serviços a responsabilidade pela seleção e contratação dos
subsidiariamente responsável pelo pagamento das
verbas trabalhistas dos empregados terceirizados.
E
A reforma trabalhista instituiu a responsabilidade
jurídica solidáriado Estado e da empresa
interveniente (prestadora de serviços), quando
houver terceirização no âmbito da administração
pública.
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trabalhadores que realizarão as atividades laborais diretamente para os
mutuários.
Nada obstante tal fato, mesmo com o advento da reforma trabalhista
(Lei nº 13.429/2017), as regras sobre responsabilidade decorrente da
terceirização que continuam válidas são no sentido de que o vínculo
empregatício na terceirização é constituído diretamente como a
empresa interveniente, sabe-se que ela é quem responderá de forma
direta por todos os encargos trabalhistas.
Depreendeu-se também que, embora o texto constitucional preveja a
obrigatoriedade de abertura de concursos para seleção de pessoas para
trabalhar para o Estado, não se pode descartar que a terceirização seja
uma atividade especial e necessária para garantir a continuidade dos
serviços públicos.
Podcast
Neste podcast, o especialista tratará do fenômeno da terceirização e
seus impactos, assim como da possibilidade de sua ocorrência na
administração pública.

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Leia o texto  intitulado A Terceirização na Reforma Trabalhista, de
autoria do jurista Helder Santos Amorim, publicado na Revista do
Tribunal Superior do Trabalho, páginas 157-183, com o objetivo de
aprimorar o entendimento sobre o tema “terceirização no contexto
da reforma trabalhista”.
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Referências
CARVALHO, M. A reforma trabalhista e a terceirização. Direito Real.
Publicado em: 05 out. 2021. Consultado na Internet em: 11 abr. 2022.
DELGADO, M. G. Curso de Direito do Trabalho. 14. ed. São Paulo:
Saraiva, 2022.
DI PIETRO, M. S. Z. Parcerias na Administração Pública. 3. ed. São
Paulo: Atlas, 1999.
MACHADO JÚNIOR, C. P. S. Direito do Trabalho. São Paulo: Ltr, 1999.
MARTINS, S. P. Direito do Trabalho.  38. ed. São Paulo: Saraiva, 2022.
PORTO, L. V. A terceirização na reforma trabalhista e a violação às
normas internacionais de proteção ao trabalho. Revista do Tribunal
Regional da 3. Região, Belo Horizonte, v. 63, n. 96, p.  149-182, jul./dez.,
2017. Consultado na Internet em: 11 abr. 2022.
SANTO, L. M. E. Serviço Público. Curso Prático de Direito Administrativo.
Coordenador: Carlos Pinto Coelho Motta. 2. ed. Belo Horizonte: Del Rey,
2004.
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