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Objetivos Módulo 1 Momento linear, a quantidade de movimento identificar o momento linear. Acessar módulo Princípio da conservação do momento linear Prof. Gabriel Burlandy Mota de Melo Descrição Conceitos qualitativos e quantitativos de dinâmica e impulso, definição de momento linear e sua relação com a força, conservação do momento linear e suas aplicações, colisões totalmente elásticas, parcialmente elásticas e colisões plásticas. Propósito Relacionar os conceitos de momento linear e impulso a aplicações práticas. Preparação Antes de iniciar o conteúdo, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora científica, ou use a calculadora de seu smartphone/computador. Módulo 2 Aplicação do conceito da conservação do momento linear Reconhecer o princípio da conservação do momento linear. Acessar módulo Módulo 3 Estudo das colisões Identificar os tipos de colisão. Acessar módulo Introdução Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo e confira os principais pontos que serão abordados neste conteúdo. 1 Momento linear, a quantidade de movimento Ao final deste módulo, você será capaz de identificar o momento linear. Vamos começar! Momento e impulso Veja os principais pontos que serão abordados sobre este assunto. Momento linear O momento linear ou quantidade de movimento é uma grandeza vetorial representada pelo vetor . Esse vetor pode ser: Unidimensional Bidimensional Tridimensional O momento linear é definido como sendo o produto da massa de um corpo pela velocidade por ele desenvolvida, como mostra a equação (1): Eq. 1 →P →P = m→v Também pode existir uma variação infinitesimal da velocidade, o que faz com que a equação (1) se torne: Eq. 2 A unidade no Sistema Internacional de Medidas (S.I.) para o impulso é o quilograma metros por segundo . Note que, na equação (1) e na equação (2), o momento é uma grandeza vetorial, dessa forma ela possui módulo, direção e sentido. Vamos entender melhor. Se você está vendo um carro se locomover, esse carro possui momento linear. Para determiná-lo, vamos considerar a velocidade desse carro e a sua massa. Viu? Um exemplo simples e cotidiano da observação do momento linear. Agora, vamos exemplificar o momento linear de um conjunto de corpos. Imagine um soldado prestes a arremessar uma granada. No momento em que a granada sai da mão do soldado, ela é um único corpo. Todavia, após alguns segundos, essa granada explode e se transforma em diversos fragmentos, que continuam a trajetória do arremesso. Antes da explosão, tínhamos o momento linear de um corpo. Após a explosão, passamos a ter um momento linear referente ao conjunto dos fragmentos da granada após a explosão. Veja este exemplo: →P = m∫ dv −→ ( kg.m s ) Atenção! O momento tanto se aplica a uma única partícula ou a um único corpo, como a um conjunto de partículas ou de corpos. Representação da explosão de uma granada e da trajetória de seus fragmentos. A representação da explosão demonstra que os fragmentos da granada continuam a trajetória original do lançamento da granada. Assim, o momento linear do conjunto após a explosão é igual ao somatório dos momentos lineares de cada fragmento, como mostra a equação (3), que é a equação do momento linear para um conjunto de partículas: Eq. 3 Vamos considerar que essa granada de massa M é arremessada com uma velocidade . Logo, temos como momento linear . Agora, vamos considerar que 3 segundos depois a granada exploda, e se divida em 100 fragmentos de massas iguais a m, com velocidades coplanares (ou seja, velocidades existentes no mesmo plano cartesiano), paralelas e de mesmo módulo. Assim, o momento linear após a explosão passa a ser: Eq. 4 Como as massas e as velocidades são iguais, e são 100 fragmentos, podemos escrever: Eq. 5 Momento linear do arremesso da granada Veja uma demonstração do cálculo relacionado ao momento linear do arremesso da granada. →P = ∑m→v →v →P = Mv0 −→ →P = m→v+m→v+m→v… →P = 100m→v Impulso Um corpo, ao ser deslocado pela ação de uma força, realiza trabalho, mas não só isso. A sua mudança de velocidade também faz com que haja um impulso no corpo. E esse impulso é definido como sendo o produto da força pelo tempo em que ela atua sobre o corpo. Observe: Eq. 6 Ao contrário da energia e do trabalho, o impulso é uma grandeza vetorial, e não uma grandeza escalar, e a sua unidade no (S.I.) é o quilograma-metro por segundo (kgm/s), como na determinação do momento linear, ou o newton segundo (N.s.). O impulso representa a variação da quantidade de movimento que um corpo sofre e, por isso, ele também pode ser definido por esta variação de quantidade de movimento, ou por seu outro nome: variação do momento linear. Vejamos uma demonstração. Temos que o impulso é: Eq. 7 Da Segunda Lei de Newton, temos que ,e da Cinemática sabemos que , assim: Eq. 8 Então, integrando: Eq. 9 →I = ∫ t t0 →Fdt →I = ∫ t t0 →Fdt →F = m→a →a = dv dt →I = m∫ t t0 dv dt dt →I = m∫ v v0 dv −→ Como o impulso é uma grandeza vetorial, ela possui direção, módulo e sentido, porém, apesar disso, o impulso não define a direção, módulo, nem sentido do trabalho. Vamos exemplificar sua aplicação. Teoria na prática Um automóvel de 700kg se locomove a uma velocidade constante de 72km/h, quando percebe que outro automóvel se aproxima dele com uma velocidade relativa de 36km/h. Qual deve ser o impulso aplicado ao primeiro automóvel para que ele iguale a sua velocidade à do segundo automóvel? A Segunda Lei da Mecânica Clássica (Segunda Lei de Newton) teve sua dedução a partir do conceito de impulso. Essa lei assumiu forma quando Newton variou o impulso em função do tempo. Newton percebeu que, ao oferecer certo impulso a um corpo por alguns instantes, uma força atua no corpo, fazendo-o realizar trabalho. Dessa forma, observe: →I = m→v v v0 →I = m→v−mv0 →I = →P − →P0 →I = Δ →P∣−→ _black Mostrar solução Matematicamente, temos: Δ →P = →F ⋅ Δt Na forma diferencial, temos: d →P = →F ⋅ dt A equação (10) é a Segunda Lei de Newton em sua forma diferencial, uma vez que sabemos da Cinemática que a aceleração é a variação da velocidade em função do tempo: Grá�co de impulso O gráfico de impulso é um gráfico do tipo Força por tempo . Veja um exemplo: Um corpo sofrendo um impulso positivo. Então, podemos isolar a força e obter: →F = d →P dt Note na equação que o vetor , então:→p = mv →F = d(m→v) dt Como m é uma grandeza escalar e constante: Eq. (10)→F = m d→v dt →a = Δv Δt = dv dt −→−→ →F × t Um corpo sofrendo um impulso negativo. Ambos os gráficos são lineares. O gráfico em (A) é um gráfico linear de uma função afim crescente, e o gráfico em (B) é um gráfico linear de uma função afim decrescente. Tudo bem, mas como a gente determina o impulso através desse gráfico? Observe o próximo gráfico: Gráfico de impulso com escala. Temos um gráfico com escalas de força e tempo. A força está em Newtons e o tempo em segundos. Vamos agora aprender a determinar o impulso através da observação do gráfico. Primeiro, devemos definir o intervalo de tempo ao qual queremos determinar o impulso. Vamos primeiro fazê-lo de 0 a 3 segundos. Agora que o intervalo de tempo foi definido, determinar o impulso é simples. Basta calcular a área embaixo da curva existente entre 0 e 3s. O gráfico a seguir demonstra essa área: Resposta Nós retiramos o impulso através da área embaixo dessa reta. Vamos demonstrar como? Área selecionada para o cálculo do impulso. A área escolhida está em azul. Note que ela forma um trapézio em que a base menor (b) tem uma medida de 3N, a base maior (B) uma medida de 5N e a altura (h) de 3s. Da geometria plana, sabemos que a área de um trapézio é: Eq.11 Substituindo os valores da equação (11), temos como área o valor de 12N.s ou 12kgm/s. Assim: Eq. 12 O que nos mostra que o impulso é de: Eq. 13 Agora, vamos determinar o impulso entre 3 e 6 segundos. Note que também estamostratando de um trapézio, em que , e . Utilizando a equação (11), temos como área o valor de 16,5, assim, o impulso nessa região do gráfico é: Eq. 14 Note que as forças atuantes nos gráficos não são forças constantes, mas, ao invés disso, são forças que mudam seus módulos com o passar do tempo. Dessa forma, a única maneira que temos de identificar o Atrapézio = (b+B) ⋅ h 2 Atrapézio = (3 + 5) ⋅ 3 2 I = 12N ⋅ s b = 3N ,B = 8N h = 6 − 3 = 3s Atrapézio = (3 + 8) ⋅ 3 2 = 16, 5 I = 16, 5 N ⋅ s impulso atuante no sistema é através da análise gráfica. Neste caso, se você tentar utilizar as equações (6) ou (9) para determinar o impulso, você obterá um valor não verdadeiro. Isso porque ambas as equações levam em conta que a força atuante no sistema é uma força constante. A teoria de impulso nos permite realizar importantes análises sobre um sistema, todavia, para análises mais completas, essa teoria normalmente é combinada com a teoria de energia mecânica. Mão na massa Questão 1 Um objeto de 2kg se locomove com velocidade de 25m/s. Seu momento linear é igual a Questão 2 Um objeto de 30kg se move com velocidade constante de tal modo que seu momento linear é equivalente a 78kgm/s. Sua velocidade é igual a A 50kgm/s. B 12,5kgm/s. C 100kgm/s. D 625kgm/s. E 700kgm/s. Responder A 0,8m/s. B 1,1m/s. Questão 3 Um automóvel percorre 30km em 15 min. O peso dele somado ao do motorista é de 721kg. Supondo a velocidade constante, o momento linear deste automóvel é igual a Questão 4 Um veículo que se movimenta a uma velocidade de 0,5m/s e tem momento linear de tem massa igual a C 1,9m/s. D 2,6m/s. E 2,9m/s. Responder A 24.033,33kgm/s. B 22.022,33kgm/s. C 25.055,55kgm/s. D 21.230,88kgm/s. E 21.599,77kgm/s. Responder 2 × 106 kg ⋅ m/s A 4 x 106kg. B 8 x 106kg. Questão 5 Um objeto voador se move de acordo com a função: v(t) = 3t²-2t+5. Se este objeto tem massa de 840kg, seu momento linear, em t = 30s, é igual a Questão 6 Um carro de 700kg viaja a 80km/h, quando freia por um espaço de 50m, e então passa a trafegar com 55km/h. O impulso aplicado pelos freios ao carro é de C 12 x 106kg. D 5 x 106kg. E 3 x 106kg. Responder A 1,6 x 106kgm/s. B 1,8 x 106kgm/s. C 2,2 x 106kgm/s. D 2,0 x 106kgm/s. E 1,0 x 106kgm/s. Responder A 4.300N s.⋅ Questão 1 Uma bola de golfe de 0,5kg está rolando no gramado com velocidade de 0,5m/s, quando uma pessoa com um taco de golfe lhe aplica uma força pelo instante de tempo de 0,5s, de tal maneira que ela passa a rolar com velocidade de 1,5m/s. Assinale a alternativa que representa corretamente a força aplicada pelo taco de golfe, ao tocar na bola. B 4.500N s.⋅ C 4858N s.⋅ D 5.000N s.⋅ E 5.600N s.⋅ Responder Vamos praticar alguns conceitos? Falta pouco para atingir seus objetivos. Questão 2 Um foguete está sendo lançado com um ônibus espacial. De início, ele está parado em sua plataforma de lançamento, quando, então, começa a se movimentar com uma aceleração de 12m/s². 74 segundos após o seu lançamento, o foguete libera um compartimento, que reduz a sua massa em 25%, e 180 segundos após o lançamento, libera outro compartimento que corresponde a 50% da massa que restou após liberar o primeiro compartimento. Após isso, o ônibus espacial entra em órbita. Assinale a alternativa que representa corretamente o valor do impulso sofrido pelo foguete, do momento do seu lançamento até o momento em que o ônibus espacial entra em órbita (considere g = 9,8m/s²): A 1N B 2N C 5N D 7,5N E 8,0N Responder A 1400m0 B 1485m0 C 1390m0 D 1455m0 E 1555m0 2 Aplicação do conceito da conservação do momento linear Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer o princípio da conservação do momento linear. Responder Vamos começar! Momento e a teoria da conservação Veja os principais pontos que serão abordados sobre este assunto. Conservação do momento linear De�nição O momento linear é uma grandeza física que se conserva quando a força resultante sobre o sistema é nula. Neste caso, como não há força, o impulso é nulo, e por isso podemos dizer que a quantidade de movimento inicial é igual à quantidade de movimento final. O impulso de um corpo ou de uma partícula é dado por: Eq. 1 Para que haja a conservação do momento linear, ou da quantidade de movimento, é necessário que não haja forças atuantes no sistema, o que faz o impulso ser nulo, uma vez que: Eq. 2 →I = →Pfinal − →Pinicial →I = →FΔt Como a força resultante deve ser nula, para que o sistema seja conservativo, temos que F = 0, o que faz com que o impulso seja nulo: Eq. 3 Desta maneira, podemos escrever que: Eq. 4 Com esse entendimento, é possível explicar diversos fenômenos mecânicos envolvendo ação e reação, como a relação do recuo de uma arma de fogo após disparar um projétil. Após o disparo, qualquer arma de fogo apresenta um recuo, indo de encontro ao atirador, enquanto o projétil (a bala) segue no sentido oposto ao deslocamento do recuo. Como a arma recua, existe a chamada velocidade de recuo, que é maior para quanto maior for o calibre de uma arma. Disparo de projétil de arma de fogo de longo alcance: o caso do atirador de elite Vamos considerar uma cena real, em que um atirador de elite está posicionado com um fuzil IMBEL 308 AGLC, de calibre .308, com massa sem munição de 4,7kg, com capacidade de 4+1 cartuchos de Spitzer, cada um com 125g. Com essa munição, o projétil deixa a arma com uma velocidade de 3100m/s, como mostra a seguinte imagem: Representação de um atirador de elite disparando um projétil utilizando um fuzil de alta precisão. Vamos considerar duas coisas: 1ª, as massas do cartucho do projétil e da pólvora são insignificantes, e 2ª, o projétil percorre um trajeto →I = 0 ⋅ Δt →I = 0 0 = →Pfinal − →Pinicial →Pfinal = →Pinicial retilíneo até o seu alvo. Efetuando 2 disparos, vamos determinar agora as velocidades de recuo do rifle em cada um deles: Note que o resultado da velocidade é negativo, o que era de se esperar quando estamos falando de uma velocidade de recuo que está indo no sentido oposto ao do disparo. Todavia, se invertermos o sistema de coordenadas, podemos descrever a velocidade do projétil como negativa e a velocidade de recuo como positiva. Viu? Com o conceito da conservação do momento linear, conseguimos determinar a velocidade de recuo do fuzil. Agora, vamos analisar a velocidade de recuo, no segundo disparo desta arma: Note que a velocidade de recuo neste segundo disparo é maior, mesmo com a velocidade do projétil sendo mantida. Isso ocorre devido à diminuição da massa do sistema fuzil-cartucho. O que significa que, quanto menos cartuchos houver no fuzil, maior será a velocidade de recuo, e por sua vez, maior o tranco a ser aguentado pelo atirador. Conservação do momento linear em um jogo de bilhar Vamos agora a um exemplo mais palpável, que acontece em uma mesa de bilhar, popularmente chamada de mesa de sinuca. Em um jogo de bilhar, existe uma bola branca e mais 15 bolas, numeradas de 1 a 15, todas de cores diferentes. Utiliza-se um taco de madeira para bater na bola branca, e então, esta deve bater nas demais bolas, a fim de colocá- las no interior de uma das seis caçapas, que se localizam nas bordas da mesa. Representação de um jogo de bilhar. Temos que considerar que as bolas diferem somente em cores e numerações. Elas são iguais em geometria e massa. Vamos considerar a seguinte situação de jogo: Restam somente duas bolas, uma vermelha 1º disparo 2º disparo e uma amarela, e elas estão encostadas uma na outra. O jogador, então, resolve tentar matar as duas bolas em caçapas distintas, com uma única tacada. Veja: Vamos supor que todas as bolas possuam massa m, e que o jogador, ao bater na bola branca com o taco, a fez se movimentar com velocidade de 12m/s. Consideremos também que as bolas vermelha e amarela se movimentem com a mesma velocidade após a colisão, todavia, a bola branca inverteo seu sentido, com uma velocidade de módulo de 1m/s. Então, após tantas definições, vamos determinar as velocidades da bola vermelha e amarela. Observe: 1 de 2 Teoria na prática O princípio da conservação de momento linear também nos permite analisar, por exemplo, acidentes de trânsito, podendo determinar a velocidade de um automóvel ao colidir com outro, distância de arremesso de uma pessoa em um atropelamento etc. Mão na massa Questão 1 Uma bola de sinuca amarela de 1,3kg viaja à velocidade de 0,3m/s, quando colide com outra bola de sinuca vermelha de mesma massa, daí a bola amarela para, enquanto a bola vermelha passa a se movimentar. A velocidade da bola vermelha é igual a _black Mostrar solução A 0,3m/s. B 0,4m/s. C 0,2m/s. D 0,15m/s. Questão 2 Uma bola de gude de 50g rola com velocidade de 0,1m/s e colide com uma bola de gude de 100g. Na colisão, a bola de 50g para, e a bola de 100g começa a rolar. A velocidade da bola de 100g é Questão 3 Uma bola de sinuca de 1,3kg branca colide com uma bola de sinuca de 1,3kg preta. Antes da colisão, a bola branca se movia a 0,4m/s e a bola preta estava parada. Após a colisão, a bola branca continua o seu caminho, agora com velocidade v, enquanto a bola preta segue adiante com uma velocidade 2v. As velocidades das bolas branca e preta após a colisão, respectivamente, são iguais a E 0,10m/s. Responder A 0,03m/s. B 0,04m/s. C 0,02m/s. D 0,05m/s. E 0,01m/s. Responder A 0,15m/s e 0,22m/s. B 0,13m/s e 0,26m/s. C 0,26m/s e 0,13m/s. Questão 4 Um objeto com propriedades elásticas viaja em direção a uma parede com velocidade de 40cm/s, quando ricocheteia e retorna com o mesmo momento linear. É correto afirmar que seu vetor velocidade no retorno é igual a Questão 5 Um corpo de 7kg locomove-se com velocidade constante de 8m/s, quando age sobre ele uma força de 0,07N, na mesma direção e sentido do vetor velocidade, por 10 segundos. A velocidade final deste corpo é igual a D 0,13m/s e 0,22m/s. E 0,13 m/s e 0,13 m/s. Responder A 0cm /s. B -20cm/s. C -40cm/s. D 20cm/s. E 40cm/s. Responder A 8,1m/s. B 8,0m/s. Questão 6 Um atirador de elite possui um rifle de 4,2kg e atira um projétil de 300g com velocidade de 340m/s. A velocidade de recuo de sua arma é de C 9,5m/s. D 9,6m/s. E 9,9m/s. Responder A -16,35m/s. B -24,29m/s. C -30,00m/s. D -45,55m/s. E -52,33m/s. Responder Questão 1 Em um jogo de bilhar, o jogador oferece à bola branca de 0,250kg um impulso de 0,5N s. Essa bola, então, colide com a bola preta, de mesma massa. Após essa colisão, a bola branca continua a se deslocar na mesma direção e sentido, com momento linear de 0,19N s. Assinale a alternativa que representa a velocidade com a qual a bola preta se desloca: Questão 2 Um corpo está se locomovendo com uma velocidade constante de 3m/s, quando uma força de 0,087N age sobre ele, na mesma direção e sentido do vetor velocidade, por 10 segundos, porém, durante a ação da força, por conta do atrito, o corpo perde 10% de sua massa, na forma de um pequeno pedaço que se desprende com a mesma velocidade que o corpo desenvolve após a ação da força. Assinale a opção que revela o valor da velocidade do pedaço que se desprende, considerando a massa inicial do corpo como 0,1 kg. Vamos praticar alguns conceitos? Falta pouco para atingir seus objetivos. ⋅ ⋅ A 1,24m/s B 1,33m/s C 2,00m/s D 3,50m/s E 4,00m/s Responder 3 Estudo das colisões Ao final deste módulo, você será capaz de identificar os tipos de colisão. A 3, 6m/s B 9, 9m/s C 11,7m/s D 12,5m/s E 13,7m/s Responder Vamos começar! A teoria das colisões Veja os principais pontos que serão abordados sobre este assunto. Colisões Conceito As colisões fazem parte do nosso cotidiano. Moléculas de oxigênio que compõem o ar que respiramos estão o tempo todo se chocando umas com as outras. Se você parar para pensar, em nossos corpos, o tempo inteiro, também estão ocorrendo colisões, por exemplo, entre as pálpebras em um piscar de olhos, entre os dedos que se chocam ao gesticularmos, entre os dentes ao mastigarmos, entre a língua e o resto da boca etc. Diante de tantos exemplos, é importante entendermos a mecânica da colisão entre corpos. Colisão entre corpos As colisões podem decorrer da seguinte forma: Colisão elástica Quando toda a energia se conserva. Neste caso, temos a transferência completa de um corpo para o outro, sem nenhum tipo de perda. Colisão parcialmente elástica Quando somente parte da energia é transferida de um corpo para outro. Colisão inelástica Quando, ao se chocarem, os corpos grudam um no outro e passam a se locomover juntos. A Física classifica esses três tipos de colisão através do coeficiente de restituição (e). Veja a representação do antes e depois de cada tipo de colisão: Colisão elástica 1 de 3 Coe�ciente de restituição O coeficiente de restituição é uma grandeza adimensional dependente das velocidades relativas de aproximação e afastamento, sendo definida como: Eq. 1 Essas velocidades relativas correspondem ao instante um pouco antes da colisão e um pouco depois da colisão. Através desse coeficiente, conseguimos entender se houve conservação da energia totalmente, parcialmente, ou se houve completa dissipação da energia cinética. Se a velocidade relativa de afastamento for igual à velocidade relativa de aproximação, a razão na equação (1) resultará em 1. Nesse caso, temos a total conservação da energia cinética total do sistema observado. Para compreender este fenômeno, considere uma mesa de bilhar onde somente existem duas bolas, uma branca e outra preta, de mesma massa m. A bola branca se aproxima da bola preta, que está parada, com velocidade v, choca-se com a bola preta e então fica parada, enquanto a bola preta passa a se movimentar, afastando-se da bola branca, também com velocidade v. Observe: Representação do fenômeno. Vamos analisar matematicamente. Antes da colisão, temos a bola branca se movendo e a bola preta parada. Então, a energia cinética total do sistema é: Eq. 2 Como a bola preta está parada e a bola branca possui massa m e velocidade v: Eq. 3 e = |vrelativa de afastamento | ∣ vrelativa de aproximação ∣ K0 = K0branca +K0preta Logo após a colisão, a bola branca para, e a bola preta de massa m passa a se mover com velocidade v. Dessa forma: Eq. 4 Note que, nesse caso, tanto a energia cinética inicial do sistema como a energia cinética final do sistema possuem o mesmo valor, que é , o que demonstra que a energia cinética se conservou. Agora, vamos avaliar o fator de restituição. Antes da colisão, a bola branca se move com velocidade v se aproximando da bola preta que está parada. Logo, a velocidade de aproximação é v. Após a colisão, a bola branca fica parada e a bola preta se afasta da bola branca com velocidade v. Logo, a velocidade de afastamento é v. Então, o fator de restituição é: Eq. 4 Esse resultado indica que a colisão é perfeitamente elástica, pois há a completa conservação da energia cinética do sistema. Note que o sistema é constituído pelos dois corpos. Agora, se a velocidade relativa de afastamento for menor do que a velocidade relativa de aproximação, há uma colisão parcialmente elástica, pois, neste caso, não há conservação total da energia cinética, mas apenas parcial. Então, o coeficiente de restituição possui um valor entre 0 e 1: \(0 Vamos voltar a considerar as duas bolas de bilhar branca e preta de mesma massa. Considere agora que a bola de bilhar branca se aproxima da bola de bilhar preta, inicialmente parada, com velocidade de 2v. Daí, então, a bola de bilhar branca se choca com a bola de bilhar preta, e ambas passam a se mover na mesma direção e sentido, com velocidades. Ou seja, , e . Observe: K0 = mv2 2 + 0 = mv2 2 K = Kbranca +Kpreta K = 0 + mv2 2 = mv2 2 mv2 2 e = |v| |v| = 1 vbranca = v/2 vpreta = 3v/2 Representação do fenômeno. Essa direçãoe sentido são os mesmos nos quais a bola branca se movia antes da colisão. Pois bem, vamos analisar a energia cinética do sistema. Primeiro, temos a bola branca se movendo com velocidade 2v e a bola preta parada. Assim: Eq. 5 Como a bola preta está parada e a bola branca possui massa m e velocidade 2v: Eq. 6 Logo após a colisão, a bola branca continua se movendo na mesma direção e sentido, porém, agora, com a velocidade v/2, e a bola preta de massa m passa a se mover também com velocidade 3v/2. Dessa forma: Eq. 7 Note que a energia cinética final do sistema corresponde à metade da energia cinética inicial do sistema, o que indica a perda parcial de energia. Vamos agora analisar o coeficiente de restituição. Antes da colisão, a bola branca se aproxima da bola preta, que está parada, com velocidade 2v, logo, sua velocidade de aproximação é 2v. Já após a colisão, a bola branca se move com velocidade v/2 e a bola preta com velocidade 3v/2, o que faz a velocidade relativa de afastamento ser: Eq.8 Portanto, o coeficiente de restituição é: . Uma colisão inelástica, ou colisão plástica, é uma colisão em que os corpos se unem e passam a se movimentar juntos. Então, mesmo que haja uma energia cinética final referente ao movimento dos dois corpos unidos, a velocidade de afastamento é nula, o que faz o coeficiente de restituição ser nulo: . K0 = K0branca +K0preta K0 = m(2v)2 2 + 0 = 2mv2 K = Kbranca +Kpreta K = m(v/2)2 2 + m(v3/2)2 2 + 5mv2 4 vrelativaafastamento = vbola preta − vbola branca = 3v 2 − v 2 = v e = v v2 − 1 2 = 0, 5 e = 0 Voltemos a analisar as duas bolas branca e preta, ambas com massa m. Vamos considerar que a bola branca se aproxima da bola preta que está parada com velocidade v, colide com a bola preta e que, logo após a colisão, ambas continuam se movimentando na mesma direção e sentido, porém, agora, com velocidade v/10 cada uma. Observe: Representação do fenômeno. Nessa situação, a velocidade relativa de aproximação é v, porém a velocidade relativa de afastamento é 0. Vamos ver: Eq. 9 Desta maneira: . Vamos analisar agora a energia cinética do sistema nesse caso. De forma análoga aos dois casos anteriores: Eq. 10 Logo após a colisão, as bolas se unem e passam a se mover juntas com velocidade v/10. Assim: Eq. 11 Você consegue enxergar o quão menor a energia cinética final é do que a energia cinética inicial? Sendo a colisão inelástica, a energia cinética final é 50 vezes menor do que a energia cinética inicial, ou seja: . Apesar de muito útil, o fator de restituição é um fator de análise qualitativa, fornecendo a você somente a informação se houve conservação da energia cinética total, parcial ou completa dissipação da energia. A tabela a seguir resume as condições do coeficiente de restituição: vrelativa afastamento = vbola preta − vbola branca = v 10 − v 10 = 0 e = 0 v = 0 K0 = m(v)2 2 + 0 = mv2 2 K = Kbranca +Kpreta K = m(v/10)2 2 + m(v/10)2 2 = mv2 100 E = E−0/50 Coeficiente de restituição Relação entre as velocidades relativas Resumo das condições do coeficiente de restituição. Gabriel Burlandy Mota de Melo Condições relevantes para análise de colisões Apesar de ser uma poderosa ferramenta, o coeficiente de restituição não permite realizar uma análise quantitativa. Somente qualitativa. Para analisar as reais condições de uma colisão, é necessário considerar dois fenômenos físicos: O princípio da conservação da energia cinética do sistema. O princípio da conservação do momento linear do sistema. Com essas duas informações, é realizável montar um sistema possível e determinado (S. P. D.) para poder retirar informações importantes, como velocidades e valores de massa. e = 1 vrelativa de afastamento = vrelativa de aproxim 0 < e < 1 vrelativa de afastamento < vrelativa de aproxim e = 0 vrelativa de af astamento = 0 _black Teoria na prática Vamos considerar novamente as duas bolas de bilhar branca e preta. Imagine que a bola branca se movesse, antes da colisão, com velocidade v, e a bola preta estivesse parada. Lembre-se de que as massas de ambas as bolas são iguais a m. Após a colisão, a bola branca muda o seu sentido de deslocamento e retorna com uma velocidade v1. Será que nessa colisão a bola preta se move? Mão na massa Questão 1 Em uma colisão, a velocidade de aproximação entre dois corpos é de 650m/s e a de afastamento é de 300m/s. O coeficiente de restituição da colisão é igual a Questão 2 Em uma colisão, a velocidade de afastamento é de 0,20m/s e o coeficiente de restituição é 0,99. A velocidade de aproximação é Mostrar solução A 0,44. B 0,45. C 0,46. D 0,47. E 0,50. Responder igual a Questão 3 Duas bolas estão se locomovendo uma em direção a outra. A primeira bola tem velocidade igual a 4m/s e a segunda velocidade de -3m/s. Após a colisão, a primeira bola passa a se mover com velocidade de -1m/s e a segunda com velocidade de 2,5m/s. O coeficiente de restituição dessa colisão parcialmente elástica é igual a A 0,19m/s. B 0,20m/s. C 0,21m/s. D 0,22m/s. E 0,18m/s. Responder A 0,5. B 0,4. C 0,3. D 0,2. E 0,1. Responder Questão 4 Um corpo de massa m se aproxima de um corpo de massa M que está parado com velocidade de 1m/s. Ao colidirem, o corpo de massa m se move com velocidade de –(0,5)m/s e o corpo de massa M com velocidade de 0,5m/s. O coeficiente de restituição dessa colisão é igual a Questão 5 Uma massa de 45kg viaja a 23km/h, quando colide com um corpo de massa M que estava parado. Após a colisão, o corpo de massa M se locomove com velocidade de 1m/s. Qual deve ser a massa M para que a colisão seja completamente elástica? A 1. B 0,98. C 0,96. D 0,5. E 0,3. Responder A 100,20kg B 530,10kg C 200,16kg D 1.000,00kg E 1.200,98kg Questão 6 Um projétil de massa 300g se aproxima de uma placa de madeira de massa 6kg, com velocidade de 780m/s. Ao atingir essa placa, o projétil se aloja nela e arrasta a placa por 5cm, em um intervalo de tempo de 0,39s. Podemos afirmar que o seu coeficiente de restituição é igual a Responder A 1. B 0,66. C 0,33. D 0,28. E 0,00. Responder Falta pouco para atingir seus objetivos. Questão 1 Considere uma bola quicando. Essa bola é abandonada de uma altura de 1,50m, bate no chão e então retorna a uma altura de 1,45m. Podemos afirmar sobre essa colisão que ela é Questão 2 Uma bola de 400g se locomove a uma velocidade de 20m/s quando se choca com um cubo de 550g, que está parado. Desconsiderando o atrito, assinale a opção que apresenta respectivamente as velocidades da bola e do cubo após a colisão: Vamos praticar alguns conceitos? A totalmente elástica, uma vez que a bola é feita de um material elastômero, e esses materiais sempre conservam a energia. B totalmente inelástica, pois a bola precisa se deformar para poder quicar. C totalmente elástica, pois a velocidade de aproximação da bola com o chão é igual à velocidade de afastamento da bola com o chão. D parcialmente elástica, pois o fato de a bola retornar a uma altura máxima mais baixa do que a altura que ela foi largada indica perda de parte da energia inicial. E totalmente elástica, pois há total conservação da energia mecânica. Responder A 0m/s e 20m/s B -20m/s e 0m/s Considerações �nais Identificamos aqui o conceito de momento linear, o qual se remete ao produto da massa pela velocidade desenvolvida por um objeto. Observamos que essa grandeza é vetorial e a sua variação em função do tempo nos leva à Segunda Lei de Newton. Vimos que o impulso é a variação do momento linear em relação ao tempo, e que ele é definido considerando o momento linear final e o momento linear inicial do corpo em movimento. Consideramos que o momento linear é conservativo em um caso no qual a força resultante seja nula, e que também podemos aplicar essa teoria na quantificação de massa ou velocidade em pares ação-reação, como no caso do atirador de elite. Por fim, percebemosque o conceito de momento linear e sua conservação é útil para as aplicações reais de perícia, como em acidentes de carro. Podcast Para encerrar, ouça um resumo sobre os principais assuntos abordados neste conteúdo. 00:00 06:38 1x C 2,87m/s e -16,84m/s D -2,87m/s e 16,84m/s E -3,00m/s e 19,35m/s Responder https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212en/00267/index.html?brand=estacio https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212en/00267/index.html?brand=estacio Explore + Confira as indicações que separamos especialmente para você! Para verificar uma aplicação da teoria de impulso em colisões, leia Investigando o impulso em crash tests utilizando vídeo-análise.Revista Brasileira de Ensino de Física. São Paulo: 2014. v. 36, n. 1. Sobre colisão entre dois corpos, leia Proposta experimental do estudo de colisões entre bolas de borracha e superfície plana.Revista Brasileira de Ensino de Física. São Paulo: 2017. v. 40, n. 2. . Sobre as colisões e a importância do coeficiente de restituição, leiaUma discussão sobre o coeficiente de restituição.Revista Brasileira de Ensino da Física. São Paulo: 2017. v. 39, n. 4. Referências CUTNELL, John D. et al. Física. 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. v. 1. HALLIDAY, David. et al. Fundamentos de Física. 10. ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2016, v. 1. MOSSMANN, V. L. F. et al. Determinação dos Coeficientes de Atrito Estático e Cinético Utilizando-se a Aquisição Automática de Dados. Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, 2002. v. 24, n. 2, p. 146- 149. PEIXOTO, Paulo. Qual é a expressão correta para o trabalho realizado pela força de atrito cinético? Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, 2018, v. 41, n. 1, p. 1-9, 6. TIPLER, Paul A.; MOSCA, Gene. Física para Cientistas e Engenheiros. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2014. v. 1. Material para download Clique no botão abaixo para fazer o download do conteúdo completo em formato PDF. Download material javascript:CriaPDF() O que você achou do conteúdo? Relatar problema