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<p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 1/9</p><p>WALQUIRIA</p><p>FRANCISCA DOS</p><p>SANTOS</p><p>Avaliação Online (Curso Online - Automático)</p><p>Atividade finalizada em 28/08/2024 19:48:36 (1765318 / 1)</p><p>LEGENDA</p><p>Resposta correta na questão</p><p># Resposta correta - Questão Anulada</p><p>X Resposta selecionada pelo Aluno</p><p>Disciplina:</p><p>PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: ANÁLISE E PRODUÇÃO DE TEXTOS [1062751] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de</p><p>50,00 pontos [capítulos - Todos]</p><p>Turma:</p><p>Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-JANEIRO/2024 - SGegu0A010324 [117209]</p><p>Aluno(a):</p><p>91583350 - WALQUIRIA FRANCISCA DOS SANTOS - Respondeu 20 questões corretas, obtendo um total de 50,00 pontos como nota</p><p>[361130_1528</p><p>95]</p><p>Questão</p><p>001</p><p>Leia o resumo a seguir, de Cavalcante e Paiva (2020), com atenção às partes destacadas:</p><p>Neste artigo, descrevemos as propriedades de sentenças do português brasileiro,</p><p>formadas a partir do subjuntivo pretérito em contexto matriz, sem elementos</p><p>licenciadores. Argumentamos que essa construção se trata de um tipo de imperativo</p><p>pretérito, caracterizado pelo traço [contrafactivo]. Discutimos a relação entre as</p><p>construções imperativas e o tempo gramatical (principalmente, dentro do arcabouço</p><p>teórico da Gramática Gerativa) e comparamos as propriedades sintáticas e</p><p>pragmáticas dessa estrutura com as de outros tipos sentenciais que também são</p><p>descritos como imperativos direcionados ao passado no francês, inglês, holandês e</p><p>espanhol. (CAVALCANTE; PAIVA, 2020, grifo nosso)</p><p>Marcuschi (2008) aponta quatro concepções de língua capazes de direcionar o ensino de</p><p>leitura e produção textual na escola: (i) como forma ou estrutura; (ii) como instrumento; (iii)</p><p>como atividade cognitiva; (iv) como atividade sociointeracionista situada. Nesse sentido, o</p><p>método de análise apresentado no resumo de Cavalcante e Paiva demonstra especial</p><p>ênfase na concepção de língua:</p><p>Como atividade cognitiva, pois analisa o subjuntivo pretérito, bem como as construções</p><p>imperativas e o tempo gramatical no ato de criativo durante o processo de expressão do</p><p>pensamento.</p><p>Como forma ou estrutura, uma vez que os autores se interessam por compreender como</p><p>as sentenças do português brasileiro, enquanto segunda língua, se modificam em contato</p><p>com as línguas estrangeiras.</p><p>Como atividade sociointeracionista situada porque relaciona aspectos históricos e</p><p>discursivos às propriedades sintáticas e a demais sentenças em seus métodos de análise.</p><p>Como instrumento, visto que aplica a teoria da comunicação ao se propor descrever os</p><p>imperativos no tempo passado tanto no francês e inglês, como no holandês e espanhol.</p><p>X</p><p>Como forma ou estrutura, já que descreve, discute e compara elementos próprios do</p><p>sistema da língua, revelando uma perspectiva formalista, ou seja, pautada no</p><p>funcionamento interno do texto.</p><p>[361130_1529</p><p>05]</p><p>Questão</p><p>002</p><p>Leia o fragmento inicial do conto “O gigante” (2020a), de Ruth Guimarães:</p><p>“Era uma vez um homem tão forte e tão grande, da terra longínqua dos gigantes, que</p><p>poderia sem esforço pôr o mundo nas costas e sair trotando”. Antunes (2005) enumera</p><p>algumas formas de substituição como recurso coesivo de reiteração: a gramatical, a lexical</p><p>(por sinônimo, hiperônimo e caracterizadores situacionais) e a retomada por elipse. Nesse</p><p>sentido, o recurso coesivo utilizado no exemplo acima corresponde à:</p><p>Substituição da unidade lexical do termo “um homem” por “terra longínqua dos gigantes”.</p><p>Substituição gramatical do termo “um homem” por “terra longínqua dos gigantes”.</p><p>Substituição da unidade lexical do termo “um homem” por “o mundo nas costas”.</p><p>Retomada por elipse do termo “um homem”: “Era uma vez um homem tão forte e tão</p><p>grande, da terra longínqua dos gigantes, que [um homem] poderia sem esforço pôr o</p><p>mundo nas costas e sair trotando.”</p><p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 2/9</p><p>X</p><p>Retomada por elipse do termo “um homem” e da substituição gramatical para o termo</p><p>“ele”: “Era uma vez um homem tão forte e tão grande, da terra longínqua dos gigantes, que</p><p>[ele] poderia sem esforço pôr o mundo nas costas e sair trotando.”</p><p>[361130_1102</p><p>01]</p><p>Questão</p><p>003</p><p>(Prefeitura de São Francisco - MG - 2020/COTEC)</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>Em Barcelona, a calmaria das ruas contrasta com a agitação da política. Nos arredores da</p><p>Sagrada Família, a igreja projetada por Antoni Gaudi, crianças vão à escola</p><p>acompanhadas dos pais.”</p><p>Fonte: Revista VEJA, 8 nov. 2017, p. 60.</p><p>A passagem entre vírgulas em: “Nos arredores da Sagrada Família, a igreja projetada por</p><p>Antoni Gaudi, [...]”</p><p>caracteriza uso de termo anterior a ela.</p><p>justifica uso de termo anterior a ela.</p><p>confere destaque ao termo anterior a ela.</p><p>dá nome ao termo anterior a ela.</p><p>X explica o termo anterior a ela.</p><p>[361130_1528</p><p>86]</p><p>Questão</p><p>004</p><p>Segundo Noble, Simões e Medeiros (2017), a linguística pode ser entendida sob diferentes</p><p>óticas, ou seja, distintas concepções que norteiam a língua e a linguagem como ciência. O</p><p>estruturalismo foca na língua e na estrutura; o gerativismo, na linguagem e mente; o</p><p>funcionalismo, na língua e função. Logo, seguindo a mesma lógica, é possível afirmar que</p><p>o dialogismo estuda:</p><p>Situações e normas.</p><p>Multimodalidade e gramática.</p><p>Signos e multissemioses.</p><p>Prática e semiótica.</p><p>X Discursos e interações entre sujeitos.</p><p>[361130_1528</p><p>90]</p><p>Questão</p><p>005</p><p>Leia a citação a seguir sobre o método de estudo e o campo de investigação do linguista</p><p>aplicado:</p><p>Portanto, na perspectiva de Widdowson, o modelo que deve interessar ao linguista</p><p>aplicado é aquele que capta a perspectiva do usuário. Propõe em outro capítulo, porém,</p><p>que a LA seja uma área que faça a mediação entre a teoria linguística e o ensino de</p><p>línguas (WIDDOWSON, 1979b), ou seja, na verdade, não descarta totalmente a teoria</p><p>linguistica. Essa discussão vai, então, estabelecer um campo de investigação que começa</p><p>a se formular como área mediadora, reconhecendo ainda que os tipos de conhecimentos</p><p>que podem ser relevantes para a investigação dos processos de ensino de línguas</p><p>necessitam ir além daqueles formulados pela Linguística (tanto da Linguística do sistema</p><p>como da do discurso). (PEREIRA; ROCA, 2021, p.18)</p><p>A interpretação que melhor explica a citação acima corresponde a alternativa:</p><p>Widdowson entende que é do interesse da Linguística Aplicada o ponto de vista do</p><p>usuário, isto é, do falante da língua. De maneira que cabe ao linguista aplicado focar no</p><p>processo de recepção, ignorando, assim, outras áreas do conhecimento durante o</p><p>processo de análise.</p><p>Pereira e Roca (2021) discordam de Widdowson no que se refere ao modelo de análise da</p><p>Linguística Aplicada. Para as autoras, é mais importante ao linguista aplicado pesquisar o</p><p>campo de investigação do que o modelo de análise da Linguística.</p><p>Tanto Pereira e Roca (2021) quanto Widdowson entendem que o campo de investigação</p><p>da Linguística Aplicada começa a se formular como área mediadora na medida em que a</p><p>Linguística analisa os discursos produzidos por seus usuários e ignora a estrutura do</p><p>sistema linguístico.</p><p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 3/9</p><p>Pereira e Roca (2021) concordam com Widdowson na perspectiva que a Linguística deve</p><p>assumir em seu método de estudo: considerar as normas linguísticas de forma</p><p>desassociada da realidade do falante e dos contextos de produção do discurso.</p><p>X</p><p>Widdowson considera que o método do linguista aplicado deve compreender o falante da</p><p>língua, considerando tanto a teoria quanto o ensino relativo ao estudo de línguas, mas</p><p>também ultrapassando a Linguística enquanto sistema e discurso, recorrendo, assim, a</p><p>outras áreas do saber.</p><p>[361130_1127</p><p>79]</p><p>Questão</p><p>006</p><p>(ENEM- 2019- Adaptada)</p><p>A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma,narradora mórbida,</p><p>surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a</p><p>morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas, de 1939 a 1943. Traços de uma</p><p>sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o</p><p>subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O</p><p>garoto morre</p><p>no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o</p><p>primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com</p><p>a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. A vida ao redor é a pseudorrealidade</p><p>criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do</p><p>aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá</p><p>um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a</p><p>crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.</p><p>Fonte: Disponível em https://bit.ly/2PERCJN. Acesso em: 22 mar. 2021</p><p>Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos.</p><p>Esse fragmento é um:</p><p>resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida.</p><p>Uma noticia, pois objetiva relatar um fato atual.</p><p>A reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do texto.</p><p>X resenha, pois apresenta uma produção intelectual deforma crítica.</p><p>instrução, pois ensina algo por meio de explicações</p><p>[361130_1521</p><p>19]</p><p>Questão</p><p>007</p><p>A alfabetização pode ser definida como sendo a aprendizagem e domínio do código</p><p>alfabético. Mas, para além desta definição, estão as competências que se deseja</p><p>desenvolver neste processo. Entre os itens abaixo citamos algumas destas competências,</p><p>analise-as:</p><p>I. Memorização do alfabeto.</p><p>II. Reconhecimento das letras.</p><p>III. Ligação entre sílabas.</p><p>IV. Formação de palavras.</p><p>V. Fluência na leitura.</p><p>Está(ão) CORRETO(S), apenas:</p><p>O item I e II não são uma destas competências.</p><p>O item III não é uma destas competências.</p><p>X O item V não é uma destas competências.</p><p>O item I não é uma destas competências.</p><p>O item IV não é uma destas competências.</p><p>[361130_1521</p><p>17]</p><p>Questão</p><p>008</p><p>Magda Soares define letramento como “a participação em eventos variados de leitura e de</p><p>escrita, e o consequente desenvolvimento de habilidades de uso da leitura nas práticas</p><p>sociais que envolvem a língua escrita. ” (SOARES, 2003, p. 16). Nesse contexto, são</p><p>considerados conhecimentos específicos do processo de letramento:</p><p>leitura e escrita de letras, sílabas e palavras.</p><p>relação entre oralidade e leitura de palavras escritas.</p><p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 4/9</p><p>orientação sistemática da leitura e da escrita.</p><p>relação entre gramática e leitura de palavras escritas.</p><p>X convivência do aluno com muitos materiais escritos.</p><p>[361130_1529</p><p>63]</p><p>Questão</p><p>009</p><p>Batisti e Silva (2017) observam que “Tornar públicos os textos de nossos alunos finalizam</p><p>o ciclo de trabalho com os textos, ou seja, o uso do texto produzido para participar</p><p>socialmente no mundo.” (BATISTI; SILVA, 2017, p. 76). Logo, é possível afirmar que</p><p>“participar socialmente no mundo” significa que, ainda citando Batisti e Silva:</p><p>Em sala de aula, apresentando-nos com nossas próprias práticas letradas, nos deparamos</p><p>com a prática particular de cada aluno com a produção e a leitura de textos em diversas</p><p>esferas. (p. 74)</p><p>Nesse caso, é importante que o processo de avaliação seja visto como atividade</p><p>processual, contínua e sinalizadora de que a responsabilidade pela aprendizagem é</p><p>compartilhada. (p. 77)</p><p>[...] é também fundamental repensarmos a forma que avaliamos os textos dos nossos</p><p>alunos nas aulas de Língua Portuguesa. (p. 76)</p><p>As atividades de pré-leitura podem envolver questões que façam os alunos relacionarem</p><p>suas experiências à temática apresentada pelo texto e que já o ajudem a ter ideias para</p><p>suas produções. (p. 74)</p><p>X</p><p>[...] o fato de promovermos essa interlocução em espaços para além da sala de aula</p><p>possibilita que a produção do aluno permaneça gerando interações. (p. 76)</p><p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 5/9</p><p>[361130_1127</p><p>51]</p><p>Questão</p><p>010</p><p>Leia o texto abaixo para responder a questão.</p><p>DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA?</p><p>Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não</p><p>entendi. Fui logo dizendo que não tinha. Certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não</p><p>estava. Queria saber a hora. Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não</p><p>era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-</p><p>vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o</p><p>dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente</p><p>passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.</p><p>Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito</p><p>naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não</p><p>uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado,</p><p>sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das</p><p>outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez,</p><p>que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num</p><p>supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou</p><p>precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal</p><p>com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos</p><p>pensando vagamente no seu abandono.</p><p>Na verdade, não existem meninos De Rua. Existem meninos NA rua. E toda vez que um</p><p>menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos</p><p>lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde</p><p>quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.</p><p>No Brasil temos 36 milhões de crianças carentes. Na China existem 35 milhões de</p><p>crianças superprotegidas. São filhos únicos resultantes da campanha Cada Casal um</p><p>Filho, criada pelo governo em 1979 para evitar o crescimento populacional. O filho único,</p><p>por receber afeto "em demasia", torna-se egoísta, preguiçoso, dependente, e seu</p><p>rendimento é inferior ao de uma criança com irmãos. Para contornar o problema, já</p><p>existem na China 30 mil escolas especiais. Mas os educadores admitem que "ainda não</p><p>foram desenvolvidos métodos eficazes para eliminar as deficiências dos filhos únicos".</p><p>O Brasil está mais adiantado. Nossos educadores sabem perfeitamente o que seria</p><p>necessário para eliminar as deficiências das crianças carentes. Mas aqui também os</p><p>"métodos ainda não foram desenvolvidos".</p><p>Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos</p><p>filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não</p><p>havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados.</p><p>Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de</p><p>João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria</p><p>tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham</p><p>começado a vida como Meninos De Família, e pelas mãos do pai foram levados ao</p><p>abandono.</p><p>Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas"</p><p>subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados,</p><p>circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada,</p><p>à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim</p><p>nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos</p><p>próprios filhos, aqueles que "nos pertencem".</p><p>Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças</p><p>possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas</p><p>pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao</p><p>governo, responsabilizando-o por isso, mas, em tempos de Nova República, quando</p><p>queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a</p><p>responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças</p><p>brasileiras que ali foram deixadas.</p><p>COLASSANTI, Marina. A casa das palavras. São Paulo: Ática, 2002</p><p>A partir da discussão do sentido da preposição e do nosso comportamento frente a um</p><p>problema social, é</p><p>possível inferir que:</p><p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 6/9</p><p>X A sociedade é responsável pelo abandono de crianças na rua.</p><p>A sociedade cuida muito bem das crianças de rua.</p><p>As crianças carentes vivem melhor no Brasil do que na China.</p><p>As crianças carentes só se identificam com histórias infantis.</p><p>Os termos “crianças de rua” e “crianças na rua” possuem o mesmo valor semântico.</p><p>[361131_1521</p><p>01]</p><p>Questão</p><p>011</p><p>Nos estudos linguísticos, o termo polifonia representa a pluralidade ou multiplicidade de</p><p>vozes presentes nos textos, que, por sua vez, estão fundamentados em outros. Nesse</p><p>sentido, a polifonia está intimamente relacionada com a intertextualidade. Assinale a</p><p>alternativa que apresenta o nome do linguista que criou o termo polifonia, sobretudo, após</p><p>a análise de diversos romances do escritor russo Fiódor Dostoiévski.</p><p>Lev Vygotsky.</p><p>Michel Pêcheux.</p><p>X Mikhail Bakhtin.</p><p>Ingedore Koch.</p><p>Luiz Antônio Marcuschi.</p><p>[361130_1521</p><p>59]</p><p>Questão</p><p>012</p><p>Receita para intolerância e injustiça</p><p>Renato Russo</p><p>Pegue duas medidas de estupidez</p><p>Junte trinta e quatro partes de mentira</p><p>Coloque tudo numa forma</p><p>Untada previamente</p><p>Com promessas não cumpridas</p><p>Adicione a seguir o ódio e a inveja</p><p>As dez colheres cheias de burrice</p><p>Mexa tudo e misture bem</p><p>E não se esqueça antes de levar ao forno</p><p>Temperar com essência de espírito de porco</p><p>Duas xícaras de indiferença</p><p>E um tablete e meio de preguiça</p><p>(Fonte: http://pensador.uol.com.br/textos_de_renato_russo/. Acesso em 23/03/2016.)</p><p>Os tipos textuais são divididos de acordo com determinadas características linguísticas.</p><p>Assim, o texto Receita para intolerância e injustiça pertence a qual tipologia?</p><p>X Injuntiva-instrucional.</p><p>Explicativa.</p><p>Argumentativa.</p><p>Narrativa.</p><p>Descritiva.</p><p>[361131_1102</p><p>14]</p><p>Questão</p><p>013</p><p>(UFSM- adaptada)</p><p>Texto para a próxima questão:</p><p>Carta “Como é fascinante presenciar um estádio repleto de torcedores promovendo uma</p><p>festa colorida, cantando hinos e gritos de guerra, criando alegorias diversas. Sem isso, o</p><p>futebol perde seu brilho e os jogadores perdem a motivação. Quando um cão tem pulgas,</p><p>não se mata o cão, eliminam- -se as pulgas.” Marcos Moreno. Varginha, MG</p><p>Folha de S.Paulo Sábado, 2 de set. 1995.</p><p>Em “COMO é fascinante presenciar um estádio repleto de torcedores promovendo uma</p><p>festa colorida (...)”, a palavra destacada é usada com o mesmo sentido em</p><p>somos tão primitivos como os primatas!</p><p>como afirma o escritor, os jogadores perderiam sua motivação.</p><p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 7/9</p><p>X como é necessário aos torcedores o respeito às opiniões divergentes!</p><p>o modo como ele vê a torcida é realmente original.</p><p>como a violência é constante, precisamos, às vezes, desabafar.</p><p>[361131_1101</p><p>97]</p><p>Questão</p><p>014</p><p>FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça</p><p>Dvorak aproximou-se do alto da colina e debruçou-se sobre uma pequena pedra para</p><p>olhar a paisagem abaixo. Observou que havia uma grande caverna, cercada de</p><p>vegetação, mas não conseguiu identificar a entrada. Fez um sinal para que o grupo o</p><p>acompanhasse e começou a descer cuidadosamente a encosta.</p><p>Acima aparece um pequeno texto narrativo; a frase, retirada desse texto, que mostra valor</p><p>descritivo é:</p><p>debruçou-se sobre uma pequena pedra.</p><p>não conseguiu identificar a entrada.</p><p>X havia uma grande caverna, cercada de vegetação.</p><p>fez um sinal para que o grupo o acompanhasse.</p><p>Dvorak aproximou-se do alto da colina.</p><p>[361131_1101</p><p>81]</p><p>Questão</p><p>015</p><p>(Prefeituras e Câmaras Municipais do Trairi/Agreste Potiguar - 2018/adaptada)</p><p>Leia o trecho da música a seguir para, com base nele, responder a próxima questão:</p><p>Esmola</p><p>Uma esmola pelo amor de Deus</p><p>Uma esmola, meu, por caridade</p><p>Uma esmola pro ceguinho, pro menino</p><p>Em toda esquina tem gente só pedindo.</p><p>Uma escola pro desempregado</p><p>Uma esmola pro preto, pobre, doente</p><p>Uma esmola pro que resta do Brasil</p><p>Pro mendigo, pro indigente (...)</p><p>(Samuel Rosa/Chico Amaral)</p><p>Considerando a linguagem empregada no trecho da música apresentado, é correto afirmar</p><p>que ela é</p><p>X crítica, coloquial, compreensiva, portanto comunicável.</p><p>pouco compreensiva e formal, já que segue as normas gramaticais.</p><p>imprópria para a representação de um gênero literário.</p><p>crítica, porém não-coloquial, haja vista que é descuidada e cheia de repetições.</p><p>pouco compreensiva e informal, já que contém vários desvios de gramática.</p><p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 8/9</p><p>[361131_1102</p><p>06]</p><p>Questão</p><p>016</p><p>(ENEM-2019)</p><p>Slow Food</p><p>A favor da alimentação com prazer e da responsabilidade socioambiental, o slow food é</p><p>um movimento que vai contra o ritmo acelerado de vida da maioria das pessoas hoje: o</p><p>ritmo fast-food, que valoriza a rapidez e não a qualidade. Traduzido na alimentação, o fast-</p><p>food está nos produtos artificiais, que, apesar de práticos, são péssimos à saúde: muito</p><p>processados e muito distantes da sua natureza — como os lanches cheios de gorduras, os</p><p>salgadinhos e biscoitos convencionais etc. etc.</p><p>Agora, vamos deixar de lado o fast e entender melhor o slow food. Segundo esse</p><p>movimento, o alimento deve ser:</p><p>• bom: tão gostoso que merece ser saboreado com calma, fazendo de cada refeição uma</p><p>pausa especial do dia;</p><p>• limpo: bom à saúde do consumidor e dos produtores, sem prejudicar o meio ambiente</p><p>nem os animais;</p><p>• justo: produzido com transparência e honestidade social e, de preferência, de produtores</p><p>locais.</p><p>Deu pra ver que o slow food traz muita coisa interessante para o nosso dia a dia. Ele</p><p>resgata valores tão importantes, mas que muitas vezes passam despercebidos. Não é à</p><p>toa que ele já está contagiando o mundo todo, inclusive o nosso país.</p><p>Disponível em: www.maeterra.com.br. Acesso em: 5 ago. 2017.</p><p>Algumas palavras funcionam como marcadores textuais, atuando na organização dos</p><p>textos e fazendo os progredir. No segundo parágrafo desse texto, o marcador “agora”</p><p>indica uma oposição que se verifica entre o trecho anterior e o seguinte.</p><p>X sinaliza a mudança de foco no tema que se vinha discutindo.</p><p>promove uma comparação que se dá entre dois elementos do texto.</p><p>define o momento em que se realiza o fato descrito na frase.</p><p>delimita o resultado de uma ação que foi apresentada no trecho anterior.</p><p>[361132_1521</p><p>02]</p><p>Questão</p><p>017</p><p>A descrição e o registro das unidades e categorias linguísticas de uma determinada</p><p>variedade da língua em uma abordagem sincrônica, bem como a descrição e o registro</p><p>dos tipos de construções possíveis com esses elementos e as suas condições de uso é</p><p>uma definição para um tipo de gramática que se denomina gramática</p><p>X descritiva.</p><p>normativa.</p><p>histórica.</p><p>universal.</p><p>injuntiva.</p><p>Pincel Atômico - 29/08/2024 17:35:19 9/9</p><p>[361132_1521</p><p>39]</p><p>Questão</p><p>018</p><p>Observe a seguinte notícia extraída do jornal “O Imparcial”, publicada no dia 15/07/2021 e</p><p>responda à questão.</p><p>Morador de rua é morto a pauladas na Praça de Santa Cruz</p><p>Assassinos ainda escrevem a palavra ‘paz’ com o sangue da vítima no chão.</p><p>Uma cena de extrema violência foi registrada na madrugada desta quinta-feira (15) na</p><p>Praça Santa Cruz, na região central de Araraquara. Um morador de rua ainda não</p><p>identificado foi morto a pauladas por outros andarilhos.</p><p>Segundo o apurado, o corpo foi encontrado caído no chão e, ao lado, havia a palavra ‘paz’</p><p>escrita com seu próprio sangue. A princípio o crime teria sido cometido por outros dois</p><p>andarilhos que frequentam o local. Eles teriam espancado e agredido o companheiro de</p><p>rua a pauladas.</p><p>Uma equipe do SAMU foi acionada, mas o homem que chegou a perder massa encefálica,</p><p>acabou falecendo no local.</p><p>A Polícia Militar foi acionada e ouviu testemunhas para tentar chegar aos autores do</p><p>assassinato. Imagens de câmeras de segurança devem ser usadas pela Polícia Civil.</p><p>O gênero textual notícia, conforme pode ser observado no texto apresentado, possui, de</p><p>forma predominante, o tipo textual</p><p>descritivo, tal como pode ser observado no primeiro parágrafo do texto.</p><p>narrativo, tal como pode ser observado no segundo parágrafo do texto.</p><p>X narrativo, tal como pode ser observado no primeiro parágrafo do texto.</p><p>descritivo, tal como pode ser observado no segundo parágrafo do texto.</p><p>argumentativo, tal como pode ser observado</p><p>no primeiro parágrafo do texto.</p><p>[361132_1521</p><p>15]</p><p>Questão</p><p>019</p><p>A paráfrase consiste em explicar melhor alfo que já foi dito anteriormente. Logo, são</p><p>expressões próprias da paráfrase:</p><p>Às vezes; Por vezes.</p><p>X Ou; dito de outra forma; ou seja; isto é.</p><p>Simultaneamente; Naturalmente.</p><p>Nunca; Jamais; Sempre; Frequentemente.</p><p>Assim; com isso; Desse modo.</p><p>[361132_1102</p><p>08]</p><p>Questão</p><p>020</p><p>(ENEM – 2010)</p><p>Os filhos de Anna eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam</p><p>banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era</p><p>enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que</p><p>estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara</p><p>lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte.</p><p>Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas</p><p>apenas.</p><p>LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.</p><p>A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado.</p><p>Observando aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que</p><p>articulam o texto, o conectivo mas</p><p>ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.</p><p>expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.</p><p>quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.</p><p>contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.</p><p>X assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.</p>