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<p>CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL</p><p>Aluno:</p><p>Componente Curricular: Teste de Progresso Institucional 2022.2</p><p>Professor (es):</p><p>Período: 202202 Turma: Data:</p><p>TESTE DE PROGRESSO INSTITUCIONAL_2022.2_MEDICINA</p><p>RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA</p><p>PROVA 05308 - CADERNO 003</p><p>1ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54201</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 23 anos, é atendida na emergência com dor pélvica intensa</p><p>de início há 12 horas. Refere que percebia um desconforto pélvico há</p><p>uma semana com dispareunia progressiva. Nega atraso menstrual.</p><p>Nos últimos dois anos trocou de parceiro 5 vezes e fez uso irregular</p><p>de camisinha. Ao exame clínico: hipocorada (+/4+), frequência</p><p>cardíaca de 78 bpm, com frequência respiratóriade 18 ipm,</p><p>temperatura axilar de 37,7 ºC. Ao exame pélvico apresenta dor à</p><p>mobilização do útero, dor em topografia anexial, muco cervical</p><p>espesso e massa abaulando fundo de saco posterior.</p><p>Qual é o diagnóstico mais provável e qual é o método mais adequado</p><p>para confirmá-lo?</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>Abscesso tubo-ovariano – UIltrassonografia pélvica.</p><p>(alternativa B)</p><p>Endometrioma de ovário – Dosagem de CA-125.</p><p>(alternativa C)</p><p>Prenhez ectópica – Beta-hCG sérico.</p><p>(alternativa D)</p><p>Cisto torcido de ovário – Ressonância magnética da pelve.</p><p>(alternativa E)</p><p>Apendicite – Tomografia computadorizada da pelve.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 1 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Doença Inflamatória Pélvica</p><p>A dor à mobilização uterina, secreção espessa (muco) através do colo</p><p>com a temperatura aumentada levam a pensar em processo</p><p>infeccioso pélvico. Isto, associado ao abaulamento do fundo de saco,</p><p>direciona para o diagnóstico de abscesso tubo-ovariano. A melhor</p><p>forma, com melhor custo-benefício, de realizar o diagnóstico é com a</p><p>USG pélvica ou transvaginal. A presença de massa pélvica abaulando</p><p>o fundo de saco afasta a possibilidade de apendicite e DIP. A prenhez</p><p>ectópica associada à dor intensa geralmente é causada por rotura</p><p>tubária e hemorragia intraperitoneal.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Schorge, J. O., Schaffer, J. I., Halvorson, L. D., Holffman, B. L.,</p><p>Bradshaw, K. D., & Cunningham, F. G. (2011). Ginecologia de</p><p>Williams. In Ginecologia de Williams (pp. 96).</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>078</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>[Habilidades]</p><p>Dor pélvica em fossa ilíaca, massa palpável, mobilização do colo</p><p>dolorosa e atraso menstrual, abaulamento do fundo de saco</p><p>posterior. Diagnóstico diferencial com gestação ectópica.</p><p>2ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44393</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente de 49 anos procura atendimento especializado em</p><p>ambulatório de Uroginecologia com queixa de sensação de "bola na</p><p>vagina" há aproximadamente 3 anos. Durante o exame físico</p><p>ginecológico, foram obtidas através do sistema POP-Q as seguintes</p><p>medidas: ponto B da parede anterior da vagina é +6; ponto B da</p><p>parede posterior da vagina é –2, ponto C é +2 e o ponto D é +1.</p><p>Esta paciente apresenta</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 2 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>prolapso uterino e anterior da vagina.</p><p>(alternativa B)</p><p>prolapso uterino e posterior da vagina.</p><p>(alternativa C)</p><p>colo hipertrófico e prolapso anterior da vagina.</p><p>(alternativa D)</p><p>colo hipertrófico e prolapso posterior da vagina.</p><p>(alternativa E)</p><p>prolapso anterior e posterior da vagina.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Desordens do Assoalho Pélvico</p><p>Ponto Aa: junção uretrovesical na parede anterior 3 cm acima do</p><p>meato uretral; Ponto Ba: Ponto da parede vaginal anterior mais</p><p>afastado de Aa; Ponto C: colo uterino; Ponto D: Ponto mais profundo</p><p>do fundo de saco posterior</p><p>Pontos Bp e Ap são análogos a Aa e Ba, mas na parede vaginal</p><p>posterior.</p><p>Paciente apresenta prolapso de parede anterior e uterino. A diferença</p><p>entre os pontos C e D estão dentro da normalidade, descartando o</p><p>colo hipertrófico.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>GIRÃO, Manoel João Batista Castello et al. Tratado de uroginecologia e</p><p>disfunções do assoalho pélvico. Barueri: Manole, 2015. 844p.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>071</p><p>[IES]</p><p>FMIT</p><p>[Habilidades]</p><p>Investigação inicial para diagnóstico diferencial entre disordem do</p><p>assoalho pélvico e urgência urinária. Cistocele - diagnóstico</p><p>diferencial.</p><p>3ª QUESTÃO</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 3 de 230</p><p>Código da questão: 54227</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Masculino, 26 anos. Há 3 anos foi diagnosticado com o vírus HIV, não</p><p>tendo nenhuma manifestação até há 10 meses, quando começou a</p><p>ter febre, emagrecimento intenso e muita tosse. Foi feito o</p><p>diagnóstico de AIDS com tuberculose pulmonar. Evoluiu muito mal,</p><p>não respondendo à terapêutica, e teve o quadro confirmado de</p><p>broncopneumonia, vindo a falecer após 4 dias.</p><p>A forma correta do preenchimento da parte I do Atestado Médico da</p><p>Declaração de Óbito é:</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>a) Broncopneumonia</p><p>b) AIDS</p><p>c) Tuberculose pulmonar</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>a) Broncopneumonia</p><p>b) Tuberculose pulmonar</p><p>c) AIDS</p><p>(alternativa C)</p><p>a) AIDS</p><p>b) Tuberculose pulmonar</p><p>c) Broncopneumonia</p><p>(alternativa D)</p><p>a) AIDS</p><p>b) Broncopneumonia</p><p>c) Tuberculose pulmonar</p><p>(alternativa E)</p><p>a) Tuberculose pulmonar</p><p>b) Broncopneumonia</p><p>c) AIDS</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 4 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Epidemiologia</p><p>Tema: Declaração de Óbito</p><p>No caso clínico acima, temos um paciente com infecção pelo HIV, que</p><p>contraiu tuberculose e, posteriormente, broncopneumonia, vindo a</p><p>falecer em decorrência desta. Existe um nexo causal evidente entre</p><p>estas três patologias, determinado pela fisiopatologia, pela</p><p>epidemiologia e pela história clínica deste paciente. O preenchimento</p><p>da parte I da Declaração de óbito deve ser feito em uma sequência</p><p>lógica, com as doenças que levaram ao óbito. Portanto, neste caso,</p><p>na letra A deve ser colocada a causa imediata do óbito</p><p>(broncopneumonia). Abaixo dela, na linha B, deve ser colocada a</p><p>doença que pode ser considerada o fator predisponente para a</p><p>broncopneumonia, que, no caso citado, é a tuberculose. Na letra C,</p><p>deve ser colocada a doença que predispôs o paciente à tuberculose,</p><p>que, neste caso, trata-se da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida</p><p>(SIDA ou AIDS – Acquired Imunodeficiency Syndrome), ocasionada pela</p><p>infecção pelo vírus HIV.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BRASIL. Declaração de óbito. Instruções para o preenchimento.</p><p>Ministério da Saúde: Brasília, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Preenchimento de declaração de óbito.</p><p>4ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54246</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 5 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Senhora de 65 anos, com COVID-19, é internada por piora clínica</p><p>(oximetria < 88%) e suspeita de pneumonia atípica, sendo iniciado o</p><p>uso de enoxaparina, hidrocortisona e levofloxacina. No terceiro dia de</p><p>internação, apresenta icterícia em pele e mucosas, sem queixa de</p><p>prurido, com colúria e hipocolia fecal. Tem relato de colecistectomia há</p><p>25 anos, confirmado pela ultrassonografia do abdome superior, que</p><p>não apresenta outras alterações. Dosagens séricas relatam:</p><p>fosfatase alcalina 350 U/L (V.R. 40 a 150 U/L); alanina</p><p>aminotransferase 150 U/L (V.R. 7 a 56 U/L); gama-glutamil</p><p>transferase 155 U/L (V.R. 0 a 30 U/L); bilirrubina total 4,3 mg/dL (V.R.</p><p>02, a 1,1 mg/dL); bilirrubina indireta 1,7 mg/dL (V.R. 0,1 a 0,7</p><p>mg/dL); bilirrubina direta 2,6 mg/dL (V.R. 0,1 a 0,4 mg/dL).</p><p>Diante do</p><p>testicular ou</p><p>se os vasos testiculares e o ducto deferente forem muito curtos para</p><p>realizar uma orquidopexia escrotal, desde que a criança tenha um</p><p>testículo contralateral normal . Este paciente tem um testículo</p><p>criptorquidiano inguinal e não há razão para suspeitar de viabilidade</p><p>prejudicada do testículo.</p><p>A determinação do nível sérico de testosterona é indicada em adição</p><p>ao ensaio de gonadotrofina e substância inibidora de Müller para</p><p>avaliar bebês do sexo masculino com testículos bilaterais não</p><p>palpáveis. A testosterona geralmente é normal na criptorquidia</p><p>unilateral e significativamente diminuída na criptorquidia bilateral. A</p><p>avaliação da testosterona não está indicada neste menino com</p><p>criptorquidia unilateral.</p><p>A ultrassonografia do abdome e da pelve pode ser considerada na</p><p>avaliação de uma criança fenotipicamente do sexo masculino com</p><p>testículos bilaterais não palpáveis para avaliar a presença de útero</p><p>(por exemplo, devido a hiperplasia adrenal congênita). No entanto, é</p><p>improvável que uma ultrassonografia do abdome e da pelve em um</p><p>paciente com testículo não descido palpável contribua para o</p><p>diagnóstico ou afete o curso do tratamento. Portanto, não é indicado</p><p>neste paciente.</p><p>A descida espontânea de um testículo de criptorquidia raramente</p><p>ocorre após os 6 meses de idade. Reavaliar esse paciente aos 3 anos</p><p>de idade aumentaria o risco de complicações (por exemplo,</p><p>infertilidade, torção testicular). Portanto, mais uma etapa na gestão é</p><p>necessária.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Criptorquidia. Última atualização em 03 de julho de</p><p>2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>023</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar as principais más-formações no RN.</p><p>28ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 50733</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 50 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>A hipertensão sistêmica é um distúrbio comum que, se não for</p><p>tratado com eficiência, aumenta o risco de trombose coronariana,</p><p>AVE e insuficiência renal. Até cerca de 1950 não havia tratamento</p><p>eficaz, e o desenvolvimento de anti-hipertensivo saudável tem sido</p><p>uma história de grande sucesso. Os diuréticos são fármacos utilizados</p><p>como tratamento para hipertensão arterial sistêmica, aumentando o</p><p>volume de urina excretado.</p><p>Em relação ao mecanismo de ação dessa classe, analise as</p><p>afirmativas a seguir:</p><p>I. Os diuréticos tiazídicos causam diurese com aumento da excreção</p><p>de Na+ e Cl–, que pode resultar na excreção de urina hiperosmolar.</p><p>II. A espironolactona é um diurético de alça que inibe o contransporte</p><p>de Na+/K+/2Cl– na membrana luminal, no ramo ascendente da alça de</p><p>Henle.</p><p>III. A furosemida é um esteroide sintético que antagoniza a</p><p>aldosterona no receptor intracelular citoplasmático, inativando o</p><p>complexo furosemida-receptor. Ele impede a translocação do</p><p>complexo receptor para o núcleo da célula-alvo, bloqueando a</p><p>produção de proteínas mediadoras que normalmente estimulam os</p><p>locais de troca Na+/K+ do túbulo coletor.</p><p>IV. A acetazolamida inibe a anidrase carbônica localizada intracelular</p><p>(citoplasma) e na membrana apical do epitélio tubular proximal.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>II, III e IV estão corretas.</p><p>(alternativa B)</p><p>I e II estão corretas.</p><p>(alternativa C)</p><p>Apenas I está correta.</p><p>(alternativa D)</p><p>II e III estão corretas.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>I e IV estão corretas.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 51 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Farmacologia</p><p>Tema: Diuréticos</p><p>I. Os diuréticos tiazídicos causam diurese com aumento da</p><p>excreção de Na+ e Cl–, que pode resultar na excreção de</p><p>urina hiperosmolar.</p><p>II. A espironolactona (furosemida) é um diurético de alça que</p><p>inibe o contransporte de Na+/K+/2Cl– na membrana luminal,</p><p>no ramo ascendente da alça de Henle.</p><p>III. A furosemida (espironolactona e eplerenona) é um</p><p>esteroide sintético que antagoniza a aldosterona no receptor</p><p>intracelular citoplasmático, inativando o complexo</p><p>furosemida-receptor (espironolactona-receptor). Ele</p><p>impede a translocação do complexo receptor para o núcleo</p><p>da célula-alvo, bloqueando a produção de proteínas</p><p>mediadoras que normalmente estimulam os locais de troca</p><p>Na+/K+ do túbulo coletor.</p><p>IV. A acetazolamida inibe a anidrase carbônica localizada</p><p>intracelular (citoplasma) e na membrana apical do epitélio</p><p>tubular proximal.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>WHALEN, Karen; FINKEL, Richard; PANAVELIL, Thomas A.</p><p>Farmacologia Ilustrada-6ª Edição. Artmed Editora, 2016.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>009</p><p>[IES]</p><p>ITPAC SANTA INÊS</p><p>[Habilidades]</p><p>Correlacionar o mecanismo de ação com seus efeitos.</p><p>29ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54502</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 52 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 36 anos, casada há 3 anos, sem método contraceptivo e com</p><p>média de 3 relações sexuais por semana, procura o serviço de</p><p>ginecologia, preocupada porque ainda não engravidou. Seu marido,</p><p>que já tem 44 anos, relata que engravidou uma namorada na</p><p>adolescência. Na história ginecológica: tem ciclos regulares com</p><p>duração de 3 dias e intervalo de 28 dias, sem dismenorreia. Aos 18</p><p>anos, teve uma infecção no útero, devido à qual teve que tomar 3</p><p>tipos de antibiótico, mas nunca mais sentiu nada.</p><p>Sobre esse caso, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. Histerossalpingografia deve ser indicada para confirmar a</p><p>permeabilidade e motilidade tubária.</p><p>II. Ultrassonografia transvaginal é importante para excluir síndrome</p><p>dos ovários policísticos.</p><p>III. O espermograma não é necessário, pois o parceiro sexual relata</p><p>ter engravidado uma ex-namorada.</p><p>Está correto apenas o que se afirma em</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>III.</p><p>(alternativa B)</p><p>I e III.</p><p>(alternativa C)</p><p>II e III.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>I.</p><p>(alternativa E)</p><p>I, II e III.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 53 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Infertilidade</p><p>O espermograma é sempre necessário, independente do histórico,</p><p>para investigar a infertilidade masculina adquirida.</p><p>A paciente acima não tem suspeita de síndrome dos ovários</p><p>policísticos, além de não ser um critério único para o referido</p><p>diagnóstico. Por isso, não está indicada na propedêutica deste caso.</p><p>Histerossalpingografia deve ser indicada para confirmar a</p><p>permeabilidade e motilidade tubária neste caso, para investigação de</p><p>infertilidade.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Manual SOGIMIG de Ginecologia e Obstetricia, 6º edição.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>079</p><p>[Habilidades]</p><p>Atividade sexual no climatério. Orientação e conduta.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>30ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54289</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma paciente de 20 anos chega à consulta médica em Unidade de</p><p>Saúde da Família com tosse produtiva e rinorreia purulenta há 10</p><p>dias. Relata que teve um resfriado comum e que, no quinto dia de</p><p>sintomas, houve piora da tosse e da rinorreia. Refere sensação de</p><p>peso no rosto e hiposmia. A tosse piora à noite. Ao exame físico,</p><p>apresenta-se em bom estado geral, eupneica, afebril, com rinorreia</p><p>purulenta, ausculta pulmonar com murmúrio vesicular presente em</p><p>ambos os hemitóraces, sem ruídos adventícios.</p><p>Quais agentes etiológicos são responsáveis pela maioria dos</p><p>diagnósticos como o da paciente?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 54 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Estreptococo beta-hemolítico do grupo A e rinovírus.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Estreptococo pneumoniae e Hemophilus influenza.</p><p>(alternativa C)</p><p>Streptococcus viridans e Staphylococcus aureus.</p><p>(alternativa D)</p><p>Rinovírus e vírus sincicial respiratório.</p><p>(alternativa E)</p><p>Rinovírus</p><p>e adenovírus.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Microbiologia</p><p>Tema: Agentes etiológicos - infecções bacterianas</p><p>A rinossinusite aguda bacteriana (RSA) é uma infecção bacteriana das</p><p>vias aéreas superiores, comumente ocorrendo após uma IVAS viral</p><p>(como o resfriado comum). Caracteriza-se por piora dos sintomas de</p><p>tosse e rinorreia no 5º dia após o início da IVAS viral. Pode estar</p><p>associada aos sintomas de cefaleia ou sensação de peso frontal e</p><p>hiposmia ou anosmia. Deve-se esperar 7 dias para fechar o</p><p>diagnóstico, pois, antes disso, não é possível diferenciar a RSA das</p><p>IVAS virais.</p><p>As bactérias isoladas com mais frequência são Streptococcus</p><p>pneumoniae, Haemophilus influenzae, Streptococcus viridans,</p><p>Moraxella catarrhalis e Staphylococcus aureus, sendo que cerca de</p><p>70% das RSAs bacterianas são causadas pelos dois primeiros</p><p>agentes.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Myake e Araujo. RINOSSINUSITE. IN: Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani</p><p>ERJ et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária</p><p>baseadas em evidências. (5th edição). [Digite o Local da Editora]:</p><p>Grupo A; 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Correlacionar os principais agentes etiológicos e infecções</p><p>bacterianas.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 55 de 230</p><p>31ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44027</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma mulher de 30 anos procura o médico devido a uma história de</p><p>dor incômoda no ânus que piora com a defecação. Ela diz que está</p><p>com medo de defecar pois sente uma dor com sensação “passar um</p><p>vidro quebrado” e notar uma pequena quantidade de sangue nas</p><p>fezes. Ela tem hipotireoidismo tratado com levotiroxina. A</p><p>temperatura é de 36,8°C, o pulso é de 70/min, a respiração é de</p><p>14/min e a pressão arterial é de 120/80 mm Hg. No exame físico há</p><p>um espasmo acentuado dos músculos do esfíncter com sensibilidade</p><p>significativa que, impede o exame de toque.</p><p>Qual é o passo inicial para o tratamento?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Incisão e drenagem</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Dieta rica em fibras</p><p>(alternativa C)</p><p>Terapia antibiótica</p><p>(alternativa D)</p><p>Ressecção cirúrgica</p><p>(alternativa E)</p><p>Ligadura elástica</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: CAD</p><p>Tema: Doenças do reto e do ânus</p><p>Dieta rica em fibras</p><p>É necessário orientar os pacientes para que sigam medidas</p><p>conservadoras que consistem em dieta rica em fibras, maior ingestão</p><p>de líquidos, banhos de assento e, em casos mais graves, laxativos e</p><p>analgésicos. Uma tentativa inicial desse tratamento conservador</p><p>isoladamente é apropriada na maioria dos casos, especialmente para</p><p>as fissuras anais agudas. Tratamento adicional com nitratos tópicos</p><p>ou com bloqueadores dos canais de cálcio é apropriado na maioria dos</p><p>casos. As duas alternativas se mostraram eficazes no tratamento de</p><p>fissura anal, e a escolha deve depender de licenciamento,</p><p>disponibilidade e custos locais e das contraindicações. O tratamento</p><p>com diltiazem tornou-se uma primeira escolha comum para a maioria</p><p>dos pacientes devido à alta incidência de cefaleias que limitam a dose</p><p>após o uso de nitratos tópicos. Uma formulação tópica de diltiazem</p><p>precisará ser manipulada por um farmacêutico se um produto</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 56 de 230</p><p>comercializado não estiver disponível.</p><p>É essencial que o tratamento tópico continue por 6 a 8 semanas para</p><p>permitir a reepitelização da fissura. É comum que os pacientes</p><p>interrompam o tratamento após a melhora inicial dos sintomas, mas</p><p>geralmente ocorre recidiva. Na revisão entre a 6ª e a 8ª semana,</p><p>repete-se a anamnese e o exame físico. Os pacientes curados podem</p><p>receber alta com orientação para manter uma dieta rica em fibras, o</p><p>que diminui o risco de recorrência. Se não ocorrer a cura da fissura,</p><p>mas o paciente estiver relatando uma melhora sintomática</p><p>importante, será possível oferecer uma terapia tópica adicional de 6 a</p><p>8 semanas. Se, depois disso, não ocorrer a cura, será necessário</p><p>fazer o encaminhamento para tratamento secundário. Pacientes</p><p>sintomáticos com lesão não cicatrizada devem ser encaminhados</p><p>para um tratamento secundário após as 6 a 8 semanas iniciais.</p><p>A incisão e a drenagem são o tratamento de primeira linha dos</p><p>abscessos perianais. A maioria dos abscessos perianais resulta da</p><p>obstrução das glândulas da cripta anal (por exemplo, devido a</p><p>bactérias, restos fecais ou matéria estranha) com infecção</p><p>subsequente e formação de abscesso. O manejo imediato é essencial</p><p>para a prevenção de possíveis complicações, como formação de</p><p>fístula secundária, necrose tecidual e envolvimento do esfíncter anal</p><p>com consequente incontinência fecal. Embora os exames de imagem</p><p>(por exemplo, ultrassonografia anal, tomografia computadorizada,</p><p>ressonância magnética) possam confirmar o diagnóstico e mostrar a</p><p>extensão do envolvimento tecidual, o tratamento geralmente é</p><p>iniciado com base na alta suspeita clínica. Antibióticos pós-operatórios</p><p>não são usados rotineiramente, mas podem ser considerados em</p><p>certos pacientes (por exemplo, indivíduos imunocomprometidos).</p><p>A antibioticoterapia pode ser considerada em pacientes com abscesso</p><p>perianal após terem recebido o tratamento de primeira linha. Este</p><p>indivíduo ainda não recebeu nenhum tratamento, portanto, a</p><p>antibioticoterapia não seria apropriada neste momento.</p><p>A ligadura elástica é indicada para o tratamento de hemorroidas</p><p>internas sintomáticas, que podem se manifestar com dor nas</p><p>nádegas exacerbada à defecação e uma massa perianal sensível.</p><p>Além disso, hemorroidas internas devido à constipação crônica são</p><p>comuns em pacientes com hipotireoidismo. No entanto, o exame</p><p>geralmente mostra uma massa perianal firme, em vez de flutuante, e</p><p>as hemorroidas também geralmente se manifestam com</p><p>sangramento retal e prurido perianal.</p><p>A ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha para cistos pilonidais</p><p>sintomáticos, que podem se manifestar com dor nas nádegas ao</p><p>sentar e podem se desenvolver na região perianal. No entanto, a</p><p>maioria dos cistos pilonidais se desenvolve no topo da prega</p><p>interglútea, na região sacrococcígea. Além disso, os cistos pilonidais</p><p>mais comumente têm uma abertura do trato sinusal com drenagem</p><p>de secreção purulenta.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Fissura anal. 02 Jul 2020.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 57 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>028</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Tratar as doenças do reto e ânus.</p><p>32ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48256</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente com 50 anos, portador de HAS, DM e doença de chagas deu</p><p>entrada na emergência com quadro de dor no peito tipo pontada sem</p><p>outros sintomas e de início súbito. Ao realizar eletrocardiograma viu-se</p><p>presença de fibrilação atrial.</p><p>Sobre a fibrilação atrial (FA), assinale a afirmativa correta.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 58 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Na FA, o ritmo encontrado é sinusal apesar da irregularidade entre as</p><p>ondas P e o complexos QRS.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>FA no eletrocardiograma se apresenta de maneira que os complexos</p><p>QRS estão irregulares, com ausência de ondas P e presença de</p><p>pequenas ondas F, deixando a linha de base irregular.</p><p>(alternativa C)</p><p>Na FA, todos os pacientes deverão ser anticoagulados.</p><p>(alternativa D)</p><p>Pacientes que possuem FA tem menor propensão a doenças</p><p>tromboembólicas, como AVC isquêmico.</p><p>(alternativa E)</p><p>A FA é uma arritmia que tem baixa letalidade quando está com alta</p><p>resposta ventricular (taquicardia).</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 59 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Cardiologia</p><p>Tema: Arritmias Cardíacas</p><p>Na FA, o ritmo encontrado é sinusal apesar da irregularidade entre</p><p>as</p><p>ondas P e o complexos QRS. INCORRETA, pois o ritmo não é sinusal.</p><p>FA no eletrocardiograma se apresenta de maneira que os complexos</p><p>QRS estão irregulares, com ausência de ondas P e presença de</p><p>pequenas ondas F, deixando a linha de base irregular. CORRETA.</p><p>Pacientes que possuem FA tem menor propensão a doenças</p><p>tromboembólicas, como AVC isquêmico. INCORRETA, pois o risco de</p><p>doenças tromboembólicas aumenta em aproximadamente cinco</p><p>vezes em paciente com FA.</p><p>Na FA, todos os pacientes deverão ser anticoagulados. INCORRETA,</p><p>pois pacientes com alto risco de sangramento do sistema nervoso</p><p>central visto pelo score HAS-BLED poderão não ser anticoagulados.</p><p>A FA é uma arritmia que tem baixa letalidade quando está com alta</p><p>resposta ventricular (taquicardia). INCORRETA, pois quando há FA com</p><p>alta resposta ventricular o risco de tromboembolicas aumenta, logo</p><p>possuem alta taxa de letalidade.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>MASTROCOLA, Fabio. et al. Cardiologia: CardioPapers. 2ºed.</p><p>Atheneu.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>041</p><p>[IES]</p><p>FESAR</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar síndromes arrítmicas.</p><p>33ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54228</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 60 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Ana Teresa, 27 anos, em situação de rua, faz uso de drogas, HIV</p><p>positivo e está em tratamento para tuberculose há 45 dias. Deixou de</p><p>comparecer à Unidade Básica de Saúde (UBS) onde recebe a dose</p><p>supervisionada do tratamento para tuberculose. A equipe de saúde da</p><p>família decidiu buscar ajuda do Núcleo Ampliado de Saúde da Família</p><p>(NASF) para discutir o plano de cuidados à paciente.</p><p>Considerando o Projeto Terapêutico Singular (PTS), a conduta</p><p>adequada dos profissionais da equipe de saúde da família, conforme o</p><p>Ministério da Saúde, será</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>assumir a responsabilidade pelo cuidado, dispensando o apoio de</p><p>outros profissionais.</p><p>(alternativa B)</p><p>corresponsabilizar-se pelas intervenções definidas no cuidado centrado</p><p>na pessoa.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>referenciar a paciente para unidade de pronto atendimento mais</p><p>próxima.</p><p>(alternativa D)</p><p>internar a paciente em clínica de recuperação de usuários de drogas.</p><p>(alternativa E)</p><p>discutir o plano de cuidados em equipe, sem incluir a paciente, para</p><p>evitar conflitos.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 61 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Atenção Primária em Saúde</p><p>Tema: PTS</p><p>Internar a paciente em clínica de recuperação de usuários de drogas.</p><p>– A internação constitui o último recurso na reabilitação de pessoas</p><p>com problemas relacionados às drogas. Além disso, a Estratégia</p><p>Saúde da Família pode contar com retaguarda de outros dispositivos,</p><p>a exemplo dos Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas</p><p>(CAPS ad), para resolver problemas como os apresentados pela</p><p>paciente em questão.</p><p>Discutir o plano de cuidados em equipe, sem incluir a paciente, para</p><p>evitar conflitos. – Na elaboração do PTS, a equipe procura</p><p>compreender como o sujeito singular se coproduz diante da vida e da</p><p>situação de adoecimento, como opera os desejos e os interesses,</p><p>assim como o trabalho, a cultura, a família e a rede social. Atenção</p><p>especial deve estar voltada para as potencialidades, as vitalidades do</p><p>sujeito. Uma função também importante nesse momento é produzir</p><p>algum consenso operativo sobre; afinal, quais os problemas</p><p>relevantes, tanto do ponto de vista dos vários membros da equipe</p><p>quanto do ponto de vista do(s) usuário(s) em questão.</p><p>Referenciar a paciente para unidade de pronto atendimento mais</p><p>próxima. – Considerando que faz parte do escopo das atribuições da</p><p>atenção básica o acompanhamento de pacientes com doenças como</p><p>a tuberculose e demais condições de vulnerabilidade apresentadas</p><p>pela paciente e que esta não manifesta nenhuma situação que</p><p>necessite de atendimento de urgência, não se justifica a referência</p><p>para uma UPA.</p><p>Corresponsabilizar-se pelas intervenções definidas no cuidado</p><p>centrado na pessoa. – A utilização do PTS como dispositivo de</p><p>intervenção desafia a organização tradicional do processo de trabalho</p><p>em saúde, pois pressupõe a necessidade de maior articulação</p><p>interprofissional e a utilização das reuniões de equipe como um</p><p>espaço coletivo sistemático de encontro, reflexão, discussão,</p><p>compartilhamento e corresponsabilização das ações com a</p><p>horizontalização dos poderes e conhecimentos.</p><p>Assumir a responsabilidade pelo cuidado, dispensando o apoio de</p><p>outros profissionais. – Na execução do PTS há a necessidade de maior</p><p>articulação interprofissional e corresponsabilização das ações com a</p><p>horizontalização dos poderes e conhecimentos.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BRASIL. Clínica ampliada, equipe de referência e projeto terapêutico</p><p>singular. 2a ed. Ministério da Saúde: Brasília, 2008.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 62 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>110</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Avaliar o planejamento do cuidado - PTS.</p><p>34ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 46732</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente de 42 anos, internada no serviço de pneumologia há 15 dias</p><p>por queixa de tosse seca há mais de um mês antes da internação,</p><p>além de febre baixa e leve emagrecimento neste mesmo período.</p><p>Apresenta na radiografia de tórax um infiltrado intersticial pulmonar</p><p>difuso e adenomegalia hilar bilateral. O resultado da biópsia pulmonar</p><p>confirmou presença de granulomas não caseosos.</p><p>Com base nas informações do texto, assinale a alternativa que</p><p>descreve a hipótese diagnóstica provável.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Tuberculose ganglionar.</p><p>(alternativa B)</p><p>Asbestose.</p><p>(alternativa C)</p><p>Silicose.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Sarcoidose.</p><p>(alternativa E)</p><p>Fibrose Pulmonar Idiopática.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 63 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Pneumologia</p><p>Tema: Sarcoidose</p><p>A sarcoidose é um distúrbio granulomatoso sistêmico de etiologia</p><p>desconhecida, que costuma afetar os pulmões, a pele e os olhos. Ela</p><p>se caracteriza pelo acúmulo de linfócitos e macrófagos e pela</p><p>formação de granulomas não caseosos nos pulmões e em outros</p><p>órgãos. Embora os pulmões e linfonodos estejam envolvidos em mais</p><p>de 90% dos pacientes, praticamente qualquer órgão pode ser</p><p>afetado. Apresenta distribuição de idade bimodal com 2 picos na</p><p>terceira e na quinta décadas. A evolução clínica é frequentemente</p><p>heterogênea e imprevisível.</p><p>Apenas a Sarcoidose apresenta na biópsia pulmonar granulomas não</p><p>caseosos.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>KASPER, Dennis L.. Medicina interna de Harrison. 19 ed. Porto</p><p>Alegre: AMGH Editora, 2017. 1 v.</p><p>BMJ. Best Practice. https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/109</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>056</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO CAXIAS</p><p>[Habilidades]</p><p>Diferenciar pneumopatias intersticiais.</p><p>35ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44028</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 64 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Uma menina de 10 anos é trazida ao pronto-socorro por causa de dor</p><p>abdominal inferior nas últimas 12 horas. A dor piorou</p><p>progressivamente e foi acompanhada por episódios ocasionais de</p><p>diarreia. Ela vomitou duas vezes. Sua mãe tem doença de Crohn. Sua</p><p>temperatura é de 38,1°C, o pulso é de 95/min, a respiração é de</p><p>20/min e a pressão arterial é de 110/70 mmHg. O abdome é flácido e</p><p>há leve sensibilidade à palpação no quadrante inferior direito sem</p><p>abaulamento ou defesa. Os sons intestinais são normais. Sua</p><p>concentração de hemoglobina é de 13,0 g/dL, a contagem de</p><p>leucócitos é de 12.800/mm3 e a contagem de plaquetas é de</p><p>345.000/mm3. A tira reagente de urina é negativa para nitritos e</p><p>esterase leucocitária.</p><p>A urinálise mostra 3 WBC/hpf e nenhuma</p><p>hemácia.</p><p>Qual dos seguintes é o próximo passo a ser seguido na investigação</p><p>diagnóstica?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Radiografia do abdome.</p><p>(alternativa B)</p><p>Tomografia computadorizada do abdome.</p><p>(alternativa C)</p><p>Colonoscopia.</p><p>(alternativa D)</p><p>Laparoscopia de emergência.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Ultrassonografia do abdome.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: CAD</p><p>Tema: Abdome Agudo Cirúrgico</p><p>Ultrassonografia do abdome</p><p>Todos os pacientes com desconforto abdominal devem ter um</p><p>hemograma completo realizado. Geralmente, ocorre uma leucocitose</p><p>leve (10 a 18 x 10⁹/L ou 10,000 a 18,000/microlitro) com aumento</p><p>de neutrófilos. Nas crianças, um nível de proteína C-reativa à</p><p>admissão ≥10 mg/L e uma leucocitose ≥16.000/microlitro são fortes</p><p>fatores preditivos para apendicite.[11]</p><p>Geralmente, é necessário algum tipo de exame de imagem. A maioria</p><p>dos pacientes (excluindo gestantes) que comparecem ao pronto-</p><p>socorro com dor abdominal sugerindo apendicite são submetidos a TC</p><p>de abdome e pelve.[31][11] Um exame de imagem pré-operatório</p><p>com TC do abdome (ultrassonografia ou RNM para gestantes) agora</p><p>faz parte do padrão de cuidados. Em particular, as mulheres e</p><p>crianças podem se beneficiar de exames de imagem pré-operatórios.</p><p>[27][42][39]</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 65 de 230</p><p>Escolha do exame de imagem</p><p>Embora a TC tenha sensibilidade e especificidade superiores à</p><p>ultrassonografia no diagnóstico de apendicite, a ultrassonografia está</p><p>mais disponível, é mais rápida e pode ser realizada à beira do</p><p>leito.[43][44][45] Em crianças, a ultrassonografia pode ser preferível</p><p>à TC para limitar a exposição à radiação. Há evidências que sugerem</p><p>maior sensibilidade e especificidade da ultrassonografia em crianças,</p><p>comparadas a adultos.[42][46][47] Se, na ultrassonografia, um</p><p>apêndice normal for visualizado no seu tamanho total, será possível</p><p>excluir a apendicite aguda. No entanto, esse é raramente o caso, e a</p><p>maior utilidade da ultrassonografia é detectar uma causa alternativa</p><p>da dor abdominal que descarta apendicite.[48]</p><p>A TC do apêndice é cada vez mais usada como teste diagnóstico inicial</p><p>para apendicite aguda, e é prática rotineira nos EUA solicitar uma TC</p><p>para pacientes que comparecem ao pronto-socorro com sintomas de</p><p>apendicite aguda.[27] A TC também é indicada em quadros atípicos.</p><p>[31][49] No entanto, a cirurgia tardia após a TC para apendicite</p><p>presumida está associada a uma taxa mais alta de perfuração do</p><p>apêndice.[50] A TC com contraste intravenoso, com ou sem</p><p>contraste oral, tem uma sensibilidade de até 100% em comparação</p><p>com 92% de sensibilidade da TC com contraste não intravenoso.[51]</p><p>[52]</p><p>A ultrassonografia do abdome é a modalidade de imagem inicial</p><p>preferida para o diagnóstico de apendicite em crianças e mulheres</p><p>grávidas. Um ultrassom abdominal está prontamente disponível, tem</p><p>boa relação custo-benefício e não expõe o paciente à radiação. Os</p><p>achados típicos de apendicite incluem um apêndice não compressível</p><p>e distendido (> 6-8 mm), líquido ao redor do apêndice e um sinal de</p><p>alvo. A apendicite aguda geralmente é um diagnóstico clínico, e a</p><p>imagem nem sempre é necessária se o paciente apresentar</p><p>características clínicas típicas (por exemplo, dor abdominal migratória,</p><p>sensibilidade ao RLQ, dor rebote, febre, leucocitose). Dada a</p><p>apresentação não clássica desse paciente, exame clínico inconclusivo</p><p>e história familiar de doença de Crohn (o que torna a doença</p><p>inflamatória intestinal um possível diagnóstico diferencial), a</p><p>ultrassonografia abdominal é indicada para diagnóstico adicional.</p><p>Uma colonoscopia seria indicada para confirmar um diagnóstico</p><p>suspeito de doença inflamatória intestinal (DII). A sensibilidade do RLQ</p><p>e o histórico de diarreia dessa paciente são consistentes com DII, e</p><p>seu histórico familiar de doença de Crohn a coloca em risco</p><p>aumentado para essa condição. No entanto, a ausência de cólicas</p><p>abdominais ou diarreia sanguinolenta torna esse diagnóstico menos</p><p>provável. Medidas menos invasivas são indicadas antes da realização</p><p>de uma colonoscopia.</p><p>A tomografia computadorizada tem alta sensibilidade para o</p><p>diagnóstico de apendicite e é a modalidade de imagem de escolha em</p><p>adultos. No entanto, quando a exposição à radiação deve ser evitada</p><p>(por exemplo, em crianças ou durante a gravidez), é preferível uma</p><p>modalidade de imagem diferente. Uma tomografia computadorizada</p><p>do abdome seria indicada para confirmar ou excluir apendicite se os</p><p>estudos diagnósticos iniciais forem inconclusivos.</p><p>A radiografia abdominal fornece informações úteis para o diagnóstico</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 66 de 230</p><p>de várias condições, como obstrução intestinal, intussuscepção e</p><p>doença inflamatória intestinal, mas não é o próximo passo mais</p><p>adequado nesse paciente porque tem sensibilidade muito baixa para</p><p>diagnosticar apendicite aguda. Além disso, exporia a criança a</p><p>radiação desnecessária.</p><p>Embora a laparoscopia tenha valor diagnóstico e terapêutico em casos</p><p>de dor abdominal intensa e inexplicável, a laparoscopia de emergência</p><p>é reservada para casos de abdome agudo potencialmente fatais. Esse</p><p>paciente não apresenta defesa abdominal e apresenta apenas febre</p><p>leve e leucocitose, indicando uma condição estável que justifica um</p><p>procedimento eletivo. Pacientes com apendicite diagnosticada</p><p>clinicamente devem proceder à apendicectomia laparoscópica; a</p><p>apresentação deste paciente é atípica e outros diagnósticos são</p><p>indicados.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Apendicite aguda. 11 Jun 2021.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>027</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar abdome agudo cirúrgico: síndromes inflamatórias.</p><p>36ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54248</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 67 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Senhora de 43 anos, obesa, diabética, sentiu dor há 30 dias ao</p><p>ajoelhar-se por várias horas em culto religioso. Não procurou</p><p>atendimento imediato. Evoluiu com febre, intensa dor e inchaço do</p><p>joelho esquerdo, não conseguindo mais deambular. Radiologia simples</p><p>do joelho esquerdo apresentou presença de erosão e destruição das</p><p>superfícies articulares. Observada distrofia ungueal e presença de</p><p>dactilite bilateral em pododáctilos. Sob internação para melhora clínica,</p><p>apresenta velocidade de hemossedimentação e proteína C-reativa</p><p>muito elevadas, com fator reumatoide negativo. Indagada, relata</p><p>lombalgia e rigidez matinal frequentes, principalmente na coluna e</p><p>articulações de membros inferiores. Não sabe informar se apresentou</p><p>manchas avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas em</p><p>sua pele.</p><p>Em visita com seu preceptor do internato, durante avaliação da</p><p>paciente, você refere que os critérios clínicos descritos, conforme a</p><p>Sociedade Brasileira de Reumatologia, permitem dizer que a paciente</p><p>apresenta</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>esclerose sistêmica.</p><p>(alternativa B)</p><p>lúpus eritematoso sistêmico.</p><p>(alternativa C)</p><p>osteoartrite.</p><p>(alternativa D)</p><p>artrite reumatoide.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>artrite psoriásica.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 68 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Reumatologia</p><p>Tema: Artrites autoimunes</p><p>Pacientes com doença psoriásica apresentam maiores taxas de</p><p>obesidade, resistência à insulina e diabetes. Fatores preditivos para o</p><p>surgimento das manifestações articulares podem advir de fatores</p><p>ambientais como traumas físicos. O acometimento da pele precede o</p><p>comprometimento articular na maioria dos casos, portanto o médico,</p><p>ao atender pacientes com psoríase, deve perguntar sobre a presença</p><p>de artralgia, rigidez matinal e lombalgia inflamatória. Dactilite, também</p><p>chamada de “dedo em salsicha”, pode ocorrer em mãos e pés e se</p><p>caracteriza pelo edema difuso de toda a extensão do dedo. Acomete</p><p>30 a 40% dos pacientes durante o</p><p>curso da doença. O papel dos</p><p>testes laboratoriais é o de excluir outras causas de artrite, já que não</p><p>existe nenhum exame que leve ao diagnóstico. A velocidade de</p><p>hemossedimentação (VHS) e a proteína C-reativa (PCR) apresentam-</p><p>se elevadas em 50% dos pacientes. Nos exames de imagem,</p><p>podemos encontrar desde alterações inespecíficas, como aumento de</p><p>partes moles, até lesões muito características, em que a reabsorção</p><p>óssea e a osteoproliferação determinam a lesão descrita como pencil</p><p>in cup em casos de artrite mutilante. Erosões e osteoproliferação</p><p>podem ser observados mesmo em pacientes oligo ou assintomáticos.</p><p>O critério de classificação CASPAR (Classification Criteria for Psoriatic</p><p>Arthritis) (Quadro 2) é o mais utilizado em todo o mundo, com</p><p>elevadas sensibilidade e especificidade (91% e 99%,</p><p>respectivamente).</p><p>QUADRO 2: Critérios de classificação para artrite psoriásica (CASPAR).</p><p>Se doença inflamatória – articulação, êntese ou coluna e pelo menos 3</p><p>pontos.</p><p>Psoríase cutânea atual (2 pontos) ou história pessoal de</p><p>psoríase (1 ponto) ou história familiar de psoríase (1 ponto).</p><p>Distrofia ungueal (1 ponto).</p><p>Dactilite atual ou episódio anterior visto por médico (1</p><p>ponto).</p><p>Fator reumatoide negativo (1 ponto).</p><p>Neoformação óssea justarticular na radiografia de mãos ou</p><p>pés (1 ponto).</p><p>3 ou mais pontos: sensibilidade de 98,7% e especificidade de</p><p>91,4%.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Taylor W, Gladman D, Helliwell P, Marchesoni A, Mease P, Mielants H;</p><p>CASPAR Study Group. Classification criteria for psoriatic arthritis:</p><p>development of new criteria from a large international study. Arthritis</p><p>Rheum. 2006;54:2665-73.</p><p>SHINJO, Samuel Katsuyuki; MOREIRA, Caio. Livro da Sociedade</p><p>Brasileira de Reumatologia. 2ª ed. Barueri: Manole, 2021, pp. 183-</p><p>189.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 69 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>054</p><p>[IES]</p><p>UNINOVAFAPI</p><p>[Habilidades]</p><p>Diferenciar as artrites autoimunes.</p><p>37ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54456</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma mulher de 54 anos vem ao pronto-socorro por causa de um histórico de</p><p>5 horas de dor abdominal difusa e intensa, náuseas e vômitos. Ela relata que</p><p>não há sangue ou bile no vômito. Há duas semanas, ela começou a ter dores</p><p>epigástricas leves, que melhoraram com a alimentação. Desde então, ela</p><p>ganhou 1,4 kg. Ela tem histórico de 2 anos de osteoartrite de ambos os</p><p>joelhos, para o qual ela toma ibuprofeno. Bebe 1-2 taças de vinho diariamente.</p><p>Ela está deitada supina com os joelhos dobrados e evita qualquer movimento.</p><p>Sua temperatura é de 38,5°C, o pulso é de 112/min, as respirações são de</p><p>20/min e a pressão sanguínea é de 115/70 mm Hg. Exame físico mostra</p><p>tensão abdominal e defesa; os sons intestinais são diminuídos. Um raio X do</p><p>tórax é mostrado.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 70 de 230</p><p>Assinale a alternativa que indica a causa mais provável dos sintomas atuais</p><p>dessa paciente.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Doença de refluxo gastroesofágico.</p><p>(alternativa B)</p><p>Câncer gástrico.</p><p>(alternativa C)</p><p>Isquemia mesentérica aguda.</p><p>(alternativa D)</p><p>Pancreatite.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Úlcera péptica perfurada.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Cirurgia</p><p>Subárea: Sistema Digestório</p><p>Tema: Diagnóstico diferencial das doenças do aparelho disgetório</p><p>A perfuração de uma úlcera péptica pode manifestar-se com dor abdominal</p><p>aguda e difusa, náusea, vômito, febre e taquicardia, todas as quais são vistas</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 71 de 230</p><p>neste paciente. A descoberta do raio X do tórax do pneumopertoneum suporta</p><p>ainda mais esse diagnóstico. Os achados do exame são típicos para peritonite</p><p>secundária (guarda abdominal) e desenvolvimento de íleo paralítico (diminuição</p><p>dos sons intestinais). O histórico recente de dor epigástrica deste paciente</p><p>aliviada pela ingestão de alimentos em combinação com o consumo regular de</p><p>álcool e o uso de ibuprofeno indica uma úlcera duodenal subjacente. A</p><p>perfuração é a segunda complicação mais comum da doença da úlcera péptica</p><p>(após hemorragia gastrointestinal) e ocorre na maioria das úlceras duodenais</p><p>da parede anterior, que são menos protegidas do que outros tipos de úlceras</p><p>por estruturas anatômicas circundantes.</p><p>Pancreatite aguda normalmente se manifesta com dor abdominal severa</p><p>(geralmente irradiando para trás), náuseas e vômitos, e pode ser</p><p>desencadeada pelo uso de álcool. Os achados do exame podem incluir febre,</p><p>taquicardia, ternura abdominal, sinais de peritonite (guarda abdominal) e</p><p>redução dos sons intestinais (indicando íleo), como visto aqui. Os achados de</p><p>raio X do tórax deste paciente de gás intra-abdominal gratuito, no entanto não</p><p>são suficientemente explicados por pancreatite aguda. Além disso, este</p><p>paciente tem um histórico de dor epigástrica que é aliviada com a ingestão</p><p>alimentar, enquanto a dor na pancreatite geralmente piora após as refeições.</p><p>Isquemia mesentérica aguda pode se manifestar com dor abdominal difusa,</p><p>náuseas e vômitos, todos os quais são vistos aqui. Os achados do exame</p><p>podem mostrar febre, taquicardia e ternura abdominal. No entanto, os</p><p>achados de raio X do tórax de gás livre na cavidade abdominal não são uma</p><p>característica típica desta condição. Em vez disso, os achados de raios X</p><p>abdominais na isquemia mesentérica aguda provavelmente seriam normais</p><p>em estágios iniciais, com alças intestinais distendidas e pequenos gabinetes de</p><p>gás dentro da parede do intestino (indicando isquemia transmural) aparecendo</p><p>em estágios posteriores.</p><p>O câncer gástrico pode se manifestar com dor abdominal, náuseas e vômitos,</p><p>todos os quais são vistos aqui. No entanto, o agravamento agudo dos</p><p>sintomas dessa paciente, bem como os achados de raio X do tórax de gás</p><p>livre na cavidade abdominal tornam o câncer gástrico menos provável do que</p><p>outra condição. Além disso, pacientes com câncer gástrico apresentam perda</p><p>de peso em vez de ganho de peso.</p><p>A doença do refluxo gastroesofágico (DRD) pode se manifestar com dor</p><p>abdominal, náuseas e vômitos, todos os quais são vistos aqui. Além disso, o</p><p>consumo de álcool é um gatilho comum dessa condição. Os pacientes</p><p>normalmente apresentam dor epigástrica crônica que piora após comer. Este</p><p>paciente, no entanto, tem um histórico de dor epigástrica que é aliviada com a</p><p>ingestão alimentar. Além disso, os achados de raio X do tórax de gás livre na</p><p>cavidade abdominal não são explicados pelo GERD.</p><p>A colecistolitiase é uma condição tipicamente assintomática. Uma minoria de</p><p>pacientes pode desenvolver cólica biliar, que pode se manifestar com dor de</p><p>quadrante superior direito/epigástrica, náusea e vômito. A dor da cólica biliar é</p><p>desencadeada pela alimentação. Esta paciente, no entanto, tem um histórico</p><p>de dor epigástrica que é aliviada com a ingestão alimentar. Além disso, a</p><p>colecistolitiase e a cólica biliar não explicam suficientemente os achados do</p><p>raio X do tórax do gás intra-abdominal livre.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Parctice. Úlcera péptica. Última atualização, 10 de setembro de</p><p>2020.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 72 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>026</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar refluxo gastroesofágico.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>38ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44213</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Homem de 45 anos iniciou tratamento com esquema básico há 20</p><p>dias para tuberculose pulmonar devido a baciloscopia positiva no</p><p>escarro. Retorna apresentando queixa de náuseas e vômitos e</p><p>dificuldade para manter o uso adequado dos medicamentos que</p><p>foram prescritos. Inicialmente estava tomando em jejum, conforme</p><p>orientação médica, mas devido aos sintomas suspendeu o uso há 3</p><p>dias e aguarda orientações.</p><p>Qual é a conduta adequada?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Orientar usar os medicamentos para tuberculose em dias alternados</p><p>e manter a ingestão em</p><p>jejum.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Reformular o horário da tomada dos medicamentos para após café da</p><p>manhã e prescrever antieméticos.</p><p>(alternativa C)</p><p>Manter o esquema inicial associando um inibidor de bomba de prótons</p><p>e solicitar endoscopia digestiva alta.</p><p>(alternativa D)</p><p>Orientar suspensão dos medicamentos por 7 dias e, após a melhora</p><p>das queixas, reiniciar o uso em jejum.</p><p>(alternativa E)</p><p>Suspender a isoniazida do esquema medicamentoso e manter os</p><p>demais conforme orientações iniciais.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 73 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Pneumologia</p><p>Tema: Tuberculose</p><p>Trata-se de paciente em tratamento de tuberculose pulmonar</p><p>evoluindo com efeito adverso menor de intolerância gástrica (náusea e</p><p>vômito) encontrado em 40% dos pacientes. A conduta adequada é</p><p>reformular o horário da administração dos medicamentos (duas horas</p><p>após o café da manhã) e considerar o uso de medicação sintomática</p><p>(antieméticos). A suspensão temporária dos medicamentos está</p><p>indicada para efeitos adversos maiores. Não há necessidade de</p><p>alteração da composição do esquema nas reações adversas menores.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Ministério da Saúde. Manual de Recomendações para o Controle da</p><p>Tuberculose no Brasil. 2ª edição atualizada. Brasília, DF, 2019.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>049</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Identificar efeitos colaterais das medicações tuberculostáticas.</p><p>39ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44084</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um grupo de pesquisadores está estudando mecanismos reguladores</p><p>hemodinâmicos em um voluntário humano. O voluntário recebe uma</p><p>droga estimulante, e observa-se um aumento súbito da pressão</p><p>arterial.</p><p>Sabe-se que este aumento da pressão arterial causa estiramento dos</p><p>átrios e este tem como resultado</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 74 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>o aumento da excreção de íons potássio e hidrogênio.</p><p>(alternativa B)</p><p>a vasoconstrição e a estimulação da sede.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>a diminuição da reabsorção de sódio.</p><p>(alternativa D)</p><p>o aumento da reabsorção de água livre de solutos.</p><p>(alternativa E)</p><p>a vasodilatação e a diminuição da agregação plaquetária.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 75 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Morfofuncional</p><p>Tema: Correlação entre a fisiopatologia das doenças e agravos com</p><p>os mecanismos compensatórios para manter a homeostase</p><p>Os cardiomiócitos atriais são estimulados pelo aumento do</p><p>estiramento atrial para produzir o peptídeo natriurético atrial (ANP).</p><p>A diminuição da reabsorção de sódio do túbulo contorcido distal e</p><p>do ducto coletor cortical é um dos efeitos do ANP, que responde ao</p><p>aumento do estiramento atrial (por exemplo, na hipertensão ou</p><p>sobrecarga de volume), aumentando a natriurese e a diurese no</p><p>corpo. Além de diminuir a reabsorção de sódio, o ANP aumenta a</p><p>excreção de sódio e água por meio do aumento da TFG via dilatação</p><p>da arteríola aferente e constrição da arteríola eferente. Por fim, o ANP</p><p>inibe a secreção de renina e, portanto, o RAAS. Juntas, essas</p><p>mudanças trabalham para reduzir o volume sanguíneo, a pressão</p><p>arterial e o débito cardíaco.</p><p>DISTRATORES:</p><p>O aumento da excreção de íons potássio e hidrogênio nos túbulos</p><p>distais e ductos coletores do rim, bem como a reabsorção de sódio,</p><p>são efeitos da aldosterona, e não do ANP. A aldosterona é estimulada</p><p>pelo SRAA, aumento do potássio sérico, ACTH, sistema nervoso</p><p>simpático e diminuição da pressão arterial média.</p><p>O óxido nítrico (NO) resulta em vasodilatação e diminuição da</p><p>agregação plaquetária. O NO é produzido por células endoteliais</p><p>vasculares em resposta a uma variedade de gatilhos, incluindo lesão</p><p>vascular e hipóxia. Embora o ANP cause vasodilatação, não tem efeito</p><p>sobre a agregação plaquetária.</p><p>O aumento da reabsorção de água livre de soluto é um efeito da</p><p>vasopressina (ADH), e não do ANP. O ADH atua aumentando a</p><p>transcrição e inserção de aquaporinas nos ductos coletores renais. O</p><p>ADH é secretado se o corpo detectar aumento da osmolalidade</p><p>plasmática ou diminuição do volume sanguíneo arterial.</p><p>A vasoconstrição sistêmica e a estimulação da sede, assim como a</p><p>retenção de sódio e o aumento da reabsorção de água, são</p><p>estimulados pelo SRAA, e não pelo ANP. O SRAA é ativado em</p><p>resposta à diminuição da perfusão glomerular e pelo sistema nervoso</p><p>simpático renal e, na verdade, é inibido pelo ANP.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall Fundamentos de</p><p>Fisiologia.Pag.194: Grupo GEN, 2017. 9788595151550. E-book.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151550/.</p><p>Acesso em: 08 ago. 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 76 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>011</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Correlacionar a fisiopatologia das doenças e agravos com os</p><p>mecanismos compensatórios para manter a homeostase .</p><p>40ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44528</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente do gênero feminino, 10 anos, residente do município de Garanhuns - PE, procurou a</p><p>Unidade de Pronto Atendimento acompanhada da mãe, queixando-se de “dor de garganta e</p><p>dificuldade para engolir” há 5 dias. Paciente referiu febre de 38,4 ºC há 3 dias, com melhora ao</p><p>uso de antitérmico. A oroscopia revelou hiperemia e exsudato faríngeo e ausculta com</p><p>murmúrios vesiculares presentes bilateralmente e simétricos sem ruídos adventícios. Após o</p><p>exame clínico e laboratorial que confirmou a infecção, a paciente foi diagnosticada com faringite</p><p>bacteriana por estreptococos.</p><p>Silverthorn, D. U. Fisiologia Humana. Porto Alegre: Grupo A, 2017. 9788582714041.</p><p>Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714041/.</p><p>Considerando as informações apresentadas no caso clínico, avalie as afirmativas a seguir, que</p><p>dizem respeito aos mecanismos envolvidos na proteção e na autoagressão tecidual relacionados</p><p>à febre.</p><p>I. O aumento da temperatura corpórea no valor aferido contribui com a identificação do</p><p>processo infeccioso/inflamatório e inibe a proliferação de bactérias.</p><p>II. As células fagocitárias do sistema imunológico liberam proteínas conhecidas como pirógenos</p><p>endógenos (IL-1, IL-6, TNF, interferon 1).</p><p>III. A febre induz a saída dos neutrófilos do seu local de produção, a medula óssea, direcionando</p><p>sua migração para o local da infecção.</p><p>IV. As células T, quando expostas a temperaturas febris, também são mais facilmente ativadas</p><p>na ocorrência de uma infecção.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 77 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>I e III, apenas.</p><p>(alternativa B)</p><p>II e IV, apenas.</p><p>(alternativa C)</p><p>I, III e IV.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>I, II, III e IV.</p><p>(alternativa E)</p><p>II, III e IV.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Morfofuncional</p><p>Tema: Imunologia</p><p>A assertiva I está correta porque a febre é um mecanismo fisiológico que tem efeitos positivos</p><p>quando nosso organismo tenta combater uma infecção, aumentando a produção de anticorpos</p><p>e glóbulos brancos, dificultando ou até inibindo a multiplicação de alguns agentes infecciosos</p><p>(vírus, bactérias).</p><p>A assertiva II está correta porque as células fagocitárias do sistema imunológico liberam</p><p>proteínas conhecidas como pirógenos endógenos ou citocinas que são as Interleucinas-1(IL-1),</p><p>Interleucinas-6(IL-6), o fator de necrose tumoral (TNF) e Interferon (tipo 1). A ação desses</p><p>fatores pirogênicos sobre o centro termorregulador do hipotálamo eleva o limiar térmico,</p><p>desencadeando respostas metabólicas de produção e conservação de calor (tremores,</p><p>vasoconstrição periférica e aumento do metabolismo basal).</p><p>A assertiva III está</p><p>correta porque a febre induz a saída de um tipo de célula branca chamada</p><p>neutrófilo do seu local de produção, a medula óssea, direcionando a sua migração para o local</p><p>da infecção. Os neutrófilos são a principal célula imune envolvida no combate às infecções nos</p><p>seus estágios iniciais.</p><p>A assertiva IV está correta porque a febre também tem um efeito benéfico de facilitar a entrada</p><p>e a concentração de células T nos gânglios linfáticos, onde elas são normalmente ativadas. Isso</p><p>aumenta a possibilidade de as poucas células T capazes de reconhecer o agente patogênico</p><p>serem rapidamente ativadas contra a infecção.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tortora, Gerard J. Princípios de anatomia e fisiologia / Gerard J. Tortora, Bryan Derrickson;</p><p>tradução Ana Cavalcanti C. Botelho... [et al.]. – 14. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,</p><p>2019. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527728867/epubcfi/6/10[%3Bvnd.vst.idref%3Dcopyright]!/4/16/12/1:47[olo%2Cgy].</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 78 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>014</p><p>[IES]</p><p>FAMEG</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os conceitos de mecanismos imunológicos envolvidos na proteção e na</p><p>autoagressão tecidual relacionados à febre.</p><p>41ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44191</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma mulher de 22 anos chega ao pronto-socorro devido a uma</p><p>história de 5 horas de dor abdominal inferior. Ela é sexualmente ativa</p><p>com vários parceiros do sexo masculino e usa preservativos de forma</p><p>inconsistente. Ela não consegue se lembrar quando foi sua última</p><p>menstruação. O pulso é de 91/min, a respiração é de 14/min e a</p><p>pressão arterial é de 126/70 mm Hg. O exame abdominal mostra</p><p>sensibilidade mínima à palpação sem defesa sobre o quadrante</p><p>inferior direito. O exame pélvico mostra leve sensibilidade ao</p><p>movimento cervical. Sua concentração sérica de gonadotrofina</p><p>coriônica humana β é de 980 mUI/mL (N < 5). A ultrassonografia</p><p>transvaginal mostra uma cavidade intrauterina vazia, uma massa</p><p>anexial não homogênea de 5 cm do lado direito sem líquido</p><p>intraperitoneal livre.</p><p>Após atender a paciente, o próximo passo a ser seguido é</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>iniciar terapia com metotrexato.</p><p>(alternativa B)</p><p>realizar laparoscopia de emergência.</p><p>(alternativa C)</p><p>repetir β-hCG sérico após 48 horas.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>conduzir o caso de forma expectante.</p><p>(alternativa E)</p><p>realizar tomografia computadorizada do abdome.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 79 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia</p><p>Tema: Hemorragia do primeiro trimestre. Gravidez ectópica</p><p>A concentração sérica elevada de β-hCG dessa paciente e os achados</p><p>ultrassonográficos pélvicos de uma massa anexial não homogênea</p><p>são sugestivos de gravidez ectópica.</p><p>A conduta expectante é adequada para mulheres de baixo risco,</p><p>hemodinamicamente estáveis e assintomáticas (ou com dor mínima),</p><p>quando houver evidências objetivas de resolução – geralmente,</p><p>demonstrada por um platô ou diminuição dos níveis de gonadotrofina</p><p>coriônica humana (hCG).[43][56][66] No Reino Unido, o Royal College</p><p>of Obstetricians and Gynaecologists recomenda que a conduta</p><p>expectante seja uma opção quando a diminuição do nível de hCG for</p><p>inicialmente <1500 UI/L (1500 MUI/mL).[56] Em mulheres com hCG</p><p>inicial <200 UI/L (<200 mUI/mL), 88% terão resolução espontânea,</p><p>sendo esperada uma taxa mais baixa mediante níveis mais elevados</p><p>de hCG.[43][67] O National Institute for Health and Care Excellence</p><p>(NICE) do Reino Unido, assim, fez uma recomendação forte para a</p><p>conduta expectante se o hCG sérico for ≤1000 UI/L, mas uma</p><p>recomendação condicional para a conduta expectante se o hCG sérico</p><p>for >1000 e <1500 UI/L.[59][Evidência C]</p><p>Um ensaio clínico randomizado e controlado (ECRC) realizado com</p><p>mulheres com gravidez de localização desconhecida ou gravidez</p><p>ectópica relatou uma taxa de sucesso de 59% com conduta</p><p>expectante, em comparação com 76% após uma única dose de</p><p>metotrexato.[68] Um ECRC realizado em 2021 com mulheres com</p><p>gravidez de localização desconhecida persistente relatou uma taxa de</p><p>sucesso de 51.5% com manejo ativo versus 36.0% com conduta</p><p>expectante.[61]</p><p>Os níveis de hCG devem ser obtidos em série até que sejam</p><p>indetectáveis.</p><p>O insucesso da conduta expectante é seguido pela tratamento clínico,</p><p>se for o caso, ou tratamento cirúrgico. Deve-se interromper a conduta</p><p>expectante se a dor da mulher aumentar, os níveis de hCG não</p><p>diminuírem ou houver sinais de ruptura tubária.[43]</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Gravidez Ectópica. Última atualização: 22 Mar</p><p>2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 80 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>069</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Irregularidade menstrual, dor pélvica, fundo de saco de Douglas</p><p>ocupado, dosagem de beta hCG, exame ultrassonográfico.</p><p>Conduta conservadora frente aos achados. Possibilidade de</p><p>manter a fertilidade.</p><p>42ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54638</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Duas horas depois de passar por transplante de rim alogênico para</p><p>doença renal policística, uma menina de 14 anos tem dor abdominal</p><p>inferior. O exame mostra sensibilidade à palpação na área em que o</p><p>rim doador foi colocado. O ultrassom do rim doador mostra edema</p><p>tecidual difuso. A creatinina sérica começa a aumentar e a diálise é</p><p>iniciada.</p><p>Qual das seguintes opções é a provável causa dos sintomas desta</p><p>paciente?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Ativação de linfócitos T por peptídeos HLA doador.</p><p>(alternativa B)</p><p>Proliferação de linfócitos T doadores.</p><p>(alternativa C)</p><p>Deposição imunológica no tecido doador.</p><p>(alternativa D)</p><p>Fibrose íntima irreversível e obstrução dos vasos.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Anticorpos pré-reformados contra moléculas de HLA classe I.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 81 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Cirurgia</p><p>Tema: Transplantes de órgãos</p><p>A rejeição do enxerto hiperagudo é mediada por anticorpos citotóxicos</p><p>pré-formados contra moléculas HLA de classe I de doadores ou</p><p>antígenos do grupo sanguíneo doador (reações de hipersensibilidade</p><p>tipo 2). A ligação antígeno-anticorpo ativa o sistema do complemento,</p><p>levando à formação de trombos e isquemia do enxerto. Os pacientes</p><p>apresentam inchaço do enxerto e deterioração da função do órgão</p><p>dentro de 48 horas após o transplante. As rejeições hiperagudas</p><p>podem ser evitadas por correspondência cruzada e correspondência</p><p>de grupos ABO antes do transplante de órgãos.</p><p>DISTRATORES:</p><p>A proliferação de linfócitos T doador pode ser vista na doença do</p><p>enxerto vs. hospedeiro (GVHD), na qual as células T do doador</p><p>percebem o tecido hospedeiro como um antígeno estranho e montam</p><p>uma resposta imune. A DHJ ocorre principalmente no transplante</p><p>alogênico de células-tronco, não no transplante renal. Além disso, os</p><p>pacientes geralmente apresentam erupção maculopapular, diarreia,</p><p>icterícia e hepatoesplenomegalia, não inchaço do enxerto dentro de</p><p>horas após o transplante.</p><p>Fibrose íntima irreversível e obstrução dos vasos do enxerto são</p><p>observadas na rejeição crônica do enxerto, que é caracterizada por</p><p>perda lenta e progressiva da função do órgão, que normalmente</p><p>ocorre vários meses a anos após o transplante de órgãos. A falha de</p><p>enxerto hiperaguse tem uma causa diferente.</p><p>Nas reações de hipersensibilidade tipo 3, a deposição de complexos</p><p>imunológicoscirculantes ativa o sistema do complemento e recruta</p><p>células inflamatórias, o que leva a danos teciduais. Este é o</p><p>mecanismo subjacente na doença sérica, púrpura Henoch-Schönlein e</p><p>glomerulonefrite pós-estreptocócica. No entanto, a hipersensibilidade</p><p>tipo 3 não desempenha um papel na rejeição do enxerto.</p><p>A ativação dos linfócitos</p><p>T do hospedeiro pelos peptídeos HLA doador</p><p>media uma reação de hipersensibilidade tipo 4 (resposta imune</p><p>mediada por células), levando à rejeição aguda do enxerto. Os</p><p>pacientes apresentam febre, inchaço do tecido do enxerto,</p><p>deterioração generalizada e infiltração linfocítica dos vasos do enxerto.</p><p>No entanto, a rejeição aguda geralmente ocorre semanas a meses</p><p>após o transplante, não dentro de horas.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Doença do enxerto contra o hospedeiro. Última</p><p>atualização em 08 de fevereiro de 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 82 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>034</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Compreender os princípios dos procedimentos relacionados ao</p><p>transplante de órgãos.</p><p>43ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54469</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Homem, 50 anos, hipertenso e diabético, diagnosticado há 15 anos,</p><p>em uso irregular de anti-hipertensivos e antidiabéticos, queixa de</p><p>diminuição progressiva do volume urinário e urina mais “espumosa”.</p><p>Deu entrada na unidade de pronto atendimento com queixa de febre,</p><p>vômitos, cefaleia, apresentando rebaixamento do nível de consciência,</p><p>tremores em mãos e edema. Pressão arterial: 160 x 100 mmHg.</p><p>Apresentava à admissão: hemoglobina de 6,8 mg/dl (valor de</p><p>referência: 12.0 a 16.0 g/dL), ureia de 200 mg/dl (valor de referência:</p><p>16 a 40 mg/dL), creatinina de 6 mg/dl (valor de referência: 0,6 a 1,2</p><p>mg/dL), potássio sérico de 7,5 mEq/L (valor de referência: 3,5 e 5,0</p><p>mEq/L) e gasometria arterial com pH de 6,9 (valor de referência: 7,35</p><p>a 7,45). O clearence de creatinina é de 15 ml/min (valor de</p><p>referência: 80 a 120 ml/min).</p><p>O caso clínico descrito é um quadro de insuficiência renal</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 83 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>crônica agudizada, com necessidade de terapia dialítica para melhora</p><p>da uremia e dos distúrbios hidroeletrolíticos que estão ameaçando a</p><p>vida.</p><p>(alternativa B)</p><p>aguda de provável etiologia infecciosa (sepse) devido ao quadro febril,</p><p>devendo receber tratamento antimicrobiano e volume para restaurar</p><p>a função renal.</p><p>(alternativa C)</p><p>crônica classificada moderada ou laboratorial, necessitando de</p><p>tratamento clínico do quadro, sem necessidade de suporte dialítico no</p><p>momento.</p><p>(alternativa D)</p><p>aguda de provável etiologia pré-renal, secundária à desidratação pelo</p><p>quadro infeccioso febril, devendo ser feito tratamento com reposição</p><p>de volume.</p><p>(alternativa E)</p><p>aguda por doença autoimune, como os lúpus eritematoso sistêmico,</p><p>que cursa com hipertensão arterial, perda de proteínas pela urina e</p><p>insuficiência renal.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Nefrologia</p><p>Tema: Insuficiência Renal</p><p>Trata-se de um quadro de insuficiência renal crônica, sendo o paciente</p><p>com hipertensão e diabetes Mellitus, que são os principais fatores</p><p>para o desenvolvimento da perda da função renal. Os valores de</p><p>uremia e calemia estão elevados, e o paciente está desenvolvendo</p><p>encefalopatia urêmica, devendo-se fazer tratamento dialítico de</p><p>urgência.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>UpToDate. Mark Rosenberg, MD. Overview of the management of</p><p>chronic kidney disease in adults. This topic last updated: Apr 21, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 84 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>047</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar insuficiência renal aguda.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>44ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 53401</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um menino de 7 anos é levado ao pronto-socorro por sua mãe 1 hora</p><p>depois de cair de sua bicicleta e bater a cabeça na calçada. Sua mãe</p><p>diz que ele não perdeu a consciência, mas está agitado e reclamando</p><p>de dor de cabeça desde o evento. Ele não tem histórico de doenças</p><p>graves e não faz uso de medicamentos. Sua temperatura é de</p><p>37,1°C, o pulso é de 115/min, a respiração é de 20/min e a pressão</p><p>arterial é de 100/65 mm Hg. Há um grande hematoma no couro</p><p>cabeludo anterior e várias escoriações superficiais em ambas as mãos</p><p>e joelhos. O exame, incluindo o exame neurológico, não mostra</p><p>outras anormalidades. Uma tomografia computadorizada sem</p><p>contraste da cabeça mostra uma fratura craniana linear não</p><p>deprimida com uma separação de 2 mm.</p><p>Qual dos seguintes é a conduta inicial a ser tomada?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Cranioplastia para correção da fratura.</p><p>(alternativa B)</p><p>Liberar para casa e orientar observação.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Observação do paciente por 24 horas.</p><p>(alternativa D)</p><p>Monitoramento da pressão intracraniana.</p><p>(alternativa E)</p><p>Ressonância magnética do cérebro.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 85 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Neurologia</p><p>Tema: TCE</p><p>Embora os pacientes assintomáticos com fraturas cranianas lineares</p><p>relativamente pequenas (< 3 mm) não deprimidas possam ser</p><p>enviados para casa sem tratamento adicional, aqueles com sinais de</p><p>PIC potencialmente elevada requerem observação adicional do</p><p>paciente. Outras indicações para observação de pacientes internados</p><p>incluem evidências de lesão cerebral traumática em exames de</p><p>imagem (por exemplo, hemorragia intracraniana), sinais de abuso</p><p>físico ou cuidadores que não são confiáveis ou incapazes de retornar</p><p>se deficits neurológicos se desenvolverem dentro de 24 horas após a</p><p>alta.</p><p>O tratamento das fraturas sem afundamento fechadas é</p><p>principalmente conservador. O tratamento conservador consiste em</p><p>observação para descartar qualquer complicação em curso, como o</p><p>vazamento do líquido cefalorraquidiano (LCR), convulsão ou infecção.</p><p>As intervenções médicas como a profilaxia com um anticonvulsivante</p><p>ou antibiótico não são administradas rotineiramente para os pacientes</p><p>com fraturas cranianas isoladas. Existem poucas evidências definitivas</p><p>de um benefício na utilização de antibióticos na redução do risco de</p><p>meningite subsequente ou de outras infecções com ou sem</p><p>vazamento do LCR.[51][52][53][54] A vacina pneumocócica é</p><p>recomendada para pacientes com fratura da base do crânio e</p><p>vazamento do LCR.[55][56][57] Existem recomendações específicas</p><p>para pacientes pediátricos e adultos com vazamento do LCR.</p><p>Elevação e reparo cirúrgico da dura-máter e cranioplastia devem ser</p><p>considerados para qualquer paciente com uma fratura com</p><p>afundamento >1 cm, deformidade cosmética macroscópica, evidência</p><p>de laceração dural ou lesão intracraniana operável associada.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Fraturas cranianas. Última atualização em 16 de</p><p>agosto de 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>033</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar as medidas iniciais no trauma cranioencefálico.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 86 de 230</p><p>45ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44189</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma mulher de 24 anos procura o médico da Unidade de Saúde para</p><p>um exame de rotina. Há três anos, ela foi diagnosticada com cervicite</p><p>por clamídia e tratada com doxiciclina. Ela tem sido sexualmente ativa</p><p>com múltiplos parceiros desde os 18 anos e usa preservativos de</p><p>forma consistente. Tabagista de 10 cigarros diariamente. O exame</p><p>físico, incluindo o exame pélvico, não mostra anormalidades. Um</p><p>esfregaço de Papanicolau mostra uma lesão intraepitelial escamosa</p><p>de baixo grau (LSIL).</p><p>Qual é a conduta mais adequada?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Realizar uma colposcopia com biópsia endometrial.</p><p>(alternativa B)</p><p>Realizar uma colposcopia com biópsia endocervical.</p><p>(alternativa C)</p><p>Repetir o exame Papanicolau em 1 ano.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Repetir o exame Papanicolau em 6 meses.</p><p>(alternativa E)</p><p>Realizar a excisão da zona de transformação.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia</p><p>e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Prevenção de Câncer Ginecológico</p><p>Resposta correta: Repetir o Papanicolau em 6 meses</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 87 de 230</p><p>Os achados citológicos e a idade do paciente determinam o próximo</p><p>passo no manejo.</p><p>Mulheres com diagnóstico citopatológico de LSIL devem repetir o</p><p>exame citopatológico em seis meses na unidade de atenção básica</p><p>(A). Processos infecciosos ou atrofia genital identificados devem ser</p><p>tratados antes da nova coleta (A). Se a citologia de repetição for</p><p>negativa em dois exames consecutivos, a paciente deve retornar à</p><p>rotina de rastreamento citológico trienal na unidade de atenção básica</p><p>(A). Se uma das citologias subsequentes no período de um ano for</p><p>positiva, encaminhar à unidade de referência.</p><p>DISTRATORES:</p><p>Se o exame de Papanicolau mostrar LSIL, a colposcopia imediata é</p><p>realizada se o paciente tiver 25 anos de idade ou mais. Em um</p><p>paciente com LSIL em um exame de Papanicolaou com idade entre</p><p>21 e 24 anos, uma etapa diferente é recomendada.</p><p>A amostragem endometrial seria indicada em pacientes com células</p><p>glandulares atípicas com mais de 35 anos de idade ou com</p><p>sangramento anormal. Nesta paciente assintomática de 24 anos com</p><p>exame de Papanicolau mostrando LSIL, a amostragem endometrial</p><p>não é necessária.</p><p>A triagem de rotina (na qual o Papanicolau é repetido a cada 3 anos) é</p><p>indicada apenas em pacientes que têm um Papanicolau normal. No</p><p>entanto, o exame de Papanicolaou desse paciente mostrou LSIL e,</p><p>portanto, deve ser avaliado de acordo com um esquema de</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 88 de 230</p><p>acompanhamento diagnóstico diferente.</p><p>O procedimento de excisão eletrocirúrgica em alça (CAF) é uma</p><p>opção aceitável em mulheres com 25 anos de idade ou mais com</p><p>lesões intraepiteliais escamosas de alto grau (HSIL) na citologia</p><p>cervical. Independentemente dos resultados da citologia, LEEP</p><p>imediato sem colposcopia não seria considerado em mulheres</p><p>grávidas ou mulheres de 21 a 24 anos de idade.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva.</p><p>Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce</p><p>e Apoio à Organização de Rede.</p><p>Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero /</p><p>Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva.</p><p>Coordenação de Prevenção e Vigilância. Divisão de Detecção Precoce</p><p>e Apoio à Organização de Rede. – 2. ed. rev. atual. – Rio de Janeiro:</p><p>INCA, 2016.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>076</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Laudo de exame citopalógico em paciente assintomática.</p><p>Orientação quanto à conduta.</p><p>46ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49243</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Os linfomas podem ser classificados como Hodgkin e não Hodgkin. Na</p><p>doença de Hodgkin, há proliferação das células neoplásicas de Reed-</p><p>Sternberg. O linfoma não Hodgkin é um grupo heterogêneo de</p><p>doenças que surgem a partir de alterações clonais dos linfócitos B e T.</p><p>De acordo com seus conhecimentos prévios sobre o assunto, marque</p><p>a alternativa correta em relação à diferença entre esses dois tipos de</p><p>linfoma.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 89 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Nos linfomas de Hodgkin em relação à morfologia anatomopatológica,</p><p>as células neoplásicas formam lençois relativamente homogêneos. Já</p><p>no linfoma não Hogkin, as células neoplásicas são em menor número</p><p>em um fundo inflamatório/reativo.</p><p>(alternativa B)</p><p>Em relação à distribuição das cadeias nodais acomentidas, os linfomas</p><p>de Hodgkin apresentam distribuição mais sistêmica. Já os linfomas não</p><p>Hodgkin apresentam distribuição por contiguidade.</p><p>(alternativa C)</p><p>Em relação à epidemiologia, os linfomas de Hodgkin apresentam</p><p>distribuição conforme o tipo histológico. Já os linfomas não Hodgkins</p><p>apresentam distribuição etária bimodal, com pico entre 2-3 décadas</p><p>de vida.</p><p>(alternativa D)</p><p>Os linfomas não Hodgkin são primariamente nodais. Já os linfomas de</p><p>Hodgkin podem ser extranodais em 40% dos casos (pele e estômago,</p><p>principalmente).</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Os linfomas não Hodgkin raramente acomentem o mediastino,</p><p>exceto: linfoma linfoblástico T e linfoma de grandes células B do</p><p>mediastino. Já os linfomas de Hodgkin frequentemente acometem o</p><p>mediastino, formando grandes massas.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Hematologia</p><p>Tema: Linfomas não Hodgkin</p><p>Os linfomas não Hodgkin (LNH) possuem um padrão de</p><p>comprometimento ganglionar diferente da doença de Hodgkin. Eles</p><p>acometem com mais frequência o anel de Waldeyer (amígdalas</p><p>palatinas, faríngeas, linguais e adenoide), os linfonodos epitrocleares e</p><p>os abdominais (mesentéricos e retroperitoneais). Por outro lado, os</p><p>linfonodos mediastinais encontram-se comprometidos somente em</p><p>20% dos pacientes com LNH (contra 60% no linfoma de Hodgkin).</p><p>Apenas o linfoma linfoblástico (mais comum em crianças) e a forma</p><p>mediastinal primária do linfoma difuso de grandes células B (mais</p><p>comum em mulheres jovens) têm a preferência pelo mediastino.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>ZAGO, M.A.; FALÇÃO,R.P.; PASQUINI, R. Tratado de Hematologia.</p><p>São Paulo. Editora Atheneu, 2013.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 90 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>044</p><p>[IES]</p><p>UNIDEP</p><p>[Habilidades]</p><p>Diferenciar os tipos de linfoma.</p><p>47ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44193</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma menina de 16 anos é levada ao médico porque sua mãe está</p><p>preocupada com sua falta de apetite e baixo ganho de peso. Ela teve</p><p>uma perda de peso de 7 kg nos últimos 3 meses. A paciente afirma</p><p>que deveria tentar perder mais peso porque não quer mais estar</p><p>acima do peso. Ela mantém um diário de sua ingestão diária de</p><p>calorias. A menarca foi aos 13 anos e sua última menstruação foi há</p><p>3 meses. Ela está na equipe de atletismo do ensino médio. Ela é</p><p>sexualmente ativa com 2 parceiros do sexo masculino e não usa</p><p>preservativos em todas as relações. Ela está no percentil 50 para</p><p>estatura e abaixo do percentil 5 para peso e IMC. Sua temperatura é</p><p>de 37,0°C, o pulso é de 58/min e a pressão arterial é de 96/60 mm</p><p>Hg. O exame mostra pelos finos sobre o tronco e extremidades.</p><p>Qual é o diagnóstico correto?</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>Anorexia nervosa.</p><p>(alternativa B)</p><p>Bulimia nervosa.</p><p>(alternativa C)</p><p>Infecção pelo HIV.</p><p>(alternativa D)</p><p>Distúrbio Dismórfico Corporal.</p><p>(alternativa E)</p><p>Transtorno obsessivo-compulsivo.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Psiquiatria</p><p>Tema: Distúrbios da Alimentação</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 91 de 230</p><p>Resposta correta: Anorexia nervosa</p><p>Esta condição pode levar à disfunção endócrina resultando em</p><p>amenorreia, baixos níveis de estrogênio e possivelmente</p><p>infertilidade anovulatória.</p><p>A apresentação desta paciente de um IMC abaixo do percentil 10 para</p><p>sua altura e idade, medo de ganhar peso e distúrbio da imagem</p><p>corporal (“não estar mais acima do peso”) indicam anorexia nervosa,</p><p>uma condição que afeta principalmente meninas adolescentes e</p><p>mulheres jovens, e muitas vezes resultando em lanugem e</p><p>amenorreia secundária. A perda de peso é alcançada</p><p>intencionalmente por meio da redução da ingestão de alimentos e/ou</p><p>excesso de atividade física (tipo restritivo) ou por vômito ou abuso de</p><p>laxantes (tipo compulsão alimentar/purga). Complicações graves</p><p>incluem síndrome de realimentação, osteoporose e fraturas por</p><p>estresse, desequilíbrios eletrolíticos, arritmias e morte súbita cardíaca.</p><p>A anorexia nervosa também está associada a outras condições</p><p>psicológicas (por exemplo, depressão, transtorno obsessivo-</p><p>compulsivo, transtornos de ansiedade) e uma maior taxa de suicídio.</p><p>DISTRATORES:</p><p>Embora uma infecção por HIV também possa se manifestar com</p><p>perda de peso, esse paciente não apresenta sintomas adicionais de</p><p>uma infecção aguda ou latente por HIV, como febre, fadiga, mialgia,</p><p>erupção cutânea generalizada, candidíase oral, linfadenopatia não</p><p>dolorosa, diarreia e/ou condições associadas ao HIV. Além disso, os</p><p>pacientes com HIV geralmente não têm medo de ganhar peso e não</p><p>têm uma imagem corporal distorcida. Uma vez que este paciente é</p><p>sexualmente ativo com 2 parceiros do sexo masculino e usa</p><p>preservativo de forma inconsistente, é importante rastrear doenças</p><p>sexualmente transmissíveis.</p><p>Pacientes com transtorno dismórfico corporal podem estar obcecados</p><p>e preocupados com sua aparência física, mas as preocupações</p><p>geralmente envolvem características do rosto ou da cabeça (por</p><p>exemplo, tamanho do nariz) e não o peso corporal. Além disso, o</p><p>transtorno dismórfico corporal não se manifesta com perda</p><p>significativa de peso e lanugem.</p><p>Embora a bulimia nervosa também afete principalmente mulheres</p><p>jovens que estão contrariando o ganho de peso e têm uma</p><p>autopercepção distorcida, é caracterizada principalmente por um IMC</p><p>normal ou aumentado > percentil 10 para sexo e idade e geralmente</p><p>tem seu início no final da adolescência ou início da idade adulta.</p><p>Embora o hipertireoidismo também possa se manifestar com perda</p><p>de peso e amenorreia, esse paciente não apresenta bócio e outros</p><p>sintomas de um estado hipermetabólico, como intolerância ao calor</p><p>(sudorese), palpitações (taquicardia) e diarreia (aumento dos</p><p>movimentos intestinais). A condição desse paciente se manifesta com</p><p>um estado hipometabólico, hipotensão e bradicardia para conservar</p><p>recursos limitados. Além disso, a atitude dessa menina sobre sua</p><p>imagem corporal sugere um diagnóstico diferente.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>DA NARDI, Antonio E.; SILVA, Antônio G; QUEVEDO, João. Tratado de</p><p>Psiquiatria da Associação Brasileira de Psiquiatria. [Pag:451]: Grupo A,</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 92 de 230</p><p>2021. 9786558820345. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558820345/.</p><p>Acesso em: 09 ago 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>059</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar distúrbio de alimentação.</p><p>48ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44937</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um estudo conduzido por Leitão et. al (2020) objetivou estimar a prevalência de</p><p>uso de anti-hipertensivos no Brasil, segundo variáveis sociodemográficas,</p><p>comparando três períodos: 2011, 2014 e 2017. Os dados do artigo são</p><p>apresentados na tabela 1.</p><p>Fonte: Leitão et. al (2020)</p><p>Com base na análise da tabela 1, é correto o que se afirma em:</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 93 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Em 2014 e 2017, a maior prevalência de uso de medicamentos para tratamento</p><p>de hipertensão foi na região Sudeste, sendo os resultados estatisticamente</p><p>significativos.</p><p>(alternativa B)</p><p>A menor prevalência de uso de medicamentos para tratamento de hipertensão</p><p>foi na região Norte, sendo os resultados estatisticamente significativos, exceto</p><p>para o ano de 2014.</p><p>(alternativa C)</p><p>Nos três anos observados, a maior prevalência de uso de medicamentos para</p><p>tratamento de hipertensão foi na região Sudeste, sendo todos os resultados</p><p>estatisticamente significativos.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Em 2011 e 2014, a maior prevalência de uso de medicamentos para tratamento</p><p>de hipertensão foi na região Sudeste, sendo os resultados estatisticamente</p><p>significativos.</p><p>(alternativa E)</p><p>Nos três anos observados, a menor prevalência de uso de medicamentos para</p><p>tratamento de hipertensão foi na região Sudeste, sendo os resultados</p><p>estatisticamente significativos, exceto para o ano de 2014.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 94 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Epidemiologia Clínica</p><p>Tema: Medicina Baseada em Evidências</p><p>Na tabela 1 é possível verificar que, em 2011 e 2014, a maior prevalência de uso</p><p>de medicamentos para tratamento de hipertensão foi na região Sudeste, sendo</p><p>os resultados estatisticamente significativos. Em 2017, além de a prevalência ser</p><p>maior na região Sul, as diferenças por regiões geográficas não foram</p><p>estatisticamente significativas.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>COSTA A.J.L., KALE P.L. Medidas de Frequência de Doença. In: Medronho R.A.</p><p>et al. Epidemiologia. 2a . ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2009, pp. 13-30.</p><p>LEITÃO, V.B.G. et al. Prevalência de uso e fontes de obtenção de medicamentos</p><p>anti-hipertensivos no Brasil: análise do inquérito telefônico VIGITEL. Revista</p><p>Brasileira de Epidemiologia [online]. 2020, v. 23 [Acessado 17 Agosto 2022] ,</p><p>e200028. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1980-549720200028.</p><p>PINHEIRO R.S., TORRES T.Z.G. Análise Exploratória de Dados. In: Medronho,</p><p>R.A. et al. Epidemiologia. 2a . ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2009, pp. 323-341.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 95 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>102</p><p>[IES]</p><p>UNIDEP</p><p>[Habilidades]</p><p>Analisar os aspectos epidemiológicos das doenças não transmissíveis -</p><p>Dados da última PNAD ou VIGITEL.</p><p>49ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44257</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>A Medicina e, mais especificamente, a cirurgia e as unidades de</p><p>terapia intensiva tiveram uma mudança impactante e significativa</p><p>após o desenvolvimento e a aplicação da anestesiologia no manejo</p><p>das vias aéreas. Atualmente, devido à pandemia da COVID-19, um</p><p>elevado número de pacientes necessitou de cuidados em unidades de</p><p>terapia intensiva, e um dos inúmeros desafios foi o manuseio das vias</p><p>aéreas. Avalie as afirmações a seguir:</p><p>I. A Máscara Laríngea é uma alternativa para garantir uma via aérea</p><p>pérvia quando a ventilação sob máscara não tiver sucesso ou quando</p><p>houver sucesso de intubação após várias tentativas.</p><p>II. A Intubação Nasotraqueal é uma via aérea definitva, que tem como</p><p>contraindicações o paciente com apneia, fratura de base do crânio e</p><p>trauma de face.</p><p>III. A Intubação Orotraqueal é o principal tipo de via aérea segura não</p><p>cirúrgica, sendo a mais utilizada, mas com os piores resultados, sendo</p><p>indicada em insuficiência respiratória e escore de glasgow menor ou</p><p>igual a 8.</p><p>IV. A traqueostomia e a cricotireoidostomia são vias aéreas cirúrgicas,</p><p>e a traqueostomia é indicada em pacientes menores de 12 anos, que</p><p>tem contraindicação relativa de realizar a cricotireoidostomia.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 96 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>I, III e IV.</p><p>(alternativa B)</p><p>I, II e IV.</p><p>(alternativa C)</p><p>II, III e IV.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>I, II, III, IV e V.</p><p>(alternativa E)</p><p>I, II e III.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Anestesiologia</p><p>Tema: Manejo de vias aéreas</p><p>Todas as alternativas estão corretas.</p><p>A Máscara Laríngea é uma alternativa para garantir uma via aérea</p><p>pérvia quando a ventilação sob máscara não tiver sucesso ou quando</p><p>houver sucesso de intubação após várias tentativas, sendo que a</p><p>Intubação Nasotraqueal é uma via aérea definitiva, que tem como</p><p>contraindicações o paciente com apneia, fratura de base do crânio e</p><p>trauma de face. A Intubação Orotraqueal é o principal tipo de via</p><p>aérea segura não cirúrgica, sendo a mais utilizada, mas com os piores</p><p>resultados, sendo indicada em insuficiência respiratória e escore de</p><p>glasgow menor ou igual a 8. A traqueostomia e a cricotireoidostomia</p><p>são vias aéreas cirúrgicas, sendo que a traqueostomia é indicada em</p><p>pacientes menores de 12 anos, que tem contraindicação relativa de</p><p>realizar a cricotireoidostomia.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Whitebook. Procedimentos, anestesiologia e via aérea avançada.</p><p>Atualizado em 18 novembro 2021. Acesso em 14/08/2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>raciocínio clínico de síndrome ictérica, a principal suspeita</p><p>fisiopatológica implica como desencadeador</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>a hemólise por hipercoagulação.</p><p>(alternativa B)</p><p>a pancreatite aguda.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>a hepatotoxicidade quinolônica.</p><p>(alternativa D)</p><p>a infecção viral pelo COVID-19.</p><p>(alternativa E)</p><p>a sequela da colecistectomia.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 6 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Gastroenterologia</p><p>Tema: Icterícias colestáticas</p><p>As icterícias colestáticas, com quadro clínico de pele e mucosas</p><p>amareladas, colúria e hipocolia ou acolia fecal, também apresentam</p><p>hiperbilirrubinemia direta, com bilirrubina direta (BD) > 20% da</p><p>bilirrubina total, ou bilirrubina direta > 1mg/dL, quando bilirrubina total</p><p>< 5mg/dL. A suspeita de colestase induzia por drogas, além do uso de</p><p>medicações com ações hepatotóxicas, como as quinolonas (ex.</p><p>levofloxacina), é ampliada pela presença de fosfatase alcalina (FA) ></p><p>2 vezes o limite superior da normalidade (LSN), alanina</p><p>aminotransferase/fosfatase alcalina < 2; gama-glutamil transferase ></p><p>3 vezes o LSN.</p><p>É mais comum em pacientes acima de 60 anos, podendo não</p><p>apresentar prurido.</p><p>Diante de um quadro colestático, a diferenciação entre extra ou intra-</p><p>hepático inclui a ultrassonografia abdominal para identificar ou excluir</p><p>dilatação das vias biliares.</p><p>A história e o exame físico, com a elevação da BD, da FA e GGT, sem</p><p>anormalidades imaginológicas, ampliam a suspeita da colestase intra-</p><p>hepática induzida por drogas, fazendo parte dos passos iniciais do</p><p>algoritmo para manejo da colestase descrito pela Sociedade Brasileira</p><p>de Hepatologia.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>BITTENCOURT, Paulo Lisboa; COUTO, Claudia Alves. Manual de</p><p>condutas em doenças colestáticas e autoimunes do fígado. São Paulo:</p><p>Sociedade Brasileira de Hepatologia, DOC Content, 2019, p.12-28;</p><p>34-42.</p><p>PORTO, Celmo Celeno; PORTO, Arnaldo Lemos. Exame Clínico. 8ª ed.</p><p>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021; p.</p><p>QUILICI, Flávio Antonio; SANTANA, Nelma Pereira de; GALVÃO-ALVES,</p><p>José. A gastroenterologia no século XXI: manual do residente da</p><p>Federação Brasileira de Gastroenterologia. São Paulo: Manole, 2019,</p><p>p. 451-462.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>053</p><p>[IES]</p><p>UNINOVAFAPI</p><p>[Habilidades]</p><p>Diferenciar as icterícias colestáticas e não colestáticas.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 7 de 230</p><p>5ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 46741</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 45 anos, apresenta de forma súbita fraqueza muscular,</p><p>fadiga, hipotensão ortostática. Refere também leve emagrecimento.</p><p>Além disso, apresentou "manchas escuras no canto da boca". Foram</p><p>solicitados exames para suspeita diagnóstica de Doença de Addison.</p><p>Assinale a alternativa que possui os resultados para a confirmação do</p><p>diagnóstico.</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>Potássio elevado, com sódio baixo e ACTH elevado.</p><p>(alternativa B)</p><p>Potássio elevado, sódio elevado, ACTH elevado.</p><p>(alternativa C)</p><p>Potássio baixo, sódio elevado e ACTH baixo.</p><p>(alternativa D)</p><p>Potássio baixo, sódio elevado e ACTH elevado.</p><p>(alternativa E)</p><p>Potássio elevado, sódio baixo e ACTH baixo.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Endocrinologia</p><p>Tema: Doença de Addison</p><p>A Doença de Addison ocorre por lesão do córtex adrenal, causando</p><p>uma deficiência de aldosterona e cortisol, induzindo o aumento do</p><p>ACTH. A deficiência de aldosterona leva à perda renal de sódio e ao</p><p>acúmulo de potássio no organismo.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>KASPER, Dennis L.. Medicina interna de Harrison. 19 ed. Porto</p><p>Alegre: AMGH Editora, 2017. 1 v.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 8 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>051</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO CAXIAS</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar clínica e laboratorialmente.</p><p>6ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54181</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Jovem, com seu primeiro filho, procura o banco de leite porque está</p><p>apresentando “dor no bico do peito” ao amamentar, desde a segunda</p><p>semana pós-parto. No exame da mama, o pediatra identifica fissura</p><p>mamilar.</p><p>A conduta mais importante neste caso é</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>manter os mamilos secos, trocando com frequência os forros</p><p>absorventes usados.</p><p>(alternativa B)</p><p>suspender o aleitamento materno na mama fissurada, até que esta</p><p>se cicatrize por completo.</p><p>(alternativa C)</p><p>passar o próprio leite nos mamilos após as mamadas e secar com</p><p>pano úmido.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>avaliar a mamada, corrigir a técnica, observando a posição dos lábios</p><p>superiores e inferiores.</p><p>(alternativa E)</p><p>usar, na aréola e nos mamilos, pomadas ou cremes cicatrizantes</p><p>como a dexametasona.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 9 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Neonatologia</p><p>Tema: Aleitamento Materno</p><p>O trauma mamilar (fissura) é a dificuldade mais frequente enfrentada</p><p>pelas nutrizes no período pós-parto imediato. Acredita-se que a causa</p><p>mais comum de dor e trauma mamilar seja técnica inadequada de</p><p>amamentação. Estudos ultrassonográficos mostram que, quando o</p><p>recém-nascido tem pega adequada, o mamilo fica posicionado na</p><p>parte posterior do palato, protegido da fricção e compressão,</p><p>prevenindo traumas mamilares. Por conseguinte, existe consenso de</p><p>que a base da prevenção e do tratamento das dores e do trauma dos</p><p>mamilos é a correção da técnica de amamentação.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 5ª edição,</p><p>Barueri, SP: Manole,2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>100</p><p>[IES]</p><p>ITPAC PALMAS</p><p>[Habilidades]</p><p>Discutir a importância do alojamento conjunto e do aleitamento</p><p>materno, considerando a relação entre eles.</p><p>7ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48343</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 10 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>O Previne Brasil apresenta um novo modelo de financiamento da Atenção Básica no âmbito do</p><p>Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo de financiamento altera algumas formas de</p><p>repasse das transferências para os municípios, que passam a ser distribuídas com base em</p><p>quatro critérios descritos na Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019, a saber: captação</p><p>ponderada, pagamento por desempenho, incentivo para ações estratégicas e incentivo</p><p>financeiro com base em critério populacional.</p><p>Diante do exposto, analise as afirmações no que concerne a captação ponderada.</p><p>I. A população cadastrada na equipe de Saúde da Família (eSF) e equipe de Atenção Primária</p><p>(eAP) no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB).</p><p>II. A vulnerabilidade socioeconômica da população cadastrada na eSF e na eAP.</p><p>III. O perfil demográfico por faixa etária da população cadastrada.</p><p>IV. Classificação geográfica definida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>I, II e IV.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>I, II, III e IV.</p><p>(alternativa C)</p><p>I e II.</p><p>(alternativa D)</p><p>II, III e IV.</p><p>(alternativa E)</p><p>III e IV.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 11 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Gestão em Saúde</p><p>Tema: Previne Brasil - Regulação do SUS</p><p>Na Portaria nº 2.979 de 12 de novembro de 2019 (Previne Brasil), o Art. 10 define como</p><p>critérios para o cálculo para a captação ponderada:</p><p>I. A população cadastrada na equipe de Saúde da Família (eSF) e equipe de Atenção Primária</p><p>(eAP) no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB);</p><p>II. A vulnerabilidade socioeconômica da população cadastrada na eSF e na eAP;</p><p>III.</p><p>[Encomenda]</p><p>037</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os princípios de anestesiologia - Manejo de vias aéreas.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 97 de 230</p><p>50ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49825</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 34 anos, procura atendimento na maternidade, desejando a</p><p>realização de um abortamento voluntário, referindo que a gestação é</p><p>resultado de estupro. Relata que foi a uma festa, onde fez uso</p><p>drogas, ficando desacordada. Ao retomar a consciência estava ao lado</p><p>de um desconhecido, que afirmou ter mantido relações sexuais com</p><p>ela. Não procurou atendimento médico na época por vergonha do</p><p>ocorrido. Há três dias fez o diagnóstico de gestação, com idade</p><p>gestacional compatível com o episódio.</p><p>Qual é a conduta adequada que o profissional de saúde deve tomar?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Não realizar o procedimento, pois a Idade gestacional pode ser</p><p>avançada.</p><p>(alternativa B)</p><p>Realizar o procedimento sem termo de consentimento, pois a</p><p>paciente é maior de idade.</p><p>(alternativa C)</p><p>Solicitar autorização judicial para realização do procedimento.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Realizar o procedimento, pois, no código penal, não há limite de idade</p><p>gestacional.</p><p>(alternativa E)</p><p>Não realizar o procedimento, pois com o uso de drogas não cacteriza</p><p>estupro.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 98 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia</p><p>Tema: Abortamento Legal</p><p>O Código Penal Brasileiro, diferente do ramo das ciências, não</p><p>estabelece distinção entre óvulo fecundado, embrião ou feto. Dessa</p><p>forma não há limite de idade gestacional para realização do aborto</p><p>legal conforme Art.128.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>(FEBRASGO)</p><p>Interrupções da gravidez com fundamento e amparo legais.</p><p>Protocolos Febrasgo. Obstetrícia nº 69. São Paulo: FEBRASGO 2021.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>073</p><p>073</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>[Habilidades]</p><p>Situações onde o abortamento pode ser realizado de forma</p><p>legal. Doença grave materna/Violência sexual/Anencefalia.</p><p>Dilema ético.</p><p>Situações onde o abortamento pode ser realizado de forma</p><p>legal. Doença grave materna/Violência sexual/Anencefalia.</p><p>Dilema ético.</p><p>51ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44573</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 99 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Um menino de 11 anos é trazido ao pronto-socorro por sua mãe</p><p>devido a vômitos e dor testicular intensa por 3 horas. Durante esse</p><p>período, o paciente teve 4 a 5 episódios de vômitos. Ele nunca teve</p><p>um episódio semelhante no passado e não toma medicamentos. Suas</p><p>imunizações estão em dia. Ele parece ansioso e desconfortável. Sua</p><p>temperatura é de 37 °C, o pulso é de 90/min, a respiração é de</p><p>14/min e a pressão arterial é de 100/60 mm Hg. O exame</p><p>cardiopulmonar não mostra anormalidades. O abdome é macio e não</p><p>distendido. O escroto direito é firme, eritematoso e edemaciado. Há</p><p>sensibilidade severa à palpação do escroto direito. A dor persiste na</p><p>elevação do testículo direito. O estímulo no lado interno da coxa</p><p>direita não provoca a elevação do escroto.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta para este</p><p>caso.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Tomografia computadorizada de abdome e pelve.</p><p>(alternativa B)</p><p>Ultrassonografia Doppler do escroto.</p><p>(alternativa C)</p><p>Terapia com ceftriaxona e doxiciclina.</p><p>(alternativa D)</p><p>Internação para observação da evolução.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Exploração cirúrgica da bolsa escrotal.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 100 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Urologia</p><p>Tema: Torção Testicular</p><p>Exploração cirúrgica da bolsa escrotal.</p><p>Este menino adolescente apresenta dor testicular aguda, sinal de</p><p>Prehn negativo (persistência da dor na elevação do testículo) e reflexo</p><p>cremastérico ausente, indicando torção testicular.</p><p>A exploração cirúrgica imediata do escroto, incluindo a distorção do</p><p>testículo afetado e a orquidopexia de ambos os testículos é o</p><p>tratamento de escolha para a torção testicular. A torção testicular é</p><p>uma emergência médica e é mais provável de ocorrer durante o</p><p>período neonatal e puberdade. A torção do cordão espermático leva</p><p>ao ingurgitamento venoso, que pode resultar em comprometimento</p><p>arterial e danos irreversíveis se a torção não for resolvida dentro de 6</p><p>a 12 horas. A destorção testicular manual pode ser tentada se a</p><p>cirurgia não estiver disponível ou para alívio imediato da dor antes da</p><p>cirurgia.</p><p>DISTRATORES:</p><p>A observação cuidadosa seria indicada para edema escrotal</p><p>traumático ou idiopático. No entanto, a torção testicular é uma</p><p>emergência médica que requer intervenção urgente para evitar danos</p><p>irreversíveis aos testículos.</p><p>Uma tomografia computadorizada do abdome e da pelve é usada</p><p>para o diagnóstico de várias condições, incluindo hérnias inguinais.</p><p>Uma hérnia inguinal pode causar vômitos, um sintoma que esse</p><p>paciente apresenta. No entanto, uma hérnia inguinal causa dor na</p><p>virilha em vez de dor testicular. Além disso, não causa inchaço do</p><p>escroto ou reflexo cremastérico ausente.</p><p>A ultrassonografia Doppler do escroto pode confirmar a torção</p><p>testicular em pacientes com achados clínicos ambíguos. Em pacientes</p><p>com torção testicular, o ultrassom Doppler geralmente mostra torção</p><p>do cordão espermático e perfusão reduzida no lado afetado. No</p><p>entanto, o diagnóstico pode ser feito clinicamente em pacientes com</p><p>achados inequívocos (por exemplo, reflexo cremastérico ausente).</p><p>Devido ao risco de dano testicular irreversível, o tratamento definitivo</p><p>não deve ser adiado por mais investigação diagnóstica.</p><p>A ceftriaxona é usada em combinação com a doxiciclina para tratar a</p><p>epididimite. A epididimite se manifesta com dor escrotal unilateral e</p><p>edema, características também exibidas por esse paciente. No</p><p>entanto, em casos de epididimite, a elevação do hemiscroto afetado</p><p>reduz a dor, o que é chamado de sinal de Prehn positivo. Este</p><p>paciente tem um sinal de Prehn negativo.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Torção testicular. Última atualização em 07 de</p><p>dezembro de 2021.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 101 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>097</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar as principais alterações urológicas na</p><p>infância.</p><p>52ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54239</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>A Equipe de Saúde da Família (eSF) de uma Unidade Básica de Saúde</p><p>(UBS) na região Norte do país iniciou, em 2022, o planejamento e o</p><p>desenvolvimento de algumas atividades estratégicas que incluíam</p><p>ações voltadas para:</p><p>1. busca ativa e diagnóstico da hanseníase;</p><p>2. busca ativa de sintomáticos respiratórios;</p><p>3. condução de grupo de orientação alimentar para pessoas com</p><p>diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica;</p><p>4. implementação de campanha de incentivo à realização de testes</p><p>rápidos para a detecção de hepatites virais B e C.</p><p>Espera-se, com essas medidas, que os indicadores de saúde, na área</p><p>de abrangência dessa UBS, tenham a seguinte evolução:</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 102 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>Aumento da taxa de detecção de casos novos de hanseníase;</p><p>aumento da taxa de incidência de</p><p>tuberculose; diminuição da taxa de internação por infarto agudo do</p><p>miocárdio e por acidente vascular cerebral; e aumento das taxas de</p><p>prevalência das hepatites virais B e C.</p><p>(alternativa B)</p><p>Aumento da taxa de detecção de casos novos de hanseníase;</p><p>aumento da taxa de cura da tuberculose/diminuição da incidência de</p><p>diabetes melito e hipertensão arterial; e aumento das taxas</p><p>de</p><p>incidência das hepatites virais B e C.</p><p>(alternativa C)</p><p>Aumento da taxa de prevalência da hanseníase; diminuição da taxa</p><p>de mortalidade proporcional por tuberculose; diminuição dos</p><p>coeficientes de prevalência de diabetes melito e hipertensão arterial; e</p><p>diminuição das taxas de mortalidade por hepatites virais B e C.</p><p>(alternativa D)</p><p>Diminuição da taxa de prevalência da hanseníase; diminuição da taxa</p><p>de mortalidade por tuberculose; diminuição das taxas de letalidade</p><p>por infarto agudo do miocárdio e por acidente vascular cerebral; e</p><p>diminuição das taxas de prevalência das hepatites virais B e C.</p><p>(alternativa E)</p><p>Aumento da taxa de prevalência de hanseníase; aumento da taxa de</p><p>internação por tuberculose; diminuição das taxas de mortalidade por</p><p>diabetes melito e hipertensão arterial; e diminuição das taxas de</p><p>letalidade por hepatites virais B e C.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 103 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Epidemiologia</p><p>Tema: Medidas de controle de epidemias/pandemias</p><p>O planejamento e o desenvolvimento de algumas atividades</p><p>estratégicas que incluíam ações voltadas para:</p><p>(1) a busca ativa e diagnóstico da hanseníase: resultará em um</p><p>aumento na detecção de novos casos da doença.</p><p>(2) a busca ativa de sintomáticos respiratórios: resultará em um</p><p>aumento da incidência de tuberculose.</p><p>(3) a condução de grupo de orientação alimentar para pessoas com</p><p>diabetes melito e hipertensão arterial sistêmica: resultará no aumento</p><p>do controle glicêmico e pressórico destes pacientes, o que levará à</p><p>diminuição da taxa de internação por infarto do miocárdio e acidente</p><p>vascular encefálico.</p><p>(4) a implementação de campanha de incentivo à realização de testes</p><p>rápidos para a detecção de hepatites virais B e C: resultará no</p><p>aumento da prevalência destas doeças, já que estas são incuráveis.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Rouquayrol, Epidemiologia.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Medidas de controle de epidemias / pandemias.</p><p>53ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 53580</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 104 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Observe a tabela abaixo, a qual corresponde a números de óbitos maternos ao</p><p>longo do primeiro semestre de 2022 para o Brasil, para a Região Norte e para os</p><p>setes estados da região Norte (Ministério da Saúde, 2022).</p><p>Tabela. Número de óbitos maternos, primeiro semestre de 2022: Brasil, Região</p><p>Norte e estados da região Norte.</p><p>(Fonte: svs.aids.gov.br)</p><p>Após analisar a tabela, leia as afirmações que seguem, considerando os estados</p><p>da Região Norte e o período observado.</p><p>I. A taxa de mortalidade materna que apresenta o maior valor durante o</p><p>semestre foi a do Pará.</p><p>II. O número de óbitos relacionados à gravidez que apresenta a menor</p><p>quantidade é o do Acre.</p><p>III. O segundo estado que mais contribuiu com óbitos nacionais relacionados à</p><p>gravidez foi o Amazonas.</p><p>IV. A menor taxa de mortalidade dos estados da região Norte é a do Acre.</p><p>V. O Estado de Roraima apresentou uma taxa de mortalidade materna menor</p><p>que a do Estado de Tocantins.</p><p>Escolha a alternativa que contenha as afirmações corretas.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 105 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>III e IV.</p><p>(alternativa B)</p><p>I, II e III.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>II e III.</p><p>(alternativa D)</p><p>I, III e IV.</p><p>(alternativa E)</p><p>I, IV e V.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva /Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Epidemiologia</p><p>Tema: Análise da Saúde Materno-infantil no Brasil</p><p>O que se pode concluir é que as corretas são aquelas que indicam apenas os</p><p>valores absolutos, e não os relativos, pois é necessário o número de nascimentos</p><p>para construir a taxa de mortalidade para cada estado. Portanto, é possível</p><p>afirmar que:</p><p>O número de óbitos relacionados à gravidez que apresenta a menor quantidade é</p><p>o do Acre.</p><p>O segundo estado que mais contribuiu com óbitos nacionais relacionados à</p><p>gravidez foi o Amazonas.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>https://svs.aids.gov.br/daent/centrais-de-conteudos/paineis-de-</p><p>monitoramento/mortalidade/materna/</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 106 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>103</p><p>[IES]</p><p>ITPAC CZS</p><p>[Habilidades]</p><p>Analisar saúde do idoso - Violência contra o idoso.</p><p>54ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49021</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma mulher de 55 anos está internada em serviço de referência em</p><p>hepatologia devido a aumento do volume abdominal (Ascite), com</p><p>evolução de aproximadamente 2 meses. Apresenta história prévia de</p><p>etilismo pesado. Ao exame físico: bom estado geral, consciente e</p><p>orientada, sem alterações ao exame físico, exceto por abdome</p><p>globoso. Neste contexto, foi solicitada a paracentese, que consiste na</p><p>coleta de líquido ascítico para posterior estudo e demais exames para</p><p>que se pudesse estabelecer o diagnóstico. A paciente apresenta</p><p>também hipoalbuminemia.</p><p>Diante do exposto, avalie as asserções a seguir:</p><p>I. A albumina é uma proteína abundante no plasma e é sintetizada no</p><p>fígado, o principal órgão que desempenha papel fundamental no</p><p>metabolismo corporal, envolvendo múltiplos processos como a</p><p>regulação do metabolismo proteico e energético. O quadro de</p><p>hipoalbuminemia é característico da ascite</p><p>PORQUE</p><p>II. a hipoalbuminemia, provocada pela deficiente síntese de albumina,</p><p>aumenta a pressão oncótica do plasma, podendo resultar em edema.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 107 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição</p><p>verdadeira.</p><p>(alternativa B)</p><p>As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é falsa.</p><p>(alternativa D)</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma</p><p>justificativa correta da I.</p><p>(alternativa E)</p><p>As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é justificativa da</p><p>I.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Bioquímica</p><p>Tema: Metabolismo das proteínas e regulação do edema</p><p>A paciente apresenta ascite e história prévia de etilismo. Além disso,</p><p>tem hipoalbuminemia.</p><p>A hipoalbuminemia provocada pela deficiente síntese de albumina</p><p>reduz a pressão oncótica do plasma e concorre para a formação do</p><p>edema.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>COELHO, Eduardo Barbosa. Mecanismos de formação de</p><p>edemas. Medicina (Ribeirão Preto), v. 37, n. 3/4, p. 189-198, 2004.</p><p>DA SILVA, LEONARDO SOARES. MANEJO PRÁTICO DA ASCITE.</p><p>BRITO, Ana Paula Santos Oliveira et al. Manejo da Ascite: revisão</p><p>sistemática da literatura. Brazilian Journal of Health Review, v. 5,</p><p>n. 1, p. 3022-3031, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 108 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>010</p><p>[IES]</p><p>UNIPTAN</p><p>[Habilidades]</p><p>Correlacionar o metabolismo das proteínas com a regulação do</p><p>edema.</p><p>55ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48344</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Homem de 54 anos é encaminhado ao consultório de cirurgia torácica</p><p>devido ao achado de nódulo pulmonar. Assintomático do ponto de</p><p>vista respiratório. A radiografia de tórax foi realizada para fins de pré-</p><p>operatório de cirurgia de hérnia inguinal, que detectou nódulo em lobo</p><p>superior direito do pulmão. Ex-tabagista, fumou por 15 anos, 1</p><p>maço/dia, parou de fumar há 8 anos. Trouxe também tomografia do</p><p>tórax que confirmou nódulo pulmonar de 1,3 cm no maior diâmetro,</p><p>totalmente calcificado, no lobo superior direito, sem lesões adjacentes,</p><p>sem linfadenomegalias hilares ou mediastinais.</p><p>Qual é a conduta correta para o caso quanto ao nódulo detectado?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Solicitar tomografia de emissão de pósitrons – PET-CT, para</p><p>complementar o estadiamento do nódulo.</p><p>(alternativa B)</p><p>Orientar a necessidade de acompanhar com tomografia aos 12 e 24</p><p>meses para confirmar a benignidade.</p><p>(alternativa C)</p><p>Solicitar biópsia guiada por tomografia, método menos invasivo para a</p><p>pesquisa de neoplasia maligna.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Orientar o paciente sobre a benignidade do nódulo, podendo ser</p><p>repetida a radiografia simples em 1 ano.</p><p>(alternativa E)</p><p>Indicar a ressecção do nódulo, por se tratar de nódulo de mais de 1</p><p>cm, o que aumenta a chance de malignidade.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 109 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Cirurgia Torácica</p><p>Tema: Nódulo de pulmão</p><p>Trata-se de paciente com nódulo completamente calcificado, que, por</p><p>este motivo, pode ser considerado benigno e sem necessidade de</p><p>prosseguir a propedêutica, já que alguns autores recomendam a</p><p>realização de radiografia simples anual. Nenhuma das outras condutas</p><p>indicadas é necessária, considerando que o diagnóstico de benignidade</p><p>já está feito.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Cirurgia Torácica Contemporânea/José J. Camargo & Darcy Ribeiro</p><p>Pinto Filho – 1. Ed. – Rio de Janeiro – RJ: Thieme Revinter Publicações,</p><p>2019.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>029</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Conduzir o diagnóstico e conduta no nódulo de pulmão.</p><p>56ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54258</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 110 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 42 anos é levado ao pronto-socorro por causa de</p><p>vários episódios de fezes pretas, semelhantes a alcatrão e tontura</p><p>nos últimos dois dias. Ele foi submetido a uma apendicectomia aos 16</p><p>anos. Ele tem hipertensão e dores de cabeça tensionais. Ele bebe</p><p>quatro cervejas por dia. Os medicamentos atuais incluem amlodipina e</p><p>naproxeno. Sua temperatura é 36,7°C, pulso é 100/min e pressão</p><p>arterial é 100/70 mm Hg. Os pulmões estão limpos à ausculta. O</p><p>abdome é flácido e indolor. O fígado é palpado 3 cm abaixo do</p><p>rebordo costal direito. Sua concentração de hemoglobina é de 10</p><p>g/dL. A ressuscitação com fluidos intravenosos é iniciada. A</p><p>esofagogastroduodenoscopia não mostra anormalidades.</p><p>Qual dos seguintes é o próximo passo recomendado na investigação</p><p>do sangramento?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Angiografia.</p><p>(alternativa B)</p><p>Enterografia por Tecnécio.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Colonoscopia.</p><p>(alternativa D)</p><p>Cápsula endoscópica.</p><p>(alternativa E)</p><p>Enteroscopia com balão duplo.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 111 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Urgência e Emergência</p><p>Tema: Hemorragia Digestiva Baixa</p><p>A melena (fezes pretas semelhantes a alcatrão) geralmente é</p><p>causada por sangramento gastrointestinal superior (HDA), embora</p><p>também possa resultar de lesões no intestino delgado ou no cólon.</p><p>Como a esofagogastroduodenoscopia não encontrou hemorragia no</p><p>trato GI superior, o próximo passo no manejo desse paciente é uma</p><p>colonoscopia para avaliar o trato GI inferior. Se a colonoscopia</p><p>também for normal, o intestino delgado precisa ser examinado (por</p><p>exemplo, por enteroscopia push, enteroscopia push and pull, cápsula</p><p>endoscópica).</p><p>DISTRATORES:</p><p>A enteroscopia com balão duplo pode ser usada para avaliar o</p><p>sangramento do intestino delgado. Embora o intestino delgado seja</p><p>um local de sangramento potencial neste paciente, especialmente</p><p>desde que a HDA foi descartada, o intestino delgado não é o próximo</p><p>local de sangramento mais comum.</p><p>A enterografia por TC pode ser usada para avaliar o sangramento do</p><p>intestino delgado. Embora o intestino delgado seja um local de</p><p>sangramento potencial neste paciente, especialmente desde que a</p><p>HDA foi descartada, o intestino delgado não é o próximo local de</p><p>sangramento mais comum.</p><p>A cápsula endoscópica é usada principalmente para visualizar o</p><p>intestino delgado, pois o trato gastrointestinal superior e inferior é</p><p>melhor examinado por endoscopia ou colonoscopia. Embora o</p><p>intestino delgado seja um local de sangramento potencial neste</p><p>paciente, especialmente desde que a HDA foi descartada, o intestino</p><p>delgado não é o próximo local de sangramento mais comum.</p><p>A angiografia é usada para identificar a origem do sangramento</p><p>gastrointestinal e simultaneamente controlar o sangramento. No</p><p>entanto, geralmente é realizada em pacientes com sangramento</p><p>gastrointestinal maciço e com risco de vida que não podem ser</p><p>estabilizados para diagnósticos adicionais. Este paciente está sendo</p><p>tratado com fluido intravenoso e requer outra intervenção para avaliar</p><p>o trato GI remanescente para um local de sangramento.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-</p><p>br/457/diagnosis-approach</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 112 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>039</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar a medicina de urgência aplicada às urgências em cirurgia</p><p>do trato digestório.</p><p>57ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54506</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Adolescente, 11 anos, masculino, vem apresentando alterações de</p><p>comportamento há 3 meses desde que mudou de escola. Sua</p><p>acompanhante refere que ele está mais agressivo e irritado em casa</p><p>e sempre apresenta uma desculpa diferente para não frequentar as</p><p>atividades escolares. Percebeu, ainda, que o filho está comendo mais</p><p>que o habitual nos últimos meses, acreditando até que ele esteja</p><p>obeso para sua idade. A professora lhe informou queda no rendimento</p><p>escolar e advertências da diretora da escola devido às faltas e aos</p><p>conflitos com os colegas de sala.</p><p>Considerando o caso, a conduta correta é</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>tranquilizar a família, já que os sintomas sugerem um comportamento</p><p>normal da adolescência.</p><p>(alternativa B)</p><p>encaminhar para a terapeuta ocupacional, tendo em vista um</p><p>provável distúrbio comportamental.</p><p>(alternativa C)</p><p>orientar a mãe a mudar o filho de escola novamente, pois não</p><p>encontra motivos para investigar o caso.</p><p>(alternativa D)</p><p>encaminhar o paciente ao psiquiatra infantil para prescrever</p><p>medicamentos para compulsão alimentar.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>agendar consulta com os pais, professores e o psicólogo, para</p><p>investigar a possibilidade de bullying.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 113 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Saúde Mental</p><p>Tema: Violência e Agressão</p><p>Quando pacientes apresentam mudanças de comportamento</p><p>relacionados ao ambiente escolar, deve ser investigada a possibilidade</p><p>de bullying. As instituições de saúde e educação, assim como seus</p><p>profissionais, devem reconhecer a extensão e o impacto gerado pela</p><p>prática de bullying entre estudantes e desenvolver medidas para</p><p>reduzi-la rapidamente. Aos profissionais de saúde, particularmente aos</p><p>pediatras, é recomendável que sejam competentes para prevenir,</p><p>investigar, diagnosticar e adotar as condutas adequadas diante de</p><p>situações de violências que envolvam crianças e adolescentes, tanto</p><p>na figura de autor, como na de alvo ou testemunha.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Bullying comportamento agressivo entre estudantes J Pediatr (Rio J).</p><p>2005;81(5 Supl):S164-S172: Violência escolar, violência juvenil.</p><p>Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 4ª edição, Barueri, SP:</p><p>Manole,2017.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>095</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar depressão em crianças e adolescentes.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>58ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49046</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente de 12 anos de idade dá entrada na UPA, após acidente com</p><p>cão com mordedura nas mãos direita e esquerda,</p><p>há mais ou menos</p><p>30 minutos. Apresenta múltiplas lesões lácero-contusas nas mãos,</p><p>porém com dimensões reduzidas, em torno de 1 cm cada lesão. Seus</p><p>familiares informam que o cão era desconhecido e sumiu das</p><p>proximidades onde moram.</p><p>Além de lavar com água e sabão, assinale a alternativa que indica o</p><p>esquema correto de profilaxia da raiva humana nessa situação.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 114 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Indicar vacina antirrábica nos dias 0, 3, 7, 14 e 28.</p><p>(alternativa B)</p><p>Indicar vacina antirrábica nos dias 0, 3, 7 e 14.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Indicar vacina nos dias 0, 3, 7 e 14; indicar soro até o 7º dia após a 1ª</p><p>dose de vacina.</p><p>(alternativa D)</p><p>Indicar dose única de soro antirrábico na região deltoidea.</p><p>(alternativa E)</p><p>Indicar vacina nos dias 0, 3, 7 e 14; indicar soro até o 14º dia após a</p><p>1ª dose de vacina.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Urgência e Emergência</p><p>Tema: Mordedura por animais domésticos</p><p>Mordedura de cão nas mãos é considerada lesão grave, e, em animal</p><p>não passível de observação por 10 dias, devemos lavar as feridas com</p><p>água e sabão, indicar vacina nos dias 0, 3, 7 e 14 e indicar soro até o</p><p>7º dia após a 1ª dose de vacina. Após 7 dias o soro é contraindicado.</p><p>Deve-se infiltrar o volume total indicado do soro antirrábico - SAR (40</p><p>UI/kg de peso), ou o máximo possível, dentro ou ao redor da(s)</p><p>lesão(ões). Se não for possível, aplicar o restante por via IM,</p><p>respeitando o volume máximo de cada grupo muscular mais próximo</p><p>da lesão.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Ministério da Saúde. Orientações sobre a raiva [INTERNET]. Disponível</p><p>em: https://www.gov.br/saude/pt-</p><p>br/assuntos/noticias/2022/julho/ministerio-da-saude-divulga-novos-</p><p>documentos-com-orientacoes-sobre-a-raiva. Acesso em: 14 ago</p><p>2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>038</p><p>[IES]</p><p>UNIPTAN</p><p>[Habilidades]</p><p>Prestar atendimento para acidentes com animais domésticos.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 115 de 230</p><p>59ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 47636</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 23 anos, pré-natal de risco habitual, sem nenhuma</p><p>complicação, teve seu primeiro parto normal na maternidade há 30</p><p>minutos. Até o momento não havia apresentado intercorrências</p><p>durante o parto. Nesta primeira hora do pós-parto, a médica</p><p>assistente foi chamada devido à extensa hemorragia apresentada</p><p>pela paciente.</p><p>Levando-se em consideração a principal hipótese diagnóstica, qual é a</p><p>conduta imediata mais adequada?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Solicitar exames de emergência, para transfusão sanguínea.</p><p>(alternativa B)</p><p>Realizar acesso arterial para gasometria.</p><p>(alternativa C)</p><p>Revisar minuciosamente o canal do parto.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Aplicar nesta ordem: ocitocina, metilergonovina e misoprostol.</p><p>(alternativa E)</p><p>Aplicar 10 UI de ocitocina IM, após a dequitação.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 116 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia</p><p>Tema: Assistência ao Puerpério</p><p>A ocitocina IM pós-parto imediato é uma medida preconizada para</p><p>evitar a hemorragia pós-parto, mas deve ser realizada antes da</p><p>dequitação, imediatamente após o parto.</p><p>A principal causa de hemorragia é atonia uterina.</p><p>A sequência correta é Ocitocina, Methergin e Misoprostol.</p><p>Uma das principais medidas na atonia e HPP é sempre massagem</p><p>intermitente, com revisão do canal, mas que devem ser realizadas</p><p>após a exclusão da possibilidade da ocorrência de atonia uterina.</p><p>A gasometria não será uma medida imediata na emergência da HPP.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>FEBRASGO POSITION STATEMENT Hemorragia pós-parto: prevenção,</p><p>diagnóstico e manejo não cirúrgico Número 5 – Novembro 2020</p><p>http://www.febrasgo.org.br/pt/febrasgo-position-</p><p>statement/item/hemorragia-pos-parto-prevencao-diagnostico-e-</p><p>manejo-nao-cirurgico-pt</p><p>Feedback:</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>067</p><p>[IES]</p><p>FMIT</p><p>[Habilidades]</p><p>Atonia uterina pós-parto com hipovolemia. Medidas iniciais.</p><p>60ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48418</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Homem, 45 anos, é vítima de queimaduras de segundo grau que</p><p>atingem 30% da superfície corporal, incluindo tórax, região cervical</p><p>anterior e face. Ao exame físico, apresenta-se hemodinamicamente</p><p>estável, lúcido, verbalizando, FC: 108 bpm, rouquidão e escarro</p><p>borraceo.</p><p>Qual é medida prioritária em seu atendimento?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 117 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Terapia antibiótica intravenosa.</p><p>(alternativa B)</p><p>Curativo e bandagem de feridas.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Intubação orotraqueal.</p><p>(alternativa D)</p><p>Cateter nasal de O2 a 100%.</p><p>(alternativa E)</p><p>Analgesia com opioides.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Cirurgia do Trauma</p><p>Tema: Queimaduras</p><p>Esta questão necessita que o aluno compreenda a sequência de</p><p>atendimento no politraumatizado (A, B, C, D, E do trauma), em que</p><p>alterações da via aérea causam maior mortalidade nestes pacientes,</p><p>devendo ser abordada de imediato. No caso do paciente queimado,</p><p>suspeita-se de queimadura de via aérea devido à queimadura se situar</p><p>em região cervical anterior e face e à rouquidão e ao escarro</p><p>borráceo, devendo o paciente ser prontamente submetido a intubação</p><p>orotraqueal para assegurar a via aérea.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>AMERICAN COLLEGE OF SURGEONS COMMITTEE ON TRAUMA.</p><p>Advanced Trauma Life Support - ATLS. 10a edição.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>022</p><p>[IES]</p><p>UNIDEP</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar medidas no atendimento inicial das queimaduras.</p><p>61ª QUESTÃO</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 118 de 230</p><p>Código da questão: 54223</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>No Brasil, a população privada de liberdade (PPL) é um dos grupos</p><p>sociais com maior incidência de tuberculose.</p><p>A fim de controlar a tuberculose nesta população, o Ministério da</p><p>Saúde recomenda realizar, para todos os ingressantes no sistema</p><p>prisional,</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>cultura de escarro.</p><p>(alternativa B)</p><p>prova tuberculínica (PPD).</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>radiografia de tórax.</p><p>(alternativa D)</p><p>teste rápido molecular (TRM-TB).</p><p>(alternativa E)</p><p>baciloscopia do escarro.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 119 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Atenção à Saúde</p><p>Tema: Tuberculose em População privada de liberdade / População</p><p>vulnerável.</p><p>O Ministério da Saúde recomenda realizar, para todos os ingressantes</p><p>no sistema prisional o rastreamento radiológico para o controle da</p><p>Tuberculose (TB). Este deve ser priorizado sempre que disponível,</p><p>para todas as pessoas privadas de liberdade (PPL), logo após sua</p><p>admissão no sistema prisional (preferencialmente nos primeiros 7</p><p>dias). Embora apresente maior complexidade, maior custo e exija</p><p>maior infraestrutura, apresenta rendimento superior porque permite a</p><p>identificação dos casos assintomáticos e dos casos não bacilíferos,</p><p>enquanto o rastreamento baseado em sintomas permite identificar os</p><p>doentes, frequentemente, já bacilíferos.</p><p>Não está indicada a realização da prova tuberculínica para contatos</p><p>em ambiente prisional porque, dada a alta probabilidade de ocorrência</p><p>de reinfecções em curto espaço de tempo, a indicação de tratamento</p><p>da infecção latente é duvidosa. Os contatos familiares das PPL com TB</p><p>devem ser orientados a procurar serviço de saúde extramuros para</p><p>avaliação do risco e rastreamento adequado, quando necessário.</p><p>O PPD deve ser feito anualmente nas pessoas privadas de liberdade</p><p>que tenham infecção pelo HIV.</p><p>Os testes para detecção do bacilo de Koch devem</p><p>ser feitos nos</p><p>pacientes sintomáticos.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BRASIL. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no</p><p>Brasil. 2a ed. Ministério da Saúde, Brasília, 2019. Páginas 235-236.</p><p>Feedback: ue</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>População privada de liberdade / População vulnerável -</p><p>Tuberculose.</p><p>62ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49050</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 120 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Uma revisão conduzida por Mourad e Colaboradores em 2013</p><p>analisou os efeitos protetores dos medicamentos da classe IECA</p><p>(Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina) e bloqueadores de</p><p>receptores da angiotensina (BRA). Foram analisados 20 ensaios</p><p>clínicos randomizados, compreendendo cerca de 158.988 pacientes</p><p>com hipertensão, sendo abaixo apresentados os resultados. Tais</p><p>resultados foram estatisticamente significativos.</p><p>Condição Tratamento Desfecho em 4 anos NNT</p><p>Hipertensão IECA Eventos coronarianos 54</p><p>Hipertensão BRA Eventos coronarianos 3580</p><p>Fonte: Mourad JJ, Brugts J, Bertrand M. Number needed to treat and</p><p>reduction of outcomes with RAAS inhibitors. European Heart Journal.</p><p>2013 Aug 1;34(suppl_1).</p><p>Com base no texto e na tabela acima, assinale a alternativa que</p><p>interpreta corretamente o Número Necessário Tratar (NNT)</p><p>apresentado.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Para prevenir eventos coronarianos em 1 paciente, é necessário tratar</p><p>3.580 pacientes com IECA.</p><p>(alternativa B)</p><p>Dentre todos os pacientes da amostra tratados com IECA, foi evitado</p><p>um evento coronariano em apenas 54 pacientes.</p><p>(alternativa C)</p><p>Dentre todos os pacientes da amostra tratados com IECA, apenas 54</p><p>tiveram algum evento coronariano em 4 anos.</p><p>(alternativa D)</p><p>Os medicamentos da classe BRA são superiores aos IECA na</p><p>prevenção dos eventos coronarianos.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Para prevenir eventos coronarianos em 1 paciente, é necessário tratar</p><p>3.580 pacientes com BRA.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 121 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Epidemiologia</p><p>Tema: Medicina Baseada em Evidências - NNT</p><p>O NNT significa quantos pacientes precisariam ser tratados para</p><p>melhorar um paciente adicional que não teria melhorado sem esse</p><p>tratamento específico.</p><p>Condição Tratamento Desfecho em 4 anos NNT</p><p>Hipertensão IECA Eventos coronarianos 54</p><p>Hipertensão BRA Eventos coronarianos 3580</p><p>Fonte: Mourad JJ, Brugts J, Bertrand M. Number needed to treat and</p><p>reduction of outcomes with RAAS inhibitors. European Heart Journal.</p><p>2013 Aug 1;34(suppl_1).</p><p>A interpretação correta do NNT de 3.580 para os medicamentos BRA</p><p>é a seguinte:</p><p>É necessário tratar 3.580 pacientes com BRA para prevenir eventos</p><p>coronarianos em 1 paciente.</p><p>Ou seja, segundo essa pesquisa, os medicamentos BRA são</p><p>inferiores aos IECA na prevenção de eventos coronarianos.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>MARTINS, A.D.Á.B. et al. Epidemiologia. Grupo A, 2018.</p><p>9788595023154. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595023154/.</p><p>Acesso em: 15 set. 2021.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 122 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>112</p><p>[IES]</p><p>UNIPTAN</p><p>[Habilidades]</p><p>Medicina baseada em evidências e a atenção primária - Tipos de</p><p>estudo / Medidas de associação/ NNT e NNH.</p><p>63ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54529</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente do sexo feminino, de 71 anos de idade, com hipertensão</p><p>arterial sistêmica e dislipidemia. Não tem diabetes Mellitus, doença</p><p>coronária, nefropatia, tabagismo e etilismo. Em uso de captopril 50</p><p>mg, três vezes ao dia e sinvastatina 20 mg, uma vez à noite. Ao</p><p>exame, apresentava-se corada, hidratada, acianótica, eupneica.</p><p>Pressão arterial (sentada): 180 x 80 mmHg, em membro superior</p><p>direito e sem hipotensão postural; frequência cardíaca: 72 bpm. Sem</p><p>outras alterações ao exame físico.</p><p>Em relação ao caso apresentado, qual é a conduta mais adequada?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Substituir o captopril por hidralazina, devido à redução da função renal</p><p>nesta população, sendo a última uma droga mais efetiva e segura em</p><p>idosos.</p><p>(alternativa B)</p><p>Suspender o captopril e iniciar um bloqueador adrenérgico de ação</p><p>central, como a metildopa e a clonidina, por serem considerados a</p><p>primeira escolha neste caso.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Associar hidroclorotiazida, pois os diuréticos em baixas doses são</p><p>indicados, seja em monoterapia, seja em associação a outros</p><p>medicamentos.</p><p>(alternativa D)</p><p>Aumentar o captopril até a dose máxima, pois as doses iniciais dos</p><p>medicamentos no paciente idoso devem ser mais elevadas que as</p><p>habitualmente usadas para pacientes jovens.</p><p>(alternativa E)</p><p>Associar um betabloqueador, objetivando a potencialização do efeito</p><p>hipotensor do captopril, por aumentar a secreção de renina.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 123 de 230</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Atenção à Saúde</p><p>Tema: Saúde do Adulto/Idoso</p><p>A paciente tem hipertensão arterial sistêmica, em tratamento com</p><p>IECA, mantendo no momento do exame físico uma pressão sistólica</p><p>aumentada e uma pressão diastólica normal.</p><p>Entre as associações medicamentosas anti-hipertensivas, a</p><p>combinação de β-bloqueador + IECA é inadequada para tratamento de</p><p>hipertensão, porque, nesse caso, os β-bloqueadores causam</p><p>diminuição da secreção de renina, o que provoca redução dos níveis</p><p>de angiotensina II, reduzindo o efeito hipotensor dos IECA.</p><p>Os diuréticos tiazídicos continuam sendo a primeira escolha para início</p><p>de tratamento, por reduzir incidência de eventos cardiovasculares e</p><p>cerebrovasculares. A combinação de um IECA com um diurético</p><p>tiazídico (hidroclorotiazida) em baixas doses resulta em um efeito</p><p>adicional significativo na redução da PA e dos desfechos</p><p>cardiovasculares. A associação atenua ainda a ativação reflexa do</p><p>Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona pelos diuréticos e a</p><p>hipocalemia em pacientes suscetíveis. Baseadas na eficácia,</p><p>segurança e desempenho favorável desses agentes, as combinações</p><p>fixas de IECA ou BRA com diurético são as preferenciais.</p><p>O uso de metildopa é contraindicado para idosos por causar</p><p>bradicardia e exacerbar crises depressivas, e a clonidina é</p><p>contraindicada por causar sedação, depressão e hipotensão</p><p>ortostática.</p><p>Os medicamentos anti-hipertensivos devem ser iniciados com cautela</p><p>em pacientes idosos, sempre com doses baixas e com aumento</p><p>gradual, minimizando a incidência de eventos adversos.</p><p>O uso de IECA deve ser cauteloso em pacientes com insuficiência renal</p><p>crônica e contraindicado em pacientes com estenose bilateral da</p><p>artéria renal, insuficiência renal aguda, prévia ou que venha a se</p><p>desenvolver após o início do uso da IECA. No caso da questão, a</p><p>paciente usa IECA há 15 anos, não faz menção de doença renal, e não</p><p>existe contraindicação ao uso de IECA em pacientes idosos apenas</p><p>por serem idosos e tenderem à redução da taxa de filtração</p><p>glomerular. Portanto, não existe indicação de suspender o captopril.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde.</p><p>Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da</p><p>pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde,</p><p>Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde,</p><p>2006. 192 p. il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de</p><p>Atenção Básica, n. 19)</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 124 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>109</p><p>[Habilidades]</p><p>Condições sensíveis à atenção primária.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>64ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54297</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Escolar, sexo feminino, 8 anos,</p><p>tem diagnóstico de Leucemia Linfoide</p><p>Aguda e faz tratamento com quimioterapia. A paciente evolui com</p><p>sangramento de pele e mucosas, bem como nos sítios de punções</p><p>venosas. Nos exames realizados, pode-se observar:</p><p>HB: 8,0 g/dl (11,7 - 14,9 g/dL); VCM: 84 fl (83,1 - 96,8 fL); HCM: 28</p><p>pg (27,7 - 32,7 pg); CHMC: 32 g/dl (32 à 36 g/dl); RDW: 15% (11,8 -</p><p>14,2%); Leucócitos: 3.000/mm3 (3.470 - 8.290/mm3)</p><p>(00/30/05/00/57/00/08) e Plaquetas: 20.000 / mm3(163 -</p><p>343/mm3).</p><p>Considerando o caso em questão, assinale a alternativa que refere a</p><p>origem da trombocitopenia.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Aumento de destruição de causa imunológica.</p><p>(alternativa B)</p><p>Deficit de produção por eritropoese ineficaz.</p><p>(alternativa C)</p><p>Sequestro esplênico e hiperesplenismo.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Deficit de produção por deficiência da medula óssea.</p><p>(alternativa E)</p><p>Aumento de destruição de causa não imunológica.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 125 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Hemolinfopoiético</p><p>Tema: Análise do Hemograma</p><p>HB: 8,0 g/dl (11,7 - 14,9 g/dL); VCM: 84 fl (83,1 - 96,8 fL); HCM: 28</p><p>pg (27,7 - 32,7 pg); CHMC: 32 g/dl (32 à 36 g/dl); RDW: 15% (11,8 -</p><p>14,2%); Leucócitos: 3.000/mm3 (3.470 - 8.290/mm3)</p><p>(00/30/05/00/57/00/08) e Plaquetas: 20.000 / mm3(163 -</p><p>343/mm3).</p><p>A paciente apresenta plaquetopenia importante, por deficit de</p><p>produção, secundária à quimioterapia, que leva a uma deficiência de</p><p>progenitores megacariocitários da medula óssea.</p><p>O hemograma completo e diferencial é usado na avaliação inicial e no</p><p>monitoramento do acompanhamento.</p><p>Mais de 90% dos pacientes com leucemia linfocítica aguda (LLA)</p><p>apresentam anormalidades hematológicas clinicamente evidentes no</p><p>momento do diagnóstico inicial. Anemia normocítica normocrômica</p><p>com baixa contagem de reticulócitos está presente em 80% dos</p><p>pacientes. 50% dos pacientes têm leucocitose. Em um quarto dos</p><p>pacientes, a contagem leucocitária é maior que 50 x 10⁹/L</p><p>(50,000/microlitro), indicando, portanto, um prognóstico desfavorável.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Leucemia linfocítica aguda. Última atualização em</p><p>05 de março de 2021.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>008</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Analisar dados do hemograma com base nas suas</p><p>especificidades.</p><p>65ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54455</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 126 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente de 65 anos, sem antecedentes mórbidos relevantes, a não</p><p>ser por histerectomia feita há cinco anos, procura o serviço com</p><p>quadro de dor periumbilical em cólica que apareceu há três dias,</p><p>acompanhada de náuseas, vômitos, parada de eliminação de gases e</p><p>fezes e distensão abdominal.</p><p>O diagnóstico mais provável e o exame mais indicado para esse caso</p><p>são, respectivamente:</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Pancreatite aguda – ultrassom de abdome.</p><p>(alternativa B)</p><p>Volvo de sigmoide – colonoscopia.</p><p>(alternativa C)</p><p>Fecaloma – enema opaco.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Obstrução intestinal por brida – radiografia simples do abdome.</p><p>(alternativa E)</p><p>Apendicite aguda – TC de abdome.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 127 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: CAD</p><p>Tema: Abdome Agudo – síndromes obstrutivas</p><p>Obstrução intestinal por brida – radiografia simples do abdome:</p><p>CORRETA – Quanto mais alta a obstrução intestinal, mais precoce os</p><p>vômitos ocorrem. Não há dúvidas quanto ao diagnóstico de obstrução</p><p>intestinal: dor em cólica + parada de eliminação de gases e fezes +</p><p>vômitos + distensão abdominal. Brida é a principal causa de obstrução</p><p>intestinal. Observe que a paciente possui histórico de cirurgia em</p><p>andar inferior de abdome.</p><p>Pancreatite aguda – ultrassom de abdome: INCORRETA – Pancreatite</p><p>cursa com dor intensa em andar superior do abdome e vômitos. Não</p><p>justifica parada de eliminação de gases e fezes.</p><p>Volvo de sigmoide – colonoscopia: INCORRETA – Volvo de sigmoide é</p><p>muito menos comum do que brida. O exame inicial no abdome agudo</p><p>obstrutivo é a rotina de abdome agudo (radiografia), e não a</p><p>colonoscopia.</p><p>Fecaloma – enema opaco: INCORRETA – Fecaloma é menos comum</p><p>do que brida. O exame inicial no abdome agudo obstrutivo é a rotina</p><p>de abdome agudo (radiografia), e não o enema opaco.</p><p>Apendicite aguda – TC de abdome: INCORRETA – Quadro clínico de</p><p>abdome obstrutivo e não abdome agudo inflamatório. E o exame</p><p>inicial de escolha não é Tomografia de abdome.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>1. RASSLAN, Samir; GAMA-RODRIGUES, Joaquim J; MACHADO, Marcel</p><p>C. C. Clínica Cirúr-</p><p>gica. 2 Volumes; 1a Ed. Manole, 2008.</p><p>2. TOWNSEND, Courtney; et al. Tratado de Cirurgia - 2 Volumes. 18a</p><p>Ed. Elsevier, 2010.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>025</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar síndromes obstrutivas relacionadas ao</p><p>intestino delgado.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>66ª QUESTÃO</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 128 de 230</p><p>Código da questão: 54198</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Gestante, 35 anos, primigesta, na 26ª semana de gestação, em sua</p><p>consulta pré-natal demonstra ganho excessivo de peso no mês</p><p>anterior. Iniciou o pré-natal com IMC de 26,5 kg/m2 e atualmente</p><p>apresenta 29 kg/m2. Glicemia de jejum no primeiro trimestre foi de 95</p><p>mg/dl.</p><p>Diante dessa evolução, a conduta correta é</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>internar para fazer curva glicêmica.</p><p>(alternativa B)</p><p>repetir glicemia de jejum mensalmente.</p><p>(alternativa C)</p><p>realizar teste de tolerância oral à glicose de 75 g.</p><p>(alternativa D)</p><p>realizar dosagem de hemoglobina glicosilada.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>acompanhar como diabetes gestacional.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia. Assistência Pré-Natal</p><p>Tema: Diabetes Gestacional</p><p>A dosagem da glicose de jejum é o método utilizado atualmente para</p><p>o diagnóstico do Diabetes Gestacional. Dosagem acima de 92 mg/dl e</p><p>inferior a 126 mg/dl, na primeira consulta, permite fazer o diagnóstico</p><p>de Diabetes Gestacional. Esta definição inclui o diagnóstico realizado</p><p>pela primeira vez na gravidez. Basta dosar uma única vez no início da</p><p>gravidez. Quando o resultado é inferior a 92 mg/dl, é necessário</p><p>realizar o Teste de Tolerância à Glicose com 75 g, entre 24-28</p><p>semanas de gestação. A hemoglobina glicada não serve para o</p><p>diagnóstico do Diabetes Gestacional.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Cunningham, F.G., Leveno, K.J., Bloom, S.;JL. Williams Obstetrics. 26th</p><p>Ed. Mc Graw Hill. New York, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 129 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>061</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>[Habilidades]</p><p>Rastreamento do diabetes gestacional. Qual a forma mais</p><p>adequada de rastreamento.</p><p>67ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 50152</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>“Apesar da segurança relativa da maioria dos antidepressivos e</p><p>ansiolíticos mais utilizados, seu uso ideal exige uma compreensão</p><p>clara de seus mecanismos de ação, farmacocinética, efeitos adversos,</p><p>interações medicamentosas potenciais e diagnóstico diferencial das</p><p>doenças psiquiátricas” (Thronson e Pagalilauan, 2014).</p><p>Com base na farmacodinâmica e efeitos adversos observados com o</p><p>uso de antidepressivos, para tratar um paciente idoso deprimido que</p><p>seja epiléptico, obeso e hipertenso, prefere-se o uso de</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>imipramina.</p><p>(alternativa B)</p><p>mirtazapina.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>escitalopram.</p><p>(alternativa D)</p><p>venlafaxina.</p><p>(alternativa E)</p><p>bupropiona.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 130 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Farmacologia</p><p>Tema: Antidepressivos</p><p>Mirtazapina está relacionada com aumento do apetite e ganho de</p><p>peso. Bupropiona com diminuição do limiar convulsivante. Imipramina</p><p>com efeitos antimuscarínicos indesejados no idoso. Venlafaxina e</p><p>imipramina com aumento da pressão arterial. A escolha</p><p>antidepressiva mais segura para o paciente com as características</p><p>clínicas descritas é o Escitalopram (ISRS).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BRUTON, L L.; HILAL-DANDAN, R. As bases farmacológicas da</p><p>terapêutica de Goodman e Gilman. Grupo A, 2018.</p><p>9788580556155. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556155/.</p><p>Pág. 331. Acesso em: 15 ago. 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>018</p><p>[IES]</p><p>UNIPTAN</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os conceitos sobre o mecanismo de ação e efeitos</p><p>colaterais dos principais fármacos que atuam no sistema</p><p>nervoso.</p><p>68ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54504</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 131 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Escolar, 7 anos, é encaminhado ao hospital com quadro de edema</p><p>peripalpebral e de membros inferiores, associado à hepatomegalia de</p><p>início há 5 dias. Segundo o médico assistente, o menor iniciou o</p><p>quadro com edema leve, e, como foi observado proteína no exame de</p><p>urina, foi iniciado prednisona 1mg/kg/dia. Há cerca de 24 horas, o</p><p>edema piorou e evoluiu com desconforto respiratório. Os sinais vitais</p><p>são: FR = 34 irpm, FC = 123 bpm, Pressão arterial = 132 x 90</p><p>mmHg e saturação de oxigênio = 96% em ar ambiente. Exames: Hb</p><p>10 g/dl; plaquetas 158.000/mm3; EAS com proteinúria +/4 e</p><p>hematúria intensa.</p><p>A conduta emergencial e a propedêutica nesse caso são,</p><p>respectivamente,</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>pulsoterapia com corticoide endovenoso e dosagem de proteína em</p><p>urina de 24 horas.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>diurético, anti-hipertensivo, restrição hídrica e dosagem de</p><p>complemento C3.</p><p>(alternativa C)</p><p>solicitar avaliação da nefrologia para hemodiálise de urgência e raio X</p><p>de tórax.</p><p>(alternativa D)</p><p>solicitar biópsia renal e prescrever urgente pulsoterapia com</p><p>ciclofosfamida.</p><p>(alternativa E)</p><p>início de digoxina com anti-hipertensivo e solicitação de tomografia de</p><p>tórax.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Nefrologia Pediátrica</p><p>Tema: Síndrome Nefrítica</p><p>Paciente com quadro de edema, hipertensão e hematúria compatíveis</p><p>com síndrome nefrítica e com edema pulmonar (já que apresenta</p><p>desconforto respiratório). Neste caso, o tratamento de urgência é o</p><p>uso da furosemida (diurético), restrição hídrica, anti-hipertensivo e</p><p>dosagem do complemento C3).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 5 edição,</p><p>Barueri, SP: Manole, 2021.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 132 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>089</p><p>[Habilidades]</p><p>Conduzir o diagnóstico e condutas iniciais relacionadas à</p><p>síndrome nefrótica.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>69ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54540</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Conforme a Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que dispõe</p><p>sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de</p><p>Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de</p><p>recursos financeiros na área da saúde, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O SUS contará, em cada esfera de governo, com a</p><p>Conferência de Saúde e o Conselho de Saúde.</p><p>II. A Conferência de Saúde reunir-se-á anualmente com a</p><p>representação dos vários segmentos sociais.</p><p>III. O Conselho de Saúde é um órgão colegiado composto por</p><p>representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais</p><p>de saúde e usuários.</p><p>IV. A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e nas</p><p>Conferências de Saúde é majoritária em relação ao conjunto dos</p><p>demais segmentos.</p><p>V. As Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde terão sua</p><p>organização e normas de</p><p>funcionamento definidas em regimento próprio, aprovadas pelo</p><p>respectivo conselho.</p><p>Assinale a alternativa com as afirmativas corretas.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 133 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>I, II, e III.</p><p>(alternativa B)</p><p>I, II, e III.</p><p>(alternativa C)</p><p>II e III.</p><p>(alternativa D)</p><p>III e V.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>I, III e V.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Políticas de Saúde/Gestão do SUS</p><p>Tema: Controle Social do SUS</p><p>O SUS contará, em cada esfera de governo, com a Conferência de</p><p>Saúde e o Conselho de Saúde. a Conferência de Saúde reunir-se-á a</p><p>cada quatro anos com representação dos vários segmentos sociais. O</p><p>Conselho de Saúde é um órgão colegiado composto por</p><p>representantes do governo, prestadores de serviço profissionais de</p><p>saúde e usuários. A representação dos usuários nos Conselhos de</p><p>Saúde e Conferências será paritária em relação ao conjunto dos</p><p>demais segmentos. As Conferências de Saúde e os Conselhos de</p><p>Saúde terão sua organização e normas de funcionamento definidas</p><p>em regimento próprio, aprovadas pelo respectivo conselho.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>REIS, Denizi Oliveira; ARAÚJO, Eliane Cardoso de; CECÍLIO, Luiz Carlos</p><p>de Oliveira. Políticas Públicas de Saúde no Brasil: SUS e pactos pela</p><p>Saúde. Unifesp. São Paulo. 2012.</p><p>https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/168</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>115</p><p>[IES]</p><p>UNISL JI-PARANÁ</p><p>[Habilidades]</p><p>Controle social - conselhos federal, estadual e municipal.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 134 de 230</p><p>70ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 53400</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 52 anos é trazido à Unidade Básica de Saúde (UBS)</p><p>por causa de dor lombar nas últimas 2 semanas. A dor começou</p><p>como lancinante e irradiava pela parte de trás das pernas. Começou</p><p>quando ele estava levantando um saco de cimento no trabalho. A dor</p><p>tem piorado, e ele começou a notar dormência progressiva,</p><p>dificuldade ao caminhar. Sua temperatura é de 37°C, o pulso é de</p><p>82/min e a pressão arterial é de 133/92 mm Hg. Pulsos periféricos</p><p>são palpáveis em todas as quatro extremidades. O exame</p><p>neurológico mostra 5/5 de força nas extremidades superiores e 2/5</p><p>de força na dorsiflexão bilateral do pé, anestesia em sela, culminando</p><p>com disfunção esfincteriana, retenção urinária e fraqueza nas pernas.</p><p>Após o encaminhamento para um especialista, qual das seguintes</p><p>deve ser a conduta adequada para o caso?</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>Descompressão de emergência do canal vertebral.</p><p>(alternativa B)</p><p>Regime de exercícios como fisioterapia.</p><p>(alternativa C)</p><p>Infiltração de anestésico local de ação prolongada.</p><p>(alternativa D)</p><p>Administração de ibuprofeno e seguimento em 2 meses.</p><p>(alternativa E)</p><p>Prescrever gabapentina 300 mg, três vezes ao dia.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 135 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Ortopedia e Neurocirurgia</p><p>Tema: Hérnia discal</p><p>Um diagnóstico presumido de síndrome da cauda equina (SCE)</p><p>necessita de urgente encaminhamento ao hospital. A SCE consiste em</p><p>anestesia em sela (perineal), disfunção esfincteriana, retenção urinária</p><p>e fraqueza nas pernas. É necessária a descompressão de emergência</p><p>do canal vertebral em até 48 horas depois do início dos sintomas.</p><p>Um deficit doloroso da raiz nervosa (deficit motor com dor no mesmo</p><p>dermátomo) na presença de compressão discal identificável é passível</p><p>de cirurgia. Ele deve ser diferenciado de um deficit de nervo indolor</p><p>(por exemplo, pé caído indolor) e de uma lesão nos nervos periféricos.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Lombalgia discogênica. Última atualização em 03</p><p>de fevereiro de 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>032</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os princípios do tratamento</p><p>das lombalgias.</p><p>71ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 47206</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 40 anos comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde</p><p>acompanhado pela esposa, referindo uso regular de álcool desde os 18</p><p>anos. Embora até o momento tenha conseguido manter seu emprego como</p><p>motorista de caminhão, foi repreendido diversas vezes por não realizar o</p><p>trabalho de maneira adequada. Afirma dirigir embriagado, frequentemente,</p><p>a fim de cumprir seus prazos de entrega. O casal relata muitos conflitos</p><p>conjugais devido ao consumo excessivo de bebida alcoólica pelo marido.</p><p>Nega aumento recente da ingestão ou sintomas de abstinência, mas admite</p><p>que “não fica mais bêbado como ficava antes”, após consumir a mesma</p><p>quantidade de álcool.</p><p>Dentre os sinais e sintomas que o paciente apresenta, o mais específico da</p><p>síndrome de dependência do álcool é</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 136 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>conflitos conjugais.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>tolerância ao álcool.</p><p>(alternativa C)</p><p>sintomas de abstinência.</p><p>(alternativa D)</p><p>trabalhar embriagado.</p><p>(alternativa E)</p><p>problemas profissionais.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 137 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Atenção à Saúde</p><p>Tema: Saúde do Homem</p><p>De acordo com o CID-10 (Classificação Internacional de Doenças – 10ª</p><p>edição), um diagnóstico definitivo da síndrome de dependência alcóolica deve</p><p>ser feito somente se três ou mais dos seguintes requisitos tiverem sido</p><p>experienciados ou exibidos em algum momento durante o ano anterior:</p><p>►Forte desejo ou senso de compulsão para consumir bebidas alcoólicas</p><p>não apresenta</p><p>►Dificuldades de controlar o comportamento de beber em termos de seu</p><p>início, término ou níveis de consumo – não apresenta</p><p>►Estado de abstinência fisiológico quando o uso de bebida alcoólica cessou</p><p>ou foi reduzido, ou uso de álcool (ou de uma substância intimamente</p><p>relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar sintomas de abstinência</p><p>não apresenta</p><p>►Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes de</p><p>bebida são requeridas para alcançar efeitos originalmente</p><p>produzidos por doses mais baixas – o paciente apresenta</p><p>►Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do</p><p>uso de bebida alcoólica, aumento da quantidade de tempo necessária para</p><p>obter ou consumir a bebida alcoólica ou para se recuperar de seus efeitos</p><p>não apresenta</p><p>►Persistência no uso da bebida, independente da evidência clara de</p><p>consequências manifestamente nocivas, como danos hepáticos, estados de</p><p>humor depressivo ou comprometimento do funcionamento cognitivo;</p><p>devem-se fazer esforços para determinar se o usuário estava de fato</p><p>consciente da natureza e da extensão do dano – não apresenta</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de</p><p>família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática . Porto</p><p>Alegre: Grupo A, 2019. E-book. 9788582715369. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso</p><p>em: 23 ago. 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 138 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>106</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Analisar saúde do homem.</p><p>72ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54500</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente de 30 anos, G3PN2, atendida no centro de saúde para iniciar</p><p>método contraceptivo. Portadora de diabetes Mellitus tipo 1, bem</p><p>controlado com insulina, e fumante de meio maço de cigarro por dia.</p><p>Apresenta ciclos regulares de 28 dias, fluxo normal com duração de 3</p><p>dias e cólicas leves.</p><p>Qual é o método contraceptivo que apresenta critério de elegibilidade 1</p><p>pela OMS e maior eficácia, para esta paciente?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Diafragma vaginal.</p><p>(alternativa B)</p><p>Anel vaginal.</p><p>(alternativa C)</p><p>Preservativo masculino.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Dispositivo intrauterino de cobre.</p><p>(alternativa E)</p><p>Contraceptivo hormonal combinado.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 139 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Contracepção</p><p>O método que reúne as duas condições da questão, critério de</p><p>elegibilidade 1 e maior eficácia é o DIU de cobre. O que foi fornecido da</p><p>história da paciente não contraindica esse método. Logo, esta seria a</p><p>resposta da questão. Pacientes menores de 35 anos com diabetes e</p><p>fumantes têm critério 2 de elegibilidade para contraceptivos hormonais</p><p>combinados ou não. Quanto ao preservativo e ao diafragma também</p><p>apresentam critério de elegibilidade 1, porém não são tão eficazes</p><p>quanto o DIU de cobre.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>OMS. Guia de implantação dos critérios médicos de elegibilidade e das</p><p>recomendações para uso de contracepção [INTERNET]. Disponível em:</p><p>https://www.who.int/reproductivehealth/publications/family_planning/mec-</p><p>spr-implementation-guide/pt/. Acesso em 20/03/2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Habilidades]</p><p>Contracepção na adolescência. Indicações/tipos/aspectos éticos.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>73ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54441</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente, 26 anos, com queixa de dispneia progressiva há 4 dias aos</p><p>mínimos esforços, relata tosse seca e febre. Nega outras queixas</p><p>associadas. Relata contato com pessoas apresentando sintomas</p><p>similares que tinham sido diagnosticadas com Covid-19. Ao exame</p><p>físico apresentava-se com taquipneia, sem uso de musculatura</p><p>acessória, com presença de sibilos expiratórios difusos e discretos,</p><p>corado, hidratado, acianótico e anictérico, com PA: 120/70mmHg /</p><p>FC: 115bpm / FR: 24ipm / SatO2: 94% / Temp: 38,2°C. Nas análises</p><p>laboratoriais apresentou leucocitose (sem desvio à esquerda) e PCR</p><p>de 1,2 mg/dL (VR: 0,1 mg/dL).</p><p>Mediante análise do caso, identifique o exame laboratorial mais</p><p>indicado para confirmação diagnóstica.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 140 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>Deve-se realizar a busca de antígenos através de RT-PCR para o vírus</p><p>SARS-CoV-2 em swab combinado de nasofaringe.</p><p>(alternativa B)</p><p>Deve-se solicitar a busca de anticorpos através da utilização de testes</p><p>sorológicos, com possível aumento dos níveis de IgE.</p><p>(alternativa C)</p><p>Deve-se realizar a busca de antígenos através de testes rápidos, com</p><p>ênfase na detecção de anticorpos do tipo IgD.</p><p>(alternativa D)</p><p>Deve-se solicitar a busca de anticorpos, através da utilização de testes</p><p>rápidos, com possível aumento dos níveis de IgG.</p><p>(alternativa E)</p><p>Deve-se solicitar um teste rápido para a detecção de elevados níveis</p><p>de anticorpos IgD contra os vírus Influenza A e B.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Microbiologia</p><p>Tema: Diagnóstico laboratorial das doenças causadas por vírus</p><p>RT-PCR para SARS-CoV-2 em swab combinado de</p><p>nasofaringe: é um teste molecular, ou seja, baseado na pesquisa do</p><p>material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab da</p><p>nasofaringe. É considerado o exame laboratorial padrão-ouro para</p><p>diagnóstico da infecção.</p><p>Não é aconselhado realizar a procura de anticorpos com menos de 5</p><p>dias do início da sintomatologia. Além disso, os níveis de IgM são os</p><p>que se elevam mais rapidamente e em maiores titulações.</p><p>Não é aconselhado realizar a procura de anticorpos com menos de 5</p><p>dias do início da sintomatologia. Além disso, os níveis de IgM são os</p><p>que se elevam mais rapidamente e em maiores titulações.</p><p>Não é aconselhado realizar a procura de anticorpos com menos de 5</p><p>dias do início da sintomatologia. Além disso, ainda tem a busca do</p><p>vírus Influenza de forma isolada, sem a procura para o vírus SARS-</p><p>CoV-2.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/diagnostico</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 141 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>015</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os conceitos de fisiopatologia, diagnóstico laboratorial e</p><p>profilaxia das principais infecções causadas por vírus.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>74ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49680</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>De acordo com dados do Disque 100, no Brasil, em 2021 ocorreram</p><p>37 mil notificações de violência contra os idosos. A violência contra a</p><p>pessoa idosa ocorre, na sua grande maioria, no contexto familiar. A</p><p>Lei 12.461 de 26 de julho de 2011 ressalta a obrigatoriedade da</p><p>notificação dos profissionais de saúde, de instituições públicas ou</p><p>privadas, às autoridades sanitárias, os casos de suspeita ou</p><p>confirmação de violência praticada contra o idoso.</p><p>A equipe da Estratégia de Saúde da Família, ao verificar essa situação,</p><p>deverá realizar a notificação para quais órgãos?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>SINAM e Conselho Estadual do Idoso.</p><p>(alternativa B)</p><p>SNE e Conselho Nacional do Idoso.</p><p>(alternativa C)</p><p>SISVAN e Conselho Municipal do Idoso.</p><p>(alternativa D)</p><p>DATASUS e autoridade policial.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Autoridade policial e Ministério Público.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 142 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Atenção à Saúde</p><p>Tema: Saúde do Idoso</p><p>A Lei 12.461 de 26 de julho de 2011, que reformula o artigo 19 do</p><p>Estatuto do Idoso (Lei 10.741, de 01 de outubro de 2003), ressaltou</p><p>a obrigatoriedade da notificação dos profissionais de saúde, de</p><p>instituições públicas ou privadas, às autoridades sanitárias quando</p><p>constatarem casos de suspeita ou confirmação de violência contra</p><p>pessoas idosas, bem como a sua comunicação aos seguintes órgãos:</p><p>Autoridade Policial; Ministério Público; Conselho Municipal do Idoso;</p><p>Conselho Estadual do Idoso; Conselho Nacional do Idoso.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Brasil: manual de enfrentamento à violência contra a pessoa idosa. —</p><p>Brasília, DF: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da</p><p>República, 2014. Disponível em <</p><p>https://www.mdh.gov.br/biblioteca/pessoa-idosa/manual-de-</p><p>enfrentamento-a-violencia-contra-a-pessoa-idosa>.</p><p>MS.Estatuto do Idoso / Ministério da Saúde - 3. ed., 2. reimpr. -</p><p>Brasília : Ministério da Saúde, 2013.</p><p>GUSSO, Gustavo; LOPES, José MC, DIAS, Lêda C, organizadores.</p><p>Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e</p><p>Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019, 2388 p</p><p>Feedback:</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>104</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Analisar saúde do idoso - Violência contra o idoso.</p><p>75ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 50186</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 143 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Gestante, 36 anos, G2P1, idade gestacional 37 semanas e 3 dias,</p><p>procura emergência com queixa de bolsa rota há 2 horas, com saída</p><p>de líquido com muito sangue. Refere também início da dor abdominal</p><p>há 3 horas. Relata ser usuária de crack.</p><p>Ao exame clínico: PA: 140 x 90 mmhg; FC: 80 bpm; Tônus uterino</p><p>aumentado; Contrações uterinas muito frequentes; BCF: 128 bpm;</p><p>saída de grande quantidade de líquido amniótico com sangue na maca</p><p>de exame.</p><p>Qual é o diagnóstico correto?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Placenta prévia total.</p><p>(alternativa B)</p><p>Rotura uterina consumada.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Descolamento prematuro de placenta.</p><p>(alternativa D)</p><p>Rotura de vasa prévia.</p><p>(alternativa E)</p><p>Sangramento de colo uterino.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia</p><p>Tema: Descolamento Prematuro de Placenta</p><p>A paciente apresenta um sangramento de terceiro trimestre da</p><p>gravidez de grande intensidade, associado há aumento de tônus</p><p>uterino importante, e há o fator de risco aumento de pressão arterial</p><p>para fechar o diagnóstico de Descolamento Prematuro da Placenta.</p><p>Na rotura de membranas amnióticas, é mais frequente líquido</p><p>amniótico claro, transparente, sem presença de sangue.</p><p>A placenta prévia total poderia provocar sangramento intenso, porém</p><p>sem o aumento de tônus, e provavelmente a paciente não estaria em</p><p>um pré-natal de risco habitual.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>CORRÊA, Mário Dias et al. Noções práticas de obstetrícia. 14. ed.</p><p>Belo Horizonte: Coopmed, 2011. xi, 1044 p.</p><p>CUNNINGHAM, F.Gary et al.Obstetrícia de Williams. 24.ed. Porto</p><p>Alegre:AMGH Ed.,2016. 1358 p. HOFFMAN,Barbara L.(Orgs.) et</p><p>al.Ginecologia de Williams.2.ed.Porto Alegre: AMGH, 2014.1402 p.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 144 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>068</p><p>[IES]</p><p>UNIPTAN</p><p>[Habilidades]</p><p>Hemorragia no terceiro trimestre, hipertonia, feto vivo.</p><p>Diagnóstico diferencial.</p><p>76ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44234</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente de 27 anos do sexo masculino, casado, pardo, agricultor,</p><p>procedente do interior. Comparece para consulta referindo que há 7</p><p>meses começou a ter falta de força no dimídio direito do corpo com</p><p>piora progressiva. Há 2 meses tinha realizado RNM do encéfalo, com</p><p>imagem acometendo a substância branca subcortical da porção</p><p>mesial do lobo temporal direito, inclusive a cabeça do hipocampo,</p><p>caracterizada por hipersinal nas sequências ponderadas em T2/FLAIR</p><p>e hipossinal em T1, com discreto efeito expansivo, sem realce após a</p><p>infusão endovenosa do agente paramagnético ou restrição à difusão</p><p>da água, a impressão diagnóstica: lesão expansiva de 0,5 cm</p><p>acometendo a substância branca subcortical da porção mesial do lobo</p><p>temporal direito, de aspecto inespecífico. Ao exame neurológico,</p><p>marcha espástico parética, hemiparesia à direita, hipertonia nos 4</p><p>membros de predomínio à direita. Reflexos miotáticos fásicos</p><p>exaltados nos 4 membros, com clonus dos pés. Realizou</p><p>eletroneuromiografia dos quatros membros que sugere um</p><p>comprometimento de neurônio motor inferior.</p><p>Qual é a sua próxima conduta?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 145 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Prescrever Rituximabe injetável por se tratar de doença</p><p>desmielinizante.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Prescrever Riluzol 50 mg V.O. 1h antes da dieta 2x ao dia e</p><p>fisioterapia.</p><p>(alternativa C)</p><p>Prescrever corticosteroides injetáveis e fisioterapia.</p><p>(alternativa D)</p><p>Encaminhar à neurocirurgia para tratamento cirúrgico.</p><p>(alternativa E)</p><p>Prescrever sintomáticos e antinflamatórios não hormonais.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Neurologia</p><p>Tema: ELA</p><p>A esclerose lateral amiotrófica (ELA) caracteriza-se por lesão do 1º</p><p>neurônio motor que dá sinais de liberação piramidal e do segundo</p><p>neurônio motor que pode ser avaliada por eletroneuromiografia. Como</p><p>o diagnóstico é clínico, o tratamento proposto é com Riluzol e</p><p>fisioterapia. Quanto ao achado do processo expansivo temporal foi um</p><p>incidentaloma para o quadro clínico.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ. Best Practice. https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-</p><p>br/330/management-approach</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>055</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar neuropatias autoimunes.</p><p>77ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 50893</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 146 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Recém-nascido (RN) a termo, de parto normal, apresentou boa</p><p>vitalidade e exame físico inicial sem alterações, sendo encaminhado</p><p>ao alojamento conjunto. Sua mãe fez pré-natal a partir do segundo</p><p>trimestre com 4 consultas, tendo apresentado VDRL 1:256 na</p><p>primeira consulta e tratada com três doses de 2.400.000 UI de</p><p>penicilina benzatina com intervalo de uma semana entre elas, sendo</p><p>a</p><p>última dose 8 semanas antes do parto (apresentou comprovante). O</p><p>teste rápido para sífilis na mãe foi reagente na admissão.</p><p>A conduta correta neste momento é</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>solicitar VDRL de sangue periférico da mãe e do RN e tratar o RN com</p><p>penicilina cristalina, caso o VDRL seja reagente maior que 1:8.</p><p>(alternativa B)</p><p>solicitar para o RN hemograma e VDRL sérico, punção lombar e tratar</p><p>com penicilina benzatina, se VDRL do RN for reagente 1:16.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>solicitar VDRL na mãe e no RN, e, caso o do RN seja reagente mais de</p><p>2 vezes o título materno, fazer hemograma, punção lombar e</p><p>radiografia de ossos longos; iniciar penicilina cristalina.</p><p>(alternativa D)</p><p>acompanhar clinicamente a mãe, visto que esta foi adequadamente</p><p>tratada, e realizar VDRL da mãe e do RN 30 dias após o parto.</p><p>(alternativa E)</p><p>solicitar para o RN hemograma e VDRL de sangue periférico, punção</p><p>lombar e RX de ossos longos e tratar com penicilina benzatina,</p><p>independente do resultado do VDRL do RN.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 147 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Doenças Infectocontagiosas</p><p>Tema: Sífilis Congênita</p><p>Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção</p><p>da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais do Mistério da</p><p>Saúde, Brasília – DF 2022 2ª edição revisada, sendo a mãe</p><p>adequadamente tratada na gestação, realizar teste não treponêmico</p><p>sérico da mãe e do recém-nascido, ao mesmo tempo. Caso o teste</p><p>não treponêmico da criança seja pelo menos duas diluições MAIOR que</p><p>o materno, seguir no fluxograma como criança nascida de mãe não</p><p>adequadamente tratada, isto é, realizar no recém-nascido</p><p>hemograma completo e glicemia, RX de ossos longos e coletar o líquor</p><p>(solicitar celularidade, proteinorraquia e VDRL). Sendo o exame físico</p><p>do RN normal e liquor reagente, tratar com penicilina cristalina; sendo</p><p>liquor normal, opção de tratar com penicilina procaína.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da</p><p>Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais do Mistério da</p><p>Saúde, Brasília – DF 2022; 2ª edição revisada</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>084</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar a sífilis congênita.</p><p>Diagnosticar e tratar a sífilis congênita.</p><p>78ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48751</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 148 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Joana, 29 anos, atlética, sem comorbidades, hábitos de vida</p><p>saudáveis, além de ser praticante de esportes, tem como novo hobby</p><p>a prática de escalada. Tem praticado esse hobby no Brasil em</p><p>montanhas de aproximadamente 1.000 m a 1.800 m de altura. Há</p><p>mais de 6 meses tem planejado com seu grupo de amigos escalar as</p><p>cordilheiras do Himalaia. O grupo escolheu o Monte Everest (8.848</p><p>metros de altitude) para iniciar grandes escaladas. Chegado o grande</p><p>dia, Joana e uma parte da equipe conseguiram atingir 4.000 m de</p><p>altitude. No primeiro dia, Joana queixou-se de cefaleia, fadiga, e então</p><p>resolveu voltar para a base de onde saíram para ser atendida por</p><p>equipe de saúde. No local do atendimento Joana evoluíra com edema</p><p>de face e membros inferiores, anorexia, náusea, mantinha a fadiga e</p><p>a cefaleia agora mais intensa sem melhora com analgesia,</p><p>extremidades cianóticas. Ao exame apresentava-se em regular</p><p>estado geral, desidratada, hipocorada, cianose de extremidades,</p><p>afebril, ligeiramente hipotérmica e taquipneica.</p><p>AR: Murmúrio vesicular diminuído em bases com presença de</p><p>estertores creptantes. FR: 30irpm SatO2: 70% em ar ambiente.</p><p>ACV: ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas. FC: 80bpm em</p><p>repouso.</p><p>ABD: desconforto à palpação em região epigástrica.</p><p>MMII: edema moderado e cianose de extremidades, panturrilhas</p><p>livres, pulsos pediosos filiformes bilaterais.</p><p>Na radiografia de tórax evidenciou-se coração de tamanho normal</p><p>para idade, porém com sinais de edema pulmonar.</p><p>Gasometria arterial: pH 7,28 PaCO2 56 mmHg PaO2 54 mmHg</p><p>HCO3 14mEq/l BE -5.1</p><p>O médico, prontamente, diagnosticou o quadro como Doença da</p><p>Montanha, a qual é comum em pessoas que não estão habituadas a</p><p>grandes altitudes. Nesse caso, classifique o tipo de alteração que há</p><p>na gasometria e classifique o edema pulmonar.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 149 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Acidose respiratória compensada com hipoxemia; Edema Agudo</p><p>Pulmonar Cardiogênico.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Acidose mista com hipoxemia; Edema Agudo Pulmonar não</p><p>Cardiogênico.</p><p>(alternativa C)</p><p>Acidose metabólica compensada com hipoxemia; Com Edema</p><p>Pulmonar Cardiogênico.</p><p>(alternativa D)</p><p>Alcalose mista com hipoxemia; Edema Agudo Pulmonar não</p><p>Cardiogênico.</p><p>(alternativa E)</p><p>Alcalose respiratória com hipoxemia; Com edema Pulmonar não</p><p>Cardiogênico.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 150 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Fisiologia</p><p>Tema: Homeostasia, sua regulação em grandes altitudes</p><p>O quadro clínico da paciente é Acidose mista com hipoxemia; Edema</p><p>Agudo Pulmonar não Cardiogênico.</p><p>A acidose mista caracteriza-se pela diminuição da concentração de</p><p>HCO3 (mEq/l) – cujos valores normais são de 22 a 26 – e aumento da</p><p>PaCO2. A diminuição da concentração de HCO3 é responsável pela</p><p>redução do pH para valores inferiores a 7,35.</p><p>A paciente apresenta HCO3 inferior à normalidade (HCO3 = -14</p><p>mEq/l), PaCO2 superior ao considerado normal (PaCO2: 56 mmHg) e,</p><p>consequentemente, pH ácido (7,28).</p><p>A hipoxemia caracteriza-se como a redução do oxigênio no sangue</p><p>arterial, caracterizado pela PaO2 (valores de normalidade entre 80 a</p><p>100 mmHg). A paciente do caso apresenta PaO2 de 54 mmHg.</p><p>Como já disposto acima, a paciente apresenta hipoxemia. No entanto,</p><p>para apresentar acidose respiratória, a PaCO2 tem que estar elevada,</p><p>reduzindo o pH.</p><p>Apesar de apresentar essas alterações, o HCO3 também se encontra</p><p>fora da normalidade, indicando acidose mista. Já na acidose</p><p>respiratória compensada, o pH encontra-se normal ou próximo, a</p><p>PaCO2 e o HCO3 se elevam até a total resolução.</p><p>A paciente apresenta hipoxemia, mas não possui alcalose, que se</p><p>caracteriza por redução da PaCO2 acompanhada de aumento do pH.</p><p>A hipoxemia está confirmada. Na acidose metabólica, a PaCO2</p><p>encontra-se diminuída. Na acidose metabólica compensada, o pH</p><p>encontra-se normal ou próximo à normalidade, com uma possível</p><p>descompensação de BE e manutenção do valor da PaCO2.</p><p>O edema pulmonar de grandes altitudes (EPGA) é causado pela</p><p>elevação da pressão arterial pulmonar induzida pela hipóxia, que</p><p>provoca edemas pulmonares intersticiais e alveolares, resultando em</p><p>oxigenação prejudicada. A vasoconstrição de pequenos vasos com</p><p>hipoxia é variada, causando pressão elevada, lesão da parede dos</p><p>vasos e extravasamento capilar em áreas menos constritas. Outros</p><p>fatores, como a hiperatividade simpática, também podem estar</p><p>presentes.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>GUYTON, A.C. e Hall J.E.– Tratado de Fisiologia Médica. Editora</p><p>Elsevier. 13ª ed., 2017. -MENAKER, L.</p><p>PORTH, C.M.; MATFIN, G. Fisiopatologia. 8ª ed. Guanabara Koogan,</p><p>2010.</p><p>https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doençasdaaltitude</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 151 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>102</p><p>[IES]</p><p>FESAR</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar a homeostasia, sua regulação em grandes altitudes</p><p>79ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44194</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma mulher de 42 anos procura o médico devido a 2 episódios de</p><p>perda de consciência na última semana. Ela se recuperou</p><p>imediatamente e não ficou confusa após os episódios. Durante os</p><p>últimos 5 meses, ela também teve aumento da falta de ar e</p><p>palpitações. Ela tem sido incapaz</p><p>O perfil demográfico por faixa etária da população cadastrada na eSF e na eAP; e</p><p>IV. Classificação geográfica definida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 2979 de 12 de novembro de 2019. Disponível</p><p>em:http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/financiamento/portarias/prt_2979_12_11_2019.pdf.</p><p>Acesso em: 26 ago. 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>114</p><p>[IES]</p><p>FAMEG</p><p>[Habilidades]</p><p>Gestão administrativa e financeira do SUS: RegulaSUS.</p><p>8ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54184</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Lactente de um ano, pesando 12 kg, é internado com quadro de</p><p>diarreia e vômitos com 48 horas de evolução. Exame físico: sinais</p><p>clínicos de desidratação grave (ausência de lágrima, turgor pastoso,</p><p>perfusão maior que 3 segundos). O tratamento é iniciado com a</p><p>prescrição de soro fisiológico 20 mL/kg em 20 minutos.</p><p>Esta opção terapêutica é acertada porque o soro fisiológico apresenta</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 12 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>eletrólitos/por litro da solução em valores próximos aos do plasma.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>osmolaridade/por litro da solução em valores próximos ao do plasma.</p><p>(alternativa C)</p><p>potássio/por litro da solução em valores iguais ao do plasma.</p><p>(alternativa D)</p><p>sódio/por litro da solução em valores iguais ao do plasma.</p><p>(alternativa E)</p><p>cloro/por litro da solução em valores próximos ao do plasma.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Urgência e Emergência</p><p>Tema: Desidratação</p><p>O NaCl 0,9% (soro fisiológico) contém por litro da solução:</p><p>154 mEq de sódio</p><p>154 mEq de cloro</p><p>Osmolaridade de 308 mmOsm/L</p><p>Os valores de sódio e, principalmente, de cloro, do soro fisiológico,</p><p>estão bem acima dos valores encontrados no plasma humano. O</p><p>único valor que se aproxima do fisiológico é o da concentração final da</p><p>solução (308 mOs/L).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 5ª edição,</p><p>Barueri, SP: Manole, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>101</p><p>[IES]</p><p>ITPAC PALMAS</p><p>[Habilidades]</p><p>Conduzir a hidratação em pediatria.</p><p>9ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44217</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 13 de 230</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente de 65 anos, sexo masculino, trabalhador rural, leucodema,</p><p>sem história prévia de câncer de pele, apresenta lesão de</p><p>aproximadamente 7 mm, localizada na fronte, caracterizada por</p><p>pápula de aspecto perolado, bem delimitada, com algumas</p><p>telangiectasias e centro parcialmente ulcerado, cuja avaliação</p><p>dermatológica preliminar sugeriu carcinoma basocelular (CBC).</p><p>Nesse caso, pode-se inferir que sua classificação mais provável e a</p><p>melhor estratégia terapêutica são</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>CBC de baixo risco, indicando-se radioterapia local com abordagem</p><p>cirúrgica sequencial.</p><p>(alternativa B)</p><p>CBC de alto risco, indicando-se curetagem com eletrocoagulação após</p><p>radioterapia local.</p><p>(alternativa C)</p><p>CBC superficial, indicando-se necessariamente a cirurgia micrográfica</p><p>(método de Mohs).</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>CBC de baixo risco, indicando-se excisão padrão com margens clínicas</p><p>de 4 mm ou mais.</p><p>(alternativa E)</p><p>CBC de alto risco, indicando-se terapia fotodinâmica antes de uma</p><p>abordagem cirúrgica.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 14 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Cirurgia Dermatológica</p><p>Tema: Carcinoma Basocelular (CBC)</p><p>O informe sobre “avaliação dermatológica preliminar”, em tese,</p><p>sustenta muito bem o diagnóstico clínico de CBC, mas não é suficiente</p><p>para classificá-lo. No entanto, há elementos descritos no texto,</p><p>epidemiológicos e próprios da lesão, que relacionam algumas</p><p>propriedades definidoras do seu risco. A começar por suas</p><p>caraterísticas, a aparência macroscópica descrita (“pápula de aspecto</p><p>perolado”) remete ao subtipo com padrão de crescimento nodular,</p><p>que é menos agressivo. Além disso, somam-se ainda outros critérios</p><p>de menor gravidade (“paciente sem história prévia de câncer de</p><p>pele”, lesão bem delimitada menor que 10 mm na área “M” do rosto)</p><p>que acabam por sugerir fortemente provável CBC de baixo risco.</p><p>Quanto à melhor estratégia terapêutica no caso em questão, pelos</p><p>últimos Guidelines sobre CBC da NCCN (National Comprehensive</p><p>Cancer Network), a exérese da lesão com lâmina de bisturi, margens</p><p>clínicas de segurança (4 mm) e fechamento primário, quando</p><p>possível, é a conduta mais indicada. A radioterapia nesse tipo de CBC,</p><p>apesar de também aplicável, é reservada precipuamente para</p><p>candidatos não cirúrgicos. Já para o CBC superficial, considerado ainda</p><p>de menor risco, não se aplica a obrigatoriedade de tratamento</p><p>cirúrgico, diferentemente das lesões de alto risco, em que a técnica</p><p>micrográfica de Mohs encontra sua maior indicação.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Faissal NM, Negretti CMH. Comparação entre o guideline 2021 e 2019</p><p>do Carcinoma Basocelular. BWS Journal. 2022 Janeiro; v.5,</p><p>e220100290: 1-11.</p><p>Cerci FB, Kubo EM, Werner B. Comparac¸ão entre os subtipos de</p><p>carcinomas basocelulares observados na biópsia pré-operatória e na</p><p>cirurgia micrográfica de Mohs. Anais Brasileiros de Dermatologia.</p><p>2020;95:594---601.</p><p>Bittner, GC, Cerci FB, Kubo EM,Tolkachjov SN. Cirurgia Micrográfica de</p><p>Monhs: revisão de indicações, técnica, resultados e considerações.</p><p>Anais Brasileiros de Dermatologia. [Internet]. 2021 [Citado 2021 Set.</p><p>14];96(3):263-277.</p><p>Fonseca LPC. Ensaio clínico randomizado comparando curetagem e</p><p>eletrocoagulação versus cirurgia convencional no tratamento do</p><p>carcinoma basocelular de baixo risco com 10mm de diâmetro:</p><p>avaliação de recidiva em 2 anos. Repositório Institucional UNESP.</p><p>[Internet]. 2021 [Citado 2021 Set. 01].</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 15 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>030</p><p>[IES]</p><p>UNIFIPMOC</p><p>[Habilidades]</p><p>Identificar as principais doenças e agravos. Indicar conduta</p><p>cirúrgica das doenças da pele.</p><p>10ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49740</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um lactente de 6 meses de idade foi atendido em uma Unidade</p><p>Básica de Saúde (UBS), com quadro de diarreia há 3 dias, tendo</p><p>apresentado vários episódios ao dia, sem sangue nas fezes, mas, às</p><p>vezes, com muco. A mãe referiu que a criança estava urinando pouco</p><p>e, ao exame, o sinal da prega retornou muito lentamente ao estado</p><p>anterior e que apresentava olhos fundos e vomitou durante o</p><p>atendimento.</p><p>Qual é o exame complementar indicado para confirmar o diagnóstico?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Hemograma completo.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Pesquisa de rotavírus nas fezes.</p><p>(alternativa C)</p><p>Exame parasitológico de fezes.</p><p>(alternativa D)</p><p>Coprocultura.</p><p>(alternativa E)</p><p>Elementos anormais nas fezes.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 16 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Doenças Relacionadas a Vírus</p><p>Tema: Rotavírus</p><p>O quadro clínico é de uma diarreia aguda viral, devido à história e às</p><p>características das fezes, com associação de vômitos. O rotavírus é</p><p>uma das mais importantes causas de diarreia em menores de 5 anos,</p><p>sendo o diagnóstico confirmado pela pesquisa de rotavírus nas fezes.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ. Best Practice. https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/794</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar doenças relacionadas a vírus na infância.</p><p>11ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54440</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>O estresse pode ser definido como um estado antecipado ou real de</p><p>ameaça ao equilíbrio</p><p>de realizar suas atividades diárias.</p><p>Ela também relata um aperto no peito que se resolve com o repouso.</p><p>Ela não tem histórico de doenças graves e não faz uso de</p><p>medicamentos. Sua temperatura é de 37,3°C, o pulso é de 115/min,</p><p>irregular e a pressão arterial é de 108/70 mm Hg. O exame mostra</p><p>distensão venosa jugular e edema depressível abaixo dos joelhos.</p><p>Crepitações bilaterais são ouvidas nas bases pulmonares. O exame</p><p>cardíaco mostra acentuação e desdobramento de S2. Há um estalo</p><p>de abertura seguido por um sopro diastólico de baixa frequência no</p><p>quinto espaço intercostal esquerdo na linha hemiclavicular. Um ECG</p><p>mostra fibrilação atrial e desvio do eixo para a direita.</p><p>Qual dos seguintes é o mecanismo subjacente que justifica os</p><p>achados do caso?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Desvio da esquerda para a direita.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Aumento da pressão atrial esquerda.</p><p>(alternativa C)</p><p>Diminuição da contratilidade ventricular esquerda.</p><p>(alternativa D)</p><p>Aumento da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo.</p><p>(alternativa E)</p><p>Aumento da resistência arterial sistêmica.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>Resposta comentada:</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 152 de 230</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Pneumologia</p><p>Tema: Hipertensão Pulmonar</p><p>Resposta Correta: Aumento da pressão atrial esquerda</p><p>Este paciente tem características de estenose mitral (estalo de</p><p>abertura e sopro diastólico junto com fibrilação atrial) que progrediu e</p><p>causou novas alterações hemodinâmicas. A estenose mitral</p><p>comumente ocorre como uma complicação tardia da febre reumática,</p><p>que é mais comum em países em desenvolvimento, onde os</p><p>pacientes podem não ter sido adequadamente tratados.</p><p>A estenose mitral leva ao aumento da pressão atrial esquerda,</p><p>causando tanto dilatação atrial esquerda, que pode resultar em</p><p>fibrilação atrial, quanto aumento da pressão arterial pulmonar para</p><p>superar o aumento da pressão do coração esquerdo (hipertensão</p><p>pulmonar). Com o tempo, isso levará a remodelação vascular</p><p>pulmonar, aumento da resistência vascular pulmonar, divisão de S2 e</p><p>hipertrofia ventricular direita (conforme indicado pelo desvio do eixo</p><p>direito) para compensar. A insuficiência ventricular direita</p><p>eventualmente se manifesta com características como distensão</p><p>venosa jugular e edema depressível.</p><p>DISTRATORES:</p><p>O aumento da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo (PDFVE)</p><p>é observado na insuficiência cardíaca esquerda, mas este paciente</p><p>demonstra sinais de estenose mitral (EM). A EM causa diminuição da</p><p>PDFVE devido à capacidade prejudicada de encher o ventrículo</p><p>esquerdo na diástole através da válvula estenótica.</p><p>O shunt da esquerda para a direita pode estar presente em pacientes</p><p>com comunicação interventricular (CIV) ou comunicação interatrial</p><p>(CIA). No entanto, o exame cardiovascular deste paciente é</p><p>compatível com estenose mitral (estalo de abertura com sopro</p><p>diastólico de baixa frequência no ápice). Ela não tem um sopro que</p><p>sugira CIV ou CIA (sopro holossistólico).</p><p>A contratilidade ventricular esquerda diminuída pode ser decorrente de</p><p>cardiomiopatia isquêmica ou não isquêmica. Uma diminuição na</p><p>contratilidade pode levar a insuficiência cardíaca esquerda, aumento</p><p>da pressão do coração esquerdo e subsequente insuficiência cardíaca</p><p>direita. No entanto, o paciente apresenta sinais de estenose mitral</p><p>(EM), dilatação do átrio esquerdo e hipertrofia ventricular direita,</p><p>sugerindo que a EM é o mecanismo subjacente e não a insuficiência</p><p>ventricular esquerda.</p><p>O aumento da resistência arterial sistêmica pode ser observado em</p><p>pacientes com hipertensão essencial ou causas secundárias de</p><p>hipertensão. Isso pode eventualmente levar à hipertrofia ventricular</p><p>esquerda que pode evoluir para insuficiência cardíaca diastólica. Como</p><p>esta paciente apresenta desvio do eixo para a direita no ECG, é</p><p>improvável que ela tenha hipertrofia ventricular esquerda. Além disso,</p><p>o paciente apresenta pressão arterial normal ao exame, o que sugere</p><p>um diagnóstico diferente.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 153 de 230</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>JAMESON, J L.; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina</p><p>interna de Harrison - 2 volumes. [Pag.1936]: Grupo A, 2019.</p><p>9788580556346. E-book. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556346/.</p><p>Acesso em: 09 ago 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>057</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar Hipertensão pulmonar/cor pulmonale.</p><p>80ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54247</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher de 35 anos procura o pronto-socorro após ter se acidentado</p><p>há 20 minutos no laboratório em que trabalha. Durante o acidente, o</p><p>seu olho direito foi exposto a hidróxido de potássio. Ela relata dor</p><p>intensa no olho direito e blefaroespasmo. Ela relata que,</p><p>imediatamente após o acidente, seu olho foi irrigado abundantemente</p><p>com água fria da torneira por aproximadamente 5 minutos. Sua</p><p>temperatura é de 37,2°C, o pulso é de 98/min, a respiração é de</p><p>24/min e a pressão arterial é de 128/78 mm Hg. O exame</p><p>oftalmológico do olho direito mostra eritema e bolhas na pele sobre a</p><p>pálpebra, com congestão conjuntival e lacrimejamento excessivo no</p><p>olho. O exame adicional é impedido devido ao blefaroespasmo</p><p>acentuado.</p><p>Qual dos seguintes é o passo inicial mais importante no atendimento?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 154 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Imobilize os olhos com bandagens cruzadas.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Continuar a irrigação com soro fisiológico.</p><p>(alternativa C)</p><p>Aplicar acetato de prednisolona tópico.</p><p>(alternativa D)</p><p>Comece a irrigação com solução ácida fraca.</p><p>(alternativa E)</p><p>Instilar pomada de eritromicina.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 155 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Oftalmologia</p><p>Tema: Acidente ocular</p><p>A irrigação imediata e completa com solução salina normal estéril (por</p><p>exemplo, através de uma lente escleral de plástico) após uma</p><p>queimadura química ocular é o passo mais importante para evitar a</p><p>perda permanente da visão. A irrigação imediata iniciada pelos</p><p>socorristas deve continuar por pelo menos 30 a 60 minutos ou até</p><p>que o pH do olho se normalize. Esse processo às vezes pode levar de</p><p>2 a 3 horas para compostos alcalinos, como hidróxido de potássio,</p><p>porque são lipofílicos e, portanto, penetram nos tecidos mais</p><p>rapidamente. Este paciente apresenta sintomas contínuos após</p><p>apenas 5 minutos de irrigação. A irrigação continuada no</p><p>departamento de emergência deve, portanto, começar</p><p>imediatamente. Uma vez que a irrigação esteja completa e o pH</p><p>normalizado, antibióticos tópicos de amplo espectro devem ser</p><p>administrados.</p><p>DISTRATORES:</p><p>A imobilização do olho é indicada em caso de contusão de globo</p><p>fechado, que é comumente causada por trauma contuso. Embora a</p><p>laceração da sobrancelha deste paciente sugira um possível trauma</p><p>contuso, abordar a queimadura química no olho deve ser o primeiro</p><p>passo no tratamento. Além disso, o curativo cruzado após uma</p><p>queimadura ocular química pode aumentar o risco de um simbléfaro,</p><p>levando a complicações adicionais.</p><p>Teoricamente, soluções ácidas podem neutralizar o pH alcalino do</p><p>hidróxido de potássio. No entanto, tentar neutralizar a exposição a</p><p>agentes alcalinos por irrigação com soluções ácidas e vice-versa não é</p><p>recomendado porque a reação de neutralização libera calor, o que</p><p>pode causar mais danos ao olho.</p><p>Os esteroides tópicos, como o acetato de prednisolona, podem ajudar</p><p>a reduzir a inflamação aguda do olho após lesões químicas. No</p><p>entanto, os esteroides podem ter um impacto negativo na</p><p>reepitelização e aumentar o risco de infecção secundária. Assim, eles</p><p>devem ser usados com cautela e por um período limitado de tempo.</p><p>Além disso, outro passo é mais urgente para evitar danos oculares</p><p>permanentes neste paciente.</p><p>Antibióticos tópicos de amplo espectro,</p><p>como pomada de eritromicina,</p><p>devem ser administrados a todos os pacientes com queimaduras</p><p>oculares químicas graves e também devem ser administrados a esse</p><p>paciente. No entanto, outro passo é mais urgente para evitar danos</p><p>oculares permanentes neste paciente.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>BMJ Best Practice. Trauma ocular. Última atualização em 03de</p><p>outubro de 2019.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 156 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>035</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Tratar as doenças mais frequentes do olho.</p><p>81ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54224</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 28 anos vem à Unidade de Saúde da Família (USF)</p><p>para fazer um curativo em um ferimento superficial na perna,</p><p>ocasionado por queda de moto há uma semana. Como raramente</p><p>vem à USF, ele é aconselhado, pelo técnico de enfermagem que</p><p>realiza o curativo, a agendar consulta médica de rotina para avaliação</p><p>de saúde. Na consulta, a médica realiza anamnese e exame físico,</p><p>não encontrando sintomas ou sinais patológicos, afora o ferimento</p><p>superficial na perna.</p><p>Qual é a conduta, dentre dispostas a seguir, que apresenta melhor</p><p>evidência de benefício na manutenção da saúde deste paciente?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Rastreamento de dislipidemias.</p><p>(alternativa B)</p><p>Rastreamento de deficiência de vitamina D.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Rastreamento de alcoolismo.</p><p>(alternativa D)</p><p>Rastreamento através de solicitação de hemograma e sumário de</p><p>urina.</p><p>(alternativa E)</p><p>Rastreamento de adenocarcinoma de próstata.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 157 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Educação em Saúde/Atenção à Saúde</p><p>Tema: Fatores associados à redução de morbimortalidade por causas</p><p>externas</p><p>Dentre os fatores associados à redução de morbimortalidade por</p><p>causas externas, o único que apresenta alto nível de evidência e</p><p>grau de recomendação é o rastreamento de alcoolismo, dentre os</p><p>rastreamentos de dislipidemias e câncer. Em outras palavras, existem</p><p>evidências fortes de que o rastreamento de alcoolismo em todos os</p><p>adultos está associado à redução da morbimortalidade, ou seja, da</p><p>manutenção da saúde. Isto se deve ao fato de que o alcoolismo</p><p>aumenta a incidência de morte e doença por causas externas</p><p>(acidentes e violência), que são a maior causa de morte em pessoas</p><p>de 20 a 59 anos no Brasil, especialmente homens.</p><p>Além disso, este homem apresenta um fator de risco adicional: ele</p><p>anda de motocicleta e se envolveu em acidente há uma semana, o</p><p>que indica risco de novos episódios no futuro.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Stein A, Simões DC, Zelmanowicz AM, Falavigna M. RASTREAMENTO</p><p>DE ADULTOS PARA TRATAMENTO PREVENTIVO. IN: Duncan, Bruce, B.</p><p>et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas</p><p>em evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A,</p><p>2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>118</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Prevenção de acidentes de trânsito.</p><p>82ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54473</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 158 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente 56 anos procura serviço ambulatorial com queixa de</p><p>fraqueza, polidipsia e perda de peso. Refere ter diagnóstico de</p><p>diabetes Mellitus tipo 2 há um ano, usou medicação prescrita por 4</p><p>meses, porém suspendeu-a por conta própria, sem acompanhamento</p><p>posterior.</p><p>Qual é o melhor exame para avaliar o controle glicêmico dos últimos</p><p>meses desse paciente?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Glicemia de jejum.</p><p>(alternativa B)</p><p>Glicemia após almoço.</p><p>(alternativa C)</p><p>Teste oral de tolerância a glicose.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Hemoglobina glicada.</p><p>(alternativa E)</p><p>Glicemia pós-prandial.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Endocrinologia</p><p>Tema: Diabetes</p><p>Existem testes que avaliam o controle glicêmico a longo prazo, como</p><p>a hemoglobina glicada (HbA1c), um exame simples que pode</p><p>estabelecer uma média da glicemia do paciente nos últimos 3 meses.</p><p>A elevação da hemoglobina glicada está diretamente relacionada ao</p><p>aumento de glicose na corrente sanguínea, pois a glicação ocorre</p><p>mais frequentemente quando há uma concentração maior de açúcar</p><p>no sangue. Sendo assim, qualquer alteração na glicemia pode ser</p><p>refletida no exame de hemoglobina glicada.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2019-2020 /</p><p>Organização José Egídio Paulo de Oliveira, Renan Magalhães</p><p>Montenegro Junior, Sérgio Vencio. -- São Paulo : Editora Clannad,</p><p>2019.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 159 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>050</p><p>[Habilidades]</p><p>Interpretar exames laboratoriais (hemoglobina glicada).</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>83ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 47598</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 35 anos, nulípara, em tentativas de gestação natural sem</p><p>sucesso. Após investigação por imagem, foi dado o diagnóstico de</p><p>hipoplasia tubária bilateral. A mulher foi esclarecida sobre seu caso e</p><p>recebeu a recomendação de procurar ajuda médica para a reprodução</p><p>assistida.</p><p>Baseado nos achados morfológicos, nas técnicas mais utilizadas de</p><p>reprodução assistida e na biologia do desenvolvimento, possivelmente</p><p>foi indicado a essa mulher</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>fertilização in vitro - FIV.</p><p>(alternativa B)</p><p>relação sexual programada.</p><p>(alternativa C)</p><p>reprodução intracorpórea.</p><p>(alternativa D)</p><p>injeção intracitoplasmática de espermatozoide - ICSI.</p><p>(alternativa E)</p><p>inseminação artificial.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 160 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Embriologia</p><p>Tema: Infertilidade</p><p>A fertilização in vitro – FIV é uma das técnicas mais recomendadas e</p><p>indicadas para mulheres com problemas morfológicos, como o citado,</p><p>a hipoplasia tubária bilateral. Os gametas feminino e masculino são</p><p>retirados e colocados em placa para fertilização, início do</p><p>desenvolvimento embrionário (até blastocisto). As tentativas de</p><p>implantação feitas a fresco são as de maior sucesso.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>CHUA, S. J. et al. Age-related natural fertility outcomes in women over</p><p>35 years: A systematic review and individual participant data meta-</p><p>analysis. Human Reproduction, v. 35, n. 8, p. 1808–1820, 20 ago.</p><p>2020. DOI 10.1093/humrep/deaa129.</p><p>VAN EEKELEN, R. et al. IVF for unexplained subfertility; whom should</p><p>we treat? Human Reproduction (Oxford, England), v. 34, n. 7, p.</p><p>1249–1259, 8 jul. 2019.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>006</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os conceitos de gametogênese e fertilização.</p><p>84ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48809</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Homem de 68 anos retorna ao ambulatório com o resultado da</p><p>pesquisa do marcador tumoral PSA (Antígeno Específico da Próstata).</p><p>O resultado do exame indicou aumento das concentrações bem</p><p>acima do valor de referência (maior que 10 ng/mL). O médico</p><p>residente conversa com seu preceptor sobre as hipóteses</p><p>diagnósticas para esse caso.</p><p>A hipótese diagnóstica levantada pelo médico e os respectivos</p><p>argumentos adequados foram</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 161 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>suspeição de câncer de próstata, porém solicitou outros exames, pois</p><p>o PSA, assim como outros marcadores tumorais, não devem ser</p><p>utilizados de forma isolada para o diagnóstico.</p><p>(alternativa B)</p><p>diagnóstico de câncer de próstata, porém sem necessidade de</p><p>realização do toque retal, pois o marcador PSA é tão sensível que</p><p>dispensa esse exame.</p><p>(alternativa</p><p>C)</p><p>suspeição de câncer de prostata, pois o marcador PSA é específico</p><p>para essa neoplasia e sensível para detectar pequeno número de</p><p>células neoplásicas.</p><p>(alternativa D)</p><p>não houve suspeita de câncer de próstata, pois o nível aumentado do</p><p>marcador PSA indica processo infeccioso ou inflamatório, e não um</p><p>tumor prostático.</p><p>(alternativa E)</p><p>não houve suspeita de câncer de próstata, pois, ao exame</p><p>complementar de toque retal, a próstata não apresentava sinal de</p><p>hiperplasia.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Biologia Celular e Molecular</p><p>Tema: Marcadores Tumorais</p><p>Ainda não existe um marcador tumoral sensível ao ponto de detectar</p><p>um tumor em um pequeno número de células, e o PSA (Antígeno</p><p>Específico da Próstata) pode estar aumentado em outras condições,</p><p>como inflamação na próstata.</p><p>Processos tumorais na próstata também estão associados ao</p><p>aumento do nível de PSA, apesar de em algumas situações este não</p><p>se apresentar aumentado.</p><p>O marcador PSA, assim como outros marcadores tumorais, não</p><p>devem ser utilizados de forma isolada para diagnóstico de neoplasia.</p><p>Os marcadores tumorais auxiliam no diagnóstico, mas não podem ser</p><p>avaliados sozinhos.</p><p>Para uma maior sensibilidade é mandatório o uso de toque retal</p><p>associado à dosagem de PSA.</p><p>O marcador PSA pode estar alterado, e o exame de toque retal não</p><p>detectar a hiperplasia prostática e ser um câncer de próstata.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>MARSHALL, William J. Bioquímica Clínica - Aspectos Clínicos e</p><p>Metabólicos. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2016. E-book.</p><p>9788595151918. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151918/.</p><p>Acesso em: 27 ago. 2022.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 162 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>005</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar as técnicas de genética molecular e suas aplicações na</p><p>medicina.</p><p>85ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44400</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Uma paciente grávida de 18 semanas chega à consulta de pré-natal</p><p>portando uma ultrassonografia que mostra que o feto apresenta</p><p>destrocardia com situs inversus.</p><p>Neste caso, deve-se orientar a mãe que</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>se a dextrocardia estiver associada com situs inversus, como todas</p><p>as vísceras são uma imagem especular (invertida), nunca ocorre</p><p>associação com defeitos que necessitem de tratamento cirúrgico.</p><p>(alternativa B)</p><p>a dextrocardia associada com situs inversus só causará outras</p><p>malformações se o bebê nascer prematuro, por isto ela precisará</p><p>tomar injeções de corticoide para amadurecer os pulmões.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>na dextrocardia com situs inversus a incidência de defeitos cardíacos</p><p>associados é baixa, portanto a melhor conduta é reavaliar o bebê</p><p>após o nascimento com o Teste do Coraçãozinho e exames de</p><p>imagem.</p><p>(alternativa D)</p><p>a dextrocardia associada a situs inversus geralmente é associada a</p><p>ventrículo único, que é incompatível com a vida, e o bebê falecerá logo</p><p>após o nascimento.</p><p>(alternativa E)</p><p>o bebê provavelmente nascerá com graves defeitos cardíacos e que</p><p>certamente necessitará de cirurgia cardíaca no período neonatal e</p><p>internação prolongada em UTI neonatal.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 163 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Embriologia</p><p>Tema: Cardiopatias Congênitas</p><p>A dextrocardia é o defeito de posicionamento do coração mais</p><p>frequente. Na dextrocardia com situs inversus (transposição das</p><p>vísceras abdominais), a incidência de defeitos cardíacos associados é</p><p>baixa. Se não houver nenhuma outra anomalia vascular associada, o</p><p>coração funciona normalmente. Na dextrocardia isolada, a posição</p><p>anormal do coração não está acompanhada pelo deslocamento de</p><p>outras vísceras. Esse defeito geralmente é complicado por defeitos</p><p>cardíacos severos (por exemplo, um único ventrículo e a transposição</p><p>de grandes vasos).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Moore, Keith L. Embriologia clínica. 10. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier,</p><p>2016.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>007</p><p>[IES]</p><p>FMIT</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os conceitos de desenvolvimento embrionário humano</p><p>inicial. Formação dos anexos embrionários. Período fetal.</p><p>Defeitos congênitos de relevância clínica.</p><p>86ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54505</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Lactente, 9 meses, previamente hígido, vem ao atendimento com</p><p>coriza hialina há 5 dias associada com febre, chieira e tosse seca.</p><p>Ausência de lesões aftosas em mucosa oral. Nota-se regular estado</p><p>geral, taquidispneico, cianótico e tórax com retrações intercostais e</p><p>subdiafragmática. A ausculta pulmonar evidencia murmúrio vesicular</p><p>com presença de sibilos e prolongamento do tempo expiratório. FR =</p><p>60 ipm. FC = 150 bpm. Radiografia de tórax com retificação dos</p><p>arcos costais e do diafragma e aumento da transparência pulmonar.</p><p>O diagnóstico e o agente etiológico são, respectivamente,</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 164 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>pneumonia viral e coxsackie vírus.</p><p>(alternativa B)</p><p>pneumonia bacteriana e Streptococcus pneumoniae.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>bronquiolite aguda e vírus sincicial respiratório (VSR).</p><p>(alternativa D)</p><p>epiglotite e Haemophilus influenzae tipo b.</p><p>(alternativa E)</p><p>pneumonia atípica e Streptococcus pneumoniae.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Pneumologia Pediátrica</p><p>Tema: Bronquiolite Viral Aguda</p><p>A bronquiolite viral aguda (BVA) é a infeccã̧o do trato respiratório</p><p>inferior mais comum em crianca̧s pequenas. A doenca̧ resulta da</p><p>obstrucã̧o inflamatória das pequenas vias aéreas, possui gravidade</p><p>variável, manifestando-se mais frequentemente por formas leves, que</p><p>podem evoluir para apresentacõ̧es graves, em casos mais incomuns.</p><p>O conhecimento da história natural da infeccã̧o viral, especialmente</p><p>sobre o vıŕus sincicial respiratório (VSR), principal agente etiológico, é</p><p>útil para as estratégias de prevencã̧o e no auxıĺio das necessidades de</p><p>recursos que devem ser disponibilizados para o adequado tratamento.</p><p>A radiografia de tórax pode ser útil nos casos graves, quando ocorre</p><p>piora súbita do quadro respiratório ou quando existem doenca̧s</p><p>cardıácas ou pulmonares prévias. Os principais achados são:</p><p>hiperinsuflacã̧o torácica difusa, hipertransparência, retificacã̧o do</p><p>diafragma e até broncograma aéreo com um infiltrado de padrão</p><p>intersticial.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Tratado de pediatria. Orgs.:</p><p>BURNS, Dennis Alexander</p><p>Rabelo et al. 4. ed. Barueri, SP: Manole, 2017.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 165 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>092</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar doenças e síndromes do aparelho</p><p>respiratório mais frequentes em pediatria .</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>87ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44177</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Homem de 55 anos, previamente hígido, foi internado na enfermaria</p><p>para tratamento de pneumonia comunitária. Encontra-se no 9º dia de</p><p>uso de ceftriaxona. Negou uso prévio de medicamentos em domicílio.</p><p>Ele estava apresentando melhora clínica importante, porém</p><p>apresentou redução do volume urinário, desde o dia anterior,</p><p>associado a lesões de pele e febre. Diurese: 600 ml/24h.</p><p>Exame físico: estado geral preservado, orientado, alerta, corado,</p><p>hidratado, acianótico, anictérico. Discreto edema de MMII, com</p><p>panturrilhas livres. Taxilar: 37,9 ºC; PA: 140 x 80 mmHg; FC: 80</p><p>bpm; FR: 20 irpm; SO2: 99%. Exame cardiológico e respiratório</p><p>normais. Abdome sem alterações. Exantema máculo papular em</p><p>membros inferiores.</p><p>Creatinina basal da admissão hospitalar de 0,6.</p><p>Exames laboratoriais atuais:</p><p>Creatinina: 2,1 Ureia:</p><p>85 K: 5,1 Na: 140 Bic: 20 Hb: 13,0</p><p>Leucócitos totais: 10.000 (Eosinófilos: 30%) Plaquetas: 300.000</p><p>CK total: 90 (VR: 32 – 294)</p><p>EAS: d 1015 pH: 6,0 Hemacias: 10 p/c Sem eritrócitos dismórficos</p><p>leucócitos: 40 p/c proteínas 1+ Heme: negativo nitrito:</p><p>negativo Flora normal cilindros leucocitários</p><p>US: rins de tamanho normais, ausência de cálculos.</p><p>Considerando o caso clínico apresentado, qual é a principal hipótese</p><p>diagnóstica e a conduta inicial adequada?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 166 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Insuficiência renal aguda pré-renal: iniciar soro fisiológico intravenoso</p><p>rápido.</p><p>(alternativa B)</p><p>Rabdomiólise: alcalinizar a urina com bicarbonato de sódio.</p><p>(alternativa C)</p><p>Glomerulonefrite aguda: iniciar furosemida.</p><p>(alternativa D)</p><p>Necrose tubular aguda: indicar início de hemodiálise.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Nefrite intersticial aguda: suspender o uso do antibiótico.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Nefrologia</p><p>Tema: Complicações renais por fármacos</p><p>A ocorrência de nefrite intersticial aguda está frequentemente</p><p>associada a medicações, dentre elas os antibióticos, como as</p><p>cefalosporinas (ceftriaxona). O diagnóstico é sugerido pela presença</p><p>de IRA não oligúrica, especialmente em associação a sinais de</p><p>hipersensibilidade sistêmica, tais como febre, rash cutâneo e</p><p>eosinofilia. A piúria estéril e a hematúria microscópica são achados</p><p>comuns, e a proteinúria não nefrótica pode estar presente. A terapia</p><p>envolve a interrupção do agente causal, podendo, em alguns casos,</p><p>ser necessário o uso de glicocorticoides.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Nefrologia Clinica. Abordagem abrangente 5a edição.2016. Johnson,</p><p>Richard.</p><p>Príncipios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos, Riella, M.C 6a</p><p>edição, 2018.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>047</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar insuficiência renal aguda.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 167 de 230</p><p>88ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 46607</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente nuligesta de 29 anos está em acompanhamento do trabalho</p><p>de parto. Durante o período expulsivo, o médico optou pela realização</p><p>de manobra visando a um melhor resultado do binômio materno-fetal,</p><p>evitando desprendimento rápido e redução das chances de lesão</p><p>perineal.</p><p>Qual é a manobra realizada e sua forma de realização?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Manobra de Mauriceau / introdução de dois dedos na boca do feto e</p><p>ampara o seu dorso com o braço.</p><p>(alternativa B)</p><p>Manobra de Kristeller / compressão do baixo ventre com as mãos</p><p>espalmadas e flexão do tronco sobre as coxas.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Manobra de Ritgen modificada / uma das mãos espalmadas protege o</p><p>corpo perineal e a outra sustenta o occipital fetal.</p><p>(alternativa D)</p><p>Manobra de Credé / compressão do baixo ventre com as mãos</p><p>espalmadas e flexão do tronco sobre as coxas.</p><p>(alternativa E)</p><p>Manobra de Hamilton / introdução de dois dedos na boca do feto e</p><p>ampara o seu dorso com o braço.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia</p><p>Tema: Assistência ao Parto</p><p>A Manobra de Ritgen modificada é realizada utilizando-se uma das</p><p>mãos com o auxílio de uma compressa para abaixar o corpo perineal</p><p>durante o período expulsivo, visando reduzir a necessidade de</p><p>realização de episiotomia, além da redução de lesões perineais. Com a</p><p>outra mão, ampara-se o occipital fetal para reduzir a velocidade no</p><p>desprendimento e na extensão do polo cefálico quando da expulsão</p><p>fetal.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Obstetrícia de Williams. 25a Ed. McGraw Hill Brasil, 2021. Assistência</p><p>ao trabalho de parto.</p><p>Obstetrícia do Zugaib. Ed. Manole, 2012. Assistência ao parto.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 168 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>066</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Fase de desprendimento cefálico do período expulsivo. Qual a</p><p>manobra mais adequada para evitar o desprendimento rápido.</p><p>89ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54260</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 65 anos com câncer de próstata avançado é levado</p><p>ao médico devido a uma história de 3 dias de dispneia e dor nas</p><p>costas intensa. Ele classifica sua dor como um 8 em uma escala de</p><p>10 pontos. Nos últimos 2 anos, o paciente não respondeu a vários</p><p>ciclos de quimioterapia. Anteriormente era independente, mas agora</p><p>vive com o filho e necessita de assistência em todas as atividades da</p><p>vida diária. Seu filho diz que a condição de seu pai “está se</p><p>deteriorando a cada dia” e que ele “não consegue mais lidar com o</p><p>estresse de cuidar dele”. O paciente apresentou perda progressiva da</p><p>mobilidade e piora da dor nos últimos 6 meses. Durante esse período,</p><p>ele também apresentou diminuição do apetite, ingestão oral</p><p>insuficiente e perda de peso de 15 kg. Ele passa a maior parte do dia</p><p>na cama e não tolera andar sem ajuda. Os medicamentos atuais</p><p>incluem acetaminofeno, oxicodona e um adesivo de fentanil. Ele</p><p>parece pálido e desnutrido. Ele está alerta e totalmente orientado. O</p><p>exame físico mostra sensibilidade acentuada ao longo da coluna. A</p><p>tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve mostra</p><p>múltiplas lesões bem demarcadas em ambos os pulmões e em várias</p><p>vértebras. O paciente não tem testamento vital e diz que quer</p><p>"morrer em paz". O médico, o filho e o restante da família do paciente</p><p>concordam em iniciar os cuidados paliativos.</p><p>Qual dos seguintes é o fator mais significativo que afeta a elegibilidade</p><p>para cuidados paliativos neste paciente?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 169 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Capacidade de tomada de decisão.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Expectativa de vida.</p><p>(alternativa C)</p><p>Disponibilidade de cuidadores familiares.</p><p>(alternativa D)</p><p>Falta de testamento vital.</p><p>(alternativa E)</p><p>Nível de dor.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 170 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Bioética</p><p>Tema: Cuidados Paliativos</p><p>Um paciente, para se tornar elegível para cuidados paliativos, deve ter</p><p>uma expectativa de vida estimada de < 6 meses e decidir</p><p>renunciar a terapias que tenham a intenção de prolongar a</p><p>vida. A expectativa de vida pode ser avaliada com a ajuda de</p><p>diretrizes que medem o declínio do estado clínico, dependência de</p><p>assistência, comorbidades e certos critérios específicos da doença</p><p>(por exemplo, metástases em pacientes com câncer). Os pacientes</p><p>podem ser dispensados dos programas de cuidados paliativos se sua</p><p>expectativa de vida estimada aumentar devido a uma melhora de sua</p><p>condição médica.</p><p>Distratores:</p><p>A dor pode afetar o estado funcional de um paciente, a qualidade de</p><p>vida e o nível de sofrimento, os quais podem influenciar a decisão de</p><p>buscar cuidados paliativos. No entanto, a dor não é um fator que</p><p>afeta diretamente a elegibilidade para cuidados paliativos.</p><p>influenciar a decisão de buscar cuidados paliativos, mas não é um</p><p>fator que afete a elegibilidade para cuidados paliativos. Este paciente é</p><p>plenamente capaz de expressar seus desejos e parece ter capacidade</p><p>de decisão neste momento. Se forem elegíveis, os pacientes que não</p><p>têm capacidade de decisão também podem ser inscritos em cuidados</p><p>paliativos por seu procurador legal de tomada de decisão.</p><p>Os cuidados paliativos podem ser prestados em um ambiente</p><p>domiciliar privado, e a disponibilidade de cuidadores familiares pode</p><p>influenciar a decisão de buscar cuidados paliativos. No entanto, este</p><p>fator não afeta a elegibilidade para cuidados paliativos.</p><p>O testamento vital é um documento legal no qual os indivíduos</p><p>descrevem seus desejos em relação aos seus cuidados (por exemplo,</p><p>manter, reter ou retirar o tratamento de suporte</p><p>à vida) caso se</p><p>tornem incapacitados. Um paciente não é obrigado a ter um</p><p>testamento vital para ser elegível para cuidados paliativos.</p><p>A capacidade de tomada de decisão de um paciente pode influenciar a</p><p>decisão de buscar cuidados paliativos, mas não é um fator que afete a</p><p>elegibilidade para cuidados paliativos. Este paciente é plenamente</p><p>capaz de expressar seus desejos e parece ter capacidade de decisão</p><p>neste momento. Se forem elegíveis, os pacientes que não têm</p><p>capacidade de decisão também podem ser inscritos em cuidados</p><p>paliativos por seu procurador legal de tomada de decisão.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Manual de Cuidados Paliativos / Coord. Maria Perez Soares</p><p>D’Alessandro, Carina Tischler Pires, Daniel Neves Forte ... [et al.]. –</p><p>São Paulo: Hospital Sírio- Libanês; Ministério da Saúde; 2020. 175p.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 171 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Bioética</p><p>[Encomenda]</p><p>001</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os princípios da bioética.</p><p>90ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54257</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Homem, 35 anos, vítima de acidade automobilístico, sem comorbidades, foi</p><p>submetido a anestesia geral para procedimento traumato-ortopédico de</p><p>emergência. No terceiro dia do pós-operatório apresentou febre, dor torácica e</p><p>tosse produtiva. Ausculta pulmonar com estertoração em base do hemitórax</p><p>direito. Hemograma apresentou leucocitose (21.500 leucócitos) e importante</p><p>desvio à esquerda. O raciocínio clínico de infecção bacteriana por Staphylococcus</p><p>aureus por aspiração foi ampliado ao se observar, à tomografia computadorizada</p><p>de tórax, a seguinte imagem:</p><p>Diante do quadro clínico-radiológico, pode-se diagnosticar que o paciente</p><p>apresenta</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 172 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>pneumonia intersticial.</p><p>(alternativa B)</p><p>bronquiolite infecciosa.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>broncopneumonia.</p><p>(alternativa D)</p><p>pneumonia lobar.</p><p>(alternativa E)</p><p>abscesso pulmonar.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Pneumologia</p><p>Tema: Pneumonias Hospitalares</p><p>Cirurgias de emergência, particularmente o trauma, têm risco de aspiração</p><p>significativamente mais elevado quando comparadas a cirurgias eletivas (em</p><p>adultos, 1:800). Os padrões tomográficos não são necessariamente específicos</p><p>para cada agente infeccioso. Além disso, um organismo pode causar diferentes</p><p>padrões. No entanto, a broncopneumonia apresenta como principais etiologias</p><p>bacterianas (S. aureus, H. influenzae, E. coli, P. aeruginosa, anaeróbios). Pode</p><p>estar associada à aspiração de secreção de traqueia colonizada. Tem como</p><p>características: progressão mais lenta, microrganismos mais virulentos,</p><p>causando maior dano tecidual se comparado à pneumonia lobar. O processo</p><p>infeccioso se inicia na mucosa das pequenas vias aéreas, evolui com formação de</p><p>exsudato fibrinopurulento peribronquiolar com extensão aos alvéolos adjacentes,</p><p>podendo formar abscessos e pneumatoceles. Pode resultar em maior destruição</p><p>tecidual e menor proporção de edema quando comparado à pneumonia lobar.</p><p>Achados mais comuns: espessamento das paredes brônquicas, micronódulos</p><p>centrolobulares e imagens em “árvore em brotamento”, associados a</p><p>opacidades nodulares centrolobulares e peribronquiolares mal definidas, que</p><p>podem confluir em focos de consolidação multifocais, multilobares ou difusos.</p><p>A imagem apresenta broncopneumonia. A: opacidades em “vidro fosco” e</p><p>centrolobulares por vezes confluentes (setas brancas). B: acometimento</p><p>peribronquiolar (pontas de setas brancas) e áreas confluentes de consolidação.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>ZATTAR, Luciana; VIANA, Públio Cesar Cavalcante; CERRI, Giovanni Guido.</p><p>Radiologia diagnóstica prática. 2ª ed. Barueri: Manole, 2022, pp. 166-169</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 173 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>060</p><p>[IES]</p><p>UNINOVAFAPI</p><p>[Habilidades]</p><p>Diferenciar pneumonia hospitalar.</p><p>91ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 50384</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Durante o acompanhamento de pré-natal em uma UBS, um</p><p>estudante de Medicina do sétimo período percebeu uma discreta</p><p>alteração no movimento ocular da gestante (nistagmo), assim,</p><p>indagou sobre a existência de felinos no ambiente domiciliar e obteve</p><p>resposta negativa. Em seguida perguntou sobre sua alimentação, e a</p><p>paciente reportou que tem ascendência árabe e comer carne bovina</p><p>crua faz parte de sua dieta. Considerando os aspectos biológicos da</p><p>toxoplasmose, avalie as afirmações:</p><p>I. A toxoplasmose tem como agente etiológico o protozoário</p><p>Toxoplasma gondii, e o ser humano pode se infectar consumindo</p><p>carne de animais ectotérmicos como os bovinos sem a devida cocção.</p><p>PORQUE</p><p>II. Dentre as formas de vida do Toxoplasma gondii, tem-se o estágio</p><p>merozoíto no qual o protozoário se aloja em diversos tecidos, incluindo</p><p>os músculos de bovinos e pode infectar seres humanos.</p><p>Dentre as alternativas é correto afirmar que</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 174 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>a primeira é uma afirmativa falsa, e a segunda, verdadeira.</p><p>(alternativa B)</p><p>as duas são verdadeiras, mas não estabelecem relação entre si.</p><p>(alternativa C)</p><p>as duas são verdadeiras, e a primeira é uma justificativa correta da</p><p>segunda.</p><p>(alternativa D)</p><p>a primeira é uma afirmativa verdadeira, e a segunda, falsa.</p><p>(alternativa E)</p><p>as duas são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da</p><p>primeira.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Parasitologia</p><p>Tema: Toxoplasmose</p><p>Animais ectotérmicos são aqueles que têm sua temperatura corporal</p><p>controlada de acordo com a temperatura ambiental, diferente dos</p><p>endotérmicos que apresentam autorregulação térmica, como as aves</p><p>e mamíferos. Neste contexto, o protozoário Toxoplasma gondii é</p><p>adaptado para infectar animais endotérmicos, e, durante seu ciclo de</p><p>vida, pode apresentar as formas gamética, taquizoíta, bradizoíta e</p><p>merozoíta, sendo a última encontrada dentro dos vacúolos</p><p>parasitóforos no tecido do animal e liberadas durante a digestão,</p><p>infectando o indivíduo.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>REY, Luís. Parasitologia, 4ª edição. Grupo GEN, 2008. E-book. 978-85-</p><p>277-2027-4.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>016</p><p>[IES]</p><p>ITPAC ABAETETUBA</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os conceitos de biologia, epidemiologia, fisiopatologia,</p><p>diagnóstico laboratorial e profilaxia das principais infecções</p><p>causadas por protozoários, helmintos e artrópodes.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 175 de 230</p><p>92ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 47209</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Criança de 4 anos há 15 dias vem se queixando de dor abdominal</p><p>intensa associada à distensão abdominal e diarreia</p><p>mucossanguinolenta. Sua mãe observa que ele tem ficado muito</p><p>tempo no banheiro, e, por vezes, nem consegue completar a</p><p>evacuação. O paciente e sua família moram em área rural e utilizam</p><p>água de poço artesiano. Sua irmã de 8 anos também está</p><p>apresentando sintomas semelhantes.</p><p>O tratamento correto deve incluir</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>azitromicina.</p><p>(alternativa B)</p><p>ivermectina.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>metronidazol.</p><p>(alternativa D)</p><p>tiabendazol.</p><p>(alternativa E)</p><p>pamoato de pirvínio.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 176 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Aparelho Disgestório</p><p>Tema: Parasitoses Intestinais</p><p>O quadro clínico apresentado pela criança é muito sugestivo de</p><p>amebíase, pois a criança se apresenta com dor abdominal intensa,</p><p>associada a fezes mucossanguinolentas e tenesmo. Em alguns casos</p><p>pode ocorrer a invasão da mucosa intestinal por trofozoítos, atingindo</p><p>sítios extraintestinais</p><p>por via hematogênica, o que torna a evolução</p><p>clínica mais grave. O tratamento realizado para protozoários deve ser</p><p>com metronidazol ou, mais recentemente, secnidazol ou tinidazol,</p><p>esses últimos com menos eventos adversos. Podemos ainda lançar</p><p>mão de nitazoxanida ou paramomicina como alternativas</p><p>terapêuticas, não encontrando nenhuma dessas opções nas outras</p><p>alternativas. Os diagnósticos apresentados nas outras alternativas</p><p>também são incorretos para o quadro clínico apresentado: as</p><p>manifestações clínicas mais exuberantes de Taenia solium são as</p><p>crises epilépticas, hipertensão intracraniana, meningite e distúrbios</p><p>psíquicos, e o tratamento é realizado com praziquantel, nitazoxanida,</p><p>albendazol ou mebendazol, não estando o pamoato de pirvínio entre</p><p>as opções terapêuticas; já no caso da Giardia lamblia as</p><p>manifestações clínicas mais exuberantes de são esteatorreia, perda</p><p>ponderal, prejuízo na absorção de nutrientes, deficit de vitaminas</p><p>lipossolúveis (A, D, E e K), vitamina B12, ferro e lactase, e o seu</p><p>tratamento é realizado com nitazoxanida, albendazol, metronidazol,</p><p>secnidazol, tinidazol ou paromomicina, não estando a ivermectina</p><p>entre as opções terapêuticas. No caso do Schistosoma mansoni, o</p><p>quadro clínico mais exuberante é o comprometimento</p><p>hepatointestinal, hepatoesplênico e a formação das varizes</p><p>esofágicas, sendo o tratamento com oxamniquina ou praziquantel,</p><p>não sendo efetivo o uso de tiabendazol. E, por fim, o Strongyloides</p><p>stercoralis tem como clínica exuberante a presença de hiperinfestação</p><p>em imunodeficientes e pessoas HIV+, além do risco de infecções</p><p>secundárias por enterobactérias e fungos, e deve ser tratado com</p><p>tiabendazol, albendazol, cambendazol, ivermectina ou nitazoxanida,</p><p>não sendo indicado o uso de azitromicina.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 5ª edição,</p><p>Barueri, SP: Manole, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 177 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>085</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Conduzir diagnóstico e tratamento das parasitoses intestinais</p><p>em pediatria.</p><p>93ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54507</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Os gráficos a seguir mostram a distribuição dos casos de Síndrome Respiratória</p><p>Aguda Grave (SRAG) confirmados para influenza A/H1N1, por semana</p><p>epidemiológica de início dos sintomas no Brasil a partir da Semana Epidemiológica</p><p>(SE) 16/2009 até a semana 52/2011.</p><p>Fonte: SUS, 2011. Disponível em:</p><p>http://portalweb04.saude.gov.br/influenza/default.asp. Acesso em: 26 jun. 2019.</p><p>De acordo com as informações apresentadas nos gráficos, é correto afirmar que</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 178 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>o número de casos de SRAG confirmados foi maior nas semanas 25 de 2009,</p><p>2010 e 2011.</p><p>(alternativa B)</p><p>a tendência entre 2009 e 2011 foi de estabilização dos casos confirmados de</p><p>SRAG por influenza A/H1N1.</p><p>(alternativa C)</p><p>o ano de 2011 apresenta surto epidêmico de SRAG por influenza A/H1N1.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>o pico de casos confirmados aconteceu entre as semanas 29 e 33 em 2009, na</p><p>semana 10, em 2010 e na semana 25, em 2011.</p><p>(alternativa E)</p><p>o pico de casos confirmados em 2009 foi 10 vezes maior que o pico de casos</p><p>em 2010.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Sáude Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Epidemiologia</p><p>Tema: Vigilância Epidemiológica</p><p>Trata-se de uma questão de interpretação de gráfico. Para chegar à</p><p>alternativa correta basta olhar com atenção aos dados apresentados.</p><p>Vamos analisar as alternativas.</p><p>“O ano de 2011 apresenta surto epidêmico de SRAG por influenza A/H1N1.”</p><p>Essa afirmativa é INCORRETA, pois o surto epidêmico é um número de casos que</p><p>ultrapassa o limiar epidêmico, que, por sua vez, é definido 2 desvios-padrão</p><p>acima da média de casos do período anterior. Como em 2009 e 2010 a</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 179 de 230</p><p>quantidade de casos foi maior, certamente o pequeno aumento de casos de</p><p>2011 não ultrapassou o limiar epidêmico, portanto não havendo surto.</p><p>“O pico de casos confirmados em 2009 foi 10 vezes maior que o pico de casos</p><p>em 2010.” INCORRETO. Aqui basta olhar o gráfico, para ver que, em 2009</p><p>(quase 7.000 casos), houve quase 70 vezes mais casos que em 2010, quando</p><p>houve apenas 100 casos (7.000/100 = 70).</p><p>“O número de casos de SRAG confirmados foi maior nas semanas 25 de 2009,</p><p>2010 e 2011." INCORRETO. Em 2010, o pico de casos ocorreu na semana 10.</p><p>“A tendência entre 2009 e 2011 foi de estabilização dos casos confirmados de</p><p>SRAG por influenza A/H1N1.” INCORRETO, pois houve surtos importantes em</p><p>2009 e 2010. A estabilização começa A PARTIR de 2011.</p><p>“O pico de casos confirmados aconteceu entre as semanas 29 e 33 em 2009,</p><p>na semana 10 em 2010 e na semana 25 em 2011.” CORRETO.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>ROUQUAYROL, Maria Zélia; GURGEL, Marcelo. Rouquayrol: epidemiologia e</p><p>saúde. 8. ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2018. 719 p.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>101</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar epidemiologia descritiva e analítcia: distribuição de agravos, de</p><p>acordo com tempo, lugar e pessoa e delineamentos de estudos</p><p>epidemiológicos - Interpretação de gráfico.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>94ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54564</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 50 anos, procura a Unidade Básica de Saúde para consulta,</p><p>pois notou um "caroço" em sua mama direita há uma semana. Refere</p><p>histórico de câncer de mama em sua família. Ao exame, foi notado</p><p>um nódulo móvel, facilmente palpável, com tamanho de 1 centímetro,</p><p>apresentando massa e contornos bem definidos, sem aderência aos</p><p>tecidos que o circundam.</p><p>Qual é o diagnóstico mais provável?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 180 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Câncer de Mama Invasivo.</p><p>(alternativa B)</p><p>Galactocele.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Fibroadenoma.</p><p>(alternativa D)</p><p>Tumor Filoide.</p><p>(alternativa E)</p><p>Doença de Paget.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Nódulos Benignos da Mama</p><p>A queixa mais comum nos consultórios de mastologia é a descoberta</p><p>de um nódulo mamário, chegando a ser responsável por 60% das</p><p>consultas. Felizmente a maioria dessas pacientes (75%) apresenta</p><p>uma doença benigna. O nódulo mamário é definido como qualquer</p><p>tumoração presente na glândula mamária. Os nódulos de mama</p><p>benignos mais comuns são os fibroadenomas, que podem ocorrer em</p><p>qualquer faixa etária, porém sendo mais prevalentes em mulheres</p><p>com idade entre 15 e 35 anos.</p><p>Os fibroadenomas têm crescimento limitado, em geral não superando</p><p>2 cm. A localização mais comum é no quadrante superior lateral, mas</p><p>podem ocorrer em qualquer quadrante. Em 20% dos casos há lesões</p><p>múltiplas uni ou bilateramente.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Hoffman, Barbara, L. et al. Ginecologia de Williams. Disponível em:</p><p>Minha</p><p>Biblioteca, (2nd edição). Grupo A, 2014.</p><p>Nódulos mamários benignos da mama Rev Bras Ginecol Obstet.</p><p>2007; 29(4):211-9</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 181 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>077</p><p>097</p><p>[Habilidades]</p><p>Nódulo palpável, firme, fibroso e de contornos delineados.</p><p>Diagnóstico diferencial e conduta diagnóstica.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>95ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54457</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 62 anos vai à Unidade Básica de Saúde (UBS) na</p><p>campanha do Novembro Azul com queixas de noctúria e fluxo urinário</p><p>fraco. Esses sintomas começaram há 1 ano, mas pioraram</p><p>progressivamente nos últimos 6 meses. Ele agora acorda de 3 a 5</p><p>vezes todas as noites para urinar. Relata hipertensão tratada com</p><p>hidroclorotiazida e lisinopril. O paciente fumou meio maço de cigarros</p><p>por dia nos últimos 30 anos. Ele parece bem. Sua temperatura é 37,3</p><p>°C, o pulso é 77 bpm e a pressão arterial é 128/77 mmHg. O exame</p><p>cardiopulmonar não mostra anormalidades. Seu abdome é flácido e</p><p>indolor. O exame retal digital mostra próstata difusamente</p><p>aumentada com um nódulo firme no lobo posterior direito. O exame</p><p>de urina está dentro dos limites normais. O nível do antígeno</p><p>prostático específico (PSA) é de 6,5 ng / mL (N <4).</p><p>Qual das alternativas a seguir é a próxima etapa mais apropriada no</p><p>momento?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Radiografia da coluna e cintilografia óssea.</p><p>(alternativa B)</p><p>Prostatectomia simples.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Biópsia de próstata guiada por ultrassom transretal.</p><p>(alternativa D)</p><p>Tomografia computadorizada de abdome e pelve.</p><p>(alternativa E)</p><p>Orientar que repita o nível de PSA em um ano.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 182 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Cirurgia Urológica</p><p>Tema: Câncer de próstata</p><p>Este paciente apresenta achados suspeitos de câncer de próstata,</p><p>incluindo sintomas do trato urinário inferior (noctúria e fluxo urinário</p><p>fraco), um nódulo firme no exame retal digital e um nível elevado de</p><p>antígeno prostático específico.</p><p>A biópsia de próstata guiada por ultrassom transretal é indicada para</p><p>confirmar ou descartar câncer de próstata em pacientes com achados</p><p>suspeitos no exame retal digital, níveis elevados de PSA ou suspeita</p><p>clínica de câncer de próstata. Este procedimento envolve 12 amostras</p><p>de próstata de diferentes áreas da próstata, guiadas por</p><p>ultrassonografia transretal (TRUS) sob anestesia local e antibióticos</p><p>profiláticos.</p><p>Na maioria dos estados, o exame retal anual e o teste de antígeno</p><p>específico da próstata (PSA) são oferecidos a homens > 50 anos de</p><p>idade e àqueles > 40 anos com fatores de risco adicionais (ou seja,</p><p>homens afro-americanos e/ou homens com positividade em história</p><p>familiar) para o rastreio do cancro da próstata. Se o nível de PSA</p><p>desse paciente fosse normal (<4 ng / mL) e não houvesse suspeita</p><p>clínica de câncer de próstata, repetir o teste em um ano seria</p><p>apropriado.</p><p>A TC do abdome e da pelve pode ser usada para avaliar a extensão</p><p>extraprostática, metástase hepática e obstrução urinária em</p><p>pacientes com câncer de próstata. Embora a apresentação clínica, os</p><p>achados do exame e o nível de PSA deste paciente sejam altamente</p><p>suspeitos para malignidade da próstata, o diagnóstico ainda não foi</p><p>confirmado.</p><p>A prostatectomia simples é realizada principalmente em pacientes</p><p>com próstatas muito grandes (> 75 g) devido à hiperplasia prostática</p><p>benigna (BPH). Embora o exame de toque retal em pacientes com</p><p>HPB geralmente mostre uma próstata difusamente aumentada, a</p><p>presença de um nódulo firme seria incomum.</p><p>Como o câncer de próstata metastatiza com mais frequência para o</p><p>osso, a radiografia da coluna e a cintilografia com tecnécio-99m são</p><p>indicadas para fins de estadiamento. Embora este paciente tenha</p><p>características de malignidade da próstata, o diagnóstico deve</p><p>primeiro ser confirmado.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Câncer de próstata. Última atualização: 29 Abr</p><p>2021.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 183 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar câncer de próstata.</p><p>[Encomenda]</p><p>146</p><p>96ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 47553</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Em atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS), um jovem</p><p>médico se depara com um senhor de 62 anos, natural e procedente</p><p>do norte de Minas Gerais, que se mudara para a região há uma</p><p>semana. O paciente foi orientado pelo seu antigo médico a procurar a</p><p>UBS assim que chegasse, pois seu caso necessitava de seguimento.</p><p>Ele relata quadro de dispneia aos moderados esforços, com episódios</p><p>de palpitação. O cansaço já foi maior, assim como houve presença de</p><p>edema de membros inferiores, mas houve melhora com a terapia.</p><p>Estava em uso de Carvedilol 12,5mg 2x e Enalapril 5mg 2x. Trouxe</p><p>os seguintes exames complementares:</p><p>ECG (dia da consulta): Ritmo sinusal, FC = 82 bpm, bloqueio de</p><p>ramo direito associado a desvio do eixo para esquerda. Presença de</p><p>extrassístoles ventriculares.</p><p>Ecocardiograma: Fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 42%,</p><p>hipocinesia da parede inferior e inferolateral. Demais dados normais.</p><p>Imunofluorescência indireta para Chagas: IgM negativo / IgG</p><p>positivo.</p><p>Sobre o caso clínico apresentado, assinale a alternativa correta.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 184 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Por haver presença de dispneia aos esforços, deve-se iniciar</p><p>furosemida, o que promove aumento de sobrevida nesses pacientes.</p><p>(alternativa B)</p><p>A presença de alteração segmentar ao ecocardiograma confirma a</p><p>suspeita clínica de cardiopatia isquêmica.</p><p>(alternativa C)</p><p>O paciente encontra-se no estágio A da cardiopatia chagásica, ou seja,</p><p>forma indeterminada.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Os exames sorológicos confirmam a presença de cardiopatia</p><p>chagásica crônica e deve-se aumentar a dose de Carvedilol.</p><p>(alternativa E)</p><p>Analisando o caso apresentado e seus exames complementares,</p><p>torna-se necessário o início imediato de benzonidazol (Rochagan).</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Cardiologia</p><p>Tema: Miocardiopatias - Doença de Chagas</p><p>O paciente apresenta epidemiologia positiva para doença de Chagas,</p><p>com sorologia positiva (IgG), ECG e ecocardiograma típicos,</p><p>caracterizando, assim, doença crônica. Desta forma, o tratamento</p><p>com Benzonidazol não está indicado (conforme estudo prévio, apenas</p><p>casos agudos ou reativação devem receber tratamento etiológico). A</p><p>alteração segmentar do ecocardiograma é típica de Chagas, e, apesar</p><p>de poder ser encontrada em cardiopatia isquêmica, ela por si só não</p><p>confirma tal patologia. Como o paciente apresenta alteração ao</p><p>ecocardiograma assim como sintomas, ele encontra-se no Estágio C</p><p>da cardiopatia chagásica. O uso de furosemida pode ser iniciado,</p><p>porém isso não aumenta a sobrevida de nenhuma cardiopatia. Por</p><p>fim, como a FC do paciente se encontra > 70 bpm, devemos</p><p>aumentar a dose do betabloqueador.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Dias JCP, Ramos Jr. AN , Gontijo ED, Luquetti A , Shikanai-Yasuda MA,</p><p>Coura JR, et al. II Consenso Brasileiro em Doença de Chagas, 2015.</p><p>Epidemiol. Serv. Saúde [Internet]. 2016 Jun;25(esp):7-86. Disponível</p><p>em: http://scielo.iec.gov.br/scielo.php</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 185 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>043</p><p>[IES]</p><p>FMIT</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar miocardiopatia.</p><p>97ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49029</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Durante reanimação neonatal de um recém-nascido a termo, apesar</p><p>da ventilação com pressão positiva adequada e a massagem cardíaca</p><p>efetiva, a frequência cardíaca ainda se manteve menor do que 60</p><p>bpm.</p><p>Conforme reanimação do recém-nascido ≥ 34 semanas em sala de</p><p>parto (Diretrizes 2022, da Sociedade Brasileira de Pediatria), assinale</p><p>a conduta médica adequada a ser tomada a partir desse momento.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Manter ventilação com pressão positiva, massagem cardíaca e</p><p>administrar adrenalina endovenosa na diluição 1/10.000 / na dose de</p><p>0,1-0,5ml/kg.</p><p>(alternativa B)</p><p>Manter ventilação com pressão positiva, pausar massagem cardíaca e</p><p>administrar adrenalina endovenosa na diluição 1/1.000 / na dose de</p><p>0,1-0,3ml/kg.</p><p>(alternativa C)</p><p>Manter ventilação com pressão positiva, massagem cardíaca e</p><p>administrar adrenalina endovenosa na diluição 1/100.000 / na dose de</p><p>0,1-0,5ml/kg.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Manter ventilação com pressão positiva, massagem cardíaca e</p><p>administrar adrenalina endovenosa na diluição 1/10.000 / na dose de</p><p>0,1-0,3ml/kg.</p><p>(alternativa E)</p><p>Manter ventilação com pressão positiva, massagem</p><p>cardíaca e</p><p>administrar adrenalina endovenosa na diluição 1/1.000 / na dose de</p><p>0,1-0,5ml/kg.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 186 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Neonatologia</p><p>Tema: Reanimação Neonatal</p><p>A ventilação adequada é o passo mais importante para corrigir a</p><p>bradicardia. A adrenalina está indicada quando a ventilação adequada</p><p>e a massagem cardíaca efetiva não produziram elevação da FC para</p><p>valores > 60 bpm. A adrenalina é uma catecolamina endógena que</p><p>atua em receptores do músculo cardíaco, aumentando a FC, a</p><p>velocidade de condução do estímulo e a contratilidade. A adrenalina</p><p>atua também na musculatura lisa sistêmica, causando vasoconstrição</p><p>periférica, o que aumenta a pressão de perfusão coronariana. Na</p><p>reanimação neonatal, a via preferencial para a administração da</p><p>adrenalina é a endovenosa. Esta é aplicada na dose de 0,01-0,03</p><p>mg/kg. Embora em outros países existam seringas de adrenalina</p><p>prontas para uso na diluição 1:10.000, em nosso meio a adrenalina</p><p>disponível apresenta-se em ampolas na diluição de 1:1.000. Desse</p><p>modo, até o momento, é obrigatório preparar a adrenalina na diluição</p><p>de 1:10.000 em soro fisiológico, para aplicação na reanimação</p><p>neonatal.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Almeida MFB, Guinsburg R; Coordenadores Estaduais e Grupo</p><p>Executivo PRN-SBP; Conselho Científico Departamento Neonatologia</p><p>SBP. Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas em sala de</p><p>parto: diretrizes 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de</p><p>Janeiro: Sociedade Brasileira de Pediatria; 2022.</p><p>https://doi.org/10.25060/PRN-SBP-2022-2</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>091</p><p>[IES]</p><p>UNIPTAN</p><p>[Habilidades]</p><p>Intervir de maneira adequada na reanimação neonatal, de</p><p>acordo com as diretrizes da SPB.</p><p>98ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 50142</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 187 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>O Brasil é o segundo país do mundo em número absoluto de pessoas</p><p>acometidas pela hanseníase, conforme dados da Organização Mundial</p><p>de Saúde (OMS). Em 2019, foram 27,8 mil casos novos registrados</p><p>no Brasil. Tendo em vista a importância dessa doença para a saúde</p><p>pública e a necessidade de saber diagnosticarm analise as assertivas</p><p>a seguir:</p><p>I. A hanseníase é uma doença transmissível, à qual a maioria</p><p>das pessoas é resistente. A doença se desenvolve</p><p>rapidamente, com período de incubação de até 30 dias.</p><p>II. A hanseníase indeterminada é a forma inicial da doença,</p><p>caracterizada por manchas hipocrômicas ou eritemato-</p><p>hipocrômicas com hipoestesia.</p><p>III. Possui como agente etiológico o Micobacterium leprae, bacilo</p><p>que tem a capacidade de infectar grande número de</p><p>indivíduos e atinge principalmente a pele e os nervos</p><p>periféricos com capacidade de ocasionar lesões neurais,</p><p>conferindo à doença um alto poder incapacitante.</p><p>IV. A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase,</p><p>na forma infectante da doença e sem tratamento, elimina o</p><p>bacilo para o meio exterior, presente em gotículas emitidas</p><p>pelas vias aéreas superiores, infectando outras pessoas</p><p>quando há um contato mais próximo e prolongado.</p><p>V. O agente etiológico é o Mycobacterium leprae, um bacilo</p><p>álcool-ácido resistente, fracamente gram-positivo, que</p><p>infecta os nervos periféricos e, mais especificamente, as</p><p>células de Schwann. Sintomas como diminuição da sudorese</p><p>no local e diminuição do pelo podem ocorrer.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>I e III.</p><p>(alternativa B)</p><p>I e IV.</p><p>(alternativa C)</p><p>I, II, IV e V.</p><p>(alternativa D)</p><p>I.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>II, III, IV e V.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 188 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Dermatologia</p><p>Tema: Hanseníase</p><p>A hanseníase indeterminada é a forma inicial da doença, caracterizada</p><p>por manchas hipocrômicas ou eritemato-hipocrômicas com</p><p>hipoestesia.</p><p>Possui como agente etiológico o Micobacterium leprae, bacilo que tem</p><p>a capacidade de infectar grande número de indivíduos e atinge</p><p>principalmente a pele e os nervos periféricos com capacidade de</p><p>ocasionar lesões neurais, conferindo à doença um alto poder</p><p>incapacitante.</p><p>A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma</p><p>infectante da doença e sem tratamento, elimina o bacilo para o meio</p><p>exterior, presente em gotículas emitidas pelas vias aéreas superiores,</p><p>infectando outras pessoas quando há um contato mais próximo e</p><p>prolongado</p><p>O agente etiológico é o Mycobacterium leprae, um bacilo álcool-ácido</p><p>resistente, fracamente gram-positivo, que infecta os nervos periféricos</p><p>e, mais especificamente, as células de Schwann. Sintomas como</p><p>diminuição da sudorese no local e diminuição do pelo podem ocorrer.</p><p>A Hanseníase se desenvolve lentamente com incubação de 2 a 7 anos</p><p>ou mais.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>TALHARI, Sinésio; NEVES, René Garrido; PENNA, Gerson. Oliveira;</p><p>OLIVEIRA, Maria Leide Del Rey de. Dermatologia Tropical: hanseníase.</p><p>1. ed. Editora Manaus: Manaus, 5 ed., 2014.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>048</p><p>[IES]</p><p>UNIDEP</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar infecções agudas e crônicas de pele.</p><p>99ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44216</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 189 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>MRS, 50 anos, sexo masculino, deu entrada no pronto-socorro com</p><p>quadro clínico de infarto agudo do miocárdio (IAM). Relatava</p><p>antecedentes de diabetes, hipertensão arterial sistêmica. Era</p><p>tabagista e negava passado de alcoolismo. Recebeu heparina não</p><p>fracionada (HNF) durante a angioplastia (5.000 UI endovenosa em</p><p>bolus) e pós-operatório (dose inicial de 30.000 UI/dia endovenosa,</p><p>ajustada posteriormente para manutenção do tempo de</p><p>tromboplastina parcial ativada entre 1,5 e 2,5). A contagem pré-</p><p>operatória de plaquetas foi de 160.000/mm³. A partir do terceiro dia</p><p>da angioplastia, começou a apresentar queda na contagem de</p><p>plaquetas (100.000/mm³), que progrediu até 25.000/mm³ no sexto</p><p>dia de pós-operatório. No sexto dia apresentou também isquemia</p><p>seguida de necrose do segundo e terceiro artelhos.</p><p>Em relação ao caso, são feitas algumas afirmações:</p><p>I. A contagem de plaquetas deve retornar ao normal, ou, pelo menos,</p><p>deve se elevar aos níveis basais, com a suspensão da heparina.</p><p>II. Suspeita-se de trombocitopenia induzida pela heparina na ocorrência</p><p>de queda na contagem plaquetária a partir do 20° dia de</p><p>heparinização.</p><p>III. A necrose dos artelhos é uma complicação isquêmica da</p><p>trombocitopenia induzida pela heparina.</p><p>IV. O manejo da trombocitopenia induzida pela heparina consiste em</p><p>suspender a heparina e administrar a varfarina.</p><p>Estão corretas</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>II e III, apenas.</p><p>(alternativa B)</p><p>II e IV, apenas.</p><p>(alternativa C)</p><p>I e II, apenas.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>I e III, apenas.</p><p>(alternativa E)</p><p>III e IV, apenas.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 190 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Hematologia</p><p>Tema: Plaquetopenias induzidas por fármacos</p><p>A trombocitopenia induzida pela heparina (TIH) é uma doença</p><p>imunomediada e costuma ser grave, provocando trombocitopenia</p><p>após 5 a 15 dias do início da heparinização. Apresenta risco alto de</p><p>complicações tromboembólicas. A etiologia da TIH é a formação de</p><p>anticorpos tipo IgG contra o complexo heparina e o fator IV</p><p>plaquetário, que são então identificados como antígeno. Os</p><p>imunocomplexos reagem com o receptor FcyRIIA das plaquetas e as</p><p>ativam, levando à sua agregação e também à liberação de maior</p><p>quantidade de fator plaquetário. Isso culmina na ativação da trombina</p><p>e da cascata da coagulação, que favorece a formação de trombos e a</p><p>destruição das plaquetas. Recomenda-se que todo paciente em</p><p>heparinização tenha uma contagem prévia de plaquetas no início do</p><p>tratamento, que</p><p>seja repetida a cada 2 dias. Constatando-se a queda</p><p>de mais de 50% no número de plaquetas a partir do quinto dia de</p><p>tratamento, deve-se suspeitar de TIH e suspender imediatamente a</p><p>heparina. O diagnóstico pode ser confirmado pelo método funcional,</p><p>que mede a ativação plaquetária causada pelo anticorpo heparina</p><p>dependente in vitro, mas ele não está rotineiramente disponível em</p><p>todos os hospitais. No Brasil, a droga para tratamento dos pacientes</p><p>com TIH é a fondaparinux. Deve-se evitar a introdução precoce da</p><p>varfarina como alternativa, uma vez que há risco de aumento do</p><p>estado pró-trombótico, devido à rápida redução dos níveis séricos de</p><p>proteína C, um anticoagulante natural.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ, Best Practice. https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-</p><p>br/1202/diagnosis-approach</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>045</p><p>[IES]</p><p>UNIFIPMOC</p><p>[Habilidades]</p><p>Identificar as plaquetopenias induzidas por fármacos.</p><p>100ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44485</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 191 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Mãe comparece a UBS trazendo seu filho de 7 anos, referindo que ele</p><p>apresenta uma lesão em região infraumbilical que coça muito. Refere</p><p>ainda que o quadro surgiu há 5 meses, coincidindo com o início das</p><p>aulas e o uso de uniforme estudantil (calça jeans e camiseta). Ao</p><p>exame físico: área de liquenificação bem delimitada, hiperpigmentação</p><p>pós-inflamatória, escoriação e erosão na linha média abaixo do</p><p>umbigo. A pele ao redor tem uma área mais difusa de liquenificação,</p><p>hiperpigmentação e eritema discreto.</p><p>Qual é o diagnóstico correto?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Dermatite seborreica.</p><p>(alternativa B)</p><p>Urticária.</p><p>(alternativa C)</p><p>Psoríase.</p><p>(alternativa D)</p><p>Líquen plano.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Dermatite de contato.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Dermatologia</p><p>Tema: Dermatite de contato</p><p>Um problema tão localizado como esse sugere uma etiologia</p><p>exógena. O diagnóstico mais provável é uma dermatite alérgica de</p><p>contato (DAC). Ocasionalmente, psoríase pode apresentar-se como</p><p>uma placa única, particularmente em um local de trauma (efeito</p><p>Koebner); entretanto, raramente é tão pruriginosa quanto essa lesão</p><p>descrita no caso. Níquel é a maior causa de dermatite alérgica de</p><p>contato e é responsável por mais casos do que todos os outros</p><p>metais juntos. O manejo desse caso inclui a remoção do botão da</p><p>calça e aplicação tópica de cremes com corticoide até a erupção</p><p>resolver-se.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 5ª edição,</p><p>Barueri, SP: Manole,2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 192 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>017</p><p>[IES]</p><p>FMIT</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar as dermatites alérgicas de contato.</p><p>101ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54173</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 31 anos, procura a emergência com dor na fossa ilíaca direita,</p><p>que iníciou há 3 dias. A dor tem caráter intermitente, mas, nas</p><p>últimas 6 horas, tornou-se constante. A temperatura axilar é de 37º</p><p>C, a frequência cardíaca de 76 bpm, mucosas coradas. O abdome é</p><p>flácido, mas com dor difusa à palpação e mais intensa em fossa ilíaca</p><p>direita. A ultrassonografia pélvica evidenciou o ovário direito</p><p>aumentado com uma área cística heterogênea de 6 cm, com</p><p>pequena quantidade de líquido livre na pelve. A paciente refere</p><p>laqueadura tubária há 3 anos.</p><p>Qual é a conduta mais adequada?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Iniciar antibióticos de largo espectro e programar uma</p><p>videolaparoscopia.</p><p>(alternativa B)</p><p>Iniciar analgésicos por via parenteral e solicitar marcadores tumorais.</p><p>(alternativa C)</p><p>Realizar uma laparotomia exploradora e ooforectomia direita.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Realizar ooforoplastia direita por videolaparoscopia.</p><p>(alternativa E)</p><p>Realizar uma histerectomia total com anexectomia por</p><p>videolaparoscopia.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 193 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Diagnóstico Diferencial de Massas Pélvicas</p><p>O quadro clínico é de torção de anexo, devido à sua dor intermitente e</p><p>de início recente. A ultrassonografia confirma a presença da imagem</p><p>cística, e o aumento do ovário se deve ao edema causado pela torção</p><p>do pedículo vascular. A ooforoplastia é a primeira opção, pois, nesses</p><p>casos, o ovário ainda pode ser viável, e, em pacientes no menacme,</p><p>recomenda-se a preservação deles sempre que possível. A</p><p>videolaparoscopia é um método minimamente invasivo com</p><p>resultados melhores na recuperação pós-operatória do que a</p><p>laparotomia.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Schorge, J. O., Schaffer, J. I., Halvorson, L. D., Holffman, B. L.,</p><p>Bradshaw, K. D., & Cunningham, F. G. (2011). Ginecologia de</p><p>Williams. In Ginecologia de Williams (pp. 262-273).</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>072</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO CAXIAS</p><p>[Habilidades]</p><p>Massa pélvica em fossa ilíaca de 6 cm, assintomática e com</p><p>marcadores tumorais. Diagnóstico diferencial.</p><p>102ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44520</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 194 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Um menino de 10 meses é levado à Unidade Básica de Saúde (UBS)</p><p>por sua mãe em agosto devido a um histórico de sibilos há 1 dia. Sua</p><p>mãe diz que ele está com nariz escorrendo e tosse seca intermitente</p><p>nos últimos 3 dias, mas está bem e se alimentando normalmente. Ele</p><p>nasceu com 38 semanas de gestação após uma gravidez sem</p><p>complicações e não tem histórico de doença grave. As imunizações</p><p>estão em dia. Sua temperatura é de 37,7 °C, o pulso é de 135/min, a</p><p>respiração é de 35/min e a pressão arterial é de 80/50 mm Hg. A</p><p>oximetria de pulso em ar ambiente mostra uma saturação de</p><p>oxigênio de 97%. O tempo de enchimento capilar é de 1 segundo.</p><p>Roncos dispersos e sibilos expiratórios finais são ouvidos em ambos</p><p>os campos pulmonares.</p><p>O restante do exame não mostra anormalidades. Qual dos seguintes</p><p>é o próximo passo no tratamento?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Terapia com epinefrina racêmica nebulizada.</p><p>(alternativa B)</p><p>Terapia com solução salina hipertônica nebulizada.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Observação ambulatorial com tratamento sintomático.</p><p>(alternativa D)</p><p>Oxigenoterapia por cânula nasal.</p><p>(alternativa E)</p><p>Terapia com albuterol nebulizado e prednisona oral.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Doenças do Aparelho Respiratório</p><p>Tema: Bronquiolite</p><p>A bronquiolite é uma infecção viral que geralmente afeta crianças < 2</p><p>anos de idade durante a estação fria e se manifesta com um</p><p>pródromo de sintomas do trato respiratório superior e febre baixa</p><p>seguida de sibilos e, às vezes, desconforto respiratório.</p><p>A maioria dos indivíduos com bronquiolite não requer nenhum</p><p>tratamento e pode ser tratada ambulatorialmente. A internação e o</p><p>tratamento de suporte de internação só são considerados se o</p><p>paciente estiver desidratado, se alimentando inadequadamente, tiver</p><p>fatores de risco para doença grave (ou seja, idade < 12 semanas,</p><p>histórico de prematuridade, doença cardiopulmonar,</p><p>imunossupressão) e/ou tiver evidência de desconforto respiratório</p><p>significativo, como episódios de apneia, esforço respiratório (por</p><p>exemplo, taquipneia grave, batimento de asa de nariz, retrações</p><p>subcostais) ou insuficiência respiratória (por exemplo, estado mental</p><p>alterado, SpO2 persistentemente abaixo de 90%).</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 195 de 230</p><p>O tratamento de suporte hospitalar consiste em fluidoterapia e</p><p>oxigênio suplementar por meio de cânula nasal e, em alguns casos,</p><p>solução salina hipertônica nebulizada, aspiração nasal e</p><p>monitoramento contínuo de SpO2.</p><p>As precauções de contato devem</p><p>ser tomadas se os pacientes forem admitidos com suspeita de</p><p>bronquiolite. O palivizumabe pode ser usado seletivamente para</p><p>prevenção de bronquiolite em pacientes < 1 ano de idade com doença</p><p>cardíaca hemodinamicamente significativa ou doença pulmonar da</p><p>prematuridade.</p><p>DISTRATORES:</p><p>A epinefrina racêmica nebulizada é usada para tratar crupe moderado</p><p>a grave, que pode se manifestar com sintomas prodrômicos do trato</p><p>respiratório superior. No entanto, os pacientes com garupa</p><p>eventualmente desenvolvem estridor, em vez de roncos ou sibilos, e</p><p>geralmente apresentam evidências de desconforto respiratório</p><p>significativo. A epinefrina (nebulizada ou sistêmica) não tem papel no</p><p>manejo da bronquiolite.</p><p>O albuterol nebulizado e a prednisona oral são indicados para o</p><p>manejo de uma exacerbação aguda moderada a grave da asma. A</p><p>asma pode resultar em sibilos expiratórios finais e se manifesta com</p><p>pouca frequência com rinorreia (devido à rinite alérgica) e tosse. No</p><p>entanto, a asma não causa roncos ou febre baixa. Este paciente tem</p><p>bronquiolite, para a qual nem broncodilatadores nem corticosteroides</p><p>são indicados porque a fisiopatologia da bronquiolite envolve edema</p><p>das vias aéreas e detritos de muco dentro dos bronquíolos, em vez da</p><p>hiperresponsividade e broncoconstrição das vias aéreas,</p><p>características da asma.</p><p>A terapia com solução salina hipertônica nebulizada é considerada</p><p>apenas para pacientes com bronquiolite grave o suficiente para</p><p>justificar a internação. A internação só é necessária se o paciente</p><p>estiver desidratado, não se alimentando adequadamente, tiver fatores</p><p>de risco para doença grave (por exemplo, idade < 12 semanas,</p><p>história de parto prematuro, doença cardiopulmonar,</p><p>imunossupressão) e/ou evidência de desconforto respiratório</p><p>significativo. Este paciente não requer internação ou terapia com</p><p>solução salina hipertônica nebulizada.</p><p>Em pacientes com SpO2 de 90-95% que apresentam certas</p><p>condições respiratórias, como crupe ou exacerbação aguda de asma,</p><p>a oxigenoterapia titulada é indicada porque pode ocorrer</p><p>descompensação rápida e piora da hipoxemia. No entanto, na</p><p>bronquiolite, a oxigenoterapia não é indicada para pacientes com</p><p>SpO2 > 90% ou com quedas leves e transitórias abaixo de 90%,</p><p>porque hipoxemia leve, intermitente e bem tolerada é comum nessa</p><p>condição.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>PEDIATRIA, Sociedade Brasileira D. Tratado de Pediatria, Volume 2.</p><p>[Pags. 1720-1729]: Editora Manole, 2017. E-book. 9788520455876.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455876/.</p><p>Acesso em: 16 ago 2022.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 196 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>093</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar doenças e síndromes do aparelho</p><p>respiratório mais frequentes em pediatria.</p><p>103ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54234</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Depois de ter iniciado novo emprego com carteira assinada há cerca</p><p>de dois meses, um paciente de 23 anos, ajudante de pedreiro,</p><p>apresentou um quadro de dermatite de contato que lhe acometeu</p><p>pés e mãos e que se instalou progressivamente.</p><p>Do ponto de vista da notificação de doença relacionada ao trabalho</p><p>por meio da CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho), qual seria</p><p>uma conduta correta do médico assistente?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 197 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Não abrir a CAT, pois essa comunicação restringe-se aos acidentes de</p><p>trabalho e não se aplica em casos de doenças do trabalho.</p><p>(alternativa B)</p><p>Orientar a abertura da CAT somente se for necessário que o paciente</p><p>fique afastado do trabalho por mais de 15 dias, comunicando o fato à</p><p>empresa.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Abrir a CAT, incluindo o preenchimento do Laudo de Exame Médico,</p><p>solicitando ao trabalhador que</p><p>a encaminhe à empresa, de modo que esta possa dar</p><p>prosseguimento ao processo junto ao INSS.</p><p>(alternativa D)</p><p>Aguardar o tempo de carência de seis meses para que o trabalhador</p><p>tenha direito a benefícios</p><p>pelo INSS e, depois, abrir a CAT, caso persistam as lesões</p><p>dermatológicas.</p><p>(alternativa E)</p><p>Não abrir a CAT e orientar o paciente a observar a evolução do quadro</p><p>e, caso se complique, deve procurar a empresa, visando confirmar a</p><p>existência de relação causal da dermatite com a ocupação</p><p>desempenhada.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 198 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva</p><p>Subárea: Saúde do Trabalhador</p><p>Tema: CAT</p><p>O primeiro elemento importante é correlacionar o quadro clínico com o</p><p>trabalho, buscando averiguar se há ou não provável "nexo causal", ou</p><p>seja, o quadro clínico é provocado pela atividade laboral. Para isso, o</p><p>tempo é fundamental. No caso acima, após começar a trabalhar, o</p><p>paciente apresentou dermatite de contato de mãos e pés. Então, o</p><p>tempo é compatível com este nexo causal. Em segundo lugar, deve</p><p>ser analisado se o quadro clínico pode ser causado por algum fator</p><p>desencadeante relacionado à função laboral. Neste caso, também</p><p>temos a correlação entre a dermatite de contato e os irritantes da</p><p>construção civil, principalmente o cimento, acometendo justamente as</p><p>mãos e os pés.</p><p>Um dado importante aqui é não entrar no julgamento de "culpa" ou</p><p>"mérito" pelo problema, como por exemplo: não vou fazer a CAT, pois</p><p>a culpa é do paciente que não usa EPIs corretamente; ou "vou faz a</p><p>CAT, pois a culpa é da empresa que expõe seus funcionários a riscos".</p><p>É um julgamento de nexo causal, nada mais, nada menos. Se há</p><p>nexo causal provável (não precisa haver certeza absoluta), e se o</p><p>médico não fizer essa identificação, estará cometendo um erro</p><p>médico.</p><p>A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) deve ser feita sempre</p><p>que for constatado o surgimento de condições de saúde relacionadas</p><p>ao trabalho, sejam acidentes como traumas, seja a dermatite de</p><p>contato. Deve ser também fornecido, além da CAT, um Laudo Médico</p><p>ao paciente, detalhando os diagnósticos.</p><p>Este procedimento é um grande mecanismo de proteção à sociedade,</p><p>sejam empresários, sejam trabalhadores. Sem este mecanismo, seria</p><p>possível que as empresas demitissem um empregado sempre que o</p><p>seu trabalho provocasse doença. Isso geraria uma competição desleal</p><p>entre as empresas, pois os empresários que explorassem mais</p><p>agressivamente seus trabalhadores iriam lucrar mais que os outros.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Referência: Dantas Filho FF, D´Ávila KG. ATENDIMENTO AO</p><p>TRABALHADOR NA ATENÇÃO PRIMÁRIA. IN: Duncan BB, Schmidt MI,</p><p>Giugliani ERJ et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção</p><p>primária baseadas em evidências. (5th edição). [Digite o Local da</p><p>Editora]: Grupo A; 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 199 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Analisar saúde ambiental e do trabalhador: CAT - Comunicação</p><p>de acidente de trabalho.</p><p>104ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48549</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Síndromes genéticas, como síndrome de Down, de Klinefelter e de</p><p>Turner, ocorrem quando existe uma alteração cromossômica</p><p>numérica nos indivíduos acometidos. Essa situação acontece por</p><p>conta de uma não disjunção durante a meiose, o que resulta em</p><p>gametas com um cromossomo extra e gametas com um</p><p>cromossomo a menos. Sobre essas síndromes, analise as assertivas</p><p>a seguir:</p><p>I. Na síndrome de Down, a não disjunção ocorre nos cromossomos</p><p>sexuais, enquanto nas síndromes de Klinefelter e de Turner essa</p><p>situação acontece nos cromossomos autossomos.</p><p>II. As síndromes de Klinefelter e de Turner são exemplos de</p><p>poliploidias, pois é observada nos indivíduos acometidos a ocorrência</p><p>de um conjunto extra completo de cromossomos.</p><p>III. Pessoas com síndrome de Klinefelter são do sexo masculino. Na</p><p>maioria dos casos apresentam cariótipo 47,XXY e um corpúsculo de</p><p>Barr em cada célula somática.</p><p>IV. Na síndrome</p><p>do organismo, cuja reação visa restabelecer esse</p><p>equilíbrio através de um complexo conjunto de respostas fisiológicas e</p><p>comportamentais.</p><p>A resposta do organismo aos estímulos estressantes resulta em:</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Redução da frequência cardíaca.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Hiperglicemia transitória.</p><p>(alternativa C)</p><p>Broncoconstrição aguda.</p><p>(alternativa D)</p><p>Redução do estado de alerta.</p><p>(alternativa E)</p><p>Lipogênese no tecido adiposo.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 17 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Morfofuncional</p><p>Tema: Resposta fisiológica ao estresse</p><p>A ativação do sistema nervoso simpático impacta fisiologicamente o</p><p>organismo, objetivando a rápida mobilização e disponibilização de</p><p>energia para o corpo. Para tanto, constata-se o aumento da</p><p>frequência cardíaca e da força de contração do coração, aumentando</p><p>o débito cardíaco; o aumento da frequência respiratória, com maior</p><p>volume corrente, fenômeno este que envolve a broncodilatação a fim</p><p>de aumentar a ventilação pulmonar (potencializa-se a hematose); a</p><p>ativação do sistema reticular ativador ascendente, o que resulta no</p><p>maior estado de vigília e de percepção sensorial; e alterações</p><p>metabólicas que visam em promover uma hiperglicemia transitória, o</p><p>que é bioquimicamente possível graças a fenômenos tais como a</p><p>lipólise e a glicogenólise.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>SILVERTHORN, Dee U. Fisiologia Humana. Energia e metabolismo:</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714041/.</p><p>Acesso em: 17 mai 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>[Habilidades]</p><p>Resposta fisiológica ao estresse</p><p>[Encomenda]</p><p>145</p><p>12ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54478</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 18 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>M.G.P, 19 anos, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando</p><p>pensamentos ruins, falta de vontade de fazer suas atividades</p><p>domésticas, cansaço, falta de atenção. Relata insônia, tristeza e</p><p>hiporexia, tendo emagrecido cinco quilos. Refere que os sintomas se</p><p>iniciaram há um mês após término de um relacionamento amoroso.</p><p>Ao ser perguntada, relata que, às vezes, pensa que "seria melhor</p><p>estar morta do que continuar sofrendo assim" (sic). Nunca pensou em</p><p>suicídio, pois tem uma filha pequena e pensa que, se morresse, sua</p><p>filha ficaria órfã.</p><p>Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico</p><p>dessa paciente e a classe de medicação de primeira opção para seu</p><p>tratamento.</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>Depressão. Inibidores de recaptação de serotonina (ISRSs).</p><p>(alternativa B)</p><p>Transtorno de pânico. Inibidores da recaptação de serotonina e</p><p>noradrenalina (SNRIs).</p><p>(alternativa C)</p><p>Surto psicótico. Antipsicóticos atípicos.</p><p>(alternativa D)</p><p>Depressão. Antidepressivos tricíclicos.</p><p>(alternativa E)</p><p>Transtorno de ansiedade generalizada. Antidepressivos</p><p>serotoninérgicos noradrenérgicos específicos (NaSSAs).</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 19 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Psiquiatria</p><p>Tema: Depressão</p><p>Os sintomas apresentados preenchem critérios para episódio</p><p>depressivo, e a primeira opção para tratamento são os inibidores de</p><p>recaptação de serotonina.</p><p>Farmacoterapia</p><p>Os antidepressivos comumente utilizados incluem os inibidores</p><p>seletivos de recaptação da serotonina (ISRSs) (por exemplo,</p><p>citalopram, escitalopram, fluoxetina, paroxetina, sertralina), inibidores</p><p>de recaptação de serotonina-noradrenalina (IRSNs) (por exemplo,</p><p>desvenlafaxina, duloxetina, levomilnaciprana, venlafaxina) e outros</p><p>antidepressivos atípicos (por exemplo, bupropiona, mirtazapina,</p><p>vilazodona, vortioxetina, reboxetina e agomelatina).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Depressão em adultos. Última atualização: 10 Mar</p><p>2021.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar distúrbios psiquiátricos (depressão, ideação</p><p>suicida, surto psicótico)</p><p>Diagnosticar e tratar depressão em crianças e adolescentes.</p><p>[Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>084</p><p>095</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>13ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54253</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 20 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente, feminina, 4 anos de idade em atendimento na Estratégia de</p><p>Saúde da Família apresenta a queixa, por parte de sua genitora, de</p><p>estar evacuando apenas uma vez por semana. As fezes se</p><p>apresentam como nódulos duros e separados. Há relato também de</p><p>manobras retentoras como saltitar e cruzar as pernas e postergação</p><p>com pequenos volumes de escapes nas calcinhas.</p><p>Sobre o tratamento para o caso acima, são realizadas as afirmativas:</p><p>I. Medidas educativas envolvem: orientar dieta com maior</p><p>ingesta de fibras e água, respeitar o desejo de evacuar, não</p><p>postergar e estabelecer horários para evacuar após</p><p>refeições.</p><p>II. A desimpactação pode ser feita, com igual eficácia, com</p><p>polietilenoglicol (PEG) via oral, de preferência sem eletrólitos,</p><p>ou com enemas por 3 a 6 dias.</p><p>III. Para o tratamento de manutenção a lactulose, é a primeira</p><p>linha quando comparada ao PEG, leite de magnésia, óleo</p><p>mineral ou placebo.</p><p>IV. Os anticolinérgicos, nas situações em que há disfunção</p><p>vesical associada, devem ser prescritos com critério, pois</p><p>podem agravar a constipação intestinal.</p><p>V. As evidências são inconclusivas sobre o uso de probióticos.</p><p>Estão corretas apenas as alternativas</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>I, II, III, IV e V.</p><p>(alternativa B)</p><p>II e III.</p><p>(alternativa C)</p><p>II, III e IV.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>I, II, IV e V.</p><p>(alternativa E)</p><p>I e II.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 21 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Aparelho Digestório</p><p>Tema: Constipação</p><p>A conduta na constipação envolvem:</p><p>Medidas educativas envolvem: orientar dieta com maior ingesta de</p><p>fibras e água, respeitar o desejo de evacuar, não postergar e</p><p>estabelecer horários para evacuar após refeições.</p><p>A desimpactação pode ser feita, com igual eficácia, com</p><p>polietilenoglicol (PEG) via oral, de preferência sem eletrólitos, ou com</p><p>enemas por 3 a 6 dias.</p><p>Os anticolinérgicos, nas situações em que há disfunção vesical</p><p>associada, devem ser prescritos com critério, pois podem agravar a</p><p>constipação intestinal e as evidências são inconclusivas sobre o uso de</p><p>probióticos.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 5ª edição,</p><p>Barueri, SP: Manole,2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>083</p><p>[IES]</p><p>UNIFIPMOC</p><p>[Habilidades]</p><p>Compreender e tratar a constipação em crianças e</p><p>adolescentes.</p><p>14ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 53045</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 22 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Pré-escolar de 2 anos e 8 meses, sexo masculino, previamente</p><p>hígido, apresentou 1 episódio de crise convulsiva tônico-clônica</p><p>bilateral febril com duração de três minutos. Paciente já chegou ao</p><p>pronto-socorro em pós-ictal, sem crise convulsiva. Genitora refere que</p><p>menor está com tosse e secreção nasal há 2 dias.</p><p>Ao exame físico: Sinais vitais: Temperatura axilar: 38,4 °C,</p><p>Rinoscopia: secreção nasal transparente. Otoscopia: membrana</p><p>timpânica translúcida bilateral. Oroscopia: sem exsudato em</p><p>amigdalas, presença de gotejamento nasal posterior em orofaringe.</p><p>Exame neurológico: sinais de Kernig e Brudzinski negativos, pupilas</p><p>isofotorreativas, Glasgow 15. Restante do exame físico é normal.</p><p>Baseado no diagnóstico desse pré-escolar, qual deverá ser a conduta</p><p>do médico assistente:</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Coletar líquor através da punção lombar.</p><p>(alternativa B)</p><p>Realizar eletroencefalograma.</p><p>(alternativa C)</p><p>Realizar tomografia do crânio.</p><p>(alternativa</p><p>de Turner é observada monossomia do cromossomo</p><p>X, e as mulheres afetadas normalmente apresentam baixa estatura,</p><p>tórax largo, pescoço alado e falência ovariana.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 200 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>III e IV.</p><p>(alternativa B)</p><p>I, II e III.</p><p>(alternativa C)</p><p>II, III e IV.</p><p>(alternativa D)</p><p>I e II.</p><p>(alternativa E)</p><p>I, II e IV.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Genética</p><p>Tema: Hereditariedade</p><p>I. Na síndrome de Down, a não disjunção ocorre nos cromossomos</p><p>autossomos, enquanto nas síndromes de Klinefelter e de Turner essa</p><p>situação acontece nos cromossomos sexuais. INCORRETA</p><p>II. As síndromes são aneuploidias, pois ocorre apenas variação no</p><p>número de cromossomos sexuais, e não no conjunto cromossômico</p><p>completo. INCORRETA</p><p>III. Pessoas com síndrome de Klinefelter são do sexo masculino. Na</p><p>maioria dos casos apresentam cariótipo 47,XXY e um corpúsculo de</p><p>Barr em cada célula somática. CORRETA</p><p>IV. Na síndrome de Turner, é observada monossomia do cromossomo</p><p>X, e as mulheres afetadas normalmente apresentam baixa estatura,</p><p>tórax largo, pescoço alado e falência ovariana. CORRETA</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J. Genética médica. 5.ed. Rio</p><p>de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.</p><p>SCHAEFER, G.B; THOMPSON, J.N. Genética médica, uma abordagem</p><p>integrada. Porto Alegre: Artmed, 2015.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 201 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>004</p><p>[IES]</p><p>UNIDEP</p><p>[Habilidades]</p><p>Mecanismos de hereditariedade.</p><p>105ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44235</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Gestante, 34 anos, G3Pn1A1, IG 38 semanas e 6 dias, está sendo</p><p>acompanhada no pré-natal de baixo risco. Apresentou no início da</p><p>gestação quadro de hiperemese gestacional. No momento</p><p>assintomática, nega perdas vaginais. Refere movimentação fetal</p><p>preservada. Exames de pré-natal sem alterações. Ao exame físico da</p><p>paciente: FCF 145 bpm, sem contrações uterinas, altura do fundo</p><p>uterino de 31 cm, PA 120/80 mmHg, peso 60 kg, altura 155 cm.</p><p>Qual é o diagnóstico e a conduta mais adequados?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Polidramnia, devendo-se solicitar propedêutica para diabetes</p><p>gestacional.</p><p>(alternativa B)</p><p>Gestação em paciente obesa, investigação de macrossomia fetal e</p><p>polidramnia.</p><p>(alternativa C)</p><p>Oligodramnia, devendo-se solicitar a propedêutica para diagnóstico de</p><p>pré-eclâmpsia.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Crescimento intrauterino restrito, devendo-se solicitar ultrassonografia</p><p>obstétrica com Doppler.</p><p>(alternativa E)</p><p>Gestação compatível com a IG e a altura do fundo uterino normal,</p><p>seguimento normal.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 202 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia</p><p>Tema: Assistência Pré-natal</p><p>Pode se tratar de um caso de oligodramnio ou feto pequeno para</p><p>idade gestacional ou restrito, dado à altura do fundo uterino, mas não</p><p>há informaçãoes que suscitem necessidade de propedêutica de pré-</p><p>eclâmpsia.</p><p>O diagnóstico mais provável é crescimento intrauterino restrito, com</p><p>ou sem oligodramnia, e deve-se solicitar de ultrassonografia obstétrica</p><p>com Doppler. Se confirmado, cardiotocografia para avaliar a vitalidade</p><p>fetal.</p><p>A altura do fundo uterino está menor do que a idade gestacional, não</p><p>se tratando de polidramnia nem há parâmetros para diabetes</p><p>gestacional.</p><p>A altura do fundo uterino está pequena e incompatível com a idade</p><p>gestacional.</p><p>A paciente não é obesa, e o fundo uterino remete a feto pequeno ou</p><p>restrito ou diminuição do líquido amniótico.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>ROTINAS EM OBSTETRÍCIA - ARTMED. 7ª ED., PASSOS ET AL. 2017.</p><p>MANUAL DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA – SOGIMIG. 5ª EDIÇÃO,</p><p>2012.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>064</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Conduta frente à suspeita clínica de restrição do crescimento.</p><p>Exame ultrassonográfico alterado na rotina pré-natal.</p><p>106ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54538</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 203 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e</p><p>no Brasil. Por isso, a interpretação correta dos indicadores a ela</p><p>relacionados é fundamental para a redução do número de óbitos.</p><p>Qual das ações a seguir é indicada para a redução da letalidade por</p><p>dengue?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Borrifação residual (fumacê) nas vias públicas.</p><p>(alternativa B)</p><p>Eliminação de focos domiciliares de Aedes aegpyti.</p><p>(alternativa C)</p><p>Campanha de vacinação contra a dengue.</p><p>(alternativa D)</p><p>Exigência de confirmação laboratorial para notificação de dengue.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Diagnóstico e tratamento de casos graves de dengue.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva</p><p>Subárea: Epidemiologia</p><p>Tema: Vigilância em Saúde</p><p>Embora o controle de vetores (através da borrifação residual e da</p><p>eliminação de focos) seja a estratégia recomendada para a redução</p><p>de casos de dengue, isto não diminuiria a letalidade, mas a incidência</p><p>e a mortalidade. Não existe vacinação eficaz para a dengue. Já o</p><p>diagnóstico e o tratamento de casos graves de dengue é fundamental</p><p>para que estas complicações sejam identificadas e tratadas para que</p><p>não ocorra o óbito. Por isso, o número de óbitos por dengue irá ser</p><p>menor em relação ao total de casos de dengue, fazendo a letalidade</p><p>cair. Atualmente, a dengue é um agravo de notificação compulsória,</p><p>mesmo antes da confirmação laboratorial (ou seja, na suspeita clínico-</p><p>epidemiológica). Caso houvesse exigência de confirmação laboratorial,</p><p>isto iria criar um obstáculo para a notificação, aumentando a</p><p>subnotificação e, assim, reduzindo o número de casos da doença, o</p><p>que iria aumentar a letalidade.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Rouquayrol, Maria, Z. e Marcelo Gurgel. Rouquayrol - Epidemiologia e</p><p>saúde. Disponível em: Minha Biblioteca, (8th edição). MedBook Editora,</p><p>2017.</p><p>Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.</p><p>Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Dengue:</p><p>diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. 5. ed. Brasília; 2016.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 204 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>113</p><p>[Habilidades]</p><p>Proteção e prevenção da saúde - Níveis de prevenção / territórios</p><p>sustentáveis.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>107ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48246</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) são amplamente</p><p>empregados para controle de inflamação e dor, sendo uma das</p><p>classes de fármacos mais difundidas mundialmente.</p><p>Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), DRM, 45 anos, procura</p><p>atendimento por conta de uma dor de garganta persistente, relatando</p><p>ter contraído COVID-19 há três semanas. O médico informa que fará</p><p>tratamento com Cetoprofeno, contudo o paciente diz que ingere</p><p>quantidade moderada de álcool. O médico informa que o paciente não</p><p>pode fazer uso de bebida durante o tratamento com o anti-</p><p>inflamatório.</p><p>Sobre os mecanismos farmacocinéticos dos AINES, podemos afirmar</p><p>que</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>a penetração dos AINES no sistema nervoso central ocorre de forma</p><p>mais fácil devido à hidrossolubilidade desses medicamentos.</p><p>(alternativa B)</p><p>a maioria dos AINES são administrados por via injetável ou de forma</p><p>intravenosa, sendo a administração oral não recomendada.</p><p>(alternativa C)</p><p>a eliminação dos AINES geralmente é lenta, podendo demorar dias, e</p><p>ocorre, principalmente, por via fecal.</p><p>(alternativa D)</p><p>a absorção dos AINES ocorre de forma lenta, iniciando</p><p>aproximadamente 8h após a administração desses medicamentos.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>a</p><p>conversão dos AINES em metabólitos inativos ocorre por via</p><p>hepática, sendo a meia vida desses medicamentos classificada em</p><p>“ação curta” ou “ação prolongada”.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 205 de 230</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Farmacologia</p><p>Tema: AINES</p><p>A metabolização de substância em grande medida depende das</p><p>enzimas hepáticas, sendo que, no caso dos AINES, esse processo</p><p>pode ocorrer com velocidade maior ou menor, interferindo na meia</p><p>vida útil desses medicamentos.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Katzung. Farmacologia Básica e Clínica, 13ª ed. Atmed, 2017.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>017</p><p>[IES]</p><p>ITPAC ABAETETUBA</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os princípios farmacocinéticos: absorção, distribuição,</p><p>metabolismo e excreção.</p><p>108ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54503</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Lactente, 6 meses, veio à Unidade Básica de Saúde (UBS) para</p><p>puericultura. A criança nasceu de uma gestação a termo, sem</p><p>intercorrências, com peso normal e está em aleitamento materno</p><p>exclusivo. Mãe nega quaisquer queixas. Ao exame físico, a criança</p><p>encontra-se corada, ativa, hidratada, com sinais vitais e demais</p><p>parâmetros do exame físico sem alterações; apresenta peso e</p><p>comprimento no Z score 0 para a idade. Não faz uso de nenhuma</p><p>medicação ou vitamina até o momento.</p><p>Qual é a recomendação sobre a suplementação profilática de ferro</p><p>para esse lactente?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 206 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Como o paciente não está hipocorado ao exame físico, não tem</p><p>indicação de fazer uso de sulfato ferroso no momento.</p><p>(alternativa B)</p><p>Manter sem medicação e prescrever sulfato ferroso com 1 ano de</p><p>vida, pois o paciente não apresenta nenhum fator de risco para</p><p>anemia ferropriva no momento.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Prescrever sulfato ferroso nessa consulta, na dose de 1 mg/kg/dia de</p><p>ferro elementar, sem necessidade de solicitar exames.</p><p>(alternativa D)</p><p>Prescrever sulfato ferroso apenas se a criança estivesse fazendo uso</p><p>de leite de vaca in natura, uma vez que é um fator de risco para</p><p>anemia ferropriva.</p><p>(alternativa E)</p><p>Solicitar hemograma, ferro e ferritina nessa consulta e, caso paciente</p><p>apresente anemia nos exames laboratoriais, prescrever sulfato</p><p>ferroso.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Puericultura</p><p>Tema: Crescimento e Desenvolvimento Neuropsicomotor</p><p>Prescrever sulfato ferroso nessa consulta, na dose de 1</p><p>mg/kg/dia de ferro elementar, sem necessidade de solicitar</p><p>exames.</p><p>A recomendação atual para profilaxia da anemia do lactente é a</p><p>suplementação com 1 mg/kg/dia de ferro elementar iniciado aos 6</p><p>meses, até o 2º ano de vida, numa situação na qual o lactente tenha</p><p>nascido a termo, com peso adequado para a idade gestacional e</p><p>esteja em aleitamento materno exclusivo até o 6º mês. No entanto,</p><p>quando há presença de fatores de risco, a suplementação deve ser</p><p>iniciada aos 90 dias, independentemente do tipo da alimentação.</p><p>Especificamente, o início deve ocorrer aos 30 dias para os recém-</p><p>nascidos prematuros (idade gestacional inferior a 37 semanas) ou</p><p>com peso inferior a 2.500 g.</p><p>Solicitar hemograma, ferro e ferritina nessa consulta e, caso</p><p>paciente apresente anemia nos exames laboratoriais,</p><p>prescrever sulfato ferroso.</p><p>Não tem indicação de solicitar exames laboratoriais para se</p><p>prescrever sulfato ferroso, uma vez que a indicação da reposição de</p><p>ferro é para a profilaxia da anemia ferropriva, sem necessidade de</p><p>comprovação laboratorial.</p><p>Como o paciente não está hipocorado ao exame físico, não</p><p>tem indicação de fazer uso de sulfato ferroso no momento.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 207 de 230</p><p>A profilaxia deve ser realizada em toda criança a partir do 6º mês de</p><p>vida (ou antes dependendo da situação), independente de alterações</p><p>ao exame físico sugestivas de anemia.</p><p>Prescrever sulfato ferroso apenas se a criança estivesse</p><p>fazendo uso de leite de vaca in natura, uma vez que é um</p><p>fator de risco para anemia ferropriva.</p><p>O consumo de leite de vaca in natura em criança abaixo de 1 ano de</p><p>idade é uma situação de risco nutricional comprovado para anemia</p><p>ferropriva e deve ser contraindicado. Porém, não se deve realizar a</p><p>profilaxia para anemia apenas nessas crianças.</p><p>Manter sem medicação e prescrever sulfato ferroso com 1 ano</p><p>de vida, pois o paciente não apresenta nenhum fator de risco</p><p>para anemia ferropriva no momento.</p><p>Mesmo que a criança não apresente nenhum fator de risco para a</p><p>anemia ferropriva como é o caso da questão, a profilaxia com ferro</p><p>elementar não deve ser feita apenas com 1 ano, mas sim aos 6</p><p>meses de vida.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamentos de Nutrologia e</p><p>Hematologia. Consenso sobre anemia ferropriva: mais que uma</p><p>doença, uma urgência médica!. Nº 2 / Junho / 2018 atualizado em</p><p>24.07.18</p><p>SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamentos de Nutrologia e</p><p>Hematologia. Consenso sobre anemia ferropriva. Aatualização:</p><p>Destaques 2021!. Nº 2 / Junho / 2018 atualizado em 26.08.21</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>081</p><p>[Habilidades]</p><p>Compreender o desenvolvimento infantil e seus marcos -</p><p>neuropsicomotor.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>109ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44271</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 208 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 52 anos, GIIIPIIIA0, com menopausa há 2 anos, refere história</p><p>familiar de tia materna com câncer de mama. Procurou UBS, com</p><p>queixa de fogachos à noite, alteração de humor e redução da libido.</p><p>Nega comorbidades. Expressou claramente desejo de realizar terapia</p><p>hormonal.</p><p>O médico deve prescrever</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>isoflavonas por via oral.</p><p>(alternativa B)</p><p>progestagênio isolado.</p><p>(alternativa C)</p><p>estradiol por via oral.</p><p>(alternativa D)</p><p>estriol por via vaginal.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>estrogênio e progesterona.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Síndrome do Climatério</p><p>A terapia hormonal beneficia a mulher quando iniciada na janela de</p><p>oportunidade, ou seja, com menos de 60 anos e com menos de 10</p><p>anos pós-menopausa sem doença cardiovascular. A paciente em</p><p>questão está neste período, não apresenta história de câncer de</p><p>mama, apenas história familiar, portanto pode fazer uso de terapia</p><p>hormonal incluindo estrogênio. A progesterona deve ser incluída na</p><p>terapia para a proteção do endométrio.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>HORMONAL, BENEFÍCIOS DA TERAPÊUTICA. "Terapêutica hormonal:</p><p>benefícios, riscos e regimes terapêuticos." Femina 47.7 (2019): 443-</p><p>8.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 209 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>075</p><p>[IES]</p><p>FCM-PB</p><p>[Habilidades]</p><p>Paciente com história de Câncer de mama na família. Indicações</p><p>e contraindicações.</p><p>110ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54636</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 20 anos previamente saudável procura o médico por</p><p>causa de uma história de 6 meses de uma massa indolor na virilha</p><p>esquerda que vem aumentando gradualmente de tamanho. O exame</p><p>físico mostra uma massa inguinal esquerda oval e indolor de 3x3 cm e</p><p>uma tumefação escrotal esquerda indolor e móvel que aumenta de</p><p>tamanho com a tosse.</p><p>Qual das seguintes é a causa provável dos sintomas deste paciente?</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>Falha no fechamento do processo vaginal.</p><p>(alternativa B)</p><p>Enfraquecimento da fáscia transversal.</p><p>(alternativa C)</p><p>Reabsorção de líquidos reduzida na túnica vaginal.</p><p>(alternativa D)</p><p>Obstrução da veia espermática esquerda.</p><p>(alternativa E)</p><p>Alargamento do anel femoral.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f</p><p>Pgina 210 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: CAD</p><p>Tema: Hérnias da parede abdominal</p><p>O processo vaginal desce anteriormente ao testículo através do</p><p>gubernáculo durante o desenvolvimento embrionário. A falha desse</p><p>conduto em obliterar após a descida testicular para o escroto causa a</p><p>saída do peritônio parietal (e intestino) através do anel inguinal</p><p>profundo, canal inguinal e anel inguinal superficial, levando a uma</p><p>hérnia inguinal indireta. Essas hérnias estão localizadas fora do</p><p>triângulo de Hesselbach, lateralmente aos vasos epigástricos</p><p>inferiores, e podem se manifestar com hidrocele comunicante, como</p><p>visto neste paciente.</p><p>DISTRATORES:</p><p>A obstrução da veia espermática esquerda levaria a uma varicocele do</p><p>lado esquerdo. Embora uma varicocele também possa se manifestar</p><p>como um aumento indolor do escroto que aumenta de tamanho com</p><p>a posição em pé ou com a tosse, uma massa inguinal não seria</p><p>esperada.</p><p>O enfraquecimento da fáscia transversal pode levar a uma hérnia</p><p>inguinal direta. Embora as hérnias inguinais diretas também se</p><p>manifestem com uma massa inguinal, uma hidrocele não seria</p><p>esperada. Este tipo de hérnia está localizado dentro do triângulo de</p><p>Hesselbach, medial aos vasos epigástricos inferiores, e se projeta</p><p>apenas através do anel inguinal superficial (externo) sem</p><p>envolvimento do cordão espermático.</p><p>A redução da reabsorção de líquidos na túnica vaginal pode levar a</p><p>uma hidrocele não comunicante. Embora este paciente tenha</p><p>evidência clínica de hidrocele (tumefação flutuante indolor do escroto),</p><p>o aumento do edema ao tossir indica tratar-se de hidrocele</p><p>comunicante, o que implica um mecanismo diferente.</p><p>O alargamento do anel femoral é o mecanismo subjacente às hérnias</p><p>femorais. Embora as hérnias femorais se manifestem com massa</p><p>inguinal, a massa seria inferior ao ligamento inguinal, e não causaria</p><p>hidrocele. Além disso, as hérnias femorais se desenvolvem mais</p><p>comumente em mulheres mais velhas (∼ 40-70 anos de idade).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Hérnia inguinal em adulto. Última atualização em</p><p>29 de junho de 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 211 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>024</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diferenciar/tratar hérnias da parede abdominal.</p><p>111ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 45060</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente nuligesta, 29 anos, em situação de rua há 2 anos, usuária de</p><p>crack, de forma diária, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS),</p><p>solicitando encaminhamento para a realização de laquedura tubária.</p><p>Refere ter vários parceiros, não fazer uso regular de camisinha nem</p><p>de contraceptivo. Não deseja ter filhos, e, por esta razão, gostaria de</p><p>ser submetida a método definitivo.</p><p>Segundo a legislação vigente, qual é a conduta que o profissional de</p><p>saúde deve tomar?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>A decisão para a contracepção cirúrgica depende da via de acesso.</p><p>(alternativa B)</p><p>Não realizar o procedimento, já que ela tem menos de 30 anos de</p><p>idade.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Realizar o procedimento, após 60 dias da manifestação formal da</p><p>paciente.</p><p>(alternativa D)</p><p>Realizar o procedimento imediatamente, já que é um direito de todas</p><p>mulheres.</p><p>(alternativa E)</p><p>Não realizar o procedimento, já que ela não tem filhos.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 212 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Bioética</p><p>Subárea: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Tema: Exercício profissional</p><p>A contracepção cirúrgica no Brasil deve seguir os requisitos expostos</p><p>na Lei 9.263/96.</p><p>Neste caso, a paciente tem 29 anos e preenche o critério de idade</p><p>mínima (25 anos). Apesar de não ter filhos, deve ser observado o</p><p>prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade de ser</p><p>submetida a método contraceptivo definitivo e o ato cirúrgico. Durante</p><p>esse período será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de</p><p>regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe</p><p>multidisciplinar e multiprofissional, visando desencorajar a</p><p>esterilização precoce. A manifestação da vontade também não</p><p>deverá ser considerada em pacientes com alterações na capacidade</p><p>de discernimento por influência de álcool e drogas.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Lei 9263/96 e CEM 2018.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Bioética</p><p>[Encomenda]</p><p>002</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Respeitar princípios legais do exercício profissional.</p><p>112ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44535</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 213 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Um menino de 4 anos é levado ao ambulatório devido a uma história</p><p>de fadiga generalizada e hematomas espontâneos há 3 semanas.</p><p>Durante a semana passada, ele também teve febre e fortes dores</p><p>nas pernas que o acordam à noite. Sua temperatura é de 38,3 °C, o</p><p>pulso é de 120/min e a respiração é de 30/min. O exame mostra</p><p>linfadenopatia cervical e axilar. O abdome é macio e indolor; o fígado é</p><p>palpado 3 cm abaixo do rebordo costal direito e o baço é palpado 2</p><p>cm abaixo do rebordo costal esquerdo. Estudos laboratoriais</p><p>mostram: Hemoglobina 9,1 g/dL, normocítica e normocrômica.</p><p>Contagem de leucócitos: 63.000/mm3</p><p>Contagem de plaquetas: 27.000/mm3</p><p>Um aspirado de medula óssea mostra predominantemente células</p><p>imaturas com coloração positiva para CD10, CD19 e desoxinucleotidil</p><p>transferase terminal (TdT).</p><p>Assinale a alternativa que apresenta diagnóstico correto.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Linfoma de Hodgkin.</p><p>(alternativa B)</p><p>Reação leucemoide.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Leucemia linfoblástica aguda.</p><p>(alternativa D)</p><p>Leucemia de células pilosas.</p><p>(alternativa E)</p><p>Leucemia mieloide aguda.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Hemolinfopoiético</p><p>Tema: Leucemia Linfoblástica Aguda</p><p>As células malignas na condição deste paciente também</p><p>frequentemente contêm grânulos positivos de ácido periódico-Schiff.</p><p>A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a doença maligna mais</p><p>frequente em crianças e tem um pico de incidência entre as idades de</p><p>2-5 anos. Manifesta-se com dor óssea, fadiga, febre,</p><p>hepatoesplenomegalia (em aprox. 60% dos casos) e linfadenopatia.</p><p>Características de insuficiência da medula óssea (por exemplo,</p><p>anemia, trombocitopenia) também são frequentemente observadas.</p><p>A contagem de leucócitos pode estar elevada, normal ou baixa em</p><p>pacientes com LLA e não é um marcador diagnóstico confiável. A</p><p>maioria das formas de LLA surge de precursores de células B e,</p><p>portanto, mostra um imunofenótipo CD19+ e CD10+, bem como</p><p>células que são positivas para desoxinucleotidil transferase terminal</p><p>(TdT) em uma biópsia de medula óssea.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 214 de 230</p><p>DISTRATORES:</p><p>As reações leucemoides são caracterizadas por leucocitose profunda,</p><p>mas o exame do aspirado de medula óssea normalmente mostra um</p><p>aumento proporcional em todos os elementos da linhagem mieloide</p><p>(células CD13+, CD33+) em oposição à predominância de células B</p><p>imaturas (CD19+, CD10+) observadas na medula óssea do paciente.</p><p>Trombocitopenia e diátese hemorrágica podem ocorrer como uma</p><p>complicação do distúrbio subjacente (por exemplo, sepse e</p><p>coagulação intravascular disseminada devido a infecção), mas não são</p><p>causadas principalmente por uma reação leucemoide.</p><p>O linfoma de Hodgkin pode se manifestar com sintomas</p><p>constitucionais (por exemplo, fadiga, febre), linfadenopatia,</p><p>hepatoesplenomegalia e leucocitose. Trombocitopenia (devido à</p><p>esplenomegalia) e anemia da doença crônica também podem ser</p><p>observadas, mas a infiltração da medula óssea e a dor óssea não são</p><p>típicas. Além disso, essa condição tem distribuição bimodal, com pico</p><p>de incidência no início da idade adulta e 60 anos de idade; é</p><p>extremamente raro em pacientes < 5 anos de idade. Finalmente, as</p><p>células malignas no linfoma de Hodgkin (células de Reed-Sternberg)</p><p>seriam CD15+ e CD30+.</p><p>A leucemia de células pilosas pode resultar em esplenomegalia e</p><p>características de insuficiência da medula óssea (por exemplo,</p><p>anemia, trombocitopenia), mas a leucemia de células pilosas tem um</p><p>curso crônico, é mais comum em adultos de meia-idade e a</p><p>linfadenopatia é um achado raro na leucemia de células pilosas. Além</p><p>disso, essa condição geralmente se manifesta com leucopenia em vez</p><p>de leucocitose e geralmente resulta em uma punção seca da medula</p><p>óssea. Embora as células blásticas CD19+ possam ser vistas (uma</p><p>vez que as células blásticas na leucemia de células pilosas são da</p><p>linhagem de células B), os marcadores CD10 e TdT não seriam</p><p>esperados. Em vez disso, as células seriam positivas para fosfatase</p><p>ácida resistente ao tartarato e teriam marcadores de células B mais</p><p>maduras (isto é, CD20 e CD25), bem como certos marcadores</p><p>especiais (por exemplo, CD11c, CD103, CD153).</p><p>A leucemia mieloide aguda (LMA) pode se manifestar com leucocitose,</p><p>características de insuficiência da medula óssea (por exemplo,</p><p>anemia, trombocitopenia) e, ocasionalmente, hepatoesplenomegalia</p><p>(em aproximadamente 10% dos casos). No entanto, a LMA</p><p>geralmente ocorre em adultos e a linfadenopatia geralmente está</p><p>ausente. Além disso, uma biópsia de medula óssea mostraria células</p><p>blásticas que são positivas para mieloperoxidase e têm marcadores</p><p>de superfície de linhagem mieloide (por exemplo, CD13, CD33, CD34,</p><p>CD117), em vez de células que são TdT+, CD10+ e CD19+.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>PEDIATRIA, Sociedade Brasileira D. Tratado de Pediatria, Volume 2.</p><p>[Pags. 1540-1541]: Editora Manole, 2017. E-book. 9788520455876.</p><p>Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520455876/.</p><p>Acesso em: 16 ago 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 215 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>094</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar doenças relacionadas a oncologia em crianças.</p><p>113ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54474</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 37 anos procura o médico por causa de uma história</p><p>de 1 mês de sensação de queimação no peito. A sensação é mais</p><p>proeminente quando ele está deitado na cama e também está</p><p>presente depois de comer refeições pesadas. Ele também afirma que</p><p>seu hálito tem um odor desagradável pela manhã. Ele não perdeu</p><p>peso durante este período. Ele tem hipotireoidismo. Ele bebe 2-3</p><p>cervejas nos fins de semana; não fuma cigarros nem usa drogas</p><p>ilícitas. Seus medicamentos incluem levotiroxina e um multivitamínico</p><p>de venda livre. Seu IMC é de 27 kg/m2. Os sinais vitais estão dentro</p><p>dos limites normais. O exame físico não mostra anormalidades. Os</p><p>resultados de um hemograma completo estão dentro dos intervalos</p><p>de referência.</p><p>Qual é o próximo passo mais apropriado na condução do caso</p><p>exposto?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Terapia com bloqueador do receptor H2.</p><p>(alternativa B)</p><p>Teste respiratório da ureia.</p><p>(alternativa C)</p><p>Esofagogastroduodenoscopia.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Terapia com inibidor da bomba de prótons.</p><p>(alternativa E)</p><p>Teste de deglutição de bário.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Gastroenterologia</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 216 de 230</p><p>Tema: Doença do refluxo gastroesofágico</p><p>A terapia empírica com inibidores da bomba de prótons (IBPs) é o</p><p>passo inicial mais apropriado no manejo da DRGE de início recente</p><p>sem sintomas de alarme (por exemplo, disfagia, odinofagia, anemia,</p><p>sangramento GI, perda de peso não intencional, vômitos persistentes,</p><p>pneumonia aspirativa) e pouco ou nenhum fator de risco para o</p><p>esôfago de Barrett. De todos os medicamentos usados para tratar a</p><p>DRGE, os IBPs estão associados à maior redução nos sintomas e nas</p><p>taxas de recaída. Além de um teste de IBPs por 8 semanas, certas</p><p>modificações no estilo de vida (por exemplo, parar de fumar, perder</p><p>peso, elevar a cabeceira da cama durante o sono, evitar refeições</p><p>noturnas) devem ser recomendadas.</p><p>Os antagonistas dos receptores H2 (H2RAs) são o tratamento de</p><p>segunda linha para pacientes com DRGE porque são menos eficazes</p><p>do que os medicamentos de primeira linha no alívio sintomático,</p><p>reduzindo as taxas de recidiva e promovendo a cicatrização de lesões</p><p>erosivas do esôfago. Os H2RAs também têm uma duração de ação</p><p>mais curta (cerca de 12 horas) do que os medicamentos de primeira</p><p>linha. A administração de H2RAs na hora de dormir pode ser</p><p>considerada como terapia adjuvante para pacientes com sintomas</p><p>refratários à terapia de primeira linha. No entanto, este paciente ainda</p><p>não recebeu a terapia de primeira linha e, portanto, não deve receber</p><p>um H2RA.</p><p>A deglutição de bário é o teste confirmatório para divertículos</p><p>esofágicos (por exemplo, divertículo de Zenker), que pode se</p><p>manifestar com halitose e desconforto retroesternal, mimetizando</p><p>DRGE. Entretanto, o divertículo de Zenker é mais comum em homens</p><p>> 60 anos; além disso, sintomas adicionais, como disfagia e</p><p>regurgitação de alimentos não digeridos, também são esperados em</p><p>pacientes com divertículo esofágico.</p><p>Estudos têm demonstrado que a deglutição de bário tem sensibilidade</p><p>muito baixa (aprox. 25%) para o diagnóstico de refluxo</p><p>gastroesofágico e, portanto, não deve ser utilizada para o diagnóstico</p><p>de DRGE quando o paciente apresenta sintomas típicos de DRGE não</p><p>complicada na ausência de disfagia.</p><p>A triagem para infecção por H. pylori por meio do teste respiratório</p><p>com ureia não é indicada em pacientes com DRGE isolada porque a</p><p>prevalência de infecção por H. pylori entre pacientes com DRGE não é</p><p>maior do que na população geral. De fato, a prevalência de H. pylori é</p><p>realmente menor em pacientes com DRGE complicada ou grave. A</p><p>triagem para infecção por H. pylori é indicada apenas em pacientes</p><p>com úlcera péptica ativa (PUD), história pregressa de PUD, gastrite</p><p>atrófica e/ou linfomas MALT gástricos.</p><p>O exame endoscópico do esôfago para triagem de adenocarcinoma é</p><p>reservado para pacientes com DRGE e sintomas de alarme (por</p><p>exemplo, disfagia, odinofagia, anemia, sangramento GI, perda de</p><p>peso não intencional). Também é indicado para triagem de esôfago de</p><p>Barrett em homens com sintomas de DRGE crônicos (> 5 anos) e/ou</p><p>frequentes (ocorrendo pelo menos semanalmente) e ≥ 2 dos</p><p>seguintes fatores de risco: idade > 50 anos, etnia branca, obesidade,</p><p>ou história pregressa de tabagismo, história familiar de esôfago de</p><p>Barrett ou adenocarcinoma de esôfago. Este paciente não atende aos</p><p>critérios para endoscopia neste momento.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 217 de 230</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Doença do refluxo gastroesofágico. Última</p><p>atualização: 20 Abr 2021.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar refluxo gastroesofágico.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>114ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54439</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente, 34 anos de idade, procura atendimento médico por</p><p>apresentar fraqueza, insônia, perda de peso, sudorese, além de Bócio</p><p>e Oftalmopatia. Nos exames sorológicos, foi detectada maior</p><p>prevalência de anticorpos tipo anti-TSH-R. A investigação por</p><p>diagnóstico por imagem na região do pescoço não mostrou nenhum</p><p>tipo de nódulo com possibilidade maligna.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a doença tiroidiana autoimune</p><p>(DAIT) mais provável para o caso.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Neoplasia tiroidiana.</p><p>(alternativa B)</p><p>Hipersensibilidade tipo II.</p><p>(alternativa C)</p><p>Doença de Hashimoto.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Doença de Graves.</p><p>(alternativa E)</p><p>Mimetismo molecular.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 218 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Endocrinologia</p><p>Tema: Doenças Tireoidianas</p><p>A medida de anticorpos anti-TPO é o exame mais comum das DAITs;</p><p>esses anticorpos podem ser detectados na doença de Graves ou na</p><p>tireoidite de Hashimoto.</p><p>Os pacientes que sofrem de DAITs só podem ter um resultado positivo</p><p>de exame de anticorpos. Por exemplo, 6% dos pacientes com</p><p>tireoidite de Hashimoto têm positividade anti-TG isolada, portanto, a</p><p>medição de todos os 3 autoanticorpos é recomendada. O anti-TSH-R</p><p>é o que apresenta maior prevalência na doença de Graves não</p><p>tratada.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>SGARBI, José Augusto; MACIEL, Rui. Patogênese das doenças</p><p>tiroidianas autoimunes. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &</p><p>Metabologia, v. 53, n. 1, p. 5-14, 2009.</p><p>P Bliddal S, Nielsen CH, Feldt-Rasmussen U. Recent advances in</p><p>understanding autoimmune thyroid disease: the tallest tree in the</p><p>forest of polyautoimmunity. F1000Res. 2017; 6:1776</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>012</p><p>[IES]</p><p>UNISL-PVH</p><p>[Habilidades]</p><p>Correlacionar a clínica com as alterações hormonais</p><p>encontradas/mecanismos de retroalimentação.</p><p>115ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 51224</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 219 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Observe a tabela obtida pelo boletim de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção</p><p>para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel, 2019) e analise as</p><p>assertivas seguintes.</p><p>I. Indivíduos mais jovens se alimentam com menor quantidade de frutas e</p><p>hortaliças, tendência que se inverte conforme o aumento da faixa etária.</p><p>II. Indivíduos com menor grau de escolaridade se alimentam com menor</p><p>quantidade de frutas e hortaliças, tendência que se inverte conforme o aumento</p><p>da escolaridade.</p><p>III. Mulheres se alimentam com maior quantidade de frutas e hortaliças do que</p><p>homens, isto sendo observado em todas as faixas etárias e graus de</p><p>escolaridade.</p><p>Em relação à tabela e às assertivas propostas, é correto o que se afirma em</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 220 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>I e III, apenas.</p><p>(alternativa B)</p><p>I e II, apenas.</p><p>(alternativa C)</p><p>II, apenas.</p><p>(alternativa D)</p><p>I, II e III, apenas.</p><p>(alternativa E)</p><p>II e III, apenas.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 221 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Epidemiologia</p><p>Tema: Vigilância em Saúde</p><p>Das afirmações propostas, apenas a segunda (II) está incorreta, pois não se</p><p>observa aumento do consumo de frutas e hortaliças nos indivíduos entre 0 e 8</p><p>anos de escolaridade (30% IC: 29,2-32,4) e 9 a 11 anos de escolaridade (29,9%</p><p>IC: 28,6-31,3).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>MARTINS, A.D.Á.B. et al. Epidemiologia. Grupo A, 2018.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>102</p><p>[IES]</p><p>ITPAC CZS</p><p>[Habilidades]</p><p>Analisar os aspectos epidemiológicos das doenças não transmissíveis -</p><p>Dados da última PNAD ou VIGITEL.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 222 de 230</p><p>116ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54190</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Gestante, 32 semanas, procura emergência com queixas de perda de</p><p>líquido por via vaginal e febre. Ao exame clínico: corada, hidratada,</p><p>T.ax. de 38,4 ºC, ausência de contrações, exame especular evidencia</p><p>saída de líquido amniniótico claro. Ao toque vaginal: colo uterino com</p><p>80% de apagamento, dilatação de 2 cm e apresentação cefálica. Os</p><p>batimentos cardíacos fetais estão em 172 bpm e a pressão arterial é</p><p>de 110 x 70 mmHg. O hemograma, realizado em caráter de</p><p>urgência, mostra leucocitose com desvio à esquerda.</p><p>Indique a melhor conduta para este caso.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Internação para tocólise e corticoterapia.</p><p>(alternativa B)</p><p>Antibiótico e corticoterapia por 48 horas.</p><p>(alternativa C)</p><p>Ultrassonografia para confirmar a rotura das membranas.</p><p>(alternativa D)</p><p>Interrupção imediata através de cesariana.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Antibiótico de largo espectro e indução do parto.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia</p><p>Tema: Rotura Prematura das Membranas</p><p>O quadro clínico é compatível com Rotura Prematura das Membranas</p><p>Ovulares (RPMO), com sintomatologia típica e confirmação pelo</p><p>exame especular. A anamnese e o exme especular são suficientes</p><p>para diagnosticar 75% dos casos de RPMO. Neste caso, a gestante</p><p>apresenta febre, taquicardia fetal e leucograma com sinais de</p><p>infecção. Estes achados confirmam quadro de Corioamnionite. A</p><p>conduta mais adequada é iniciar esquema de antibióticos que possam</p><p>fazer cobertura contra os principais microrganismos da flora vaginal e</p><p>induzir o parto imediatamente. A conduta não leva em consideração a</p><p>idade gestacional (prematuridade), pois a manutenção da gravidez</p><p>compromete o resultado gestacional (morbidade e mortalidade).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Cunningham, F.G., Leveno, K.J., Bloom, S.;JL. Williams Obstetrics. 26th</p><p>Ed. Mc Graw Hill. New York, 2022.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 223 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>070</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>[Habilidades]</p><p>Gestação de risco habitual, perda de líquido com 32 semanas.</p><p>Etapas subsequentes para o diagnóstico.</p><p>117ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49005</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Homem de 55 anos, fumante, apresenta dispneia significativa na</p><p>entrada do pronto atendimento. Após o exame físico cardiovascular, o</p><p>médico suspeita de valvopatia, sendo feito o pedido de exame para a</p><p>comprovação do diagnóstico clínico.</p><p>Qual é a propedêutica para o diagnóstico e a definição da gravidade</p><p>anatômica no caso?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Eletrocardiograma e radiografia de tórax.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Ecocardiograma transtorácico.</p><p>(alternativa C)</p><p>Angiotomografia cardíaca e eletrocardiograma.</p><p>(alternativa D)</p><p>Ecocardiograma transesofágico.</p><p>(alternativa E)</p><p>Ressonância magnética cardíaca.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 224 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Médica</p><p>Subárea: Cardiologia</p><p>Tema: Valvopatias</p><p>Os pacientes com IM deverão ter definida a etiologia da valvopatia,</p><p>uma vez que o seguimento clínico e a programação terapêutica</p><p>(momento e tipo de intervenção), quando indicada, poderão ser</p><p>diferentes conforme a causa da IM. Apesar dos avanços nos métodos</p><p>diagnósticos, o ecocardiograma transtorácico ainda é o primeiro e</p><p>principal exame indicado para diagnóstico, quantificação anatômica e</p><p>para a avaliação etiológica de pacientes com IM.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Tarasoutchi F, Montera MW, Ramos AIO, Sampaio RO, Rosa VEE,</p><p>Accorsi TAD, Lopes ASSA, Fernandes JRC, Pires LJT, Spina GS, Vieira</p><p>MLC, Lavitola PL, Bignoto TC, Togna DJD, Mesquita ET, Esteves WAM,</p><p>Atik FA, Colafranceschi AS, Moisés VA, Kiyose AT, Pomerantzeff PMA,</p><p>Lemos Neto PA, Brito Júnior FS, Weksler C, Brandão CMA, Poffo R,</p><p>Simões R, Rassi S, Leães PE, Rocha RM, Pena JLB, Jatene FB, Barbosa</p><p>MM, Souza Neto JD, Saraiva JFK. Atualização das Diretrizes Brasileiras</p><p>de Valvopatias: Abordagem das Lesões Anatomicamente Importantes.</p><p>Arq Bras Cardiol. 2017;109(6 suppl 2):1-34. Portuguese. doi:</p><p>10.5935/abc.20180007. Erratum in: Arq Bras Cardiol. 2018</p><p>May;110(5):497. PMID: 29513780.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Clínica Médica</p><p>[Encomenda]</p><p>042</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar valvulopatias.</p><p>118ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44303</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 225 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Recém-nascido a termo internado no alojamento conjunto vai realizar</p><p>Teste do Coraçãozinho para rastreio de cardiopatias congênitas</p><p>críticas. O residente orienta o acadêmico sobre a forma de realizar</p><p>este teste.</p><p>Em relação ao teste citado, marque a alternativa correta.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Realizar o Teste do Coraçãozinho</p><p>nas primeiras 12 horas de vida,</p><p>antes de o bebê receber alta da maternidade.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Solicitar ecocardiograma se o paciente apresentar diferença maior ou</p><p>igual a 4% entre os membros em medidas consecutivas.</p><p>(alternativa C)</p><p>Utilizar o membro superior esquerdo e o membro inferior esquerdo</p><p>para realizar a aferição da saturimetria.</p><p>(alternativa D)</p><p>Afastar o diagnóstico de coarctação de aorta caso o resultado do</p><p>Teste do Coraçãozinho não apresente alerações.</p><p>(alternativa E)</p><p>Considerar teste alterado na presença de saturação de oxigênio de</p><p>96% em medidas consecutivas com intervalo de uma hora.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Neonatologia</p><p>Tema: Cardiopatia congênita</p><p>O Teste do Coraçãozinho deve ser feito entre 24 a 48 horas de vida,</p><p>antes da alta da maternidade.</p><p>Devem ser utilizados o membro superior direito e um dos dois</p><p>membros inferiores.</p><p>Valores de saturação periférica abaixo de 94% são considerados</p><p>alterados.</p><p>O resultado pode ser falso negativo em pacientes com coarctação de</p><p>aorta.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>DEPARTAMENTOS DE CARDIOLOGIA E NEONATOLOGIA DA SOCIEDADE</p><p>BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Diagnóstico precoce de cardiopatia</p><p>congênita crítica: oximetria de pulso como ferramenta de</p><p>triagem neonatal. [S. l.: s. n.], 07/11/2011. Disponível em:</p><p>www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2015/02/diagnostico-precoce-</p><p>oximetria.pdf. Acesso em: 11 de agosto de 2022.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 226 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>086</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas cianóticas.</p><p>119ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44215</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Gestante, 18 anos, GIP0A0, idade gestacional de 10 semanas e 2</p><p>dias, procura atendimento médico devido a quadro de náuseas,</p><p>vômitos e hiporexia, que se mantém há 2 semanas. No primeiro</p><p>atendimento, foi orientada quanto ao uso da medicação meclizina e</p><p>maneiras mais adequadas de se alimentar, sem melhora. No</p><p>momento, refere vômitos frequentes, astenia, mal-estar, hiporexia e</p><p>perda de peso de 8 kg desde o início da gestação. Ao exame: corada,</p><p>desidratada 2+/4+, eupneica, PA 90/60 mmHg, peso 51 kg (perda 8</p><p>kg), IMC 19 kg/m2, FC: 98 bpm, Sat O2 97%. Sobre o caso, são feitas</p><p>as seguintes afirmativas:</p><p>I. A droga anti-histamínica, como a opção prescrita no primeiro</p><p>atendimento, é uma boa indicação no atendimento ambulatorial inicial</p><p>de casos leves.</p><p>II. A paciente deve ser encaminhada para internação hospitalar e</p><p>prescrição de medicação intravenosa.</p><p>III. Durante a internação hospitalar, a paciente necessita de</p><p>investigação de distúrbios hidroeletrolíticos e deve-se manter a</p><p>mesma medicação já usada até resultados de exames.</p><p>IV. A paciente deve ter a dieta via oral suspensa, e a opção de</p><p>hidratação e metoclopramida venosos, associada à correção de</p><p>eletrólitos, faz-se necessário no momento.</p><p>É correto o que se afirma apenas em</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 227 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>I, II e III.</p><p>(alternativa B)</p><p>II e IV.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>I, II e IV.</p><p>(alternativa D)</p><p>III e IV.</p><p>(alternativa E)</p><p>II, III e IV.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia. Assistência Pré-natal</p><p>Tema: Náuseas e vômitos da gravidez</p><p>As drogas anti-histamínicas, como dimenidrato e meclizina, estão</p><p>liberadas para uso na gestação, com ação antiemética bem</p><p>estabelecida, algumas delas com mais efeitos colaterais de sonolência</p><p>e boca seca. Podem ser usadas com segurança. Nos casos de êmese</p><p>que evoluem com perda de peso superior a 5% do peso anterior,</p><p>desidratação, vômitos incoercíveis e distúrbios hidroeletrolíticos, tem-</p><p>se o diagnóstico de hiperêmese gravídica. Nestes casos, torna-se</p><p>mandatória a internação hospitalar com medicação e hidratação</p><p>intravenosos e suspensão da dieta por 24 horas, associados à</p><p>correção hidroeletrolítica.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>CUNNINGHAM, F G. Obstetrícia de Williams. [Pag.1045]: Grupo A,</p><p>2021. E-book. 9786558040064. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558040064/.</p><p>Acesso em: 06 set. 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>062</p><p>[IES]</p><p>UNIFIPMOC</p><p>[Habilidades]</p><p>Episódios recorrentes de vômitos na gestação. Qual indicação de</p><p>internação para reposição hidroeletrolítica.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 228 de 230</p><p>120ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54183</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Recém-nascido a termo, sexo feminino, apresentou linfedema no</p><p>dorso dos pés e das mãos desde o nascimento e ausência de pulsos</p><p>nos membros inferiores. Ecocardiograma: coarctação da aorta. Não</p><p>foram identificadas outras anomalias, nem desproporções corporais.</p><p>Dados antropométricos: peso: 2.900 g (Z score 0), comprimento: 44</p><p>cm (Z score –3) e PC: 33 cm (Z score 0).</p><p>Considerando os achados acima, o diagnóstico é</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>síndrome de Noonan.</p><p>(alternativa B)</p><p>síndrome de Prader-Willi.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>síndrome de Tunner.</p><p>(alternativa D)</p><p>trissomia do 21.</p><p>(alternativa E)</p><p>trissomia do 13.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Genética</p><p>Tema: Síndrome de Turner</p><p>O quadro de baixa estatura proporcionada, de início pré-natal, no sexo</p><p>feminino, associado à linfedema e à coarctação da aorta, é</p><p>fortemente sugestivo da síndrome de Turner. A coarctação da aorta é</p><p>a cardiopatia mais encontrada nesta síndrome. As demais doenças,</p><p>embora sejam síndromes em que a baixa estatura pode ocorrer, não</p><p>apresentam linfedema e são condições nas quais são encontradas</p><p>outras anomalias associadas a desproporções corporais que permitem</p><p>suspeitar dos diferentes diagnósticos.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 5ª edição,</p><p>Barueri, SP: Manole, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 229 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>082</p><p>[IES]</p><p>ITPAC PALMAS</p><p>[Habilidades]</p><p>Interpretar as principais alterações do desenvolvimento sexual.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 230 de 230</p><p>D)</p><p>Solicitar exames laboratoriais: hemograma, PCR e eletrólitos.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Não solicitar exames complementares.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Neurologia</p><p>Tema: Convulsão Febril</p><p>Trata-se de um caso clássico de convulsão febril simples benigna da</p><p>infância. Para esse diagnóstico, não há indicação de dosagem de</p><p>eletrólitos, punção liquórica, tomografia de crânio nem</p><p>eletroencefalograma. Caso a criança apresentasse febre sem sinais</p><p>localizatórios poder-se-ia aplicar o protocolo, e, em alguns casos,</p><p>solicitar sumário de urina e/ou hemograma. Porém, essa criança tem</p><p>um foco para a febre que é uma infecção de via aérea superior,</p><p>portanto ela não se beneficia de nenhum exame complementar.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria. 5ª Edição,</p><p>2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 23 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>007</p><p>[IES]</p><p>FASA VIC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar as crises convulsivas em crianças.</p><p>15ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 48046</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Puérpera, 17 anos, trouxe recém-nascido com 5 dias de vida à</p><p>primeira consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS). A mãe refere</p><p>dor à amamentação e diz que pensa em oferecer fórmula artificial,</p><p>pois a criança “suga muito forte” e a está machucando. Ao exame</p><p>das mamas: pequenas fissuras em ambos os mamilos. A mama</p><p>esquerda apresenta edema, hiperemia, aumento de calor local e</p><p>endurecimento no quadrante inferior externo. Não há sinal de</p><p>flutuação.</p><p>A conduta adequada neste momento é</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>manter aleitamento materno e prescrever antibiótico.</p><p>(alternativa B)</p><p>realizar drenagem da área afetada.</p><p>(alternativa C)</p><p>orientar pega e posição adequadas durante a amamentação.</p><p>(alternativa D)</p><p>suspender o aleitamento até a cicatrização das fissuras.</p><p>(alternativa E)</p><p>complementar a amamentação com leite artificial.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 24 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia</p><p>Tema: Mastite</p><p>A estase do leite é o evento inicial da mastite, e o aumento da</p><p>pressão intraductal causado por ela leva ao achatamento das células</p><p>alveolares e à formação de espaços entre as células. Por esse espaço,</p><p>passam alguns componentes do plasma para o leite e deste para o</p><p>tecido intersticial da mama, causando uma resposta inflamatória.</p><p>O tratamento da mastite deve ser instituído o mais precocemente</p><p>possível, pois, sem o tratamento adequado e em tempo oportuno, a</p><p>mastite pode evoluir para abscesso mamário, uma complicação</p><p>grave.</p><p>O tratamento inclui os seguintes componentes:</p><p>Esvaziamento adequado da mama: este é o componente</p><p>mais importante do tratamento da estase inicial.</p><p>Preferencialmente, a mama deve ser esvaziada pelo próprio</p><p>lactente, pois, apesar da presença de bactérias no leite</p><p>materno, quando há mastite, a manutenção da</p><p>amamentação está indicada por não oferecer riscos ao</p><p>recém-nascido a termo sadio. A retirada manual do leite</p><p>após as mamadas pode ser necessária se não houver</p><p>esvaziamento adequado.</p><p>Antibioticoterapia: indicada quando houver sintomas graves</p><p>desde o início do quadro, fissura mamilar e ausência de</p><p>melhora dos sintomas após 12–24 horas da remoção efetiva</p><p>do leite acumulado.</p><p>Se não houver regressão dos sintomas após 48 horas do início da</p><p>antiobioticoterapia, deve ser considerada a possibilidade de abscesso</p><p>mamário e de encaminhamento para unidade de referência, para</p><p>eventual avaliação diagnóstica especializada e revisão da</p><p>antibioticoterapia.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Cunningham, F.G., Leveno, K.J., Bloom, S.;JL. Williams Obstetrics. 26th</p><p>Ed. Mc Graw Hill. New York, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 25 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>063</p><p>[IES]</p><p>FESAR</p><p>[Habilidades]</p><p>Mastite localizada e parenquimatosa sem abcesso. Conduta na</p><p>lactação/Indicação de suspensão da lactação.</p><p>16ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54541</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Considerando que a saúde no Brasil foi diretamente influenciada por</p><p>acontecimentos históricos e econômicos de cada época, analise as</p><p>afirmativas a seguir.</p><p>I. Até a década de 1930, a saúde pública, embora funcionasse</p><p>principalmente na forma de campanhas e com o apoio da polícia</p><p>sanitária, motivada por interesses econômicos, foi marcada por</p><p>avanços, como a criação de diversos centros de saúde e uma rede de</p><p>laboratórios públicos voltados para a pesquisa.</p><p>II. A Lei Eloy Chaves, considerada o embrião da Previdência Social no</p><p>Brasil, criou as Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAP), que</p><p>garantiam aos trabalhadores afiliados pensões, aposentadorias,</p><p>serviços médicos e funerários.</p><p>III. Até 1988, o direito à saúde permanecia como um privilégio para os</p><p>ricos e os trabalhadores que tinham a carteira de trabalho assinada,</p><p>pois somente assim era possível ter acesso aos serviços de saúde</p><p>oferecidos por alguns IAP.</p><p>IV. Com a promulgação da Constituição Federal, em 1988, as ações</p><p>de saúde foram unificadas, e os serviços preventivos, curativos e de</p><p>reabilitação passaram a ser responsabilidade do Ministério da Saúde,</p><p>não sendo mais divididos com a Previdência Social.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 26 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>III e IV.</p><p>(alternativa B)</p><p>I, III e IV.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>I, II, III e IV.</p><p>(alternativa D)</p><p>I, II e IV.</p><p>(alternativa E)</p><p>II e III.</p><p>Grau de dificuldade: Fácil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Políticas de Saúde</p><p>Tema: História das políticas de saúde no Brasil: antes e depois da</p><p>criação do SUS</p><p>Considerando que a saúde no Brasil foi diretamente influenciada por</p><p>acontecimentos históricos e econômicos de cada época, as</p><p>afirmativas abaixo estão todas corretas:</p><p>I. Até a década de 1930, a saúde pública, embora funcionasse</p><p>principalmente na forma de campanhas e com o apoio da polícia</p><p>sanitária, motivada por interesses econômicos, foi marcada por</p><p>avanços, como a criação de diversos centros de saúde e uma rede de</p><p>laboratórios públicos voltados para a pesquisa.</p><p>II. A Lei Eloy Chaves, considerada o embrião da Previdência Social no</p><p>Brasil, criou as Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAP), que</p><p>garantiam aos trabalhadores afiliados pensões, aposentadorias,</p><p>serviços médicos e funerários.</p><p>III. Até 1988, o direito à saúde permanecia como um privilégio para os</p><p>ricos e os trabalhadores que tinham a carteira de trabalho assinada,</p><p>pois somente assim era possível ter acesso aos serviços de saúde</p><p>oferecidos por alguns IAP.</p><p>IV. Com a promulgação da Constituição Federal, em 1988, as ações</p><p>de saúde foram unificadas, e os serviços preventivos, curativos e de</p><p>reabilitação passaram a ser responsabilidade do Ministério da Saúde,</p><p>não sendo mais divididos com a Previdência Social.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>SOLHA, Raphaela Karla de Toledo. Saúde coletiva para iniciantes.</p><p>Políticas e práticas profissionais. 2 ed. Erica/Saraiva. Cap. 3. E-book</p><p>disponível em Minha biblioteca.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 27 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>117</p><p>[IES]</p><p>UNINOVAFAPI</p><p>[Habilidades]</p><p>História das políticas de saúde no Brasil: antes e depois da</p><p>criação do SUS.</p><p>17ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54250</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Escolar, 8 anos, feminino, vem ao serviço de pediatria da Unidade</p><p>Básica de Saúde (UBS) com história de cansaço aos esforços,</p><p>acompanhado de adinamia, mal estar, dificuldade em acompanhar as</p><p>brincadeiras com os colegas e palpitação. Há história prévia de um</p><p>episódio de faringite, que foi tratada com sintomáticos</p><p>e chás há 3</p><p>semanas.</p><p>Ao exame: paciente febril, 38 ºC, hipocorado, estado geral regular,</p><p>acianótico, sem edemas em membros inferiores. Ausculta pulmonar</p><p>sem alterações. Bulhas taquicárdicas em 2 tempos, presença de</p><p>sopro holossistólico, 3/6, mais audível na ponta do ventrículo esquerdo</p><p>com irradiação para a axila esquerda.</p><p>Sobre a principal hipótese diagnóstica, pode-se afirmar que</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>a complicação neurológica pode ocorrer como apresentação precoce</p><p>em 50% dos casos, deixando sequelas permanentes.</p><p>(alternativa B)</p><p>a profilaxia secundária poderá ser realizada com Penicilina Procaína a</p><p>cada 21 dias, por via intramuscular.</p><p>(alternativa C)</p><p>a cultura da orofaringe positiva para Streptococus B hemolítico é um</p><p>dos critérios maiores.</p><p>(alternativa D)</p><p>o acometimento das articulações envolve as de pequeno tamanho e</p><p>duram cerca de 6 semanas, mesmo sem o tratamento específico.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>na fase aguda, o ecocardiograma pode evidenciar edema nos folhetos</p><p>da valva mitral e do aparelho tensor, além de prolapso dessa valva.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 28 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Reumatologia Pediátrica</p><p>Tema: Febre Reumática</p><p>O agente envolvido é o Streptococos Beta hemolítico do grupo A</p><p>(Streptococcus pyogenes), mas seu isolamento é um dos critérios</p><p>menores.</p><p>A coreia, também conhecida como coreia de Sydenham ou “dança de</p><p>São Vito”, reflete o envolvimento do sistema nervoso central e está</p><p>presente em 5-36% dos pacientes. É considerada uma manifestação</p><p>tardia. É uma condição autolimitada cuja evolução varia em média de</p><p>algumas semanas a 6 meses, com média de 3 meses.</p><p>Classicamente, não deixa sequelas.</p><p>A profilaxia secundária poderá ser realizada com Penicilina benzatina a</p><p>cada 21 dias, por via intramuscular.</p><p>A artrite é a forma mais frequente de apresentação da FR, ocorrendo</p><p>em 70% dos casos. Acomete principalmente as grandes articulações</p><p>(joelhos, tornozelos, punhos, cotovelos e ombros) e raramente as</p><p>pequenas articulações das mãos e pés).</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria, 5ª edição,</p><p>Barueri, SP: Manole, 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>087</p><p>[IES]</p><p>UNIFIPMOC</p><p>[Habilidades]</p><p>Tratar as principais valvulopatias na infância.</p><p>18ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 44026</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 29 de 230</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 65 anos procura seu médico no ambulatório com uma</p><p>história de 6 meses de dor bilateral na panturrilha. A dor geralmente</p><p>ocorre depois de caminhar alguns quarteirões e é mais intensa do lado</p><p>direito. Ele tem hipertensão e diabetes mellitus tipo 2. Ele fuma dois</p><p>maços de cigarro diariamente há 43 anos e bebe duas cervejas por</p><p>dia. Os medicamentos atuais incluem metformina, lisinopril e aspirina.</p><p>O exame cardíaco mostra um galope sem sopros. As pernas têm pele</p><p>brilhante com pelos reduzidos abaixo do joelho. Pulsos femorais e</p><p>poplíteos palpáveis bilateralmente. Os pulsos pediosos são 1+/4+ à</p><p>esquerda e ausentes à direita. O índice tornozelo-braquial (ITB) é</p><p>realizado no consultório. O ITB é 0,5 na perna direita e 0,7 na perna</p><p>esquerda.</p><p>Qual é o tratamento inicial recomendado para o paciente?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Prescrever propranolol.</p><p>(alternativa B)</p><p>Iniciar tratamento com cilostazol.</p><p>(alternativa C)</p><p>Cirugia com bypass vascular.</p><p>(alternativa D)</p><p>Angioplastia transluminal percutânea com colocação de stent.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Terapia de exercícios programados.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 30 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Cirurgia Vascular</p><p>Tema: Doença Arterial Periférica</p><p>A história deste paciente de doença arterial coronariana (DAC) e</p><p>tabagismo, dor intermitente na panturrilha ao esforço (dor</p><p>claudicante) e índice tornozelo-braquial (ITB) de 0,4–0,9 são</p><p>consistentes com doença arterial periférica moderada (DAP). As</p><p>alterações tróficas da pele abaixo do joelho (pele brilhante e</p><p>diminuição do crescimento do cabelo) sugerem doença</p><p>femoropoplítea.</p><p>Intervenções conservadoras, como terapia de exercícios estruturados,</p><p>são os melhores passos iniciais no manejo da DAP se houver</p><p>claudicação e não houver evidência de isquemia crítica do membro ou</p><p>isquemia aguda do membro. O manejo inicial também inclui a</p><p>modificação dos fatores de risco por meio da cessação do tabagismo,</p><p>terapia antiplaquetária, terapia com estatinas e controle da</p><p>hipertensão e diabetes mellitus, se presentes.</p><p>O propranolol pode ser usado para tratar hipertensão ou arritmias. A</p><p>claudicação intermitente desse paciente sugere DAP, que pode ser</p><p>controlada monitorando-se fatores de risco cardiovascular, como</p><p>hipertensão e aterosclerose. Como esse paciente tem pressão arterial</p><p>bem controlada, sem sintomas ou sinais de arritmia, não é necessária</p><p>medicação adicional.</p><p>A cirurgia de bypass vascular pode ser usada para restaurar a</p><p>perfusão adequada do membro em pacientes com DAP. Essa</p><p>intervenção só é considerada quando o tratamento conservador e</p><p>farmacológico não proporcionar alívio sintomático, ou se houver</p><p>evidência de isquemia crítica do membro ao exame físico. Como esse</p><p>paciente não recebeu nenhuma terapia inicial e não apresenta</p><p>evidência de isquemia crítica do membro ao exame físico, é</p><p>necessária uma abordagem mais conservadora.</p><p>Cilostazol é usado para proporcionar alívio sintomático para</p><p>claudicação intermitente em pacientes com DAP. É um adjuvante da</p><p>terapia de primeira linha, não sendo indicado como modalidade</p><p>primária de tratamento. O tratamento farmacológico para DAP é</p><p>normalmente indicado quando mais opções de tratamento</p><p>conservador falharam.</p><p>A angioplastia transluminal percutânea (PTA) com colocação de stent</p><p>pode ser utilizada para revascularizar vasos periféricos. A APT com</p><p>implante de stent só é considerada quando o tratamento conservador</p><p>e farmacológico não proporcionar alívio sintomático, ou se houver</p><p>evidência de isquemia crítica do membro (ICP) no exame físico. Como</p><p>esse paciente não recebeu nenhuma terapia inicial e não tem</p><p>evidência de CLI no exame físico, uma abordagem mais conservadora</p><p>deve ser considerada primeiro.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Doença arterial periférica. 23/09/2021.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 31 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>040</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar as doenças mais prevalentes na cirurgia</p><p>vascular.</p><p>19ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54448</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Doze horas depois de ser submetido a uma laparotomia exploradora para uma úlcera</p><p>duodenal perfurada, um homem de 36 anos tem dor na ferida operatória e falta de ar.</p><p>Ele tem asma bem controlada com um inalador de albuterol. Seu pai morreu de câncer</p><p>de pulmão aos 62 anos de idade. Ele fuma um maço de cigarros por dia há 14 anos;</p><p>não bebe álcool. Ele parece desconfortável. Sua temperatura é 37,4 °C, o pulso é</p><p>98/min, as respirações são 19/min e a pressão arterial é 122/76 mm Hg. O exame</p><p>mostra sons respiratórios reduzidos na base do pulmão esquerdo. O exame cardíaco</p><p>não mostra anormalidades. Há uma incisão cirúrgica limpa e seca na linha média do</p><p>abdome, onde se queixa de muita dor. Os sons intestinais são hipoativos. As</p><p>panturrilhas estão moles e não sensíveis. Sua concentração de hemoglobina é de 12,9</p><p>g/dL, a contagem de leucócitos é de 10.600/mm3, e a contagem de plaquetas é de</p><p>230.000 / mm3. Uma radiografia do tórax em posição supina é mostrada.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 32 de 230</p><p>Fonte: SUZUKI; TAKASAKI, 2014. Disponível em:</p><p>https://www.researchgate.net/profile/Yasuyuki-Suzuki-</p><p>4/publication/259953056/figure/fig1/AS:297094356193280@1447844222018/Chest-</p><p>X-ray-on-POD-7-shows-massive-atelectasis-in-the-left-lower-lobe.png. Acesso em: 28</p><p>out. 2021.</p><p>Qual das alternativas a seguir apresenta uma medida recomendada para prevenir os</p><p>sintomas desse paciente?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Estender a incisão mais cranialmente.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Bom relaxamento muscular durante a cirurgia.</p><p>(alternativa C)</p><p>Usar afastadores abdominais para facilitar acesso cirúrgico.</p><p>(alternativa D)</p><p>Recomendar que o paciente faça repouso prolongado no leito.</p><p>(alternativa E)</p><p>Aumentar o tempo de duração da cirurgia.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 33 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Cirurgia</p><p>Subárea: Clínica Cirúrgica</p><p>Tema: Cuidados perioperatórios</p><p>A dispneia desse paciente, a diminuição dos sons respiratórios na base do pulmão</p><p>esquerdo e a opacificação homogênea na radiografia de tórax são causadas por uma</p><p>perda de volume pulmonar.</p><p>Dor intensa é uma sequela comum de procedimentos intratorácicos, intra-abdominais</p><p>e de ossos maiores e articulações. Aproximadamente 60% desses pacientes</p><p>descrevem a dor como intensa, 25%, como moderada e 15%, como leve. Por outro</p><p>lado, após cirurgias superficiais de cabeça e pescoço, membros ou parede abdominal,</p><p>menos de 15% dos pacientes caracterizam sua dor como intensa. Os fatores</p><p>responsáveis por essas diferenças incluem duração da cirurgia, grau de trauma</p><p>operatório, tipo de incisão e magnitude da retração intraoperatória. O manejo</p><p>cuidadoso dos tecidos, as cirurgias rápidas e um bom relaxamento muscular ajudam a</p><p>diminuir a intensidade da dor pós-operatória. Ainda não foram encontradas medidas</p><p>objetivas para a dor.</p><p>Pacientes que foram submetidos a cirurgia recentemente têm um risco aumentado de</p><p>desenvolver condições tromboembólicas venosas, como trombose venosa profunda e</p><p>embolia pulmonar, devido a vários fatores de risco, que incluem imobilização</p><p>prolongada e dano endotelial. A embolia pulmonar pode causar dispneia aguda, mas</p><p>este paciente não tem outras manifestações típicas desta condição, como dor no</p><p>peito, tosse, distensão venosa jugular e manifestações de trombose venosa profunda</p><p>(por exemplo, eritema, edema e sensibilidade na perna).</p><p>Não se recomenda repouso prolongado pós-operatório como medida de melhora da</p><p>dor pós-operatória, as recomendações são que, mesmo com dor, o paciente deambule</p><p>o mais precocemente possível e que faça exercícios respiratórios para prevenir tais</p><p>complicações.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>DOHERTY, Gerard M. CURRENT Cirurgia. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2017.</p><p>9788580556018. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556018/. Acesso em: 16</p><p>mai 2022.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>021</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os cuidados perioperatórios: Cuidados e complicações no pós-operatório.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>20ª QUESTÃO</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 34 de 230</p><p>Código da questão: 54499</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Analisando a progressão do trabalho de parto no partograma</p><p>apresentado a seguir, de uma primigesta, com gestação de 40</p><p>semanas, que dura 7 horas, qual é o diagnóstico mais provável?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Fase ativa prolongada.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Desproporção céfalo-pélvica.</p><p>(alternativa C)</p><p>Parto precipitado.</p><p>(alternativa D)</p><p>Sofrimento fetal agudo.</p><p>(alternativa E)</p><p>Parada secundária da dilatação.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 35 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Obstetrícia/Assistência ao parto</p><p>Tema: Partograma</p><p>Neste caso, temos uma paciente primigesta, a termo, com dilatação</p><p>completa do colo uterino e apresentação cefálica não insinuada em –3</p><p>de DeLee, há 3 horas. Trata-se de uma desproporção céfalo-pélvica</p><p>típica, em que a contratilidade é eficaz para dilatar o colo uterino, mas</p><p>a apresentação não consegue penetrar na pelve materna.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>CUNNINGHAN, F.G et al. Williams Obstetrics. 25th ed. New York:</p><p>McGraw Hill, 2020.</p><p>MONTENEGRO, C.A.B & REZENDE-FILHO, J. Obstetrıćia fundamental.</p><p>14a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Habilidades]</p><p>Partograma com evidência de discinesia uterina. Conduta mais</p><p>adequada. Inserir imagem do partograma para interpretação.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 36 de 230</p><p>21ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54443</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Paciente feminino, 35 anos, apresenta repetidos quadros de intoxicação após</p><p>ingesta de alguns alimentos. Foi indicado à paciente realização de biópsia de</p><p>amostra de mucosa entérica. O resultado foi comparado com o padrão normal,</p><p>podendo ser representado pelas situações a seguir:</p><p>FONTE: Modificado de http://www.ufrgs.br/alimentus1</p><p>Com base no caso e nas situações, assinale a alternativa correta.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Na situação I os enterócitos apresentam menor capacidade de absorção de</p><p>nutrientes, quando comparado com a situação II.</p><p>(alternativa B)</p><p>A situação II apresenta a forma mais leve da doença com integridade das</p><p>vilosidades, e a situação I apresenta destruição das vilosidades, sendo</p><p>considerada como a forma grave da doença.</p><p>(alternativa C)</p><p>O glúten possui ação indireta sobre os enterócitos, e a lesão destes é irreversível,</p><p>como demonstrado na situação I.</p><p>(alternativa D)</p><p>A situação I representa a amostra da paciente, e a situação II seria a amostra de</p><p>padrão normal para esse tecido.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>A situação I apresenta integridade das vilosidades e criptas, enquanto a situação</p><p>II pode ser resolvida após a retirada da dieta de alimentos que possuem glúten.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 37 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ciências Básicas</p><p>Subárea: Patologia</p><p>Tema: Lesão e Morte Celular</p><p>O glúten possui ação indireta sobre os enterócitos, e a lesão destes é reversível.</p><p>Na situação I os enterócitos apresentam maior capacidade de absorção de</p><p>nutrientes.</p><p>A doença resulta na destruição das vilosidades e das microvilosidades, o que é</p><p>representado na situação II.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>GUYTON, A. C. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara</p><p>Koogan, 2017.</p><p>JUNQUEIRA, L. C. e CARNEIRO, J. Histologia básica – Texto e Atlas. 13. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ciências Básicas</p><p>[Encomenda]</p><p>019</p><p>[Habilidades]</p><p>Aplicar os conceitos de lesão e morte celular (alteração, degeneração,</p><p>necrose). Inflamação, reparo tecidual e oncogênese.</p><p>[IES]</p><p>AFYA</p><p>22ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 49823</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 38 de 230</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher com 39 anos, nuligesta, tentando engravidar, apresenta ciclos</p><p>menstruais de 25 dias acompanhada de hipermenorreia há 8 meses.</p><p>Utilizou contraceptivos hormonais orais sem melhora. À</p><p>ultrassonografia transvaginal, observa-se mioma submucoso fúndico</p><p>de 4 cm de diâmetro. Sem alterações em anexos.</p><p>A conduta indicada para essa paciente é</p><p>Alternativas: (alternativa A) (CORRETA)</p><p>miomectomia histeroscópica.</p><p>(alternativa B)</p><p>análogo do GnRH.</p><p>(alternativa C)</p><p>ablação do endométrio.</p><p>(alternativa D)</p><p>ultrassom focado guiado.</p><p>(alternativa E)</p><p>embolização de artérias uterinas.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Subárea: Ginecologia</p><p>Tema: Miomatose Uterina</p><p>Em pacientes sintomáticas com leiomiomas submucosos, a ressecção</p><p>histeroscópica produz alívio dos sintomas na maioria dos casos. As</p><p>indicações incluem sangramento uterino anormal, dismenorreia ou</p><p>infertilidade quando houver suspeita de contribuição dos leiomiomas.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>Ginecologia de Williams. Schorge, J O, et alii. Editora Mc Graw Hill</p><p>Medical. New York-USA –2011.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 39 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>Ginecologia</p><p>Ginecologia e Obstetrícia</p><p>[Encomenda]</p><p>080</p><p>080</p><p>[IES]</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>UNIGRANRIO BARRA</p><p>[Habilidades]</p><p>Sangramento uterino anormal, útero aumentado. Conduta em</p><p>relação ao encaminhamento para indicação</p><p>cirúrgica/preservação da fertilidade.</p><p>Sangramento uterino anormal, útero aumentado. Conduta em</p><p>relação ao encaminhamento para indicação</p><p>cirúrgica/preservação da fertilidade.</p><p>[Competências (Objetivos)]</p><p>Tratamento</p><p>Diagnóstico</p><p>23ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54256</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um homem de 42 anos, sem antecedentes prévios, chega ao pronto-</p><p>socorro com hemorragia nasal direita de pequeno volume nos últimos</p><p>40 minutos. Ele relata que o sangramento nasal persiste desde o</p><p>início do quadro. Ele parece pálido. Sua temperatura é de 36,5°C, o</p><p>pulso é de 95/min e a pressão arterial é de 110/75 mm Hg. O exame</p><p>do nariz com espéculo não mostra uma fonte de sangramento</p><p>anterior.</p><p>Qual é a medida recomendada no atendimento inicial do paciente?</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 40 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Ressuscitação fluídica com soro fisiológico 0,9%.</p><p>(alternativa B)</p><p>Embolização endovascular da artéria maxilar internas distais.</p><p>(alternativa C)</p><p>Realizar tampão nasal e a cauterização com nitrato de prata.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>Limpar o sangue do nariz e flexionar a cabeça ligeiramente para a</p><p>frente.</p><p>(alternativa E)</p><p>Transfusão de plaquetas ou fatores de coagulação.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Otorrinolarigologia</p><p>Tema: Epistaxe</p><p>Aconselhe o paciente a limpar o sangue do nariz, pois o coágulo</p><p>sanguíneo pode promover fibrinólise.[6] Eles devem manter a cabeça</p><p>em uma posição de "cheirar", ligeiramente flexionada para a frente.</p><p>[6]</p><p>Em seguida, aplique pressão firme e sustentada no terço inferior do</p><p>nariz (toda a cartilagem comprimível inferior) com ou sem a ajuda de</p><p>um dos pais ou cuidador por pelo menos 5 minutos.[6] Um clipe nasal</p><p>pode ser usado se disponível e tolerado pelo paciente.[6]</p><p>Considere a aplicação de vasoconstritor tópico (descongestionante),</p><p>como oximetazolina, usando um spray nasal ou inserindo bolas ou</p><p>compressas de algodão impregnadas antes que a avaliação real</p><p>comece no nariz.[6] Aplique o vasoconstritor para fins diagnósticos e</p><p>terapêuticos, para ajudar a visualizar o local da epistaxe e estimular a</p><p>hemostasia. Um descongestionante também diminui a espessura da</p><p>mucosa, permitindo mais espaço nasal aberto, caso seja necessária a</p><p>colocação de um tampão. Isso pode reduzir o trauma da mucosa</p><p>produzido durante a inserção de um tampão e, portanto, pode</p><p>diminuir os locais de sangramento secundário da membrana mucosa</p><p>rompida.</p><p>DISTRATORES:</p><p>Geralmente, a ressuscitação não é necessária para a maioria dos</p><p>pacientes que apresentam epistaxe, mas é necessária no caso raro</p><p>de comprometimento hemodinâmico. Esses pacientes precisam de</p><p>reanimação urgente no hospital.[6] Os pacientes podem estar mais</p><p>sujeitos a comprometimento hemodinâmico se: 1) houver</p><p>sangramento grave, indicado por um grande volume de sangue,</p><p>sangramento prolongado, sangramento de ambos os lados do nariz</p><p>ou sangramento da boca. Pode haver maior probabilidade de</p><p>sangramento intenso com uma história de hospitalização por</p><p>epistaxe, transfusão de sangue anterior para sangramento nasal ou</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 41 de 230</p><p>mais de 3 sangramentos nasais recentes; 2) o paciente é mais velho;</p><p>ou 3) o paciente está doente ou frágil. As comorbidades que podem</p><p>impedir a resposta do paciente a um sangramento incluem</p><p>hipertensão, doença cardiopulmonar, anemia, distúrbios hemorrágicos</p><p>e doença renal ou hepática.</p><p>Os distúrbios de coagulação requerem tratamento dependendo da</p><p>causa subjacente e podem precisar ser corrigidos com transfusão de</p><p>plaquetas ou fatores de coagulação, o que não é o caso do paciente.</p><p>O tampão nasal e a cauterização tratarão com sucesso a maioria das</p><p>epistaxes persistente, mas o caso trata de episódio único, e, para o</p><p>atendimento inicial, o primeiro passo seria as medidas de</p><p>posicionamento da cabeça, pressão nasal e uso de vasoconstrictor</p><p>tópico como medida inicial. O encaminhamento ao</p><p>otorrinolaringologista é indicado quando essas técnicas falham. Vários</p><p>procedimentos podem ser usados para tratar o sangramento</p><p>persistente. A escolha dependerá da disponibilidade de recursos</p><p>apropriados e da experiência.</p><p>A embolização endovascular é apropriada para o tratamento da</p><p>epistaxe posterior e envolve a embolização das artérias maxilares</p><p>internas distais/esfenopalatinas bilaterais. Às vezes, as artérias faciais</p><p>requerem embolização se houver anastomoses com a SPA via artéria</p><p>infraorbital e ramos alar e septal do compartimento nasal anterior.[6]</p><p>Uma vantagem da ligadura arterial endoscópica é que a ligação da</p><p>SPA e da artéria etmoidal anterior podem ser realizadas</p><p>concomitantemente; entretanto, a necessidade de anestesia geral é</p><p>uma desvantagem.[6]</p><p>As vantagens da embolização incluem a capacidade de realizar o</p><p>procedimento sob sedação, evitar trauma à mucosa nasal e deixar os</p><p>tampões no lugar, mas há certo risco de oclusão de vasos adjacentes</p><p>e potencial para acidente vascular cerebral.[6]Foi sugerida uma</p><p>abordagem sequencial de ligadura endoscópica da SPA transnasal</p><p>(TESPAL) seguida de embolização endovascular para epistaxe que não</p><p>responde ao tamponamento.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>BMJ Best Practice. Epistaxe. Última atualização em 26 de maio de</p><p>2021.</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 42 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Cirurgia</p><p>[Encomenda]</p><p>036</p><p>[IES]</p><p>UNITPAC</p><p>[Habilidades]</p><p>Conduzir o tratamento das afecções benignas mais prevalentes</p><p>em otorrinolaringologia.</p><p>24ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54249</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Escolar, 5 anos, comparece à consulta no ambulatório de pediatria</p><p>apresentando perda de peso, polidipsia e poliúria há cerca de duas</p><p>semanas. Em curva de IMC para idade, a criança encontra-se em</p><p>percentil 50. O quadro se intensificou nas últimas 24 horas levando à</p><p>prostração. O pediatra encaminha a paciente ao Pronto Atendimento</p><p>(PA) para realização de exames na urgência. Observa-se glicemia</p><p>plasmática de 430 mg/dL e gasometria arterial com pH e bicarbonato</p><p>normais.</p><p>Em relação ao caso, são realizadas as afirmativas a seguir:</p><p>I. Foi solicitada a gasometria para excluir o quadro de</p><p>cetoacidose diabética, que requer como primeira medida de</p><p>tratamento a aplicação de insulina regular subcutânea.</p><p>II. O diagnóstico de diabetes Mellitus Tipo 1 pode ser realizado,</p><p>neste caso, pela presença de sintomas inequívocos de</p><p>hiperglicemia associados à glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dl.</p><p>III. Trata-se de um provável quadro marcado por resistência à</p><p>insulina, sendo recomendado, portanto, perda de peso</p><p>associado a antidiabético oral e insulina.</p><p>IV. Atualmente, utiliza-se o esquema de insulina com o mínimo</p><p>de aplicações diárias por meio da aplicação de insulina basal</p><p>duas vezes ao dia.</p><p>É correto o que se afirma em</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 43 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>IV.</p><p>(alternativa B)</p><p>I.</p><p>(alternativa C)</p><p>II e IV.</p><p>(alternativa D) (CORRETA)</p><p>II.</p><p>(alternativa E)</p><p>III.</p><p>Grau de dificuldade: Difícil</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Pediatria</p><p>Subárea: Endocrinologia</p><p>Tema: Diabetes Tipo I</p><p>Apenas a alternativa II está correta. É recomendado que, em</p><p>indivíduos com diabetes Mellitus tipo 1 (DM-1), seja utilizado o</p><p>tratamento intensivo (múltiplas doses diárias) com insulina basal E</p><p>PRANDIAL, com múltiplas aplicações ou sistema de infusão</p><p>subcutânea contínua de insulina.</p><p>Na presença de sintomas</p><p>inequívocos de hiperglicemia, é</p><p>recomendado que o diagnóstico seja realizado por glicemia ao acaso</p><p>≥ 200 mg/dl.</p><p>O DM1 é mais comum em crianças e adolescentes que apresentam</p><p>deficiência grave de insulina devido à destruição das células ß,</p><p>associada à autoimunidade, e não a resistência à insulina.</p><p>O objetivo do tratamento inicial da cetoacidose diabética é a</p><p>restauração de volume, e não a correção da glicemia com insulina.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Diabetes Care in the Hospital: Standards of Medical Care in Diabetes-</p><p>2022</p><p>Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes – 2022</p><p>Feedback: --</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 44 de 230</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Pediatria</p><p>[Encomenda]</p><p>099</p><p>[IES]</p><p>UNIFIPMOC</p><p>[Habilidades]</p><p>Diagnosticar e tratar as principais doenças endócrinas em</p><p>pediatria.</p><p>25ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54641</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Mulher, 75 anos, usuária assídua da Unidade de Saúde Figueira Nova.</p><p>Considerada uma “paciente difícil” pela equipe da Estratégia de Saúde da</p><p>Família, por apresentar idas recorrentes às consultas, com pouca resposta</p><p>aos tratamentos oferecidos. A médica e a enfermeira da equipe decidiram</p><p>entender melhor sua situação familiar, elaborando um ecomapa:</p><p>A partir da interpretação do ecomapa, pode-se afirmar:</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 45 de 230</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Relação fraca e estressante com a com a filha.</p><p>(alternativa B) (CORRETA)</p><p>Relação forte e compensadora com a ESF, recebendo bom apoio.</p><p>(alternativa C)</p><p>Relação forte e compensadora para com a igreja e da igreja com a paciente.</p><p>(alternativa D)</p><p>Relação fraca e compensadora com a vizinha.</p><p>(alternativa E)</p><p>Relação tênue/incerta com a neta 2, mas equilibrada entre apoio e esforço.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva/Medicina de Família e Comunidade</p><p>Subárea: Atenção Primária à Saúde (APS)</p><p>Tema: Ferramentas da APS</p><p>Interpretando o ecomapa, podemos afirmar que a paciente do caso:</p><p>Relação fraca, que requer esforço e energia, não compensadora e não</p><p>estressante com a igreja.</p><p>Relação forte, recebe apoio, compensadora e não estressante com a filha,</p><p>genro, neta 1 e ESF.</p><p>Relação fraca, sem impacto na energia/recursos, e estressante com a neta</p><p>2.</p><p>REFERÊNCIA:</p><p>GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina</p><p>de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática</p><p>Porto Alegre: Grupo A, 2019. E-book. 9788582715369. Disponível em:</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso</p><p>em: 25 ago. 2022.</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 46 de 230</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>016</p><p>[IES]</p><p>UNIVAÇO</p><p>[Habilidades]</p><p>Ferramentas de atenção em saúde (Interpretação de genograma ou</p><p>ecomapa).</p><p>26ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 50156</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Na Unidade de Saúde da Família “Capim Dourado”, durante um</p><p>exame para prevenção de câncer de colo do útero na população, foi</p><p>detectada, na Sra. Odete, de 56 anos, uma neoplasia estágio I. Ela</p><p>foi encaminhada para o serviço de especialidades do município,</p><p>sendo atendida e encaminhada para retirada da lesão no</p><p>hospital local. Após a cirurgia, ficou em observação algumas</p><p>horas. Além disso, foi orientada para retornar à Unidade Capim</p><p>Dourado, com um relatório do médico responsável pelo</p><p>procedimento, para as atividades normais do seu cotidiano, mas</p><p>com o acompanhamento pela equipe de saúde da família.</p><p>Marque a opção correta quanto ao princípio obedecido no caso acima.</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Regionalização e Hierarquização.</p><p>(alternativa B)</p><p>Descentralização.</p><p>(alternativa C)</p><p>Universalidade.</p><p>(alternativa D)</p><p>Equidade.</p><p>(alternativa E) (CORRETA)</p><p>Integralidade.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 47 de 230</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Saúde Coletiva</p><p>Subárea: Políticas de Saúde</p><p>Tema: SUS</p><p>O princípio da Integralidade considera as pessoas como um todo,</p><p>atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é importante a</p><p>integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de</p><p>doenças, o tratamento e a reabilitação. No caso da Odete foi possível</p><p>ver a integração dessas ações, com a prevenção (exame de câncer</p><p>do colo uterino), diagnóstico, tratamento e o acompanhamento dela</p><p>pela ESF.</p><p>REFERÊNCIAS:</p><p>Constituição da República Federativa do Brasil, 1988.</p><p>BRASIL, Lei n. 8080 de 19 de setembro de 1990.</p><p>BRASIL, Lei n. 8142 de 28 de dezembro de 1990.</p><p>BRASIL, Presidência da República Casa Civil.</p><p>ANDRADE L. O. M. et al.Política de saúde no Brasil. In: ROUQUAYROL,</p><p>Maria Zélia; GURGEL, Marcelo. Epidemiologia e saúde. 8. ed. Rio de</p><p>Janeiro: MedBook, 2018. p. 449-460.</p><p>ANDRADE, Selma Maffei de; SOARES, Darli Antonio; CORDONI JUNIOR,</p><p>Luiz (Org.). Bases da saúde coletiva. Londrina: Ed. UEL, 2001. Cap.3,</p><p>p. 46 a 53.</p><p>MOREIRA, Taís de, C. et al. Legislação do Sistema Único de Saúde. In:</p><p>MOREIRA, Taís de, C. et al. Saúde coletiva. Grupo A, 2018. p. 91-100.</p><p>Disponível em: Minha Biblioteca.</p><p>SOLHA, Raphaela Karla de Toledo. Saúde coletiva para iniciantes.</p><p>Políticas e práticas profissionais. 2 ed. Erica/Saraiva. Cap.2 e 3. E-book</p><p>disponível em Minha biblioteca.</p><p>Feedback: --</p><p>Filtros da questão: [Áreas de Conhecimento]</p><p>Saúde Coletiva</p><p>[Encomenda]</p><p>111</p><p>[IES]</p><p>UNIPTAN</p><p>[Habilidades]</p><p>Princípios do SUS - Nova política Nacional de Atenção Básica.</p><p>27ª QUESTÃO</p><p>Código da questão: 54634</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 48 de 230</p><p>Tipo da questão: Múltipla Escolha</p><p>Unidade de avaliação: TESTE DE PROFICIÊNCIA</p><p>Enunciado:</p><p>Um menino de 7 meses de idade é levado ao médico da Unidade</p><p>Básica de Saúde (UBS) para um exame de rotina. Ele nasceu com 36</p><p>semanas de gestação e está saudável desde então. Ele está no</p><p>percentil 60 para comprimento e peso. Os sinais vitais estão dentro</p><p>dos limites normais. O abdome é flácido e indolor. A genitália externa</p><p>parece normal. O exame mostra um único testículo palpável no</p><p>hemiescroto direito. O escroto é indolor e não aumentado. Há uma</p><p>massa palpável no canal inguinal esquerdo.</p><p>Qual dos seguintes é o próximo passo mais apropriado a ser seguido?</p><p>Alternativas: (alternativa A)</p><p>Orquiectomia esquerda.</p><p>(alternativa B)</p><p>Ultrassonografia de abdome e pelve.</p><p>(alternativa C) (CORRETA)</p><p>Orquidopexia bilateral.</p><p>(alternativa D)</p><p>Nível sérico de testosterona.</p><p>(alternativa E)</p><p>Acompanhar a descida até os 3 anos de idade.</p><p>Grau de dificuldade: Médio</p><p>Resposta comentada:</p><p>Área: Clínica Cirúrgica</p><p>Subárea: Cirurgia Pediátrica</p><p>Tema: Malformações no RN</p><p>O tratamento cirúrgico imediato dos testículos que não desceram é</p><p>recomendado a partir da idade corrigida de 6 meses, porque é</p><p>improvável que a descida espontânea ocorra após esse período. A</p><p>cirurgia precoce promove o crescimento testicular normal e melhora</p><p>as chances de fertilidade. Como o lactente apresenta testículo</p><p>palpável no canal inguinal, a orquidopexia é o procedimento cirúrgico</p><p>de escolha. A orquidopexia deve ser idealmente realizada entre 6 e 12</p><p>meses, mas não depois de 24 meses de idade corrigida.</p><p>A taxa de criptorquidia é maior em prematuros, como esta paciente,</p><p>e em pacientes que são pequenos para a idade gestacional ou têm</p><p>baixo peso ao nascer. As complicações do criptorquidismo incluem</p><p>subfertilidade e câncer testicular (mesmo em pacientes que foram</p><p>submetidos a intervenção oportuna), hérnia inguinal (devido à patente</p><p>concomitante do processo vaginal) e torção testicular.</p><p>Distratores:</p><p>A orquiectomia para criptorquidia pode ser indicada se o testículo não</p><p>descido for hipoplásico, atrófico ou inviável. A orquiectomia também</p><p>000053.080013.2dc27b.3c49d0.154ba3.92f8d0.15b7da.c497f Pgina 49 de 230</p><p>pode ser indicada para um testículo abdominal (especialmente em</p><p>meninos pós-púberes) para minimizar o risco de câncer</p>