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<p>Exame periodontal</p><p>O que devo procurar apenas olhando:</p><p>· forma: arco, côncavo, regular</p><p>· deve ser um arco e côncavo, regular nem sempre</p><p>· o formato côncavo tem a função de direcionar o alimento para papila, fundo de vestíbulo e oclusal de novo, para proteger a gengiva de qualquer dano</p><p>· o alimento desliza pela superfície do dente, bate na parte mais alta e côncava do arco e escorrega para a ponta da papila, da papila é direcionado para o fundo do vestíbulo, do vestíbulo é direcionado para a superfície oclusal</p><p>· cor: de regra rosa pálida</p><p>· textura: casca de laranja</p><p>· altura: distância que vai da margem de gengiva a linha mucogengival, equivale a quantidade de queratina a gengiva possui</p><p>· festonamento: o festonamento acompanhado do formato de arco; festonamento+formato de arco= possibilita que o alimento seja deslocado pela boca e seja triturado</p><p>· papila</p><p>· formato triangular ou piramidal</p><p>· a ponta da papila é menor que sua base</p><p>· preenche completamente a ameia</p><p>· a sensação que se tem é que a papila desapareça sob o ponto de contato</p><p>· não preencher os 4 requisitos é diferente de doença</p><p>A quantidade de gengiva é a distância entre a margem gengival até a linha muco-gengival, tributo da queratina do epitélio, quanto maior a quantidade =maior a quantidade de queratina</p><p>↑quantidade= + queratina</p><p>Já a qualidade mede a espessura da parte interna até a parte externa da gengiva, tributo conjuntivo ou seja colágeno. Qualidade=espessura</p><p>Parâmetros clínicos periodontais</p><p>· profundidade de sondagem PS</p><p>· distância em mm da margem gengival até fundo de sulco/bolsa</p><p>· limite normal de sondagem 3 mm entre margem e fundo de sulco</p><p>· a sonda só acha valores inteiros</p><p>· PS= igual ou menor que 3</p><p>· nível de inserção clínica NIC</p><p>· distância em mm da JCE até o fundo de sulco/bolsa</p><p>· limite de ideal de inserção= ZERO</p><p>· na ausência da JCE anatômico (ex paciente com abfração) é eleito na coroa um ponto fixo e é chamado de nível de inserção clínica relativa</p><p>· NIC= 0</p><p>· sangramento sob sondagem</p><p>· recessão/hiperplasia</p><p>· mobilidade</p><p>· envolvimento de furca</p><p>PS+ NIC+ sangramento sob sondagem= descrevem o quadro periodontal</p><p>Instrumentais obrigatórios: sonda de nabbs, sonda milimetrada (sonda de Williams, Carolina do Norte), sonda clínica, espelho</p><p>Para avaliar/sondar o paciente é necessário encontrar 3 pontos</p><p>1. margem da gengiva</p><p>2. fundo de sulco ou fundo de bolsa: local onde a sonda parou</p><p>3. JCE</p><p>Duas medidas e quatro cenários</p><p>O que fazer:</p><p>1. encontrar os 3 pontos</p><p>2. encontrar as medidas</p><p>Cenários possíveis:</p><p>· PS ≥ 3; NIC= 0	Comment by Jeovana Amorim Almeida: não entendi os 4 cenários</p><p>· recessão gengival</p><p>· hiperplasia, PS= ↑ 3 mm, NIC= 0</p><p>· PS= ↑ 3; NIC ≤ 1</p><p>· PS = NIC</p><p>Recessão= distância entre JCE até a margem gengival</p><p>Hiperplasia= distância entre a margem e a JCE</p><p>Quando ocorrer abfração, ou seja, perda da estrutura cervical do dente, deve ser considerado na ausência de JCE anatômica é necessário eleger um ponto fixo para avaliação, que será chamado de Nível de Inserção Clínica Relativo</p><p>Sempre que a margem gengival estiver apical à junção irei escrever em valores positivos, se ela estiver coronal será com valores negativos</p><p>Periograma físico no papel: recessões grafar com sinal positivo, hiperplasia grafar com sinal negativo</p><p>Periograma digital: hiperplasia valores positivos; recessão negativo</p><p>Toda vez que o NIC estiver aumentando, há perda de inserção, NIC maior que 0 perda de inserção, toda vez que o fundo de sulco se aproxima da JCE há ganho de inserção.</p><p>Avaliação de furca</p><p>Só é necessário sondar a furca de dentes multirradiculares, se o dente tiver perdido inserção. Resultados a partir da utilização de sonda de Nabers:</p><p>· da entrada da furca até ⅓ da distância vestíbulo-lingual, a sonda andou 3 mm= grau 1</p><p>· se ela apenas chegar na entrada da furca já é considerada grau 1</p><p>· se ela ultrapassar ⅓ da distância vestíbulo-lingual, “andou” 6 mm= grau 2</p><p>· se ultrapassar todo o diâmetro= grau 3</p><p>A avaliação é feita da seguinte forma:</p><p>· Furcas V de MS e MI são acessados pela face V</p><p>· Furcas L de MI são acessados por L</p><p>· Furcas proximais devem ser acessados por P</p><p>· Furcas proximais de PM são acessados por V ou L</p><p>Essa sondagem só é possível em decorrência da movimentação do epitélio para a furca.</p><p>Mobilidade</p><p>· mobilidade de V para L = grau 1</p><p>· Mobilidade de D para M = grau 2</p><p>· mobilidade de cervical para apical (vertical)= grau 3</p><p>As chances de reverter uma mobilidade são inversamente proporcionais ao quanto ela foi causada por perda óssea periodontal.</p><p>Alguns sinais que falam sobre efeito da gengiva</p><p>· Edema</p><p>· Sangramento: em geral, esse cenário clínico é visto em várias unidades</p><p>· Vermelhidão</p><p>· Brilho e lisura</p><p>Não é da natureza da doença periodontal atingir apenas um ponto do dente</p><p>· Brilho e lisura de superfície, sangramento e supuração, são pontos que devem ser considerados e avaliados como característicos de lesão</p><p>· Características incipientes: brilho e lisura, vermelhidão, edema e sangramento</p><p>· Supuração: perda ósseo subclínico</p><p>· São provocados por:</p><p>· Presença de inflamação gengival</p><p>· Em restaurações denunciam contato defiiciente</p><p>· Fator retentivo</p><p>· Invasão do espaço biológico</p><p>· Início de DP</p><p>· Aumento de PS é chamado de bolsa</p><p>· Bolsa verdadeira é quando PS é maior que 3 e o NIC maior que 0 na mesma face</p><p>· se verdadeira sinal de perda óssea</p><p>· Bolsa falsa o PS é maior do que 3 e o NIC é igual a 0</p><p>· se falsa, sinal de hiperplasia</p><p>As bactérias da doença periodontal alimentam-se de proteínas, a principal proteína que elas buscam, essencialmente a Porphyromonas gingivalis, é a hemoglobina. Na sua busca pelo tecido conjuntivo, ao chegar no epitélio oral, ela começa a conjugar fator de virulência para causar a inflamação do epitélio, com isso ocorre a vasodilatação para permitir a passagem de células de defesa e de líquido sulcular (esse líquido é expelido com o objetivo de umedecer a região do epitélio, permitindo a locomoção dos neutrófilos), além disso há a liberação de MMP colagenases, que atuam degradando o tecido conjuntivo fibroso da gengiva, transformando-o em uma “lama”, para facilitar a locomoção dos neutrófilos. Com isso, a gengiva que era flácida vai tornando-se flácida e as bactérias vão se aproximando do epitélio juncional. Para comportar as células de defesa em seu ataque às bactérias, os hemidesmossomos vão desprendendo-se, nesse momento, quando houver sondagem, ela será entre epitélio e dente, representando a bolsa periodontal verdadeira.</p><p>A bolsa é formada como uma maneira do epitélio proteger contra a entrada de bactérias, ou seja, para evitar que as bactérias entrem no conjuntivo e tenham acesso ao organismo irá haver movimento do epitélio acompanhando as bactérias, e pode haver até perda óssea, desde que a bactéria não entrem no organismo, por isso que ocorre a progressão da DP, pois é um mecanismo do corpo. Então o epitélio irá acompanhar a bactéria até o final da sua busca, quando houver a proximidade ao osso periodontal, o organismo preferencialmente irá destruir o osso, para permitir que o epitélio continue acompanhando as bactérias.</p><p>Aspectos de imagem radiográfica</p><p>· olhar:</p><p>· lâmina dura: faixa radiopaca que circunda a raiz dos dentes, passando de um dente ao outro pela crista óssea alveolar, espera-se continuidade e uniformidade</p><p>· espaço do LP: ficando entre lâmina dura e dente, também espera-se continuidade e uniformidade</p><p>· crista óssea alveolar- Mais importante</p><p>· copiam formato da área de contato entre os dentes</p><p>· pequeno ponto de contato anteriores= afilada</p><p>· ponto de contato maior em dentes posteriores= crista óssea tabular</p><p>· para saber se ela está normal</p><p>· traçar uma linha entre as JCEs dos dentes adjacentes</p><p>· traçar uma linha sobre a crista</p><p>· avaliar se essas linhas estão paralelas e se a distância for menor que 3 mm= crista normal</p><p>· tipos de defeito ósseo</p><p>· horizontal: o paralelismo existe e a distância entre as linhas é maior que 3 mm</p><p>· vertical: perda de paralelismo, quando o paralelismo estiver distante independente das distância</p><p>PROVA: A chance desse paciente (perda horizontal,</p><p>com presença de cálculo) está com inflamação gengival é grande, explique:</p><p>· presença de cálculo</p><p>· canais nutrientes amplos significando que há vasodilatação, ou seja, a inflamação está ativa</p><p>· Triangulação: discreto alargamento do espaço do LP na crista, gerando crista óssea afilada, provável precursor de defeitos verticais</p><p>· Esfumaçamento: mudança brusca da radiopacidade da crista, indicação de perda horizontal</p><p>Limitação das imagens radiografias</p><p>1. colocação de estruturas 3D em 2D</p><p>2. não mostra a relação entre tecidos moles e duros</p><p>3. se ocorrer o erro da técnica há perda da imagem</p><p>4. mostram menos perda que o real</p><p>5. só mostram imagem após perda mineral de 30%</p><p>6. sensível a técnica geométrica da</p><p>7. não diferencia doença ativa de sequela de lesão</p><p>8. não diferencia grau de lesão de furca</p><p>a. será observado imagens compatíveis com lesão de furca</p><p>Exames ideais: periapical (para pacientes com DP generalizada solicita 14 radiografias, pacientes com DP localizada), interproximal (as 4), panorâmica (dá um aspecto geral da DP, solicitando boca completa ou áreas específicas)</p><p>Registro periodontal</p><p>Periograma físico ou o digital periodontalchart-online.com</p><p>DIGITAL: margem gengival mede a distância entre ela e JCE</p><p>image5.png</p><p>image1.png</p><p>image4.png</p><p>image6.png</p><p>image8.png</p><p>image3.png</p><p>image7.png</p><p>image2.png</p>