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<p>Aula 04 - Prof. Mariana</p><p>Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo)</p><p>Conhecimentos Específicos</p><p>Autor:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro</p><p>Santos , Mariana Paludetto de</p><p>Andrade, Otávio Augusto Moser</p><p>Prado, Patrícia Cristina Biazao</p><p>Manzato Moises</p><p>30 de Maio de 2024</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>0</p><p>Sumário</p><p>Apresentação da Aula .................................................................................................................................... 2</p><p>1. PLANEJAMENTO ESCOLAR .................................................................................................................... 3</p><p>1.1 A importância do planejamento ................................................................................................... 3</p><p>1.2 Como construir o planejamento escolar ........................................................................................... 5</p><p>2. O PLANO DA ESCOLA .............................................................................................................................. 7</p><p>3. PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP) ........................................................................................... 8</p><p>3.1 PLANOS DE AÇÃO ............................................................................................................................ 10</p><p>4. PLANEJAMENTO CURRICULAR ............................................................................................................ 13</p><p>5. PLANO DE ENSINO ................................................................................................................................. 15</p><p>5.1 Justificativa da disciplina ................................................................................................................... 15</p><p>5.2 Delimitação dos Conteúdos.............................................................................................................. 15</p><p>5.3 Objetivos Específicos ......................................................................................................................... 16</p><p>5.4 Introdução e Preparação do Conteúdo .......................................................................................... 17</p><p>5.5 – Desenvolvimento do Conteúdo .................................................................................................... 17</p><p>5.6 - Aplicação ........................................................................................................................................... 17</p><p>5.7 – Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e Base Nacional Curricular Comum (BNCC) .... 18</p><p>6. PLANO DE AULA ...................................................................................................................................... 19</p><p>6.1 Aula Expositiva .................................................................................................................................... 22</p><p>6.2 Trabalho Independente ..................................................................................................................... 22</p><p>6.3 – Método de Elaboração Conjunta .................................................................................................. 22</p><p>6.4 – Método do Trabalho em Grupo .................................................................................................... 22</p><p>6.5 - Atividades Especiais ........................................................................................................................ 23</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>1</p><p>6.6 – Aulas Práticas .................................................................................................................................... 23</p><p>6.7 – Aulas de Exercícios .......................................................................................................................... 23</p><p>6.8 – Aula de Recapitulação .................................................................................................................... 23</p><p>6.9 Atividades de Avaliação .................................................................................................................... 24</p><p>7- SEQUÊNCIA DIDÁTICA........................................................................................................................... 26</p><p>8 – PROJETO DIDÁTICO ............................................................................................................................. 26</p><p>9- PLANEJAMENTO: UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA ......................................................................... 30</p><p>10. PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL .................................................................................. 32</p><p>11 – PLANEJANDO EM ESPAÇÕS NÃO-ESCOLARES .......................................................................... 34</p><p>Considerações finais ..................................................................................................................................... 70</p><p>Questões Comentadas ................................................................................................................................. 71</p><p>Gabarito ........................................................................................................................................................ 108</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>APRESENTAÇÃO DA AULA</p><p>Olá, Estrategista! Tudo bem?</p><p>Hoje, em nossa aula 04 falaremos com um pouco mais de profundidade sobre um dos temas mais</p><p>cobrado em nossa área, independentemente da banca. É essencial dominar os conceitos relacionados ao</p><p>Projeto Político Pedagógico e os níveis de planejamento que ocorrem dentro de cada Unidade Escolar.</p><p>Inclusive, algumas bancas podem solicitar nas questões dissertativas que você elabore um plano de aula ou</p><p>que opine sobre alguma modalidade de planejamento. Vemos que esses artifícios tem aparecido cada vez</p><p>mais nas provas.</p><p>Durante essa aula, faremos o recorte de algumas legislações e recorreremos aos documentos oficiais</p><p>disponibilizados pelo MEC e no trabalho de autores renomados que versem sobre o tema, em especial, José</p><p>Carlos Libâneo.</p><p>Vamos lá?</p><p>Abraços,</p><p>Professora Mariana</p><p>Ficou com dúvida? Quer saber mais?</p><p>Instagram</p><p>https://www.instagram.com/mari.pedagoga</p><p>Facebook</p><p>https://www.facebook.com/marianapaludettopedagoga</p><p>Site</p><p>https://marianapaludetto.wixsite.com/website</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>1. PLANEJAMENTO ESCOLAR</p><p>Planejar é uma atividade humana rotineira, que realizamos sem nem nos darmos conta: planejamos</p><p>mentalmente o que faremos para o dia de trabalho, fazemos uma lista planejando o que devemos comprar</p><p>no mercado, planejamos as nossas próximas férias.... Enfim, grande parte da atividade humana está</p><p>associada a dois princípios básicos, que utilizamos também diariamente na educação: o planejamento e a</p><p>avaliação. E esses dois princípios são indissociáveis na prática docente.</p><p>Normalmente, em concursos públicos, as bancas examinadoras utilizam como autor referência no</p><p>tema José Carlos Libâneo. Você verá isso claramente quando for responder as questões selecionadas no final</p><p>da aula. Portanto, aqui também utilizaremos</p><p>o planejamento da educação infantil deve ser claro,</p><p>coerente e flexível. Em geral, a Pedagogia de Projetos costuma ser bem explorada nessa etapa de ensino.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Quando falamos em educação infantil, estamos falando em aprender brincando.</p><p>De forma geral, o desenvolvimento de competências e habilidades e o aprendizado nessa faixa</p><p>etária acontecerá através do lúdico, do brincar.</p><p>Porém, a criança brinca em todo lugar: em casa, na rua, na Igreja, na casa da vó, no condomínio.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>33</p><p>O que diferencia o brincar em qualquer um desses lugares com o brincar na escola é a</p><p>intencionalidade docente.</p><p>Ou seja, na escola não se brinca por brincar. A brincadeira tem uma intenção, ela é planejada.</p><p>Mesmo a brincadeira livre, sem intervenção do professor, deve entrar no planejamento docente</p><p>com uma intenção: ensinar autonomia, desenvolver criatividade, favorecer trabalho em equipe...</p><p>Vamos resolver uma questão a título de fixação?</p><p>(AMAUC-2018 –Prefeitura de Ipumirim / SC – Professor de Educação Infantil).</p><p>O brincar possui um grande espaço no planejamento da Educação Infantil. Quando discutimos a importância</p><p>da brincadeira e do brincar nessa fase é CORRETO afirmar:</p><p>a) A brincadeira e o brincar são simplesmente atividades que não possuem relação com o contexto social em</p><p>que a criança vive.</p><p>b) São situações de aprendizagem acessíveis a todas as crianças onde estas podem experimentar de forma</p><p>coletiva diferentes papéis possibilitando construir o conhecimento ludicamente.</p><p>c) São atividades que devem necessariamente serem desenvolvidas na área externa da instituição visto que</p><p>necessitam de espaço físico adequado para sua realização.</p><p>d) Dada à condição física de muitos espaços, estas atividades devem ser limitadas e com tempo pré-</p><p>determinado.</p><p>Comentários:</p><p>O brincar tem grande relação com contexto social das crianças. Portanto, alternativa (a) está errada.</p><p>Essas atividades não precisam ser realizadas apenas em espaços externos e, apesar de planejadas, elas não</p><p>devem ser limitadas.</p><p>Alternativa correta: (b). O brincar é a principal forma de aprender na educação infantil.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>11 – PLANEJANDO EM ESPAÇÕS NÃO-ESCOLARES</p><p>Apesar da grande maioria dos concursos pedagógicos serem voltados à atuação como professor ou</p><p>como especialista em educação (diretores, coordenadores, orientadores e supervisores, que atuam dentro</p><p>dos sistemas de ensino), existe uma parcela de concursos que oferecem vagas para Pedagogo em ambientes</p><p>não-escolares. Alguns exemplos desses concursos são oportunidades em carreiras de tribunais e na</p><p>assistência social.</p><p>A ideia de planejamento, tão presente na realidade escolar, também costuma ser fundamental e, em</p><p>muitos casos, uma das principais atribuições do Pedagogo que atua em outras instituições.</p><p>Geralmente, o trabalho do Pedagogo em instituições não-escolares envolve, principalmente,</p><p>planejamento de ações e atividades de cunho pedagógico a serem realizados dentro da própria instituição</p><p>ou com a comunidade. Portanto, saber como fazer um bom planejamento de suas ações, é também</p><p>fundamental para esses profissionais.</p><p>Vamos para um exemplo?</p><p>Você passou no concurso para Pedagogo no Ministério Público do seu Estado. Maravilha!</p><p>Você não atuará dentro de sala de aula nem fixamente em uma escola, mas, possivelmente, entre</p><p>suas atribuições estará a de planejar ações com a comunidade sobre acesso e qualidade na</p><p>educação. Também pode ser solicitado que você crie materiais de cunho pedagógico para serem</p><p>distribuídos às escolas.</p><p>Para desempenhar essas funções, você precisará fazer um planejamento: fazer levantamento das</p><p>necessidades, estabelecer objetivos, criar um cronograma e etapas previstas, pensar na</p><p>metodologia mais adequada e, posteriormente, avaliar o produto final.</p><p>Portanto, Planejamento é essencial na prática docente, mas também será utilizado por pedagogos que</p><p>atuem em outras áreas e com outras demandas.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>Está na hora de resolvermos mais uma questão!</p><p>(FCC – 2015 – DPE / SP - Pedagogo)</p><p>(A) considerar criticamente os limites e as possibilidades do contexto de trabalho, definindo os princípios</p><p>norteadores da ação, determinando o que queremos conseguir, estabelecendo caminhos e etapas para o</p><p>trabalho e avaliando continuamente o processo e os resultados.</p><p>(B) escolher profissionais de confiança do coordenador do projeto, delimitar o que se quer conseguir na</p><p>execução das ações planejadas e estabelecer padrões objetivos para os produtos esperados.</p><p>(C) levar em conta os recursos humanos e os recursos materiais já disponíveis, direcionando as ações para</p><p>garantir maior produtividade e menor custo na execução do projeto.</p><p>(D) prever todas as intercorrências que podem acontecer durante a efetivação do projeto, para assim obter</p><p>os resultados esperados.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa (b) está errada pois os profissionais devem ser selecionados pela sua competência e não pela</p><p>confiança do coordenador do projeto.</p><p>Apesar de importante, garantir menor custo não é uma prioridade para execução de um bom projeto.</p><p>Portanto, letra (c) está errada.</p><p>É impossível prever todas as intercorrências. É importante que qualquer planejamento seja flexível,</p><p>justamente para que as intercorrências que não podemos prever possam ser controladas.</p><p>Alternativa correta:</p><p>(A) Levantar necessidades, definir objetivos, estabelecer cronograma, pensar nas etapas metodologicamente</p><p>e avaliar são etapas essenciais em qualquer projeto.</p><p>ORGANIZAÇÃO ESCOLAR</p><p>Chegamos ao último tópico dessa aula. Ufa! Como avisei lá no início, todos esses temas estão</p><p>interconectados e devem ser pensados de uma forma conjunta. Para uma educação de qualidade, é</p><p>necessário uma gestão democrática. Por sua vez, compreender a função social da escola também é essencial</p><p>para implementação de qualquer Projeto Político Pedagógico em qualquer unidade escolar.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>Nessa última parte, falaremos especificamente sobre como se organiza a educação</p><p>no nosso país. Retomaremos algumas legislações importantes para isso, como a CF e a LDB,</p><p>que estudamos lá em nossa aula 01. Talvez esse seja um bom momento para fazer uma</p><p>pausa e focar em uma boa revisão da legislação, para garantir que nenhuma dúvida fique</p><p>pelo ar. Combinado?</p><p>Importante! Utilizaremos aqui como base para pensarmos a organização escolar o Libâneo1.</p><p>A escolha pelo autor, novamente, se deve ao fato dele ser muito citado nos concursos das mais diversas</p><p>bancas.</p><p>Vamos lá?</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) tece a organização da educação nacional no seu artigo 8º, como</p><p>veremos abaixo:</p><p>Art.8º A União, os estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de</p><p>colaboração, os respectivos sistemas de ensino.</p><p>§ 1º Caberá</p><p>a União a coordenação da política nacional de educação, articulando os diferentes</p><p>níveis e sistemas e exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais</p><p>instâncias educacionais.</p><p>Assim, para o autor, esse artigo demonstra explicitamente a articulação entre os sistemas de ensino,</p><p>ou seja, demonstra que o país ainda não possui um único e universal sistema de ensino, mas sim alguns</p><p>sistemas que devem se articular para garantir uma educação de qualidade.</p><p>Apesar disso, a legislação dá um papel de maior responsabilidade para a União que, além de cuidar</p><p>do seu sistema de ensino, deverá atuar de forma normativa (legislando), redistributiva (redistribuindo</p><p>arrecadações e verbas) e supletiva (auxiliando os estados e municípios que não podem sozinhos garantir uma</p><p>educação com qualidade.</p><p>1 LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI. Educação Escolar: Políticas, Estrutura e Organização.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>Existem inúmeras formas de compreendermos o que é um sistema de educação. A compreensão que</p><p>podemos abstrair da legislação educacional entendem a expressão sistema de ensino como "o conjunto de</p><p>instituições de ensino que, sem constituírem uma unidade ou primarem por seu caráter coletivo, são</p><p>interligadas por normas, por leis educacionais". Assim, entenderemos aqui que a educação brasileira se</p><p>divide entre os seguintes sistemas de ensino:</p><p>✓ Federal;</p><p>✓ Estaduais;</p><p>✓ Municipais.</p><p>A União é responsável por coordenar a Política Nacional de Educação, articulando os diferentes níveis</p><p>e sistemas, exercendo sua tripla função (normativa, redistributiva e supletiva).</p><p>Nas diferentes esferas, nos diferentes sistemas de ensino, existem alguns órgãos administrativos que</p><p>são responsáveis por coordenar as ações tomadas em conjunto, servido de apoio mas também de fiscalização</p><p>para as unidades educacionais. São eles:</p><p>A) Federais: Ministério da Educação (MEC) e Conselho Nacional da Educação (CNE)</p><p>B) Estaduais: Secretaria Estadual de Educação (SEE); Conselho Estadual de Educação (CEE); Delegacia</p><p>Regional de Educação (DRE)</p><p>C) Municipais: Secretaria Municipal de Educação (SME) e Conselho Municipal de Educação (CME).</p><p>1 - Organização do sistema de ensino</p><p>Segundo Libâneo, o termo organização refere-se ao modo pelo qual se ordena e se constitui um</p><p>sistema. A organização da educação brasileira se faz através de suas esferas administrativas, ou seja, pela</p><p>União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios.</p><p>UNIÃO</p><p>Função Normativa</p><p>Função Supletiva</p><p>Função</p><p>Redistributiva</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>38</p><p>1.1 Sistema Federal de Ensino</p><p>O Art. 211º da Constituição Federal estabelece que:</p><p>"A União organizará o sistema federal de ensino e o dos territórios, financiará as instituições de</p><p>ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função redistributiva, de forma a</p><p>garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade de ensino</p><p>mediante assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios.</p><p>O artigo também determina que os municípios irão atuar prioritariamente no ensino fundamental e na</p><p>educação infantil, e os estados e o Distrito Federal prioritariamente no ensino fundamental e médio.</p><p>O sistema federal de ensino é composto por algumas instituições mantidas pela União:</p><p>✓ Universidades federais;</p><p>✓ Instituições isoladas de ensino superior;</p><p>✓ Centros federais de educação tecnológica (CEFETs);</p><p>✓ Institutos federais de educação, ciência e tecnologia;</p><p>✓ Estabelecimentos de ensino médio;</p><p>✓ Escolas técnicas federais e agrotécnicas;</p><p>✓ Escolas de ensino fundamental e médio vinculadas às universidades (colégios de aplicação);</p><p>✓ Colégio Pedro II;</p><p>✓ Instituições de educação especial.</p><p>Além de responder por essas instituições, o governo federal precisa legislar sobre o tema e, através</p><p>do MEC, supervisiona e inspeciona as instituições de educação superior particulares. Existem ainda, dentro</p><p>do sistema federal de ensino, instituições que estão sob a responsabilidade da União mas não possuem</p><p>nenhuma vinculação com MEC como os colégios militares, a formação de diplomatas do Instituto Rio Branco</p><p>e a formação para a Polícia Federal, por exemplo.</p><p>A União cumpre sua função normativa, legislando sobre educação, através do Conselho Nacional de</p><p>Educação. Ao CNE compete:</p><p>✓ Acompanhar e implementar o Plano Nacional da Educação;</p><p>✓ Manifestar-se sobre as mais diversas questões relacionadas à educação;</p><p>✓ Assessorar o MEC;</p><p>✓ Emitir pareceres sobre assuntos da área educacional;</p><p>✓ Manter intercâmbio com os sistemas de ensino estaduais e do Distrito Federal;</p><p>✓ Elaborar seu próprio regimento, que deve passar por aprovação do ministro da educação.</p><p>1.2 Sistema estadual de ensino</p><p>Os estados, por meio dos seus próprios sistemas de ensino, são responsáveis por ofertar o acesso à</p><p>educação e a legislar sobre ela, claro, sempre observando o disposto na CF, na LDB e nas demais deliberações</p><p>do CNE sobre a educação.</p><p>É função dos sistemas de ensino estaduais atenderem:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>39</p><p>✓ Educação Infantil;</p><p>✓ Ensino Fundamental;</p><p>✓ Ensino Médio;</p><p>✓ Educação superior.</p><p>Além disso, os sistemas estaduais de ensino ainda tem a função de fiscalizar as escolas particulares de</p><p>ensino, em especial aquelas que atendam ao ensino fundamental. Dessa forma, o autor pontua que os</p><p>sistemas de ensino tem assumido funções normativas, deliberativas, consultivas e fiscalizadoras, o que a</p><p>priori, não deveria acontecer.</p><p>1.3 Sistema Municipal de Ensino</p><p>A Constituição prevê que os municípios devem manter, com cooperação técnica e financeira da União</p><p>e dos Estados, programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental. Assim sendo, prioritariamente,</p><p>os municípios devem garantir o atendimento das crianças até seis anos de idade.</p><p>Aqueles municípios que atendam com facilidade a demanda dessa faixa etária, pode expandir para</p><p>os demais níveis e modalidades de educação.</p><p>Os municípios, ainda, devem administrar seu próprio sistema de ensino, podendo definir normas e</p><p>procedimentos pedagógicos que melhor se adaptem as especificidades da população.</p><p>EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE</p><p>O Brasil foi um dos últimos países a democratizar o acesso ao ensino, tornando a educação um direito</p><p>para todos. Enquanto países vizinhos, como a Argentina por exemplo, democratizaram acesso a uma</p><p>educação laica, gratuita e para todos nos finais do século XIX2, no Brasil o sonho desse modelo de escola que</p><p>fosse de fato acessível à todos só se tornou concreto a partir da década de 90.</p><p>Inegavelmente a democratização do acesso e da permanência a escola são essenciais e devem ser</p><p>prioridade dos governos e das políticas públicas de educação. Esse modelo republicano de uma escola laica,</p><p>gratuita e para todos, é um grande avanço social para o país e deve ser mantido.</p><p>Se lembrarmos das nossas aulas anteriores, onde pudemos ver rapidamente como a educação se</p><p>constituiu no Brasil, veremos que por muito tempo aqueles que não passavam nos exames pré admissionais</p><p>não estudavam, ainda no ensino fundamental. Assim, apesar de supostamente todos terem acesso aos</p><p>primeiros</p><p>anos de escolarização, apenas aqueles que não tinham nenhum tipo de dificuldade conseguiam</p><p>ingressar na escola.</p><p>Veja bem, tinhamos aqui uma escola homogênea, muito diferente da realidade que temos hoje. A</p><p>democratização do acesso modificou radicalmente as relações escolares.</p><p>2 LAJONQUIÉRE, Leandro. Quando o sonho cessa e a ilusão psicopedagógica nos invade, a escola entra</p><p>em crise. Notas comparativas entre Argentina, Brasil, França.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>40</p><p>Teberosky3 percebeu em sua pesquisa que as crianças que não tinham acesso ao mundo letrado, ou</p><p>seja, cujo famílias não tinham condições de acesso à cultura, apresentavam maior dificuldade no momento</p><p>da aprendizagem da leitura. Provavelmente, essas crianças venham justamente dessas famílias que não</p><p>tiveram acesso à escola e, sem a democratização de ensino, provavelmente ainda não teriam.</p><p>Porém, com essa ampliação de acesso um novo problema surge: a questão da qualidade da educação.</p><p>1 - O que é educação de qualidade?</p><p>Tudo bem. Existe uma certa unanimidade entre os autores que essa maior demanda e mais</p><p>facilidade de acesso à escola comprometeu a qualidade do ensino. Além disso, vemos a todo momento nas</p><p>mídias ou no meio acadêmico, as notícias sobre a má qualidade da educação no país.</p><p>Mas o que é, afinal de contas, uma educação de qualidade?</p><p>O conceito de qualidade na educação não é uma unanimidade. Longe disso. O que cada indivíduo</p><p>tem como modelo de educação e de formação do homem e da vida em sociedade, determinará suas</p><p>convicções sobre o que é ou não qualidade na escola. Assim, a avaliação de qualidade na escola pode ser</p><p>bem subjetiva.</p><p>Dourado 4diz em seu texto que "a discussão acerca da qualidade da educação remete à definição do</p><p>que se entende por educação. Para alguns, ela ela se restringe às diferentes etapas de escolarização que se</p><p>apresentam de modo sistemático por meio do sistema escolar. Para outros, a educação deve ser entendida</p><p>como espaço múltiplo, que compreende diferentes atores, espaços e dinâmicas formativas, efetivado por</p><p>meio de processos sistemáticos e assistemáticos."</p><p>Aqui, podemos então colocar vários aspectos sob perspectiva: as avaliações (em especial as</p><p>avaliações externas) realmente retratam o que acontece nas escolas? o que avaliamos coincide com o que</p><p>é ensinado? se cada vez as crianças passam mais tempo dentro de instituições dedicadas á educação, como</p><p>podem "aprender cada vez menos?"</p><p>Definir o que é qualidade é difícil é um "fenômeno complexo, abrangente e que envolve múltiplas</p><p>dimensões, não podendo ser apreendido apenas por um reconhecimento da variedade e das quantidades</p><p>mínimas de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem".</p><p>A definição do que qualidade na escola tem que abranger também aquilo que acontece extraescola.</p><p>Assim, levar em consideração a dimensão socioeconômica e cultural das famílias dos alunos e também</p><p>compreender a necessidades de políticas públicas que existam além do ensino em si mas são atreladas a</p><p>escola (transporte, alimentação, uniforme, material, etc.), é essencial para qualquer discussão em torno da</p><p>questão da qualidade em educação.</p><p>3 TEBEROSKY, Ana; COLOMER, Teresa. Aprender a ler e a escrever: uma proposta construtivista.</p><p>4 DOURADO;OLIVEIRA. A qualidade da educação: perspectivas e desafios.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>41</p><p>Dessa forma, a escola com qualidade social deve desenvolver-se em sintonia com ações</p><p>direcionadas à superação de dificuldades sócioeconômica- cultural.</p><p>Libâneo5 afirma que precisamos ter claro o modelo de aluno e definir de forma concreta e objetiva</p><p>quais as diretrizes, quais os nossos objetivos para alcançar uma educação de qualidade. Ou seja,</p><p>precisamos definir o que é essa educação de qualidade para, em sequência, definirmos um caminho para</p><p>atingir esse objetivo.</p><p>Paro6 também afirmará que a indefinição precisa do conceito de qualidade causa prejuízo, visto que</p><p>dessa forma não são delimitados objetivos a serem alcançados e, portanto, não temos um caminho a ser</p><p>seguido.</p><p>Para o autor, a escola para ter qualidade deve atuar em duas frentes:</p><p>✓ Na esfera individual, garantindo aos alunos que eles possuam as ferramentas adequadas para "viver</p><p>bem", interagir em sociedade, se integrar ao mercado de trabalho, atingir níveis superiores de</p><p>ensino, etc.;</p><p>✓ Na esfera social, preparando o aluno para que ele seja um cidadão participativo de fato e que seja</p><p>capaz não só de participar da vida em sociedade mas também em modificar aspectos da vida social,</p><p>buscando a melhoria de qualidade de vida não só para ele mas para todos.</p><p>Dessa forma, para o Paro, escola com qualidade é a escola que prega educação para a democracia.</p><p>Cortella7 também compartilha da ideia que a qualidade da educação passa pelos processos de</p><p>fortalecimento de uma gestão democrática, a garantia de acesso e permanência e a democratização da</p><p>instituição escolar na mesma perspectiva que traz Paro.</p><p>Ainda nessa aula teremos a oportunidade de aprofundar um pouco mais os estudos sobre o que</p><p>é essa educação para a democracia.</p><p>5 LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI. Educação escolar: políticas, estrutura e organização.</p><p>6 PARO. Gestão Escolar, democracia e qualidade de ensino.</p><p>7 CORTELLA. Educação, Escola e Docência: novos tempos, novas atitudes.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>42</p><p>Separei para vocês um recorte da obra de Libâneo onde ele explicita bem o seu entendimento de</p><p>educação de qualidade. Preste bem atenção nesses conceitos, pois a visão desse autor é, consrtantemente</p><p>cobrada em provas:</p><p>“Devemos inferir, portanto, que a educação de qualidade é aquela mediante a qual a</p><p>escola promove, para todos, o domínio dos conhecimentos e o desenvolvimento de</p><p>capacidades cognitivas e afetivas indispensáveis ao atendimento de necessidades</p><p>individuais e sociais dos alunos, bem como sua inserção no mundo e a constituição da</p><p>cidadania também como poder de participação, tendo em vista a construção de uma</p><p>sociedade mais justa e igualitária. Qualidade é, pois, conceito implícito a educação e ao</p><p>ensino”(Pg. 132)</p><p>Ou seja, o autor defende que a educação pública para ser considerada de qualidade envolva a</p><p>preparação para o processo produtivo e para a vida em uma sociedade, formação para a cidadania crítica e</p><p>participativa e, também, a formação ética dos estudantes.</p><p>Apesar das críticas aos modelos de avaliações externas e as interferências dos órgãos internacionais</p><p>nas políticas públicas de educação, que desconsideram as especificidades de cada país / de cada região, os</p><p>autores são unanimes em apontar a grande necessidade de elevar os níveis de conhecimento científico,</p><p>cultural e técnico da população.</p><p>E o que diz a legislação com relação a qualidade da educação?</p><p>A Resolução CNE/CEB nº 04/2010 fala sobre a escola com qualidade social, definindo-a</p><p>como aquela escola em que é adotada a centralidade no estudante e na aprendizagem,</p><p>favorecendo a inclusão de todos, valorizando as diferenças e atendendo às pluralidades e</p><p>à diversidade cultural, inclusive incluindo as manifestações culturais da comunidade.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline</p><p>Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>43</p><p>2 - O PISA e a qualidade na educação no Brasil</p><p>Muitos autores questionam a transparência e fidedignidade das avaliaçoes externas padronizadas</p><p>como forma de classificar as escolas e os sistemas de ensino ou, ainda, de atestar a qualidade (ou má</p><p>qualidade) da educação do país.</p><p>Porém, aqui nos atenteremos em compreender que os testes internacionais atestam o mau</p><p>desempenho dos alunos.</p><p>Usando como parâmetro o PISA 2018, observamos que a proficiência dos alunos brasileiros em</p><p>letramento em leitura foi de 413 pontos, 74 pontos abaixo da média.</p><p>8</p><p>Olhando esses resultados podemos antever que, por maiores que sejam as críticas que tenhamos</p><p>sobre as formas como essas avaliações são concebidas, é inquestionável que nossos alunos não estão</p><p>aprendendo conteúdos básicos da leitura e escrita.</p><p>Em Matemática, nosso desempenho é ainda pior, conforme tabela:</p><p>8 Disponível em: http://download.inep.gov.br/acoes_internacionais/pisa/documentos/2019</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>44</p><p>Aqui ocupamos a 69º posição, ficando atrás de países vizinhos, que possuem um processo de</p><p>constituição de educação e modelo de sistema educacional bem semelhante ao nosso.</p><p>A última área do saber avaliada durante os exames, Ciências, apresenta também um desempenho</p><p>ruim dos estudantes brasileiros.</p><p>A média de proficiência dos alunos brasileiros foi de 404 pontos, 85 pontos abaixo da média</p><p>estabelecida.</p><p>Ainda no documento do INEP onde os dados do último resultado do PISA é apresentado, eles</p><p>trazem a ideia de que fatores extraescolares influenciam a aprendizagem: " Uma das mais importantes</p><p>variáveis associadas ao desempenho dos estudantes, conforme evidenciado em uma vasta literatura</p><p>nacional e internacional, é o contexto socioeconômico em que eles vivem. Crianças e jovens cujos pais</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>45</p><p>possuem menor escolaridade, menor nível de renda, são desempregados ou possuem ocupações de baixo</p><p>prestígio econômico e social são mais propensas a apresentarem piores resultados educacionais, como o</p><p>aprendizado em sala de aula."</p><p>Já com relação aos aspectos intraescolares, foi apontado pelo documento que as interferências no</p><p>processo de ensino-aprendizagem são:</p><p>• Tamanho das turmas;</p><p>• Razão estudante-professor;</p><p>• Recursos educacionais</p><p>• Falta de pessoal;</p><p>• Atividades extracurriculares;</p><p>• Suporte ao aluno fora da sala de aula.</p><p>3- O IDEB como avaliação da qualidade da educação</p><p>O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 9 surgiu em 2007 e tem como objetivo</p><p>avaliar a qualidade do ensino no Brasil em todos os seus níveis: sistema de ensino federal, estadual e</p><p>municipal.</p><p>Seu resultado é o produto de dois importantes indicadores para avaliar a qualidade da educação: o</p><p>fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações.</p><p>Os resultados obtidos pelos alunos estão compreendidos na tabela abaixo:</p><p>9 Disponível em: http://portal.inep.gov.br/ideb</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>46</p><p>Muitos autores, como Chirinéa e Barreiro10 criticam os modelos de educação padronizada, como o</p><p>caso do IDEB e do PISA, dizendo que, em geral, os dados coletados por essas avaliações levam ao</p><p>julgamento das escolas ou dos sistemas envolvidos sem, de fato, a preocupação com o desenvolvimento de</p><p>novas políticas públicas que favoreçam uma educação de fato com qualidade.</p><p>Freitas11 também defende que as avaliações padronizadas quando encaradas apenas de forma a</p><p>encontrar culpados é ineficiente e não favorece a real aprendizagem dos alunos, pois não se desenrola em</p><p>definições de políticas públicas mais integradas.</p><p>10 HIRINÉA; BARREIRO. Qualidade da educação: eficiência, eficácia e produtividade escolar.</p><p>11 FREITAS. Eliminação adiada: o ocaso das classes populares no interior da escola e a ocultação da (má)</p><p>qualidade do ensino.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>47</p><p>Paro também afirma que educação não é apenas informação e que a qualidade da educação não</p><p>pode "ser verificada de forma imediata e relativamente rigorosa por meio de mecanismos convencionais</p><p>de aferição, aplicáveis à maioria dos produtos postos à venda no mercado".</p><p>Assim, o autor defende que precisamos "nos referir à educação por inteiro e não apenas a aspectos</p><p>parciais passíveis de aferição mediante provas e exames convencionais" quando estamos falando sobre</p><p>qualidade da educação pública.</p><p>É importante ressaltar que o IDEB e o PISA surgiram com o objetivo de criar uma escala única,</p><p>aplicável para todos, para avaliar o desempenho dos alunos. Os resultados obtidos devem</p><p>servir para avaliar os sistemas de ensino e não as escolas.</p><p>A ideia é que os sistemas de ensino em contato com esse resultado reveja suas práticas e</p><p>reformule seu currículo com o objetivo final de garantir um melhor desempenho nessas</p><p>avaliações, o que também pode ser entendido como uma garantia de melhora na qualidade da</p><p>educação.</p><p>Oportunamente, iremos nos dedicar a estudar com afinco e de forma mais detalhadas o PISA e o</p><p>IDEB, quando tivermos nossa aula de Avaliação. Por enquanto, o objetivo é compreender de onde</p><p>vem os dados que apresentam um cenário de má qualidade da educação brasileira.</p><p>4- O caminho para a qualidade</p><p>Já entendemos como é difícil definir a qualidade na educação, refletimos sobre esses aspectos e nos</p><p>deparamos com os dados referentes às avaliações realizadas pelos estudantes brasileiros. Muito bem.</p><p>Agora, vamos começar a delimitar quais as possibilidades de caminho para alcançar uma educação</p><p>que tenha qualidade, onde as crianças de fato aprendam.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>48</p><p>Libâneo afirma para nós que existe já um reconhecimento geral da necessidade da educação</p><p>preparar para o mundo do trabalho, o que impacta diretamente o desempenho da economia e o</p><p>desempenho técnico-científico do país.</p><p>Não obstante, o autor defende que não devemos nos limitar a isso, sendo necessário também</p><p>prover uma formação voltada para a cidadania e a formação de valores, que possibilite a valorização da</p><p>vida humana em todas as dimensões. Assim, uma educação de fato de qualidade favoreceria a qualidade é</p><p>aquela que promove o desenvolvimento integral dos alunos.</p><p>Tendo em vista todo esse cenário, muitos autores apontam caminhos para alcançar a qualidade na</p><p>educação, como:12</p><p>✓ Selecionar os melhores professores, através de salários atrativos, planos de carreira e</p><p>valorização profissional. Muitos estudos já apontam que o professor que apresenta um bom</p><p>desempenho e boa relação com os alunos, acarreta em turmas com desempenhos mais</p><p>elevados em avaliações padronizadas.</p><p>✓ Cuidar da formação continuada docente, pois não adianta apenas selecionar os melhores, é</p><p>preciso garantir que eles se mantenham em constante processo de aprendizado e se</p><p>atualizando.</p><p>✓ Não deixar nenhum aluno para trás, por que a definição de qualidade perpassa a</p><p>democratização de acesso e permanência e vai além disso, garantindo direito aos alunos a</p><p>uma escola de fato de qualidade.</p><p>✓ Preparar grandes gestores, para que a administração dos recursos materiais e humanos das</p><p>escolas sejam bem aproveitados.</p><p>Essas quatro grande mudanças foram responsáveis por uma melhora considerável no desempenho</p><p>de países como Japão, Suécia e Islândia nas avaliações internacionais, como o PISA, por exemplo.</p><p>Além disso, conforme já vimos, os autores apontam que falar em qualidade da educação deve ser</p><p>uma discussão mais ampla que leve em conta o rendimento dos alunos nas provas mas, também, que o</p><p>prepare para a vida em sociedade e para a dimensão ética e política, formando o indivíduo em todas as</p><p>suas esferas.</p><p>Ainda em concordância com essa perspectiva, Tedesco e Rebelatto13 definem como escola de</p><p>qualidade social "aquela que atende às expectativas de vida das famílias, estudantes e profissionais que a</p><p>compõem e também colabora na construção de vivências humanas efetivamente democráticas."</p><p>12 RATIER. O caminho para a qualidade.</p><p>13 TEDESCO; REBELATTO. Qualidade social da educação: um debate em aberto.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>49</p><p>5- As influências do neoliberalismo e da industrialização para</p><p>conceituação de qualidade da educação</p><p>Com o processo de crescimento da sociedade industrial, marcada fortemente pelo tecnicismo e</p><p>pelas ideias do neoliberalismo, a escola vem incorporando alguns conceitos que eram restritos ao mundo</p><p>empresarial.</p><p>A ideia de competência, eficácia e eficiência está atrelada à esses ideais e refletem no modelo que</p><p>temos de avaliações de larga escala, que medem o quanto as crianças possuem determinadas habilidades</p><p>ou o quanto são eficientes em resolver problemas.</p><p>Quando não tomado cuidado, esses conceitos ocupam todo o campo educativo, sobrando muito</p><p>pouco ou nenhum espaço para pensarmos na formação ética e estética dos alunos.</p><p>Se isso ocorre, não conseguimos favorecer a tão falada formação integral, que contemple o ser</p><p>humano em sua plenitude. Portanto, cada vez mais os autores da educação tem buscado refletir sobre</p><p>esses temas.</p><p>A escola não pode ser vista como uma empresa, nem o aluno como cliente e, muito menos, o</p><p>ensino como mercadoria. Não podemos pensar no processo de ensino-aprendizagem através da ótica da</p><p>produção, excluindo então aqueles que "não produzem".</p><p>Uma escola pautada nesses ideais competitivos é fundamentalmente exclusiva e antidemocrática.</p><p>Chegou a hora de treinarmos um pouco! Vamos lá?</p><p>(VUNESP – 2019 -Prefeitura de Olímpia / SP – Inspetor de Alunos)</p><p>A Resolução CNE/CEB nº 04/2010, em seu artigo 9º , dispõe que “A escola de qualidade social é aquela que</p><p>adota como centralidade o estudante e a aprendizagem”. A seguir, elenca requisitos que cabe à escola de</p><p>qualidade atender, entre eles aquele que declara a necessária consideração sobre a “(...) inclusão, a</p><p>valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade cultural (inciso II)”.</p><p>Para a escola ser considerada de qualidade e atender o disposto no inciso II do artigo 9º , ela deve</p><p>(A) resgatar e respeitar as várias manifestações da comunidade.</p><p>(B) focalizar todo o seu trabalho no que ocorre em seu próprio interior.</p><p>(C) formar grupos de estudos por segmentos: docentes, discentes, funcionários e pais.</p><p>(D) preocupar-se com a transmissão de conteúdos, adaptando-os aos diferentes tipos de alunos.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>50</p><p>Comentários:</p><p>Letra A: Certo. Respeitar as manifestações da comunidade é um dos exemplos de como podemos instaurar</p><p>um modelo de escola democrática e inclusiva.</p><p>Letra B: Errado. A escola, cada vez mais, deve estar aberta e possibilitar o diálogo e participação de toda</p><p>comunidade.</p><p>Letra C: Errado. A ideia é que todos participem de maneira igualitária e que exista um intercâmbio entre pais,</p><p>professores, alunos e demais funcionários. O ideal é que todos participem juntos das decisões.</p><p>Letra D: Errado.</p><p>Alternativa correta: (a)</p><p>FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA</p><p>Certamente, a mais cobrada em concursos e referenciada no meio acadêmico quando falamos em</p><p>função social da escola é Celina Areas14. Aqui, partiremos das ideias da autora para desenvolver a</p><p>conceituação desse tema.</p><p>Primeiramente, é interessante delimitarmos o que é educação, dentro da perspectiva da autora.</p><p>Bem, ela traz educação como um processo e como uma prática social, contínuo e com foco formativo,</p><p>14 AREAS. Função social da escola.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>51</p><p>sendo um direito inalienável do cidadão (lembram da nossa aula de legislação? segundo a CF 88 - direito</p><p>público subjetivo!).</p><p>A educação em seu sentido mais amplo acontece nos mais diversos lugares e tem muitas "caras".</p><p>Porém, claro, a escola é o lugar privilegiado para garantia do direito à educação e é onde os processos de</p><p>educação mais sistemáticos e organizados acontecem.</p><p>Areas acredita que para alcançar sua função social, a escola deva garantir a universalização de</p><p>acesso e a ampliação da jornada escolar, com garantia de permanência bem sucedida, para todos os</p><p>alunos.</p><p>A autora defende que, portanto, existem algumas tarefas que são indispensáveis à escola:</p><p>✓ Socializar o saber sistematizado;</p><p>✓ Fazer com que o saber seja criticamente apropriado pelos alunos;</p><p>✓ Aliar saber científico ao saber prévio dos alunos;</p><p>✓ Adotar uma gestão participativa / democrática;</p><p>✓ Contribuir para a construção de um país mais justo e igualitário.15</p><p>A nossa Constituição Federal traz em seu Art. 5º a definição da função social da escola, conforme</p><p>relembra-nos a autora.</p><p>Vamos retomá-lo?</p><p>“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com</p><p>a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o</p><p>exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.</p><p>Observamos, portanto, que na legislação o apontado como função da escola é, em primeiro lugar, a</p><p>formação integral do sujeito (esfera individual), sua formação enquanto cidadão crítico e participativo</p><p>(esfera social) e, além disso, sua qualificação para mercado de trabalho (atendimento às demandas de mão</p><p>de obra qualificada).</p><p>15 Disponível em http://portal.mec.gov.br/arquivos/conferencia/documentos/celina_areas.pdf</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor</p><p>- Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>52</p><p>Na LDB também aparecem definições dos princípios e da função da escola, conforme veremos a</p><p>seguir:</p><p>TÍTULO I - Da Educação</p><p>Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar,</p><p>na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos</p><p>sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.</p><p>§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.</p><p>TÍTULO II - Dos Princípios e Fins da Educação Nacional</p><p>Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e</p><p>nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando,</p><p>seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.</p><p>Como podemos ver, a lei de diretrizes e bases também traz como função social da escola o</p><p>desenvolvimento integral do indivíduo, seu preparo como cidadão e sua formação para o mercado de</p><p>trabalho.</p><p>Para Paulo Freire, a formação do indivíduo deve contemplar o desenvolvimento de seu papel como</p><p>dirigente do seu próprio destino (autonomia), dos destinos de sua educação (esfera individual) e do destino</p><p>da sua sociedade (esfera social). Assim, a escola deve formar o cidadão solidário, crítico, ético e</p><p>participativo.</p><p>Pablo Gentili afirma que na visão neoliberal da função social da escola, a instituição deve</p><p>ter por função e princípio a transmissão de competências e habilidades necessárias para</p><p>atuarem competitivamente no mercado de trabalho, que é altamente seletivo e cada vez</p><p>mais restrito, deixando de lado os aspectos de formação ética dos estudantes.</p><p>Essa visão está impregnada dessa visão de função da escola. Apesar dos discursos</p><p>emancipatórios, em geral a escola ainda se preocupa com a preparação para “o futuro”,</p><p>considerando nesse futuro apenas a preparação para o mercado de trabalho e para</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>53</p><p>continuidade de estudos, perdendo cada vez mais esse compromisso com a formação</p><p>ética e política.</p><p>Areas, indo na contramão da função social da escola na visão neoliberalista, afirma que a função</p><p>social da escola é um compromisso com a formação do cidadão através do fortalecimento dos valores de</p><p>solidariedade, um compromisso com a transformação da sociedade.</p><p>Assim, podemos entender que "a função social da escola é o desenvolvimento das potencialidades</p><p>físicas, cognitivas e afetivas do indivíduo, capacitando-o a tornar um cidadão, participativo na sociedade</p><p>em que vivem. A função básica da escola é garantir a aprendizagem de conhecimento, habilidades e</p><p>valores necessários à socialização do individuo sendo necessário que a escola propicie o domínio dos</p><p>conteúdos culturais básicos da leitura, da escrita, da ciência das artes e das letras, sem estas aprendizagens</p><p>dificilmente o aluno poderá exercer seus direitos de cidadania."16</p><p>Para Dubet17, a discussão sobre função da escola parte do princípio que a escola deve ser justa.</p><p>Porém, definir uma escola justa é extremamente difícil. O coreto é ensinar o mesmo conteúdo a todos, de</p><p>forma democrática, ou ensinar levando em conta apenas as especificidades de cada um? Um currículo</p><p>mínimo comum, como a BNCC, garante que todos aprendam a mesma coisa mas também poda o</p><p>desenvolvimento de algumas habilidades especificas de algum aluno ou de alguma comunidade. Dessa</p><p>forma, a função social da escola é buscar se aproximar de um ideário de justiça social.</p><p>Para Libâneo18, no contexto da sociedade contemporânea, a escola tem uma tríplice</p><p>responsabilidade:</p><p>✓ Ser agente de mudança, capaz de gerar conhecimento e desenvolver a ciência e a tecnologia;</p><p>✓ Trabalhar a tradição e os valores nacionais ;</p><p>✓ Preparar cidadãos capazes de entender o mundo, seu país, sua realidade e de transformá-la</p><p>positivamente.</p><p>16 Disponível em brasilescola.uol.com.br</p><p>17 DUBET.O que é uma escola justa?</p><p>18 LIBÂNEO. Organização Escolar: políticas, estrutura e organização.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>54</p><p>Essa tríplice responsabilidade, segundo o autor, indicam três objetivos fundamentais da escola pública</p><p>atual:</p><p>1. Preparação para o processo produtivo e para a vida em uma sociedade técnico-informacional,</p><p>que envolve o preparo para o mercado de trabalho, através da formação geral, cultural e</p><p>científica de cada um dos estudantes, desenvolvendo saberes e habilidades, além do</p><p>desenvolvimento do pensamento crítico e criativo.</p><p>2. Formação para a cidadania crítica e participativa, onde o cidadão é capaz de interferir</p><p>positivamente na sua própria comunidade, sendo agente de mudança, buscando a justiça social.</p><p>Para isso, é necessário também que a escola favoreça o desenvolvimento de competências</p><p>sociais, como relações grupais e intergrupais, processos democráticos e eficazes de tomada de</p><p>decisões, capacidades sociocomunicativas, de iniciativa, liderança, responsabilidade, resolução</p><p>de problemas, etc.</p><p>3. A formação ética, que é um dos pontos fortes da escola do presente e do futuro. Trata-se de</p><p>formar valores e atitudes de solidariedade, respeito às diferenças e empatia. A escola deve</p><p>auxiliar no desenvolvimento de competências comunicativas que possibilitarão diálogo e</p><p>consenso baseados na razão crítica.</p><p>Paro entende a educação como a atualização histórica do homem e acredita que a escola</p><p>fundamental deve se pautar em duas esferas: individual e social.</p><p>FUNÇÃO DA</p><p>ESCOLA</p><p>(Libâneo)</p><p>Formação Técnica Formação Cidadã Formação Ética</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>55</p><p>A dimensão individual de formação do aluno está relacionada com a aquisição de saberes e</p><p>competências necessárias para seu desenvolvimento, dando-lhe condições necessárias para "viver bem".</p><p>Já a formação na dimensão social, está ligada à formação do cidadão crítico e participativo, que não</p><p>apenas convive em sociedade mas que possui as ferramentas necessárias para modificá-la, se necessário. É</p><p>a formação do indivíduo capaz de contribuir para a construção de uma ordem social mais adequada.</p><p>Podemos definir essa dimensão social como educação para a democracia.</p><p>Paro afirma que a educação para a democracia é o que chamamos de função social da escola</p><p>pública. Esse ideal de educação está, claro, intrinsecamente ligada à questão da qualidade do ensino e dos</p><p>objetivos da escola.</p><p>Para ser um cidadão de fato participativo, é necessário possuir saberes que te possibilitem atuar na</p><p>esfera social, inclusive modificando a realidade de sua sociedade. Sendo a escola o local privilegiado de</p><p>educação, caberia à ela dotá-los das capacidades culturais, exigidas para isso.</p><p>Dessa forma, sob a perspectiva do Paro, é essencial que a escola se preocupe de fato em formar um</p><p>democrata. Isso pode ser alcançado através de três elementos que seriam indispensáveis e</p><p>interdependentes para a compreensão da educação para a democracia:</p><p>1. A formação intelectual e a informação - informar e introduzir nas diferentes áreas do</p><p>conhecimento, inclusive através da arte</p><p>e da literatura.</p><p>2. A formação moral - vinculada aos valores republicanos e democráticos, que são aprendidos</p><p>pela consciência ética</p><p>3. A educação do comportamento - no sentido de enraizar hábitos de tolerância diante do</p><p>diferente, aprender através da cooperação ativa e da subordinação do interesse individual</p><p>ao interesse coletivo, visando o bem comum.</p><p>Gramsci também defendia essa ideia, sendo grande crítico do ensino profissional por ter seu foco</p><p>totalmente centrado nos aspectos técnicos, abandonando as dimensões éticas e políticas da formação do</p><p>sujeito. Ele acreditava que o sujeito tinha que ser educado não apenas para ser um bom profissional mas</p><p>também para ser um cidadão capaz de participar crítica e ativamente da sua comunidade.</p><p>FUNÇÃO DA ESCOLA</p><p>(PARO)</p><p>Esfera Individual</p><p>(autodesenvolvimento</p><p>do aluno)</p><p>Esfera Social</p><p>(educação para a</p><p>democracia)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>56</p><p>Para finalizar, Paro também afirma que hoje as escolas não podem mais se restringir à mera</p><p>veiculação de informações, como fazia no passado. A escola possui essas novas demandas, novas funções,</p><p>que são fundamentais e centrais para garantia de qualidade, tendo como princípio fundamental e</p><p>estruturante a formação do cidadão.</p><p>Enfim, vimos a visão de vários autores sobre qual é a função da escola e, não podemos esquecer, lá</p><p>no começo da aula, enquanto falávamos sobre o que diz a legislação, pudemos nos aprofundar no que a</p><p>CF88 e a LDB apresentam como função da escola:</p><p>A legislação educacional vê uma tríade de funções para a escola: o desenvolvimento pleno do</p><p>aluno (esfera individual), o preparo para exercício da cidadania (esfera social) e qualificação para</p><p>mercado de trabalho (mão de obra qualificada).</p><p>Agora chegou a hora de treinar e ver se está claro o conteúdo que acabamos de estudar.</p><p>Vamos lá?</p><p>(VUNESP – 2019 -Prefeitura de Olímpia - SP – Docente)</p><p>Quanto à função social da Escola, a Lei Federal nº 9.394/96, LDBEN, no artigo 2º , dispõe que: “A educação,</p><p>dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana,</p><p>tem por finalidade</p><p>(A) a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola dos educandos com altas habilidades</p><p>FUNÇÃO DA</p><p>ESCOLA</p><p>(Legislação)</p><p>Desenvolvimento</p><p>pleno do aluno</p><p>Preparo para</p><p>exercício da</p><p>cidadania</p><p>Qualificação para</p><p>o mercado de</p><p>trabalho.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>57</p><p>(B) o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para</p><p>o trabalho.</p><p>(C) o atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência e/ou transtornos</p><p>globais do desenvolvimento.</p><p>(D) o atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de material didático</p><p>escolar, transporte e alimentação”.</p><p>Comentários:</p><p>Todas essas afirmativas correspondem a pontos importantes para garantia da qualidade da educação</p><p>pública. Porém, quando falamos em função social da escola, estamos pensando no desenvolvimento pleno</p><p>do aluno, com foco na formação cidadã e na qualificação para o trabalho.</p><p>Alternativa correta: (B)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>58</p><p>GESTÃO DEMOCRÁTICA</p><p>Autores como Paro e Libâneo, que estamos estudando nesse curso por serem cobrados com</p><p>bastante frequência nas provas de concurso, defendem que a qualidade de ensino perpassa por todos os</p><p>aspectos da organização da escola.</p><p>Dessa forma, para garantir uma educação de qualidade, em suas esferas pessoais e sociais,</p><p>precisamos que a escola apresente algumas características:</p><p>✓ Aluno como centro do processo de ensino;</p><p>✓ Professor com boa formação e com boas oportunidades de formação continuada;</p><p>✓ Acesso aos patrimônios artísticos, culturais e científicos da humanidade;</p><p>✓ Recursos humanos e financeiros;</p><p>✓ Uma gestão democrática da escola.</p><p>Assim, aqui nos interessará conhecer um pouco mais sobre o aspecto da gestão, através de dois</p><p>pontos: porque a gestão deve ser democrática e como se constrói uma gestão democrática.</p><p>Porque a gestão deve ser democrática?</p><p>Vimos a pouco que para uma educação ter qualidade social, ela precisa ser orientada como uma</p><p>educação para a democracia. Ou seja, a educação precisa ser voltada para preparar o sujeito para não só</p><p>participar da vida pública da sua comunidade como também para ser capaz de modificá-la.</p><p>Paro afirma que não tem como pregarmos uma educação para a democracia se a própria instituição</p><p>escolar não é uma instância democrática.</p><p>O autor afirma que o discurso de formar o cidadão, de prepara o aluno para o exercício da cidadania</p><p>tem sido cada vez mais empregado pelas escolas e pelos sistemas de ensino, porém, não são aplicados</p><p>dispositivos realmente democráticos dentro da escola.</p><p>Como se constrói uma gestão democrática?</p><p>De forma resumida, podemos dizer que a garantia de uma gestão democrática se dá, em especial,</p><p>pela garantia de que os processos decisórios serão feitos pela maioria da comunidade escolar, representada</p><p>pelo Conselho de Escola, pela Associação de Pais e Mestres, pelo Grêmio Estudantil, entre outros.</p><p>Esses instrumentos de participação de todos envolvidos na escola (professores, funcionários, pais,</p><p>alunos e comunidade em geral) buscam um exercício mais transparente e coerente da gestão escolar, e que</p><p>de fato atenta as demandas da comunidade.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>59</p><p>1- A participação democrática da comunidade na escola pública</p><p>Paro19 , ao ressaltar que a escola deve ser local de democracia, aponta que existem uma série de</p><p>fatores que dificultam ou até mesmo impossibilitam a gestão democrática.</p><p>A primeira e, provavelmente, mais importante delas, é que para a construção de uma escola</p><p>democrática, precisamos prever uma estruturação horizontal entre os envolvidos no processo de tomada de</p><p>decisão, e, apesar do discurso democrático, as escolas ainda se compõem em sua grande maioria (em</p><p>especial as públicas), com uma estrutura hierarquizada, em formato piramidal:</p><p>19 PARO. Gestão democrática da escola pública.</p><p>Direção</p><p>Coordenação</p><p>Pedagógica</p><p>Professores</p><p>Funcionários não</p><p>professores</p><p>Alunos</p><p>Órgãos colegiados</p><p>Pais e responsáveis</p><p>Comunidade Escolar</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>60</p><p>Dentro desse formato, o diretor é a autoridade máxima da escola, o que o coloca em uma posição</p><p>especialmente delicada: a decisão, mesmo que feita democraticamente, de como será realizado os eventos</p><p>e de como será gastado a verba, é integralmente de sua responsabilidade.</p><p>Ou seja, mesmo que a comunidade escolar opte, durante as reuniões</p><p>de Conselho de Escola, a</p><p>comprar um determinado item que não poderia ser comprado com verba pública, visando que essa compra</p><p>sim atenderia as necessidades da escola, quem assumirá a responsabilidade administrativa, civil e, em alguns</p><p>casos, até criminal desse ato, será o diretor da escola. Não obstante, tantos diretores costumam ser avessos</p><p>à participação de quem quer que seja nos processos de decisão na escola, alegando que "é o dele que está</p><p>na reta".</p><p>Outro ponto sempre recorrente quando falamos em participação ativa na escola, é o discurso que os</p><p>pais não querem participar. Paro apresenta pesquisas em sua obra que demonstram que sim, os pais tem</p><p>interesse em fazer parte da escola, mas não da forma como a escola oferece esse espaço de participação.</p><p>Em geral, os pais percebem que a escola age com eles a partir de uma perspectiva paternalista: como</p><p>se eles fossem "coitados", desprovidos de capacidade de compreensão e carentes em todos os sentidos da</p><p>palavra, sendo incapazes de ajudar nos processos de decisão.</p><p>Os pais também apontam que é comum receber convite das escolas apenas quando é para falar do</p><p>mau comportamento dos filhos ou para participar de eventos e festividades que não interessam a</p><p>comunidade. Ressaltam que, de forma geral, não são ouvidos pela escola sobre as reais necessidades do</p><p>entorno.</p><p>Ainda relacionado a participação dos pais, muitos complementam que gostariam de participar, mas</p><p>que os horários da reunião impossibilitam a participação, por coincidirem com horário de trabalho ou outros</p><p>afazeres essenciais.</p><p>1.1- Condicionantes na participação</p><p>Paro afirma que existem condicionantes internos e externos que interferem na participação dos pais</p><p>na escola. Entre os condicionantes internos estão: os de ordem material, os institucionais, os políticos-sociais</p><p>e os ideológicos.</p><p>✓ As condições de trabalho ou os condicionantes materiais da participação:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>61</p><p>As condições precárias das escolas, com falta de recursos, é um dos impedimentos para participação</p><p>de todos nos processos decisórios. Um exemplo disso é que as próprias reuniões de Conselho de Escola são</p><p>limitadas a um número restrito de pessoas pela falta de um local adequado para esses eventos</p><p>✓ Os condicionantes institucionais:</p><p>Como já falamos, a escola ainda funciona a partir de um esquema empresarial, de caráter hierárquico.</p><p>Torna-se muito difícil estabelecer relações interpessoais horizontais e antiautoritárias dentro de um sistema</p><p>tão burocratizador.</p><p>✓ Os condicionantes político-sociais:</p><p>Ter uma escola com caráter democrático é mais difícil. Participar de um Conselho de Escola</p><p>verdadeiramente democrático é bem mais difícil do que participar de um "de faz-de-conta". Isso porque é</p><p>inevitável, dentro de um sistema democrático, que exista discordância (radicais, inclusive) entre os membros</p><p>de um mesmo colegiado.</p><p>Assim, desenvolver a capacidade de ouvir, ter empatia, respeitar a diversidade é fundamental para</p><p>conseguir exercitar a democracia na escola.</p><p>✓ Os condicionantes ideológicos da participação:</p><p>Estamos aqui falando de todas as crenças e de valores de cada sujeito, ou seja, da personalidade</p><p>de cada um. Podemos pensar aqui tanto nos aspectos internos de cada um para participar quanto</p><p>também da leitura que se faz dos outros.</p><p>Por exemplo, quando a escola diz que os pais não tem interesse na vida escolar das crianças, isso</p><p>é uma leitura que os membros da escola fazem da família, que nem sempre corresponde a verdade.</p><p>Como vimos, na verdade, em geral as famílias desejam participar.</p><p>O autor também ressalta um aspecto interessante, que muitas vezes os pais não participam pela</p><p>descrença de que serão de fato escutados, devido experiências anteriores.</p><p>MATERIAIS INSTITUCIONAIS</p><p>POLÍTICO-SOCIAIS IDEOLÓGICOS</p><p>Condicionantes</p><p>Internos</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>62</p><p>Paro20 também afirma que existem alguns determinantes da participação presentes na comunidade,</p><p>que são os condicionantes externos:</p><p>✓ Condições Sócio-econômicas:</p><p>A carga horária de trabalho excessiva, em geral, é um grande fator para a baixa participação dos pais</p><p>nas atividades escolares. Pensando na realidade da cidade de São Paulo, onde é comum na periferia que as</p><p>pessoas demorem 2 horas no trajeto casa - trabalho, as mães e os pais dessas crianças passam 4 horas no</p><p>transporte público + 9 horas no ambiente de trabalho.</p><p>A chance dessa família participar das atividades e dos eventos propostos pela escola é muito</p><p>pequena, mesmo que elas ocorram aos finais de semana, pois ainda existem as tarefas da casa e familiares</p><p>a serem realizadas por esses pais em seus escassos momentos de folga.</p><p>✓ Condicionantes Culturais</p><p>Somos todos criados dentro de um modelo autoritário, a escola foi, historicamente, construída como</p><p>instrumento de poder e opressão, garantindo o aprendizado através do autoritarismo, seja dos professores,</p><p>seja dos diretores. Quebrar esses padrões não é uma tarefa simples, mesmo para os mais bem intencionados.</p><p>✓ Condicionantes Institucionais</p><p>Segundo o autor, comunidades onde existem movimentos sociais ativos e instituições</p><p>estabelecidas para pensar nas resoluções dos problemas do bairro e da comunidade, são mais abertas a</p><p>participarem dos processos decisórios da escola.</p><p>Democracia é um exercício prático e é mais simples para quem já está mergulhado nesse universo</p><p>participar de uma gestão democrática.</p><p>20 PARO. Gestão democrática da escola pública. Pág. 67.</p><p>C</p><p>O</p><p>N</p><p>D</p><p>IC</p><p>IO</p><p>N</p><p>A</p><p>N</p><p>TE</p><p>S</p><p>SÓCIO-</p><p>ECONÔMICOS</p><p>CULTURAIS</p><p>INSTITUCIONAIS</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>63</p><p>2 - Os colegiados e sua participação nos processos decisórios da</p><p>escola</p><p>Já conseguimos avançar consideravelmente em nossa conceituação do que é gestão democrática, de</p><p>quais são seus desafios, de como implementá-la. Pois bem, agora vamos pensar um pouco em como a</p><p>legislação tentou assegurar esses processos democráticos.21</p><p>A gestão democrática foi delimitada lá na Constituição Federal de 1988 em seu artigo 206 e é repetido</p><p>no artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). No artº 14 da LDB, fica um pouco mais detalhado sobre como</p><p>acontecerá esse processo:</p><p>"Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação</p><p>básica de acordo com as suas peculiaridades, conforme os seguintes princípios:</p><p>I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;</p><p>II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes."</p><p>O Plano Nacional da Educação (PNE) repete o texto da LDB e acrescenta que</p><p>"(...)bem como a descentralização da gestão educacional, com fortalecimento da autonomia da</p><p>escola e garantia de participação da sociedade na gestão da escola e da educação"</p><p>Assim, vemos que a legislação prevê que a gestão escolar ocorra de forma democrática a partir de</p><p>duas premissas básicas: a participação de todos na construção do projeto político pedagógico das escolas e</p><p>com a participação da comunidades nos colegiados, os quais falaremos um pouco melhor por aqui, na</p><p>tentativa de favorecer uma descentralização da gestão, fortalecendo a autonomia</p><p>da escola.</p><p>2.1 - Conselho de Escola</p><p>O Conselho de Escola é um órgãos colegiado composto por representantes da comunidade escolar</p><p>que tem como função deliberar sobre as questões pedagógicas, administrativa e financeiras da escola. É um</p><p>espaço para discussão dos problemas enfrentados na escola e de caminhos para solucioná-los.</p><p>A ideia é que o Conselho de Escola seja de fato uma instância democrática, que auxilie na efetivação</p><p>da garantia de uma escola de qualidade social para todas as crianças.</p><p>Durante esse processo, fica a cargo do Conselho de Escola debater e tornar claro os valores e os</p><p>objetivos da escola, definir prioridades pedagógicas e orçamentárias, contribuir para a organização do</p><p>currículo escolar, entre outros.</p><p>21 Disponível em http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/ce_cad1.pdf</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>64</p><p>Ou seja, os Conselhos Escolares possuem três dimensões:</p><p>1. Deliberativa:</p><p>Quando decidem sobre o projeto político-pedagógico e outros assuntos da escola, fazem</p><p>encaminhamentos e garantem cumprimento das ordens internas.</p><p>2. Consultiva:</p><p>Caráter de assessoramento, analisando as questões encaminhadas pelos diversos segmentos da</p><p>escola e apresentando sugestões ou soluções, que poderão ou não ser acatadas pelas direções das escolas.</p><p>3. Fiscais:</p><p>Quando acompanham a execução das ações pedagógicas, administrativas e financeiras, avaliando e</p><p>garantindo o cumprimento das normas escolares e a qualidade social do cotidiano escolar.</p><p>4. Mobilizadoras:</p><p>Quando promovem a participação dos segmentos representativos da escola e da comunidade em</p><p>diversas atividades, contribuindo para a efetivação da democracia participativa e para melhoria da qualidade</p><p>social da educação.</p><p>Além disso, os Conselhos de Escola possuem algumas atribuições específicas, entre elas:</p><p>✓ Elaborar o Regimento Interno;</p><p>DIMENSÕES DO</p><p>CONSELHO DE ESCOLA</p><p>DELIBERATIVA</p><p>CONSULTIVA</p><p>FISCAL</p><p>MOBILIZADORA</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>65</p><p>✓ Convocar assembleias ;</p><p>✓ garantir a participação de todos na construção do PPP;</p><p>✓ promover relações pedagógicas que favoreçam o saber do estudante;</p><p>✓ propor e coordenar alterações curriculares;</p><p>✓ participar da elaboração do calendário escolar, observada legislação;</p><p>✓ acompanhar os indicadores de desempenho;</p><p>✓ elaborar o plano de formação continuada dos conselheiros escolares;</p><p>✓ aprovar plano administrativo anual, elaborada pela direção da escola, sobre a programação e</p><p>a aplicação de recursos financeiros;</p><p>✓ fiscalizar a gestão administrativa, pedagógica e financeira da unidade escolar.</p><p>Os Conselhos Escolares se reúnem periodicamente, com reuniões abertas à comunidade. Além dessas</p><p>reuniões, recomendam-se assembleias-gerais, que são soberanas em suas decisões. As assembleias são uma</p><p>forma de fazer a eleição dos membros do Conselho de Escola daquele ano, por exemplo.</p><p>Por último, vale a pena ressaltar que os Conselhos devem ser compostos por membros de cada</p><p>segmento da comunidade escolar: gestão, docentes, funcionários não docentes, pais e, quando possível,</p><p>alunos.</p><p>2.2 Associação de Pais e Mestres (APM)</p><p>Outro órgãos colegiado presente nas escolas é a Associação de Pais e Mestres (APM), que consiste</p><p>em uma associação sem fins lucrativos que representa os interesses comuns dos profissionais e dos pais dos</p><p>alunos da escola. 22</p><p>Apesar de não existir uma legislação federal que trata especificamente de APM e, portanto, os</p><p>Estados e Municípios terem liberdade para determinar o funcionamento desse dispositivo, a existência da</p><p>APM da escola é obrigatória para recebimento de verbas federais do Programa Dinheiro Direto na Escola</p><p>(PDDE). Não iremos aqui nos aprofundar em compreender esse repasse de verbas pois oportunamente</p><p>teremos uma aula para debater sobre o financiamento da educação pública.</p><p>Para receber o PDDE, as APMs devem ser entidades jurídicas de direito privado registradas em</p><p>cartório e ter um estatuto. Os membros são eleitos através de votação e o mandato é de dois anos. Sua</p><p>composição é formada por direção, conselho deliberativo e conselho fiscal.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>66</p><p>A direção é responsável pela execução da associação, que deve se reunir todo mês; o conselho</p><p>deliberativo é responsável pelas decisões de ações da entidade que deve se reunir semestralmente e o</p><p>conselho fiscal é responsável pelo controle das atividades e decisões da associação que deve se reunir</p><p>juntamente ao conselho deliberativo.</p><p>2.3 - Grêmio Estudantil</p><p>Por último, temos o grêmio estudantil, que é também um órgãos colegiado. Porém, nesse caso, ele é</p><p>composto apenas pelos alunos e representam todo corpo discente da instituição.</p><p>A primeira legislação que falou sobre a garantia de organização aos estudantes foi a Lei nº 7.398, de</p><p>4 de novembro de 1985. Vejamos abaixo:</p><p>Art . 1º - Aos estudantes dos estabelecimentos de ensino de 1º e 2º graus fica assegurada a</p><p>organização de Estudantes como entidades autônomas representativas dos interesses dos</p><p>estudantes secundaristas com finalidades educacionais, culturais, cívicas esportivas e sociais.</p><p>§ 1º - (VETADO).</p><p>§ 2º - A organização, o funcionamento e as atividades dos Grêmios serão estabelecidos nos seus</p><p>estatutos, aprovados em Assembleia Geral do corpo discente de cada estabelecimento de ensino</p><p>convocada para este fim.</p><p>§ 3º - A aprovação dos estatutos, e a escolha dos dirigentes e dos representantes do Grêmio</p><p>Estudantil serão realizadas pelo voto direto e secreto de cada estudante observando-se no que</p><p>couber, as normas da legislação eleitoral.</p><p>Composição</p><p>da APM</p><p>Direção</p><p>Conselho</p><p>Deliberativo</p><p>Conselho</p><p>Fiscal</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>67</p><p>No Plano Nacional de Educação, o Grêmio Estudantil também aparece como uma das principais</p><p>instâncias de garantia de uma gestão democrática da escola pública. O grêmio irá atuar em conversas com a</p><p>direção escolar, nos momentos de conselho de escola e da reunião da APM, nas reuniões de representantes</p><p>de sala.</p><p>3- As formas da participação</p><p>Conseguimos analisar com profundidade a importância de estabelecer uma gestão democrática e</p><p>quais aspectos podem facilitar ou dificultar colocar isso em prática.</p><p>Aqui, começaremos a dar uma observada nas propostas defendidas pela Heloísa Luck.23</p><p>"É importante destacar que a democratização efetiva da educação é promovida não apenas</p><p>pela democratização da gestão da educação, conforme definido pela Constituição Federal</p><p>e pela Lei de Diretrizes e Bases.(...). O fundamental dessa democratização é o processo</p><p>educacional e o ambiente escolar serem marcados pela mais alta qualidade, a fim de que</p><p>todos os que buscam a educação desenvolvam os conhecimentos, as habilidades e as</p><p>atitudes necessários para que possam participar, de modo efetivo e consciente, da</p><p>construção do tecido da sociedade, com qualidade de vida e desenvolvendo</p><p>condições para</p><p>o exercício da cidadania" (pág. 26)</p><p>Ou seja, para a autora a democratização da gestão por si só não é garantia de uma efetiva</p><p>democratização da escola. Essa garantia de democratização deve estar atrelada a garantia de acesso e</p><p>permanência e fundamentada em princípios de qualidade social.</p><p>3.1 Formas de Participação</p><p>Para Luck, democratização depende de participação. Porém, existem várias formas de se favorecer a</p><p>participação sem, no entanto, de fato democratizar o espaço escolar. É realidade em muitas escolas uma</p><p>participação parcial, onde as opiniões até são escutadas, mas o processo de tomada de decisão em si não é</p><p>democrático.</p><p>3.1.1 Participação como presença</p><p>A participação como presença independe de atuação do sujeito no grupo que está inserido. Por</p><p>exemplo, ser aluno te coloca como membro de um grupo, você passa a fazer parte dele, mesmo sem ter a</p><p>intenção de fazê-lo.</p><p>Sendo membro desse grupo, você pode participar ativamente ou não dos processos que ali ocorrem,</p><p>mas você não deixa de fazer parte. Voltando ao nosso exemplo, o aluno pode ser engajado com as tarefas</p><p>da escola e líder do grêmio estudantil ou apenas frequentar o espaço escolar por imposição dos pais. Em</p><p>ambos os casos, eles participam por presença naquele grupo.</p><p>23 LUCK. A gestão participativa na escola.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>68</p><p>3.1.2 Participação como expressão verbal e discussão de ideias</p><p>Essa é uma forma de participação muito comum nas escolas de um modo geral. Os assuntos são</p><p>levados para plenárias ou reuniões importantes, são abertos espaços para discussão e troca de ideias, todos</p><p>participam... Mas o processo de decisão sobre o assunto é tomada por uma pessoa, ou por um conjunto</p><p>específico de pessoas, que podem ou não levar em consideração as discussões realizadas.</p><p>Ou ainda, são propostas as discussões e expressão verbal sem nenhum encaminhamento de fato para</p><p>a resolver as questões, virando um grande "desabafo" coletivo.</p><p>3.1.3 Participação como representação</p><p>Essa forma de participação é necessária para grupos grandes, onde não é possível garantir a</p><p>participação direta de todos. Os conselhos de escola e associações de pais e mestres, além do grêmio</p><p>estudantil, são exemplos de participação como representação na escola.</p><p>3.1.4 Participação como tomada de decisão</p><p>Nesse cenário, a democratização de fato acontece. É quando os envolvidos dentro daquele grupo</p><p>conseguem de fato tomar as decisões sobre o andamento da instituição e dos projetos em conjunto.</p><p>Dentro da realidade escolar, muitas vezes essas decisões grupais acontecem para tomada de decisão</p><p>de assuntos de menor relevância, como qual a cor será pintada a quadra ou onde serão fixados os cartazes</p><p>de uma determinada turma, enquanto decisões de maior relevância, como aqueles ligadas à construção do</p><p>Projeto Político-Pedagógico ou ao destinamento de verbas, continuam sendo decididas apenas pela gestão.</p><p>3.1.5 Participação como engajamento</p><p>O engajamento é o nível mais pleno de participação. Luck define participação como "uma atuação</p><p>conjunta superadora das expressões de alienação e passividade, de um lado, e autoritarismo e centralização,</p><p>de outro, intermediados por cobrança e controle".</p><p>É importante lembrarmos que a qualidade do ensino depende de que as pessoas que são afetadas</p><p>pelas decisões tomadas na escola exerçam seu direito de participar desses processos de decisão,</p><p>fortalecendo dessa forma, a democracia no âmbito institucional.</p><p>4 - As dimensões da participação</p><p>Como vimos anteriormente, existem basicamente três dimensões de participação: política,</p><p>pedagógica e técnica. Aprofundamos em como Paro e Libâneo pensaram essa dimensão nos últimos itens,</p><p>tratando dos condicionantes de participação, ou seja, do que facilita ou dificulta o exercício de um projeto</p><p>democrático na escola.</p><p>Agora, vamos avançar mais um pouco, entendendo que a participação possui três dimensões. Essas</p><p>dimensões forma propostas por Luck e são convergentes entre si e interinfluentes: política, pedagógica e</p><p>técnica.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>69</p><p>Para a autora, essas dimensões são indissociáveis, porém é importante conhecer melhor cada uma</p><p>delas, de forma didática, para compreender os mecanismos de participação dentro das unidades escolares.</p><p>4.1 Dimensão Política</p><p>A dimensão política, segundo a autora, se refere ao "sentido de poder das pessoas de construírem a</p><p>sua história e a história da organização da qual fazem parte.</p><p>4.2 Dimensão Pedagógica</p><p>A dimensão pedagógica refere-se ao fato da prática, em si, ser um processo formativo e essencial</p><p>para que ocorram aprendizagens significativas que resultem na construção do conhecimento.</p><p>4.3 Dimensão Técnica</p><p>"A dimensão técnica não tem significado sem a política e esta não tem expressão sem a técnica".</p><p>Apesar da dimensão técnica estar distanciada atualmente dos discursos escolares, não podemos acreditar</p><p>que ela não seja parte essencial de qualquer projeto proposto para a escola.</p><p>Muito bem. chegou a hora de verificarmos o que aprendemos nesses últimos tópicos. Vamos treinar?</p><p>(VUNESP – 2019 -Prefeitura de Olímpia - SP – Inspetor de Alunos)</p><p>Estudando a legislação educacional brasileira para um concurso público que pretendia prestar, Anderson</p><p>verificou que, quanto à gestão democrática, no que diz respeito à participação como princípio, a Lei nº</p><p>9.394/96 (LDBEN) dispõe, no Art. 14, que “Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática</p><p>do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes</p><p>princípios:</p><p>I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;</p><p>II – participação das comunidades escolar e local em</p><p>(A) reuniões pedagógicas para elaboração de planos de ensino”.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>70</p><p>(B) atuações cooperativas na execução de tarefas esporádicas”.</p><p>(C) conselhos escolares ou equivalentes”.</p><p>(D) trabalhos voluntários e beneficentes”.</p><p>Comentários:</p><p>De acordo com a legislação, a participação da comunidade escolar como um todo será realizada de duas</p><p>formas: através da participação de todos na construção do projeto político pedagógico e dos conselhos</p><p>escolares ou equivalentes como, por exemplo, Associação de pais e mestres, Grêmio Estudantil, entre outros.</p><p>Alternativa correta: (C)</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>UFA!</p><p>O tema é extenso e merece dedicação ao ser estudado! Lembre-se que é o tema preferido das bancas</p><p>para questões dissertativas, portanto, é fundamental dominá-lo bem.</p><p>Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato conosco. Estou disponível no fórum no</p><p>Curso, por e-mail e, inclusive, pelo Facebook.</p><p>E-mail: mariana.paludeto@yahoo.com.br</p><p>Instagram: https://www.instagram.com/marianapaludettopedagoga</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>71</p><p>seus conceitos para aprofundar os estudos sobre planejamento.</p><p>Planejamento docente, segundo o autor, é uma tarefa docente que irá incluir a definição das</p><p>atividades didáticas a serem desenvolvidas a fim de alcançar os objetivos de aprendizagem dos alunos,</p><p>quanto o processo de revisão e adequação dessas atividades no decorrer do processo. Ou seja, planejamento</p><p>docente sempre funcionará na tríade planejamento – reflexão/avaliação – replanejamento.</p><p>No decorrer dessa aula falaremos sobre a importância de planejar e sobre os três tipos de</p><p>planejamentos: (i) da escola, (ii) do ensino e (iii) da aula.</p><p>1.1 A importância do planejamento</p><p>Libâneo diz que o planejamento é “um processo de racionalização, organização e</p><p>coordenação do trabalho docente” e ele deve articular a atividade escolar com o contexto social da escola.</p><p>A ação de planejar não deveria ser apenas para cumprimento de uma tarefa burocrática, mas sim ser</p><p>encarado como um momento de tomada de decisões e definições sobre o rumo que o professor pretende</p><p>tomar.</p><p>Planejamento deve ter um caráter reflexivo: o professor determina onde deseja chegar e qual rumo</p><p>pretende seguir, pensa nas ações e estratégias que deve tomar para alcançar esses objetivos, e deve, de</p><p>tempos em tempos, retornar ao seu planejamento e refletir se ele ainda faz sentido - se o caminho ainda é</p><p>o mesmo - para (re)planejar suas ações.</p><p>Planejamento serve como um ponto de partida para tomada de decisões, como um guia de</p><p>orientação. Quando bem construído, ele possui algumas características específicas:</p><p>É sequencial: para alcançar objetivos, a ação docente precisa seguir um caminho lógico; ordenado;</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>É objetivo: objetividade aqui, entendida como a correspondência do plano com a realidade da escola;</p><p>É coerente: precisa existir coerência e harmonia entre objetivos gerais, objetivos específicos, conteúdos,</p><p>métodos e avaliação;</p><p>É flexível: permite que o professor reflita sobre os rumos tomados e redefina o planejamento sempre que</p><p>necessário.</p><p>Sabemos que a educação tem sempre “um quê” de imprevisível. Freud falava de impossibilidade da</p><p>educação justamente pensando nessa perspectiva: tem sempre algo que escapa durante o ato pedagógico.</p><p>Porém, isso não pode servir como desculpa para a “pedagogia do improviso”, quando nada é planejado e</p><p>tudo vai acontecendo e se desdobrando ali, na hora. É importante que o professor compreenda que é</p><p>impossível alcançar os objetivos de aprendizagem, quaisquer que sejam eles, sem estabelecer um plano</p><p>minucioso para alcança-lo; claro, sem perder de vista que a flexibilidade é fundamental para o exercício da</p><p>docência.</p><p>Rever e re-planejar não é sinal de fracasso e sim de uma ação reflexiva sobre o próprio trabalho como</p><p>professor.</p><p>Vamos resolver uma questão a título de fixação?</p><p>(QUADRIX- 2018 –Prefeitura de Cristalina- GO – Assistente de educação)</p><p>O planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação de ações, que, por si só, não</p><p>assegura o andamento do processo educativo. Para isso, é preciso que ele esteja continuamente ligado</p><p>à pratica, de modo a ir acumulando e enriquecendo experiências. Nesse sentido, considerando o</p><p>planejamento como instrumentalizador das ações da escola, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) O planejamento deve ser um documento rígido, de modo a garantir a fidedignidade das ações</p><p>propostas.</p><p>(B) O planejamento deve ser o documento orientador das tarefas articuladas com os conhecimentos</p><p>transmitidos.</p><p>(C) As ações planejadas devem considerar o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e teológico</p><p>dos estudantes.</p><p>(D) O planejamento deve ser um documento que apresente objetividade, coerência, flexibilidade e</p><p>ordem sequencial</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A: Errado. Não deve ser um documento rígido</p><p>Alternativa B: Errado. Simplifica demasiadamente o papel do planejamento, que deve ser um documento</p><p>articulado com contexto social</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>5</p><p>Alternativa C: Errado. Com exceção das escolas confessionais, a educação é laica. Portanto, não faz sentido</p><p>falar em desenvolvimento teológico dos alunos.</p><p>Alternativa D: Certo. A alternativa apresenta todos aspectos citados pelo Libâneo como essenciais para</p><p>construção do planejamento eficiente. Observe que, mesmo sem citar o nome do autor, a questão foi</p><p>inteiramente enquadrada no que ele fala. Não tem jeito, é nossa referência!</p><p>Alternativa correta: (d)</p><p>1.2 Como construir o planejamento escolar</p><p>Até agora falamos sobre o que é o planejamento, qual sua importância e os princípios que o norteiam.</p><p>Mas, e na prática? O que devemos considerar na hora de fazermos nosso planejamento?</p><p>Em primeiro lugar, precisamos pensar em alguns pontos. Libâneo em seu livro “Didática”, destacou</p><p>como requisitos fundamentais para planejar: (i) os objetivos e tarefas da escola através de uma perspectiva</p><p>democrática; (ii) as exigências dos documentos e das orientações oficiais; (iii) as condições prévias dos</p><p>alunos, ou seja, o que eles já sabem; (iv) os princípios e condições do processo de ensino e de aprendizagem.</p><p>Vamos pensar pouco mais sobre esses requisitos?</p><p>1. Objetivos e Tarefas da escola democrática:</p><p>Primeiro passo para começarmos a planejar é ter clareza do que entendemos por educação, como</p><p>enxergamos o processo de ensino e qual ideal de cidadão queremos formar. Não tem jeito, o processo de</p><p>educação sempre estará em consonância com o que eu entendo como sociedade e como perfil de cidadão,</p><p>afinal, a escola não vive isolada, ela está contextualizada pelos aspectos econômicos, políticos, sociais e</p><p>culturais da sociedade.</p><p>Na história de Lewis Caroll, “Alice no país das maravilhas”, ao perguntar para a protagonista para</p><p>onde ela desejava ir e escutar que ela não sabia, o gato sabiamente retruca: “se você não sabe para onde</p><p>vai, qualquer caminho serve”. Portanto, saber qual seu objetivo, onde desejar chegar, é sempre o primeiro</p><p>passo para um planejamento que faça sentido.</p><p>As mudanças com relação à democratização do acesso na escola pública, onde as camadas mais</p><p>populares da população passaram a frequentar a escola, acabou exigindo que os professores repensassem</p><p>sobre os objetivos e conteúdos de ensino. A escola efetivamente democrática é aquela que proporciona a</p><p>assimilação do conteúdo científico para todos os alunos e que garanta condições delas participarem da</p><p>sociedade – a tão falada formação para cidadania.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>2. Exigências Oficiais</p><p>Os planos, programas e a legislação educacional nos âmbitos federal, estadual e municipal, servem</p><p>como requisitos prévios para o planejamento escolar. Apesar de determinada autonomia conferida às</p><p>escolas e aos professores para definir qual rumo tomar, algumas orientações devem, obrigatoriamente,</p><p>seguir o determinado pelas instâncias superiores e, mais do que isso, adequá-las a sua realidade local.</p><p>Portanto, para planejar de forma inteligente, o professor precisa conhecer documentos como a Base</p><p>Nacional Comum Curricular (BNCC); a Lei de Diretrizes e Bases e as demais orientações</p><p>QUESTÕES COMENTADAS</p><p>(2023 - CESPE / CEBRASPE – FUB)</p><p>O planejamento da ação educativa é um ato isolado do docente ao escolher os conteúdos a</p><p>serem trabalhados em sala de aula.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>Comentários:</p><p>Errado. O planejamento da ação educativa é um processo dinâmico que visa criar um ambiente</p><p>de aprendizagem eficaz e inclusivo, proporcionando aos alunos a oportunidade de alcançar os</p><p>objetivos educacionais de maneira significativa e envolvente. Portanto, é uma prática essencial</p><p>para a qualidade do ensino.</p><p>(2023 - CESPE / CEBRASPE – FUB)</p><p>O plano de ensino deve conter, entre outros aspectos, a prática avaliativa que será</p><p>desenvolvida pelo docente.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>Comentários:</p><p>Certo.</p><p>(2023 - CESPE / CEBRASPE – FUB)</p><p>Na organização do trabalho pedagógico, o professor deve priorizar as atividades esporádicas,</p><p>sem intencionalidade.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>Comentários:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>72</p><p>Na verdade, na organização do trabalho pedagógico, o professor deve fazer o oposto: priorizar</p><p>atividades com intencionalidade e planejamento cuidadoso.</p><p>1. (QUADRIX-2018 –Prefeitura de Cristalina / GO – Assistente de Educação)</p><p>Uma escola que se pretende democrática deve ser aquela em que os funcionários e</p><p>demais envolvidos trabalhem de forma organizada, em que cada um possa expor suas ideias</p><p>e opiniões divergentes juntamente com a comunidade, que deve ter sua participação ativa</p><p>dentro do sistema educacional. Nesse sentido, considerando o papel político- pedagógico</p><p>da escola e a organicidade do ensinar, aprender e pesquisar, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) O projeto político‐pedagógico contribui para a sistematização e organicidade da prática</p><p>reflexiva dos sujeitos e para a formação de sujeitos competitivos, preparados para o mercado</p><p>de trabalho e para a sociedade do consumo.</p><p>(B) A aprendizagem organizada é caracterizada por sua intenção específica de aprender</p><p>determinados conhecimentos e normas de convivência social.</p><p>(C) O que torna o ensino organizado e bem estruturado é a capacidade de incorporar, em</p><p>seu processo pedagógico, conhecimentos determinantes para o ingresso no mercado de</p><p>trabalho.</p><p>(D) O projeto político‐pedagógico pode ser definido como um simples agrupamento de</p><p>planos de ensino e de atividades diversas, sendo construído e encaminhado às autoridades</p><p>educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas da escola.</p><p>Comentários:</p><p>Letra A Errado. Não temos,no Brasil, a concepção de formação pautada na competitividade.</p><p>Letra B Certo. O processo de ensino e aprendizagem é sempre intencional</p><p>Letra C Errado. A escola prepara para trabalho mas essa não é sua principal atribuição.</p><p>Letra D Errado. PPP não pode ser só para cumprir burocracia. É um documento que deve ser</p><p>um raio-x certeiro da escola; um documento vivo e flexível.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>73</p><p>2. (QUADRIX-2018 –Prefeitura de Cristalina / GO – Assistente de Educação)</p><p>No que se refere ao planejamento participativo, assinale a alternativa correta.</p><p>(A) A avaliação do planejamento deve seguir estritamente os padrões previamente estabelecidos.</p><p>(B) A avaliação deve ter como objetivos o diagnóstico, o autoconhecimento e a tomada de</p><p>decisões.</p><p>(C) O produto final do planejamento deve ser o foco da avaliação, pois o processo não interfere</p><p>em seus resultados.</p><p>(D) A avaliação externa garante que a análise das ações previstas no planejamento participativo</p><p>seja realizada com neutralidade.</p><p>(E) A avaliação interna garante uma análise imparcial das ações previstas no planejamento</p><p>participativo</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. Sempre que falamos de planejamento, partimos da premissa da</p><p>flexibilidade. Logo, não faz sentido falar em cumprir estritamente com algo.</p><p>Alternativa B Certo. Avaliação tem sempre caráter formativo. Avaliamos para replanejar nossas</p><p>ações.</p><p>Alternativa C Errado. Se a avaliação serve para replanejamento, não tem como ela ser o ponto</p><p>final do processo.</p><p>Alternativa D Errado. A avaliação ser externa ou interna não interfere em sua neutralidade ou</p><p>não neutralidade.</p><p>Gabarito: alternativa (b)</p><p>3. (IESES - 2017- Prefeitura de Palhoça / SP - Professor)</p><p>Por planejamento de ensino compreende-se:</p><p>a) Processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar.</p><p>b) é o planejamento de maior abrangência, de nível nacional, estadual ou municipal. Incorpora</p><p>e reflete as grandes políticas educacionais.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>74</p><p>c) Processo de decisão sobre a atuação concreta dos professores no cotidiano de seu trabalho</p><p>pedagógico, envolvendo as ações e situações em constantes interações entre professores e</p><p>alunos e entre os próprios alunos.</p><p>d) Atividade que envolve o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o</p><p>funcionamento e a proposta pedagógica da Instituição.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. Essa definição seria do Plano de Aula.</p><p>Alternativa B Errado. Plano de Ensino acontece em nível institucional</p><p>Alternativa C Certo. O Plano de Ensino é decisão feita pelo professor de como encaminhará o</p><p>processo de ensino - aprendizagem</p><p>Alternativa D Errado. Essa seria a definição de Plano da Escola.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>4. (Consulpam-2019-Prefeitura de Viana/ES - Pedagogo)</p><p>Um planejamento não se restringe a um programa de conteúdos que será ministrado em cada</p><p>disciplina. Ele está inserido dentro de um plano global da escola, que inclui o papel social, as</p><p>metas e seus objetivos. Por isso, para que o planejamento contemple aprendizagens para</p><p>todos, ele deve:</p><p>I – Ter uma duração, cronograma e fundamentação prática.</p><p>II – Garantir a articulação entre todos os segmentos escolares e entre as áreas do</p><p>conhecimento.</p><p>III – Operacionalizar os conteúdos fundamentais para a escola.</p><p>IV – Promover desafios que possam atingir as metas estabelecidas pelo plano político</p><p>pedagógico.</p><p>V – Prever tempo para reuniões pedagógicas.</p><p>a) Somente II, III e V estão corretas.</p><p>b) Somente I, III e V estão corretas.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>75</p><p>c) Somente II e IV estão corretas.</p><p>d) Somente I, II e V estão corretas.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo.</p><p>Alternativa B Errado. A afirmativa I está incorreta.</p><p>Alternativa C Errado. A afirmativa IV está incorreta.</p><p>Alternativa D Errado. A alternativa V está incorreta.</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>5. (IADES-2014- SEAP/DF – Professor)</p><p>O projeto político-pedagógico deve ser construído coletivamente pelos atores escolares.</p><p>Nesse movimento de construção, a escola deve elaborar um plano de ação no qual explicitará</p><p>objetivamente como pretende alcançar os próprios objetivos e resolver as questões</p><p>apresentadas a partir do diagnóstico de sua realidade. Acerca desse tema, é correto afirmar</p><p>que a definição de</p><p>objetivos no plano de ação tem a função de expressar:</p><p>(A) as atividades e os procedimentos exequíveis propostos para o alcance de uma meta.</p><p>(B) a área de abrangência, a quantidade do efeito e o período previsto para alcançar certo</p><p>resultado.</p><p>(C) a forma de acompanhamento e a avaliação do trabalho pedagógico da escola como um</p><p>todo.</p><p>(D) os resultados esperados com o desenvolvimento do projeto ou da ação.</p><p>(E) as ações que possibilitarão o alcance das finalidades da escola</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. Essa é uma definição que será feita quando descrevemos o passo a passo</p><p>do projeto e não entra nos objetivos.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>76</p><p>Alternativa B Errado. Esses itens também devem constar no projeto, mas não na definição de</p><p>objetivo.</p><p>Alternativa C Certo. Os objetivos demonstram onde quero chegar e são uma boa forma de</p><p>avaliar se alcançamos o que planejamos durante e ao final do processo.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>6. (Instituto Acesso – 2018 – SEDUC/AM- Pedagogo)</p><p>O papel do professor não consiste apenas em atuar dentro da sala de aula. Estão entre os deveres</p><p>previstos para os docentes na LDBEN, EXCETO:</p><p>A) Zelar pela aprendizagem de todos os alunos sob a sua responsabilidade acadêmica.</p><p>B) Ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, não tendo sua presença como obrigatória</p><p>nos períodos dedicados ao planejamento.</p><p>C) Estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento.</p><p>D) Elaborar e cumprir o plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica da escola onde atua.</p><p>E) Participar da elaboração da proposta pedagógica da escola.</p><p>Comentários:</p><p>Atenção! A questão pede o que é NÃO é tarefa do professor!</p><p>Alternativa A Certo. Esse é papel de todos os professores.</p><p>Alternativa B Errado. Todos os professores precisam participar do processo de planejamento</p><p>Alternativa C Certo. Apesar do professor ter autonomia para fazer escolhas em seu Plano de</p><p>Trabalho, ele precisa estar em consonância com a proposta pedagógica da escola.</p><p>Alternativa D Certo. Todos, incluindo professores, devem participar da elaboração da proposta</p><p>pedagógica da escola.</p><p>Gabarito: alternativa (b)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>77</p><p>7. (Instituto Acesso – 2018 – SEDUC/AM- Pedagogo)</p><p>O projeto político-pedagógico do ensino fundamental deve ser elaborado pelas escolas por</p><p>meio de processos participativos e democráticos. São afirmativas corretas, à EXCEÇÃO de</p><p>uma:</p><p>A) O projeto político-pedagógico da escola traduz a proposta educativa construída pela</p><p>comunidade escolar no exercício de sua autonomia, com base nas características dos alunos,</p><p>nos profissionais e recursos disponíveis, tendo como referência as orientações curriculares</p><p>nacionais e dos respectivos sistemas de ensino.</p><p>B) Será assegurada ampla participação dos profissionais da escola, da família, dos alunos e da</p><p>comunidade local na definição das orientações imprimidas aos processos educativos e nas</p><p>formas de implementá-las, tendo como apoio um processo contínuo de avaliação das ações, a</p><p>fim de garantir a distribuição social do conhecimento e contribuir para a construção de uma</p><p>sociedade democrática e igualitária.</p><p>C) O projeto político-pedagógico e o regimento escolar, em conformidade com a legislação e</p><p>as normas vigentes, conferirão espaço e tempo para que os profissionais da escola e, em</p><p>especial, os professores, possam participar de reuniões de trabalho coletivo, planejar e</p><p>executar as ações educativas de modo articulado, avaliar os trabalhos dos alunos, tomar parte</p><p>em ações de formação continuada e estabelecer contatos com a comunidade.</p><p>D) O regimento escolar deve assegurar as condições institucionais adequadas para a execução</p><p>do projeto político-pedagógico e a oferta de uma educação inclusiva e com qualidade social,</p><p>não havendo necessidade da consulta à comunidade escolar por se tratar de trâmites internos</p><p>ligados somente à instituição.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. o PPP é sempre construído de forma coletiva e democrática.</p><p>Alternativa B Errado. A avaliação tem papel fundamental quando falamos em planejamento,</p><p>pois é a partir dela que podemos repensar e replanejar nossa prática</p><p>Alternativa C Todos participam dos horários de planejamento.</p><p>Alternativa D Certo. É essencial consultar a comunidade em todas as ações promovidas pela</p><p>escola.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>78</p><p>8. (FGV-2018- Prefeitura de Niteroi- RJ - Pedagogo)</p><p>O artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina que o ensino público</p><p>deverá ser ministrado com base na gestão democrática, dentre outros princípios, a partir das</p><p>determinações da própria Lei e da legislação dos sistemas de ensino. Considera-se que uma</p><p>gestão democrática, no âmbito da escola, deve prever a elaboração de um Projeto Político</p><p>Pedagógico – PPP que envolva os diferentes atores da comunidade escolar, devendo ser uma</p><p>referência norteadora da ação educativa da escola. Dessa forma, é correto afirmar que o PPP:</p><p>(A) deve considerar a função social da educação e da escola e os anseios da comunidade</p><p>escolar;</p><p>(B) delega para os pais e outros funcionários da escola a função do professor de definir a</p><p>prática pedagógica;</p><p>(C) é um conjunto de planos e sugestões de membros da unidade escolar, que devem ser</p><p>aceitos e incorporados, contemplando a perspectiva da gestão democrática;</p><p>(D) poderá ser construído pela direção da escola e o coordenador pedagógico, sem</p><p>necessidade de participação dos demais atores da comunidade escolar, já que pode ser</p><p>atualizado a qualquer momento;</p><p>(E) se constitui em um instrumento de controle das práticas pedagógicas, voltado para o</p><p>cumprimento de normas técnicas, de aplicação de estatísticas e do alcance das metas definidas</p><p>para a qualidade da educação.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo. PPP é instrumento coletivo e deve levar sempre em conta a opnião da</p><p>comunidade escolar.</p><p>Alternativa B Errado. Quem define a prática pedagógica ainda é o professor, porém a proposta</p><p>pedagógica da escola é definida coletivamente</p><p>Alternativa C Errado. Toda comunidade participa e todas as sugestões são analisadas pelos</p><p>demais.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Alternativa E Errado. O PPP não tem como função controlar práticas pedagógicas. Ele delimita</p><p>a proposta pedagógica da escola porém os professores permanecem com autonomia para</p><p>planejar suas ações.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>79</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>9. (FUNDEP-2019 –Prefeitura de Ervalia- MG – Supervisor Pedagógico)</p><p>Pimenta e Anastasiou (2002) frisam a importância da construção coletiva do projeto político-</p><p>pedagógico institucional na recuperação das raízes da universidade enquanto instituição social</p><p>e no questionamento crítico das funções esperadas que ela exerça. Sobre o projeto político-</p><p>pedagógico institucional,</p><p>conforme as ideias dessas autoras, é incorreto afirmar que:</p><p>A) faz referência aos fins e valores relativos ao papel da universidade na análise crítica e</p><p>transformação social, como também nas relações entre conhecimento e estrutura de poder.</p><p>B) na questão pedagógica, aborda o ensinar e o apreender exclusivamente como preparação</p><p>técnica para uma ocupação temporal.</p><p>C) propicia e exige a participação dos seus constituintes no processo de análise, discussão e</p><p>tomada de decisão no tocante aos rumos que definem como necessários e possíveis à</p><p>instituição universitária.</p><p>D) os problemas verificados deverão ser considerados como pontos de partida para analisar a</p><p>realidade e para definir as prioridades e metas de ação.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. A Universidade é espaço de formação crítica.</p><p>Alternativa B Certo. A Universidade não deve se limitar a preparação técnica e adaptada ao</p><p>mercado de trabalho. Apesar de essa ser uma de suas facetas, favorecer a pesquisa e o</p><p>pensamento crítico ainda são suas principais funções.</p><p>Alternativa C Errado. Todos participam dos processos decisórios.</p><p>Alternativa D Errado. Toda instituição de ensino, em qualquer nível, deve avaliar para, a partir</p><p>desses dados, elaborar planos de ação visando melhoria.</p><p>Gabarito: alternativa (b)</p><p>10. (FUNDEP-2019 –Prefeitura de Ervalia- MG – Supervisor Pedagógico)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>80</p><p>Para Vasconcellos (2006), o projeto político-pedagógico (PPP), considerado como o plano global</p><p>da instituição, é um instrumento teórico-metodológico para intervenção e mudança da realidade.</p><p>Com base nas ideias de Vasconcellos (2006) referentes ao PPP, analise as afirmativas sobre a sua</p><p>elaboração.</p><p>I. O Marco Operativo, componente do Marco Referencial, exprime o ideal específico da</p><p>instituição em seus diversos aspectos importantes – dimensão pedagógica, comunitária e</p><p>administrativa.</p><p>II. O Diagnóstico é entendido como a localização das necessidades da instituição, com base</p><p>na análise da realidade e / ou do juízo sobre a realidade da instituição – o que falta para ser o que</p><p>deseja.</p><p>III. A Programação é a proposta da ação, identificando o que é necessário e possível para a</p><p>diminuição da distância entre o que vem sendo a instituição e o que ela deveria ser.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>A) I e II, apenas.</p><p>B) I e III, apenas.</p><p>C) II e III, apenas.</p><p>D) I, II e III.</p><p>Comentários:</p><p>Todos os itens estão corretos.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>11. (FUNDEP – 2019 – Prefeitura de Lagoa Santa/MG – Pedagogo)</p><p>Para Vasconcellos (2006), o projeto político-pedagógico (PPP) pode ser definido como o plano</p><p>global da instituição, delineando o tipo de ação educativa que se pretende efetivar. De acordo</p><p>com as ideias desse autor sobre o PPP, é correto afirmar:</p><p>A) O Marco Doutrinal abrange a análise da realidade na qual a escola se insere – visão geral da</p><p>realidade.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>81</p><p>B) A elaboração do PPP engloba, em sua totalidade, a participação dos professores, equipe</p><p>pedagógica e direção.</p><p>C) Na Programação, as propostas de ação devem ter como fim a satisfação das necessidades</p><p>explicitadas no Diagnóstico e, como critérios básicos, a necessidade e a possibilidade da ação.</p><p>D) O Marco Situacional refere-se a três dimensões do trabalho escolar: a pedagógica, a</p><p>comunitária e a administrativa.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. Essa seria a definição de Marco Referencial.</p><p>Alternativa B Errado. Essa não é a totalidade dos integrantes. Pais, alunos e outros interessados</p><p>também participam.</p><p>Alternativa C Certo. Partimos do diagnostico para pensar em nossas ações.</p><p>Alternativa D Errado. Essa é a definição de Marco Operativo.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>12. (FUNDEP – 2019 – Prefeitura de Santa Luzia/MG – Especialista em Educação Básica)</p><p>Vasconcellos (2006, p. 61) frisa que uma das finalidades do projeto político-pedagógico (PPP) é</p><p>“ser elemento estruturante da identidade da instituição”. Sobre o PPP, é incorreto afirmar:</p><p>A) A articulação do plano de aula com o PPP dá mais consistência e organicidade ao plano.</p><p>B) Uma das partes que compõem o PPP é a programação.</p><p>C) O marco filosófico ou doutrinal refere-se à direção, ao ideal geral da escola, retratando a</p><p>proposta de sociedade, pessoa e educação assumida pelo coletivo dessa instituição.</p><p>D) No diagnóstico, a descrição da realidade é necessária e suficiente</p><p>Comentários:</p><p>Apenas descrever a realidade não é suficiente. Temos que descrevê-la e pensar sobre ela</p><p>objetivando articular ações para superar as dificuldades enfrentas pela escola que foram mapeadas.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>82</p><p>13. (FUNDEP – 2019 – Prefeitura de Santa Luzia/MG – Professor de Educação Básica)</p><p>Ao introduzir a discussão sobre projeto de ensino aprendizagem, Vasconcelos (2012) expõe que</p><p>na educação pode-se realizar o planejamento em diferentes níveis. Nesse contexto, relacione a</p><p>COLUNAI com a COLUNAII, associando o tipo de planejamento à sua respectiva caracterização.</p><p>COLUNA I</p><p>1. Planejamento da escola</p><p>2. Planejamento curricular</p><p>3. Projeto de ensino-aprendizagem</p><p>4. Projeto de trabalho</p><p>COLUNA II</p><p>( ) É o planejamento mais próximo da prática do professor e da sala de aula. Diz respeito</p><p>estritamente ao aspecto didático e pode ser subdivido em projeto de curso e plano de aula.</p><p>( ) Trata-se do que se chama de projeto políticopedagógico, sendo o plano integral da instituição.</p><p>Compõe-se de marco referencial, diagnóstico e programação. Envolve tanto a dimensão</p><p>pedagógica quanto a comunitária e administrativa.</p><p>( ) É a proposta geral das experiências de aprendizagem que serão oferecidas pela escola,</p><p>incorporada nos diversos componentes curriculares. Configura a espinha dorsal da escola, desde</p><p>as séries iniciais até as terminais.</p><p>( ) São projetos de aprendizagens desenvolvidos na escola por um determinado período,</p><p>geralmente de caráter interdisciplinar. Trata-se, muitas vezes, de uma metodologia de trabalho</p><p>que incorpora a concepção de projeto.</p><p>Assinale a sequência correta.</p><p>A) 2 4 3 1</p><p>B) 1 3 2 4</p><p>C) 2 1 4 3</p><p>D) 3 1 2 4</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>83</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa que traz a ordem correta, definindo perfeitamente cada uma das modalidades de</p><p>planejamento, é a letra D.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>14. (FUNDEP – 2019 – Prefeitura de Santa Luzia/MG – Professor de Educação Básica)</p><p>Na elaboração de um projeto político-pedagógico, tem-se por objetivo expressar no marco</p><p>referencial o sentido do trabalho e as grandes perspectivas para a caminhada. Segundo</p><p>Vasconcelos (2012), são partes do marco referencial, exceto:</p><p>A) Marco filosófico.</p><p>B) Marco operativo.</p><p>C) Marco pedagógico.</p><p>D) Marco situacional.</p><p>Comentários:</p><p>Atenção! Estão pedindo para que você fale qual é a exceção, ou seja, qual desses marcos</p><p>não são</p><p>partes do marco referencial.</p><p>Fazem parte do Marco Referencial o Marco filosófico, operativo e o situacional.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>15. (FUNDEP – 2019 – Prefeitura de Santa Luzia/MG – Professor de Educação Básica)</p><p>Em O planejamento das práticas escolares de alfabetização e letramento, Silva (2008) elenca quatro</p><p>procedimentos didáticos para organização das atividades. São procedimentos didáticos</p><p>apresentados pela autora, exceto:</p><p>A) Organização dos conteúdos.</p><p>B) Tipologia dos conteúdos.</p><p>C) Formas de realização das atividades pelos estudantes.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>84</p><p>D) Tipo de participação dos estudantes nas atividades de planejamento</p><p>Comentários:</p><p>Atenção! Novamente, pergunta-se aqui qual é a exceção.</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Certo.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (b)</p><p>16. (UEG - 2003- TJ / GO – Técnico Judiciário - Pedagogo)</p><p>Para Ilma Passos, “O projeto pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de</p><p>ensino e de atividades diversas. Ele é construído e vivenciado por todos os envolvidos no processo</p><p>educativo.” (Projeto político-pedagógico da escola, uma construção possível, 1998). Nesse</p><p>sentido, o projeto político-pedagógico, preocupa-se em</p><p>a) instaurar uma forma de organização hierárquica sem conflitos, eliminando relações corporativas</p><p>e autoritárias através de normas coletivas que devem ser seguidas por todos.</p><p>b) estabelecer metas pedagógicas a fim de efetivar a intencionalidade da escola, adaptando o</p><p>educando à sociedade.</p><p>c) convencer os professores, a equipe escolar e os funcionários, na sua construção, a trabalharem</p><p>mais, mobilizando-os de forma espontânea.</p><p>d) ser um processo permanente de reflexão e discussão das questões da escola, buscando</p><p>alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade educativa.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. A escola não deve ter como princípio criar uma ordem hierárquica. A</p><p>gestão deve ser democrática e envolver toda comunidade escolar.</p><p>Alternativa B Errado. Não falamos em adaptar aluno para a sociedade e o PPP vai além de um</p><p>documento de metas.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>85</p><p>Alternativa C Errado. A construção do PPP é coletiva e pode favorecer um maior engajamento</p><p>dos envolvidos por conta disso mas não é algo feito pela gestão para “obrigar” os demais</p><p>profissionais a trabalharem mais.</p><p>Alternativa D Certo. O PPP vai além de apenas delimitar metas para a escola. Ele é um processo,</p><p>sempre inacabado, das intenções da escola.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>17. (UEG - 2003- TJ / GO – Técnico Judiciário - Pedagogo)</p><p>A atuação do pedagogo em organizações não-escolares tem na atividade de planejamento e</p><p>implementação de planos e programas educativos um valioso instrumento de trabalho. A</p><p>finalidade do planejamento nessas instituições é:</p><p>a) Dar coerência à ação da instituição, definindo a direção e a dimensão educativa com fins de</p><p>intervenção na realidade</p><p>b) Racionalizar os esforços, o tempo e os recursos (eficiência e eficácia) utilizados para atingir fins</p><p>essenciais na produção dos objetivos.</p><p>c) Resgatar a intencionalidade da ação (marca essencialmente humana), possibilitando a</p><p>racionalização das atividades.</p><p>D) Fortalecer o grupo para enfrentar conflitos e contradições, resgatando sua auto-estima e</p><p>fazendo-o acreditar nas possibilidades de intervenção na realidade.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo. Em ambientes não escolares, o pedagogo ainda é responsável pelo</p><p>planejamento que auxilie a ação da empresa e sua direção.</p><p>Alternativa B Errado. Isso não faz parte do planejamento do pedagogo.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>86</p><p>18. (IBADE – 2016 – Seduc/RO – Professor – Orientação Escolar)</p><p>Compreender o caráter político e pedagógico do PPP leva a considerar:</p><p>1 - A função social da educação e da escola em uma sociedade cada vez mais excludente</p><p>2 - Que é na ação pedagógicoa da escola que se torna possível a efetivação de práticas sociais</p><p>emancipatórias</p><p>3 - A necessária organicidade entre o PPP e os anseios da comunidade escolar</p><p>4 - A finalidade da escola como formadora de um sujeito critico, criativo e participativo</p><p>5 - Na perspectiva emancipatória, como um instrumento de controle, burocratizado, voltado</p><p>apenas para o cumprimento de normas técnicas, de aplicação de estatísticas</p><p>Estão corretos apenas:</p><p>a) 1,2,3 e5</p><p>b) 2,4 e 5</p><p>c) 3,4 e 5</p><p>d) 1,2,3 e4</p><p>e) 1,3,4 e5</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>19. (IBADE – 2017- Prefeitura de Rio Branco / AC – Professor de Ensino Fundamental- Zona Urbana)</p><p>O planejamento das ações coletivas exercidas pela escola supõe que os sujeitos tenham clareza</p><p>quanto:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>87</p><p>aos princípios e às finalidades da educação, além do reconhecimento e da análise dos dados</p><p>indicados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e/ou outros indicadores, que</p><p>o complementem ou substituam.</p><p>II. à relevância de um projeto político-pedagógico concebido e assumido colegiadamente pela</p><p>comunidade educacional, respeitadas as múltiplas diversidades e a pluralidade cultural.</p><p>III. à riqueza da valorização das diferenças manifestadas pelos sujeitos do processo educativo, em</p><p>seus diversos segmentos, respeitados o tempo e o contexto sociocultural.</p><p>Está correto o que se afirma em:</p><p>A) I, apenas.</p><p>B) II, apenas.</p><p>C) I e II, apenas.</p><p>D) I, II e III.</p><p>E) II e III, apenas</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Certo. Todas as afirmativas são verdadeiras.</p><p>Gabarito: alternativa (D)</p><p>20. (IBADE – 2017- Prefeitura de Rio Branco / AC – Professor de Ensino Fundamental- Zona Urbana)</p><p>Para elaboração da proposta curricular, certamente, o professor precisa:</p><p>1. conhecer as diretrizes curriculares de sua disciplina.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>88</p><p>2. fazer uma análise em relação aos conteúdos propostos.</p><p>3. participar do debate sobre qual currículo real deve ser implantado.</p><p>4. cumprir o papel de fiscalizar os serviços burocráticos propostos pelo projeto políticopedagógico</p><p>da escola.</p><p>Estão corretos apenas os itens:</p><p>A) 1 e 2.</p><p>B) 1 e 3.</p><p>C) 1, 2 e 3.</p><p>D) 2, 3 e 4.</p><p>E) 1, 3 e 4.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Certo.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa</p><p>(c)</p><p>21. (IBADE – 2017- Prefeitura de Aracruz / ES – Professor da Educação Infantil)</p><p>A política educacional só terá sentido quando democraticamente construída por uma identidade:</p><p>a)Coletiva</p><p>b)Abstrata</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>89</p><p>c)Singular</p><p>d)Individual</p><p>e)Tecnológica</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>22. (IBADE – 2017- Prefeitura de Aracruz / ES – Professor da Educação Infantil)</p><p>Para a elaboração do PPP, a escola deve seguir alguns princípios norteadores. Um deles centra-se</p><p>na competência profissional e não na pessoa; é essencial para assegurar o atendimento aos</p><p>objetivos e metas buscados pela instituição. Essa definição refere-se à:</p><p>a) autoridade</p><p>b) participação</p><p>c) igualdade</p><p>d)democracia</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Certo.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>90</p><p>23. (IBADE – 2017- Prefeitura de Aracruz / ES – Professor da Educação Infantil)</p><p>O planejamento é uma etapa muito importante do trabalho do professor. A partir do planejamento</p><p>e da reflexão sobre ele, é possível orientar a ação docente e promover intervenções educacionais</p><p>com mais consistência. No que diz respeito ao planejamento na educação infantil, assinale a</p><p>alternativa correta:</p><p>a) ao planejar, o professor deve minar um pouco o protagonismo do aluno, apesar do planejamento</p><p>ter efeitos positivos na aula</p><p>b) ao planejar, o professor perde o fator surpresa que as interações cotidianas proporcionam à</p><p>prática educativa na educação infantil</p><p>c) ao planejar, o professor demonstra que se preocupa com o andamento da aula, pois não está</p><p>seguro dos conhecimentos que possui</p><p>d) ao planejar, o professor despende de um tempo que poderia ser empregado em mais horas-</p><p>aulas com as crianças</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Certo.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>24. (IBADE – 2017- Prefeitura de Jaru / RO – Supervisor Escolar)</p><p>A ação do planejamento pedagógico não deve se reduzir ao simples preenchimento de formulários</p><p>para controle da direção e da coordenação pedagógica. O ato de planejar é, antes de tudo, uma</p><p>atividade:</p><p>(A) ideológica de concepções tradicionais, em que a organização bimestral de acompanhamento</p><p>seja feita coletivamente e de acordo com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>91</p><p>(B) consciente de previsão das ações docentes, fundamentadas em opções político-pedagógicas</p><p>e tendo como referência permanente os alunos que interagem no processo de ensino.</p><p>(C) desnecessária, tendo em vista que o currículo é flexível e os professores e a equipe pedagógica</p><p>devem estar abertos para trabalhar com o que os alunos trazem, de acordo com as suas vivências.</p><p>(D) realizada coletivamente, sob a orientação da Supervisão Pedagógica, de maneira que haja</p><p>controle sobre os conteúdos que estão sendo trabalhados, de forma semelhante, para se garantir</p><p>a unidade.</p><p>(E) rotineira que deve ser constantemente revista, para que não se desvie dos rumos previamente</p><p>organizados e levando em conta as paralisações e outras atividades não previstas.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Certo.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (b)</p><p>25. (IBADE – 2017- Prefeitura de Jaru / RO – Supervisor Escolar)</p><p>As escolas deverão formular o PPP - Projeto Político Pedagógico e elaborar o regimento escolar</p><p>por meio de processos participativos relacionados à gestão democrática. Com relação ao PPP, as</p><p>Diretrizes Curriculares Nacionais recomendam que:</p><p>(A) apresentará uma proposta educativa que desconsidere as orientações curriculares nacionais e</p><p>dos respectivos sistemas de ensino.</p><p>(B) conferirá espaço e tempo para que somente os professores, entre os profissionais da escola,</p><p>possam participar de reuniões de trabalho.</p><p>(C) será formulado com a ampla participação dos profissionais da escola, da família, dos alunos e</p><p>da comunidade local.</p><p>(D) será totalmente independente do regimento escolar que cuidará somente da disciplina dos</p><p>alunos no ambiente educativo.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>92</p><p>Comentários:</p><p>Letra A Errado.</p><p>Letra B Errado.</p><p>Letra C Verdadeiro .</p><p>Letra D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>26. (IBADE – 2017- Prefeitura de Porto Velho / RO – Especialista - Supervisor Pedagógico)</p><p>É fundamental implementar na escola espaços coletivos de estudos, pesquisas e planejamentos,</p><p>para que professores e gestores possam melhor compreender e por em prática as situações de</p><p>ensino-aprendizagem. Assim, é correto afirmar que:</p><p>(A) professores e equipe pedagógica devem ter garantidos seus espaços específicos para estudos</p><p>teóricos, assumindo o repensar das suas práticas, tanto em sala de aula, quanto no que se refere à</p><p>gestão escolar.</p><p>(B) os professores devem estudar para que possam impulsionar seus alunos no sentido de</p><p>conquistarem classificações importantes, na esfera social, garantindolhes boa performance</p><p>meritocrática.</p><p>(C) a equipe pedagógica deve planejar das diretrizes da escola, passando aos professores que</p><p>rumo devem seguir no sentido de alcançar os objetivos traçados para cada bimestre, avaliados nas</p><p>provas periódicas.</p><p>(D) os professores e a equipe pedagógica devem elaborar plano coletivo de trabalho, centrado</p><p>tanto no processo ensino-aprendizagem, como também, na avaliação constante, tanto da</p><p>aprendizagem quanto do ensino.</p><p>(E) cada equipe de professores deve decidir o melhor caminho a seguir com as suas turmas,</p><p>participando à equipe gestora as decisões tomadas e os estudos que acompanham o planejamento</p><p>de cada aula.</p><p>Comentários:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>93</p><p>Letra A Certo</p><p>Letra B Errado</p><p>Letra C Errado</p><p>Letra D Errado</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>27. (IBADE – 2017- Prefeitura de Porto Velho / RO – Especialista - Supervisor Pedagógico)</p><p>O Projeto Político-Pedagógico (PPP) de uma escola é:</p><p>(A) uma formalidade que tem que ser escrita e entregue para atender às exigências das Secretarias</p><p>de Educação locais.</p><p>(B) uma declaração de intenções pedagógicas, escrita pelos supervisores escolares de uma</p><p>determinada região.</p><p>(C) um documento que define a identidade e as diretrizes que serão implementadas na escola para</p><p>aprendizagem e formação dos alunos</p><p>(D) um texto que tem valor legal e constitui prova de autenticidade, e que constitui elementos</p><p>de</p><p>informação sobre a escola.</p><p>(E) um procedimento que deve ser observado na apresentação para a legalização da instituição</p><p>escolar</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Certo.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>94</p><p>28. (IBADE – 2017- Prefeitura de Porto Velho / RO – Especialista - Supervisor Pedagógico)</p><p>Um dos maiores desafios para a elaboração do Projeto Político Pedagógico é:</p><p>(A) a confecção do Projeto de forma democrática e colaborativa, dando voz aos professores.</p><p>(B) o conhecimento real, fidedigno da comunidade do entorno em que a escola está inserida.</p><p>(C) a linguagem pedagógica que deve ser utilizada e o contexto crítico em que deve ser</p><p>expressada.</p><p>(D) a convicção intelectual que deve haver entre os responsáveis pela produção do texto final.</p><p>(E) o desenvolvimento do texto para retratar a realidade da escola, de maneira neutra.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>29. (IBADE – 2017- Prefeitura de Porto Velho / RO – Especialista - Supervisor Pedagógico)</p><p>As mudanças implementadas na escola devem ser discutidas e apresentadas por meio de reuniões</p><p>e debates realizados com os pais e responsáveis. A participação dos alunos também pode e deve</p><p>ser estimulada, através da:</p><p>(A) rotina que deve ser aplicada, como forma de socialização das ações e saberes.</p><p>(B) formação de grêmios estudantis, o que incentiva a autonomia e a cooperação.</p><p>(C) possibilidade de aulas-passeio e outros eventos de arte e cultura locais.</p><p>(D) dramatização de situações reais, para o desenvolvimento da consciência.</p><p>(E) criação de equipes para auxiliar na manutenção do bem estar coletivo.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>95</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Certo.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (b)</p><p>30. (IBADE – 2017- Prefeitura de Porto Velho / RO – Especialista - Supervisor Pedagógico)</p><p>Ao elaborar o PPP, a escola deve considerar diversas diretrizes, como LDB, Planos Nacional e</p><p>Municipal de Educação (PNE e PME), a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), diretrizes</p><p>curriculares e operacionais de nível nacional, normas do conselho estadual ou municipal, e o</p><p>currículo municipal. Mas a importância do PPP vai além dessas validações, pais ele representa:</p><p>(A) o documento oficial que legaliza as ações e projetos da escola perante a comunidade</p><p>educacional acadêmica.</p><p>(B) o planejamento institucional que deve ser apresentado às autoridades do nível central das</p><p>Secretarias de Educação.</p><p>(C) a expressão das possibilidades de ação daquela comunidade através do plano dos conselhos</p><p>escolares.</p><p>(D) um comprometimento de todos os participantes de sua produção com as ideias e projetos ali</p><p>apresentados.</p><p>(E) uma oportunidade da escola ser autora de seu processo pedagógico e incluir a identidade da</p><p>comunidade no documento.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>96</p><p>Alternativa E Certo.</p><p>Gabarito: alternativa (e)</p><p>31. (IBADE – 2017- Prefeitura de Porto Velho / RO – Especialista - Supervisor Pedagógico)</p><p>A nomenclatura utilizada em cada parte do Projeto Político Pedagógico pode variar, mas a</p><p>estrutura básica do documento se mantém dividida em:</p><p>(A) ideia básica, formação docente, quadro de especialistas e suas funções, levantamento da</p><p>comunidade escolar e avaliação.</p><p>(B) objetivo geral, objetivos específicos, metodologia adotada, calendário de eventos letivos e</p><p>propósitos a serem alcançados.</p><p>(C) missão, contexto e caracterização das especificidades locais, dados sobre aprendizagem,</p><p>diretrizes pedagógicas e plano de ação.</p><p>(D) plano de desenvolvimento, projeto de parcerias, gerenciamento financeiro, projetos de</p><p>sustentabilidade e planilha de controle.</p><p>(E) diagnóstico local, diretrizes curriculares, planejamento didático, formação continuada e</p><p>adequação às leis da Educação.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Certo.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>32. (IBADE – 2017- Prefeitura de Porto Velho / RO – Especialista - Supervisor Pedagógico)</p><p>Se o planejamento pedagógico é um documento processual, ele precisa ser atualizado sempre</p><p>que necessário. Ou seja, pode-se afirmar que ele deve estar:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>97</p><p>(A) de acordo com o que for imprescindível.</p><p>(B) em permanente transformação.</p><p>(C) com pontos inegociáveis assinalados.</p><p>(D) em sintonia com a rotina escolar.</p><p>(E) com objetivos duradouros e estáveis</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Certo.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (b)</p><p>33. (FCC - 2018- Prefeitura de Macapá/ AP - Pedagogo)</p><p>Você acabou de receber uma incumbência da Secretaria Municipal para fazer parte de um grupo</p><p>que deve preparar um diagnóstico sobre o estado atual de desenvolvimento dos Projetos</p><p>Pedagógicos (PP) das escolas. Para realizar essa tarefa de modo participativo e produzir o</p><p>diagnóstico que foi solicitado, além da leitura de documentos das escolas, você utilizaria como</p><p>instrumento ou metodologia:</p><p>(A) um questionário com perguntas de múltipla escolha sobre o projeto pedagógico da escola, a</p><p>ser enviado a cada diretor de escola.</p><p>(B) uma conversa por telefone com a secretária da escola investigando por meio de perguntas</p><p>objetivas as informações necessárias.</p><p>(C) a definição de uma amostra estatística representativa das escolas e convidaria os diretores</p><p>dessas escolas para entrevistas semiestruturadas.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>98</p><p>(D) a técnica do planejamento estratégico situacional, convidando representantes de todos os</p><p>segmentos de cada escola, para levantamento de dados para o diagnóstico.</p><p>(E) o envio de um cartaz, junto com uma caixa de opiniões e sugestões pedindo que todos</p><p>colaborassem com esse levantamento sobre o projeto pedagógico da escola.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Certo.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>34. (FCC - 2018- Prefeitura de Macapá/ AP - Pedagogo)</p><p>Planejamento é o contrário de improvisação e não improviso, quando tenho um objetivo em vista.</p><p>O planejamento educacional se efetiva em três níveis distintos. São eles:</p><p>(A) dos objetivos gerais, dos objetivos específicos e da</p><p>definição de metas.</p><p>(B) constitucional, legal e das práticas efetivas.</p><p>(C) dos sistemas e redes de ensino, da unidade escolar e do ensino.</p><p>(D) do governo do Estado, do governo Municipal e da Secretaria de Educação.</p><p>(E) da gestão administrativa, da gestão pedagógica e da gestão socioemocional.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Certo.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>99</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>35. (CRESCER -2019- Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara / CE – Professor Educação Básica)</p><p>O Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola é o resultado de reflexões sobre os objetivos da</p><p>educação, uma definição de caminhos e procedimentos a serem empreendidos por todos os</p><p>envolvidos com o processo educativo. Sobre o PPP, assinale a alternativa incorreta.</p><p>(A) O Projeto Político Pedagógico é um instrumento de organização do trabalho da escola, o</p><p>norteador de todas as ações pedagógicas, administrativas e comunitárias.</p><p>(B) A construção do Projeto Político Pedagógico resgata crenças, convicções, valores,</p><p>conhecimento da comunidade escolar, do contexto histórico social, constituindo-se em um</p><p>compromisso pedagógico e político, assumido por todos os envolvidos com o processo educativo</p><p>da escola.</p><p>(C) Participam da construção do Projeto Político Pedagógico Direção, Professores, Equipe Técnico</p><p>Pedagógica e Equipe Administrativa, Pais, Alunos e Conselho Escolar; procurando contemplar as</p><p>diferenças, através da discussão e reflexão, entre os participantes, de modo a atender a expectativa</p><p>de seu público.</p><p>D) O Projeto Político Pedagógico resgata a identidade da escola e sua intencionalidade, além de</p><p>revelar seus compromissos, de acordo com a visão da equipe gestora da escola.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Certo.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>36. (Processo Seletivo Simplificado – Concurso Público – Colégio Pedro II- Pedagogo)</p><p>Em relação à importância do planejamento das ações educativas, José Carlos Libâneo (Didática.</p><p>São Paulo: Cortez, 1994) diz que se trata de uma tarefa que inclui tanto a previsão das atividades</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>100</p><p>em termos de organização e coordenação, quanto a percepção de revisão e adequação no</p><p>decorrer do processo de ensino. Em uma aula sobre o pensamento de Libâneo, foram feitas as</p><p>seguintes afirmativas, creditadas ao autor, sobre como o professor pode atingir efetivamente os</p><p>seus objetivos:</p><p>I.Explicar princípios, diretrizes e procedimentos do trabalho docente.</p><p>II.Assegurar que o planejamento não seja alterado durante todo o processo.</p><p>III.Ter uma ordem sequencial, objetividade e coerência entre os objetivos gerais e específicos,</p><p>sendo também flexível.</p><p>IV.Privilegiar objetivos, conteúdos e métodos, desarticulados das exigências postas pela realidade</p><p>social e individual dos estudantes.</p><p>Estão corretas</p><p>(A) I e II.</p><p>(B) I e III.</p><p>(C) II e IV.</p><p>(D) III e IV.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Certo.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>37. (SELECON - 2019- Prefeitura de Sapezal / MT - Pedagogo)</p><p>De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (2013), com relação ao</p><p>planejamento curricular, deve-se pensar na importância, deve-se pensr na importância da seleção</p><p>dos conteúdos e na sua forma de organização. Quanto a esses aspectos, seleção e organização,</p><p>deve-se considerar, respectivamente:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>101</p><p>a) A relevância, para a vida dos alunos, dos conteúdos selecionados; a superação do caráter</p><p>fragmentário das áreas</p><p>b) Conteúdos selecionados com fins propedêuticos; organização homogeneizadora dos interesses</p><p>dos alunos</p><p>c) O caráter abstrati do conhecimento a ser trabalhado; organização com vistas à avaliação final e</p><p>classificatória</p><p>D) Atenção exclusiva a conteúdos regionais e locais; organização em torno de conceitos – chave e</p><p>eixos nucleadores</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>38. (SELECON -2018-Prefeitura de Cuiabá/ MT - Professor-Pedagogo)</p><p>Segundo Veiga (2007), há vários caminhos para a construção do projeto político-pedagógico e a</p><p>autora enfatiza os movimentos do processo de construção do projeto, marcado por três atos</p><p>distintos e interdependentes – o ato situacional, o ato conceitual e o ato operacional. Quanto ao</p><p>ato conceitual, pode-se afirmar que:</p><p>a) Descreve a realidade na qual se desenvolve a ação, ou seja, é o desvelamento da realidade</p><p>sociopolítica, econômica, educacional e ocupacional</p><p>b) É o que orienta quanto a como realizar a ação, posicionamento com relação as atividades a</p><p>serem assumidas, tomada de decisões sobre como atingir finalidades, objetivos e metas</p><p>c) Diz respeito a concepção de sociedade, homem, educação, escola, currículo, ensino e</p><p>aprendizagem</p><p>d) Relaciona a discussão do projeto politico pedagógico no sentido de construção subjugada as</p><p>diretrizes emanadas dos órgãos federais de educação</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>102</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Certo.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>39. (IBFC -2019- Prefeitura de Conde / PB - Professor)</p><p>O ato de planejar está presente em todos os momentos da vida humana. A todo o momento as</p><p>pessoas são obrigadas a planejar, a tomar decisões que, em alguns momentos, são definidas a</p><p>partir de improvisações; em outros, são decididas partindo de ações previamente organizadas</p><p>(KENSKI, 1995). Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo:</p><p>I. O planejamento é um processo de sistematização e organização das ações do professor. É</p><p>um instrumento da racionalização do trabalho pedagógico que articula a atividade escolar</p><p>com os conteúdos do contexto social.</p><p>II. O significado do termo ‘planejamento’ é muito ambíguo, mas no seu uso trivial ele</p><p>compreende a ideia de que sem um mínimo de conhecimento das condições existentes</p><p>numa determinada situação e sem um esforço de previsões das alterações possíveis desta</p><p>situação, nenhuma ação de mudança será eficaz e eficiente, ainda que haja clareza dos</p><p>objetivos dessa ação. Nesse sentido trivial, qualquer indivíduo razoavelmente equilibrado</p><p>é um planejador [...].</p><p>III. Planejamento é um processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e</p><p>objetivos, na busca da melhoria do funcionamento do sistema educacional.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>a) I apenas</p><p>b) II apenas</p><p>c) III apenas</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza</p><p>(Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>103</p><p>d) I, II e III</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Certo.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>40. (IBFC -2019- Prefeitura de Conde / PB - Professor)</p><p>O planejamento da educação é composto por diferentes níveis de organização. Assim, podemos</p><p>pensar em nível macro, no Planejamento do Sistema de Educação, que corresponde ao</p><p>planejamento da educação em âmbito nacional, estadual e municipal. Este planejamento elabora,</p><p>incorpora e reflete as políticas educacionais (UESC, Didática e Tecnologia – Unidade 3, p. 59).</p><p>Nesse sentido, leia as descrições do quadro abaixo.</p><p>“_____ corresponde às ações sobre o funcionamento dos dois âmbitos da escola; para tanto, este</p><p>planejamento necessita da participação em conjunto da comunidade escolar.____ é a organização</p><p>da dinâmica escolar. É um instrumento que sistematiza as ações escolares do espaço físico às</p><p>avaliações da aprendizagem._____ envolve a organização das ações dos educadores durante o</p><p>processo de ensino, integrando professores, coordenadores e alunos na elaboração de uma</p><p>proposta de ensino, que será projetada para o ano letivo e constantemente avaliada. _____</p><p>organiza ações referentes ao trabalho em um dado espaço; o professor prepara para o</p><p>desenvolvimento da aprendizagem de seus alunos coerentemente articulado com outras</p><p>dimensões do planejamento.</p><p>Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas</p><p>a) planejamento global / planejamento curricular /planejamento de ensino / planejamento de aula</p><p>b) planejamento curricular / planejamento administrativo / planejamento de aula / planejamento</p><p>didático</p><p>c) planejamento gestor / planejamento de infraestrutura / planejamento individual e interdisciplinar</p><p>/ planejamento de adequação</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>104</p><p>d) planejamento disciplinar / planejamento pedagógico / planejamento curricular /planejamento</p><p>do dia</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>41. (IBFC -2019- Prefeitura de Conde / PB - Professor)</p><p>O planejamento da ação docente envolve _________ também, a integração de alguns elementos</p><p>que ficam dispostos em um mesmo documento. Nesse sentido, leia o trecho a seguir: “A(O) , é um</p><p>processo pelo qual se determinam o grau dos resultados alcançados em relação aos objetivos,</p><p>considerando o contexto das condições em que o trabalho foi desenvolvido. Deve-se considerar</p><p>que este processo está relacionado com o processo de aprendizagem, deve ser pensado,</p><p>planejado e realizado de forma contínua, coerente e consequente com os objetivos propostos para</p><p>a aprendizagem” (Portal Educação).</p><p>Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>a) avaliação</p><p>b) metodologia de ensino</p><p>c) objetivo de ensino</p><p>d) procedimento</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Errado.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>105</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (a)</p><p>42. (VUNESP – 2015 – Prefeitura de São Paulo – Concurso de Acesso – diretor e supervisor de</p><p>escola))</p><p>“O Projeto Pedagógico envolve várias coisas. Envolve a tarefa de dizer como a escola vai funcionar,</p><p>como ela vai interagir com a sociedade. Mas também envolve a definição daquilo que a criança vai</p><p>aprender. Não podemos ter nenhuma dúvida sobre o que a criança deve aprender. É a partir desta</p><p>clareza que conseguiremos reunir os meios para que isso aconteça”, afirma o professor José</p><p>Francisco Soares (presidente do Inep/MEC). (Revista Magistério 4: Avaliação um direito do aluno,</p><p>2015, p. 4-13)</p><p>Para ele, a avaliação educacional</p><p>(A) tem por objetivo principal controlar e fiscalizar o trabalho dos docentes e dos gestores.</p><p>(B) significa transparência dos resultados: o que os professores ensinaram e o quanto os alunos</p><p>aprenderam.</p><p>(C) representa um discurso preocupado com as grandes questões da humanidade.</p><p>(D) nada mais é do que o resultado do direito à educação concretizado.</p><p>Comentários:</p><p>Letra A Errado.</p><p>Letra B Errado.</p><p>Letra C Errado.</p><p>Letra D Certo.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>43. (( IBFC -2019- Prefeitura de Conde / PB - Professor)</p><p>O plano de aula que especifica a prática do cotidiano, a dinâmica da sala de aula e,da interação e</p><p>articulação entre professor e aluno. O professor tem a liberdade de trabalhar com plano de aula</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>106</p><p>desde que mantenha coerência com planos antecedentes. Nesse sentido, nota-se que o plano de</p><p>aula representa uma parte dentro de outras já existentes em um grande planejamento (Portal</p><p>Educação). São componentes básicos de um plano de aula</p><p>I. O conteúdo faz parte do plano de aula e é a base para a aquisição de informações,</p><p>conceitos, princípios e desenvolvimento de habilidades e atitudes nos alunos. Por meio dos</p><p>conteúdos, são alcançados os objetivos propostos.</p><p>II. Os procedimentos de ensino também integram o planejamento diário e são utilizados pelo</p><p>professor para facilitar o processo de elaboração do conhecimento pelo aluno. Os</p><p>procedimentos de ensino, então, são apenas uma coletânea de técnicas isoladas e</p><p>envolvem o desenvolvimento de uma atividade.</p><p>III. A metodologia de ensino refere-se aos objetivos de aprendizagem e está organizada para</p><p>mediar esta aprendizagem dos alunos, visando à consecução de objetivos de ensino</p><p>propostos.</p><p>IV. IV. Os recursos de ensino são os componentes do ambiente da aprendizagem que</p><p>oferecem estímulo ao aluno. Podem ser humanos: professor, aluno, pessoas da escola e</p><p>comunidade; materiais: do ambiente (água, folha, pedra, materiais diversos, etc.), da escola</p><p>(quadro negro, giz, cartazes, data show, TV, vídeo, computador, materiais de laboratório,</p><p>etc.), da comunidade (biblioteca, indústria, loja, cinema, horta, museu etc.).</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>a) I, II e III apenas</p><p>b) III e IV apenas</p><p>c) I e IV apenas</p><p>d) II e III apenas</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Certo.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (d)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>107</p><p>44. (VUNESP – 2015 – Prefeitura de São Paulo – Concurso de Acesso – diretor e supervisor de</p><p>escola)</p><p>A proposta de construção de projeto pedagógico amparada na participação dos integrantes da</p><p>escola, a partir da compreensão de que “participar consiste em ajudar a construir</p><p>comunicativamente o consenso quanto a um plano de ação coletivo”, provoca, segundo Catani e</p><p>Gutierrez, em Ferreira, 2013, queixas dos diretores que alegam dificuldade de trabalhar com</p><p>grupos heterogêneos, com formação inicial e experiências diferentes. Pode-se afirmar que essas</p><p>queixas sinalizam</p><p>que para uma gestão participativa bem sucedida é preciso considerar a</p><p>importância, de um lado, de condições como o grau de autonomia e responsabilidade dos</p><p>membros da escola e, de outro lado,</p><p>(A) a intervenção da Secretaria da Educação no espaço escolar.</p><p>(B) a cooptação dos educadores como meio de integrá- -los à escola.</p><p>(C) as características individuais dos profissionais da escola.</p><p>(D) o desenvolvimento de ações corporativas pelos educadores.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado.</p><p>Alternativa B Errado.</p><p>Alternativa C Certo.</p><p>Alternativa D Errado.</p><p>Gabarito: alternativa (c)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>108</p><p>GABARITO</p><p>1. C</p><p>2. B</p><p>3. C</p><p>4. A</p><p>5. C</p><p>6. B</p><p>7. A</p><p>8. A</p><p>9. B</p><p>10. D</p><p>11. C</p><p>12. D</p><p>13. D</p><p>14. C</p><p>15. B</p><p>16. D</p><p>17. A</p><p>18. A</p><p>19. D</p><p>20. C</p><p>21. A</p><p>22. D</p><p>23. D</p><p>24. B</p><p>25. C</p><p>26. A</p><p>27. C</p><p>28. A</p><p>29. B</p><p>30. E</p><p>31. C</p><p>32. B</p><p>33. D</p><p>34. C</p><p>35. D</p><p>36. C</p><p>37. A</p><p>38. C</p><p>39. D</p><p>40. A</p><p>41. A</p><p>42. D</p><p>43. D</p><p>44. C</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>1</p><p>QUESTÕES COMENTADAS – PARTE II</p><p>1. (COTEC – PREFEITURA DE TURMALINA – MG / DOCENTE II – 2019)</p><p>De acordo com o Artigo 54 do Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do Estado assegurar à</p><p>criança e ao adolescente, EXCETO:</p><p>a) Ensino fundamental gratuito e obrigatório, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade</p><p>própria.</p><p>b) Acesso exclusivo às áreas de lazer como quadras poliesportivas, parques e praças.</p><p>c) Atendimento em creche e pré-escola a crianças de zero até cinco anos de idade.</p><p>d) Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. É dever do Estado assegurar ensino fundamental.</p><p>Alternativa B Certo. O artigo 54 do ECA não fala nada sobre acesso exclusivo às áreas de lazer.</p><p>Alternativa C Errado. O atendimento na educação infantil (creche e pré-escola) acontece de 0 a 5</p><p>anos, sendo dever do Estado ofertar e obrigatória matrícula para os pais apenas na pré-escola.</p><p>Alternativa D Errado. É dever do Estado assegurar acesso aos níveis mais elevados de ensino.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>2. (FCC – SEC - BA / PROFESSOR PADRÃO P – 2019)</p><p>Em relação ao direito à educação da criança e do adolescente, o Estatuto da Criança e do Adolescente</p><p>(Lei n° 8.069/1990), estabelece que:</p><p>a) é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da</p><p>definição das propostas educacionais.</p><p>b) o acesso à escola pública e gratuita deverá ser em escolas definidas pelo órgão competente da</p><p>Administração.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>c) a definição dos critérios avaliativos da escola é de competência da equipe gestora da escola, podendo</p><p>o conselho escolar acompanhar o processo de atribuição de notas.</p><p>d) a oferta de ensino noturno regular destinada aos adolescentes se dará no período noturno, visando</p><p>às condições de estudo do aluno trabalhador.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo. É direito dos pais participar da escola.</p><p>Alternativa B Errado. Os pais têm direito de participar dessa decisão, apontando sua preferência.</p><p>Alternativa C Errado. Todos processos decisórios da escola envolvem o Conselho de Escola e a</p><p>equipe gestora não toma NENHUMA decisão sozinha.</p><p>Alternativa D Errado. Poderá ser ofertado em ensino diurno ou noturno.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>3. (IF-RR / PROFESSOR – 2015)</p><p>O art. 53 da Lei Federal n.º 8.069/1990 garante à criança e ao adolescente direito à educação, visando</p><p>ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o</p><p>trabalho, assegurando-lhes:</p><p>a) igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola; direito de ser respeitado por seus</p><p>educadores; direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares</p><p>superiores; direito de organização e participação em entidades estudantis; acesso à escola pública e</p><p>gratuita próxima de sua residência.</p><p>b) garantia de permanência na escola, em caso de muitas faltas, injustificadas sem comunicação ao</p><p>Conselho Tutelar.</p><p>c) o direito à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o</p><p>nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.</p><p>d) progressão continuada dos estudos sempre que necessário, direito de ser respeitado por seus</p><p>educadores; direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares</p><p>superiores; direito de organização e participação em entidades estudantis; acesso à escola pública e</p><p>gratuita próxima de sua residência.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certo. Essa é a transcrição correta do art. 53 do ECA.</p><p>Alternativa B Errado. As faltas em excesso serão comunicadas ao Conselho Tutelar após esgotadas</p><p>as possibilidades de contato com a família.</p><p>Alternativa C Errado. Isso não está determinado no art. 53 do ECA.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>Alternativa D Errado. A progressão continuada de estudos será determinada por cada sistema de</p><p>ensino.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>4. (FAU - IFPR / PROFESSOR EDUCAÇÃO ESPECIAL– 2019)</p><p>Sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>a) A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, deve ser realizada anualmente, e tem</p><p>como principal, disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas para a redução da</p><p>incidência da gravidez na adolescência.</p><p>b) Os detentores da guarda, possuem o prazo de 15 (quinze) dias, para propor a ação de adoção, contado</p><p>do dia seguinte à data do término do estágio de convivência.</p><p>c) Entende-se por família natural a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus</p><p>descendentes.</p><p>d) A guarda não poderá ser revogada.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. A transcrição está correta, conforme determinado no ECA.</p><p>Alternativa B Errado. A transcrição está correta ao que determina o ECA.</p><p>Alternativa C Errado. A transcrição está correta.</p><p>Alternativa D Certo. A guarda poderá ser revogada.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>5. (CETAP – PREFEITURA DE ANANINDEUA-PA / PROFESSOR EDUCAÇÃO INFANTIL– 2015)</p><p>Sobre o Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer previstos no Estatuto da Criança e</p><p>Adolescente - ECA, não se pode afirmar:</p><p>a) A criança e ao adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa,</p><p>preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se lhes o direito de</p><p>contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores.</p><p>b) É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da</p><p>definição das propostas educacionais.</p><p>c) Os dirigentes</p><p>de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos</p><p>de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>d) O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a calendário,</p><p>seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes</p><p>incluídos do ensino fundamental obrigatório.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. É possível afirmar que esses direitos estão previstos no ECA.</p><p>Alternativa B Errado. Os pais têm direito a participação na escola e conhecimento do processo</p><p>pedagógico.</p><p>Alternativa C Errado. Cabe a gestão escolar encaminhar para Conselho Tutelar casos de faltas e</p><p>evasão, esgotadas as possibilidades de conversa com a família.</p><p>Alternativa D Certo. O poder público irá estimular tecnologias novas que facilitem o processo de</p><p>ensino-aprendizagem para crianças do ensino fundamental.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>6. (VUNESP– PREFEITURA DE SERTÃOZINHO - SP / PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA– 2018)</p><p>Com relação aos direitos fundamentais da criança e do adolescente, segundo o artigo 13 da Lei Federal</p><p>n° 8.069/1990, serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar os casos de:</p><p>a) falta de vacinação por duas ou mais campanhas consecutivas.</p><p>b) suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante.</p><p>c) situações de brigas entre alunos, envolvendo agressão física.</p><p>d) furtos de pertences de alunos e/ou professores dentro da escola.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. Não é obrigatória a fiscalização da vacinação por parte da escola.</p><p>Alternativa B Correto. Todos os casos suspeitos ou confirmados de agressão deverão ser</p><p>comunicados imediatamente ao Conselho Tutelar, podendo a escola responder por omissão, caso</p><p>não o fizer.</p><p>Alternativa C Errado. Situações de brigas entre os alunos deverá ser resolvida no âmbito escolar,</p><p>sendo convocadas as famílias de menores de idade, caso necessário.</p><p>Alternativa D Errado. Os casos de furtos devem ser comunicados através de boletim de ocorrência.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>5</p><p>7. (SELECON– PREFEITURA DE CUIABÁ - MT / PROFESSOR - LETRAS– 2018)</p><p>A professora Elza levou sua turma do 4° ano a uma visita ao Museu Histórico Municipal. Lá, eles</p><p>conheceram a história de sua cidade, de seus personagens importantes e as construções do passado. No</p><p>retorno à escola, ela sugeriu aos alunos que construíssem uma narrativa sobre o que viram, na</p><p>linguagem que mais lhes aprouvesse - prosa, poesia, desenho, pintura etc.</p><p>a) Artigo 54 - "É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente acesso aos níveis mais elevados</p><p>do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um (Inciso V)."</p><p>b) Artigo 57 - "O Poder Público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a</p><p>calendário, seriação [...], currículo e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos</p><p>do ensino fundamental obrigatório."</p><p>c) Artigo 58 - "No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos</p><p>próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade de criação e</p><p>o acesso às fontes de cultura."</p><p>d) Artigo 59 - "Os municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação</p><p>de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a</p><p>juventude."</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Na narrativa apresentada, a professora Elza propôs uma atividade que levava</p><p>em conta produções artísticas, porém, com abrangência menor do que o proposto nesse artigo.</p><p>Alternativa B Errada. A palavra “excluídos” deixa essa alternativa errada.</p><p>Alternativa C Certa. A professora respeitou os valores culturais das crianças, permitindo que eles</p><p>se expressassem artisticamente da forma que eles mais se identificassem.</p><p>Alternativa D Errada. Esse artigo não se aplica ao caso proposto.</p><p>Gabarito: alternativa C</p><p>7. (CEV-URCA– PREFEITURA DE MAURITI - CE / MAGISTÉRIO– 2019) “A escola brasileira é marcada pelo fracasso e pela evasão de uma parte significativa dos seus alunos,</p><p>que são marginalizados pelo insucesso, por privações constantes e pela baixa autoestima resultantes da</p><p>exclusão escolar e da social – alunos que são vítimas de seus pais, de seus professores e, sobretudo, das condições de pobreza em que vivem em todos os sentidos”. As práticas docentes e as políticas adotadas</p><p>no campo da educação a partir da Constituição de 1988 objetivam a superação desse quadro de</p><p>desigualdade, são exemplos:</p><p>a) A introdução de um sistema avaliativo que tem evidenciado que o mau desempenho dos alunos das</p><p>escolas públicas se efetiva em virtude do pouco interesse pelos estudos, impossibilitando ações</p><p>governamentais mais eficazes na área;</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>b) A Lei 8.069, aprovada em 13 de julho de 1990 que é resultado de uma longa luta de numerosos setores</p><p>públicos e privados, em favor de uma ação concreta pela criança e a adolescência brasileira.</p><p>c) A formação de professores possibilitada em cursos de formação aligeirada, com características</p><p>didáticas duvidosas, o que traz considerável avanço no processo educacional.</p><p>d) A articulação de uma política de responsabilização social do docente pelo fracasso escolar do aluno.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Pelo contrário, já foi identificado que é possível e deve ser criadas ações pelo</p><p>Estado para resolveram essa questão.</p><p>Alternativa B Correta. A lei citada é o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi fundamental</p><p>para garantir direitos para esses indivíduos mais vulneráveis.</p><p>Alternativa C Errada. A própria alternativa é contraditória. Se a formação dos professores tem</p><p>características didáticas duvidosas e é abreviado, como pode trazer avanços para processo</p><p>educacional?</p><p>Alternativa D Errada. Novamente, devemos defender o oposto disso. A responsabilização docente</p><p>pelo fracasso escolar gera descontentamento e mal-estar, impactando negativamente nos</p><p>resultados de ensino-aprendizagem.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>9. (FGV– PREFEITURA DE SALVADOR-BA / PROFESSSOR ED. INFANTIL– 2019)</p><p>Com relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. A criança e o(a) adolescente têm direito à educação, centrando-se no pleno desenvolvimento</p><p>para o trabalho.</p><p>II. Os Municípios, com apoio dos Estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de</p><p>recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a</p><p>juventude.</p><p>III. Os dirigentes de estabelecimentos de Ensino Fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar</p><p>apenas os casos de maus tratos envolvendo seus alunos.</p><p>Está correto o que se afirmar em</p><p>a) I, somente.</p><p>b) II, somente.</p><p>c) I e II, somente.</p><p>d) I, II e III.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>curriculares.</p><p>3. Condições prévias de aprendizagem</p><p>Quando o professor precisa definir os conteúdos que serão transmitidos, é fundamental que ele</p><p>conheça o que os alunos já sabem, para, a partir desses conhecimentos, aprofundar o aprendizado. Partindo</p><p>dessa premissa, cada planejamento é único e copiar o planejamento do colega ou utilizar o mesmo</p><p>planejamento por anos seguidos, não faz o menor sentido.</p><p>4. Princípios e condições de transmissão</p><p>Uma parte importante do planejamento é a descrição das situações docentes específicas, pensando</p><p>no caráter mais prático do ato pedagógico em sala de aula. Além disso, essa descrição deve ser coerente com</p><p>os objetivos delimitados no plano</p><p>Está na hora de treinar! Vamos lá?</p><p>IESES-2017-Prefeitura de Palhoça- SC - professor</p><p>Segundo José Carlos Libâneo, o plano é um guia para orientar o professor em suas ações educativas, são eles:</p><p>a) Plano sociocultural, Plano educacional e Plano de ensino.</p><p>b) Plano político-pedagógico, Plano educacional, Plano cultural, Plano de atividades físicas.</p><p>c) Plano da escola, Plano de ensino e Plano de aula.</p><p>d) Plano de ensino, Plano político, Plano pedagógico e Plano cultural.</p><p>Comentários:</p><p>Uma questão de outra banca, outro município, outro cargo e, novamente, perguntando de planejamento</p><p>pela perspectiva do Libâneo! Fiquem atentos!</p><p>Alternativa correta: (C)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>2. O PLANO DA ESCOLA</p><p>Agora, vamos começar a desenvolver um pouco sobre os “tipos” de planejamentos escolares que</p><p>existem. Continuamos, claro, partindo do delimitado por Libâneo.</p><p>O Plano da escola engloba duas esferas: a administrativa e a pedagógica. No plano, a escola determina</p><p>qual a concepção pedagógica, quais as bases teóricas, quais metodologias irão utilizar. No documento,</p><p>também deve-se conter a contextualização social, econômica, política e cultural da escola, como são os</p><p>alunos e a comunidade, os objetivos educacionais gerais, a estrutura curricular, o sistema de avaliação e a</p><p>estrutura organizacional e administrativa.</p><p>Esse plano é um guia geral do trabalho e deve ser consensual entre os docentes, sendo um produto</p><p>final coletivo, democrático.</p><p>Libâneo coloca em sua obra “Didática”, um roteiro de como podemos elaborar o plano da escola:</p><p>1. Finalidades da educação.</p><p>2. Bases teórico-metodológicas (a partir do tipo de homem que queremos formas, as tarefas da</p><p>educação, as teorias de ensino e aprendizagem).</p><p>3. Caracterização econômica, social, política e cultural do contexto em que a escola está inserida.</p><p>4. Características socioculturais dos alunos (origem, condições de vida, concepção de mundo, etc.).</p><p>5. Objetivos Gerais da escola quanto à aquisição de conhecimentos, capacidades e atitudes a serem</p><p>desenvolvidas.</p><p>6. Diretrizes gerais para a elaboração do plano de ensino: estrutura curricular, critérios de seleção de</p><p>objetivos e conteúdos, avaliação.</p><p>7. Diretrizes Administrativas: estrutura organizacional, organização de classes / ciclos, reuniões</p><p>pedagógicas, conselho de classe, calendário, horário escolar, atividades extraclasse, formação</p><p>continuada dos docentes.</p><p>Vamos para mais um exercício de fixação!</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>==1365fc==</p><p>8</p><p>(Consulpam- 2019 –Prefeitura de Quadra SP –Professor da educação infantil)</p><p>O planejamento escolar é um dos elementos fundamentais para as práticas pedagógicas. Por meio de um</p><p>planejamento escolar é possível à origem de planos pedagógicos assim como, projetos pedagógicos.</p><p>Sendo assim, um plano real, concreto realizável a ponto de ser possível executá-lo integralmente, dentro das</p><p>condições previstas, é chamado de:</p><p>a) Rígido</p><p>b) Exequível.</p><p>c) Prático.</p><p>d) Executivo.</p><p>Comentários:</p><p>Na realidade, essa questão exige mais de conhecimento em Língua Portuguesa do que sobre Planejamento</p><p>em si! Mas vamos lá:</p><p>A alternativa (a) está incorreta pois sabemos que o planejamento deve ser flexível. Em contrapartida,</p><p>sabemos que a alternativa (d) está errada pois “executivo” é uma nomenclatura que não utilizamos em</p><p>educação.</p><p>Como a pergunta fala em POSSÍBILIDADE DE EXECUÇÃO do planejado, certemente a alternativa correta é</p><p>letra (b) – Exequível.</p><p>Alternativa correta: (b)</p><p>3. PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO (PPP)</p><p>Em 1996, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), tornou-se</p><p>obrigatório que toda escola tivesse seu PPP. O PPP nada mais é do que um documento que traz informações</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>importantes sobre a escola. Não devendo ser confundido com plano da escola, o PPP é um documento bem</p><p>mais complexo e abrangente.</p><p>Vale lembrar que o PPP, apesar de ser construído no início do ano letivo, deve estar sempre à</p><p>disposição da comunidade; ou seja, ele não é um documento que pode ser arquivado e esquecido. O lugar</p><p>dele é sempre à mão, para que todos tenham a possibilidade de consulta-lo, e para que as modificações que</p><p>necessárias sejam realizadas com rapidez. O PPP deve ser um raio-X perfeito da escola no momento em que</p><p>é lido.</p><p>Esse documento deve ser feito de forma coletiva e democrática, com participação de toda</p><p>comunidade escolar: docentes, funcionários, comunidade, pais e alunos. Ele deve mostrar qual é a</p><p>comunidade em que a escola está inserida: perfil dos gestores, dos professores, demais funcionários e</p><p>alunos, além de conter claramente quais são os objetivos de todos esses com relação à escola.</p><p>Essa mudança na nomenclatura (chamar de PPP em lugar de Plano de Escola) possibilitou que todas</p><p>as faces desse plano ficassem em evidência:</p><p>- É projeto porque demonstra as ações concretas que serão fomentadas na escola;</p><p>- É político porque considera a escola como local de formação de cidadãos críticos e participativos;</p><p>- É pedagógico porque define as atividades e os projetos que são necessários para alcance dos objetivos de</p><p>aprendizagem da escola.</p><p>Esses três aspectos indissociáveis definem com exatidão o que é e para que serve o PPP. O foco na</p><p>construção coletiva e democrática desse documento é um reflexo perfeito do que estávamos enfrentando</p><p>naquela época em que ele foi tornado obrigatório no país: um período de redemocratização, com uma</p><p>preocupação grande na formação de cidadãos e na defesa da democracia em todos os seus âmbitos. Como</p><p>já dissemos, a escola é sempre atravessada pelo contexto em que está inserida.</p><p>Hoje, a maioria das escolas elaboram seu PPP explicitando:</p><p>• Histórico da escola</p><p>• Localização da instituição</p><p>• Corpo técnico (funcionários)</p><p>• Caracterização da clientela</p><p>• Composição de colegiados (Associação de Pais e Mestres, Conselho de Escola, entre outros)</p><p>Além dessas características básicas e essenciais à todas as escolas, podemos incorporar ao PPP outros</p><p>dados que se façam relevantes o contexto que está inserida a escola:</p><p>• Fluxo escolar e rendimento (taxas de evasão e abandono, índices de reprovação, aproveitamento nas</p><p>avaliações externas e internas)</p><p>• Missão da Escola</p><p>• Planos de Ação e Projetos</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>Comentários:</p><p>Item I Errada. No item I, o correto seria dizer que a criança tem direito à educação para seu</p><p>desenvolvimento pleno e para o preparo para o trabalho.</p><p>Item II Correta. O item II descreve corretamente o papel do Estado no acesso ao lazer e ao esporte.</p><p>Item III Além do item I incorreto, o item III está incompleto pois não são apenas os casos de maus</p><p>tratos que devem ser comunicados ao Conselho Tutelar.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>10. (CS – UFG – IF GOIANO / ASSISTENTE DE ALUNOS– 2019)</p><p>A formação técnico-profissional, de acordo com o Artigo 63 do Estatuto da Criança e do Adolescente,</p><p>obedecerá ao seguinte princípio:</p><p>a) o emprego de atividades que considerem a capacidade de aprendizagem no ambiente de trabalho.</p><p>b) a oferta de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e em postos de trabalho.</p><p>c) o respeito aos valores religiosos e históricos do aprendiz, constitutivos de sua formação como</p><p>trabalhador.</p><p>d) o respeito ao desenvolvimento do aprendiz, considerando esse fator como imprescindível no</p><p>processo educativo.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. O princípio norteador não é o emprego de atividades que considerem</p><p>capacidade.</p><p>Alternativa B Errada. Esse não é o princípio norteador.</p><p>Alternativa C Errada. Até podemos dizer que esses pontos são relevantes, mas não são o cerne da</p><p>questão da educação para o trabalho.</p><p>Alternativa D Correta. É fundamental respeito pelo desenvolvimento do aprendiz e seu trabalho</p><p>como fruto de um processo educativo. O aprendiz não é como um profissional, ele está em processo</p><p>de aprendizado.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>8</p><p>11. (CS – UFG – IF GOIANO / ASSISTENTE DE ALUNOS– 2019)</p><p>O Artigo 71 do Estatuto da Criança e do Adolescente assegura que a criança e ao adolescente têm direito</p><p>à informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos, produtos e serviços, desde que seja</p><p>respeitada:</p><p>a) a condição peculiar de sujeito em desenvolvimento.</p><p>b) a prevenção em casos de ameaça ou de violação dos direitos.</p><p>c) a garantia de acesso e de frequência obrigatória ao ensino regular.</p><p>d) a igualdade de condições para a efetividade desses direitos.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. A criança e ao adolescente têm direito a todos esses pontos, desde que</p><p>respeitado seu desenvolvimento, sua faixa etária.</p><p>Alternativa B Errada. O art. 71 não trata desses casos.</p><p>Alternativa C Errado. A expressão “frequência obrigatória” não aparece dessa forma na legislação.</p><p>Alternativa D Errado. Não é essa a redação do artigo 71.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>12. (IDECAN – IF PB / ASSISTENTE DE ALUNOS– 2019)</p><p>A criança e ao adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas</p><p>em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na</p><p>Constituição e nas leis. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n. 8.069/1990, o</p><p>direito ao respeito consiste:</p><p>a) na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a</p><p>preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, das ideias e crenças, dos espaços e</p><p>objetos pessoais.</p><p>b) no ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais.</p><p>c) na igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e no direito de ser respeitado por</p><p>seus educadores.</p><p>d) na formação profissional, garantia de acesso e frequência obrigatória ao ensino regular e atividade</p><p>compatível com o desenvolvimento do adolescente.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. Essa é a correta descrição do direito ao respeito.</p><p>Alternativa B Errada. O direito de ir e vir também está previsto em lei, mas ele não é a definição do</p><p>direito ao respeito.</p><p>Alternativa C Errada. Novamente, esses direitos estão presentes na legislação, mas não se</p><p>enquadram na descrição do direito ao respeito e sim no direito à educação.</p><p>Alternativa D Errada. Essa descrição não tem ligação com o direito ao respeito.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>13. (CRESCER – PREFEITURA DE JIJOCA DE JERICOACARA - CE / PROFESSOR ED. BÁSICA– 2019)</p><p>De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a gestante ou mãe que manifeste interesse em</p><p>entregar seu filho para adoção, antes ou logo após o nascimento, será encaminhada à Justiça da Infância</p><p>e da Juventude. Nesse sentido, assinale a alternativa incorreta:</p><p>a) A gestante ou mãe será ouvida pela equipe interprofissional da Justiça da Infância e da Juventude,</p><p>que apresentará relatório à autoridade judiciária, considerando inclusive os eventuais efeitos do estado</p><p>gestacional e puerperal.</p><p>b) A busca à família extensa, conforme definida nos termos do parágrafo único do art. 25 desta Lei</p><p>(família natural), respeitará o prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, prorrogável por igual</p><p>período.</p><p>c) De posse do relatório, a autoridade judiciária poderá determinar o encaminhamento da gestante ou</p><p>mãe, mediante sua expressa concordância, à rede pública de saúde e assistência social para atendimento</p><p>especializado.</p><p>d) Na hipótese de não haver a indicação do genitor e de não existir outro representante da família</p><p>extensa apto a receber a guarda, a autoridade judiciária competente deverá decretar a extinção do poder</p><p>familiar e determinar a colocação da criança sob a guarda provisória de quem estiver habilitado a adotá-</p><p>la ou de entidade que desenvolva programa de acolhimento familiar ou institucional.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Essa afirmativa traz a ação correta da equipe da vara da infância.</p><p>Alternativa B Certa. Em caso de entrega voluntária do bebê antes ou logo após o nascimento, se</p><p>requisitado por ela, a criança poderá ser encaminhada diretamente para adoção, sem passar pela</p><p>busca de família extensa.</p><p>Alternativa C Errada. Novamente, traz a descrição correta dos procedimentos</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>Alternativa D Errada. Esse é o procedimento padrão.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>14. (UNESP / AGENTE DE DESENVOLVIMENTO – 2019)</p><p>A criança como sujeito ativo e de direitos é tratada como:</p><p>I – Capaz de se relacionar com o mundo ao seu redor desde que nasce.</p><p>II – Alguém que pode aprender e se desenvolver mediante seu movimento, exploração, ações e relações</p><p>com as pessoas e objetos que a circundam.</p><p>III – pessoa que interage e se comunica limitadamente nos anos iniciais da vida.</p><p>IV – Indivíduo reconhecidamente histórico e social, constituindo-se nas relações com o outro e com a</p><p>cultura humana.</p><p>a) Todas as afirmativas estão corretas.</p><p>b) Todas as afirmativas são incorretas.</p><p>c) As afirmativas I e II são incorretas.</p><p>d) Apenas a afirmativa III é incorreta.</p><p>Comentários:</p><p>Item I Correta.</p><p>Item II Correta.</p><p>Item III Errada. A criança não interage de forma limitada, ela o faz plenamente de acordo com suas</p><p>capacidades.</p><p>Item IV Correta.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>15. (PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO - RJ / PROFESSOR ADJUNTO DE ED. INFANTIL – 2019)</p><p>A década de 90 abrigou marcos como</p><p>a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente, que</p><p>trouxe concretude aos direitos das crianças promulgados pela Constituição de 1988. Um dos marcos</p><p>para a educação infantil foi a aprovação da Lei nº 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação</p><p>Nacional (LDB), que estabeleceu:</p><p>a) a educação infantil como um movimento assistencialista.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>b) a educação infantil como a primeira etapa da educação básica.</p><p>c) o atendimento das unidades de educação infantil para as crianças pobres</p><p>d) o ensino infantil noturno para as mães trabalhadoras e seus filhos</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. O que aconteceu foi o movimento oposto: a educação infantil deixou de ser</p><p>vista como movimento assistencialista e passou a integrar a educação.</p><p>Alternativa B Certa. Hoje a educação infantil é entendida como a primeira etapa da educação básica,</p><p>obrigatória a partir dos 4 anos de idade.</p><p>Alternativa C Errada. O atendimento na educação infantil é direito de todos, incluindo os mais</p><p>pobres, mas não se limitando a eles.</p><p>Alternativa D Errada. Alguns lugares oferecem essa possibilidade, mas isso não é determinação da</p><p>LDB.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>16. (IF - MS / PEDAGOGO – 2019)</p><p>A Educação Básica é direito de todo brasileiro, assegurado pela Constituição Federal, pela Lei de</p><p>Diretrizes e Bases da Educação Nacional e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Seja ofertada de</p><p>forma pública e gratuita ou pela iniciativa privada, sob responsabilidade dos sistemas de ensino</p><p>municipal, estadual ou federal, ela deve ser reconhecida como base fundamental para o exercício pleno</p><p>da cidadania, devendo promover o desenvolvimento humano e social. Visando assegurar essas</p><p>condições, algumas questões e temas relevantes para a formação integral dos educandos são atribuídas</p><p>à Educação Básica, por meio de diretrizes nacionais específicas. Com base neste contexto da educação</p><p>brasileira atual, analise as afirmativas abaixo para, em seguida, assinalar a alternativa CORRETA.</p><p>I. Todas as redes e sistemas de ensino devem organizar suas propostas pedagógicas tendo incluídos,</p><p>como componentes curriculares que compõem a grade obrigatória, a Educação Ambiental, a Educação</p><p>das Relações Étnico-Raciais e a História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.</p><p>II. São conteúdos obrigatórios no ensino médio, com tratamento transversal e integradamente,</p><p>permeando o currículo, no âmbito dos demais componentes curriculares: educação alimentar e</p><p>nutricional; processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso, de forma a eliminar o</p><p>preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria; Educação Ambiental; e Educação para o</p><p>Trânsito.</p><p>III. A Educação Ambiental e a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura</p><p>Afro-Brasileira e Africana devem estar presentes nos currículos de forma transversal ou como conteúdo</p><p>de alguns componentes curriculares.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>IV. A Educação no Campo, a Educação Indígena, a Quilombola, a Educação Especial, a Educação para</p><p>Jovens e Adultos em Situação de Privação de Liberdade nos estabelecimentos penais e a Educação</p><p>Profissional Técnica de Nível Médio são objetos de diretrizes específicas a serem observadas pelos</p><p>sistemas de ensino.</p><p>V. A Educação em Direitos Humanos deverá ser componente curricular obrigatório em todas as redes</p><p>de ensino.</p><p>a) As alternativas II e V são verdadeiras.</p><p>b) As alternativas I, III e IV são verdadeiras.</p><p>c) As alternativas I, II e V são falsas.</p><p>d) As alternativas I e V são verdadeiras.</p><p>Comentários:</p><p>Item I Correta.</p><p>Item II Errada. Alguns dos itens citados não constam como componentes transversais.</p><p>Item III Errada. os temas serão tratados sempre como transversais e não devem ser apenas</p><p>componente de algumas disciplinas. Já a afirmativa IV está incorreta pois todos seguirão as mesmas</p><p>diretrizes básicas, sendo adaptada à parte diversificada do currículo, levando em conta as</p><p>especificidades de cada comunidade escolas.</p><p>Item IV Correta.</p><p>Item V Correta.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>17. (IF-SC / PROFESSOR PEDAGOGIA– 2017)</p><p>O Plano de Desenvolvimento da Educação - PDE, lançado em 2007 pelo ministro da Educação, Fernando</p><p>Haddad, está sustentado em seis pilares: i) visão sistêmica da educação, ii) territorialidade, iii)</p><p>desenvolvimento, iv) regime de colaboração, v) responsabilização e vi) mobilização social. Segundo Krawczyk (2008, p. 804) com o PDE “o MEC chama a si a responsabilidade de atuar de forma</p><p>mais incisiva na indução de uma educação básica de qualidade. Para isso, define vários mecanismos de controle da ação municipal”.</p><p>Com relação aos mecanismos criados pelo PDE para controlar a educação básica no país, assinale com</p><p>V as opções verdadeiras e F as falsas:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>( ) índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB, que combina os resultados de desempenho</p><p>escolar (Prova Brasil) e os resultados de rendimento escolar (fluxo apurado pelo censo escolar)</p><p>( ) Plano de Ações Articuladas (PAR), de caráter plurianual, construídos com a participação dos gestores</p><p>e educadores locais;</p><p>( ) Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola), antiga ação do Ministério da Educação que, de</p><p>abrangência restrita, ganhou escala nacional. O PDE-Escola é uma ação de melhoria da gestão escolar</p><p>fundamentada centralmente na participação da comunidade; ( ) Adesão dos municípios e estados ao Plano de Metas intitulado “Compromisso Todos pela Educação”</p><p>(Decreto n° 6.094, de 24 de abril de 2007) para poder receber transferências de recursos financeiros e</p><p>assistência técnica do governo federal.</p><p>Assinale a alternativa que contém a ordem CORRETA de associação de cima para baixo.</p><p>a) F, V, V, F</p><p>b) V, F, F, V</p><p>c) F, V, V, V</p><p>d) V, V, V, V</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. As alternativas 1 e 4 não são falsas.</p><p>Alternativa B Errada. As alternativas 2 e 3 não são falsas.</p><p>Alternativa C Errada. A alternativa 1 não é falsa.</p><p>Alternativa D Certa. Todas as alternativas estão corretas.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>18. (CESGRANRIO / ANALISTA - IBGE – 2013)</p><p>No contexto de uma nova configuração de qualidade educacional, o Ministério da Educação criou no</p><p>ano de 2007 o PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação. O Plano de Metas Compromisso Todos</p><p>pela Educação, programa estratégico do PDE, teve como objetivo central estabelecer o alcance de metas</p><p>e melhoria dos indicadores educacionais através de arranjos federativos.</p><p>A partir da adesão ao Plano de Metas, os estados, os municípios e o Distrito Federal passaram a elaborar</p><p>os Planos de Ações Articuladas – PAR, os quais, visando a fomentar o regime de colaboração por meio</p><p>da execução de programas de manutenção e desenvolvimento da educação, constituem</p><p>a) uma ferramenta de planejamento, de operacionalização e de avaliação das políticas educacionais,</p><p>criadas dentro dos moldes de um Estado federativo.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>b) uma estratégia para divulgação dos resultados de exames de larga escala, com vistas a fornecer</p><p>informações à sociedade</p><p>c) um instrumento de planejamento local, que visa a atribuir exclusivamente aos entes federados a</p><p>responsabilidade pelo desenvolvimento de competências técnicas e financeiras de gestão.</p><p>d) um mecanismo indutor de políticas intersetoriais, de caráter centralizado, coordenado e elaborado</p><p>pelo Governo Federal/FNDE.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Correta. As ações propostas no PDE focam, principalmente, na avaliação das políticas</p><p>públicas em educação.</p><p>Alternativa B Errada. Existe a divulgação dos resultados, mas esse não é o foco da proposta.</p><p>Alternativa C Errada. A responsabilidade não será exclusiva dos entes federados.</p><p>Alternativa D Errada. As políticas públicas de educação são de caráter descentralizador.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>19. (FAU / IF-PR / PROFESSOR ED. ESPECIAL – 2019)</p><p>A educação é direito de todos, e dever do Estado e da família, sobre o tema, assinale a alternativa</p><p>CORRETA:</p><p>a) A educação independe de incentivo e colaboração da sociedade.</p><p>b) A educação visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua</p><p>qualificação para o trabalho.</p><p>c) O ensino será ministrado somente com base no princípio da igualdade de condições de acesso.</p><p>d) A educação dispensa a garantia de padrão de qualidade.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. A educação depende do incentivo da sociedade.</p><p>Alternativa B Certa. A função principal da educação é desenvolvimento pleno, preparo para</p><p>cidadania e qualificação para o trabalho.</p><p>Alternativa C Errada. Igualdade de condições de acesso é apenas um dos princípios norteadores.</p><p>Alternativa D Errada. Pelo contrário, exige padrão de qualidade.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>20. (CRESCER / PREFEITURA DE JIJOCA DE JERICOACARA - CE / PROFESSOR ED. BÁSICA I – 2019)</p><p>Conforme o Art. 214 da Constituição Federal de 1988, a lei estabelecerá o plano nacional de educação,</p><p>de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de</p><p>colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a</p><p>manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de</p><p>ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a alguns</p><p>objetivos. Assinale a alternativa que indica corretamente alguns desses objetivos.</p><p>a) Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação independente do produto</p><p>interno bruto, melhoria da qualidade do ensino e promoção humanística, científica e tecnológica do País.</p><p>b) Formação para o trabalho, erradicação do analfabetismo e pormenorizar o atendimento escolar.</p><p>c) Promoção humanística, científica e tecnológica do País, estabelecimento de meta de aplicação de</p><p>recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto e formação exclusiva para o</p><p>trabalho.</p><p>d) Erradicação do analfabetismo, universalização do atendimento escolar e melhoria da qualidade do</p><p>ensino.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Depende do produto interno bruto.</p><p>Alternativa B Errada. Não é objetivo pormenorizar o atendimento escolar.</p><p>Alternativa C Errada. A formação é de desenvolvimento integral e não exclusiva para o trabalho</p><p>Alternativa D Certa. Essas são as principais metas.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>21. (INSTITUTO EXCELÊNCIA / PREFEITURA DE TRÊS FRONTEIRAS- SP / PROFESSOR ED. BÁSICA</p><p>I – 2017)</p><p>A constituição de 1988 trouxe grandes avanços no tratamento de situações que se referem à criança e</p><p>ao adolescente. Em relação às crianças com menos de sete anos, é a primeira vez em que aparece um</p><p>texto constitucional dizendo que o poder público deve oferecer condições para sua educação. A</p><p>educação institucional de crianças dessa faixa etária é 10 reconhecida constitucionalmente como um</p><p>direito da criança desde o nascimento. Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação</p><p>Nacional (LDBEN) nº 9394/96 a Educação Infantil passou a incorporar relevante espaço no cenário</p><p>educacional brasileiro, onde lhe foi atribuído o status de primeira etapa da educação básica. A lei trouxe</p><p>ainda, outra mudança significativa, no que se refere à formação dos professores para atuar na Educação</p><p>infantil.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>Assim a formação docente deve ser:</p><p>a) Em nível superior pedagógico</p><p>b) Formação mínima em nível médio – Normalista.</p><p>c) Em nível Superior por área do conhecimento apenas.</p><p>d) Nenhuma das alternativas</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. A formação deverá ser em nível superior.</p><p>Alternativa B Errada. A formação em nível médio não é mais aceita hoje.</p><p>Alternativa C Errada. Não precisa ser por área de conhecimento.</p><p>Alternativa D Errada. A alternativa correta é a A.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>22. (BIG ADVICER / PREFEITURA DE MARTINÓPOLIS - SP / PROFESSOR PEB I – 2017)</p><p>“O grande avanço que a década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva</p><p>que garanta o atendimento à diversidade humana. Ao estabelecer objetivos e metas para que os</p><p>sistemas de ensino favoreçam o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, aponta</p><p>um déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino regular, à formação docente, à acessibilidade física e ao atendimento educacional especializado.”</p><p>Estamos falando de qual grande documento da Educação?</p><p>a) Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001.</p><p>b) Estatuto da Criança e do Adolescente.</p><p>c) Convenção da Guatemala.</p><p>d) Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. Estamos falando sobre o PNE.</p><p>Alternativa B Errada. O ECA não determina em detalhes como ocorrerá a educação inclusiva.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>Alternativa D Errada.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>23. (VUNESP / UFABC / PEDAGOGO – 2019)</p><p>De acordo com o artigo 44 da Lei nº 9.394/96, LDBEN, a educação superior abrangerá os cursos e</p><p>programas</p><p>a) de educação profissional, de educação especial, de educação a distância, de extensão.</p><p>b) de preparação de professores para a educação infantil, para o ensino fundamental e para o ensino</p><p>médio.</p><p>c) sequenciais por campo de saber, de graduação, pós-graduação e de extensão.</p><p>d) de ciências humanas, exatas e da terra, biológicas e tecnológicas, na forma da lei</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Educação especial e profissional não são modalidades do ensino superior.</p><p>Alternativa B Errada. A educação superior inclui a formação de professores, mas não se limita a ela.</p><p>Alternativa C Correta. Educação superior envolve cursos sequenciais, graduação, pós-graduação e</p><p>de extensão.</p><p>Alternativa D Errada. Esses são os campos de saber que fazem parte dos cursos oferecidos no</p><p>ensino superior.</p><p>Gabarito: alternativa C</p><p>24. (COTEC / PREFEITURA DE TURMALINA - MG / ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO – 2019)</p><p>As bases da educação nacional definidas na Lei n.º</p><p>9.394/1996, atual LDB, avançaram</p><p>consideravelmente em três grandes eixos da organização do sistema educacional: autonomia, avaliação</p><p>e cooperação. Nessa perspectiva, cabe às escolas</p><p>a) ampliar a duração do ano letivo (250 dias) e a carga horária anual de efetivo trabalho escolar (900</p><p>h), podendo flexibilizar essa carga horária, após ouvir a comunidade. A avaliação deve ser realizada nos</p><p>estabelecimentos de Ensino Fundamental de forma integrada ao Sistema Nacional de Avaliação Escolar.</p><p>b) atribuir aos professores participação ativa na elaboração da proposta pedagógica da escola e</p><p>colaboração na articulação. A organização deve ser seriada e a avaliação, tanto dos alunos como dos</p><p>professores, deve ser classificatória, sendo os professores habilitados em nível superior.</p><p>c) responsabilizar-se pela elaboração e execução de propostas pedagógicas próprias, com uma atuação</p><p>integrada à comunidade, e incentivar o espírito de cooperação dos agentes educacionais entre si e com</p><p>a comunidade. A avaliação deve revisar as aprendizagens básicas necessárias a todos os cidadãos.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>d) criar momentos de estudos para os alunos que apresentam atraso escolar − programas de aceleração de estudos − com o cuidado de não avançar o tempo determinado para a conclusão dos cursos. Essa</p><p>avaliação deve ser realizada pelo professor desde as séries iniciais, incluindo alfabetização, até o Ensino</p><p>Médio.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Não existe proposta de aumento para 250 dias letivos / 900 horas.</p><p>Alternativa B Errada. A organização pode ou não ser seriada e a avaliação não deve possuir caráter</p><p>classificatório.</p><p>Alternativa C Certa. Essas são as competências das escolas.</p><p>Alternativa D Errada. Não existe essa determinação na legislação.</p><p>Gabarito: alternativa C</p><p>25. (COTEC / PREFEITURA DE TURMALINA - MG / ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO – 2019)</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), n.º 9.394/1996, apresenta uma dimensão progressista de educação,</p><p>especialmente no que diz respeito ao Art. 58, que explicita o conceito de educação especial, como uma</p><p>modalidade de educação escolar oferecida</p><p>a) através de serviços de apoio com técnicos especializados na área, apenas em escolas que possuam</p><p>salas multifuncionais para o atendimento especial.</p><p>b) preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais</p><p>do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.</p><p>c) na escola, desde que cada deficiente possua um cuidador ou que os professores tenham feito adesão</p><p>a projetos das Secretarias de Educação.</p><p>d) apenas em escolas regulares que possuam recursos humanos especializados e salas multifuncionais.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Não deve ser oferecida apenas onde possua sala multifuncional.</p><p>Alternativa B Certa. Preferencialmente na rede regular de ensino.</p><p>Alternativa C Errada. Não existe obrigatoriedade de cuidador ou de adesão.</p><p>Alternativa D Errada. Todas as escolas devem se adequar para prestar atendimento.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>26. (FAU / IF PR / PROFESSOR ED. ESPECIAL – 2019)</p><p>Conforme a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a Educação Especial é definida como:</p><p>a) Educação Especial é um conjunto de habilidades e técnicas específicas.</p><p>b) Modalidade de educação escolar, voltada para a formação do indivíduo, com vistas ao exercício da</p><p>cidadania.</p><p>c) salas de aula com material adaptado as necessidades específicas de cada indivíduo.</p><p>d) Atendimento educacional destinado a pessoas que precisam de um tempo a mais para aprender.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Ela é uma modalidade de educação.</p><p>Alternativa B Certa. Afirmativa correta.</p><p>Alternativa C Errada. Todas as salas devem ser adequadas, quando necessário.</p><p>Alternativa D Errada. Educação Especial é destinada a pessoas com deficiência, TGD ou</p><p>superdotação. Dificuldades de aprendizagem (dislexia, por exemplo), não são tratadas como</p><p>educação especial.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>27. (IF-SC / DOCENTE – 2019)</p><p>Um aluno do ensino médio do IFSC, regularmente matriculado e assíduo, recebeu, durante o período</p><p>letivo, um diagnóstico de uma doença grave e, urgentemente, foi internado em um hospital para receber</p><p>os primeiros tratamentos. Em relação a esse aluno, segundo a lei de Diretrizes e Bases da Educação</p><p>Nacional:</p><p>a) Este aluno não receberá atendimento educacional durante o período de internação, pois tal</p><p>prerrogativa é conferida apenas aos alunos de instituições privadas.</p><p>b) Este aluno não receberá atendimento educacional durante o período de internação, pois somente há</p><p>previsão legal de atendimento especial domiciliar.</p><p>c) Este aluno terá o curso automaticamente suspenso, mas poderá retomá-lo assim que receber alta</p><p>médica.</p><p>d) Este aluno deverá continuar recebendo atendimento educacional durante o período de internação,</p><p>seja em ambiente hospitalar, seja em ambiente domiciliar.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errado. Ele tem direito de receber atendimento educacional.</p><p>Alternativa B Errado. Existe previsão para atendimento também pelo período de internação.</p><p>Alternativa C Errado. Ele tem direito ao acesso, permanência e conclusão no curso.</p><p>Alternativa D Certa. O atendimento educacional pode ser realizado em ambiente hospitalar ou</p><p>domiciliar.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>28. (CETAP / PREFEITURA DE ANANINDEUA - PA / PEI – 2019)</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional trata da sua "Organização”. Sobre a matéria, apenas</p><p>não é correto afirmar:</p><p>a) Os Municípios incumbir-se-ão de oferecera educação infantil em creches e pré-escolas, e, com</p><p>prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando</p><p>estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos</p><p>percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.</p><p>b) Os docentes incumbir-se-ão de ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar</p><p>parcialmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional.</p><p>c) A União incumbir-se-á de estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio,</p><p>que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum.</p><p>d) Os Estados incumbir-se-ão de definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino</p><p>fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo</p><p>com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do</p><p>Poder Público.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Essa alternativa traz transcrição correta sobre organização do ensino.</p><p>Alternativa B Certa. Os professores devem participar integralmente dos períodos dedicados ao</p><p>planejamento e avaliação.</p><p>Alternativa C Errada. Essa afirmativa não possui erros.</p><p>Alternativa D Errada. Afirmativa correta.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>Carla Abreu,</p><p>Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>29. (UFRR / TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – 2019)</p><p>De acordo com a Lei n° 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) no seu Art. 16 o</p><p>sistema federal de ensino compreende:</p><p>I. as instituições de ensino mantidas pela União;</p><p>II. as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada;</p><p>III. os órgãos federais de educação.</p><p>Assinale a alternativa CORRETA:</p><p>a) Somente as proposições II e III estão corretas.</p><p>b) Somente as proposições I e II estão corretas.</p><p>c) Somente a proposição I está correta.</p><p>d) Somente as proposições I, II e III estão corretas.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Os órgãos federais também fazem parte.</p><p>Alternativa B Errada. As universidades privadas também estão sob responsabilidade da União.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Alternativa D Certa. Todas as alternativas estão corretas.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>30. (IF - SP/ PEDAGOGO – 2019)</p><p>Durante o ano de 2018, foram computados no total 11 (onze) dias de feriados nacionais,</p><p>desconsiderando os feriados municipais ou estaduais. Embora a quantidade de feriados implique a</p><p>ausência de atividades escolares, aos alunos do IFSP foram garantidas as horas e os dias previstos na</p><p>Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - (Lei 9.394/1996), pois o calendário escolar foi</p><p>organizado em conformidade com esta lei, que estabelece:</p><p>a) A carga horária mínima anual será de oitocentas e quarenta horas para o ensino fundamental e para</p><p>o ensino médio, distribuídas por um mínimo de duzentos e dez dias de efetivo trabalho escolar, incluído</p><p>o tempo reservado aos exames finais, quando houver.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>b) A carga horária mínima anual será de setecentas horas para o ensino fundamental e para o ensino</p><p>médio, distribuídas por um mínimo de cento e noventa dias de efetivo trabalho escolar, excluído o</p><p>tempo reservado aos exames finais, quando houver.</p><p>c) A carga horária mínima anual será de novecentas horas para o ensino fundamental e para o ensino</p><p>médio, distribuídas por um mínimo de duzentos e dez dias de efetivo trabalho escolar, incluído o tempo</p><p>reservado aos exames finais, quando houver.</p><p>d) A carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o ensino fundamental e para o ensino</p><p>médio, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo</p><p>reservado aos exames finais, quando houver.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada.</p><p>Alternativa B Errada.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Alternativa D Certa. A carga horária é de no mínimo 800 horas divididas em no mínimo 200 dias</p><p>letivos.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>31. (FCM / PREFEITURA DE GUARANI - MG/ SUPERVISOR PEDAGÓGICO – 2019)</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 estabelece, em seu Art. 8º, que a União,</p><p>os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos</p><p>sistemas de ensino.</p><p>Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre a competência do Município nessa</p><p>organização.</p><p>( ) Oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas.</p><p>( ) Compor com o Sistema Federal de Ensino um sistema único de educação básica.</p><p>( ) Autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino.</p><p>( ) Assumir o transporte escolar dos alunos das escolas públicas estaduais e municipais.</p><p>( ) Atender, com prioridade o Ensino Médio, observando-se os percentuais mínimos para a manutenção</p><p>e o desenvolvimento desse nível da educação básica.</p><p>De acordo com as afirmações, a sequência correta é</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>a) (F); (V); (F); (V); (V).</p><p>b) (V); (F); (F): (V); (F).</p><p>c) (F): (V); (V); (F); (V).</p><p>d) (V); (F); (V); (F); (F)</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada.</p><p>Alternativa B Errada.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Alternativa D Certa. A afirmativa II está errada pois não será criado um sistema único. Já a</p><p>afirmativa IV está errada pois cada ente federativo irá assumir a responsabilidade pelo transporte</p><p>escolar do público que ele atende. Por fim, afirmativa V está errada pois a prioridade de</p><p>atendimento é do ensino fundamental.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>32. (FCM / PREFEITURA DE GUARANI - MG/ SUPERVISOR PEDAGÓGICO – 2019)</p><p>Um grupo de jovens e adultos de uma comunidade carente solicitou informações em uma escola pública</p><p>de ensino fundamental sobre o que assegurava a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional para</p><p>aqueles que não tiveram oportunidade de frequentar aulas ou não puderam continuar seus estudos.</p><p>A pedagoga informou-lhes corretamente que poderiam matricular-se naquela escola</p><p>a) aqueles que pudesse pagar uma mensalidade para frequentar as aulas.</p><p>b) somente os maiores de dezoito anos para a conclusão do Ensino Médio.</p><p>c) em turma apropriada, compatível com seus interesses, condições de vida e de trabalho.</p><p>d) na modalidade de educação tecnológica, em cursos estruturados e organizados em etapas com</p><p>terminalidade.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. A oferta da EJA é gratuita.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>Alternativa B Errada. Também são atendidos os maiores de 15 anos que não terminaram o ensino</p><p>fundamental</p><p>Alternativa C Certa.</p><p>Alternativa D Errada. A educação tecnológica se difere da educação para jovens e adultos</p><p>Gabarito: alternativa C</p><p>33. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR - BA/ PROFESSOR – 2019)</p><p>As opções a seguir apresentam as regras comuns de organização do Ensino Básico, de acordo com a Lei</p><p>nº 9.394/96, à exceção de uma. Assinale-a.</p><p>a) A carga horária mínima anual será de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um máximo de 120</p><p>(cento e vinte) dias de efetivo trabalho escolar.</p><p>b) A classificação em qualquer série ou etapa, exceto a 1ª do Ensino Fundamental, pode ser feita por</p><p>meio de promoção, transferência ou avaliação feita pela escola.</p><p>c) O controle de frequência fica a cargo da escola, sendo exigida a frequência mínima de 75% (setenta e</p><p>cinco por cento) do total de horas letivas para aprovação.</p><p>d) O regimento escolar, nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, pode admitir</p><p>formas de progressão parcial, desde que preservada a sequência do currículo, observadas as normas do</p><p>respectivo sistema de ensino.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. A carga horária mínima é de 800 horas distribuídas por no mínimo 200 dias</p><p>letivos.</p><p>Alternativa B Errada. A afirmativa está correta.</p><p>Alternativa C Errada. Afirmativa correta. É necessário 75% de frequência para aprovação.</p><p>Alternativa D Errada. Essa afirmativa também não apresenta erros, é possível admitir progressão</p><p>parcial.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos</p><p>Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>34. (FGV / PREFEITURA DE SALVADOR - BA/ PROFESSOR – 2019)</p><p>Leia o fragmento a seguir. “Segundo a Lei nº 9.394/96, o ensino será ministrado com base em princípios como: a)______________ de</p><p>condições para o acesso e a permanência na escola; b) _____________ de ideias e de concepções pedagógicas; e c)___________ da experiência extraescolar”.</p><p>Assinale a opção cujos itens completam corretamente as lacunas do fragmento acima.</p><p>a) Pluralismo - Garantia - Igualdade</p><p>b) Garantia - Igualdade – Pluralismo</p><p>c) Igualdade - Pluralismo - Valorização</p><p>d) Garantia - Valorização – Igualdade</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada.</p><p>Alternativa B Errada.</p><p>Alternativa C Certa. Ensino será ministrado com base nos princípios de igualdade de acesso e</p><p>permanência; pluralismo de ideias e valorização da experiência extraescolar.</p><p>Alternativa D Errada.</p><p>Gabarito: alternativa C</p><p>35. (COMPERVE / PREFEITURA DE PARNAMIRIM - RN/ PEDAGOGO – 2019)</p><p>Percebe-se, nas últimas décadas, um avanço nas discussões sobre a educação não-formal, em especial</p><p>quando se encontra respaldo na LDB/96 sob o número 9.394, na qual são reconhecidas como ações e</p><p>processos educativos aqueles que se desenvolvem por movimentos sociais e organizações da sociedade</p><p>civil, na qual a educação não-formal prevalece. Analise as afirmações a seguir sobre esse tipo de</p><p>educação.</p><p>I A educação não-formal trata da educação como processos escolarizáveis pedagogicamente</p><p>estruturados.</p><p>II A educação não-formal deve ser vista como um tipo de proposta contrária à formal ou como uma</p><p>alternativa antagônica às práticas no contexto da escola.</p><p>III A educação não-formal é um processo sociopolítico cultural pedagógico de formação para a</p><p>cidadania.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>IV A educação não-formal potencializa saberes e aprendizados gerados ao longo da vida,</p><p>principalmente, em experiências via participação social, cultural e/ou política.</p><p>Dentre as afirmativas, estão corretas:</p><p>a) II e IV.</p><p>b) I e III.</p><p>c) I e II.</p><p>d) III e IV.</p><p>Comentários:</p><p>Item I Errada. A educação não formal não é processo pedagógico e com conteúdo escolarizáveis</p><p>Item II Errada. A afirmativa II coloca a educação não-formal como antagônica a formal, enquanto na</p><p>realidade eles coexistem e se complementam.</p><p>Item III Certa.</p><p>Item IV Certo.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>36. (IF SUL GRANDENSE / TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – 2019)</p><p>Na lei 9.394/96, em seu artigo 62, encontra-se o seguinte regulamento: a) “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de</p><p>licenciatura plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação</p><p>mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 4 (quatro) primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade normal.” b) “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de</p><p>licenciatura plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação</p><p>mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade normal.” c) “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de</p><p>bacharelado, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como</p><p>formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 4 (quatro) primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade normal.” d) “formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de</p><p>bacharelado, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos 5 (cinco) primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio na modalidade normal.”</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada.</p><p>Alternativa B Certa. Questões como essa, que pedem “cópia e cola” da lei, são realmente bem</p><p>difíceis...Mas também são raras em concursos na área da educação. Geralmente, quando cobradas,</p><p>são para cargos bem específicos. De qualquer forma, fica registrada a importância de ler a letra da</p><p>lei.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Alternativa D Errada.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>37. (CS - UFG / PEDAGOGO – 2019)</p><p>A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação comum</p><p>indispensável para o exercício da cidadania e fornecer meios para que ele progrida no trabalho e em</p><p>estudos posteriores. Dentre as etapas da educação básica encontra-se o ensino médio. De acordo com o</p><p>artigo 35, da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, essa etapa do ensino regular tem como finalidade:</p><p>a) o aprimoramento do educando como profissional, incluindo formação ética e o desenvolvimento de</p><p>habilidades técnicas específicas.</p><p>b) a preparação especializada para o trabalho, de modo que o aluno seja capaz de desenvolver com</p><p>especialidade as tarefas da profissão exercida.</p><p>c) a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental,</p><p>possibilitando o prosseguimento dos estudos.</p><p>d) a compreensão dos fundamentos ontológicos de cada disciplina que compõem o currículo</p><p>profissionalizante</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Essa etapa visa aprofundar e consolidar conhecimentos e seu foco não é no</p><p>preparo do profissional.</p><p>Alternativa B Errada. A formação de ensino médio tem caráter generalista.</p><p>Alternativa C Certa. É a fase de aprofundamento dos conteúdos aprendidos no ensino fundamental.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>Alternativa D Errada. Ensino médio regular não possui caráter profissionalizante.</p><p>Gabarito: alternativa C</p><p>38. (CS - UFG / PEDAGOGO – 2019)</p><p>De acordo com a Lei n. 12.796, de 4 de abril de 2013, que altera a Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de</p><p>1996, a educação básica, obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, deverá se organizar da</p><p>seguinte forma:</p><p>a) educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.</p><p>b) educação infantil, pré-escola e ensino fundamental.</p><p>c) pré-escola, ensino médio e ensino profissionalizante.</p><p>d) pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. A LDB não utiliza a nomenclatura educação infantil. Uma bela pegadinha!</p><p>Alternativa B Errada.</p><p>Alternativa C Errada. Ensino profissionalizante não é obrigatório.</p><p>Alternativa D Certa. Lembre-se que na LDB utilizamos pré-escola para nos referirmos ao</p><p>atendimento para crianças entre 4 e 5 anos e creche para crianças de 0 a 3 anos.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>39. (IDECAN / IF-PB / PEDAGOGO – 2019)</p><p>De acordo com a LDB, quando se trata dos níveis e das modalidades de educação e ensino, é incorreto</p><p>afirmar que</p><p>a) a educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância</p><p>regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros</p><p>critérios, ou por forma</p><p>diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem</p><p>assim o recomendar.</p><p>b) a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento</p><p>integral da criança de até 5 (cinco) anos em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social,</p><p>complementando a ação da família e da comunidade.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>29</p><p>c) o ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades</p><p>indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.</p><p>d) a Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá optativamente estudos e</p><p>práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. A afirmativa traz informações corretas.</p><p>Alternativa B Errada. Novamente, as informações estão corretas.</p><p>Alternativa C Errada. Ensino será em língua portuguesa, assegurado o direito ao ensino da língua</p><p>materna em comunidades indígenas.</p><p>Alternativa D Certa. O estudo de educação física, arte, sociologia e filosofia são obrigatórios no</p><p>ensino médio.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>40. (NC-UFPR / ITAIOU BINACIONAL / PEDAGOGO – 2019)</p><p>O art. 3º da Lei nº 9.394/96 (LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) enfatiza que o</p><p>ensino será ministrado com base em princípios. A respeito do assunto, considere os seguintes</p><p>princípios:</p><p>1. Gestão democrática do ensino público, na forma dessa lei e da legislação dos sistemas de ensino.</p><p>2. Valorização da experiência extraescolar.</p><p>3. Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber.</p><p>4. Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.</p><p>5. Consideração com a diversidade étnico-racial.</p><p>São princípios que compõem o artigo 3º da LDB</p><p>a) 3 e 4 apenas.</p><p>b) 1, 2 e 4 apenas.</p><p>c) 1, 2 e 5 apenas.</p><p>d) 1, 2, 3, 4 e 5.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada.</p><p>Alternativa B Errada.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Alternativa D Certa. Todas as alternativas estão corretas.</p><p>Gabarito: alternativa D</p><p>41. (IDCAP / PREFEITURA DE LINHARES - ES / TRADUTOR E INTERPRETE – 2018)</p><p>Assinale a alternativa correta sobre a educação básica, com base na Lei nº 9.394/96:</p><p>a) A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum</p><p>indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em</p><p>estudos posteriores.</p><p>b) A educação básica somente poderá organizar-se em séries anuais, com base na idade, na competência</p><p>e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de</p><p>aprendizagem assim o recomendar.</p><p>c) Será objetivo ocasional das autoridades responsáveis alcançar relação adequada entre o número de</p><p>alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais do estabelecimento.</p><p>d) Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base estadual</p><p>comum, não podendo ser complementada, em cada sistema de ensino ou em cada estabelecimento</p><p>escolar.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. A função da educação básica é formação integral, preparo para exercício da</p><p>cidadania e qualificação para o trabalho.</p><p>Alternativa B Errada. Poderá organizar-se de diferentes formas.</p><p>Alternativa C Errada. Não se trata de objetivo ocasional.</p><p>Alternativa D Errada. A base curricular comum é em nível nacional.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>42. (SELECON / PREFEITURA DE CUIABÁ-MT / PROFESSOR PEDAGOGO – 2018)</p><p>Assinale a alternativa correta sobre a educação básica, com base na Lei nº 9.394/96:</p><p>a) substituição progressiva das instituições públicas de ensino por instituições privadas; acesso e</p><p>permanência na escola com base na meritocracia</p><p>b) pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; valorização do profissional da educação escolar</p><p>c) uniformização de concepções pedagógicas e metodologia de ensino; predominância da valorização</p><p>da experiência extraescolar</p><p>d) divulgação da cultura com predominância da cultura indígena; separação entre a educação escolar, o</p><p>trabalho e as práticas sociais</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Instituições públicas e privadas irão coexistir.</p><p>Alternativa B Certa.</p><p>Alternativa C Errada. Existe pluralismo de ideias e concepções pedagógicas.</p><p>Alternativa D Errada. Não deve existir predominância de “uma cultura” sobre as outras.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>43. (FGV / PREFEITURA DE NITERÓI/ PEDAGOGO – 2018)</p><p>A comunidade escolar de uma unidade de ensino da rede municipal reúne-se, anualmente, em</p><p>assembleia para avaliar o trabalho realizado e organizar as ações e os projetos do ano seguinte. Tal ação</p><p>está de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), em seu artigo</p><p>12, que trata da elaboração do Projeto Político Pedagógico e prevê que os estabelecimentos de ensino:</p><p>a) respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e</p><p>executar sua proposta pedagógica;</p><p>b) terão total autonomia para elaborar e executar seu projeto político-pedagógico;</p><p>c) deverão elaborar e executar sua proposta pedagógica, mas esta deverá ser submetida e aprovada pelo</p><p>órgão dirigente local;</p><p>d) terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica a cada início de ano letivo;</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. É incumbência da escola elaborar sua proposta pedagógica.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>Alternativa B Errada. Terão autonomia desde que observada as normas comuns e do seu sistema</p><p>de ensino.</p><p>Alternativa C Errada. A escola tem autonomia para essa decisão.</p><p>Alternativa D Errada. A lei não determina periodicidade.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>44. (FGV / PREFEITURA DE NITERÓI/ PEDAGOGO – 2018)</p><p>Durante o período de estágio supervisionado de um curso de Pedagogia, o supervisor solicitou que o</p><p>estagiário produzisse um diário de formação, registrando a vivência em sala de aula no campo de</p><p>estágio. Esse registro subsidiaria a discussão nos encontros semanais de supervisão. De acordo com a</p><p>Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), essa metodologia:</p><p>a) é inadequada porque expõe a instituição que é campo de estágio, à medida que registra o que acontece</p><p>no seu interior;</p><p>b) é adequada, pois contribui para a formação do futuro pedagogo à medida que promove a associação</p><p>entre teorias e práticas;</p><p>c) é inadequada, pois a produção de textos não deve ser uma exigência em estágios curriculares;</p><p>d) é inadequada, pois não pode ser utilizada como ferramenta de formação do estudante, já que a carga</p><p>horária obrigatória de estágio se destina a observar, planejar e ministrar aulas;</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Errada. Essa prática é adequada e não expõe a escola.</p><p>Alternativa</p><p>B Certa. Essa prática é adequada e pode contribuir para formação do estagiário.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Alternativa D Errada.</p><p>Gabarito: alternativa B</p><p>45. (PLANEXCON / PREFEITURA DE ITAPIRAPUÃ PAULISTA - SP/ COORDENADOR PEDAGÓGICO –</p><p>2018)</p><p>Conforme preceitua a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da</p><p>educação nacional, em seu Art. 27 os conteúdos curriculares da educação básica observarão as seguintes</p><p>diretrizes:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>33</p><p>I. A difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito</p><p>ao bem comum e à ordem democrática.</p><p>II. Consideração das condições de escolaridade dos alunos em cada estabelecimento.</p><p>III. Orientação para o trabalho.</p><p>IV. Promoção do desporto educacional e apoio à s práticas desportivas não formais.</p><p>Estão corretas as assertivas:</p><p>a) I, II, III e IV.</p><p>b) II, III e IV apenas.</p><p>c) I, II e III apenas.</p><p>d) I e II apenas.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. Todas as afirmativas estão corretas.</p><p>Alternativa B Errada.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Alternativa D Errada.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>46. (CETREDE / PREFEITURA DE QUIXERÁ – CE / PEB - EI – 2018)</p><p>A compreensão da creche e da pré-escola como espaços de direito de todas as crianças,</p><p>independentemente de seu grupo social, teve um avanço considerável a partir de um novo ordenamento</p><p>legal. Com base nessa premissa, analise as afirmações a seguir.</p><p>I. A Constituição Federal de 1988 reconhece a Educação Infantil como dever do Estado e a criança como</p><p>sujeito de direitos.</p><p>II. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 institui a Educação Infantil como primeira</p><p>etapa da Educação Básica.</p><p>III. O Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990 assegura o atendimento às crianças de 0 a 3 anos</p><p>em creches.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>IV. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil de 1998 norteia as orientações</p><p>pedagógicas para as instituições de educação infantil.</p><p>V. A Política Nacional de Educação Infantil determina que a educação infantil deve pautar-se pela</p><p>indissociabilidade entre o assistencialismo e o cuidado.</p><p>Marque a alternativa que indica as afirmativas CORRETAS.</p><p>a) I – II – IV.</p><p>b) III – V.</p><p>c) II – III – IV.</p><p>d) I – II – III – IV.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A Certa. Apenas a afirmativa II está incorreta, pois não se trata de uma prerrogativa do</p><p>ECA.</p><p>Alternativa B Errada.</p><p>Alternativa C Errada.</p><p>Alternativa D Errada.</p><p>Gabarito: alternativa A</p><p>47. (CESPE / FUB / PEDAGOGO – 2018)</p><p>Tendo em vista que a Constituição Federal de 1988 (CF) estatui a gestão democrática do ensino público,</p><p>e que essa modalidade de gestão foi regulamentada pela LDB e, posteriormente, reafirmada, entre</p><p>outros dispositivos, pelo Programa Nacional de Fortalecimento de Conselhos Escolares (Brasil, 2004),</p><p>julgue o item a seguir, relativos aos conselhos escolares, foro por excelência da gestão democrática no</p><p>ensino público.</p><p>Nas reuniões dos conselhos escolares, é apropriado discutir sobre o encaminhamento de sugestões</p><p>referentes a processos avaliativos, a análise de resultados de avaliações nacionais de ensino, a exemplo</p><p>do SAEB, e a exploração de avaliações desenvolvidas internamente na escola, pois tais conselhos foram</p><p>criados para promover a cultura do monitoramento no âmbito dos respectivos estabelecimentos de</p><p>ensino.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>Comentários:</p><p>Afirmativa correta. O Conselho de Escola é responsável por todos os processos decisórios da Unidade</p><p>Escolar, incluindo todo processo avaliativo.</p><p>Gabarito: certo</p><p>48. (QUADRIX/ SEDF / PROFESSOR SUBSTITUTO – 2018)</p><p>A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a</p><p>elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução n.º 1/2012.</p><p>Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir.</p><p>Compete a cada escola determinar as disciplinas que complementarão a parte diversificada do currículo,</p><p>por isso podem escolher em quais anos, ou séries anuais, será ministrado o componente curricular arte.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>Comentários:</p><p>Afirmativa incorreta. O componente curricular arte é parte comum do currículo e, portanto, possui</p><p>caráter obrigatório.</p><p>Gabarito: errado</p><p>49. (QUADRIX/ SEDF / PROFESSOR SUBSTITUTO – 2018)</p><p>A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a</p><p>elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução n.º 1/2012.</p><p>Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir. Os conteúdos de história e cultura afro‐brasileira e indígena são obrigatórios apenas nos componentes</p><p>curriculares artes, literatura e história.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>Comentários:</p><p>Afirmativa incorreta. O componente curricular arte é parte comum do currículo e, portanto, possui</p><p>caráter obrigatório.</p><p>Gabarito: errado</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>50. (CESPE/ SEDUC - AL / PROFESSOR – 2018)</p><p>Tendo como referência a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e as Diretrizes Curriculares</p><p>Nacionais (DCN), julgue o item subsequente, a respeito do ensino médio. A duração mínima do ensino</p><p>médio é de três anos.</p><p>( ) CERTO</p><p>( ) ERRADO</p><p>Comentários:</p><p>Afirmativa Correta. A duração mínima do ensino médio é de 3 anos.</p><p>Gabarito: certo</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>GABARITO</p><p>45. B</p><p>46. A</p><p>47. A</p><p>48. D</p><p>49. D</p><p>50. B</p><p>51. C</p><p>52. B</p><p>53. B</p><p>54. D</p><p>55. A</p><p>56. A</p><p>57. B</p><p>58. D</p><p>59. B</p><p>60. D</p><p>61. D</p><p>62. A</p><p>63. B</p><p>64. D</p><p>65. A</p><p>66. A</p><p>67. C</p><p>68. C</p><p>69. B</p><p>70. B</p><p>71. D</p><p>72. B</p><p>73. D</p><p>74. D</p><p>75. D</p><p>76. C</p><p>77. A</p><p>78. C</p><p>79. D</p><p>80. B</p><p>81. C</p><p>82. D</p><p>83. D</p><p>84. D</p><p>85. A</p><p>86. B</p><p>87. A</p><p>88. B</p><p>89. A</p><p>90. A</p><p>91. CERTO</p><p>92. ERRADO</p><p>93. ERRADO</p><p>94. CERTO</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>O que deve conter em um PPP pode sofrer alterações de um sistema de ensino para outro.</p><p>Portanto, na hora de estudar para sua prova, observe nos documentos oficiais do estado</p><p>ou município o que eles delimitam como fundamental!</p><p>O PPP é também um documento vivo; ou seja, ele é construído no início do ano letivo, com toda</p><p>equipe escolar, e não deve se manter estático: deve ser revisto, e as ações nele programadas podem – e</p><p>devem! – ser reavaliadas e modificadas sempre que se fizer necessário.</p><p>Nunca esqueça: o PPP é uma ferramenta de planejamento e avaliação para todos os membros</p><p>da escola!</p><p>3.1 PLANOS DE AÇÃO</p><p>Planos de ação são incorporados ao PPP e servem para traçar um rumo ainda mais específico e</p><p>certeiro de pontos a serem melhorados na escola. Geralmente, a construção dos planos de ação parte da</p><p>análise dos resultados das avaliações externas e internas, que proporcionam um mapeamento das</p><p>aprendizagens e das dificuldades dos alunos.</p><p>A partir desse mapeamento, levantam-se as propostas para sanar as dificuldades. Essas propostas são</p><p>o que chamamos de plano de ação.</p><p>Vamos para um exemplo prático?</p><p>Você acaba de ser aprovado em um concurso para Coordenador Pedagógico</p><p>Chegando na escola em que irá atuar, primeiro passo será fazer esse mapeamento: buscar todos</p><p>os registros de desempenhos dos alunos, analisar os resultados das avaliações internas e</p><p>externas, na tentativa de descobrir quais são as dificuldades da escola.</p><p>Após o levantamento, você descobre que 80% das crianças do quinto ano tiraram notas</p><p>satisfatórias nas avaliações de Matemática. Porém, entre esses mesmos alunos, apenas 60%</p><p>atingem notas satisfatórias em Língua Portuguesa, sendo que 20% sequer estão plenamente</p><p>alfabetizados.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>A partir disso, como deve ser o Plano de Ação dessa escola? Quais ações devemos privilegiar em</p><p>nosso PPP? Nossos planejamentos (da aula, de ensino, da escola...) devem ser voltados à quê?</p><p>Simples. Nesse caso, o foco é Língua Portuguesa! Não fará nenhum sentido investir em projetos</p><p>de Matemática ou de Ciências, por exemplo. Se a grande defasagem é na alfabetização e na</p><p>leitura e escrita, precisamos pensar em um planejamento que englobe e privilegie essas</p><p>atividades</p><p>Um bom plano de ação precisa ter algumas características e abordar alguns pontos. Por exemplo, é</p><p>importante que nele contenha:</p><p>• Como foi feito esse diagnóstico / mapeamento</p><p>• Quais dados foram obtidos</p><p>• Ação que será executada para melhora desse diagnóstico</p><p>• Replanejamento de atividades</p><p>• Delegar responsabilidades aos segmentos escolares diversos (gestão, docentes, alunos, família)</p><p>• Prazo para execução de cada uma das etapas</p><p>O PPP reúne as ações concretas a serem executadas num período de tempo (em geral, um ano</p><p>letivo). Ele deve levar em conta que a escola é espaço para formação de cidadãos críticos e</p><p>participativos, privilegiar uma construção democrática e coletiva de escola e definir e organizar</p><p>cada uma das atividades pedagógicas necessárias para o aprendizado das crianças e</p><p>adolescentes.</p><p>Esse tema é extremamente relevante para qualquer concurso na área pedagógica. PPP aparece como</p><p>tema de avaliações nas mais diversas bancas e nos mais diversos cargos. Portanto, toda atenção é</p><p>importante.</p><p>Para treinarmos o entendimento dessas questões, vou propor um modelo um pouco diferente:</p><p>colocarei como exercício uma questão dissertativa cobrada pela Vunesp que envolve o tema.</p><p>Vamos para o desafio?</p><p>(VUNESP-2015 - Prefeitura de São Paulo- SP – Diretor de Escola)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>Considere a seguinte situação-problema:</p><p>Um educador que, recentemente, assumiu o cargo de diretor, constatou que a escola de ensino fundamental</p><p>para onde foi designado localizava-se numa região próxima a uma grande represa, e os 1 500 alunos</p><p>matriculados na escola eram, predominantemente, provenientes de famílias instaladas em áreas de</p><p>preservação ambiental que foram invadidas.</p><p>Nessa escola, o corpo docente mostrava muita rotatividade, sendo composto por 15% de docentes que</p><p>trabalhavam na escola há cerca de dez anos, 50% há três anos, e 35% dos docentes acabaram de ingressar.</p><p>O corpo operacional e administrativo, por sua vez, possuía outro perfil: 85% residiam na região e trabalhavam</p><p>na escola há mais de dez anos e 15% há, pelo menos, cinco anos.</p><p>Considerando a reflexão colocada por Vitor Paro a respeito dos papéis de gerente, administrador e diretor</p><p>de escola, e considerando, também, que o conteúdo da Portaria SME no 5.930/13, datada de 14.10.2013,</p><p>regulamentou o Decreto no 54.452, de 10.10.13, que instituiu o Programa de Reorganização Curricular e</p><p>Administrativa, Ampliação e Fortalecimento da Rede Municipal de Ensino de São Paulo – “Mais Educação</p><p>São Paulo”, menciona cinco eixos de ações para que as finalidades do Programa sejam alcançadas e que um</p><p>desses eixos se refere à Gestão, responda:</p><p>a) Qual é o papel do projeto político-pedagógico de uma escola?</p><p>b) Na situação descrita, de quem é a incumbência e responsabilidade pela elaboração do projeto político-</p><p>pedagógico da escola?</p><p>Comentários:</p><p>Em primeiro lugar, atenção!</p><p>Adoro utilizar essa questão como exemplo, pois ela ilustra perfeitamente a cara da Vunesp em questões</p><p>dissertativas na nossa área!</p><p>Vejam que esse enunciado gigante, na verdade, é praticamente desnecessário. Claro que você até pode</p><p>utilizar informações tragas ali para deixar sua resposta mais completa, mais “bonitinha”, mas você não</p><p>precisa de nenhuma dessas informações para responder as questões propostas. É extremamente simples.</p><p>(a) O papel do PPP é delimitar os rumos que serão tomadas pela escola; definir às ações a serem</p><p>desenvolvidas. É um documento que serve para planejar, avaliar e re-planejar as situações didáticas.</p><p>(b) Quem participa da elaboração do PPP? TODOS! Todos, sem exceção! Diretor de escola, coordenador</p><p>pedagógico, todos os professores da escola, todos os funcionários que trabalhem com pedagógico, todos os</p><p>funcionários que trabalhem com a parte administrativa, o pessoal da limpeza, da cozinha, da secretaria. Além</p><p>disso, participam os pais e responsáveis pelos alunos e, em especial com as crianças maiores, os próprios</p><p>alunos. A comunidade do entorno, mesmo que não usuária direta da escola, também participa na construção</p><p>do PPP.</p><p>Ou seja, uma pergunta complexa, com enunciado extenso e repleto de informações, mas que exige</p><p>uma resposta extremamente simples e objetiva! Aquele tipo de questão feita para desestabilizar o candidato</p><p>mal preparado para a prova: traz várias nomenclaturas que, se você não domina, bate desespero e deixa a</p><p>resposta em branco.</p><p>Portanto, amigo, atenção redobrada nas dissertativas e controle emocional, SEMPRE!</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>4. PLANEJAMENTO CURRICULAR</p><p>Como vimos, a base estruturante da nossa aula é a ideia de planejamento defendida por Libâneo. Porém,</p><p>aqui, precisamos fazer um adendo importantíssimo:</p><p>Libâneo nunca falou em Planejamento Curricular. Ele delimita como essenciais o plano da</p><p>escola; plano de ensino e plano de aula.</p><p>Porém, alguns outros autores importantes e também cobrados – embora em menor medida – em</p><p>concursos, utilizam esse termo e definem o que seria planejamento curricular.</p><p>Assim, nesse tópico, iremos nos debruçar sobre esse ponto específico, através do olhar de vários outros</p><p>autores.</p><p>Vamos pensar sobre algumas definições de planejamento curricular:</p><p>"[...] processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É previsão sistemática e ordenada</p><p>de toda a vida escolar do aluno. Portanto, essa modalidade de planejar constitui um instrumento que orienta</p><p>a ação educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta geral das experiências de aprendizagem</p><p>que a escola deve oferecer ao estudante, através dos diversos componentes curriculares." (VASCONCELLOS,</p><p>1995, p. 56).</p><p>“[...] é uma tarefa multidisciplinar que tem por objetivo a organização de um sistema de relações lógicas e</p><p>psicológicas dentro de um ou vários campos de conhecimento, de tal modo que se favoreça ao máximo o</p><p>processo ensino-aprendizagem. É, dessa forma, a previsão de todas as atividades que o educando realiza sob</p><p>a orientação da escola para atingir os fins da educação” Luckesi (2006, p.112).</p><p>Portanto, devemos entender o planejamento curricular como uma forma de antever, de planejar,</p><p>sistematicamente o que será ensinado. Alguns documentos oficiais nas esferas federal, estadual e municipal</p><p>já fazem um planejamento do currículo.</p><p>Segundo Coll (2004), definir o currículo é uma das tarefas mais complexas da prática educativa. Sem dúvidas,</p><p>fazer escolhas sobre o que ensinar e quais são as prioridades é uma tarefa exaustiva e de grande</p><p>responsabilidade. É necessário ter muita clareza quanto aos objetivos da escola e quanto ao ideal de homem</p><p>que pretendemos formar.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>Pronto para resolver uma questão sobre o tema?</p><p>(FGV – 2018 – AL – Analista Legislativo: Pedagogia)</p><p>Na Escola Andorinha os professores do Ensino Fundamental estão reunidos nos seguintes</p><p>grupos para o planejamento curricular do novo ano letivo:</p><p>1- Professores de Língua Portuguesa, de Língua Inglesa, de Educação Física e de Artes.</p><p>2- Professores de Matemática.</p><p>3- Professores de Ciências da Natureza.</p><p>4- Professores de Geografia e de História</p><p>Sobre essa proposta, é correto afirmar que ela</p><p>(A) pretende a organização de um currículo escolar fragmentado por disciplinas.</p><p>(B) impede a proposição de um trabalho interdisciplinar.</p><p>(C) busca favorecer a reflexão sobre o currículo organizado a partir dos componentes</p><p>curriculares.</p><p>(D) busca favorecer a reflexão sobre o currículo organizado por áreas de conhecimento.</p><p>(E) contraria a proposição do MEC sobre a organização curricular para o Ensino</p><p>Fundamental</p><p>Comentários: Enquanto o Plano de Escola e o PPP são de construção conjunta com todos os</p><p>envolvidos na escola, sem exceção, o planejamento curricular está mais centralizado nos</p><p>professores e suas áreas de atuação.</p><p>Na proposta relatada pela questão, os professores estão agrupados por área de conhecimento,</p><p>conforme determina o MEC (o que já nos aponta que a alternativa (e) está errada), e não por</p><p>disciplina. Assim, podemos constatar rapidamente que as alternativas (a); (b); (c) também estão</p><p>erradas.</p><p>Alternativa correta: (d) O planejamento curricular pode ser construído através da reflexão dos</p><p>professores que trabalhem na mesma área do conhecimento (linguagem; matemática; ciências</p><p>sociais e ciências da natureza)</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>5. PLANO DE ENSINO</p><p>Já conseguimos pensar um pouco e levantar reflexões sobre o PPP e o plano da escola. Agora,</p><p>aprofundaremos um pouco mais sobre outro tipo de planejamento, o de ensino. Também partindo da</p><p>perspectiva do Libâneo, que traz o plano de ensino como um roteiro do que será ensino dentro do ano letivo.</p><p>Também pode ser chamado de plano de curso e, em alguns livros didáticos, aparece com unidades didáticas.</p><p>Atente-se para o fato que, alguns autores, delimitam o plano de ensino como um desdobramento,</p><p>como a especificação do planejamento curricular.</p><p>Em geral, um plano de ensino bem estruturado é composto por: justificativa da disciplina em relação</p><p>aos objetivos da escola; objetivos gerais; objetivos específicos; conteúdos; cronograma e metodologia.</p><p>5.1 Justificativa da disciplina</p><p>Damos início ao planejamento buscando responder qual a relevância daquela matéria que</p><p>pretendemos ensinar para o desenvolvimento dos alunos. Ou seja, inicia de uma reflexão sobre para que</p><p>“serve” aquele conteúdo.</p><p>Libâneo coloca como sugestão trazer nesse tópico as funções sociais e pedagógicas da matéria e como</p><p>ela auxiliará os alunos a atingirem os objetivos da escola (aqueles, mais amplos, definidos no nosso PPP).</p><p>Depois, descreve os conteúdos básicos da disciplina e metodologia que será utilizada.</p><p>O Plano de Ensino deve responder três perguntas básicas: “o quê”, ” para quem” e “como”</p><p>irei ensinar.</p><p>5.2 Delimitação dos Conteúdos</p><p>Para garantir a aprendizagem e delimitar nossos objetivos específicos, precisamos decidir quais</p><p>conteúdos iremos ministrar por unidades didáticas, com a divisão temática de cada uma.</p><p>Ainda de acordo com Libâneo, Unidades Didáticas são um conjunto de temas que têm relação entre</p><p>si e formam o plano de ensino para uma série/ano; e possui um tema central que vai sendo aprofundado,</p><p>trabalhando em tópicos. Também é importante que os tópicos tenham relevância para os alunos.</p><p>Não podemos perder de vista que, quando falamos de conteúdos, não estamos falando só do</p><p>conhecimento em si, mas também de um conjunto de habilidades, capacidades, atitudes e competências.</p><p>Ok. Entendemos o que é a delimitação de conteúdos na teoria. Mas, e na prática? Como organizar as</p><p>unidades didáticas? Libâneo nos traz um roteiro a ser seguido para colocar em prática essa seleção:</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>• Temos que ter em mente, sempre, nossa concepção de escola e o ideal de homem que queremos</p><p>formar.</p><p>• Consultar o programa oficial da matéria, recomendado pelo estado ou município, o livro didático</p><p>escolhido pela instituição e outros materiais de consulta.</p><p>• Vamos organizando esses conteúdos em unidades didáticas, assim como fazem os livros didáticos.</p><p>Partimos de uma ideia central e vamos aprofundando nos temas e conteúdos.</p><p>• Verificar pontos importantes, como se o conteúdo é suficiente para garantir a aprendizagem das</p><p>crianças, se o tempo previsto é suficiente, se cada um dos tópicos pode ser transformado em tarefas</p><p>e em desenvolvimentos de habilidades, visando alcançar determinados objetivos.</p><p>Quanto mais cuidadoso for a delimitação, mais facilmente o professor conseguirá utilizar o documento</p><p>como guia de trabalho.</p><p>5.3 Objetivos Específicos</p><p>Os objetivos específicos são os resultados que se pretendem obter do processo de transmissão-assimilação</p><p>ativa de conhecimentos, conceitos e habilidades. Partimos deles para promover a aprendizagem dos alunos.</p><p>Exemplos de objetivos específicos:</p><p>• Aplicar fórmulas em exercícios;</p><p>• Observar,</p><p>coletar e organizar informações;</p><p>• Usar materiais e instrumentos;</p><p>• Formular hipóteses;</p><p>• Etc.</p><p>Na redação de objetivos, sejam eles gerais ou específicos, constantes em qualquer modalidade</p><p>de planejamento, utiliza-se sempre verbos no infinitivo! Exemplos: desenvolver, aprimorar,</p><p>utilizar, refletir, aprofundar, raciocinar, aplicar, formular, escrever, redigir, escutar....</p><p>Em provas dissertativas é bem usual a questão pedir que o candidato elabora um projeto ou um</p><p>plano de aula. Não se esqueça: na hora de escrever objetivos, verbos no infinitivo.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>5.4 Introdução e Preparação do Conteúdo</p><p>De acordo com Libâneo, são atividades propostas que buscam oferecer uma reação favorável dos</p><p>alunos ao conteúdo. Em geral, é realizada uma apresentação global do tema, a fim de aproximá-lo dos</p><p>alunos, que devem sempre ser informados dos objetivos que o professor tem ao ensinar aquele conteúdo</p><p>5.5 – Desenvolvimento do Conteúdo</p><p>É a sistematização do estudo, a concretização do ato pedagógico/o processo de ensino –</p><p>aprendizagem. Pode envolver atividades como: estudo do meio, resolução de exercícios, trabalho em grupo,</p><p>aula expositiva, etc.</p><p>5.6 - Aplicação</p><p>Fase de consolidação. Revisa cada tópico e as atividades são uma espécie de “reforço”: resumos,</p><p>exercícios de fixação, elaboração de quadro-síntese e mapas mentais, debates, etc. Serve também para</p><p>preparar o aluno para a próxima unidade didática.</p><p>Durante todo desenrolar dessa aula, estamos partido do estabelecido por Libâneo que, como</p><p>vocês puderam comprovar, é consideravelmente cobrado em concursos. Porém, vamos analisar</p><p>as definições de plano de ensino de acordo com alguns outros autores:</p><p>Planejamento de ensino é:</p><p>"[...] processo de decisão sobre a atuação concreta dos professores no cotidiano de seu trabalho</p><p>pedagógico, envolvendo as ações e situações em constante interações entre professor e alunos e</p><p>entre os próprios alunos." (PADILHA, 2001, p. 33).</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>5.7 – Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e Base Nacional</p><p>Curricular Comum (BNCC)</p><p>Teremos oportunamente aulas específicas para aprofundamento sobre esses pontos, porém, nesse</p><p>momento é importante fazer um adendo.</p><p>Sempre falamos da importante autonomia das escolas e dos professores durante a elaboração de</p><p>seus planejamentos, porém não podemos esquecer que essa autonomia não é total; ela é direcionada.</p><p>Existe toda uma documentação que estabelece alguns caminhos a serem percorridos, que estabelece</p><p>parâmetros mínimos do que deve ser ensino. A parte do poder da escola está em fazer opções e priorizar</p><p>conteúdos que estão além desse mínimo previsto na legislação.</p><p>Dessa forma, todo planejamento (de ensino, de aula, de projetos...) deve refletir os documentos</p><p>oficiais, englobar esse mínimo pré-estabelecido e ainda abarcar conteúdos diversificados, que considerem a</p><p>realidade de cada escola.</p><p>Vamos resolver uma questão a título de fixação?</p><p>(IESES -2017- Prefeitura de palhoça – SC –Professor de Educação Infantil)</p><p>Por planejamento de ensino compreende-se:</p><p>a) Processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar.</p><p>b) É o planejamento de maior abrangência, de nível nacional, estadual ou municipal. Incorpora e reflete as</p><p>grandes políticas educacionais.</p><p>c) Processo de decisão sobre a atuação concreta dos professores no cotidiano de seu trabalho pedagógico,</p><p>envolvendo as ações e situações em constantes interações entre professores e alunos e entre os próprios</p><p>alunos</p><p>d) Atividade que envolve o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento,</p><p>caracterização e a proposta pedagógica da Instituição.</p><p>Comentários:</p><p>Alternativa A: Errado A alternativa (a) está trazendo a exata definição do planejamento curricular. Portanto,</p><p>a questão está errada.</p><p>Alternativa B: Errado. está traduzindo o papel dos documentos oficiais, como a BNCC e os PCNs. Portanto,</p><p>também está errada.</p><p>Alternativa C: Certa. O plano de ensino deve ilustrar a atuação dos professores durante o processo de ensino.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>Alternativa D: Errada A alternativa (d) traz características específicas do PPP, como caracterização,</p><p>organização e funcionamento da instituição. Novamente, alternativa errada.</p><p>Alternativa correta: (c)</p><p>6. PLANO DE AULA</p><p>Já conversamos sobre o PPP, o plano da escola, plano curricular e plano de ensino.</p><p>Agora, chegou momento de aprofundarmos a reflexão sobre o plano de aula.</p><p>O planejamento de aula é de fundamental para que se atinja êxito no processo de</p><p>ensino-aprendizagem. A sua ausência pode ter como consequência, aulas monótonas e</p><p>desorganizadas, desencadeando o desinteresse dos alunos pelo conteúdo e tornando as</p><p>aulas desestimulantes.</p><p>Novamente, paremos um instante para uma reflexão: por mais que exista uma certa</p><p>imprevisibilidade no ato educativo, não podemos transformar o momento da aula em pura</p><p>improvisação. O planejamento sempre tem que existir, mas ele aparece com o caráter</p><p>de flexibilidade, que possibilite mudanças e reajustes no meio do caminho.</p><p>Para Libâneo (sim! Ele novamente!) a aula é a forma predominante de organização do</p><p>processo de ensino, e é na aula que organizamos e/ou criamos as práticas docentes. Ou seja, é</p><p>durante esse momento que criamos condições que favoreçam o aprendizado dos alunos.</p><p>O Plano de aula é um detalhamento minucioso do plano de ensino, onde os tópicos e</p><p>conteúdos que privilegiamos são transformados em uma situação real.</p><p>Durante a produção de um plano de aula, existem alguns critérios que devemos levar em conta:</p><p>• Aula é um período de tempo variável. Nem sempre damos conta do conteúdo em uma única</p><p>aula de 50 minutos;</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>• Processo de ensino-aprendizagem (e, portanto, também a aula), acontece em uma</p><p>sequência de fases. Apresenta-se os objetivos e conteúdos, desenvolve a matéria,</p><p>consolidação através de exercícios, aplicação e avaliação. Portanto, quando falamos em</p><p>Plano de Aula não estamos falando de planejar um CONJUNTO DE AULAS sobre um</p><p>mesmo conteúdo;</p><p>• Precisa levar em consideração o que os alunos já sabem (conhecimentos prévios);</p><p>• O desenvolvimento metodológico será desdobrado nos itens: preparo e apresentação dos</p><p>objetivos, introdução do assunto, desenvolvimento e estudo ativo do assunto,</p><p>sistematização e aplicação, tarefas de casa. Em cada um desses itens são indicados</p><p>métodos, procedimentos e materiais didáticos;</p><p>• Para cada um desses itens, precisamos prever formas de verificação do rendimento dos</p><p>alunos. A avaliação deve ser realizada no início, durante o no final de uma unidade didática;</p><p>• Não existe um tempo pré-definido para cada uma dessas etapas. Pode ser que demore mais</p><p>nas aulas expositivas em uma unidade didática e mais em exercícios de fixação em outra;</p><p>• Quando</p><p>falamos em desenvolvimento metodológico, podemos pensar em várias estratégias</p><p>para trabalhar um conteúdo: aulas expositivas, discussões e trabalhos em grupos, estudo</p><p>dirigido individual, aula prática, estudo do meio, aula de exercícios, aula de recapitulação,</p><p>avaliação.</p><p>Bom, quando vamos planejar uma aula, também precisamos pensar em alguns elementos,</p><p>para que o plano de aula possa ser exequível. Esses elementos são:</p><p>• Ter clareza e objetividade do que deseja com a aula;</p><p>• Atualizar o plano periodicamente;</p><p>• Conhecer os recursos disponíveis da escola;</p><p>• Articular entre a teoria e a prática;</p><p>• Utilizar metodologias diversificadas, inovadoras e que auxiliem no processo de ensino-</p><p>aprendizagem;</p><p>• Sistematizar as atividades com o tempo;</p><p>• Elaborar de aulas de acordo com a realidade sociocultural dos estudantes.</p><p>Antes de continuarmos, vamos resolver uma questão a título de fixação?</p><p>(Consulpam – 2019 –Prefeitura de Viana- ES - Pedagogo)</p><p>Segundo Libâneo (1993), o plano de aula é um instrumento que sistematiza todos os conhecimentos,</p><p>atividades e procedimentos que se pretende realizar em uma determinada aula, visando alcançar os</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>objetivos propostos. Sobre o plano de aula e as etapas que o constituem, analise as assertivas e marque a</p><p>CORRETA.</p><p>I – Justificativa: O motivo pelo qual irá se trabalhar determinado assunto.</p><p>II – Metodologia: A forma como irá ser trabalhado o assunto.</p><p>III – Objetivos Específicos: O que os alunos irão alcançar com esse assunto.</p><p>IV – Etapas previstas: Previsão do tempo, onde o professor poderá organizar tudo o que irá trabalhar em</p><p>pequenas etapas.</p><p>V – Avaliação: Todo o material que o professor irá utilizar para fazer a avaliação.</p><p>a) Somente I, II e IV estão corretas.</p><p>b) Somente II e IV estão corretas.</p><p>c) Somente, II, III e V estão corretas.</p><p>d) Somente I, III e IV estão corretas.</p><p>Comentários: Vamos retomar qual a sequência do Plano de Aula? Primeiro, apresenta-se os objetivos (o que</p><p>você pretende alcançar). Depois pensamos na metodologia, que inclui de qual forma iremos organizar as</p><p>aulas. Por último, precisa organizar o procedimento de avaliação.</p><p>Justificativa e Etapas Previstas fazem parte de outras formas de planejamento, como projeto didático por</p><p>exemplo, mas não do Plano de Aula.</p><p>Alternativa Correta: (c) Objetivos Específicos, Metodologia e Avaliação.</p><p>Lembre-se: o Plano de Aula funciona no movimento ação – reflexão – ação.</p><p>Ou seja, o professor deve planejar, refletir sobre o que planejou e, se necessário, (re) planejar</p><p>Além da avaliação da aprendizagem dos alunos, o professor deverá sempre avaliar a própria aula.</p><p>Quando vamos avaliar a aula, devemos levar em consideração: os conteúdos foram adequados? E o tempo</p><p>programado? A metodologia foi bem escolhida? Foram feitas avaliações periódicas? Os alunos aprenderam</p><p>Levantamos como é o processo de construção de um plano de aula e o que precisamos levar em</p><p>consideração na hora de elaborá-lo. Percebemos que as escolhas metodológicas realizadas pelo professor</p><p>são extremamente importantes. Em seguida, vamos aprofundar um pouco mais nossos conhecimentos,</p><p>pensando em algumas metodologias que podem ser utilizadas para garantir a aprendizagem</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>6.1 Aula Expositiva</p><p>Aula expositiva é a mais antiga forma de aula. Trata da exposição, pelo professor, dos conteúdos,</p><p>conceitos, habilidades, tarefas, etc. através da fala, ilustração, exemplificação, demonstração, etc. Professor</p><p>é transmissor do conteúdo e o aluno o receptor.</p><p>Muitas vezes essa escolha metodológica é taxada como método tradicional e que deve ser abolido</p><p>da sala de aula. Porém, não podemos menosprezar sua importância. Afinal de contas, aqui estamos falando</p><p>uso dessa metodologia, por exemplo. Eu, no papel de professora, estou transmitindo o conteúdo para você,</p><p>aluno. Da mesma forma, quando participamos de palestras e alguns congressos, essa metodologia também</p><p>é usual. A escolha metodológica não é, sozinha, o que determinará se uma aula é tradicional ou não. A forma</p><p>como você estabelece a relação com os alunos, sim, demonstrará o que você entende por educação.</p><p>Porém, a desvantagem do método, é que a aula pode ficar monótona, cansativa, quando o professor</p><p>fala muito e o aluno permanece em posição de passividade.</p><p>6.2 Trabalho Independente</p><p>Partindo do pressuposto que os alunos já tenham alguns conhecimentos, o professor pode</p><p>determinar tarefas que os alunos possam executar sozinhas, sem necessidade de orientação direta do</p><p>professor. É uma metodologia que favoreça a autonomia.</p><p>Alguns exemplos são o trabalho individual de estudo com textos ou gráficos e a leitura, estudo dirigido</p><p>sobre um tema: a partir de roteiro de estudos elaborado pelo professor, etc.</p><p>6.3 – Método de Elaboração Conjunta</p><p>Partindo de um tema previamente selecionado e que os alunos já possuam alguns conhecimentos,</p><p>organizar conservações (aulas dialogadas). Os alunos devem ler as perguntas, discutir sobre o tema e</p><p>responder em conjunto. As perguntas devem ser possíveis de serem respondidas, mas favorecendo o</p><p>pensamento crítico e o diálogo entre os alunos.</p><p>6.4 – Método do Trabalho em Grupo</p><p>Distribuem-se temas de estudo, que podem ser iguais ou diferentes, para grupos que são escolhidos</p><p>preferencialmente pelo professor, que possuem níveis diferentes de rendimento.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>O objetivo dessa metodologia é a capacidade de cooperação, verbalização e expressão de pontos de</p><p>vista.</p><p>Exemplos são seminários, apresentações, escrita coletiva, avaliação em grupo, etc.</p><p>6.5 - Atividades Especiais</p><p>Visitas a museus, indústrias, estações de tratamento (estudo do meio), elaboração de feira de</p><p>ciências, jornal escolar, apresentações artísticas, etc.</p><p>6.6 – Aulas Práticas</p><p>Atividades em que os alunos têm a possibilidade de colocar em prática o conteúdo que foi aprendido</p><p>na teoria. Através de atividades que simulam situações reais, os alunos devem produzir, encontrar</p><p>resultados. Alguns exemplos são: atividades nos laboratórios nas aulas de Ciência e Matemática, produção</p><p>de jornais, blogs, quadrinhos e livros nas aulas de Língua Portuguesa, entre outras.</p><p>6.7 – Aulas de Exercícios</p><p>Assim como as aulas práticas, os exercícios teóricos são um momento de oportunidade de colocar</p><p>em prática o que foi aprendido em outros momentos da aula. Acaba servindo também como uma auto</p><p>avaliação: se o aluno não consegue realizar os exercícios, é a hora de retomar o conteúdo.</p><p>6.8 – Aula de Recapitulação</p><p>Durante todos esses momentos que citamos acima, o professor deve permanecer atento para as</p><p>dificuldades que vão surgindo durante o desenvolvimento do trabalho realizado pelos alunos. É fundamental</p><p>que, percebendo os pontos que ainda não estão claros, o professor retome essas informações e recapitule</p><p>o conteúdo. Essa aula pode ser expositiva ou não. Algumas vezes, uma atividade dirigida realizada em</p><p>grupos, pode sanar as dúvidas, se a divisão dos grupos de trabalho for bem elaborada</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser</p><p>Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>6.9 Atividades de Avaliação</p><p>Avaliação é um tema bem amplo e complexo, e teremos a oportunidade de pensar detalhadamente</p><p>sobre isso no decorrer do nosso curso. Porém, aqui vamos pensar um pouco sobre como a avaliação acontece</p><p>dentro de um plano de aula.</p><p>O professor deve prever avaliação em três momentos distintos:</p><p>• No início: Fazendo o levantamento prévio do conhecimento dos alunos, buscando saber o que eles já</p><p>sabem ou não sobre o tema;</p><p>• No decorrer: Enquanto os alunos vão realizando os momentos de atividade, o professor deve ir</p><p>percebendo as principais dificuldades para retomar os conteúdos quando necessário;</p><p>No final: O professor cria um instrumento para avaliar aprendizado dos alunos e a assimilação dos</p><p>conteúdos. Pode ser um instrumento formal, como uma prova, ou a avaliação pode ser realizada</p><p>informalmente</p><p>Ainda temos duas importantíssimas formas de planejar aula que precisamos estudar! Mas, antes disso,</p><p>vamos fazer um exercício de fixação?</p><p>(FUNDEP – 2014 – IF / SP - Pedagogo).</p><p>Quanto às técnicas de ensino, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>(a) Uma das limitações da aula expositiva é a ênfase na comunicação verbal, o professor tende a falar</p><p>por mais tempo, ocasionando comodismo ou passividade dos alunos.</p><p>(b) O estudo de texto envolve o desenvolvimento das habilidades de compreensão, análise, síntese,</p><p>julgamento, inferência, dentre outras, e uma produção própria do aluno.</p><p>(c) Na técnica de estudo dirigido, os alunos fazem em aula, ou fora dela, um trabalho orientado pelo</p><p>professor através de um roteiro de estudo, para que explorem o material escrito de maneira efetiva.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>(d) O seminário é uma técnica de ensino individualizada, na qual os alunos têm um ou mais temas para</p><p>estudar e investigar sem a direção do professor.</p><p>Comentários:</p><p>Atenção! O texto pergunta qual é a questão incorreta. Fiquem atentos! Podemos errar uma questão fácil por</p><p>não perceber que se trata de uma negativa!</p><p>Vamos lá? A alternativa (a) relata o ponto fraco de uma aula expositiva com exatidão. Portanto, não é nossa</p><p>opção.</p><p>A questão (b) traz os benefícios do estudo individual e a questão (c) detalha o que é o estudo dirigido.</p><p>Alternativa correta: (d). A questão traz seminário como uma modalidade de ensino individualizada e, na</p><p>realidade, é uma metodologia de trabalho em grupo.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>7- SEQUÊNCIA DIDÁTICA</p><p>Sequência Didática é um conjunto de atividades que envolvem o mesmo conteúdo. Elas devem ser</p><p>organizadas aumentando o grau de dificuldade. Ela é elaborada partindo dos conhecimentos prévios dos</p><p>alunos e permite interação frequente entre estudantes.</p><p>Na elaboração de uma sequência didática devemos pensar:</p><p>• Nos objetivos: o que pretende com aquelas atividades;</p><p>• Organização: organizar o cronograma de atividades e o tempo que será dispendido em cada uma</p><p>delas é fundamental para êxito da sequência.</p><p>A sequência didática costuma ser a modalidade mais frequente de organização no planejamento</p><p>docente. Pode ser empregada para vários conteúdos no decorrer do ano e possui flexibilidade para</p><p>reorganizar número de atividades e o tempo dedicado a cada uma delas, de acordo com a resposta da turma.</p><p>Vamos para mais um exercício de fixação?</p><p>((CESPE – 2014 – SEE/AL - Professor</p><p>No que se refere à sequência didática, julgue os itens subsecutivos: A sequência didática envolve uma forma</p><p>de organização da atividade de sala de aula que se aplica a diferentes conteúdos.</p><p>[certo] [errado]</p><p>Comentários:</p><p>A sequência didática pode ser utilizada em qualquer disciplina, para ensinar qualquer conteúdo. Portanto, a</p><p>resposta é [certo].</p><p>8 – PROJETO DIDÁTICO</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>Projeto é uma modalidade que não cai... DESPENCA nas provas de concurso!</p><p>Muito utilizadas atualmente, e sendo carro-chefe de algumas prefeituras, é fundamental que</p><p>dediquemos muita atenção para pensar no planejamento de projetos didáticos, no processo de sua</p><p>construção e em como utilizá-lo na prática.</p><p>Qual justificativa para organizar o trabalho através de projetos?</p><p>O projeto é elaborado a partir da realidade dos alunos, propõe situações e problemas reais,</p><p>significativos. Portanto, os projetos costumam envolver com mais facilidade os alunos.</p><p>Nessa metodologia, várias decisões podem ser tomadas pelo professor em conjunto com as crianças</p><p>e desenvolve alguns aspectos atitudinais como autonomia, responsabilidade e cooperação; além dos</p><p>conteúdos.</p><p>O trabalho por projetos também reflete na mudança do papel do professor, que deve agir como um</p><p>facilitador. Aqui, ele não é a única fonte de informação; pelo contrário, ele é quem irá proporcionar aos</p><p>alunos que tenham acesso a diferentes fontes de informações relacionadas ao tema.</p><p>E na prática? Como é o processo de elaboração de um projeto didático?</p><p>Primeiro, o professor deve partir de um tema que interessem aos alunos. As informações escolhidas</p><p>por ele para serem trabalhadas devem sustentar o projeto, atendendo aos objetivos propostos e no</p><p>resultado esperado no processo de aprendizagem.</p><p>Depois, o professor deve prever e organizar atividades relacionadas ao tema em uma sequência</p><p>gradual.</p><p>Por último, os alunos devem ter a oportunidade de participar de um momento de reflexão e auto</p><p>avaliação sobre suas produções e o professor também deve avaliar o desempenho de cada um dos alunos.</p><p>O projeto didático tem algumas etapas importantes:</p><p>Tema: deve ser definido em conjunto com os alunos, partindo do que eles gostam;</p><p>Ano/Ciclo: Caracterização sucinta da turma (ou das turmas) envolvidas no projeto;</p><p>Duração: Um projeto pode durar um mês, um semestre, um ano letivo... algumas instituições</p><p>definem um projeto único, envolvendo todos os alunos e professores, que dura durante todo ano</p><p>e os professores vão desdobrando os conteúdos em outros projetos de menor duração;</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>Área(s) do Conhecimento Envolvida(s): Um projeto didático pode envolver apenas uma disciplina,</p><p>mas não é o ideal. Na verdade, o projeto didático é pensado justamente para favorecer a</p><p>integração das diversas áreas de conhecimento. O trabalho interdisciplinar e transdisciplinar é</p><p>favorecido por essa metodologia;</p><p>Apresentação/justificativa: Explica o motivo da escolha do tema e porquê o tema é relevante;</p><p>Objetivos: delimita o que se pretende alcanças; quais metas de aprendizagem para o ano / ciclo</p><p>serão alcançadas;</p><p>Etapas Previstas: Conduzem o processo didático, delimita o passo-a-passo;</p><p>Encaminhamento das atividades/cronograma: Detalhe o tempo de dedicação para cada uma das</p><p>etapas previstas;</p><p>Recursos: materiais, espaços, aparelhos tecnológicos e todos os demais recursos que serão</p><p>necessários para desenvolvimento do trabalho;</p><p>Produto Final: Produção de algo que poderá servir para o professor como instrumento de</p><p>avaliação. O ideal é que esse produto seja uma produção original e que tenha uma função, que</p><p>“sirva para alguma coisa”.</p><p>É muito recorrente questões dissertativas em concursos para professores que solicitam a produção de</p><p>um projeto didático! Atenção nesse ponto.</p><p>Vários autores defendem que o currículo seja organizado através de projetos didáticos. Certamente, o</p><p>autor mais cobrado em concursos públicos é Hernandez. O educador se baseia nas ideias de John Dewey,</p><p>que defende a importância de uma educação que possua relação concreta com a realidade; que interligue</p><p>teoria e prática. A Pedagogia por projetos só faz sentido se o trabalhado em sala de aula, de alguma forma,</p><p>interferir na sociedade.</p><p>Para isso, deveríamos reorganizar todo currículo escolar, colocando o professor como pesquisador e o</p><p>aluno passa a ser sujeito do processo de ensino-aprendizagem. Nessa proposta, cada aula é conduzida como</p><p>uma pesquisa acadêmica: partimos de um problema, criamos hipóteses e chegamos à um produto final.</p><p>Vamos treinar</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>29</p><p>((VUNESP - 2019 –Prefeitura de Valinhos/SP - Professor)</p><p>Os professores dos quintos anos do ensino fundamental de uma escola pública resolveram trabalhar com a</p><p>Pedagogia de Projetos. Para isso, começaram a estudar as pesquisas de Daniela Pereira de Moura (2011)</p><p>sobre o tema. A partir desses estudos, concluíram acertadamente que a Pedagogia de Projetos se caracteriza</p><p>como</p><p>(A) Uma nova técnica de ensino, cujo objetivo é o de facilitar o trabalho do professor e ensinar mais em</p><p>menos tempo de aula.</p><p>(B) Um método em que os conteúdos devem ser apresentados de forma bem minuciosa, para facilitar o</p><p>entendimento do aluno.</p><p>(C) Uma forma particular de o professor transmitir o conhecimento significativo para os seus alunos.</p><p>(D) Um trabalho de transformação da ação educativa e no qual aprender e conhecer não se dissociam de</p><p>intervir na realidade</p><p>Comentários:</p><p>O trabalho com projetos é uma nova forma de organizar o currículo e não se reduz a uma técnica.</p><p>Portanto, a alternativa (a) está errada.</p><p>Nesse trabalho, também, o aluno atua como sujeito de sua aprendizagem, então não faz sentido</p><p>pensarmos em apresentar conteúdo de forma minuciosa para facilitar o entendimento. Inclusive, essa</p><p>alternativa transparece uma ideia paternalista, de um aluno incapaz. Portanto, alternativa (b) também está</p><p>incorreta.</p><p>Uma das principais mudanças na Pedagogia de Projetos é no papel do professor, que deixa de ser um</p><p>transmissor de conhecimento e passa a agir como pesquisador e mediador. Portanto, questão (c) está errada</p><p>Alternativa correta: (d). A organização da ação pedagógica por projetos pretender favorecer o aprendizado</p><p>e, também, interferir na realidade dos alunos.</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>9- PLANEJAMENTO: UMA CONSTRUÇÃO</p><p>COLETIVA</p><p>Planejar é elaborar etapas, planos e programas com objetivos bem definidos. Como vimos, para</p><p>construir um bom planejamento, é necessário ter clareza sobre a concepção que se tem de escola, de</p><p>educação e de currículo e, principalmente, do ideal de homem que se pretende formar.</p><p>Não tem jeito. Todo bom planejamento docente se desdobra de bons planejamentos de escola.</p><p>Quando a escola é coerente em seu planejamento, todo trabalho docente acontece mais fácil, as ações</p><p>interdisciplinares são naturais, e é bem mais fácil alcançar os objetivos de aprendizagem estabelecidos.</p><p>E quando um projeto de escola é bom? Quando ele é desenvolvido coletivamente e de forma</p><p>democrática! Projeto imposto, criado pela gestão e empurrado aos professores e funcionários, servirá</p><p>apenas como documento burocrático a ser engavetado e não como um direcionamento real das ações</p><p>docentes. Portanto, elaborar momentos para elaboração e revisão dos planejamentos em grupos é</p><p>fundamental.</p><p>A discussão coletiva para construção do planejamento ajuda a equipe a selecionar conteúdos, criar</p><p>novas estratégias, integrar áreas de conhecimento, evitar a improvisação frequente e garantir segurança</p><p>contra os imprevistos certeiros.</p><p>Quando o planejamento é coletivo, o professor passa de um mero executor para sujeito no processo.</p><p>Ele é corresponsável pelo sucesso daquela empreitada. Isso, inclusive, favorecerá que os professores, em</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>seus planejamentos individuais, também façam escolhas mais conscientes, e se sintam parte do processo e</p><p>abracem a causa da escola.</p><p>(CESPE -2018 – IF / RJ – Técnico em Assuntos Educacionais)</p><p>A construção do projeto político pedagógico requer um planejamento participativo. Assinale a opção que</p><p>apresenta característica própria desse tipo de planejamento.</p><p>( A) Participação passiva de todos os atores da comunidade escolar no processo de construção do</p><p>planejamento</p><p>(B) Processo em realização dentro de um ciclo de previsão, implementação, avaliação e replanejamento das</p><p>ações</p><p>(C) Alcance de um consenso sem confronto de ideias e modos de soluções</p><p>(D) Avaliações externas do planejamento, sem a possibilidade de interpretações subjetiva</p><p>Comentários:</p><p>A participação de todos não deve ser passiva e sim ativa. Alternativa (a) incorreta.</p><p>Impossível e contra produtivo pensar em construção de planejamento sem confronto de ideias. Alternativa</p><p>(c) incorreta.</p><p>A participação deve ser de quem participa da realidade da escola. Não faz sentido falar em avaliação externa</p><p>aqui.</p><p>Alternativa correta:</p><p>(C) Todo planejamento é ação – reflexão – ação. Você prevê, implementa, avalia e replaneja!</p><p>Carla Abreu, Jaqueline Ribeiro Santos , Mariana Paludetto de Andrade, Otávio Augusto Moser Prado, Patrícia Cristina Biazao Manzato Moises</p><p>Aula 04 - Prof. Mariana Paludetto</p><p>SME-Fortaleza (Professor - Pedagogo) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>10. PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL</p><p>Na educação infantil, apesar de não existirem os conteúdos sistematizados da mesma forma que no</p><p>ensino fundamental, também é fundamental evitar improvisação e o planejamento garante que o professor</p><p>proporcione para as crianças situações e vivências que favoreçam aprendizado e desenvolvimento dos</p><p>pequenos.</p><p>Para planejar na educação infantil, também há de ficar clara nossa concepção de infância e de ideal</p><p>de homem que queremos formar. Durante planejamento de aula, o professor deve prever quais</p><p>competências ou habilidades pretende desenvolver, qual faixa etária envolvida, qual material é mais</p><p>adequado, qual tempo necessário para aquela experiência e como a organização do espaço pode favorecer</p><p>a aprendizagem. Ou seja, planejar na educação infantil é pensar na organização do tempo, espaço, materiais</p><p>e agrupamentos.</p><p>Assim como em qualquer outra etapa de ensino,</p>

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