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<p>Perspectivas históricas da avaliação</p><p>no contexto de línguas</p><p>Apresentação</p><p>As práticas avaliativas estão profundamente articuladas com aquilo que a escola se propõe a</p><p>desenvolver com seus alunos. De acordo com as concepções adotadas pelos professores, essas</p><p>práticas irão estabelecer técnicas e procedimentos com caráter mais classificatórios e quantitativos,</p><p>ou mais qualitativos e alinhados ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem. Dessa</p><p>forma, cabe aos docentes de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e de todas as demais áreas do</p><p>conhecimento, conhecer suas particularidades e suas implicações dentro do processo pedagógico</p><p>que irão desenvolver com seus alunos.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá aprender sobre as práticas de avaliação, seus conceitos,</p><p>tipos e características. Também conhecerá as propostas do Ministério da Educação que avaliam o</p><p>sistema educacional brasileiro, bem como irá analisar de que forma a avaliação está implicada,</p><p>pedagogicamente, nas práticas de sala de aula.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Descrever os tipos de avaliação e suas relações com a prática pedagógica.•</p><p>Apontar as propostas avaliativas nacionais para a área da Língua Portuguesa e de Língua</p><p>Inglesa.</p><p>•</p><p>Analisar as implicações pedagógicas das práticas avaliativas no processo de ensino-</p><p>aprendizagem.</p><p>•</p><p>Infográfico</p><p>O Ministério da Educação realiza avaliações de larga escala na Educação Básica no Brasil, com o</p><p>objetivo de medir a qualidade do ensino e a eficiência das políticas públicas educacionais. Assim, o</p><p>órgão pode realizar os ajustes necessários nos processos de ensino-aprendizagem dos estudantes.</p><p>Essas avaliações são realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira</p><p>(INEP) e compõem o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB).</p><p>Neste Infográfico, você irá conhecer as cinco mudanças que o SAEB apresentou no ano de 2019.</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/f4ec5d2d-d76c-4631-94fc-c828aefe65d2/54e53ada-8cf0-402e-baa0-f492c09e3c13.jpg</p><p>Conteúdo do Livro</p><p>A avaliação sempre fez parte do processo educacional, porém suas práticas têm se reconfigurado</p><p>ao mesmo tempo em que os processos didáticos escolares propõem novas ênfases e se alinham</p><p>com as exigências de cada época. Hoje, dentro da concepção que a avaliação deve ser relativa a</p><p>todo o processo de ensino-aprendizagem, é entendido que ela deva ir além de mero instrumento de</p><p>classificação dos alunos e de seu rendimento, servindo como diagnóstico de caráter formativo ao</p><p>longo de todo o processo.</p><p>No capítulo Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas, da obra Avaliação no</p><p>contexto de línguas, você irá conhecer os formatos avaliativos e suas características, percebendo</p><p>como estão implicados nas práticas pedagógicas no contexto da Língua Portuguesa e da Língua</p><p>Inglesa. Também aprenderá sobre as avaliações de larga escala aplicadas pelo Ministério da</p><p>Educação na atualidade.</p><p>AVALIAÇÃO NO</p><p>CONTEXTO DE</p><p>LÍNGUAS</p><p>Pablo Rodrigo Bes</p><p>Perspectivas históricas</p><p>da avaliação no</p><p>contexto de línguas</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p> Descrever os tipos de avaliação e suas relações com a prática</p><p>pedagógica.</p><p> Apontar as propostas avaliativas nacionais para a área de língua por-</p><p>tuguesa e de língua inglesa.</p><p> Analisar as implicações pedagógicas das práticas avaliativas no pro-</p><p>cesso de ensino–aprendizagem.</p><p>Introdução</p><p>A avaliação apresentou reconfigurações significativas nas últimas décadas,</p><p>as quais acompanham a própria evolução da didática e as mudanças de</p><p>ênfase do ensino para a aprendizagem e da centralidade do professor</p><p>para o aluno no processo de ensinar e aprender. Dessa forma, as práticas</p><p>avaliativas são muito importantes para que o processo de ensino–apren-</p><p>dizagem ocorra de acordo com a proposta pedagógica da escola e</p><p>para o alcance dos objetivos educacionais estabelecidos pelo sistema</p><p>educacional brasileiro. Cabe aos professores conhecer as suas tipologias</p><p>e diversificar as suas técnicas de avaliação ao desenvolver aulas de língua</p><p>portuguesa e de língua inglesa na escola.</p><p>Neste capítulo, você conhecerá os tipos de avaliação existentes e</p><p>as suas implicações nas práticas pedagógicas realizadas nas escolas,</p><p>bem como identificará as principais propostas avaliativas de larga escala</p><p>realizadas pelo Ministério da Educação.</p><p>Tipos de avaliação</p><p>Para dar início aos estudos acerca das práticas avaliativas nas escolas, pri-</p><p>meiramente se deve entender que as suas concepções e os formatos adotados</p><p>resultaram de processos históricos, ou seja, foram se constituindo a partir</p><p>das várias épocas, acompanhando o processo de transformação didática da</p><p>educação escolar. Dessa forma, percebe-se que a avaliação, de um início em</p><p>que era somente sinônimo de testagem, de medição, de classifi cação do que</p><p>o aluno sabia ou não, se reconfi gura, abrangendo outras possibilidades, como</p><p>o questionamento do quanto o professor estaria envolvido no resultado do</p><p>aluno, ou ainda, o quanto a escola estaria implicada nisso. Ou seja, a avaliação</p><p>continua tendo, em alguns casos, o enfoque de medição, porém com outros</p><p>objetivos e, mais ainda, sendo realizada de outras maneiras, em novos formatos</p><p>e funções, e, principalmente, com ênfase no processo de ensino–aprendizagem,</p><p>que estudaremos a partir de agora.</p><p>As práticas avaliativas se ajustaram à própria mudança didática realizada</p><p>nas últimas décadas na educação escolar. Mas o que isso significa? Hoje, temos</p><p>a ênfase das práticas educacionais na aprendizagem dos alunos, e não mais</p><p>prioritariamente no ensino, como era há algum tempo. Atualmente, considera-se</p><p>o processo como um todo quando se pensa a avaliação, o que implica aluno,</p><p>professor, escola e sua estrutura, e sociedade. Dessa forma, a avaliação passa a</p><p>fazer parte da formulação dos projetos político-pedagógicos das escolas, sendo</p><p>reforçada por meio de políticas públicas educacionais específicas, alinhando-se</p><p>com as políticas curriculares atuais. Percebe-se, então, o quanto a avaliação</p><p>é importante e como ela está implicada com aquilo que a escola se dispõe a</p><p>fazer, com os seus objetivos a atingir com os estudantes que a frequentam.</p><p>Lembre-se de que os objetivos amplos da educação brasileira estão pre-</p><p>vistos na Constituição Federal de 1988 e reforçados, posteriormente, na Lei</p><p>de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº. 9394, de 20 de</p><p>dezembro de 1996): “Art. 205 A educação, direito de todos e dever do Estado</p><p>e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,</p><p>visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício</p><p>da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 1988, documento</p><p>on-line). Como saber, na condição de professores, se nossos alunos se de-</p><p>senvolveram plenamente, se estão preparados para a cidadania ou se estão</p><p>qualificados para o trabalho? Precisamos ter instrumentos que nos auxiliem</p><p>na busca por essas respostas. Ou, ainda, se levarmos em consideração a atual</p><p>Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como saberemos se nossos alu-</p><p>nos desenvolveram as competências necessárias na escola ou se se tornaram</p><p>Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas2</p><p>hábeis em relação aos conteúdos que lhes foram apresentados? Como pode-se</p><p>perceber, é preciso avaliar.</p><p>Haydt (2008), ao analisar o processo histórico da avaliação escolar, esta-</p><p>beleceu que a avaliação possui três funções básicas — diagnosticar, controlar</p><p>e classificar — e que costuma ser aplicada dentro das escolas de educação</p><p>básica a partir de três modelos específicos: avaliação diagnóstica, somativa</p><p>e formativa (Quadro 1).</p><p>Fonte: Adaptado de Haydt (2008).</p><p>Tipo Função Propósito Quando aplicar</p><p>Diagnóstica Diagnosticar Conhecer os saberes</p><p>prévios dos alunos</p><p>para preparar ações</p><p>que favoreçam novas</p><p>aprendizagens.</p><p>Detectar dificuldades</p><p>específicas de aprendiza-</p><p>gem, tentando identificar</p><p>suas causas.</p><p>Início do ano ou</p><p>semestre letivo,</p><p>ou no início de</p><p>uma nova uni-</p><p>dade de ensino.</p><p>Formativa Controlar Constatar se os objetivos</p><p>foram alcançados pelos</p><p>alunos.</p><p>Fornecer dados para</p><p>aperfeiçoar o processo de</p><p>ensino–aprendizagem.</p><p>Durante o ano</p><p>letivo, isto é, ao</p><p>longo do pro-</p><p>cesso de ensino-</p><p>-aprendizagem.</p><p>Somativa ou</p><p>classificatória</p><p>Classificar Classificar os resultados</p><p>de aprendizagem alcan-</p><p>çados pelos alunos, de</p><p>acordo com os níveis</p><p>pré-estabelecidos.</p><p>Ao final de um</p><p>ano ou semestre</p><p>letivo, ou ao final</p><p>de uma unidade</p><p>de ensino.</p><p>Quadro 1. Características das avaliações diagnóstica, formativa e somativa</p><p>As decisões sobre as tipologias de avaliação que serão utilizadas nas escolas</p><p>devem fazer parte das discussões em torno da construção do projeto político-</p><p>-pedagógico da instituição de ensino, pois se alinham com as tendências</p><p>pedagógicas e as teorias curriculares com as quais os professores costumam</p><p>se identificar e assumir em suas práticas.</p><p>3Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas</p><p>É importante destacar que os três tipos de avaliação poderão ser utilizados pelos</p><p>professores com foco na avaliação da aprendizagem, uma vez que “[...] uma não é nem</p><p>pior, nem melhor que a outra, elas apenas têm objetivos diferenciados” (FERNANDES;</p><p>FREITAS, 2007, documento on-line). Assim, em nossa atuação docente, estamos sempre</p><p>propondo algum tipo de atividade avaliativa aos nossos alunos, visando, muitas vezes,</p><p>à verificação e ao acompanhamento de seu progresso em relação aos conteúdos</p><p>que ensinamos, e buscando responder às nossas dúvidas sobre se ocorreu ou não</p><p>o aprendizado por parte dos estudantes. Quando percebemos que a maioria não se</p><p>saiu muito bem, passamos a investigar se o método de ensino utilizado foi o mais</p><p>adequado, se nossa postura como professores poderia ter contribuído mais para a</p><p>aprendizagem, se o ambiente forneceu as condições que deveria para que o processo</p><p>de ensino-aprendizagem ocorresse plenamente, etc.</p><p>A crítica atual aos tipos de avaliação apresentados paira sobre a avaliação</p><p>somativa ou classificatória, que deve ser modificada, principalmente, ao se</p><p>considerar a educação básica. A preponderância da avaliação classificatória</p><p>em detrimento de todas as demais costuma ser problemática, pois leva ao</p><p>empobrecimento do processo avaliativo, resumindo-o a aspectos puramente</p><p>quantitativos e classificatórios. Convém lembrar que a LDB, art. 24, inciso V,</p><p>propõe que “[...] a verificação do rendimento escolar observará os seguintes</p><p>critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com</p><p>prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados</p><p>ao longo do período sobre os de eventuais provas finais” (BRASIL, 1996,</p><p>documento on-line). Ou seja, conforme preceitua a LDB, a avaliação não deve</p><p>ser somente quantitativa — forma que ainda predomina em muitas escolas</p><p>brasileiras —, deve envolver também aspectos qualitativos. Além disso, deve</p><p>existir ao longo de todo o processo de aprendizagem, não somente na realização</p><p>das provas e dos testes aplicados no fim do semestre ou ano letivo.</p><p>Ao trazer isso para a realidade de sala de aula, pode-se observar que, quando</p><p>o professor de língua portuguesa ou de língua inglesa considera importante</p><p>que a aprendizagem de seus alunos ocorra de forma significativa, costuma</p><p>utilizar a avaliação de forma dialogada e participativa junto aos seus alunos,</p><p>entendendo que ela deva ser diagnóstica, para aproveitar os conhecimentos</p><p>que os alunos trazem consigo, formativa, para acompanhar a evolução deles ao</p><p>longo de todo o processo de ensino-aprendizagem, e, eventualmente, somativa</p><p>ou classificatória, para efeito de quantificar o rendimento alcançado pelos</p><p>estudantes como resultado do processo. Antes de iniciar uma nova unidade de</p><p>Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas4</p><p>ensino, de introduzir um conteúdo novo, o professor não costuma conversar</p><p>com os alunos sobre o que eles conhecem do tema? Nesse caso, tem-se a</p><p>intenção de realizar um diagnóstico da situação atual dos alunos, a fim de</p><p>ter um ponto de partida para as próximas aprendizagens. Caso o professor de</p><p>língua portuguesa, ao aplicar uma atividade avaliativa diagnóstica, como, por</p><p>exemplo, a escrita de um pequeno texto, para uma turma do sexto ano, perceba</p><p>que uma parte da turma não apresentou o mínimo de habilidades de escrita</p><p>que deveria apresentar, pode valer-se desse resultado para planejar atividades</p><p>de revisão das aprendizagens que não se realizaram com esse grupo de alunos</p><p>em específico, enquanto reforça e expande as demais.</p><p>Dessa forma, percebe-se que as práticas avaliativas estão sempre sendo</p><p>exercidas em sala de aula. Mesmo quando não são tomadas como objetos</p><p>tangíveis (provas, testes, trabalhos, etc.), os professores estão avaliando de</p><p>forma qualitativa, muitas vezes registrando em planos de aula, ou, ainda, nos</p><p>diários de classe, questões como o nível de participação dos alunos, os aspectos</p><p>de sua liderança, evidências de suas contribuições para o grupo, entre outras.</p><p>Ao pensar a avaliação de forma mais qualitativa, pode-se realizá-la de forma colaborativa,</p><p>em grupos, diante de desafios, soluções de problemas ou construção de outros materiais</p><p>concretos. Nesse caso, a contribuição de todos leva ao alcance dos resultados. Cabe</p><p>ao professor realizar os registros dessa construção para avaliação do processo e da</p><p>participação dos estudantes. Por exemplo, em uma elaboração de uma história coletiva</p><p>em uma aula de língua portuguesa, o resultado dessa construção é o somatório das</p><p>habilidades de todos que compõem o grupo, o que torna o processo mais rico e produtivo.</p><p>Avaliações nacionais no contexto de línguas</p><p>As políticas públicas educacionais voltadas para a avaliação foram construídas</p><p>para que o Ministério da Educação possa monitorar, analisar e avaliar se</p><p>as políticas educacionais que se encontram implementadas estão atingindo</p><p>seus objetivos. Para medir com maior efi ciência o rendimento escolar, essas</p><p>políticas avaliativas costumam considerar três esferas: a aprendizagem dos</p><p>estudantes, as instituições de ensino e o próprio sistema escolar. Ao referir-se</p><p>sobre a importância da avaliação, o Ministério da Educação (BRASI, [201-?],</p><p>documento on-line) destaca que:</p><p>5Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas</p><p>[...] o desafio não está somente em desenvolver metodologias de avaliação para</p><p>a educação básica e para o ensino médio em particular, mas como se podem</p><p>tornar coerentes objetivos e metodologias. Afinal de contas, a avaliação do</p><p>desempenho do aluno contribui para a política educacional constituindo-se</p><p>em um componente da avaliação dos sistemas de ensino.</p><p>As avaliações que são aplicadas na educação básica pelo Ministério da</p><p>Educação compreendem o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), o</p><p>Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o Exame Nacional para Certifica-</p><p>ção de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA), todos eles organizados</p><p>(aplicação e análise de dados) sob a responsabilidade do Instituto Nacional de</p><p>Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).</p><p>O ENEM não é obrigatório aos alunos e tem a finalidade de avaliar o</p><p>desempenho dos estudantes que concluíram o Ensino Médio, com o objetivo</p><p>de fornecer condições para o estudante realizar uma autoavaliação de sua</p><p>aprendizagem, bem como fazer parte dos programas de acesso ao Ensino</p><p>Superior, como o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e o Prouni (Programa</p><p>Universidade para Todos), ou, ainda, concorrer ao Fies (Fundo de Financia-</p><p>mento Estudantil). Além disso, possibilita ao INEP o acompanhamento e a</p><p>construção de indicadores sobre o Ensino Médio.</p><p>O ENCCEJA “[...] é um exame voluntário, gratuito e destinado a jovens</p><p>e adultos que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade</p><p>apropriada</p><p>para cada nível de ensino: no mínimo, 15 (quinze) anos completos</p><p>para o Ensino Fundamental, e no mínimo 18 (dezoito) anos completos para o</p><p>Ensino Médio” (INEP, 2019a, documento on-line). Com o resultado obtido</p><p>nas provas do ENCCEJA, os estudantes podem adquirir um certificado de</p><p>conclusão do Ensino Fundamental ou Médio, ou, ainda, uma declaração</p><p>parcial de proficiência relativa às provas que teve desempenho satisfatório.</p><p>No entanto, as avaliações de larga escala que mais nos interessam estudar,</p><p>neste momento, são aquelas que compõem o SAEB. O portal do INEP (2019b,</p><p>documento on-line) estabelece que:</p><p>O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é composto por um con-</p><p>junto de avaliações externas em larga escala que permitem ao Inep realizar</p><p>um diagnóstico da educação básica brasileira e de alguns fatores que possam</p><p>interferir no desempenho do estudante, fornecendo um indicativo sobre a</p><p>qualidade do ensino ofertado.</p><p>Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas6</p><p>É importante enfatizar que, por meio da aplicação das provas e dos ques-</p><p>tionários do SAEB, o INEP tem condições de analisar os dados coletados,</p><p>convertendo-os em informações que geram base para o estabelecimento do</p><p>Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que serve de parâmetro</p><p>para a avaliação da qualidade da educação nacional brasileira, bem como para</p><p>a sua comparação em relação a padrões internacionais.</p><p>Atualmente, com as mudanças decorrentes da Portaria nº. 366, de 29 de abril</p><p>de 2019, o Instituto Nacional de Educação Anísio Teixeira estabeleceu mudanças</p><p>em relação à constituição do SAEB, deixando de utilizar as nomenclaturas das</p><p>provas anteriormente aplicadas (ANA, ANEB, ANRESC, PROVA BRASIL), sendo</p><p>todas agora denominadas SAEB. Dessa forma, as avaliações componentes do</p><p>SAEB utilizarão os seguintes instrumentos: questionários e provas (INEP, 2019c).</p><p>Os questionários que compõem o SAEB estão listados a seguir (INEP, 2019c).</p><p> Questionários para as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.</p><p> Questionários para diretores de escolas.</p><p> Questionários para professores das turmas da Educação Infantil (creche e pré-escola),</p><p>5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3º e 4º anos do Ensino Médio.</p><p> Questionários para estudantes das turmas do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental</p><p>e 3º e 4º anos do Ensino Médio.</p><p>Segundo o INEP (2019c, documento on-line), esses questionários possibi-</p><p>litam “[...] conhecer essencialmente, a formação, as práticas pedagógicas, o</p><p>nível socioeconômico e cultural, os estilos de liderança e as formas de gestão</p><p>dos profissionais educacionais”. Dados estes valiosos para que possam ser</p><p>ajustadas e propostas novas políticas públicas que visem a garantir a qualidade</p><p>do sistema de ensino brasileiro.</p><p>As provas que compõem o SAEB (INEP, 2019c), por sua vez, são as seguintes:</p><p> Língua Portuguesa e Matemática para estudantes do 2º ano do Ensino</p><p>Fundamental;</p><p> Língua Portuguesa e Matemática para estudantes do 5º e 9º anos do</p><p>Ensino Fundamental e 3º e 4º anos do Ensino Médio;</p><p> Ciências da Natureza e Ciências Humanas — amostra de estudantes</p><p>do 9º ano do Ensino Fundamental.</p><p>7Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas</p><p>Cabe esclarecer que, a partir de 2019, a avaliação nacional da alfa-</p><p>betização, que, nas edições anteriores, era conhecida como Avaliação</p><p>Nacional da Alfabetização (ANA), sendo realizada ao final do 3º ano, nos</p><p>componentes de Língua Portuguesa e Matemática, perde essa nomenclatura,</p><p>passando a acompanhar as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular</p><p>(BNCC), sendo antecipada para o 2º ano do Ensino Fundamental, no qual</p><p>deverá estar concluído o ciclo de alfabetização dos estudantes. As provas</p><p>de Ciências da Natureza e Ciências Humanas para as turmas de 9º ano</p><p>do Ensino Fundamental passaram a ser aplicadas pela primeira vez em</p><p>2019, adotando, em sua elaboração, as referências propostas na BNCC.</p><p>As provas de Língua Portuguesa e Matemática continuarão seguindo suas</p><p>respectivas matrizes vigentes, procurando preservar a possibilidade de</p><p>comparação entre as edições anteriores e mantendo a série histórica de</p><p>resultados do SAEB e do IDEB, que estão previstas no Plano Nacional de</p><p>Educação (PNE): 2014–2024.</p><p>Além das provas que são aplicadas pelo SAEB anualmente, conforme visto,</p><p>também existe a aplicação, a cada 3 anos, no sistema educacional brasileiro,</p><p>do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, de Programme</p><p>for International Student Assessment). Segundo o portal do INEP (2015,</p><p>documento on-line), o PISA tem como objetivo a produção de indicadores</p><p>que “[...] contribuam para a discussão da qualidade da educação nos países</p><p>participantes, de modo a subsidiar políticas de melhoria do ensino básico. A</p><p>avaliação procura verificar até que ponto as escolas de cada país participante</p><p>estão preparando seus jovens para exercer o papel de cidadãos na sociedade</p><p>contemporânea”. As avaliações do PISA são coordenadas pela Organização</p><p>para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sendo aplicadas</p><p>de forma amostral a estudantes matriculados a partir do 7º ano do Ensino</p><p>Fundamental, na faixa etária dos 15 anos.</p><p>Como se pode perceber, existem inúmeras propostas avaliativas para a</p><p>educação básica sendo aplicadas no momento pelo Ministério da Educação</p><p>por meio do INEP. Contudo, essas avaliações vão muito além da aferição</p><p>dos resultados e do desempenho dos estudantes, pois permitem diagnosticar</p><p>e promover a construção de indicadores que podem ser úteis para que os</p><p>gestores educacionais realizem ações de melhoria, em busca da eficiência</p><p>e da qualidade da aprendizagem em suas escolas. Da mesma forma, possi-</p><p>bilitam ao Ministério da Educação realizar a gestão do sistema educacional</p><p>Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas8</p><p>brasileiro de forma mais eficaz a partir da análise, do acompanhamento</p><p>das políticas públicas educacionais existentes e da proposição de novas,</p><p>quando necessário.</p><p>Práticas avaliativas: implicações pedagógicas</p><p>Com as mudanças relacionadas à didática, principalmente após a sanção da</p><p>LDB de 1996, a ênfase nas atividades escolares deixou de ser prioritariamente</p><p>nas técnicas de ensino, passando a entender que os professores deveriam se</p><p>ater ao processo de ensino–aprendizagem. Isso indica compreender que não</p><p>basta focar somente no professor, em seus métodos e suas técnicas, mas tam-</p><p>bém nos alunos, nas formas como estes aprendem, nos fatores que difi cultam</p><p>ou impossibilitam seu aprendizado, com o objetivo de potencializar que eles</p><p>aprendam melhor. Neste momento, você pode estar se questionando: mas o</p><p>que a avaliação tem a ver com isso tudo?</p><p>Pensar a avaliação tendo como base somente o ensino é entender que ela</p><p>é o fim do processo. Por exemplo, eu aplico provas e testes, e, se o estudante</p><p>não acertou, portanto, não teve o rendimento esperado, a culpa é dele, que</p><p>não estudou, não se esforçou, afinal, eu, como professor, domino as técni-</p><p>cas de ensinar e os conteúdos e, neste caso, fiz bem a minha parte, logo, o</p><p>culpado não sou eu. Já entender a avaliação tendo como base o processo de</p><p>ensino–aprendizagem significa perceber a avaliação como um meio, ou seja,</p><p>como um instrumento que pode nos levar (professor e alunos) ao objetivo</p><p>final: a aquisição da aprendizagem dos conteúdos. Dessa forma, quando os</p><p>alunos não se saem bem nas avaliações, o professor pode buscar alternativas</p><p>em todo o processo para reparar essa situação, promovendo novos arranjos e</p><p>eliminando fragilidades que tenham ocorrido.</p><p>Ao pensar nas implicações pedagógicas envolvidas no ato de avaliar, percebe-</p><p>-se que são muitas, pois o conceito que o professor adota sobre a avaliação, a forma</p><p>como a concebe e entende que deve realizá-la acaba pautando seu planejamento</p><p>e sua postura diante dos alunos em sala de aula. Por esses motivos, é importante</p><p>que as práticas avaliativas venham a fazer parte do Projeto Político-Pedagógico</p><p>(PPP) da escola. Afinal, é no PPP da escola que devem constar</p><p>a forma como a</p><p>comunidade escolar entende o que é educação, para que se destina, como será</p><p>desenvolvida e quais objetivos pretende alcançar com os estudantes.</p><p>9Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas</p><p>Segundo Gadotti (2000, documento on-line), “[...] um projeto político-pedagógico</p><p>da escola apoia-se: a) no desenvolvimento de uma consciência crítica; b) no envol-</p><p>vimento das pessoas: a comunidade interna e externa à escola; c) na participação e</p><p>na cooperação das várias esferas de governo; d) na autonomia, responsabilidade e</p><p>criatividade como processo e como produto do projeto”. Para ler o artigo completo,</p><p>acesse o link a seguir.</p><p>https://qrgo.page.link/6NJLY</p><p>Ao refletir a respeito da importância da avaliação escolar e sua articulação</p><p>com os projetos político-pedagógicos existentes nas escolas, Luckesi (2011,</p><p>p. 45) acrescenta que:</p><p>A avaliação da aprendizagem escolar adquire seu sentido na medida em que se</p><p>articula com um projeto pedagógico e com seu consequente projeto de ensino.</p><p>A avaliação, tanto no geral quanto no específico da aprendizagem, não possui</p><p>uma finalidade em si; ela subsidia um curso de ação que visa construir um</p><p>resultado previamente definido.</p><p>Dessa forma, o autor endossa a ideia de que a avaliação não deve ser</p><p>um fim em si mesma, e sim contribuir para o alcance do resultado, que foi</p><p>previamente definido pelos professores ao planejarem suas aulas. A avaliação</p><p>contribui significativamente para que os objetivos que constam no projeto</p><p>político-pedagógico da escola possam ser constantemente monitorados e</p><p>avaliados, fornecendo indícios aos gestores para que estes possam corrigir os</p><p>rumos que a aprendizagem escolar está tomando, bem como aos professores,</p><p>para que possam perceber se seus planos de aula estão, de fato, promovendo</p><p>as aprendizagens que foram propostas. Claro que, para avaliar tendo como</p><p>protagonista o aluno e no intuito de promover sua aprendizagem, o professor</p><p>deve conhecer bem as tipologias de avaliação, seus formatos possíveis e</p><p>dispor-se a colocá-los em prática. Sobre esse aspecto, Fernandes e Freitas</p><p>(2007, documento on-line) reforçam que:</p><p>[...] quem avalia, o avaliador, seja ele o professor, o coordenador, o diretor etc.,</p><p>deve realizar a tarefa com a legitimidade técnica que sua formação profissional</p><p>lhe confere. Entretanto, o professor deve estabelecer e respeitar princípios</p><p>Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas10</p><p>e critérios refletidos coletivamente, referenciados no projeto político peda-</p><p>gógico, na proposta curricular e em suas convicções acerca do papel social</p><p>que desempenha a educação escolar. Este é o lado da legitimação política do</p><p>processo de avaliação e que envolve também o coletivo da escola.</p><p>Como pode-se perceber, são muitos os atores envolvidos com a avaliação,</p><p>visto que ela está amplamente relacionada com a realização dos objetivos</p><p>da escola.</p><p>Por meio do exemplo a seguir, você poderá entender um pouco mais sobre</p><p>como a avaliação possui implicações determinantes no processo de ensino-</p><p>-aprendizagem das instituições de ensino.</p><p>Um estudante do 6º ano do Ensino Fundamental apresentou uma dificuldade de</p><p>aprendizagem na disciplina de Língua Portuguesa que o acompanhou durante todo</p><p>o ano letivo, de modo que não conseguiu atingir as médias esperadas pela professora</p><p>para que fosse aprovado nessa disciplina.</p><p>A professora, nesse caso, recomendou sua reprovação, uma vez que, mesmo reali-</p><p>zando os exercícios de recuperação previstos, o aluno não conseguiu a média. Ocorre</p><p>que esse aluno teve boas notas em todas as demais disciplinas e era considerado por</p><p>todos os colegas e professores como um líder muito positivo dentro da escola, engajado</p><p>em tudo o que era proposto e sempre disposto a ajudar a todos. No conselho de classe</p><p>de fim do ano, a supervisora da escola interveio, fazendo a defesa do aluno, e, com o PPP</p><p>da escola nas mãos, leu um trecho que dizia que “as avaliações qualitativas deveriam</p><p>se sobrepor as quantitativas” e que, neste caso, as avaliações utilizadas pela professora</p><p>tinham sido quantitativas e classificatórias na sua totalidade, o que deveria ser revisto,</p><p>levando em consideração os aspectos relacionados à subjetividade do aluno e sua</p><p>conduta global ao longo de todo o ano em todas as disciplinas. A professora ficou</p><p>um pouco contrariada, mas entendeu que a decisão do conselho de classe deveria</p><p>ser seguida, e, após a votação de todos os gestores e professores, esse aluno acabou</p><p>sendo aprovado para o 7º ano.</p><p>Ao refletir sobre esse exemplo, devemos nos questionar sobre o impacto</p><p>que poderia ter sido causado na vida escolar desse aluno se a reprovação</p><p>ocorresse. É importante que, após o ocorrido, a equipe gestora da escola</p><p>realize formações para discussão e para que os professores conheçam novas</p><p>formas de avaliar que possam ser postas em prática ao longo do processo de</p><p>ensino–aprendizagem que oportunizem perceber onde os alunos não estão</p><p>aprendendo, para que se possa ajustar os planos de aula. Assim, tem-se a</p><p>11Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas</p><p>mudança de ênfase das avaliações quantitativas e classificatórias para a busca</p><p>de uma avaliação mais qualitativa e formativa na escola.</p><p>Ao desenvolver pesquisas referentes à avaliação em língua estrangeira,</p><p>Furtuoso (2011, documento on-line) destaca alguns questionamentos que</p><p>devem ser considerados pelos professores sobre pontos problemáticos, como:</p><p>[...] redução do processo avaliativo à aplicação de provas e à classificação</p><p>dos alunos por meio de notas; ao conhecimento sobre o processo avaliativo</p><p>em uma perspectiva formativa e não apenas somativa; ao papel da avaliação</p><p>diagnóstica; à ampliação do uso de instrumentos de avaliação em sala de</p><p>aula; ao entendimento do que é avaliar como pontos frágeis da avaliação.</p><p>Como pode-se perceber, entender o que significa avaliar é imprescindível para</p><p>que suas práticas sejam eficientes e se alinhem com a busca pelo desenvolvimento</p><p>das habilidades e das competências que se exigem dos alunos na escola. Por isso,</p><p>precisamos de “[...] outras abordagens de avaliação que vão além da simples</p><p>verificação de conteúdos fixos e memorizáveis, dada a ênfase à subjetividade,</p><p>à diferença e à criação atualmente priorizadas” (DUBOC, 2007, documento on-</p><p>-line). Para que se possa aplicar novos formatos avaliativos, é preciso se desafiar</p><p>a conhecer novas técnicas e colocá-las em ação junto aos alunos. O Quadro 2,</p><p>a seguir, apresenta alguns instrumentos avaliativos indicados por Haydt (2008)</p><p>que podem ser utilizados no contexto da aprendizagem de línguas nas escolas.</p><p>Técnicas Instrumentos Observações</p><p>Observação 1.1 Lista de controle ou</p><p>categorias</p><p>1.2 Escala de classificação</p><p>1.3 Anedotário</p><p>1.4 Roteiro de visita à casa</p><p>do aluno</p><p>Outro termo para anedotário:</p><p> Registro anedótico</p><p>Inquirição 2.1 Questionário</p><p>2.1.1 Inventário</p><p>2.1.2 Escala de atitudes</p><p>2.2 Roteiro de entrevista</p><p>2.3 Sociograma</p><p>A entrevista é um processo de</p><p>obter informações, ao passo</p><p>que o instrumento é o roteiro da</p><p>entrevista.</p><p>Quadro 2. Exemplos de técnicas e instrumentos de avaliação</p><p>(Continua)</p><p>Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas12</p><p>É importante perceber que a avaliação deva ser considerada quanto ao</p><p>seu possível efeito ou impacto que ocasiona no próprio sistema educacional</p><p>e, consequentemente, na vida das pessoas, o que é denominado efeito re-</p><p>troativo ou washback (SCARAMUCCI, 2004). Um exemplo desse conceito</p><p>eram os antigos processos vestibulares, que acabavam por impor condições</p><p>de estudo aos jovens de escolas públicas e privadas, visando à sua prepa-</p><p>ração em busca do sucesso (ou do fracasso) nos exames vestibulares para</p><p>conseguir uma vaga no Ensino Superior, principalmente nas universidades</p><p>federais, devido ao caráter gratuito. Dessa forma, ao planejar as avaliações,</p><p>visando a proporcionar uma aprendizagem significativa aos alunos, deve-se</p><p>entender que estes estarão, muitas vezes, reagindo e moldando seus métodos</p><p>de estudo</p><p>e sua aprendizagem visando a adequar-se a questões como passar</p><p>no vestibular. Por essa razão, há a necessidade de diversificar técnicas e</p><p>tipologias de avaliação no processo de ensino–aprendizagem.</p><p>Fonte: Adaptado de Haydt (2008).</p><p>Técnicas Instrumentos Observações</p><p>Testagem</p><p>(aplicação de</p><p>provas)</p><p>3.1 Prova oral</p><p>3.2 Prova escrita</p><p>3.2.1 Dissertativa</p><p>3.2.2 Objetiva</p><p> construída pelo</p><p>professor</p><p> teste padronizado</p><p>Alguns autores chamam de</p><p>teste só aquele que é padro-</p><p>nizado (de aproveitamento,</p><p>de aptidão, etc.), entendendo</p><p>que a prova testa conteúdos</p><p>programados, e o teste avalia</p><p>conhecimentos do aluno sem</p><p>necessariamente estarem</p><p>relacionados a conteúdos</p><p>específicos.</p><p>Autoavaliação 4.1 Lista de verificação</p><p>4.2 Escala de classificação</p><p>4.3 Gráfico</p><p>Alguns autores consideram a</p><p>autoavaliação como técnica,</p><p>e outros, como instrumento.</p><p>Quadro 2. Exemplos de técnicas e instrumentos de avaliação</p><p>(Continuação)</p><p>13Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas</p><p>Para saber mais sobre como os procedimentos avaliativos realizados no sistema educa-</p><p>cional brasileiro procuram buscar um alinhamento com os indicadores internacionais</p><p>para a área, acesse o link a seguir.</p><p>https://qrgo.page.link/K5jAa</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da União,</p><p>5 out. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/consti-</p><p>tuicao.htm. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>BRASIL. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da</p><p>educação nacional. Diário Oficial da União, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.</p><p>planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Avaliação. Brasília, [201-?].</p><p>Disponível em: http://portal.mec.gov.br/conaes-comissao-nacional-de-avaliacao-da-</p><p>-educacao-superior?id=13565. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>DUBOC, A. P. M. A avaliação da aprendizagem de língua inglesa segundo as novas teorias</p><p>de letramento. Fragmentos, n. 33, p. 263-277, 2007. Disponível em: https://periodicos.</p><p>ufsc.br/index.php/fragmentos/article/viewFile/8669/8010. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>FERNANDES, C. O.; FREITAS, L. C. Currículo e avaliação. In: BEAUCHAMP, J. (org.). et</p><p>al. Indagações sobre currículo: currículo e avaliação. Brasília: Ministério da Educação;</p><p>Secretaria de Educação Básica, 2007. E-book. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/</p><p>seb/arquivos/pdf/Ensfund/indag5.pdf. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>FURTOSO, V. A. B. Desempenho oral em português para falantes de outras línguas: da</p><p>avaliação à aprendizagem de línguas estrangeiras em contexto online. 2011. 283 f.</p><p>Tese (Doutorado em Estudos Linguísticos) — Instituto de Biociências, Letras e Ciências</p><p>Exatas, Universidade Estadual Paulista, São José do Rio Preto, 2011. Disponível em:</p><p>https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/103505/furtoso_vab_dr_sjrp.</p><p>pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>GADOTTI, M. O projeto político-pedagógico da escola na perspectiva de uma edu-</p><p>cação para a cidadania. La Salle - Revista de Educação, Ciência e Cultura, v. 1, n. 2, p. 1-6,</p><p>2000. Disponível em: http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/</p><p>Forma%C3%A7%C3%A3o%20Continuada/Artigos%20Diversos/Projeto_Politico_</p><p>Ped_1998gadotti.pdf. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas14</p><p>HAYDT, R. C. Avaliação do processo ensino aprendizagem. 6. ed. São Paulo: Ática, 2008.</p><p>INEP. ENCCEJA 2019. 2019a. Disponível em: http://enccejanacional.inep.gov.br/encceja/#!/</p><p>inicial. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>INEP. Portaria nº. 366, de 29 de abril de 2019. Estabelece as diretrizes de realização</p><p>do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) no ano de 2019. Diário Oficial da</p><p>União, 2 maio 2019c. Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/</p><p>saeb/2019/legislacao/portaria_n366_29042019.pdf. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>INEP. Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). 2015. Disponível em:</p><p>http://portal.inep.gov.br/pisa. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>INEP. Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). 2019b. Disponível em: http://portal.</p><p>inep.gov.br/educacao-basica/saeb. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>LUCKESI, C. C. Verificação ou avaliação: o que pratica a escola? In: LUCKESI, C. C. Avaliação</p><p>da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2011.</p><p>SCARAMUCCI, M. V. R. Efeito retroativo da avaliação no ensino/aprendizagem de línguas:</p><p>o estado da arte. Trabalhos em Linguística Aplicada, v. 43, n. 2, p. 203-226, 2004. Disponível</p><p>em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-18132004000200002&script=sci_</p><p>arttext&tlng=pt. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>Leitura recomendada</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Avaliação. 2018. Disponível em: http://portal.mec.</p><p>gov.br/expansao-da-rede-federal/195-secretarias-112877938/seb-educacao-ba-</p><p>sica-2007048997/13565-avaliacao. Acesso em: 12 ago. 2019.</p><p>15Perspectivas históricas da avaliação no contexto de línguas</p><p>Dica do Professor</p><p>O tema da avaliação merece ser adequadamente estudado, devido às suas múltiplas aplicações na</p><p>área da educação. Afinal, além de propor caminhos que contribuam para o aperfeiçoamento do</p><p>processo de ensino-aprendizagem dos estudantes nas escolas, também pode ser considerada como</p><p>uma importante ferramenta de gestão do sistema educacional brasileiro.</p><p>Neste vídeo, você irá aprender sobre as avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica</p><p>(SAEB) e suas relações com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/d4079f8d527027c5aefcfbd94f9e1d9a</p><p>Exercícios</p><p>1) Para que seja possível entender melhor como o conceito de avaliação se desenvolveu,</p><p>chegando até o sentido que ocupa na atualidade, é necessário reportar aos aspectos</p><p>históricos de cada época passada.</p><p>Sobre os aspectos históricos envolvidos com a avaliação escolar, avalie as seguintes</p><p>asserções e a relação proposta entre elas:</p><p>I – A avaliação escolar se reconfigurou acompanhando as transformações realizadas na área</p><p>da didática, que deslocaram a centralidade educacional do professor e do ensino para ao</p><p>aluno e sua aprendizagem.</p><p>PORQUE</p><p>II – A didática atualmente concebe a avaliação ao longo do processo ensino-aprendizagem,</p><p>pois sabemos que o resultado dos estudantes envolve várias questões que repercutem no</p><p>seu desempenho, como as metodologias, as técnicas, os recursos e o próprio tipo de</p><p>avaliação utilizado.</p><p>A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.</p><p>A) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.</p><p>B) As asserções I e II são proposições falsas.</p><p>C) A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.</p><p>D) As asserções I e II são verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I.</p><p>E) A asserção I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa da</p><p>asserção I.</p><p>“A avaliação da aprendizagem escolar adquire seu sentido na medida em que se articula com</p><p>um projeto pedagógico e com seu consequente projeto de ensino. A avaliação, tanto no</p><p>geral quanto no específico da aprendizagem, não possui uma finalidade em si; ela subsidia</p><p>um curso de ação que visa construir um resultado previamente definido.” (LUCKESI, 2011,</p><p>p.45).</p><p>A partir da citação do autor e dos estudos da Unidade de Aprendizagem, é possível afirmar</p><p>que a avaliação se relaciona com os aspectos pedagógicos, a partir de qual precedência?</p><p>2)</p><p>Priscilla Pompilho</p><p>correto</p><p>Marque a alternativa correta.</p><p>A) Existência de uma relação entre os procedimentos avaliativos utilizados pelos professores e o</p><p>que está proposto no projeto político pedagógico da escola para o alcance de seus objetivos.</p><p>B) Os professores têm total liberdade para valer-se do tipo de avaliação que julgarem mais</p><p>pertinente</p><p>para medir o desempenho de seus alunos, classificando-os como aptos ou não</p><p>para a aprovação.</p><p>C) As práticas pedagógicas não necessitam ser mensuradas, pois os professores conhecem bem</p><p>seus conteúdos e os transmitem da melhor maneira possível aos seus alunos e isso é</p><p>suficiente.</p><p>D) Ao planejar suas aulas, o professor pode deixar de fora os formatos em que a avaliação será</p><p>aplicada, deixando-a para o final daquele período letivo, seja bimestral, trimestral ou</p><p>semestral.</p><p>E) Como as avaliações têm caráter meramente quantitativo e classificatório dos alunos quanto</p><p>aos conteúdos, acabam por se distanciar dos processos pedagógicos desenvolvidos pelas</p><p>escolas.</p><p>3) Atualmente, existem algumas propostas avaliativas feitas em larga escala no sistema</p><p>educacional brasileiro, realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas</p><p>Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Entre elas, estão as que compõem o Sistema de</p><p>Avaliação da Educação Básica (SAEB).</p><p>Marque qual das afirmativas a seguir apresenta uma informação correta em relação ao</p><p>SAEB.</p><p>A) Compreende as provas que são realizadas ao final do Ensino Médio, também conhecidas</p><p>como ENEM.</p><p>B) Equivale aos questionários aplicados na primeira etapa da Educação Básica, ou seja, relativas</p><p>ao campo da Educação Infantil.</p><p>C) Condensa as avaliações institucionais e dos estudantes do Ensino Superior, entre elas o</p><p>ENADE.</p><p>D) É composto por testes cognitivos com estudantes da Educação Básica e questionários com</p><p>gestores, professores e alunos.</p><p>Priscilla Pompilho</p><p>correto</p><p>Priscilla Pompilho</p><p>correto</p><p>E) Refere-se à aplicação da PISA, valiação internacional da educação e que, no Brasil, recebe</p><p>esta designação.</p><p>4) Rodrigo é professor de Língua Portuguesa há alguns anos e, ao longo desse tempo,</p><p>desenvolveu premissas a respeito do processo de avaliação. Ele acredita que, como</p><p>professor, deve ser um “dificultador da aprendizagem” e que “os alunos só estudam quando</p><p>têm medo”. Também costuma repetir que “aluno bom é aquele que vai bem nas provas”.</p><p>Dessa forma, costuma caprichar nas provas longas e repletas de questões com dificuldade</p><p>média e alta.</p><p>Assinale a alternativa que analisa corretamente essa interpretação de Rodrigo sobre a</p><p>avaliação escolar.</p><p>A) Ao estabelecer como conduta dificultar a aprendizagem dos estudantes em suas provas,</p><p>Rodrigo está incrementando a aprendizagem dos alunos pelos índices mais altos.</p><p>B) O professor Rodrigo está alinhado com o que estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da</p><p>Educação Nacional e a Base Nacional Comum Curricular vigentes.</p><p>C) Rodrigo está agindo de forma correta, pois os alunos devem saber que escola é lugar de</p><p>estudar e adquirir conhecimentos e não de interação e de socialização.</p><p>D) O erro apresentado por Rodrigo é o fato de considerar somente a avaliação como processo</p><p>classificatório, enfatizando unicamente os aspectos quantitativos.</p><p>E) Ao optar por fazer suas provas na tipologia somativa, Rodrigo se alinha com o entendimento</p><p>de uma avaliação ao longo de todo processo ensino-aprendizagem.</p><p>Para que consiga acompanhar e monitorar o processo de ensino-aprendizagem de forma</p><p>eficiente, os professores podem alternar-se entre os diferentes tipos de avaliação existentes.</p><p>Analise cada tipologia de avaliação citada e associe-as com a descrição correta.</p><p>I – Avaliação classificatória ou somativa.</p><p>II – Avaliação formativa.</p><p>III – Avaliação diagnóstica.</p><p>( ) É aplicada para saber se os alunos já têm algum tipo de embasamento sobre os assuntos</p><p>que serão trabalhados em aula.</p><p>( ) Costuma ser utilizada ao final de períodos letivos, tendo como principal formato a</p><p>aplicação em provas e testes.</p><p>5)</p><p>Priscilla Pompilho</p><p>correto</p><p>( ) Serve para atribuir notas e medir os resultados quantitativos obtidos pelos estudantes</p><p>quanto aos conteúdos ensinados.</p><p>( ) Realiza-se ao longo de todo o processo de ensino-aprendizagem, compreendendo-a como</p><p>um meio e não uma finalidade em si.</p><p>( ) Muito utilizada para sondagens no início dos anos letivos, possibilitando ao professor</p><p>conhecer como seus alunos estão em relação às aprendizagens já adquiridas.</p><p>Qual é a sequência correta?</p><p>A) III; I; I; II; III.</p><p>B) I; II; III; I; I.</p><p>C) II; I; III; III; II.</p><p>D) III; II; II; I; II.</p><p>E) I; III; II; II; III.</p><p>Priscilla Pompilho</p><p>correto</p><p>Na prática</p><p>Quando os professores de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa compreendem a avaliação e suas</p><p>tipologias como uma aliada ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, suas práticas</p><p>avaliativas são ricas e diversificadas.</p><p>Neste Na Prática, você irá acompanhar a professora Érica, que vai explicar como realiza suas</p><p>avaliações ao lecionar a Língua Portuguesa nos anos finais do Ensino Fundamental.</p><p>Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!</p><p>Saiba mais</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>O conceito de letramento em avaliação línguas: origem de</p><p>relevância para o contexto brasileiro</p><p>Leia o artigo de autoria de Gladys Quevedo-Camargo e Matilde Virgínia Ricardi Scaramucci e</p><p>perceba outro aspecto interessante a ser considerado para a avaliação, o letramento em avaliação</p><p>de línguas.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Tipos e funções da avaliação de aprendizagem</p><p>Veja exemplos dos processos de avaliação nas tipologias somativa ou classificatória, formativa e</p><p>diagnóstica.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Avaliação formativa - uma necessidade no ensino de línguas</p><p>para sucesso das aprendizagens</p><p>O artigo de Helder Gomes Rodrigues discute o quanto a avaliação formativa contribui para o</p><p>processo de ensino-aprendizagem do ensino de línguas, desde que ocorra a partir do feedback, do</p><p>foco na aprendizagem, com caráter democrático, dialógico e inclusivo.</p><p>https://www.revistas.ufg.br/lep/article/view/54474/26057</p><p>https://www.youtube.com/embed/TKn3a1NqcnA</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>http://periodicos.se.df.gov.br/index.php/comcenso/article/view/607/404</p>