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<p>CENTRO UNIVERSITÁRIO SÃO LUCAS-AFYA</p><p>COODENAÇÃO DE MEDICINA</p><p>TIC’S SOI I</p><p>MARIANA BESSA RIBEIRO</p><p>TIC’S SEMANA 09: COMO O FATOR RH PODE AFETAR A GESTAÇÃO?</p><p>Porto Velho-RO</p><p>2024.2</p><p>MARIANA BESSA RIBEIRO</p><p>TIC’S SEMANA 09: COMO O FATOR RH PODE AFETAR A GESTAÇÃO?</p><p>Atividade apresentada a SOI I do curso de</p><p>Medicina do Centro Universitário São Lucas</p><p>como requisito parcial a obtenção de nota</p><p>para compor a modalidade de TIC’S</p><p>conforme a semana vigente.</p><p>Docente: Profº. Dra. Ana Paula de Azevedo</p><p>Porto Velho-RO</p><p>2024.2</p><p>S9: COMO O FATOR RH PODE AFETAR A GESTAÇÃO?</p><p>Como o fator RH pode afetar a gestação?</p><p>Segundo Guyton (2021), a eritroblastose fetal pode ocorrer em mães Rh-negativas que</p><p>gestam bebês Rh-positivos. Na primeira gestação, o risco é baixo, pois a sensibilização ao</p><p>fator Rh ainda não é suficiente para prejudicar o feto. Contudo, em cerca de 3% dos</p><p>segundos filhos Rh-positivos, pode haver eritroblastose, com risco aumentado em</p><p>gestações posteriores.</p><p>O organismo da mãe pode reconhecer as células sanguíneas do feto como "estranhas" ao</p><p>entrar em contato com o sangue fetal durante a gestação ou no parto, estimulando a</p><p>produção de anticorpos anti-Rh. Esses anticorpos têm a capacidade de atravessar a</p><p>placenta em gestações futuras e atacar as hemácias do feto, provocando sua aglutinação</p><p>e hemólise. Como consequência, ocorre a liberação de hemoglobina, que é convertida</p><p>pelos macrófagos fetais em bilirrubina, levando à icterícia no recém-nascido, caracterizada</p><p>pela coloração amarelada da pele e da esclera. Essa condição é conhecida como doença</p><p>hemolítica do recém-nascido (eritroblastose fetal), podendo resultar em anemia grave,</p><p>icterícia severa e, em casos mais críticos, até a morte fetal (GUYTON, 2021).</p><p>Como evitar esse problema?</p><p>A prevenção pode ser realizada através da administração da Imunoglobulina anti-D, que</p><p>deve ser administrada à gestante a partir de 28 a 30 semanas de gestação. O anticorpo</p><p>anti-D também é administrado a mulheres Rh-negativas que dão a luz a recém-nascido</p><p>para evitar a sensibilização das mães ao antígeno D. Importante para reduzir o risco de</p><p>desenvolver grandes quantidades de anticorpos D durante a segunda gravidez.</p><p>Qual a importância da tipagem sanguínea no pré-natal?</p><p>Nos casos em que a gestante é RH negativo e o pai da criança possui Rh positivo, ocorre</p><p>o risco de desenvolvimento da eritoblastose fetal. Deste modo, o exame verifica o tipo</p><p>sanguíneo da mãe é um dos exames importantes no pré-natal. Nos casos positivos, os</p><p>procedimentos adotados serão a vacina anti rh, que pode ser administrada após o parto.</p><p>De acordo com Abbas, Lichtman e Pillai (2020, p. 345), "A tipagem sanguínea é realizada</p><p>por meio da mistura das hemácias do sangue de um paciente com soros padronizados</p><p>contendo anticorpos anti-A e anti-B. Se o paciente expressa qualquer antígeno de grupo</p><p>sanguíneo, o soro específico para o antígeno irá aglutinar as hemácias."</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A. H.; PILLAI, S. Imunologia Celular e Molecular. 10. ed. Rio</p><p>de Janeiro: Elsevier, 2020.</p><p>GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 14. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Elsevier, 2021.</p>

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