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Prof. Rodolpho Bacchi Advogado, professor universitário Doutorando em Direito Mestre em Direitos Fundamentais e Novos Direitos Pós-graduado em Direito e Processo do trabalho Instagram: @rodolphobacchi Direito do Trabalho ARA0574 Temas da Aula *Definição; *Natureza Jurídica; *Princípios do Direito do Trabalho; *Fontes do Direito do Trabalho. É o complexo de normas, princípios e institutos que regula a relação empregatícia de trabalho (empregado x empregador) e outras relações de trabalho normativamente especificadas, assim como as relações coletivas de trabalho e seus respectivos sujeitos. Definição No direito do trabalho, subsistem normas dispositivas (derrogáveis pela vontade das partes) e normas cogentes ou de ordem pública (inderrogáveis pela vontade das partes), constituindo estas últimas o chamado “contrato mínimo legal”, fruto da intervenção estatal, como forma de compensar o desequilíbrio existente na relação jurídica de emprego, em razão da hipossuficiência do empregado. Por possuir preceitos de direito público e de direito privado, fundindo-se os interesses individuais e coletivo, sempre foi grande a dificuldade de posicionar o direito do trabalho dentro da dicotomia existente entre o direito público e o direito privado. Desta dificuldade é que surgiram outros gêneros como o direito misto, o direito social (tertium genus) e o direito unitário. Hodiernamente, prevalece o entendimento de que as normas do direito do trabalho nasceram nos Códigos Civis, possuindo como instituto básico o contrato de trabalho, de nítida natureza privada. Existência de normas de ordem pública em outros ramos do direito privado. Predominância do interesse privado nas relações de trabalho. Ademais, a relação de emprego é de natureza eminentemente privada, não obstante a interveniência estatal para compensar a hipossuficiência de uma das partes desta relação. Ademais, existe espaço para a autonomia individual de vontade (art. 444 da CLT). Natureza Jurídica Os princípios são as diretrizes fundamentais, as proposições básicas, as ideias estruturais de uma ciência. Américo Plá Rodriguez: “linhas diretrizes que informam algumas normas e inspiram direta ou indiretamente uma série de soluções, pelo que podem servir para promover e embasar a aprovação de novas normas, orientar a interpretação das existentes e resolver casos não previstos”. Princípios do Direito do Trabalho 1) Princípio Protetivo: é o princípio mater do direito do trabalho, assegurando-lhe a natureza de direito tuitivo (tutelar). Este princípio é extraído das normas imperativas ou cogentes (de ordem pública) originárias da intervenção estatal no ordenamento jurídico trabalhista, a fim de compensar o desequilíbrio econômico existente entre os sujeitos da relação de emprego (empregado e empregador), instituindo o chamado “contrato mínimo legal”. São normas inderrogáveis pela vontade das partes, limitando, desta forma, a autonomia da vontade contratual. Institui um patamar mínimo de direitos, o qual pode ser apenas complementado pelos contratantes. Daí decorre, como corolário, o princípio da irrenunciabilidade. A intervenção estatal, por meio de normas imperativas, não impede a autonomia da vontade contratual, mas apenas a limita, impedindo que violem as disposições de proteção ao trabalho. Artigo 444 da CLT: “As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho, aos contratos coletivos (atualmente convenções coletivas) que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes”. Princípios do Direito do Trabalho Enquanto o direito comum supõe a igualdade das partes, o direito do trabalho pressupõe uma situação de desigualdade que ele tende a corrigir com outras desigualdades. A Lei nº 13.467/2017 inseriu o parágrafo único no art.444 da CLT para permitir que o trabalhador portador de diploma de nível superior, com remuneração igual ou superior a duas vezes o valor do maior benefício previdenciário (o valor do maior benefício previdenciário é de R$8.157,41 a partir de 01.01.2025) possa negociar individualmente, sem intervenção do sindicato, naquelas matérias que o art.611-A elenca como passíveis de negociação coletiva. Em outras palavras, esse empregado prescinde de tutela sindical e estatal, sendo denominado de “empregado hipersuficiente”. Artigo 444, parágrafo único, da CLT:“A livre estipulação a que se refere o caput deste artigo aplica-se às hipóteses previstas no art. 611-A desta Consolidação, com a mesma eficácia legal, no caso de empregado portador de diploma de nível superior e que perceba salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social”. Princípios do Direito do Trabalho 2) Princípio da norma mais favorável: no conflito de normas aplicar-se-á aquela que for mais favorável ao empregado, salvo se a norma de hierarquia superior for de caráter proibitivo (de ordem pública). Teoria de Hans Kelsen (Teoria Pura do Direito): as normas de hierarquia superior constituem o fundamento de validade das normas de hierarquia inferior. No direito comum, o conflito aparente de normas é solucionado em razão da hierarquia das normas conflitantes. Se forem de igual hierarquia, por meio do princípio lex posterior derogat priori. No direito do trabalho, diante do conflito normativo, aplicar-se-á aquela que for mais favorável ao trabalhador, exceto quando a norma de hierarquia superior for de caráter proibitivo (questões de ordem pública). Não haveria hierarquia de leis, mas de normas. Princípios do Direito do Trabalho Métodos para indicação da norma mais favorável: 1º - Teoria atomista ou da acumulação: fracionamento das leis para buscar em cada dispositivo normativo o mais favorável ao trabalhador. Fere o conteúdo unitário e sistemático da norma. 2º - Teoria do conjunto ou do conglobamento: considera-se o diploma ou instrumento normativo como um todo (Direito Espanhol). 3º - Teoria orgânica ou da incindibilidade dos institutos ou conglobamento moderado: considera-se o conjunto das cláusulas referentes a cada instituto previsto pela norma. Forma mais moderada da teoria do conglobamento. Prevalente na doutrina. Ex: Artigo 3º, inciso II, da Lei nº 7.064/82 (que assegura “a aplicação da legislação brasileira de proteção ao trabalho, naquilo que não for incompatível com o disposto nesta lei, quando mais favorável do que a legislação territorial, no conjunto de normas em relação a cada matéria”). Princípios do Direito do Trabalho 3) Princípio da condição mais benéfica: assegura a prevalência das condições mais vantajosas ao empregado ajustadas no contrato de trabalho ou resultante do regulamento de empresa. Devem prevalecer as condições mais benéficas ao empregado, ainda que sobrevenha norma jurídica imperativa que prescreva menor nível de proteção, desde que com esta não sejam incompatíveis. Deste princípio decorre a impossibilidade de alteração contratual prejudicial ao empregado, ainda que bilateral. Artigo 468 da CLT: “Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração das respectivas condições, por mútuo consentimento, e, ainda assim, desde que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente desta garantia”. Por sua vez, são consideradas lícitas as alterações de local de trabalho que não provoquem a mudança de residência do empregado (remoções não relevantes), pois situada dentro do jus variandi empresarial. Neste caso, porém, caberá ao empregador complementar as despesas com transporte. Princípios do Direito do Trabalho Outras aplicações: Súmula nº 51, item I, do C. TST: “As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou alteração do regulamento”. Súmula nº 288 do C. TST: “A complementação dos proventos daaposentadoria é regida pelas normas em vigor na data da admissão do empregado, observando-se as alterações posteriores desde que mais favoráveis ao beneficiário do direito”. Princípios do Direito do Trabalho Princípios do Direito do Trabalho d) Princípio do in dubio pro operário: quando de uma mesma norma jurídica for possível se extrair mais de uma interpretação, aplicar-se-á aquela que for mais favorável ao empregado, desde que não afronte a literalidade do preceito. e) Princípio da irrenunciabilidade ou indisponibilidade: assegura a inderrogabilidade das normas trabalhistas pela vontade das partes, em face de sua natureza cogente ou de ordem pública. A indisponibilidade da norma trabalhista não tem o vício de consentimento como pressuposto necessário, ou seja, não se presume tal vício. Isso porque restaria sempre a opção da prova em contrário. No contrato de trabalho, a cláusula que previr aquém da garantia normativa é automaticamente substituída por esta garantia: a cláusula legal substitui a cláusula contratual. A aplicação deste princípio resta, atualmente, mitigada pela tese da flexibilização das normas trabalhistas, adotada de forma moderada pela CRFB/88 (artigo 7º, VI, XIII e XIV) e de forma exacerbada pelo legislador ordinário na Lei nº 13.467/2017 que inseriu o art. 611-A no texto consolidado. Princípios do Direito do Trabalho f) Princípio da integralidade e da intangibilidade do salário: protege o salário de descontos abusivos, assegurando a sua impenhorabilidade e a posição privilegiada em caso de insolvência do empregador. Fundamento Legal - Artigo 462 da CLT: “Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo (atualmente convenção coletiva)”. Ex: art.1º, §1º da Lei nº 10.820/2003 (Lei do Empréstimo Consignado). Dano causado pelo empregado - é lícito o desconto no salário, desde que previamente acordada, ou na ocorrência de dolo (artigo 462, § 1º, da CLT). Frentista - OJ nº 251 SBDI-I TST: “É lícito o desconto salarial referente à devolução de cheques sem fundos, quando o frentista não observar as recomendações previstas em instrumento coletivo.” Súmula nº 342 do C. TST: “Descontos salariais efetuados pelo empregador, com a autorização prévia e por escrito do empregado, para ser integrado em planos de assistência odontológica, médico-hospitalar, de seguro, de previdência privada, ou de entidade cooperativa, cultural ou recreativo-associativa de seus trabalhadores, em seu benefício e de seus dependentes, não afrontam o disposto no art. 462 da CLT, salvo se ficar demonstrada a existência de coação ou de outro defeito que vicie o ato jurídico”. Princípios do Direito do Trabalho Artigo 833, § 2º, do CPC/15: estabelece a impenhorabilidade absoluta dos salários, ressalvado o pagamento de prestação alimentícia de qualquer natureza. Artigo 449, § 1º, da CLT: “Na falência, constituirão créditos privilegiados a totalidade dos salários devidos ao empregado e a totalidade das indenizações a que tiver direito”. Princípios do Direito do Trabalho Princípios do Direito do Trabalho g) Princípio da primazia da realidade: a realidade objetiva evidenciada pelos fatos é que define a verdadeira natureza da relação jurídica estipulada pelos contratantes. Américo Plá Rodriguez: “O princípio da primazia da realidade significa que, em caso de discordância entre o que ocorre na prática e o que emerge de documentos ou acordos, deve-se dar preferência ao primeiro, isto é, ao que sucede no terreno dos fatos”. Independentemente do que restar formalmente ajustado pelas partes contratantes, a verdadeira natureza da relação jurídica existente entre as partes contratantes será aferida através da realidade objetiva dos fatos. O modus operandi em que realmente se desenvolver esta relação jurídica é que vai definir a existência ou não do vínculo de emprego, ou seja se presentes ou não os elementos configuradores da relação de emprego (artigo 3º da CLT), ainda que previamente ajustado em contrário pelos contratantes. Artigo 9º da CLT: “Serão nulos de pleno direito os atos praticados com objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos contidos na presente Consolidação”. Princípios do Direito do Trabalho h) Princípio da não-discriminação: proíbe a diferença de critério de admissão, de exercício de funções e de salário por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (artigo 7º, XXX) e de critério de admissão e de salário em razão de deficiência física (artigo 7º, XXXI) e a distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos (artigo 7º, XXXII). Exceção: a discriminação positiva, por meio de “ações afirmativas”, com vistas à igualdade de oportunidades no ingresso e na manutenção no mercado de trabalho daqueles integrantes dos “grupos vulneráveis”. Muitas vezes, para se atingir a tão almejada igualdade real, material ou substancial, faz-se necessário “distinguir para igualar”. Súmula nº 443 TST: “Presume-se discriminatória a despedida de empregado portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego”. Princípios do Direito do Trabalho i) Princípio da continuidade da relação de emprego: embora não seja inflexível, posto que não foi assegurada a estabilidade absoluta do empregado, a Constituição da República estabelece como direito do obreiro o pagamento de indenização compensatória em caso de despedida arbitrária (artigo 7º, I), além do aviso prévio (artigo 7º, XXI) e dos depósitos do FGTS (artigo 7º, III). A empresa, que reúne e organiza os fatores de produção (matéria-prima, capital e trabalho) com vistas à produção de bens ou serviços, tem propensão à continuidade. A organização empresarial, que contém o contrato de trabalho como um de seus órgãos, transfere a este a mesma ideia de continuidade. Súmula nº 212 do C. TST: “O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado”. Princípios do Direito do Trabalho j) princípio da irredutibilidade do salário: assegura a irredutibilidade do salário, salvo em casos excepcionais, e por meio de negociação coletiva (flexibilização sob tutela sindical), nos termos do artigo 7º, inciso VI, da CF/88. Convenção Coletiva de Trabalho – “é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho” (art. 611, caput, da CLT). Acordo Coletivo de Trabalho – “é facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar Acordos Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, que estipulem condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das acordantes respectivas relações de trabalho. (art. 611, §1º, da CLT) Conteúdo: (a) Cláusulas Contratuais: Mesas de Negociação entre os Negociantes (b) Regras Jurídicas – auxílio alimentação. Princípios do Direito do Trabalho Conceito: Etimologia: fons (nascente, manancial). Fonte do direito é a origem, o manancial de onde provém a norma jurídica. Nesse sentido, o art.8º, caput, da CLT, com a redação dada pela Lei nº 13.467/2017, discorre acerca das fontes do Direito do Trabalho: Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleçasobre o interesse público. § 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. § 2o Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar obrigações que não estejam previstas em lei. Fontes do Direito do Trabalho Classificação: a) Fontes Materiais (Reais ou Primárias): são as fontes potenciais do direito, compreendendo o conjunto dos fenômenos sociais que contribuem para a formação da substância do direito. É o fato social. A fonte material do direito do trabalho é a pressão exercida sobre o Estado capitalista pela ação reivindicadora dos trabalhadores. A finalidade precípua do direito do trabalho é a conciliação de duas tendências opostas: a exigência do respeito humano à pessoa do trabalhador e a exigência econômica da rentabilidade das empresas. Além da fonte material comum a todo o ramo do direito, identificada no “húmus social” (fato social), o direito do trabalho surgiu como conseqüência imediata da pressão dos trabalhadores. As fontes materiais consistem nos fatores reais que acarretaram a criação de uma norma jurídica. No direito do trabalho, esse fator foi o movimento reivindicatório da classe trabalhadora. Fontes do Direito do Trabalho b) Fontes Formais: são os meios pelos quais se estabelece a norma jurídica. São as formas de exteriorização do direito, com força vinculante. São fontes formais do direito do trabalho: a Constituição, as leis em sentido amplo (artigo 59 da CF/88), os regulamentos normativos, os tratados e as convenções internacionais, as sentenças normativas, os acordos coletivos de trabalho, as convenções coletivas de trabalho e os costumes. Fontes do Direito do Trabalho Classificação: a) Fontes Autônomas: são aquelas elaboradas pelos próprios destinatários principais da norma jurídica produzida. Ex: acordos coletivos de trabalho, convenções coletivas de trabalho e costumes. Convenção Coletiva de Trabalho (artigo 611, caput, da CLT): “é o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho”. Acordo Coletivo de Trabalho (artigo 611, § 1º, da CLT): “é o acordo de caráter normativo pelo qual o sindicato representativo de categoria profissional e uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica estipulam condições de trabalho, aplicável no âmbito da empresa ou das empresas acordantes, às respectivas relações de trabalho”. Reconhecimento dos acordos e convenções coletivos de trabalho pela ordem constitucional (artigo 7º, XXVI). São instrumentos de produção das normas jurídicas pelos próprios destinatários. São típicos contratos normativos. Fontes do Direito do Trabalho Costume x Hábito: consciência da obrigatoriedade (convicção dos que se conforma a uma prática constante de que a tanto estão obrigados por um dever jurídico). Assim como o artigo 4º da Lei de Introdução às Normas Jurídicas, o artigo 8º, caput, da CLT elenca os costumes como fonte subsidiária do direito do trabalho (na verdade, os “usos e costumes”). Fontes do Direito do Trabalho b) Fontes Heterônomas: são aquelas que não são elaboradas pelos próprios destinatários principais da norma jurídica produzida, mas por agente externo (Estado). Ex: a Constituição, as leis em sentido amplo (artigo 59 da CF/88), os regulamentos normativos, os tratados e as convenções internacionais e as sentenças normativas. Artigo 59, incisos I a VII, da CF/88: emendas à Constituição, leis complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos legislativos e resoluções. Acresçam-se, ainda, os antigos decretos-leis, que também possuem força normativa, assim como, atualmente, as medidas provisórias. Ex: Consolidação das Leis do Trabalho (DL nº 5.452/43). A sentença normativa da Justiça do Trabalho é um ato-regra (materialmente lei e formalmente sentença). Constitui direito novo, pela criação ou revisão das normas ou condições de trabalho, aplicáveis, abstratamente, ao âmbito das respectivas categorias e/ou bases de representação. Fontes do Direito do Trabalho Até a próxima aula! Meus contatos: Instagram: @rodolphoaquilino Facebook: Rodolpho Bacchi Emails: rodolphobacchi@gmail.com e bacchi.rodolpho@estacio.br Youtube: www.youtube.com/rodolphobacchi image8.png image4.png image7.png image10.png image11.png image12.png image9.png