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TÉCNICA DIETÉTICA AVANÇADA PROFA. FLAVIA MELO CARNES CARNES VERMELHAS: Bovina, suína, ovina PESCADOS: pescado é a denominação genérica que compreende peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios, quelônios e mamíferos de água doce utilizados na alimentação humana, como peixes, camarão, ostras, lagosta CARNES DE AVES : frango, pato, peru, ganso, avestruz CARNES DE CAÇA: Animais não domésticos. Animais silvestres comestíveis, encontrados em seu habitat natural. Exemplos.: porco-do- mato, queixada, caititu, paca, tatu. http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://static.photaki.com/Alimentares--alimentos--aves--carne-73165.jpg&imgrefurl=http://br.photaki.com/picture-alimentos-aves-carnes-aves_73195.htm&usg=__2yboNmT3JpZlkQ7w53NolLVyBgY=&h=99&w=150&sz=9&hl=pt-BR&start=3&zoom=0&itbs=1&tbnid=cl31eT6dbEHU-M:&tbnh=63&tbnw=96&prev=/search?q=IMAGEM+CARNE+AVES&hl=pt-BR&sa=G&biw=1260&bih=641&tbm=isch&ei=I4DDTcqZBqro0QH_09TNBg Considera-se carne todas as partes comestíveis dos animais comíveis. Importante salientar que todos os animais são ALIMENTOS EM POTENCIAL para o homem, incluindo músculos, vísceras, sangue, gordura, cartilagens, ossos e produtos cárneos. CARNES Sexo: hormônios sexuais influenciam na quantidade de gordura e no desenvolvimento, bem como o cheiro e no sabor das carnes; fêmeas produzem carnes mais macias que os machos. Idade e maturidade: animais jovens tem carne mais macia, e o grau de maturidade de um animal é determinante para a qualidade da carne. Manejo – Inclui local de produção, a alimentação e as condições sanitárias – essencial para a qualidade da carne. Animais confinados tem carne mais macia. QUALIDADE DAS CARNES Posição dos músculos no corpo do animal – músculos traseiros são mais macios que músculos dianteiros. Higiene e sanidade desde o abate – tratamento correto dado a carcaça e aos cortes, com higiene e sanidade em todos os pontos de controle nos sistemas de armazenamento, transporte e distribuição . Frescor, tipo de corte e apresentação comercial: as qualidades organolépticas impressionam nossos sentidos e devem ser atraentes. Produtos bem apresentados tem preferência sobre aqueles com má aparência. QUALIDADE DAS CARNES A unidade fundamental é a fibra muscular, variável em dimensão (expressa em micra ); O conjunto de fibras e denominado feixe muscular. O conjunto de feixes é chamado músculo. Ambos envolvidos de tecido conectivo, que possui a função de unir e sustentar os demais tecidos. A principal fração desse tecido é o colágeno; As proteínas miofibrilares (actina e miosina especialmente) correspondem a aproximadamente 55% das proteínas que compõem as miofibrilas. Sob o aspecto econômico, proteínas miofibrilares são muitos importantes porque a perda da capacidade de reter moléculas de água pode significar menor rendimento dos cortes. ESTRUTURA, COMPOSIÇÃO E VALOR NUTRICIONAL Na culinária, essa fração protéica, constituída pela actina e miosina, é importante porque está associada à capacidade de retenção de moléculas de água: 70% das moléculas de água presente nos músculos encontram-se associadas à estrutura das miofibrilas; Assim, influencia as características sensoriais e comerciais, devido a alta capacidade de retenção de água e de emulsificação que afetam a maciez e a suculência dos produtos; A espessura das fibras musculares, o tamanhos dos feixes das fibras, a quantidade de tecido conectivo definem a maciez dos cortes e determinam a seleção dos métodos e das técnicas se cocção capaz de torná-los macios. ESTRUTURA, COMPOSIÇÃO E VALOR NUTRICIONAL Quimicamente o tecido muscular animal, contém importantes frações de proteínas e lipídeos que respondem pela manutenção da estrutura do animal, pela textura e pela maciez dos cortes: CORTES DIANTEIROS - Provenientes de músculos mais ricos em gordura e em proteínas do tecido conectivo, originariamente responsáveis pela sustentação do animal; -Fornecem carnes mais rígidas e requerem maior tempo para cocção. ESTRUTURA, COMPOSIÇÃO E VALOR NUTRICIONAL CORTES TRASEIROS - Os músculos traseiros fornecem carnes mais macias, como o filet mignon, que precisa de pouco aquecimento para apresentar suas características gastronômicas. ESTRUTURA, COMPOSIÇÃO E VALOR NUTRICIONAL - A composição do tecido muscular é relativamente constante em diferentes espécies e sua variação depende de fatores como a idade, sexo; - A variação do teor protéico das carnes magras e do pescado é relativamente pequena e encontra-se entre 18 e 23%, enquanto o teor lipídico apresenta variações significativas entre 0,3 e 15%. A COMPOSIÇÃO DO TECIDO MUSCULAR A COR DA CARNE As carnes vermelhas caracterizam-se pela cor, e como o próprio nome indica, tem a cor vermelha. Esta cor vermelha pode variar dependendo: - Da raça; - Da idade (animas mais velhos tem a carne de cor mais escura); - Do quantidade de exercício que a massa muscular desenvolve (músculos mais solicitados para o trabalho, pela sua constituição, necessitam de mais oxigênio para os movimentos e portanto mais mioglobina , o que contribui para a cor vermelho mais escura); - Nível de sangria no abate. A COR DA CARNE Exemplos: Carne de porco: contém menos mioglobina que o boi, o que permite que os vendedores de porco a chamem de “carne branca”, embora ela seja na verdade rosada. Por serem de natureza inativos, seus músculos contêm pouco do componente vermelho armazenador de oxigênio denominado mioglobina que os outros animais usam para demanda súbita de energia; Frango: Peito de frango é branca, enquanto pescoço, pernas e as coxas são mais escuros; Peixes: contém muito menos ainda mioglobina que o boi. Ou seja, a carne animal pode ser vermelha, rosa ou branca dependendo da necessidade evolucionária de atividades muscular contínua nas diferentes espécies. A carne do atum, por exemplo, é bastante vermelha, por que os atuns nadadores fortes, rápidos, que migram distâncias enormes pelos oceanos do mundo. A COR DA CARNE A cor da carne, pode ser alterada por agentes como: oxigênio, luz, calor, frio, a luz, a cura, defumação, cocção. Na presença do oxigênio disponível apenas em pequenas quantidades para a carne, a metamioglobina é a forma favorecida quimicamente. Por isso, a superfície da carne exposta ao ar livre exibe o vermelho vivo da oximioglobina enquanto por baixo da carne, que é privada de oxigênio aos poucos vai ficando marrom. Por este motivo, na maioria dos mercados varejistas, a carne empacotada em bandejas de plástico rígido recobertas por um filme plástico especial, permeável ao oxigênio. A superfície recebe bastante oxigênio e fica vermelha, com aspecto agradável; - Como o oxigênio só consegue se difundir um pouco para dentro: quanto mais fundo, mais marrom é a carne. CARNE MATURADA É aquela resultante do processo que consiste em manter a carne refrigerada sob temperatura próximas de 0°C por um período suficiente para torná-la não apenas amaciada, como também melhorar outras qualidades organolépticas inerentes, como por exemplo, o sabor. MÉTODOS ENZIMÁTICOS: Utiliza-se enzimas naturais como a papaína, a bromelina, a ficina, ou também enzimas industrializadas , que promovem uma desorganização estrutural da fibra, fazendo com que haja aumento da acidez, resultado em uma consistência gelatinosa; A técnica consiste em manter a carne em contato com partes ou com os sucos dessas frutas ou com soluções de enzimas industrializadas; A ação enzimática é superficial, e é importante ficar atento quanto a quantidade do produto enzimático adicionado em relação à quantidade de carne, pois o amaciamento em excesso resulta em uma carne de textura friável. AMACIAMENTO DAS CARNES MÉTODOS QUÍMICOS Desde antigamente é possívelamaciar carnes usando ácidos orgânicos presentes no limão, no vinagre, na laranja. A acidez promove o rompimento parcial das fibras , amaciando-as. O tempo de exposição varia de acordo com o tamanho das peças; É um método eficaz, além de amaciar confere sabor característico. AMACIAMENTO DAS CARNES MÉTODOS MECÂNCOS Chamados de tenderização, são usados na preparação de bifes feitos com cortes de carnes mais rijas; Normalmente são utilizados utensílios cujo papel é romper as fibras musculares, impedindo grande parte de seu encolhimento pelo calor; Esses métodos produzem amaciamento, mas podem aumentar a perda de sucos da carne - prática de bater bifes para ficarem macios promove o rompimento de células, de fibras e, conseqüentemente, tem-se a liberação de moléculas de água que estavam alojadas nessas estruturas. A perda de tais moléculas leva ao comprometimento das suculências dos bifes. AMACIAMENTO DAS CARNES VARIA PARA CADA TIPO DE CARNE E DE ACORDO COM O RESULTADO QUE SE DESEJA OBTER; A TRANSMISSÃO DE CALOR PODERÁ OCORRER PELO MÉTODO DE CALOR SECO, DE CALOR ÚMIDO OU DE CALOR MISTO. TEMPERATURA DE COCÇÃO DAS CARNES VERMELHAS *É a temperatura no interior do corte. Bulbo do termômetro interior da carne. EFEITOS DO CALOR SOBRE A COCÇÃO DAS CARNES CARACTERÍSTICAS TEMPERATURA ( ºC)* Ao ponto ( carne vermelha) 60 a 70 Bem passada ( carne vermelha) 70 a 80 Muito bem passada (carne vermelha) 80 a 90 Aves e pescados 50 a 60 - As proteínas da fibras musculares tendem a encolher, formar novelos e assim endurecer a carne: quanto maior o tempo de cocção, mais dura essa se torna; - Entretanto, à medida que a temperatura ultrapassa 60° C, o colágeno presente no tecido começa a se dissolver, formando uma gelatina que induz ao amaciamento das fibras musculares percebido na mastigação; - A gordura dissolve-se pela ação do calor, agindo como um lubrificante e proporcionando a sensação de maciez na carne mastigada; - Quanto mais gordura distribuída entre os feixes musculares, mais macia a carne. MODIFICAÇÕES QUE OCORREM DURANTE A COCÇÃO MÉTODOS DE COCÇÃO OBJETIVOS – destruir germes patogênicos, coagular proteínas, abrandar o tecido conjuntivo, e desenvolver um sabor agradável; Cocção a seco – tipo grelhar – formar camada de proteção contra perda do suco interno (suculência). O sabor é exaltado pela desidratação das substâncias da superfície; O calor retrai as fibras musculares dando maior saída ao suco. COCÇÃO As gorduras das fibras se fundem e passam ao meio de cocção, diminuindo o volume da carne. A cocção ao forno deve ser lenta para que a retração das fibras seja lenta e não cause o encurtamento excessivo; Osso é condutor de calor; A cocção em meio úmido perde cerca de 1% de proteínas; A cocção rápida em alta temperatura também pode endurecer a carne. COCÇÃO A cocção prolongada transforma o colágeno em gelatina e desintegra o tecido conjuntivo em geral; A redução do volume na cocção pode ser de: - 10 a 35% em bovinos; - 15 a 30% em pescados cozidos e 20 a 40% em frituras; - até 39% em aves. PESCADOS Podem ser de água doce ou salgada, são classificados em: - Peixes – esqueleto cartilaginoso ou ósseo e presença de guelras; - Mariscos – crustáceos (camarão, lagosta e caranguejo) e moluscos (caracol, mexilhão, ostra, lula e polvo); - Cetáceos – baleia e golfinho (aproveitamento de óleo, pele e ossos); - Quelônios – tartaruga. DETERIORAÇÃO DOS PESCADOS - São muito susceptíveis à ação microbiana; - Ação dos sucos digestivos; - Enzimas dos tecidos (potencializadas pela ausência de limpeza e evisceração após a morte). COMO SABER SE O PESCADO É FRESCO? - A superfície deve estar limpa e brilhante.; - Olhos transparentes, brilhantes e salientes; - Guelras róseas ou vermelhas, úmidas e brilhantes; - Odor suave; - Ventre roliço e firme; - Escamas brilhantes e aderidas à pele; - Carne e cauda firmes; - Nadadeiras com certa resistência ao movimento. COMO SABER SE O PESCADO É FRESCO? - Aspecto geral úmido e brilhante; - Corpo em curvatura natural; - Carapaça aderida ao corpo (crustáceos); - Valvas e concha fechadas (moluscos); - Coloração própria à espécie, sem manchas; - Carne firme. * Lagostas, siris e caranguejos devem estar vivos quando submetidos à cocção. OVOS “Corpo unicelular formado no ovário dos animais, composto por protoplasma, vesículas germinativas e envoltórios” (Philippi, 2006) “...contém os nutrientes essenciais para nutrir o gérmen da respectiva espécie” (Ornellas, 2006) DEFINIÇÃO Provavelmente é o ingrediente culinário mais universalmente utilizável e utilizado; Substitui: carne e o pescado; Propriedades extraordinárias; Estabilizante Espessante Emulsionante Agente espumante 1- Casca 2- Membrana externa 3 - Membrana interna 4- Calaza 5- Clara exterior 6- Clara média 7- Membrana vitelina 8 - Núcleo Gérmen 9- Gérmen 10- Gema amarela 11 - Gema branca 12 - Clara espessa 13 - Calaza 14 - Câmara de ar 15 - Casca De acordo com o peso Tipo Peso (g) Industrial 73 CLASSIFICAÇÃO * O ovo fresco é ácido devido ao CO2 Alcalinização: favorece o crescimento de M.O. (produzem gases – arrebenta) CO2 Ar externo =ALCALINIZAÇÃO DO OVO PUTREFAÇÃO Câmara de ar aumenta Membrana vitelina se rompe Compostos de enxofre: odor e sabor Gema se espalha Clara torna-se liquefeita MODIFICAÇÃO NO OVO APÓS A POSTURA - ENVELHECIMENTO Teste do Ovo Quebrado Casca - áspera e fosca - novo - lisa e com certo brilho - velho MODIFICAÇÕES NO OVO APÓS A POSTURA - ENVELHECIMENTO Teste da luz: fresco contra a luz (denso e escuro por igual) Teste da água: qual é o ovo fresco??? MODIFICAÇÕES NO OVO APÓS A POSTURA - ENVELHECIMENTO MODIFICAÇÕES NO OVO APÓS A POSTURA - ENVELHECIMENTO Cocção: 10 minutos após fervura clara e gema estarão cozidas; Ovo pochê: ovo sem casca em água acidulada em ebulição; Não colocar o ovo gelado em ebulição – rotura da casca; > Sulfureto de ferro: camada esverdeada ferro da gema + enxofre da clara Para evitar formação não ultrapassar tempo de cocção necessário e esfriar rapidamente em água corrente depois de cozido. PROPRIEDADES DO OVO Armazenar sob refrigeração: 0 a 4ºC; Umidade: 74 a 85%; Impermeabilizar a superfície; Colocar em serragem, areia ou grãos de cevada germinando (CO2); Ponta fina para baixo; Não lavar antes de armazenar! CONSERVAÇÃO Pó: confeitaria; Congelamento: ovos sem casca (inteiros ou separados); Usar logo após descongelamento e não recongelar Pasteurizado: saco plástico, esterilizado (0 a 4ºC); Desidratados: embalados em duplo saco de polietileno atóxico e revestido em papel multifolha. Fácil para estocar e manusear CONSERVAÇÃO APLICAÇÕES NA TÉCNICA DIETÉTICA Revestir as preparações – bife à milanesa, croquetes, etc - a coagulação das proteínas mantém a forma desejada; Servir como elemento de união para leites e farinhas; Dar viscosidade às preparações – propriedade da albumina de reter o ar (clara em neve); Aumentar a preparação – suflês e mousses; Espessar a preparação –cremes, minguas, sopas, molhos; Conferir cor, brilho e sabor; Emulsificar – maioneses, sorvetes e molhos. LEITE E DERIVADOS DEFINIÇÃO LEITE – (conceituação biológica) produto originado a partir da secreção das glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos, sendo o único alimento que satisfaz as necessidades nutricionais e metabólicas do recém-nascido de cada espécie. COMPOSIÇÃO Combinação de diversos constituintes sólidos em água – numa proporção de 13% para 88%. Contém carboidratos,lipídeos e proteínas. Sólidos totais (ST) ou extrato seco total (EST) – todos os componentes exceto a água. Sólidos não-gordurosos (SNG) ou extrato seco desengordurado (ESD). Sua composição natural depende de fatores genéticos, como raça e espécie; fatores biológicos, como gestação, fase e número de lactações e idade do animal; e fatores ambientais e de manejo, como alimentação, clima, sistema de ordenha e estado sanitário. COMPOSIÇÃO PROPORÇÃO DOS PRINCIPAIS CONSTITUINTES DO LEITE BOVINO CONSTITUINTES PROPORÇÃO (%) ÁGUA 85,4 – 87,7 SÓLIDOS TOTAIS LIPÍDIO 3,4 – 5,1 SÓLIDOS TOTAIS DESENGORDURADOS PROTEÍNA 3,3 – 3,9 CARBOIDRATO (LACTOSE) 4,9 – 5,0 MINERAIS 0,68 – 0,74 COMPOSIÇÃO GORDURA – seu teor determina o valor econômico e nutricional do produto. ATIVIDADE DE ÁGUA – Alta = microorganismos pH – 6,5 – 6,7 ◦ Baixo – presença de colostro ou microorganismos ◦ Alto – infecções no úbere PROTEÍNAS Proporção varia de 30 a 35 mg/dl de alto valor biológico. Caseínas – altamente resistente ao calor e sensível ao pH (que reduz sua estabilidade térmica). Quando precipita forma uma massa coagulada, desejável na fabricação de queijos, iogurtes e outros produtos fermentados. Corresponde a 80% das proteínas do leite. Composta pelas frações α-caseína e β-caseína, que junto com o fosfato de cálcio forma as micelas. Resiste a altas temperaturas, porém a acidez reduz a estabilidade térmica. Formação de massa coagulada desejável na fabricação de queijos. PROTEÍNAS Proteínas do soro – β-lactoglobulina e α-lactoalbumina. Relação caseína/ptn do soro = 80/20 no leite bovino e 20/80 no leite humano. LIPÍDIOS Glóbulos de gordura em emulsão, de diferentes tamanhos. Proporção de ácidos graxos varia de acordo com alimentação e estágio de lactação. Distribuição da gordura – 70% SAT, 27% MONO, 3% POLI. CARBOIDRATOS Predomínio de lactose (50% dos sólidos do leite desengordurado). Os cristais de alfa-lactose são responsáveis pela sensação de arenosidade nos produtos gelados. A lactose é fonte de energia dos microorganismos, que a transformam em ácido lático, alterando o pH e coagulando a caseína. No TGI, essa acidificação melhora a absorção de cálcio. OUTROS COMPONENTES ENZIMAS – catalase, lipase, peroxidade, etc. Medem a qualidade do leite, pois a proliferação de microorganismos altera a composição das enzimas. O aumento da lipase pode causar a hidrólise das gorduras e conferir sabor rançoso aos alimentos. VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS – A e E; HIDROSSOLÚVEIS – tiamina, riboflavina, piridoxina, cobalamina, ácido pantotênico e biotina. OUTROS COMPONENTES Vitamina D, C e ácido fólico estão presentes em pequenas quantidades. Pode haver perda de vitaminas durante o armazenamento, principalmente na exposição à luz (vitamina D). Vitamina C é perdida no processamento térmico e exposição ao oxigênio. SAIS – cloretos, fosfatos, citratos, bicarbonatos, e os elementos cálcio e magnésio. CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS Sabor típico e suave, devido principalmente à concentração de ácido cítrico. A proliferação de bactérias pode causar aumento do sabor ácido, podendo se tornar azedo. O estágio de lactação influencia na salinidade, assim como o tipo de alimento logo antes da ordenha. A coloração branca deriva do reflexo da luz nos glóbulos de gordura, e a composição pode ser mais amarelada ou esverdeada, pela alteração na concentração de carotenóides e riboflavina. TIPOS DE LEITE Integral (4 a 6%), semidesnatado (1,5 a 2,5%), desnatado (0 a 0,5%). Em pó (máximo 5% umidade), evaporado (50% umidade), homogeneizado, condensado, acidificado, modificados (sem lactose, enriquecidos com ômega 3, etc), kefir. TIPOS DE LEITE TIPO A – obtido de um único rebanho e não há contato manual em qualquer fase do processamento. Máximo de 500 bactérias por ml. TIPO B – obtido de rebanhos diferentes, pode ser por ordenha mecânica ou manual. O leite deve ser refrigerado no local da ordenha por até 48 horas. Máximo de 40.000 bactérias por ml. TIPO C – Mesma origem e ordenha do tipo B, porém não precisa ser refrigerado no local da ordenha, devendo ser refrigerado até as 10 horas do dia da ordenha. Máximo de 100.000 bactérias por ml. Bactérias não permitidas – salmonela, E. coli, Listeria, Campilobacter, Sthaphilococcus, Yersinia. TRATAMENTOS TÉRMICOS Pasteurização – processo térmico de 62° a 100° C por 15 a 30 min. Elimina parte das bactérias patogênicas. Esterilização – processo térmico que atinge 120° C por até 40 min, sob alta pressão. Elimina qualquer tipo de vida. Comprometimento das proteínas e do sabor. CONSERVAÇÃO DO LEITE ARMAZENAMENTO -Pasteurizado – 24 horas -Pó – 12 meses -UHT – 3 meses USO CULINÁRIO Cocção causa a coagulação da albumina e da globulina. Separação da nata e sua utilização culinária – creme de leite, sour cream. Panificação – o leite proporciona umidade para formação do glúten e gelatinização; confere efeito estabilizante na fermentação. Leite em pó – fácil armazenamento e enriquecimento de preparações. Leite evaporado – cremes, pudins, bolos. USO DOS DERIVADOS IOGURTE – alta digestibilidade e baixo teor de lactose. Pode coalhar facilmente. CREME DE LEITE – estável devido ao alto teor de gordura. MANTEIGA – alto teor de gordura. DOCE DE LEITE PROTEÍNAS DO SORO (WHEY PROTEIN) CASEINA EM PÓ – estabilizador de espumas e para dietas especiais. QUEIJOS – maior teor de cálcio e proteínas TIPOS DE QUEIJOS MASSA CRUA – Minas frescal, Minas curado (maturado), gorgonzola (maturado) e camembert (maturado); MASSA SEMICOZIDA – prato (maturação rápida), cheddar (maturação prolongada); MASSA COZIDA – parmesão e suíço (maturação prolongada); MASSA FILADA – mussarela (não maturado), provolone (maturado). MASSA DE COAGULAÇÃO RÁPIDA – requeijão cremoso e cottage (não maturados); MASSA DE PROTEÍNAS DO SORO – ricota (não maturado). TIPOS DE QUEIJOS COMPOSIÇÃO DE DIFERENTES QUEIJOS COENDERS, A. Química culinária: estudio de lo que les sucede a los alimentos antes, durante y después de cocinados. 1 ed, Zaragoza, 1996. ORNELLAS, L.H. Seleção e preparo de alimentos. 8ed, São Paulo: Atheneu, 2007. PHILIPPI, S.T. Nutrição e Técnica Dietética. São Paulo: Manole, 2006. TACO – Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos. 4 ed., Campinas: 2011, 161p. REFERÊNCIAS