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Apostila 05 -CEP

Apostila da disciplina Controle Estatístico de Processo (curso Técnico de Manutenção de Máquinas e Equipamentos) que define o CEP e suas técnicas, aborda prevenção e detecção, conceito de variação, causas comuns vs especiais e benefícios das cartas de controle.

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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA
Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000
Or t igue i ra – PR
Curso: Técnico de manutenção de máquinas e equipamentos
Disciplina: Controle estatistico de processo Noturno 
2º Semestre – 2021
Data: 19/11/2021 Apostila 05.
Professor: José Carlos
Controle estatístico do processo – CEP
DEFININDO O CONTROLE ESTATISTICO DE PROCESSO
 Em um processo de produção existe a busca constante no mantimento de um baixo
nível de não conformidades, aplicando técnicas de controle de qualidade objetivando
reduzir ou produzir sem defeitos, ou caso ocorra identificar e corrigir.
 O CEP é uma importante ferramenta utilizada no mundo industrial para controle
da qualidade de produtos, através da sua aplicação pode ser gerenciado o
comportamento do processo. A interpretação dos dados possibilita que as
organizações definam metas.
 A aplicação das técnicas estatísticas existe a possibilidade de garantir uma
maior precisão nos dados analisados ou no processo como um todo, eliminando assim
a análise apenas tendo como base em possíveis causas. Assim o CEP é uma
ferramenta que permite a verificação com exatidão a variação do processo mostrando
dados absolutos e exatos, que posteriormente serão utilizados para análise e correção
do processo.
1. PREVENÇÃO.
A figura 1.1 abaixo é uma representação da abordagem de prevenção. O
controle do produto é feito durante sua produção e de forma periódica pelo próprio
operador.
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As técnicas estatística fornecem um método para avaliação lógica e sistemática de
informações. Especificamente, ajudam a determinar a estabilidade do processo, a
capacidade de atender coerentemente as exigências do consumidor e as causa dos
problemas. A medição seletiva não são para separar os produtos aceitáveis dos
inaceitáveis, mas controlar o processo (ou sistema) com a finalidade de avaliações,
interpretação imediata e ação apropriada do processo.
1. DETECÇÃO.
A figura 2.1 abaixo é uma representação de um método de controle ainda muito
utilizado pelas empresa brasileiras. A inspeção ocorre depois que o produto é
produzido, para separação do produto aprovado do rejeitado.
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1. CONCEITO DE VARIAÇÃO.
A variabilidade está sempre presente em qualquer processo produtivo,
independente de quão bem ele seja projetado e operado. Se compararmos duas
unidades quaisquer, produzidas pelo mesmo processo, elas jamais serão exatamente
idênticas. A VARIAÇÃO É INERENTE AO PROCESSO.
 Para o gerenciamento do processo e redução da variabilidade, é importante
investigar as causas da variabilidade no processo. O primeiro passo é distinguir entre
causas comuns e causas especiais.
2. CAUSAS COMUNS X CAUSA ESPECIAIS
Se um processo tiver variação controlada (todos os pontos tiverem dentro dos
limites de controle), mas não for aceitável (diante das especificações) de acordo com
Deming, tal problema se deve a uma causa comum. Se somente causa comuns de
variação estiverem presente no processo, dizemos que o processo está sob controle
estatístico
 Por outro lado, se o processo tiver variação não controlada (pontos fora dos limites
controle), então esse problema se deve a uma ou mais causas especiais. Se as causas
especiais estão presentes o processo não é estável, não está sob controle estatístico
 As causas especiais são causas que não são pequenas e não seguem um padrão
aleatório (erros de setup, problemas nos equipamentos ou nas ferramentas, um lote de
matéria prima com características muito diferentes etc.) e por isso também são
chamadas de causas assinaláveis. São consideradas falhas de operação.
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2. CARTAS DE CONTROLE
Benefícios das cartas de controle
Usadas adequadamente, as cartas de controle podem:
· Servir aos operadores para o controle contínuo do processo;
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· Possibilitar ajuste do processo para que produza de forma consistente e
previsível, resultando e um processo com:
· Melhor qualidade;
· Menor custo por unidade;
· Maior capacidade instalada;
 Fornecer uma linguagem comum para a análise do desempenho do processo,
separando causas especiais de variação das comuns, como um guia para ações locais
sobre o sistema.
2.1 Tipos de cartas de controle
VARIÁVEIS:
· Média ( ) e Amplitude (R). Monitora a rotina dos processos de fabricação
· Média ( ) e Desvio Padrão (S). Usada para previsões mais elevadas das
variações
· Mediana ( ) e Amplitude (R). Usada como ferramenta para monitorar produto e
processo.
· Valores Móveis Individuais e Amplitude Móvel (X – AM). Usada onde apenas
uma amostra é possível.
ATRIBUTO:
· Proporção Não-Conforme (p). Usado para análise de proporção ou percentual de
peças não conforme.
· Número de Itens Não-Conformes (Np). Usado para análise de números de peças
não conforme
· Não-Conformidades (c, u). Usada para análise das não conformidade por
unidade.
5.2 CONSTRUÇÃO DE UMA CARTA DE CONTROLE POR VARIAVEIS )
(X e R)
· Planeje como e onde será feita a coletas dos dados e a informação de
identificação da carta (o que está sendo medido, datas, local, coletor).
· Calcule a média de processo e a média das amplitudes.
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· Calcule os limites de controle superior e inferior (somente para Cartas de
Controle).
· Determine a escala para a carta de controle, esboce o centro e as linhas de
controle
· Interprete o gráfico.
 5.2.1. Gráfico Média ( ) e Amplitude (R).
EXEMPLO 1.
 CARTA X E R
1. Calcular a média (X) e a amplitude (R ).
 X1, X2, ... , Xn= Amostras Aleatórias
= Média
 = Amplitude das amostras
 = Média da amplitude
· Calculo dos limites de controle da Média.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
X1 2,4 2.1 2.5 2,4 2.5 2.3 2.3 2.6 2.5 2.4 2.4 2.3 2.2 2.5
X2 2.3 2.4 2.4 2.4 2.4 2.2 2.4 2.4 2.4 2.3 2.2 2.4 2.3 2.3
X3 2.3 2.4 2.3 2.3 2.6 2.4 2.3 2.4 2.4 2.4 2.1 2.6 2.4 2.3
X4 2.2 2.2 2.4 2.3 2.4 2.4 2.4 2.5 2.2 2.1 2.0 2,3 2.2 2.1
X5 2.4 2.3 2.3 2.3 2.4 2.3 2.3 2.6 2.3 2.2 2.33 2.3 2.4 2.4
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· Calculo dos Limites de Controle da Amplitude.
· Traçar linhas para Médias e Limites de Controle nas Cargas.
· Estimar Desvio Padrão da Carta de Controle.
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5.3 INTERPRETAÇÃO DAS CARTAS DE CONTROLE
· Ponto fora dos limites de controle.
Fig. 5.3.1 um ponto fora mais que 3 desvios padrões da linha centro.
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Fig. 5.3.2 Sete pontos consecutivos crescente ou decrescente
Fig. 5.3.3. 14 pontos consecutivos, alternando acima e abaixo;
Fig. 5.3.4. 3 pontos consecutivos, do mesmo lado da linha central.
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5.1.2 Gráfico Média ( ) e Desvio Padrão (S)
 A única diferença na aplicação do gráfico e (média e desvio padrão), ao
invés do e é no cálculo da estimativa de .
O gráfico e é utilizado quando o tamanho da amostra é grande (> 10 ou
12). Além disso, o tamanho da amostra ou subgrupo pode ser variável.
 Além disso, o tamanho da amostra ou subgrupo pode ser variável.
Do ponto de vista prático, a aplicação deste gráfico pode ser inviável para dados que
não são coletados de forma eletrônica, pois o operador deve calcular os desvios padrão
para cada ponto.
 NOTA:
 O grande problema dos gráficos de controle X - S com tamanho de amostra variável é que os limites de
controle de ambas as cartas de controle e a linha central da carta de controle S não serão constantes, o que pode
dificultar a interpretação de seus resultados. Os gráficos de controle X e S apresentarão limites de controle
variáveis, dependendo do tamanho de cada amostra: quanto menor o tamanho da amostra, mais largos serão os
limites de controle.
5.1.3 Gráfico Mediana ( ) e Amplitude (R).
Geralmente usado como ferramenta de monitoração de produto e processo.
Segundo Rebelato et al. (2006), este conjunto de gráficos mostra o comportamento da
variável do processo em termos de mediana e amplitude.
 Apresenta facilidade na construção dos elementos componentes do controle, com
fórmulas mais simples. De qualquer forma, a mediana é um estimador menos usual que
a média.
 A utilização deste conjunto de gráficos de controle, com subgrupos de tamanhos
fixos, são recomendados para controlar certas situações em que se precisa estabelecer
limites de controle por meio de um processo de medida e contagem (RAMOS, 2003).
 Conforme Toledo et al. (2013), para a construção das linhas de referência do gráfico
da Mediana (X) são utilizadas as expressões.
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LM = X
6.0 CAPABILIDADE DE PROCESSO.
 Não existe uma relação matemática ou estatística entre limite de controle e limite
de especificação. Os limites de controle são definidos em função da variabilidade do
processo e medido pelo desvio padrão. Os limites de especificação são estabelecidos
no projeto pelos engenheiros, pela administração ou pelo cliente.
 A melhor forma de se verificar a adequação de um processo às necessidade da
engenharia de produto é através do estudo de capacidade do processo ou da relação
entre a capacidade do processo e a diferença entre os limites de especificação. Esta
relação é conhecida como índice de capacidade potencial do processo - Cp.
Cp: índice de capacidade potencial do processo, leva em consideração a dispersão do
processo (curto prazo) em relação aos limites de especificação.
Sendo:
LSE = limite superior de especificação;
LIS = limite inferior de especificação;
6σ = capacidade do processo.
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Na prática, nem sempre o processo está centrado na média, ou seja, pode-se chegar a
conclusões erradas quanto a capacidade do processo. Se o processo não se encontrar
centrado na média, Kane (1986) propôs a utilização do Índice de Performance (Cpk):
Cpk: índice de capacidade nominal do processo, leva em consideração a dispersão do
processo (curto prazo) e centragem do processo em relação aos limites de
especificação.
Observações sobre os índices de capacidade do processo Cp e Cpk.
1. O índice Cpk é menor do que o Indice Cp quando o processo está descentralizado e
é igual a Cp quando o processo está centrado.
2. O Indice de Cpk que mede a capacidade real do processo, é sempre menor ou igual
ao indice Cp, que mede a máxima capacidade do processo quando ele está centrado.
3. O índice Cpk >1 é condição necessária para que a fração defeituoso seja
pequena(Inferior a 0,27%). Muitas empresas utilizam como padrão de qualidade a meta
Cpk > 1,33 que está associada a uma fração de defeituosos de 0,00633
4. Processo com Cp > 1 e Cpkmuita especialização para a coleta dos dados.
A gerência costuma sumarizar resultados utilizando dados do tipo atributo. Monitorar
atributos pode ser uma etapa intermediária, anterior a monitorização de variáveis.
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 Toda a carta de controle padronizada para atributos tem a linha central em zero e o
limite superior e inferior em +3 e -3. Esta técnica, também permite o tamanho variável
para n e utiliza uma única carta de controle para monitorar várias peças de diferentes
características de qualidade.
 8.1. Tipos de carta de controle por atributo
 8.1.1 a) Carta p para fração de não-conformes (as amostras podem ser de
tamanhos diferentes);
 8.1.2 b) Carta np para número de unidades não-conformes (as amostras devem
ter o mesmo tamanho);
 8.1.3 c) Carta c para número de não-conformidades (as amostras devem ser do
mesmo tamanho);
 8.a.4 d) Carta u para número de não-conformidades por unidade (as amostras
podem ser de tamanhos diferentes).
IMPORTÂNCIA
8.1.1 Carta p para fração de não – conforme
 A carta p mede a fração de produtos defeituosos ou produtos não
conformes em uma amostra. O grupo pode ser definido como 100 unidades coletadas
duas vezes ao dia ou 80 unidades extraídas de cada lote de produção, etc.
 Alguns estatísticos recomendam np > 5 para que seja possível uma
análise eficiente de padrões. O tamanho dos grupos (n) pode ser variável, mas é mais
prático trabalhar com subgrupos de tamanho constante.
 A freqüência de amostragem deve fazer sentido em termos de períodos de
produção. Por exemplo, 1 amostra a cada lote, ou 1 amostra por turno, ou 1 amostra a
cada troca de setup, etc
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Cálculos dos limites de controle:
Fração de não-conformes: p = d / n
p = fração de não- conforme.
d = Númro de itens defeituosos
n = Número de itens inspecionados
EXEMPLO:
Amostras Número de
Defeituosos
 (Di)
Fração de
Defeituosos
(pi)
1 12 0,18
2 15 0,30
3 8 0,16
4 10 0,20
5 4 0,08
6 7 0,14
7 16 0,32
8 9 0,18
9 14 0,28
10 10 0,20
11 5 0,10
12 6 0,12
13 17 0,34
14 12 0,24
15 22 0,44
16 8 0,16
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17 10 0,20
18 5 0,1
19 13 0,26
20 11 0,22
21 20 0,40
22 18 0,36
23 24 0,48
24 15 0,30
25 9 0,18
26 12 0,24
27 7 0,14
28 13 0,26
29 9 0,18
30 6 0,12
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Verificamos, no gráfico de proporção para refugo, que os pontos 15 e 23
encontram-se fora do limite superior de controle indicando a existência de causas
especiais de variação. Após a análise destes pontos eles foram retirados da amostras e
novos limites de controle foram calculados.
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8.1.2 Carta np para números de unidades não conformes.
O número de defeituosos np pode estar referido à amostras de tamanhos
fixos n coletadas regularmente ou então a 100% da produção num determinado
intervalo de tempo, como por exemplo, uma hora, um dia, etc. Isso significa que os
subgrupos podem, em princípio ter tamanho variável. Como consequência da
variabilidade do tamanho amostral os limites de controle também terão amplitude
variável.
 A construção dos gráficos np também tem por base a distribuição binomial, e este
gráfico de controle só pode ser construído quando lidamos com amostras de tamanhos
iguais. Os Limites de Controle são obtidos diretamente da carta p e estão descritos a
seguir:
EXEMPLO 7:
Amostra
s
Defeituoso
s
1 12
2 15
3 8
4 10
5 4
6 7
7 16
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8 9
9 14
10 10
11 5
12 6
13 17
14 12
15 22
16 8
17 10
18 5
19 13
20 11
21 20
22 18
23 24
24 15
25 9
26 12
27 7
28 13
29 9
30 6
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8.1.3 Carta c pra números de não - conformidade
 O gráfico c é empregado considerando o número de defeitos por subgrupos,
quando todos estes subgrupos forem do mesmo tamanho, isto é, tiverem o mesmo
número de itens.
1. Quando os defeitos estão distribuídos num fluxo mais ou menos contínuo de
algum produto onde poder-se-ia definir o número médio de defeitos;
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2. Quando defeitos de diferentes tipos e origens podem ser encontrados na
unidade amostral.
Os limites de controle são:
em que , sendo que são o número de
defeitos em cada um dos k subgrupos.
Exemplo:
 O quadro presenta o número de não-conformidades observadas em 26 amostras
sucessivas de 100 circuitos impressos. Note que por comodidade limitou-se em 100 o
número de não-conformidades possíveis, desta forma temos 26 amostras com 516
não-conformidades.
Desta forma os limites de controle são dados pela seguinte forma
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 Figura 5.3.2: Carta de controle com os limites ajustados.
Retirando as observações 6 e 20 podemos observar que os dados encontram-se dentro dos limites de
controle.
8.1.4 Carta u para números de não – conformidade por clientes.
 Frequentemente o número de unidades que compõem os subgrupos é variável.
Nesses casos estamos interessados em controlar a taxa de defeitos por unidade e, o
gráfico a ser utilizado será o Gráfico u.
 O valor da variável u num subgrupo que contenha ni unidades amostrais onde
sejam encontrados c defeitos, é dado por
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Para os gráficos u os limites de controle são:
em que sendo que representam os números de
defeitos e representam os tamanhos dos k subgrupos.
EXEMPLO
 Em uma empresa textil as roupas tingidas são inspecionadas para a ocorrência
de defeitos por 50 metros quadrados. Os dados dos 10 lotes de inspeção estão na
Tabela 5.4.1. Usaremos estes dados para ajustar uma carta de controle para as não-
conformidades por unidades.
Lote
Quantidade
metros quadrados
Não-conformidades
(c)
Unidades
inspecionadas (n)
Não-conformidades
por unidade (u=c/n)
1 500 14 10 1,400
2 400 12 8 1,500
3 650 20 13 1,538
4 500 11 10 1,100
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5 475 7 9,5 0,737
6 500 10 10 1,000
7 600 21 12 1,750
8 525 16 10,5 1,524
9 600 19 12 1,583
10 625 23 12,5 1,840
TOTAL 153 107,5
Os Notamos que equivale a razão entre o total de não-conformidades em relação ao
número total de inspeções por unidade. Os limites de controle serão calculados
individualmente em relação ao tamanho da amostra (ver Tabela 5.4.2).
Os limites de controle para a amostra 1 (Lote 1), considerandotamanho da amostra ni =
10, são dados por
O cálculo dos limites de controle é análogo para as outras amostras.
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Lote i ni LSC LIC
1 10 2,550486621 0,289513379
2 8 2,683922466 0,156077534
3 13 2,411502357 0,428497643
4 10 2,550486621 0,289513379
5 9,5 2,5798548 0,2601452
6 10 2,550486621 0,289513379
7 12 2,451988372 0,388011628
8 10,5 2,523241976 0,316758024
9 12 2,451988372 0,388011628
10 12,5 2,431137973 0,408862027
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Indicadores de qualidade.
O que é um indicador de desempenho ou KPI?
Assim, os KPIs, ou indicadores de desempenho, são métricas de performance que
ajudam a empresa a ter um panorama da eficácia de seus processos.
Essas métricas são avaliadas conforme os objetivos organizacionais, para que a
empresa tenha maior embasamento na hora de fazer o planejamento estratégico.
Com os resultados obtidos a partir dos indicadores, os gestores conseguem saber se é
preciso mudar de estratégia ou se a estratégia atual deve ser mantida.
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Entre os indicadores de desempenho, incluem-se fatores como rentabilidade,
competitividade no mercado, vendas e índices de rotatividade.
Ou seja, são indicadores que avaliam o desempenho do negócio em vários aspectos,
desde os financeiros aos processos produtivos da empresa.
É por isso que eles são fundamentais para o planejamento estratégico.
“KPIs representam um conjunto de medidas focando nos aspectos de performance
organizacional que são mais críticos para o sucesso atual e futuro da empresa”, afirma.
Qualquer empresa que deseja alcançar seus objetivos precisa medir indicadores de
qualidade. Com isso, é mais fácil analisar se a performance do negócio está em
conformidade com a meta a ser alcançada. Prever qualquer tipo de mudança de
percurso é praticamente impossível sem esses indicadores, já que os gestores ficam
sem embasamento para analisar o negócio.
O que significa indicadores de qualidade? Para que servem?
Os indicadores de qualidade fazem parte dos indicadores de desempenho.
Aqui estamos falando de ferramentas que mapeiam os processos da empresa.
Questões como satisfação do cliente, qualidade do serviço e produtividade fazem parte
desses indicadores.
Como o próprio nome diz, eles servem para mensurar a qualidade dos processos,
produtos e serviços da empresa, além do seu desempenho no mercado.
Tudo que diz respeito à eficiência, eficácia e efetividade dos processos da empresa e
dos serviços oferecidos ao cliente, portanto, fazem parte dos indicadores de qualidade.
Por isso, eles são importantes para que a liderança reúna informações concretas para
a tomada de decisão.
Isso contribui tanto para os processos da empresa quanto para analisar a relação que
ela tem com o mercado e os consumidores.
Para entender melhor, suponha que você seja dono de uma loja.
Para que seu estabelecimento obtenha lucros no fim do mês, dois elementos são
imprescindíveis: bom atendimento e produtos de qualidade.
Sem eles, você pode até atrair consumidores para a loja, mas não conseguirá
transformá-los em clientes fiéis.
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FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA
Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000
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É aí que entra a importância dos indicadores de qualidade.
São eles que permitem que você, como gestor, tenha uma visão crítica da qualidade do
serviço e do produto, de modo a criar melhorias contínuas no negócio.
Vantagens de usar indicadores de qualidade em uma empresa
1. Planejamento estratégico
Ter embasamento é essencial na hora de criar um planejamento estratégico para o
negócio.
Ao analisar os indicadores de qualidade, você consegue identificar pontos a serem
melhorados na empresa e saber se está trilhando o caminho certo.
A partir disso, é possível traçar o melhor plano para alcançar os objetivos e elaborar um
plano de ação estratégico.
2. Tomada de decisão
Assim como acontece no planejamento estratégico, contar com os indicadores de
qualidade também é importante para a tomada de decisão.
Essa é uma tarefa que exerce muita pressão sobre os gestores.
Isso acontece porque, sem informação, toda decisão é um tiro no escuro.
Mas, quando se tem dados sobre o negócio a partir dos indicadores, as chances de
tomar uma decisão assertiva aumentam significativamente.
3. Melhorias contínuas
Mencionamos anteriormente que qualidade no serviço, produto e processos é
primordial para satisfazer os clientes da sua empresa.
Por isso, aprimorá-los constantemente é essencial.
Mas, para tanto, você precisa descobrir quais pontos demandam melhorias  - e, nesse
caso, os indicadores de qualidade podem dar a resposta.
4. Visão crítica do negócio
Um dos erros mais comuns entre empreendedores é não ter uma visão crítica sobre o
próprio negócio.
Isso acontece, em parte, porque é difícil encontrar falhas quando se está muito próximo
do processo da empresa.
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Assim, os dados coletados a partir dos indicadores possibilitam uma visão consistente
da situação da empresa, em que erros e acertos podem ser mapeados com maior
facilidade.
5. Eliminação de erros.
Um dos benefícios dos indicadores de qualidade é que o gestor passa a ter
informações sólidas sobre o negócio.
Isso facilita a eliminação de erros nos processos da empresa, principalmente quando
eles são recorrentes, e de gastos com retrabalho.
6. Produtividade
Indicadores de qualidade também incluem a produtividade.
Quanto tempo é necessário que os colaboradores gastem para realizar cada etapa do
processo?
Quais recursos financeiros são indispensáveis para manter o seu negócio girando?
Ter essas informações é crucial para encontrar maneiras de aumentar a produtividade
da equipe e da empresa como um todo.
Importância e objetivos de avaliar indicadores de qualidade
Independentemente do porte da sua empresa ou do segmento em que atua, tenha em
mente que os indicadores de qualidade são imprescindíveis.
É claro que você irá definir indicadores que façam sentido para a realidade do seu
negócio, em conformidade com os objetivos organizacionais.
Aí, medir esses indicadores torna-se fundamental para alcançar as metas com
segurança e planejamento.
Caso contrário, você deixa o futuro da empresa nas mãos de “achismos” e da sorte.
É justamente esta a importância dos indicadores de qualidade: identificar possíveis
melhorias na empresa e gerar embasamento para a tomada de decisão.
Quais processos precisam ser melhorados?
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Indicadores de qualidade mais usados
1. Eficiência
Medir a produtividade da empresa é essencial para fazer mais em menos tempo e com
a maior economia de recursos humanos e financeiros possível.
Isso inclui desde recursos básicos de trabalho, como espaço, luz e internet, ao horário
de trabalho na empresa e ritmo de produção por colaborador.
Esse indicador é essencial para que você saiba quantos recursos utiliza para manter o
seu negócio girando e para identificar processos em que há desperdício.
2. Efetividade
Sua empresa é efetiva ao realizar o que se propõe?
Responder a esse questionamento é o objetivo dos indicadores de qualidade que
medem a efetividade da empresa.
A ideia é analisar os processosda empresa como propulsores dos resultados obtidos,
seja em relação à relevância do produto ou o aumento do lucro, por exemplo.
Por isso, é tão importante que sejam estabelecidos objetivos e metas para o negócio a
fim de avaliar se a empresa está realizando os processos de forma adequada.
3. Eficácia
Os indicadores de eficácia visam à identificação do grau de sucesso obtido a partir dos
processos e produções da empresa.
Desse modo, eles dizem respeito à satisfação dos clientes, uma vez que esse fator
mede a receptividade do produto ou serviço entre os consumidores finais.
Reflita: se o seu cliente não está disposto a ser fiel à sua marca, nem a recomendá-la a
outras pessoas, o trabalho desenvolvido não é eficaz.
Isso porque todo trabalho desenvolvido na empresa não trouxe os resultados
esperados.
Ou, pelo contrário, os indicadores de eficácia podem comprovar que a sua empresa
está na direção correta.
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Principais indicadores de desempenho de processos (KPIs)?
Confira os cinco principais KPIs de desempenho de processos que você deve aplicar
na empresa:
4. Lucratividade
É a relação entre lucro e vendas totais da empresa por meio de percentuais.
O cálculo é feito a partir do faturamento e do lucro líquido para se chegar ao índice de
lucratividade da empresa.
O resultado depende bastante dos custos envolvidos na produção, que podem sofrer
uma análise mais apurada após a verificação do indicador de lucratividade.
5. Rentabilidade
Nesse caso, a relação é entre o lucro e os investimentos realizados pela empresa, por
meio da qual é possível saber o quão rentável é a empresa.
Com esse indicador, é possível avaliar se determinado investimento vai valer a pena e
se aquela alocação de recursos feita está trazendo o resultado projetado.
5. Competitividade
Trata-se da relação da empresa com os seus concorrentes diretos.
Esse é um KPI fundamental para conhecer a real situação da empresa no mercado e
criar um planejamento estratégico a partir disso.
6. Valor
O KPI de valor indica o grau de valor percebido pelo cliente em relação à quantia que
ele precisou pagar pelo serviço ou produto.
É uma maneira de saber se o que a empresa oferece gera valor e satisfação para o
consumidor.
7. Rotatividade
Alta taxa de rotatividade de funcionários é sinal de que algo dentro da empresa não vai
bem.
Isso pode indicar problemas desde os processos de trabalho à relação da gerência com
os colaboradores.
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Manter controle do KPI de rotatividade, também conhecido como turnover, é essencial
para reduzir custos e reter os grandes talentos da organização.
Exemplos de indicadores de qualidade e produtividade
Indicadores de qualidade e produtividade estão relacionados entre si, uma vez que
buscam compreender o funcionamento dos processos da empresa e a percepção do
público em relação a ela.
Confira cinco exemplos:
1. Taxa de reclamação dos clientes
O objetivo é identificar o grau de insatisfação em relação ao seu produto ou serviço.
Altas taxas de reclamação dos clientes significam que algo não vai bem nos processos
da empresa, no atendimento ou naquilo que você oferece a eles.
2. Horas de trabalho por colaborador
Quantas horas de trabalho cada colaborador da empresa leva para fazer cada etapa do
processo?
Além de organizar o ritmo de trabalho da empresa, esse indicador permite saber qual é
o grau de produtividade da empresa e adotar medidas para melhorar esse aspecto.
3. Recursos financeiros por processo
Se você não sabe quanto cada processo da empresa demanda financeiramente, fica
difícil evitar desperdícios e otimizar os gastos.
Lembre-se de que todo dado financeiro coletado é importante para manter um
orçamento saudável.
4. Taxa de conversão de vendas
Com esse indicador, é possível avaliar se a empresa está conseguindo transformar os
leads de vendas em clientes.
Isso é importante para o planejamento de técnicas de conversão de vendas, de modo a
ampliar a cartela de clientes.
5. Taxa de fidelização de clientes
De nada adianta converter leads em clientes se você não for capaz de fidelizá-los
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Analisar essa taxa gera embasamento para criar novas estratégias de fidelização, ou,
então, potencializar aquelas que a empresa já coloca em prática.
	Indicadores de qualidade mais usados

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