Prévia do material em texto
CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Curso: Técnico de manutenção de máquinas e equipamentos Disciplina: Controle estatistico de processo Noturno 2º Semestre – 2021 Data: 19/11/2021 Apostila 05. Professor: José Carlos Controle estatístico do processo – CEP DEFININDO O CONTROLE ESTATISTICO DE PROCESSO Em um processo de produção existe a busca constante no mantimento de um baixo nível de não conformidades, aplicando técnicas de controle de qualidade objetivando reduzir ou produzir sem defeitos, ou caso ocorra identificar e corrigir. O CEP é uma importante ferramenta utilizada no mundo industrial para controle da qualidade de produtos, através da sua aplicação pode ser gerenciado o comportamento do processo. A interpretação dos dados possibilita que as organizações definam metas. A aplicação das técnicas estatísticas existe a possibilidade de garantir uma maior precisão nos dados analisados ou no processo como um todo, eliminando assim a análise apenas tendo como base em possíveis causas. Assim o CEP é uma ferramenta que permite a verificação com exatidão a variação do processo mostrando dados absolutos e exatos, que posteriormente serão utilizados para análise e correção do processo. 1. PREVENÇÃO. A figura 1.1 abaixo é uma representação da abordagem de prevenção. O controle do produto é feito durante sua produção e de forma periódica pelo próprio operador. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR As técnicas estatística fornecem um método para avaliação lógica e sistemática de informações. Especificamente, ajudam a determinar a estabilidade do processo, a capacidade de atender coerentemente as exigências do consumidor e as causa dos problemas. A medição seletiva não são para separar os produtos aceitáveis dos inaceitáveis, mas controlar o processo (ou sistema) com a finalidade de avaliações, interpretação imediata e ação apropriada do processo. 1. DETECÇÃO. A figura 2.1 abaixo é uma representação de um método de controle ainda muito utilizado pelas empresa brasileiras. A inspeção ocorre depois que o produto é produzido, para separação do produto aprovado do rejeitado. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 1. CONCEITO DE VARIAÇÃO. A variabilidade está sempre presente em qualquer processo produtivo, independente de quão bem ele seja projetado e operado. Se compararmos duas unidades quaisquer, produzidas pelo mesmo processo, elas jamais serão exatamente idênticas. A VARIAÇÃO É INERENTE AO PROCESSO. Para o gerenciamento do processo e redução da variabilidade, é importante investigar as causas da variabilidade no processo. O primeiro passo é distinguir entre causas comuns e causas especiais. 2. CAUSAS COMUNS X CAUSA ESPECIAIS Se um processo tiver variação controlada (todos os pontos tiverem dentro dos limites de controle), mas não for aceitável (diante das especificações) de acordo com Deming, tal problema se deve a uma causa comum. Se somente causa comuns de variação estiverem presente no processo, dizemos que o processo está sob controle estatístico Por outro lado, se o processo tiver variação não controlada (pontos fora dos limites controle), então esse problema se deve a uma ou mais causas especiais. Se as causas especiais estão presentes o processo não é estável, não está sob controle estatístico As causas especiais são causas que não são pequenas e não seguem um padrão aleatório (erros de setup, problemas nos equipamentos ou nas ferramentas, um lote de matéria prima com características muito diferentes etc.) e por isso também são chamadas de causas assinaláveis. São consideradas falhas de operação. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR . CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 2. CARTAS DE CONTROLE Benefícios das cartas de controle Usadas adequadamente, as cartas de controle podem: · Servir aos operadores para o controle contínuo do processo; CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR · Possibilitar ajuste do processo para que produza de forma consistente e previsível, resultando e um processo com: · Melhor qualidade; · Menor custo por unidade; · Maior capacidade instalada; Fornecer uma linguagem comum para a análise do desempenho do processo, separando causas especiais de variação das comuns, como um guia para ações locais sobre o sistema. 2.1 Tipos de cartas de controle VARIÁVEIS: · Média ( ) e Amplitude (R). Monitora a rotina dos processos de fabricação · Média ( ) e Desvio Padrão (S). Usada para previsões mais elevadas das variações · Mediana ( ) e Amplitude (R). Usada como ferramenta para monitorar produto e processo. · Valores Móveis Individuais e Amplitude Móvel (X – AM). Usada onde apenas uma amostra é possível. ATRIBUTO: · Proporção Não-Conforme (p). Usado para análise de proporção ou percentual de peças não conforme. · Número de Itens Não-Conformes (Np). Usado para análise de números de peças não conforme · Não-Conformidades (c, u). Usada para análise das não conformidade por unidade. 5.2 CONSTRUÇÃO DE UMA CARTA DE CONTROLE POR VARIAVEIS ) (X e R) · Planeje como e onde será feita a coletas dos dados e a informação de identificação da carta (o que está sendo medido, datas, local, coletor). · Calcule a média de processo e a média das amplitudes. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR · Calcule os limites de controle superior e inferior (somente para Cartas de Controle). · Determine a escala para a carta de controle, esboce o centro e as linhas de controle · Interprete o gráfico. 5.2.1. Gráfico Média ( ) e Amplitude (R). EXEMPLO 1. CARTA X E R 1. Calcular a média (X) e a amplitude (R ). X1, X2, ... , Xn= Amostras Aleatórias = Média = Amplitude das amostras = Média da amplitude · Calculo dos limites de controle da Média. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 X1 2,4 2.1 2.5 2,4 2.5 2.3 2.3 2.6 2.5 2.4 2.4 2.3 2.2 2.5 X2 2.3 2.4 2.4 2.4 2.4 2.2 2.4 2.4 2.4 2.3 2.2 2.4 2.3 2.3 X3 2.3 2.4 2.3 2.3 2.6 2.4 2.3 2.4 2.4 2.4 2.1 2.6 2.4 2.3 X4 2.2 2.2 2.4 2.3 2.4 2.4 2.4 2.5 2.2 2.1 2.0 2,3 2.2 2.1 X5 2.4 2.3 2.3 2.3 2.4 2.3 2.3 2.6 2.3 2.2 2.33 2.3 2.4 2.4 CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR · Calculo dos Limites de Controle da Amplitude. · Traçar linhas para Médias e Limites de Controle nas Cargas. · Estimar Desvio Padrão da Carta de Controle. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 5.3 INTERPRETAÇÃO DAS CARTAS DE CONTROLE · Ponto fora dos limites de controle. Fig. 5.3.1 um ponto fora mais que 3 desvios padrões da linha centro. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000Or t igue i ra – PR Fig. 5.3.2 Sete pontos consecutivos crescente ou decrescente Fig. 5.3.3. 14 pontos consecutivos, alternando acima e abaixo; Fig. 5.3.4. 3 pontos consecutivos, do mesmo lado da linha central. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 5.1.2 Gráfico Média ( ) e Desvio Padrão (S) A única diferença na aplicação do gráfico e (média e desvio padrão), ao invés do e é no cálculo da estimativa de . O gráfico e é utilizado quando o tamanho da amostra é grande (> 10 ou 12). Além disso, o tamanho da amostra ou subgrupo pode ser variável. Além disso, o tamanho da amostra ou subgrupo pode ser variável. Do ponto de vista prático, a aplicação deste gráfico pode ser inviável para dados que não são coletados de forma eletrônica, pois o operador deve calcular os desvios padrão para cada ponto. NOTA: O grande problema dos gráficos de controle X - S com tamanho de amostra variável é que os limites de controle de ambas as cartas de controle e a linha central da carta de controle S não serão constantes, o que pode dificultar a interpretação de seus resultados. Os gráficos de controle X e S apresentarão limites de controle variáveis, dependendo do tamanho de cada amostra: quanto menor o tamanho da amostra, mais largos serão os limites de controle. 5.1.3 Gráfico Mediana ( ) e Amplitude (R). Geralmente usado como ferramenta de monitoração de produto e processo. Segundo Rebelato et al. (2006), este conjunto de gráficos mostra o comportamento da variável do processo em termos de mediana e amplitude. Apresenta facilidade na construção dos elementos componentes do controle, com fórmulas mais simples. De qualquer forma, a mediana é um estimador menos usual que a média. A utilização deste conjunto de gráficos de controle, com subgrupos de tamanhos fixos, são recomendados para controlar certas situações em que se precisa estabelecer limites de controle por meio de um processo de medida e contagem (RAMOS, 2003). Conforme Toledo et al. (2013), para a construção das linhas de referência do gráfico da Mediana (X) são utilizadas as expressões. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR LM = X 6.0 CAPABILIDADE DE PROCESSO. Não existe uma relação matemática ou estatística entre limite de controle e limite de especificação. Os limites de controle são definidos em função da variabilidade do processo e medido pelo desvio padrão. Os limites de especificação são estabelecidos no projeto pelos engenheiros, pela administração ou pelo cliente. A melhor forma de se verificar a adequação de um processo às necessidade da engenharia de produto é através do estudo de capacidade do processo ou da relação entre a capacidade do processo e a diferença entre os limites de especificação. Esta relação é conhecida como índice de capacidade potencial do processo - Cp. Cp: índice de capacidade potencial do processo, leva em consideração a dispersão do processo (curto prazo) em relação aos limites de especificação. Sendo: LSE = limite superior de especificação; LIS = limite inferior de especificação; 6σ = capacidade do processo. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Na prática, nem sempre o processo está centrado na média, ou seja, pode-se chegar a conclusões erradas quanto a capacidade do processo. Se o processo não se encontrar centrado na média, Kane (1986) propôs a utilização do Índice de Performance (Cpk): Cpk: índice de capacidade nominal do processo, leva em consideração a dispersão do processo (curto prazo) e centragem do processo em relação aos limites de especificação. Observações sobre os índices de capacidade do processo Cp e Cpk. 1. O índice Cpk é menor do que o Indice Cp quando o processo está descentralizado e é igual a Cp quando o processo está centrado. 2. O Indice de Cpk que mede a capacidade real do processo, é sempre menor ou igual ao indice Cp, que mede a máxima capacidade do processo quando ele está centrado. 3. O índice Cpk >1 é condição necessária para que a fração defeituoso seja pequena(Inferior a 0,27%). Muitas empresas utilizam como padrão de qualidade a meta Cpk > 1,33 que está associada a uma fração de defeituosos de 0,00633 4. Processo com Cp > 1 e Cpkmuita especialização para a coleta dos dados. A gerência costuma sumarizar resultados utilizando dados do tipo atributo. Monitorar atributos pode ser uma etapa intermediária, anterior a monitorização de variáveis. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Toda a carta de controle padronizada para atributos tem a linha central em zero e o limite superior e inferior em +3 e -3. Esta técnica, também permite o tamanho variável para n e utiliza uma única carta de controle para monitorar várias peças de diferentes características de qualidade. 8.1. Tipos de carta de controle por atributo 8.1.1 a) Carta p para fração de não-conformes (as amostras podem ser de tamanhos diferentes); 8.1.2 b) Carta np para número de unidades não-conformes (as amostras devem ter o mesmo tamanho); 8.1.3 c) Carta c para número de não-conformidades (as amostras devem ser do mesmo tamanho); 8.a.4 d) Carta u para número de não-conformidades por unidade (as amostras podem ser de tamanhos diferentes). IMPORTÂNCIA 8.1.1 Carta p para fração de não – conforme A carta p mede a fração de produtos defeituosos ou produtos não conformes em uma amostra. O grupo pode ser definido como 100 unidades coletadas duas vezes ao dia ou 80 unidades extraídas de cada lote de produção, etc. Alguns estatísticos recomendam np > 5 para que seja possível uma análise eficiente de padrões. O tamanho dos grupos (n) pode ser variável, mas é mais prático trabalhar com subgrupos de tamanho constante. A freqüência de amostragem deve fazer sentido em termos de períodos de produção. Por exemplo, 1 amostra a cada lote, ou 1 amostra por turno, ou 1 amostra a cada troca de setup, etc CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Cálculos dos limites de controle: Fração de não-conformes: p = d / n p = fração de não- conforme. d = Númro de itens defeituosos n = Número de itens inspecionados EXEMPLO: Amostras Número de Defeituosos (Di) Fração de Defeituosos (pi) 1 12 0,18 2 15 0,30 3 8 0,16 4 10 0,20 5 4 0,08 6 7 0,14 7 16 0,32 8 9 0,18 9 14 0,28 10 10 0,20 11 5 0,10 12 6 0,12 13 17 0,34 14 12 0,24 15 22 0,44 16 8 0,16 CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 17 10 0,20 18 5 0,1 19 13 0,26 20 11 0,22 21 20 0,40 22 18 0,36 23 24 0,48 24 15 0,30 25 9 0,18 26 12 0,24 27 7 0,14 28 13 0,26 29 9 0,18 30 6 0,12 CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Verificamos, no gráfico de proporção para refugo, que os pontos 15 e 23 encontram-se fora do limite superior de controle indicando a existência de causas especiais de variação. Após a análise destes pontos eles foram retirados da amostras e novos limites de controle foram calculados. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 8.1.2 Carta np para números de unidades não conformes. O número de defeituosos np pode estar referido à amostras de tamanhos fixos n coletadas regularmente ou então a 100% da produção num determinado intervalo de tempo, como por exemplo, uma hora, um dia, etc. Isso significa que os subgrupos podem, em princípio ter tamanho variável. Como consequência da variabilidade do tamanho amostral os limites de controle também terão amplitude variável. A construção dos gráficos np também tem por base a distribuição binomial, e este gráfico de controle só pode ser construído quando lidamos com amostras de tamanhos iguais. Os Limites de Controle são obtidos diretamente da carta p e estão descritos a seguir: EXEMPLO 7: Amostra s Defeituoso s 1 12 2 15 3 8 4 10 5 4 6 7 7 16 CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 8 9 9 14 10 10 11 5 12 6 13 17 14 12 15 22 16 8 17 10 18 5 19 13 20 11 21 20 22 18 23 24 24 15 25 9 26 12 27 7 28 13 29 9 30 6 CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 8.1.3 Carta c pra números de não - conformidade O gráfico c é empregado considerando o número de defeitos por subgrupos, quando todos estes subgrupos forem do mesmo tamanho, isto é, tiverem o mesmo número de itens. 1. Quando os defeitos estão distribuídos num fluxo mais ou menos contínuo de algum produto onde poder-se-ia definir o número médio de defeitos; CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 2. Quando defeitos de diferentes tipos e origens podem ser encontrados na unidade amostral. Os limites de controle são: em que , sendo que são o número de defeitos em cada um dos k subgrupos. Exemplo: O quadro presenta o número de não-conformidades observadas em 26 amostras sucessivas de 100 circuitos impressos. Note que por comodidade limitou-se em 100 o número de não-conformidades possíveis, desta forma temos 26 amostras com 516 não-conformidades. Desta forma os limites de controle são dados pela seguinte forma CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Figura 5.3.2: Carta de controle com os limites ajustados. Retirando as observações 6 e 20 podemos observar que os dados encontram-se dentro dos limites de controle. 8.1.4 Carta u para números de não – conformidade por clientes. Frequentemente o número de unidades que compõem os subgrupos é variável. Nesses casos estamos interessados em controlar a taxa de defeitos por unidade e, o gráfico a ser utilizado será o Gráfico u. O valor da variável u num subgrupo que contenha ni unidades amostrais onde sejam encontrados c defeitos, é dado por CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Para os gráficos u os limites de controle são: em que sendo que representam os números de defeitos e representam os tamanhos dos k subgrupos. EXEMPLO Em uma empresa textil as roupas tingidas são inspecionadas para a ocorrência de defeitos por 50 metros quadrados. Os dados dos 10 lotes de inspeção estão na Tabela 5.4.1. Usaremos estes dados para ajustar uma carta de controle para as não- conformidades por unidades. Lote Quantidade metros quadrados Não-conformidades (c) Unidades inspecionadas (n) Não-conformidades por unidade (u=c/n) 1 500 14 10 1,400 2 400 12 8 1,500 3 650 20 13 1,538 4 500 11 10 1,100 CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR 5 475 7 9,5 0,737 6 500 10 10 1,000 7 600 21 12 1,750 8 525 16 10,5 1,524 9 600 19 12 1,583 10 625 23 12,5 1,840 TOTAL 153 107,5 Os Notamos que equivale a razão entre o total de não-conformidades em relação ao número total de inspeções por unidade. Os limites de controle serão calculados individualmente em relação ao tamanho da amostra (ver Tabela 5.4.2). Os limites de controle para a amostra 1 (Lote 1), considerandotamanho da amostra ni = 10, são dados por O cálculo dos limites de controle é análogo para as outras amostras. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Lote i ni LSC LIC 1 10 2,550486621 0,289513379 2 8 2,683922466 0,156077534 3 13 2,411502357 0,428497643 4 10 2,550486621 0,289513379 5 9,5 2,5798548 0,2601452 6 10 2,550486621 0,289513379 7 12 2,451988372 0,388011628 8 10,5 2,523241976 0,316758024 9 12 2,451988372 0,388011628 10 12,5 2,431137973 0,408862027 CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Indicadores de qualidade. O que é um indicador de desempenho ou KPI? Assim, os KPIs, ou indicadores de desempenho, são métricas de performance que ajudam a empresa a ter um panorama da eficácia de seus processos. Essas métricas são avaliadas conforme os objetivos organizacionais, para que a empresa tenha maior embasamento na hora de fazer o planejamento estratégico. Com os resultados obtidos a partir dos indicadores, os gestores conseguem saber se é preciso mudar de estratégia ou se a estratégia atual deve ser mantida. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Entre os indicadores de desempenho, incluem-se fatores como rentabilidade, competitividade no mercado, vendas e índices de rotatividade. Ou seja, são indicadores que avaliam o desempenho do negócio em vários aspectos, desde os financeiros aos processos produtivos da empresa. É por isso que eles são fundamentais para o planejamento estratégico. “KPIs representam um conjunto de medidas focando nos aspectos de performance organizacional que são mais críticos para o sucesso atual e futuro da empresa”, afirma. Qualquer empresa que deseja alcançar seus objetivos precisa medir indicadores de qualidade. Com isso, é mais fácil analisar se a performance do negócio está em conformidade com a meta a ser alcançada. Prever qualquer tipo de mudança de percurso é praticamente impossível sem esses indicadores, já que os gestores ficam sem embasamento para analisar o negócio. O que significa indicadores de qualidade? Para que servem? Os indicadores de qualidade fazem parte dos indicadores de desempenho. Aqui estamos falando de ferramentas que mapeiam os processos da empresa. Questões como satisfação do cliente, qualidade do serviço e produtividade fazem parte desses indicadores. Como o próprio nome diz, eles servem para mensurar a qualidade dos processos, produtos e serviços da empresa, além do seu desempenho no mercado. Tudo que diz respeito à eficiência, eficácia e efetividade dos processos da empresa e dos serviços oferecidos ao cliente, portanto, fazem parte dos indicadores de qualidade. Por isso, eles são importantes para que a liderança reúna informações concretas para a tomada de decisão. Isso contribui tanto para os processos da empresa quanto para analisar a relação que ela tem com o mercado e os consumidores. Para entender melhor, suponha que você seja dono de uma loja. Para que seu estabelecimento obtenha lucros no fim do mês, dois elementos são imprescindíveis: bom atendimento e produtos de qualidade. Sem eles, você pode até atrair consumidores para a loja, mas não conseguirá transformá-los em clientes fiéis. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR É aí que entra a importância dos indicadores de qualidade. São eles que permitem que você, como gestor, tenha uma visão crítica da qualidade do serviço e do produto, de modo a criar melhorias contínuas no negócio. Vantagens de usar indicadores de qualidade em uma empresa 1. Planejamento estratégico Ter embasamento é essencial na hora de criar um planejamento estratégico para o negócio. Ao analisar os indicadores de qualidade, você consegue identificar pontos a serem melhorados na empresa e saber se está trilhando o caminho certo. A partir disso, é possível traçar o melhor plano para alcançar os objetivos e elaborar um plano de ação estratégico. 2. Tomada de decisão Assim como acontece no planejamento estratégico, contar com os indicadores de qualidade também é importante para a tomada de decisão. Essa é uma tarefa que exerce muita pressão sobre os gestores. Isso acontece porque, sem informação, toda decisão é um tiro no escuro. Mas, quando se tem dados sobre o negócio a partir dos indicadores, as chances de tomar uma decisão assertiva aumentam significativamente. 3. Melhorias contínuas Mencionamos anteriormente que qualidade no serviço, produto e processos é primordial para satisfazer os clientes da sua empresa. Por isso, aprimorá-los constantemente é essencial. Mas, para tanto, você precisa descobrir quais pontos demandam melhorias - e, nesse caso, os indicadores de qualidade podem dar a resposta. 4. Visão crítica do negócio Um dos erros mais comuns entre empreendedores é não ter uma visão crítica sobre o próprio negócio. Isso acontece, em parte, porque é difícil encontrar falhas quando se está muito próximo do processo da empresa. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Assim, os dados coletados a partir dos indicadores possibilitam uma visão consistente da situação da empresa, em que erros e acertos podem ser mapeados com maior facilidade. 5. Eliminação de erros. Um dos benefícios dos indicadores de qualidade é que o gestor passa a ter informações sólidas sobre o negócio. Isso facilita a eliminação de erros nos processos da empresa, principalmente quando eles são recorrentes, e de gastos com retrabalho. 6. Produtividade Indicadores de qualidade também incluem a produtividade. Quanto tempo é necessário que os colaboradores gastem para realizar cada etapa do processo? Quais recursos financeiros são indispensáveis para manter o seu negócio girando? Ter essas informações é crucial para encontrar maneiras de aumentar a produtividade da equipe e da empresa como um todo. Importância e objetivos de avaliar indicadores de qualidade Independentemente do porte da sua empresa ou do segmento em que atua, tenha em mente que os indicadores de qualidade são imprescindíveis. É claro que você irá definir indicadores que façam sentido para a realidade do seu negócio, em conformidade com os objetivos organizacionais. Aí, medir esses indicadores torna-se fundamental para alcançar as metas com segurança e planejamento. Caso contrário, você deixa o futuro da empresa nas mãos de “achismos” e da sorte. É justamente esta a importância dos indicadores de qualidade: identificar possíveis melhorias na empresa e gerar embasamento para a tomada de decisão. Quais processos precisam ser melhorados? CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Indicadores de qualidade mais usados 1. Eficiência Medir a produtividade da empresa é essencial para fazer mais em menos tempo e com a maior economia de recursos humanos e financeiros possível. Isso inclui desde recursos básicos de trabalho, como espaço, luz e internet, ao horário de trabalho na empresa e ritmo de produção por colaborador. Esse indicador é essencial para que você saiba quantos recursos utiliza para manter o seu negócio girando e para identificar processos em que há desperdício. 2. Efetividade Sua empresa é efetiva ao realizar o que se propõe? Responder a esse questionamento é o objetivo dos indicadores de qualidade que medem a efetividade da empresa. A ideia é analisar os processosda empresa como propulsores dos resultados obtidos, seja em relação à relevância do produto ou o aumento do lucro, por exemplo. Por isso, é tão importante que sejam estabelecidos objetivos e metas para o negócio a fim de avaliar se a empresa está realizando os processos de forma adequada. 3. Eficácia Os indicadores de eficácia visam à identificação do grau de sucesso obtido a partir dos processos e produções da empresa. Desse modo, eles dizem respeito à satisfação dos clientes, uma vez que esse fator mede a receptividade do produto ou serviço entre os consumidores finais. Reflita: se o seu cliente não está disposto a ser fiel à sua marca, nem a recomendá-la a outras pessoas, o trabalho desenvolvido não é eficaz. Isso porque todo trabalho desenvolvido na empresa não trouxe os resultados esperados. Ou, pelo contrário, os indicadores de eficácia podem comprovar que a sua empresa está na direção correta. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Principais indicadores de desempenho de processos (KPIs)? Confira os cinco principais KPIs de desempenho de processos que você deve aplicar na empresa: 4. Lucratividade É a relação entre lucro e vendas totais da empresa por meio de percentuais. O cálculo é feito a partir do faturamento e do lucro líquido para se chegar ao índice de lucratividade da empresa. O resultado depende bastante dos custos envolvidos na produção, que podem sofrer uma análise mais apurada após a verificação do indicador de lucratividade. 5. Rentabilidade Nesse caso, a relação é entre o lucro e os investimentos realizados pela empresa, por meio da qual é possível saber o quão rentável é a empresa. Com esse indicador, é possível avaliar se determinado investimento vai valer a pena e se aquela alocação de recursos feita está trazendo o resultado projetado. 5. Competitividade Trata-se da relação da empresa com os seus concorrentes diretos. Esse é um KPI fundamental para conhecer a real situação da empresa no mercado e criar um planejamento estratégico a partir disso. 6. Valor O KPI de valor indica o grau de valor percebido pelo cliente em relação à quantia que ele precisou pagar pelo serviço ou produto. É uma maneira de saber se o que a empresa oferece gera valor e satisfação para o consumidor. 7. Rotatividade Alta taxa de rotatividade de funcionários é sinal de que algo dentro da empresa não vai bem. Isso pode indicar problemas desde os processos de trabalho à relação da gerência com os colaboradores. CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Manter controle do KPI de rotatividade, também conhecido como turnover, é essencial para reduzir custos e reter os grandes talentos da organização. Exemplos de indicadores de qualidade e produtividade Indicadores de qualidade e produtividade estão relacionados entre si, uma vez que buscam compreender o funcionamento dos processos da empresa e a percepção do público em relação a ela. Confira cinco exemplos: 1. Taxa de reclamação dos clientes O objetivo é identificar o grau de insatisfação em relação ao seu produto ou serviço. Altas taxas de reclamação dos clientes significam que algo não vai bem nos processos da empresa, no atendimento ou naquilo que você oferece a eles. 2. Horas de trabalho por colaborador Quantas horas de trabalho cada colaborador da empresa leva para fazer cada etapa do processo? Além de organizar o ritmo de trabalho da empresa, esse indicador permite saber qual é o grau de produtividade da empresa e adotar medidas para melhorar esse aspecto. 3. Recursos financeiros por processo Se você não sabe quanto cada processo da empresa demanda financeiramente, fica difícil evitar desperdícios e otimizar os gastos. Lembre-se de que todo dado financeiro coletado é importante para manter um orçamento saudável. 4. Taxa de conversão de vendas Com esse indicador, é possível avaliar se a empresa está conseguindo transformar os leads de vendas em clientes. Isso é importante para o planejamento de técnicas de conversão de vendas, de modo a ampliar a cartela de clientes. 5. Taxa de fidelização de clientes De nada adianta converter leads em clientes se você não for capaz de fidelizá-los CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL FLORESTAL E AGRÍCOLA DE ORTIGUEIRA Est rada do Lageado , km 4 , 855 – V i l a Nova CEP 84 .500 .000 Or t igue i ra – PR Analisar essa taxa gera embasamento para criar novas estratégias de fidelização, ou, então, potencializar aquelas que a empresa já coloca em prática. Indicadores de qualidade mais usados