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Edema e Linfedema
Edema
• Excesso de líquido no espaço intercelular - acúmulo de quantidades anormais de líquido nos
espaços intercelulares. Possui concentrações NORMAIS de proteínas. 
• Para responder a esse excesso, o sistema linfático aumenta sua capacidade de transporte até 100 
vezes. Quando passa essa capacidade ou há falha no sistema, acontece um aumento de líquido, 
que se chama EDEMA.
As forças de Starling são as responsáveis 
pelo movimento de fluido entre os 
compartimentos. 
Entre as forças de Starling existe a pressão 
hidrostática e a pressão oncótica. 
✓ Pressão hidrostática ou pressão capilar - 
faz o líquido sair dos capilares ao 
interstício
✓ Pressão oncótica ou pressão osmótica - É 
uma força que atrai água para o 
compartimento. 
Fonte: https://infomedica.fandom.com/pt-br/wiki/Fisiopatologia_do_Edema
Fisiopatologia do edema
Aumento da pressão hidrostática do capilar
Redução da pressão oncótica (osmótica) do capilar ou 
do interstício 
Aumento da permeabilidade do vaso
Se existe alguma condição que altere essa correlação 
de forças ou permeabilidade, pode acontecer o edema 
(Cordeiro, 1993)
Edemas Cardíaco
• Causado por insuficiência cardíaca, queda do débito cardíaco. Desta 
forma aumenta-se o volume do sangue nos capilares sanguíneos e a 
pressão intercapilar.
• Com a elevação da pressão venosa, a entrada da linfa no sistema
venoso é dificultada. Isso dilata os vasos linfáticos e torna as válvulas
ineficientes, causando o edema.
• Por causa da insuficiência cardíaca, os rins produzem retenção de 
sódio e água, piorando ainda mais o caso.
• São edemas simétricos, localizados nas partes baixas do organismo
(tornozelos). 
• Esses edemas melhoram com a mudança de decúbito e são mais
intensos no final do dia, mas não melhoram com a drenagem
linfática manual.
(Elwing.A, Sanches.O, 2010)
Edema Renal
• Pode acontecer se o rim perde a capacidade de eliminar quantidades normais de 
urina e o paciente mantém a ingestão normal de água. 
• O edema renal se localiza em volta dos olhos, no rosto e pode afetar as 
extremidades (pés e mãos). É mais intenso pela manhã. 
• Edema que pode ser tratado com DLM com autorização médica. 
(Elwing.A, Sanches.O, 2010)
Edema Inflamatórios
(Elwing.A, Sanches.O, 2010)
No local onde acontece a inflamação 
aparece vasodilatação.
Inflamação= Edema, rubor, dor, calor, 
perda da função 
DLM em pós operatório com 
indicação médica
DLM em Acne
Edema queimaduras
• Aumento da permeabilidade da membrana capilar. A elevação da 
temperatura produz vasodilatação. Podem ser tratados com 
DLM, que deve ser realizada na periferia da queimadura, para 
que o edema seja reabsorvido 
Edema Gravídico
• Devido ao aumento da progesterona, reduz a eliminação de sódio pela urina, 
desencadeando edemas nas pernas, que pioram quando paciente fica em pé, 
diminuem quando em decúbito ou na posição de Trendelemburg. 
• Pode fazer a DLM – Após os 3º mês e com liberação Médica.
(Elwing.A, Sanches.O, 2010)
Edema Pré-menstrual
• Retenção intersticial da água e sódio, causada pelo estrógeno. Se manifesta nas 
extremidades. Mais acentuado de dia, melhora com a posição deitada e pode ser 
tratado com DLM
Edema Venoso e Fleboedema
• Ocasionado por varizes que apresentam válvulas venosas com problemas. O edema 
se apresenta geralmente nos maléolos pela manhã e é acompanhado de sensação de 
cansaço, peso e dores nos membros inferiores. Melhora com o movimento, devido à 
bomba muscular na panturrilha. 
• Pode ser feito DLM, desde que as varizes sejam tratadas.
(Elwing.A, Sanches.O, 2010)
Edema pós-trombótico
• Aparecem devido a sequela de trombose venosa superficial ou profunda. 
Pode-se aplicar DLM, desde que não esteja na fase aguda da trombose, 
com risco de deslocamento de trombo.
Edema Iatrogênico
• Origem na ingestão de farmácos como corticóides, pílulas anticoncepcionais, 
alguns anti-inflamatórios, uso excessivo de laxantes ou diuréticos que 
diminuem o potássio do sangue. Edema causado pelo aumento da pressão
capilar. 
• A DLM pode ajudar a eliminar o excesso de líquido.
(Elwing.A, Sanches.O, 2010)
Edemas Traumáticos
• Acontecem pela ruptura de vasos sanguíneos e linfáticos, formando
hematomas. A DLM acelera o desaparecimento.
(Elwing.A, Sanches.O, 2010)
Outros Edemas 
• Edema Hepático - Ascite
• Edema Nutricional – Kwashiorkor (deficiência proteica)
• Edema Cerebral
Sinal de godet (sinal de cacifo)
➤ A principal caracteristica do edema é a compressão da 
região com edema, que volta à posição original em
aproximadamente 30 seg a 1 min.
➤ O sinal de Godet, ou cacifo, realiza-se comprimindo a 
região edemaciada com o polegar por cerca de 10 
segundos e observando-se se há formação de 
depressão.
Sinal de godet (sinal de cacifo)
Linfedemas
• O linfedema é o edema de parte do corpo, que ocorre como resultado
de uma insuficiência no sistema linfático por anormalidades, 
congênitas ou adquiridas e que leva ao aumento do volume de 
tecidos moles como resultado do acúmulo de fluído intersticial de alta
concentração proteica. É, portanto, considerado uma patologia e seu
tratamento envolve uma equipe multidisciplinar.
(Guedes, 2002).
LINFEDEMAS primários
• Congênito:
• Quando pessoas da família tem linfedema desde o nascimento, no 
exame há ausência ou diminuição do sistema linfático - por uma
alteração no cromossoma.
LINFEDEMAS primários 
• Congênito:
• Brida amniótica: má formação rara que acontece geralmente no terço
médio para o inferior das pernas ou braços, um tipo de dobra da pele
e tecido que comprime a circulação linfática. Deve ser tratada com 
cirurgia e DLM
Linfedemas secundários
• Após doenças ou lesões traumáticas que afetam o sistema linfático, como:
• Pós-infeccioso
• Pós-cirúrgico
• Neoplásico
• Pós-radioterapia
• Pós-acidentes
• Voluntário
• Lipedema
• Mixedema
Linfedema secundário - pos-cirurgia
• Câncer de mama, retirada dos linfonodos axilares
Linfedema secundário- filariose linfática - elefantíase
• Doença parasitária crônica, considerada uma das maiores causas mundiais de 
incapacidade permanente ou longo prazo. Causada pelo verme nematóide Wucheria
Bancrofti, é transmitida pela picada de um mosquito, infectado com larvas do parasita.
• Entre as manifestações clinicas importantes estão o edema de membros, seios e bolsa
escrotal. 
Mixedema
• Desordem causada por um hipotireoidismo severo.
• Acúmulo de mucopolissacarídeo no espaço intersticial, atraindo água 
para o local. É um edema mais firme, que ocorre na face, mãos e pés. 
Erisipela
• A erisipela é uma condição inflamatória que atinge a derme e o 
panículo adiposo da nossa pele, com grande envolvimento dos vasos 
linfáticos. Acomete, predominantemente, os membros inferiores de 
pacientes da terceira idade, cuja circulação venosa e linfática estão 
debilitadas. Mas pode atingir pessoas de qualquer idade e outras 
regiões. Está relacionada com alguma “porta de entrada”, permitindo 
que as bactérias Estreptococo hemolítico do Grupo A penetrem.
• Sintomas: mal estar, fadiga, febre, calafrios. Em seguida instalam-se as 
placas avermelhadas, doloridas, edemaciadas e com aumento de 
temperatura. No agravamento da doença, aparecem bolhas,
Erisipela
Lipedema 
• Síndrome das pernas grossas, são dolorosos a digito-pressão. Geralmente genético 
• Não melhora com repouso e nem com diferença de decúbito.
• Distúrbio muito comum do tecido adiposo que afeta mulheres e pode ser diagnosticado 
erroneamente como linfedema ou obesidade.
Lipedema 
Referências: Aula cedida pela Prof.ª Márcia Moreno. 
• Cordeiro AK, Bacarat FF, editores, Linfologia. São Paulo, Editorial BYK-Procienx, 1993
• Elwing, A. Sanches, O, Drenagem linfática manual, teoria e prática. São Paulo, 
Editora Senac, 2010
• Foldi, M. Strobenreuther, R. Princípios da Drenagem Linfática. Traduzido. Barueri, SP, 
Editora Manole, 2012.
• Guedes Neto HJ. Linfedemas - classificação, etiologia, quadro clínico e tratamentonão cirúrgico. In: Brito CJ. Cirurgia Vascular. 1a ed. Rio de Janeiro: Revisnter, 2002. P. 
1228-35
• Leduc, A., Leduc, O. Drenagem Linfática teoria e prática, 3a edição. Barueri, SP, 
Manole, 2007
Obrigada!
@fabirodriguero
	Slide 1
	Slide 2: Edema
	Slide 3
	Slide 4: Fisiopatologia do edema
	Slide 5: Edemas Cardíaco
	Slide 6: Edema Renal
	Slide 7: Edema Inflamatórios
	Slide 8: Edema queimaduras
	Slide 9: Edema Gravídico
	Slide 10: Edema Pré-menstrual
	Slide 11: Edema Venoso e Fleboedema
	Slide 12: Edema pós-trombótico
	Slide 13: Edema Iatrogênico
	Slide 14: Edemas Traumáticos
	Slide 15: Outros Edemas 
	Slide 16: Sinal de godet (sinal de cacifo)
	Slide 17: Sinal de godet (sinal de cacifo)
	Slide 18: Linfedemas
	Slide 19: LINFEDEMAS primários
	Slide 20: LINFEDEMAS primários 
	Slide 21: Linfedemas secundários 
	Slide 22: Linfedema secundário - pos-cirurgia
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25: Linfedema secundário- filariose linfática - elefantíase 
	Slide 26: Mixedema
	Slide 27: Erisipela
	Slide 28: Erisipela
	Slide 29: Lipedema 
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33

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