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Questões resolvidas

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Filosofia Medieval
FIL0653 - (Uece)
O filósofo, teólogo e padre cearense Manfredo Ramos, um
grande estudioso do pensamento de Agos�nho de Hipona
(354-450), afirma o seguinte sobre a relação entre liberdade
humana e graça divina.
 
“Deus não salva ninguém obrigado. Ele nos criou sem pedir
licença, mas não nos salva sem a nossa vontade. [...] Ele nos
fez à sua imagem e semelhança, dotados de inteligência, por
isso nos dá a liberdade. Toda a natureza criada é
determinada para Deus. [...] Deus criador põe, em tudo o
que faz, a sua marca, que é uma marca de bondade. Tudo é
dirigido para o bem, porque Deus é bom. Mas o homem é
chamado por Deus de uma maneira diferente, com
liberdade. [...] o pobre do homem, ferido pelo pecado, ele
quer o bem, quer fazer aquilo que está na marca dele, e não
consegue. Por isso que essa perspec�va de salvação deve ser
abraçada, deve ser querida, mas não sem a graça de Deus.
Aqui é que está o mistério.”
RAMOS, Manfredo. A ressurreição de Cristo e a perspec�va
da Salvação. Entrevista ao site da Paróquia Nossa Senhora da
Glória em 04-04-2018. Disponível em
h�ps://www.paroquiagloria.org.br/confira-entrevista-com-
monsenhor-manfredo-ramos-a-ressurreicao-de-cristo-e-a-
perspec�va-da-salvacao/. Acessado em 05-11-2022.
 
Com base na passagem anterior, é correto afirmar, sobre a
teoria agos�niana da liberdade e da graça, que
a) a liberdade humana se conquista contra a graça divina. 
b) a liberdade humana não se relaciona com a graça divina.
 
c) é preciso renunciar à liberdade para obter a graça divina.
 
d) a liberdade humana age bem se conforme a graça divina.
 
FIL0679 - (Fuvest)
“Mas não medimos os tempos que passam, quando os
medimos pela sensibilidade. Quem pode medir os tempos
passados que já não existem ou os futuros que ainda não
chegaram? Só se alguém se atrever a dizer que pode medir o
que não existe! Quando está decorrendo o tempo, pode
percebê-lo e medi-lo. Quando, porém, já es�ver decorrido,
não o pode perceber nem medir, porque esse tempo já não
existe”.
Santo Agos�nho. Confissões.
 
O tempo �sico e o tempo psicológico se diferenciam na
medida em que o primeiro se firma na obje�vidade e o
segundo, na subje�vidade. De acordo com os argumentos de
Santo Agos�nho, pode-se dizer que, no romance Angús�a,
de Graciliano Ramos, a passagem que melhor exprime a
duração interior é:
a) “– 1910. Minto, 1911. 1911, Manuel?”
b) “Os galos marcavam o tempo, importunavam mais que os
relógios.”
c) “Julião Tavares ia afastar-se, dissipar-se, virar neblina.”
d) “Mas no tempo não havia horas.”
e) “O espírito de Deus boiava sobre as águas.”
FIL0149 - (Espm)
Seu principal obje�vo era demonstrar, por um raciocínio
lógico formal, a auten�cidade dos dogmas cristãos. A
filosofia devia desempenhar um papel auxiliar na realização
deste obje�vo. Por isso a tese de que a filosofia está a
serviço da teologia. 
(Antonio Carlos Wolkmer – Introdução à História do
Pensamento Polí�co)
 
O texto deve ser relacionado com: 
a) a filosofia epicurista. 
b) a filosofia escolás�ca. 
c) a filosofia iluminista. 
d) o socialismo. 
e) o posi�vismo. 
FIL0160 - (Ufu)
Sobre Tomás de Aquino, considere o seguinte trecho,
extraído de uma conhecida História da Filosofia.
 
“O sistema tomista baseia-se na determinação rigorosa das
relações entre a razão e a revelação. Ao homem, cujo fim
úl�mo é Deus, o qual excede toda a compreensão da razão,
não basta a inves�gação filosófica baseada na razão. Mesmo
aquelas verdades que a razão pode alcançar sozinha, não é
dado a todos alcançá-las, e não está livre de erros o caminho
que a elas conduz. Foi, portanto, necessário que o homem
fosse instruído convenientemente e com mais certeza pela
revelação divina. Mas a revelação não anula nem torna inú�l
a razão: ‘a graça não elimina a natureza, antes a aperfeiçoa’.
1@professorferretto @prof_ferretto
A razão natural subordina-se à fé tal como no campo prá�co
as inclinações naturais se subordinam à caridade.”
ABBAGNANO, Nicola. História da Filosofia . Lisboa: Presença,
1978, p. 29-30, Vol. IV.
 
Com base no texto, é correto afirmar que Tomás de Aquino 
a) rejeitava as verdades da fé cristã que não pudessem ser
explicadas plenamente pela razão humana. 
b) desprezava, por serem inúteis, as tenta�vas racionais em
compreender as verdades da fé cristã. 
c) buscava conciliar as verdades da fé cristã com as
exigências da razão humana. 
d) subordinava a fé à razão natural, só sendo digno de
crença o que pudesse ser cien�ficamente comprovado. 
FIL0143 - (Espm)
No século XIII surgiu a Escolás�ca, cor rente filosófica que, a
par�r de então, domi nou o pensamento medieval.
(Rubim Santos Leão de Aquino. História das Sociedades: das
Comunidades Primi�vas às Sociedades Medievais) 
 
A Escolás�ca: 
a) teve em Santo Agos�nho seu maior expo ente e era
teocêntrica; 
b) teve em Alberto Magno seu maior expo ente e refutava o
teocentrismo, pregando o antropocentrismo; 
c) teve em Tomás de Aquino seu principal expoente e foi
uma tenta�va de harmoni zar a razão com a fé; 
d) considerava que a razão podia proporcio nar uma visão
completa e unificada da na tureza ou da sociedade; 
e) pregava o recurso racional da força, sendo este mais
importante do que o exercício da virtude ou da fé. 
FIL0146 - (Enem)
Desde que tenhamos compreendido o significado da palavra
“Deus”, sabemos, de imediato, que Deus existe. Com efeito,
essa palavra designa uma coisa de tal ordem que não
podemos conceber nada que lhe seja maior. Ora, o que
existe na realidade e no pensamento é maior do que o que
existe apenas no pensamento. Donde se segue que o objeto
designado pela palavra “Deus”, que existe no pensamento,
desde que se entenda essa palavra, também existe na
realidade. Por conseguinte, a existência de Deus é evidente. 
TOMÁS DE AQUINO. Suma teológica. Rio de Janeiro: Loyola,
2002.
 
O texto apresenta uma elaboração teórica de Tomás de
Aquino caracterizada por 
a) reiterar a ortodoxia religiosa contra os heré�cos. 
b) sustentar racionalmente doutrina alicerçada na fé. 
c) explicar as virtudes teologais pela demonstração. 
d) flexibilizar a interpretação oficial dos textos sagrados. 
e) jus�ficar pragma�camente crença livre de dogmas. 
FIL0130 - (Ufu)
Na medida em que o Cris�anismo se consolidava, a par�r do
século II, vários pensadores, conver�dos à nova fé e,
aproveitando-se de elementos da filosofia greco-romana
que eles conheciam bem, começaram a elaborar textos
sobre a fé e a revelação cristãs, tentando uma síntese com
elementos da filosofia grega ou u�lizando-se de técnicas e
conceitos da filosofia grega para melhor expor as verdades
reveladas do Cris�anismo. Esses pensadores ficaram
conhecidos como os Padres da Igreja, dos quais o mais
importante a escrever na língua la�na foi santo Agos�nho.
COTRIM, Gilberto. Fundamentos de Filosofia: Ser, Saber e
Fazer. São Paulo: Saraiva, 1996, p. 128. (Adaptado)
 
Esse primeiro período da filosofia medieval, que durou do
século II ao século X, ficou conhecido como 
a) Escolás�ca. 
b) Neoplatonismo. 
c) An�guidade tardia. 
d) Patrís�ca. 
FIL0132 - (Ufu)
Segundo o texto abaixo, de Agos�nho de Hipona (354-430 d.
C.), Deus cria todas as coisas a par�r de modelos imutáveis e
eternos, que são as ideias divinas. Essas ideias ou razões
seminais, como também são chamadas, não existem em um
mundo à parte, independentes de Deus, mas residem na
própria mente do Criador, 
 
 [...] a mesma sabedoria divina, por quem foram
criadas todas as coisas, conhecia aquelas primeiras, divinas,
imutáveis e eternas razões de todas as coisas, antes de
serem criadas [...].
 
Sobre o Gênese, V
 
Considerando as informações acima, é correto afirmar que
se pode perceber: 
2@professorferretto @prof_ferretto
a) que Agos�nho modifica certas ideias do cris�anismo a fim
de que este seja concordante com a filosofia de Platão,
que ele considerava a verdadeira. 
b) uma crí�ca radical à filosofia platônica, pois esta é
contraditória com a fé cristã. 
c) a influênciada filosofia platônica sobre Agos�nho, mas
esta é modificada a fim de concordar com a doutrina
cristã. 
d) uma crí�ca violenta de Agos�nho contra a filosofia em
geral. 
FIL0608 - (Fer)
“Embora o cris�anismo não seja uma filosofia, ele afeta de
forma profunda o pensamento filosófico da época [Idade
Média], uma vez que o filósofo cristão se depara com o
problema da sua realidade finita e imperfeita diante da
divindade infinita e perfeita.”
ARANHA, M. L. de A. Temas de filosofia. 3ª. ed. rev.
São Paulo: Moderna, 2005, p.110.
 
Sobre a Filosofia Medieval, assinale a alterna�va CORRETA.
a) O período denominado Patrís�ca teve Santo Agos�nho
como seu maior representante e foi marcado pela
tenta�va de união da filosofia de Platão à fé cristã.
b) O período denominado Patrís�ca teve São Tomás de
Aquino como seu maior representante e foi marcado pela
tenta�va de união da filosofia de Aristóteles à fé cristã.
c) O período denominado Escolás�ca teve Santo Agos�nho
como seu maior representante e foi marcado pela
tenta�va de união da filosofia de Aristóteles à fé cristã.
d) O período denominado Escolás�ca teve São Tomás de
Aquino como seu maior representante e foi marcado pela
tenta�va de união da filosofia de Platão à fé cristã.
e) Durante o período da Patrís�ca predominou a ideia de
que fé e razão eram inconciliáveis. Posição somente
alterada no período da Escolás�ca, quando há uma
tenta�va de reconciliar a fé cristã com a filosofia grega.
FIL0145 - (Enem)
Tomás de Aquino, filósofo cristão que viveu no século XIII,
afirma: a lei é uma regra ou um preceito rela�vo às nossas
ações. Ora, a norma suprema dos atos humanos é a razão.
Desse modo, em úl�ma análise, a lei está subme�da à razão;
é apenas uma formulação das exigências racionais. Porém, é
mister que ela emane da comunidade, ou de uma pessoa
que legi�mamente a representa.
GILSON, E.; BOEHNER, P. História da filosofia
cristã.Petrópolis: Vozes, 1991 (adaptado).
 
No contexto do século XIII, a visão polí�ca do filósofo
mencionado retoma o 
a) pensamento idealista de Platão. 
b) conformismo estoico de Sêneca. 
c) ensinamento mís�co de Pitágoras. 
d) paradigma de vida feliz de Agos�nho. 
e) conceito de bem comum de Aristóteles. 
FIL0602 - (Fer)
A patrís�ca surge no séc. II d.C. e estende-se por todo o
período medieval conhecido como alta Idade Média. É
considerada a filosofia dos Padres da Igreja. Entre seus
obje�vos encontramos a conversão dos pagãos, o combate
às heresias e a consolidação da doutrina cristã. A patrís�ca
deixa de ser predominante como doutrina do cris�anismo
quando, a par�r do séc. IX, surge uma nova corrente
filosófica denominada escolás�ca, que a�nge o apogeu no
séc. XIII.
 
Sobre a Filosofia Medieval e sua periodização, assinale a
alterna�va correta:
a) A Escolás�ca dedicou-se, preponderantemente, a
produzir teses e discussões inaugurais sobre filosofia,
uma vez que, sob a supervisão da igreja, os filósofos não
�nham acesso a textos de autores clássicos.
b) Vários pensadores da patrís�ca, entre eles Santo
Agos�nho, tomam ideias da filosofia clássica grega,
par�cularmente de Platão, que são adaptadas às
necessidades das verdades expressas pela teologia cristã.
c) A Patrís�ca configura um novo horizonte filosófico,
proposto por Santo Agos�nho, inspirado em Platão, de
modo a resgatar a importância das coisas sensíveis, da
materialidade. 
d) A Patrís�ca considera que as verdades da razão estão
sempre em contradição com as verdades reveladas por
Deus.
e) O período dominado pela filosofia escolás�ca foi marcado
pela condenação dos textos de Aristóteles, vistos como
heré�cos, por negarem a existência de um plano superior
ao mundo sensível.
FIL0156 - (Ufu)
Santo Tomás de Aquino, nascido em 1224 e falecido em
1274, propôs as cinco vias para o conhecimento de Deus.
Estas vias estão fundamentadas nas evidências sensíveis e
racionais. A primeira via afirma que os corpos inanimados
podem ter movimento por si mesmos. Assim, para que estes
corpos tenham movimento é necessário que algo os mova.
Esta concepção leva à necessidade de um primeiro motor
imóvel, isto é, algo que mesmo não sendo movido por nada
pode mover todas as coisas.
 
Sobre a primeira via, que é a do movimento, marque a
alterna�va correta. 
3@professorferretto @prof_ferretto
a) Para que os objetos tenham movimento é necessário que
algo os mova; dessa forma, entende-se que é necessário
um primeiro motor. Logo, podemos entender que Deus
não é necessário no sistema. 
b) Para Santo Tomás, os objetos inanimados movem-se por
si mesmos e esse fenômeno demonstra a existência de
Deus. 
c) A demonstração do primeiro motor não recorre à
sensibilidade, dispensando toda e qualquer observação
da natureza, uma vez que sua fundamentação é somente
racional. 
d) Conforme o argumento da primeira via podemos concluir
que Deus é o motor imóvel, o qual move todas as coisas,
mas não é movido. 
FIL0148 - (Enem)
Ora, em todas as coisas ordenadas a algum fim, é preciso
haver algum dirigente, pelo qual se a�nja diretamente o
devido fim. Com efeito, um navio, que se move para diversos
lados pelo impulso dos ventos contrários, não chegaria ao
fim de des�no, se por indústria do piloto não fosse dirigido
ao porto; ora, tem o homem um fim, para o qual se
ordenam toda a sua vida e ação. Acontece, porém, agirem
os homens de modos diversos em vista do fim, o que a
própria diversidade dos esforços e ações humanas
comprova. Portanto, precisa o homem de um dirigente para
o fim.
AQUINO. T. Do reino ou do governo dos homens: ao rei do
Chipre.Escritos polí�cos de São Tomás de Aquino. Petrópolis:
Vozes, 1995 (adaptado).
 
No trecho citado, Tomás de Aquino jus�fica a monarquia
como o regime de governo capaz de 
a) refrear os movimentos religiosos contestatórios. 
b) promover a atuação da sociedade civil na vida polí�ca. 
c) unir a sociedade tendo em vista a realização do bem
comum. 
d) reformar a religião por meio do retorno à tradição
helenís�ca. 
e) dissociar a relação polí�ca entre os poderes temporal e
espiritual.
FIL0142 - (Ufu)
A Patrís�ca (séculos II ao V d.C.) é o movimento intelectual
dos primeiros padres da Igreja, des�nado a jus�ficar a fé
cristã, tendo em vista a conversão dos pagãos. Sobre a
Patrís�ca pode-se afirmar, com certeza:
 
I. assume cri�camente elementos da filosofia platônica na
tenta�va de melhor fundamentar a doutrina cristã.
II. considera que as verdades da razão estão sempre em
contradição com as verdades reveladas por Deus.
III. incorpora as teses da meta�sica aristotélica para fundar
uma teologia estritamente racionalista.
IV. considera a razão como auxiliar da fé e a ela subordinada,
tal como expressa a frase de Sto. Agos�nho "creio porque
entendo". 
a) II e IV são corretas. 
b) I e IV são corretas. 
c) III e IV são corretas. 
d) Apenas II é correta. 
FIL0139 - (Ufu)
Agos�nho formula sua teoria do conhecimento a par�r da
máxima “creio tudo o que entendo, mas nem tudo que creio
conheço”. A posição do autor não impede que cada um
busque a sabedoria com suas próprias forças; o que ainda
não é conhecido pode ser revelado mediante a consulta da
verdade interior. Com base neste argumento, assinale a
alterna�va correta. 
a) É incorreto afirmar que a verdade interior que soa no
ín�mo das pessoas seja o Cristo; e o arbítrio humano é
consultado sobre o que não se conhece. 
b) As coisas que ainda não conhecemos só podem ser
percebidas pelos sen�dos do corpo e podem ser
comunicadas facilmente por intermédio das palavras. 
c) A verdade interior está à disposição de cada um e
encontra-se armazenada na memória, de modo que o uso
da memória dispensa a contemplação da luz interior. 
d) A verdade interior só pode ser percebida pelo homem
interior, que é iluminado pela luz desta verdade interior,
que é contemplada por cada um. 
FIL0134 - (Ueg)
Os primeiros séculos da era cristã são os da cons�tuição dos
dogmas cristãos. A tarefa da filosofia desenvolvida pelos
padres da Igreja nesta época é a de encontrar jus�fica�vas
racionais paraas verdades reveladas, ou seja, conciliar fé e
razão. Santo Agos�nho é o principal representante deste
período que ficou conhecido como 
a) racionalismo. 
b) escolás�ca. 
c) fideismo. 
d) patrís�ca. 
FIL0141 - (Ufu)
"Assim até as coisas materiais emitem um juízo sobre as
suas formas, comparando-as àquela Forma da eterna
Verdade e que intuímos com o olhar de nossa mente." 
(Sto. Agos�nho, A Trindade, Livro IX, Capítulo 6. São Paulo,
Paulus, 1994. p. 299)
 
Esta frase de Sto. Agos�nho refere-se à 
4@professorferretto @prof_ferretto
a) teologia mís�ca de Agos�nho, que se funda na
experiência imediata da alma humana com Deus; 
b) moral agos�niana que propõe ao homem regras para
uma vida santa e ascé�ca, apartada do mundo; 
c) doutrina da iluminação que afirma que o conhecimento
humano é iluminado pela Verdade Eterna, isto é, Deus; 
d) esté�ca intelectualista de Agos�nho, que consiste num
profundo desprezo pela sensibilidade humana. 
FIL0144 - (Uece)
“Portanto, deve-se dizer que como a lei escrita não dá força
ao direito natural, assim também não pode diminuir-lhe
nem suprimir-lhe a força; pois, a vontade humana não pode
mudar a natureza. Portanto, se a lei escrita contém algo
contra o direito natural, é injusta e não tem força para
obrigar. Pois, só há lugar para o direito posi�vo, quando,
segundo o direito natural, é indiferente que se proceda de
uma maneira ou de outra, como já foi explicado acima. Por
isso, tais textos não hão de chamar leis, mas corrupções da
lei, como já se disse. E portanto, não se deve julgar de
acordo com elas.”
Tomás de Aquino,Suma Teológica, II, Questão 60, Art. 5.
 
Com base na passagem acima, é correto afirmar que 
a) a lei escrita só é legí�ma se for baseada no direito
natural. 
b) o direito posi�vo não é a lei escrita, mas dos costumes. 
c) o direito natural só é legí�mo se expresso na lei escrita. 
d) não há diferença entre direito natural e direito posi�vo. 
FIL0157 - (Ueg)
A Idade Média e a Idade Moderna são duas fases da história
europeia marcadas, em muitos aspectos, por visões dis�ntas
de mundo: a primeira, teocêntrica, procurava conciliar fé e
razão; a segunda, antropocêntrica, se destaca pelo
racionalismo. Em termos filosóficos, seus principais
representantes foram, respec�vamente: 
a) Tomás de Aquino e René Descartes 
b) Santo Agos�nho e Thomas Hobbes 
c) Maquiavel e Bossuet 
d) Cícero e Copérnico 
FIL0133 - (Ufu)
A filosofia de Agos�nho (354 – 430) é estreitamente
devedora do platonismo cristão milanês: foi nas traduções
de Mário Vitorino que leu os textos de Plo�no e de Por�rio,
cujo espiritualismo devia aproximá-lo do cris�anismo.
Ouvindo sermões de Ambrósio, influenciados por Plo�no,
que Agos�nho venceu suas úl�mas resistências (de tornar-se
cristão).
PEPIN, Jean. Santo Agos�nho e a patrís�ca ocidental. In:
CHÂTELET, François (org.) A Filosofia medieval.Rio de Janeiro
Zahar Editores: 1983, p. 77.
 
Apesar de ter sido influenciado pela filosofia de Platão, por
meio dos escritos de Plo�no, o pensamento de Agos�nho
apresenta muitas diferenças se comparado ao pensamento
de Platão. 
Assinale a alterna�va que apresenta, corretamente, uma
dessas diferenças. 
a) Para Agos�nho, é possível ao ser humano obter o
conhecimento verdadeiro, enquanto, para Platão, a
verdade a respeito do mundo é inacessível ao ser
humano. 
b) Para Platão, a verdadeira realidade encontra-se no
mundo das Ideias, enquanto para Agos�nho não existe
nenhuma realidade além do mundo natural em que
vivemos. 
c) Para Agos�nho, a alma é imortal, enquanto para Platão a
alma não é imortal, já que é apenas a forma do corpo. 
d) Para Platão, o conhecimento é, na verdade,
reminiscência, a alma reconhece as Ideias que ela
contemplou antes de nascer; Agos�nho diz que o
conhecimento é resultado da Iluminação divina, a
centelha de Deus que existe em cada um. 
FIL0129 - (Enem)
TEXTO I
Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento originário
de tudo o que existe, exis�u e exis�rá, e que outras coisas
provêm de sua descendência. Quando o ar se dilata,
transforma-se em fogo, ao passo que os ventos são ar
condensado. As nuvens formam-se a par�r do ar por
feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-se em
água. A água, quando mais condensada, transforma-se em
terra, e quando condensada ao máximo possível,
transforma-se em pedras.
BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro: PUC-
Rio, 2006 (adaptado). 
 
TEXTO II
Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como
criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e dos
tempos. Quão parcas de conteúdo se nos apresentam, em
face desta concepção, as especulações contraditórias dos
filósofos, para os quais o mundo se origina, ou de algum dos
quatro elementos, como ensinam os Jônios, ou dos átomos,
como julga Demócrito. Na verdade, dão a impressão de
quererem ancorar o mundo numa teia de aranha”.
GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São
Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).
 
Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram
teses para explicar a origem do universo, a par�r de uma
explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego
an�go, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na
sua fundamentação teorias que
5@professorferretto @prof_ferretto
a) eram baseadas nas ciências da natureza. 
b) refutavam as teorias de filósofos da religião. 
c) �nham origem nos mitos das civilizações an�gas. 
d) postulavam um princípio originário para o mundo. 
e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas. 
FIL0601 - (Fer)
Não foram poucos, porém, aqueles que dispensaram até
mesmo essa comprovação racional da fé. Foi o caso de
religiosos que desprezavam a filosofia grega. Mas houve
também aqueles que defenderam o conhecimento da
filosofia grega, percebendo a possibilidade de u�lizá-la como
instrumento a serviço do cris�anismo. Conciliando com a fé
cristã, esse estudo permi�ria à Igreja enfrentar os
descrentes e derrotar os hereges, empregando as armas da
argumentação lógica.
COTRIM, Gilberto e FERNANDES, Mirna. Fundamentos de
Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2017, p. 241. (Adaptado)
 
De acordo com o texto e com o seu conhecimento sobre o
pensamento de Agos�nho de Hipona, assinale a alterna�va
correta. 
a) Agos�nho nega a possibilidade de conciliação entre fé e
razão.
b) Para Agos�nho, fé e razão podem ser conciliadas, mas a
razão deve prevalecer e servir como guia à fé.
c) Agos�nho foi um defensor da conciliação entre fé e razão,
desde que a razão es�vesse subordinada à fé.
d) A interpretação da frase “(...) creio tudo o que entendo,
mas nem tudo que creio também entendo” corrobora o
que foi dito no texto da questão, pois Agos�nho afirma a
impossibilidade do conhecimento racional.
e) Embora defendesse a conciliação entre fé e razão,
Agos�nho não via bene�cio no uso da lógica. Por isso,
dedicou sua vida às questões da fé, sem preocupar-se
com o conhecimento racional.
FIL0147 - (Enem)
Enquanto o pensamento de Santo Agos�nho representa o
desenvolvimento de uma filosofia cristã inspirada em Platão,
o pensamento de São Tomás reabilita a filosofia de
Aristóteles – até então vista sob suspeita pela Igreja –,
mostrando ser possível desenvolver uma leitura de
Aristóteles compa�vel com a doutrina cristã. O aristotelismo
de São Tomás abriu caminho para o estudo da obra
aristotélica e para a legi�mação do interesse pelas ciências
naturais, um dos principais mo�vos do interesse por
Aristóteles nesse período.
MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro:
Zahar, 2005.
 
A Igreja Católica por muito tempo impediu a divulgação da
obra de Aristóteles pelo fato de a obra aristotélica 
a) valorizar a inves�gação cien�fica, contrariando certos
dogmas religiosos. 
b) declarar a inexistência de Deus, colocando em dúvida
toda a moral religiosa. 
c) cri�car a Igreja Católica, ins�gando a criação de outras
ins�tuições religiosas. 
d) evocar pensamentos de religiões orientais, minando a
expansão do cris�anismo. 
e) contribuir para o desenvolvimentode sen�mentos
an�rreligiosos, seguindo sua teoria polí�ca. 
FIL0153 - (Ufu)
Considere o seguinte texto sobre Tomás de Aquino (1226-
1274).
 
 Fique claro que Tomás não aristoteliza o cris�anismo,
mas cris�aniza Aristóteles. Fique claro que ele nunca pensou
que, com a razão se pudesse entender tudo; não, ele
con�nuou acreditando que tudo se compreende pela fé: só
quis dizer que a fé não estava em desacordo com a razão, e
que, portanto, era possível dar-se ao luxo de raciocinar,
saindo do universo da alucinação.
Eco, Umberto. “Elogio de santo Tomás de Aquino”.
In: Viagem na irrealidade co�diana, p.339.
 
É correto afirmar, segundo esse texto, que: 
a) Tomás de Aquino, com a ajuda da filosofia de Aristóteles,
conseguiu uma prova cien�fica para as certezas da fé, por
exemplo, a existência de Deus. 
b) Tomás de Aquino se empenha em mostrar os erros da
filosofia de Aristóteles para mostrar que esta filosofia é
incompa�vel com a doutrina cristã. 
c) o estudo da filosofia de Aristóteles levou Tomás de
Aquino a rejeitar as verdades da fé cristã que não fossem
compa�veis com a razão natural. 
d) a a�tude de Tomás de Aquino diante da filosofia de
Aristóteles é de conciliação desta filosofia com as certezas
da fé cristã. 
FIL0126 - (Ufu)
Agos�nho, em Confissões, diz: "Mas após a leitura daqueles
livros dos platônicos e de ser levado por eles a buscar a
verdade incorpórea, percebi que 'as perfeições invisíveis são
visíveis em suas obras' (Carta de Paulo aos Romanos, 1, 20)".
Agos�nho de Hipona. Confissões, livro VII, cap. 20, citado
por: MARCONDES, Danilo.Textos Básicos de Filosofia. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução do autor.
 
Nesse trecho, podemos perceber como Agos�nho 
6@professorferretto @prof_ferretto
a) se u�lizou da Bíblia para conhecer melhor a filosofia
platônica. 
b) u�liza a filosofia platônica para refutar os textos
bíblicos. 
c) separa ni�damente os domínios da filosofia e da
religião. 
d) foi despertado para o conhecimento de Deus a par�r da
filosofia platônica. 
FIL0152 - (Ufu)
A teologia natural, segundo Tomás de Aquino (1225-1274), é
uma parte da filosofia, é a parte que ele elaborou mais
profundamente em sua obra e na qual ele se manifesta
como um gênio verdadeiramente original. Se se trata de
�sica, de fisiologia ou dos meteoros, Tomás é simplesmente
aluno de Aristóteles, mas se se trata de Deus, da origem das
coisas e de seu retorno ao Criador, Tomás é ele mesmo. Ele
sabe, pela fé, para que limite se dirige, contudo, só progride
graças aos recursos da razão.
GILSON, E�enne. A Filosofia na Idade Média, São Paulo:
Mar�ns Fontes, 1995, p. 657.
 
De acordo com o texto acima, é correto afirmar que 
a) a obra de Tomás de Aquino é uma mera repe�ção da obra
de Aristóteles. 
b) Tomás parte da revelação divina (Bíblia) para entender a
natureza das coisas. 
c) as verdades reveladas não podem de forma alguma ser
compreendidas pela razão humana. 
d) é necessário procurar a concordância entre razão e fé,
apesar da dis�nção entre ambas. 
FIL0128 - (Enem)
Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma
natureza não criada por Deus, o Sumo Bem, quisessem
admi�r que essas considerações estão certas, deixariam de
proferir tantas blasfêmias, como a de atribuir a Deus tanto a
autoria dos bens quanto dos males. Pois sendo Ele fonte
suprema da Bondade, nunca poderia ter criado aquilo que é
contrário à sua natureza.
AGOSTINHO. A natureza do Bem. Rio de Janeiro: Sé�mo
Selo, 2005 (adaptado).
 
Para Agos�nho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal
porque 
a) o surgimento do mal é anterior à existência de Deus. 
b) o mal, enquanto princípio ontológico, independe de
Deus. 
c) Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza,
má. 
d) por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o
mal. 
e) Deus se limita a administrar a dialé�ca existente entre o
bem e o mal. 
FIL0138 - (Ufu)
A teoria da iluminação divina, contribuição original de
Agos�nho à filosofia da cristandade, foi influenciada pela
filosofia de Platão, porém, diferencia-se dela em seu aspecto
central.
Assinale a alterna�va abaixo que explicita esta diferença. 
a) A filosofia agos�niana compar�lha com a filosofia
platônica do dualismo, tal como este foi definido por
Agos�nho na Cidade de Deus. Assim, a luz da teoria da
iluminação está situada no plano suprassensível e só é
alcançada na transcendência da existência terrena para a
vida eterna. 
b) A teoria da Iluminação, tal como sugere o nome, está
fundamentada na luz de Deus, luz interior dada ao
homem interior na busca da verdade das coisas que não
são conhecidas pelos sen�dos; esta luz é Cristo, que
ensina e habita no homem interior. 
c) Agos�nho foi contemporâneo da Terceira Academia,
recebendo os ensinamentos de Arcesilau e Carnéades, o
que resultou na posição dogmá�ca do filósofo cristão
quanto à impossibilidade do conhecimento da verdade,
sendo o conhecimento humano apenas verossímil. 
d) A alma é a morada da verdade, todo conhecimento nela
repousa. Assim, a posição de Agos�nho afasta-se da
filosofia platônica, ao admi�r que a alma possui uma
existência anterior, na qual ela contemplou as ideias, de
modo que o conhecimento de Deus é anterior à
existência. 
FIL640 - (Uece)
“Quando Santo Tomás proclama a obediência às leis escritas
(que ele próprio chama Direito Posi�vo), já concebe a
existência de leis justas, isto é, as leis consonantes com o
Direito Natural. Assim, na doutrina tomista, a lei não é
consequência da vontade ar�ficial do homem, mas deve
ostentar valores transcendentes. E, disso, deve-se ocupar
tanto os juristas como os intérpretes. As concepções
tomistas a respeito do Direito Natural e sua superioridade
sobre as normas criadas pelo homem, as leis posi�vas, estão
umbilicalmente relacionadas com a pregação do justo e do
bem, realizando e exercitando a reta razão preconizada na
filosofia medieval-tomista.”
PEDROSA, C. N. O direito natural de Tomás de Aquino como
categoria jurídico-metodológica contemporânea. In: Prima
7@professorferretto @prof_ferretto
facie, João Pessoa, v. 12, n. 22, ano 12, jan-jun, 2013.
 
Conforme a lição acima, para Tomás de Aquino, o Direito
Natural
a) só existe por causa das leis posi�vas. 
b) e as leis posi�vas são o mesmo. 
c) é sempre contrário às leis posi�vas. 
d) deve ser a base das leis posi�vas. 
FIL0140 - (Ufu)
A Patrís�ca, filosofia cristã dos primeiros séculos, poderia ser
definida como 
a) retomada do pensamento de Platão, conforme os
modelos teológicos da época, estabelecendo estreita
relação entre filosofia e religião. 
b) configuração de um novo horizonte filosófico, proposto
por Santo Agos�nho, inspirado em Platão, de modo a
resgatar a importância das coisas sensíveis, da
materialidade. 
c) adaptação do pensamento aristotélico, conforme os
moldes teológicos da época. 
d) criação de uma escola filosófica, que visava combater os
ataques dos pagãos, rompendo com o dualismo grego. 
FIL0154 - (Uff)
A importância do filósofo medieval Tomás de Aquino reside
principalmente em seu esforço de valorizar a inteligência
humana e sua capacidade de alcançar a verdade por meio
da razão. Discorrendo sobre a “possibilidade de descobrir a
verdade divina”, ele diz:
 
“As verdades que professamos acerca de Deus revestem
uma dupla modalidade. Com efeito, existem a respeito de
Deus verdades que ultrapassam totalmente as capacidades
da razão humana. Uma delas é, por exemplo, que Deus é
trino e uno. Ao contrário, existem verdades que podem ser
a�ngidas pela razão: por exemplo, que Deus existe, que há
um só Deus etc. Estas úl�mas verdades, os próprios filósofos
as provaram por meio de demonstração, guiados pela luz da
razão natural”.
 
A par�r dessa citação, iden�fique a opção que melhor
expressa esse pensamento de Tomás de Aquino. 
a) A Filosofia é capaz de alcançar todas as verdades acerca
de Deus. 
b) O ser humano só alcança o conhecimento graças à
revelação da verdade que Deus lhe concede. 
c) A fé é oúnico meio de o ser humano chegar à verdade. 
d) Mesmo limitada, a razão humana é capaz de alcançar por
seus meios naturais certas verdades. 
e) Deus é um ser absolutamente misterioso e o ser humano
nada pode conhecer d’Ele. 
FIL0549 - (Uece)
Atente para o seguinte diálogo entre Agos�nho de Hipona e
Evódio, seu amigo e conterrâneo:
“Agos�nho – Mas se julgamos com razão ser feliz o homem
de boa vontade, não se deveria também, com boa razão,
declarar ser infeliz aquele que possui vontade contrária a
essa?
Evódio – Com muito boa razão.
Agos�nho – Logo, que mo�vo existe para crer que devemos
duvidar – mesmo se até o presente nunca tenhamos
possuído aquela sabedoria – que é pela vontade que
merecemos ser e levamos uma vida louvável e feliz; e pela
mesma vontade, que levamos uma vida vergonhosa e
infeliz?
Evódio – Constato que chegamos a essa conclusão
fundamentando-nos em razões certas e inegáveis”.
AGOSTINHO. O livre arbítrio, III, 13, 28. Trad. bras. Assis
Oliveira. São Paulo: Paulus, 1995.
 
Com base no diálogo acima e no que se sabe sobre o
pensamento de Agos�nho de Hipona, assinale a opção que
completa corretamente o seguinte enunciado:
Que seja pela vontade que o homem se torne virtuoso e feliz
e, igualmente, pela vontade que caia no vício e na
infelicidade, isso significa que o homem 
a) nasce ou com boa vontade ou com má vontade, tendo
determinado um des�no feliz ou infeliz. 
b) está condenado, após o pecado original, a agir sempre no
vício, portanto, a ser infeliz. 
c) mantém a liberdade, apesar do pecado original, de ser
virtuoso, podendo, por si só, ser feliz. 
d) pode decidir sua ação, mas deve contar com a Graça
divina para ser virtuoso e feliz. 
FIL0158 - (Ufu)
Leia o texto a seguir sobre o problema dos universais.
 
“Ockham adota o nominalismo, posição inaugurada
em uma versão mais radical por Roscelino (séc. XII), [que]
afirma serem os universais apenas palavras, flatus vocis,
sons emi�dos, não havendo nenhuma en�dade real
correspondentes a eles.”
MARCONDES, D. Iniciação à história da filosofia: dos pré-
socrá�cos a Wi�genstein. 
8@professorferretto @prof_ferretto
Rio de Janeiro: J. Zahar, 2005. p. 132.
 
Marque a alterna�va correta. 
a) Segundo o texto acima, o termo “humanidade”, aplicável
a uma mul�plicidade de indivíduos, indica um modo de
ser das realidades extramentais. 
b) Segundo o texto acima, o termo “humanidade”, aplicável
a uma mul�plicidade de indivíduos, é apenas um conceito
pelo qual nos referimos a esse conjunto. 
c) Segundo o texto acima, o termo “humanidade”, aplicável
a uma mul�plicidade de indivíduos, determina en�dades
meta�sicas subsistentes. 
d) Segundo o texto acima, o termo “humanidade”, aplicável
a uma mul�plicidade de indivíduos, determina formas de
substância individual existentes.
FIL0151 - (Uff)
A grande contribuição de Tomás de Aquino para a vida
intelectual foi a de valorizar a inteligência humana e sua
capacidade de alcançar a verdade por meio da razão natural,
inclusive a respeito de certas questões da religião. 
Discorrendo sobre a “possibilidade de descobrir a verdade
divina”, ele diz que há duas modalidades de verdade acerca
de Deus. A primeira refere-se a verdades da revelação que a
razão humana não consegue alcançar, por exemplo,
entender como é possível Deus ser uno e trino. A segunda
modalidade é composta de verdades que a razão pode
a�ngir, por exemplo, que Deus existe.
A par�r dessa citação, indique a afirma�va que melhor
expressa o pensamento de Tomás de Aquino. 
a) A fé é o único meio do ser humano chegar à verdade. 
b) O ser humano só alcança o conhecimento graças à
revelação da verdade que Deus lhe concede. 
c) Mesmo limitada, a razão humana é capaz de alcançar
certas verdades por seus meios naturais. 
d) A Filosofia é capaz de alcançar todas as verdades acerca
de Deus. 
e) Deus é um ser absolutamente misterioso e o ser humano
nada pode conhecer d’Ele. 
FIL0127 - (Unesp)
Não posso dizer o que a alma é com expressões materiais, e
posso afirmar que não tem qualquer �po de dimensão, não
é longa ou larga, ou dotada de força �sica, e não tem coisa
alguma que entre na composição dos corpos, como medida
e tamanho. Se lhe parece que a alma poderia ser um nada,
porque não apresenta dimensões do corpo, entenderá que
justamente por isso ela deve ser �da em maior
consideração, pois é superior às coisas materiais exatamente
por isso, porque não é matéria. É certo que uma árvore é
menos significa�va que a noção de jus�ça. Diria que a jus�ça
não é coisa real, mas um nada? Por conseguinte, se a jus�ça
não tem dimensões materiais, nem por isso dizemos que é
nada. E a alma ainda parece ser nada por não ter extensão
material?
(Santo Agos�nho. Sobre a potencialidade da alma, 2015.
Adaptado.)
 
No texto de Santo Agos�nho, a prova da existência da alma 
a) desempenha um papel primordialmente retórico,
desprovido de pretensões obje�vas. 
b) antecipa o empirismo moderno ao valorizar a experiência
como origem das ideias. 
c) serviu como argumento an�teológico mobilizado contra o
pensamento escolás�co. 
d) é fundamentada no argumento meta�sico da primazia da
substância imaterial. 
e) é acompanhada de pressupostos rela�vistas no campo da
é�ca e da moralidade.
FIL0606 - (Fer)
“No contexto das linhas meta�sicas expostas, não será di�cil
captar o valor das cinco provas ou caminhos através dos
quais Tomás alcança a única meta, Deus, no qual tudo se
unifica e adquire luz e coerência. Para Tomás, Deus é o
primeiro na ordem ontológica, mas não na ordem
psicológica. Mesmo sendo o fundamento de tudo, Deus
deve ser alcançado por caminhos a posteriori, isto é,
par�ndo dos efeitos e do mundo.”
REALE, G. História da Filosofia. São Paulo: Paulus, volume I,
1990, p. 561.
 
Sobre as cinco provas da existência de Deus e a filosofia de
Tomás de Aquino é correto afirmar que:
a) Tomás de Aquino se inspira na filosofia de Platão para
traçar um caminho ascendente a Deus, par�ndo do
mundo sensível, imperfeito, para chegar ao mundo
inteligível, onde encontra a prova da existência de Deus.
b) As cinco vias ou provas da existência de Deus
apresentadas por Tomás de Aquino seguem uma lógica
dedu�va.
c) Todas as cinco vias fundamentam-se nos dados revelados
da Sagrada Escritura.
d) Tomás de Aquino negava a possibilidade do
conhecimento empírico. Assim, precisou deduzir, a par�r
de ideias inatas, a existência de um Deus absolutamente
bom, a fim de escapar do ce�cismo.
e) As cinco provas da existência de Deus partem de uma
realidade sensível, como elemento empírico, e do
princípio de causalidade, como elemento racional.
FIL0150 - (Ufu)
Com efeito, existem a respeito de Deus verdades que
ultrapassam totalmente as capacidades da razão humana.
Uma delas é, por exemplo, que Deus é trino e uno. Ao
9@professorferretto @prof_ferretto
contrário, existem verdades que podem ser a�ngidas pela
razão: por exemplo, que Deus existe, que há um só Deus
etc. 
AQUINO, Tomás de. Súmula contra os Gen�os. Capítulo
Terceiro: A possibilidade de descobrir a verdade divina.
Tradução de Luiz João Baraúna. São Paulo: Abril Cultural,
1979, p. 61. 
 
Para São Tomás de Aquino, a existência de Deus se prova 
a) por meios meta�sicos, resultantes de inves�gação
intelectual. 
b) por meio do movimento que existe no Universo, na
medida em que todo movimento deve ter causa exterior
ao ser que está em movimento. 
c) apenas pela fé, a razão é mero instrumento acessório e
dispensável. 
d) apenas como exercício retórico.
FIL0123 - (Enem)
De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre
para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para
isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem
esta caracterís�ca, pois sem ela não poderia viver e agir
corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi
concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se
um homem a usar para pecar, recairão sobre ele as punições
divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre �vesse sido
dada ao homem não apenas para agir corretamente,mas
também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido
aquele que usasse da sua vontade para o fim para o qual ela
lhe foi dada?
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. In: MARCONDES, D. Textos
básicos de é�ca.Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
 
Nesse texto, o filósofo cristão Agos�nho de Hipona sustenta
que a punição divina tem como fundamento o(a) 
a) desvio da postura celibatária. 
b) insuficiência da autonomia moral. 
c) afastamento das ações de desapego. 
d) distanciamento das prá�cas de sacri�cio. 
e) violação dos preceitos do Velho Testamento. 
FIL0136 - (Ufu)
Leia o trecho extraído da obra Confissões.
 
Quem nos mostrará o Bem? Ouçam a nossa resposta: Está
gravada dentro de nós a luz do vosso rosto, Senhor. Nós não
somos a luz que ilumina a todo homem, mas somos
iluminados por Vós. Para que sejamos luz em Vós os que
fomos outrora trevas.
SANTO AGOSTINHO. Confissões IX. São Paulo: Nova
Cultural,1987. 4, l0. p.154. 
Coleção Os Pensadores
 
Sobre a doutrina da iluminação de Santo Agos�nho, marque
a alterna�va correta. 
a) A irradiação da luz divina faz com que conheçamos
imediatamente as verdades eternas em Deus. Essas
verdades, necessárias e eternas, não estão no interior do
homem, porque seu intelecto é con�ngente e mutável. 
b) A irradiação da luz divina atua imediatamente sobre o
intelecto humano, deixando-o a�vo para o conhecimento
das verdades eternas. Essas verdades, necessárias e
imutáveis, estão no interior do homem. 
c) A metáfora da luz significa a ação divina que nos faz
recordar as verdades eternas que a alma possuía antes de
se unir ao corpo. 
d) A metáfora da luz significa a ação divina que nos faz
recordar as verdades eternas que a alma possuía e que
nela permanecem mediante os ciclos da reencarnação. 
FIL0605 - (Fer)
Quem nos mostrará o Bem? Ouçam a nossa resposta: Está
gravada dentro de nós a luz do vosso rosto, Senhor. Nós não
somos a luz que ilumina a todo homem, mas somos
iluminados por Vós. Para que sejamos luz em Vós os que
fomos outrora trevas.
SANTO AGOSTINHO. ConfissõesIX. São Paulo: Nova
Cultural,1987. 4, l0. p.154. 
Coleção Os Pensadores
 
Sobre a doutrina da iluminação de Santo Agos�nho, julgue
os itens.
 
I. A doutrina da iluminação divina é uma transcrição fiel da
teoria da reminiscência platônica, uma vez que Agos�nho
afirma que a epistemologia do filósofo grego está
inteiramente de acordo com a concepção cristã de
conhecimento.
II. Segundo Santo Agos�nho, as verdades provêm da
iluminação divina sobre a mente humana. Nesse sen�do,
não pode haver oposição entre verdades pagãs e verdades
cristãs, uma vez que todas provêm da mesma fonte de
conhecimento, ou seja, de Deus.
III. A razão humana é iluminada pela luz interior da verdade.
Assim, Agos�nho formulou, pela primeira vez na história da
filosofia, a teoria das ideias inatas, cuja existência e certeza
são independentes e autônomas em relação ao intelecto
divino.
IV. A teoria da iluminação, tal como sugere o nome, está
fundamentada na luz de Deus, luz interior dada ao homem
interior na busca da verdade das coisas, que não são
conhecidas pelos sen�dos; esta luz é Cristo, que ensina e
habita no homem interior.
 
Assinale a alterna�va que contém as asser�vas verdadeiras.
10@professorferretto @prof_ferretto
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) II e IV.
e) Todas estão corretas.
FIL0500 - (Enem)
É preciso usar de violência e rebater varonilmente os
ape�tes dos sen�dos sem atender ao que a carne quer ou
não quer, mas trabalhando por sujeitá-la ao espírito, ainda
que se revolte. Cumpre cas�gá-la e curvá-la à sujeição, a tal
ponto que esteja disposta para tudo, sabendo contentar-se
com pouco e deleitar-se com a simplicidade, sem resmungar
por qualquer incômodo.
KEMPIS, T. Imitação de Cristo. Petrópolis; Vozes. 2015.
 
Qual caracterís�ca do asce�smo medieval é destacada no
texto? 
a) Exaltação do ritualismo litúrgico. 
b) Afirmação do pensamento racional. 
c) Desqualificação da a�vidade laboral. 
d) Condenação da alimentação impura. 
e) Desvalorização da materialidade corpórea. 
FIL0155 - (Ufu)
Para responder a questão, leia o seguinte texto.
 
O universal é o conceito, a ideia, a essência comum
a todas as coisas (por exemplo, o conceito de ser humano).
Em outras palavras, pergunta-se se os gêneros e as espécies
têm existência separada dos objetos sensíveis: as espécies
(por exemplo, o cão) ou os gêneros (por exemplo, o animal)
teriam existência real? Ou seriam apenas ideias na mente ou
apenas palavras?
(ARANHA, M. L. A. & MARTINS, M. H. Filosofando. 3ª edição.
São Paulo: Moderna, 2003, p. 126.)
 
A resposta correta à pergunta formulada no texto acima,
sobre os universais, é: 
a) Segundo os nominalistas, as espécies e gêneros universais
são meras palavras que expressam um conteúdo mental,
sem existência real. 
b) Segundo os nominalistas, os universais são conceitos,
mas têm fundamento na realidade das coisas. 
c) Segundo os nominalistas, os universais (gêneros e
espécies) são en�dades realmente existentes no mundo
das Ideias, sendo as coisas deste mundo meras cópias
destas Ideias. 
d) Segundo os nominalistas, os gêneros e as espécies
universais existem realmente, mas apenas na mente de
Deus. 
FIL0548 - (Uece)
“Sto. Tomás [de Aquino], sempre fiel às legí�mas tradições,
afirma a dis�nção entre direito natural e direito posi�vo, em
sólido ar�go da Suma Teológica (II-II 57, 2). O termo direito
aplica-se aos dois direitos analogicamente, alicerçando
Santo Tomás a sua dis�nção em Aristóteles. Haverá um
direito proveniente ‘da própria natureza da coisa’, direito
natural, que não se confunde com as normas da jus�ça
firmadas entre duas pessoas, ou estabelecidas pela
autoridade pública (direito posi�vo). Enquanto o primeiro
direito independe da vontade humana, o segundo nasce
dela por uma convenção estabelecida.”
MOURA, Odilão, D. A Doutrina do Direito Natural em Tomás
de Aquino. In: Veritas, Porto Alegre, vol. 40, n. 159,
setembro, 1995, p. 484.
 
Com base na citação acima, é correto definir o Direito
Natural, em Tomás de Aquino, como 
a) o conjunto de leis divinas revelado pelos profetas. 
b) o direito racional em si mesmo, que independe das leis
civis. 
c) as leis que regem os fenômenos naturais, mas não os
civis. 
d) a essência em comum entre as diversas legislações
civis. 
FIL0131 - (Uncisal)
A filosofia de Santo Agos�nho é essencialmente uma fusão
das concepções cristãs com o pensamento platônico.
Subordinando a razão à fé, Agos�nho de Hipona afirma
exis�rem verdades superiores e inferiores, sendo as
primeiras compreendidas a par�r da ação de Deus. Como se
chama a teoria agos�niana que afirma ser a ação de Deus
que leva o homem a a�ngir as verdades superiores? 
a) Teoria da Predes�nação. 
b) Teoria da Providência. 
c) Teoria Dualista. 
d) Teoria da Emanação. 
e) Teoria da Iluminação. 
FIL0161 - (Ufu)
Sobre a questão dos universais na Idade Média, considere o
texto a seguir e marque a alterna�va correta.
 
 
 
 
“Resume-se, frequentemente, a contribuição histórica de
Guilherme de Ockham ao ‘nominalismo’. Sem ser falsa, esta
visão é insuficiente. É incontestável que, para Guilherme de
Ockham, existem apenas seres singulares e substâncias
individuais ou qualidades par�culares. Mas seu impacto
11@professorferretto @prof_ferretto
repousa mais fundamentalmente num �po de análise da
linguagem da qual ele é ao mesmo tempo o teórico e um de
seus pra�cantes mais finos.”
BIARD, Jöel. “Guilherme de Ockham”.In: LABRUNE, Monique
& JAFFRO, Laurent (coord.). A construçãoda filosofia
ocidental (Gradus Philosophicus). São Paulo: Mandarim,
1996, p. 166. 
a) Entre os filósofos da Idade Média, são considerados
nominalistas, além de Guilherme de Ockham, Tomás de
Aquino e Duns Scot. 
b) Segundo o texto citado, é falso classificar Guilherme de
Ockham entre os adeptos do nominalismo. 
c) No âmbito da chamada “questão dos universais”, a
posição oposta à de Guilherme de Ockham é conhecida
como “conceptualismo”. 
d) O nominalismo de que falao texto é a tese segundo a
qual os conceitos universais não têm existência fora da
mente. 
FIL0610 - (Fer)
“Tudo o que se move é movido por outro ser. Por sua vez,
este outro ser, para que se mova, necessita também que seja
movido por outro ser. E assim sucessivamente. Se não
houver um primeiro ser movente, cairíamos num processo
infinito, o que é absurdo. Logo, é preciso que haja um
primeiro ser movente que não seja movido por nenhum
outro. Esse ser é Deus”.
Tomás de Aquino. Suma de Teologia. Citado por: COTRIM,
Gilberto. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva,
1996. p. 135.
 
O texto acima apresenta uma das cinco “provas” da
existência de Deus chamada por alguns de argumento do
Primeiro Motor Imóvel, proposta por Tomás de Aquino. A
propósito desse tema, julgue os itens abaixo.
 
I. Nas cinco vias, Tomás de Aquino u�liza argumentos
racionais para provar a existência de Deus.
II. As provas apresentadas por Santo Tomás partem sempre
do efeito para a causa.
III. Após propor as cinco vias, Aquino reconhece a validade
do regresso ao infinito, quando se trata de alcançar as
causas primeiras.
IV. Tomás de Aquino tomou por tarefa compa�bilizar, a par�r
da relação fé e razão, a filosofia aristotélica com a verdade
cristã.
 
Está correto o que se afirma em:
a) I, II, III e IV.
b) III e IV somente.
c) I e II somente.
d) II e III somente.
e) I, II e IV somente.
FIL0686 - (Ufu)
O intelecto humano não é ato de algum órgão, mas é uma
certa capacidade da alma, que é forma do corpo. Por isso, é
próprio dela conhecer a forma existente individualmente na
matéria corporal, não porém na medida em que está em tal
matéria. Ora, conhecer o que está na matéria individual, não
na medida em que está em tal matéria, é abstrair a forma da
matéria individual, que as fantasias representam. Por isso, é
necessário dizer que o nosso intelecto intelige o que é
material abstraindo das fantasias; e, através do que é
material, assim considerado, chegamos a algum
conhecimento do que é imaterial, assim como, pelo
contrário, os anjos conhecem o que é material através do
imaterial.
AQUINO, Tomás de. Suma de Teologia. Primeira Parte,
questões 84-89. Tradução de Carlos A. R. Nascimento.
Uberlândia: EDUFU, 2005. p. 133.
 
Sobre o modo como conhecemos as coisas materiais, é
correto afirmar que, segundo Tomás de Aquino (1224-1274),
a) conhecemos a natureza das coisas por rememoração,
com base nas ideias eternas, que estão em nosso
intelecto desde o nascimento.
b) conhecemos a natureza das coisas do mesmo modo que
os anjos, ou seja, por iluminação divina, sem u�lizarmos
os nossos sen�dos. 
c) não conhecemos a natureza das coisas materiais pelo
nosso intelecto, e sim pelos sen�dos, pelo intelecto
conhecemos apenas as coisas imateriais. 
d) não conhecemos a natureza das coisas materiais
diretamente, e sim por meio de uma cooperação entre os
sen�dos e o intelecto, chamada de abstração.
FIL0550 - (Uece)
“Agos�nho faz um contraponto ao dualismo maniqueísta ao
refutar que o mal não existe enquanto ser. Ele refuta o
dualismo ontológico dobem e do mal dos maniqueístas e
desenvolve a teoria da origem do mal como uma negação do
Sumo Bem, na qual o mal não tem ser, não existe, mas é
resultado do livre-arbítrio da vontade do homem que o
u�liza em vista de si mesmo. Ou seja, o mal é moral; é um
ato voluntário do homem ao negar seu Criador, Deus, Bem
universal, em vista de si mesmo.”
GOMES, I. S. G. A origem do mal no pensamento de
agos�nho de hipona. In: Anais do III Congresso Nordes�no
de Ciências da Religião e Teologia. Disponível em:
h�p://www.unicap.br/ocs/index.php/cncrt/cncrt/paper/viewFile/277/
Acessado em 18-10-2021 – Adaptado.
 
Segundo essa passagem, a origem do mal está 
12@professorferretto @prof_ferretto
a) na liberdade do homem, dotado por Deus de livre-
arbítrio. 
b) na ação sobre os homens de um ente que personifica o
mal. 
c) na natureza humana, que, por ser finita, é próxima do
mal. 
d) no mau uso do livre-arbítrio, orientado pelo amor-
próprio. 
FIL0609 - (Fer)
A questão dos universais foi um dos grandes problemas
deba�dos na Filosofia Medieval. A dificuldade era
determinar o modo de ser das ideias gerais, gêneros ou
espécies, tais como homem, animal etc.; ou seja, saber se os
universais correspondem a uma realidade fora de nós ou se
são puras abstrações do espírito e sem realidade. Realismo e
nominalismo foram as duas soluções �picas do problema,
surgindo o conceitualismo como solução intermediária. 
 
Em relação à questão dos universais, assinale o item
incorreto.
a) Segundo os nominalistas, os universais (gêneros e
espécies) são en�dades realmente existentes no mundo
das Ideias, sendo as coisas deste mundo meras cópias
destas Ideias.
b) Uma forma moderada de realismo foi defendida por
Santo Tomás de Aquino, o qual, sob influência de
Aristóteles, supôs que o universal estaria na coisa, como
sua forma ou substância; depois da coisa, como conceito
no intelecto; e antes da coisa, na mente divina, como
modelo das coisas criadas.
c) Por universal entende-se conceito, ideia, gênero, espécie
ou propriedade predicada de vários indivíduos.
d) Guilherme de Okham adota a posição nominalista, pois
afirma que os universais são apenas palavras, sons
emi�dos, não havendo nenhuma en�dade real
correspondente a eles.
e) O conceitualismo, tese sustentada por Pedro Abelardo,
afirma que os universais existem apenas no intelecto, mas
se referem a seres reais, indicando o modo de ser (Status
Communis) de certos entes. 
FIL0122 - (Uece)
Em diálogo com Evódio, Santo Agos�nho afirma: “parecia a
�, como dizias, que o livre-arbítrio da vontade não devia nos
ter sido dado, visto que as pessoas servem-se dele para
pecar. Eu opunha à tua opinião que não podemos agir com
re�dão a não ser pelo livre-arbítrio da vontade. E afirmava
que Deus no-lo deu, sobretudo em vista desse bem. Tu me
respondeste que a vontade livre devia nos ter sido dada do
mesmo modo como nos foi dada a jus�ça, da qual ninguém
pode se servir a não ser com re�dão”.
AGOSTINHO. O livre-arbítrio, Introdução, III, 18, 47.
 
Com base nessa passagem acerca do livre-arbítrio da
vontade, em Agos�nho, é correto afirmar que 
a) o livre-arbítrio é o que conduz o homem ao pecado e ao
afastamento de Deus. 
b) o poder de decisão ‒ arbítrio ‒ da vontade humana é o
que permite a ação moralmente reta. 
c) é da vontade de Deus que o homem não tenha
capacidade de decidir pelo pecado, já que o Seu amor
pelo homem é maior do que o pecado. 
d) a ação justa é aquela que foi pra�cada com o livre-
arbítrio; injusta é aquela que não ocorreu por meio do
livre-arbítrio. 
FIL0125 - (Enem)
Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual
aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu
e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles,
“por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos,
abstendo-se, como antes, de toda ação? Se exis�u em Deus
um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a
criaturas que nunca antes criara, como pode haver
verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que
antes não exis�a?” 
AGOSTINHO.Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
 
A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é
um exemplo da reflexão filosófica sobre a(s) 
a) essência da é�ca cristã. 
b) natureza universal da tradição. 
c) certezas inabaláveis da experiência. 
d) abrangência da compreensão humana. 
e) interpretações da realidade circundante. 
FIL0159 - (Ufu)
O texto que segue refere-se às vias da prova da existência de
Deus.
 
As cinco vias consistem em cinco grandes linhas de
argumentação por meio das quais se pode provar a
existência de Deus. Sua importância reside sobretudo em
que supõe a possibilidade de se chegar no entendimento de
Deus, ainda que de forma parcial e indireta, a par�r da
consideração do mundo natural, do cosmo, entendido como
criação divina.
MARCONDES, D. Textos básicos de filosofia: dos pré-
socrá�cos a Wi�genstein. 
Rio deJaneiro: Jorge Zahar, 1999. p. 67.
 
A par�rdo texto, marque a alterna�va correta. 
13@professorferretto @prof_ferretto
a) As cinco vias são argumentos diretos e evidentes da
existência de Deus. 
b) Tomás de Aquino formula as cinco vias da prova da
existência de Deus, u�lizando, sistema�camente, as
passagens bíblicas para fundamentar seus argumentos. 
c) As cinco vias partem de afirmações gerais e racionais
sobre a existência de Deus, para chegar a conclusões
sobre as coisas sensíveis, par�culares e verificáveis sobre
o mundo natural. 
d) Tomás de Aquino formula as argumentações que provam
a existência de Deus sob a influência do pensamento de
Aristóteles, recorrendo não à Bíblia, mas, sobretudo,
à Meta�sica do filósofo grego. 
FIL0603 - (Fer)
“Quem me criou? Não foi o meu Deus, que é bom, e é
também a mesma bondade? Donde me veio, então, o
querer, eu, o mal e não querer o bem? Qual a sua origem, se
Deus, que é bom, fez todas as coisas? Sendo o supremo e
sumo Bem, criou bens menores do que Ele; mas, enfim, o
Criador e as criaturas, todos são bons. Donde, pois, vem o
mal?”
AGOSTINHO, Santo. Confissões; De magistro. São Paulo:
Nova Cultural, 1987. Coleção “Os Pensadores”. Livro VII.
Adaptado.
 
Com base no texto e em seus conhecimentos sobre o livre-
arbítrio e a origem do Mal em Santo Agos�nho, assinale a
alterna�va CORRETA:
a) Em concordância com a tradição dos pensamentos
maniqueísta e neoplatônico, Santo Agos�nho defendia a
visão dualista de um mundo em perpétua luta entre o
Bem e o Mal, ambos incriados e eternos.
b) Agos�nho derruba a tese sobre a existência do Bem e do
Mal, ao afirmar que as coisas simplesmente são o que são
e, portanto, é a interpretação humana que chama de Bem
o que nos é vantajoso e de Mal o que nos é nocivo.
c) O livre-arbítrio é o que conduz o homem ao pecado e ao
afastamento de Deus.
d) De acordo com o pensamento do bispo de Hipona, Deus é
o Bem absoluto, ao qual se contrapõe o Mal absoluto.
e) O livre-arbítrio foi concedido ao homem para que
pudesse agir corretamente. Assim, de acordo com Santo
Agos�nho, a concessão do livre-arbítrio ao homem foi um
ato de bondade.
FIL0607 - (Fer)
A questão dos universais é introduzida na Filosofia Medieval
pelos comentários de Boécio à sua tradução da lógica de
Aristóteles no século VI. Todavia a polêmica acerca da
existência real dos universais assume forma e importância
maior a par�r do século XI. 
 
Sobre a questão dos universais, marque V, se for verdadeiro,
e F, se for falso.
 
(__) Segundo os nominalistas, os universais são conceitos,
mas têm fundamento na realidade das coisas.
(__) O realismo, de inspiração platônica, afirmava que os
universais exis�am na realidade, independentemente das
coisas individuais.
(__) O Problema dos Universais busca entender o modo de
existência dos termos que nomeiam vários seres, ou seja, se
os universais existem realmente ou se são apenas produtos
do pensamento.
(__) O realismo moderado de Tomás de Aquino admite uma
existência ante rem (antes das coisas) para os termos
universais, uma vez que eles existem na mente de Deus
antes da criação dos seres individuais.
 
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) V, V, V, V.
b) V, F, V, F.
c) F, V, F, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, V, V.
FIL0137 - (Ufu)
Considere o trecho abaixo. 
“Quando, pois, se trata das coisas que percebemos pela
mente (...). estamos falando ainda em coisas que vemos
como presentes naquela luz interior da verdade, pela qual é
iluminado e de que frui o homem interior. 
Santo Agos�nho. Do Mestre.São Paulo: Abril Cultural. 1973.
p. 320. (Os Pensadores) 
Segundo o pensamento de Santo Agos�nho, as verdades
con�das na filosofia pagã provêm de que fonte? Assinale a
alterna�va correta. 
a) De fonte diferente de onde emanam as verdades cristãs,
pois há oposição entre as verdades pagãs e as verdades
cristãs. 
b) Da mesma fonte de onde emanam as verdades cristãs,
pois não há oposição entre as verdades pagãs e cristãs. 
c) De Platão, por ter chegado a conceber a ideia Suprema do
Bem. 
d) De Aristóteles, por ter concebido o Ser Supremo como
primeiro motor imóvel. 
FIL0135 - (Ufu)
Leia o texto a seguir.
 
“No que diz respeito a todas as coisas que compreendemos,
não consultamos a voz de quem fala, a qual soa de fora, mas
a verdade que dentro de nós preside à própria mente,
incitados talvez pela palavra a consultá-la.”
14@professorferretto @prof_ferretto
De Magistro, Cap. XI, 38, In Os Pensadores, SANTO
AGOSTINHO. 
São Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 319.
 
Marque a afirma�va incorreta. 
a) Segundo Agos�nho, a verdade não se descobre pela
consulta das palavras que vêm de fora. O processo da
descoberta da verdade dá-se através da interioridade. 
b) Segundo Agos�nho, a linguagem humana não tem um
poder causal, mas apenas uma função instrumental de
u�lidade. 
c) Segundo Agos�nho, a linguagem humana é a condição
para conhecer a verdade que dentro de nós preside à
própria mente. 
d) Segundo Agos�nho, a verdade que dentro de nós preside
à própria mente pressupõe a iluminação divina e não o
recurso à memória. 
FIL0604 - (Fer)
“Isto agora é límpido e claro: nem as coisas futuras existem,
nem as coisas passadas, nem dizemos apropriadamente
‘existem três tempos: o passado, o presente e o futuro’. Mas
talvez pudéssemos dizer apropriadamente ‘existem três
tempos: o presente das coisas passadas, o presente das
coisas presentes, o presente das coisas futuras’. Pois os três
estão de alguma maneira na alma e eu não os vejo em outro
lugar: o presente das coisas passadas é a memória, o
presente das coisas presentes é o olhar, o presente das
coisas futuras é a expecta�va”. 
SANTO AGOSTINHO, Confissões, in: MARÇAL, J. Antologia de
textos filosóficos. Curi�ba: Seed, 2009, p. 43.
 
Assinale a alterna�va que apresenta corretamente a
concepção de Tempo, de acordo com o pensamento de
Santo Agos�nho:
a) Para Agos�nho, o Tempo existe na alma humana
fundamentalmente enquanto presença.
b) Para Santo Agos�nho, existem três tempos dis�ntos:
passado, presente e futuro.
c) O Tempo, enquanto realidade ontológica, foi criado por
Deus juntamente com todas as coisas que existem.
d) Passado, presente e futuro existem somente na memória
do homem.
e) Por exis�r na eternidade, a alma humana cria, para si
mesma, a concepção de Tempo.
FIL0124 - (Uece)
“O maniqueísmo é uma filosofia religiosa sincré�ca e
dualís�ca fundada e propagada por Manes ou Maniqueu,
filósofo cristão do século III, que divide o mundo
simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A
matéria é intrinsecamente má e o espírito, intrinsecamente
bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a
ser um adje�vo para toda doutrina fundada nos dois
princípios opostos do Bem e do Mal.”
Wikipédia. Disponível em:
h�ps://pt.wikipedia.org/wiki/Manique%C3%ADsmo.
 
Contra o maniqueísmo, Agos�nho de Hipona (Santo
Agos�nho) afirmava que 
a) Deus é o Bem absoluto, ao qual se contrapõe o Mal
absoluto. 
b) as criaturas só são más numa consideração parcial, mas
são boas em si mesmas. 
c) toda a criação era boa e tornou-se má, pois foi dominada
pelo pecado após a Queda. 
d) a totalidade da criação é boa em si mesma, mas
singularmente há criaturas boas e más. 
FIL0162 - (Ueg)
Durante seu reinado, Carlos Magno buscou reverter o
quadro de estagnação cultural gerado pelas invasões
bárbaras, quando muito do conhecimento da An�guidade
clássica havia se perdido. Reuniu então, com o apoio da
Igreja, grandes sábios que deveriam transmi�r sua sabedoria
nas escolas da época. Esses grandes mestres foram
chamados scholas�cos. As matérias ensinadas por eles nas
escolas medievais eram chamadas de artes liberais e foram
divididas em 
a) fé e razão. 
b) matemá�ca e gramá�ca. 
c) trívio e quadrívio. 
d) teologia e filosofia. 
FIL0783 - (Enem PPL)
TEXTO I
Não é possível passar das trevas da ignorância para a luz
da ciência a não ser lendo, com um amor sempre mais vivo,
as obras dos An�gos. Ladrem os cães, grunhem os porcos!
Nem por isso deixarei de ser um seguidor dos An�gos. Para
eles irão todos osmeus cuidados e, todos os dias, a aurora
me encontrará entregue ao seu estudo.
BLOIS, P. Apud PEDRERO SÁNCHEZ, M. G. História da Idade
Média: texto e testemunhas. São Paulo: Unesp, 2000.
TEXTO II
A nossa geração tem arraigado o defeito de recusar admi�r
tudo o que parece vir dos modernos. Por isso, quando
descubro uma ideia pessoal e quero torná-la pública,
atribuo-a a outrem e declaro: — Foi fulano de tal que o
disse, não sou eu. E para que acreditem totalmente nas
minhas opiniões, digo: — O inventor foi fulano de tal, não
sou eu.
BATH, A. Apud PEDRERO SÁNCHEZ, M. G. História da Idade
Média: texto e testemunhas. São Paulo: Unesp, 2000.
 
Nos textos são apresentados pontos de vista dis�ntos sobre
as mudanças culturais ocorridas no século XII no Ocidente.
15@professorferretto @prof_ferretto
Comparando os textos, os autores discutem o(a) a) produção do conhecimento face à manutenção dos
argumentos de autoridade da Igreja.
b) caráter dinâmico do pensamento laico frente à
estagnação dos estudos religiosos.
c) surgimento do pensamento cien�fico em oposição à
tradição teológica cristã.
d) desenvolvimento do racionalismo crí�co ao opor fé e
razão.
e) construção de um saber teológico cien�fico.
16@professorferretto @prof_ferretto

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