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Curso de Biomedicina 
1ª / 8ª série 
 
 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 
 
 
 
 
 
 
 
2020 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 2 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
I. Introdução................................................................................................................................... 1 
II. Coleta de materiais biológicos para exames laboratoriais.......................................................... 6 
III. Finalidades do sangue................................................................................................................. 8 
IV. Composição do sangue................................................................................................................ 8 
1. Obtenção de derivados sanguíneos................................................................................................ 9 
V. Anticoagulantes........................................................................................................................... 12 
1. Mecanismo da coagulação “in vitro”........................................................................................... 14 
VI. Coleta de sangue......................................................................................................................... 15 
1. Procedimentos para venopunção.................................................................................................... 15 
2. Punção arterial................................................................................................................................ 17 
3. Procedimentos para punção cutânea.............................................................................................. 21 
4. Procedimentos frente á dificuldade de visualização das veias....................................................... 23 
5. Erros na coleta de sangue............................................................................................................... 23 
6. Cuidados......................................................................................................................................... 24 
7. Observações que devem ser feitas antes da coleta......................................................................... 25 
8. Complicações decorrentes das punções......................................................................................... 27 
XI. Coleta de sangue a vácuo............................................................................................................ 28 
1. Técnica para coleta de sangue a vácuo........................................................................................... 30 
2. Sequência de tubos a vácuo na coleta de sangue venoso............................................................... 32 
3. Esquemas para localização das veias do braço, antebraço e dorso da mão................................... 35 
4. Problemas específicos na coleta de sangue.................................................................................... 37 
XII. Confecção da extensão de sangue............................................................................................... 40 
XIII. Coleta de urina............................................................................................................................ 42 
1. Urina rotina (Tipo I)....................................................................................................................... 42 
2. Urocultura...................................................................................................................................... 42 
3. Ao acaso (Aleatória)...................................................................................................................... 43 
4. Cateterização uretral....................................................................................................................... 43 
5. Aspiração suprapúbica................................................................................................................... 44 
6. Urina para pesquisa ou cultura de BAAR (BK)............................................................................. 44 
7. Coleta de 24 horas.......................................................................................................................... 
8. Clearence de creatinina / Glicosúria fracionada............................................................................. 
9. Preservação / Alterações que ocorrem na urina............................................................................. 
44 
45 
46 
10. Tipos de conservantes.................................................................................................................... 47 
XIV. Coleta de fezes.......................................................................................................................... 48 
1. Estudo das funções digestivas........................................................................................................ 48 
2. Exame para Rotavírus e Adenovírus.............................................................................................. 49 
3. Gordura fecal.................................................................................................................................. 49 
4. Pesquisa de Sangue oculto............................................................................................................. 49 
5. Parasitológico de fezes................................................................................................................... 49 
6. Coprocultura................................................................................................................................... 50 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 3 
 
 
XV. Coleta do líquido cefalorraquidiano......................................................................................... 51 
XVI. Coleta de líquido seminal......................................................................................................... 53 
XVII. Testes de coagulação................................................................................................................ 54 
1. Prova de fragilidade (Prova do laço)............................................................................................. 54 
2. Tempo de Sangramento (TS)......................................................................................................... 54 
3. Tempo de Coagulação (TC).......................................................................................................... 55 
XXVVIIIIII.. CCoolleettaa ddee eessppéécciimmeess ppaarraa oo ddiiaaggnnóóssttiiccoo ddee ddooeennççaass iinnffeecccciioossaass.................................................................................... 56 
1. Secreções de mucosa ocular........................................................................................................... 56 
2. Secreção de ouvido........................................................................................................................ 57 
3. Secreção de orofaringe................................................................................................................... 58 
4. Secreção de nasofaringe................................................................................................................. 59 
5. Secreções do trato inferior............................................................................................................. 59 
6. Exsudatos purulentos, feridas e abscessos..................................................................................... 59 
7. Linfa...............................................................................................................................................braço, antebraço, dorso da mão e somente a femural for viável, a 
colheita deverá ser realizada por profissionais experientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 40 
 
CONFECÇÃO DA EXTENSÃO DE SANGUE 
 
 
O exame de extensão de sangue é parte importante da avaliação hematológica. A 
confiabilidade da informação depende em grande parte do exame sistemático de extensões bem 
confeccionadas e coradas. 
Se possível, as extensões de sangue devem ser preparadas imediatamente. 
 
 Para obter extensões de sangue satisfatórias, são indispensáveis certas precauções: 
 As lâminas devem estar perfeitamente limpas, isentas de gordura e polidas. 
 A gota de sangue não deve ser muito grande. 
 Os conhecimentos quanto à prática. 
 
 
Técnica: 
 Obter a gota de sangue através da punção da polpa digital ou através da punção venosa. 
 Homogeneizar bem o sangue colhido através da punção venosa. 
 Depositar uma gota de sangue com 1 a 2 mm de diâmetro cerca de 1cm da extremidade da 
lâmina. 
 Com o polegar e o dedo indicador da mão direita, segure a extremidade de uma segunda 
lâmina (lâmina extensora, a qual deverá possuir borda absolutamente lisa, homogênea e bem aparada, 
cujas extremidades poderão se cortadas de modo que a largura seja cerca de 4 mm menor que a 
largura total lâmina) contra a superfície da primeira lâmina, num ângulo de 30° a 45°. 
 Arraste-a para trás, até que contacte a gota de sangue, que por capilaridade, preencherá o 
ângulo entre as duas lâminas. 
 Com um movimento seguro e uniforme, empurre para frente à lâmina extensora, até que o 
sangue tenha espalhado, formando uma extensão de sangue moderadamente fina. 
 Uma boa lâmina deve possuir: 
 Cabeça (onde é feita a identificação do paciente); 
 Corpo; Cauda e Bordas (figura 36). 
 
 As lâminas devem ser rapidamente secadas ao ar, por meio de movimento de vai-e-vem. 
Nunca colocar a lâmina com a película voltada para a palma da mão, pois o calor e a umidade 
alterarão as formas das hemácias, pela lise das mesmas. 
 Identificar a lâmina. 
 Corar a extensão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.36 – Confecção de extensão de sangue. 
 
 
 A espessura da extensão de sangue pode ser ajustada, alterando o ângulo da lâmina extensora, 
a velocidade da confecção, ou ainda pela aplicação de uma gota de sangue maior ou menor. 
 
 Da rapidez do deslizamento da lâmina - Quanto mais lento o deslizamento, tanto mais espessa 
a extensão; 
 Da variação do ângulo entre as duas lâminas - Quanto menor o ângulo, tanto mais fina a 
extensão; 
 Da pressão sobre a lâmina - Quanto maior a pressão, tanto mais fina a extensão; 
 Da extensão - Quanto maior a extensão, tanto mais fina. Não se deve cobrir a lâmina toda; 
 Do tamanho da gota de sangue – Quanto menor a gota, tanto mais fina a extensão; 
 
A extensão de sangue deverá ter um aspecto regular e igualado, não apresentando cristas, 
ondas ou buracos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 42 
 
 
COLETA DE URINA 
 A coleta e preservação da urina para teste analítico devem seguir um procedimento cuidadoso 
preestabelecido para assegurar resultados válidos. Para evitar problemas, os pacientes devem receber 
instruções completas, verbais e por escrito de forma clara e simples. 
 
O teste de laboratório de urina geralmente recai em três categorias: 
 Exame químico e físico. 
 Bacteriológico. 
 Microscópico. 
 
ORIENTAÇÕES PARA PROCEDIMENTOS DE COLETA 
 
 
PRIMEIRA MICÇÃO MATUTINA OU PRIMEIRA URINA DA MANHÃ (URINA ROTINA / 
URINA TIPO I): 
 
 Deve-se coletar a 1ª urina da manhã (preferência), por ser normalmente mais concentrada e 
considerada a melhor amostra para avaliação. 
 Preferencialmente coletar a urina no laboratório. 
 Deve-se fazer uma anti-sepsia. 
 Desprezar o primeiro jato urinário. 
 A coleta de amostras de urina de pacientes pediátricos requer atenção especial para evitar a 
contaminação com as fezes. 
 Orientar para não passar pomada no local. Usar saco coletor. 
 
UROCULTURA: 
 
São requisitadas para diagnosticar infecção do trato urinário (ITU), superior ou inferior. 
 Exame quantitativo. 
 Ideal 1º amostra da manhã (pelo menos 4 horas vesical) 
 Deve-se realizar anti-sepsia rigorosa. 
 Amostras de primeiro jato não devem ser aceitas. 
 
 
Mulheres 
 Lavar bem a região genital com água e sabão neutro com um movimento da frente para 
trás, enxaguar bem. Utilizar gaze estéril. Desprezar o 1º jato urinário. 
 Durante a micção, deve-se manter com uma das mãos a vulva aberta, afastando os lábios 
vaginais até o fim da coleta (figura 37) ou colocar tampão de algodão na vagina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 43 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.37 – Procedimento para coleta de urina. 
 
Homens 
 Deve-se retrair completamente a pele do prepúcio e lavar o pênis e a glande com sabão 
neutro, enxaguar bem. No momento da coleta, manter o prepúcio afastado. Desprezar o 1º jato 
urinário. 
 
Crianças 
 Deve ser feita com a criança deitada e após cuidadosa lavagem dos genitais externos. 
 Em meninas: fazer a anti-sepsia com um movimento da frente para trás, depois enxaguar 
com água morna, secar com uma compressa de gaze. 
 Em meninos: não circuncidados, deve-se retrair a pele do prepúcio para trás e lavar o pênis 
e a glande; depois da assepsia enxaguar com água morna e secar com uma compressa de gaze. 
 Usar coletores plásticos estéreis (para meninos ou meninas), e se a coleta não for 
conseguida rapidamente, trocar os coletores a cada 30 minutos. Evitar dar água para a criança, pois 
dilui a amostra. Marcar a hora da coleta. 
 
 
AO ACASO OU ALEATÓRIOS: 
 
 Nesta coleta, o paciente simplesmente urina dentro de um recipiente limpo (frasco de 
coleta). 
 Estas amostras não são as mais convenientes pois variam consideravelmente em 
concentração e os testes realizados são primariamente qualitativos. Sem pouca utilidade clínica, mas 
pode ser usada para provas químicas e microscópicas. 
 
 
CATETERIZAÇÃO URETRAL: 
 
 O cateterismo associa-se com o risco de induzir uma infecção nosocomial. 
 Deve ser restringido a pessoas incapazes de produzir uma amostra espontânea ou se o 
cateter for inserido por uma outra razão médica. 
 Não é método de rotina. 
 A coleta é realizada pelo médico. 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 44 
 
 Usando técnica asséptica estrita, o cateter é introduzido para dentro da uretra. 
 Os primeiros poucos mililitros de urina eliminados são descartados, e a parte média da 
amostra é obtida para cultura. 
 
 
ASPIRAÇÃO SUPRAPÚBICA: 
 
Por ser uma técnica invasiva, ela só é realizada quando absolutamente necessária. 
 A coleta é realizada pelo médico. 
 É usada principalmente em recém-nascido e crianças pequenas. 
 O procedimento exige uma bexiga cheia. 
 A pele sobrejacente é desinfetada e a área é anestesiada localmente. 
 A bexiga é puncionada acima da sínfise púbica com uma agulha calibre 22 em uma seringa 
e cerca de 10mlde urina são aspirados. 
 As amostras de urinas são processadas imediatamente após a coleta. 
 
 
URINA PARA PESQUISA OU CULTURA DE BAAR (BK): 
 
 Orienta-se o paciente para coletar três a cinco amostras, em dias consecutivos, de todo o 
volume da primeira micção matinal, após a realização de anti-sepsia da genitália. 
 
 
COLETA DE 24 HORAS: 
 
 Requisitadas nas determinações quantitativas de algumas substâncias. 
 É realizada para a dosagem de hormônios, eletrólitos (Na, K, Ca, Mg, Cl) e elementos que 
não se degradam: creatinina, glicose, proteínas totais e uréia. 
 Os erros são decorrentes de uma coleta inadequada das amostras. Portanto, o paciente 
deverá ser cuidadosamente instruído a respeito do procedimento correto. 
 Antes da coleta e principalmente no dia, o paciente deve ser orientado para fazer uma 
restrição de líquidos. 
 Deverá desprezar a primeira urina da manhã e coletar da segunda em diante até a primeira 
urina da manhã do dia seguinte, inclusive. 
 Coletar toda a urina em um ou mais frascos (se necessário) tampar e conservar em 
geladeira. Fig.39. 
 Não há necessidade de higiene íntima dos genitais. 
 A 1ª urina da manhã é desprezada, pois corresponde a 1ª urina do dia anterior, enquanto 
que a 2ª urina em diante corresponde a restrição de líquidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig. 39 
 
 
 
CLEARENCE DE CREATININA: 
 
 Demonstra a progressão de nefropatia ou resposta terapêutica. 
 São necessárias coletas urinárias precisamente cronometradas e completas. 
 A coleta usual da urina é de 24 horas, ou seja, deverá desprezar a primeira urina da manhã 
e coletar da segunda em diante até a primeira urina da manhã do dia seguinte, inclusive. 
Em seguida, o sangue deve ser coletado no final da coleta. 
 Anotar: Peso e Altura do Paciente. 
 
 
GLICOSÚRIA FRACIONADA: 
 
É realizada para controles de indivíduos diabéticos. 
 A coleta é feita em 24 horas, sendo dividido em quatros amostras: 
 1ªAmostra: das 06:00 horas da manhã até às 12:00 horas; 
 2ªAmostra: das 12:00 horas até às 18:00 horas; 
 3ªAmostra: das 18:00 horas até às 24:00 horas; e 
 4ªAmostra: das 24:00 horas até às 06:00 da manhã do dia seguinte. 
 Fornecimento de 4 frascos devidamente identificados. 
 Indivíduo diabético apresenta normalmente poliúra (aumento do volume urinário). Nestes 
casos, o laboratório pode fornecer frascos extras. 
 Indivíduo normal: taxa de eliminação de glicose na urina é 0. 
 
 Indivíduo diabético: taxa de eliminação de glicose na urina é a seguinte: 
1ªAmostra: Diminuída 
2ªAmostra: Aumentada 
3ªAmostra: Aumentada 
4ªAmostra: Diminuída 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 46 
 
PRESERVAÇÃO 
 
 Rápido – 2horas. 
 Urocultura – imediato. 
 Não preservada: Decomposição microbiológica. 
 Alterações químicas inerentes. 
 Refrigeração – transportada/armazenada por período mais prolongado. 
 
 
QUADRO 2- ALTERAÇÕES QUE OCORREM NA URINA QUANDO ELA DECOMPÕE 
 
RESULTADO 
 
RAZÃO 
Mudanças na cor 
 
 
Quebra ou alteração do cromógeno ou outro constituinte 
da urina 
(hemoglobina ou ácido hemogentísico). 
Mudanças no odor 
 
Crescimento bacteriano, decomposição 
Turbidez aumentada 
 
Bacteriúria aumentada, formação de cristal, precipitação de 
material amorfo 
pH falsamente baixo 
 
Glicose convertida a ácido ou álcool por bactérias ou 
levedura. 
PH falsamente elevado 
Quebra da uréia por bactéria, produzindo amônia e perda de 
CO2. 
Glicose falso-negativa 
 
Utilização pela bactéria (glicólise). 
Cetona falso-negativa 
Volatilização da acetona 
Quebra do acetoacetato pela bactéria. 
Bilirrubina falso-negativa 
 
Destruída pela luz 
Oxidada pela biliverdina. 
Urobilinogênio falso-negativo 
 
Destruído pela luz. 
Nitrito falso-positivo 
Nitrito produzido pela bactéria depois que a amostra é 
invalida. 
Nitrito falso-negativo 
 
Nitrito convertido em nitrogênio, que evapora. 
Bacteriúria aumentada 
 
Bactéria se multiplica na amostra. 
Desintegração das 
células/cilindros 
 
Ambiente instável, especialmente quando a urina é alcalina, 
hipotônica ou ambos. 
 
Refrigeração não possível – acrescentar conservantes químicos apropriados (algumas 
determinações podem alterar o resultado do exame). 
Etiqueta de alerta. 
Frascos de vidro/plástico de cor âmbar. 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 47 
 
 
Tipos de conservantes: 
 
Formalina: Excelente conservante do sedimento, em concentrações elevadas. 
 Interfere na prova substâncias redutoras – Resultados falsos-positivos. 
 Proporção: 1ml por litro de urina. 
 
 
Ácido Bórico: Preserva elementos da urina. 
 Ácido delta-aminolevulínico (refrigerada e abrigo da luz). 
 Ácido homovanílico (refrigerada). 
 Aldosterona 
 17-cetosteróides 
 Estrógenos 
 17-hidroxicorticosteróides 
 Metanefrinas 
 Pregnanediol 
 Pregnanetriol 
 Proporção: 0,8g por litro de urina. 
 
 
Timol: Preservação de mucopolissacarídeos. 
 Proporção: 6ml por litro de urina. 
 
Ácido Clorídrico: Preserva algumas determinações. 
 15ml por litro – adrenalina, noradrenalina e epinefrina 
 2ml por litro – hidroxiprolina 
 Ácido clorídrico 6N – 10ml por litro – ácido vanilmandélico. 
 
Fluoreto de sódio: Preservação de açúcares 
 Proporção: 10mg por litro de urina. 
 
Bicarbonato de sódio: Determinação de coproporfirinas e uroporfirinas. 
 Proporção: 5g por colheita de 24 horas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 48 
 
 
COLETA DE FEZES 
 
 Recomendações especiais/finalidades. 
 Recipientes limpos. 
 Transferir p/ recipiente do laboratório. 
 Evitar contaminação com urina (efeito danoso sobre protozoários), água ou outro elemento. 
 Variação das amostras: colhida pelo médico/ 3 amostras. 
 Finalidades: 
Estudo das funções digestivas. 
Dosagem de gordura fecal. 
Pesquisa de sangue oculto. 
Pesquisa de parasitas. 
Coprocultura. 
 
ESTUDO DAS FUNÇÕES DIGESTIVAS: 
 
 
EXAME COPROLÓGICO: 
 
Regime alimentar apropriado -72 horas incluir: 
 carne 
 leite 
 batata 
 feijão 
 manteiga 
 
Não usar laxante. 
Coletar parte intermediária. 
Regimes especiais – laboratório pede instruções quanto à dieta 
 Realizar: 
Exame físico ou macroscópico: 
 Consistência 
 Peso 
 Aspecto 
 Cor 
 Odor 
 Viscosidade 
 Elementos Anormais: muco, sangue, pus, resíduos alimentares, parasitas 
 
Exame Microscópico: 
 Direto/ coloração pelo lugol. 
 Resíduos alimentares de origem animal (fibras de carne, gorduras, tecido conjuntivo). 
 Resíduos alimentares de origem vegetal (amido, celulose, cristais). 
 Substâncias de origem intestinal (muco, leucócitos, hemácias e células epiteliais). 
 
Exame Químico: 
 pH, pigmentos biliares 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 49 
 
 Dosagens (enzimas pancreáticas, ác. orgânicos totais, amoníaco e àc.aminados). 
 
EXAME PARA ROTAVÍRUS E ADENOVÍRUS: 
 
 Detecção da gastroenterite. 
 
 
GORDURA FECAL: 
 
Diagnosticar a esteatorréia 
Perda acima do nível normal – até 7g. por dia 
 
Método de Van de Kamer: 
Gordura e ác graxos são convertidos em sabão (saponificados) pela ebulição das fezes com 
hidróxido de potássio alcoólico. Apósresfriamento, adiciona-se ác clorídrico para converter os sabões 
em ác graxos. 
 
Método da capacitância elétrica: 
Uma alíquota de suspensão fecal é extraída com um solvente composto principalmente de 
benzenos clorados. Filtra-se o extrato e mede-se a capacitância elétrica a qual se compara com 
padrões de trioleina tratada. 
 
Paciente é submetido a uma dieta que contém 100g gordura/dia e, depois de pelo menos 2 dias 
de dieta, coletar as fezes por 3 dias consecutivos. 
 
 
PESQUISA DE SANGUE OCULTO: 
 
 Coleta bem feita. 
 Normal até 3mL de sg/dia. 
 Necessária uma dieta rigorosa por 4 dias. 
 Não comer: rabanete, nabo, bananas, uvas pretas, pêras e ameixas. 
 Não usar medicamentos irritantes da mucosa gástrica (anti-inflamatório corticoides 
aspirina, ferro e vitamina C). 
 Evitar sangramentos gengival, nasal ou hemorroidal. 
 Pesquisa é feita através de provas bioquímicas, baseadas na atividade de peroxidade do 
sangue. 
 Reação de: 
Guáiaco 
Meyer Johannessen 
Benzina 
 
 
 
PARASITOLÓGICO DE FEZES: 
 
Mais solicitadas 
Fezes recentes 
Fezes preservadas (MIF). 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 50 
 
 
 Swab anal: 
 Pesquisa de ovos de helmintos. (Enterobius vermiculares). 
 
Método de Hall (bastão de vidro com celofane). 
 Método de Graham (fita gomada). 
Fita adesiva transparente. 
 Swab vaselinado. 
Glicerina / vaselina. 
 
 
 
COPROCULTURA: 
 
 Agentes enteropatógenos 
 Amostra de escolha: porção mucosa, pus e sanguinolenta. 
 Colher no início da doença diarréica – fase aguda / Antes do tratamento. 
 Frascos estéreis. 
 É necessário anotar a idade do paciente, para que possa ser avaliada a presença de 
infecções provocadas por Escherichia coli enteropatôgenica clássica (EPEC). 
 Se houver demora de 2 horas, deve-se colocá-las no meio de transporte (glicerina 
tamponada). 
 Nunca colocá-las em geladeira. 
 Coprocultura em swabs retais / Crianças menores. 
 Semear imediatamente. 
 Nunca utilizar fezes de fralda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 51 
 
COLETA DO LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO 
 
o Diagnóstico de infecção (meningite bacteriana, fúngica, micobacteriana, ou amebiana). 
o Crescimento de tumor malígno. 
o Hemorragia subaracnoidiana. 
o Esclerose múltipla. 
o Doenças desmielizantes. 
o Feita somente por médicos especializados. 
o Locais para realização das punções: 
- Lombar 
- Suboccipital 
- Ventricular 
 
Punção Lombar: 
o Paciente sentado 
o Decúbito lateral 
o Paciente se curva-joelhos/tronco (definição maior dos espaços intervertebrais). 
o Agulha entre apófises espinhosas da 3ª e 4ª vértebra lombar (L3-L4), conforme figura 40. 
o 5ª lombar e 1ªsacral (L5-S1). 
o Agulha: bizel curto – 80x8mm, com mandril. 
o Linha mediana – rigorosamente horizontal. 
o Retira-se o mandril, observa-se gotejamento do LCR. 
o Adota-se na agulha um manômetro (Claude) e determina-se a pressão inicial. 
o Retira-se manômetro, coloca-se 3 tubos estérieis, e colhe-se no máximo de 8 a 10mL de 
LCR (manobra dos 3 tubos): 
 
 1ºtubo: Bioquímica e Imunologia (hemácias – centrifugar, 4500 a 5000 rpm/15 minutos). 
 2ºtubo: Estudo Bacteriolóligo (A.Sg, A. chocolate, tioglicolato-36ºC, tensão 5%- CO2). 
 3ºtubo: Contagem Celular e Diferencial. 
 
о Coloca-se novamente o manômetro e mede-se a pressão final. 
о Retira-se rapidamente a agulha, passando iodo 0,5% em álcool a 70% no local. 
о Paciente deve permanecer deitado, pelo menos por uma hora – reduzir manifestação pós-
puncionais. 
 
Punção Subocciptal/Cisternal 
о Preferencial/isenta de acidentes secundários. 
о Normalmente: paciente em decúbito lateral deitado. 
о A agulha é introduzida entre a protuberância occipital externa e a apófise espinhosa do 
atlas (1ª vértebra cervical). 
о Perigo: Proximidade do bulbo. 
о A cabeça do paciente deve formar ângulo reto com o pescoço. 
о Não provoca nenhum tipo de manifestação pós-puncional. 
 
 
 
 
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Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 52 
 
Punção Ventricular: 
о Rara. 
о Primeiro ano de vida, a agulha é introduzida pela fontanela bregmática. 
о Após fechamento da fontanela, há necessidade de trepanação da calota craniana. 
 
 Final da punção, deverá ser anotada: 
- Tipo de punção. 
- Condições do paciente. 
- Pressão inicial/final. 
- Observações relativas às punções. 
 Relevantes na interpretação dos resultados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.40 – Punção lombar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 53 
 
 
COLETA DE LÍQUIDO SEMINAL 
 
- Citoquímicos /cultura. 
 
- Avaliação de casos de: Infertilidade. 
 Pós-vasectomia. 
 Infecção. 
 
- Paciente deverá colher o material no laboratório. 
 
- Melhor método-masturbação. 
 
- Período de abstinência sexual: 2 a 5 dias (capacidade espermatogênica-
concentração/motilidade). 
 
- Espermocultura: 24 horas de abstinência sexual. 
 
- É necessário anti-sepsia rigorosa na genitália externa. 
 
- Jejum alimentar, aproximadamente de 12 horas (influência nos níveis de 
frutose espermática). 
 
- Sala coleta: silenciosa. 
 
- Coleta pela manhã. 
 
- Frascos de vidro, abertura larga, e rigorosamente estéreis. 
 
- Amostra: todo volume ejaculado. Se houver perda do material-Resultados 
prejudicados. 
 
- Variações de temperaturas-influenciam avaliação da motilidade. 
 
- Cuidado no manuseio das amostras (HIV, Hepatite e Herpes). 
 
- A hora exata do término da coleta deverá ser anotada (ex: tempo de 
fluidificação). 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TESTES DE COAGULAÇÃO 
 
PROVA DE FRAGILIDADE (PROVA DE LAÇO) 
 
- Prova de Rumpel-Leede. 
- Prova da Resistência capilar. 
- Prova do Torniquete. 
 
Técnica: 
 Marcar uma área de 5cms quadrados na região do cotovelo, por meio de um lápis 
dermatográfico. 
 Colocar o manguito de um esfignomanômetro acima dessa área e fazer uma pressão de 
80mm de mercúrio. 
 Esperar 5 minutos e soltar o manguito. Cuidado neste tempo. 
 Examinar a área marcada e anotar o número de petéquias (sufusões hemorrágicas) que 
aparecem nessa área. 
 Os valores normais vão de 1 a 5 petéquias. 
 Acima de 10 petéquias a prova é positiva. 
 
 
 
 
TEMPO DE SANGRAMENTO (T.S.) 
 
 Representa o espaço decorrido entre uma incisão praticada artificialmente em um paciente 
e, o momento em que cessa a hemorragia provocada dentro de uma metodologia padronizada. 
 
- Método DUKE: 
 
Procedimento: 
 Fazer anti-sepsia do lóbulo da orelha/ou face lateral da polpa digital do dedo anular do 
paciente com álcool 70%. Esperar secar. 
 Fazer uma pequena incisão horizontal de aproximadamente 3 ou 4mm de profundidade. 
Com uma lanceta estéril, descartável na borda do lóbulo. 
 A partir do momento que surgiu a primeira gota de sangue, disparar o cronômetro. 
 Retirar a cada 30 segundos por meio de um papel de filtro as gotas de sangue que for 
afluindo da incisão, até a parada total do sangue. Deve-se somente encostar na gota de sangue. 
 Normalmente o diâmetro da mancha de sangue no papel defiltro vai diminuindo, até 
desaparecer. 
 O resultado do exame é o tempo que leva para estancar o sangramento. 
 Valores de referência: de 1 a 4 minutos. 
 
 
 
 
 
Autores diferentes 
 
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TEMPO DE COAGULAÇÃO (TC): 
 
Mede a velocidade de coagulação do sangue total, logo após a coleta. 
 
- Método de LEE e WHITE: 
 
Procedimento: 
 Sem provocar estase sanguínea com o garrote, colher o sangue do paciente por punção 
venosa. Disparar o cronômetro logo que surgir sangue na seringa. 
 Remover a agulha da seringa e colocar 1mL de sangue em 2 tubos 13x100mm e colocar 
imediatamente em banho-maria a 37ºC. 
 Após 3´e 30´´, observar o 1ºtubo, invertendo-o levemente a cada 30´´. 
 Após 5´de cronometragem, inverter o 1ºtubo a cada 15´´, até que coagule completamente. 
Marcar o tempo. 
 Só então repetir a manobra com o 2ºtubo. 
 O tempo de coagulação é o tempo médio em que os 2 tubos coagularam. 
 Valor de referência. 4 a 10 minutos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 56 
 
 
COLETA DE ESPÉCIMES PARA O DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS 
INFECCIOSAS. 
 
Considerações: 
 
 Coleta, Conservação e o transporte - base de todo trabalho microbiológico. 
 Vital importância-recuperação do agente infeccioso. 
 Respeitar normas de coleta, preservação e transporte. 
 Amostras coletadas sem critério - diagnóstico errôneo, tratamento inadequado. 
 Evitar contaminações com tecido adjacente / microbiota normal - Supercrescimento sobre 
flora patogênica. 
 Amostra: quantidade suficiente/ representativa. 
 Recipientes estéreis / meios de cultura adequados. 
 Controle de qualidade dos meios de cultura utilizados. 
 Se possível coleta antes do início / mudança da antibioticoterapia. 
 Considerar história clínica /fisiologia da doença. 
 Critérios de rejeição de amostras. 
 Crostas e exudatos das feridas-removidas c/ gaze estéril. 
 Transporte da amostra deve ser imediato. 
 Bactérias sensíveis às variações de temperatura / ressecamento: 
 
Neisseria meningitidis 
Neisseria gonorrhoeae 
Haemophilus influenzae 
Streptococcus pneumoniae 
 
 Colher em meios de transporte / próprio meio de cultura. 
 Materiais que exigem refrigeração:- 
 Recipiente isolante-térmico 
 Bolsa gelo descartável. 
 Sítios estéreis: 
 Sangue 
 Liquor 
 Líquido ascítico 
 Líquido sinovial 
 Devem ser colhidos / semeados diretamente em meios de cultura – transportado à 
temperatura ambiente. 
 Rotulados corretamente. 
 Confecção de esfregaços – muito útil. 
 
 
SECREÇÕES DE MUCOSA OCULAR: 
 
Infecções causadas por bactérias aeróbias e anaeróbias, fungos, vírus e protozoários (raros). 
Adultos:- Streptococcus pneumoniae 
 
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 Staphylococcus aureus 
 Staphylococcus epidermidis 
 
Crianças:- Haemophilus influenzae 
 Streptococcus pneumoniae 
 Staphylococcus aureus 
 
Tracoma – Chlamydia trachomatis – recém-nascidos 
 menos comumente em adultos. 
 Esfregaço corado com Giensa – inclusões intracitoplasmáticas basófilas. 
 Eficaz – imunofluorescência 
 Vírus: 15% a 20% -conjuntivite infecciosa 
 Ceratites – 65% a 90% - Bactérias: 
 Staphylococcus aureus 
 Streptococcus pneumoniae 
 Pseudomonas aeruginosa 
 Moraxella lacunata 
 
 Anti-sepsia dos olhos – remover secreções externas. 
 Algodão embebido em salina estéril – no mesmo sentido. 
 Coleta bilateral. 
 A coleta é feita com swab estéril do material proveniente – conjuntiva interna da pálpebra 
inferior (figura 41). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.41 – Procedimento para coleta de secreção da conjuntiva. 
 Material da córnea – feita por oftalmologista. 
 Processado imediatamente. 
 Cultura de úlcera corneana – negativa, deve-se pesquisar: 
о Amebas de vida livre - Gênero Acanthamoeba. 
о Fungos. 
 
COLETA DE SECREÇÃO DE OUVIDO: 
 
Ouvido médio / interno – geralmente estéreis. 
Otite médio / ouvido interno –maioria das vezes, causadas por: 
S. pneumoniae. 
 
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H. influenzae. 
Streptococcus pyogenes. 
S. aureus. 
 Pseudomonas aeruginosa. 
M.catarrhalis. 
Enterobactérias e 
Anaeróbios. 
 
Ouvido externo (otite externa) – similares à pele: 
 S. aureus 
 S. pyogenes 
 P. aeruginosa 
Mycoplasma pneumoniae 
Vírus 
Fungos 
 Coleta cuidadosa – evitar perfurações 
 contaminação microbiota normal ouvido externo. 
 Coleta bilateral. 
 Swabs estéreis – leve rotação, inseridos imediatamente após coleta em meios de transporte 
para aeróbios / anaeróbios. 
 Usar meios seletivos e não seletivos. 
 Microaerofilia (todos os casos). 
 Anaerobiose (lab. possuam rotina para pesquisa destas bactérias). 
 Testar antimicrobianos – apresentações comerciais - forma de cremes / pomada otológica. 
 
 
 
COLETA DE AMOSTRAS DO TRATO RESPIRATÓRIO: 
 
Superior: garganta, nasofaringe e cavidade oral. 
 
SECREÇÃO DE OROFARINGE 
Microbiota normal: Streptococcus -hemolítico (grupo viridans) 
 Staphylococcus epidermidis 
 Difteróides 
 Espécies não patogênicas de Neisseria 
 Alguns anaeróbios: Haemophilus. 
 
 Diagnóstico de infecções – Streptococcus pyogenes. 
 Jejum desejável. 
 Evitar higiene bucal. 
 Evitar microbiota normal ofaringea. 
 Usar boa fonte de iluminação. 
 Solicitar ao paciente que abra bem a boca, usando um abaixador de língua. 
 Onde coletar: local com hiperemia, pus ou placas. 
 Colher material introduzindo o swab flexível na faringe posterior entre os pilares tonsilares 
/ mucosa atrás da úvula. 
 Repetir procedimento para exame bacterioscópio. 
 
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 Avaliar também as seguintes suspeitas de infecção: 
“Tosse comprida” – possível coqueluche: Bordetella pertusis. 
Epiglote: Haemophilus influenzae. 
Gonorréia oral: N. gonorrhoeae. 
 
SECREÇÃO DE NASOFARINGE 
 Deve-se evitar descongestionante. 
 Cultivada introduzindo swab estéril através do septo nasal até que a faringe posterior seja 
alcançada. 
 Preferida para diagnóstico da coqueluche. 
 Coryneabacterium diphteriae. 
 Pesquisa de portadores nasais: Staphylococcus aureus / Neisseria meningitidis. 
 
 
SECREÇÕES DO TRATO INFERIOR 
diagnóstico de bronquites ou pneumonias. 
Bactérias associadas c/ pneumonia: 
S. pneumoniae. 
Klebsiella pneumoniae. 
Serratia sp. 
P. aeruginosa. 
E. coli. 
S. aureus e 
anaeróbios. 
 Amostras de escarro são freqüentemente coletadas. 
 Coletar pela manhã, em jejum. 
 Antes da coleta higiene oral, gargarejar com água para reduzir contaminação pela saliva. 
 Obtido após tosse profunda 
 Inalações com vapores de salina hipertônica estéril auxiliam a coleta. 
 Frasco esterilizado. 
 Preferencialmente 3 a 5 amostras do primeiro escarro da manhã 
 Fazer esfregaços homogêneos, selecionando o material purulento ou com sangue. 
 Esfregaços devem ser secos à temperatura ambientee fixados chama de bico de Bunsen. 
 Para o isolamento de micobactérias (cultura) tornar-se necessário proceder à digestão / 
liquefação do espécime clínico, e a destruição da flora contaminante, utilizando reagentes químicos. 
 Os procedimentos devem ser realizados dentro de capela de fluxo laminar. 
 
 
EXSUDATOS PURULENTOS, FERIDAS E ABSCESSOS 
 
Amostras cirúrgicas: Obtidas por aspiração de abscessos. 
 Evitar swabs de algodão. 
 Necessário colher maior quantidade / acondicionar adequadamente. 
 Colher usando seringa e agulha. 
Cavidade peritoneal. 
Abscessos delimitados. 
 
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Queimaduras. 
Exsudatos (saco pericardial, cavidade pleural). 
 
Feridas superficiais: 
Lesões abertas – úlceras, cicatriz cirúrgica, abscessos: 
 Descontaminação: PVPI / Soro fisiológico estéril. 
 Crítica para interpretação do resultado. 
 Coleta: bordas e material purulento profundo. 
 Não recomendado: pus emergente, crosta, lesão seca. 
 Lesões fechadas – acne / furúnculo: 
 Descontaminação: álcool 70%. 
 Remover a superfície da lesão. 
 Colher com swab estéril o material de fundo da lesão. 
 Não recomendado: lesão seca ou que veio “a furo”. 
 
 
LINFA 
Objetivo: pesquisa do Mycobacterium leprae. 
 Locais de coleta: prega do cotovelo, joelho e lobo da orelha. 
 Evitar sangramento. 
 Utilizar pinça de Kelly. 
 Ficando esbranquiçado, faz-se a punção. 
 
 
HEMOCULTURA 
 
Simples presença de microrganismos no sangue é denominado bacteremia (ou fungemia) – 
patológico. 
Septicemia: infecção severa inclui: calafrios, febres indisposições, toxicidade, hipotensão, 
choque (forma extrema). 
 Preparar meticulosamente o local da punção venenosa. 
 Limpar o local com álcool 70%. 
 Proceder à limpeza, através de movimentos concêntricos e de dentro para fora, utilizando 
solução de tintura de iodo a 1-2% ou PVPI. 
 Remover a tintura de iodo com álcool 70% - evitar irritações na pele. 
 Deixar secar. Realizar a punção. 
 Melhor momento é quando o paciente apresenta elevação da temperatura corpórea e nunca 
no “pico” febril. 
 Fatores de interferência: Método de coleta: 
 Seringa ou vácuo. 
 Volume coletado: pediátrico 
 Adulto 
 Anti-sepsia: rigorosa. 
 Procedimento de coleta: rigoroso – utilizando um campo, com gaze estéril e o frasco com 
algodão iodado. 
 Preservação e transporte. 
Obedecer o que o fabricante indicar 
 
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 Volume da amostra é dependente da quantidade de meio de cultura presente no frasco. 
Entre 1:5 a 1:10. 
 Recomenda-se obtenção de 2 ou, preferencialmente 3 culturas de sangue, separadas por 
intervalo de 15 – 30 minutos. Depende da suspeita clínica e condições do paciente (bom senso). 
 Recomenda-se uso: polianetol – sulfonato de sódio (SPS) como anticoagulante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 42 - Coleta de hemocultura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TRATO GENITAL 
 
AMOSTRA APARELHO GENITAL MASCULINO: 
Bactérias associadas com infecção do trato genital: 
 Neisseria gonorrhoeae 
 Chlamydia trachomatis 
 Mycoplasma hominis 
 Ureaplasma urealyticum 
 Gardnerella vaginalis 
 Treponema pallidum 
 H. ducrey 
 Streptococcus agalactiae 
 Mobiluncus sp 
 S. aureus 
 Bastonetes G – Enterobacteriacea 
 
Sequência que deverá ser adaptada segundo a solicitação do médico, desconsiderando as etapas 
que incluem exames que não foram solicitados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento na coleta de amostras de secreção uretral para exame a fresco: 
1. Colocar uma gota de salina sobre uma lâmina previamente identificada; 
2. Solicitar ao paciente para retrair o prepúcio; 
3. Limpar a secreção emergente com gaze estéril; 
4. Certificar que a uretra esteja reta; 
5. Introduzir o swab cerca de 2 cms no canal uretral, atravessando a fossa navicular; 
6. Girar o swab delicadamente de 8 a 10 vezes para absorver a secreção; 
Secreção 
uretral 
2 – Bacterioscopia 
Método de Gram 
1- Exame a 
 fresco 
3 – Cultura 
Gonococo 
4 – Clamídia 
IFD / ELISA 
 
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7. Retirar o swab, colocar a secreção sobre a salina na lâmina e homogeneizar; e 
8. Cobrir com uma lamínula e examinar o esfregaço sob microscopia em aumento de 40 X. 
 
 
Lembre-se: A fossa navicular é uma porção da uretra anterior, distante cerca de 2 cms do 
meato uretral externo. Devido a sua anatomia, concentra microrganismos viáveis para pesquisa, sem a 
contaminação de agentes externos ou da ação de enzimas contidas na secreção (Figura 43). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.43 – Uretra anterior, fossa navicular e meato 
 externo. 
 
 
Procedimento na coleta de amostras de secreção uretral para o diagnóstico do gonococo: 
1. Solicitar ao paciente para retrair o prepúcio; 
2. Limpar a secreção emergente com gaze estéril; 
3. Introduzir o swab alginatado ou com carvão cerca de 2 cms no canal uretral, atravessando a 
fossa navicular; 
4. Girar o swab delicadamente de 8 a 10 vezes para absorver a secreção; e 
5. Retirar, o swab fazer um esfregaço fino e homogêneo ou inocule a amostra em meio de 
cultura apropriado. 
6. Jamais refrigere a amostra para cultura de gonococos, pois eles são inativados sob baixas 
temperaturas. 
 
 Procedimento na coleta de amostras de secreção uretral para o diagnóstico de clamídia 
(figura 44): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.44 – Uretrite por Clamídia – corrimento 
 mucóide e eritema do meato. 
 
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1. Solicitar ao paciente para retrair o prepúcio; 
2. Limpar a secreção emergente com gaze estéril; 
3. Introduzir o swab, com haste de alumínio,cerca de 4 cms no canal uretral; 
4. Girar o swab delicadamente de 8 a 10 vezes para obter o maior número de células epiteliais 
possíveis. Lembre-se que a Chlamydia trachomatis é uma bactéria intracelular e o seu diagnóstico 
laboratorial depende do número de células contidas na amostra. São necessárias pelo menos 50 
células epiteliais; e 
5. Fazer um esfregaço fino e homogêneo ou coloque o swab em meio de conservação para 
ELISA. 
 
 
Observação: 
A coleta da amostra de secreção uretral para diagnóstico laboratorial do gonococo e da 
clamídia deve ser feita de preferência pela manhã, antes do paciente urinar. Caso isso não seja 
possível, espere pelo menos 3 horas após a última micção. 
 
 
 
AMOSTRA APARELHO GENITAL FEMININO 
 
 Vaginite : Trichomonas vaginalis 
 Cândida albicans 
 Mycoplasma hominis 
 Ureoplasma urealyticum 
 
 Vaginose bacteriana: excesso de anaeróbios e Gardnerella 
 vaginalis. 
 
 Cervicite : Neisseria gonorrhoeae 
 Clamydia trachomatis 
 
Preparo da paciente: 
 É feita pela manhã, 
 Sem higiene íntima/ Não deve usar ducha e cremes vaginais na véspera do exame. 
 Não estar menstruada. 
 Abstinência de 3 dias. 
 Faça a coleta após 3 horas da última micção. 
 Paciente posição ginecológica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sequência adaptada segundo a solicitação do médico, desconsiderando as etapas que incluem 
exames que não foram solicitados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Procedimento de coleta da secreção uretral feminina para o diagnóstico da clamídia: 
1. Fazer a expressão da secreção das glândulas parauretrais pressionando a parede vaginal 
com o dedo médio (figura 45 A); 
2. Introduzir o swab de algodão cerca de 2 cms na uretra; e 
3. Coletar a secreção girando delicadamente o swab de 8 a 10 vezes (figura 45 B). 
 
Fig.45 A – Glândulas de Skene e Bartholin Fig.45 B – Coleta de secreção uretral feminina. 
 
 
 
 
1 – Secreção 
uretral 
 2 – Secreção 
vaginal 
 3 – Secreção 
endocervical 
Clamídia 
IFD / ELISA 
Exame a 
fresco 
Cultura 
Gonococo 
Bacterioscopia 
Método de Gram 
Clamídia 
IFD / ELISA 
 
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Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 66 
 
Procedimento de coleta da secreção vaginal para exame a fresco: 
Em mulheres, a secreção do fundo do saco vaginal pode ser utilizada para exame a fresco. 
Este exame permite a pesquisa de Cândida sp (figura46), Trichomonas sp e Gardnerella vaginalis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.46 – Candidíase vaginal. 
 
1. Colocar uma gota de salina sobre uma lâmina limpa, previamente identificada; 
2. Introduzir o espéculo; 
3. Coletar a amostra do saco vaginal com auxílio de um swab de algodão; 
4. Retirar o swab, colocar a secreção sobre a salina na lâmina e homogeneizar; e 
5. Cobrir com lamínula e examinar imediatamente o esfregaço sob microscopia em aumento 
de 40 X. 
 
Gram: Presença de células-guias ou clue-cells – células epiteliais recobertas de cocobacilos 
sugestivos de Gardnerella. 
o “Teste do cheiro” – adicionar hidróxido de potássio 10% a uma gota de corrimento vaginal. 
o Teste positivo: semelhante a peixe. 
Associa-se predominantemente com vaginose bacteriana. 
 
Em crianças e em mulheres histerectomizadas, a secreção do fundo do saco vaginal é utilizada 
para exame a fresco, cultura de gonococo e diagnóstico da clamídia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 67 
 
Procedimento de coleta da secreção endocervical para o diagnóstico de gonococo (figura 
47): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.47 – Gonorréia endocervical: edema, eritema 
 e corrimento. 
 
1. Introduzir o espéculo; 
2. Limpar com gaze estéril a secreção do fundo do saco vaginal e a que recobre o colo do 
útero; 
3. Introduzir o swab alginatado ou com carvão cerca de 1 cm no canal endocervical (figuras 
48 e 49), girando-o delicadamente de 8 a 10 vezes, para absorver a secreção. Cuidado para não tocar 
as paredes vaginais; e 
4. Retire o swab, sem tocar as paredes vaginais. 
 
 
 Fig. 48 – Localização do canal endocervical. Fig. 49 – Coleta de secreção endocervical 
 
 
 
Não utilize espéculo lubrificado. O lubrificante atua sobre o gonococo, inativando. Se for 
necessário, utilize água morna para facilitar a introdução do espéculo. 
Jamais utilize alça bacteriológica para fazer a coleta, por causa do risco de traumatismo na 
endocérvice. 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 68 
 
A bacterioscopia pela coloração de Gram não deve ser utilizada para o diagnóstico de 
infecção gonocócica na mulher. Sua utilidade reserva-se ao diagnóstico de outros agentes, pois essa 
técnica apresenta sensibilidade inferior a 60% na mulher. 
 
 
Procedimento de coleta da secreção endocervical para o diagnóstico da clamídia: 
É o mesmo procedimento descrito anteriormente. Observe apenas o tipo de swab disponível. 
Se você utilizar swab com carvão para a coleta da amostra destinada à cultura de gonococo, colha 
primeiro a amostra para a clamídia. Lembre-se que a sensibilidade do diagnóstico laboratorial da 
clamídia aumenta quando se colhe amostra uretral e endocervical. 
 
 
Após a coleta, faça um esfregaço fino e homogêneo para o teste de IFD. 
 
 
 
COLETA DE MATERIAL PARA PESQUISA DE Treponema pallidum e 
Haemophilus ducrey. 
 
 
Treponema pallidum – Sífilis 
 
Pesquisado: 
 Fase primária (protosifiloma, cancro duro) – 1 a 5 semanas. 
 
 Fase secundária (roséolas, condilomas) – às vezes surge 2 semanas após o aparecimento 
do cancro duro / ou mesmo 9 semanas depois. 
Desaparece espontaneamente em 2 a 6 semanas. 
Método de pesquisa: 
 Microscopia de campo escuro (material á fresco). 
 Coloração de Fontana – Tribondeau (esfregaços). 
 
 Fase latente e tardia – diagnóstico sorológico. 
 
 
Procedimento de coleta de amostra na fase primária: 
 Usar luvas. 
 Com auxílio do paciente, expõe-se o local da(s) lesão(ões). 
 
 Com alça bacteriológica estéril, colhe-se o material superficial por leve raspagem. 
 O material superficial destina-se a pesquisa de H. ducrey (cancro mole) – figura 50. 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 69 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.50 – Cancro mole – Haemophilus ducrey. 
 Ulceração extensa. 
 
 
 
 Com a troca de 2 ou 3 gases estéreis montadas em pinça Kelly e umedecidas em solução 
fisiológica, limpa-se bem a lesão. Com outra gaze seca-se a lesão. 
 Com a gaze estéril e seca, raspa-se a base da lesão até que haja um ligeiro sangramento e a 
saída de um líquido claro (plasma). 
 Limpa-se as primeiras gotas de sangue com plasma (figura 51). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.51 – Cancro duro - Treponema pallidum. 
 
 Repete-se a limpeza até que surja apenas o exsudato claro para não interferir na 
microscopia de campo escuro. Essa manobra é facilitada se apertarmos durante alguns segundos a 
base da lesão. 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 70 
 
 Colhe-se o exsudato por meio de uma alça bacteriológica estéril. 
 Deve-se colher 2 esfregaços. 
 Se o exame for realizado pelo método de Fontana – Tribondeau, fixa-se o esfregaço através 
do líquido de Ruge (reagente do método), ao invés de fixá-los ao fogo. 
 
 
 
Procedimento de coleta de amostra na fase secundária: 
 As lesões se disseminam por todo o corpo (não confundir com a doença de Ducrey). 
 Colhe-se apenas material para pesquisa de Treponema. 
 Usar luvas. 
 Limpar a lesão. 
 Escarificar a superfície da lesão até obter um pequeno sangramento. 
 Colhe-se da mesma maneira da fase primária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 71 
 
 
COLETA DE EXAMES MICOLÓGICOSPara assegurar um exame micológico adequado, médicos, enfermeiros e profissionais de 
laboratório devem trabalhar em conjunto, informando a suspeita clínica e definindo o local da 
colheita. 
 
Fungos sapróbios não comuns estão sendo implicados com maior frequência como agentes 
etiológicos de doenças em pacientes gravemente imuno-deprimidos. 
Uso de imunossupressivos para transplantes / quimioterapia de doenças neoplásicas - qualquer 
fungo isolado deve ser considerado um patógeno potencial. 
Infecção invasiva pode ocorrer em indivíduos que não sejam imunossuprimídos, pacientes 
diabéticos e na neutropenia. 
 
Localização superficial: 
- Micoses superficiais, cutâneas e ceratomicoses. 
Localização profunda: 
- Micoses subcutâneas e sistêmicas. 
 
COLETA: 
Depende da apresentação clínica e do órgão / sistema afetado. 
 Swabs podem ser utilizados para amostragem de lesões orais ou vaginais sugestivas de 
candidíase. 
 Melhores amostras para diagnóstico micológico são: raspados, curetagens, aspirados e 
biópsias de lesão. 
 A coleta é feita antes do uso de antimicóticos. Quando o paciente estiver em uso de 
substãncias de qualquer natureza, suspender por 5 dias. 
 As amostras devem ser colhidas em recipientes secos e estéreis. 
 Inoculação de amostras e toda a manipulação de colônias de fungos devem ser feitas em 
capela de fluxo laminar. 
 
TRANSPORTE: 
O transporte deve ser realizado em contêiner apropriado. 
 
PROCEDIMENTO: 
A amostra recebida ou obtida no próprio laboratório deverá ser submetida ao exame direto, o 
mais rápido possível, e inoculada em meios adequados (geralmente ágar Sabouraud e Mycosel). 
Os materiais densos ou opacos para exames diretos, como escamas de pele, biópsia, raspados 
de unha e pêlos devem ser clarificados com hidróxido de potássio ou de sódio a 20%. Em seguida 
deverão ser colocados sobre uma lâmina, cobertos com lamínula e examinados ao microscópio 
óptico. 
 
Equipamentos e materiais utilizados na coleta: 
 Pinça dente-de-rato (10 cms). 
 Pinça lisa (10 cms). 
 Pinça pequena. 
 Pinça depilatória. 
 Pinça de Kelly. 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 72 
 
 Bisturi – curvo. 
 Tesoura cirúrgica. 
 Tesourinha de unha. 
 Seringas estéreis. 
 Agulhas comuns e calibrosa. 
 Tubos e frascos estéreis. 
 Placas de Petri estéreis. 
 Solução fisiológica estéril. 
 Gaze estéril. 
 Álcool 70%. 
 Swabs de algodão. 
 Meios de culturas especiais. 
 Lâmpada ultravioleta de Wood. 
 
 
AMOSTRAS DE COURO CABELUDO E PÊLOS 
 
 Examinar áreas de perda de cabelos lesões de couro cabeludo. 
 Em ambiente escuro, expor a área suspeita à luz da lâmpada de Wood. 
 Micoses provocadas - Gênero Microsporum sp –fluorescem – emitindo coloração 
verde-amarelada, exceção Microsporum gypseum. 
 Falsos positivos – paciente usa óleos / loções. Retira-se um pêlo, se a raiz também 
fluorescer, trata-se de falso positivo. 
 Local de escolha: onde haja falha, fios tonsurados, curtos e quebradiços com raiz. 
 Obter escamas (caspas), crostas e material dos bordos da lesão. 
 Em afecções do couro cabeludo, raspar com o bisturi. 
 
 
AMOSTRAS DE LESÕES DE PELE, CROSTAS E ESCAMAS 
(Figura 52) 
 
 Eleger a área, expor á luz Wood. 
 Desinfetar a pele com gaze montada em pinça de Kelly, embebida em soro fisiológico / 
água destilada estéril, deixar secar. 
 Local de escolha: área despigmentada, descamativa, hiperemiada, com fissuras. 
 Com bisturi estéril, raspar o bordo da lesão. 
 Colher crostas ou escamas, com pinça estéril. 
 
 
AMOSTRAS DE RASPADOS, CORTES E FRAGMENTOS DE UNHA 
(Figura 52) 
 
 Eleger área, expor à luz Wood. 
 Desinfetar a área, deixar secar. 
 Local de escolha: área descamativa, esbranquiçada, enegrecida, oca, quebradiça. 
 Com um bisturi, raspar as lesões no limite entre a área normal e a alterada e, cortar pedaços 
de unha e recolhe-los. 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 73 
 
 Coletar os detritos debaixo da unha cortada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.52 – Micoses: pele e unha. 
 
AMOSTRAS DE PUS DE FÍSTULAS 
 Eleger a área, fazer anti-sepsia com álcool 70% , deixar secar. 
 Colher a maior quantidade possível de pus, diretamente com swab de algodão, alça 
bacteriológica ou seringa com agulha calibrosa (estéreis). 
 Transferir o material para um tubo estéril contendo 0,5 ml solução salina estéril. 
 Se existirem grânulos amarelos, cinzentos, brancos ou negros, é importante que sejam 
incluídos. 
 Depois de colhido o pus superficial, espremer a base da lesão entre o indicador e o polegar 
e colher novamente o material que for expelido. Colocar em outro tubo estéril com solução salina 
estéril, identificando-os. 
 
 
AMOSTRAS DE MICOSES DA CÓRNEA E CONJUNTIVA 
 
 Somente oftalmologista. 
 Só raspados profundos são eficientes para exame direto e culturas. 
 O médico colhe o material na margem e no centro das úlceras. 
 Em seguida o material é transferido para um tubo com 0,5 ml de sol.salina estéril. 
 
 
OUTROS MATERIAIS: Biópsias, escarro, exsudatos, fezes, lavado brônquio, líquido 
cefalorraquidiano, líquido pleural, medula óssea, sangue, secreção nasal, secreção vaginal e urina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REAÇÕES À TUBERCULINA 
 
 Antígeno distribuído pela DIVISÃO NACIONAL DE PNEUMOLOGIA 
SANITÁRIA, através de institutos ligados ao serviço Federal ou dos Estados. 
 
AApplliiccaaççããoo vviiaa iinnttrraaddéérrmmiiccaa –– TTééccnniiccaa ddee MMaannttoouuxx.. 
TTuubbeerrccuulliinnaa ppuurriiffiiccaaddaa ((PPPPDD)) ““PPuurriiffiieedd PPrrootteeiinn DDeerriivvaattee””.. 
SSeerriinnggaa ppaarraa ttuubbeerrccuulliinnaa ((eessttéérriill ee ddeessccaarrttáávveell))–– 11 mmll,, ggrraadduuaaddaa eemm cceennttééssiimmooss.. 
AAgguullhhaass ((eessttéérriill ee ddeessccaarrttáávveell)) –– ccaalliibbrree 44 aa 55 ee ddee 1155 mmmm ddee ccoommpprriimmeennttoo.. 
 
 
Técnica da Intradermo - reação 
 Fazer anti-sepsia no terço médio da face anterior do antebraço. Deixar secar. 
 Fazer assepsia com álcool 70% na tampa da ampola do antígeno. 
 Aspirar 0,1 ml do antígeno do frasco com seringa e agulha e trocar novamente a agulha. 
 Firmar o antebraço a ser injetado, com os dedos indicador e polegar distendendo a pele 
ligeiramente, na direção da agulha e no sentido longitudinal do antebraço. 
 Injetar por via intradérmica 0,1 ml do antígeno. Retirar então o dedo da extremidade do 
êmbolo e, em seguida puxar a seringa c/ a agulha. 
 Quando a injeção é perfeita (intradérmica e superficial), deve aparecer uma pálida elevação 
da pele (pápula), de contorno bem delimitado, com poros bem visíveis, produzida pelo líquido 
injetado. 
 
Leitura da prova 
 Feita idealmente 72 horas após a injeção. 
 Consiste em medir a área do nódulo eventualmente formado. 
 Usa-se régua transparente. Mede-se, em milímetros, o maior diâmetro transversal do 
nódulo palpável. 
 Se não houver nódulo sensível à palpação, registrar “O”. 
 Não se deve dar valor nenhum ao eritema (vermelhidão) ou ao edema (inchaço), por 
maiores que sejam. 
 
IInntteerrffeerrêênncciiaass nnoo rreessuullttaaddoo ddaa pprroovvaa.. 
 
 Primeiros meses de vida – não se faz à prova. 
 Doenças infecciosas agudas: sarampo, rubéola, escarlatina, etc. 
 Vacinação recente (dentro de 30 dias). 
 Gravidez. 
 Pele pergaminhada. 
 Desidratação. 
 Estados finais da tuberculose. 
 Tratamentos atuais com cortisona e derivados. 
 
 
 
 
 
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Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 75 
 
 
TTEESSTTEE OORRAALL DDEE TTOOLLEERRÂÂNNCCIIAA ÀÀ GGLLIICCOOSSEE ((GGTTTT)) 
 PPaacciieennttee ddeevveerráá eessttaarr ddee jjeejjuumm ppaarraa aa ccoollhheeiittaa ddaa aammoossttrraa ““zzeerroo mmiinnuuttoo””.. 
 DDoossaarr eessttaa aammoossttrraa,, aanntteess ddaa aaddmmiinniissttrraaççããoo ddaa gglliiccoossee.. SSee aalltteerraaddoo eessttee rreessuullttaaddoo ccoomm 
ssuussppeeiittaa ddee ddiiaabbeetteess,, aa pprroovvaa ddeevveerráá sseerr ssuussppeennssaa.. 
 AAddmmiinniissttrraarr 7755 gg ddee gglliiccoossee ((DDeexxttrroossooll)),, ppoorr vviiaa oorraall,, ddiissssoollvviiddaa eemm áágguuaa ffiillttrraaddaa,, 
iinnddeeppeennddeenntteemmeennttee ddoo ppeessoo.. EEmm ccrriiaannççaass a dose de glicose é de 1,75 gramas por quilo de peso 
corporal. 
 AA ppaarrttiirr ddoo iinníícciioo ddaa iinnggeessttããoo ddaa gglliiccoossee,, ccrroonnoommeettrraarr oo tteemmppoo.. 
 CCoollhheerr aammoossttrraass ddee ssaanngguueess nnooss tteemmppooss:: 3300 mmiinn 
 6600 mmiinn.. 
 9900 mmiinn.. 
 112200 mmiinn.. 
 PPaacciieenntteess ggrráávviiddaass ccoollhheerr:: jejum, 60 min, 120 min e 180 min. 
 RRoottuullaarr ooss ttuubbooss ddee aaccoorrddoo ccoomm ooss tteemmppooss ddee ccoolleettaa.. 
 
CCUURRVVAA GGLLIICCÊÊMMIICCAA PPRROOLLOONNGGAADDAA ((GGTTTT PPRROOLLOONNGGAADDAA)) 
 PPaacciieennttee ddeevveerráá eessttaarr ddee jjeejjuumm ppaarraa aa ccoollhheeiittaa ddaa aammoossttrraa ““zzeerroo mmiinnuuttoo””.. 
 DDoossaarr eessttaa aammoossttrraa,, aanntteess ddaa aaddmmiinniissttrraaççããoo ddaa gglliiccoossee.. SSee aalltteerraaddoo eessttee rreessuullttaaddoo ccoomm 
ssuussppeeiittaa ddee ddiiaabbeetteess,, aa pprroovvaa ddeevveerráá sseerr ssuussppeennssaa.. 
 AAddmmiinniissttrraarr 7755 gg ddee gglliiccoossee ((DDeexxttrroossooll)),, ppoorr vviiaa oorraall,, ddiissssoollvviiddaa eemm áágguuaa ffiillttrraaddaa,, 
iinnddeeppeennddeenntteemmeennttee ddoo ppeessoo.. 
 AA ppaarrttiirr ddoo iinníícciioo ddaa iinnggeessttããoo ddaa gglliiccoossee,, ccrroonnoommeettrraarr oo tteemmppoo.. 
 CCoollhheerr aammoossttrraass ddee ssaanngguueess nnooss tteemmppooss:: 3300 mmiinn 
 6600 mmiinn.. 
 9900 mmiinn.. 
 112200 mmiinn.. 
 CCoollhheerr 22 aammoossttrraass aaddiicciioonnaaiiss ddee ssaanngguuee –– 224400 mmiinnuuttooss 
 330000 mmiinnuuttooss.. 
 
GGLLIICCOOSSEE PPÓÓSS--PPRRAANNDDIIAALL 
 CCoollhheerr aa aammoossttrraa eemm:: jjeejjuumm ee 
 aappóóss 22 hhoorraass ddaa rreeffeeiiççããoo.. 
 
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TABELA DE EXAMES LABORATORIAIS 
 
EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
17 Alfa-Hidroxi-
Progesterona 
Soro 4 hs 
Realizar no mesmo 
dia/Congelar 
- Hiperplasia adrenal congênita. 
- Deficiência de 21 hidroxilase. 
- Marcador tumoral para ovário e adrenais. 
 
17 OH Progesterona Soro 
Colher do 6º ao 
8º dia do ciclo 
menstrual. 
4 hs. 
Congelar - Defeito da 21-hidroxilase. 
Ácido Fólico Soro 8 a 10 hs 
De 2º à 8ºC durante 24 hs / 
Congelar a amostra / Evitar 
hemólise e exposição à luz. 
- Detecção de deficiência de folato. 
- Avaliação de anemia megaloblástica. 
 
Ácido Mandélico 
Urina 
(Colhida ao 
final da 
jornada de 
trabalho) 
 Refrigerar 
- Avaliação da exposição ocupacional ao 
Estireno a ao Etil-benzeno. 
Ácido Úrico Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Aumento: Gota, Mixedema, Acromegalia, 
Pseudo e Hipoparatireoidismo, Diabetes, 
Hipercolesterolemia essencial, Obesidade, 
Hiperparatireoidismo, hipoglicemia, 
leucemias, mieloma múltiplo, policitemia 
vera, mielofibrose, anemias hemolíticas, 
metaplasia mielóide, anemiapeniciosa, 
linfomas, pneumonia, jejum, mononucleose, 
insuficiência renal, S. nefrótico, pré-
eclâmpsia, glomerulonefrites, insuficiência 
cardíaca, infarto do miocárdio, hipertensão 
arterial, artrite reumatóide, saturnismo, 
insuficiência hepática, eczema crônico, 
corioatetose. 
 
- Diminuição: D. de Wilson, uso em 
excesso de aspirina ou altas doses de 
Vitamina C. 
 
Ácido Úrico Urinário Urina 24 hs 
Manter refrigerada durante a 
coleta. 
- Hiperuricosúrias. 
- Calculose Renal. 
 
Ácido Valpróico Soro 2º à 8ºC 
ACTH 
Plasma com 
EDTA ou 
heparinizado 
6 hs. 
Colher pela 
manhã entre 
7h00 e 9h00 
Congelar 
- Avaliação de etiologia da S. de Cushing. 
- Produção de ACTH ectópico por neoplasia. 
- D. de Addison. 
 
Adenosina Deaminase 
(ADA) 
Soro, Líquido 
Pleural, 
Líquidos 
Biológicos 
8 hs Refrigerar 
- Valores de ADA superior a 40 U/I sugerem 
etiologia tuberculosa. 
Adenovírus Soro 4 hs Refrigerar a amostra 
- Infecções causadas por Adenovírus. 
 
 
 
 - 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Albumina Soro 4 hs Refrigerar - Avaliação de derrames cavitários. 
Aldolase Soro 4 hs 
Congelar a amostra. 
Estável por 8 hs a temperatura 
ambiente, 15 dias a 4ºC. 
- Avaliação de processos com lesões 
musculares como doenças degenerativas dos 
músculos ou distrofia muscular. 
Aldosterona Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de hiperaldosteronismo 
primário, causado principalmente por tumor 
adrenal. 
Aldosterona Urinária Urina 24 hs 
Relatar se o 
paciente faz 
uso de 
hipotensores e 
diuréticos 
Manter a urina refrigerada 
durante a coleta 
- Determinação do hipoaldosteronismo ou 
hiperaldosteronismo acompanhado a D. de 
Addison. 
Alfa 1 Antitripsina Soro 4 hs 2º à 8ºC 
- Deficiência congênita de AAT. 
- Indicado como proteínas de fase aguda em 
processos inflamatórios. 
Alfa 1 Glicoproteína 
Ácida 
Soro 4 hs 
2º á 8ºC durante 24 horas ou 
congelar a amostra. 
- Diagnóstico de processos inflamatórios. 
- Artrite reumatóide. 
- Lúpus. 
- D. de Crohn. 
- Neoplasias metastáticas. 
- Infarto agudo do miocárdio. 
Alfa Fetoproteína Soro 
Jejum não 
obrigatório 
Congelar a amostra 
- Marcador Tumoral útil para pacientes com 
quadro de hepatocarcinoma, metástases 
hepáticas, carcinoma de dutos biliares e 
tumor de testículos. 
Alumínio 
Urina, Soro, 
Plasma, 
Fluído de 
diálise 
 - Exposição ao alumínio 
Amilase 
Soro, Líquido 
ascítico ou 
Pleural, Urina 
de 24 hs 
4 hs para coleta 
do soro. Jejum 
dispensado na 
urgência 
Refrigerar entre 4 a 8ºC 
- Aumento: Pancreatite aguda, úlcera,peptídica perfurada em peritônio ou em 
pâncreas, caxumba, hep. viral, obstrução 
intest., uremia, câncer de pâncreas, trombose 
mesentèrica, prenhez tubária rota, gravidez 
ectópica, fibrose cística do pâncreas, 
obstrução do duto de Wirsung, macroamilase. 
- Diminuição: Doença hepática, pós-
operatório em geral, pancreatite crônica, pós-
pancreatite aguda, grande queimadura, 
toxemia gravídica, uso de glicose, frutose, 
glucagon, insulina, tolbutamida. 
 
Androstenediona Soro 10 a 12 hs 
2 a 8ºC durante 24 hs ou 
Congelar a amostra 
- Síndromes hiperandrogênicas. 
- Segmento do tratamento de pacientes 
portadores de defeito da 21-hidroxilase. 
Anti HTLV 1 / HTLV 
2 
Soro 6 hs Congelar 
- Associados a processos leucêmicos de 
células T do adulto e a paraparesia espástica. 
- Contato prévio com retrovírus. 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Anticorpos Anti-
Cardiolipina 
Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico do Lúpus Eritematoso 
Sistêmico, trombose arterial ou venosa, 
abortos de repetição, trombocitopenia. 
Anticorpos Anti-DNA Soro Congelar a amostra 
- Presentes em cerca de 80 a 90% dos 
pacientes lúpicos não tratados. Raramente 
em outras doenças reumáticas. 
Anticorpos Anti-
Insulina 
Soro 
Jejum não 
obrigatório 
Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico da resistência imunológica 
em diabéticos. 
Anticorpos Anti-
Microssomais 
Soro 8 hs 2 a 8ºC 
- Pesquisa de doença auto-imune da 
tireóide. 
Anticorpos Anti-
Tireoglobulina 
Soro 8 hs 2 a 8ºC 
- Avaliação de doenças auto-imunes da 
glândula tireóide. 
Anticorpos Anti-
Tireoperoxidase 
Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico de doenças auto-imunes da 
Tireóide. 
Antiestreptolisina Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico das doenças causadas por 
estreptococos. 
 
Antígeno 
Carcinoembriônico 
(CEA) 
Soro 8 hs 2 a 8ºC 
- Utilizado como marcador e monitor de 
neoplasias grastrointestinais, principalmente 
do colon. 
- Processos inflamatórios gastrointestinais 
podem aumentar os níveis séricos do CEA. 
 
Apolipoproteínas Soro 
12 a 14 hs. 
Não utilizar 
bebidas 
alcoólicas na 
véspera do 
exame. 
Refrigerar a amostra - Avaliação da aterosclerose. 
Bilirrubinas Totais e 
Frações 
Soro 8 hs Proteger da luz 
- Diagnóstico das hepatopatias e quadros 
hemolíticos. 
- Avaliação e acompanhamento dos níveis 
de icterícia do recém-nascido. 
 
Blastomicose- 
Sorologia 
Soro 6 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico da infecção causada pelo 
fungo Paracoccidioides brasiliensis. 
 
Brucelose Soro Não obrigatório Refrigerar a amostra 
- Positivo para anticorpos IgM, encontrado 
nas primeiras semanas da infecção. 
- Título maior ou igual a 1/100 na fase 
aguda. 
- Título abaixo de 1/100 em pacientes 
vacinados. 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
CA - 125 Soro 6 hs 
2 a 8ºC até 2 horas após a 
coleta ou congelar a amostra. 
- Neoplasias do ovário e detecção precose de 
recidivas. 
CA –15-3 Soro 8 hs 
2 a 8ºC até 2 horas após a 
coleta ou congelar a amostra. 
- Pacientes com neoplasias de mama e 
detecção precose de recidiva tumoral. 
CA – 19-9 Soro 8 hs 
2 a 8ºC até 2 horas após a 
coleta ou congelar a amostra. 
- Pacientes portadores de neoplasias do tubo 
gastrointestinal principalmente tumores 
relacionados ao pâncreas e às vias biliares. 
 
CA 50 Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Monitoração terapêutica. 
- Diagnóstico de recidiva de carcinomas 
gastrointestinais e pancreáticos. 
CA 72-4 Soro 6 hs 
2 a 8ºC até 2 horas após a 
coleta ou congelar a amostra. 
- Monitoramento de paciente portador de 
neoplasia gástrica. 
Cálcio Soro ou urina 4 hs 
Soro: Refrigerar a amostra. 
Urina: Refrigerar a amostra 
durante a coleta. 
- Aumento: Pseudo e hiperparatireoidismo. 
- Hipervitaminose D, S. de Burnett, 
osteoporose, sarcoidose, D. de Paget, 
mieloma múltiplo, leucemia aguda, 
hipertireoidismo, insuf. suprarenal aguda, 
hipotireoidismo, acromegalia, metástases 
óssea, policitemia vera, carcinomas. 
Cálculo Urinário, 
Análise Química 
Cálculo de no 
mínimo 1 a 2 
mm de 
diâmetro 
 Em frasco seco - Diagnóstico etiológico da nefrolitíase. 
Capacidade de Fixação 
de Ferro 
Soro 8 hs 
Amostra colhida em tubo novo, 
sendo que todo material para a 
separação deverá ser lavado 
com HCL a 50% e abundante 
água destilada. 
Manter a amostra refrigerada. 
- Anemias ferroprivas, hipocrômicas e 
microcíticas. 
Carbamazepina 
Soro ou 
Plasma 
 
- Estado de equilíbrio: 2 a 6 dias. 
- Meia-vida: 10 a 25 horas. 
- O nível é aumentado por: 
Triacetiloleandomicina. O nível é diminuído 
por: administração simultânea de: 
Fenobarbital, Hidantoína ou Primidona. 
- Aumenta o nível de: Fenobarbital e 
Primidona. 
- Diminui o nível de: Ácido Valpróico e 
Hidantoína. 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Chagas Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de infestação por 
Trypanossoma cruzi ou Doença de Chagas. 
Citomegalovírus IgG Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de infecção pelo vírus CMV, 
principalmente imunodeprimidos. 
Citomegalovírus IgM Soro 8 hs Congelar a amostra - Diagnóstico de infecção recente por CMV. 
Clamídia IgG Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de infecção causadas por 
clamídias. 
Clamídia IgM Soro 8 hs Congelar a amostra - Detecção de infecção recente por clamídias. 
Cloro 
Soro ou urina 
de 24 hs 
4 hs 
Soro: Congelar a amostra. 
Urina: Refrigerar a amostra 
durante a coleta. 
- Avaliação de distúrbios do equilíbrio 
hídrico, eletrolítico e ácido-básico. 
Colesterol HDL Soro 12 hs Refrigerar a amostra 
- Fração do Colesterol denominada fração de 
proteção. Colesterol “Bom”. Cálculo do 
índice de Castelli I e II (risco aterogênico). 
Colesterol LDL Soro 12 hs Refrigerar a amostra 
- Quando elevada, aumenta o risco de 
aterosclerose. Cálculo do índice de Castelli II. 
Colesterol Total Soro 12 hs Refrigerar a amostra 
- Aumento: icterícia obstrutiva, D. de Von 
Gierke, Hepatite por vírus, cirrose porta, S. 
nefrótico, pancreatite crônica, diabetes 
mellitus, hipotiteoidismo, hipercolesterolemia 
familiar, aterosclerose, gota. 
 
- Diminuição: Hetopatopatias graves, 
inanição, uremia terminal, septicemia, 
hipertireoidismo, S. de má absorção, anemia 
perniciosa, anemia hemolítica, anemia 
hipocrômica severa, hemofilia acantocitose, 
D. Addison. 
 
Colesterol VLDL Soro 12 hs Refrigerar a amostra 
- Fração do colesterol mais ligada ao 
triglicérides. 
- Avaliação do risco aterogênico. 
Contagem de 
Plaquetas 
Sangue total 
com EDTA 
ou citrato de 
sódio 
4 hs Realizar imediatamente 
- Avaliação pré-operatório. 
- Diagnóstico de coagulopatias por 
tromboastenia ou trombopenia. 
Coombs Direto 
Sangue Total 
ou Cordão 
Umbilical 
com anti 
coagulante 
 
Enviar imediatamente ao setor 
técnico. 
- Diagnóstico de anemias hemolíticas do 
recém-nascido, decorrentes de 
incompatibilidade dos sistemas ABO ou Rh. 
Coombs Indireto Soro Congelar 
- Identificação de anticorpos anti-
eritrocitários. 
- Acompanhamento de pacientes 
sensibilizados por antígenos de qualquer 
sistema imunohematológico, 
 
 
EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Coproporfirinas Urina de 24 Refrigerar a amostra durante a - Avaliação e diagnóstico das 
 
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hs coleta. porfirinopatias. 
Cortisol Sérico Soro 8 hs Congelar 
- Diagnóstico da S. de Cushing onde há 
hiperfunção da glândula adrenal e na S. de 
Addison onde há hipofunção glandular. 
 
Cortisol Urinário 
Urina de 24 
hs 
 
Armazenar o frasco na geladeira. 
Antes de iniciar a coleta de 24 
hs, adicionar 20 ml de ácido 
acético 50%. Depois completar 
para 25 ml de ácido acético 50% 
por litro de urina coletada a fim 
de obter um pH menor que 3. 
- Avaliação de função da glândula adrenal, 
principalmente em casos de hiperfunção. 
Cortisol livre na urina é mais exato que uma 
simples dosagem sérica do hormônio. 
Clearence de 
Creatinina 
Soro e Urina 
Soro: volume mínimo 1,0 ml 
Urina: alíquota de ao menos 2,0 
ml informando o volume total 
urinário e o tempo de coleta. 
Informar também o peso e altura 
do paciente para cálculo da 
superfície corporal. 
- Avaliação renal 
Clearence de Uréia Soro e urina 
24 hs. 
Soro: Jejum 4 
hs. 
Urina : entregar 
a urina de 24 
horas na 
ocasião da 
coleta do 
sangue. 
Refrigerar os dois materiais Avaliação da função renal 
Creatinina Soro ou Urina 4 hs Refrigerar a amostra 
- Avaliação da função renal 
 
Creatinoquinase 
(CPK) 
Soro 4 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico de miopatias e infarto do 
miocárdio 
Creatinoquinase 
cardíaca 
Soro 4 hs Refrigerar 
- Diagnóstico do infarto agudo do 
miocárdio 
Criptococose Soro / Líquor 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico e prognóstico de infecções 
por criptococos 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Curva Glicêmica 
Plasma 
Fluoretado 
10 a 12 hs 
Se o exame não for realizado 
imediatamente, manter as 
amostras refrigeradas. A curva 
pode ser efetuada de maneira 
clássica (jejum: 30, 60, 90, 120 
min), simplificada (jejum: 30, 60, 
90 e 120 min) ou prolongada de 
4 hs (jejum: 30, 60, 90, 180 e 240 
min). OBS.: Nos 3 dias que 
antecedem a prova o paciente 
deve ingerir uma dieta rica em 
carboidratos e não tomar bebida 
alcoólica na véspera. 
- Tolerância diminuída: 120 min com 
glicemia entre 140 e 200 mg/dl (diabetes, 
DNV, arsênio, hipercorticoadrenalismo, 
choque, fadiga, gestação, furunculose, 
hipertensão intracraniana, hiperpituitarismo, 
jejum prolongado, hipertireoidismo). 
- Diabetes Mellitus: Tempos até 120 min 
com glicemia superior a 200 mg/dL. 
- Tolerância aumentada: Tempo 60 e/ou 
90 min com glicemia inferior a 70 mg/dl 
(hiperinsulinismo, hipopituitarismo, 
hipotireoidismo, distrofia muscular, 
Addison, doença celíaca, esteatorréia 
idiopática, anorexia nervosa, spru.) 
Desidrogenase 
Láctica 
(DHL) 
Soro 6 hs Temperatura Ambiente 
- Aumento: hepatite, cirrose, Icterícia 
obstrutiva, anemia megaloblástica, 
falciforme e hemolítica severa, carcinoma 
metastático, leucemia aguda, crônica, 
granulocítica, infarto do miocárdio, doença 
renal, infarto pulmonar, proteinose alveolar 
pulmonar, crescimento, gravidez, 
esmagamento e destruição muscular, 
pancreatite aguda, acidente vascular 
cerebral 
DHEA - 
Dehidroepiandroster
ona 
Soro 6 hs Refrigerar a amostra 
- Esteróide de origem adrenal, marcador de 
hiperprodução androgênica pelas glândulas 
adrenais. 
Eletroforese de 
Hemoglobina 
Sangue Total 
com EDTA 
4 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico diferencial das 
hemoglobinopatias 
Eletroforese de 
Proteínas 
Soro 4 hs Refrigerar a amostra 
- Caracterização das disproteinemias: 
Hipoalbuminemia, Hipogamaglobulinemia, 
Hipergamaglobulinemia policlonal e 
monoclonal 
Epstein Baar Vírus 
IgG 
Soro 4 hs Congelar a amostra 
- Infecção pelo vírus Espstein-Baar e 
mononucleose infecciosa. 
Epstein Baar Vírus 
IgM 
Soro 4 hs Congelar a amostra - Infecção recente por EBV. 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Eritrograma 
Sangue Total 
com EDTA 
 Refrigerar entre 4 a 8º C 
- Diagnóstico de anemias e 
poliglobulias 
Estradiol Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Monitoramento da atividade 
estrogênica produzida pelas gônadas 
masculinas e femininas. 
Estriol Soro 10 a 12 hs Refrigerar a amostra 
- Reflete integridade da unidade feto-
placentária, acusando problemas com 
gestações de alto risco como no 
diabetes. 
Estriol Urinário 
Urina de 24 
hs 
 
Manter a urina refrigerada 
durante a coleta 
- Acompanhamento de gestação de 
alto risco 
Falcização de Hemácias 
Sangue Total 
com EDTA 
4 hs Refrigerar até 24 hs - Anemia Falciforme 
Fator Anti Núcleo 
(FAN) 
Soro 10 a 12 hs Refrigerar a amostra 
- Doenças reumatológicas 
principalmente LES onde a 
positividade chega a 95% em 
pacientes não tratados 
Ferritina Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico diferencial das anemias 
e no acompanhamento das alterações 
do armazenamento do ferro. 
Ferro Soro 8 hs 
A separação deve ser imediata. 
Todo material deve ser lavado 
com HCL a 50% e água 
destilada. 
- Anemias hipocrômicas, microcíticas 
e ferroprivas 
Fosfatase Ácida Prostática Soro 8 hs Evitar hemólise 
- Alterações prostáticas como 
processos inflamatórios e tumorais. 
Fosfatase Ácida Total Soro 8 hs Evitar hemólise 
- Aumento: câncer de próstata, 
metástase em tecidos moles, metástase 
osteoblástica, metástase osteolítica, 
sarcoma osteogênico, necrose 
hepatocelular, icterícia obstrutiva, 
metástase hepática, metaplasia 
mielóide, leucemias crônicas, infarto 
do miocárdio, pancreatite, 
insuficiência renal, infecções aguda, 
artrite reumatóide, D. de Paget. 
 
- Diminuição: carcinoma prostático 
anaplástico. 
 
Fósforo Soro 6 hs Refrigerar a amostra 
- Aumento: hipoparatireoidismo, 
insuficiência renal, S. de Burnett, 
intoxicação com vitamina D, 
acromegalia, fraturas em 
consolidação, insuficiência hepática 
aguda grave, leucemia mielóide 
crônica, insuficiência suprarenal, 
obstrução intestinal, coma diabético. 
- Diminuição: hiperparatireoidismo, 
osteomalácia, S. de Fanconi, S. renais 
dos túbulos proximais, câncer 
metastático, hipofosfatemia. 
 
 
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Fósforo Urinário Urina de 24 hs Refrigerar a amostra 
- Aumento: hiperparatireoidismo 
- Diminuição: hipoparatireoidismo e 
pseudo-hiporaratireoidismo 
 
Frutosamina Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Avaliação média das glicemias, sendo 
um parâmetro de controle do paciente 
diabético. 
 
Fta – Abs Soro 4 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico da presença de 
anticorpos Anti Treponema pallidum, 
agente etiológico da Sífilis. 
 
G6PD 
Sangue Total 
com EDTA 
Não necessário Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico da deficiência da G6PD 
em hemólise secundária, congênita ou 
secundária a infecções virais e 
bacterianas. 
 
Gama GT Soro 6 hs Refrigerar a amostra 
- Avaliação das hepatopatias agudas e 
crônicas. Os níveis aumentam na 
doença hepática alcoólica aguda ou 
crônica e nas neoplasias hepáticas 
primárias ou metastáticas. 
 
Gasometria 
Sangue Total 
em seringa 
heparinizada 
Eliminar 
qualquer bolha 
de ar que haja 
na seringa. 
Espetar a 
agulha numa 
rolha de 
borracha. Fazer 
o exame dentro 
de 15 minutos. 
Refrigerar entre 4 a 8º C até 
no máximo uma hora após a 
coleta. Após esse tempo o 
exame não tem mais utilidade 
clínica. 
- Distúrbios do equilíbrio ácido-básico. 
- Acidose ou Alcalose, respiratória, 
metabólica ou combinada, compensada 
ou descompensada. 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti60 
8. Hemocultura................................................................................................................................... 60 
9. Amostra aparelho genital masculino.............................................................................................. 62 
10. Amostra aparelho genital feminino............................................................................................... 64 
11. Coleta de material para pesquisa de Treponema pallidum e Haemophilus ducrey........................ 68 
XIX. Coleta de exames micológicos................................................................................................. 71 
1. Amostras de couro cabeludo e pêlos.............................................................................................. 72 
2. Amostras de lesões de pele, crostas e escamas.............................................................................. 72 
3. Amostras de raspados, cortes e fragmentos de unha...................................................................... 72 
4. Amostras de pus de fístulas............................................................................................................ 73 
5. Amostras de micoses da córnea e conjuntiva................................................................................. 73 
XX. Reações à tuberculina (PPD)....................................................................................................... 74 
XXXXII.. TTeessttee oorraall ddee ttoolleerrâânncciiaa àà gglliiccoossee ((GGTTTT)).......................................................................................................................................................................... 75 
XXII. CCuurrvvaa gglliiccêêmmiiccaa pprroolloonnggaaddaa.......................................................................................................................................................................................................... 75 
XXIII. GGlliiccoossee ppóóss--pprraannddiiaall.................................................................................................................................................................................................................................. 75 
XXIV. Tabela de exames laboratoriais................................................................................................ 76 
XXV. Referências............................................................................................................................... 94 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 4 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A necessidade de confiança nos resultados liberados por laboratórios de análises clínicas 
tem sido considerada uma prioridade, pois os dados produzidos em medicina laboratorial têm uma 
grande influência na tomada de decisão dos clínicos e no diagnóstico dos pacientes (Mccay, et al 
2009; Sonntag, 2009). Estima-se que aproximadamente 70% de todos os diagnósticos são feitos com 
base nos testes laboratoriais (Plebani, 2004) e que os resultados desses testes são responsáveis por 
afetar entre 60 a 70% das decisões sobre prevenção, alta hospitalar, diagnóstico, tratamento e 
monitoramento de doenças (Jordan et al., 2015). 
Dada sua importância, os serviços laboratoriais devem ser acurados e precisos, de forma a 
refletir fidedignamente a situação clínica do paciente. Para que o laboratório clínico possa contribuir 
de maneira adequada para este propósito, é indispensável que todas as fases do atendimento ao 
paciente sejam desenvolvidas seguindo os mais elevados princípios de correção técnica, considerando 
a existência e a importância de diversas variáveis que podem interferir, significativamente, a 
qualidade final do trabalho (Berlitz, 2010). 
Para alcançar as metas de redução dos erros e aumentar a segurança nos processos 
analíticos, faz-se necessário implantar atividades que visam à formação, educação e cultura de todos 
os profissionais envolvidos nos processos de obtenção, manipulação e processamento das amostras 
biológicas (Guimarães, et al 2011). 
Esses fatos exigem que os serviços de medicina laboratorial assumam a responsabilidade 
por todo o ciclo dos testes laboratoriais e busquem ferramentas que auxiliem na redução de erros 
(Plebani, 2006). Um programa de gestão da qualidade é o caminho mais eficaz para a melhoria dos 
processos dentro do laboratório através de uma gestão de riscos e na busca da melhoria continua nos 
processos laboratoriais (Lippi, Guidi, 2007). 
 Os testes realizados em um laboratório de análises clínicas passam por uma série de fases 
(DA Rin G, 2009; Lundberg GD,1981). A fase pré-analítica se inicia com a solicitação da análise, 
passando pela obtenção de informações relevantes dos pacientes, coleta, identificação, 
armazenamento, transporte e recebimento das amostras biológicas. Além disso, devem-se observar os 
critérios de aceitação e rejeição dessas amostras, e o laboratório deve ter um sistema de 
rastreabilidade eficiente destas informações (Lundberg GD,1981; Brasil, 2005). A fase analítica 
compreende o conjunto de operações utilizados na realização das análises laboratoriais por um 
determinado método. E, finalmente, ocorre a fase pós-analítica, que se inicia após a obtenção de 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 5 
 
resultados válidos das análises e finda com a emissão do laudo, ou seja, refere-se ao período de 
atividades destinadas à composição, transferência, conferência de dados e expedição dos resultados 
dos exames, o qual será interpretado pelo médico solicitante para posterior tomada de conduta frente 
ao paciente (Brasil, 2005). 
A fase pré-analítica, vem sendo apontada por diferentes estudos, como a grande responsável 
pelos erros laboratoriais. A principal razão para a alta frequência de erros nesta fase do processo está 
na dificuldade de controlar as variáveis pré-analíticas e em realizar melhoria nos processos, pois 
diversas variáveis encontram-se no preparo do paciente, no momento da coleta e identificação de 
amostras biológicas. Esta fase é mais suscetível a erros devido ser uma fase onde a maioria dos 
processos não é automatizada, envolvendo atividades manuais (Weber C, 2012). 
Vários fatores estão envolvidos nos erros durante a coleta das amostras de sangue; dentre eles 
podemos citar: variação circadiana, variação física, identificação do paciente, uso do torniquete, postura 
do paciente, escolha do local de punção, antissepsia do local, tubos de coleta à vácuo, homogeneização, 
aditivos, hemólise, coleta da amostra através de cateteres, coleta arterial, coleta de sangue capilar através 
de punção cutânea, armazenamento da amostra e transporte da amostra. Para evitar esses problemas, é 
preciso se cercar de procedimentos e controles bem definidos, que visem a aumentar a segurança e a 
confiabilidade dessa fase. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 6 
 
COLETA DE MATERIAIS BIOLÓGICOS PARA EXAMES LABORATORIAIS 
 
O momento da coleta é de grande importância para estabelecer vínculo entre o cliente e o 
laboratório. 
Através da coleta pode-se realizar uma pesquisa informal, ter um feedback do cliente, além de 
obter importantes informações que possam contribuir na realização dos exames. 
O material necessário deve ser reunido e organizado. 
 
Organização da sala de coleta: 
. Quanto ao ambiente: 
 Ter uma pia. 
 Boa iluminação. 
 Boa ventilação (não usar ventilador). 
 
.Quanto ao material: 
 Módulo de apoio (com gavetas/prateleiras) revestido de fórmica. 
 Suporte para85 
 
 
 
EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Glicose 
Plasma 
Fluoretado 
8 a 10 hs Refrigerar a amostra 
- Aumento: diabetes mellitus, beribéri, 
hemocromatose, pancreatite, 
acromegalia, S. de Cushing 
- feocromocitoma, epilepsia, 
hipertireoidismo, infecções agudas, 
traumatismo, tumor e hemorragia 
cerebral, encefalites, infarto do 
miocárdio, choque, câncer de pâncreas. 
 
- Diminuição: hiperinsulinismo, excesso 
de insulinoterapia, TU de pâncreas, 
tireotoxicose, hipotireoidismo, D. de 
Addison, carcinoma supra-renal, hepatite 
infecciosa, D. de Von Gierke, hepatomas. 
 
Glicose Pós – Prandial 
Plasma 
Fluoretado 
O paciente deve 
alimentar-se com 
refeições 
contendo ao 
menos 50 g de 
carboidratos 
Refrigerar. Se não for dosado 
no mesmo dia, congelar 
- Triar pacientes potencialmente 
portadores de diabetes mellitus. O 
resultado depende basicamente da 
quantidade de carboidratos ingeridos, da 
idade e da condição física do paciente. 
Glicosúria 
Urina de 24 
horas coletada 
em 4 frascos 
 Refrigerar 
- Acompanhamento de pacientes 
diabéticos 
Gonadotrofina 
Coriônica Beta 
Soro 4 hs Congelar 
- Diagnóstico precoce da gravidez. 
Marcador tumoral para cânceres não-
trofoblásticos. 
- Mulheres aumenta: gravidez ectópica, 
mola hidatiforme, coriocarcinoma 
gestacional, corioepitelioma. 
- Homens aumenta: tumor de células 
germinativas testiculares não 
seminomatosas. 
 
Hemocultura 
Sangue Total 
em meio de 
cultura 
apropriado. 
Não necessário 
- Diagnóstico de infecções em que 
ocorrem bacteremias com por exemplo: 
endocardite, febre tifóide, leptospirose, 
brucelose, infecção urinária ou pulmonar, 
feridas cirúrgicas. 
Hemoglobina 
Glicosilada 
Sangue com 
EDTA 
4 hs 
O material deve ser 
processado no mesmo dia da 
coleta 
- Valores normais indicam que o 
paciente esteve euglicêmico durante, ao 
menos, as últimas 4 semanas. 
- Valores acima: indicam estado 
predominantemente hiperglicêmico 
durante o mesmo período. 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Hemograma 
Sangue com 
EDTA 
Não necessário 
Deve ser analisado no mesmo 
dia. 
- Série Vermelha: útil nas anemias macro, 
micro e normocíticas. 
- Série Branca: infecções bacterianas, 
viróticas, infestações parasitárias, alergia, 
leucemias. 
Velocidade de 
Hemossedimentação 
(VHS) 
Sangue Total 
em citrato de 
sódio 
4 hs 
- Aumento: processos infecciosos com 
febre reumática, endocardite e tuberculose, 
neoplasias, anemias, gravidez. 
- Diminuição: policitemia vera, 
cardiopatia congênita, anemia hipocrômica 
microcítica, mieloma múltiplo, 
hiperproteinemia, hemoglobinopatias, 
hipofibrinogenemia, endocardite bacteriana 
subaguda, insuficiência cardíaca 
congestiva com cianose, anafilaxia, 
poliglobulias. 
Hepatite A – Anti 
HAV IgG 
Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de imunidade contra o vírus 
da Hepatite A. 
Hepatite A – Anti 
HAV IgM 
Soro Não necessário Congelar a amostra 
- Diagnóstico de infecção recente pelo 
vírus da Hepatite A. 
Hepatite B – Anti 
HBc IgM 
Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Marcador de infecção aguda pelo vírus 
da Hepatite B. Anticorpos IgM contra a 
cápside do vírus. 
Hepatite B – Anti 
HBc Total 
Soro Não necessário Congelar a amostra 
- Detecção de resposta imunológica para 
Hepatite B, especialmente resposta para o 
core (cápside) do vírus. 
Hepatite B – Anti 
Hbe 
Soro Não necessário Congelar a amostra 
- Diagnóstico diferencial, seguimento e 
prognóstico de pacientes com Hepatite B. 
Anticorpo contra e envelope do vírus da 
Hepatite B. 
 
Hepatite B- Anti HBs Soro Não necessário Congelar a amostra - Monitoramento pós-vacina de Hepatite B 
Hepatite B – HBeAg Soro Não necessário Congelar a amostra 
- Encontra-se usualmente entre 3 a 6 
semanas de infecção. 
- Antígeno do envelope do vírus da 
Hepatite B. 
 
Hepatite B- HbsAg Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Torna-se positivo de um a dois meses 
após o contágio, ainda no período de 
incubação. A persistência de HbsAg após 6 
meses, indica estado de portador crônico. 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Hepatite C – HCV Soro Desnecessário Congelar a amostra 
- Diagnóstico diferencial de hepatites, 
usado na triagem de bolsas de sangue nos 
bancos de sangue. 
Herpes IgG Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de infecção pregressa pelo 
Vírus do Herpes Simples I. 
Herpes IgM Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de infecção aguda pelo 
Vírus do Herpes Simples I. 
HIV – Anticorpos 1 + 2 Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Triagem para o diagnóstico da AIDS. 
- Se o resultado der positivo ou 
indeterminado recomenda-se a realização 
de testes confirmatórios de Western Blot 
ou reação em cadeia da polimerase. 
(PCR). 
 
Hormônio do 
Crescimento – HGH 
Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico e acompanhamento de 
pacientes com acromegalia. Serve para 
avaliar déficit de crescimento. Quando 
em níveis baixos, preconiza-se realizar 
teste de estímulo para HGH. 
 
Hormônio Folículo 
Estimulante – FSH 
Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de hipogonadismo 
primário, puberdade precoce e 
menopausa. 
Hormônio 
Luteinizante –LH 
Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Diagnóstico de hipogonadismo 
primário, puberdade precoce e ovulação 
Hormônio Tireo – 
Estimulante TSH 
Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de hipo e hipertireoidismo 
juntamente com os hormônios 
tireoideanos 
IgA – Imunoglobulina Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Diagnóstico de imunodeficiência 
congênita ou adquirida de IgA. 
IgE – Imunoglobulina Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Diagnóstico de alergias como asma, 
rinite alérgica, urticária e eczema ou 
doenças parasitárias. 
 
IGFBP-3 (Proteína 
Ligadora) 
Soro 4 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico e seguimento de distúrbios 
relacionados ao déficit (principalmente) e 
ao excesso de HGH. 
 
 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
IgG – Imunoglobulina Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Avaliação de imunidade humoral. 
Monitoramento terapêutico de mielomas 
causados por IgG, macroglobulianas e 
alguns tipos de linfomas. 
 
IgM- Imunoglobulina Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Avaliação de imunidade humoral. 
Estabelecer diagnóstico e 
acompanhamento da terapia de 
macroglobulinemia de Waldenström ou 
Mieloma 
 
Imunoeletroforese Soro 4 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico das disproteinemias, como 
mieloma múltiplo, macroglobulinemia de 
Waldenström, doenças linfoproliferativas 
e gamopatias monoclonais. 
 
Insulina Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Diagnóstico de hipoglicemias, 
principalmente das causadas por 
insulinomas. 
 
Látex (Fator 
Reumatóide) 
Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico diferencial e prognóstico 
de artrites. 
Leishmaniose Soro Não necessário Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico da Leishmaniose Visceral 
(Calazar) e Tegumentar. 
Leptospirose Soro 8 hs Congelar a amostra - Diagnóstico de Leptospirose. 
Leucograma Sangue Total 
EDTA 
4 hs 
- Diagnóstico de processos inflamatórios 
tóxicos, inflamatórios infecciosos, 
alérgicos e leucêmicos. 
Linfócitos CD4 / CD8 Sangue Total 
com EDTA 
Não necessário 
Colher sangue com 
anticoagulante e enviar 
imediatamente ao setor 
técnico. 
- Avaliação da imunidade celular do 
indivíduo, avaliando quantitativamente a 
subpopulação de linfócitos T. 
Linfócito B Sangue 
heparinizado 
4 hs 
O sangue deve ser coletadoem seringa ou tubo 
heparinizado e conservar a 
temperatura ambiente. 
- Avaliação quantitativa de células B 
relaciona-se com a imunidade humoral. 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Linfócito T Sangue 
heparinizado 
4 hs 
O sangue deve ser coletado 
com seringa ou tubo 
heparinizado e conservar a 
temperatura ambiente. 
- Avaliação quantitativa de células T 
reflete a imunidade celular do 
indivíduo. 
Lipase Soro ou plasma 8 hs Congelar a amostra 
- A lipase aumenta nas pancreatites de 
qualquer etiologia. 
- A amilase se eleva mais 
precocemente, mas, em contrapartida, a 
lipase permanece elevada por mais 
tempo. 
Lípides Totais Soro 10 a 12 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico das lipemias primárias e 
secundárias. 
Lipidograma Soro 
Até 1 ano: 3 a 4 hs 
1 a 5 anos: 6 a 8 hs 
6 a 10 anos: 10 a 
12 hs 
acima de 10 anos: 
12 a 14 hs 
Refrigerar entre 4 a 8º C. O 
congelamento pode alterar as 
frações lipoprotêicas. 
- Diagnóstico das dislipidemias 
primárias e secundárias. Fenotipagem 
das hiperlipoproteinemias segundo 
Fredrickson. 
Lipoproteína Soro 12 hs 
- Altos níveis associados ao aumento 
do risco para infarto do miocárdio e 
infarto cerebral. 
 
Líquor Líquor Refrigerar 
- Hiper e hipotensão liquórica, 
bloqueios do canal raquiano, processos 
inflam. agudos/crônicos, virais ou 
bacterianos, proc.tumorais, pro. 
hemorrágicos, neurocisticercose 
Machado Guerreiro Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de infestação por 
Trypanossoma cruzi ou doença de 
Chagas. 
Magnésio Soro ou Urina 8 hs 2 a 8º C - Avaliação dos distúrbios eletrolíticos. 
Malária Soro 4 hs Congelar - Diagnóstico e terapêutica da malária. 
Metanefrinas Urina de 24 hs 
Evitar ingestão de 
drogas 
interferentes, antes, 
durante a coleta da 
urina. 
Congelar a amostra. Não 
usar conservantes. 
- Diagnóstico do feocromocitoma e 
ganglioneuroma. 
Microalbuminúria Urina de 24 hs 
Entregar a amostra até 6 
horas após o término da 
coleta. 
- Utiliza-se no acompanhamento de 
pacientes diabéticos. A presença de 
microalbuminúria acima dos valores 
normais de referência indica 
comprometimento renal incipiente. 
Mononucleose Soro Não necessário Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico da mononucleose 
infecciosa. 
EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
 
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Sorologia para 
Mycoplasma 
Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de pneumonia por 
Mycoplasma pneumoniae. 
Paratormônio (PTH) Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Diagnóstico diferencial das 
hipercalcemias. Serve para discriminar o 
hiperparatireoidismo primário da 
hipercalcemia por malignidade e é útil na 
insuficiência renal crônica para avaliação 
do grau de hiperparatireoidismo 
secundário 
 
Pesquisa de Células 
LE 
Sangue Total 
com coágulo 
8 hs 
Enviar o material ao setor 
técnico o mais rápido 
possível 
- Doenças auto-imunes, Lúpus 
Eritematoso Sistêmico. 
Progesterona Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Avaliação do processo ovulatório e 
formação do corpo lúteo. 
Prolactina Soro 8 hs Refrigerar a amostra 
- Diagnóstico de galactorréias e 
distúrbios hormonais tais como 
hiperprolactinemias, amenorréias, 
esterilidade e impotência. 
 
Proteína C Plasma 
citratado 
8 hs 
Separar e congelar a amostra 
imediatamente após a coleta. 
Enviar congelado 
- A proteína C é um inibidor fisiológico 
da coagulação pertencente ao grupo das 
proteínas vitamina K dependentes. A 
deficiência congênita é especialmente 
caracterizada por trombose venosa 
recorrente. 
- Deficiências adquiridas são observadas 
em doenças hepáticas, durante terapia 
com anticoagulantes orais e CIVD. 
Valores baixos são observados no RN 
devido à imaturidade hepática. 
 
Proteína C Reativa Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Proteína de fase aguda de inflamação e 
infecção, relacionada com colagenoses, 
neoplasias, doenças infecciosas crônicas 
e agudas. 
Proteínas de Bence 
Jones 
Urina de 24 hs Congelar a amostra 
- Avaliação e diagnóstico de mieloma 
múltiplo. 
Proteínas Totais Soro 4 hs Refrigerar a amostra 
- Avaliação diagnóstica das 
hipoproteinemias, por defeito na síntese 
protéica (hepatopatias, desnutrição) ou 
por perda protéica (S. nefrótica, 
enteropatia com perda protéica). 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Prova do Laço 
Prova feita no 
membro 
superior do 
paciente 
 
No antebraço que 
não será 
puncionado, 
delimitar uma área 
de 5x5 cm e 
assinar eventuais 
“pintas”. Depois 
garrotear o braço 
com 
esfignomanômetro 
durante 5 min na 
média aritmética 
de pressão sistólica 
e diastólica. No 
fim, contar o 
número de 
petéquias que 
aparecem 
 
 
Avaliação da fragilidade capilar, 
Trombopenia, Tromboastenia, 
Hipovitaminose C. Púrpura de 
Henoshölein. 
PSA – Antígeno 
Prostático Específico 
Soro 8 hs 2 a 8º C 
Marcador de processos neoplásicos e 
hiperplásicos benignos de próstata. Útil 
no monitoramento pós-operatório de 
neoprostático. 
 
PSA – Livre e Total Soro 6 hs 
Se o exame não for realizado 
no mesmo dia, congelar a 
amostra. 
Diagnóstico diferencial entre hiperplasia 
benigna e tumor maligno de próstata. 
Reticulócitos Sangue Total 
com EDTA 
6 hs 
Refrigerar a amostra. Não 
congelar 
- Aumento: anemia hemolítica, 
hemorragia, início de terapêutica de 
anemia ferropriva ou megaloblástica. 
- Diminuição: anemia aplástica, anemia 
ferropriva e megaloblástica ANTES do 
tratamento, uremia. 
 
Rubéola IgG e IgM Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de infecção por rubéola. 
IgM reagente indica infecção aguda. 
Sistema ABO – Fator 
RH 
Sangue Total 
(EDTA) 
Dispensa 
(Jejum) 
Geladeira até 24 horas, após a 
coleta. 
- Grupo “O”: 44% 
- Grupo “A”: 44% 
- Grupo “B”: 9% 
- Grupo “AB”: 3% 
- Rh “D”: positivo: 85% 
Somatomedina C Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Pacientes com deficiência da secreção 
de hormônio de crescimento. 
- Diagnóstico e acompanhamento da 
acromegalia. 
T3 – Triiodotironina Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Diagnóstico de hipotireoidismo e 
hipertireoidismo. 
T3 – Livre Soro 4 hs 2 a 8º C 
- Diagnóstico da função tireoideana. 
Auxilia no monitoramento do 
hipertireoidismo e do hipotireoidismo, 
juntamente com outros hormônios 
tireoideanos. 
 
 
 
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EXAME MATERIAL PREPARO (JEJUM) CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
T4 – Tiroxina Soro 8 hs 2 a 8º C 
- Diagnóstico do hipo e 
hipertireoidismo sendo sua utilização 
a mais difundida para este fim. 
T4 – Livre Soro 4 hs 2 a 8ºC 
- Teste sensível para avaliação da 
tireóide. 
Tempo de 
Protrombina 
(TP) 
Plasma 
citratado 
4 hs 
Realizar o teste 
imediatamente 
- Avaliação de alterações congênitas 
e adquiridas de fatores da via 
extrínseca da coagulação no controle 
da anticoagulação e triagem pré-
operatória. 
Tempo de 
Tromboplastina 
Parcial Ativado 
(TTPA) 
Plasma 
citratado 
6 hs 
Realizar o teste 
imediatamente 
- Avaliação pré-operatória. 
- Diagnóstico de coagulopatias. 
Teste de 
Paternidade 
15 ml de 
sangue em 
tubos contendo 
EDTA 
siliconizado de 
cada adulto 
(mãe, suposto 
pai) e 9 ml de 
sangue da 
criança 
Não necessário 
A coleta deve ser realizada 
conjuntamente diante de 
todos os envolvidos. Só 
assim um pode testemunhar 
a coleta do outro 
- Exclusão: É quando o indivíduo 
que está sendoanalisado com pai 
resulta não ser o pai biológico da 
criança em questão. 
- Inclusão: Significa que após a 
realização do exame, não foi possível 
excluir o indivíduo acusado de ser o 
pai biológico da criança. 
Testosterona 
Livre 
Soro 4 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico de hipogonadismo no 
sexo masculino e de hirsutismo no 
sexo feminino. 
 
Testosterona Total Soro 10 a 12 hs 2 a 8º C 
- No sexo masculino é indicado na 
pesquisa do desenvolvimento da 
puberdade e no hipogonadismo. 
- No sexo feminino tem indicação em 
casos de hirsutismo e de virilização. 
 
Toxoplasmose IgG Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico e seguimento de 
paciente com toxoplasmose. 
Toxoplasmose 
IgM 
Soro 8 hs Congelar a amostra 
- Diagnóstico da toxoplasmose 
aguda ou recente. 
Transaminase 
Glutâmico 
Oxalacética 
(AST) 
Soro 8 hs 
Realizar o teste 
imediatamente. 
 
- Aumento: recém-nascidos, infarto 
do miocárdio, infarto mesentérico, 
infarto cerebral, necrose de músculos 
esqueléticos, necrose renal, infarto 
pulmonar, hepatite aguda, 
mononucleose infecciosa, infiltração 
hepática por linfoma e leucemia, 
icterícia obstrutiva. 
 
 
 
 
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EXAME MATERIAL 
PREPARO 
(JEJUM) 
CONSERVAÇÃO INTERPRETAÇÃO 
Transaminase 
Glutâmico 
Pirúvica 
(ALT) 
Soro 8 hs. 
Realizar o teste 
imediatamente. 
- Aumento: hepatite aguda, cirrose 
hepática, hematoma secundário, 
icterícia obstrutiva, congestão 
hepática, infarto do miocárdio. 
Transferrina Soro _ Refrigerar amostra 
- Avaliação do metabolismo do ferro 
e do estado nutricional protéico. 
Aumento: Anemias hipocrômicas e 
microcíticas. 
Diminuição: Hemocromatose 
idiopática ou secundária, (pós-
transfusionais, cirrose), processos 
inflamatórios, infecções crônicas, 
câncer, S. nefrótica, carência protéica, 
insuficiência hepática. A relação 
IgA/Transferrina é útil ao diagnóstico 
e prognóstico das afecções cirróticas 
 
Triglicérides Soro 12 a 14 hs. Refrigerar amostra Avaliação do risco de aterosclerose 
Uréia Soro ou urina 
de 24 hs. 
4 horas Refrigerar amostra 
Aumento: Filtração glomerular 
deficiente, enterorragia, dieta 
hiperprotêica, necrose tecidual por 
trauma ou infecção, catabolismo 
aumentado, corticosteróides, 
desidratação, anúria. 
 Diminuição: Insuficiência hepática, 
dieta hipoprotêica, inanição, anorexia 
nervosa. 
 
VDRL Soro 4 hrs. Congelar a amostra 
Acompanhamento e diagnóstico de 
paciente com sífilis. 
Waller Rose Soro ou liquido 
sinovial 
4 hs. Congelar a amostra 
Artrite reumatóide, doenças auto-
imunes, hepatites, endocardites e 
sífilis. 
Western Blot Soro 4 hs. Congelar a amostra 
Teste confirmatório para a pesquisa 
de anticorpos contra o vírus HIV. 
Resultados indeterminados devem ser 
acompanhados por períodos de 
tempo, sempre correlacionando o 
quadro clínico do paciente. 
Widal Soro 4 hrs. Congelar a amostra Diagnóstico de febre tifóide. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 94 
 
 
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RIBEIRÃO PRETO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Procedimentos Técnicos do HCRP. 
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PORTARIA CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA 01. São Paulo: Secretaria de Estado de 
Saúde, 2000. il. 
 
RADIOMETER MEDICAL A/S. Manual de Coleta de Sangue. Biondina Empreendimentos e 
Participações. Rio de Janeiro, 2002. 72 p. 
 
RHESUS MEDICINA AUXILIAR. Manual de Exames Laboratoriais. São Paulo, 2001. 453 p. 
 
SHCOLNIK, W. & SHCOLNIK, D. Erros em laboratórios clínicos. J.Bras.Pat, 37:109-115. 2001. 
 
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Guanabara Koogan, 2008. 
 
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 www.vh.org/Providers/CME/CLIA/LabErrors 
http://www.vh.org/Providers/CME/CLIA/LabErrorspapel toalha. 
 Suporte para sabonete líquido com acionamento no pé. 
 Termômetro clínico. 
 Esfignomanômetro. 
 Luvas de látex para procedimentos descartáveis (tamanho P, M e G). 
 Lençóis descartáveis de papel. 
 Máscaras. 
 Gorros. 
 Óculos. 
 Foco de luz. 
 Cadeira para coleta com suporte para braço. 
 Maca acolchoada para coleta. 
 Banho-Maria – 37ºC. 
 Suporte com tampa e acionamento no pé para lixo hospitalar e lixo comum. 
 Seringas estéreis descartáveis de vários volumes: 1mL(intradérmica), 5mL, 10mLe 20mL 
 Agulhas estéreis descartáveis de vários calibres (22 G, 21 G, 25 X 7, 25 X 8). 
 Agulhas múltiplas estéreis descartáveis de vários calibres. 
 Torniquete (garrote). 
 Recipiente para algodão hidrófilo cortado. 
 Álcool 70%. 
 PVPI. 
 Bandagem hipo–alergênica. 
 
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 Adaptador. 
 Lancetas estéreis descartáveis. 
 Etiqueta de identificação. 
 Fita adesiva. 
 Caneta esferográfica. 
 Lápis dermatográfico. 
 Caneta para retroprojetor. 
 Lâminas novas para microscopia. 
 Laminas extensoras. 
 Lamínulas. 
 Gases estéreis. 
 Sterilderme (antisséptico local). 
 Dispositivo de agulhas. 
 Descartador para material cortante. 
 Tubos de ensaio de tamanhos diferentes (ex: 13 X 100mm, 13 X 75mm). 
 Tubos pré-calibrados com anticoagulantes e sem anticoagulantes. 
 Estantes para tubos. 
 Papel de filtro. 
 Tubo capilar com e sem heparina. 
 Cronômetro. 
 Espéculo vaginal. 
 Swab ou zaragatoa de haste de alumínio com algodão tratado e não tratado. 
 Swab ou zaragatoa de haste de plástico com algodão tratado e não tratado. 
 Solução salina estéril. 
 Bico de Bunsen. 
 Pinça tipo Kelly. 
 Bisturi (cabo e lâminas descartáveis). 
 Alças calibradas estéreis descartáveis (1μ e 10μl). 
 Abaixadores de língua descartáveis. 
 Placas de Petri e tubos estéreis. 
 Placas de Petri com meios de cultura. 
 Meios de transporte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FINALIDADES DO SANGUE: 
 
 Transporte de nutrientes, gases, eletrólitos, hormônios, enzimas, etc. 
 Regula a temperatura corpórea. 
 Regulação do balanço hídrico e ácido-base. 
 Resistência às infecções e cicatrização de feridas. 
 
 
COMPOSIÇÃO DO SANGUE: 
 
 O sangue se divide em 3 fases: 
 Sólida é constituída por células: Glóbulos Brancos, Vermelhos e Plaquetas. 
 Líquida é representada pelo Plasma. 
 Gasosa é constituída por O2 e CO2 . 
O Plasma possui 2 elementos básicos: Parte Líquida e Fibrinogênio - (fig.4). 
O Fibrinogênio é responsável pela coagulação do sangue, transformando–se em fibrina 
quando ocorre o sangramento – coágulo. 
O Plasma possui substâncias orgânicas e inorgânicas, as quais serão analisadas nas amostras 
obtidas. 
 
Os componentes orgânicos são: 
 Proteínas (albumina, globulina e fibrinogênio), 
 Nitrogenados não protéicos (uréia, creatinina, ácido úrico, amônia e aminoácidos), 
 Açúcar (glicose) e 
 Gorduras [colesterol, triglicérides, fosfolipídios (glicero-fosfoaminolipídios) e ácidos 
graxos (ác. palmático esteárico-saturados, ác. palmitoléico, ác. olérico, ác. linoléico, ác. 
araquidônico-insaturados )]. 
 
Os componentes inorgânicos do sangue são: 
 Cloro, 
 Iodo, 
 Fósforo, 
 Cálcio, 
 Potássio, 
 Sódio, 
 Magnésio, 
 Ferro e 
 Sulfato. 
 
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 Fig.4 – Composição do Sangue. 
 
 
OBTENÇÃO DE DERIVADOS SANGUÍNEOS: 
 SANGUE TOTAL 
 SORO 
 PLASMA 
 
AMOSTRA DE SANGUE TOTAL: 
Na hematologia as análises são feitas no sangue total. 
O sangue é colhido com anticoagulante específico e não há separação do plasma e elementos 
figurados (células sanguíneas). 
 
Dependendo da análise desejada, o exame poderá ser realizado: no sangue total (ex: 
hemograma); no plasma (glicose, estudos de coagulação, bioquímicos e sorológicos); no soro 
(bioquímicos e sorológicos). 
Quando se pretende realizar análise no soro, este deve ser colhido em tubo de ensaio vazio, 
isto é, sem anticoagulante, para que ocorra o processo de coagulação. 
 
 
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Quando for necessário plasma para análise, a amostra deverá ser colhida em tubo de ensaio 
contendo anticoagulante específico. Neste caso não ocorre a coagulação, pois o anticoagulante irá 
inibir um dos fatores de coagulação (geralmente cálcio) impedindo assim a formação do coágulo 
(fig.5). 
Neste caso as células se depositarão no fundo do tubo e os diferentes elementos do sangue 
ficarão em níveis distintos, conforme suas densidades. 
Os glóbulos vermelhos acumulam-se no fundo do tubo, o plasma sobe e entre os dois 
localizam-se as células brancas e as plaquetas, formando uma fina camada esbranquiçada (Buff 
Coat). 
 
Fig.5 – Derivados Sanguíneos. 
 
 
OBTENÇÃO DE SORO E PLASMA 
 
Amostras de soro 
Para que uma amostra de soro (fig.6) produza os melhores resultados é necessário que esteja 
isenta de: 
a) Fragmentos de fibrina ou células sanguíneas que tenham, por ventura, escapado da 
formação do coágulo. 
b) Qualquer vestígio de hemólise (ruptura das hemácias que resultam na liberação do 
conteúdo intracelular). 
 
 
 
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Fig. 6 – Amostra de soro. 
 
 
Amostras de plasma 
 
A centrifugação acelera consideravelmente o processo natural de sedimentação em amostras 
com anticoagulante. Assim, amostras de sangue em que se deseja analisar as frações de plasma são 
centrifugadas na velocidade e tempo apropriados às análises. 
Para que uma amostra de plasma (fig. 7) produza os melhores resultados é necessário que: 
a) Esteja isenta de hemólise. 
b) Esteja isenta de coágulos (quantidade insuficiente de anticoagulante e homogeneização 
inadequada). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig.7 – Amostra de plasma. 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 12 
 
 
ANTICOAGULANTES 
 
O processo normal de coagulação, que nos protege do quadro de hemorragia até a morte após 
uma injúria, é um processo complexo, com a participação de fatores de coagulação listados de I – 
XIII e plaquetas. Esses fatores são mais conhecidos pelos seus nomes usuais. Assim, o fator IV, é 
representado pelo cálcio (Ca++) com importante papel em várias etapas da coagulação. 
O uso de anticoagulantes in vitro tem por finalidade seqüestrar o íon cálcio, impedindo sua 
atuação nos processos de coagulação. 
Os anticoagulantes mais freqüentes empregados são: 
- EDTA (ácido tetracético de etileno diamino) 
- OXALATOS 
- CITRATOS 
- FLUORETO 
- HEPARINA 
Atuam a nível do íon cálcio, e por essa razão, impedem a ativação da cascata de coagulação. 
 
ETDA: 
Atua a nível do íon cálcio (seqüestro), através da reação química – complexo insolúvel 
EDTA–Ca++. 
 Concentração: de 1 a 2 mg/ml de sangue. 
 Forma Líquida: 1 gota de EDTA / 2 a 3 ml de sangue. 
 Uso: HEMATOLOGIA (melhor). 
 Preserva as Plaquetas. 
 No estudo específico, os esfregaços em lâminas devem ser feitos até 30 minutos após a 
coleta, para preservação morfológica dos elementos celulares. 
 Pode ser usado em muitas determinações bioquímicas. 
 Contra indicado em testesque quantifiquem o cálcio. 
 Não serve para estudos da coagulação. 
 Toxidade baixa. 
 
OXALATOS: 
Atua a nível de cálcio (precipitador). 
São utilizados: Oxalatos de potássio, de sódio, de amônio ou de lítio. 
 Concentração: de 1 a 2 mg/ml de sangue. (1 gota para 5 ml de sangue) 
 Utilizado na forma de pó. 
 Uso: Estudo de coagulação, Contagem de GB, GV, Hb e dosagens bioquímicas. 
 Diminui rapidamente em 5 a 10 % o valor do Ht e certos componentes do plasma. 
 Não pode ser utilizado para dosagem: Cálcio, Fosfatase ácida, Amilase, Potássio e Sódio. 
 Não deve ser utilizado para fazer esfregaço de Hemograma, devido às alterações 
degenerativas no citoplasma e aberrações nos núcleos dos leucócitos. 
 Tóxico. 
 
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Profa. Dra. Dora Lúcia Carrara Moreti 13 
 
 
CITRATOS: 
Age no cálcio (capacitação) através de reação química com formação de: Citrato de Cálcio 
insolúvel. 
 Concentração: 5 mg/ml de sangue. 
 Soluções preparadas recentemente ou estéreis, pois são muitos susceptíveis a 
contaminação por fungos. 
 Uso: Estudos de coagulação, pois preserva os fatores V e VIII, que são lábeis. 
 VHS (Velocidade de Hemossedimentação Sangüínea). 
 Não deve ser usado para dosagens bioquímicas (inibem a fosfatase alcalina e amilase). 
 
FLUORETOS: 
Capacitação dos íons cálcio. 
 Usar 1 gota / 3 ml de sangue. 
 Uso: dosagem de glicose. 
 Inibidor enzimático e conservador de glicose. 
 
HEPARINA: 
É um componente fisiológico do sangue, impede a transformação da protrombina em 
trombina, e em conseqüência, a transformação do fibrinogênio em fibrina. 
 Usar 1 gota de Heparina para cada 5 ml de sangue. 
 Colocar em frascos com tampa e evaporar em estufa. 
 Uso: Gasometria, Hematologia, Dosagens bioquímicas, Radioimunoensaio. 
 Não deve ser usado para teste de coagulação, fosfato e confecção de esfregaços do 
hemograma. 
 
ACD (ÁCIDO CÍTRICO, CITRATO, DEXTROSE): 
 Anticoagulante de banco de sangue. 
 Usa-se 1 ml de ACD / 4mg de sangue e refrigera-se a 4° C. 
 No laboratório pode ser usado para estudo da coagulação. 
 
ACDP(ÁCIDO CÍTRICO, CITRATO, DEXTROSE, FOSFATO): 
 Anticoagulante de banco de sangue, que apresenta mais vantagem na utilização que o 
anticoagulante anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Mecanismo da Coagulação “in vitro”: 
 
Contato com o vidro XII 
 XI 
 IX 
 VIII 
 Plaquetas, Ca++ X 
 V 
 
 Protrombina Trombina Fibrinogênio
 
 
 Fibrina frouxa 
 
 Fibrina firme 
 Anticoagulantes: 
Contato com o vidro XII 
 XI 
 IX 
 VIII 
 Plaquetas, Ca++ X 
 V 
 
 EDTA Heparina Fibrinogênio 
 Oxalatos 
 Citratos Fibrina frouxa 
 Fluoreto 
 Fibrina firme 
 
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COLETA DE SANGUE 
 
O Sangue é o mais frequente líquido corporal usado para Propósitos Analíticos. 
Três procedimentos gerais para obter o sangue são: 
- Venopunção (Fonte primária, devido a sua relativa facilidade de obtenção). 
- Punção Arterial. 
- Punção Cutânea. 
As recomendações se baseiam nas normas do Clinical and Laboratory Standards Institute 
(CLSI), nos Estados Unidos. 
 
PROCEDIMENTOS PARA VENOPUNÇÃO: 
 
 Os Materiais necessários para a coleta deverão estar prontamente nas mãos. 
 Verificar a etiqueta impressa pelo computador / manual – Identificação do Paciente e 
Identificação da amostra se correspondem às requisições. 
 Em seguida perguntar ao paciente o seu nome completo ou verificar a identidade do 
paciente. 
 Se for necessária uma amostra em jejum, confirmar se foi obedecida. 
 Explicar o procedimento ao paciente. 
 Tranquilizar o paciente para evitar as tensões. 
 No caso de crianças, sua atenção pode ser desviada para objetos, brinquedos, diálogo a 
respeito de seus jogos, estudos e distrações. 
 O profissional que irá fazer a punção deverá fazer anti-sepsia das mãos com água e sabão, 
usar luvas e avental. 
 Posicionar o paciente apropriadamente, para facilitar o acesso da fossa antecubital. 
 No caso de crianças, um ajudante deverá firmar o braço na altura do ombro e mão. 
 Reunir os equipamentos e acessórios. 
 Os materiais descartáveis estéreis, deverão ser abertos na frente do paciente 
 Pedir para o paciente fechar a mão. 
 Garrotear o braço, próximo ao local escolhido. 
 Selecionar a melhor veia para a punção com o dedo indicador. Em particular as veias: 
Cúbita Mediana e Cefálica, são preferidas. 
 Podem ser usadas as veias do dorso da mão e pé (quando as veias da fossa antecubital 
apresentarem dificuldade de visualização). 
 Retirar o torniquete. 
 Fazer anti–sepsia correta no local da punção. Deixar a área secar naturalmente, nunca 
assoprar ou abanar. Não tocar mais o local (caso for necessário, realizar novamente anti-sepsia). 
 Aplicar novamente o torniquete acima do local da punção. Nunca deixar aplicado por mais 
de 1 minuto. Em adultos saudáveis quando as veias são facilmente visíveis e palpáveis, o uso 
torniquete pode ser desnecessário. 
 Fixar a veia, distendendo a pele do braço acima e abaixo do local de punção. 
 Faça a venopunção: 
 Penetrar na pele com a agulha em ângulo aproximado de 15 graus ao braço, com o BISEL 
da agulha para cima. 
 
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 Nas veias “dançarinas”, introduzir a agulha na lateral da veia. 
 Inserir a agulha suave e suficiente rápido para minimizar o desconforto do paciente. 
 Se estiver usando seringa, puxar o êmbolo com uma tensão lenta e uniforme. Não puxar 
rapidamente, para evitar Hemólise ou Colabação da veia. 
 Liberar o torniquete quando o sangue começar a fluir. Nunca retirar a agulha sem 
remover o torniquete. 
 Aspirar a quantidade de sangue desejada. 
 Instruir o paciente para abrir a mão. 
Remover o sistema, simultaneamente colocando um pedaço de algodão seco e então 
comprimindo o local puncionado. O paciente deverá continuar a compressão pelo menos por 2 a 4 
minutos, não dobrando o cotovelo e sim mantendo o braço na posição horizontal. 
 Desconectar a agulha da seringa no descartador próprio para agulhas, sem reencapá-las. 
 Transferir o sangue para os tubos apropriados, se a coleta for através de seringa. Se a 
coleta for realizada através do sistema à vácuo, deverá seguir a ordem dos tubos, conforme figura 24. 
Respeitar o volume adequado: relação sangue/anticoagulante. 
 Tampar o tubo e inverter suavemente até que o anticoagulante seja completamente 
dissolvido. 
 Descartar o material contaminado (algodão, seringas) em recipientes apropriados. Aplicar 
uma bandagem adesiva hipo-alérgica. 
 Assinalar a hora e nome do responsável técnico em que as amostras foram colhidas, 
encaminhar os tubos com sangue para testes nas seções apropriadas do laboratório. 
 
 
PUNÇÃO DA VEIA JUGULAR EXTERNA / VEIA FEMURAL: 
 
Quando a coleta de sangue torna-se difícil, principalmente em crianças até 3 anos de idade, 
esta dificuldade poderá ser contornada com a punção da veia jugular externa ou da veia femural. 
Deve ser realizada por profissionais experientes. 
Em pacientes com tendência hemorrágica, o sangramento produzido pela punção da jugular é 
mais intenso que de outras localizações. 
 
Para facilitar a punção: 
- Em adultos pedir para soprar o dorso da mão antes da punção. 
- Deve-se introduzir a agulha num ângulo de 20º e com o bisel para fora. 
 
Complicações: Na punção da veia jugular: 
- Lesão do nervo trigêmeo e outros ramos. 
- Infecções por contaminação. 
- Hematomas (compressão respiratória). 
- Compressão mecânica da traquéia. 
- Lesão da artéria carótida. 
 
Na punção da veia femural: 
- Lesão da artéria femural. 
- Lesão do nervo femural. 
- Lesão do canal ureter. 
 
 
 
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PUNÇÃO ARTERIAL: 
 
É usado para medir pressão parcial de O2, CO2 e pH (gases de sangue arterial) - 
GASOMETRIA. 
São tecnicamente mais difíceis de fazer. 
A escolha da melhora artéria inclui pela ordem (Fig. 8). 
- Radial (devido a sua localização superficial e menor incidência de complicações), 
- Braquial e 
- Femural (tende a sangrar mais). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.8 – Possíveis locais de coleta Fig.9 – Teste de Allen modificado. 
 artérias apropriadas. 
 
Locais impróprios que não devem ser escolhidos: 
- Irritados 
- Edematosos 
- Próximos a ferida 
- Fístula 
 
Complicações incluem: 
- Trombose 
- Hemorragia 
- Possível infecção 
 
TÉCNICA DE COLETA PARA SANGUE ARTERIAL 
 Ao usar a artéria radial é essencial prestar atenção a circulação colateral da mão, usando o 
Teste de Allen modificado. Neste teste, é aplicada uma pressão no pulso para bloquear as artérias 
ulnar e radial. A mão do paciente é fechada fortemente para forçar o sangue originado da mão (ver 
fig.9). Quando a mão ficar pálida, a pressão sobre a artéria ulnar é liberada e observa-se a região 
palmar e os dedos. Se a mão ficar avermelhada dentro de segundos, isto indica que está presente 
perfusão total através da artéria ulnar confirmando que é seguro puncionar a artéria radial. Caso o 
teste de Allen seja negativo, deve-se escolher um outro local. 
 
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 A artéria a ser puncionada é identificada por suas pulsações. 
 Fazer a anti-sepsia no local – RIGOROSAMENTE. 
 Preparar a seringa com anticoagulante heparina, quantidade suficiente para molhá-la 
internamente. 
 Agulha de calibre 23 a 25: artéria radial e 18 a 20: artéria braquial. 
 Fixar a artéria com os dois dedos da mão. 
 Mantenha fixo o braço do paciente numa superfície firme; estender o punho irá ajudar. 
 Apontar a agulha contra a corrente sanguínea, paralela à artéria, e com o bisel da agulha 
voltado para cima. 
 Puncionar em um ângulo de aproximadamente 45º da pele (fig.10), ou 90º para a artéria 
femural de maneira lenta e cuidadosa até atingir a sua luz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.10 – Como o operador mantém o local de punção. 
 
 As pulsações de sangue na seringa confirma que ela vai ser preenchida com sangue arterial 
apenas. 
 Mantenha a seringa e a agulha completamente imóveis e cuide para não deixar a agulha 
atravessar a artéria. 
 
 Se no processo for puncionada uma veia pode entrar sangue venoso na seringa antes que a 
artéria seja tomada. Deve ser colhida nova amostra porque mesmo uma pequena fração de sangue 
venoso pode alterar significativamente os valores (particularmente pO2 e sO2), como mostra a figura 
11. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Veia 
 
 
 
 
 
 Artéria 
 
 
 
 
 Fig.11 – Valores de pO2 e sO2, em veia e artéria. 
 
 Colher o volume de sangue desejado. Retirar a agulha, comprimindo o local com algodão 
estéril durante 5 minutos (cronometrado) – fig.12. 
 Para artéria braquial e femural devem ser aplicado compressões por 10 minutos. Em alguns 
casos a compressão deve ser aplicada por um período maior. Finalmente, deve ser aplicada uma 
bandagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.12 – Compressão do local de coleta. 
 No sentido de obter uma amostra representativa após a coleta, a agulha deve ser descartada 
com segurança. O dispositivo safePico possui tampa exclusiva com a função de auto selagem, 
simplifica a eliminação de bolhas de ar e limita o risco de contato com o sangue do paciente, 
mesmo durante o transporte e a análise, como mostra a figura 13. 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
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Fig.13 – Dispositivo safePico (Radiometer) 
 
 Todas as seringas safePICO integram um esfera de metal que assegura um processo de 
homogeneização da amostra rápido e correto. A heparina seca equilibrada eletroliticamente é 
dispersa na amostra toda para evitar a formação de coágulos, minimizando também o bias nos 
eletrólitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.14 – Mistura da amostra por uma combi 
 nação de inversão vertical e rolar entre as - 
 palmas das mãos. 
 
 
 Na seringa deve ser aplicado um rótulo de identificação do paciente juntamente com outras 
informações tais como hora de coleta, local da amostra, tipo da amostra, temperatura, etc. 
 
 
 
 
 
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PUNÇÃO CUTÂNEA 
 
Método de escolha em pacientes pediátricos especialmente os bebês. 
É útil em adultos com: obesidade extrema, queimaduras graves e tendência trombótica. 
Pacientes geriátricos: pele delgada, perda de elasticidade. 
É utilizada para realização de microtécnicas [(Tempo de Sangramento (TS), na hematologia ena pesquisa de hemoparasitas (Plasmódio, Toxoplasma)]. 
As amostras provenientes da punção cutânea são, na verdade, uma mistura de sangue de 
arteríolas, vasos e capilares, podendo ser ainda mais diluídas com líquidos intersticiais e 
intracelulares. 
 
 
 
PROCEDIMENTOS PARA PUNÇÃO CUTÂNEA: 
 Selecionar o local. Para recém-nascidos e crianças pequenas deve-se tomar muito cuidado, 
pois punções em locais incorretas podem resultar em lesões das estruturas subjacentes. As punções 
devem ser realizadas na superfície plantar lateral ou medial do calcanhar, como indica a figura 15. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.15 – Punção neonatal – calcanhar e falange Somente nas áreas sombreadas. 
 
 Assim como também a superfície palmar da falange distal de um dedo e o lóbulo da orelha 
(fig.16). 
 Não se deve puncionar o dedo de crianças menores de dois anos de idade, pois pode 
ocorrer o risco de lesões nos ossos. 
 A composição relativa do sangue obtido através da punção cutânea pode ser determinada 
por variáveis tais como o fluxo de sangue durante a coleta. 
 Aquecendo o local da punção antes da coleta, pode-se arterializar o sangue. 
 
 
 
 
 
 
Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
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 Fig. 16 – Procedimentos para a punção cutânea. 
 
 Fazer anti-sepsia e deixar a área secar . 
 Fazer a punção com uma lanceta estéril, num único movimento deliberado, 
perpendicularmente. 
 Descartar a primeira gota de sangue limpando-a com gaze estéril, pois, geralmente, está 
contaminado com fluídos tissulares. Devem ser colhidas as subsequentes gotas de sangue através de 
movimentos suaves. Encostando o bico coletor nas gotas (não comprimir o local durante a punção) e 
deixando que escoem pela ação capilar para dentro de um tubo de microcoleta/capilar 
microhematócrito devidamente identificado. 
 A figura 16-D exibe as etapas com um dispositivo adequado para tal. 
 Realizar a anti-sepsia do local após a coleta para evitar infecção, comprimir para 
interromper a hemorragia e aplicar uma bandagem. 
 Indicar no relatório que os resultados do teste são de sangue por punção cutânea (existe 
diferenças em concentração de glicose, potássio, proteína total e cálcio). 
 
 
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Evitar as regiões: 
- Inflamadas 
- Edemaciados 
- Cianóticas / congestas 
 
 
PROCEDIMENTOS FRENTE Á DIFICULDADE DE VISUALIZAÇÃO DAS 
VEIAS. 
 
 Não se recomenda ao paciente inclinar o braço para baixo com movimentos de abrir e 
fechar a mão, repetidas vezes. Este procedimento altera as dosagens de sódio, potássio, lactato e 
ácido lático. 
 Aplicar o torniquete sempre acima do local da punção, com distância de 10 cm ou 4 dedos. 
 Em alguns casos, recomenda-se utilizar bolsa de água quente ou mesmo compressa para 
provocar a vasodilatação. 
 Nunca aplicar tapinhas no local a ser puncionado, principalmente nas pessoas idosas, pois 
se forem portadoras de ateromas, poderá haver deslocamento com graves conseqüências. Altera: 
glicose, ionogramas e enzimas. 
 
ERROS NA COLETA DE SANGUE 
 
 Posicionamento inadequado do paciente; 
 Usar seringas e agulhas com prazo de esterilização vencida; 
 Usar agulhas de calibre muito fino ou muito grosso; 
 Anti-sepsia inadequada; 
 Aspirar o sangue violentamente após atingir a veia; 
 Transferir o sangue da seringa sem retirar a agulha, ou com muita pressão e sem escorrer 
pela parede do tubo; 
 Uso incorreto de tubos de coleta e ordem de colheita dos tubos a vácuo; 
 Agitar violentamente o sangue para misturá-lo ao anticoagulante; 
 Não homogeneizar o tubo com anticoagulante após colocar o sangue; 
 Produzir estase venosa, pelo uso prolongado do torniquete; 
 Deixar contaminar o material a ser usado na punção; 
 Não desprezar a primeira gota de sangue na punção digital ou comprimir o local da punção; 
 Demorar durante a colheita ou na transferência do sangue para o tubo com anticoagulante; 
 Puncionar veias onde esteja ligado soro ou qualquer outro medicamento e retirar o sangue 
pela mesma agulha ou cateter. 
 A ocorrência destes erros leva frequentemente a: 
- Hemólise (aparência avermelhada do plasma / soro, causada pela liberação da hemoglobina 
dos eritrócitos). 
- Trocas metabólicas devidas à estase venosa 
- Diluição do sangue ou sua contaminação pelo líquido intersticial. 
- Congestão local e hemoconcentração, alterando os resultados dos testes de coagulação, 
plaquetas, cálcio, potássio, cortisol, colesterol, glicose, bilirrubina e hemograma pelo garroteamento 
por mais de 1 minuto, o ideal é colher sangue venoso sem garrote. 
- Contaminação do paciente. 
- Coagulação do sangue quando o anticoagulante é impropriamente dissolvido. 
 
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- Erros na contagem de células por técnicas inadequadas na punção digital. 
- Formação de hematoma, devido à falta de comprimir o local da punção. 
 
 
 
CUIDADOS: 
 
 A retirada de volume exagerado de sangue deve ser evitada, especialmente em pessoas 
debilitadas e crianças muito pequenas. 
 Importante observar se o anticoagulante é o exigido para as provas solicitadas. 
 Volume de sangue colocado no tubo corresponde ao indicado para a quantidade de 
anticoagulante. A proporção anticoagulante/sangue é fator fundamental para que tenhamos uma 
amostra satisfatória e assim sendo, resultados confiáveis. A utilização de tubos de coleta com vácuo 
calibrado torna-se indispensável, pois impede a diluição da amostra (através da coleta de volumes 
reduzidos) ou coagulação da mesma (através da coleta de volumes elevados). 
 Após o preenchimento de tubos que contenham anticoagulantes e/ou ativador de coágulo, a 
amostra deve ser homogeneizada por inversão de 5 a 8 vezes para evitar a formação de coágulos 
que poderão interferir nos resultados além de causar sérios danos aos equipamentos utilizados. 
 Cuidados técnicos e anti-sepsia são necessárias a fim de evitar contaminação do paciente, 
do técnico e do sangue colhido. 
 A colheita é feita de preferência pela manhã, com o paciente em jejum, mantendo assim 
suas condições básicas. 
 O material para acondicionamento das amostras deverá ser identificado antes do 
procedimento da coleta. 
 Contaminação do sangue e alteração dos seus componentes, no caso da limpeza inadequada 
do material. 
 INFUSÃO INTRAVENOSA: Pacientes com infusão intravenosa por cateter ou scalpe, 
deve-se evitar coletar neste local. 
 O sangue colhido deve ser processado logo após a coleta, evitando resultados falsos 
como por exemplo: valores baixos da velocidade de Hemossedimentação (VHS), decréscimo no 
número de plaquetas, testes de coagulação. 
 Registrar resultados de exames realizados durante a coleta (Tempo de Sangramento =TS, 
Tempo de Coagulação = TC). 
 Anotar dados importantes (ex: peso, altura). 
. 
 Armazenagem da amostra: 
Cada caso deve ser analisado de acordo com os constituintes das amostras. 
 
 
 As causas mais importantes que alteram a qualidade de uma amostra são: 
 Metabolismo das células sanguíneas; 
 Evaporação/sublimação; 
 Reações químicas; 
 Decomposição microbiológica; 
 Processos osmóticos; 
 Efeitos da luz; 
 Propagação gasosa. 
 
 
 
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 Centrifugação: 
A centrifugaçãodo sangue para se obter soro deverá ser realizada depois de verificar que o 
sangue realmente coagulou. Normalmente o tempo de espera para a coagulação do sangue é de 30 
minutos, porém pacientes que estão sob efeito de terapias anticoagulantes, ou têm alguma deficiência, 
terão um retardo na coagulação. 
 Geralmente é realizada entre 20 a 22°C, entretanto, para amostras lábeis, recomenda-se à 
utilização de centrífugas refrigeradas. 
Não é recomendável a recentrifugação de tubos que contenham barreira de gel. 
A velocidade e o tempo de centrifugação variam de acordo com o espécime biológico e com as 
recomendações do fabricante para cada tubo. 
 Lipemia (aumento da concentração de triglicérides ou lipoproteínas no plasma/soro): 
 Pode ser leve ou opaca, translúcida, turva ou leitosa. A turvação das amostras é sempre 
relevante clinicamente e deve ser avaliada, documentada e relatada pelo laboratório, pois pode indicar 
um estado patológico do paciente ou o não cumprimento do tempo de jejum. 
 Icterícia: 
Síndrome caracterizada pelo excesso de bilirrubina no sangue. Resulta em uma coloração do 
amarelo ouro ao alaranjado do soro/plasma, interferindo em muitas reações bioquímicas. 
 
 
OBSERVAÇÕES QUE DEVEM SER FEITAS ANTES DA COLETA 
 
 
PREPARO PSICOLÓGICO: 
 Observar o estado geral do paciente (deprimido), 
 Aspecto de tensão (medo), 
 Queda da temperatura (hipotermia), 
 Agitação (procurar orientá-lo), 
 Respeitar a indicação do paciente (preferência do lado esquerdo/direito – 
braço). 
 
AGULHAS: De acordo com o tipo de veia, usar calibre: 25 x 7 ou 25 x 8. 
 
LANCETAS: Estéreis e descartáveis. 
 
VIDRARIA: Rigorosamente limpa. 
 
Ao preparar o paciente para a coleta, deve-se ter cuidado para minimizar fatores que possam 
influenciar as determinações do laboratório. 
 
JEJUM: As amostras de sangue são colhidas pela manhã, após jejum de 8 horas para 
dosagem de glicose, 12 horas para dosagem de lipidograma. A falta de jejum aumenta a lipemia no 
sangue (taxa de gordura), com isso observam-se alterações nos resultados, principalmente aqueles 
que dependem do metabolismo (glicose, gordura, proteínas e nitrogenados não protéicos). Em recém-
nascidos, deve ocorrer da mãe – quando os exames forem especializados. 
 
DIETAS / INJESTÃO DE ÁLCOOL: Sabemos que a dieta e as bebidas são os principais 
fatores que influenciam nas quantidades de substâncias na química clínica e a amplitude das 
alterações das substâncias depende da composição do alimento e do tempo decorrido entre a sua 
 
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ingestão e a coleta da amostra. Podem afetar os constituintes do soro e urina. Dieta rica em carne ou 
proteína pode elevar os níveis séricos de uréia, amônia e uratos. Comidas com alta taxa de ácidos 
graxos insaturados / saturados podem mostrar uma diminuição do colesterol sérico. 
Deve haver comprometimento do cliente em manter sua dieta habitual por no mínimo 3 dias 
antes da realização dos exames. 
 
PASSAGEM POR PERÍODO DE REPOUSO: A falta de repouso provoca alterações, 
principalmente no hemograma, glicose, transaminases (ALT e AST) e alguns hormônios: prolactina 
(PRL), cortisol, aldosterona, etc. 
O paciente deverá permanecer sentado, no mínimo de 10 a 15 minutos, antes da coleta da 
amostra para evitar as variações ortostáticas da volemia e garantir a consistência entre as dosagens do 
perfil lipídico segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 
 
STRESS: Aumenta a contagem de leucócitos e glicemia, ao mesmo tempo em que baixa a 
contagem de linfócitos, eosinófilos, taxa de ferro sérico. 
O stress mental causado pela ansiedade da coleta aumenta a secreção de alguns hormônios 
(adrenal) e a concentração de substâncias tais como albumina, glicose e outras. 
 
EXERCÍCIOS FÍSICOS: Considerar o tipo de exercício: 
 Curta duração e alta intensidade. 
 Longa duração e baixa intensidade. 
 Ocorre um aumento de creatina fosfoquinase (CPK) / creatinaquinase (CK), Mb creatina 
(músculo cardíaco), desidrogenase lática (LDH) e excreção urinária. 
 
INGESTÃO DE MEDICAMENTOS: Os medicamentos são constituídos por componentes 
orgânicos e inorgânicos que vão interferir no resultado da análise. Caso o paciente esteja tomando é 
aconselhável anotar na ficha do mesmo, os nomes dos medicamentos, pois assim, pode-se saber 
porque há resultado alterado sem que haja um quadro clínico compatível. 
O ácido ascórbico interfere diretamente nas reações de bilirrubina e ácido úrico. 
A dipirona interfere nas reações de creatinina em que a metodologia envolva a enzima 
creatinina aminohidrolase. 
Os salicilatos aumentam o valor das provas de coagulação. O AAS em altas doses pode 
acetilar a hemoglobina e interferir na determinação da HbA1c por HPLC; 
No sangue, o medicamento permanece por um período de 24 horas e na urina este tempo é de 
48 horas. 
 
TEMPERATURA DO PACIENTE 
 
ALTITUDE: Hemoglobina, hematócrito e PCR. 
 
GARROTE: Não exceder por mais de 1 minuto, pois alteram resultados, principalmente de 
plaquetas, testes de coagulação e cálcio (para este, se possível, efetuar sem garrote). Portanto, é 
aconselhável retirá-lo assim que o sangue começar a fluir para o interior da seringa ou do primeiro 
tubo de coleta a vácuo. 
 
TABAGISMO 
 
 
 
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COMPLICAÇÕES DECORRENTES DAS PUNÇÕES 
 
Normalmente as punções tecnicamente corretas não trazem qualquer conseqüência 
indesejável. As complicações aparecem pela omissão dos cuidados necessários durante o 
procedimento de coleta de sangue. 
 
Hematoma: é o extravasamento de sangue no tecido subcutâneo. É formado quando o local 
da punção não é comprimido ao ser retirada a agulha, como também pela ultrapassagem da veia pela 
agulha ou quando esta atinge apenas a parede da veia. Nestas 2 últimas condições, o sangue não flui 
para a seringa. 
 
Trombose e Tromboflebite: Ocorrem pelo traumatismo da veia por picadas múltiplas. 
 
Infecções: São provocadas pelo uso de material de coleta contaminado ou por cuidados 
precários de anti-sepsia. É fundamental o uso de materiais descartáveis. 
Pacientes com doença hemorrágica, o sangramento pode persistir por períodos prolongados 
mesmo que exerça compressão no local puncionado. A causa básica do sangramento deve ser 
corrigida e o paciente só será liberado após cessar a hemorragia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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COLETA DE SANGUE À VÁCUO. 
 
 
 A coleta de sangue diária envolve ações que são realizadas automaticamente, porém, são 
opções técnicas bem definidas e rígidas de manuseio e de assepsia que oferecem condições ótimas de 
segurança, tanto para o paciente como para o profissional. Os métodos tradicionais não satisfazem 
estas necessidades. 
 O sistema de coleta de sangue a vácuo é uma técnica segura e eficiente em que, por meio 
de um adaptador e um tubo com vácuo pré – calibrado, mantém as qualidades e elementos do sangue 
num sistema fechado e asséptico. Com esta técnica, após a venopunção, o sangue é coletado por 
aspiração mecânica automática, devido ao vácuo interno do tubo. 
 
 
Regras a serem observadas: 
 O torniquete deverá ser colocado no braço do paciente, próximo ao local da punção (4 a 5 
dedos) O contra-fluxo venoso deve ser comprimido, porém o pulso deverá continuar palpável. 
 O fluxo arterial não pode ser interrompido pelo garrroteamento. 
 Se o braço estiverexcessivamente comprimido pelo torniquete, o fluxo sanguíneo arterial 
poderá ser interrompido, reduzindo a passagem do sangue venoso para o interior do tubo. 
 O garrotamento excessivo pode ser reconhecido pela coloração arroxeada (cianótica) das 
extremidades dos dedos e da mão, neste caso, o torniquete deverá ser solto imediatamente, para 
refazer o fluxo sanguíneo e melhorar a oxigenação. 
 
 
Seleção da Região de Punção: 
 Para obtenção de amostras de sangue, basicamente todas as veias superficiais do braço, 
dobra do braço, antebraço e dorso da mão poderão ser puncionadas. 
 A regra básica para a punção bem sucedida é examinar cuidadosamente o braço do 
paciente, antes de realizar a venopunção. 
 As características individuais de cada paciente poderão ser reconhecidas através de exame 
visual e apalpação das veias – localização das veias, curso das veias (direção anatômica), constituição 
e tipo. 
 Apalpando cuidadosamente as veias, torna-se mais fácil localizar vasos profundos que 
poderão ser puncionados. 
 Em pacientes idosos ou quando apresentarem veias difíceis e frágeis deve-se optar pelo 
método de aspiração para evitar colabamento das veias. 
 
Para Realização desse tipo de coleta, precisamos de: 
 
 Um adaptador (Figura 17); 
 
 
 
 
 
 
Fig. 17 - Adaptadores para coleta de sangue a vácuo 
 
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 Agulhas múltiplas: possuem duas extremidades, sendo que uma delas (a que irá ao tubo) 
possui uma “borracha” (válvula) que tampa a passagem do sangue, na troca dos tubos (Figura 18). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig. 18 – Agulhas múltiplas. 
 
 
 Um tubo a vácuo: para cada volume de sangue existe um tubo pré-calibrado (com ou sem 
anticoagulante). Observar a cor da tampa, pois este indicará o exame a que se destina (Figura 19). 
Existe 2 padrões de cores: Padrão americano e Padrão europeu. 
 Nunca abra o tubo antes e depois da punção, mesmo que não tenha completado o volume 
(deve anular o vácuo, introduzindo uma agulha). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig. 19 - Tubos a vácuo - padrão de cor: americano. 
 
Observações: 
 Retirar o protetor da agulha somente no momento de realizar a punção. 
 Terminada a coleta, retire o adaptador e despreze a agulha em recipiente adequado, para 
evitar acidentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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TÉCNICA PARA COLETA DE SANGUE A VÁCUO: 
 
 Fazer anti-sepsia das mãos do técnico com água e sabão. Usar luvas e avental. 
 Reúna os equipamentos e acessórios para colheita. 
 Abra a embalagem da agulha até expor o canhão especial com rosca, porém não retire o 
protetor da agulha. 
 Atarraxe a agulha no suporte até ficar firme. Manter a agulha protegida pelo protetor 
plástico. 
 Coloque o torniquete. Selecione a melhor veia. 
 Desgarrotear o paciente. Fazer anti-sepsia no local da punção. Não toque esse local depois 
da anti-sepsia. 
 Introduzir o tubo a vácuo no suporte e deixar que a borda externa da rolha fique paralela a 
linha-guia do suporte. 
 Garrotear o braço do paciente, próximo ao local escolhido. 
 Remover o protetor da agulha. Com o bisel da agulha voltado para cima, fazer a 
venopunção. A agulha deverá penetrar no interior da veia cerca de 1cm ou a metade de seu 
comprimento (figura 20). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig. 20 – Inserção da agulha no interior da 
 veia. 
 
 Pressione o tubo com o polegar até o final do suporte (como se estivesse aplicando uma 
injeção) deixando-o inclinado (figura 21). Este procedimento evita que o sangue bata no fundo do 
tubo, provocando assim a hemólise. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.21 – Procedimento para introduzir o 
 tubo a vácuo. 
 
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 Remova o torniquete assim que o sangue começar a fluir no tubo, porém se a veia for 
muito fina, o torniquete deverá ser mantido. 
 Manter o adaptador firme segurando-o com o dedo indicador esquerdo e polegar próximo 
ao braço do paciente. 
 No fim da coleta ao retirar o tubo do adaptador, deve-se utilizar os dedos indicador e 
polegar, fazendo uma contra pressão no adaptador para prevenir mudanças na posição da agulha e 
facilitar a remoção do tubo (figura 22). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.22 – Remoção do tubo. 
 
 Sempre que possível, a mão que estiver puncionando deverá controlar o sistema a vácuo, 
pois durante a coleta, a mudança de mão poderá provocar alterações indevida na posição da agulha. 
 Introduzir um novo tubo no suporte repetindo-se o processo de acordo com o número de 
coletas necessárias. 
 Retirar o torniquete, caso ainda esteja no braço do paciente. 
 Remover o último tubo. 
 Retirar a agulha com o auxílio de algodão seco, exercendo pressão no local da punção (2 a 
4 minutos). 
 Manter o braço do paciente na posição horizontal, conforme mostra a figura 23 (nunca 
dobrar o braço). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.23 – Posição do braço após a 
 punção. 
 
 Desconectar a agulha do adaptador no recipiente próprio. 
 
 
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SEQUÊNCIA DE TUBOS A VÁCUO NA COLETA DE SANGUE VENOSO DE ACORDO 
COM CLINICAL AND LABORATORY STANDARDS INSTITUTE (CLSI) – FIG. 24: 
 
VIDRO: 
 
1. Frascos para amostras estéreis (hemocultura), 
2. Tubos sem aditivos (sem anticoagulantes: tampa vermelha), 
3. Tubos para provas de coagulação (citrato: tampa azul-claro), 
4. Tubos com gel separador e ativador de coágulo (tampa amarela), 
5. Tubos com aditivos: Heparina de Sódio/Lítio (tampa verde). 
6. EDTA K2 /K3 (tampa roxa) e 
7. Fluoreto de sódio/EDTA (tampa cinza). 
 
 
PLÁSTICO: 
 
1. Frascos para hemocultura. 
2. Tubos com citrato (tampa azul-claro). 
3. Tubos para soro com ativador de coágulo, com ou sem gel separador (tampa vermelha ou 
amarela). 
4. Tubos com heparina com ou sem gel separador de plasma (tampa verde). 
5. Tubos com EDTA (tampa roxa). 
6. Tubos com fluoreto (tampa cinza). 
 
 
Quadro 1: Tipos de tubos a vácuo relacionados com as áreas onde serão utilizados: 
Aditivos Código 
Alfa 
Código de cores Exames mais comuns 
EDTA1 sal dipotássico 
 sal tripotássico 
 sal dissódico 
K2 E 
K3 E 
N2 E 
Lilás 
Lilás 
Lilás 
 
Hemograma 
Plaquetas 
EDTA sal dipotássico com 
 gel separador 
 
K2 E Branca translúcida 
 
Biologia molecular 
Citrato trissódico 9:12 9NC Azul claro 
 
 
Testes de coagulação 
Citrato trissódico 4:12 4NC Preta Velocidade de 
hemossedimentação 
 
http://www.villavet.com.br/detalhe.php?id=644
http://www.google.com.br/imgres?q=tubos+a+v%C3%A1cuo+Citrato&um=1&hl=pt-BR&biw=1525&bih=732&tbm=isch&tbnid=qmXO6BONZi0QLM:&imgrefurl=http://portuguese.alibaba.com/product-free/coagulation-tube-vacuum-blood-collecting-tube-110704076.html&docid=hFo7kIUY8WrKuM&imgurl=http://img.alibaba.com/photo/110704076/Coagulation_Tube_vacuum_blood_collecting_tube.jpg&w=288&h=600&ei=lBunT-ndFJCO8wSqz6ywAw&zoom=1&iact=hc&vpx=174&vpy=60&dur=3162&hovh=324&hovw=155&tx=77&ty=177&sig=105785234364445014141&page=3&tbnh=167&tbnw=72&start=64&ndsp=27&ved=1t:429,r:0,s:64,i:208Apostila Coleta e Processamento de Amostras Biológicas 
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Fluoreto/oxalato FX 
Cinza 
 
Glicose 
Fluoreto/EDTA FE Cinza Glicose 
 
Fluoreto/heparina FH Verde Glicose 
Heparina de lítio LH 
Verde 
Exames bioquímicos 
em geral, gasometria 
(somente em seringa 
pré-heparinizada) 
 
Heparina de sódio NH 
Verde 
Exames bioquímicos 
em 
geral 
 
Citrato, fosfato, dextrose, 
adenina 
 
CPDA Amarela Preservação de células 
Siliconizado3 Z Vermelha 
 
Exames sorológicos e 
bioquímicos em geral 
 
Ativador de coágulo e gel 
separador 
Ativador 
de 
coágulo 
Amarela 
 
Exames sorológicos, 
bioquímicos em geral, 
drogas terapêuticas e 
hormônios 
 
2. Demonstra o raio entre o volume de sangue pretendido e o volume de anticoagulante 
(ex. 9 partes de sangue para 1 parte de anticoagulante citrato de sódio). 
3. É recomendado que tubos que não contenham ativador de coágulo sejam codificados 
com a letra Z e tenham a cor vermelha, assim como a descrição do reagente. 
 
Fonte: ISO 6710.2 – Single-use Containers for Human Venous Blood Specimen Collection. 
 
 
 
 
http://www.villavet.com.br/detalhe.php?id=643
 
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SEQUÊNCIA DE TUBOS COMUNS NA COLETA DE SANGUE VENOSO ATRAVÉS DE 
SERINGA: 
1º -Tubos com aditivos, 
2º - Tubos para provas de coagulação, 
3º - Tubos sem aditivos e 
4º - Tubos para amostras estéreis (hemocultura). 
 
Fig. 24 – Sequência de tubos a vácuo na coleta de sangue venoso de acordo com Clinical and 
Laboratory Standards Institute (CLSI) - Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA 
CLÍNICA/ MEDICINA LABORATORIAL. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia 
Clínica/ Medicina Laboratorial para Coleta de Sangue Venoso. 2. ed, 2009. 
 
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ESQUEMAS PARA LOCALIZAÇÃO DAS VEIAS DO BRAÇO, ANTEBRAÇO 
E DORSO DA MÃO. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.25 – Veias do braço e Fig.26 – Veias do dorso da 
 antebraço. mão. 
 
 As veias podem ser facilmente apalpadas, pois são firmes, elásticas e diferenciáveis dos 
tendões musculares (figuras 25 e 26). 
 
 
 
Punção venosa na dobra do braço 
 
Geralmente as punções na dobra do braço são realizadas nas veias: mediana, mediana cefálica 
e mediana basílica. 
 Estique a pele com o polegar, a fim de facilitar a penetração da agulha, como mostra a 
figura 27. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.27 – Procedimento para facilitar 
 a penetração da agulha. 
 
 O braço do paciente deverá estar estendido, inclinado e a mão bem fechada. 
Apoiando o cotovelo do paciente sobre um suporte apropriado, serão evitados movimentos 
durante a punção e a coleta. O cotovelo deverá ficar estendido, pois se estiver curvado a veia ficará 
flácida e menos evidenciada, dificultando e, até mesmo impossibilitando a punção. 
 
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Durante a punção, pelo sistema a vácuo, o adaptador deverá ser mantido em ângulo de 
aproximadamente 15 graus com o braço do paciente e o bisel da agulha deverá estar voltado para 
cima (figura 28). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.28 – Ângulo mantido entre o adaptador 
 e o braço do paciente. 
 
 
Punção no Dorso da mão 
 
Fixa-se a veia pressionando-a com o polegar, abaixo da punção, ao mesmo tempo em que se 
estica a pele (fig.29). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.29 – Procedimento antes da 
 punção no dorso da mão. 
 
 A punção no Dorso da mão deverá ser realizada com agulhas de calibre 25x7 ou scalpe. 
 
 Para evitar movimentação da veia a ser puncionada no Dorso da mão, a punção de 1 cm na 
bifurcação de duas veias torna a operação mais fácil (devido às válvulas presentes nas veias). Figura 
30. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Fig.30 – Punção na bifurcação das 
 veias do dorso da mão. 
 
 
PROBLEMAS ESPECÍFICOS NA COLETA DE SANGUE 
 
Se o sangue não fluir após a inserção do tubo coletor no adaptador, a coleta não deverá ser 
forçada, pois isto significa que a veia não foi puncionada, provavelmente devido a alguns dos 
seguintes fatores: 
 
1. O bisel da agulha não penetrou totalmente a veia. A punção deverá ser continuada até que a 
agulha penetre adequadamente ou realizar a punção em outra veia (Fig.31). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.31–Bisel fora da luz do vaso sanguíneo. 
 
 
2. A agulha foi inserida muito profundamente e transfixou a veia. A agulha deverá ser 
retrocedida, até que o sangue flua para o interior do tubo (Fig.32) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.32 – Agulha transfixou a veia. 
 
 
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3. A agulha penetrou ao lado da veia. Em caso de veias ‘dançarinas’ é aconselhado a punção 
na lateral da veia, pois a punção na direção anatômica da veia torna-se mais difícil (Fig.33). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.33 – Agulha ao lado da veia. 
 
 
 
 Quando se realiza aspirações com seringas, podem ocorrer casos de veias muito finas com 
constantes colabamentos. Com o sistema a vácuo, este fenômeno também poderá ocorrer, porém 
alguns procedimentos adequados solucionarão o problema. 
 
 
4. Aderência do bisel da agulha na parede interna da veia. 
Girar suavemente o adaptador, separando a agulha da parede da veia (fig.34). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fig.34 – Colabação parcial da veia 
 
 
 
5. Se com essa medida o sangue não fluir para o interior do tubo a vácuo, é provável que a 
veia tenha sofrido colabamento total. Remover o tubo até a marca guia do adaptador conservando, 
assim, o vácuo no interior do tubo (figura 35). Com esta operação a veia se recomporá e a coleta de 
sangue poderá prosseguir com o mesmo tubo. 
 
 
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 Fig.35 – Colabação total da veia. 
 
 
 
 Nos casos de veias extremamente difíceis, quando as amostras de sangue não puderem ser 
coletadas no braço, dobra do

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