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NAS ÚLTIMAS DÉCADAS HOUVE 
UM GRANDE AUMENTO DA 
INCIDÊNCIA DE ARBOVIROSES EM 
TODO O BRASIL. COMO DEVEMOS 
ABORDAR OS PACIENTES COM 
SUSPEITA DE DENGUE OU ZIKA ?
DENGUE E ZIKA
VINHETA DE ABERTURA
DENGUE
ETIOLOGIA
੦ arbovírus
DENGUE
EPIDEMIOLOGIA
vetor
੦ Aedes aegypti 
#IMPORTANTE
FEBRE HEMORRÁGICA DA DENGUE (FHD)
Patogênese
੦ teoria da infecção sequencial
੦ imunoamplificação
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
PERÍODO DE INCUBAÇÃO
੦ 1 a 7 dias 
QUADRO CLÍNICO
Febre (até 7 dias)
+ 2 dos seguintes sintomas: 
੦ cefaleia
੦ dor retro-orbitária
੦ mialgia
੦ artralgia
੦ prostração 
੦ exantema
Associados ou não a hemorragias
FEBRE BIFÁSICA
6
4
2
41
40
39
38
37
20.480
5.100
120
20
-2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 21 23 25 28
Dias
Viremia (log/mL)
Temperatura (°C)
IgM Anticorpos
Choque
IgG
EXANTEMA
Fase inicial 
Fase final 
SINAIS DE ALARME NA DENGUE
a) Dor abdominal intensa e contínua
b) Vômitos persistentes
c) Hipotensão postural e/ou lipotimia
d) Hepatomegalia dolorosa
e) Hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena)
f) Sonolência e/ou irritabilidade
g) Diminuição da diurese
h) Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia
i) Aumento repentino do hematócrito
j) Queda abrupta de plaquetas
k) Desconforto respiratório
SINAIS DE CHOQUE
a) Hipotensão arterial
b) Pressão arterial convergente (PA diferencial 2 segundos)
SINAIS DE ALARME
Dor abdominal
Vômitos 
SINAIS DE ALARME
Dor abdominal
Vômitos 
Hipotensão postural
Hepatomegalia 
Hemorragias importantes
SINAIS DE ALARME
Dor abdominal
Vômitos 
Hipotensão postural
Hepatomegalia 
Hemorragias importantes
Alteração do nível de consciência
Hipotermia
SINAIS DE ALARME
Dor abdominal
Vômitos 
Hipotensão postural
Hepatomegalia 
Hemorragias importantes
Alteração do nível de consciência
Hipotermia
Oliguria
Ht
Abrupta das plaquetas 
Desconforto respiratório
#PEGADINHA
FEBRE HEMORRÁGICA DA DENGUE (FHD)
critérios 
੦ febre
੦ trombocitopenia 
੦ tendências hemorrágicas
੦ extravasamento capilar 
EXTRAVASAMENTO CAPILAR
Ht >20% 
hipoproteinemia 
derrame pleural/ascite
SÍNDROME DO CHOQUE DA DENGUE
dengue hemorrágico hipotensão
SINAIS DE CHOQUE
Hipotensão
PA convergente
Enchimento capilar lentificado
CASOS SUSPEITOS
EXAME FÍSICO
PA, pulso, enchimento capilar
Prova do laço
PRESSÃO ARTERIAL EM CRIANÇAS
Percentil 50
Percentil 5
#CAI NA PROVA
DENGUE
DIAGNÓSTICO
੦ hemograma plaquetas
੦ sorologia (a partir do 6º dia)
੦ isolamento viral 
CONFIRMAÇÃO LABORATORIAL
SOROLOGIA
੦ método Elisa IgM (após o sexto dia)
੦ método Elisa IgG (a partir do nono dia de doença)
A
CONFIRMAÇÃO LABORATORIAL
DETECÇÃO DE VÍRUS OU ANTÍGENOS VIRAIS
੦ isolamento viral
੦ RT-PCR
੦ imuno-histoquímica
੦ NS1: antigenemia da dengue pela técnica 
Elisa de captura
B
O período adequado para a realização do 
isolamento viral é até o 5º dia de doença, 
principalmente os 3 primeiros 
RESPOSTA ANTÍGENO-ANTICORPO 
NA INFECÇÃO POR DENGUE
Viremia
IgM – infecção primária
IgG – infecção primária (convalescença)
IgM – infecção secundária (final da fase febril)
IgG – infecção secundária
-2 -1 0 2 3 4 5 6 7 8 9 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Dia de evolução
TRATAMENTO SINTOMÁTICO
Dipirona
Paracetamol
Metoclopramida
Loratadina, hidroxizina...
TRATAMENTO SINTOMÁTICO
Dipirona
Paracetamol
Metoclopramida
Loratadina, hidroxizina... (não mais) 
MEDICAMENTOS QUE NÃO PODEM SER USADOS
Aspirina
Anti-inflamatórios não hormonais 
DENGUE
Estadiamento e tratamento 
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DE ACORDO 
COM OS SINAIS E SINTOMAS
Azul: grupo A – atendimento de acordo 
com o horário de chegada
Verde: grupo B – prioridade não urgente
Amarelo: grupo C – urgência, atendimento 
o mais rápido possível
Vermelho: grupo D – emergência, paciente 
com necessidade de atendimento imediato
Fonte: Brasil, 2009
FLUXOGRAMA PARA CLASSIFICAÇÃO 
DE RISCO DE DENGUE
Paciente com febre, com duração máxima de 7 dias, 
acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sinais/sintomas: 
cefaleia, dor retro-orbitária, mialgia, artralgia, prostração, 
exantema e que tenha estado em áreas de transmissão de 
dengue ou com presença de Aedes aegypti nos últimos 15 dias 
Sem sangramento
Sem sinais de alarme
Unidades de 
Atenção Primária 
em Saúde
Com 
sangramento
Com sinais 
de alarme
Com sinais 
de choque
Unidades de 
Atenção Terciária 
em Saúde com 
leitos de internação
Unidades de Atenção 
Secundária em Saúde 
com suporte* para 
observação
Unidades de 
Atenção Terciária 
em Saúde com 
leitos de UTI
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D
*Suporte para observação – disponibilização de leitos (macas ou/e 
poltronas), possibilitando o mínimo de conforto possível ao 
paciente durante sua observação. Fonte: BRASIL, 2009
GRUPO A
Prova do laço negativa e ausência de manifestações 
hemorrágicas espontâneas
Conduta terapêutica
੦ crianças: orientar hidratação no domicílio (SRO)
GRUPO B
੦ prova do laço positiva ou manifestações 
hemorrágicas espontâneas 
(sem repercussão hemodinâmica)
੦ Ht >38%
੦ conduta terapêutica
• TRO: 50 mL/kg em 4 a 6 horas
GRUPO B
੦ prova do laço positiva ou manifestações 
hemorrágicas espontâneas 
(sem repercussão hemodinâmica)
੦ Ht >38%
੦ conduta terapêutica
• TRO: 50 mL/kg em 4 a 6 horas
Em caso de vômitos e recusa 
da ingestão do soro oral
HV: fase expansão 
GRUPO C
Grupo C/D é caracterizado pela
síndrome de extravasamento plasmático
Sinal de alarme e/ou derrame cavitário
GRUPO C
CONDUTA TERAPÊUTICA
੦ HV: fase de expansão 
GRUPO D
Presença de choque, com ou sem hipotensão
SCD CARACTERIZA-SE POR SINAIS 
DE INSUFICIÊNCIA CIRCULATÓRIA
Pulso rápido e fraco
Diminuição da pressão de pulso 
Hipotensão para a idade
Perfusão capilar prolongada (>2 segundos)
Ausência de febre
Taquicardia/bradicardia
Taquipneia
Oliguria
Agitação ou torpor
SCD CARACTERIZA-SE POR SINAIS 
DE INSUFICIÊNCIA CIRCULATÓRIA 
Diminuição da pressão de pulso 
Hipotensão 
Perfusão capilar prolongada (>2 segundos)
GRUPO D
CONDUTA TERAPÊUTICA
HV: fase de expansão 
GRUPO D
PREVENÇÃO
Repelentes
Vacinas
#UPDATE
UPDATE
MANUAL DENGUE
Ministério da Saúde
Brasília-DF
2016
5ª edição
ESPECTRO CLÍNICO
TRÊS FASES CLÍNICAS PODEM OCORRER 
Febril
Crítica
Recuperação
1. FASE FEBRIL
Febre por 2 a 7 dias 
Cefaleia 
Dor retro-orbitária
Adinamia
Mialgias
Artralgias
1. FASE FEBRIL
EXANTEMA 
Maculopapular, atingindo face, tronco e membros 
de forma aditiva
Não poupa regiões palmar e plantar
Com ou sem prurido
Comum no desaparecimento da febre 
2. FASE CRÍTICA
Início com a defervescência
Sinais de alarme
2.1 DENGUE COM SINAIS DE ALARME
Aumento da permeabilidade vascular
2.2. DENGUE GRAVE –
COMPROMETIMENTO DE ÓRGÃOS
Choque
Hemorragias graves
Disfunções graves de órgãos
3. FASE DE RECUPERAÇÃO
Progressiva melhora clínica
Alguns pacientes podem apresentar 
um rash cutâneo (com ou sem prurido) 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Chikungunya 
Zika
ESTADIAMENTO CLÍNICO E CONDUTA
GRUPO A
੦ crianças (Nas crianças com quadro de Dengue, 
considerando apenas a contagem de 
plaquetas, qual é o limite mínimo abaixo 
do qual está indicada a internação?
Matheus
ESTADIAMENTO CLÍNICO E CONDUTA
GRUPO B
Prescrever hidratação oral 
conforme recomendado para o grupo A, 
até o resultado dos exames
ESTADIAMENTO CLÍNICO E CONDUTA
GRUPO C
੦ presença de algum sinal de alarme
੦ iniciar reposição volêmica imediata com 10 mL/kg 
de soro fisiológico na primeira hora
ESTADIAMENTO CLÍNICO E CONDUTA
GRUPO C
੦ realizar exames complementares obrigatórios
• hemograma completo
• dosagem de albumina sérica e 
transaminases
Os exames de imagem recomendados são 
radiografia de tórax (PA, perfil e incidência de 
Laurell) e ultrassonografia de abdome
ESTADIAMENTO CLÍNICO E CONDUTA
GRUPO C
Manter a hidratação de 
10 mL/kg/hora, na 
segunda hora
Fase de expansão 20 
mL/kg em duas horas
ESTADIAMENTO CLÍNICO E CONDUTA
GRUPO C
੦ fase de manutenção
• primeira fase: 25 mL/kg em 6 horas
• segunda fase: 25 mL/kg em 8 horas, sendo 
1/3 com soro fisiológico e 2/3 com soro 
glicosado
ESTADIAMENTO CLÍNICO E CONDUTA
GRUPO D
੦ expansão com soro fisiológico:
• 20 mL/kg em até 20 
minutos (repetir até 3 vezes)
Em caso de não melhora 
Expansores plasmáticos: albumina 
5% ou coloide sintético 
ZIKA VÍRUS 
(ZIKAV)
HISTÓRICO
Relativamente desconhecido até 2007, 
quando ocorreu um grande surto na ilha de 
Yap (Micronésia)
70% dos residentes na ilha de Yap afetados 
(8.187 de 11.697 pessoas)
#IMPORTANTE
HISTÓRICO
70% dos residentes na ilha de Yap afetados 
(8.187 de 11.697 pessoas)
Identificados 38 casos de 
Síndrome de Guillain-Barré (SGB), 
após infecção por ZIKAV
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
AGENTE ETIOLÓGICO
Arbovírus do gênero flavivírus, família Flaviviridae
RNA-vírus
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
Isolado pela primeira vez em 1947, a partir de 
macacos Rhesus (sentinelas para febre amarela), na 
floresta Zika, em Uganda
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
ECOEPIDEMIOLOGIA 
Os primatas não humanos são considerados 
reservatórios silvestres
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
ECOEPIDEMIOLOGIA 
Seres humanos apresentam importância 
fundamental como hospedeiros amplificadores 
Como observado em outras arboviroses
Exemplo: dengue
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
MODOS DE TRANSMISSÃO
Principal modo de transmissão: vetorial
ASPECTOS ENTOMOLÓGICOS
Aedes aegypti é o vetor urbano do ZIKAV
Dengue e chikungunya são transmitidas pelo
mesmo mosquito e 
têm aspectos clínicos semelhantes
AEDES AEGYPTI
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
≅ 18% das infecções humanas resultam em 
manifestações clínicas
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
Infecção assintomática é mais frequente 
੦ não se associa a complicações graves
੦ sem registro de mortes
੦ baixa taxa de hospitalização
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
QUANDO SINTOMÁTICA
Febre baixa
Exantema maculopapular
Artralgia
Mialgia
Cefaleia
Hiperemia conjuntival 
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
Menos frequentemente
Edema
Odinofagia
Tosse seca 
Alterações gastrintestinais (vômitos)
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
Comparando a outras doenças exantemáticas 
(dengue, chikungunya e sarampo), apresenta:
Mais exantema e hiperemia conjuntival e menor 
alteração nos leucócitos e plaquetas
Fonte: STAPLES et al., 2009 apud BRASIL, 2015, adaptado; HALSTEAD 
et al., 1969 apud INSTITUTE DE VEILLE SANITAIRE, 2014).
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DENGUE X ZIKA
MANIFESTAÇÃO 
CLÍNICA/LABORATORIAL
DENGUE ZIKA
Intensidade da febre ++ +/ausente
Exantema +(D5-D7) ++++ (D2-D3)
Mialgia ++ +
Artralgia +/- +
Dor retro-orbital +++ ++
Conjuntivites -/+ +++
Sangramentos ++ -
Choque -/+ -
Leucopenia/trombocitopenia +++ -
Fonte: STAPLES et al., 2009 apud BRASIL, 2015, adaptado
+++: 70-100% dos pacientes; ++: 40-69%; +: 10-39%; +/-:cruzada com dengue)
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
IMUNIZAÇÃO 
Não há vacina
ZIKA VÍRUS (ZIKAV)
PREVENÇÃO
(preocupação maior com as gestantes)
Roupas que cubram a maior parte do corpo 
Repelentes
NAS ÚLTIMAS DÉCADAS HOUVE 
UM GRANDE AUMENTO DA 
INCIDÊNCIA DE ARBOVIROSES EM 
TODO O BRASIL. COMO DEVEMOS 
ABORDAR OS PACIENTES COM 
SUSPEITA DE DENGUE OU ZIKA ?

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