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trabalho de participação individual Matriz Disciplina: Métodos Quantitativos Aplicados a Corporate Finance Turma: 4 Nome: Maria Luiza Ribeiro Veiga ROL escolhida: ROL2 – Mod 2 e 3 Resenha crítica sobre a reunião On-line Para fazer este Trabalho de Participação Individual, você deverá escolher uma das três primeiras reuniões on-line realizadas na disciplina e elaborar uma resenha crítica de até duas páginas, contemplando: · o entendimento do conteúdo abordado na ROL, fazendo uma análise crítica e apresentando exemplos, relatos ou experiências, e conhecimentos próprios relacionados à temática da reunião. Atenção: uma resenha crítica é um trabalho que possui característica analítica e interpretativa, ou seja, é muito mais do que um resumo e, por isso, deve trazer ideias e referências complementares. Análise Crítica ROL2: Aplicabilidade dos Regimes de Capitalização, Taxas no Mercado Financeiro, Sistemas de Amortização e Séries de pagamentos A resenha crítica em questão é fundamentada na segunda reunião online da disciplina de Métodos Quantitativos Aplicados a Corporate Finance, conduzida pela professora Marlene Kraus em 09/04/2024. Os propósitos desta sessão online abrangiam uma gama de objetivos, incluindo a compreensão e execução de cálculos referentes a operações de desconto bancário de títulos. Também se visava esclarecer a distinção entre taxa de desconto e taxa de juros, assim como entender e calcular o custo efetivo total dessas operações. Adicionalmente, a exploração do sistema de cálculo de juros em conta-corrente estava entre os objetivos, assim como a utilização da calculadora HP 12C para calcular variáveis financeiras no contexto do regime de juros compostos. A análise também se estendeu para as aplicações práticas dos regimes de capitalização simples e composta, bem como sistemas de amortização em empréstimos e financiamentos. Por fim, foram examinadas diversas modalidades de séries de pagamentos, incluindo aquelas de caráter antecipado, postecipado, diferido e com entrada. A reunião, de maneira abrangente, se mostrou altamente produtiva, prática, esclarecedora e vantajosa. A professora iniciou a apresentação ressaltando que as operações de desconto bancário têm uma longa história de existência, mas, atualmente, em resposta à intensa competição e como estratégia para a adaptação do mercado, os juros compostos têm sido amplamente adotados. Iniciando pela abordagem das operações de desconto bancário, essas transações consistem no adiantamento de recebimentos, mediante o pagamento ao banco de um valor que representa a quantia a ser recebida no futuro. Essencialmente, trata-se de uma antecipação do valor do título, compensada pelo montante pago ao banco. Ao examinar o custo efetivo total (CET) dessa operação dinâmica, foi destacado o cálculo abrangente do custo total envolvido. Foi observado que a taxa de juros inicialmente apresentada não reflete o custo total da operação, uma vez que, no exemplo fornecido em aula, há a incidência de tarifas associadas à operação de desconto bancário. Nesse contexto, o exercício demonstrou que o CET representou um percentual superior ao custo inicialmente indicado como taxa de juros, evidenciando a importância de considerar todas as despesas envolvidas para uma avaliação precisa dos custos da transação. O que me impressionou foi a maneira como a professora constantemente conectou o material teórico ao cenário atual, ilustrando como o mercado opera hoje em dia, especialmente no que diz respeito às operações de desconto bancário. Esse enfoque realçou significativamente a compreensão prática do conteúdo, tornando-o facilmente aplicável. Como economista, pessoalmente recorro frequentemente à calculadora HP-12C, pois ela simplifica e agiliza todos os cálculos de forma notável. E, nessa matéria a calculadora é bastante lembrada e utilizada como forma de resolver as questões de maneira rápida e simples. A prática desempenha um papel crucial nesta disciplina, pois é essencial compreender a aplicabilidade real dos conceitos. Por essa razão, foram apresentados exercícios com conjuntos de dados idênticos, porém com condições distintas, a fim de permitir comparações e interpretações. Isso foi fundamental para destacar as diferenças entre financiamentos, investimentos, com ou sem aplicações ou resgates durante os períodos. Tudo isso para mostrar a importância de entender o que significa cada variável a depender da situação em que está inserido. A diferenciação entre as taxas de juros efetiva, real, nominal e equivalente reveste-se de uma importância primordial. Tais taxas desempenham um papel central na articulação do custo ou da rentabilidade de um ativo financeiro. Cada variedade de taxa é aplicada de maneira específica para sublinhar distintos aspectos. A título ilustrativo, a taxa de juros real incorpora o efeito da inflação, proporcionando uma visão mais precisa do poder de compra subjacente em meio a um ambiente inflacionário. O IPCA no Brasil é um exemplo claro de como a inflação afeta o poder de compra. O IPCA é utilizado para medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Se o IPCA aumenta ao longo do tempo, isso significa que o custo de vida está se elevando, e o mesmo valor em dinheiro passa a comprar menos bens e serviços. Para compreender a taxa nominal, é necessário reconhecer que ela representa a taxa efetivamente aplicada para incorporar os juros sobre o capital a cada período, multiplicada pelo número de vezes que tal incidência ocorrerá ao longo de um intervalo de tempo, comumente um ano. É crucial notar que os efeitos dos juros resultam em montantes acumulados distintos quando comparados períodos de capitalização mensal e semestral, por exemplo. Dessa forma, uma capitalização mais frequente resulta em um valor final superior, mesmo com uma taxa nominal igualmente maior. As taxas equivalentes, por sua vez, são calculadas com facilidade utilizando recursos como a calculadora HP-12C, permitindo a conversão de uma taxa em um período para outro período, independentemente de ser maior ou menor. Essa ferramenta facilita e agiliza os cálculos, contribuindo para uma tomada de decisão mais informada. Através de exemplos práticos, a professora demonstrou que é possível alcançar o mesmo resultado ao utilizar taxas equivalentes no contexto do regime de capitalização composta, ressaltando a utilidade e a aplicabilidade desse conceito na prática financeira. Quando o juro simples se torna mais oneroso do que o juro composto é uma questão de considerável relevância, conforme destacado pela pausa significativa durante a exposição. Foi observado que em determinadas circunstâncias, os juros simples superam os compostos, particularmente em períodos inferiores a 1, como exemplificado na aula com o uso de ½ período. Nesse contexto, para um montante inicial idêntico e uma taxa de juros igual, os juros pagos sob o regime de juros simples são superiores aos pagos sob o regime de juros compostos. No entanto, uma vez que se ultrapassa o período 1, os juros compostos prevalecem, resultando em montantes finais mais elevados do que os calculados com base nos juros simples. A taxa implícita é uma das que, na minha opinião, mais se vê nos comércios atualmente. Ela é evidenciada pelas práticas de oferecer descontos para pagamentos à vista e parcelamentos "sem juros" por parte das lojas. Em outras palavras, a existência de descontos à vista implica implicitamente na presença de juros embutidos nos parcelamentos. Assim, é crucial, durante qualquer negociação, examinar cuidadosamente as condições de pagamento para melhor atender às próprias necessidades financeiras. Durante a transição para o tema dos sistemas de amortização, foi ilustrado que uma variedade de métodos distintos de amortização está disponível para atender a diversas necessidades, tais como financiamento imobiliário,investimentos empresariais e empréstimos pessoais. Esses sistemas consistem em pagamentos periódicos destinados a liquidar um empréstimo ou financiamento ao longo de curto ou longo prazo. O sistema de amortização Price se destaca como um dos mais prevalentes no mercado financeiro, pois gera pagamentos constantes ao longo de todo o período de pagamento. Em outras palavras, as parcelas permanecem uniformes em todos os períodos, garantindo que a soma da amortização e dos juros sempre resulte no mesmo valor ao longo do tempo. Por outro lado, no sistema SAC, as amortizações permanecem constantes enquanto as parcelas variam e decrescem ao longo do tempo. Enquanto isso, o sistema SAA estabelece a devolução total do capital emprestado ao final do período, em um único pagamento. Foi destacada a relevância para um gestor compreender as distinções entre os diversos tipos de sistemas de amortização, visando identificar qual deles melhor se adequa às necessidades específicas de sua empresa. Além disso, enfatizou-se a importância de negociar de forma estratégica, levando em consideração a realidade financeira da empresa. Isso inclui a possibilidade de efetuar uma entrada inicial ou realizar pagamentos de reforços em períodos intermediários ou no último período. Essa abordagem permite ao gestor otimizar a estrutura de financiamento da empresa, garantindo que os pagamentos sejam realizados de maneira mais eficiente e alinhados com os objetivos de negócio. Ao compreender os diferentes sistemas de amortização e suas implicações, o gestor estará mais bem preparado para tomar decisões financeiras fundamentadas e maximizar os recursos disponíveis para o crescimento e desenvolvimento da empresa. Referências: FEUSER, Carlos Eduardo Prado. Métodos Quantitativos Aplicados a Corporate Finance. Rio de Janeiro: FGV, 2023. 1 2 3 image1.emf image2.wmf