Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Complicações na 
Nutrição 
Enteral/Parenteral
RELAMBRANDO A 
PRESCRIÇÃO 
▪ Prescrição dietética:
▪ Qual posicionamento do acesso (capacidade gástrica? osmolalidade
▪ Necessidades: VET e PTN (SN: Nutrientes especiais/ Módulos)
▪ Formulação: artesanal*, modular ou industrializada
▪ Sistemas de administração e infusão: aberto, fechado / 
intermitente, bolus, BI (fracionamento / volume por horário)
▪ Densidade calórica x volume total diário (necessidade hídrica)
2
“
“E se....”
3
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
DAS COMPLICAÇÕES
▪ Diarreia
▪ Cólicas e distensão abdominal
▪ Náuseas e vômitos
▪ Deslocamento e obstrução da sonda
▪ Hiper ou hipoglicemia
▪ Distúrbios hidroeletrolíticos
▪ Broncoaspiração pulmonar
4
“
COMPLICAÇÕES DA DIETA 
ENTERAL/PARENTERAL
5
TIPOS DE COMPLICAÇÕES
PARENTERAL
6
NÃO-METABÓLICAS 
▪ Relacionadas com a técnica 
nos procedimentos 
mecânicos de 
posicionamento do cateter.
▪ Complicações por 
permanência do cateter: 
sepsis e trombose venosa.
METABÓLICAS 
▪ Características da 
formulação utilizada. Ex: 
Tipo de lipídios, 
densidade. 
TIPOS DE COMPLICAÇÕES
ENTERAL
GASTROINTESTINAIS 
Distensão abdominal, 
náuseas e vômitos, 
diarreia, constipação 
e isquemia 
intestinal.
MECÂNICAS 
Posicionamento 
incorreto da sonda, 
sinusite, 
ulcerações e 
entupimento da 
sonda.
METABÓLICAS 
Hiperglicemia, 
hipoglicemia, 
dislipidemias, disfunções 
eletrolíticas, disfunção 
hepática, entre 
outras. Síndrome de 
realimentação 7
INFECCIOSAS
Pneumonia 
ocasionada por 
aspiração e 
contaminação 
bacteriana. 
TIPOS DE COMPLICAÇÕES 
ENTERAL
1
2
3
4
TIPOS DE COMPLICAÇÕES
ENTERAL
*Modificar característica 
da fórmula
*Avaliar medicações em 
uso
*Avaliar condição clínica do 
paciente frente a outros 
possíveis causadores dos 
sintomas
*Avaliar se a sonda 
está na localização 
original
*Avaliar possíveis 
inflamações/vasame
ntos na ostomia
*Avaliar processo de 
higiene da sonda 
*Analisar se produto está sendo infundido 
conforme prescrição 
*Observar outros possíveis causadores da 
hiperglicemia
*Modificar característica da fórmula escolhida 
(PTN,CHO)
*Verificar se a causa dos distúrbios 
hidroeletrolítcos não estão relacionados a 
complicações gastrointestinais que refletiram 
na complicação atual. 
*Resolver distúrbios hidroletrolíticos antes 
*Tiamina/Fósforo
*Reavaliar oferta calórica ( Iniciar com 20ml/h)
.
8
*Suspender administração e 
confirmação de segurança de 
possíveis reposicionamento da sonda. 
*Verificar se paciente está recebendo
a dieta em posição recomendada 45º
TIPOS DE COMPLICAÇÕES 
ENTERAL
1
2
3
4
MANEJO COMPLICAÇÕES 
GASTROINTESTINAIS E 
MECÂNICAS (ENTERAL)
▪ Diarreia -> 
Fórmula/Osmolalidade/Infusão/Temperatu
ra
▪ Constipação -> Módulos FS, FI
▪ N/V -> Volume/Infusão 
▪ Obstrução-> Cuidados/Higiene 
9
SÍNDROME DE 
REALIMENTAÇÃO
COMPLICAÇÃO METABOLÍCA MAIS 
COMUM.
1
10
SÍNDROME DE 
REALIAMENTAÇÃO
Caracterizada por:
✓ Desordem severa de eletrólitos, fluidos corporais e 
vitaminas
✓ Anormalidades metabólicas (especialmente glicose)
• Pacientes predispostos (desnutridos e/ou em jejum 
prolongado)
• Resultado da reintrodução da nutrição (VO, enteral ou 
parenteral)
11
Condição 
potencialmente letal
QUEM?
12
SÍNDROME DE 
REALIMENTAÇÃO
Quem?
▪ Privação alimentar prolongada 
▪ Jejum 7 – 10 dias com evidências de estresse 
metabólico 
▪ Perda significativa de peso (>10%) 
▪ Pode ocorrer na : Nutrição oral, enteral ou 
parenteral (+ comum início da NP)
13
SÍNDROME DE 
REALIMENTAÇÃO
▪ Critérios da National Institute for Health and Care Excellence (NICE) 
para identificação de pacientes em risco para SR
▫ Paciente com um ou mais dos seguintes: índice de massa corporal
(IMC) menor que 16 kg/m2; perda de peso não intencional maior
que 15% do peso corpóreo entre os últimos 3 a 6 meses; mínima ou
nenhuma nutrição por mais de 10 dias; baixos níveis de fósforo,
potássio e magnésio antes da alimentação
▫ Paciente com dois ou mais dos seguintes: IMC menor que 18,5
kg/m2; perda de peso não intencional maior que 10% do peso
corpóreo entre os últimos 3 a 6 meses; mínima ou nenhuma
nutrição por mais de 5 dias; histórico de abuso de álcool ou
drogas, incluindo insulina, quimioterapia, antiácidos e diuréticos
14
RISCO 
ALTO
RISCO 
MODERADO
SÍNDROME DE 
REALIMENTAÇÃO
Consumo intracelular de eletrólitos e minerais:
✓ K (Hipocalemia)
✓ Mg ( Hipomagnesemia)- Met.Glicose
✓ Principalmente P (Hipofosfatemia) – Met.Glicose
✓ Deficiência de Tiamina (Cofator da Acetil-COA) 
Administração de CHO → hipofosfatemia grave e letal
15
MANIFESTAÇÕES 
CLÍNICAS –
CONSEQUÊNCIAS 
▪ Alterações no metabolismo glicídico
Recomendável Níveis de Glicose: 100-200mg/dl -> Iniciar lentamente16
Arritimia, I.Respiratória
Náuseas/Vômitos
Alterações hidroeletrolíticas 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS-
CONSEQUÊNCIAS
Hipofosfatemia**: 
Osteomalácia
Miopatia
Miocardiopatia
Arritimia, 
Insuf. Resp
Acidose metabólica.
**Complicação mais prevalente da SR
17
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS-
CONSEQUÊNCIAS
Hipomagnesemia
Cation intracelular que participa dos processos metabólicos envolvidos 
no metabolismo de CHO e regulação de secreção e insulina
▪ Principais complicações:
▪ Arritimia,Taquicardia
▪ Dor abdominal, diarreia, constipação
▪ Ataxia, confusão mental, tremores musculares. 
18
MANEJO DA SR 
▪ Avaliação nutricional CRITERIOSA
▪ Correção de desordens hidroeletrolíticas ( Reposições)
▪ Monitoramento e correção de eletrólitos antes e durante a 
realimentação 
▪ Volemia restaurada 
▪ Atrasa TN?? usualmente prevenção de complicações →
primeiras 12 a 24 horas 
▪ Incremento gradativo do aporte calórico 
▪ Correção de deficiência de tiamina (manutenção)
19
MANEJO DA SR 
▪ Pacientes em risco moderado, que não se alimentaram 
adequadamente por cinco dias ou mais, a recomendação é de 
que não seja ofertado mais do que 50% das necessidades diárias, 
com progressão lenta se não houver alterações significativas
▪ Pacientes de alto risco, deve-se iniciar com 10 Kcal/kg/dia, 
podendo chegar à meta da dieta entre o quarto e o sétimo dia
▪ Pacientes extremamente desnutridos, com IMC menor que 14 ou
má alimentação por 2 semanas ou mais, a dieta deverá iniciar
com 5 Kcal/kg/dia, com monitorização cardiológica devido ao
risco de arritmias, dando atenção também para o excesso de
volume20
“
“Alterações hidroeletrolíticas associadas à 
anormalidades metabolícas que podem 
ocorrer em consequência do suporte 
nutricional ( Oral, enteral e parenteral) em 
pacientes severamente desnutridos”
21
RESUMINDO A SÍNDROME DE 
REALIMENTAÇÃO...
Viana et al,2012
IDENTIFIQUE A COMPLICAÇÃO E O 
MENEJO
01 CASO 1
02 CASO 2
03 CASO 3 
04 CASO 4
22
23
CASO 101
Paciente do sexo feminino, 84 anos, autônoma e 
independente, portadora de insuficiência mitral 
moderada, emagrecida, relatava perda de 20% 
do peso corporal (10 kg) no último ano, sem fator 
causal identificado. Na última semana tinha baixa 
ingestão alimentar em função de náuseas, 
acompanhada por queda do estado geral. 
Admitida por anemia e descompensação cardíaca 
decorrentes de melena volumosa. 
Inicia dieta enteral e apresenta confusão mental, 
taquicardia 
Peso aferido: 61 kg
Altura referida: 1,64
Análises Bioquímicas:
K: 2,6 ( Hipocalemia)
P: 1,5 ( Hipofosfatemia)
24
CASO 101
Paciente 76 anos, sexo feminino, 
patologia de base ICC, fibrilação arterial 
crônica, miocardiopatia dilatada, evoluiu 
com AVE isquêmico e disfagia
Anterior: Boa aceitação alimentar 
Inicio da dieta enteral : 100% do VET no 
1º dia com objetivo de evitar perdas 
nutricionais. 
Após início da dieta: Diarreia/Distenção
abdominal 
02 CASO 2
DCT: 18 mm (referência 11 mm)
CB: 33,9 cm (referência 25 cm)
AMB: 63,54 mm (referência 33 cm²)
Peso estimado: 55 kg
Altura referida: 1,65 m
Necessidades calóricas estimadas: 1700
kcal
25
CASO 101
Paciente Feminina, 58 anos, portadora de câncer de
estômago. Apresenta há 1 mês vômitos diários, cercade 1 hora após refeições. Refere perda de peso
importante (20% do peso habitual). Nega outras
enfermidades. Ao exame físico, está extremamente
emagrecida e, chama atenção a distensão gástrica
visível na parede abdominal. Tem indicação cirúrgica
com proposta de gastrectomia total porém realizará
quimioterapia antes, portanto irá para domicilio com
SNE para melhora do aporte nutricional pré-operatório.
Ao chegar em casa familiares administram as primeiras
dietas sem complicações. Porém, no segundo dieta
observam o que a mesma não está fluindo do frasco
para o equipo e sonda. Retornam para emergência do
hospital após várias tentativas de administração da
dieta sem sucesso.
02 CAO 2
03 CASO 3 
DCT: 10 mm (referência 11 mm)
CB: 21 cm (referência 25 cm)
Peso aferido( atual): 42 kg
Peso usual :50,4kg
Altura referida: 1,58 m
26
CASO 101
Paciente do sexo feminino, 82 anos, portadora de 
demência por doença de Alzheimer em fase grave, 
acamada há 6 meses após fratura de fêmur. Internada por 
delirium misto devido a ITU, além de constipação e 
distensão abdominal há 9 dias, com baixa aceitação 
alimentar nesse período. Recebeu antibioticoterapia com 
ceftriaxona (posteriormente trocada por piperacilina com 
tazobactan por falha terapêutica), remoção mecânica de 
impactação fecal com desobstrução intestinal e iniciado 
suporte nutricional por via alternativa
Iniciada dieta enteral com fórmula polimérica 1,5kcal/ml -> 
25% do VET no primeiro dia. No Segundo dia passa a
apresentar quadro de diarreia ( 7 episódios de fezes
líquidas). 
03 CASO 3 04 CASO 4
Peso estimado: 85 kg
Altura estimada: 1,59 m
	Slide 1: Complicações na Nutrição Enteral/Parenteral 
	Slide 2: RELAMBRANDO A PRESCRIÇÃO 
	Slide 3
	Slide 4: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DAS COMPLICAÇÕES
	Slide 5
	Slide 6: TIPOS DE COMPLICAÇÕES PARENTERAL
	Slide 7: TIPOS DE COMPLICAÇÕES ENTERAL
	Slide 8: TIPOS DE COMPLICAÇÕES ENTERAL
	Slide 9: MANEJO COMPLICAÇÕES GASTROINTESTINAIS E MECÂNICAS (ENTERAL)
	Slide 10: SÍNDROME DE REALIMENTAÇÃO
	Slide 11: SÍNDROME DE REALIAMENTAÇÃO
	Slide 12: QUEM?
	Slide 13: SÍNDROME DE REALIMENTAÇÃO
	Slide 14: SÍNDROME DE REALIMENTAÇÃO
	Slide 15: SÍNDROME DE REALIMENTAÇÃO
	Slide 16: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS –CONSEQUÊNCIAS 
	Slide 17: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS- CONSEQUÊNCIAS
	Slide 18: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS- CONSEQUÊNCIAS
	Slide 19: MANEJO DA SR 
	Slide 20: MANEJO DA SR 
	Slide 21
	Slide 22: IDENTIFIQUE A COMPLICAÇÃO E O MENEJO
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26

Mais conteúdos dessa disciplina