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FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DE UNAÍ
CURSO DE AGRONOMIA
JOVANA DOS ANJOS DA SILVA
LUIZ HENRIQUE RIBEIRO BRANDÃO
MARIA EDUARDA GONÇALVES
PABLINY DA SILVA NASCIMENTO
TRYCIAN NATALIA REIS
RELATÓRIO DO EXPERIMENTO 2:
Produção de Biodiesel
UNAI- MG
2024
1. INTRODUÇÃO
O Biodiesel é uma alternativa natural ao diesel de petróleo, produzido a partir de recursos renováveis, tais como óleos vegetais, gorduras de animais e óleos usados na fritura de alimentos. De forma química, é um éster monoalquílico de ácidos graxos proveniente de lipídios naturais. Pode ser obtido, em conjunto com a glicerina, pela reação de triglicerídeos com etanol ou metanol, com a ajuda de um catalisador ácido ou básico. É importante notar que nem todos os óleos vegetais podem ser usados como matéria-prima para a fabricação de biodiesel.
Diversos estudos indicam que a troca do diesel de petróleo por óleos vegetais transesterificados diminuiria a quantidade de CO2 lançada na atmosfera. No entanto, ao contrário do combustível fóssil, o CO2 gerado pelo biodiesel é reciclado em regiões agrícolas, resultando em uma nova entrada de óleo vegetal para um novo ciclo produtivo.
A alcoólise, também conhecida como transesterificação de óleos vegetais ou gordura animal, pode ser realizada através de diversas estratégias tecnológicas, utilizando diversos tipos de catalisadores, tais como bases inorgânicas (hidróxidos de sódio e potássio e bases de Lewis), ácidos minerais (ácido sulfúrico), resinas de troca iônica (resinas catiônicas fortemente ácidas), argilominerais ativados, hidróxidos duplos lamelares, superácidos, superbases e enzimas lipolíticas. Segue a equação para a produção do biodiesel:
2. OBJETIVOS
• Converter óleo vegetal em éster etílico (biodiesel).
3. MATERIAIS
· 
· Óleo vegetal 
· Béquer de 500 mL 
· Béquer de 250 mL 
· Proveta de 100 mL 
· Bastão de vidro 
· Funil de separação 
· Banho-maria 
· Termômetro 
· Hidróxido de sódio(NaOH) 
· Etanol anidro 
· Glicerina 
· Água destilada 
· Ácido clorídrico (HCl) concentrado 
· Solução de Fenolftaleína a 1%
4. Experimental 
4.1 Coloque, com o auxílio de uma proveta, 250 mL de óleo vegetal em um béquer. Em seguida, leve para aquecer em banho-maria até o sistema permanecer em 45°C. 
4.2 Em outro béquer faça uma solução utilizando 125 mL de etanol e 1,25g de catalisador (NaOH). Adicione esta solução ao óleo vegetal aquecido e estabeleça este momento como sendo o tempo zero da reação. Agite o sistema continuamente com o auxílio de um bastão de vidro. 
4.3 Após alguns minutos verifique a conversão completa do óleo vegetal em ésteres etílicos pelo escurecimento brusco da mistura seguido de retorno da coloração inicial da mistura. 
4.4 Ao término da reação, adicione 50ml de glicerina para acelerar a formação da fase inferior e transfira esta mistura para um funil de separação. 
4.5 Este procedimento resulta na formação de uma fase superior correspondente aos ésteres etílicos e uma fase inferior. Esta fase inferior contém a glicerina, formada pela reação e adicionada de excesso de etanol e hidróxido de sódio que não reagiram, juntamente com sabões formados durante a reação e alguns traços de ésteres etílicos e glicerídeos parciais. 
4.6 Separe os ésteres (biodiesel) formados com o auxílio do funil de separação. Purifique os mesmos adicionando uma solução de lavagem contendo 120 mL de água destilada a 90°C e 0,5 mL de HCl. 
4.7 Separe a fase aquosa do éster (biodiesel) por decantação. 
4.8 Confirme se o catalisador remanescente da reação foi neutralizado, adicionando 5 gotas do indicador fenolftaleína 1% à água de lavagem.
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES
5.1 Reação 1
Com a ajuda de uma proveta, 250 mL de óleo de soja foram adicionados a um béquer e aquecidos. Em seguida, foi adicionado uma solução de 125 mL de etanol e 1,25g de NaOH. 
Depois, foi adicionada glicerina para agilizar a formação da fase inferior, que foi transferida para um funil de separação. A parte superior apresentou uma cor translúcida e a inferior, um tom alaranjado. Apenas o éster permaneceu na parte superior, enquanto a parte inferior continha o excesso de etanol e hidróxido de sódio que não reagiram, além de alguns vestígios de ésteres etílicos e glicerídeos parciais. Este volume totalizou 125 mL.
5.2 Reação 2 
Depois de separar o éster com o auxílio de um funil, purificou-se o éster com uma solução de lavagem que continha 120 mL de água destilada e 0,5 mL de Ácido Clorídrico. Em seguida, procedeu-se à decantação, identificando uma cor mais pálida na parte inferior, que corresponde à água de lavagem com os resíduos. Finalmente, conseguiu-se separar ambos, obtendo 256 mL de biodiesel e 115 mL de água de lavagem , que resultou em 102,4% de produto. Depois, adicionou-se 5 gotas de fenolftaleína 1% à água de lavagem, certificando-se de que estava neutra.
O biodiesel proporciona várias vantagens ecológicas em relação aos combustíveis fósseis convencionais, como o diesel. Os principais incluem: diminuição das emissões de gases que intensificam o efeito estufa, diminuição da dependência de combustíveis fósseis, biodegradabilidade e menor impacto no meio ambiente da produção. Adicionalmente, devido à biodegradabilidade do biodiesel, em caso de vazamentos ou derramamentos, ele tem um impacto ambiental reduzido, especialmente em corpos de água e solos. Isso o torna uma alternativa mais segura tanto para o transporte quanto para o armazenamento, diminuindo os perigos de poluição ambiental.
A utilização de biodiesel em automóveis proporciona diversas vantagens tanto para os motores quanto para o rendimento global. Alguns dos principais benefícios incluem: melhoria na lubrificação, diminuição das emissões de poluentes e compatibilidade com motores diesel convencionais. Os veículos podem operar de maneira mais eficaz e ecológica utilizando biodiesel, particularmente em proporções moderadas. No entanto, é crucial levar em conta aspectos como a temperatura e a compatibilidade com o sistema de combustível. Para a maior parte dos veículos movidos a diesel contemporâneos, o biodiesel surge como uma opção promissora que une sustentabilidade e alto rendimento.
6 CONCLUSÃO
Na Reação 1, foi-se utilizado Glicerina mais 3 moléculas de ácido linoleico que gerou no processo de transesterificação 3 moléculas de éster mais 3 moléculas de água, que seu volume totalizou 125 mL.
Na Reação 2, após a purificação do éster, obteve-se 256 mL de biodiesel e 115 mL de água de lavagem. Durante o processo, a parte inferior, correspondente à água de lavagem com resíduos, apresentou uma cor mais pálida. Ao final, foram obtidos 102,4% de produto, confirmando a eficiência do procedimento.
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