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PSICOLOGIA 
Meu filho tem dislexia e agora? Após a realização do diagnóstico ou na presença de uma hipótese diag- 
nóstica, a criança deve ser encaminhada aos profissionais que irão trabalhar com as manifestações da disle- 
xia. É importante salientar que o levantamento de uma hipótese diagnóstica deve ser feito por uma equipe 
multidisciplinar. As avaliações nas áreas Fonoaudiológica, neuropsicológica e Psicopedagógica, devem cons- 
tituir o pilar central deste processo e devem classificar a subtipagem da dislexia, se fonológica, visual ou am- 
bas. Já profissionais da Neurologia, Otorrinolaringologia e Oftalmologia, podem ser solicitados para agregar 
ou descartar possíveis alterações que podem compor o quadro do indivíduo avaliado. 
 
POR QUE O FONOAUDIÓLOGO? 
A Dislexia é um transtorno específico com o aprendizado e desenvolvimento da leitura resultante de um 
déficit no sistema de Processamento Fonológico. Assim, pode se manifestar na representação, armazena- 
mento e recuperação dos sons da fala, implicando em prejuízos na relação das letras com seus respectivos 
sons. O Fonoaudiólogo é o profissional habilitado para lidar com os problemas da linguagem oral e sua inter- 
face com a linguagem escrita. 
 
COMO ACONTECE ESTE PROCESSO TERAPÊUTICO? 
A terapia deve acontecer através de encontros semanais (sessões), cuja frequência dependerá do impacto 
que a dislexia estiver causando na vida escolar do indivíduo. Assim, estabelecer esta rotina deve contemplar 
a resposta aos estímulos oferecidos (se o sujeito está progredindo com determinado número de sessões), o 
engajamento da escola e a colaboração do ambiente familiar. Algumas crianças se beneficiam com 1 atendi- 
mento semanal, outras necessitam de intervenções mais frequentes como 2 ou 3 vezes por semana. Cabe ao 
profissional atuante no caso, traçar seu plano terapêutico com objetivos claros e planejar junto à família as 
melhores condições de atendimento. 
 
O QUE DEVE SER TRABALHADO NA TERAPIA COM O DISLÉXICO? 
É muito importante que a família tenha o conhecimento que a Dislexia é um transtorno bastante estuda- 
do e que contamos atualmente com diversos protocolos terapêuticos desenvolvidos por laboratórios de pon- 
ta no Brasil. Desta forma, o profissional atuante, deve estar integrado e atualizado na área de Aprendizagem. 
O objetivo desta informação não é detalhar as linhas teóricas que justificam o emprego da estimulação 
de cada habilidade que será citada, mas sim nortear os familiares sobre os principais pontos que devem ser 
abordados durante o processo terapêutico. Ciente destas principais diretrizes, os pais podem discutir com o 
profissional que cuidará do caso, qual plano terapêutico poderá ser mais eficaz para o momento enfrentado 
pelo individuo com dislexia. São elas: 
• Método de Alfabetização Multissensorial, Fônico e Articulatório. Para crianças ainda não alfabetiza- 
das ou ainda que estejam concluindo esta etapa. 
• Estimulação das habilidades da Consciência Fonológica (atividades de rima das palavras, de evocação 
de palavras que começam com o mesmo som, dentre outras). 
• Estimulação da Memória Operacional Fonológica (MOF). Memória de curta duração que permite a 
manipulação do estímulo oferecido. 
• Estimulação da velocidade de acesso a léxico mental- Nomeação Rápida (RAN). Favorece o desenvol- 
vimento da leitura e aumento da velocidade 
• Estimulação do vocabulário receptivo e expressivo 
• Estimulação da fluência leitora (existem programas específicos validados no Brasil) 
• Habilidades Adjacentes- Processamento Auditivo e Processamento Visual.

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