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AVISO PRÉVIO
➢Aviso prévio é a notificação dada por uma das partes do contrato de 
trabalho à outra parte, comunicando sua intenção de rescindir o 
contrato, sem justa causa.
➢Trata-se de instituto típico dos contratos por prazo indeterminado e tem 
por finalidade evitar a surpresa da ruptura abrupta do contrato de 
trabalho.
• O TST, no entanto, adotou 
entendimento no sentido de ser 
cabível o aviso prévio nos 
contratos por prazo determinado, 
em caso de rescisão antecipada:
❖Súmula 163, TST: “Cabe aviso 
prévio nas rescisões antecipadas 
dos contratos de experiência, na 
forma do art. 481 da CLT”.
• O aviso prévio é previsto pelo art. 
7º, XXI, da Constituição Federal 
como um direito dos 
trabalhadores urbanos e rurais, 
sendo estendido aos 
trabalhadores avulsos (art. 7º, 
XXXIV, CF) e aos domésticos (art. 
7º, parágrafo único, CF).
• A regulamentação do aviso prévio 
está contida nos arts. 487 a 491 da 
CLT. 
• A Lei n. 12.506/2011, 
regulamentou o aviso prévio e 
a partir de então, os 
empregados podem exigir o 
aviso prévio com duração que 
irá variar conforme o tempo 
de serviço que tenham em 
relação aos seus 
empregadores, garantido 
sempre o prazo mínimo de 30 
(trinta) dias, caso tenha até 1 
ano de serviço e 3 dias 
adicionais para cada ano 
trabalhado limitado a 60 dias.
O cálculo para saber quantos dias de aviso prévio o empregado tem direito por ocasião de sua dispensa, 
deve ser feito em duas etapas:
1. aplica-se a regra-base = 30 dias (pouco importa se o contrato foi de 1 mês ou de 10 anos, a regra-base 
não muda);
2. aplica-se a regra adicional, segundo a qual para cada ano de serviço em favor do empregador serão 
acrescidos 3 dias (até no máximo 60 dias).
• Desse modo, exemplificativamente:
■ 11 meses e 29 dias de serviço = 30 dias de aviso prévio (não incide a regra adicional porque não há 1 ano 
completo);
■ 1 ano e 1 dia de serviço = 33 dias de aviso prévio (regra base + 1 ano completo = 30 dias + 3 dias);
■ 1 ano, 11 meses e 29 dias de serviço = 33 dias de aviso prévio;
■ 2 anos e 9 meses de serviço = 36 dias de aviso prévio.
➢A dispensa sem justa causa dá ao empregado o 
direito ao aviso prévio (art. 487);
➢É devido o aviso prévio na despedida indireta (art. 
487, § 4º, CLT);
➢Em caso de culpa recíproca, o empregado terá 
direito a 50% (cinquenta por cento) do valor 
correspondente ao aviso prévio (Súmula 14, TST);
➢Tratando-se de rescisão por comum acordo entre 
empregado e empregador, o aviso prévio, se 
indenizado, será devido pela metade (art. 484-A, I, 
a, CLT);
➢O empregado tem direito ao aviso prévio no caso 
de cessação das atividades da empresa (Súmula 
44, TST):
• A confirmação do estado de 
gravidez, durante o prazo do 
aviso prévio trabalhado ou 
indenizado, garante à 
empregada gestante a 
estabilidade provisória. A 
mesma garantia é prevista 
para o empregado adotante 
ao qual tenha sido concedida 
guarda provisória para fins de 
adoção (art. 391-A, CLT).
❖O aviso prévio integra o tempo de 
serviço para todos os efeitos legais;
❖a falta do aviso prévio por parte do 
empregador dá ao empregado o direito 
aos salários correspondentes ao prazo 
do aviso. O aviso prévio, neste caso, é 
indenizado (art. 487, § 1º, CLT), em valor 
correspondente aos salários a que o 
empregado teria direito neste período.
❖ Em se tratando de salário variável, 
calculado com base na produtividade do 
empregado, o cálculo do aviso prévio 
indenizado deverá ser feito levando em 
conta a média dos últimos 12 (doze) meses 
de serviço (art. 487, § 3º, CLT).
✓O valor das horas extras habituais 
integra o aviso prévio indenizado 
(art. 487, § 5º, CLT). As gorjetas 
recebidas pelo empregado, no 
entanto, não repercutem no cálculo 
do aviso prévio (Súmula 354, TST);
✓A rescisão do contrato de trabalho 
torna-se efetiva apenas depois do 
prazo do aviso prévio (art. 489, 
CLT); 
✓O período do aviso prévio integra o 
tempo de serviço para todos os 
efeitos, ainda que seja indenizado;
➢Na hipótese de o aviso prévio ser 
dado pelo empregador, durante o 
período do aviso o horário de 
trabalho do empregado será 
reduzido de acordo com uma das 
seguintes regras, escolhida pelo 
empregado, sem prejuízo do salário 
integral (art. 488, CLT):
o redução de 2 (duas) horas diárias 
durante todo o período do aviso;
o redução de 7 (sete) dias corridos do 
período do aviso prévio, sem que 
haja a redução de duas horas nos 
dias trabalhados.
• Súmula 276, TST: “O direito ao aviso 
prévio é irrenunciável pelo empregado. 
O pedido de dispensa de cumprimento 
não exime o empregador de pagar o 
respectivo valor, salvo comprovação de 
haver o prestador dos serviços obtido 
novo emprego”.
Por força do disposto no art. 487, § 2º, da CLT, o empregado que pede 
demissão também deve conceder aviso prévio ao empregador. 
Referido aviso deve ser dado com antecedência de 30 (trinta) dias e sua 
falta dá ao empregador o direito de descontar os salários 
correspondentes ao prazo respectivo.
A prática de justa causa por parte do empregado no curso do aviso prévio 
implica na perda do direito ao restante do prazo do aviso (art. 491, CLT), 
bem como de qualquer direito às verbas rescisórias de natureza 
indenizatória (Súmula 73 do TST);
Na hipótese de justa causa praticada pelo empregador no curso do aviso 
prévio, o empregado terá direito a receber a remuneração correspondente 
ao período do aviso, sem prejuízo da indenização que for devida (art. 490, 
CLT).
Súmula 369, TST: “(...) V — O registro da candidatura do empregado a cargo 
de dirigente sindical durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, 
não lhe assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 
543 da Consolidação das Leis do Trabalho”.
CAPÍTULO VI
DO AVISO PRÉVIO
Art. 487 - Não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, 
quiser rescindir o contrato deverá avisar a outra da sua resolução com a 
antecedência mínima de:
I - oito dias, se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior; 
II - trinta dias aos que perceberem por quinzena ou mês, ou que tenham 
mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa. 
§ 1º - A falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado 
o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida 
sempre a integração desse período no seu tempo de serviço.
§ 2º - A falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao empregador 
o direito de descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo.
§ 3º - Em se tratando de salário pago na base de tarefa, o cálculo, para 
os efeitos dos parágrafos anteriores, será feito de acordo com a média 
dos últimos 12 (doze) meses de serviço.
§ 4º - É devido o aviso prévio na despedida indireta. 
§ 5o O valor das horas extraordinárias habituais integra o aviso prévio 
indenizado.
§ 6o O reajustamento salarial coletivo, determinado no curso do aviso 
prévio, beneficia o empregado pré-avisado da despedida, mesmo que 
tenha recebido antecipadamente os salários correspondentes ao período 
do aviso, que integra seu tempo de serviço para todos os efeitos legais. 
Art. 488 - O horário normal de trabalho do empregado, durante o prazo 
do aviso, e se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, será 
reduzido de 2 (duas) horas diárias, sem prejuízo do salário integral.
Parágrafo único - É facultado ao empregado trabalhar sem a redução 
das 2 (duas) horas diárias previstas neste artigo, caso em que poderá 
faltar ao serviço, sem prejuízo do salário integral, por 1 (um) dia, na 
hipótese do inciso l, e por 7 (sete) dias corridos, na hipótese do inciso lI 
do art. 487 desta Consolidação.
Art. 489 - Dado o aviso prévio, a rescisão torna-se efetiva depois de 
expirado o respectivo prazo, mas, se a parte notificante reconsiderar o 
ato, antes de seu termo, à outra parte é facultado aceitar ou não a 
reconsideração.
Parágrafo único - Caso seja aceita a reconsideração ou continuandoa 
prestação depois de expirado o prazo, o contrato continuará a vigorar, 
como se o aviso prévio não tivesse sido dado.
Art. 490 - O empregador que, durante o prazo do aviso prévio dado ao 
empregado, praticar ato que justifique a rescisão imediata do contrato, 
sujeita-se ao pagamento da remuneração correspondente ao prazo do 
referido aviso, sem prejuízo da indenização que for devida.
Art. 491 - O empregado que, durante o prazo do aviso prévio, cometer 
qualquer das faltas consideradas pela lei como justas para a rescisão, 
perde o direito ao restante do respectivo prazo.
Bibliografia
LEITE, Carlos Henrique B. CLT organizada Saraiva: Editora Saraiva, 2023. E-book. 
ISBN 9786553624139. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786553624139/. Acesso em: 
17 abr. 2024.
MARTINS, Sergio P. Direito do trabalho. Editora Saraiva, 2024. E-book. ISBN 
9788553622627. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553622627/. Acesso em: 
17 abr. 2023.
ROMAR, Carla Teresa M. Direito do trabalho. (Coleção esquematizado®): Editora 
Saraiva, 2023. E-book. ISBN 9786553624917. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786553624917/. Acesso em: 
17 abr. 2023.
Atividade em sala
1. (TRT — 1ª Região — Analista Judiciário — Oficial de Justiça Avaliador — 2018) A 
respeito da rescisão do contrato de trabalho, assinale a alternativa INCORRETA.
a) No caso de empregado que falta reiterada e injustificadamente ao trabalho, é 
motivo o bastante para ser causa à rescisão contratual por desídia.
b) Dentre as hipóteses previstas na CLT para a justa causa da rescisão do contrato 
de trabalho, estão a incontinência de conduta ou mau procedimento, bem como o 
ato de indisciplina e de insubordinação.
c) Constitui faculdade do empregado rescindir o contrato de trabalho em caso de 
morte do empregador constituído em empresa individual.
d) Constitui justa causa para a rescisão do contrato de trabalho pelo empregador a 
incontinência de conduta ou mau procedimento, a exemplo de faltas reiteradas e 
injustificadas pelo empregado.
e) Havendo culpa recíproca no ato que determinou a rescisão do contrato de 
trabalho, o tribunal de trabalho reduzirá a indenização à que seria devida em caso 
de culpa exclusiva do empregador, por metade.
2. (TRT — 2ª Região — Magistratura — 2016) Mercúrio trabalhou 12 (doze) 
meses na residência de Tamires como seu motorista particular. Cumpriu 
jornada de 08 horas diárias, com uma hora de intervalo e duas folgas 
semanais. Foi dispensado sem justa causa, recebendo apenas os salários do 
período. A empregadora não o incluiu no regime do FGTS. Em relação às 
verbas contratuais e rescisórias Mercúrio terá direito a:
a) Aviso prévio, férias de 30 dias com 1/3, 13º salário, depósito do FGTS com 
multa de 40%.
b) Aviso prévio, férias de 30 dias com 1/3 e 13º salário.
c) Aviso prévio, férias de 30 dias com 1/3, 13º salário e horas extraordinárias.
d) Férias de 20 dias úteis com 1/3, 13º salário, depósitos do FGTS e multa de 
40% e seguro-desemprego.
e) Aviso prévio, férias de 20 dias úteis com 1/3, 13º salário e seguro-
desemprego.
3. (PGE-SP — Procurador do Estado — 2018) Nos termos dos enunciados 
sumulares do Tribunal Superior do Trabalho, é correto afirmar a respeito do 
aviso prévio:
a) o direito ao aviso prévio proporcional ao tempo de serviço somente é 
assegurado nas rescisões de contrato de trabalho ocorridas a partir da 
publicação da Lei n. 12.506, em 13 de outubro de 2011.
b) não cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de 
experiência.
c) reconhecida a culpa recíproca na rescisão do contrato de trabalho (art. 
484 da Consolidação das Leis do Trabalho), o empregado não tem direito a 
receber valores a título de aviso prévio.
d) o pagamento relativo ao período de aviso prévio trabalhado não está 
sujeito à contribuição para o FGTS.
e) no caso de concessão de auxílio-doença no curso do aviso prévio, 
concretizam-se os efeitos da dispensa depois de expirado o prazo do aviso 
prévio, independentemente da vigência do benefício previdenciário.
4. (PGE-SP — Procurador do Estado — 2018) Joana trabalha em uma padaria e, há 
algum tempo, o seu empregador vem demonstrando insatisfação com o serviço 
prestado por ela. Por sua vez, Joana também está insatisfeita com as medidas que 
vêm sendo adotadas pelo seu empregador. Por tais razões, o empregador e Joana 
decidiram, por mútuo acordo, extinguir o contrato de trabalho.
Nessa situação hipotética, Joana terá direito
a) à integralidade de todas as verbas trabalhistas.
b) a metade do aviso prévio, se indenizado, além da habilitação no programa de 
seguro-desemprego.
c) a metade da indenização sobre o saldo do FGTS, além da movimentação da conta 
vinculada desse fundo, limitada a 50% do valor dos depósitos.
d) a metade de todas as verbas trabalhistas, mas não terá direito a habilitação no 
programa de seguro-desemprego.
e) a metade da indenização sobre o saldo do FGTS, cuja conta vinculada poderá ser 
movimentada até o limite de 80%, e metade do aviso prévio, se indenizado, bem 
como à integralidade das demais verbas trabalhistas, mas não terá direito a 
habilitação no programa de seguro-desemprego.
5. (TRT — 1ª Região — Analista Judiciário — Oficial de Justiça Avaliador — 2018) Felipe, vendedor 
há 03 anos na empresa Águia Dourada Automóveis Ltda., descumpriu, em data de 24 de abr. de 
2018, a determinação da empresa de não fumar no interior do local de trabalho, dirigida a todos os 
empregados, os quais detinham pleno conhecimento da regra. Ainda, quando abordado pelo 
gerente-geral, em particular e adequadamente, para que não mais repetisse a conduta, agrediu-o 
fisicamente, desferindo-lhe um soco no rosto e dirigindo-lhe palavras de baixo calão. Tais fatos 
foram presenciados por 6 funcionários da empresa. Assinale, diante da situação posta, a alternativa 
correta.
a) À empresa é permitida a rescisão do contrato de trabalho por justo motivo em face de Felipe, 
devendo fazê-lo imediatamente, sendo que este não terá direito ao recebimento de qualquer valor.
b) À empresa é permitida a rescisão do contrato do trabalho por justa causa, podendo fazê-lo no 
prazo de 60 dias a partir da data dos fatos.
c) Felipe poderá ser demitido por justa causa, mas somente após a instalação de inquérito para 
apuração de falta grave, no prazo de 30 dias.
d) É vedado à empresa demitir Felipe por justa causa, devendo aplicar-lhe tão somente suspensão 
disciplinar de 03 dias, quando então ele perderá a remuneração correspondente aos dias de 
suspensão e a do descanso semanal remunerado correspondente, pois se trata de falta injustificada.
e) À empresa é permitida a rescisão do contrato de trabalho por justa causa. Nesse caso, Felipe não 
terá direito ao recebimento de férias proporcionais acrescidas de um terço e do décimo terceiro 
salário proporcional, tampouco à indenização sobre o saldo da conta vinculada do FGTS.
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