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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA – DEE CENTRO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E INFORMÁTICA – CEEI DISCIPLINA: LAB. DE OPTICA ELETRICIDADE E MAGNETISMO ELEMENTOS RESISTIVOS LINEARES E NÃO LINEARES DOCENTE: PEDRO LUIZ DO NASCIMENTO DISCENTE: RAFAELA DA LUZ LINS MATRICULA: 123110591 TURMA: 01 CAMPINA GRANDE – PB Setembro de 2024 2 Sumário 1. Introdução ................................................................................................................. 3 2. Material Utilizado ...................................................................................................... 4 3. Procedimentos Experimentais e Desenvolvimento.................................................... 4 4. Conclusão ............................................................................................................... 14 5. Referência bibliográfica .......................................................................................... 15 3 1. Introdução Um elemento resistivo linear é aquele em que a razão entre a diferença de potencial aplicada (V) e a intensidade de corrente (I) é constante. Em outras palavras, esse elemento segue a Lei de Ohm e sua curva característica é uma reta. Por outro lado, um elemento resistivo não-linear não segue a Lei de Ohm e sua curva característica não é uma reta. Nesse caso, estamos lidando com um material não ôhmico, onde a "resistência aparente" é dada por R(ap) = V/I. Esta relação varia de ponto a ponto e depende das condições às quais o elemento é submetido, como voltagem e temperatura. Para determinar se um elemento obedece à lei de Ohm, é necessário submetê-lo a várias voltagens, medir a corrente que o atravessa e traçar o gráfico V x I. Analisando esse gráfico, podemos determinar se a curva é uma reta (característica de um elemento ôhmico) ou não. Se a curva for uma reta, o elemento é considerado resistivo linear, ou seja, ele obedece à lei de Ohm. Caso contrário, trata-se de um elemento não-linear. Para traçar a curva característica de um elemento, é necessário medir simultaneamente a corrente que o atravessa e a voltagem a que é submetido. Existem duas alternativas para essa medição, conhecidas como montagem a montante e montagem a jusante. Ambas as abordagens têm suas vantagens e desvantagens e estão sujeitas a erros devido aos medidores utilizados. É indicada a utilização da montagem à montante (voltímetro antes do amperímetro) quando a resistência a medir for muito maior que a resistência interna do amperímetro. Na montagem à jusante (voltímetro é colocado depois do amperímetro) é indicada para os casos em que a resistência interna do voltímetro seja muito maior que a resistência a se medir. A d.d.p, a que está submetido resistor V(R), é aquela medida pelo voltímetro V(V) = V(R). Porém, a corrente medida pelo amperímetro I(a) será a soma das correntes que atravessam o voltímetro I(V), ou seja: I(a) = I(R) + I(V). O diodo é um componente resistivo não linear que, quando inserido em um circuito de corrente alternada, permite a passagem de corrente apenas durante uma metade do período. Na outra metade, o diodo encontra-se polarizado inversamente, o que impede o fluxo de corrente. 4 É importante ressaltar que o diodo não possui uma resistência definida, pois sua resistência de polarização direta é próxima de zero, enquanto sua resistência de polarização inversa é muito alta. Consequentemente, a resistência do diodo varia significativamente. Ele permite a passagem de corrente em um sentido e praticamente não permite no sentido oposto, o que implica que sua resistência varia dependendo das condições às quais está submetido, como voltagem, temperatura, intensidade luminosa, entre outros fatores. 2. Material Utilizado Neste tópico será listado abaixo os materiais utilizados nos experimentos. • Multímetro Digital Tektronix DM250; • Resistores • Cabos para ligação • Fonte de tensão regulável • Microamperímetro (50µA) • Potenciômetro • Acessórios de conexão 3. Procedimentos Experimentais e Desenvolvimento Inicialmente, montamos o circuito como designado na figura abaixo, utilizando o potenciômetro P de 47KΩ, inicialmente, na posição de resistência máxima. Figura 1 - Esquema da montagem a montante Depois, variando a corrente em intervalos regulares, mediu-se a tensão para cada resistor fornecido, preenchendo assim a Tabela I e a Tabela II. 5 Tabela I – R1 = 560Ω I(mA) 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 V(A) 0,057 0,121 0,187 0,255 0,325 0,393 0,455 0,511 0,575 0,641 Tabela I – R2 = 10KΩ I(mA) 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 V(A) 1,019 1,986 3,020 4,160 5,770 6,180 7,180 8,140 9,110 10,130 A partir dos dados obtidos foi possível obter o gráfico da tensão em função da corrente (V x I) para cada um dos resistores, obtendo assim o valor da resistência de cada resistor, ou seja, a inclinação do gráfico obtido. Para a montagem a montante usando o resistor R1 = 560Ω, obtivemos os seguintes dados: Com isso, percebe-se que foi obtido o valor para a resistência de aproximadamente 650 Ω. Assim, conseguimos obter o desvio percentual da resistência medida em relação a teórica. 6 𝛿% = |𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜| 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 𝑥 100 𝛿% = 650 − 560 560 𝑥100 = 16,1% Além disso, foi possível obter o gráfico de V x I Para a montagem a montante usando o resistor R1 = 10KΩ, obtivemos os seguintes dados: 7 Com isso, percebe-se que foi obtido o valor para a resistência de aproximadamente 10.117 Ω. Assim, conseguimos obter o desvio percentual da resistência medida em relação a teórica. 𝛿% = |𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜| 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 𝑥 100 𝛿% = 10117 − 10000 10000 𝑥100 = 1,17% Além disso, foi possível obter o gráfico de V x I Logo depois, fizemos o levantamento da curva característica do próprio miliamperímetro utilizando a resistência de 560Ω, medindo simultaneamente a corrente e tensão. Com isso, os dados obtidos foram preenchidos na Tabela III. Tabela III – Curva característica do amperímetro com R1 = 560Ω I(mA) 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 V(A) 0,006 0,012 0,020 0,024 0,031 0,038 0,044 0,051 0,056 0,062 Com isso, através do labift obtivemos os parâmetros e gráfico sendo: 8 Em seguida mudamos a montagem para medir a jusante, a montagem foi feita conforme a figura abaixo. 9 Figura 2 - Montagem do circuito a jusante Depois, variando a corrente em intervalos regulares, mediu-se a tensão para cada resistor fornecido, preenchendo assim a Tabela IV e a Tabela V. Tabela IV – R1 = 560Ω I(mA) 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 V(A) 0,053 0,111 0,172 0,237 0,294 0,355 0,410 0,465 0,519 0,576 Tabela V – R2 = 10KΩ I(mA) 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 V(A) 0,983 1,933 3,020 4,080 5,110 6,130 7,130 8,040 9,000 10,040 A partir dos dados obtidos foi possível obter o gráfico da tensão em função da corrente (V x I) para cada um dos resistores, obtendo assim o valor da resistência de cada resistor, ou seja, a inclinação do gráfico obtido. Para a montagem a jusante usando o resistor R1 = 560Ω, obtivemos os seguintes dados: 10 Com isso, percebe-se que foi obtido o valor para a resistência de aproximadamente 582 Ω. Assim, conseguimos obter o desvio percentual da resistência medida em relação a teórica. 𝛿% = |𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜| 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 𝑥 100 𝛿% = 582 − 560 560 𝑥100 = 3,9% Além disso, foi possível obter o gráfico de V x I 11 Para a montagem a jusante usando o resistor R1 = 10KΩ, obtivemos os seguintes dados:Com isso, percebe-se que foi obtido o valor para a resistência de aproximadamente 10.076 Ω. Assim, conseguimos obter o desvio percentual da resistência medida em relação a teórica. 𝛿% = |𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜| 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑇𝑒ó𝑟𝑖𝑐𝑜 𝑥 100 12 𝛿% = 10076 − 10000 10000 𝑥100 = 0,76% Além disso, foi possível obter o gráfico de V x I Em seguida, adicionamos ao circuito um diodo, a fim de medir a curva característica de um diodo. Primeiramente foi feito as medições utilizando o circuito com o diodo a montante, obtendo a Tabela VII. Tabela VI V(mV) 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 I(mA) 0 0 0 2 3 6 12 21 32 43 13 Obtemos através do labift a curva característica do diodo com circuito a montante Logo depois, mediu-se o circuito com a montagem a jusante, obtendo a Tabela VII. Tabela VII V(mV) 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 I(mA) 0 0 0 2 4 8 18 37 40 - 14 Obtemos através do labift a curva característica do diodo com circuito a montante 4. Conclusão O relatório demonstrou, por meio dos dados coletados e das tabelas e gráficos apresentados, que a montagem a montante é mais adequada quando a resistência a ser medida é maior do que a resistência interna do amperímetro. 15 Embora não tenhamos conhecimento do valor exato da resistência interna do amperímetro, sabemos que ela é diferente de zero e é pequena. Para o diodo, foi possível traçar sua curva característica, que se manifesta como um gráfico de função exponencial. Os erros percentuais estavam dentro do limite estipulado, indicando o sucesso do experimento. O diodo, quando diretamente polarizado, apresenta uma baixa resistência. Apesar de ser um elemento resistivo não-linear, concluímos que a montagem mais apropriada para medir a resistência do diodo é a montagem a jusante. Isso se deve ao fato de que resultados mais satisfatórios são obtidos quando a resistência a ser medida é pequena, como evidenciado pelos dados coletados na experiência, onde a resistência do diodo se enquadra nessa categoria. 5. Referência bibliográfica NASCIMENTO, Pedro Luiz do. Laboratório de Ótica Eletricidade e Magnetismo - Física Experimental II. Campina Grande: Maxgraf Editora, 2019