Prévia do material em texto
SANTOS, da Paz Idacelia Ildasantos3@hotmail.com Data: 30 de Janeiro de 2023 PS001 - PSICOPEDAGOGIA DA APRENDIZAGEM E DA EDUCAÇÃO ATIVIDADE PRÁTICA CASO 1: ESCOLA E VIOLÊNCIA. O QUE FAZER A PARTIR DA PSICOPEDAGOGIA 1. Esboce algumas ideias essenciais que caracterizam a relação sociedade- escola-indivíduo em torno do fenômeno da violência desde a perspectiva da psicopedagogia A escola é uma instituição que agrega grupos diferenciados, porém com objetivos comuns e nesse sentido, todas as ações devem ser compartilhadas. Porém, o fato de estar organizada a partir de normas e procedimentos, de ser um segmento que propicia o desenvolvimento humano educacional, não está isenta de ser um ambiente violento. Segundo SILVA; SALLES, (2010), estudos evidenciam que os agressores são fisicamente mais fortes, reagem com maior agressividade, são provocadores, apresentam tendência à hiperatividade, manifestam pouca empatia com os demais e inclusive se mostram satisfeitos com o sofrimento que provocam. São egocêntricos, hedonistas e têm uma autoestima defensiva alta. Mantêm uma relação insatisfatória e hostil com a escola, pois não gostam dela e nem dos professores. No entanto, são populares principalmente dentro de seu grupo. Por outro lado as vítimas que sofrem violência apresentam algumas características como essas de Ana, são mais frágeis emocionalmente, com aparência física desvalorizada, de periferia ou pertence outra cultura, sendo obrigada a se adaptar a uma realidade com pessoas que também não são bem resolvidas consigo mesmo, além dessas características existem as pessoas que possuem algum tipo de deficiência, inseguras, submissas, apresentam baixa estima, baixa autoconfiança, autoimagem negativa, se isolam, são pouco respeitadas e impopulares. Nessa perspectiva uma intervenção psicopedagógica consiste em um trabalho conjunto com todos os sujeitos do fazer pedagógico, a família e o individuo com mailto:Ildasantos3@hotmail.com objetivo de debater, conhecer melhor o contexto em que cada aluno está inserido, ouvir dos alunos, do professor e da família sugestões de como combater a indisciplina que caracterizam violência dentro e fora da escola. 2. Com base aos modelos teóricos aprendidos, identifique qual ou quais serviriam mais para entender a reação de Ana. Argumente. O caso de Ana é uma realidade que se repete constantemente no cotidiano das escolas, a prática de bullying de todas as esferas é notável, dentro e fora da escola e as vitimas não sabendo como se defender parte para agressão física principalmente no horário do intervalo e saída da escola. Ana certamente tem seu emocional afetado pelas agressões físicas “toques sem consentimentos” e deboches dos colegas por causa do seu aspecto físico não está dentro do padrão de beleza que a sociedade atribui como belo e aceito. Partindo do prisma que ela deve ter baixo autoestima. Nessa perspectiva os modelos teóricos que mais ajudaria nesse processo seria a teoria humanista e a teoria cognitiva, a primeira por ser centrada na pessoa, o professor iria escutar Ana e compreender o que levou a mesma a ter a reação de jogar pedra nos colegas, respeitar a sua reação e compartilhar meios e formas de se defender sem partir para a violência. Acompanharia todo grupo no processo de aprendizagem sobre respeito mutúo e como conviver com as diferenças. A segunda ajudaria o educador teria mais condições de propor estratégias para uma aprendizagem significativas em que os indivíduos sejam participante ativo da construção de conhecimentos dos temas escolhidos utilizando dos conhecimentos prévios que cada um traz do seu contexto ambiental e social. 3. Problematize sobre a violência como um dos debates atuais entre a psicopedagogia e a sociedade Partindo do pressuposto que a violência não é um caso isolado, pois é um fenômeno compreendido como um conjunto de fatores que se relacionam em diferentes estruturas sociais em aspectos físicos, econômicos, psicológicos ou culturais. Estudos demonstram que a violência não acontece como uma ação única, mas como situações nocivas e destrutivas dentro do que o sujeito compreendem como verdades, preconceitos, linguagem e ideologia. A violência pode estar associada ao desrespeito, a negação e a violação dos direito, e a escola se torna o lugar propicio para manifestação do descontentamento. Desde a década de 80, a violência vem sendo tratada com certa preocupação pela sociedade Brasileira, por países Europeus, Asiáticos e das Américas. As instituições públicas, privadas, a família, a escola e os diferentes segmentos da sociedade são vítimas diretas da violência e dessa forma também acabam se tornando agentes sociais que buscam a solução dos problemas relacionados a ela. A problemática da violência tem preocupado a sociedade em geral, especificamente no Brasil a partir da década de 1980, na Europa e em alguns países da Ásia e Américas, como Estados Unidos. Os diversos segmentos da sociedade, família, escola, as instituições públicas e privadas são atacadas de formas violentas pelos seus membros. 4. Qual tipo de intervenção psicopedagógica seria de maior utilidade de acordo à situação proposta. Esboce brevemente algumas ações de transformação. O modelo Misto. Segundo o material de estudo esse modelo surgiu da mistura dos outros modelos básicos, busca uma intervenção plural, adaptável recuperando enfoques de acordo com cada momento do processo, ficando definida uma intervenção por programas, potencializada pelo modelo de consulta, que deixa o modelo clinico para casos em que sejam imprescindíveis. Neste sentido todas as dimensões do grupo envolvido será contemplado. CASO 2: EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA Para uma melhor transformação é importante realizar um plano de ação. Escutar Ana para entender suas motivações. Escutar o grupo de agressores para escutar a causa inicial que culminou na reação violenta de Ana. Conversar com as famílias dos envolvidos na busca de compreender o contexto familiar e comunitário. Escutar os professores sobre o comportamento dos alunos e o que os mesmos têm realizado na tentativa de contribuir com a formação e desenvolvimento psicossocial dos alunos. Criar estratégias colaborativas com os alunos, as famílias e toda comunidade escolar, ações integradas à grade curricular como: seminários, projetos, palestras, trabalhos em grupos, pesquisa nas redes sociais etc... Conscientizando a todos sobre a temática da violência em geral e suas consequências. Repasse mentalmente as teorias fundamentais originarias da Psicologia educacional: 1. Estas nos servem para entender este novo panorama educacional marcado pela emergência das TICs? Argumente. Ao longo do tempo, o jeito como entendemos a educação mudou. Novas demandas surgiram e os profissionais da educação tiveram que se adaptar. Atualizando os métodos de ensino: a educação é dinâmica e os estudos vão evoluindo as formas como se aprende e como se ensina. Então, a escola precisa acompanhar essa evolução para que o resultado seja eficiente. Sem perder de vista as teorias originárias, as novas diretrizes utilizadas para a construção do conhecimento deve ser considerada de maneira que provoque a participação e cooperação do estudante que deve ser autogeradora, autodirigida e autônoma, aqueles que estudam deve escolher entre os diversos métodos, materiais e atividades. O ritmo de aprendizagem de cada educando deve ser respeitado devendo ponderar uma trajetória de repetição e reforço do trabalho até que o conteúdo seja devidamente assimilado. Nesse sentido alguns modelos teóricos anteriores já nos alertavam sobre a necessidade de acompanhar o aluno de acordo com o seu estágio e nível de aprendizagem, salientando que mais importante do que o resultado é o processo, com o advento das tics os modelos teóricos possibilitaram colocar em práticao que antes era proposto, o aluno ser protagonista da sua aprendizagem. 2. Como as TICs transformaram o papel do Psicólogo educativo na escola. O modelo educativo para este novo século deve fomentar o trabalho em equipe para a resolução de problemas reais da vida cotidiana. O psicólogo educativo também pode aderir às facilidades tecnológicas para realizar sua função na escola no sentido de promover uma educação aberta cooperativa e colaborativa com todas as partes envolvidas no contexto escolar, alunos, famílias, professores, gestores e todo corpo de funcionários da instituição. Ajudando ao profissional a se organizar dentro de suas responsabilidades e, atualmente, com a tecnologia dos celulares, é possível fazer isso ao alcance das mãos. Um bom sistema de agendamento, que seja prático e intuitivo faz toda a diferença, bem como organização de dados e criação de gráficos, reuniões, atendimento individualizado e em grupo, fomentar a interação entre os estudantes e diversas organizações na instituição, tomada de decisões e como meio informativo para passar suas análises. Atualmente, existem aplicativos que permitem a criação de questionários, armazenando os resultados. É possível que se coloque outros elementos como áudio e imagens, tornando mais atrativos aos alunos e professores. 3. O arquétipo de educador-educando é transformado nestas novas circunstâncias? Fundamente sua resposta com exemplos concretos de sua prática. Sim. Atualmente, precisamos considerar que as tecnologias da informação e da comunicação deram um impulso significativo à educação, tanto presencial como a distância. Na sala de aula presencial ainda de forma tímida por falta de formação para manusear tais recursos e nem todas as escolas foram contempladas com essa evolução tecnológica de qualidade, porém estamos utilizando alguns recursos tecnológicos que está ao nosso alcance para melhorar a qualidade na interação aluno-professor, possibilitando complementar os conteúdos e experimentando novas dinâmicas na aplicação de recursos metodológicos para melhorar o processo educativo. Nesse contexto, considera-se relevante afirmar que a introdução das TICs, nos sistemas educativos apresenta-se ainda como um desafio e como uma tarefa para inclusão de todos os cidadãos à educação. Para isso, precisa-se de professores e educadores e uma gestão pública, que assumam seu papel nessa mudança, incorporando nas escolas à sua visão novos modelos didáticos que integrem as novas tecnologias da informação e da comunicação não só como recursos de demonstração, e sim como meios para uma aprendizagem libertadora gerando sujeitos críticos, autônomo e cooperativo. 4. A partir de sua opinião ou experiência (caso a teve), assinale metas e desafios sobre o modelo de intervenção psicopedagógica de inspiração mista tecnológica. Neste tempo pandêmico o professor e toda sociedade foi obrigada a se reinventar e ressignificar a sua prática para os meios tecnológicos com aqueles que tinham acesso à tecnologia da informação e comunicação. A minha experiência enquanto professora e psicopedagoga da rede pública, nunca foi com as grandes plataformas, mas nesse período da pandemia da covid-19 foi possível trabalhar, além do contexto físico, o uso da internet, possibilitou aqueles que tinham um celular com aplicativos como wathsapp, telegram, google meet, zoom e outros recursos como áudios, vídeos etc, foram ferramentas importantes que nos permitiu o emprego de várias linguagens facilitando a nossa intervenção junto aos envolvidos da rede escolar. Mesmo que haja um debate aberto sobre propostas conclusivas sobre a inspiração mista tecnológica ser considerado um modelo em si mesmo, devemos nos adaptar a esse “novo” com as novas tecnologias, pois eles vieram para ficar e mais uma vez como educadores precisamos está à frente do nosso tempo se quisermos permanecer nesse âmbito educativo. l- Identifique com qual teoria da aprendizagem se associa a situação anterior. Argumente. 1. Como compreender desde a comunidade de aprendizagem tal concepção de educando-educador? A teoria da aprendizagem que mais se comunica com a situação citada é a Teoria Cognitiva. Pois está de acordo com os principais teóricos cognitivistas, dentre os quais se destacam Piaget, Wallon e Vigotsky, que realça a importância do sujeito compreender a sua ação no processo de construção do conhecimento. Apesar de diferenças entre suas teorias, eles enfatizam que é preciso compreender como a aprendizagem ocorre no que se refere às estruturas mentais do sujeito e sobre o que é preciso fazer para aprender, permitindo um maior nível de compreensão sobre como as pessoas aprendem, partindo do princípio de que essa aprendizagem é resultado da construção de um esquema de representações mentais que se dá a partir da participação ativa do sujeito e que resulta, em linhas gerais, no processamento de informações que serão internalizadas e transformadas em conhecimento, tendo o professor como aquele que impulsiona para a busca do conhecimento. 2. Como abordaria um plano de ensino-aprendizagem com base na unidade afetivo-cognitiva? Numa abordagem piagetiana, os autores Taille, Oliveira e Dantas (1992) dizem que a afetividade é a energia que impulsiona a ação; por isso ela é fundamental para o funcionamento da inteligência, mas não modifica a estrutura. O estimulo a inteligência permite organizar as estruturas a sua volta. Para formar indivíduos seguros de si e capazes de se relacionar com o outro e com o mundo que as cerca, faz-se necessário a afetividade desde o nascimento, no ambiente familiar, sendo fundamental cuidar do aspecto afetivo no processo de ensino-aprendizagem e no desenvolvimento da autoestima, porque a criança é diferente cognitivamente em cada estágio de seu desenvolvimento; por isso cabem ao professor proporcionar ao aluno um plano de ensino com situações de interação que contribuirão na formação da sua identidade, despertando interesse, motivação, desejos, valores, emoções, perguntas, respostas e o desenvolvimento da inteligência. Valorizando o desempenho do sujeito na sala. https://www.infoescola.com/biografias/jean-piaget/ https://www.infoescola.com/biografias/vigotski/ 3. Elabore uma proposta de sistema de ações gerais (ou plano de ação) seguindo um modelo de intervenção de programas. PROJETO: Tema: BULLYING NO AMBIENTE ESCOLAR 1.INTRODUÇÃO O direito a educação não pode ser reduzido a uma questão de acesso ou aprendizagem, devem implicar tudo que de maneira direta ou indireta incide no ambiente escolar. Diante dos últimos acontecimentos não podemos ignorar os diversos tipos de violência que opera nesta escola. O projeto Bullying no ambiente escolar busca conscientizar alunos, familiares professores funcionários e toda comunidade sobre a prática da discriminação e preconceitos que ocorre entre alunos e professores dentro e fora do ambiente escolar. Pois todos os responsáveis desta instituição estão conscientes desta problemática que nos afligem no cotidiano, para proporcionar aos discentes os aspectos afetivos, pedagógicos, morais e social, permitindo a colaboração e participação de todos para a promoção do autoconhecimento e autoestima formando cidadãos críticos e autônomos perante a sociedade. 2. PROBLEMÁTICA O que está associado a pratica bullying no ambiente escolar? 3. JUSTIFICATIVA Trabalhar esta temática, na instituição de ensino é imprescindível, por que nos leva a refletir sobre os nossos comportamentos no ambiente escolar, e na sociedade. Muitos estudiosos definem Bullying em três termos essenciais: 1. O comportamento é agressivo e negati 2. O comportamento executado repetidamente sem consentimento; 3. O comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder e entre as partes envolvidas. Neste projeto realizaremos estratégias colaborativas comos alunos, as famílias e toda comunidade escolar, ações integradas a grade curricular como: seminários, projetos, palestras, trabalhos em grupos, pesquisa nas redes sociais etc... Conscientizando a todos sobre a temática da violência em geral e suas consequências. Promovendo a prática da cidadania dentro e fora da escola, para que isso aconteça é preciso que todo corpo da escola professores e pais comunitários sejam participantes. 4. OBJETIVO GERAL Proporcionar aos alunos a prática do respeito mútuo valorizando e respeitando a individualidade de cada um, parar construir a cidadania dentro da sociedade. 5. OBJETIVO ESPECÍFICO Conscientizar sobre a importância de aprender a conviver com as diferenças. Criar oportunidade de desenvolver o respeito mútuo em relação à aceitação do outro Identificar a prática do Bullying dentro e fora do ambiente escolar. 6. METODOLOGIA O presente trabalho será desenvolvido de forma interdisciplinar envolvendo os alunos de 1° ao 9° ano do ensino fundamental, sendo trabalhadas as diversas atividades: Palestras, Entrevistas, Vídeos, Dramatização, Debates, seminários e outros. 7.DISCIPLINAS ENVOLVIDAS E CONTEÚDOS A SEREM TRABALHADOS Língua Portuguesa: interpretação e produção textual. Matemática: gráficos e percentuais a respeito do assunto. Geografia: país onde existe maior índice de Bullying. Violência cultural História: a origem do termo Bullying, ciberbullying Ciências: deficiência física, mental e social. Artes: desenhos, dinâmicas, dramatização. Educação Física: música, danças e jogos. Ensino Religioso: preconceito entre as religiões. Inglês: tradução de frases e texto sobre Bullying do português para o inglês, e música com parodia. 8. RECURSOS Internet, caixa amplificada, microfone, Datashow, notebook, piloto, tesoura, cola, papel diversos, câmera digital etc. AVALIAÇÃO Será processual e contínua através da participação, interesse e desenvolvimento de cada aluno individual e coletivo. Bibliografia Psicopedagogia da Aprendizagem e da Educação. Funimber PILETTI, N. (2004). Psicologia Educacional. São Paulo: Ática. SILVA, J. M. A. de P; SALLES, L. M. F. (2010). A violência na escola: abordagens teóricas e propostas de prevenção. Educar em Revista, n. 2, Curitiba.