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SIMULADO ESTRATEGIA MED USP 2021

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03 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) João, 49 anos, apresenta obesidade desde a adolescência e diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há 5 anos, em seguimento com endocrinologista. Não possui outras comorbidades e já fez diversos acompanhamentos para perda ponderal, inclusive com tratamento farmacológico, sem conseguir manter o peso perdido (“efeito sanfona”). Há 2 anos, a glibenclamida e a sitagliptina foram suspensas e optou-se por iniciar insulinoterapia plena, mantendo-se a metformina. Apesar da mudança terapêutica, o controle glicêmico ainda encontrava-se inadequado, sendo, portanto, reforçadas as orientações dietéticas e de atividade física, além do ajuste posológico da insulina com o decorrer das consultas. Não houve ganho ponderal significativo nesses últimos 2 anos. Para avaliar a adesão ao tratamento, o paciente foi internado e constatou-se que a aplicação das insulinas e as doses estavam corretas. No momento, faz uso de insulina NPH 40 UI, 3 vezes ao dia, e insulina Regular 16 UI no café, almoço e jantar, associadas à metformina 1 g 12/12h. Ao exame físico, PA 130x80 mmHg, peso 110 kg, altura 1,78 m, IMC = 34,71 kg/m2, circunferência abdominal = 120 cm, sem outros achados dignos de nota. Traz exames laboratoriais: glicemia em jejum = 201 mg/dL, HbA1c 8,5%, Creatinina= 1,2 mg/dL, microalbuminúria = 18 mg/g de creatinina. Sobre o caso, é correto afirmar:

A) O paciente não possui indicação de cirurgia bariátrica e deve receber tratamento para perda ponderal com sibutramina 15 mg/dia.
B) A cirurgia metabólica seria uma opção terapêutica, visto que o paciente utiliza elevadas doses diárias de insulina, sem controle glicêmico adequado. Preenche os critérios de elegibilidade, pois possui diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há menos de 10 anos. A técnica cirúrgica de escolha é a ilustrada abaixo.
C) O paciente não possui indicação de cirurgia bariátrica, porém, devemos recomendar que ganhe mais 1 kg de peso, pois, assim, teria IMC = 35 kg/m2, o que possibilitaria sua elegibilidade para o procedimento.
D) A cirurgia metabólica seria uma opção terapêutica, visto que o paciente utiliza elevadas doses diárias de insulina, sem controle glicêmico adequado. Preenche os critérios de elegibilidade, pois possui diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há menos de 10 anos. A técnica cirúrgica de escolha é a ilustrada abaixo.

Assinale a alternativa que contemple a história clínica mais compatível com a biópsia acima:

A) Mulher de 19 anos apresenta-se com queixa de tosse com laivos de sangue há 10 dias, associada à dispneia e redução da diurese. Apresenta-se na avaliação com palidez cutânea - Edema 2+ em MMII – PA 170x90mmHg – Taquipneica – Murmúrio vesicular com crepitações inspiratórias. Exames laboratoriais: Hemoglobina 8,2 - Creatinina 5,2 – Ureia 188 – Hematúria dismórfica – Proteinúria 2+ - Complemento sérico normal - Radiografia de tórax com opacidades alveolares.
B) Jovem de 20 anos de idade com quadro de dor de garganta há 2 dias, que apresenta episódio de hematúria macroscópica. Exame físico sem anormalidades. Exames complementares mostram hematúria dismórfica, complemento sérico normal e função renal preservada.
C) Criança de 5 anos de idade com quadro de urina avermelhada há 3 dias, associada a edema e redução do débito urinário. Ao exame, apresenta PA 140x80mmHg – Edema 3+ MMII – Ascite – Murmúrio vesicular reduzido em bases – Lesões crostosas em MMII de aspecto cicatricial. Exames complementares mostram hematúria dismórfica, proteinúria 2+ e consumo da fração C3 do complemento.
D) Mulher de 23 anos apresenta-se com quadro de fraqueza, adinamia e febre baixa há 2 meses, com piora progressiva. Há 2 semanas, notou redução progressiva da diurese, associada à urina escura e edema MMII. Refere surgimento de lesões discoides em tronco e membros, que pioram com a exposição solar. Exames laboratoriais: Hemoglobina 8,2 - Creatinina 5,2 – Ureia 188 – Hematúria dismórfica – Proteinúria 2+ - Complemento sérico com consumo de C3 e C4.

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Questões resolvidas

03 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) João, 49 anos, apresenta obesidade desde a adolescência e diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há 5 anos, em seguimento com endocrinologista. Não possui outras comorbidades e já fez diversos acompanhamentos para perda ponderal, inclusive com tratamento farmacológico, sem conseguir manter o peso perdido (“efeito sanfona”). Há 2 anos, a glibenclamida e a sitagliptina foram suspensas e optou-se por iniciar insulinoterapia plena, mantendo-se a metformina. Apesar da mudança terapêutica, o controle glicêmico ainda encontrava-se inadequado, sendo, portanto, reforçadas as orientações dietéticas e de atividade física, além do ajuste posológico da insulina com o decorrer das consultas. Não houve ganho ponderal significativo nesses últimos 2 anos. Para avaliar a adesão ao tratamento, o paciente foi internado e constatou-se que a aplicação das insulinas e as doses estavam corretas. No momento, faz uso de insulina NPH 40 UI, 3 vezes ao dia, e insulina Regular 16 UI no café, almoço e jantar, associadas à metformina 1 g 12/12h. Ao exame físico, PA 130x80 mmHg, peso 110 kg, altura 1,78 m, IMC = 34,71 kg/m2, circunferência abdominal = 120 cm, sem outros achados dignos de nota. Traz exames laboratoriais: glicemia em jejum = 201 mg/dL, HbA1c 8,5%, Creatinina= 1,2 mg/dL, microalbuminúria = 18 mg/g de creatinina. Sobre o caso, é correto afirmar:

A) O paciente não possui indicação de cirurgia bariátrica e deve receber tratamento para perda ponderal com sibutramina 15 mg/dia.
B) A cirurgia metabólica seria uma opção terapêutica, visto que o paciente utiliza elevadas doses diárias de insulina, sem controle glicêmico adequado. Preenche os critérios de elegibilidade, pois possui diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há menos de 10 anos. A técnica cirúrgica de escolha é a ilustrada abaixo.
C) O paciente não possui indicação de cirurgia bariátrica, porém, devemos recomendar que ganhe mais 1 kg de peso, pois, assim, teria IMC = 35 kg/m2, o que possibilitaria sua elegibilidade para o procedimento.
D) A cirurgia metabólica seria uma opção terapêutica, visto que o paciente utiliza elevadas doses diárias de insulina, sem controle glicêmico adequado. Preenche os critérios de elegibilidade, pois possui diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado há menos de 10 anos. A técnica cirúrgica de escolha é a ilustrada abaixo.

Assinale a alternativa que contemple a história clínica mais compatível com a biópsia acima:

A) Mulher de 19 anos apresenta-se com queixa de tosse com laivos de sangue há 10 dias, associada à dispneia e redução da diurese. Apresenta-se na avaliação com palidez cutânea - Edema 2+ em MMII – PA 170x90mmHg – Taquipneica – Murmúrio vesicular com crepitações inspiratórias. Exames laboratoriais: Hemoglobina 8,2 - Creatinina 5,2 – Ureia 188 – Hematúria dismórfica – Proteinúria 2+ - Complemento sérico normal - Radiografia de tórax com opacidades alveolares.
B) Jovem de 20 anos de idade com quadro de dor de garganta há 2 dias, que apresenta episódio de hematúria macroscópica. Exame físico sem anormalidades. Exames complementares mostram hematúria dismórfica, complemento sérico normal e função renal preservada.
C) Criança de 5 anos de idade com quadro de urina avermelhada há 3 dias, associada a edema e redução do débito urinário. Ao exame, apresenta PA 140x80mmHg – Edema 3+ MMII – Ascite – Murmúrio vesicular reduzido em bases – Lesões crostosas em MMII de aspecto cicatricial. Exames complementares mostram hematúria dismórfica, proteinúria 2+ e consumo da fração C3 do complemento.
D) Mulher de 23 anos apresenta-se com quadro de fraqueza, adinamia e febre baixa há 2 meses, com piora progressiva. Há 2 semanas, notou redução progressiva da diurese, associada à urina escura e edema MMII. Refere surgimento de lesões discoides em tronco e membros, que pioram com a exposição solar. Exames laboratoriais: Hemoglobina 8,2 - Creatinina 5,2 – Ureia 188 – Hematúria dismórfica – Proteinúria 2+ - Complemento sérico com consumo de C3 e C4.

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Estratégia
MED
RESIDÊNCIA MÉDICA 2Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)
PREENCHA SEU GABARITO
INSTRUÇÕES
• Esta prova contém 50 (cinquenta) questões objetivas, com 4 (quatro) alternativas e apenas uma correta em cada questão.
• Esta prova terá duração máxima de 02h30min. Os candidatos terão das 13:00h às 15:30h (horário de Brasília) para responder 
às questões e enviar o gabarito preenchido através do formulário eletrônico disponível no link constante neste caderno de 
questões.
• Só serão considerados (para critérios de premiação) os gabaritos enviados dentro do prazo de aplicação da prova, ou seja, até 
as 15:30h do dia 13/12/2020.
• Não haverá prorrogação do tempo previsto para a aplicação da prova.
• As questões deste simulado levarão em consideração os padrões e critérios de cobrança das provas de concursos anteriores de 
Residência Médica.
• O Estratégia MED divulgará o gabarito preliminar após às 16:00 do dia 13/12/2020.
• Sendo constatado, por meio de ferramentas de Tecnologia da Informação, que o candidato tentou fraudar ou efetivamente 
fraudou o resultado do Simulado, ele será automaticamente impossibilitado de concorrer aos prêmios.
• É de inteira responsabilidade do candidato a verificação prévia da integridade e conectividade dos seus equipamentos eletrônicos.
• O formulário estará disponível para preenchimento durante toda a aplicação da prova.
• Como critério de desempate, serão considerados os seguintes, nesta ordem:
• o horário de envio do gabarito (o primeiro a terminar o preenchimento do gabarito terá prevalência);
• o candidato de menor idade; e
• o sorteio.
• As premiações de descontos na assinatura do Sistema de Questões do Estratégia MED serão feitas seguindo a distribuição 
indicada a seguir:
• acertos ≥ 85%, desconto de 100% 
• acertos ≥ 70% egrande probabilidade de trombose, pois o 
aumento isolado do TTPa é relacionado exclusivamente ao 
anticoagulante lúpico.
05 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Um paciente diabético de 
62 anos comparece à consulta de rotina, assintomático, trazendo 
consigo o seguinte controle glicêmico:
Jejum
2 h Pós-
café
Pré-
almoço
2 h Pós-
almoço
Pré-jantar
2 h Pós-
jantar
160
mg/dL
154
mg/dL
95
mg/dL
243
mg/dL
140
mg/dL
157
mg/dL
HbA1c 8.5%
Creatinina 1.0 mg/dL
Taxa de filtração glomerular 
estimada (TFGe)
80 mL/min/1.73m²
Relação albumina/creatinina de 
amostra de urina isolada
14 mg/g
Fundoscopia Normal
Faz uso de Metformina 1 g 12/12 horas, Insulina NPH 16 UI em jejum 
e 12 UI ao deitar-se, Losartana 100 mg/dia e Sinvastatina 40 mg/dia. 
Traz consigo os seguintes exames dignos de nota:
Com base no que lhe foi apresentado, que alternativa traz a conduta 
mais adequada no tocante ao controle glicêmico?
A) Aumentar a dose de NPH matinal e reduzir a dose de NPH 
noturna
B) Aumentar a dose de NPH nos dois horários e reduzir a dose de 
Metformina em 50% devido à TFGe.
C) Aumentar a dose de NPH matinal e introduzir insulina Regular 
no almoço
D) Aumentar a NPH noturna e acrescentar uma dose de insulina 
Regular no almoço.
Estratégia
MED
Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)RESIDÊNCIA MÉDICA 8
06 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente de 35 anos procura 
ambulatório de dermatologia com placas eritematosas bem 
delimitadas com escamas brancas aderidas localizadas no couro 
cabeludo, cotovelos e joelhos (VER FOTO). Qual é o índice utilizado 
para avaliar a gravidade dessa doença?
A) SCORAD
B) PASI
C) SCORTEN
D) DAS28
07 - (Estratégia MED 2020 
- Inédita) Um determinado 
paciente apresenta uma 
síndrome glomerular com 
indicação de biópsia renal 
para diagnóstico diferencial. 
Foi realizada biópsia renal 
com o seguinte padrão na 
imunofluorescência:
A) Mulher de 19 anos apresenta-se com queixa de tosse com laivos 
de sangue há 10 dias, associada à dispneia e redução da diurese. 
Apresenta-se na avaliação com palidez cutânea - Edema 2+ em 
MMII – PA 170x90mmHg – Taquipneica – Murmúrio vesicular com 
crepitações inspiratórias. Exames laboratoriais: Hemoglobina 8,2 
- Creatinina 5,2 – Ureia 188 – Hematúria dismórfica – Proteinúria 
2+ - Complemento sérico normal - Radiografia de tórax com 
opacidades alveolares.
B) Jovem de 20 anos de idade com quadro de dor de garganta há 2 
dias, que apresenta episódio de hematúria macroscópica. Exame 
físico sem anormalidades. Exames complementares mostram 
hematúria dismórfica, complemento sérico normal e função 
renal preservada.
C) Criança de 5 anos de idade com quadro de urina avermelhada 
há 3 dias, associada a edema e redução do débito urinário. Ao 
exame, apresenta PA 140x80mmHg – Edema 3+ MMII – Ascite 
– Murmúrio vesicular reduzido em bases – Lesões crostosas em 
MMII de aspecto cicatricial. Exames complementares mostram 
hematúria dismórfica, proteinúria 2+ e consumo da fração C3 do 
complemento.
D) Mulher de 23 anos apresenta-se com quadro de fraqueza, 
adinamia e febre baixa há 2 meses, com piora progressiva. Há 2 
semanas, notou redução progressiva da diurese, associada à urina 
escura e edema MMII. Refere surgimento de lesões discoides em 
tronco e membros, que pioram com a exposição solar. Exames 
laboratoriais: Hemoglobina 8,2 - Creatinina 5,2 – Ureia 188 – 
Hematúria dismórfica – Proteinúria 2+ - Complemento sérico 
com consumo de C3 e C4.
Assinale a alternativa que contemple a história clínica mais compatível 
com a biópsia acima:
Estratégia
MED
Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)RESIDÊNCIA MÉDICA 9
08 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente de 60 anos, sexo 
feminino, com história de “hepatite” após hemotransfusão na década 
de 1980, apresenta quadro de aumento do volume abdominal 
e episódios de confusão mental há 4 meses. Ao exame físico, 
estava desorientada, ictérica +/4+, hipocorada +/4+, com flapping, 
telangiectasias em tronco e eritema palmar, abdome globoso, com 
macicez móvel de decúbito, pouco doloroso à palpação, sem sinais 
de irritação peritoneal. Exames laboratoriais evidenciaram Hb 12,2 
g/dL, leucócitos 4.300/mm3, plaquetas 101.000/mm3, albumina 
2,7 g/dL, bilirrubina 2,8 mg/dL, INR 2,1, AST 45 U/L, ALT 38 U/L, U 
60 mg/dL, Cr 1,4 mg/dL, Na+ 130 mEq/L. Foi realizada paracentese 
diagnóstica que apresentou o seguinte resultado:
Albumina 0,8 g/dL
Celularidade
380/mm3 (80% 
polimorfonucleares)
Cultura para germes comuns Em andamento
Considerando o quadro clínico e os exames apresentados, qual é o 
diagnóstico e a conduta a ser tomada?
A) Peritonite bacteriana espontânea e aguardar a cultura para 
iniciar tratamento guiado.
B) Encefalopatia hepática e iniciar Furosemida.
C) Peritonite bacteriana espontânea e iniciar Ceftriaxona e 
Albumina.
D) Peritonite bacteriana secundária e solicitar imediatamente 
Tomografia Computadorizada de abdome.
09 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Em pacientes com a 
sobreposição de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica, o uso 
de corticoide inalatório:
A) está indicado quando o VEF1 pós-broncodilatador for ≤ 50% do 
previsto.
B) está indicado quando houver o registro de 2 ou mais exacerbações 
no ano anterior.
C) está indicado quando os pacientes forem classificados como C e 
D pela GOLD.
D) está indicado quando se estabelece o diagnóstico. 
10 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Homem de 53 anos de idade 
buscou atendimento médico devido a quadro de febre que perdura 
por cinco semanas. Além da febre, queixa-se de fraqueza, inapetência, 
perda de peso e aumento do volume abdominal. Relata que se 
mudou do interior do Ceará para São Paulo há cerca de três meses. 
O exame físico revelou os seguintes achados: palidez mucocutânea, 
fígado palpável quatro centímetros abaixo do rebordo costal direito 
e baço palpável dez centímetros abaixo do rebordo costal esquerdo. 
Ausculta cardíaca e pulmonar não apresentaram alterações. Trouxe 
resultado de hemograma realizado há cinco dias: hemoglobina 
de 6,5g/dL, hematócrito de 19%, 2.600 leucócitos/ mm3 e 78.000 
plaquetas/mm3. Com base no diagnóstico mais provável, assinale a 
alternativa com o melhor tratamento indicado:
A) Antimoniato de N-metil glucamina
B) Artesunato + mefloquina
C) Anfotericina B lipossomal
D) Rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol 
Estratégia
MED
Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)RESIDÊNCIA MÉDICA 10
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
11 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente de 61 anos de 
idade relata um episódio de sangramento vaginal há 2 dias. 
Refere menopausa aos 49 anos, 2G 2P 0A. Hipertensa e diabética 
em tratamento. Nega uso de terapia hormonal. Ao exame físico 
especular, observa-se pequena quantidade de sangue coletado no 
fundo de saco, sem sangramento ativo. Colo e vagina sem lesões. Ao 
toque vaginal, o útero mostra-se de tamanho normal para a fase da 
vida da mulher e indolor à palpação. Anexos não palpáveis.
A paciente foi submetida a uma ultrassonografia transvaginal, que 
mostrou um útero de 45 cm3, com eco endometrial de 6 mm. Os 
anexos não foram visualizados. (Vide imagem)
Qual é a conduta melhor indicada para essa paciente?
A) Histeroscopia diagnóstica
B) Histerectomia total
C) Progestágeno contínuo
D) Expectante
12 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente de 53 anos, 
menopausada há 3 anos, comparece ao ambulatório de ginecologia 
referindo tumor na mama há 5 meses. Foi submetida à biópsia 
por agulha grossa, com resultado de carcinoma ductal invasivo, 
com o seguinte perfil imunoistoquímico: receptor de estrógeno 
e progesterona negativo, HER2 (+++) e Ki67 = 67%. Apresentava 
linfonodos axilares ipsilaterais ao tumor, endurecidos e aglomerados. 
Veja a imagem da paciente:
 Qual é o tratamento indicado para essa paciente?
A)Mastectomia seguida de quimioterapia adjuvante associada 
com trastuzumabe.
B) Quimioterapia neoadjuvante associada com trastuzumabe, 
seguida de mastectomia.
C) Hormonioterapia neoadjuvante com anastrozol, seguida de 
mastectomia.
D) Mastectomia seguida de hormonioterapia com tamoxifeno.
Estratégia
MED
Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)RESIDÊNCIA MÉDICA 11
A) B) 
C) 
D) 
13 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) SLV, 45 anos, G3P3, tabagista, vai a UBS para exame ginecológico de rotina. Nega queixas. Relata que não 
coleta exame citológico há 10 anos. Na ocasião, foi coletado Papanicolau. Retorna com resultado da citologia: lesão intraepitelial de alto grau 
(LIEAG). O clínico geral encaminhou-a para colposcopia. Qual desses achados colposcópicos é concordante com a citologia da paciente (sugestivo 
de lesão de alto grau)?
Estratégia
MED
Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)RESIDÊNCIA MÉDICA 12
14 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente de 54 anos vem 
ao ambulatório de ginecologia referindo perda urinária há 2 anos. 
Relata que apresenta episódios em que tem uma sensação iminente 
de urinar e não consegue chegar a tempo no banheiro, perdendo 
urina na roupa. Refere que acorda 3 vezes à noite para urinar e que 
a frequência urinária também aumentou. Quando interrogada sobre 
perdas urinárias aos esforços, conta que, quando tosse ou quando 
vai à academia, apresenta perdas também. Diante do quadro, foram 
solicitados urocultura, que veio negativa, e um estudo urodinâmico 
que está representado abaixo:
OBS: Não houve perda urinária com a manobra de Valsalva.
Diante do quadro clínico e dos exames apresentados, qual é o 
diagnóstico e o tratamento adequados para essa paciente:
A) Incontinência urinária de urgência. Tratamento com mudanças 
comportamentais e com fisioterapia de assoalho pélvico.
B) Incontinência urinária mista. Tratamento com Solifenacina.
C) Incontinência urinária de urgência. Tratamento com Oxibutinina.
D) Incontinência urinária mista. Tratamento com sling 
transobturatório.
15 - (Estratégia MED 2020 
- Inédita) Paciente de 28 
anos refere dor pélvica há 
6 meses. Relata que iniciou 
quadro de dor abdominal, 
principalmente em fossa 
ilíaca direita, intermitente 
e sem relação com o ciclo 
menstrual. Refere ciclos 
regulares com intervalo 
de 28 dias e com 5 dias de 
sangramento. Não faz uso 
de anticoncepcional e tem 
vida sexual ativa. Ao exame 
A) Endometrioma. Fazer uso de anticoncepcional contínuo.
B) Teratoma. Realizar ooforoplastia.
C) Cisto hemorrágico. Realizar conduta expectante.
D) Fibroma. Solicitar marcadores tumorais.
físico, palpa-se anexo direito aumentado de tamanho e levemente 
doloroso à palpação. Não há dor à mobilização do colo uterino. 
Paciente foi submetida a exame de ultrassonografia e tomografia 
com as imagens a seguir:
Diante do quadro clínico e da imagem acima, qual é sua principal 
hipótese diagnóstica e qual é a conduta para a paciente?
Estratégia
MED
Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)RESIDÊNCIA MÉDICA 13
16 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Gestante 35 semanas, 
primigesta, hipertensa crônica em uso de metildopa desde o início 
da gestação. Refere piora dos níveis pressóricos nos últimos dias e 
inchaço nos pés e mão. Nega outros sintomas. Vem à maternidade 
por diminuição da movimentação fetal. Ao exame, paciente encontra-
se com PA 160 x 110 mmHg, AU 33 cm, BCF 130 bpm, dinâmica 
uterina ausente, colo grosso, posterior e impérvio. Feito hidralazina 
com melhora dos níveis pressóricos para 145 x 195 mmHg. Exames 
laboratoriais: relação proteína/creatinina 0,55 mg/dl, plaquetas 
195mil x 106/L, TGO 30 U/L, TGP 36 U/L, DHL 320 UI/L, creatinina 0,80 
mg/dl. Cardiotocografia em anexo. Qual é o diagnóstico e a conduta 
para esse caso?
A) Pré-eclâmpsia grave associada a sofrimento fetal. Internação 
hospitalar e resolução imediata da gestação.
B) Hipertensão arterial crônica com pré-eclâmpsia sobreposta, 
associada a feto hipoativo. Internação hospitalar e repetir a 
cardiotocografia após estimulação fetal. Caso a cardiotocografia 
seja não reativa, resolver a gestação.
C) Hipertensão arterial grave associada a feto hipoativo. Internação 
hospitalar, hidratação, glicose e, após, repetir a cardiotocografia. 
Caso o feto permaneça hipoativo, resolver a gestação.
D) Hipertensão arterial crônica com pré-eclâmpsia sobreposta, 
associada a sofrimento fetal. Resolução imediata da gestação. 
17 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Gestante de 35 semanas vem ao 
pronto-socorro referindo diminuição da movimentação fetal. Refere 
pré-natal sem intercorrências, porém realizou apenas 2 consultas 
até o momento. Relata ser tabagista, nega uso de drogas. Ao exame, 
apresentava PA 120 x 70mmHg, AU 28 cm, BCF 140 bpm, dinâmica 
uterina ausente. Solicitada ultrassonografia obstétrica com Doppler, 
que evidenciou feto único, cefálico, peso estimado de 1650g, ILA 
8 cm e Dopplervelocimetria da artéria umbilical conforme a figura 
abaixo. A conduta adequada nesse caso é:
A) Internação hospitalar para controle diário da vitalidade fetal, 
com cardiotocografia e perfil biofísico fetal até 37 semanas. 
Resolução da gestação com 37 semanas ou se alteração da 
vitalidade fetal.
B) Acompanhamento ambulatorial a cada 2 dias, com 
Dopplervelocimetria obstétrica. Internação hospitalar para 
resolução da gestação no caso de alteração do ducto venoso ou 
após 37 semanas.
C) Internação hospitalar para controle diário da vitalidade fetal, 
com Dopplervelocimetria obstétrica. Resolução, no caso de 
alteração da artéria cerebral media, ou após 37 semanas.
D) Internação hospitalar e resolução da gestação.
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18 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Mulher, 26 anos, comparece para avaliação de rotina ginecológica na UBS em que você está acompanhando 
os atendimentos. Refere ciclos menstruais irregulares e não se recordar da data de sua última menstruação. Nega comorbidades. Relata náuseas 
há cerca de duas semanas e dor em cólica de leve intensidade intermitente há três dias. Nega queixas urinárias ou alterações da secreção vaginal. 
Ao exame físico: normotensa, sem alterações à ausculta cardíaca e pulmonar, abdômen indolor. O preceptor chama sua atenção para o sinal 
de probabilidade de gravidez que observou durante o exame ginecológico, e que lhe ensinou que se chama Piskacek. Escolha a alternativa que 
demonstra o achado do exame físico citado pelo seu preceptor.
A) B) 
C) D) 
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19 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) D.L.C., 32 anos, primigesta, 
38 semanas de gestação, procura o pronto-socorro com queixa de 
perda de líquido claro, há cerca de uma hora, associada a contrações 
dolorosas. Ao exame físico: PA 120x80mmHg, FC 96bpm, dinâmica 
uterina: três contrações de 45 segundos a cada 10 minutos, tônus 
uterino normal e dilatação cervical de cinco centímetros. Confirmou-
se o diagnóstico de rotura de membranas ovulares durante o 
exame especular e a cardiotocografia foi laudada como categoria 
um. Parturiente foi internada e o partograma seguinte registra a 
evolução do parto. Avalie as alternativas e indique a aquela que não 
se correlaciona com o registro do partograma.
A) Altura uterina de 40 centímetros.
B) Teste oral de tolerância à glicose com os seguintes valores: 92mg/
dL em jejum, 165 mg/dL na primeira hora após sobrecarga e 
152mg/dL na segunda hora após sobrecarga.
C) Bacia androide.
D) Promontório atingíveldurante a avaliação da conjugata 
diagonalis.
20 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) L.R.S, 35 anos, idade gestacional 
de 28 semanas, nega doenças prévias à gestação. Vem à consulta de 
pré-natal e traz o controle glicêmicoabaixo. Refere movimentação 
fetal presente, nega queixas e relata estar seguindo as orientações 
de dieta e caminhadas de 30 minutos diariamente. Exames do 
cartão de pré-natal realizados com 14 semanas de gestação: tipagem 
sanguínea A negativo, PAI negativo, glicemia de jejum 128mg/dL, 
hemoglobina glicada 8%, sorologias negativas, urocultura negativa. 
Avalie as alternativas e escolha a correta.
A) O valor da hemoglobina glicada não é critério diagnóstico 
de diabetes durante a gestação devido às modificações 
hematológicas que ocorrem durante a gravidez, sendo indicada 
a coleta de teste oral de tolerância à glicose 75g com urgência, 
uma vez que esse exame deve ser colhido entre 24 e 28 semanas 
de gestação, para confirmação do diagnóstico de diabetes.
B) Solicitar ultrassonografia obstétrica para monitorização do índice 
de líquido amniótico e peso estimado fetal. Apesar da ausência 
de queixas urinárias e urocultura negativa do início do pré-natal, 
repetir o exame.
C) A hemoglobina glicada apresentada no enunciado representa 
aumento do risco de malformações fetais e, uma vez que o 
diagnóstico é de diabetes gestacional, há indicação de realizar 
ecocardiograma fetal.
D) Apesar da dieta adotada pela gestante estar adequada, assim 
como a prática de atividade física, o controle glicêmico não está 
de acordo com os alvos terapêuticos, sendo indicada a prescrição 
de insulinoterapia, isso porque, controlar a hipoglicemia é 
essencial para evitar polidrâmnio, macrossomia e hipoglicemia 
neonatal.
Estratégia
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A) Trata-se de paciente com pseudocisto pancreático, cuja conduta 
deverá ser expectante independentemente da sintomatologia 
do doente, uma vez que praticamente 100% deles irão regredir 
espontaneamente.
B) Trata-se de paciente com pancreatite aguda que complicou 
com pseudocisto pancreático. Os níveis de amilase podem ser 
normais no paciente etilista crônico com quadro de pancreatite 
aguda.
C) Os níveis normais de amilase afastam a possibilidade de tratar-se 
de pancreatite aguda e a imagem tomográfica confirma que o 
paciente apresenta uma neoplasia cística do pâncreas.
D) Tumor de Frantz é a principal hipótese diagnóstica para o caso 
em questão e o paciente deverá ser operado, devido ao risco de 
malignização associado à tal neoplasia.
22 - (Estratégia MED 2020 - 
Inédita) Paciente de 8 anos é 
levado ao coloproctologista 
pela sua mãe, preocupada 
com a alta incidência de câncer 
colorretal em sua família. Afinal, 
seu marido (pai da criança), tio 
paterno, irmão e avó paterna 
já foram acometidos pela doença. Não precisou muito tempo para 
que o coloproctologista também ficasse preocupado com o paciente, 
principalmente após observar esse achado ao exame físico.
A respeito do caso clínico em questão, qual é a alternativa INCORRETA.
A) O paciente provavelmente é portador de Polipose Adenomatosa 
Familiar e futuramente deverá ser encaminhado para 
proctocolectomia com anastomose de bolsa ileal anal.
B) O paciente é, provavelmente, portador de condição autossômica 
dominante que cursa com risco aumentado para ocorrência de 
câncer colorretal.
C) O paciente é, provavelmente, portador de mutação do gene 
STK11 e a colonoscopia deve revelar a presença de múltiplos 
pólipos hamartomatosos intestinais.
D) O paciente tem risco aumentado para câncer colorretal e câncer 
de pulmão.
CIRURGIA GERAL
21 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente masculino, 54 anos, 
diabético, hipertenso, dislipidêmico e etilista de longa data evolui 
com dor abdominal aguda de localização epigástrica e irradiação 
para dorso associada a náuseas e vômitos. Procurou pronto-socorro, 
apresentando fácies de dor, hipotensão, taquicardia e taquipneia, 
além de dor moderada à palpação de abdome superior. Foram 
solicitados exames laboratoriais que evidenciaram Hb 12,5 mg/dL, 
Leucócitos 16500/mm3, PCR 160 mg/dL, amilase 70 UI/L (VR = 25 a 
115 UI/L), TGO 110 U/dL , TGP 90 U/dL. Paciente recebeu tratamento 
clínico em Unidade de Terapia Intensiva e evoluiu com melhora e 
alta. Em acompanhamento 
ambulatorial, retorna 
referindo dor abdominal 
epigástrica leve a moderada 
sem melhora e anorexia. Foi 
solicitada uma tomografia 
computadorizada de abdome, 
que revelou o seguinte 
achado:
Em relação ao caso clínico em questão, assinale a alternativa correta:
Estratégia
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23 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) No seu primeiro dia de 
Residência Médica de Cirurgia Geral, o preceptor pede que 
chamem todos os novos residentes para contemplarem um achado 
intraoperatório inesperado. Ele é categórico em afirmar que se trata 
da anomalia congênita mais comum do trato gastrointestinal e você 
observa o seguinte achado (foto):
A respeito do achado intraoperatório, assinale a alternativa correta:
A) A prevalência do achado é de 2% da população e a maioria dos 
pacientes acometidos apresentará algum sintoma ao longo da 
vida, seja sangramento, inflamação ou obstrução.
B) Os adultos portadores dessa condição costumam cursar, 
principalmente, com hematoquezia, sendo importante causa de 
hemorragia digestiva baixa nessa população.
C) Ocorre principalmente na borda mesentérica do íleo e/ou jejuno.
D) Costuma cursar assintomático na maioria dos indivíduos e 
pode cursar com mucosa heterotópica, principalmente mucosa 
gástrica.
24 - (Estratégia MED 2020 - 
Inédita) Paciente masculino, 
67 anos, admitido na 
emergência queixando-se 
de dor abdominal em cólica, 
iniciada há 4 dias, com piora 
progressiva desde então. 
Refere que há 5 horas vem 
apresentando vômitos 
“esverdeados” e que não 
evacua desde o início do 
quadro, e hoje não eliminou 
flatos. Relata ainda que 
apresentou dois episódios 
de hematoquezia nos últimos 04 meses. Nega comorbidades 
conhecidas. Ao exame físico: REG, descorado 2+/4+, desidratado 
2+/4+, anictérico, afebril. FC 102 bpm. PA 110 x 80 mmHg. FR 16 
irpm. Abdome globoso, distendido, doloroso à palpação, timpânico. 
Sem sinais de irritação peritoneal. Toque retal: massa palpável na luz 
retal, endurecida, a cerca de 06 cm da borda anal, estenosante.
Exames complementares: Hb 8,9 / Ht 26,7 / Leucócitos 12.500 cel/
mm3, sem desvio / Cr 1,2 / Ur 40 / Na 143 / K 3,9. Realizada radiografia 
de abdome (imagem a seguir) e tomografia computadorizada de 
abdome e pelve com contraste, que identificou tumor no reto, de 
aproximadamente 5 cm de extensão, estenosante, provável T3. Sem 
sinais de doença hepática ou peritoneal. Qual das medidas abaixo é 
a mais indicada como tratamento inicial?
A) Colostomia em alça.
B) Retossigmoidectomia + reconstrução primária do trânsito.
C) Radioterapia exclusiva.
D) Retossigmoidectomia + colostomia terminal.
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25 - (Estratégia MED 2020 - 
Inédita) Paciente de 25 anos 
dá entrada no setor de trauma 
do hospital central após colisão 
moto X caminhão. Pelo ATLS: A: 
vias aéreas pérvias, com colar 
cervical. B: murmúrio vesicular 
presente bilateralmente, sem 
ruídos adventícios. C: pressão 
arterial 80X50mmHg, frequência 
cardíaca 122, pelve instável. D: 
Glasgow 5, pupilas anisocóricas. E: 
fratura exposta do fêmur direito, 
com ferida de aproximadamente 
5 centímetros, sem grande 
contaminação (veja as radiografias 
do caso abaixo). 
O R2 de ortopedia passa o caso 
ao assistente no IOT, que orienta 
fixação externa da pelve e do fêmur. O R1, muito ávido por operar, 
questiona se não poderiam fazer uma haste intramedular para o 
fêmur imediatamente. O R3, no ápice de sua sapiência, responde 
que, neste paciente:
A) por se tratar de uma fratura exposta, não é possível fazer uma 
fixação definitiva do fêmur neste momento, sendo indicadolavar 
e fixar externo.
B) uma vez estabilizado o paciente com a fixação externa de bacia 
e reposição volêmica, a fixação definitiva do fêmur (Early total 
care) é plenamente factível.
C) por se tratar de um paciente instável, a conduta é Damage 
Control (controle de danos).
D) sendo uma fratura exposta classificada, a princípio, como Gustilo-
Anderson 3A, é possível fazer uma síntese definitiva nesse 
paciente logo após fixação da bacia, mas, provavelmente, a placa 
será a melhor opção, pela dificuldade de fresar o fragmento 
intermediário. 
26 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente de 58 anos, 
sexo masculino, em acompanhamento por hepatite B crônica, 
assintomático, realizou ultrassonografia de rotina que evidenciou 
nódulo hepático hipoecogênico de 4,0 cm no lobo direito. Trouxe 
exames laboratoriais com Hb 15,2 g/dL, leucócitos 7.500/mm3, 
plaquetas 150.000/mm3, AST 45 U/L, ALT 64 U/L, fosfatase alcalina 
270 U/L, bilirrubina 2,0 mg/dL e alfafetoproteína 8 ng/mL. Foi 
solicitada Tomografia Computadorizada de abdome (imagem) que 
confirmou a lesão hepática. Qual é o diagnóstico?
Figura 1: Fase sem contraste Figura 2: Fase arterial
Figura 3: Fase portal Figura 4: Fase de equilíbrio
A) Carcinoma hepatocelular.
B) Hemangioma hepático.
C) Metástase hepática.
D) Hiperplasia nodular focal.
Estratégia
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Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)RESIDÊNCIA MÉDICA 19
27 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente de 65 anos de idade, 28 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Mulher, 25 anos, 
imunocompetente e sem histórico de patologias prévias, dá entrada 
A) O tratamento pode ser realizado ambulatorialmente e consiste 
em antibioticoterapia via oral com espectro para bactérias 
anaeróbias e Gram-negativas por 7 a 10 dias, além de dieta sem 
resíduos.
B) O tratamento indicado é internação hospitalar, jejum, 
antibioticoterapia endovenosa com espectro para bactérias 
anaeróbias e Gram-negativas e repetir a tomografia de abdome 
após 48 horas.
C) Se o paciente apresentar boa evolução após o tratamento 
adequado, com regressão do quadro, deverá realizar 
colonoscopia em 6 semanas e sigmoidectomia com anastomose 
primária, de forma eletiva.
D) O tratamento indicado, além da antibioticoterapia endovenosa, 
é a laparoscopia, irrigação da cavidade com solução salina 
aquecida e drenagem da cavidade
no serviço de emergência 
queixando-se de visão embaçada 
e fotofobia no olho esquerdo 
há 3 dias. Nega dor. Ao exame 
oftalmológico apresenta visão 
de 20/20 no olho direito e 
20/200 no olho esquerdo, células 
inflamatórias no vítreo e foco inflamatório branco amarelado 
próximo ao nervo óptico, com cicatriz coriorretiniana adjacente, 
como mostrado na imagem ao lado
Qual é a principal hipótese diagnóstica e a conduta a ser adotada, 
respectivamente?
masculino, diabético e 
hipertenso, chega ao 
Pronto-Socorro com 
queixa de dor abdominal 
localizada em fossa ilíaca 
esquerda há dois dias, 
associada à febre aferida 
de 38,2º C e constipação. 
Ao exame clínico: Regular 
estado geral, febril, FC: 
90 bpm, PA: 130 x 80 mmHg; FR: 20 irpm; Tórax sem alterações. 
Abdome globoso, pouco distendido, com massa palpável de cerca de 
6 cm na fossa ilíaca esquerda e dor à palpação profunda localizada na 
região da massa. Sem sinais de irritação peritoneal. Toque retal sem 
alterações. Exames laboratoriais: Hb: 13,1 g/dL; Leuco: 17,50 mil/
mm³ (5% de bastões); PCR: 82 mg/dL; Creatinina: 1,22 mg/dl; Ureia: 
51 mg/dl; demais exames normais. Realizada tomografia de abdome 
(imagens a seguir). 
Em relação ao caso, é CORRETO afirmar que:
A) Descolamento exsudativo de retina; corticoide oral.
B) Toxoplasmose ocular; sulfadiazina, pirimetamina, ácido folínico 
e prednisona oral.
C) Toxoplasmose ocular; vitrectomia posterior.
D) Descolamento regmatogênico de retina; sulfadiazina, 
pirimetamina e ácido folínico.
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29 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Jovem de 27 anos foi trazido 
pela unidade avançada do SAMU após colisão de automóvel, em alta 
velocidade, contra anteparo fixo.
Ao exame físico, apresentava extenso enfisema subcutâneo 
cervicotorácico, frequência respiratória de 32 incursões por minuto 
e saturação de oxigênio de 89% em máscara de macronebulização a 
A) O diagnóstico desse tipo de lesão deve ser realizado durante a 
avaliação primária.
B) O exame de escolha para confirmação diagnóstica é a tomografia 
computadorizada.
C) O tratamento definitivo costuma envolver a realização de 
toracotomia.
D) A passagem de um segundo dreno de tórax deve ser considerada 
como uma das medidas iniciais nesse caso.
30 - (Estratégia MED 2020 
- Inédita) Paciente do sexo 
feminino, 40 anos, com 
história de repetidas crises 
de cólica biliar, evolui com 
quadro de colecistite aguda, 
com início dos sintomas há 5 
dias. Indicado colecistectomia 
videolaparoscópica, houve 
dificuldade na dissecção e na 
identificação do ducto cístico e do ducto colédoco, com suspeita 
de lesão de via biliar. Indicada a realização de colangiografia 
intraoperatória (VER IMAGEM). Qual é o diagnóstico baseado na 
imagem?
A) Observa-se uma falha de enchimento a mais de 2 cm da 
confluência dos ductos hepáticos, classificada como uma lesão 
Bismuth tipo 1.
B) Observa-se uma falha de enchimento a menos de 2 cm da 
confluência dos ductos hepáticos, classificada como uma lesão 
Bismuth tipo 2.
C) Trata-se de uma colangiografia normal.
D) Há evidente extravasamento de contraste no colédoco distal, o 
que configura lesão da via biliar.
5L/min.
À ausculta pulmonar, o 
murmúrio vesicular estava 
diminuído à esquerda 
e havia timpanismo à 
percussão.
O diagnóstico inicial foi de 
pneumotórax.
Após a drenagem torácica, 
havia borbulhamento do 
selo d’água e a radiografia 
de controle realizado na sala de trauma mostrava a seguinte imagem:
Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a 
alternativa INCORRETA:
Estratégia
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32 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Os hemocomponentes surgem 
a partir de um processo mecânico (centrifugação) do sangue total, 
conforme ilustrado na figura abaixo: 
31 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Menino, 5 anos de idade, 
apresenta quadro de febre de 38,5 a 39,1ºC (hoje teve 39,1ºC) 
associada à cefaleia, vômitos (4 episódios no período), mal-estar 
e dor de garganta iniciados há 4 dias. A mãe notou “caroços” no 
pescoço e uma vermelhidão na face e no corpo há 2 dias, que eram 
mais sutis, como os da foto que ela tirou no primeiro dia (abaixo) e 
que se intensificaram hoje, começando a ter descamação das mãos, 
conforme a foto abaixo. No exame físico apresenta hiperemia de 
amígdalas, com pontos esbranquiçados e língua conforme também 
a foto abaixo, palpam-se linfonodos cervicais, móveis, dolorosos, 
fibroelásticos e bilaterais de aproximadamente 2 - 3 cm. Assinale 
a alternativa que contém o agente etiológico mais provável, ou a 
doença para o quadro apresentado, e uma possível complicação 
desse quadro.
A) Coxsackievírus A16; miocardite.
B) Estreptococo β hemolítico do grupo A; febre reumática.
C) Doença de Kawasaki; aneurisma de artérias coronárias.
D) Vírus Epstein-Barr; linfoma de Burkitt. 
PEDIATRIA
Essa separação pode ocorrer após a obtenção do sangue total ou 
diretamente na coleta, sendo este último processo denominando 
aférese. Baseado em seus conhecimentos, qual das situações abaixo 
melhor indica a transfusão de um hemocomponente?
A) Transfusão de plaquetas antes de um acesso venoso central com 
50.000mm3.
B) Transfusão de hemácias em cardiopatas com hemoglobina de 
7,8g/dl.
C) Transfusão de plasma em hipoalbuminêmicos.
D) Transfusão de crioprecipitado, em caso de hemofílico B com 
sangramento.
Fonte: ShutterstockEstratégia
MED
Estratégia MED| 1º Simulado USP SP para Residência Médica (Acesso Direto)RESIDÊNCIA MÉDICA 22
33 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Escolar de 
06 anos de idade, sexo feminino, deu entrada no 
serviço de emergência pediátrica com quadro 
de náuseas, vômitos e dor abdominal difusa. Os 
pais relataram que, nas últimas duas semanas, 
a paciente vinha se apresentado com queda 
do estado geral e perda de peso, apesar do 
apetite aumentado. Ao exame físico, mostrava-
se sonolenta, com mucosas secas e olhos 
encovados. Afebril, PA 100x60 mmHg, FC 112 
bpm, ausculta cardiopulmonar sem alterações 
e abdômen difusamente doloroso, sem sinais 
sugestivos de irritação peritoneal. Os exames 
admissionais dignos de nota estão sumarizados 
no quadro ao lado.
Leucometria 22.000/microL
pH arterial 7,20
Bicarbonato 14 mEq/L
beta-hidroxibutirato 5,2 mmol/L (VR:B, hepatite B, pólio inativada e 
febre amarela.
C) Pentavalente, pólio inativada e febre amarela
D) DTPa, Haemophilus influenzae B, Hepatite B e pólio inativada.
39 - (Estratégia MED 
2020 - Inédita) Gestante 
de 25 anos deu entrada na 
maternidade em período 
expulsivo com história de ter 
feito apenas duas consultas 
de pré-natal, sem nenhuma 
coleta de sorologia. O RN 
nasce com idade gestacional 
de 36 semanas, 1850g, com 
hepatoesplenomegalia. 
Ao realizar tomografia de 
crânio, foi encontrada a seguinte imagem:
Responda, Verdadeiro (V) ou Falso (F), considerando o diagnóstico 
mais provável:
( ) O achado é sugestivo de neurotoxoplasmose congênita.
( ) Devemos realizar ecocardiograma, pois a cardiopatia congênita é 
uma das principais manifestações da doença apresentada.
( ) O tratamento deve ser feito com Aciclovir na dose de 100mg/kg/
dia.
( ) O RN deve ser mantido em precaução de contato durante o 
internamento.
( ) O isolamento do agente infeccioso em urina ou saliva até a 3ª 
semana de vida confirma o diagnóstico.
A sequência correta é:
A) F – F – F – V - V
B) F – V – V – V - F
C) V – V – F – F - V
D) V - F – F – V - F
Estratégia
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40 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Criança de seis anos de idade, 
afrodescendente, trazida à consulta com história de episódio de 
hemiparesia ocorrido há uma semana. Os pais escutaram um som 
estranho vindo do quarto da criança durante a madrugada e, ao 
chegarem lá, notaram que ela estava chorando e com dificuldade 
para movimentar o braço esquerdo. Foi levada ao pronto-socorro, 
onde ficou internada por dois dias para investigação. Os sintomas 
melhoraram completamente em duas horas. O paciente apresentou 
desenvolvimento neuropsicomotor normal, está com as vacinas 
em dia e não apresenta comorbidades. Já apresentou uma crise 
epiléptica tônico-clônica generalizada durante o sono há 3 meses, 
quando fez um eletroencefalograma durante a vigília, que havia sido 
normal. No momento da consulta, não foram encontradas quaisquer 
anormalidades no exame neurológico e clínico do paciente. Os 
resultados dos exames de tomografia de crânio (realizada após 24h), 
líquor e exames laboratoriais realizados na internação foram normais, 
exceto o do eletroencefalograma, dessa vez realizado em sono e 
em vigília, que revelou a presença de paroxismos epileptiformes de 
espículas durante o sono não REM localizados nas regiões temporais, 
sem repercussão eletroclínica. Diante desse quadro, assinale a 
alternativa correta.
A) O diagnóstico mais provável é o de ataque isquêmico transitório 
e a criança deveria ter sido submetida a uma ressonância 
magnética de encéfalo com difusão.
B) O quadro é sugestivo de epilepsia rolândica e a paciente deve 
iniciar tratamento imediato com fenitoína 20 mg/kg a cada 8 
horas.
C) A explicação mais provável para a hemiparesia é uma paralisia de 
Todd, secundária a uma crise de início focal motora.
D) Considerando a principal hipótese diagnóstica para o quadro, 
deve ser solicitada uma eletroforese de hemoglobina. 
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41 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente C. R. C., do sexo 
masculino, 33 anos, foi diagnosticado recentemente com infecção 
por HIV. Iniciou o uso de tenofovir, lamivudina e dolutegravir há 
cerca de 1 mês. Como está muito preocupado em evitar infecções 
associadas à sua condição, compareceu à UBS para consulta de 
rotina e questiona sobre que vacinas ele deve tomar. Não lembra de 
vacinação prévia e não tem carteira vacinal. Levou exames: Hb 11,2g/
dl; leucócitos 5.090/mm3; plaquetas 145.000/mm3; ureia 35 mg/dL; 
creatinina 0,9 mg/dL; carga viral para HIV 5.148 cópias/mL; CD4 190 
cel/mm3; anti-HCV não reagente; anti-HBs não reagente; anti-HBc não 
reagente; agHBs não reagente; sarampo IgG não reagente; anti-HAV 
não reagente. Das opções abaixo, qual vacina está contraindicada 
para o paciente?
A) Vacina pneumocócica.
B) Vacina tríplice viral.
C) dT.
D) nfluenza.
42 - (Estratégia MED 2020 - 
Inédita) Mãe traz o filho de 5 anos 
com queixa de que ele apresenta 
há 2 semanas um quadro 
pruriginoso intenso. O prurido 
é pior durante a noite e o primo 
está com quadro semelhante. 
Ao exame dermatológico você 
observa as lesões demonstradas 
na fotografia. Sobre esse diagnóstico marque a afirmativa correta.
43 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Homem de 75 anos finalmente 
procurou a UBS mais próxima após sua esposa e filhos queixarem-
se que ele apresenta dificuldade para entender as pessoas, bem 
como, o volume da televisão está acordando toda a vizinhança. Nega 
otorreia, vertigem ou zumbido. AP: Hipertenso há 15 anos, em uso 
de medicação com controle adequado, diabetes mellitus, controlado 
com uso de medicação oral. Trabalhou a maior parte da vida como 
motorista de caminhão. Exame físico: Otoscopia normal. O médico 
solicitou uma audiometria, e o paciente retornou para apresentá-la. 
Audiometria na imagem a seguir. A hipótese diagnóstica é:
A) Os pacientes imunossuprimidos tendem a apresentar um quadro 
com lesões mais crostosas.
B) Nas gestantes, o tratamento de escolha é feito com albendazol.
C) Caso o prurido não melhore em até 5 dias após o tratamento, 
devemos considerar falha terapêutica.
D) Nos recém-nascidos, o quadro tende a ser mais localizado e as 
lesões são exclusivas das áreas das fraldas.
MEDICINA PREVENTIVA
A) presbiacusia, com perda auditiva neurossensorial bilateral, e 
perda decrescente “em rampa”, na audiometria.
B) presbiacusia com perda auditiva condutiva bilateral, apresentando 
perda “em gota” em 6000 e 8000 Hz na audiometria.
C) perda auditiva induzida por ruído (PAIR), com perda auditiva 
condutiva bilateral, com “gota acústica” em 6000 Hz na 
audiometria.
D) perda auditiva induzida por ruído (PAIR), com perda auditiva 
neurossensorial bilateral, decrescente, com “gota acústica” em 
6000 Hz na audiometria.
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44 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Mulher, 32 anos, casada, teve 
seu primeiro filho por parto normal, sem intercorrências, há 20 
dias. De 11 dias para cá, apresenta-se chorosa, mais sensível aos 
comentários do marido, tem pouca paciência para cuidar de seu 
bebê, está irritada e demonstra labilidade emocional. Durante 
consulta com seu ginecologista, diz que é a primeira vez que se 
sente assim e não entende o motivo, acha que ter um filho é muita 
responsabilidade e foi um erro. Seu marido conta que os sintomas 
começaram logo após o nascimento do bebê. Diante desse quadro, 
assinale o provável diagnóstico e a melhor conduta.
A) A paciente apresenta quadro de depressão maior e deve receber 
antidepressivos em doses progressivas até atingir a remissão 
completa dos sintomas.
B) A paciente apresenta episódio de depressão bipolar do tipo 2 e 
deve ser internada para receber estabilizadores do humor e para 
a proteção do bebê.
C) A paciente apresenta quadro conhecido como Blues do puerpério 
e deve receber dose baixa de antidepressivo, para evitar o 
surgimento de um quadro depressivo maior, e ser reavaliada em 
15 dias.
D) A paciente está passando pelo Blues puerperal, devendo ser 
acolhida, orientada e confortada. Deve ser reavaliada em uma 
semana, quando o diagnóstico poderá ser revisado.
45 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Paciente de 25 anos, estudante 
de medicina, solteiro, vai ao posto de saúde acompanhado dos pais, 
pois tem se sentido muito triste ultimamente. Diz que há 2 meses 
anda desanimado, dormindo muito, irritadiço, impulsivo e, por vezes, 
revela que já pensou em cometer suicídio anteriormente, pois não 
via muito sentido na vida. Seus pais o descrevem como “muito ativo”, 
já que dorme apenas 5 horas por noite, por vezesfala demais e com 
pressa. Algumas vezes, era inconsequente com seu dinheiro, fazendo 
compras voluptuosas de itens desnecessários, comprometendo 
suas finanças. Vez ou outra entrava em uma briga física com amigos 
por desentendimentos banais. Na história médica, tem doença 
renal crônica e hipotiroidismo irregularmente tratado. No histórico 
familiar, mãe com história de depressão recorrente e tio paterno com 
história de esquizofrenia. Você faz o diagnóstico de depressão, inicia 
o antidepressivo Paroxetina 20mg e solicita retorno em 14 dias. Os 
pais do paciente entram em contato 9 dias depois “desesperados”, 
pois o filho está “excitado”, agitado, falante, um pouco agressivo 
verbalmente e insone. Já não sabem mais o que fazer, pois ele 
mudou completamente seu comportamento nos últimos dias. Qual é 
o provável diagnóstico e a melhor conduta a ser tomada?
A) Esquizofrenia. Sugerir aos pais do garoto internação hospitalar e 
iniciar com Haloperidol 15mg/dia.
B) Depressão maior. Você informa aos pais que o tratamento está 
funcionando, pois o paciente está mais ativo e disposto e pede 
para que se acalmem.
C) Mania. Você diz que a internação psiquiátrica é uma possibilidade, 
suspende a paroxetina e inicia 600mg de lítio.
D) Virada maníaca induzida por antidepressivo. Você conversa com 
os pais do garoto, que se comprometem em vigiá-lo de perto 
nos próximos dias e trazê-lo para uma nova avaliação em 48 
horas. Pede que seja suspensa a paroxetina, inicia quetiapina 
100mg com aumentos progressivos da dose e avisa a família que 
a internação hospitalar é uma possibilidade.
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46 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Diana, 51 anos de idade, é acompanhada pela equipe da Estratégia Saúde da Família há 25 anos. Faz 
seguimento de diabetes melito tipo I e apresentou controle glicêmico irregular há um ano, evoluindo para a amputação de pé direito há dois 
meses. Durante a consulta, Diana relata estar preocupada com sua recolocação profissional, pois trabalhava como segurança e essa atividade 
laboral exige que permaneça em pé durante a maior parte da jornada de trabalho. Além disso, lamenta-se das dificuldades financeiras. Ela 
acrescenta que ainda não conseguiu marcar fisioterapia e que deu entrada na solicitação de prótese adaptada à sua nova condição clínica, mas 
que ainda não recebeu notícias de quando chegará. Seu filho está desempregado e recentemente engravidou a filha da vizinha, sendo que a 
grávida foi expulsa de casa por motivos religiosos, que ela não compreende, e está morando com Diana e seu filho. Acrescenta que tem solicitado 
ao filho que saia de casa para resolver os problemas, pois está com medo de pegar “o tal do Covid, doutor”, além de ter dificuldades para deslocar-
se com o uso de muletas. Você, como novo(a) médico(a) da unidade básica de saúde, escuta atentamente os detalhes do relato de Diana. Ao 
exame clínico do local amputado, verifica que a cicatrização da amputação evolui de forma satisfatória, sem sinais flogísticos ou qualquer achado 
clínico relevante relacionado ao procedimento cirúrgico. Considerando a idade de Diana, aproveita para falar sobre o rastreamento do câncer de 
mama. Ela, então, recorda-se: “Doutor! Quase ia me esquecendo de avisar, eu percebi um caroço dolorido que está crescendo no meu peito e 
ainda sai uma aguinha branca pelo bico! Será que é grave?”. Ao prosseguir com o exame físico geral, você percebe nódulo doloroso em quadrante 
superior esquerdo de mama direita, de consistência endurecida, retração mamilar e descarga papilar em “água de rocha”. O restante do exame 
clínico é normal. Você orienta Diana que irá solicitar inicialmente a mamografia e avisa que vai, posteriormente, encaminhá-la para avaliação 
com o especialista, enfatizando que continuará seguindo o caso dela. Diana reforça a apreensão adicional sobre sua deficiência física, além 
de sua preocupação em arranjar emprego, e você tranquiliza-a ao informá-la que planeja discutir o caso dela com o fisioterapeuta, pensando 
em sua reabilitação física, além de analisar com a assistente social a possibilidade de benefícios aplicáveis ao seu caso, incluindo a reabilitação 
profissional com a terapeuta ocupacional. Finalizando, você combina que ela retorne à UBS, o mais precocemente possível, com o resultado do 
exame. A paciente concorda e deixa o consultório mais tranquila.
Considerando a sistematização do Registro Clínico Orientado a Problemas (RCOP), qual seria a melhor opção para o registro dessa consulta no 
modelo SOAP?
A) S: Preocupada com o Covid-19 e com situação financeira / O: Ferimento cicatrizado e nódulo em mama / A: Ferimento cicatrizado e nódulo 
em mama com secreção papilar em água de rocha / P: Discussão com equipe multidisciplinar e solicitação de mamografia.
B) S: Medo de doença de mama e problemas financeiros / O: Diabetes tipo I / A: Pé amputado e nódulo benigno em mama com secreção 
papilar límpida / P: Retorno precoce para reavaliação.
C) S: Medo de doença (Covid-19 e mama) / O: Caroço de mama e ferimento cicatrizado em pé direito / A: Diabetes tipo I com pé amputado à 
direita e suspeita de câncer de mama / P: Encaminhamento para o especialista.
D) S: Preocupada com a reabilitação (profissional e física) e com o caroço da mama / O: Ferimento sem sinais flogísticos em pé direito e nódulo 
palpável em mama direita com secreção papilar / A: Amputação em pé direito já cicatrizado (complicação da Diabetes tipo I) e nódulo 
palpável em mama com secreção papilar / P: Discussão com equipe multidisciplinar e solicitação de mamografia.
47 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Sobre o contexto atual do Nasf, é CORRETO afirmar que:
A) Em 2008, foi criado o Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (Nasf-AB), que foi renomeado em 2017, passando a ser chamado de 
Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf).
B) A partir do novo modelo de financiamento instituído pela Portaria GM/MS n° 2.979, de 12 de novembro de 2019, não há mais equipes 
multiprofissionais responsáveis por prestar apoio matricial às equipes da Atenção Básica.
C) Os profissionais desse núcleo auxiliam as equipes que trabalham na Atenção Básica ao encaminhar os pacientes que demandam atendimento 
especializado para outros níveis de atenção.
D) O Programa Previne Brasil revogou o texto normativo sobre o Financiamento do Piso da Atenção Básica Variável para os Núcleos de Apoio à 
Saúde da Família (NASF).
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48 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Você está no ambulatório de Pneumologia e atende Dona Maria, 64 anos, com história de dispneia 
progressiva há cerca de 06 meses, associada à perda ponderal de 8 Kg, tosse seca, astenia e fadiga. Ela refere que, no começo dos sintomas, 
apresentava dor ventilatório-dependente, mas que, após alguns meses, essa dor não a incomodava mais. Nega febre ou sudorese noturna. Nega, 
também, doenças respiratórias prévias e refere apenas hipertensão arterial, mas com uso irregular de medicações. Relata que sempre trabalhou 
cuidando da casa e dos filhos, enquanto o marido trabalhava em uma mineradora da cidade. Não sabe ao certo em que setor ele trabalhava, mas 
sempre chegava em casa com a roupa muito suja e ela que tinha que lavá-la todos os dias.
 Ao exame físico, apresenta PA 160x90 mmHg, SatO2 92% em ar ambiente, FC 102 bpm, ausculta cardíaca sem alterações e edema em membros 
inferiores (1+/4+). Ao exame do tórax, murmúrio vesicular abolido em bases, bilateralmente, com macicez à percussão.
Ela trouxe exames de imagem que havia realizado na atenção secundária, veja a seguir:
A) Por se tratar de paciente hipertensa não controlada, com provável cardiopatia hipertensiva, síndrome edemigênica e derrame pleural 
bilateral, não há indicação de toracocentese diagnóstica, devendo-se instituir tratamento sistêmico com anti-hipertensivose diurético, e 
nova reavaliação após 3 meses.
B) A paciente não se encontrava sujeita à exposição ambiental ao lavar as roupas do marido, mesmo com o relato de trabalho em mineradora.
C) Com a história clínica da paciente, provavelmente trata-se de um exsudato linfocítico, com ADA elevado e raras células mesoteliais. A 
positividade da cultura do líquido pleural e a pesquisa direta de microorganismos é elevada, não sendo necessária a realização de biópsia 
pleural nessa situação.
D) A citologia é uma ferramenta importante na identificação de derrames pleurais suspeitos de malignidade, porém não é capaz de distinguir 
entre neoplasia maligna primária e metastática apenas pela morfologia, sendo recomendado que em material citológico seja feito o 
emblocado (cell block) para realização de imuno-histoquímica se necessário.
Diante de tal cenário, marque a alternativa correta:
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49 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Em testes diagnósticos, é muito comum a confusão entre os conceitos de sensibilidade e valor preditivo 
positivo (VPP). Essas duas medidas de validação estão representadas na imagem abaixo. 
Em “A”, nós desconhecemos o estado de saúde do indivíduo (isto é, não sabemos se ele está doente ou saudável), mas conhecemos o resultado do 
seu teste diagnóstico (positivo). Em contrapartida, em “B”, nós conhecemos o estado de saúde do indivíduo (ele está doente), mas desconhecemos 
o resultado do seu teste diagnóstico (isto é, não sabemos se o resultado do teste foi positivo ou negativo). 
Nesse sentido, identifique a assertiva correta:
A) A situação “A” representa a sensibilidade, uma vez que é a probabilidade de o resultado vir positivo, dado que o indivíduo está doente.
B) A situação “B” representa o valor preditivo positivo (VPP), uma vez que é a probabilidade de o resultado vir positivo, dado que o indivíduo 
está doente.
C) A situação “A” representa o valor preditivo positivo (VPP), uma vez que é a probabilidade de o indivíduo estar doente, dado que o resultado 
do teste diagnóstico foi positivo.
D) A situação “B” representa a sensibilidade, uma vez que é a probabilidade de o indivíduo estar doente, dado que o resultado do teste 
diagnóstico foi positivo. 
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PREENCHA SEU GABARITO
50 - (Estratégia MED 2020 - Inédita) Um famoso estudo francês, publicado em 17 de março de 2020, apregoava que indivíduos com SARS-COV-2 
apresentavam uma espécie de cura virológica quando eram tratados com hidroxicloroquina. Segundo os autores, 42 pacientes comprovadamente 
com COVID-19 (isto é, com RT-PCR* positivo) foram acompanhados durante os 14 primeiros dias de doença. Vinte e seis pacientes estavam 
no Centro Médico de Marseille, na França, e foram selecionados para receber o total de 600 mg de hidroxicloroquina por dia, divididos em 
três tomadas de 200 mg, pelo período total de 10 dias. Esses indivíduos foram comparados aos outros dezesseis pacientes do estudo que 
estavam distribuídos em outros centros médicos. Por estarem fora do Centro Médico de Marseille, esses dezesseis pacientes não receberam a 
hidroxicloroquina, formando assim uma espécie de grupo controle negativo. Além disso, o desfecho utilizado foi uma nova avaliação do RT-PCR 
no 6º dia de tratamento. Os resultados mostraram que 35% dos pacientes tratados com hidroxicloroquina apresentavam o RT-PCR ainda positivo 
no 6º dia de doença contra 85% dos indivíduos não tratados. 
Com base nas informações acima, assinale a assertiva correta:
*Reverse Transcription Polymerase Chain Reaction ou Transcrição Reversa seguida de Reação em Cadeia da Polimerase.
A) A metodologia é compatível com um ensaio clínico controlado e randomizado, o qual utilizou um exame laboratorial (RT-PCR) como desfecho 
substituto. Além disso, desfechos substitutos equivalem aos desfechos clínicos na avaliação da eficácia do tratamento.
B) A metodologia é compatível com um ensaio clínico controlado e não randomizado, o qual utilizou um exame laboratorial (RT-PCR) como 
desfecho substituto. No entanto, esse tipo de desfecho é uma das principais críticas ao estudo, uma vez que desfechos substitutos não 
devem ser usados para orientar decisões terapêuticas.
C) A metodologia é compatível com um ensaio clínico não controlado e não randomizado, o qual utilizou um exame laboratorial (RT-PCR) como 
desfecho substituto. No entanto, esse tipo de desfecho é uma das principais críticas ao estudo, uma vez que desfechos substitutos não 
devem ser usados para orientar decisões terapêuticas.
D) A metodologia é compatível com um estudo de caso-controle, uma vez que uma parte dos indivíduos foram tratados como casos, 
enquanto a outra parte foi tratada como controle, o que permitiu avaliar a evolução do RT-PCR em indivíduos que não estavam em uso de 
hidroxicloroquina. No entanto, como os casos e os controles foram selecionados a partir de populações diferentes, não há a garantia de 
homogeneidade entre os grupos formados, sendo essa uma das principais críticas ao estudo. 
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