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Sistema Respiratório
Clinica de Rumiantes II
Sistema Respiratório
• Superior: Narinas, Faringe e Laringe
• Inferior: Traquéia, Brônquios, alvéolos
(Pulmão)
Afecções do sistema respiratório:
Afecções do sistema respiratório:
Defesa dos pulmões
Defesa dos pulmões
Predisposição - Afecções do sistema
respiratório:
Peculiaridades anatômicas:
Características únicas: Pulmões menos eficientes e mais sensíveis.
Vulnerabilidade: Bezerros e bois de corte são mais propensos a problemas.
Vias aéreas estreitas: Dificultam a passagem de ar.
Pouca área de troca gasosa: Menor eficiência na troca de oxigênio e gás carbônico.
Pulmões compartimentados: Divisões internas dificultam a circulação de ar.
Baixa elasticidade: Respiração exige mais esforço e energia.
Muito tecido conjuntivo: Torna os pulmões mais rígidos.
Desajuste entre ar e sangue: Troca de gases comprometida.
Impacto de problemas leves: Pequenas complicações podem levar a insuficiência
respiratória grave.
Afecções do sistema respiratório:
Condições Ambientais
Características do manejo
• Base para anamnese
• Boa ventilação
• Conforto térmico = gases amoniacais
Curso e duração
Número de afetados
Idade
Mudanças recentes de alimentação
Mudanças climáticas
Estresse
Introdução de animais
Vacinas ou tratamentos
Exame clínico e anamnese
Examinar diretamente o sistema
respiratório quando:
• Dispnéia
• Secreção nasal
• Tosse
• Murmúrios respiratórios
• Gemidos
• Febre repentina
Exame clínico e anamnese
 Início do exame do sistema
respiratório
Narinas e temperatura corporal
Inspeção externa e interna
Sempre úmida
Alterações estruturais
Ar expirado
Palpação (dor, consistência,
umidade e calor)
Exame clínico - narinas Secreção nasal
Limpeza com soro fisiológico
• Swab nasal – mais profundo possível
• Isolamento de patógenos específicos
• Mannheimia haemolytica
• Pasteurella multocida
• Histophilus somni
• Mycoplasma spp.
Unilateral
Exame clínico - narinas
Rinites
Sinusites
Bilateral
Pneumonias
Processos
posteriores às
coanas
 Quantidade:
Escassas
Abundante
Contínuas
Descontínuas
• Aumenta ao abaixar a cabeça
• Aparece com crise de tosses
Exame clínico - Secreção nasal
Secreção Nasal
Serosa
Mucosa
Purulenta
Hemorrágica
Espumosa
Pútrida
 
Auscultação
• Não é necessário estetoscópio
• Ar ao passar pelas fossas nasais
Exame clínico - Narinas
Estridores
Estreitamento das vias aéreas
Sibilo
 Inspiratórios
Estertores
 Deslocamento de falsas membranas
Exsudatos
Roncos ou ruído de bolhas
Inspiração ou expiração
 
AR EXPIRADO
 Temperatura
• Altas em febres ou inflamações
• Avaliar o fluxo de saída
• Igualdade entre as duas narinas
Exame clínico - Narinas
Avaliar o Odor
Acetona = Cetose
Urêmico = insuficiências renais graves
Pútrido = inflamações purulentas
Exame clínico - Faringe e Traqueia
Visão dificultada: Torus lingual impede
visualização direta.
Necessidade de endoscópio: Equipamento
indispensável para exame interno.
Anatomia da traqueia: Formato em "bainha de
espada" dificulta avaliação.
Deformações palpáveis: Alterações podem ser
percebidas pelo toque.
Ruptura: Possibilidade em casos graves ou
traumas.
Dor e enfisema: Sinais clínicos de problemas na
faringe ou traqueia.
Frequente ou Rara
Demorada ou Breve
Paroxística
Forte ou Fraca
Dolorosa ou Indolor
Superior ou Inferior
Úmida ou seca
Exame clínico - Tosse
Mecanismo fisiológico
•É importante avaliar
Devemos provocar a tosse
Pressionar cartilagens 1.
Bloquear narinas por 30-40seg 2.
Percussão do tórax3.
Exame clínico - Tipos de Tosse
Exame Clínico – Exploração do Tórax
Inspeção
Qualidade dos Mov. Respiratórios
Tipo: Observar movimento toracoabdominal
 Ritmo: Observar duração das distintas fases
 Frequência: Avaliar variações
Profundidade: Avaliar os deslocamentos da
caixa torácica
Tipos de respiração
Normal: Predomina abdominal sobre
torácico
Exclusivamente torácico: Reticulites,
timpanismos, ascites, ruptura
diafragmática
• Exclusivamente abdominal: Pleurites,
fraturas ou fissura de costela, hidrotórax e
dores.
Exame Clínico – Exploração do Tórax
Inspeção
Frequência Respiratória
Normal: 15-30mpm adultos e 20-40
jovens
Taquipneia: Febre, estenose das vias,
edema ou hemorragia pulmonar,
anemias, insuficiências cardíacas, anóxia
Bradipneia: Intoxicações, encefalopatias
ou iatrogênica.
Profundidade Respiratória
Normal: movimentos superficiais
Hiperpneia: Respiração
dispneica, movimentos bem
profundos.
 Hipopneia: Situações de dor,
animais idosos.
Dispneia Expiratória:
Bronquites
Redução da elasticidade pulmonar
Prolongamento da expiração (E)
Expiração em dois tempos
Respiração abdominal invertida
Fossa paralombar evidente
Inspeção
Dispneia Inspiratória:
Estenoses
Edema de glote
Abscessos
Obstrução
Postura ortopneica
Exame Clínico - Dispnéia
Exame Clínico – Exploração do Tórax
Diferentes formas: propósito
do que procurar
Temperatura com o dorso da
mão
 Lesões nas costelas
Miosites ou pleurites
PALPAÇÃO
Superficial ou topográfica
Objetivo de delimitar a área pulmonar
 Batidas leves e movimentação do plessímetro
Borda posterior do pulmão
Profunda
Objetivo de localizar lesões superficiais
Batidas fortes e pouca movimentação do
plessímetro
 Medida do plessímetro
PERCUSSÃO
Exame Clínico – Exploração do Tórax
COMO AUSCULTAR
Local tranquilo e
silencioso
Postura cômoda
Ordenada, Simétrica e
Comparativa
Auscultar pelo menos 5-
6 pontos
Pelo menos 5-6 MR em
cada ponto
• Distância da fonte de produção
• Do efeito amortecedor do meio
• Da reflexão de passagem nos tecidos
• Sons pouco audíveis
• 30-40 segundos
• Bezerros com as mãos
Intensidade dos sons
depende de:
• Aumento da resistência do ar
• Fibrose/Edema/Exsudato
 Enfermidades restritivas
 Enfermidades obstrutivas
• Bronquites
• Aumento da velocidade do ar
• Sibilo
SIBILOS
EXPIRAÇÃO
INSPIRAÇÃO
Extensos, contínuos, sonoridade depende da
velocidade do ar
• Estreitamentos intratorácicos
• Doenças obstrutivas
• Broncopneumonias
• Bronquites
Estreitamentos extratorácicos
• Colapso de traquéiaInspiração
Sons
Creptantes
Começo da
inspiração à
expiração
Ao final da
Inspiração
 São curtos, descontínuos, produzidos quando a pressão do ar
inspirado vence a resistência dos brônquios fechados, e estes se
expandem e abrem violentamente.
Doenças obstrutivas (bronquites)
• Doença restritiva
• Edema
• Pneumonia intersticial
Crepitações
ásperas
 Mais fortes
Baixa frequência
 Expectoração ou fluido nas vias aéreas
Crepitação
parte ventral
do pulmão
Edema Pulmonar
Punção no 6° ou 7° EIC direito
 Abaixo da linha do líquido
Agulha com mandril 2mm de
diâmetro e 15cm comprimento
Assepsia cirúrgica
Deslocamento de pele
Exames complementares - Tórax 
Toracocentese
• Diagnóstico e terapêutico
• Efusão pleural
• Sedação com xilazina 2%
Aspiração transtraqueal
• Análise de líquido
• Virologia, citologia, bacteriológico ou
parasitário
• Realização de antibiograma
 Endoscopia
• Muito útil porém dispendiosa
•Endoscópio de menos de 12mm
de diâmetro
• Anestésico spray ou lidocaína
diluída
•Sedação se necessário e
contenção adequada
•Lavado traqueobrônquico ou
broncoalveolar
• Obs.: animais menores, via oral
anestesia geral
Exames complementares - Tórax 
Lavado traqueal
Neutrófilos– Inflamação aguda
Macrófagos – Inflamação
crônica
Eosinófilos/bactérias/fungos/p
arasitas – Processo alérgico ou
parasitário
 Ultrassonografia pulmonar
• Útil em caso de efusão pleural
• Neoplasmas ou consolidações
• Punção guiada
• Sondas de 5MHz
Exame de Raio X
• Difícil acesso à animais maiores
• Oneroso na realidade da buiatria
Exames complementares - Tórax 
Principais Doenças
Sist. Respiratório
Sinais clínicos:
• Dispnéia inspiratória
• Progressiva
• Ao nascimento ou alguns meses após
• Fatores ambientais agravam o quadro
• Calor e umidade
Doenças Obstrutivas Mecânicas (CONGÊNITAS)
Cistos faríngeos/nasal/conchal
Anomalias ósseas
Má formações de laringe
Diagnóstico:
• Exame físico
• Inspeção visual
• Cavidade oral e nasal
• Endoscopia
• Citologia e microbiologia• Infecção secundária de cistos
• Radiografias de crânio
Tratamento:
Cistos:
Bom prognóstico com remoção completa (incluindo epitélio
secretório)
Drenagem e cauterização podem causar recidiva1.
Más-formações e anomalias ósseas: Prognóstico desfavorável2.
Cuidados:
Exame clínico e estresse podem causar anóxia e colapso
Traqueostomia indicada em alguns casos para permitir o exame
Doenças Obstrutivas Mecânicas
(Adquiridas)
Abscessos
faringeanos
Aumento de
linfonodos
Neoplasias
Corpos estranhos
Laringite necrótica
Administração de
medicamentos Oral
Abre bocas
Sinais Clínicos
• Dispnéia inspiratória
•Respiração estertorosa
e de boca aberta
• Febre
• Descarga nasal uni ou
bilateral
• Redução de fluxo de ar
• Inchaço externo
Diagnóstico
• Exame físico
• Inspeção manual da cavidade
oral
• Equivalência do fluxo de ar
• Odor da respiração
• Aspirados para citologia
• Swab
• Cultura em inchaços
• Biópsias para histopatologia
Exames: Ultrassom
Raio-X
Endoscopia
 Tratamento:
Tratamento da lesão inflamatória
Drenar abscessos faringeanos
Antibiótico sistêmico (1-2
semanas)
Lavagem diária do local da
drenagem
Trepanação sinusal
Retirar corpo estranho
Doenças Obstrutivas Mecânicas
(Adquiridas)
Doenças
Inflamatórias
Etiologia
• Doença do verão
• Verão e primavera
Sinais clínicos
• Descarga nasal bilateral
• Prurido nasal
• Estertor nasal e taquipneia
Diagnóstico
• Sinais clínicos
• Endoscopia e lavado traqueal
• Eosinófilos predominantes e céls. Mononucleares
Doença inflamatória RINITE ALÉRGICA
 Tratamento
• Remoção dos animais do pasto
• Corticoesteróides
• 5 a 7 dias melhora significativa
Doenças Inflamatórias
Etiologia
• Rhinosporidium
• Granuloma nasal difuso
Sinais clínicos
• Dispnéia inspiratória
• Epistaxe
• Prurido nasal
Diagnóstico
• Lesões
• Endoscopia/Biópsia/Histopatologia
Doença inflamatória Rinite granulomatosa
 Tratamento
• Iodeto de Sódio, IV (30g/450 Kg – SID ou BID)
• Seguido de 30g de iodeto orgânico em pó oral
• Até inicio de sinais de iodismo
• Irritação de olhos e mucosas/edema de pálpebras
• Remoção da massa (criocirurgia)
 Etiologia:
• Seios frontais – descornas
• Seios maxilares – Afecção dental
• Múltiplos seios – neoplasias/chifres/fraturas ósseas/Ostrus ovis
Sinais clínicos:
• Aumento de volume externo ou amolecimento do seio
• Descarga nasal uni ou bilateral
• Mucopurulenta
• Mau cheiro e fluxo de ar desigual
• Olhos fechados/pescoço extendido
• Head pressing
• Febre, anorexia e letargia
• Sinais nervosos
Doença inflamatória SINUSITE
Diagnóstico:
• Sinais clínicos
• Percussão e palpação dos seios
• Cultura e antibiograma
• Radiografias
Tratamento:
• Limpeza da ferida cirúrgica
• Solução salina + desinfetantes suaves
• Antibiótico sistêmico (7-14 dias)
• Penicilina geralmente é eficaz
• Trepanação sinusal (em dois pontos)
• 2,5cm de diâmetro
• Pus líquido – bom prognóstico
• Piogranulomas – prognóstico reservado
• Retirada de dentes acometidos (quando for o caso)
Doença inflamatória SINUSITE
Externutação (espirros)
Anticorpos nasais locais
Reflexo da tosse
Mecanismo de transporte mucociliar
Macrófagos alvéolares
Sistema de anticorpos sistêmicos
Doença inflamatória Broncopneumonias
Principais patógenos virais
envolvidos
• Vírus Respiratório sincicial
Bovino(BRSV)
• Vírus da Parainfluenza 3(PI-3)
• Herpesvírus Bovino 1 (BHV-1)
• Vírus da Diarréia dos
Bovinos(BVDV)
• Adenovírus 1,2e3
• Rinovírus
• Rotavírus
 Principais patógenos bacterianos envolvidos
• Mannheimia haemolytica
• Fusobacterium spp
• Pasterulla multocida
• Trueperella pyogenes
• Mycoplasma bovis
• Histophilus somni
• Micobacterium spp
• Bibersteinia trehalosi
Doença inflamatória Broncopneumonias
Micóticas e
Parasitárias
Doença inflamatória Broncopneumonias
DesmameTransporteAglomeração
Irritação da vias AspiraçãoDoenças primárias
Ambiente
Fatores Predisponentes - BROCOPNEUMONIAS
Quebra da
barreira e
colonização por
microrganismos
Migração via
hematógena
Doença inflamatória Broncopneumonias
SINAIS CLÍNICOS
Tosse úmida ou seca
Lacrimejamento
Hipertermia
Corrimento nasal uni ou bilateral
Dispnéia – expiratória
Taquipnéia e taquicardia
Respiração de boca aberta
Cabeça e pescoço estendidos
Respiração com a boca aberta
Presença de espuma na boca
Terneiro em estação cansado
Doença inflamatória Broncopneumonias
DIAGNÓSTICO
Anamnese e sinais clínicos
Exame Físico
Exames complementares
Hemograma:
Leucocitose por neutrofilia
Leucopenia por linfopenia
Parasitológico
Sorologia
Auscultação
• Estertores (crepitação)
• Sibilos
• Depende do grau de severidade
e acometimento do parênquima
• Expiração forte - Pausada - Dor
Doença inflamatória Broncopneumonias
TRATAMENTO
Antibióticos de amplo espectro
Fluidoterapia
Riscos de edema pulmonar
Oral – animais dispneicos
Melhora de 24 a 48h e ingestão
espontânea
Broncodilatadores e mucolíticos
Clembuterol e Bromexina
AINEs
• Flunixim meglumine 2,2mg/kg
(anorexia) – 0,5 a 1,1 mg/kg (seguro)
• Aspirina
• Atropina – 2,2mg/45kg IM ou SC BID
Corticoesteróides:
• Dexametasona 20mg
• Prednisolona
• Inflamação e eliminação de secreção
Doença inflamatória Broncopneumonias
TRATAMENTO
 Tratamento de grandes grupos
• Tetraciclinas
• Sulfas
• Tilosinas
Doença inflamatória Broncopneumonias
PROFILAXIA + CONTROLE
 Redução do estresse ambiental
Manejos nutricional e alimentar adequados
Manejo higiênico-sanitário das instalações
Adequada ventilação (minimização de vapores de amônia)
Umidade e Temperatura
Lotação
Fornecimento de colostro de boa qualidade, no tempo adequado, e na
quantidade apropriada
Programas de vacinação adequados a cada fazenda
Programas de vermifugação

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