Prévia do material em texto
CURSO: TÉCNICO EM ENFERMAGEM PAULO ÁLVARO DE MELO DOS SANTOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SANTANA DO ACARAÚ/CE 2024 PAULO ÁLVARO DE MELO DOS SANTOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial para obtenção do título técnico em enfermagem, do Centro Educacional e Pesquisa potencial Treinamentos. Prof. Robson Carneiro. Aprovado em: Banca Examinadora _______________________ _______________________ Sanatana do acaraú-ce Março/2024 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO............................................................................................................ 03 2 OBJETIVOS.................................................................................................................. 07 2.1 Objetivos Geral............................................................................................................. 07 2.1.1 Ojetivos Específicos .................................................................................................. 07 3 METODOLOGIA.......................................................................................................... 08 CONCLUSÃO ou CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................... 09 REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 10 3 1 INTRODUÇÃO A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é considerada um problema no ambiente hospitalar, sendo um processo infeccioso que acomete mais comumente pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que estão sob suporte ventilatório invasivo (ANVISA, 2017). A pneumonia é uma inflamação pulmonar gerada por uma infecção originada por bactérias, fungos e vírus. Pode ser classificada em quatro tipos conforme sua etiologia, sendo adquirida na comunidade, adquirida no hospital, associada à ventilação mecânica e associada aos cuidados de saúde (HINKLE; CHEEVER, 2015). A ventilação mecânica invasiva (VMI) é definida como a insuflação de volumes de ar nas vias aéreas através de um dispositivo utilizado para auxiliar ou controlar a respiração de forma contínua, no tratamento da insuficiência respiratória aguda ou crônica, seja por traqueostomia ou intubação endotraqueal. Tem como objetivo não só a manutenção das trocas gasosas, mas também a correção da hipoxemia e da acidose respiratória associada à hipercapnia, amenizando o esforço da musculatura respiratória e, dessa forma, reduzindo o desconforto respiratório (BARBAS et al., 2015). A alta tecnologia especializada e complexa utilizada nas UTIs viabiliza a sobrevida prolongada do paciente em situações críticas. Por outro lado, esse acaba ficando exposto a riscos que o tornam predisposto a adquirir infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), devido a procedimentos como a VM. A existência do tubo endotraqueal é indicada como um fator de risco significativo para a pneumonia associada à ventilação mecânica pelo fato de dificultar as defesas do organismo do paciente ao permitir que microrganismos adentrem nas vias aéreas inferiores. Outra ameaça se dá pela má higienização da cavidade bucal, visto que a presença do tubo endotraqueal e, por vezes, o estado de inconsciência do paciente, dificultam e contribuem para a proliferação de microrganismos nas vias aéreas (MOTA et al., 2017). Pode-se definir PAV quando a infecção é desenvolvida e diagnosticada 48 horas após o início da terapia ventilatória. A incidência é alta, sendo a infecção que mais comumente acomete pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI), variando entre 6% e 52%, conforme a população estudada, tipo de UTI e critério diagnóstico. Comparando com outros tipos de infecções, como do trato urinário e de pele que, costumeiramente não superam 4%, a PAV obtém relevantes índices de mortalidade variando entre 24% e 50%, podendo atingir mais de 70% quando ocasionada por microrganismo multirresistente (LEITE; SILVA, 2018). A pneumonia é a segunda principal infecção nosocomial em unidades de terapia intensiva, quando associada à ventilação mecânica, é a infecção que mais acomete os pacientes internados, sendo que sua incidência pode variar de 9 a 68%, dependendo do método diagnóstico utilizado e da população estudada 4 (YAZDANI et al., 2015). OBGETIVO: Descrever o caso clínico de um paciente com pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), identificar os diagnósticos de enfermagem, avaliar a sintomatologia e o grau de comprometimento que a patologia apresenta e traçar o plano assistencial ao paciente portador de pneumonia e a sua condição associada a ventilação com a ventilação mecânica. • Investigar na literatura científica segurança prestada pela assistência de enfermagem na prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica. • analisar a produção científica atual sobre a atuação da enfermagem na aplicação de bundles de prevenção em unidades de terapia intensiva e sua relevância na redução da incidência da PAV. . METODOLOGIA: Estudo de caso clínico com abordagem qualitativa realizado durante o mês de março e abril de 2024 em hospital na cidade de Acaraú-ce. a escolha do sujeito em estudo foi estabelecido a partir do cuidado de enfermagem, a coleta de dados foi realizada a partir de uma entrevista com o paciente, bem como por consulta ao aos dados terapêuticos, para avaliação da evolução dos cuidados e da terapia medicamentosas quanto aos seus efeitos. CARACTERISTICAS DO PACIENTE RSN, 27 anos de idade, casado, analista de sistema, natural e procedente de Santana do Acaraú-Ce, com índice de massa corpórea (IMC) entre 30 e 40, sem uso de nenhuma medicação, não tabagista nem etilista, hígido até então, procurou atendimento médico ambulatorial devido ao aumento da temperatura corpórea, tosse seca, mialgia e rinorreia há três dias. EXAME FÍSICO: Paciente em regular estado geral e nutricional, lúcido e orientado, taquipnéico, mucosas coradas. Dados vitais: TA: 120/80mmHg, FC: 100bpm, T: 38,5ºC, FR: 33ipm, Sat O2 = 92%. AR: Expansibilidade levemente diminuída em 1/3 inferior do hemitórax esquerdo, macicez à percussão e frêmito tóraco-vocal aumentado neste local. Murmúrio vesicular preservado, estertores crepitantes em base esquerda. EXAMES COMPLEMENTARES: (03/03/2024). Rx do tórax, que revelou opacidade no lobo pulmonar inferior direito. Exames em amostra de sangue venoso: proteína C reativa (PCR) de 154,1 ng/dL; Contagem por mm3 de leucócitos, neutrófilos, bastonetes, linfócitos, monócitos e eosinófilos, respectivamente, de: 5700, 4845, 161, 483, 322, e 57; hemoglobina de 14,3 g%; plaquetas de 202000/mm3. 5 No dia 03/03/2024; Foi iniciada antibioticoterapia com Levoflaxino. Na tarde do mesmo dia, ele procurou o Ambulatório de Referência para o Atendimento de Influenza (H1N1)2009. Foi coletado espécime clínico de secreção de nasofaringe e mantida a antibioticoterapia. O paciente foi orientado a permanecer sob isolamento domiciliar pelo Programa de Atenção Domiciliar (PAD). Não houve melhora, ao contrário, desenvolveu dispneia. Três dias após, (06/03/2024) foi internado com frequência respiratória de 40 irpm, em uso de musculatura ventilatória acessória e com tiragem intercostal moderada. Apresentava dor torácica ventilatória-dependente; pressão arterial sistêmica (PA) de 12/8 cmHg; saturimetria de pulso (Sat. O2) de 65% em ar ambiente e 85% com oxigênio em máscara facial a 15 L/min. Dia 10/03/2024,realizoutelerradiografia do tórax, que revelou infiltrados ou opacidades com broncograma aéreo disseminados em todos os campos pulmonares com o coração e os vasos da base normais. A admissão hospitalar dia 10/03/2024 foi seguida, imediatamente, de instalação de intubação orotraqueal, realizada com grande dificuldade e submissão à ventilação mecânica (VM). Dia 11/03/2024,Os parâmetros iniciais para a VM revelaram a necessidade de pressão expiratória final positiva (PEFP) de 20 cmH2O, fração inspirada de oxigênio (FiO2) de 100%, pressão inspiratória (PI) de 37 cmH2O, relação inspiração/expiração (I:E) de 1:1,5, com saturimetria (Sat.O2) de 75%. Dia 12/03/2024,surgiu hipotensão após a sedação para a entubação, revertida pela infusão de 1000 mL de NaCl 0,9% e Norepinefrina 10 mL/h. Dia 13/03/2024, a sedação foi instituída de forma contínua. Houve o desenvolvimento de pneumomediastino e enfisema subcutâneo volumoso, reabsorvido após redução da PEEP para 16 cmH2O. 6 PLANO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM DiDiagnóstico de Enfermagem Prescrições de Enfermagem Resultados Esperados Risco para infecção Realizar a higiene das mãos antes e após contato com as conexões do ventilador mecânico. Higienizar mãos nos cinco momentos com técnica asséptica utilizando álcool glicerinado ou higienizar as mãos com água e sabonete líquido, quando houver sujidade visível nas mãos, antes e após manipulação do tubo endotraqueal. Sem infecção Padrão respiratório ineficaz Verificar a integridade dos circuitos da ventilação mecânica, como a eficácia de seu funcionamento, sujidade visível, acúmulo de líquidos, providenciando a sua troca conforme necessário. Padrão respiratório melhorado Infecções das vias aéreas Executar a higiene oral com S F 0,9 % com gazes estéreis através de movimentos circulares 1 X ao dia. Realizar higiene das mãos antes e após realizar procedimento no paciente nos cinco momentos principalmente antes e após aspiração do paciente e manipulação vias aéreas. Prevenir infecção 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÃO Este estudo destacou-se que a pneumonia é um problema significativo de Saúde Pública relacionada à elevadas taxas de morbimortalidade e a um custo excedente de recursos de saúde, pretendemos destacar a notabilidade da problemática da pneumonia para a saúde publica e contribuir para assistência do paciente portador de pneumonia. Nesse contexto a enfermagem torna-se responsável pela garantia do cuidado prestado ao paciente crítico sob ventilação mecânica, desempenhando maior parte das medidas preventivas contidas no bundle. Sendo assim, essa revisão bibliográfica contribui para o conhecimento da prevenção da PAV na perspectiva da enfermagem. 8 REFERÊNCIAS ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília, 2017. Disponível em: http://antigo.anvisa.gov.br/documents/33852/3507912/Caderno+4++Medidas+de+Preven%C 3%A7%C3%A3o+de+Infec%C3%A7%C3%A3o+Relacionada+%C3%A0+Assist%C3%AAn ci a+%C3%A0+Sa%C3%BAde/a3f23dfb-2c54-4e64-881c-fccf9220c373. Acesso em: 20 de nov. 2023. BARBAS, C. S. V. et al. Recomendações brasileiras de ventilação mecânica. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 26, n. 2, p. 89-121, 2015. DOI: http://dx.doi.org/10.5935/0103-507X.20140017. série IV, n. 20, p. 87-96, 2019. DOI: http://dx.doi.org/10.12707/RIV18035. GIL, A. C. Como elaborar projeto de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2010. HINKLE, J. L.; CHEEVER, K. H. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 13 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. HASSAN, Z. M.; WAHSHEH, M. A. Knowledge level of nurses in Jordan on ventilator‐associated pneumonia and preventive measures. Nursing in critical care, v. 22, n. 3, p. 125-132, 2017. MOTA, E. C. et al. Incidência de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica em unidade de terapia intensiva. Revista de Medicina da USP. São Paulo, v. 50, n. 1, p. 39-46, 2017. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v50i1p39-46. Osti, C., Wosti, D., Pandey, B., & Zhao, Q. (2017). Ventilator-Associated Pneumonia and Role of Nurses in Its Prevention. Journal of the Nepal Medical Association. 56(208), 55-68. SILVA, S. G. et al. Avaliação de um bundle de prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica em unidade de terapia intensiva. Texto e contexto Enferm, Florianópolis, v. 23. n. 3, p. 744-750, 2018. DOI: https://doi.org/10.1590/0104- 07072014002550013. North American Nursing Diagnosis Association. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2018/2020. YAZDANI, M. et al. A comparative study of teaching clinical guideline for prevention of ventilator-associated pneumonia in two ways: face-to-face and workshop training on the knowledge and practice of nurses in the Intensive Care. http://dx.doi.org/10.12707/RIV18035 https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v50i1p39-46